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quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Quanto é que a Aston Martin ganhou com as suas atualizações?


Agora que estamos em agosto e a Formula 1 foi de férias, alguns começam a analisar os desempenhos dos carros no atual pelotão, e quem está no centro das atenções é a Aston Martin. Grande desilusão do inicio da temporada, acabando a dividir a última fila da grelha com a Cadillac, na Hungria apareceu com a versão B do seu AMR26, que tem mais carga aerodinâmica e um aumento da performance, mas o mais interessante é, sem a evolução do motor Honda, que aparecerá em Zandvoort, poderão ter ganho cerca de um segundo e meio, o que ajudou, or exemplo, a colocar Fernando Alonso na Q2 desse Grande Prémio.

Rob Smedley, antigo engenheiro da Ferrari, analisou agora os dados reais da última atualização da Aston Martin e apresentou no podcast “High Performance Racing” aquilo que classificou como “dados exclusivos” sobre a verdadeira dimensão do salto de desempenho da equipa britânica.

Fazendo, por exemplo, uma sua análise comparativa entre o AMR26B com a Williams FW47, a valia do novo chassis foi clara, com o britânico a afirmar que “nas velocidades mínimas em curva, Alonso é muito mais rápido em todo o lado”, acrescentando que “o carro de Alonso tem muito mais carga aerodinâmica em comparação com o Williams de Sainz: é simplesmente um carro mais estável e com melhor rendimento”.

Contudo, Smedley afirmou que em termos de reta, ainda tem desvantagens em relação à concorrência:

Pode ver-se que, face ao motor Mercedes, a diferença entre os dois motores e, provavelmente também a resistência aerodinâmica entre os dois carros, ele [Alonso] fica para trás em todas as retas. Aí, Sainz é até 10 quilómetros por hora mais rápido, o que é impressionante. Portanto, ele [Sainz] passa mais devagar nas curvas, mas ele [Alonso] perde muito tempo, em comparação com o Williams, devido ao motor e à resistência aerodinâmica desse carro.”, afirmou.


Smedley mostrou depois um gráfico onde compara a performance de Alonso com as pole-positions desta temporada, mostrando a enorme diferença que existiu até então. E mostra que na Hungria não só recuperou tempo perdido devido às atualizações da concorrência, como também ganhou tempo em relação ao resto do pelotão.

Se tomarmos as corridas até Espanha, mas sem a incluir, esse défice é de 4,1 por cento. Usamos a percentagem porque o tempo físico por volta é diferente de um circuito para outro, por isso usa-se a percentagem porque é mais consistente”, explicou. “A partir de Espanha, as melhores equipas introduzem novos pacotes, pelo que a Aston passa a ficar cerca de cinco por cento mais lenta. Mas depois, em Budapeste, voltara a situar-se nos 3,9 por cento”, continuou.

Portanto, ajustaram o tempo relativo face a todos, e isto é realmente interessante, porque durante a primeira parte da época tinham uma desvantagem de 4,1 por cento, agora têm 3,9 por cento.

Para finalizar, Smedley confessa curiosidade para saber até que ponto é que o AMR26B irá recuperar quando tiverem a nova evolução do motor Honda, e também realçou que Newey irá ter mais evoluções do carro que, estreará em Monza ou Baku.

"Zandvoort é um circuito muito exigente ao nível do motor. É preciso ali um motor muito, muito potente. Por isso vai ser interessante ver se pelo menos conseguem manter o ritmo, porque a falta de motor em Budapeste, foi um problema muito menor do que seria em Zandvoort.”, começou por afirmar.

O britânico acrescentou que “a Aston Martin precisa urgentemente que a Honda melhore o rendimento deste novo motor", sustentando ainda que a Aston Martin “já ultrapassou a Cadillac e a Williams, mas ainda não ultrapassou a Haas.”. E em jeito de conclusão, afirma que com esta evolução, fizeram um bom trabalho, logo, cumpriram com o que prometeram.

Ainda há muito por vir. O que realmente têm procurado é uma plataforma estável. A outra boa notícia é a correlação, ou seja, o quanto o carro entrega em pista em comparação com o que se espera na simulação. Falando com várias pessoas por lá, parece que cumpriu com o que esperavam.”, concluiu.


Resta saber como será para o resto da temporada, mas que ninguém fique admirado se a performance da Aston Martin acabe no meio do pelotão para o final da temporada, com mais passagens pelos pontos do que o único que tiveram, em Monte Carlo, com Fernando Alonso ao volante. 

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

As imagens do dia







Os testes no Bahrein poderão ter encontrado o... pior (?) carro da Formula 1. E a grande ironia é que os problemas poderão ter sido identificados, com o mesmo piloto presente em ambas as situações. 

Explique-se: a Aston Martin, e o seu AMR26, anda a um ritmo quatro segundos mais lento que os Mercedes, Ferrari e McLaren. Em média. E para piorar as coisas, eles tem rodado pouco - creio que menos de 50 voltas durante a manhã e à tarde, nem sequer rodaram. E os tempos andam, em média, quatro segundos mais lentos por volta. Pelo menos, foi isso que Lance Stroll disse quando saiu do carro, no final da manhã desta quinta-feira, no Bahrein.  

Neste momento parece que estamos quatro segundos atrás das equipas de topo, quatro segundos e meio. É impossível saber com que cargas de combustível e configurações os outros estão a rodar. Mas agora precisamos de encontrar quatro segundos de performance. É simplesmente uma diferença de aderência e de performance. Não acho que isso caia do céu aos trambolhões. É preciso melhorar e encontrar desempenho no carro e no motor.”, explicou o piloto canadiano aos jornalistas.

Questionado sobre os aspetos positivos do monolugar, respondeu de forma irónica:

A pintura está bonita.

