sábado, 3 de outubro de 2026

WRC 2026 - Rali da Sardenha (Dia 2)


O sueco Oliver Solberg lidera o rali da Sardenha, completadas que estão as classificativas de sábado. Ele tem uma vantagem de 33,6 segundos sobre Sebastien Ogier, noutro Toyota. E ambos estão bem longe do terceiro classificado, o carro de Sami Pajari, a 1.39,9, e do Hyundai de Adrien Formnaux, a 2.32,0 

E em termos de campeonato, as coisas estão ao rubro: Solberg e Evans estão com meros quatro pontos de diferença, o que significa que o piloto galês tem de perder mais um lugar, ou então, não pontuar na Power Stage, e Solberg conseguir tudo para ser o campeão, no domingo. 

Com passagens duplas por Lerno-Sa Conchedda-Monti di Ala', Coiluna-Loelle e Solorche', o dia começou com uma batalha entre Oliver Solberg e Thierry Neuville, Hyundai contra Toyota. Neuville ganhou a primeira especial do dia, 2.1 segundos sobre Solberg, 6,8 sobre Ogier, 14,9 sobre Sami Pajari e 17,9 sobre Elfyn Evans. Formaux furou e perdeu um minuto. "Não tenho nada a dizer", disse no final da especial. 

Solberg respondeu ao triunfar na especial seguinte, 2,6 segundos na frente de Sebastien Ogier, 6,6 sobre Adrien Formaux, 11.1 sobre Thierry Neuville e 16,3 sobre Sami Pajari. Com isso, o sueco aproximou-se fortemente da liderança, com 3,3 segundos de diferença, enquanto atrás, Dani Sordo decidiu abandonar o rali de forma voluntária, por razões médicas. 

"Está tudo bem. Lutei com os meus óculos o tempo todo e o capacete estava a mover-se para trás. Está a ficar mais arenoso e há menos tração lá dentro.", começou por afirmar Neuville. "O rali ainda é longo e estamos bastante relaxados. Precisamos ter uma abordagem inteligente e é nisso que vou me concentrar.", concluiu.


No final da manhã, Solberg voltou a ganhar, e com isso passou à liderança, pois o piloto belga foi apenas terceiro nessa especial, perdendo seis segundos. No final da especial, mostrava-se satisfeito.

"Satisfeito com o carro. Um pouco cauteloso às vezes. Uma etapa complicada, não queria correr riscos e manter um ritmo. Vamos ver o que o Thierry faz. Tentei manter limpo e fazer o meu melhor. Satisfeito com a traseira do carro, segue o tempo todo, especialmente nas partes estreitas. A primeira metade não foi boa para mim, a segunda foi melhor.", disse o sueco da Toyota.

Do lado do piloto belga, ele espera que possa continuar na luta, quando começarem as especiais da tarde.

"Está ficando cada vez mais solta [a superfície]. Cada vez mais areia, só rodando. Tive uma boa especial, começou por afirmar. Questionado sobre se pode recuperar a liderança, Neuville disse: "Esperançosamente, [espero estar] um pouco mais alinhado em condições semelhantes, mas no geral tenho certeza de que podemos ficar na luta com o Oliver. Ele vai investir tudo e vamos ver como funciona.", concluiu o piloto da Hyundai.

A tarde começou com a segunda passagem por Sa Conchedda-Monti di Ala, onde o melhor foi Sebastien Ogier, 1,7 segundos na frente de Adrien Formaux, 3,3 sobre Oliver Solberg, 7,9 sobre Sami Pajari e 18,2 sobre Elfyn Evans. 


A especial ficou marcada pela desistência de Thierry Neuville, vitima de um acidente no seu Hyundai, enquanto o mesmo destino aconteceu para Martins Sesks, mas no caso dele, por causa de problemas com a direção do seu carro.     

Na segunda passagem por Coiluna-Loelle, o carro de Ogier foi o melhor, oito segundos na frente de Solberg, 13,6 sobre Pajari e 18 segundos sobre Takamoto Katsuta. Formaux furou e perdeu um minuto e 46 segundos, enquanto Josh McErlean saiu de estrada, causando danos no seu carro.

No final do dia, em Solorche, Adrien Formaux acabou por ser o melhor, 1,8 sobre Oliver Solberg, 6,8 sobre Sebastien Ogier e 11.1 sobre Elfyn Evans.

Depois dos quatro primeiros, quinto é Elfyn Evans, a 2.38,4, bem longe do sexto, o carro de Takamoto Katsuta, a 5.43,9. Sétimo é Jon Armstriong, no seu Ford, a 6.01,2, seguido pelo melhor dos Rally2, o carro de Roope Korhonen, a 8.23,0. Nono é Gus Greensmith, que não está muito longe, a 8.42,6, e a fechar o "top ten", o carro de Teemu Suninen, a 9.46.6.

O rali da Sardenha termina neste domingo, com a realização das últimas quatro especiais, incluindo a Power Stage. 

CPR 2026 - Rali Casinos do Algarve (Final)


No final, apenas 2,2 segundos separaram primeiro de segundo no rali Casinos do Algarve. E ambos guiavam um Toyota GR Yaris Rally2. Pedro Almeida foi o melhor, batendo o carro de Rafael Rêgo. O veterano Armindo Araújo foi o terceiro, a uns "distantes" 19,5 segundos, batendo José Pedro Fontes, quarto, a 45.1 segundos, no seu Lancia Ypsilon Rally2HF Intergrale.

Tudo isto num rali onde Ruben Rodrigues, o líder do campeonato, não chegou ao fim, vítima de capotamento, na quarta especial.

“Conseguimos impor um bom ritmo logo desde o início do rali e fomos construindo uma vantagem“ começou por dizer Almeida à AutoSport portuguesa, no final da prova. “Hoje conseguimos entrar bem e, mesmo a abrir a estrada, fomos ganhando mais tempo para os outros concorrentes. Na parte da tarde tivemos azar: furámos e perdemos muito tempo na primeira classificativa de 24 quilómetros. Depois tivemos de tentar fazer o melhor com aquilo que tínhamos até ao final, para trazer o carro até ao fim e tentar manter a vitória. O facto de o Armindo também ter furado ajudou-nos a manter a liderança. O Rafa é um piloto rapidíssimo, como está provado. Fazemos parte da mesma equipa e sabíamos o que tínhamos de fazer. Chegámos ao fim e conseguimos a vitória.”, concluiu.

Com seis especiais pela frente neste sábado, passagens duplas por Messines, Santana da Serra e São Marcos da Serra, o dia começou com Ruben Rodrigues a triunfar, 0,6 segundos na frente de Pedro Almeida, 10,4 sobre Armindo Araújo, 10,5 sobre Rafael Rêgo e 21,8 sobre Ernesto Cunha.


Pedro Almeida triunfou na quarta especial, 3,8 segundos sobre Armindo Araújo, 12,5 sobre Rafael Rêgo, 16,2 sobre José Pedro Fontes e Gonçalo Henriques. Rúben Rodrigues capotou e acabaria por abandonar.

Guilherme Meireles foi o melhor no quinto troço, a primeira passagem por São Marcos da Serra, com 1,9 segundos de vantagem sobre Pedro Almeida e Ricardo Sousa, 2,8 sobre Hugo Lopes e três segundos exatos sobre Pedro Meireles. No final desta manhã, a diferença entre o primeiro Almeida, para o segundo. Armindo Araújo, era agora de 17,9 segundos. 

“Bem, desde o início do dia não sabíamos bem com o que contar. De facto, ir abrir a estrada, sabíamos se ia ser um fator muito penalizador. Demos logo o nosso melhor desde o início da primeira classificativa, chegámos ao final com um bom tempo e percebemos que, se calhar, o facto de ir à frente podia não fazer assim tanta diferença.", começou por afirmar.

De facto, o piso está escorregadio e não há linhas, mas fizemos o possível. Com o azar que teve o Rúben, que são coisas que acontecem nas corridas, ficámos numa posição ligeiramente mais confortável, porque ele estava a andar muito bem, como é costume.

E agora temos o Armindo atrás de nós. Não é uma diferença muito grande, não é algo que me deixe agora confortável para a tarde. Vamos continuar a andar bem, concentrados, e ver como é que chegamos ao fim.”, concluiu.


