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segunda-feira, 31 de março de 2025

CPR: Teodósio justifica mau resultado no Algarve


Havia expectativas altas no Rali do Algarve para Ricardo Teodósio. Afinal de contas, corria em casa com o seu novo Toyota Yaris Rally2. Contudo, o seu quinto lugar final pode ter deixado aquém das expetativas aqueles que esperavam um melhor resultado. No final, o piloto algarvio explicou-se com as más escolhas de pneus nas especiais, mas mesmo assim, considera-se satisfeito com o resultado. 

Estamos felizes por ter terminado a corrida. O resultado não foi o esperado, mas acabámos por ter um desempenho positivo apesar de termos sofrido muito na hora de escolher os pneus. Esta é uma temporada com muitas novidades e que requer muitas adaptações. Estamos a dar o nosso melhor e por isso somar o máximo de pontos vai ser decisivo na parte final da temporada”, explicou Ricardo Teodósio, que é navegado por José Teixeira.

O navegador, por seu lado, destaca o apoio incondicional dos adeptos ao longo do rali: “No Algarve estamos em casa, mas neste rali o apoio foi ainda mais incrível. Colocámos o ritmo possível e acredito que todos foram para casa felizes com uma prova bem disputada e animada! Vamos tentar fazer mais e melhor no Rali Terras de Aboboreira”.

Para além disso, o piloto deixou umas palavras para a jovem dupla Gonçalo Henriques e Inês Veiga, que foram terceiros no Hyundai oficial e na sua estreia nesta temporada: “É muito bom sentir que o projeto apoiado pela FPAK está a dar frutos. O Gonçalo e a Inês são muito trabalhadores e merecem este pódio. Sangue jovem no campeonato é necessário e este resultado é muito importante para a modalidade.”, afirmou, não sem deixar um conselho para a Federação: "o Gonçalo está bem aqui no CPR, mas o Gonçalo devia ir para fora, não era ficar aqui. O Gonçalo devia agarrar num Rally4 ir para o Campeonato do Mundo, ou um Campeonato da Europa."

O CPR continua no inicio de maio, com o Rali Terras D'Aboboreira.

sábado, 29 de março de 2025

CPR 2025 - Rali do Algarve (Final)


Dois ralis, duas vitórias. Kris Meeke foi o vencedor do rali do Algarve, batendo Dani Sordo por 13.3 segundos, depois de ele ter recuperado o atraso que o tinha deitado fora do "top ten" depois do final do primeiro dia, por causa do Turbo. Gonçalo Henriques, no outro Hyundai i20 Rally2, ficou com o terceiro lugar e foi o melhor português, a 1.37,8, depois de ter batido por menos de um segundo o Skoda Fabia de Armindo Araújo., que ficou a 1.38,7 do vencedor. Ricardo Teodósio, que corria em casa no seu Toyota, terminou no quinto posto, a 1.45,9.

"Estou mais do que feliz por conseguir duas vitórias consecutivas. Coloca-nos numa posição muito boa. Sinceramente, gostei muito do carro este fim de semana”, começou por afirmar Meeke, na meta. 

O piloto afirmou que, apesar de liderar o campeonato, há ainda muita coisa a aprender no novo carro, mas entende que este é um processo natural:

"Ainda acho que temos mais a aprender. Só numa segunda passagem hoje, talvez a afinação pudesse ter sido diferente. A escolha dos pneus não foi correta e outras coisas, mas tudo bem. É assim, quando se tem um carro novo, temos de aprender a adaptar-nos, mas, de qualquer forma, estou muito, muito feliz pela Toyota Portugal e pela Sports & You”, concluiu.


Já Dani Sordo, apesar do grande dia de sábado que teve, recuperando os 50 segundos de atraso, afirmou que a vitória estava ao seu alcance.

Sinto que tínhamos ritmo para ganhar o rali hoje e demonstrámo-lo ao ganhar todas as etapas do dia” começou por afirmar o piloto da Team Hyundai Portugal. “Mas o Kris estava a 50 segundos e foi muito, muito difícil. Reduzimos ao máximo e terminamos a 13 segundos. Precisávamos de mais algumas especiais, mas demos tudo o que tínhamos e experimentámos coisas novas no carro. Perdemos 50 segundos por causa de um problema mecânico [na sexta], mas as corridas são assim, os problemas mecânicos são assim e não se pode fazer nada em relação a isso. Por isso estou contente com o bom dia que tivemos hoje. Conseguimos os pontos na Power Stage, o que também é importante no final do dia.”, concluiu.

Com sete especiais neste sábado, Dani Sordo estava bem atrasado na geral e tinha um objetivo: recuperar o mais possível, ganhando todas as especiais. E foi o que fez: ganhou todas elas, incluindo a Power Stage. Mas nas especiais da manhã, primeiras passagens por Silves, Messines e São Marcos, Sordo começou por recuperar 5,3 segundos a Meeke, enquanto Ricardo Teosódio era quinto, perdendo 16,6 segundos e já tinha 29,9 na geral, não longe de Pedro Almeida, a 30 segundos.

Já ali, Sordo subiu para oitavo, com 46,5 segundos de atraso para Meeke. 

Em Messines, Sordo ganhou mais 5,7 sobre o Meeke e 27,8 sobre Gonçalo Henriques, 32,5 sobre Armindo Araújo e 36,3 sobre Ricardo Teodósio. Com isso, Sordo subiu para segundo, a 40,8 de Meeke. No final da mamhã, em São Marcos, Sordo ganhou mais 5,8 segundos e reduziu a diferença para 35 segundos. Gonçalo Henriques era agora o terceiro, a 59,8.