Referindo-se ao papel de Adrian Newey como diretor de equipa, Stroll comentou:

Ele é totalmente focado na performance. Está obcecado em encontrar mais desempenho para o carro e é um grande líder. Estamos onde estamos. Queremos lutar por vitórias? Sim. Estamos a lutar por vitórias hoje? Não parece. Isso significa que não podemos lutar por vitórias no futuro? Não, acredito que podemos. Não tenho uma bola de cristal. Não parece extraordinário.

Fernando Alonso não disse nada, mas os seus gestos afirmam muito. Ele, depois de ter dado algumas voltas no carro, quando regressou às boxes, simplesmente atirou as luvas para fora, num gesto de frustração. No final, fez 98 voltas e não disse muita coisa em público.

A razão disto tudo? Aparentemente, o motor Honda. Matteo Bobbi, ex-piloto e atualmente comentador da Sky Itália, afirmou ter tido uma conversa com um elemento da Aston Martin e ele afirmar que o motor "é realmente mau", e que a marca japonesa está a trabalhar, em contrarrelógio para montar um motor melhor, e que seja compatível com o óleo lubrificante providenciado pela Aramco, a petrolífera saudita.

Sabia-se que o carro poderia ter dificuldades pelo facto de ter começado a ser desenhado quatro meses depois da concorrência, e a Aston Martin andar numa enorme operação de expansão das suas instalações, em Silverstone, e isso inclui um túnel de vento construído do zero, mas a Honda, que veio da Red Bull, onde ganhou campeonatos com Max Verstappen... essa é uma enorme desilusão. E claro, lembrando que algures em 2016, Fernando Alonso chamou a aquele motor de "GP2 engine"... se calhar, os pesadelos irão voltar esta noite. 

Contudo, a razão porque a Honda tem esta performance poderá ser algum problema que eles detectaram e decidiram reduzir a potência desse motor como medida de precaução. E enquanto isso acontece, tentam resolver esse problema. Se assim for, então, pode não ser tão "GP2" assim, mas que é preocupante... é. Para terem uma ideia, eles dão cerca de 318 km/hora em reta a 11 mil RPM, menos 30 km/hora dos motores da Red Bull, por exemplo.  

Em conclusão, os testes são o que são: testes. Não se está puxar totalmente pela máquina, os sistemas ainda parecem frágeis e ainda faltam três semanas para Melbourne. Agora, do que os jornalistas andam a ver é que das 11 equipas em pista, o mais difícil de guiar poderá ser este mesmo, o Aston Martin. E se as coisas continuam assim à medida que se ganha confiança nos sistemas, à medida que os pilotos começam a puxar pelo carro até chegar ao seu limite... se os problemas se confirmarem, então a temporada será um pesadelo. E Newey, Alonso, Stroll e outros terão uma montanha muito grande para escalar. 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Apresentações: o Aston Martin AMR26


A Aston Martin apresentou na segunda-feira à noite o seu chassis para 2026, o AMR26. A cerimónia decorreu em Dahran, na Arábia Saudita - mais concretamente no centro cultural Ithra – King Abdulaziz Center for World Culture - e ali foi mostrado um concept car com a pintura que será utilizada no chassis deste ano.

Com os pilotos Lance Stroll e Fernando Alonso presentes, Lawrence Stroll, o presidente executivo, afirmou na apresentação que a temporada de 2026 irá coincidir com a plena operacionalidade do novo campus tecnológico da equipa e com o reforço das parcerias estratégicas com a Aramco e a Valvoline, enquadrando uma aposta de longo prazo para lutar por vitórias e títulos.

O AMR26 representa um passo decisivo para a Aston Martin ao entrarmos na nova era da Fórmula 1 em 2026. Estes regulamentos constituem a maior redefinição que o desporto viu numa geração, e estamos a abordá-los com ambição clara: construir uma equipa capaz de vencer.

"Cada movimento que fazemos é pensado e deliberado, orientado para onde queremos chegar. Este ano marca também a nossa primeira época como equipa oficial de fábrica, apoiada por parceiros de classe mundial como a Honda, a Aramco e a Valvoline. Com o campus tecnológico agora concluído, temos pessoas, instalações e investimento de longo prazo para competir com os melhores. Hoje é mais um marco importante nesse percurso.”, concluiu.


Adrian Newey, que para além de ser o projetista do AMR26, é também o diretor desportivo da equipa, acrescentou que 2026 será um ano desafiador, por causa das mudanças nos regulamentos, quer do motor, quer do chassis. 

"2026 é um momento raro na Fórmula 1 porque, pela primeira vez, os regulamentos do chassis e da unidade motriz mudaram em simultâneo. Com regras completamente novas, a melhor filosofia nunca é óbvia de imediato e a compreensão evolui à medida que o carro se desenvolve. Com o AMR26 adotámos uma abordagem holística: não se trata de um único componente de destaque, mas de como todo o conjunto funciona em harmonia.", começou por afirmar.

"O foco tem sido criar bases sólidas, potencial de desenvolvimento e um carro de que o Lance e o Fernando consigam extrair performance consistentemente.”, concluiu.

O carro já apareceu em Barcelona, para os primeiros ensaios, e agora, a equipa aponta aos dois ensaios que irão acontecer no Bahrein, antes da ronda inaugural em Melbourne, que acontecerá na primeira semana de março.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Youtube Formula 1 Presentation: A apresentação do Aston Martn AMR26

Esta segunda-feira está a ser um dia cheio em termos de apresentações de cores e chassis. Depois da McLaren, que mostrou as cores do seu MCL40, no final desta tarde, pelas 19 horas de Londres, será apresentado o AMR26, o carro da Aston Martin com motor Honda e também o primeiro carro desenhado por Adrian Newey

Expectativas estão a ser altas para o que será este novo carro, já que daquilo que se viu nos testes de Barcelona, poderá ser um carro bem interessante de se seguir. O AMR26 será guiado por Fernando Alonso e Lance Stroll.

sábado, 30 de agosto de 2025

Formula 1 2025 - Ronda 14, Zandvoort (Qualificação)


A Formula 1 regressa ao ativo depois de (quase) um mês de férias, e começa... à beira do mar. Teria a sua graça se fosse no Mediterrâneo, mas na realidade, é no mar do Norte, nos arredores de Amesterdão, um lugar onde tem fama de ser algo liberal à noite e muito clássicos de manhã, com os seus museus, igrejas e canais, e claro, a fama de ser plano, onde se quiser, pode andar de bicicleta por cem quilómetros e não será chateado nem correrá o perigo de ser atropelado por um automóvel ou comboio.