“Não temos tido assim grandes problemas, mas o ritmo da frente está alto e, efetivamente, falta-nos alguma coisa. Mas há que dar os parabéns a quem está a andar melhor. Não temos muito de que nos queixar, temos é de fazer melhor. Apanhámos um pouco de pó no primeiro troço, mas também não é isso que agora vamos estar a lamentar. Estamos a fazer o nosso rali.", afirmou Armindo Araújo.

"Em condições normais, acho que não haverá muito mais a fazer. Contudo, vamos manter a pressão até ao fim. Muita pedra solta, agora segundas passagens, furos, etc., tudo pode acontecer. Mas devíamos ter feito aqui um bocadinho melhor. A concorrência está forte, os Toyota estão, de uma forma muito geral, muito rápidos. Notamos que a Toyota está forte e vamos tentar melhorar alguma coisa.”, concluiu.

A parte da tarde, que constava a segunda passagem pelas especiais da manhã, começou com Rafael Rêgo a ganhar, 13,1 segundos na frente de José Pedro Fontes, 15,5 sobre Luis Cidade e 18 segundos sobre Gonçalo Henriques. Rêgo voltou a ganhar, na segunda passagem por Santana da Serra, 4,9 segundos sobre Pedro Almeida, 10,1 sobre Armindo Araújo e 10,5 sobre Gonçalo Henriques. Tudo numa especial que parou depois do acidente de Ricardo Filipe, no seu Skoda Fabia R5.

Por essa altura, Rafael Rêgo passara Armindo Araújo, e era o líder da prova, mas com 0,2 segundos entre eles, tudo iria ser decidido na última especial do dia, a Powerstage de São Marcos da Serra. 

Ali, o melhor foi José Pedro Fontes, no seu Lancia, 4,4 segundos na frente de Pedro Almeida, 5,8 sobre Hugo Lopes, 6,1 sobre Gonçalo Henriques e 6,5 sobre Ricardo Teodósio.

Armindo Araújo, que foi sétimo na Power Stage, não escondeu a sua desilusão pelo resultado:

“Bom, o balanço nem é muito negativo, nem é muito positivo” disse Armindo em declarações ao AutoSport, no final da prova. “Vínhamos claramente em busca da vitória. Tentámos fazer isso desde o início, mas percebemos que a concorrência está muito forte, principalmente os Toyota, que estão a um nível bastante forte. Percebemos isso e sabemos que temos de trabalhar nesse campo.", continuou.

"A manhã decorreu sem problemas, mas perdemos algum tempo, tudo dentro de uma margem que ainda poderia permitir atacar. Encarámos a tarde dessa forma. No primeiro troço da tarde colocámos um ritmo forte e já vínhamos a ganhar tempo importante nos parciais, até que, no fesh-fesh, a admissão bloqueou e o carro perdeu potência. Arrastámo-nos até ao fim. Depois, no segundo troço, furámos a quatro quilómetros do final. Vimos os outros passarem e o rali ficou, nessa altura, praticamente decidido. Terminámos no pódio, o que é sempre positivo, mas não é bem o resultado que queríamos."

"Já tínhamos dito que iríamos encarar o campeonato prova a prova, até ao fim. Isto poderia ter permitido um resultado completamente diferente, mas saímos com um pódio e contentes, embora conscientes de que não era bem este o resultado que procurávamos.”, concluiu.

Depois dos quatro primeiros, quinto foi Gonçalo Henriques, no seu Hyundai i20 Rally2, a 1.09,7, seguido pelo carro de Ricardo Teodósio, um Citroen C3 Rally2, a 1.14,4. Sétimo é Luis Cidade, a 1.25,3, no seu Toyota GR Yaris Rally2, seguido pelo Skoda Fabia Rs Rally2 de Ernesto Cunha, a 1.49,0. Nono acabou por ser Luis Miguel Rego, a 2.01,1, na frente de Hugo Lopes, a 2.01,8. 

O CPR terminará o campeonato em novembro, com a realização do rali Vidreiro, na Marinha Grande.

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

CPR 2026 - Rali Casinos do Algarve (Dia 1)


Pedro Almeida lidera o rali do Algarve. O piloto da Toyota tem uma vantagem de 2,3 segundos sobre o Skoda Fabia RS Rally2 de Armindo Araújo, seis segundos sobre o Toyota GR Yaris Rally2 de Ruben Rodrigues e 9,3 sobre outro Toyota GR Yaris Rally2 de Rafael Rêgo.  

O dia começou com as primeiras passagens por Lagos e Budens. Na primeira especial, Pedro Almeida foi o melhor, 3,4 segundos sobre o carro de Luis Cidade, 3,7 sobre Armindo Araújo e 3,9 sobre Ruben Rodrigues. Na segunda especial, Armindo foi o melhor, 1,4 segundos sobre Pedro Almeida, 3,5 sobre Ruben Rodrigues, 6,1 sobre Rafael Rêgo e 6,5 sobre Luis Miguel Rêgo.

Depois dos cinco primeiros, sexto é Luis Miguel Rêgo, a 10,2 segundos, seguido por Ricardo Teodósio, a 14,9. Oitavo era o Skoda Fabia RS Rally2 de Diogo Salvi, a 18,2. E a fechar o "top ten" estavam o Lancia Ypsilon Rally2 de José Pedro Fontes, a 12,2, e o Skoda Fabia RS Rally2 de Ernesto Cunha, a 23,2. 

O rali Casinos do Algarve continua amanhã com as restantes seis especiais.

WRC 2026 - Rali da Sardenha (Dia 1)


Está a ser um duelo intenso pela liderança... e entre os pilotos da Hyundai. A diferença entre Thierry Neuville e Adrien Formaux é de meros... 0,4 segundos, com o terceiro a ser os Toyotas de sueco Oliver Solberg, a 12,3, e o quarto a ser outro Toyota, o de Sebastien Ogier, que está a 37,4 segundos. 

Com sete especiais pela frente nesta sexta-feira, passagens duplas por Tula-Erula, Su Filigosu-Lerno e Monti di Ala'-Sa Conchedda, o dia começou... na véspera, quando aconteceu a especial na Ittiri Arena Show, onde Oliver Solberg foi o melhor, 0,8 segundos sobre Sebastien Ogier, 1,1 sobre Elfyn Evans e 1,5 sobre Sami Pajari.

Nesta sexta-feira, a manhã foi passada com Formaux a ser o melhor na primeira especial do dia, 1,5 segundos na frente de Ogier, 2,3 sobre Pajari e 4,1 sobre Neuville. Solberg sofreu um furo lento e acabou a perder 13,5 segundos, enquanto Leo Rossel aterrou mal depois de um salto. Neuville ganhou na especial seguinte, 0,9 segundos sobre Oliver Solberg, 1,9 sobre Adrien Formaux e 5,3 sobre Sami Pajari.

Dani Sordo sofreu um furo, que o fez perder quatro minutos, caindo bastante na geral. Sebastien Ogier também furou, mas perdeu menos, 26,2 segundos.

"Foi uma etapa limpa, mas a primeira etapa que fizemos reconhecimento e a mais difícil. As notas de ritmo estavam um pouco lentas e assim que percebi que era consistente pude aumentar a velocidade. Quando fica mais com sulcos e com sulcos mais consistentes, é mais confortável. Tentando ficar o mais limpo possível nas linhas.", disse Neuville, após ganhar a especial.

Ogier, com os furos, não quis falar muito. "Sem comentários. É uma pena que o campeonato mundial tenha que lidar com coisas assim.", comentou.


No final da manhã, Solberg foi o melhor, 0,8 segundos sobre Ogier, 1,4 sobre Formaux e 4.5 sobre Neuville. Takamoto (Toyota), Armstrong e Sesks (Ford) sofreram furos e atrasaram-se, perdendo mais de dois minutos cada um, e caindo entre seis (Armstrong) e oito lugares (Takamoto e Sesks).

