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segunda-feira, 15 de setembro de 2025

Formula E: DS anuncia a sua nova dupla


A DS Penske anunciou a sua nova dupla para a nova temporada, com a contratação do britânico Taylor Barnard, vindo da McLaren. O piloto de 21 anos, um prodígio no automobilismo, terá à sua disposição um carro ultracompetitivo e terá a missão de destacar a tecnologia elétrica da DS Automobiles nos circuitos de Fórmula E, em todo o mundo.

Barnard estará no lugar de Jean-Eric Vergne, que aos 35 anos e três temporadas na equipa, decidiu seguir por um caminho diferente, depois de uma vitória e oito pódios com a DS Penske. Mas para além disso, também significa o final de uma parceria que durou oito anos entre ele e a DS Automobiles, que lhe deu dois títulos mundiais de Construtores, um de pilotos, seis vitórias, 25 pódios e 11 pole positions. O piloto francês poderá estar a caminho da Citroen, mas ainda não está confirmado.

Eugenio Franzetti, Diretor da DS Performance, falou sobre os seus pilotos: 

"Estamos muito felizes por receber o jovem prodígio da Fórmula E na nossa equipa. A sua juventude, talento e motivação serão qualidades essenciais para ajudá-lo a conquistar alguns pódios e a integrar-se entre os líderes desta nova temporada que está prestes a começar. Tenho a certeza de que ele formará uma ótima equipa com o Max e será capaz de tirar o máximo proveito do nosso DS E-TENSE FE25. Ao mesmo tempo, quero agradecer ao único Bicampeão da Fórmula E, com quem foi um prazer absoluto trabalhar ao longo de oito temporadas. O conhecimento e o empenho do Jean-Éric contribuíram, enormemente, para tudo o que alcançámos como marca. Esta colaboração incrivelmente produtiva entre o JEV e a DS Automobiles terá, certamente, escrito um capítulo importante na história da Fórmula E."

Já Taylor Barnard está feliz com a nova aventura: "Estou muito feliz por me juntar à DS Penske para a Temporada 12. A equipa tem uma sólida experiência na Fórmula E, pelo que mal posso esperar para trabalhar ao lado do Max para partirmos para a conquista dos melhores resultados. A Fórmula E é uma competição única e sinto-me pronto para continuar nesta trajetória que iniciei e lutar nos lugares da frente.", afirmou.

Maximilian Günther: "Estou entusiasmado por começar a minha segunda temporada como piloto da DS Penske. Houve muitos pontos altos na nossa primeira temporada juntos, que foi caracterizada pela qualidade e por desempenhos fortes. Agono, estou muito ansioso por desenvolver essa base na nossa segunda temporada. Ter o Taylor como meu novo colega de equipa é fantástico; é um piloto brilhante e uma excelente adição à nossa equipa. Há um espírito incrível em toda a equipa e mal posso esperar para começar a nova temporada!"

Os testes oficiais da Temporada 12 realizar-se-ão em Valência, Espanha, entre os dias 27 e 31 de outubro, antecedendo a primeira corrida de uma nova época que terá início em São Paulo, no Brasil, no dia 6 de dezembro.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

Formula E: Vergne acha que há demasiada sorte na decisão das corridas


Jean-Eric Vergne está preocupado com a introdução dos novos Pit Boost nas corridas, receando que os pilotos possam ser prejudicados com a sua má aplicação.

A uma semana da ronda dupla de Jeddah, e a primeira onde será usado o novo Pit Boost, o piloto francês da DS Penske receia que essa paragem obrigatória prejudique os pilotos em situação de Safety Car. Para além disso, o piloto francês acha que a sorte está a aparecer mais vezes que ele desejaria nas corridas, especialmente em situações onde o Safety Car ou o Full Course Yellow aparece logo após alguém ter ido ao Attack Mode. 

“Vai haver muitas incógnitas”, começou por afirmar Vergne. “Sabemos que muitas coisas vão acontecer a partir do momento em que a janela de paragem nas boxes abrir. As paragens nas boxes são bastante longas; em algumas pistas, é possível que fiquemos com menos uma volta, por isso espero que a FIA e a Fórmula E consigam assegurar que as paragens nas boxes sejam talvez um pouco mais curtas para que a corrida continue a ser compreensível – porque se o líder sair das boxes com uma volta a menos e houver um Safety Car, pode ser um pouco complicado”, continuou.

“A sorte está a tornar-se um fator demasiado importante. Até o safety car vai ser um fator ainda mais importante durante as paragens nas boxes – imaginem que um piloto para em último lugar e há um Safety Car ou Full Course Yellow nesse momento, especialmente um Safety Car: ele tem uma paragem livre e sai 30 segundos à frente de todos.”

“Quanto ao Attack Mode, se ativas o teu e um minuto depois há uma amarela, então o que tinhas planeado está arruinado”, lamentou o piloto da DS Penske. “Quando se sabe o quão importante é este modo e o desempenho, quantos lugares se podem ganhar com ele, isto só vem estragar tudo. Se tivermos azar e o ativarmos na altura errada da corrida, isso pode custar-nos bastante caro”, concluiu.

O ePrix de Jeddah acontecerá no fim de semana de 14 e 15 de fevereiro e será a primeira jornada dupla do calendário da Formula E. 

sexta-feira, 26 de janeiro de 2024

Formula E: Vergne consegue a pole para a primeira corrida saudita


O francês Jean-Eric Vergne conseguiu a sua primeira pole da temporada a bordo do seu DS para a primeira corrida em Diyriah, na Arábia Saudita. Ele conseguiu bater o carro de Mitch Evans, na final, depois de ter conseguido superar o brasileiro Sério Sette Câmara na meia-final. Quanto a António Félix da Costa, ficou-se na fase de grupos, com apenas o 17º tempo. 

Com a qualificação dividida em dois grupos, no primeiro, que tinha pilotos como Jake Dennis, Mitch Evans, Pascal Wehrlein, Robin Frijns, Nick Cassidy, Oliver Rowland, entre outros. No final, Cassidy foi o melhor, seguido por Dennis, Wehrlein e Ewans. As duplas da ABT Cupra e da Mahindra, incluindo Lucas di Grassi, Frijns, Rowland e Hughes ficaram de fora da fase a eliminar.

No grupo 2, estavam Max Gunther, Norman Nato, Sergio Sette Câmara, António Félix da Costa, Stoffel Vandoorne, Sebastien Buemi, Jean-Eric Vergne, entre outros. De forma surpreendente, se Vergne passou com facilidade na primeira posição, o segundo tempo de Sergio Sette Câmara, na ERT era anormal. Gunther e Nato seguiram-os, o que não poderá dizer de Félix da Costa, que ficou a meio segundo do tempo de passagem para a fase seguinte, assim fazendo companhia a Buemi, por exemplo.

No quartos de final, Wehrlein, o vencedor no México, foi surpreendentemente eliminado por Jake Dennis, enquanto Sette Câmara continuou a surpreender tudo e todos, conseguindo bater Max Gunther. Por fim, no duelo entre franceses, Norman Nato contra Jean-Eric Vergne, o piloto da DS levou a melhor. 

