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segunda-feira, 20 de abril de 2026

Rumor do Dia: Arábia Saudita ainda quer fazer o Grande Prémio


Ontem deveria ter acontecido o GP da Arábia Saudita, em Jeddah, mas por causa do conflito no Golfo Pérsico, e os problemas de segurança que acabaram por aparecer, a corrida, bem como o GP anterior, do Bahrein, e que deveria ter acontecido no passado dia 12 acabou por ser cancelada, reduzindo o calendário de 24 para 22 provas.

Contudo, os sauditas não desistem. Ambas as partes - FOM e o governo saudita - estudam uma maneira para que a corrida aconteça mais tarde no calendário. E essa ideia passaria para adiar o final da temporada para o dia 13, o segundo domingo de dezembro, e transformar a parte final... numa rodada quadrupla, ou seja, quatro corridas em quatro semanas: Las Vegas, Losail, no Qatar, Jeddah e Abu Dhabi. Um pesadelo logístico, do qual... ninguém está entusiasmado. Nem as equipas, nem os pilotos. 

Para piorar as coisas, há o risco de, caso ambos concordem com a ideia, poderia abrir-se um precedente muito perigoso, de colocar o maior número de corridas num mínimo espaço de tempo possível, logo, poderem querer alargar o calendário para além das 24 provas. Como é sabido, a Formula 1 estará num futuro próximo em mais alguns lugares na Europa, usando o sistema de rotação de corridas - a começar por Barcelona, em 2027, e com rumores sobre Istambul - e sabendo do pesadelo logístico que poderá vir, esta insistência saudita, apesar de ser para cumprir um contrato, colocá-la de forma a levar tudo e todos ao limite, poderá ser perigoso.


E nem se fala como será aquela região do Golfo no final do ano. Poderá haver paz, mas e se não estiver?

segunda-feira, 2 de março de 2026

Noticias: Organizadores "confiantes" na realização do GP da Austrália


A organização do GP da Austrália disse esta segunda-feira que estão confiantes que o caos que está a acontecer no Médio Oriente e no Golfo Pérsico não perturbará o tráfego aéreo para a Austrália, a cinco dias do primeiro GP do ano, em Melbourne. Segundo conta a BBC Sport, mais de mil membros de equipas tiveram de sair do Médio Oriente em voos que foram remarcados, depois dos originais terem sido cancelados com o encerramento dos diversos espaços aéreos, nomeadamente o dos Emirados Árabes Unidos (Dubai e Abu Dhabi), do Qatar, do Bahrein e do Kuwait. Para além disso, mais de 500 pessoas, membros dessas equipas, voaram para a Austrália em voos fretados para a ocasião.

"As últimas 48 horas exigiram algumas alterações nos voos", começou por afirmar Travis Auld, o diretor do GP da Austrália, em Melbourne.

"Isso é em grande parte da responsabilidade da Fórmula 1. Eles encarregam-se das equipas, dos pilotos e de todo o pessoal necessário para que este evento se realize. São muitas pessoas. Pelo que percebi, já está tudo acertado, todos estarão aqui prontos para a corrida e os fãs não notarão qualquer diferença.", concluiu.


Entretanto, a FIA e a Liberty estão também a monitorizar a situação relacionada com os GP's do Bahrein e da Arábia Saudita, que acontecerão a 12 e 19 de Abril, respectivamente quarta e quinta corrida do ano. Um porta-voz diz que estão a falar com as autoridades para saber até que ponto é seguro. 

"As nossas próximas três corridas serão na Austrália, China e Japão, e não no Médio Oriente - estas corridas só acontecerão daqui a algumas semanas", afirmou num porta-voz da F1.

Se a corrida saudita é em Jeddah, do outro lado do país - a cidade é banhada pelo Mar Vermelho - isso não é total garantia de segurança: eles foi alvo da queda de um míssil no fim de semana do GP em 2022, vindo do Iémen, por causa dos houthis, um grupo apoiado pelo regime de Teerão. Outro problema é Shakir, nos arredores de Manama, a capital do Bahrein. Dependente da abertura do espaço aéreo, apesar de estar bem servida em termos de estradas, os problemas logísticos poderão ser bem grandes, se o espaço aéreo se mantiver encerrado nessa altura. 

Rumores desta tarde afirmam que a Liberty tem duas pistas de prevenção para situações destas. Especula-se quais serão, mas falam-se de circuitos europeias, que vão entre Imola, Istambul, na Turquia, e Portimão, em Portugal.

segunda-feira, 21 de abril de 2025

Norris: "Red Bull e Ferrari são tão rápidos quanto nós"


O britânico Lando Norris não teve um fim de semana fácil. Batendo no muro na Q3 da qualificação do GP da Arabia Saudita, ele partiu de décimo e conseguiu recuperar até ficar na traseira de Charles Leclerc, à beira do pódio, mas isso foi o suficiente para perder a liderança do campeonato para o seu companheiro de equipa, Oscar Piastri. 

Refletindo sobre a sua própria corrida e o fim de semana, Norris ficou satisfeito com a recuperação após uma qualificação difícil e referiu que foi uma pena não ter conseguido um pódio. Reconheceu que precisa de ter um melhor desempenho aos sábados para evitar dificultar a vida durante as corridas.

“Penso que foi o melhor que podíamos ter feito hoje. Foi uma pena não ter conseguido um pódio”, começou por falar Norris, depois do GP saudita. “Estivemos perto. É sempre difícil julgar essas coisas. Charles fez uma boa corrida. Ele fez um bom primeiro stint. Ele deu a si mesmo a oportunidade de ter um bom jogo de pneus na segunda metade. Acho que só fiz cinco voltas depois disso. Não foi o suficiente para o apanhar. Estou satisfeito no geral. Eu dificulto a minha vida, especialmente numa corrida como esta. Teria sido muito mais rápido, muito mais calmo, se tivesse apenas conduzido na frente. De certa forma, é um pouco mais fácil, por isso tenho de me ajudar um pouco e ter melhores sábados.”, continuou.

Norris admitiu que a McLaren tem provavelmente o carro mais rápido em média, mas enfatizou que não é por uma grande margem e que eles ainda têm trabalho a fazer.

“Não entendo por que as pessoas estão tão surpresas”, disse Norris sobre as corridas de Max Verstappen e Charles Leclerc na Arábia Saudita.

“Eles [Ferrari e Red Bull] são tão rápidos na qualificação como na maioria das sessões. São tão rápidos como nós na corrida. As pessoas, só porque somos rápidos nos treinos, continuam a dizer essas tretas. Podem continuar a dizer o que quiserem. Não acreditamos que estejamos muito à frente. Penso que o Max foi provavelmente o mais rápido hoje, se não tivesse sofrido aquela penalização de cinco segundos. Temos trabalho a fazer."

“As pessoas estão sempre a dizer que somos os melhores, mais rápidos ou blá blá blá. É só porque mostramos um pouco mais de ritmo nos treinos e não nos sobra nada quando chegamos à qualificação. É a nossa maneira de fazer as coisas. É assim que otimizamos o nosso programa. Se não o fizéssemos dessa forma, estaríamos ainda mais atrasados. Estou satisfeito com o trabalho que estamos a fazer. As pessoas precisam de se recalibrar… temos um excelente carro e provavelmente o mais rápido em média, de certeza. Claramente, não é o suficiente”, concluiu.