A parte da tarde começou com as segundas passagens pelas especiais da manhã, com Formaux a ser o melhor, 3,6 segundos sobre Thierry Neuville, 4,5 segundos sobre Dani Sordo e 5,9 sobre Sebastien Ogier. Josh McErlean tinha problemas de travões por causa de uma fuga, mas só perdia 17,5 segundos. A seguir, Thierry Neuville ganhava na segunda passagem por Su Filigosu-Lerno, conseguindo uma vantagem de 2,2 sobre Oliver Solberg, 3,5 sobre Adrien Formaux e 10,5 sobre Sebastien Ogier.

Takamoto Katsuta sofria novo furo, no lado direito do seu carro, e atrasava-se em 18,9 segundos.


No final do dia, Thierry Neuville voltava a ser o melhor, 0,7 segundos sobre Oliver Solberg, 5,1 sobre Adrien Formaux, 6,6 sobre Sebastien Ogier. Teemu Suninen sofreu um furo e Dani Sordo capotou devido a um acidente. 

Depois dos quatro primeiros, Sami Pajari é o quinto, a 40,2 segundos, na frente de Elfyn Evans, a uns distantes 1.08,2. Sétimo é Josh McErlean, a 1.21,1, no seu Ford, seguido pelo seu companheiro de equipa, Jon Armstrong, a 3.25,6. Nono é Takamoto Katsuta, no seu Toyota, a 3.27,2, e o Ford de Martins Sesks, a 3.39,9.

O rali da Sardenha continua amanhã, com a realização de mais seis especiais. 

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

CPR (II): Teodósio quer lutar pelos lugares da frente


Nas vésperas do Rali Casinos do Algarve, a dupla Ricardo Teodósio e José Teixeira estão preparados para enfrentar mais um importante desafio da temporada, ainda por cima, o seu rali caseiro. A dupla que pilota o Citroen C3 Rally2 está a chegar com mais quilómetros e maior conhecimento do carro, depois de uma temporada marcada por uma evolução constante e por uma adaptação cada vez maior à máquina francesa.

Contudo, Teodósio quer aproveitar o seu conhecimento do rali e do carro para poder chegar aos primeiros lugares, lutar pela vitória e algo mais:

“É sempre muito especial correr no Algarve. É a nossa casa, vamos encontrar muitos amigos e muitas pessoas que nos apoiam ao longo de toda a época, por isso queremos fazer um bom rali e dar-lhes motivos para sorrir. Estamos cada vez mais à vontade com o Citroën C3 Rally2 e queremos entrar fortes, manter um bom ritmo e lutar por um lugar no pódio. Sabemos que será uma prova exigente e com adversários muito fortes, mas estamos confiantes”, afirma Ricardo Teodósio.

Também José Teixeira encara a prova com motivação redobrada: “Chegamos ao Rallye Casinos do Algarve com vontade de fazer um bom resultado. Temos vindo a evoluir com o carro e sentimos que estamos num momento positivo. É uma prova muito especial para nós e queremos aproveitar esse apoio do público algarvio para dar o nosso melhor do primeiro ao último quilómetro.”, declarou José Teixeira.

O Rali Casinos do Algarve, prova organizada pelo Clube Automóvel do Algarve, terá 68 inscritos, 22 dos quais a andarem em carros da classe Rally2, contará também para os Campeonatos Promo e Sul de ralis, e terá oito especiais, percorridos ao longo de 119,47 quilómetros de troços cronometrados.

CPR: Rodrigues não acredita no título no Algarve


Nas vésperas do rali Casinos do Algarve, o açoriano Ruben Rodrigues, atual líder do campeonato, não acredita que tudo se decida neste fim de semana. Com uma vantagem superior a trinta pontos na classificação geral (33), quando restam apenas três rondas para o final da temporada, a dupla Rui Rodrigues e Rui Raimundo foca-se neste rali apenas na gestão da pressão e no desempenho na estrada, pois perspetivam um rali de alta exigência estratégica.

“Ainda há um caminho a percorrer e estamos a preparar o rali como se fosse o primeiro. Nada se vai decidir no Algarve e estamos focados e determinados em obter um excelente resultado, sabendo da importância da nossa posição na estrada. Estamos confiantes”, afirmou Rúben Rodrigues.

O rali Casinos do Algarve, prova organizada pelo Clube Automóvel do Algarve, terá 68 inscritos, 22 dos quais a andarem em carros da classe Rally2, contará também para os Campeonatos Promo e Sul de ralis, e terá oito especiais, percorridos ao longo de 119,47 quilómetros de troços cronometrados.

WRC: Ford regressa em 2028


A Ford anunciou hoje na Sardenha que regressará de modo oficial ao WRC em 2028, com um chassis feito de acordo com as regulamentações do WRC27. O chassis será feito pela preparadora M-Sport, e continuará uma longa parceria com mais de três décadas. Com isso, ela se torna a segunda marca, depois da Toyota, que estará presente nos ralis.

Numa conferência de imprensa, ambas as partes revelaram o acordo que permite à marca norte-americana voltar envolver-se nos ralis a um nível similar ao que teve no passado como uma equipa oficial. E claro, esta entrada no WRC está incluída no projeto de expansão da marca da oval no automobilismo, depois do regresso à Formula 1 em 2026, com o acordo de fornecimento de motores à Red Bull - que é pouco mais do que um "badging", porque boa parte do trabalho é feito pela Red Bull Powertrains - e em 2027, será celebrado com o regresso da marca à Endurance, mais concretamente à classe Hypercar.

“O rali é o cenário onde o carácter da Ford enfrenta o seu maior desafio, e onde gerações de fãs se reúnem para partilhar a emoção de ver um automóvel superar o impossível. Queremos que a nossa próxima geração de veículos europeus transporte esse mesmo espírito autêntico e ousado: automóveis ágeis, que transmitam confiança e proporcionem uma experiência de estrada gratificante que as pessoas percorrem no dia-a-dia.”, disse Jim Baumbick, Presidente da Ford Europa.

Do lado da FIA e da organizadora do Mundial, ambas as partes estão satisfeitas com este acordo, que permite ter uma garagem cada vez mais alargada em termos de entradas, já que, para além da Toyota e da Ford, também há dois construtores independentes, a belga Project One e a espanhola WRT Rally1 Spain, e todos tem como objetivo fazer carros que possam ser vendidos aos pilotos com um teto de 345 mil euros por exemplar.

“O anúncio de hoje representa mais um momento significativo para o Campeonato do Mundo de Ralis da FIA. Com um novo promotor já a trabalhar, três fabricantes empenhados no novo regulamento técnico e, agora, a Ford a confirmar o seu regresso como equipa oficial de fábrica, há um verdadeiro impulso para a próxima era do campeonato.", começou por dizer Mohamed Ben Sulayem, o presidente da FIA. 

“A Ford é um dos grandes nomes do desporto automóvel, e o seu compromisso com os Campeonatos do Mundo da FIA continua a crescer. O fabricante regressou à Fórmula 1 este ano, compete ao mais alto nível do Campeonato do Mundo de Ralis-Raid da FIA, regressará à categoria principal do Campeonato do Mundo de Resistência da FIA em 2027 e, a partir de 2028, voltará a competir como equipa oficial de fábrica no WRC. Isto garantirá à Ford a presença em quatro Campeonatos do Mundo da FIA e demonstra a importância que a empresa atribui ao desporto automóvel como plataforma global — e laboratório — para a sua marca, produtos e tecnologias.", continuou.

“Tive o privilégio de pilotar para a Ford durante a minha própria carreira; por isso, dar-lhes as boas-vindas é um momento particularmente especial para mim. O WRC continua a crescer, e este compromisso a longo prazo vindo de um fabricante tão icónico é uma prova da força deste campeonato.”, concluiu.

A Ford é uma das marcas históricas no Mundial de Rali, tendo tido presença com o seu próprio departamento de competição até finai de 1995. A partir de 1996 a M-Sport assumiu esse papel com o apoio da marca, mas esse apoio foi-se reduzindo até um nível residual que tem atualmente.

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Noticias: FIA e ACO chegam a acordo para novo contrato


A FIA e a ACO, o Automobile Club de L'Ouest, chegaram esta quarta-feira a um acordo referente à renovação do contrato em relação ao Mundial de Endurance. O contrato atual, que acaba no final de 2027, será estendido por mais uma década, até ao final de 2037, com a FIA a ter maior poder em termos de financiamento e distribuição de dinheiros, enquanto todos os processos regulamentares serão supervisionados pelos grupos de trabalho da FIA e pela Comissão de Endurance da FIA, ficando sujeitos à aprovação final do Conselho Mundial do Desporto Automóvel da FIA. 