Na parte da tarde, a mesma coisa: Meeke ganhou novamente, agora com 6,8 sobre Meeke - que estava a abrandar, controlando o andamento do espanhol da Hyundai - reduzindo para 28,4. Araújo foi o terceiro na especial, a 13,9, Teodósio em quarto, a 14,5.

Na segunda passagem por Messines, Sordo foi o melhor que Meeke, abrindo a vantagem entre os dois para 9,3, reduzindo a diferença para 19,1. Gonçalo Henriques foi o terceiro, a 26,1, na frente de José Pedro Fontes, a 27 segundos. 

Por fim, na Power Stage, segunda passagem por São Marcos, Sordo conseguiu ser o melhor, 5.8 segundos na frente de Meeke, 11,6 sobre Armindo Araújo e 12,2 sobre Pedro Almeida. Gonçalo Henriques acabou apenas em sexto, mas manteve o lugar de pódio por muito pouco. 


Mas no final da prova, estava felicíssimo com o resultado, quer com a exibição, quer por ver o seu sonho tornar-se realidade:

Mais satisfeitos não podíamos estar. Foi um rally incrível, muito rápido, mas gosto deste tipo de troços. Sinto-me mais à vontade em troços rápidos e isso notou-se, especialmente no troço maior. Foi onde conseguimos fazer mais diferença. Sentimo-nos sempre bem no carro, depois de um excelente trabalho da equipa que nos deu um carro confortável de conduzir. Estamos muito orgulhosos daquilo que conseguimos atingir aqui e vamos trabalhar muito para conseguir no próximo fazer algo idêntico.", começou por afirmar.

Fica mal dizer isto, mas eu sonhava muito com isto. Eu acreditava que era possível. Claro que tinha os pés bem assentes na terra e não queria deixar-me levar pelas emoções. Mas acredito muito no nosso valor. Sabíamos que nos sentíamos confortável neste tipo de condições e que podia ser uma mais-valia começar aqui." continuou.

Conseguimos um bom setup, graças à grande ajuda do Dani Sordo e também da nossa equipa de assistência, a Sports & You. Conseguimos um compromisso muito bom com o carro. Não tenho experiência com este tipo de carros. Por isso, a ajuda do Dani foi uma grande mais-valia”, concluiu.

Depois dos cinco primeiros, sexto é Pedro Almeida, a 1.51,6, não muito longe de José Pedro Fontes, sétimo no seu Citroen C3 Rally2, a 2.05,2. Oitavo ficou Pedro Meireles, a 2.26,9 e a fechar o "top ten", estão Ruben Rodrigues, a 2.49,2, no seu Toyota Yaris Rally2, e Diogo Salvi, a 3.50,4. 

O CPR continua entre os dias 2 e 5 de maio no Terras D'Aboboreira, em Amarante, duas semanas antes do Rali de Portugal, que será entre oa sias 15 e 18 de maio. 

sexta-feira, 28 de março de 2025

CPR: Rali do Algarve (Dia 1)


O britânico Kris Meeke lidera o rali do Algarve, liderando com 13,5 segundos sobre o espanhol Gil Membrado e 15,2 sobre o Hyundai do jovem Gonçalo Henriques, passadas que estão as suas primeiras especiais do dia. O rali está marcado pelos problemas no Turbo do Hyundai i20 Rally2 de Dani Sordo, que perdeu cerca de 50 segundos e ficou fora do "top ten". 

Com especiais em Lagos e Barão de São João, que aconteceram durante a tarde, o dia começou com Meeke em ação, ganhando na primeira especial, 2,9 segundos sobre Sordo e 5,5 sobre Ricardo Teodósio, no seu Toyota GR Yaris Rally2, Gil membrado foi o quarto, a 6,5. Pouco depois, na especial de Barão de São João, Meeke voltou a ganhar, 6,7 segundos sobre Pedro Almeida, sete segundos sobre Gil Membrado e 7,1 sobre Armindo Araújo. Ricardo Teodósio, o piloto local, tem o sexto tempo na especial, a 11 segundos.

Contudo, os tempos e as classificações podem ser vistas com algum cuidado, porque amanhã a ordem de partida é pela classificação de hoje, e pode ser considerada alguma estratégia por parte de algumas equipas para amanhã, por causa do estado dos troços.

Depois dos três primeiros, Pedro Almeida é quarto, no seu Skoda Fabia Rally2, a 0,2 segundos do piloto da Hyundai com Ricardo Teodósio a cair para a quinta posição nesta especial, ainda assim na frente do Skoda de Armindo Araújo, a 22 segundos, e que perdeu tempo na primeira especial sem que tenha tido algum problema (a tal estratégia para sábado). Rúben Rodrigues, no seu Toyota, é oitavo, a meio segundo de Araújo, mas 7.9 segundos na frente de José Pedro Fontes, décimo da geral no seu Citroen C3 Rally2. Pelo meio está Diogo Salvi, nono a 23,6 no seu Skoda Fabia Rally2.

O rali do Algarve termina amanhã, com as restantes seis especiais.    

quarta-feira, 26 de março de 2025

CPR: Ruben Rodrigues positivo depois dos testes


O campeão açoriano de ralis, Ruben Rodrigues vai tripular pela segunda vez nesta temporada o Toyota GR Yaris Rally2, contando com Hugo Magalhães no banco do lado. Depois de um início de campeonato bem atribulado, com a inexperiência misturada com o mau tempo em Fafe, resultou numa desistência a poucas especiais do final.