Piastri: "Quero liderar o campeonato depois da última corrida"


Apesar de estar feliz com a vitória em Jeddah e a liderança do campeonato, Oscar Piastri reafirma que é muito cedo e por isso quer manter o foco em vencer todas as corridas e liderar após a 24ª ronda, afirmando que é a única que importa estar na frente. 

Na entrevista pós-corrida saudita, o piloto australiano da McLaren expressou satisfação com a sua vitória, destacando a dificuldade da corrida devido à forte pressão de Max Verstappen.

"Não foi a mais fácil das vitórias. Acho que o arranque foi difícil, o primeiro turno foi difícil atrás do Max. Depois, quando já tinha ar limpo, foi um pouco mais fácil de gerir. Mas mesmo assim não me podia dar ao luxo de tirar o pé do acelerador. Foi uma corrida difícil, e o Max estava rápido atrás de mim, por isso tive de continuar a esforçar-me. E, sim, acho que consegui controlá-lo razoavelmente bem, mas foi um pouco mais apertado do que eu gostaria.”, começou por afirmar.

“Consegui um ótimo arranque e fiquei ao lado do carro dele. A partir daí, sabia que tinha de travar bastante tarde, mas sabia que tinha carro suficiente ao meu lado para fazer a curva. Obviamente, ambos travámos muito tarde. Para mim, travei o mais tarde possível, mantendo-me na pista. E penso que a forma como a situação se desenrolou é como deveria ter sido tratada.”, continuou, falando sobre a situação entre ele e Max Verstappen na primeira curva da primeira volta. 

E sobre o facto de ter ficado agora com a liderança do campeonato, apesar de estar contente, afirmou que a única que importa será aquela após a última corrida da temporada.

"Já disse antes que não me incomoda muito o facto de estar a liderar o campeonato, mas estou orgulhoso do trabalho e das razões pelas quais estamos a liderar o campeonato. O início do ano em Melbourne não foi muito bom em termos de resultados. Mas desde o momento em que entrei na pista esta época, senti que estava num bom lugar. Liderar o campeonato é o resultado de todo o trabalho árduo que fizemos na pré-época, o trabalho árduo que eu fiz pessoalmente, o trabalho árduo que a equipa fez. Estou orgulhoso, mas eu quero liderar o campeonato e depois da última corrida, da quinta, é-me indiferente”, concluiu.

A Formula 1 regressa dentro de duas semanas, em Miami, na primeira passagem da Formula 1 por terras americanas.

sábado, 19 de abril de 2025

Formula 1 2025 - Ronda 5, Jeddah (Qualificação)


A Formula 1 continua na Península Arábica, agora com o Mar Vermelho no horizonte. Do Bahrein, passamos para a Arábia Saudita, e apesar de continuar a ser tudo à noite, e não há tempo para respirar estes escassos sete dias foram suficientes para se falar de algumas coisas, especialmente a possibilidade de Max Verstappen já ter decidido que não ficará mais na Red Bull a partir do final de 2025. E - ou já oferecerem, ou irão oferecer - 100 milhões de euros por temporada na sua próxima equipa, a partir de 2026, o equivalente a metade do salário anual que é dado a Cristiano Ronaldo na sua equipa na Liga Saudita.

Mas quem irá tal soma de dinheiro? Os sauditas, claro! Através da Aston Martin, que tem como grande patrocinador a Aramco, a petrolífera nacional dessa monarquia do Golfo, e da PIF, o fundo soberano nacional. Claro, hoje é especulação, mas o que hoje é isso, amanhã será verdade. E estamos nesse limbo. Digo isso porque eu sei, no momento em que escrevo essas palavras, que isso será real.

Mas para além disso, outro sinal do estado das coisas foi ver, ainda no Bahrein, nas boxes de Sakhir, uma personagem que poucos conhecem, berrar aos ouvidos de Helmut Marko. Essa personagem é Raymond Vermuelem, o empresário de Max Verstappen, que não ficou feliz por ver o seu representante acabar em sexto lugar, depois de ter ganho em Suzuka, onde tudo correu mal, e ver distanciar os seus oponentes, os McLaren de Lando Norris, e sobretudo, Oscar Piastri. 

Claro, com estes rumores e atitudes de bastidores, a corrida saudita torna-se em algo bem mais interessante num campeonato que promete ser bem excitante, apesar da McLaren parecer estar na mó de cima. Mercedes e Ferrari tem uma palavra para dizer, e não convêm aos carros, quer de Woking, quer de Milton Keynes, não baixarem a guarda em relação aos outros. E é essa mais uma razão para todos aguardarem pelo pôr do sol para que comece a qualificação deste Grande Prémio, nas sinuosas curvas desenhadas na Corniche de Jeddah.


Sem preocupações meteorológicas, e com a noite a envolver a paisagem, a qualificação começa com Lando Norris e Charles Leclerc a serem os primeiros a irem para a pista, com os moles calçados. O primeiro a marcar tempo foi Alex Albon, antes de Lando Norris marcar 1.28,026, e ficar no topo da tabela de tempos. Leclerc marcou um tempo suficiente para ser o segundo.

Depois foi a vez de Max, que conseguiu 1.28,148, e ficou no segundo posto na tabela de tempos, seguido por Yuki Tsunoda, antes de Oscar Piastri ter arrancado 1.28,019 e ficado no topo da tabela. Russel furou entre os Red Bull, mais 263 centésimos do tempo do australiano, numa altura que apenas os Racing Bulls ainda não tinham marcado um tempo.

Nesta altura, os Haas, o Sauber de Gabriel Bortoleto, o Aston Martin de Lance Stroll e Fernando Alonso estavam fora da Q2, e com o último a um segundo e meio do primeiro. 

Pouco depois, Norris reagiu e conseguiu 1.27,805, e ficou com o primeiro posto, sendo o primeiro a baixar do 1.28, enquanto Isack Hadjar se queixava de um toque no muro, mas sem consequências de maior. Depois, Max melhora o tempo para fazer 1.27,778, ao mesmo tempo que Gabriel Bortoleto cometeu um erro, quando tentava melhorar o seu tempo e evitar ficar na Q1. Como não conseguiu, acabou por fazer companhia a Jack Doohan, Lance Stroll, Nico Hulkenberg e o Haas de Esteban Ocon. 

Pouco depois, começou a Q2, com todos os pilotos a continuarem com os moles calçados, porque querem marcar o melhor tempo. Os primeiros a entrarem na pista foram gente como Pierre Gasly, Alex Albon e Oscar Piastri, entre outros. Cerca de três minutos depois, foram marcados os primeiros tempos, com Albon a conseguir 1.28,581, antes de Gasly melhorar com 1.28,474, e Carlos Sainz Jr conseguir 1.28,164. Mas depois, Piastri pulverizou, com 1.27,690. Max superou, com 1.27,529.

Mas Norris melhora com 1.27,481, fica no topo da tabela, tudo isto numa altura em que a temperatura do asfalto baixa um pouco.

A parte final começou com os cinco excluídos a serem Lawson - sem marcar tempo - Albon, Bearman, Alonso e Hadjar.

Max começou a queixar-se do seu fundo por causa de uma passagem mais "viril" pelas zebras da curva 4, e queria saber se não tinha ficado afetado. E depois de ter sido visto, passaram agora para os minutos finais, onde se na frente, não houve alterações, atrás foi a confusão habitual. E os que calharam a "fava" ficaram os Racing Bulls de Isack Hadjar e Liam Lawson, o Haas de Ollie Bearman, o Aston Martin de Fernando Alonso e, a 7 milésimos de Lewis Hamilton, o Williams de Alex Albon. E até teria dado jeito, já que Carlos Sainz Jr passou para a fase final, com o oitavo posto. 