Claro, a grande noticia das férias foi o anuncio da dupla de pilotos, os primeiros, da Cadillac para 2026. E se boa parte não achou graça por terem escolhido "dois segundos pilotos" - li muito isso durante a semana - creio que Valtteri Bottas e Sérgio Pérez trarão aquilo que a marca precisa nesta sua primeira temporada: experiência para fazer evoluir o carro, especialmente numa primeira temporada onde o último lugar está praticamente garantido.

No fim de semana de verão em Zandvoort, o autódromo poderá estar cheio, mas o domínio laranja será mais do tom papaya, e não tanto o "Oranje" dos últimos anos, com Max Verstappen na Red Bull. Com o carro a ficar pior, em relação a 2024, e numa equipa em ebulição, as chances do pentacampeonato para Max Verstappen estão a diminuir de corrida para corrida. 


Com o tempo ameno, a qualificação começou com... um incidente. Ao longo do final de semana, especialmente nos treinos livres de sábado de manhã, Lance Stroll bateu com o carro no muro, dando trabalho extra aos mecânicos, porque a qualificação estava perto. Conseguido o "milagre", o canadiano pegou no carro, deu a sua primeira volta na Q1... e bateu de novo, antes de completar a sua volta. O piloto canadiano, ao tocar com uma roda na relva, perdeu o controlo do carro, despistou-se na gravilha e embateu nas barreiras. Apesar de conseguir regressar às boxes, o seu carro necessitou de uma nova asa dianteira e de verificações no fundo, pondo fim à sua participação na sessão. 

Pouco depois, a sessão prosseguiu com os McLaren no topo da tabela de tempos. Especialmente Lando Norris, que com uma volta impressionante de 1.09,469, liderou a tabela de tempos, com o seu colega de equipa, Oscar Piastri, a assegurar o segundo lugar, apenas a 158 centésimos de diferença. Ambos os pilotos da McLaren demonstraram um ritmo excecional, mesmo utilizando pneus macios já usados.

Em contraste, os Ferrari tinham dificuldades, mesmo com pneus novos. Os seus pilotos não conseguiram tempos competitivos, com Hamilton a figurar em 11º e Leclerc mais atrás, na 14ª posição, necessitando de um segundo jogo de pneus para tentar melhorar para ficarem mais confortáveis para passar à P2.

No final, quem ficou com a "fava" foram Stroll, sem marcar tempo, os Haas de Esteban Ocon e Ollie Bearman, o Alpine de Franco Colapinto e o Sauber de Nico Hulkenberg. Gabriel Bortoleto esteve perto de ser eliminado, mas conseguiu levar a melhor, enquanto a Haas pagava o preço pelas dificuldades sentidas em Zandvoort. 

Poucos minutos depois, começou a Q2, e as primeiras voltas foram sem história, até que Charles Leclerc disse pela rádio que viu algo estranho: uma raposa. Rapidamente, a pista ganhou uma nova mascote, e parece que certos lugares estão a ganhar alguma reputação em termos de contacto com a Natureza...

A meio da sessão, a McLaren entrou em ação e rapidamente deixou a sua marca. Lando Norris, com pneus novos, registou um impressionante 1.08,874, estabelecendo um novo ponto de referência. O seu colega de equipa, Oscar Piastri, seguiu de perto, ficando a menos de um décimo de segundo, confirmando a excelente forma da equipa de Woking. Simultaneamente, Lewis Hamilton e Charles Leclerc mostraram melhorias significativas, com o britânico a conseguir o quarto melhor tempo, seguido pelo seu companheiro de equipa, indicando que a Ferrari estava a começar a encontrar algum ritmo.

Na parte final, com os McLaren bem instalados na primeira fila, a grande correria era para ver quem conseguia entrar na Q3 e quem iria assistir o resto da qualificação mas boxes. Parecia que Bortoleto iria ser um deles, mas do resto, nada se sabia. Cedo soube que iria ser acompanhado pelo Alpine de Pierre Gasly, do Williams de Alexander Albon, do Red Bull de Yuki Tsunoda e, algo surpreendentemente, do Mercedes de Andrea Kimi Antonelli. Em contraste, os Racing Bulls passavam, bem como o Aston Martin do "Matusalém" da competição, Fernando Alonso. 

E claro, chegamos agora à Q3. 

Os primeiros a sair foram os McLaren, com Piastri a ser o primeiro, seguido de Norris. O australiano começava com 1.08,662, com Norris não muito atrás, com 1.08,674. 12 milésimos de segundo, era mesmo idêntico, mostrando o verdadeiro equilíbrio na McLaren, quer em termos de pilotos, quer em termos de máquinas.

Hamilton cedo ficou com o terceiro melhor tempo, antes de Russell fazer 1.09,255, e claro, esperava-se do que poderia fazer Max Verstappen. Apenas sétimo, antes de Charles Leclerc conseguir um tempo oito décimos pior (1.09,536), mas suficiente para ser quarto na grelha provisória. Hamilton melhora o suficiente para desalojar o seu companheiro de equipa, mais dez milésimos, mas pouco depois, Max consegue 1.09,048 e bate os Ferrari, para ser terceiro. E tudo isto na primeira parte da sessão. 

Passados uns minutos, mais concretamente no último minuto da qualificação, os pilotos preparavam-se para os resultados a sua última tentativa. Os McLaren eram os primeiros, e Norris não conseguia mais que 1.08,750, ficando à mercê dos outros. Especialmente Piastri.