Com isso, a equipa esteve a fazer alguns dias de testes no carro para ganhar quilometragem no carro e a dupla piloto-navegador está confiante que agora, no Algarve, eles façam melhor que em Fafe, especialmente que o tempo estará melhor.  

Essencialmente queremos melhorar aquilo que fizemos e ganhar quilómetros com o Toyota. Gostei bastante do teste realizado e, até adorei o carro. Tivemos uma boa preparação para esta minha estreia no Algarve. O Toyota Yaris é muito sensível, mais difícil de afinar, mas muito eficaz. O nosso objetivo é evoluir de troço a troço e terminar com uma boa pontuação. Vamos seguramente dar o nosso melhor, com o apoio do público, para prestigiar o nome dos Açores”, concluiu o piloto açoriano.

Com nove especiais de classificação, nos dias 27 e 28 de março, o Rali Casinos do Algarve é a segunda corrida do Campeonato de Portugal de Ralis.  

terça-feira, 25 de março de 2025

CPR (II): Meeke está confiante para o Algarve


Triunfante em Fafe, prova inicial do Campeonato de Portugal de ralis (CPR) Kris Meeke e o seu navegador, Stuart Loundon, encaram o Rali Casinos do Algarve, segunda prova do campeonato, como um dos candidatos à vitória. Ele e o seu carro, o Toyota GR Yaris Rally2 da Toyota Caetano Portugal, estão em estreia nas estradas algarvias, e apesar do seu favoritismo e a sua vasta experiência, Meeke alerta que cada rali tem a sua história e que a concorrência está forte, bem preparada e pronta para aproveitar qualquer oportunidade. 

Assim, apesar do otimismo, Meeke e a equipa mantém uma abordagem cautelosa:

Não podia estar mais animado para esta segunda prova do ano. O Rali Casinos do Algarve é uma prova que já conhecemos e onde tivemos sucesso no ano passado. A estreia com o GR Yaris Rally2 não podia ter corrido melhor, mesmo com troços muito difíceis. Adorei cada metro com o carro e estou ansioso por voltar a pilotá-lo. No entanto, não podemos facilitar. Sabemos que a concorrência é forte e nos ralis tudo pode acontecer. Assim, vamos motivados, com uma boa dose de otimismo, mas com a noção de que será certamente uma prova renhida” disse Kris Meeke.

Ainda falando sobre Fafe, onde triunfou, e o seu novo carro, as suas impressões são positivas, apesar de alguns problemas pontuais.

 "É um carro fantástico em todos os detalhes, a Toyota Gazoo Racing fez um excelente trabalho. Por exemplo, nesse fim de semana [de Fafe] tivemos muita água a cair e muita água nos troços, os limpa vidros foram perfeitos, a sofagem esteve perfeita, não tivemos embaciamento e não tivemos uma gota de água que tenha entrado no carro. Num fim de semana tão difícil todos estes pequenos detalhes contam.

"[Estou] 70 por cento adaptado em relação ao que consigo fazer com o carro. Este carro é um enorme passo em frente no que respeita a suspensão e chassis. O tamanho dos amortecedores neste carro é incrível.", concluiu.

O rali Casinos do Algarwe acontecerá entre os dias 27 e 29 de março e terá 69 pilotos inscritos, que percorrerão nove troços cronometrados.

segunda-feira, 24 de março de 2025

CPR (II): José Pedro Fontes quer alcançar o pódio no Algarve


Na semana do Rali do Algarve, José Pedro Fontes, e a sua navegadora, Inês Ponte, olham para este rali como uma excelente oportunidade para regressar ao pódio. A bordo do seu Citroen C3 Rally2, Fontes, que não teve um grande resultado em Fafe, espera que as coisas corram melhor neste rali, e nesta temporada do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR).

O resultado da primeira prova do ano não foi o que queríamos, mas os mais atentos perceberam que houve uma evolução significativa em termos de andamento, no que foi um início de época no Serras de Fafe. Os contratempos que nos afetaram não permitiram, depois, capitalizar esse bom andamento inicial, mas eu, a Inês e a equipa sentimos que demos alguns passos na direção certa, resultado de um trabalho que já vem sendo feito desde o final da época passada. Isso dá-nos, assim, mais confiança para o Casinos do Algarve, uma prova que nos agrada bastante, designadamente nos troços desenhados a sul do país, pelo que será o palco certo para o nosso regresso aos lugares do pódio.”, começou por comentar.

Quanto à competitividade do CPR em 2025, Fontes vê isso com bons olhos. O espetáculo melhora, o público adere mais e os pilotos são levados ao limite: 

Qualquer piloto gosta de se ver desafiado. O CPR 2025 promete ser muito renhido e competitivo, mas depois do que sentimos em Fafe, acredito que temos tudo para lutar pelos lugares da frente. Tenho de enaltecer o apoio do público português, que torna este campeonato num dos melhores da Europa. Temos visto sempre muitos fãs nos troços, um apoio que serve de ‘combustível’ e que é muito sentido dentro do carro. É também para eles que queremos dar o nosso melhor, dando um excelente espetáculo e proporcionando lutas emocionantes, como o CPR nos tem habituado.”, concluiu.

O rali do Algarve acontecerá a 27 e 28 de março, com nove especiais de classificação.

CPR: Teodósio conta com o terreno para conseguir um bom resultado


Com o Rali do Algarve a acontecer no próximo fim de semana, Ricardo Teodósio confia no seu conhecimento do terreno para conseguir um bom resultado. O piloto, mais o seu navegador, José Teixeira, que nesta temporada correm no Toyota Yaris Rally2, depois a estreia em evolução aos comandos da viatura nipónica Serras de Fafe, espera um melhor resultado na próxima etapa para o Campeonato de Portugal de ralis.