E com isto, passamos para a Q3. 

Os principais pilotos tinham cada um um jogo de pneus novos para serem usados, porque a diferença entre um jogo de usados e um de novos, era a rondar os três centésimos de segundo. Ajuda e muito tê-los calçados para aquela volta mágica, que todos querem fazer e conseguir a melhor posição possível. Especialmente os McLaren, como já tinha dto antes, em cima, tinha a rivalidade do Red Bull de Max, o Mercedes de Russell e o Ferrari de Leclerc e Hamilton, entre o circulo mais alargado.


Piastri foi o primeiro a marcar tempo, conseguindo 1.27,560, imediatamente antes de Lando Norris... bater no muro e causar bandeira vermelha. Com o carro danificado, era o primeiro incidente da qualificação e o primeiro adversário a ser eliminado na luta pela pole. Com o décimo posto garantido, amanhã será uma corrida complicada para recuperar posição, para Norris.

Poucos minutos depois, o carro de Norris fora recolhido para as boxes, as barreiras foram reparadas e a sessão continuou, com Sainz Jr a ser o primeiro a ir para a pista. Nas primeiras passagens pela meta, Max consegue um tempo... um milésimo superior a Piastri: 1.27,559. Sim, é isto que a Formula 1 é capaz de fazer.

Na parte final, as coisas aqueceram bastante. Primeiro, Russell consegue 1.27,407, a seguir, Piastri reagiu com 1.27,304, mas Max vinha numa volta demoníaca e conseguiu 1.27,294, 10 centésimos melhor que o australiano, para conseguir a pole-position. Leclerc era quarto, a 376 centésimos, na frente de Antonelli. 

E foi assim que acabou a qualificação saudita: com todos a tirarem leite de pedra dos seus carros e com as diferenças a serem medidas por milésimos de segundo. Ou seja, centímetros. 

O automobilismo agora é assim. Agora resta saber como será amanhã, na corrida.

domingo, 16 de fevereiro de 2025

Formula E: Felix da Costa frustrado com os acidentes de Jeddah


Não foi um fim de semana fácil em Jeddah para António Félix da Costa. Duas colisões em ambas as corridas, no qual foi sempre a vitima, fizeram que apenas conseguisse um nono lugar na primeira corrida e uma desistência na segunda, quando partia de quarto na grelha, numa pista onde os Porsche saíram muito mal, foi o resultado.   

Contudo, se conseguiu algumas coisas positivas, com um nono posto na primeira corrida, depois de danos sérios causados pelo carro de Nico Muller - que desistiu - e ter mostrado competitividade na qualificação da corrida 2, sendo o melhor Porsche e quarto lugar na grelha de partida, a batida na curva 3 com Max Gunther deixou-o frustrado e o piloto de Cascais viu o seu esforço comprometido, com os seus adversários diretos a escaparem na luta pela liderança.

Frustrado no final desta jornada dupla, desabafou:

“Não tenho palavras para descrever esse fim de semana. Estive sempre no lugar errado, na hora errada. Na primeira volta da corrida, mais uma vez, uma pancada enorme por trás. Hoje, infelizmente, foi o suficiente para partir a suspensão traseira, e desistimos na primeira volta sem culpa nenhuma. É uma pena. Largamos em quarto, tínhamos tudo para lutar pela vitória. Foram 25 pontos perdidos para o Rowland, e é frustrante quando a culpa não é nossa. Mas é uma temporada longa, isso torna-nos mais fortes. Já tive momentos complicados no passado e sei bem lidar com isso.”


No entanto, tanto Muller como Gunther foram no final das corridas pedir desculpas ao piloto pelos acidentes que cometeram. Félix da Costa aceitou e entendeu os erros dos adversários:

“Tanto o Nico como o Max vieram pedir desculpa. Embora doa muito e estes pontos perdidos sejam valiosos no futuro, eu respeito verdadeiramente um pedido de desculpas honesto de um concorrente. Somos todos humanos a ultrapassar os limites e os erros acontecem. Temos uma longa temporada pela frente. Foi um erro dele, mas não altera o meu resultado. É inglório, pois acredito que hoje poderia ter tido uma palavra na luta da vitória.”, disse.

Com os 39 pontos que tem agora, Félix da Costa é agora terceiro no campeonato e passarão oito semanas até  à próxima corrida da competição, em Miami, na Florida, que é uma jornada única. 

sábado, 15 de fevereiro de 2025

Formula E: Rowland ganha a segunda corrida de Jeddah


Oliver Rowland
ganhou a segunda corrida da Formula E em Jeddah, realizada neste sábado. O piloto da Nissan superiorizou-se ao McLaren de Taylor Barnard e o carro de Jake Hughes, da Maserati, num pódio cem por cento britânico. Quanto a António Félix da Costa, a sua corrida teve um fim prematuro quando sofreu uma colisão com Max Guenther, o vencedor da primeira prova, acabando por ficar de fora.

Com Taylor Barnard a bater um recorde de precocidade ao ser o "poleman" neste sábado, na frente de Oliver Rowland, Jake Hughes e o Porsche de António Félix da Costa, a corrida de 31 voltas iria começar sem recarregamento, apenas duas passagens pelo Attack Mode. Quando as luzes se apagaram, Barnard a sair bem e manter a primeira posição, com as posições a serem mantidas até à terceira curva, quando Félix da Costa é tocado por Max Guenther, danificando o carro do português, e ele se torna na primeira desistência da corrida. O piloto da DS Penske também não foi muito longe, porque os danos foram suficientes para não continuar.

Na quarta volta, começaram as idas ao Attack Mode, graças a Lucas di Grassi, com Rowland e Vergne a lutarem pela terceira posição, enquanto Barnard mantinha a liderança, que só perdeu quando ele foi ao Attack Mode, para Rowland. Na volta 12, a novidade era Robin Frijns a ficar com o comando, graças às idas para o Attack Mode, na frente do piloto da Nissan e o jovem da McLaren. Ali foi a vez de Rowland ir lá, e de quarto, na frente de Barnard, chegou rapidamente à primeira posição.

Rowland regressou ao Attack Mode a seis voltas do final, caindo temporariamente para terceiro, mas passou rapidamente os outros carros, chegando novamente à liderança. Atrás, Barnard e Hughes lutaram pela segunda posição, especialmente com o piloto da Maserati am Attack Mode. Os carros foram fora dos limites da pista - sem se tocarem - para ficarem com a melhor posição, mas no final, foi o jovem piloto da McLaren a levar a melhor.   

Na frente, Hughes, bem distanciado das confusões, cruzava a meta na primeira posição, e ganhava a sua segunda corrida do campeonato e consolidava a liderança na competição. 

No campeonato, Rowland tem agora 68 pontos, contra os 51 de Barnard e os 39 de Félix da Costa. A Formula E continua dentro de... dois meses, a 12 de abril, em Miami, na Florida.  

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Formula E: Gunther foi o melhor na primeira corrida de Jeddah


O alemão Max Gunther foi o melhor na primeira corrida de Jeddah, na Arábia Saudita. Numa corrida com um final emocionante, o piloto alemão lavou a melhor sobre o Nissan de Oliver Rowland, o McLaren de Taylor Barnard e o carro de Nyck de Vries. Quanto a António Félix da Costa, o piloto da Porsche acabou nos pontos, na nona posição, melhor que Pascal Wehrlein, que ficou fora dos pontos nesta corrida. 