Para as meias finais, o primeiro duelo era entre Jake Dennis e Mitch Evans, com o neozelandês a levar a melhor, por meros 33 centésimos de segundo, enquanto entre Vergne e Sette Câmara, o piloto da DS conseguiu ser o mais rápido. E a mesma coisa aconteceu na final, com o tempo de 1.12,062.

A corrida acontecerá pelas 17 horas de Lisboa.    

quinta-feira, 28 de setembro de 2023

Formula E: DS Penske renova com Vergne e Vandoorne


A DS Penske anunciou nesta quinta-feira na sua conta do Twitter que renovou o contrato por mais uma temporada para o francês Jean-Eric Vergne e o belga Stoffel Vandoorne. Ambos os pilotos, com campeonatos conquistados, tem como objetivo melhorar as suas performances. O piloto francês foi em 2023 quinto classificado, com 107 pontos marcados, enquanto Vandoorne não foi além do 11º posto, com 56.

O objetivo da equipa é o de regressar ao mais alto nível de competição em 2024, embora como se reparou, não pode ter muito motivos de queixa de 2023.

Para Vergne, campeão em 2018 e 2019, o piloto francês espera que a temporada de 2024 seja melhor que aquilo que foi, ou seja, recuperar ao topo da competição.  

"Estou muito contente por continuar a minha aventura com a DS Penske, com o mesmo companheiro de equipa, e com o nosso carro da Geração 3. Ao encerrar um capítulo, temos agora de nos concentrar no que está para vir. Adoro as corridas e, acima de tudo, adoro vencer: é uma sensação muito especial que quero voltar a repetir com a equipa. Tenho uma verdadeira relação de confiança com os engenheiros e com os mecânicos: a sua dedicação e trabalho árduo são verdadeiramente inspiradores.", começou por afirmar. 

"Quero recompensar a confiança que o Jay Penske e o resto da equipa depositaram em mim. No início de uma época tudo volta à estaca zero. Formamos uma dupla sólida, eu e o Stoffel. Fizemos duas boas corridas e estamos a trabalhar arduamente para voltar ao topo. Só temos de tentar fazer melhor e não vamos parar até o conseguirmos. A minha concentração e determinação absolutas estão no máximo e a minha motivação é maior do que nunca, pretendendo trazer para casa mais alguns títulos com esta equipa fantástica.", concluiu.

Já Vandoorne, o campeão de 2022, alinha no mesmo sentido. 

"Estou muito satisfeito por continuar a viagem que iniciámos há um ano com esta equipa. A consistência e a estabilidade serão as bases dos nossos sucessos futuros. O JEV e eu somos uma das melhores duplas da atualidade. Demos alguns passos significativos na última época e juntos estamos a ficar mais fortes. A consistência do desempenho é o nosso objetivo para a próxima época. O objetivo final é ganhar o campeonato. Estou entusiasmado por ajudar a continuar a construir essa dinâmica e a conquistar muitos troféus com a equipa.", afirmou.

Contudo, existe um problema: quer Vergne, quer Vandoorne, são pilotos da Peugeot no Mundial de Endurance, e estão preocupados com as possíveis colisões de ambas as competições no campeonato, especialmente nas três primeiras corridas do ano, antes das 24 Horas de Le Mans. O Prólogo, no Qatar, acontecerá na jornada de 24 de fevereiro, do qual ainda não há data - não será Hyderabad, na Índia -  enquanto a jornada dupla de Berlim acontece no mesmo fim de semana que as Seis Horas de Spa-Francochamps, e isso ainda não esta totalmente resolvido, embora eles não sejam os únicos que corram em ambas as categorias.  

sábado, 25 de fevereiro de 2023

Formula E: Félix da Costa foi o melhor na Cidade do Cabo


O português António Félix da Costa conseguiu a sua primeira vitória do ano, neste sábado à tarde no veloz circuito da Cidade do Cabo, na África do Sul, batendo o francês Jean-Eric Vergne numa ultrapassagem de antologia na penúltima volta da corrida sul-africana. 

A partida começou com o poleman, o francês Sacha Fenestraz, a aguentar os ataques de Mitch Evans, enquanto atrás, os pilotos tentavam ser os mais rápidos em relação à concorrência. Mas no final da primeira volta, Wehrlein tentou travar mas bateu na traseira de Buemi e acabou na escapatória, vítima dos travões. Noutro lugar da pista, Edoardo Mortara também acabava prematuramente a sua corrida. A organização decidiu colocar o Safety Car na pista para retirar os carros acidentados. 

A corrida retomou na sétima volta, com Gunther na frente de Fenestraz. Mas depois perdeu a liderança para Nick Cassidy, com Gunther caia para terceiro. Havia um pelotão entre os da frente, com Félix da Costa a subir no pelotão, especialmente quando começaram os pilotos a passar pelo modo de ataque. O piloto português, quando fez a sua primeira passagem, meteu três minutos, suficiente para passar a quarto, ultrapassando René Rast e Jean-Eric Vergne.

Entretanto, Jake Dennis foi penalizado por causa... da pressão dos pneus, que não ficaram como o planeado, e tinha de passar pelas boxes. 

Na volta 20, Max Gunther falhou a travagem e bateu no muro, oferecendo de bandeja o terceiro posto ao português da Porsche. Segundo Full Course Yellow, no momento em que Fenestraz foi para o Attack Mode, perdendo o segundo posto para Félix da Costa, e o terceiro para Jean-Eric Vergne.

Quatro voltas depois, Cassidy queria regenerar ao máximo e Felix da Costa aprobeitou para ficar com a liderança, e ele ainda tinha um minuto de Attack Mode. Ele afastou-se do pelotão, com Vergne no segundo posto, passando o piloto da Envision. Contudo, quando o português foi para o Attack Mode, perdeu a liderança para o francês. 


Na volta 30, a organização acrescentou duas voltas por causa do Safety Car, e havia um duelo final pela liderança entre Félix da Costa e Vergne, Porsche contra DS Penske. Atrás, Fenestraz era terceiro, passando Cassidy, mas o argentino perdeu o posto para o neozelandês.  

Na penúltima volta, o português conseguiu uma ultrapassagem no braço a Vergne e aguentou o ataque final do francês, acabando por ficar com liderança, conseguindo a segunda vitória da temporada para a Porsche.


No campeonato, Wehrlein continua na liderança, com 80 pontos, contra os 62 de Jake Dennis, os 50 de Jean-Eric Vergne e os 46 de António Félix da Costa. A Formula E continua dentro de um mês, a 25 de março, em São Paulo, no Brasil. 

domingo, 12 de fevereiro de 2023

Formula E: Vergne foi o melhor nas ruas de Hyderabad


O francês Jean-Eric Vergne foi o triunfador na corrida de Hyderabad, na India, quarta prova do campeonato de Formula E. O piloto francês da DS Penske levou a melhor sobre Nick Cassidy, da Envision Racing, e o Porsche de António Félix da Costa, para conseguir a sua primeira vitória da temporada, aproveitando a penalização de Sebastien Buemi. O piloto português superou Pascal Werhlein, que apesar de tudo, manteve a liderança do campeonato.