Para além disso, o processo de homologação será também simplificado, com a FIA e o ACO a assumirem a responsabilidade pela homologação de todos os carros que competem na categoria Hypercar.

A parceria permitirá também criar um enquadramento técnico mais unificado para os Hypercars de topo que competem no FIA WEC e no IMSA, na América do Norte, a introduzir a partir de 2030. Este novo enquadramento deverá proporcionar maior eficiência de custos aos fabricantes que participam em campeonatos e eventos de resistência em todo o mundo, aumentando o potencial de participação e reforçando o espetáculo para os adeptos do desporto automóvel.

No comunicado oficial, o presidente da FIA, Mohamed Ben Sulayem, afirmou:

"Este não é apenas um acordo; é um passo vital para o desporto automóvel que garantirá o futuro do Campeonato Mundial de Resistência da FIA nos próximos anos. Este é um acordo feito para o futuro — um acordo do século — que fortalece a colaboração entre a FIA e o ACO, uma relação que remonta a mais de 120 anos, e prepara o campeonato para uma década de crescimento recorde, trazendo benefícios reais para os fãs, pilotos, equipas e fabricantes."

“Foi uma honra participar na colaboração que ajudou a inaugurar esta era dourada das corridas de resistência. Estou ansioso por continuar o nosso trabalho ao lado do presidente Pierre Fillon e da sua equipa, aproveitando este impulso para construir um futuro ainda mais sólido.”, concluiu.

Do lado da ACO, Pierre Fillon, o seu presidente, começou por afirmar: “Estamos muito satisfeitos por ver a extensão do acordo entre a FIA e o ACO, reforçando a relação sólida e duradoura que tem sido o pilar do Campeonato do Mundo de Resistência da FIA desde a sua criação, em 2012. Esta parceria baseia-se na confiança, na ambição partilhada e no compromisso comum com o desenvolvimento das corridas de resistência."

“Juntas, a FIA e o ACO criaram uma base sólida para o sucesso contínuo e o crescimento internacional do campeonato, e estamos ansiosos por escrever o próximo capítulo desta notável colaboração. Por fim, gostaria de agradecer ao presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, pela excelente relação que construímos.”, concluiu.


Desde a sua criação, em 2012, o Mundial de Endurance, ou o WEC, estabeleceu-se como referência mundial nas corridas de resistência em circuito. Após a introdução dos regulamentos Hypercar, em 2021, o interesse pelo campeonato, tanto entre os adeptos do desporto automóvel como no setor automóvel, aumentou significativamente.

A assistência nos circuitos do FIA WEC cresceu oito por cento só em 2026, com milhões de fãs a acompanharem o campeonato em todo o mundo. A base de adeptos está também a evoluir. Este ano, 44 por cento dos espectadores têm 34 anos ou menos, enquanto 40 por cento estão a assistir pela primeira vez a um evento do WEC. O campeonato mantém a fidelidade dos seus adeptos tradicionais, ao mesmo tempo que conquista uma nova geração de seguidores das corridas de resistência.

Na temporada de 2026, oito dos principais fabricantes automóveis mundiais competem atualmente na categoria Hypercar, a principal do FIA WEC. Com a introdução da classe LMGT3 em 2024, o campeonato conta agora com nada menos do que 14 marcas na grelha. Dois outros gigantes da indústria automóvel, a Ford e a McLaren, irão juntar-se à categoria Hypercar na temporada de 2027.

Noticias: Ocon sai da Haas


Esteban Ocon e a Haas vão em caminhos diferentes no final da temporada. O anuncio foi feito esta quarta-feira, e de uma certa forma, era o desfecho esperado depois de semanas de especulações em relação ao francês, cujos desempenhos pela equipa não corresponderam às expectativas iniciais. Em 2026, apenas conseguiu ficar nos pontos em três ocasiões, sendo o melhor um oitavo lugar na corrida de Baku.

Em contraste, Ollie Bearman, seu companheiro de equipa, tem 20 pontos, e um quinto lugar na China como melhor resultado.

Numa mensagem escrita, o francês oficializou a saída da equipa: 

“O meu tempo na Haas F1 Team vai chegar ao fim no final da temporada de 2026”, começou por declarar. “Deixo este projeto de cabeça erguida e orgulhoso das minhas prestações em circunstâncias que nem sempre foram as mais fáceis, por várias razões e factores fora do meu controlo. O meu foco imediato é o próximo fim-de-semana de corrida. Vou continuar a trabalhar arduamente com a equipa, maximizar todas as oportunidades e continuar a extrair cada pedaço de performance do carro. Ainda há muitas corridas por disputar esta época e, como sempre, vou dar tudo ao volante, por mim e pela equipa. Continuo motivado. Continuo com fome. Isto não é, de forma alguma, o fim da minha carreira na Fórmula 1”, concluiu.

Do lado da Haas, Ayao Komatsu publicou um comunicado de agradecimento, a sublinhar o contributo de Ocon para equipa, nas últimas duas temporadas: 

“Gostaria de agradecer ao Esteban por tudo o que trouxe à equipa desde que se juntou a nós em 2025. O seu profissionalismo e compromisso têm sido valiosos à medida que continuamos a crescer como organização. Este ano, juntos, enfrentámos o desafio de uma grande mudança regulamentar, em que a experiência de condução e os ‘inputs’ do Esteban foram significativos enquanto trabalhámos arduamente para desenvolver o VF 26 ao longo da temporada. Ainda há muita corrida pela frente e o nosso foco continua a ser trabalhar em conjunto para maximizar todas as oportunidades até à última prova do ano”, declarou.

Ocon, de 30 anos, chegou à Haas vindo da Alpine-Renault, onde esteve por cinco temporadas e alcançou a sua unica vitória na sua carreira, em 2021, no GP da Hungria. Nas duas temporadas que esteve na equipa, o seu melhor resultado foi um quinto lugar na edição de 2025 do GP da China. Ao todo, nestas duas temporadas, conseguiu 45 pontos.

Em relação ao seu futuro, o que se fala é que ele poderá ter tomado a decisão de rumar para a Toyota, na classe Hypercar, enquanto o seu lugar poderá ser preenchido pelo brasileiro Rafael Câmara, que é neste momento um dos candidatos ao título de Formula 2, e é o atual campeão de Formula 3. 

terça-feira, 29 de setembro de 2026

A imagem do dia






Há 35 anos, Nigel Mansell consegue recuperar alguma coisa, mas não muito. E estreiam uma pista no calendário. 

Tal como agora, em 2026, com o Madring, em 1991, a Espanha construía uma pista para receber especificamente a Formula 1. Em Montmeló, não muito longe de Barcelona, uma pista foi construída em menos de um ano para ver se a categoria máxima do automobilismo se consolidava ou não. E também era uma maneira de uma região do país, a Catalunha, se reencontrava.

Quem conhece a história do automobilismo em Espanha sabe que desde o seu inicio, aquela região ficou muito ligado aos automóveis. Foi ali que nasceu a Hispano-Suiza, foi ali que nasceu Wilfredo Ricart, que esteve por trás de projetos na Alfa Romeo e um dos criadores da Pégaso, a marca de super-carros espanhola do inicio dos anos 50, e sabe que foi em Barcelona que nasceu a SEAT, Sociedad Española de Autmomoviles de Turismo, mas sobretudo, é na Catalunha que surgiram pistas em lugares como Sitges, a primeira oval na Europa Continental, em 1923, e depois, os circuitos urbanos de Pedralbes, entre 1947 e 54, e depois, o de Montjuich, que era corrido à volta do parque que acolhia o Estádi Olimpic, que em 1992, recebeu os Jogos Olímpicos. 

Ali, o GP de Espanha aconteceu em anos ímpares, entre 1969 e 1975.

Alguns anos antes dos Jogos, em outubro de 1986, que o governo da Catalunha se decidiu pela construção de Montmeló, e quase três anos depois, a 24 de fevereiro de 1989, se constituía o Consorcio del Circuito de Cataluña, constituído em partes iguais pela Generalitat de Catalunya, o Ajuntament (Câmara Municipal) de Montmeló e o Real Automóvil Club de Cataluña, e assinaram um convenio com o Consejo Superior de Deportes (CSD). Nesse mesmo dia, era colocada a primeira pedra do Circuito de Catalunya. 

