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sábado, 3 de outubro de 2026

CPR 2026 - Rali Casinos do Algarve (Final)


No final, apenas 2,2 segundos separaram primeiro de segundo no rali Casinos do Algarve. E ambos guiavam um Toyota GR Yaris Rally2. Pedro Almeida foi o melhor, batendo o carro de Rafael Rêgo. O veterano Armindo Araújo foi o terceiro, a uns "distantes" 19,5 segundos, batendo José Pedro Fontes, quarto, a 45.1 segundos, no seu Lancia Ypsilon Rally2HF Intergrale.

Tudo isto num rali onde Ruben Rodrigues, o líder do campeonato, não chegou ao fim, vítima de capotamento, na quarta especial.

“Conseguimos impor um bom ritmo logo desde o início do rali e fomos construindo uma vantagem“ começou por dizer Almeida à AutoSport portuguesa, no final da prova. “Hoje conseguimos entrar bem e, mesmo a abrir a estrada, fomos ganhando mais tempo para os outros concorrentes. Na parte da tarde tivemos azar: furámos e perdemos muito tempo na primeira classificativa de 24 quilómetros. Depois tivemos de tentar fazer o melhor com aquilo que tínhamos até ao final, para trazer o carro até ao fim e tentar manter a vitória. O facto de o Armindo também ter furado ajudou-nos a manter a liderança. O Rafa é um piloto rapidíssimo, como está provado. Fazemos parte da mesma equipa e sabíamos o que tínhamos de fazer. Chegámos ao fim e conseguimos a vitória.”, concluiu.

Com seis especiais pela frente neste sábado, passagens duplas por Messines, Santana da Serra e São Marcos da Serra, o dia começou com Ruben Rodrigues a triunfar, 0,6 segundos na frente de Pedro Almeida, 10,4 sobre Armindo Araújo, 10,5 sobre Rafael Rêgo e 21,8 sobre Ernesto Cunha.


Pedro Almeida triunfou na quarta especial, 3,8 segundos sobre Armindo Araújo, 12,5 sobre Rafael Rêgo, 16,2 sobre José Pedro Fontes e Gonçalo Henriques. Rúben Rodrigues capotou e acabaria por abandonar.

Guilherme Meireles foi o melhor no quinto troço, a primeira passagem por São Marcos da Serra, com 1,9 segundos de vantagem sobre Pedro Almeida e Ricardo Sousa, 2,8 sobre Hugo Lopes e três segundos exatos sobre Pedro Meireles. No final desta manhã, a diferença entre o primeiro Almeida, para o segundo. Armindo Araújo, era agora de 17,9 segundos. 

“Bem, desde o início do dia não sabíamos bem com o que contar. De facto, ir abrir a estrada, sabíamos se ia ser um fator muito penalizador. Demos logo o nosso melhor desde o início da primeira classificativa, chegámos ao final com um bom tempo e percebemos que, se calhar, o facto de ir à frente podia não fazer assim tanta diferença.", começou por afirmar.

De facto, o piso está escorregadio e não há linhas, mas fizemos o possível. Com o azar que teve o Rúben, que são coisas que acontecem nas corridas, ficámos numa posição ligeiramente mais confortável, porque ele estava a andar muito bem, como é costume.

E agora temos o Armindo atrás de nós. Não é uma diferença muito grande, não é algo que me deixe agora confortável para a tarde. Vamos continuar a andar bem, concentrados, e ver como é que chegamos ao fim.”, concluiu.


“Não temos tido assim grandes problemas, mas o ritmo da frente está alto e, efetivamente, falta-nos alguma coisa. Mas há que dar os parabéns a quem está a andar melhor. Não temos muito de que nos queixar, temos é de fazer melhor. Apanhámos um pouco de pó no primeiro troço, mas também não é isso que agora vamos estar a lamentar. Estamos a fazer o nosso rali.", afirmou Armindo Araújo.

"Em condições normais, acho que não haverá muito mais a fazer. Contudo, vamos manter a pressão até ao fim. Muita pedra solta, agora segundas passagens, furos, etc., tudo pode acontecer. Mas devíamos ter feito aqui um bocadinho melhor. A concorrência está forte, os Toyota estão, de uma forma muito geral, muito rápidos. Notamos que a Toyota está forte e vamos tentar melhorar alguma coisa.”, concluiu.

A parte da tarde, que constava a segunda passagem pelas especiais da manhã, começou com Rafael Rêgo a ganhar, 13,1 segundos na frente de José Pedro Fontes, 15,5 sobre Luis Cidade e 18 segundos sobre Gonçalo Henriques. Rêgo voltou a ganhar, na segunda passagem por Santana da Serra, 4,9 segundos sobre Pedro Almeida, 10,1 sobre Armindo Araújo e 10,5 sobre Gonçalo Henriques. Tudo numa especial que parou depois do acidente de Ricardo Filipe, no seu Skoda Fabia R5.

Por essa altura, Rafael Rêgo passara Armindo Araújo, e era o líder da prova, mas com 0,2 segundos entre eles, tudo iria ser decidido na última especial do dia, a Powerstage de São Marcos da Serra. 

Ali, o melhor foi José Pedro Fontes, no seu Lancia, 4,4 segundos na frente de Pedro Almeida, 5,8 sobre Hugo Lopes, 6,1 sobre Gonçalo Henriques e 6,5 sobre Ricardo Teodósio.