Numa estreia na Formula E, a primeira corrida no subcontinente indiano, a competição elétrica correu nas ruas de uma das maiores e mais tecnológicas cidades do país. 

A primeira volta não teve incidentes, com Mitch Evans, o poleman, conseguir aguentar os ataques de Vergne. Felix da Costa também partiu bem, entrando nos pontos logo nos primeiros metros, passando de 13º para décimo. As coisas ficaram assim até que Nick Cassidy, outro que subiu na classificação depois de uma boa partida, perdeu lugares depois de um toque por parte do Maserati de Edoardo Mortara.

Na volta sete, aproveitando a potência extra do Attack Mode, Sébastien Buemi alcançou a liderança, ultrapassando Vergne na mesma altura em que Evans passava no local de ativação do Attack Mode. Assim, Buemi estava na frente do pelotão, enquanto Vergne tentava manter Evans no terceiro posto, ele que tinha a potência extra. Na volta seguinte, Buemi passou pelo Attack Mode e conseguiu manter a liderança, assim como Vergne fez com Evans.

A 13ª volta foi de azar para a Jaguar. Sam Bird tentou ultrapassar o carro de Sacha Fenestraz, mas excedeu-se e não conseguiu travar no momento certo, batendo na traseira do seu companheiro de equipa, Mitch Evans, que seguia no terceiro posto. O neozelandês acabou por desistir, e Bird arrastou-se, até abandonar cinco voltas mais tarde. 

No meio disto tudo, com as passagens pelo Attack Mode, as posições eram voláteis. Félix da Costa conseguiu subir até ao sétimo posto, passando Oliver Rowland.

Na 23ª passagem pela meta, o Safety Car entra pela primeira vez por causa de Jake Hughes, que bateu o seu McLaren nas proteções da pista depois da curva 4 e obrigou a desistir. Por esta altura, Pascal Wehrlein tinha conseguido recuperar posições e rodava no nono posto, com a volta mais rápida da altura.

Quando recomeçou, mais confusão: René Rast, no seu McLaren, bateu com violência na traseira do Andretti de Jake Dennis, levando à desistência de ambos, beneficiando Félix da Costa, que subia para quinto classificado, atrás de Oliver Rowland, que tinha sido penalizado com cinco segundos adicionados ao seu tempo final. Depois, o português passou Rowland e foi atrás de Buemi, tentando um pódio.

Na volta final, Jean-Éric Vergne aguentou a liderança da corrida dos ataques de Nick Cassidy e Sébastien Buemi, com Felix da Costa a espreitar e Wherlein a chegar a quinto, atrás do seu companheiro de equipa. E foi assim que todos cruzaram a meta. 


E claro, a corrida prosseguiu depois da bandeira de xadrez. Os comissários decidiram penalizar Buemi em 17 segundos por exceder a potência máxima permitida durante a corrida. Por causa disso, perdeu o terceiro lugar para Félix da Costa, e o suíço ficou até fora dos pontos!  

Na classificação, Wehrlein continua na frente, com 80 pontos, contra os 62 de Jake Dennis, que não pontuou, e Jean-Eric Vergne, com 31, empatado com Sebastian Buemi. Felix da Costa subiu para nono, com 21.   

O campeonato prossegue dentro de duas semanas, nas ruas da Cidade do Cabo, na África do Sul. 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2023

Formula E: Vergne pede por pneus slicks


No ano em que a competição elétrica trocou de pneus, da francesa Michelin para a coreana Hankook, há quem não tenha ficado impressionado com a aderência destes novos pneus. Aparentemente bem mais duros que os anteriores, há quem ache que a solução poderia ser mais radical para que os pilotos possam ter tanto ou mais aderência como tinham anteriormente, com os carros da Gen3.

É o caso de Jean-Eric Vergne, piloto da DS, que deseja por pneus slicks nos carros da Formula E. 

Questionado no site motorsport.com sobre esse assunto, referiu desta maneira:

“Oh, nunca [questionado sobre se iria alguma vez adaptar-se aos pneus novos]. Quer dizer, é o carro que temos, são os pneus que temos, sabemos que não vai mudar nesta época. Portanto, temos de lidar com isso. Mas penso que vão ser corridas complicadas, com certeza. Eu gostaria de pneus slicks com um aumento de 70 por cento de aderência." continuou.

"Os pneus são duros, como o betão – e são muito escorregadios. E é ainda mais na corrida, porque quando se segue outro carro e perde-se a apoio aerodinâmico. É muito complicado. Foi complicado nos treinos livres [no Autódromo Hermanos Rodriguez] e depois o carro estava completamente diferente na qualificação novamente. Os tipos que foram rápidos na qualificação foram os tipos que não foram tão rápidos nos treinos livres. É um pouco estranho tentar compreender.", referiu, descrevendo o seu fim de semana mexicano, onde terminou na décima posição. 

"E depois na corrida foi um pouco… é impossível ultrapassar independentemente da quantidade de energia que se tenha, porque a aderência é tão reduzida que não se pode tentar uma ultrapassagem tardia. Temos visto muitos acidentes só porque o nível de confiança no carro é extremamente baixo e é difícil de ultrapassar”, concluiu.

Vergne e os outros lidarão novamente com estes pneus no fim de semana duplo de Ad Diyriah, na Arábia Saudita. E claro, tentará um resultado melhor daquele que alcançou na última prova.  

segunda-feira, 19 de dezembro de 2022

Endurance: Vergne afirma que Peugeot progrediu "imenso"


O francês Jean-Eric Vergne acredita que a Peugeot evoluiu "imenso" nos últimos meses com o seu 9X8 de Endurance e acha que é capaz de lutar pelas vitórias, apesar dos problemas de fiabilidade que ainda afligem no desenvolvimento do bólido. Numa entrevista à Autosport francesa, ele fala sobre o ponto da situação do carro, a pouco mais de três meses do inicio da nova temporada, em Sebring. 

“Não creio que haja uma única equipa na história da Endurance que não tenha tido problemas de fiabilidade”, começou por afirmar Vergne à Motorsport francesa.  “É assim: sempre que fazemos uma prova de resistência, quebra outra peça. Quebra, infelizmente, mas uma vez que isso acontece, entendemos porque quebrou, a gente muda [a peça], e ela não mais quebrará.", continuou.

"O problema é: quantas peças tem este carro? Há muitas coisas que podem dar errado, entre a eletrónica, o motor dianteiro, a bateria, o motor de combustão, a bomba de combustível. Só há uma coisa a fazer, que é: testar, testar, testar! Percorrer o máximo de milhas possível e, então, chega a um ponto em que todas as peças que precisam de quebrar, quebram, foram substituídas e modificadas. [Com isso] chegamos a um carro realmente robusto que não mais avaria. Só a experiência resolve esses problemas, nada mais."


