segunda-feira, 21 de setembro de 2026

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Domingo, 21 de setembro de 1986. Autódromo do Estoril, dia do GP de Portugal.

O céu continuava algo nublado, mas não havia ameaças de chuva. A pista estava seca, e assim continuaria até à hora da partida. Mais de 80 mil pessoas assistiam ao longo da pista e queriam saber quem seria o piloto que saísse melhor, pois assim poderia haver uma maior definição no campeonato. Afinal, Nigel Mansell tinha 61 pontos, menos cinco que Nelson Piquet, e menos oito que Alain Prost, o terceiro. Ayrton Senna, quarto classificado, com 48 pontos, no seu Lotus, estava a treze da liderança e tinha hipóteses matemáticas, mas estas eram complicadas.

Quando as luzes se apagaram, Mansell conseguiu acelerar melhor que Senna e ficou com o comando da corrida. O brasileiro da Lotus era segundo, seguido de Gerhard Berger, no seu Benetton, Piquet e Prost. O brasileiro da Williams conseguiu passar Prost na volta sete, altura em que Ivan Capelli ficou sem uma caixa de velocidades funcional no seu AGS e terminou prematuramente a sua corrida.

Berger começou a ter problemas e caiu para sexto, na nona volta, e começava por ser ameaçado pelo seu companheiro de equipa, o italiano Teo Fabi, e os Ferraris de Michele Alboreto e Stefan Johansson. Keke Rosberg, no segundo McLaren, já era quinto, atrás de Prost, mas os quatro primeiros já começavam a ter distância sobre o resto do pelotão, especialmente Prost, quarto, mas na traseira de Piquet.

A partir da volta 30, os primeiros foram às boxes para trocar de pneus. Primeiro, Senna, seguido por Piquet, Prost, e por fim, Mansell, antes da volta 35. Piquet já era terceiro, mas estava algo distante de Mansell e Senna, os dois primeiros.

A partir dali, a corrida ficou relativamente aborrecida, apesar de Piquet se ter aproximado de Senna para o passar, mas sem sorte. Rosberg desistia na volta 41, com problemas elétricos, quando seguia em quinto, e três voltas depois, Berger e Johansson tocam-se, com o austríaco a acabar ali a sua corrida.

Senna era assediado por Piquet - o único ponto de interesse da corrida - mas pouco depois, o piloto da Williams perdia o controlo do seu carro, ia para a gravilha e perdia mais de 20 segundos, caindo para quarto, atrás de Alain Prost.

Sem mais lutas ou problemas entre os quatro primeiros, a foi assim até à bandeira de xadrez, com Mansell no primeiro posto… e Senna sem gasolina. Ele cortou a meta, mas devagar, suficiente para perder um pódio certo para Prost e Piquet, ficando com o quarto lugar. Ele parou mal passou pela meta, e depois disto ficava matematicamente de fora da luta pelo título, mas isso foi um final azarado para um piloto que tinha sido um dos protagonistas do fim de semana.

Agora, a Formula 1 regressaria à ação a 12 de outubro, em paragens mexicanas. Duas corridas até sabermos quem seria o campeão. E tudo isto numa tarde de domingo de há 40 anos. 

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