segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Youtube Motorsport Video: Os pilotos salvadores

Há algumas semanas, numa corrida para o campeonato chinês de GT, em Xangai, houve um incidente sério onde dois Ferrari - um guiado por David Chan, outro por Ollie Millroy - colidiram fortemente um com o outro, com o carro de Millroy a pegar fogo com o choque lateral - felizmente, no meio do azar, a destruição não foi no lado do condutor. 

A bandeira vermelha estava agitada, mas os comissários andavam demasiado longe, ainda por cima, com o carro ainda a arder e o piloto, provavelmente, combalido pelo choque. Alguns segundos depois, o Porsche de Loic Hartog parou na pista para resgatar o piloto, porque... nenhum comissário aparecia, e o risco de morte só aumentava a cada segundo que aquele carro era consumido pelas chamas. Quando apareceu, Hartog pegou no extintor, e apagou as chamas o melhor que podia e 49 segundos depois, ele conseguiu tirá-lo das chamas.

Millroy foi levado para o hospital, ferido, mas depois de uma cirurgia para reduzir as fraturas numa mão e num dedo, estava na cama, consciente e a recuperar. 

Esta é a história mais recente de um acidente sério onde outros pilotos intervieram para salvar colegas seus, e como passou agora meio século desde que quatro pilotos - Harald Ertl, Arturo Merzário, Guy Edwards e Brett Lunger - salvaram Niki Lauda das chamas no Nurburgring Nordschleife, foi altura do Josh Revell falar desse acidente, e de outros do passado.  

domingo, 27 de setembro de 2026

A imagem do dia


No dia seguinte ao GP de Baku - sim, é estranho falar sobre o rescaldo de uma corrida num domingo, 24 horas depois desta acontecer - surgiu nas redes sociais uma enorme polémica por causa da carambola causada por Franco Colapinto no recomeço da corrida, na volta 38, e que eliminou o seu companheiro de equipa, Pierre Gasly, e o McLaren de Lando Norris. 

Logo no final da corrida, soube-se que Colapinto estava a ser demolido nas redes sociais, sendo o causador do tal acidente. E os memes também apareceram, por causa da lembrança da Guerra das Falklands. Porque, como Colapinto bateu em Gasly, e este em Norris, lembraram-se dos misseis franceses Exocet, que abateram navios da Royal Navy...

Mas na realidade, os comissários desportivos decidiram aplicar uma penalização de cinco lugares para a corrida de Sepang, e Flávio Briatore admitiu que considerava mais penalizações, desta vez internas, para o piloto argentino. 

“Quero ter tempo para refletir sobre o que aconteceu e ponderar que medidas devem ser tomadas, para podermos aprender com isto e evitar uma situação semelhante no futuro”, começou por declarar. “Sei que o Franco assumiu toda a responsabilidade pelo sucedido, como devia; na verdade, travou demasiado tarde, tendo em conta o contexto da corrida e o reinício após o Safety Car. Foi uma manobra muito má para um piloto com a experiência dele.”, continuou.

“Estou, obviamente, extremamente desiludido com o resultado da corrida de hoje, sabendo que perdemos pontos valiosos na luta pelo campeonato. Este tipo de incidentes não devia acontecer, sobretudo quando os nossos dois carros estavam bem colocados para pontuar. Tenho muita pena pela equipa e pelo Pierre, que fez um excelente trabalho durante todo o fim-de-semana.”, concluiu.

Ora, isto não ficou por aqui. Norris, puto da vida por ver que fora tirado da corrida - e por se ter atrasado da luta pelo campeonato - questionou a permanência de Colapinto na Formula 1. “No fim de contas, fui simplesmente posto fora da corrida. Para ser sincero, há pilotos que não deviam estar na Fórmula 1”, afirmou.

“Ainda não vi o que aconteceu, mas, se provocas um acidente num reinício como este, devias ser suspenso por pelo menos uma corrida. Fui simplesmente posto fora da corrida. E a FIA devia ser mais rigorosa e começar a aplicar suspensões por este tipo de situações.”, concluiu.

E claro, os argentinos fervem em muito pouca água. E ainda por cima, quando a pessoa que os critica é um inglês. E com aquela mania nacional de "Las Malvinas Son Argentinas", eles responderam forte e feio. Até o Ministro dos Negócios Estrangeiros foi ao Twitter mostrar a foto de Norris, que tirou para fora o seu companheiro de equipa, Oscar Piastri, durante o GP do Canadá de 2025, para mostrar que ele tem telhados de vidro. 

Para piorar um pouco as coisas, a Alpine tinha, poucos dias antes, chamado à atenção devido às mensagens de ódio por parte dos fãs, especialmente os argentinos, do qual considerava as suas atitudes como abusivas. No caso anterior, tinha a ver com Pierre Gasly, que tinha sido alvo de mensagens de apoiantes de Colapinto por ter atrasado brevemente o colega de equipa durante o Grande Prémio de Espanha. No mês anterior, a FIA também defendera os seus comissários após ataques de apoiantes do argentino relacionados com duas penalizações aplicadas a Colapinto no Grande Prémio dos Países Baixos.