E logo a seguir... não melhorou. Piastri fez 1.08,754, mais lento que Norris, mas nenhum deles conseguiu melhorar os tempos da primeira parte, provavelmente, porque a temperatura do asfalto arrefecia, e os pneus perdiam alguma eficácia. Max melhora o seu tempo, ficando a 263 centésimos da pole, mas é apenas terceiro, nem quebra o monopólio dos "Papaya Orange". Em quarto, e de forma surpreendente, ficou Isack Hadjar, que conseguia o seu melhor lugar na grelha na temporada, e claro, na frente de Ferrari e do Mercedes de George Russell. Acho que este acaba na Red Bull...

Assim foi a primeira qualificação depois das férias. Resta saber como será amanhã. Poderá ser emocionante ou um bocejo. Tudo é possível. 

sexta-feira, 13 de junho de 2025

Noticias: Stroll afirma estar totalmente recuperado


O canadiano Lance Stroll afirma estar totalmente recuperado e pronto para correr em casa. Operado a um pulso devido à recorrência de uma lesão antiga, ele confessou que andou com dores por quase um mês, desde Imola, e que se agravou no fim de semana do GP de Espanha. 

Em declarações antes do GP do Canadá, a aua corrida caseira, no site racingfans.net, admitiu estar frustrado não apenas pela lesão, mas também pela forma como ela afetou o seu desempenho recente. Contudo, está otimista para o fim de semana.

"Esta dor incomodou-me durante algumas semanas em Imola e Mónaco, e depois Barcelona foi realmente brutal durante todo o fim de semana", começou por afirmar o piloto da Aston Martin. “Fiz um procedimento, conduzi esta semana, e senti-me muito bem, por isso estou confiante. É apenas uma lesão antiga que tive há alguns anos. Começou a incomodar-me novamente, então resolvi tratá-la.”, continuou.

Como atleta em qualquer desporto, estamos sempre a tentar superar a dor, o desconforto, tanto quanto possível, para tentar obter um bom resultado no final do fim de semana. Naquela situação, eu estava com dificuldades e a tentar superar isso, mas simplesmente não achei sensato continuar a esforçar-me. Senti que a lesão estava a piorar e que precisava de fazer algo mais sério a respeito”.

Não quero entrar em detalhes sobre o que tive de fazer e como tive de fazer, porque é a minha privacidade médica e gosto de manter isso confidencial. Mas tudo o que posso dizer com certeza é que me sinto muito melhor. Estou ansioso pelo fim de semana de corrida.

Questionado sobre os rumores sobre as verdadeiras razões da sua lesão, onde ele poderá ter-se lesionado por causa de um murro nas boxes, por exteriorizar a sua frustração por causa de uma má qualificação, Stroll foi... evasivo. 

Eu estava frustrado, com certeza. Frustrado com o meu pulso e com as últimas três corridas desde Imola. Isso estava a impedir a minha condução. Então, eu sabia que o domingo seria complicado, provavelmente impossível. E, naquele momento, eu estava bastante frustrado com isso.”, concluiu.

sábado, 7 de junho de 2025

Noticias: Stroll estará apto para correr no Canadá


Lance Stroll está a caminho de correr no Canadá, e prepara para correr no seu Grande Prémio caseiro. Menos de uma semana depois depois do canadiano não ter tomado parte do Grande Prémio de Espanha devido a dores nos pulsos, um legado do seu acidente de bicicleta no inverno de 2023, ele foi alvo de um procedimento médico nesta segunda-feira para debelar o problema. 

Depois disso, surgiram dúvidas quanto à possibilidade de Stroll de fazer na prova caseira, levando a especulação quanto ao seu potencial substituto, sendo mais ou menos consensual que seria Felipe Drugovich a tomar o lugar do canadiano, caso este não estivesse em condições de assumir o volante do seu Aston Martin. 

E um sinal de que Stroll andará por lá é que Felipe Drugovich está em Le Mans, a participar nos testes pré-corrida das 24 Horas de Le Mans, pela Cadillac. Corrida essa que acontecerá no próximo fim de semana. 

quarta-feira, 4 de junho de 2025

Noticias: Lance Stroll já foi operado


O canadiano Lance Stroll já foi operado ao pulso na mesma clínica em Barcelona, onde foi operado em 2023. Segundo conta hoje o jornal espanhol “Marca”, a cirurgia aconteceu no hospital Quiron Dexeus, em Barcelona, foi feita pelo Dr. Xavier Mir, o mesmo cirurgião que tratou Stroll após o seu acidente de bicicleta em 2023, e foi uma cirurgia relativamente simples.

Fontes ligadas ao piloto afirmam que ele estará apto a pilotar o carro a tempo do GP do Canadá, que acontecerá no próximo final de semana, em Montreal.

Recorde-se que Stroll magoou-se no pulso durante a qualificação do GP de Espanha, embora a Aston Martin negue que a lesão tenha sido causada por um momento de frustração na garagem, ao contrário do que se falou durante o final de semana.

segunda-feira, 2 de junho de 2025

Noticias: Drugovich não se importa de abdicar das 24 Horas de Le Mans


Felipe Drugovich afirma que, se a vaga na Aston Martin não for preenchida por Lance Stroll a próxima corrida, ele está pronto. E se for no mesmo fim de semana que as 24 Horas de Le Mans, não há problema. 

Neste momento, nem sequer sei exatamente como é que as coisas vão acontecer daqui para a frente. Antes de mais, temos de desejar ao Lance as melhoras. Para Le Mans, nesse aspeto, a minha prioridade sempre foi a Fórmula 1. É isso que deve ser mantido até lá.”, comentou esta segunda-feira.

Tudo isto acontece depois de se saber que Stroll agravou a sua lesão de 2023 e será operado, aproveitando para recuperar o mais rapidamente possível, para poder participar no seu GP caseiro, marcado para daqui a duas semanas. 