Por esta altura era público que poucos acorriam à pista de Jerez, na Andaluzia, para ver a Formula 1. Outra pista feita para acolher a competição, em 1986, só tinha entre dez mil a 15 mil espectadores, em média, enquanto para a MotoGP, acolhia em média cerca de 120 mil espectadores. Depois da edição de 1990, marcada pelo pavoroso acidente de Martin Donnelly durante os treinos de sexta-feira, os projetos de construção de uma pista aceleraram, com o objetivo de ter ali o GP de Espanha de 1991, marcado para o dia 29 de setembro, uma semana depois do GP de Portugal, no Estoril.

A pista acabou por ser inaugurada a 10 de setembro, e acolhia nesse dia a sua primeira prova, a contar para o Campeonato de Espanha de Turismos, ganho por Luis Perez-Sala. No final do mês, chegavam os pilotos de Formula 1, para um público estimado em 50 mil pessoas. A pista, que tinha alguma inspiração no Autódromo do Estoril, foi desenhada pelo engenheiro e arquiteto catalão Jaume Nogué, com a colaboração do seu estúdio e o aconselhamento de figuras do desporto motorizado como o motociclista Sito Pons.

Quando a Formula 1 lá chegou, continuava o duelo entre Ayrton Senna e Nigel Mansell, e apesar do brasileiro ter uma vantagem quase confirmativa do seu terceiro título mundial, especialmente depois de Nigel Mansell ter perdido a sua roda traseira direita durante a paragem nas boxes, e ter sido desclassificado por ter regressado à pista. A três corridas do fim, Senna tinha uma vantagem de 24 pontos, com 30 em jogo.

Com algumas mudanças no pelotão - Pedro Matos Chaves foi embora de vez da Coloni, alegando "salários em atraso", e a AGS a trocar de pilotos com a Fondmetal - Olivier Grouillard por Gabriele Tarquini - os melhores continuaram a ser os Brabham de Martin Brundle e Mark Blundell, seguido pelo Footwork de Michele Alboreto e o Fondmetal de Tarquini. Os AGS ficaram de fora, e com isso, a equipa abandonava de vez a Formula 1, cinco anos depois de se ter estreado. 

Na qualificação, aconteciam novidades: Johnny Herbert regressava à Lotus, e a Jordan, depois de duas corridas com Roberto Moreno ao leme, iriam dar uma chance a um jovem italiano, vice-campeão da Formula 3000 nesse ano, chamado Alessando Zanardi. 

E no final dessas qualificações, uma surpresa: Gerhard Berger conseguiu ser melhor que a concorrência, batendo Nigel Mansell por 219 centésimos, com Ayrton Senna a ser terceiro, a 313 centésimos. Riccardo Patrese era quarto, na frente do Benetton de Michael Schumacher, dos Ferrari de Alain Prost e Jean Alesi, do Leyton House de Ivan Capelli, do Dallara de Emmanuele Pirro e do segundo Benetton de Nelson Piquet.

O dia da corrida começou com chuva, mas perto da hora da corrida, a pista começava a secar. Ainda húmida, os pilotos tinham de fazer uma escolha: ou pneus de chuva, esperando para uma troca de pneus logo nas primeiras voltas, e perdendo tempo, ou apostavam nos pneus secos e aguentassem até a pista ficar mais seca, para poderem ir mais rápido.

Na partida, Berger foi para a frente, mas Senna desafiou o primeiro posto, porque Mansell vinha atrás, para o passar. Mas no final da primeira volta, quem surpreendia o britânico era Michael Schumacher, que o passava e era terceiro classificado. Berger afastava-se nas voltas seguintes, com o piso ainda escorregadio, com Mansell a tentar passar Schumacher para ficar com o terceiro lugar. Mansell conseguiu passar e foi atrás de Senna para o passar, o que conseguiu na  volta, com ambos a correrem lado a lado na reta da meta, com ambos os carros a estarem a centímetros, sem se tocarem, antes do piloto da Williams ficar com o segundo posto.

Depois de o passar, foi atrás de Berger, ao mesmo tempo que Alain Prost ia às boxes para colocar pneus para seco no seu Ferrari. Na volta 9, Berger foi às boxes trocar de pneus, mas as coisas correram mal e Mansell ficou com o comando da corrida. Mas no final da décima volta, ia às boxes para trocar de pneus, ao mesmo tempo que Senna. O brasileiro da McLaren saiu-se melhor, e ficou na frente do britânico da Williams, no regresso à pista. 

No meio disto, Berger voltava ao comando, mas nessa altura, a chuva voltava à pista e os carros começavam a ter dificuldades a ficarem na pista, e Senna sofreu um pião, perdendo segundos preciosos em relação à concorrência. Por causa disso, caiu para quinto, com Schumacher em terceiro, depois de ter passado Prost.

Na frente, Berger via Mansell aproximar-se e na volta 20, passou-o para ficar com a liderança. Com isso, ele começou a afastar-se, enquanto o austríaco via que Schumacher se aproximava mais e mais dele, querendo o segundo lugar. A partir do meio da corrida, estabelecia-se um duelo entre os dois, mas quando Schumacher o tentou passar, despistou-se, saiu de pista e caiu para sexto. 

A corrida de Berger acabaria na volta 33, quando a parte elétronica do seu McLaren avariou-se, deixando Patrese em segundo, mas depois de ir ás boxes, o segundo lugar ficou nas mãos de Prost, e ele se manteve no lugar até à meta. 

No final, Mansell acabaria por vencer, com 11,6 segundos na frente de Alain Prost, enquanto Patrese completava o pódio, a 15,9 segundos. Jean Alesi foi o quarto, no segundo Ferrari, a 22,7, e muito distantes, a mais de um minuto, estavam Ayrton Senna e Michael Schumacher. 

Mansell recuperava pontos, mas Senna tinha tudo sob controlo, pois tinha 16 pontos de vantagem, com 20 pontos em jogo. O britânico tinha de fazer tudo bem, e esperar que Senna desistisse em alguma das corridas seguintes: Japão e Austrália. E a próxima corrida só aconteceria dali a três semanas, a 20 de outubro. 

WRC: Rali de Portugal sai do calendário para 2027


O rali de Portugal sai do calendário de 2027, anunciou esta tarde o Automóvel Clube de Portugal (ACP). O anuncio da sua saída foi inesperado, já que em 2025 tinha sido renovado o contrato para que o rali continuasse no calendário por mais três edições, de 2026 até 2028.  

“Com data marcada para o período entre os dias 13 e 16 de maio — resultado de alterações efetuadas pela promotora na fase final de preparação para a próxima temporada do Campeonato do Mundo de Ralis (WRC), visando torná-lo o mais geograficamente diversificado e intercontinental possível —, o Vodafone Rally de Portugal foi um dos eventos que viu a sua programação afetada”, começou por referir o comunicado oficial do ACP.

“Já estão a decorrer as primeiras conversações entre o Automóvel Clube de Portugal e a promotora do WRC, com o objetivo de avaliar a possibilidade de o Vodafone Rally de Portugal regressar ao Campeonato do Mundo de Ralis em 2028.”, continuou.

Nada se sabe ainda sobre as razões desta exclusão, mas fala-se que existe a vontade do promotor em diversificar o calendário em termos geográficos, já que está prevista a chegada de um rali nos Estados Unidos. Por agora, está confirmada para 2027 a entrada do rali da Escócia, e da transferência do rali de Itália da Sardenha para os arredores de Roma. O calendário ainda não é sabido, e com a saída da prova portuguesa, poderá haver questões sobre quantos ralis ficarão para a próxima temporada, e o que motivou a saída de um dos mais carismáticos ralis do campeonato. 

The End: Gordon Johncock (1936-2026)


O americano Gordon Johncock, duas vezes vencedor das 500 Milhas de Indianápolis, incluindo a infame edição de 1973, e a apertada de 1982, contra Rick Mears, morreu nesta segunda feira aos 90 anos, na sua casa em South Branch, no Michigan. 