Vergne sente que a velocidade que a Peugeot demonstrou em suas três primeiras corridas - apesar de um desapontante quarto lugar no Bahrein, o último na classe LMH - combinada com o trabalho que está realizando em sua primeira temporada completa no WEC, o piloto acha que o fabricante francês deverá ser capaz de lutar pela vitória no Le Mans 24 Horas no próximo ano, quando todos os problemas forem resolvidos.

"Não acho que a Peugeot chega a um campeonato sem ter os meios para vencer em Le Mans", começou por afirmar o piloto francês, que também corre pela DS na Formula E. "Eu também não teria ido para esta equipa se não achasse que existiam todas as hipóteses de vencer. Agora, não estou a dizer que irá ser fácil; vai ser extremamente difícil, ainda temos muito trabalho a fazer.", continuou.

“Na verdade, estou testando esta semana; estamos a fazer testes de resistência por três dias durante a semana do Natal. A motivação é muito grande nesta equipa, é um grande projeto, [mas] acho que ainda faltam alguns passos para podermos dizer que vamos lutar pela vitória em Le Mans. Neste momento, sem os passos que temos de dar, não, acho que não podemos triunfar em Le Mans. Mas sei que todos os passos que estamos a dar são facilmente realizáveis. Todas as melhorias que estamos a fazer no carro acontecerão, sabemos disso." 

"Quando chegarmos a Le Mans, sei que teremos reunido tudo para poder lutar pela vitória, isso é certo”, concluiu.

quinta-feira, 13 de outubro de 2022

Formula E: DS alia-se à Penske e anuncia Vandoome


O belga Stoffel Vandoome será piloto da DS Penske em 2023, correndo ao lado de Jean-Eric Vergne. Numa nova temporada, onde a DS sai da chinesa Techeetah e se alia com os americanos de Jay Penske, eles esperam não perder a competividade dos anos anteriores. Para obelga, atual campeão do mundo, juntar-se com o bicampeão da competição em 2018 e 2019 será um novo desafio. 

“Estou muito feliz por me juntar à DS Penske na próxima temporada”, começou por dizer Vandoorne. “É uma grande mudança para mim depois de quatro anos na Mercedes, mas estou muito animado para começar a trabalhar com a equipa", coninuou.

"A DS alcançou excelentes resultados no passado, conquistando os títulos de Pilotos e de Equipas [por] duas vezes: é um bom recorde e espero poder somar em breve! Também é um grande prazer estar associado ao único bicampeão do Fórmula E. Acredito que JEV e eu formaremos uma das equipes mais fortes para a 9ª temporada.", continuou. "Estamos agora em modo de preparação total com o carro Gen3 e estou apenas começando essa história com minha nova equipa, então esses são dois desafios emocionantes para os próximos anos! Uma coisa é certa: mal posso esperar para voltar na pista, lute para defender meu título mundial e conquiste muitos troféus!”, concluiu.

Já em relação à parceria entre a Penske e a DS, ambos os lados se mostram entusiasmados e esperando que seja o início de uma parceria triunfadora.

“Estamos entusiasmados com a parceria com a DS Automobiles, uma marca automotiva icônica que compartilha nossas ambições em busca da excelência”, começou por afirmar Jay Penske, fundador e proprietário da Penske Autosport.

"Este é um marco importante para nossa equipa e algo do qual esperamos há anos. Juntos, vamos ultrapassar os limites tecnológicos em nossa busca por desempenho e vitórias. Com o piloto campeão mundial da grelha e o bicampeão Jean-Eric, estou confiante de que temos uma das formações mais fortes da grelha!”, concluiu.


Do lado da DS Performance, Thomas Chevaucher acredita que esta parceria seja o início de mais páginas douradas na história da marca na competição elétrica.

“O início de uma nova associação é sempre um grande momento, e todos nós da DS Performance estamos ansiosos para começar esta nova aventura com a Penske Autosport”, diz Chevaucher.

"Estamos iniciando esta parceria da melhor maneira possível com dois campeões na equipe! Graças a Stoffel e Jean-Eric, provavelmente temos uma das melhores formações e também a dupla mais rápida da grelha. Com o powertrain e experiência em software da DS Performance, agora estamos em uma posição ideal para continuar nossa busca por vitórias e títulos.”, concluiu.

Agora, testa-se para se poder adaptar os pilotos ao carro da Gen3, que fará a sua estreia competitiva em janeiro, na Cidade do México. 

sexta-feira, 26 de novembro de 2021

Formula E: Pilotos da DS aprovam novo formato da qualificação


António Félix da Costa e Jean-Eric Vergne viram o novo formato da qualificação e gostaram. Para quem ainda não sabe, o novo formato da qualificação da Formula E a partir de 2022 será composto por dois grupos de onze pilotos, em que os quatro primeiros de cada passam aos quartos de final e a partir dessa fase, serão apenas duelos em pista entre dois pilotos. 

Na apresentação das novas cores da DS Techeetah para a temporada de 2022, antes da sessão de testes coletivos, que vai acontecer na semana que vêm no circuito Ricardo Tormo, em Valencia, ambos disseram que o formato é mais justo e dará maior competitividade aos pilotos e emoção aos espectadores.

“[Será] mais justo. Acho que veremos durante a época os mesmos pilotos na luta pela pole position. Serão sempre os pilotos mais rápidos, mas é assim que deve ser nas corridas e no desporto. Sei porque é que existia o formato que tínhamos, mas parecia quase uma grelha invertida. Sinto que agora vai ser melhor e vai reduzir muito a rotação de pilotos, porque o piloto mais rápido vai estar na frente. Continuará a ser muito competitivo e teremos na mesma boas corridas.”, afirmou o piloto português.

“Acho que é mais justo. Pedimos mais equidade há bastante tempo e fico contente que tenham tido em consideração aquilo que dissemos e penso que será o melhor para o campeonato.”, acrescentou Vergne.

O formato será testado na semana que vêm, nos testes de pré-temporada que acontecerão em Valencia. Quanto à nova temporada, começará dentro de dois meses, no último final de semana de janeiro, em Ad Diyriah, na Arábia Saudita.

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

Os sarilhos no reino da Techeetah


A Techeetah tem sido uma das equipas dominadoras na Formula E, vencendo três títulos de pilotos e dois de construtores desde 2018 com pilotos como Jean-Eric Vergne e António Félix da Costa, numa aliança com a construtora DS, uma subsidiária da Citroen que foi feita para construir carros elétricos. Contudo, agora que acabou a temporada de 2021, surgiram noticias de que os parceiros chineses estão em sarilhos, com dívidas acumuladas e uma tentativa falhada de venda.  

A Techeetah pertence à SECA - China Media Capital, e esta está numa situação económica complicada, porque os sócios chineses querem vender, mas falharam a venda este verão a um empresário canadiano. E a revista Auto Hebdo, que dá esta noticia, afirma que, num extremo, a equipa poderia não correr em 2022 para se concentrar num novo investidor para poderem correr em 2023, com o Gen3. 

E a DS? Bom, ela afirma que esses problemas são deles e cabe a eles resolverem, porque são apenas um fornecedor. E é isso que Thomas Chevaucher, o Director da DS Performance, disse à publicação francesa.