Contudo, Drugovich não é o único piloto de testes e de reserva da equipa. O belga Stoffel Vandoorne também faz parte, logo, também é uma chance. Ele tem experiência pela McLaren, mas também está na mesma situação de Drugovich: estará em Le Mans para compromissos.

Em último caso, a equipa de Silverstone poderá recorrer a Valtteri Bottas, que é o piloto de reserva da Mercedes, desempenhando também o mesmo papel para a McLaren e Williams. Toto Wolff , o patrão da Red Bull, costuma disponibilizar o seu piloto de reserva às suas clientes, podendo o austríaco ceder Bottas a seu amigo Lawrence Stroll para a prova canadiana, caso venha a ser necessário.

sábado, 31 de maio de 2025

Noticias: Lance Stroll não alinhará na corrida


O canadiano Lance Stroll sofreu dores nas mãos e pulsos e não alinhará no GP de Espanha, que acontecerá amanhã. 

Segundo se conta na marca, apesar de ter recuperado das lesões causadas em 2023 por uma queda na bicicleta, durante a pré-temporada, nas últimas semanas, as dores regressaram com persistência, e os médicos decidiram que iria passar por novo procedimento, no sentido de recuperar a tempo da corrida seguinte, que será "em casa", em Montreal.

Como participou em todas as sessões de treinos do final de semana espanhol, a Aston Martin alinhará em Barcelona apenas com Fernando Alonso, que foi décimo na qualificação deste sábado, enquanto Stroll tinha sido o 14º.

Nesta temporada de 2025, Stroll conseguiu todos os 14 pontos que a equipa alcançou no campeonato.

segunda-feira, 17 de março de 2025

Noticias: Stroll satisfeito com o resultado de Melbourne


Lance Stroll fez uma corrida limpa à chuva e foi recompensado com um excelente sexto lugar, marcando os primeiros pontos de 2025. O piloto canadiano da Aston Martin foi recompensado por ter-se mantido afastado de incidentes, que foram muitos ao longo da corrida, e de uma certa forma, conseguiu esbater alguma da má reputação que tinha conseguido na última corrida à chuva, quando se despistou na volta de aquecimento do GP do Brasil do ano passado. 

No final, falou sobre o que foi a sua corrida e o que espera para as próximas, e as expectativas sobre o carro desta temporada.  

Foi uma corrida muito complicada, por isso é bom conseguir alguns pontos importantes para a equipa. Estou contente com isso", começou por afirmar o piloto canadiano.

"Sabíamos desde o início que o importante era mantermo-nos em pista e usar o pneu certo na altura certa, e foi o que fizemos. É sempre um verdadeiro equilíbrio entre o risco e a recompensa nestas condições variáveis. Temos de nos manter limpos e consistentes. A equipa tomou uma excelente decisão ao colocar-me com os pneus intermédios no final da corrida. Eles estavam dentro do previsto e ganhámos posições por causa disso.", continuou.

"O carro ainda não está onde queremos que esteja – temos de continuar a tentar melhorar – mas isso torna ainda mais importante aproveitar ao máximo as oportunidades como fizemos hoje”, concluiu.

A Formula 1 prossegue neste final de semana com o GP da China, em Xangai. 

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

Noticias: Aston Martin apresenta novo carro dia 23


A Aston Martin apresentará o seu AMR25 a 23 de fevereiro na sua sede em Silverstone, e não o fará em Londres, na O2 Arena. O anuncio foi feito nesta quarta-feira, e segue a tendência das outras equipas de apresentarem apenas as novas cores e os novos pilotos no evento, que assinala os 75 anos da Formula 1. 

Daquilo que se sabe até agora, nenhuma das equipas apresentará o seu chassis nesse evento: a Williams mostrará o seu carro a 14 de fevereiro, dois dias depois, será a vez da Haas, um dia antes da Racing Bulls. Tudo isto enquanto a Ferrari e a Mercedes só mostrarão os seus carros nos dias 19 e 24 deste mês, respetivamente.

Falta confirmar as apresentações da Sauber-Audi, Alpine e Red Bull, mas até agora, nenhum deles anunciou que irá apresentar os seus novos chassis nesse evento.  

domingo, 3 de novembro de 2024

As imagens do dia





Este GP brasileiro foi arrancado a ferros, digamos assim. Mas Interlagos é uma grande pista, tem um grande público - e agora este ano, com os argentinos, será mais - e quando a chuva aparece, ainda consegue ser melhor. Em muitos aspetos, é um grande democrata, implica mais do piloto que do carro, e o que vimos hoje foi esse triunfo.

Mas também nesta tarde de domingo, queria mostrar alguns momentos que simbolizam esta corrida, e a Formula 1, em geral. Como retratos do momento, o contrário da frase "a imagem que vale por mil palavras", aqui explico alguns dos momentos desta corrida, que acabam por ser momentos que decidem este campeonato. E acho isso mesmo: hoje, o campeonato foi decidido debaixo de chuva, em solo brasileiro, e mostrou quem é melhor piloto, deixando os carros de lado. 

Momento 1: Lance Stroll saiu na volta de aquecimento, acabando na gravilha.

As imagens desse momento apareceram nas redes sociais, e claro, as pessoas são cruéis. Sempre foram, especialmente quando se trata de Lance Stroll, cujo pai comprou a Aston Martin e gastou centenas de milhões de dólares - o último dos quais, quando contratou Adrian Newey para trabalhar nos chassis, a partir de 2026. É o piloto menos adorado do pelotão e pior, tudo isto acontece no Brasil, que tem como piloto de reserva um brasileiro, Felipe Drugovich, campeão de Formula 2 em 2023.

Das bancadas, ouvia-se "Drugovich, Drugovich". E momentos depois, quando acabou na gravilha, os insultos viraram para "burro, burro, burro!