Correndo desde 1964, Johncock competiu contra gente como A.J. Foyt, Mário Andretti, Rick Mears, Tom Sneva, Danny Ongais e outros, começou no tempo quando os carros tinham motor á frente, acabou por correr pela última vez na edição de 1991, quando já tinha... 55 anos.

Nascido a 5 de agosto de 1936, em Hastings, no Michigan, ele começou a correr nas pistas de terra ao longo do seu estado natal, até que em 1963, ganhou a edição inaugural do National Open Sprint Car Race na pista de Williams Grove Speedway, na Pensilvânia. Por essa altura, já se começava a conhecer a sua abordagem à corrida, de pedal a fundo de forma brutal.


Em 1964, passou para a USAC, correndo em algumas corridas, antes de correr a tempo inteiro na temporada seguinte. Foi nesse ano que conseguiu a sua primeira vitória, em Milwaukee, mas depois de uma temporada de 1966 sem ganhar, apesar de um quarto lugar nas 500 Milhas de Indianápolis, decidiu montar a sua equipa, a Johncock Racing Team. Manteve-a até 1970, correndo primeiro com chassis Gerhardt, depois em Eagles e acabando com um McLaren M15A. Ganhou seis corridas, mas nunca chegou ao fim na Indy500.

No final de 1970, Johncock perdeu o seu patrocinador principal, a Gilmore, e foi para a Vollsteadt, antes de em 1972, ser piloto da McLaren na competição. Nessa atura, tinha fechado a sua equipa e estava em tribunal para pagar as dívidas que tinha contraído quando cuidava da sua equipa. As coisas mudaram um pouco em 1973, quando ele foi correr para a Patrick Racing, que tinha o patrocínio da STP Motor Oils. 

A temporada começou bem com um segundo posto em Trenton, e a corrida seguinte era as 500 Milhas de Indianápolis. Como é sabido, é uma prova que acontece no último domingo do mês, depois de um maio cheio de treinos de qualificação. Contudo, esse mês ficou marcado pelo acidente mortal de Art Pollard, a 12 de maio, quando tentava marcar um tempo para se qualificar. Johnny Rutheford ficou com a pole-position, enquanto Johncock conseguiu o 11º tempo, que o colocou no lugar do meio da quarta fila.

No dia da corrida 28 de maio de 1973, uma segunda-feira, e perante 350 mil pessoas, o tempo estava instável, e pelas onze horas, altura em que a corrida deveria ter começado, a pista estava molhada, e por isso, foi sucessivamente adiado por cerca de quatro horas. Quando aconteceu, cerca das três da tarde - a partida mais tardia de sempre até à edição de 2024, quando este aconteceu pelas 16 horas - houve uma carambola nos primeiros metros, quando Steve Krisiloff começou a abrandar devido a problemas de ignição do seu carro, e Salt Walther bateu contra o carro de Jerry Grant, foi para as redes de proteção e voltou para a pista, derrubando mais dez carros, os de Wally Dallenbach, Mike Hiss, Lee Kunzman, John Martin, David Hobbs, Mike Mosley, Jim McElreath e Dick Simon. 

Walther acabou por ir para o hospital, gravemente ferido nas pernas, o seu depósito de metanol explodiu e o liquido espalhou-se pelas bancadas, ferindo mais dez espectadores. 

As reparações foram demoradas, e quando foram concluídas, o tempo fez das suas e recomeçou a chover, adiando tudo para as nove da manhã de terça-feira. Contudo, na hora marcada, mais chuva implicou que a partida fosse adiada por mais uma hora e um quarto, arrancando pelas 10:15, com 200 mil espectadores nas bancadas. Contudo, quando os carros estavam a fazer a sua segunda volta de preparação... uma chuva ligeira caiu na pista, que se agravou nos minutos seguintes. Depois de algumas horas à espera que passasse, decidiu-se que a corrida seria adiada para quarta-feira, dia 30 de maio. 

No dia seguinte, e já com os espectadores a chamarem à corrida "As 72 Horas de Indianápolis", a partida estava marcada inicialmente para as 9 da manhã, mas á hora marcada... a chuva continuava a cair, e os pilotos discutiam que corrida é que teriam de adiar por causa do tempo inclemente. A corrida de Milwaukee foi adiada de 3 para o dia 10 de junho, e nas bancadas, as pessoas começavam a ver todo o envolvente cheio de lixo e lama. Por causa disso, apenas 50 mil pessoas estavam presentes nesse dia nas bancadas.

Contudo, ao meio dia, a chuva parou, e pelas duas da tarde, a corrida iria começar. Nos primeiros metros, Bobby Unser ficou com o comando da corrida, e lá ficou até à volta 39, quando Johncock o passou. Ele foi às boxes na volta 43, deixando o comando para o seu companheiro de equipa, Swede Savage. Este lá ficou até à volta 54, quando cedeu o comando para Al Unser Sr., que o pressionava para o passar desde umas voltas antes. 

Na volta 57, com apenas 22 carros em pista, Swede Savage, que era segundo, foi às boxes para reabastecer. Com 70 galões de metanol (ou 260 litros) no seu depósito, mais um pneu novo, arrancou dali rumo à pista, tentando apanhar os da frente. Em duas voltas, era segundo, atrás de Unser, e com velocidade suficiente para o apanhar. Contudo, na saída da curva 4, Savage perdeu o controlo do seu carro e bateu forte contra o muro interior, e explodiu em chamas. O carro destruiu-se e Savage estava preso ao seu banco, envolto numa bola de fogo... e perfeitamente consciente. 

Bandeira vermelha na pista, os socorros foram ter com ele e no meio da confusão, um mecânico, Armando Teran, de 22 anos, foi atropelado por um carro dos bombeiros e teve morte imediata. Mais confusão ainda. 

A corrida recomeçou às 16:15, a partir da volta 61, quando foi interrompida. Unser estava no comando e lá ficou por dez voltas, até ser passado por Johncock, e a corrida continuou sem mais incidentes. Pela volta 101, metade da corrida, apenas 11 carros corriam, e o dia aproximava-se do final. Na volta 133, uma ligeira chuva caiu na pista, e como já passava das 17:30, os comissários decidiram que era altura de acabar a corrida de forma definitiva. Bandeira vermelha mostrada, a equipa Patrick celebrava, e Johncock era o vencedor. 


Mas as celebrações tinham um sabor agridoce. Johncock era companheiro de equipa de Savage, e embora ele tenha sido hospitalizado com queimaduras de terceiro grau por todo o corpo e inalação de fumos nos pulmões, a sua condição era estável. As celebrações foram breves e o jantar de consagração foi cancelado - apenas meio século depois, em 2023, foi celebrado, com a presença da Johncock e da sua familia. Naquele ano, ele e a equipa acabaram por jantar no Burger Chef, um restaurante de "fast-food", certamente aliviados por verem aquela corrida para trás.

Savage acabaria por morrer a 2 de julho, 33 dias mais tarde, no Hospital Metodista de Indianápolis, vitima de uma infeção hospitalar.

Johncock continuaria correr pela Patrick Racing por mais de uma década, acabando por ser campeão da USAC em 1976, num ano em que foi terceiro nas 500 Milhas de Indianápolis, e quando as equipas se separaram da USAC, criando a CART, a Patrick Racing seguiu para o novo campeonato. Em 1979, Johncock foi terceiro no campeonato, e ganhou a corrida inicial da categoria, na oval de Phoenix. 

Em 1982, então com 45 anos, Johncock disputava as 500 Milhas de Indianápolis pela 18ª vez, a décima pela Patrick Racing. Dentro de um chassis Wildcat, conseguiu o quinto lugar na qualificação, o lugar do meio na segunda fila da grelha, entre Mário Andretti e Bill Wittington. E como em 1973, a qualificação tinha sido marcada por um acidente mortal, o de Gordon Smiley, que batera a alta velocidade contra o muro, desfazendo-se a ele e ao carro. 