Na temporada onde se transferiram de Ad Diyriah para uma versão mais curta do circuito de Jeddah, que também acolhe a Formula 1, na primeira de duas corridas no fim de semana saudita, onde se estreavam as paragens nas boxes para carregamento de energia, o piloto da DS Penske conseguiu levar a melhor na qualificação, conseguindo a pole-position. Contudo, a corrida prometia ser muito competitiva. 


E foi: na partida, Gunther manteve o primeiro lugar, seguido por Wehrlein e Rowland, mas na primeira chicane, houve confusão quando um toque deixou de lado o McLaren de Sam Bird, relegando-o para o fundo do pelotão. Mais adiante, Mitch Evans tocou em Pascal Wehrlein, danificando a asa do Jaguar e o piloto da Porsche saiu de pista, regressando logo a seguir. Mas quase a seguir, outro toque colocou um carro na escapatória da Paragem do Autocarro, o Mahindra de Nico Muller, depois de tocar no outro Porsche de António Félix da Costa. Evans tinha danos no carro, causado pelo seu toque com... Nyck de Vries (ele tinha tocado depois, noutro contacto) e o alemão da Porsche, um furo e parecia ir às boxes.  

Apesar destes toque todos, todos, menos Miuller, que desistiu, puderam continuar. 


Gunther continuou na liderança nas 16 voltas seguintes, apesar das pressões de Rowland, e de toques aqui e ali, enquanto aconteciam as passagens pelo Attack Mode. E nessa volta, começaram os primeiros recarregamentos, todos entrando uns atrás dos outros. Gunther foi nessa volta e perdeu duas posições, para Rowland e Taylor Barnard, o piloto da McLaren. Este passou Nyck de Vries, que estava direto nas suas ambições para ficar nos lugares cimeiros, enquanto Rowland ia às boxes para fazer o seu recarregamento. 

Na parte final, Rowland tinha o comando, com Hughes atrás dele, mas aos poucos este foi apanhado por Gunther, Barnard e De Vries. Na penultima volta, era um duelo a dois, entre Rowland e Gunther, mas depois, Barnard e De Vries aproximaram-se para um duelo a quatro. Rowland aguentou, mas na última chicane, o piloto da DS Penske passou-o, ficando com a liderança e a vitória na corrida. Atrás, Félix da Costa tinha entrado na última volta na sexta posição, perdeu três lugares para conservar energia, prejudicado com os danos no seu carro.    

No campeonato, Oliver Rowland é agora o líder, com 43 pontos, seguido por Félix da Costa, com 39 e Max Gunther, com 37. 

A Formula E prossegue amanhã com a segunda corrida do fim de semana saudita em Jeddah.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

Formula E: Felix da Costa confiante para Jeddah


Com a Formula E a estrear várias coisas em Jeddah - o circuito e o Pit Boost, o recarregamento elétrico - António Félix da Costa é o atual líder do campeonato, com dois pódios e 37 pontos, mais 12 que Mitch Evans. Nesta primeira jornada dupla da competição, o piloto da Porsche espera se adaptar ao novo sistema do Pit Boost, onde os pilotos terão de parar obrigatoriamente nas boxes para um recarregamento e até 10 por cento numa paragens que demorará até 30 segundos, quando a baterá terá entre 40 e 60 por cento de capacidade.   

"Nesta pausa de um mês, além de ter corrido nas 24 horas de Daytona, eu e os meus engenheiros da Porsche focámos muito o nosso trabalho de simulador em avaliar as várias estratégias possíveis, agora que temos o PitBoost obrigatório para a corrida de 6ª feira. É uma novidade para todos, o que é interessante para o espetáculo, mas faz com que a estratégia seja ainda mais importante.", começou por afirmar, no seu comunicado oficial. 

"Penso que estamos preparados e acredito que estaremos fortes aqui em Jeddah. O objetivo é trazer bons pontos para casa, se possível claro que ganhar, mas sobretudo manter a consistência e performance que temos mostrado nas primeiras duas corridas. O nível está muito alto, com várias equipas a mostrarem estar fortes, mas estou motivado e confiante para o fim-de-semana!", concluiu.

Com 3001 metros de comprimento, a pista de Jeddah é uma versão da pista que é usada pela Formula 1 - e é a terceira, depois da Cidade do México e do Mónaco - e a diferença são duas chicanes, metade do comprimento e uma "paragem de autocarro" para abrandar os carros. Uma pista nova, desafiadora, com o Attack Mode a ser colocado na curva 13.

O programa do fim-de-semana tem inicio já nesta quinta-feira, com uma sessão de treinos livres. Amanhã, sexta-feira, tem lugar nova sessão de treinos livres, seguida da qualificação, marcada para as 12:10. A primeira corrida, que terá o Pit Boost obrigatório, acontecerá pelas 16:30, na Eurosport 2. Sábado, a dose repete-se, quer nos horários da qualificação, quer os da corrida, que serão transmitidos em Portugal pela DAZN5 e a Eurosport 2.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

Formula E: Vergne acha que há demasiada sorte na decisão das corridas


Jean-Eric Vergne está preocupado com a introdução dos novos Pit Boost nas corridas, receando que os pilotos possam ser prejudicados com a sua má aplicação.

A uma semana da ronda dupla de Jeddah, e a primeira onde será usado o novo Pit Boost, o piloto francês da DS Penske receia que essa paragem obrigatória prejudique os pilotos em situação de Safety Car. Para além disso, o piloto francês acha que a sorte está a aparecer mais vezes que ele desejaria nas corridas, especialmente em situações onde o Safety Car ou o Full Course Yellow aparece logo após alguém ter ido ao Attack Mode. 

“Vai haver muitas incógnitas”, começou por afirmar Vergne. “Sabemos que muitas coisas vão acontecer a partir do momento em que a janela de paragem nas boxes abrir. As paragens nas boxes são bastante longas; em algumas pistas, é possível que fiquemos com menos uma volta, por isso espero que a FIA e a Fórmula E consigam assegurar que as paragens nas boxes sejam talvez um pouco mais curtas para que a corrida continue a ser compreensível – porque se o líder sair das boxes com uma volta a menos e houver um Safety Car, pode ser um pouco complicado”, continuou.

“A sorte está a tornar-se um fator demasiado importante. Até o safety car vai ser um fator ainda mais importante durante as paragens nas boxes – imaginem que um piloto para em último lugar e há um Safety Car ou Full Course Yellow nesse momento, especialmente um Safety Car: ele tem uma paragem livre e sai 30 segundos à frente de todos.”

“Quanto ao Attack Mode, se ativas o teu e um minuto depois há uma amarela, então o que tinhas planeado está arruinado”, lamentou o piloto da DS Penske. “Quando se sabe o quão importante é este modo e o desempenho, quantos lugares se podem ganhar com ele, isto só vem estragar tudo. Se tivermos azar e o ativarmos na altura errada da corrida, isso pode custar-nos bastante caro”, concluiu.

O ePrix de Jeddah acontecerá no fim de semana de 14 e 15 de fevereiro e será a primeira jornada dupla do calendário da Formula E. 

terça-feira, 3 de setembro de 2024

Formula E: Jeddah receberá corrida dupla em fevereiro


A terceira jornada da Formula E será deslocada de Ad Diyeiah para Jeddah, e será uma corrida dupla, que acontecerá nos dias 14 e 15 de fevereiro, depois de São Paulo e a Cidade do México. A confirmação aconteceu nesta terça-feira.