Os brasileiros, como outras nações automobilísticas por excelência, acham-se numa espécie de "direito divino" para ter os seus pilotos na Formula 1, e desde 2020, não tem. E quando reparam no talento desperdiçado por um filho de papá... não perdoam. 

Um amigo meu disse isto nas redes sociais: "Hamilton homenageou Senna antes da corrida, Stroll homenageou Prost na volta de apresentação." Sem dúvida, o piloto canadiano está sob pressão. 

Momento 2: A conferência de imprensa pós-corrida de Lando Norris.

Lando Norris, sexto classificado do Grande Prémio, falou o seguinte na conferência de imprensa pós-corrida: "Tu fazes uma aposta e lucras com isso. Isso não é só talento, é sorte". 

Sinceramente, quem viu a corrida, e depois ouviu isto, tende a pensar que é conversa de mau perdedor. Ele partiu da pole-position e perdeu-a na primeira volta para George Russell, ao mesmo tempo que MaxWerstappen ganhou cinco lugares na grelha, no começo de uma das melhores corridas da sua carreira. Norris errou algumas vezes na corrida, e acabou num pálido sexto lugar, perdendo pontos e se calhar, entregou o campeonato ao piloto neerlandês. 

Max é um tubarão, um assassino. As manobras de defesa que ele anda a fazer contra Norris nas corridas anteriores podem ser censuráveis, mas o britânico não tem esse "killer instinct". Pode ter outras coisas, ritmo e velocidade, agora que tem um excelente chassis e está na posição de conseguir dar o título de Construtores à McLaren, algo que não acontece desde 2008, mas é porque Oscar Piastri também colabora. E nos momentos decisivos, ele encolhe, ou sai perdedor. 

E há algo intrinsecamente errado na declaração dele. Para teres talento, tens de ter sorte. Max, em 2016, em Interlagos, e debaixo da chuva, teve uma manobre onde perdeu a traseira, e conseguiu controlar o carro, não só evitando bater no muro, como seguiu em frente e conseguiu regressar ao ritmo. Se fosse outro, teria batido no muro ou parado na pista e perdido tempo precioso. Sangue-frio? Sim. Mas também sorte. E com sorte, também ganhas corridas e campeonatos. 

E há outra coisa que está contra Norris: como é que faz pole-positions se no dia seguinte, não sabe arrancar bem e as perde na primeira curva? Nunca vi isso em Senna, Schumacher, Prost, Hakkinen, Montoya... nem sequer Gilles Villeneuve, que só conseguiu duas poles na sua vida. Se fosse eu, aconselharia o Norris a ver os filmes das partidas do canadiano e ver como ele conseguia passar seis ou oito carros para estar entre os da frente. Ou então, ver a partida do Max esta tarde, da 17ª posição.        

Eu temo que Norris seja em secundário, como Mark Webber ou David Coulthard. A sua chance é agora e irá perdê-la.   

Momento 3: A conferência de imprensa pós-corrida.

Max Verstappen, bem-disposto, questionou: “Estou curioso para saber onde andam os media britânicos por aqui. Será que tiveram que correr para pegar o voo?” 

A sala explodiu em gargalhadas.

Max poderá ter agora uma razão para se vingar da imprensa britânica. Aguentou durante todo este tempo a arrogância de - não da imprensa especializada - mas de uma certa imprensa tabloide que, nacionalista que é, sempre torceu para os seus pilotos, que acharam serem melhores que ele. Em muitos aspetos, aguentou as suas declarações - e a tensão entre ambos os lados começava a ser palpável ao longo dos meses - e hoje exerceu a sua vingança. E pode ter esse direito, e claro, no final, ganhará o campeonato.

Mas isto dá voltas. Apesar de hoje poder mandar a "boca", ganhou sarna para se coçar. Certa imprensa - voltem a ler, tabloides - não o perdoará. Guardará a humilhação para o dia onde se podem vingar. Isto não acaba aqui, se quiserem.

Mas hoje, claro, é o dia dele. 

Estes foram os momentos de um domingo de chuva em Interlagos. E é uma pegada, um momento na Formula 1, se calhar para mais tarde recordar.  

quarta-feira, 11 de setembro de 2024

Youtube Formula 1 Video: Newey poderá salvar a Aston Martin?

O anuncio da contratação de Adrian Newey pela Aston Martin criou a expectativa de que a marca de Silverstone poderá ser a próxima ganhadora (ou dominadora) da Formula 1, especialmente depois de 2026, quando os novos regulamentos entrarem em vigor. 

Apesar do generoso contrato - aparentemente, 30 milhões de dólares por temporada, mais 2,5 por cento da equipa - isso não quererá afirmar que isto será inevitável, ou seja, chega ali, desenha carros e depois ganha dinheiro, vitórias e títulos. Porque ele passou por algumas travessias no deserto.

E é sobre isso que se trata o mais recente vídeo do Josh Revell

terça-feira, 10 de setembro de 2024

Aston Martin: Pilotos satisfeitos pela contratação de Newey


A noticia da contratação de Adrian Newey por parte da Aston Martin deixou satisfeitos os seus pilotos, o canadiano Lance Stroll e o espanhol Fernando Alonso. O anuncio, feito na sede da fábrica, em Silverstone, deixou ambos os pilotos entusiasmados, especialmente Alonso, afirmando que conhecimentos do engenheiro e o seu passado na Fórmula 1 trarão uma experiência inestimável à equipa.

Corremos há muitos anos um contra o outro [Newey e Alonso]. Diria que ele foi uma inspiração, com o seu talento e os seus carros. Acho que todos melhorámos como pilotos e como equipas de engenheiros, todos tivemos de elevar a fasquia graças a ele. Penso que hoje é um dia incrível para a equipa. A visão de Lawrence toma forma com este edifício [do Campus AMR], com o Adrian e a Honda, a Aramco e o novo túnel de vento. Diria que esta é a equipa do futuro.”, afirmou o veterano, de 43 anos.