Queremos fazer melhor do que na estreia e sabemos que somos capazes disso. Com o feedback e experiência de Fafe conseguimos trabalhar durantes estes dias em 'backoffice' para, já esta semana, nos testes pré-rali, metermos em prática todas as otimizações e adaptações necessárias no GR Yaris. O carro tem muito potencial e o nosso conhecimento do terreno pode ser fundamental para um bom resultado. Estamos motivados e contamos com o apoio de toda a família 24”, explicou.

A segunda ronda do CPR 2025 arranca a 28 de Março, e terá nove especiais de classificação.

segunda-feira, 10 de março de 2025

CPR: Divulgado o percurso do Rali do Algarve


Mal acabou o rali Serras de Fafe, o rali do Algarve, que acontecerá nos dias 28 e 29 deste mês, já está no horizonte. A prova, organizada pelo Clube Automóvel do Algarve, sob a égide da FPAK (Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting), com o patrocínio da Solverde Casinos e Hotéis e dos municípios de Lagoa, Lagos, Portimão e Silves, terá 10 especiais espalhadas ao longo de dois dias, nos municípios de Lagoa, Lagos, Portimão e Silves.

A prova começa na tarde de sexta-feira, em Silves, com o "shakedown", para definir a ordem dos pilotos na estrada, para depois começarem a partir pelas 15:15 da tarde de Lagoa, no recinto da Feira local, e depois irão disputar as especiais de Lagos e Barão de São João. A partir das 21 horas, começarão a correr a especial noturna de Lagos.

No sábado, as coisas acontecem em e à volta de Silves, que irá receber três provas de classificação com dupla passagem pelos troços de Silves, Messines e S. Marcos, com uma passagem pelo parque de assistência, de Lagoa, seguido do reagrupamento em Silves.

O rali do Algarve será pontuável  para o Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) ,CPR2RM, Masters, Junior, Promo, Taça de Portugal de Clássicos, Campeonato Sul de Ralis, Peugeot Rally Cup Portugal e ainda os espanhóis do PAST Rally3 Trophy Iberia.

quinta-feira, 14 de novembro de 2024

As imagens do dia




Há 40 anos, quem assistia ao campeonato nacional de ralis tinha de responder a esta pergunta: apoiavas o Joaquim Santos ou o Joaquim Moutinho? E a coisa era tal que, no rali final do campeonato de 1984, alguém decidiu colocar um tronco de árvore para resolver as coisas à sua maneira. Se quisermos, é a história de um fanático que queria que o seu piloto ganhasse. E claro, eles foram inocentes neste caso... se ouvirmos uma parte da história. 

Poderemos contar esta história a partir de 1980, quando Miguel Oliveira, um médico do Porto, decide criar uma equipa, a Diabolique. E para espalhar o nome, decidiu criar... um perfume. Sim, um perfume. O que interessa é que a coisa resultou, de uma certa maneira, e ele contratou um piloto promissor, de Penafiel, chamado Joaquim Santos. Com um Ford Escort 1800 de Grupo 4, eles se tornaram na melhor equipa de ralis em Portugal, ganhado títulos em 1982 e 1983, e sendo o melhor piloto local no rali de Portugal. 

Nessa altura, a Renault Portuguesa decidiu apostar nos ralis, e adquiriu um Renault 5 Turbo2, um híbrido entre o Grupo 4 e o Grupo B, porque tinha duas rodas motrizes. Para o lugar de piloto, contratou Joaquim Moutinho, e conseguiu colocar Joaquim Santos em sentido, fazendo com que o campeonato de 1984 fosse um bem forte, a "batalha dos Joaquins", contra um terceiro piloto, António Rodrigues, que tinha conseguido alinha com um Lancia 037, outro duas rodas motrizes, ao ponto de, quando chegaram ao último rali da temporada, no Algarve, Moutinho tinha conseguido o ceptro sobre Santos.

Mas no rali em si... a história é outra. Existente desde 1972, sempre em terra e com fama de ser duro para os carros, tinha entrado na história por, em 1980, ter sido o rali de estreia no Audi Quattro, e por estar no calendário do campeonato europeu de ralis, este ter sido ganho por estrangeiros. E não era excepção em 1984, mas com menos estrangeiros. Mas no campeonato nacional... estava ao rubro. 

No final daquele rali, um Joaquim seria campeão.

Em 1984, os ralis não eram o que são hoje: três dias, 30 especiais, com o total de 224,58 quilómetros em troços cronometrados! Duro, bem duro.

Moutinho foi logo para a frente, e começou a abrir uma vantagem para Joaquim Santos, e parecia que as coisas estavam controladas. Mas na segunda passagem pela Perna da Negra, Moutinho sofre dois furos e cai na geral, deixando Joaquim Santos na liderança.

Anos depois, em maio de 2016, Moutinho contou numa entrevista à revista do ACP (Automóvel Clube de Portugal) que tinha sido sabotado... por duas vezes! 

"A primeira [sabotagem] durante a primeira etapa, a umas três classificativas do seu final. Uma geringonça obrigou-nos a passar por um determinado sitio, quase por fora da estreita classificativa, onde terão sido colocados pregos. Resultado: de comandante da prova, passamos para sétimo ou oitavo lugar. Assim ficou determinado o nosso lugar na ordem de partida para o dia seguinte, para a segunda etapa. As condições que enfrentamos foram do pior. Ainda assim, chegamos ao final da segunda etapa em terceiro da geral. Precisávamos de ficar na frente do Carlos Bica [que participava num Ford Escort RS], o que seria uma formalidade durante a terceira etapa."