Dado o tamanho da pista usada para a Formula 1, será usado um desenho diferente para a competição elétrica, que tem 12 curvas e 3400 metros, mas a organização ainda não confirmou se será este o traçado escolhido. Com isto, ela se torna na quarta pista no calendário que usará simultaneamente a Formula E e a Formula 1, depois do Autodromo Hermanos Rodriguez, no México, e do circuito de Xangai, na China. 

Apesar de tudo, falta uma corrida - que se realizará a 8 de março - para saber o calendário completo da Formula E para a próxima temporada, cujo começo será a 7 de dezembro, em São Paulo.  

sábado, 9 de março de 2024

A imagem do dia


Penso neste sábado no Ollie Bearman.

Tem 18 aninhos. Se calhar ainda nem tem pelos no corpo, para não pensar noutra coisa. No dia em que nasceu. Fernando Alonso corria na Renault, por exemplo, contra o Ferrari de Michael Schumacher e os McLaren de Kimi Raikkonen e Juan Pablo Montoya.

Mas na quinta-feira, pensava que ia para correr na Formula 2... e marcou a pole da primeira corrida dessa competição. E tudo mudou por causa de uma apendicite. A má saúde de uns foram as sortes dos outros. E lá foi ele bater recordes: o mais novo desde 1962, o primeiro a estrear-se na Formula 1 pela Scuderia desde 1972 e o primeiro britânico desde 1999, batendo... Lewis Hamilton!

Muita coisa, de facto. Mas no final, um digno sétimo posto, depois de um 11º na grelha - e quase a deixar para fora da Q3... o Mercedes de Lewis Hamilton! Engraçado, não acham?

“Estou um pouco cansado, provavelmente podem ver que não estou no meu melhor! Foi incrível, não consigo acreditar como consegui ser tão rápido.", começou por afirmar. "E no final, aqueles dois tipos [Lando Norris e Lewis Hamilton] com pneus macios, a contagem decrescente parecia estar a ir mais devagar do que o normal. Senti que tinha um pouco na mão para lidar com a situação, fiz a minha volta mais rápida na última volta, queria forçar e ver o que conseguia fazer”, concluiu.

Sim, é verdade. Bearman não errou, não penalizou, não meteu pé em ramo verde. Enzo Ferrari teria adorado. No final o sétimo posto na classificação foi um ótimo resultado, e claro, todos falam que "podemos dar um chuto no Sainz que ele toma conta de Maranello".

Não, não é assim que as coisas funcionam. Isto não é (mau) futebol. 

Os planos são outros, mas podemos ver que ele nem é mau piloto. Teve a sua chance e conseguiu muito melhor que Luca Badoer, por exemplo. Agora, resta regressar à Formula 2 e mostrar-se, para poder voltar sem ser de forma inesperada. E quem sabe... pode mostrar estofo de campeão! 

sexta-feira, 8 de março de 2024

Formula 1 2024 - Ronda 2, Jeddah (Qualiicação)


Num calendário enorme como este, não há muito tempo para respirar. Claro, é de um lado ao outro da península arábica, a distância não é muita, mas uma semana entre duas corridas quase só há tempo de desmontar, guardar em aviões, chegar no dia seguinte, montar tudo e estar pronto à quinta-feira para os tempo livres, e hoje, a qualificação. 

Despachem-se, despachem-se, a temporada será longa. 

Mas ainda antes dos pilotos entrarem nos carros, agitação no paddock. Não as referentes à Red Bull, mas porque Carlos Sainz Jr ter ficado doente com apendicite - as melhoras! - e no seu lugar ir Oliver Bearman, um britânico que com 18 anos - nasceu no dia do GP de Espanha de 2005 - tornava-se não só no piloto mais novo a guiar um Ferrari desde o mexicano Ricardo Rodriguez, em 1961, como era o primeiro piloto a ter um lugar na Ferrari numa corrida de estreia na Formula 1 desde Arturo Merzario, em 1972. 


E ainda antes da qualificação, um acidente sério no Sauber de Guanyou Zhou, que bateu contra a parede, interrompeu a terceira sessão de treinos livres e colocou em dúvida a sua participação nessa qualificação. A Sauber - que hoje se soube que a Audi comprara as 25 por cento que faltavam para ser a equipa alemã em 2026 - tentou o milagre de consertar o carro e entrar na pista e não acabar na última posição da grelha, mas aparentemente, não conseguiu. Agora, era saber quem lhe iria fazer companhia... depois do sol se por nas paisagens sauditas. 

A qualificação começou depois da noite poisar, e algos pilotos foram para a pista, marcar tempos. Os Red Bull foram os últimos a entrar na pista, numa altura em que Fernando Alonso colocou a marca de referência, com 1.26,876, com Leclerc logo a seguir. Lewis Hamilton e George Russell realizaram a sua volta cronometrada com pneus médios, poupando os moles para amanhã.


Max Verstappen terminou a sua primeira volta cronometrada, faltando 9 minutos para o final da Q1, com 1.28,491, 177 centésimos na frente de Leclerc. Os Mercedes regressaram à pista com moles, com Russell a ficar com o quarto tempo, 258 centésimos na frente de Max. 

No final, apesar de Zhou ter saído de pista, a tempo de marcar uma volta cronometrada, mas no fundo, foi insuficiente. Nesse fundo do pelotão, a fazer companhia ao piloto chinês da Sauber, foram o seu companheiro, Valtteri Bottas, os Alpine de Esteban Ocon e Pierre Gasly e o Williams de Logan Sargent. Bearman dignificava, com um nono tempo. 

Pouco depois, começava a Q2, com esta a começar com Nico Hulkenberg a ter um problema no seu Haas VF-24 logo nos instantes iniciais, e ficou a assistir à restante sessão nas boxes, de fora do seu carro. Com as bandeiras vermelhas a serem mostradas, nessa altura, George Russell liderava a tabela de tempos, com 1.28,608.

Quando regressou, Max Verstappen e Fernando Alonso passaram para a frente da tabela de tempos, ambos com pneus macios novos. O neerlandês registou a marca de 1.28,078, enquanto o piloto espanhol ficou a 44 centésimos. Charles Leclerc é o terceiro, com pneus macios, mas usados, a 101 centésimos. Entretanto, na sua primeira volta rápida, Oliver Bearman teve de abortar a sua tentativa no seu Ferrari, depois de ter cometido um pequeno erro ainda na fase inicial.


No final, com os Red Bull mais uma vez no comando das coisas - embora a 79 centésimos de Charles Leclerc e 89 de Fernando Alonso - atrás, Oliver Bearman quase cometia uma surpresa: no limite para passar à Q3, ia eliminando Lewis Hamilton, o piloto da Mercedes que em 2025... será piloto da Ferrari! Foi por muito pouco - 36 centésimos de segundo - mas o jovem britânico iria fazer companhia aos Haas de Nico Hulkenberg e Kevin Magnussen, o Williams de Alexander Albon e o Racing Bull de Daniel Ricciardo.     

E com isso, partimos para a Q3.

Os Red Bull foram logo para a pista e logo na primeira tentativa, Max Verstappen fez 1.27,472, 335 centésimos atrás do piloto neerlandês. Fernando Alonso foi o terceiro, a 516 centésimos. Pouco depois, a segunda tentativa, Leclerc colocou-se na segunda posição, atrás de Verstappen, que nem sequer precisou de fazer nova volta rápida, abandonando-a perto do final da sessão.