Alonso afirmou que teve pena de não ter trabalhado com ele na Red Bull, mas sabe que trabalhar com ele significa uma enorme oportunidade, em termos profissionais.  "É uma oportunidade incrível de trabalhar com estas pessoas que conhecemos e com as quais podemos aprender tanto.”, referiu.

Lance Stroll afirmou que este é um grande dia para acolher uma personalidade tão importante quanto o projetista de 65 anos, e afirmou que se está a juntar uma equipa de sonho para 2026, altura em que aparecerão os novos regulamentos da Formula 1. 

É um grande dia”, começou por afirmar o piloto canadiano durante a conferência de imprensa. “Já muito foi dito, mas penso que este é o dia mais emocionante na história desta equipa. O Adrian ganhou mais campeonatos do que qualquer outra pessoa no paddock e agora vai vestir de verde, por isso é um dia extremamente emocionante e 2026 não está longe, com um conjunto de regulamentos completamente novo e muitas oportunidades. Estamos a juntar uma equipa incrível, com tantos talentos de pessoas que já cá estão e agora com a presença do Adrian, o que é realmente entusiasmante.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2024

Apresentações 2024 (5): O Aston Martin AMR24


Na semana do Carnaval, as equipas que faltam decidiram mostrar os seus chassis, e o primeiro deles será a Aston Martin, que aproveitou hoje para mandar as suas fotos do carro, depois de também divulgar as filmagens do “shakedown”, realizado no circuito de Silverstone. Com Fernando Alonso e Lance Stroll nos carros, o AMR24, mantendo a icónica pintura verde, é uma evolução do seu antecessor, que catapultou a equipa para oito pódios e 280 pontos na temporada de 2023. O AMR24 evoluiu, com a equipa a afirmar que mantêm a maioria dos componentes, misturado com novas partes para 2024. 

Segundo os dados da Aston Martin, o desenvolvimento resultou num AMR24 mais leve e aerodinamicamente mais eficiente, concebido para funcionar num tipo mais vasto de circuitos.

“Estamos orgulhosos de apresentar o AMR24”, começou por afirmar Mike Krack, o chefe de equipa da Aston Martin. “É o resultado de um enorme esforço de toda a equipa no nosso novo ‘Campus Tecnologia AMR’ e permitirá à equipa dar mais um passo em frente em 2024. Desde a última corrida em 2023, toda a gente tem estado muito focada em melhorias em todas as áreas, concentrando os nossos esforços no que realmente faz a diferença, no que realmente importa para ser melhor. Quase todas as áreas do carro foram aperfeiçoadas e melhoradas, com base nos nossos pontos fortes e tendo em conta as lições da temporada anterior. 2023 foi a nossa melhor época até à data e o nosso objetivo esta época é somar pontos regularmente, pódios e lutar pela nossa primeira vitória.”, concluiu.


Quanto a Fernando Alonso, o piloto espanhol, embora sendo cauteloso nas suas declarações e não tenha mencionado conquistas de pódio ou vitória, elogiou o trabalho realizado pela equipa até agora.

Estou extremamente orgulhoso desta equipa e do que foi alcançado em tão pouco tempo. Não apenas o progresso no caminho certo, mas o investimento em todas as áreas. Sempre gosto dessa sensação no início de uma nova campanha, e essa é a minha 21ª como piloto”, contou Alonso.

Toda a equipa trabalhou arduamente para preparar o AMR24, mas há muitas perguntas a serem respondidas nos testes e nas primeiras corridas. Estou animado para entrar no cockpit e começar minha segunda temporada com a equipa”, finalizou o titular da Aston Martin.

Já Lance Stroll, o outro piloto da marca, falou com confiança sobre a possibilidade de crescimento da equipa, sobretudo porque há imensa fome de crescer dentro da Aston Martin.

Houve um grande burburinho na Aston Martin neste inverno. Ainda somos uma equipa jovem, mas estamos crescer rapidamente”, disse Stroll. “Existe aquela fome e a crença quando você passeia pelo campus — crédito de todas as incríveis pessoas que trabalham aqui”, exaltou. 

Todos nós queremos continuar a partir do que conseguimos no ano passado, especialmente na primeira parte da temporada, onde conseguimos um forte progresso, aprendendo mais sobre o carro. Acho que isso nos preparou bem para a nova temporada e mal posso esperar para começar”, concluiu o piloto canadiano.


Depois do shakedown, a equipa irá para o teste coletivo no Bahrein, preparando para a nova temporada, que começará no circuito de Shakir a 2 de março.

sexta-feira, 20 de outubro de 2023

Youtube Formula 1 Vídeo: Lance Stroll... outra vez

A pergunta mais recente do Josh Revell é esta: será que Lance Stroll merece estar na Formula 1? É que analisando as suas performances na temporada de 2023, onde ele está a ser constantemente batido por Fernando Alonso, bem mais velho que ele - tem 42 anos!  -  e como andou irritadíssimo no fim de semana do Qatar, depois de algumas corridas onde não andou tudo bem para ele, claro, há quem questione: será que merece estar na Formula 1? E se sim, porque será que é constantemente batido pelo Fernando Alonso?

E se não for a Formula 1, então, onde é que Stroll Jr poderia ser feliz em termos de competição? Endurance, por exemplo? 

São essas as perguntas que o Josh anda a fazer no seu mais recente vídeo.   

sábado, 18 de março de 2023

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Este sábado, a Aston Martin igualou a sua melhor posição de conjunto na sua história na Formula 1. E para igualar esse feito, demorou... 63 anos para lá chegar. E não é só o segundo lugar do primeiro piloto: o sexto lugar do segundo é uma coincidência dessa mesma corrida. E claro, falamos no meio de grandes nomes do automobilismo.

O seu melhor resultado até então tinha acontecido no GP da Grã-Bretanha de 1959, no circuito de Aintree. A marca britânica, que estava na crista da onda após a sua vitória nas 24 Horas de Le Mans, esperava transportar esse bom resultado na Formula 1, que se tinha estreado na competição nessa temporada, com uma dupla de pilotos respeitável: o britânico Roy Salvadori, e o americano Carrol Shelby. Aliás, a mesma dupla que tinha triunfado na corrida de La Sarthe.