A terceira etapa tinha passagens duplas por Senhora do Verde, Monchique, Bordeira, Castelejo e Aljezur - Romeiras. Na 27ª especial, a três do final, Moutinho tinha o segundo lugar na mão - e o campeonato - quando uma barra de erro com espigões apareceu na saída de uma curva, sem que ele tivesse chance de o evitar, furando os quatro pneus, tirando todas as chances de terminar a prova. E quem o tenha feito, provavelmente levou o segredo para a cova. 

Moutinho ainda afirmava, amargurado, anos depois, que tinha sido a concorrência a fazer isso: "uma diabólica mente ordenou uma diabólica sabotagem, com sucesso". 

Para quem assiste aos ralis em Portugal, hoje em dia, fica espantado em saber que estas coisas aconteceram num passado distante, mas falamos de um tempo onde a cada rali de Portugal, centenas de milhares de pessoas iam assistir a carros muito rápidos a passar a menos de meio metro deles. E no tempo dos Grupo B! 

Hoje em dia, ambos os pilotos já morreram - Joaquim Moutinho, em novembro de 2019, Joaquim Santos em março de 2024 - e um dos carros que deu espetáculo nas estradas nacionais e ganhou um rali de Portugal - a infame edição de 1986 - também não existe mais, pois ardeu nos Açores, em agosto de 1986. Contudo, sempre é de bom tom recordar um episódio que marca os ralis nacionais pela infâmia.   

quarta-feira, 10 de julho de 2024

A imagem do dia


Quando falamos de circuitos, pistas feitas para que carros e motos acelerem, o nome que wem à memória é o de Hermann Tilke, que está por trás de muitas das pistas do calendário da Formula 1. Se for um pouco atrás, mais antigo, lembraria de gente como Ayrton Cornelsen, que desenhou Estoril e Jacarépaguá, ou de John Hugenholtz, que desenhou circuitos como Suzuka, Jarama ou Zolder - mas não Zandvoort, ao contrário de que muitos pensam.

Contudo, gente como Paulo Pinheiro, confesso não conhecer. A ideia de alguém ter sonhado, desenhado, construído e gerido uma pista do principio até ao fim, como é Portimão. E quem conhece a história, sabe disso.

O projeto tem quase um quarto de século. De inicio, Paulo Pinheiro, um engenheiro de formação, parecia ter um sonho com poucas pernas para andar, apesar de Portimão estar no Algarve, a área turística por excelência, acabou por arrancar, graças a um projeto bem montado, bem feito. Porque não foi só o circuito e o kartódromo: na área de Mexilhoeira Grande, havia terreno para construir hotéis, complexos residenciais, e um parque industrial. Ao todo, custou cerca de 160 milhões de euros, e o financiamento era fundamentalmente irlandês, numa altura em que era fácil emprestar aos bancos, por causa do crédito fácil, digamos assim.

Para além disso, as facilidades do governo português de então, que o colocaram com projeto prioritário, fizeram com que, aquilo que era uma utopia se tornasse possível. E claro, a ideia de um segundo autódromo de Grau 1 da FIA em solo português começava a ser realidade. A ideia era construir uma pista para acolher a Superbike, mas as outras competições poderiam ser possíveis. Formula 1, MotoGP, etc... aliás, a ideia inicial era ser o centro dos testes de pré-temporada da Formula 1, no lugar de Barcelona.

A pista ficou pronta no outono de 2008, com a Superbike e uma demonstração de Formula 1 com o Toro Rosso de Sebastien Buemi. Mas a inauguração acontecia na pior altura possível. A bolha imobiliária explodiu, o mundo mergulhou numa enorme crise, e parecia que todo aquele projeto imobiliário se tornaria num "elefante branco". O projeto entrou em insolvência, para restruturação da dívida aos credores. 

Mas o homem que sonhou e construiu a pista decidiu não desistir. Fez bem. Afinal, era o projeto da sua vida. com o passar dos anos, construiu o seu plano: conseguiu atrair as diversas marcas para fazer os seus testes, as revistas como o "Top Gear" para testar os seus supercarros - quer o Top Gear, quer o The Grand Tour fizeram muitos episódios em Portimão, e aos poucos, a máquina engrenava. O elefante branco se tornava na história de sucesso. Discreto, mas era.

E um dia, apareceu uma pandemia, que decidiu colocar tudo de pernas para o ar. Já havia a chance da MotoGP regressar ali, mas em 2020, parecia que o mundo automobilístico começou a olhar para este lugar no sul da Europa, que tinha o Grau 1 da FIA. E em julho, a noticia: a Formula 1 vinha a Portugal, 24 anos depois da última vez. Em outubro, cerca de 40 mil pessoas - não veio mais porque não deixaram - forma ver Lewis Hamilton ganhar a corrida. E alguns meses depois, regressava para mais um Grande Prémio. A moral da história é esta: com uma pandemia, e se as condições lá estão, o dinheiro é secundário. 

E nessa altura, a MotoGP também corria ali, para alguns meses depois, o mesmo acontecer com o Mundial de Endurance, a entrar numa era de ouro, no inicio dos Hypercar. E nos últimos tempos, Paulo Pinheiro, ao lado de Pedro Marreiros, ajudou a montar aquilo que é o atual campeonato de Portugal de velocidade, o CPV, depois do colapso do regulamento dos TCR, no final da década passada.   

Em suma, o Autódromo do Algarve é um projeto de sucesso. Discreto, mas sim: um sucesso. Como muitos em Portugal, mas este é dos maiores. 