"Esse problema não diz respeito diretamente à DS Automobiles, mas é claro que temos um sujet, eu diria até um desafio, em torno do financiamento da equipa. O nosso parceiro, a Techeetah, tem que resolver isso", começou por dizer. "Não nos cabe substituí-los financeiramente, mas queremos ajudá-los a encontrar novos parceiros, novos patrocinadores e porque não investidores. Não estamos num contexto em que a disciplina seja evitada. Muitas empresas estão a querer entrar. Tudo ainda é possível", continuou.

E quanto aos pilotos, Vergne e Felix da Costa?

"Independentemente dos contratos que nos vinculam a eles, através da Techeetah, todos têm o desejo primário que continuem juntos. O meu único objetivo, a curto prazo, é ajudar nosso parceiro a encontrar soluções, adiar os contadores a zero e lutar novamente pelo título. Certamente, temos um problema que precisa ser resolvido. Mas não temos nada a esconder e precisamos nos concentrar no desempenho, pois a situação está longe de ser desesperada", concluiu.

sábado, 14 de agosto de 2021

Formula E: DS Techeetah dominam na qualificação alemã


Jean-Eric Vergne foi o poleman na primeira corrida de Berlim, dando à DS Techeetah a primeira fila da grelha, pois António Félix da Costa largará a seu lado na prova que acontecerá no aeroporto de Tempelhof. Aparentemente, nesta ronda final de um campeonato tremendamente equilibrado, parece que os carros franco-chineses poderão ter a vantagem que pretendem para voltar a vencer o campeonato, numa corrida que acontecerá no inicio deste sábado.

Numa qualificação onde normalmente, os carros do Grupo 1 são os mais prejudicados na saída para a pista, desta vez não foi assim. Num grupo que tinha  Nyck de Vries, Robin Frijns, Sam Bird, Jake Dennis, António Félix da Costa e Alex Lynn, o português conseguiu se destacar frente aos rivais, com um tempo de 1.06,486, 0,3 segundos mais veloz que Jake Dennis. De Vries e Lynn ficaram logo atrás.

No Grupo 2, com Nick Cassidy, Mitch Evans, Edoardo Mortara, René Rast, Pascal Wehrlein e Jean-Éric Vergne, o francês fez 1.06,239, seguido por Mortara e Evans. Mas havia mais expectativas para o Grupo 3, que tinha Stoffel Vandoorne, Lucas Di Grassi, Maximilian Günther, Oliver Rowland, André Lotterer e Alexander Sims. Ali, com a pista em melhores condições, esperava-se que eles fizessem melhores tempos, mas apenas Lucas di Grassi, com 1.06,555, marcou um tempo entre os primeiros. Max Gunther veio a seguir, mas ficou logo de fora da SuperPole, com o oitavo melhor tempo.

Por fim, o Grupo 4, com Sébastien Buemi, Norman Nato, Sérgio Sette Câmara, Oliver Turvey, Tom Blomqvist e Joel Eriksson, Nato foi o melhor, conseguindo um tempo nos seis melhores, um milésimo de segundo na frente de Mortara. Buemi foi o terceiro melhor, conseguindo 1.06,509 e também a passagem para a SuperPole.

No final, os seis escolhidos foram Vergne, Nato, Mortara, Da Costa, Buemi e Di Grassi.

Na rodagem final da qualificação, os DS Techeetah mostraram quem mandava ali, com Félix da Costa a fazer 1.06,300, sem que os outros pudessem bater. Sebastien Buemi até roçou o muro, na sua tentativa de fazer a sua melhor volta. Mas o melhor foi deixado para o final, quando Jean-Eric Vergne tirou do português o primeiro lugar, ficando com os três pontos da pole-position, e o tempo de 1.06,227, 73 centésimos mais veloz que o seu companheiro de equipa.

No final, o francês estava feliz, mas confessava não ter grandes explicações pela primeira fila só deles.

“Nós já sabíamos que seria importante vir aqui e já fazer a pole para conseguir esses pontos, além de ficar na melhor posição possível para vencer. Precisamos fazer nosso trabalho e conseguir o maior número possível de pontos. Não dá para entender ainda como estamos tão rápidos aqui, mas não tanto noutros lugares. Mesmo assim, eu aceito [a pole]”, comentou.

A corrida acontecerá pelas 14 horas de Lisboa, na Eurosport 2. 

sábado, 10 de abril de 2021

Formula E: Vergne foi o melhor na primeira corrida de Roma


Jean-Eric Vergne foi o vencedor do primeiro ePrix de Roma. O piloto da DS Techeetah aproveitou bem o mau resultado da concorrência para conseguir a sua primeira vitória do campeonato. O francês termina a corrida na frente de Sam Bird, no seu Virgin, e Mitch Evans, no Jaguar. Quanto a António Félix da Costa, a má qualificação deu para subir até à zona dos pontos, mas um furo obrigou a desistir.  

Depois de uma qualificação onde Stoffel Vandoorne levou a melhor sobre a concorrência, o pelotão da Formula E estava nas ruas de Roma para uma ronda dupla, decidida há poucas semanas, num calendário sempre alterado por causa da pandemia ainda presente. Mas com gente como Oliver Rowland, Jean-Eric Vergne e Lucas di Grassi logo atrás, ele não teria tempo para respirar nesta prova.

Contudo, nesta tarde, o tempo baralhou um pouco as coisas, pois choveu entre a qualificação e a corrida, e a aderência à pista era tal que a prova começou com Safety Car. O Mini guiado por Bruno Correia esteve cinco minutos na pista, e quando saiu, Vandoorne tentou afastar-se de Lotterer e Rowland. Mas o belga foi logo desafiado por Lotterer, que o bloqueou quando o tentou ultrapassar. O choque foi inevitável, ambos se atrasaram e Rowland beneficiou com este incidente. Contudo, o piloto da Nissan sofreu uma penalização por um "drive through", dando a liderança a Di Grassi.


Nas voltas seguintes, o pelotão andava compacto nas ruas estreitas, e as ultrapassagens só aconteciam quando os pilotos iam para o Attack Mode. O brasileiro manteve a liderança até quando faltavam 19 minutos do final da prova, quando foi pela primeira vez ao Attack Mode. Isso fez perder a liderança para Jean-Eric Vergne, que era assediado por Robin Frijns, com o brasileiro em terceiro e a tentar recuperar os lugares perdidos. Em volta e meia, passou o holandês da Virgin e atacava o francês da DS.

A 16 minutos do fim, Vergne foi para o seu segundo Attack Mode, caindo para terceiro e dando a vantagem para Di Grassi, que já era assediado por Nyck De Vries, no outro Mercedes. Dois minutos depois, o brasileiro da Audi voltou ao Attack Mode, caindo para terceiro. Ele foi ao ataque, assediando e tocando em De Vries, com Vergne a aproveitar e ficar com a liderança. 

A dez minutos do fim, Di Grassi atacava Vergne para ficar com a liderança, Mas neste momento era uma luta a quatro, porque ainda havia Nyck de Vries e Sam Bird. O britanico da Jaguar passou De Vries a oito minutos do fim, para ser terceiro. A seis minutos do fim, Di Grassi era  passado por Vergne, ao mesmo tempo que Félix da Costa, que já estava nos pontos, sofreu um furo e acabou por desistir.