No final... o esperado. Max conseguiu a sua segunda pole do ano, 335 centésimos na frente do seu companheiro de equipa e 516 centésimos de Fernando Alonso, o único piloto do pelotão que competia... ainda antes de Bearman nascer. Leclerc foi quarto, a 0,8 segundos, na frente do Mercedes de George Russell e do McLaren de Oscar Piastri, os únicos que ficaram abaixo de um segundo em relação ao resto do pelotão. 

E assim foi a qualificação saudita. Agora, para amanhã, ou apelam para um milagre, ou será mais uma tarde de passeio para Max.   

Noticias: Sainz Jr de fora, Bearman estreia-se na Ferrari


A Ferrari anunciou esta manhã que Carlos Sainz Jr foi substituído pelo britânico Oliver Bearman, devido a problemas de saúde do piloto espanhol. Ele sofreu uma apendicite aguda, foi operado e nesta corrida será substituído pelo piloto britânico de 18 anos.

Com isto, Bearman bate alguns recordes: será o terceiro piloto mais novo de sempre à partida de um Grande Prémio, será o mais novo de sempre a bordo de um Ferrari, batendo um recorde com 61 anos, e será o primeiro britânico ao volante de um carro da Scuderia num Grande Prémio desde Eddie Irvine, em 1999. Ou seja, bateu até... Lewis Hamilton! 

Por causa disso, o piloto britânico não participará na ronda saudita da Formula 2, que aconteceria neste final de semana. 

No comunicado oficial, a equipa de Maranello explicou o sucedido:

“Carlos Sainz foi diagnosticado com apendicite e vai precisar de cirurgia. A partir do terceiro treino livre e no resto do fim de semana, ele será substituído pelo piloto reserva Oliver Bearman. Oliver, portanto, não participará mais na ronda da Fórmula 2”, informou a escuderia de Maranello em nota. “A família Ferrari deseja a Carlos uma rápida recuperação”, finalizou.


Nascido a 8 de maio de 2005, em Chelmsford, no Essex britânico, Bearman começou a sua jornada competitiva no karting em 2013, passando gradualmente por vários campeonatos. A sua transição para os monolugares ocorreu em 2020, competindo na Fórmula 4. Na sua temporada de estreia, o britânico conquistou vitórias nas séries regionais alemã e italiana, mostrando seu potencial e chamando a atenção da Ferrari, que no final de 2021, o incluiu na Ferrari Driver Academy.

Em 2022, progrediu para o Campeonato FIA de Fórmula 3, terminando em terceiro lugar na sua temporada de estreia, e na temporada seguinte, subiu para a Formula 2, ganho quatro corridas, sendo o sexto classificado no campeonato. No final da temporada, teve a chance de experimentar um carro de Formula 1 da Haas nos treinos livres das corridas do México e Abu Dhabi. Em 2024, passou a ser piloto de reserva, enquanto continua a correr na Formula 2, pela Prema.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

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No ano passado, pela primeira vez desde 1985, tivemos um Grande Prémio ao sábado. Foi à noite, mas aconteceu. Este ano, teremos um recorde: três corridas ao sábado, sem serem "sprint": Bahrein, Jeddah e Las Vegas. Espalhar a Formula 1 ao longo do fim de semana tem alguns motivos. E no caso das corridas no Golfo, a religião foi o motivo. O Ramadão muçulmano começa na noite de sábado, dia 10, algumas horas depois da corrida saudita.

Mas claro, não é motivo único. As corridas nos Países Baixos, Grã-Bretanha e África do Sul aconteciam ao sábado, também por motivos religiosos. As igrejas anglicanas e calvinistas, religiões de estado nesses países, não permitiam qualquer manifestação aos domingos, que, na sua visão, deveriam ser dedicados única e exclusivamente à igreja. Mas nos últimos 40 anos, isso ficou cada vez mais diluído. Agora que a Formula 1 está a ir para países islâmicos pelo dinheiro, está a adaptar-se aos costumes locais, em vez de ser o contrário. 

Claro, ficamos a pensar: valerá a pena? 

E também, pensamos no calendário. É o mais comprido de sempre. Acabará em dezembro. Teremos uma pausa para férias em agosto. Andarão dependentes de um avião ou alguns aviões, da DHL ou UPS para levar tudo e fazer chegar a tempo nos lugares predestinados. E querem que haja Sprint Races em alguns lugares, ou seja... querem empanturrar-nos de Formula 1. Mas esquecem-se que ali estão seres humanos. Nem tudo é automático. Pedir a mecânicos e engenheiros - e alguns jornalistas - para que não tenham vida por alguns anos, para seguir uma caravana que fica num lugar o menor espaço de tempo possível... não começa a ser humano. 

Sou do tempo das 15, 16 corridas. Ter cerca de 40 por cento mais corridas no calendário começa a causar náusea. Mas não é só o automobilismo - o futebol começa a ter cada vez mais jogos, com equipas a jogarem a cada 72 horas porque existem imensas competições, e a FIFA, a UEFA e as federações nacionais inventam cada vez mais, em busca do dinheiro - e as pessoas tem de pensar que um dia, os espectadores irão se cansar. Ainda por cima, os bilhetes são muito caros. Pedem balúrdios para na semana da corrida, venderem (ou darem!) bilhetes com 80 ou 90 por cento de desconto, só para encher bancadas. 

É bom ter a atenção das pessoas e captar um público mais jovem, mas receio que esta "engorda" terá consequências mais tarde. É que não é sólida, e o dinheiro não cresce nas árvores, por muito que os sauditas tenham e queiram comprar o mundo.     

sexta-feira, 24 de março de 2023

Youtube Formula 1 Vídeo: Os melhores onboards de Jeddah

Um pouco atrasado, é verdade, mas não queria deixar de passar em branco os bideos do fim de semana saudita, que foi bem movimentado, diga-se.  

domingo, 19 de março de 2023

Formula 1 2023 - Ronda 2, Arábia Saudita (Corrida)


Segunda prova do ano, segunda corrida noturna. A Formula 1 cada vez mais se adapta às Arábias - ou seremos nós a adaptar-nos à ideia de que a categoria máxima do automobilismo está a ir onde está o dinheiro, negligenciando cada vez mais a tradição - e em Jeddah, a grande novidade do final de semana foi o lado inesperado da coisa. Os problemas inesperados no Red Bull de Max Verstappen, durante a Q2 da corrida saudita, colocaram algum sal e pimenta de uma qualificação que indicava ser um passeio no parque para os energéticos, mas também mostrava que mesmo os melhores poderiam ter problemas, com os novos sistemas dentro dos novos carros. 

E claro, a concorrência queria aproveitar. Mas quem sorria neste domingo - e que tinha as expectatibas mais altas - eram... não os Ferrari, nem os Mercedes, mas a Aston Martin. Sabendo que tinham um carro bem nascido, e o segundo posto do veterano Fernando Alonso, poderia ser um grande dia para ele. Especialmente, com todas as previsões a darem apenas uma paragem na corrida.      

Com a noite a erguer, as expectativas eram altas. Afinal de contas, a chance de uma derrota em toda a linha da Red Bull atraia as pessoas para as telas, mesmo sabendo que tudo poderia ser um bluff e Max poderia subir pelotão acima até chegar ao topo antes da primeira metade da corrida e mostrar ao mundo que eles tinham tudo para ficar com ambos os títulos muito antes do final desta temporada...

Apesar de tudo, o próprio Max avisava, no "gridwalk": tinha de ser cuidadoso nas primeiras voltas. A sua versão de "não ganhas corridas na primeira curva, apenas perdes". 