Paulo Pinheiro morreu hoje, aos 52 anos. Estava doente há algum tempo, e em coma no último mês, tempos depois de ter sofrido um colapso quando assistia à corrida da ELMS em Paul Ricard. Ficamos órfãos de alguém que teve uma visão como esta, mas fica o legado: um dos maiores complexos do seu género na Europa, e acolheu todas as grandes competições possíveis, até aqueles que julgamos impossível.   

sábado, 16 de março de 2024

CPR 2024 - Rali do Algarve (Final)


O britânico Kris Meeke triunfou neste sábado no Rali do Algarve, conseguindo bater Ricardo Teodósio e Armindo Araújo, que estavam num duelo entre eles para serem o melhor português. No final foi Teodósio, que corria "em casa", que foi batido pelo piloto de Santo Tirso, por 2,4 segundos. 

Contudo, ambos foram os únicos que ficaram a menos de um minuto de Meeke, o vencedor: Armindo a 55,6, Teodósio e 58,8.

Posso dizer que foi um fim de semana perfeito, dez anos depois de ter competido aqui no Algarve, na altura no WRC. Sinto-me feliz por ter somado a segunda vitória consecutiva este ano, mantendo o Hyundai i20 N Rally2 cem por cento vitorioso. Ser o primeiro piloto na estrada revelou-se algo complicado, como eu já previa, encontrando os pisos muito escorregadios, mas creio que tanto eu como o James [Fulton] fizemos bem o nosso trabalho, conseguindo ser rápidos o suficiente para vencer”, declarou Meeke no final do rali.


O sábado começou com passagens duplas por Silves, São Marcos e Messines, Araújo decidiu começar a manhã ao ataque, apesar de Meeke ter ganho todas as especiais da manhã. O piloto de Santo Tirso foi segundo na primeira passagem por Silwes, 5,4 segundos atrás do britânico, mas a 1,6 de Teodósio, enquanto na primeira passagem por São Marcos, o piloto so Skoda perdeu 1,3 para Meeke, mas foi 0,3 segundos mais rápido que o piloto algarvio. Por fim, em Messines, Araújo prdeu 10.2 segundos, mas ficou na frente de Teodósio por 2,1 segundos.

Quem estava a fazer um rali interessante era Rui Madeira, que no final da manhã tinha subido para oitavo, a bordo de um Fiesta Rally2 com algum tempo. 

Meeke continuou a ganhar na parte da tarde, e Araújo continuou a ser o melhor, na frente de Teodósio. O piloto so Skoda tinha perdido 4,2 segundos, mas tinha ganho 3,3 sobre o algarvio da Hyundai, numa altura em que a distância entre ambos era agora de 1,3 segundos, a duas especiais do final. Armindo conseguiu o que queria em São Marcos, ganhando 2,3 segundos sobre Teodósio e passando para o segundo lugar, agora com um segundo de vantagem. E no final do rali, no Powerstage de Messines, Armindo conseguiu uma vantagem maior de 1,4 segundos sobre Teodósio. 

No final, o piloto de Santo Tirso estava satisfeito com o resultado e as escolhas deste dia: “Assumimos uma escolha e gestão de pneus com a clara noção que poderíamos não ser tão rápidos no primeiro dia, mas que nos dava uma boa posição na estrada nas especiais de hoje. Isso obrigou-nos a fazer uma recuperação e a travar uma intensa luta até à última especial. Conseguimos subir até ao segundo lugar no penúltimo troço e segurar a posição no final. Estrategicamente fomos eficazes”, disse.


Já Teodósio admite que o pódio no rali algarvio foi agridoce.

Podia ter sido muito melhor, fruto da aplicação que o Ricardo e eu colocámos na preparação deste rali. Sabemos que temos adversários de grande nível e por isso temos de respeitar que estes tenham sido mais rápidos! Foi um rali muito bem disputado e, no final, acho que estamos todos de parabéns!”, afirmou.

Depois dos três primeiros, o quarto foi Ernesto Cunha, a 2.47,7, nem longe dos três primeiros, seguido por Rui Madeira, quinto a 3.06,0 no seu Ford Fiesta Rally2. Lucas Simões foi o sexto, a 3.33,5, na frente de Paulo Neto, a 4.01,0. Oitawo foi Ricardo Filipe, a 4.43,9, e a fechar o "top ten" ficaram o lituano Martinas Samsonas, no seu Skoda Fabia N5, a 4.55,8 e o Mitsubishi de Adruzilo Lopes, a 5.46,0.

O Campeonato de Portugal de Ralis continua no final de abril, com o Rali Terras D'Aboboreira. 

sexta-feira, 15 de março de 2024

CPR: Fontes quer um bom resultado


No dia em que começa o segundo rali do campeonato, em terras algarvias, José Pedro Fontes, que já triunfou neste rali em duas ocasiões, vem com o objetivo de amealhar bons pontos para o campeonato a bordo do seu Citeoen C3 Rally2, isto sem prejuízo dos objetivos mais ambiciosos, que passam por lutar por uma posição no pódio.

O campeonato de Portugal de ralis é uma competição dividida em duas partes, que exige concentração e uma estratégia bem desenhada. A fase inicial é composta por quatro provas em pisos de terra, que exigem uma abordagem cautelosa, pois, os abandonos são muito penalizadores nas contas finais, razão por que apostamos em manter os nossos objetivos primordiais: amealhar o maior número de pontos nesta fase da competição”, começou por explicar José Pedro Fontes.