A quatro minutos do fim, na parte mais veloz da pista, Di Grassi começou a andar lentamente devido a problemas na transmissão, e se tornou num obstáculo para o resto do pelotão, ao ponto de Stoffel Vandoorne se despistar e bater espetacularmente, sofrendo ainda um toque de Nyck de Vries. Ambos os Mercedes desistiram, e o brasileiro acaba na escapatória. Nesta altura, o Safety Car entra na pista e praticamente era o final da corrida.   

No final, o pódio de Vergne, Bird e Evans fizeram diversas modificações na classificação. Bird é o líder, com 43 pontos, contra os 34 de Nyck de Vries e os 31 de Robin Frijns. Felix da Costa caiu para o nono posto, com os mesmos 15 pontos 

A Formula E regressa amanhã às ruas de Roma. 

domingo, 9 de agosto de 2020

Formula E: Techeetah monopoliza primeira fila em Berlim

Na quarta corrida das seis provas que estão a acontecer em Berlim, para o encerramento da temporada da Formula E, Jean-Eric Vergne superou António Félix da Costa para dar à Techeetah a sua quinta pole-position consecutiva, segunda de seguida para o piloto francês, num claro domínio sobre a concorrência. Apesar do segundo posto da grelha e ter perdido no duelo interno, basta ao piloto português pontuar na frente da concorrência para se sagrar campeão nesta tarde de domingo.

Já se sabia que os Techeetah estavam num nível acima da concorrência, apesar da vitória de ontem de Max Gunther, no seu BMW, que superara Vergne. Mas com Felix da Costa bem destacado na frente, se fizesse boa qualificação, praticamente teria o título na mão neste domingo. Mas tinha de mostrar ali o seu estofo de campeão. 

No Grupo 1, com Max Günther, Lucas Di Grassi, Mitch Evans, Stoffel Vandoorne e Andre Lotterer, Felix da Costa conseguiu 1.06,708 e conseguiu liderar com folga. Em contraste, Max Gunther fez 1.07,103 e fez o pior do grupo, arriscando a ser uma catástrofe. A seguir, entrava o segundo grupo, com Sam Bird, Sebastien Buemi, Jean-Eric Vergne, Alexander Sims, Oliver Rowland e Robin Frijns. E ali, como fizera no Grupo 1, Vergne fez o melhor tempo, com 1.06,484, com os outros pilotos a fazerem tempos inferiores. Por essa altura, apens Felix da Costa e Mitch Evans eram os únicos que estavam na corrida pela SuperPole.

Para o Grupo 3, com Edoardo Mortara, Nyck De Vries, Jerome D’Ambrosio, James Calado, Daniel Abt e Felipe Massa, De Vries fez um bom tempo com o seu Mercedes, a 91 centésimos do primeiro tempo, mas Felipe Massa arranca um tempo 190 centésimos superior, quarto na geral e com capacidade de ir à SuperPole. Agora, era Felix da Costa que estava em perigo.

O grupo final que saiu à pista, com René Rast, Alex Lynn, Neel Jani, Oliver Turvey, Nico Müller e Sergio Sette Câmara, começou com um erro de Jani, que acabou com o pior tempo, mas os outros, especialmente René Rast, superou Lucas di Grassi, e esteve quase a entrar na SuperPole.

Para a fase final, entraram Vergne, Rowland, De Vries, Massa, Buemi e Felix da Costa.

Foi o português o primeiro a entrar na pista, fazendo 1.06,247, e o tempo intimidava o resto que o tentava superar. Nem Buemi, nem De Vries, que tinham dificuldade na aderência ao piso de Tempelhof, conseguiram superá-lo, com tempos 0,3 décimos piores que o português. Oliver Rowland também andou por lá, mas não conseguiu. Só faltava Jean-Eric Vergne... e ele conseguiu uma volta perfeita, 140 centésimos superior a Felix da Costa.

No final, era a quinta pole seguida da Techeetah, segunda para o piloto francês. Contudo, o segundo posto do piloto português era a melhor para ele, pois tinha toda a concorrência atrás de si, e alguns dos seus rivais na cauda do pelotão.

Logo, pelas seis da tarde, será a corrida. 

sábado, 8 de agosto de 2020

Formula E: Gunther vence em Berlim, Felix da Costa quarto

Max Gunther foi o vencedor da terceira corrida em Berlim, disputada no aeroporto de Tempelhof. O piloto alemão da BMW Andretti conseguiu a sua segunda vitória na temporada, e foi melhor que Robin Frijns, no seu Virgin, que acabou numa disputa ao sprint, com ambos separados por um carro e meio. Jean-Eric Vergne, o poleman, ficou com o lugar mais baixo do pódio, acossado por António F+elix da Costa, que com os 12 pontos, conseguiu alargar um pouco a sua liderança. André Lotterer, no seu Porsche, foi o quinto. 

Desta vez, esta jornada dupla era feita no sentido contrário das duas realizadas na quarta e quinta-feira. Com Vergne desta vez no primeiro lugar, e Félix da Costa em nono, parecia que os Techeetah continuariam a dominar, especialmente com o seu companheiro e rival no meio do pelotão - o português partiria de nono - concentrando-se na recuperação na classificação geral. Mas com Max Gunther atrás de si, parecia que as coisas poderiam ser mais complicadas, especialmente se não tivesse uma boa largada.

Antes da corrida, soube-se que Nyck de Vries iria ser penalizado em cinco lugares, beneficiando pilotos como Félix da Costa, que subiria para oitavo na grelha.

Na partida, Vergne largou melhor enquanto Gunther perdia o segundo posto para Lynn, e era pressionado pelo outro Mahindra de D'Ambrosio. Na segunda volta, o francês ia-se embora do pelotão, enquanto Gunther subia para segundo, tentando afastar-se dos carros indianos. Atrás, Felix da Costa mantinha o oitavo posto.

Nas voltas seguintes, Gunther aproximava-se de Vergne, enquanto atrás, Lynn perdia um lugar para Vandoorne e era quinto. O alemão pressionava o francês para assaltar a liderança, mas ainda não estava na capacidade para o atacar. Quando faltavam 32 minutos, Lucas di Grassi foi o primeiro do "top ten" a ir para o Attack Mode, mas foi na pior altura, porque Sergio Sette Câmara e Neel Jani chocaram um com o outro e o Safety Car entrou na pista para tirar os destroços. James Calado aproveitou para ir às boxes, trocar de componentes, porque também foi envolvido no acidente. Quem também ficou envolvido foi Rene Rast, mas não sofreu danos significativos. Atrás, Lucas di Grassi perdia tempo por causa de um toque de Felipe Massa, depois de o ter ultrapassado.