“Condenamos veementemente a reação de alguns adeptos online e solidarizamo-nos com a Fórmula 1, a FIA e as outras equipas na vontade de pôr fim a esta situação”, referiu, no comunicado oficial da equipa, acrescentando que novos ataques não podem ser tolerados.

Ou seja, ter um argentino como piloto começa a ser mais um fardo que uma mais-valia...  

No final, com ânimos mais calmos, Norris pediu desculpa pelas suas declarações, especialmente porque Colapinto assumiu a sua responsabilidade, achando que tinha exagerado. Ele também revelou que contactou Colapinto em privado, chegaram a um entendimento e continuam a manter a amizade entre eles.

“Depois da corrida, enviei uma mensagem ao Franco a pedir desculpa pelos comentários que fiz e que simplesmente não devia ter feito”, escreveu nas redes sociais. “Devia ter sabido agir melhor e estava de cabeça quente, mas isso não é desculpa. Também cometi os meus próprios erros ao longo dos anos e sei que isso faz parte de correr e de lutar no limite”, acrescentou.

“Eu e o Franco entendemo-nos bem, continuamos a ser bons amigos e estamos ambos entusiasmados por voltar a correr este fim-de-semana.”, concluiu.

Em suma, um acidente nunca é uma boa coisa. A frustração dos pilotos em relação a algo como este, e as reações, especialmente num tempo como este, podem fazer algo relativamente complicado numa enorme bola de neve. E as redes sociais não ajudam nada... 

Youtube Motorsport Video: A terceira corrida da Formula 4 em Jerez

Depois de duas corridas no sábado onde Noah Monteiro praticamente ficou com tudo, agora neste domingo pela hora do almoço, queria-se saber até que ponto este fim de semana acabaria para ele e para as cores da Griffin Core, e como é que a concorrência acabaria por reagir. 

Nesta corrida de domingo, o filho de Tiago Monteiro iria partir de quarto, com o "poleman" a ser  Num campeonato liderado, antes desta corrida, pelo neerlandês Kasper Schormans, com 164 pontos, seguido do próprio Noah Monteiro, que tem 160, e o polaco Borys Lyzen, que tem 149. O poleman é outro neerlandês, Rocco Coronel, que caso estejam curiosos em saber, é filho do Tom Coronel.  

Meteo: Chances de chuva todo o fim de semana em Sepang


Depois de uma corrida em Baku relativamente calma, sempre de céu claro e algum vento, chegamos a Sepang, na Malásia, onde as possibilidades de chuva estão entre... os 20 e os 50 por cento.

Falta, evidentemente, uma semana para a corrida, mas o boletim meteorológico indica que, na sexta-feira, a temperatura é de 31ºC, e possibilidade de chuva a 35 por cento, a partir das 15 horas. e com trovoadas. O vento será fraco. No sábado, a temperatura continua a ser de 31ºC, as trovoadas estarão um pouco mais dispersas, o vento continuará a ser fraco, mas as chances de chuva, a partir das 15 horas, estão nos 45 por cento.

Quanto a domingo, as possibilidades de chuva serão mais fracas. Temperatura de 32ºC, vento fraco e as chances de chuva a ficarem entre os 40 e os 50 por cento.  

Formula 4: Monteiro terceiro na terceira corrida de Jerez


O português Noah Monteiro foi o terceiro classificado na terceira corrida da Formula 4 espanhola, que aconteceu esta manhã no circuito de Jerez. O piloto português da Griffin Core acabou o fim de semana com duas vitórias, três pódios, duas pole-positions e uma volta mais rápida, fazendo com que fique a sete pontos do primeiro lugar, faltando agora seis corridas - ou dois fins de semana triplos - para o final do campeonato.

A prova desta manhã, em Jerez, acabou por ser vencida pelo neerlandês Rocco Coronel, com Noah Monteiro a largar de quarto na grelha. 

Depois dos carros começarem a rolar, a prova acabou por ser atribulada, com vários períodos de Safety Car e uma bandeira vermelha, circunstâncias que o impediram Monteiro de recuperar mais posições na fase final, acabando no lugar mais baixo do pódio.

“Foi um bom fim-de-semana. Hoje senti que tínhamos um bocadinho mais para dar, mas a corrida não nos sorriu e, depois da bandeira vermelha, não tive oportunidade de lutar por mais posições.”, afirmou Monteiro, em jeito de balanço do fim de semana. “Estou muito orgulhoso do nosso trabalho e contente por sairmos de Jerez com duas pole positions, duas vitórias e este pódio, que nos permite recuperar o segundo lugar e aproximar-nos da liderança do campeonato.”, acrescentou.

“Agora é continuar focados, preparar bem a próxima jornada e entrar em Navarra com o mesmo objectivo: continuar a recuperar terreno e lutar pela liderança do campeonato.”, concluiu.

A próxima jornada será disputada dentro de duas semanas, entre os dias 9 e 11 de outubro, no Circuito de Los Arcos, em Navarra.