Naturalmente que isso não quer dizer que não estaremos focados em objetivos maiores como chegar a um dos lugares do pódio. Conheço muito bem a prova algarvia e a sua dureza e, também, todos os nossos adversários, por isso tenho a perfeita noção de onde nos situamos e o que temos de fazer para lutar pelos primeiros lugares.”, concluiu.

O rali do Algarve terá nove especiais de classificação, percorridos entre hoje e sábado.

quinta-feira, 14 de março de 2024

CPR: Araújo ambiciona um bom resultado no Algarve


Nas vésperas do Rali do Algarve, Armindo Araújo afirma que não sabe muito bem o que esperar daquele que será o seu centésimo rali da sua carreira nacional, ele que foi o melhor português no Serras de Fafe.

Ausentes na edição do ano passado, porque estavam a recuperar do acidente que sofreram em Fafe, o piloto de Santo Tirso encara este rali organizado pelo Clube Automóvel do Algarve como um trabalho redobrado para si e o seu navegador, Luís Ramalho. Mesmo assim, não esconde a ambição de querer trazer do Algarve um bom resultado em termos de campeonato, neste que será o seu centésimo rali no CPR.

Por não termos alinhado em 2023 não temos nenhuma referencia deste rali e a última vez que disputei classificativas em terra no Algarve foi há 12 anos, na altura em que disputava o WRC. Penso que alguns troços terão partes desse percurso, mas na sua generalidade é um rali totalmente novo para nós e teremos que trabalhar muito bem os reconhecimentos das especiais”, começa por dizer.

Sabemos que à partida teremos mais dificuldades neste rali que em qualquer outro esta temporada, mas isso não muda minimamente os nossos objetivos nem retirará a motivação para tentarmos, como sempre, lutar pelas primeiras posições da classificação e pela vitória. Os nossos adversários quererão certamente o mesmo que nós e, por isso, penso que será uma prova muito disputada. Estamos a trabalhar para sermos uma vez mais competitivos, tal como fomos em Fafe”, concluiu.

O rali do Algarve terá nove especiais de classificação, divididos em dois dias. 

quarta-feira, 13 de março de 2024

CPR: Teodósio quer brilhar em casa


O Rali do Algarve, segunda prova do Campeonato de Portugal de Ralis, acontece neste final de semana e  servir de rampa de lançamento para as boas prestações de Ricardo Teodósio e o seu navegador, José Teixeira, que bem precisa depois da modéstia em Fafe, onde apesar de ter acabado a prowa, ficou longe do pódio e de ter podido acompanhar o ritmo de Kris Meeke, seu companheiro na Hyundai Portugal, e Armindo Araújo, seu rival no campeonato. 

Para Teodósio, que "corre em casa", o que ele deseja é que o resultado do rali anterior, e,m Fafe, não seja um fator decisivo nas contas para a caminhada na renovação do título nacional, que ambiciona.  

Está a começar uma semana muito boa, a semana do nosso tão querido Rally Casinos do Algarve. A organização esforçou-se por fazer um rali com troços novos e novas dificuldades e, nos reconhecimentos, vamos tirar as ilações necessárias ao traçado a fim de conseguirmos estar mais competitivos. Queremos muito provar que o primeiro rali não se tratou de uma pedra na nossa caminhada para mais um tão ambicionado título. Enquanto Campeões Nacionais sabemos que partimos sempre como um dos principais candidatos, mas a primeira prova também provou que vamos ter adversários de grande nível. Vai ser um rali divertido e muito disputado”, explicou Ricardo Teodósio.

O rali do Algarve será feito em pisos de terra e terá nove especiais espalhadas ao longo de dois dias, no fim de semana de 15 e 16 de março. 

sexta-feira, 14 de abril de 2023

A imagem do dia


"Foi muito bravo, fiquei sem travões no fim da reta, virei praticamente um passageiro.. felizmente não estava ninguém naquela zona da bancada e consegui sair ileso do acidente, graças ao nível de segurança daquele carro."

Estas foram as declarações do piloto Alex Areia, piloto da Porsche Sprint Cup Ibérica, na sua página do Twitter, depois de ter perdido o controlo do seu Porsche 991 GT3, depois de passar o que poderá ter sido o susto da sua carreira automobilística - e da sua vida. Acho que ali é o óbvio: os travões do seu carro falharam no final da reta da meta, perdeu o controlo e a velocidade de impacto foi tal que andou por cima das barreiras de proteção e acabou na bancada. A sorte dele é que aquilo foi numa sexta-feira de manhã e não num domingo à tarde, senão o resultado poderia ter sido outro. 

Ontem choramos a morte de um talentoso piloto de ralis, hoje agradecemos por o piloto ter saído ileso disto e ninguém estar ali no lugar onde o carro aterrou. É mais um exemplo de que apesar de todos os avanços na segurança, o automobilismo continua a ser um lugar perigoso. 

quinta-feira, 30 de março de 2023

CPR: Pedro Almeida quer estar perto dos da frente


Com o Campeonato de Portugal de Ralis de regresso neste fim de semana com o Rali Casinos do Algarve, neste ano disputado em troços de terra, Pedro Almeida, piloto que corre num Skoda Fabia Rally2, deseja acabar mais à frente do que costuma ficar nas provas anteriores. É esse o seu objetivo, apesar do seu desconhecimento dos troços que irá correr.

Nas vésperas do rali, disse o que acha da prova e o que espera em termos de resultado.    

É novidade para nós e para os pilotos mais novos, já que só aqueles que antes fizeram o mundial de ralis quando o Campeonato do Mundo esteve aqui centralizado conhecem parte destes troços que vamos ter pela frente.” começa por apontar o piloto do Skoda, navegado por Mário Castro.