Algum tempo depois - a 22 minutos do final - a bandeira verde foi de novo agitada, com Gunther a tentar passar Vergne, sem sucesso. Logo a seguir, Gunther vai ao Attack Mode e perdeu três lugares, mas depois os da frente também foram para o Attack Mode. Vergne também estava em Attack Mode, e ambos lutavam lado a lado pela liderança, mas o francês aguentava. Atrás, Vandoorne sofria um toque e caia para o final do pelotão, enquanto Felix da Costa perdia um lugar porque era a sua vez de ir ao Attack Mode.

O português atacava Lynn, que se defendia, mas no final, não resistiu a uma manobra do português, que depois perdeu um lugar para Lotterer, no seu Porsche. Depois, foi atrás de Felipe Massa, no seu Venturi. A seguir, Vergne ia pela segunda vez ao Attack Mode, com Gunther a atacar a liderança, mas o francês aguentava-se. A 12 minutos do fim, os cinco primeiros estavam em Attack Mode pela segunda vez, mas o que se via era os dois primeiros a afastar-se de Frijns, o terceiro. Entretanto, por causa do toque com Di Grassi, Felipe Massa teria de cumprir uma penalização, passando pelas boxes.

Foi a vez de Félix da Costa ir pela segunda vez ao Attack Mode, suficiente para apanhar D'Ambrosio a ser quinto, e tentava aproximar-se de Rowland, para subir ainda mais posições. A poucos segundos de acabar a energia, ascendeu ao quarto posto. Na frente. Gunther observava Vergne para ver onde poderia atacar o Techeetah do francês. A quatro minutos do fim, tentou atacar por fora na primeira curva, mas Vergne defendeu-se. Contudo, mais adiante, o alemão tentou de novo e conseguiu passá-lo, e com isso viu Frijns e Felix da Costa aproximarem-se.

A parte final foi mais tensa. Frijns metia-se na luta pelo pódio, com Felix da Costa mais adiante, e Lotterer a seguir. Vergne era acossado pela holandês da Virgin e era passado, agora com Felix da Costa atrás dele. No final, Frijns atacou Gunther, mas o alemão acabou por vencer. Vergne ficou com o lugar mais baixo do pódio, mesmo acossado por Felix da Costa e Lotterer, atrás dele, que mantiveram as suas posições.

No campeonato, Felix da Costa tem agora 137 pontos, contra os 69 de Gunther. Amanhã haverá nova corrida e basta ao piloto português conseguir mais 23 pontos nas três corridas seguintes para ser o novo campeão. 

Formula E: Vergne é pole em Berlim, AFC sai de nono

Os Techeetah dominam em Berlim, nestas rondas finais da Formula E, mas neste sábado, Jean-Eric Vergne levou a melhor sobre Maximilian Gunther, no seu BMW Andretti, e Alex Lynn, no seu Mahindra. António Félix da Costa, líder do campeonato, não conseguiu entrar na SuperPole e sairá da quinta fila da grelha de partida, na nona posição. 

Depois de um dia de descanso, e o pelotão a digerir a dupla jornada perfeita de António Félix da Costa, que abriu uma enorme vantagem perante a concorrência, hoje, a pista era feita no sentido inverso daquele que os pilotos correram na quarta e quinta-feira. Mas no primeiro grupo, onde ele alinhava com Lucas  Di Grassi, Stoffel Vandoorne, Mitch Evans, Sam Bird e Sebastien Buemi, todos pilotos de craveira, o piloto português foi 224 centésimos mais lento que o belga da Mercedes. Di Grassi e Buemi ficaram atrás dele, é certo, bem como Evans, não ter sido o melhor do grupo poderia ser algo perigoso.

E isto porque o Grupo 2, foi melhor. Com Max Gunther, Alex Sims, André Lotterer, Oliver Rowland, Edoardo Mortara e Jean-Eric Vergne, Sims foi o melhor, mas foi logo superado por Vergne, com 1.06,597, com Gunther a seguir e Vandoorne em quarto, atrás de Sims. E todos tinham um tempo melhor que Felix da Costa, que de repente estava "na corda bamba", com o sexto tempo provisório.

No Grupo 3, com Nyck de Vries, Robin Frijns, Jerome D’Ambrosio, James Calado, Daniel Abt e Felipe Massa, o holandês da Mercedes fazia um bom tempo, mas a seguir foi superado pelo seu compatriota da Virgin e Jerome D'Ambrosio, da Mahindra, conseguindo tempo suficiente para ser terceiro e quarto na tabela provisória, colocando Felix da Costa e Rowland fora da SuperPole.

O último grupo, que tinha René Rast, Alex Lynn, Neel Jani, Oliver Turvey, Nico Müller e Setgio Sette Câmara, o único que fez um bom tempo foi Lynn, que no seu Mahindra fez o suficiente para o terceiro melhor tempo na tabela. 

Assim, para a SuperPole iam Vergne, Vandoorne, Lynn, Frijns, D’Ambrosio e Günther.

Ali, na fase decisiva, o alemão da BMW foi o primeiro a sair das boxes para fazer um tempo. Conseguiu 1.06,772, seguido por D'Ambrosio, mas foi mais lento. Pior foi Frijns, no seu Virgin, bem como Lynn e Vandoorne, que superou o britânico da Mahindra, mas não o suficiente. E o melhor ficou guardado para o fim, quando Vergne entrou na pista e fez 1.06,277, o melhor tempo daquela sessão de treinos. 

“É engraçado como você vai de zero to hero [de zero a herói] neste campeonato”, disse Vergne no rescaldo da pole-position. “Eu tenho o mesmo carro [do Felix Da Costa]. Fico satisfeito com o resultado, foi importante para não baixar a cabeça”, continuou.

“É fácil se colocar no fundo do poço, ainda mais com um companheiro fazendo um trabalho tão bom. Aqueles dois dias foram absolutamente horríveis e é importante fazer um 'reset'”, destacou.

A corrida acontece esta tarde pelas 18 horas de Lisboa e em Portugal, terá transmissão direta pela Eurosport.

quinta-feira, 18 de junho de 2020

Formula E: DS Techeetah ansioso pelo regresso à competição

O regresso do campeonato em Berlim, que será decidido em seis dias no mês de agosto ao antigo aeroporto de Tempelhof, trará pressão acrescida ao pelotão da Formula E, mas para a DS Techeetah, que lidera o campeonato de construtores e de pilotos graças ao português António Félix da Costa, irá abordar estas corridas da presente temporada com a firme intenção de alcançar ambos os títulos com os seus dois DS E-Tense FE20. 

Ao longo destas últimas semanas, os engenheiros concentraram-se na otimização dos sistemas de bordo do monolugar e na estratégia de corrida no sentudo de alcançar os objetivos propostos, enquanto os pilotos, findo o período de contenção, multiplicaram os treinos nos simuladores de corridas.

António Félix da Costa, piloto da marca e atual líder do campeonato, depois da sua vitória em Marrakesh, a última corrida antes da interrupção do campeonato, estas seis corridas em Berlim em menos de uma semana terão de ser encarados com a mantalidade certa para alcançar novo título mundial e um inédito campeonato para o piloto de Cascais. 