O carro, um DBR4, estava na sua segunda corrida, depois de se ter estreado em Zandvoort, e mostrou logo a sua potência, ao conseguir um tempo de 1.58.0, o mesmo que o Cooper de Jack Brabham, o poleman. Contudo, o australiano marcara o tempo em primeiro lugar, o que ficou com a pole-position. Shelby continuou com o bom resultado da marca no seu conjunto, com o sexto posto. 

Contudo, a corrida não foi fantástica para os Aston Martin. Shelby teve problemas com os magnetos do seu carro e atrasou-se na corrida, acabando por desistir a seis voltas do final. Quanto a Salvadori, acabou a corrida na sexta posição, mas na altura, isso não daria pontos - o sistema de pontuação só foi modificado no ano seguinte. Essa posição seria igualada duas corridas depois, em Monsanto, no GP de Portugal.

Caso a Aston Martin tivesse entrado duas ou três temporadas antes, provavelmente teria uma máquina vencedora. Mas em 1959, o vento tinha mudado: os Coopers de motor traseiro já eram vencedores com Jack Brabham e Bruce McLaren, e Ferrari, BRM e a própria Aston Martin ficava para trás. Chegara muito tarde. E mesmo em 1960, quando poderia ter inbertido a situação, os resultados foram ainda piores. No final dessa temporada, sem pontuar, arrumaram as malas e foram para outras competições. 

Quanto aos resultados, este foi o melhor até ao GP do Mónaco de 2021, quando Sebastian Vettel conseguiu um quinto posto, antes de alcançar o primeiro pódio de sempre, na corrida seguinte, em Baku. Resta saber o que fará amanhã a dupla de pilotos em Jeddah, especialmente depois do pódio de Fernando Alonso em Shakir, duas semanas antes, e o sexto lugar de Lance Stroll, nas mesma corrida. 

quinta-feira, 2 de março de 2023

Noticias: Stroll participa no Bahrein


A Aston Martin anunciou esta manhã que Lance Stroll correrá no Bahrein neste final de semana, prova de abertura da Formula 1. O canadiano tinha a sua presença em risco devido a uma queda de bicicleta que sofreu em Espanha, e causou fraturas nos pulsos, no qual foi operado a uma delas. A equipa adiantou que quer Felipe Drugovich, quer Stoffel Vandoorne, permanecerão no local como pilotos de reserva da equipa este fim-de-semana, para prevenir qualquer recaída da parte de Stroll.

Na conferência de imprensa de abertura do campeonato, Stroll falou sobre os tempos da sua convalescença. 

Foi frustrante não estar no Bahrein para o teste de pré-época e fiquei desapontado por faltar aos três dias.", começou por dizer.  "No entanto, dada a lesão no meu pulso, a equipa e eu achámos que era melhor concentrarmo-nos na recuperação para que eu estivesse pronto para este fim-de-semana e para a longa temporada que se avizinhava.", continuou. 

"Foi um acidente infeliz – caí da minha bicicleta quando o meu pneu entrou num buraco no chão – mas felizmente os danos não foram significativos e uma pequena cirurgia bem sucedida no meu pulso direito resolveu o problema muito rapidamente. Desde então, tenho trabalhado arduamente com a minha equipa para garantir que estou em plena forma para competir este fim-de-semana. Gostaria de agradecer à comunidade de Formula 1 pelo seu apoio e privacidade, assim como à equipa que ajudou à minha recuperação. Agora estou pronto para trabalhar e concentrar-me nas corridas deste fim-de-semana – algo pelo qual estou realmente ansioso”, concluiu.

O GP do Bahrein, prova de abertura do campeonato, é este domingo.  

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2023

A(s) image(ns) do dia



Estas imagens surgiram na tarde de hoje: Lance Stroll esteve em Silverstone, na sede da Aston Martin, para simular umas voltas em corrida para saber do estado de saúde dos seus pulsos - e a mão direita, para ser mais preciso. A acompanhá-lo nas fotos, eu reconheço: é o Nuno Pinto, o português que é o "driver coach" dele. E aparenta estar bem das lesões, embora aquela camisola negra esconda tudo, mesmo na conversa com o seu pai, Lawrence Stroll. Caso esteja bem e possa ser aprovado por uma junta médica da FIA, ele poderá correr já no Bahrein.

Mas isso é uma hipótese tão boa como outras, num assunto que sempre foi tratado com secretismo dentro da equipa. Nomeadamente quando é que isto aconteceu, e a extensão das lesões. 

Hoje, o site racingnews365.com deu mais alguns detalhes. O acidente aconteceu um Mijas, ao pé de Málaga, e sofreu fraturas quer em ambos os pulsos, como na mão direita. Segundo conta uma fonte, depois de uma breve visita ao Hospital Xanit em Benalmadena, em Málaga, rumou para a Clinica Dexeus em Barcelona, onde foi tratado pelo Dr. Xavier Mir, conhecido por ser o cirurgião preferido dos pilotos de MotoGP, entre os quais Marc Marquez.

A mesma fonte também acredita que a lesão foi sofrida na mão direita e no pulso de Stroll, e levantou a hipótese de que a cirurgia 'leve' poderia manter Stroll fora das primeiras duas corridas da temporada.

Quando o site abordou a Aston Martin para comentar o assunto, a equipa confirmou que iria divulgar na altura devida uma atualização sobre o progresso do piloto canadiano.

É verdade que a equipa disse que, caso não possa participar, iriam entregar o carro a Felipe Drugovich, acabando de vez os rumores mais doidos, que incluíram o regresso de Sebastian Vettel (!) mas até quinta-feira, tudo é possível. E os brasileiros, em particular, sustêm a respiração até ao último momento.