Na partida, Alonso largou bem a conseguiu passar Sergio Pérez para a primeira posição. Atrás, Esteban Ocon e Oscar Piastri tinham tocado e o nariz do australiano tinha quebrado o suficiente para ter de passar pelas boxes. Mas quase a seguir, a organização disse que Alonso tinha-se colocado mal e iria ser penalizado em cinco segundos. Pérez esperou pelo DRS para apanhar o Aston Martin e o passou. Atrás, Max ainda estava trancado atrás dos Haas e não passava de 13º na terceira volta. Mas ainda faltava imensa corrida e ele teria tempo de os passar. O que fez na quinta passagem pela meta.  

Apesar de Checo ser o líder, Alonso não se escapava muito. Mas ambos estavam de médios, significando que os carros até eram relativamente iguais. Atrás, Hamilton, apenas sétimo, andava de duros, se calhar para ficar o mais tempo possível na pista. E na sétimo volta, Max já estava nos pontos, passando o Alfa Romeo de Guanyou Zhou, enquanto Hamilton aguentava os ataques de Charles Leclerc, até à entrada da oitava volta, quando o monegasco o passou, no final da reta da meta. 

Na frente, Checo e Alonso não conseguiam afastar-se mais que um segundo, e ambos afastavam-se de Russell, terceiro a quase cinco segundos, no final da décima volta, com Stroll e Sainz atrás dele. Podia ser o melhor dos Mercedes, mas era mais por ele do que pelo carro. Duas voltas depois, Max continuava a sua recuperação, passando Hamilton - que não conseguia fazer funcionar os duros na pista - e agora era oitavo. Pelos vistos, parecia que os médios aguentavam melhor que se esperava, e os duros não eram tão eficazes quanto queriam. E os moles, o jogo que tinha Leclerc, também funcionavam melhor que esperavam.

O primeiro dos da frente a ir às boxes foi Lance Stroll, na volta 14, trocando médios para colocar duros, não parando se calhar até ao final. Sainz foi às boxes duas voltas depois, também saindo com duros. Ele regressa à pista na frente de Stroll, ou seja, a estratégia caiu bem no espanhol. Atrás, Max estava na traseira de Leclerc e aproximava-se quando o monegasco foi chamado às boxes, para trocar por duros, com ele a sair na frente de Stroll. 

E no meio disto tudo, Max era quarto. 

E inesperadamente, na volta 18, a primeira desistência: Lace Stroll parava na curva 13, numa posição perigosa, suficiente para a entrada do Safety Car. Os da frente entravam nas boxes, com Alonso a ter de cumprir a tal penalização que já tinha. Todos mudaram a duros, que iriam funcionar muito mais tarde que queriam, e ainda por cima, nesta situação de Safety Car, onde andariam muito mais lentos. Ninguém entre os da frente tinha perdido posições, mas Max agora estava bem mais perto. 


Na relargada, na volta 21, Pérez foi-se embora de Alonso, com Russell agora a aguentar os ataques de Max. Para Hamilton, com médios, atacou Sainz Jr para conseguir o quinto posto e tentar aproveitar o tipo de pneus para tentar acompanhar Max. Mas isso não foi suficiente para isso, pois na volta 24, Max passou Russell, com o DRS ativado. E quase a seguir, foi a bex de Alonso, que sequer resistiu. Nesta altura, Pérez tinha uma vantagem de 6,7 segundos.    

Atrás, para Alonso, o que lhe interessava era saber era se os Mercedes os poderiam apanhar. Contudo, Russell e Hamilton andavam mais a duelar entre eles, perdendo tempo, por causa dos pneus médios do carro 44, aparentemente melhores que os dele. Mas Russell aguentava-se, afinal de contas o quarto lugar era melhor que o quinto. 

E claro, os Red Bull estavam numa outra galáxia. Lutavam entre si pela melhor volta, que daria um ponto extra e a liderança do campeonato. Pela volta 32, a hierarquia era esta: Red Bull na frente, com cerca de cinco segundos entre Checo e Max, Aston Martin a seguir, Mercedes, Ferrari, Alpine e um Alpha Tauri. E os energéticos duelam ao limite, à distância, pelo ponto que estava em jogo. 

Até ao final, as pessoas ficaram de orelhas atentas por causa das queixas dos pilotos da Red Bull por causa dos travões ou do diferencial, a mesma que Max o deixou a pé no dia de ontem. Contudo, ambos andavam ao mesmo ritmo, e parecia mais "bluff" que outra coisa. 

No final, Max esforçou-se e conseguiu um tempo de 1.31,906, que era a mais rápida da corrida, e o ponto extra era dele, suficiente para sair da península arábica com a liderança por um ponto. Mas o mais importante é que os energéticos tinham um carro que arrisca a ser dominador para esta temporada. Alonso era terceiro, na frente dos Mercedes, que se esforçaram para o apanhar, sem resultado. Contudo, na luta interna, Russell, mais uma vez, leva a melhor sobre Hamilton. E ambos ficaram na frente da Ferrari, que ainda sofre. 

Na parte final, Kevin Magnussen ainda conseguiu ganhar um ponto a Yuki Tsunoda, que não ficou muito feliz por não ter conseguido defender o décimo posto. Ali, a Haas conseguiu o seu primeiro ponto na temporada. 

Contudo, ainda antes do pódio, um golpe de teatro: os comissários consideraram que os mecânicos da Aston Martin tocaram no carro de Alonso nas boxes, enquanto ele cumpria a penalização. E pior: foram 10 segundos, suficientes para lhe tirar o terceiro lugar a favor de Russell. 


De resto, Checo era um piloto feliz. Aproveitou bem a situação e ganhou, novamente numa pista urbana, e também mostrou à equipa que, se Max tiver problemas, ele está lá para ajudar a situação. Quanto a Alonso, continua a escrever mais umas páginas nos livros de história pessoais, da equipa e da Formula 1. Cem pódios não é para qualquer um, o segundo pódio pela Aston Martin significa que é o piloto com mais na equipa britânica e o terceiro lugar na geral dá um grande avanço aos seus adversários mais diretos: Mercedes e Renault. 

Agora, rumo a Melbourne, e acordar de madrugada para os ver correr.     

sábado, 18 de março de 2023

A(s) image(ns) do dia




Este sábado, a Aston Martin igualou a sua melhor posição de conjunto na sua história na Formula 1. E para igualar esse feito, demorou... 63 anos para lá chegar. E não é só o segundo lugar do primeiro piloto: o sexto lugar do segundo é uma coincidência dessa mesma corrida. E claro, falamos no meio de grandes nomes do automobilismo.

O seu melhor resultado até então tinha acontecido no GP da Grã-Bretanha de 1959, no circuito de Aintree. A marca britânica, que estava na crista da onda após a sua vitória nas 24 Horas de Le Mans, esperava transportar esse bom resultado na Formula 1, que se tinha estreado na competição nessa temporada, com uma dupla de pilotos respeitável: o britânico Roy Salvadori, e o americano Carrol Shelby. Aliás, a mesma dupla que tinha triunfado na corrida de La Sarthe.

O carro, um DBR4, estava na sua segunda corrida, depois de se ter estreado em Zandvoort, e mostrou logo a sua potência, ao conseguir um tempo de 1.58.0, o mesmo que o Cooper de Jack Brabham, o poleman. Contudo, o australiano marcara o tempo em primeiro lugar, o que ficou com a pole-position. Shelby continuou com o bom resultado da marca no seu conjunto, com o sexto posto. 