“Estou muito feliz por, finalmente, poder regressar às corridas. É um momento muito estranho para todo o planeta, mas é bom estar de volta às competições. Retomamos o campeonato como líderes, mas não podemos esquecer que metade da temporada irá acontecer em apenas seis dias. Preparámos-nos para isso e vamos estar em Berlim com a mentalidade certa para vencer.”, comentou.

Para Xavier Mestelan-Pinon, o diretor de Performance da DS, o regresso pode ser estrito, mas a ambição não esmoreceu: “Regressamos à competição num ambiente particular, com um protocolo de saúde muito rigoroso, mas a nossa motivação para alcançar novos títulos permanece intacta. A equipa fez um trabalho fantástico, pelo que vamos lutar para, mais uma vez, inscrever o nome da DS na história da Fórmula E.”

Já Jean-Eric Vergne, Piloto da DS Techeetah e embaixador da DS, admite que este regresso não é normal, mas encararão na mesma, pois a ambição é de alcançar títulos: “É um final de temporada um pouco complicado, mas estou realmente ansioso por voltar às corridas. Vamos concentrar-nos em não cometer erros porque há muitos pontos por distribuir. De qualquer forma, temos tudo do nosso lado para sermos bem sucedidos e alcançarmos os títulos.”

Os seis eventos em Berlim acontecerão nos dias 5 e 6, 8 e 9, e 12 e 13 de agosto, em eventos à porta fechada.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Youtube Motorsport Rivalry: A rivalidade na DS Techeetah

Na semana onde a Formula E vai a paragens marroquinas, o pessoal do canal oficial da competição decidiu fazer um video sobre a rivalidade interna dentro da DS Techeetah, entre o campeão, Jean-Eric Vergne, e o seu companheiro de equipa, António Félix da Costa.

Aparentemente, o piloto francês - atual campeão da competição - começa a ter o seu assento aquecido com as performances do seu companheiro de equipa, especialmente nas últimas duas corridas, onde o piloto português subiu ao pódio. Não é Ayrton Senna versus Alain Prost, mas parece ser um video interessante sobre isso. E claro, em Marrakesh, veremos se haverá mais algum episódio de uma rivalidade que parece estar a despertar.

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Formula E: Vergne tentou justificar a sua atitude

Jean-Eric Vergne veio a terreno para justificar a sua atitude durante o ePrix de Santiago do Chile, quando a sua asa dianteira começou a desfazer-se e tentou dificultar as coisas para o seu companheiro de equipa, António Félix da Costa. O francês afirmou que queria evitar levar o seu carro para o muro e julgava que bastava essa peça sair do carro para poder voltar ao seu ritmo e tentar chegar ao fim numa boa posição.

Em declarações à Autosport britânica, o bicampeão francês começou por afirmar: "Eu não estava ciente, [julgava que] tinha o suficiente para lidar com o volante. [Eu estava] tentando sobreviver, tentando não bater na parede."

"Eu ainda esperava que a asa dianteira se soltasse e, se tivesse saído, eu certamente [teria] conseguido vencer a corrida, então estava apenas correndo. Eu pude vê-lo se mexendo um pouco, mas achei que seria bom. Foi uma surpresa vê-lo quebrar no final. Quando vi a fumaça no pneu, fiquei tipo 'm****'. Foi uma pena, porque até aquele momento eu tinha um ritmo muito bom.", continuou.

Vergne também questionou a decisão vinda da direção de corrida para que ele parasse na volta 32 para abandonar, porque achava que era capaz de ficar até ao fim, apesar dos danos.

"Eu tive que parar porque o diretor da corrida nos instruiu, o que não entendo porque às vezes alguns pilotos estão batendo no muro para tentar remover a asa dianteira", concluiu.

Mark Preston, chefe da DS Techeetah, disse à Autosport: "Eu acho que porque [Vergne] pensava que havia muitos precedentes no passado sobre quanto tempo você pode ficar com uma parte do corpo [danificada], então obviamente discutimos com Scot e No final, ele disse 'não, você não pode continuar'.

"Você pode voltar às corridas em que percebe as diferentes coisas, diferentes decisões são tomadas [Parar nas boxes e] mudar de nariz naquele momento o colocava tão atrasado na corrida que [Vergne] teria sido o último.", concluiu.

No campeonato, com o segundo lugar do piloto português na corrida chilena, ele agora tem 21 pontos contra os quatro do francês. A próxima corrida da competição será a 15 de fevereiro, na Cidade do México.

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Formula E: Frijns foi o vencedor em Nova Iorque

Robin Frijns venceu a segunda corrida de Nova Iorque, na noite deste domingo, superando Alexander Sims, mas esta foi a prova onde Jean-Eric Vergne se sagrou bicampeão da competição, depois de ver o seu maior rival, Lucas di Grassi, ir contra a parede quando se desentendeu com Mitch Evans, na última volta da corrida, fazendo com que o título caísse no colo do piloto da Techeetah. Já António Félix da Costa terminou a prova no nono posto, conseguindo mais dois pontos, mas descendo ao sexto posto na classificação final.

Depois de uma qualificação onde o piloto da BMW conseguiu a sua primeira pole da sua carreira - e onde a marca alemã repetiu, depois de ter conseguido na primeira prova do ano - antes da corrida, a organização tinha dito que os pilotos iriam poder ir mais uma vez que ao normal ao Attack Mode, ou seja, passando assim de dois para três passagens, fazendo uma corrida essencialmente de ataque.

A prova começou com Sims e Buemi a resistir aos ataques de Robin Frijns, que desde o inicio pretendia o primeiro posto. Atrás, havia alguns toques, com André Lotterer a levar a pior parte, devido a um embate com o Dragon de José Maria Lopez, acabando ambos por abandonar.

Alguns minutos mais tarde, o Safety Car entra na pista para recolher os destroços, enquanto Lotterer (que já tinha abandonado) recebeu uma penalização por ter sido o causador do acidente. Na frente, graças ao Attack Mode extra, e depois de passar Buemi, Frijns atacava fortemente o britânico da BMW, antes de o conseguir passar no final da meta, passando para a frente e deixando à mercê de Sebastien Buemi, que também queria passar Sims. Atrás, Lucas di Grassi estava já nos pontos, mas via Vergne logo atrás de si. As chances de título estavam cada vez mais diminutas, à medida que as voltas passavam.

Na parte final, no meio das lutas por posição, Di Grassi e Evans eram respectivamente sexto e sétimo, ambos na frente de Vergne, oitavo, quando o brasileiro tentou passá-lo para ficar um pouco mais adiante e ter alguma chance de título. Contudo, a ultrapassagem correu muito mal e ambos acabaram por abandonar. Se antes era complicado, agora não restavam dúvidas: o francês da Techeetah iria repetir o título. E também para Félix da Costa seria um bom resultado, pois ele até então estava fora dos pontos.

Assim, Frijns vencia pela segunda vez na temporada, ficando na frente de Sims, que conseguia o seu primeiro pódio na competição, e de Buemi, que fez uma recuperação na fase final da temporada, depois de um mau começo. Sam Bird foi o quarto, na frente de Daniel Abt e Oliver Rowland. Felix da Costa e Gary Paffett, da HWA, fecharam os pontos.