No dia da corrida, os carros alinharam-se para a largada, que iria acontecer depois de quatro voltas de aquecimento. Na primeira fila estavam Rick Mears, Kevin Cogan e A.J. Foyt, com Andretti, Johncock e Whittington atrás. Contudo, quando estavam prestes a largar, o carro de Cogan foi subitamente para a direita, batendo em Foyt. Depois, descontrolado, deslizou para a frente de Andretti, batendo também nele, causando uma carambola, pois Whittington, vendo a confusão, perdeu o controlo do carro e bateu no de Roger Mears. Bobby Rahal também foi atingido, mas pode continuar. 

Com a corrida interrompida, Andretti e Foyt estavam extremamente zangados com o que aconteceu, culpando Cogan pelo sucedido - na altura, ele tinha 26 anos, e já tinha corrido na Formula 1. Andretti dizia para a televisão que "isto é o que acontece quando se põe crianças a fazer um trabalho de gente adulta na linha da frente.", e Foyt dizia a mesma coisa... mas de forma mais explicita. 

Nunca se soube muito bem o que aconteceu, mas a explicação mais plausível foi um problema mecânico no eixo traseiro do carro. 

Contudo, outros, incluindo Johncock e Bobby Unser, acharam que o culpado era Rick Mears, que tinha andado demasiado devagar. Anos depois em 2009, Johncock disse numa entrevista que Andretti tinha queimado o arranque e poderia ter evitado o carro de Cogan, que se despistara, caso estivesse corretamente posicionado na segunda linha, afirmando que "ele (Andretti) auto-exccluiu-se da prova". Andretti respondeu que isso não tinha pés nem cabeça. "Não fui eu que fiz o pião. ... Gostava de ter ficado [atrás, com o Johncock], mas, na hora de largar, largo!"

Quando a corrida recomeçou, cerca de uma hora depois, Foyt, com o carro reparado, foi para a frente. Na volta 23, foi ultrapassado por Johncock, e lá ficou até à volta seguinte, passado por Whitington, e depois por Danny Ongais. Só regressou à liderança na volta 95, passando Rick Mears. Este voltou ao comando na volta 127, começando aqui um duelo entre ambos pelo comando, intensificado na volta 154, quando Danny Sullivan bateu no muro na curva 4, causando a amostragem das bandeiras amarelas. No regresso, Johncock, mais veloz que Mears, passou-o, mas não conseguiu se distanciar o suficiente. A 16 voltas do final, Mears foi às boxes e pelo caminho, apanhou o carro Herm Johnson, mais lento, e tocou-o.


Os mecânicos fizeram reparações rápidas e ele voltou à pista, e duas voltas depois, foi a vez de Johncock. O reabastecimento foi bem feito, e partiu mais cedo que Mears, com onze segundos de avanço. Contudo, à medida que se aproximava da meta, viu que tinha problemas em colocar o carro direito, especialmente nas curvas. Abaixando a velocidade, viu Mears a aproximar-se, ao ritmo de um segundo por volta. Na última volta, a diferença entre ambos era inferior a um segundo, e Mears preparava para atacar a liderança de Johncock na primeira curva, mas Johncock bloqueou a trajetória. 

A última chance foi na reta da meta, tentando um "slingshot", ou seja, aproveitando o vácuo do carro à frente para ganhar velocidade e o passar. Contudo, não deu: um carro, ou 160 centésimos, separaram ambos, a mais curta diferença até então - hoje em dia é a sétima mais curta de sempre. 

Contudo, como em 1973, para Johncock, o sentimento foi agridoce. Um dia depois, soube que a sua mãe tinha morrido, vítima de uma doença prolongada. 

Mais tarde na temporada, ganharia as 500 Milhas de Pocono, outra oval veloz, e com isso obteria a Tripla Coroa das 500 Milhas - Indianápolis, Michigan e Pocono. Um ano depois, em Atlanta, ganharia a prova de abertura do campeonato. Iria ser a sua última vitória na competição. 

Em 1985, aos 48 anos, decidiu largar o volante durante as 500 Milhas de Indianápolis daquele ano, afirmando que "a competição tinha perdido a graça". Contudo, tentou regressar em 1986, mas sem dinheiro, adiou para 1987, onde aproveitando o carro de Jim Crawford, que se tinha lesionado enquanto tentava se qualificar, meteu o carro na grelha. Contudo, não chegou ao fim. Em 1988, não se qualificou, mas participou em duas corridas durante o campeonato, conseguindo dois sextos lugares. 

Um sexto posto na edição de 1991, apesar de estar engripado, e o abandono por problemas de motor, em 1992, foram as suas últimas aparições em Indianápolis. Aos 56 anos, decidiu pendurar o capacete pela segunda vez, e agora, de forma definitiva, para cuidar do seu negócio de madeiras. Distanciou-se do automobilismo, e admitiu isso numa entrevista em 2004 para a ESPN. Falando sobre a corrida de 1973, Johncock admitiu estar em paz com as péssimas circunstâncias ​​que estavam associadas à corrida, afirmando que o seu carro era o mais rápido na pista, e que infelizmente não estava na frente no momento em que a bandeira vermelha apareceu.


Em 2023, cinquenta anos depois da sua primeira vitória, e acompanhado pela sua familia, Johncock teve o seu banquete, e foi apresentado com o "Mini-Borg", uma miniatura do troféu Borg-Warner que é apresentado e que tem as figuras dos vencedores da corrida. No dia da corrida, Foi convidado para dar uma volta cerimonial à pista ao volante de um autocarro de turismo. Depois de tirarem fotos do pódio... ele deu uma segunda volta â pista, com ele ao volante!

Johncock entrou no Indianápolis Motor Speedway Hall of Fame em 1997, no International Motorsports Hall of Fame, em 1999, no Motorsports Hall of Fame of America, em 2002, e no United States Auto Club Hall of Fame, em 2025. 

Youtube Transportation Video: A guerra pelos taxis sem condutor

Os taxis autónomos estão a aparecer um pouco por todo o mundo. E depois das grandes cidades nos Estados Unidos estarem a abraçar o conceito, com marcas como a Waymo, a Tesla e outros a colocarem esses carros na estrada, o resto do mundo começa a aderir ao conceito, quer na China, quer no Reino Unido e mais recentemente, na Europa, pois a União Europeia é mais prudente na implementação deste tipo de tecnologia.

E em 2026, numa altura em que o IA está nas nossas mentes, parece que está a acontecer uma "corrida às armas" para saber quem é que ganhará nesta competição pelos veículos autónomos. E ainda por cima, tudo isto acontece num contexto onde terão mais oposição por parte de, por exemplo, firmas de taxis e sindicatos de taxistas, e a relutância de alguns partidos politicos.  

E é sobre isso que se trata este video.

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Youtube Motorsport Video: Os pilotos salvadores

Há algumas semanas, numa corrida para o campeonato chinês de GT, em Xangai, houve um incidente sério onde dois Ferrari - um guiado por David Chan, outro por Ollie Millroy - colidiram fortemente um com o outro, com o carro de Millroy a pegar fogo com o choque lateral - felizmente, no meio do azar, a destruição não foi no lado do condutor. 

A bandeira vermelha estava agitada, mas os comissários andavam demasiado longe, ainda por cima, com o carro ainda a arder e o piloto, provavelmente, combalido pelo choque. Alguns segundos depois, o Porsche de Loic Hartog parou na pista para resgatar o piloto, porque... nenhum comissário aparecia, e o risco de morte só aumentava a cada segundo que aquele carro era consumido pelas chamas. Quando apareceu, Hartog pegou no extintor, e apagou as chamas o melhor que podia e 49 segundos depois, ele conseguiu tirá-lo das chamas.

Millroy foi levado para o hospital, ferido, mas depois de uma cirurgia para reduzir as fraturas numa mão e num dedo, estava na cama, consciente e a recuperar. 

Esta é a história mais recente de um acidente sério onde outros pilotos intervieram para salvar colegas seus, e como passou agora meio século desde que quatro pilotos - Harald Ertl, Arturo Merzário, Guy Edwards e Brett Lunger - salvaram Niki Lauda das chamas no Nurburgring Nordschleife, foi altura do Josh Revell falar desse acidente, e de outros do passado.  

domingo, 27 de setembro de 2026

A imagem do dia


No dia seguinte ao GP de Baku - sim, é estranho falar sobre o rescaldo de uma corrida num domingo, 24 horas depois desta acontecer - surgiu nas redes sociais uma enorme polémica por causa da carambola causada por Franco Colapinto no recomeço da corrida, na volta 38, e que eliminou o seu companheiro de equipa, Pierre Gasly, e o McLaren de Lando Norris. 