Contudo, a corrida não foi fantástica para os Aston Martin. Shelby teve problemas com os magnetos do seu carro e atrasou-se na corrida, acabando por desistir a seis voltas do final. Quanto a Salvadori, acabou a corrida na sexta posição, mas na altura, isso não daria pontos - o sistema de pontuação só foi modificado no ano seguinte. Essa posição seria igualada duas corridas depois, em Monsanto, no GP de Portugal.

Caso a Aston Martin tivesse entrado duas ou três temporadas antes, provavelmente teria uma máquina vencedora. Mas em 1959, o vento tinha mudado: os Coopers de motor traseiro já eram vencedores com Jack Brabham e Bruce McLaren, e Ferrari, BRM e a própria Aston Martin ficava para trás. Chegara muito tarde. E mesmo em 1960, quando poderia ter inbertido a situação, os resultados foram ainda piores. No final dessa temporada, sem pontuar, arrumaram as malas e foram para outras competições. 

Quanto aos resultados, este foi o melhor até ao GP do Mónaco de 2021, quando Sebastian Vettel conseguiu um quinto posto, antes de alcançar o primeiro pódio de sempre, na corrida seguinte, em Baku. Resta saber o que fará amanhã a dupla de pilotos em Jeddah, especialmente depois do pódio de Fernando Alonso em Shakir, duas semanas antes, e o sexto lugar de Lance Stroll, nas mesma corrida. 

Formula 1 2023 - Ronda 2, Arábia Saudita (Qualificação)


A coisa boa destas corridas serem à noite é, para além da paisagem ser diferente, é que acontece a uma temperatura mais suportável naquelas paragens, pois ao longo do ano, mesmo num lugar mais fresco - Jiddah fica nas margens do Mar Vermelho - as temperaturas raramente descem abaixo dos 20 graus, mesmo nos tempos mais frescos no calendário, como é agora. 

A organização anunciou este ano que fez algumas modificações em algumas curvas, afastando um pouco algumas barreiras, para os pilotos poderem ter alguma visibilidade, porque a velocidade que alcançam naquele circuito pode ser estonteante. Mesmo assim, alguns pilotos não deixaram de apanhar os seus sustos nas sessões de treinos livres.   


Com o sol posto, e as luzes ligadas, a qualificação estava pronto para arrancar, perante os espectadores do local e o resto do mundo, pela televisão. Com a primeira volta no circuito, para aquecer os pneus e marcar um tempo - todos com moles, a propósito - o primeiro a marcar tempo foi Max, com 1.28,761, a exatamente meio segundo de Sérgio Pérez, e o resto a mais de um segundo, como Hamiton, que ficou a 1,3, no sexto posto provisório!  

A Red Bull já marcava posição em Jeddah: eles eram os melhores, ponto final. Para Max, só uma catástrofe o tiraria da pole.  

Havia expectativas pela Aston Martin, mas o primeiro tempo de Lance Stroll, a 1,5 segundos dos Red Bull, deixava todos em alerta. E logo a seguir, Fernando Alonso fazia um pião, perdendo tempo precioso. Mas depois conseguiu marca 1.29,484, o quarto melhor tempo, e suficiente para a Q2.

Em contraste, Logan Sargent tentava marcar um tempo, mas da primeira vez foi muuito lento, da segunda, o tempo foi anulado porque pisou o risco na curva 27 e na terceira... fez um pião! No final, foi o primeiro eliminado da sessão, logo acompanhado pelo seu companheiro, Alex Albon, de Lando Norris, no seu McLaren, dos Alpha Tauri de Nyck de Vries e Yuki Tsunoda. 

Alguns minutos depois, passou-se para a Q2, onde as coisas piariam mais fino para o meio do pelotão, sempre competitivo e que cada milésimo de segundo realmente conta.


Os Aston Martins foram os primeiros a marcar tempos, com Alonso a fazer 1.28,757, com Lelcerc a responder com 1.29,068, antes dos Red Bull entrarem na pista e, aparentemente rebentarem com tudo. Mas não aconteceu. Lembram-se de do "só uma catástrofe só o tiraria da pole", escrito uns parágrafos mais acima? Pois bem, aconteceu: na sua primeira tentativa, depois de um momento em falso quando o carro "dançou" na saída de uma curva, houve algo que quebrou dentro do carro, e ele foi lentamente para as boxes, não saindo mais de lá. 

Sem o favorito, Checo tinha tudo para ficar com o primeiro lugar. Mas Alonso também iria espreitar a sua sorte. No final, o mexicano levou a melhor sobre o espanhol, conseguindo 1.28,635, mais 122 centésimos que o veterano da Aston Martin. E claro, a fazer companhia a Super Max, ficaram os Haas de Nico Hulkenberg e Kevin Magnussen, e os Alfa Romeo de Valtteri Bottas e Guanyou Zhou.

E agora, a Q3, inesperadamente mais equilibrada que se esperava.

Alonso foi o primeiro a marcar tempo, com 1.28,925, com Stroll ainda nas boxes. Lelcerc bate o espanhol da Aston Martin, fazendo 1.28,757. George Russell aproxima-se, com 1.28,852, ficando com o segundo melhor tempo, entre Leclerc e Alonso, mas faltava Checo marcar um tempo. 

E marcou: 1.28,265. Não se pode dizer que pulverizou a concorrência, mas anda lá perto. Já tinha mão e meio no primeiro posto. 

E foi o que aconteceu. Mas quem andou melhor nem foi Alonso, nem Stroll, mas sim Charles Leclerc, que ficou com o segundo melhor tempo, com o seu tempo na primeira tentativa. Houve ameaços do canadiano da Aston Martin, mas não conseguiu melhor que o sexto tempo, num duelo a três, porque Russell ainda se meteu no barulho. Claro, o monegasco não aproveitará esse lugar por causa da penalização de 10 lugares por causa da peça que a Ferrari teve de trocar. Ou seja, é Alonso que herdou o segundo posto, e a mostrar que existia equilíbrio, quando os Red Bull tinham problemas. 


Amanhã veremos como será. Especialmente com um Max enfiado no meio do pelotão, a querer passar o mais rapidamente possível para chegar à frente da corrida, numa pista rápida, mas apertada.           

sexta-feira, 20 de janeiro de 2023

Noticias: Jeddah no calendário até 2027


A Arábia Saudita anunciou nesta sexta-feira que o seu Grande Prémio acontecerá no circuito de Jeddah por mais cinco temporadas, pelo menos até 2027. Isto porque existe um projeto da construção de um circuito permanente de Qyddiah, mas o projeto é enorme e está atrasado e não estará pronto, pelo menos, até ao final da década. 

Contudo, o problema mais imediato é a corrida de 2024, que poderá calhar com o Ramadão. O que se fala é o de trocar a corrida de abertura com o GP da Austrália, e ter a distancia necessária para poder acontecer sem obstáculos. Sobre isso, só será decidido mais tarde no ano. 

“Obviamente, devido à santidade do Ramadão seria impossível receber um Grande Prémio durante esse tempo, mas em última análise qualquer decisão sobre os horários da corrida do próximo ano está nas mãos da Fórmula 1 e da FIA”, disse Martin Whitaker, diretor executivo da Saudi Motorsport Company, promotor da corrida. “Portanto, estamos à espera de esclarecimentos por parte do promotor e do órgão federativo no que respeita à nossa data de 2024. Como é habitual, isto só será anunciado muito mais tarde durante o ano”, concluiu.

O GP da Arábia Saudita acontecerá a 19 de março, e será a segunda corrida do campeonato.