Procuramos ser o mais rigorosos possível nos reconhecimentos e aprender rapidamente o traçado para fazer um bom rali e estar entre os pilotos da frente” acrescenta.

O Rallye Casinos do Algarve começa esta sexta-feira, dia 30 de Março, com o shakedown e qualificação, num traçado desenhado no concelho de Lagoa. Depois, haverá a super-especial noturna de Lagos, antes de, no sábado, acontecerem as passagens duplas por Silves, Perna Seca, Messines e São Marcos. 

quarta-feira, 29 de março de 2023

CPR: Teodósio quer ganhar no Algarve


Com o Campeonato de Portugal de ralis de volta no fim de semana, com o Rali do Algarve, e sabendo-se da ausência de Armindo Araújo, a recuperar do seu acidente em Fafe, Ricardo Teodósio e o seu navegador, José Teixeira, estão prontíssimos para correr em casa, rumo à vitória. O piloto da Team Hyundai Portugal, Campeão Nacional em 2019 e 2021, quer ‘apostar as fichas todas’ na luta pelo triunfo, numa prova que será disputada sobre pisos de terra.

Estamos verdadeiramente confiantes que vamos estar na luta pela vitória neste rali. Apostar as fichas todas é uma boa forma de dizer que queremos muito ganhar o Rali Casinos do Algarve, o rali da nossa terra. Estamos conscientes que as atenções vão estar sobre nós, que o público vai apoiar-nos de início ao fim e que a mancha amarela vai voltar a ser sentida! Neste momento só queremos que a semana de rali tenha início para podermos ir conhecer melhor os troços preparados pelo Clube Automóvel do Algarve para a edição deste ano”, garantiu. 

Já José Teixeira, o seu co-piloto, mostra-se confiante e acredita que o apoio local fará toda a diferença: 

Vamos correr em casa e queremos provar que somos competitivos. O apoio da família #24 será fundamental, bem como o metódico trabalho da Sports&You. Integrados no Team Hyundai Portugal temos de ter uma mentalidade ganhadora e por isso vamos fazer tudo para estar no lugar mais alto do pódio no final do Rali”, assumiu.

Organizado pelo Clube Automóvel do Algarve, o rali arranca a 31 de Março com a realização da Free Practice, Qualifying Stage e Super Especial de Lagos. Para o segundo dia de prova, a 1 de Abril, estão planeados quatro troços a ser repetidos por duas vezes. O Rali terminará em Portimão com a realização de uma City Stage.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

CPR: FPAK cancela Rali do Algarve e dá temporada por concluída


O Rali do Algarve foi definitivamente cancelado, e o campeonato de 2020 está assim concluido. A FPAK, Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting, tomou esta decisão depois das autoridades regionais de saúde não terem dado a luz verde para a ralização da prova, que iria acontecer no próximo fim de semana. Assim sendo, Armindo Araújo é o novo campeão nacional.

"Infelizmente, devido ao parecer não favorável por parte das Autoridades de Saúde, alegando o Estado de Emergência causado pela pandemia do novo Corona Vírus, o Clube Automóvel do Algarve vê-se forçado a cancelar a última prova do Campeonato de Portugal de Ralis, o Rallye Casinos do Algarve previsto para os dias 17, 18 e 19 de dezembro.", começa por dizer a FPAK no seu comunicado oficial.

"Esta decisão alheia ao Clube e Federação obriga a que se dê por concluído o Campeonato Portugal de Ralis contando para as classificações finais, e de acordo com o Art. 8 do Regulamento Desportivo do CPR, os cinco melhores resultados das seis competições escolhidas.", concluiu.

sexta-feira, 20 de novembro de 2020

CPR: Algarve confirmado entre 17 e 19 de dezembro


O Rali Casinos do Algarve já tem a data de 17 a 19 de Dezembro confirmada no site da FPAK, e fica apenas dependente das autorizações das autoridades de saúde locais para a sua realização. Decisivo para a atribuição do título absoluto de ralis deste ano, ele deveria ter acontecido no fim de semana de 13 a 15 de novembro, mas a segunda vaga da pandemia do coronavirus em Portugal obrigou a ser adiado para o final do ano.

O Clube Automóvel do Algarve (CAA) irá propor um rali com reconhecimentos na quinta-feira, e as classificativas a acontecerem na tarde de sexta-feira e manhã de sábado. 

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

CPR: Rali do Algarve poderá ser no fim de semana de 17 a 19 de dezembro


Este deveria ser o fim de semana em que se realizaria o Rali do Algarve, mas as contingências devido à segunda vaga da pandemia do Coronavirus fizeram que fosse adiado para data a indicar. E parece que há uma chance séria de que a segunda semana de dezembro será a altura ideal para realizar a última prova do ano.

Para José Manuel Afonso, do Clube Automóvel do Algarve, tudo está preparado para colocar na estrada o Rali Casinos do Algarve, assim seja positiva para o CPR a decisão que a seu tempo as autoridades de Saúde terão de tomar. 

O Clube Automóvel do Algarve restringiu ainda mais o plano de contingência que já tinha elaborado, e vamos tentar fazer a prova no fim de semana de 17 a 19 de dezembro, de quinta-feira a sábado. Vamos pedir à FPAK e à FIA uma derrogação especial para fazer os reconhecimentos só num dia, de modo a fazê-los quinta feira e a prova sexta e sábado, e terminarmos sábado, mais cedo, para toda a gente voltar para casa. A ideia é fazer o Parque de Assistência no Parque confinado de Lagoa”, disse.