Logo no final da corrida, soube-se que Colapinto estava a ser demolido nas redes sociais, sendo o causador do tal acidente. E os memes também apareceram, por causa da lembrança da Guerra das Falklands. Porque, como Colapinto bateu em Gasly, e este em Norris, lembraram-se dos misseis franceses Exocet, que abateram navios da Royal Navy...

Mas na realidade, os comissários desportivos decidiram aplicar uma penalização de cinco lugares para a corrida de Sepang, e Flávio Briatore admitiu que considerava mais penalizações, desta vez internas, para o piloto argentino. 

“Quero ter tempo para refletir sobre o que aconteceu e ponderar que medidas devem ser tomadas, para podermos aprender com isto e evitar uma situação semelhante no futuro”, começou por declarar. “Sei que o Franco assumiu toda a responsabilidade pelo sucedido, como devia; na verdade, travou demasiado tarde, tendo em conta o contexto da corrida e o reinício após o Safety Car. Foi uma manobra muito má para um piloto com a experiência dele.”, continuou.

“Estou, obviamente, extremamente desiludido com o resultado da corrida de hoje, sabendo que perdemos pontos valiosos na luta pelo campeonato. Este tipo de incidentes não devia acontecer, sobretudo quando os nossos dois carros estavam bem colocados para pontuar. Tenho muita pena pela equipa e pelo Pierre, que fez um excelente trabalho durante todo o fim-de-semana.”, concluiu.

Ora, isto não ficou por aqui. Norris, puto da vida por ver que fora tirado da corrida - e por se ter atrasado da luta pelo campeonato - questionou a permanência de Colapinto na Formula 1. “No fim de contas, fui simplesmente posto fora da corrida. Para ser sincero, há pilotos que não deviam estar na Fórmula 1”, afirmou.

“Ainda não vi o que aconteceu, mas, se provocas um acidente num reinício como este, devias ser suspenso por pelo menos uma corrida. Fui simplesmente posto fora da corrida. E a FIA devia ser mais rigorosa e começar a aplicar suspensões por este tipo de situações.”, concluiu.

E claro, os argentinos fervem em muito pouca água. E ainda por cima, quando a pessoa que os critica é um inglês. E com aquela mania nacional de "Las Malvinas Son Argentinas", eles responderam forte e feio. Até o Ministro dos Negócios Estrangeiros foi ao Twitter mostrar a foto de Norris, que tirou para fora o seu companheiro de equipa, Oscar Piastri, durante o GP do Canadá de 2025, para mostrar que ele tem telhados de vidro. 

Para piorar um pouco as coisas, a Alpine tinha, poucos dias antes, chamado à atenção devido às mensagens de ódio por parte dos fãs, especialmente os argentinos, do qual considerava as suas atitudes como abusivas. No caso anterior, tinha a ver com Pierre Gasly, que tinha sido alvo de mensagens de apoiantes de Colapinto por ter atrasado brevemente o colega de equipa durante o Grande Prémio de Espanha. No mês anterior, a FIA também defendera os seus comissários após ataques de apoiantes do argentino relacionados com duas penalizações aplicadas a Colapinto no Grande Prémio dos Países Baixos.

“Condenamos veementemente a reação de alguns adeptos online e solidarizamo-nos com a Fórmula 1, a FIA e as outras equipas na vontade de pôr fim a esta situação”, referiu, no comunicado oficial da equipa, acrescentando que novos ataques não podem ser tolerados.

Ou seja, ter um argentino como piloto começa a ser mais um fardo que uma mais-valia...  

No final, com ânimos mais calmos, Norris pediu desculpa pelas suas declarações, especialmente porque Colapinto assumiu a sua responsabilidade, achando que tinha exagerado. Ele também revelou que contactou Colapinto em privado, chegaram a um entendimento e continuam a manter a amizade entre eles.

“Depois da corrida, enviei uma mensagem ao Franco a pedir desculpa pelos comentários que fiz e que simplesmente não devia ter feito”, escreveu nas redes sociais. “Devia ter sabido agir melhor e estava de cabeça quente, mas isso não é desculpa. Também cometi os meus próprios erros ao longo dos anos e sei que isso faz parte de correr e de lutar no limite”, acrescentou.

“Eu e o Franco entendemo-nos bem, continuamos a ser bons amigos e estamos ambos entusiasmados por voltar a correr este fim-de-semana.”, concluiu.

Em suma, um acidente nunca é uma boa coisa. A frustração dos pilotos em relação a algo como este, e as reações, especialmente num tempo como este, podem fazer algo relativamente complicado numa enorme bola de neve. E as redes sociais não ajudam nada... 

Youtube Motorsport Video: A terceira corrida da Formula 4 em Jerez

Depois de duas corridas no sábado onde Noah Monteiro praticamente ficou com tudo, agora neste domingo pela hora do almoço, queria-se saber até que ponto este fim de semana acabaria para ele e para as cores da Griffin Core, e como é que a concorrência acabaria por reagir. 

Nesta corrida de domingo, o filho de Tiago Monteiro iria partir de quarto, com o "poleman" a ser  Num campeonato liderado, antes desta corrida, pelo neerlandês Kasper Schormans, com 164 pontos, seguido do próprio Noah Monteiro, que tem 160, e o polaco Borys Lyzen, que tem 149. O poleman é outro neerlandês, Rocco Coronel, que caso estejam curiosos em saber, é filho do Tom Coronel.  

Meteo: Chances de chuva todo o fim de semana em Sepang


Depois de uma corrida em Baku relativamente calma, sempre de céu claro e algum vento, chegamos a Sepang, na Malásia, onde as possibilidades de chuva estão entre... os 20 e os 50 por cento.

Falta, evidentemente, uma semana para a corrida, mas o boletim meteorológico indica que, na sexta-feira, a temperatura é de 31ºC, e possibilidade de chuva a 35 por cento, a partir das 15 horas. e com trovoadas. O vento será fraco. No sábado, a temperatura continua a ser de 31ºC, as trovoadas estarão um pouco mais dispersas, o vento continuará a ser fraco, mas as chances de chuva, a partir das 15 horas, estão nos 45 por cento.

Quanto a domingo, as possibilidades de chuva serão mais fracas. Temperatura de 32ºC, vento fraco e as chances de chuva a ficarem entre os 40 e os 50 por cento.  

Formula 4: Monteiro terceiro na terceira corrida de Jerez


O português Noah Monteiro foi o terceiro classificado na terceira corrida da Formula 4 espanhola, que aconteceu esta manhã no circuito de Jerez. O piloto português da Griffin Core acabou o fim de semana com duas vitórias, três pódios, duas pole-positions e uma volta mais rápida, fazendo com que fique a sete pontos do primeiro lugar, faltando agora seis corridas - ou dois fins de semana triplos - para o final do campeonato.

A prova desta manhã, em Jerez, acabou por ser vencida pelo neerlandês Rocco Coronel, com Noah Monteiro a largar de quarto na grelha. 

Depois dos carros começarem a rolar, a prova acabou por ser atribulada, com vários períodos de Safety Car e uma bandeira vermelha, circunstâncias que o impediram Monteiro de recuperar mais posições na fase final, acabando no lugar mais baixo do pódio.

“Foi um bom fim-de-semana. Hoje senti que tínhamos um bocadinho mais para dar, mas a corrida não nos sorriu e, depois da bandeira vermelha, não tive oportunidade de lutar por mais posições.”, afirmou Monteiro, em jeito de balanço do fim de semana. “Estou muito orgulhoso do nosso trabalho e contente por sairmos de Jerez com duas pole positions, duas vitórias e este pódio, que nos permite recuperar o segundo lugar e aproximar-nos da liderança do campeonato.”, acrescentou.

“Agora é continuar focados, preparar bem a próxima jornada e entrar em Navarra com o mesmo objectivo: continuar a recuperar terreno e lutar pela liderança do campeonato.”, concluiu.

A próxima jornada será disputada dentro de duas semanas, entre os dias 9 e 11 de outubro, no Circuito de Los Arcos, em Navarra.