Armindo Araújo, que foi sétimo na Power Stage, não escondeu a sua desilusão pelo resultado:

“Bom, o balanço nem é muito negativo, nem é muito positivo” disse Armindo em declarações ao AutoSport, no final da prova. “Vínhamos claramente em busca da vitória. Tentámos fazer isso desde o início, mas percebemos que a concorrência está muito forte, principalmente os Toyota, que estão a um nível bastante forte. Percebemos isso e sabemos que temos de trabalhar nesse campo.", continuou.

"A manhã decorreu sem problemas, mas perdemos algum tempo, tudo dentro de uma margem que ainda poderia permitir atacar. Encarámos a tarde dessa forma. No primeiro troço da tarde colocámos um ritmo forte e já vínhamos a ganhar tempo importante nos parciais, até que, no fesh-fesh, a admissão bloqueou e o carro perdeu potência. Arrastámo-nos até ao fim. Depois, no segundo troço, furámos a quatro quilómetros do final. Vimos os outros passarem e o rali ficou, nessa altura, praticamente decidido. Terminámos no pódio, o que é sempre positivo, mas não é bem o resultado que queríamos."

"Já tínhamos dito que iríamos encarar o campeonato prova a prova, até ao fim. Isto poderia ter permitido um resultado completamente diferente, mas saímos com um pódio e contentes, embora conscientes de que não era bem este o resultado que procurávamos.”, concluiu.

Depois dos quatro primeiros, quinto foi Gonçalo Henriques, no seu Hyundai i20 Rally2, a 1.09,7, seguido pelo carro de Ricardo Teodósio, um Citroen C3 Rally2, a 1.14,4. Sétimo é Luis Cidade, a 1.25,3, no seu Toyota GR Yaris Rally2, seguido pelo Skoda Fabia Rs Rally2 de Ernesto Cunha, a 1.49,0. Nono acabou por ser Luis Miguel Rego, a 2.01,1, na frente de Hugo Lopes, a 2.01,8. 

O CPR terminará o campeonato em novembro, com a realização do rali Vidreiro, na Marinha Grande.

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

CPR 2026 - Rali Casinos do Algarve (Dia 1)


Pedro Almeida lidera o rali do Algarve. O piloto da Toyota tem uma vantagem de 2,3 segundos sobre o Skoda Fabia RS Rally2 de Armindo Araújo, seis segundos sobre o Toyota GR Yaris Rally2 de Ruben Rodrigues e 9,3 sobre outro Toyota GR Yaris Rally2 de Rafael Rêgo.  

O dia começou com as primeiras passagens por Lagos e Budens. Na primeira especial, Pedro Almeida foi o melhor, 3,4 segundos sobre o carro de Luis Cidade, 3,7 sobre Armindo Araújo e 3,9 sobre Ruben Rodrigues. Na segunda especial, Armindo foi o melhor, 1,4 segundos sobre Pedro Almeida, 3,5 sobre Ruben Rodrigues, 6,1 sobre Rafael Rêgo e 6,5 sobre Luis Miguel Rêgo.

Depois dos cinco primeiros, sexto é Luis Miguel Rêgo, a 10,2 segundos, seguido por Ricardo Teodósio, a 14,9. Oitavo era o Skoda Fabia RS Rally2 de Diogo Salvi, a 18,2. E a fechar o "top ten" estavam o Lancia Ypsilon Rally2 de José Pedro Fontes, a 12,2, e o Skoda Fabia RS Rally2 de Ernesto Cunha, a 23,2. 

O rali Casinos do Algarve continua amanhã com as restantes seis especiais.

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

CPR (II): Teodósio quer lutar pelos lugares da frente


Nas vésperas do Rali Casinos do Algarve, a dupla Ricardo Teodósio e José Teixeira estão preparados para enfrentar mais um importante desafio da temporada, ainda por cima, o seu rali caseiro. A dupla que pilota o Citroen C3 Rally2 está a chegar com mais quilómetros e maior conhecimento do carro, depois de uma temporada marcada por uma evolução constante e por uma adaptação cada vez maior à máquina francesa.

Contudo, Teodósio quer aproveitar o seu conhecimento do rali e do carro para poder chegar aos primeiros lugares, lutar pela vitória e algo mais:

“É sempre muito especial correr no Algarve. É a nossa casa, vamos encontrar muitos amigos e muitas pessoas que nos apoiam ao longo de toda a época, por isso queremos fazer um bom rali e dar-lhes motivos para sorrir. Estamos cada vez mais à vontade com o Citroën C3 Rally2 e queremos entrar fortes, manter um bom ritmo e lutar por um lugar no pódio. Sabemos que será uma prova exigente e com adversários muito fortes, mas estamos confiantes”, afirma Ricardo Teodósio.

Também José Teixeira encara a prova com motivação redobrada: “Chegamos ao Rallye Casinos do Algarve com vontade de fazer um bom resultado. Temos vindo a evoluir com o carro e sentimos que estamos num momento positivo. É uma prova muito especial para nós e queremos aproveitar esse apoio do público algarvio para dar o nosso melhor do primeiro ao último quilómetro.”, declarou José Teixeira.

O Rali Casinos do Algarve, prova organizada pelo Clube Automóvel do Algarve, terá 68 inscritos, 22 dos quais a andarem em carros da classe Rally2, contará também para os Campeonatos Promo e Sul de ralis, e terá oito especiais, percorridos ao longo de 119,47 quilómetros de troços cronometrados.

CPR: Rodrigues não acredita no título no Algarve


Nas vésperas do rali Casinos do Algarve, o açoriano Ruben Rodrigues, atual líder do campeonato, não acredita que tudo se decida neste fim de semana. Com uma vantagem superior a trinta pontos na classificação geral (33), quando restam apenas três rondas para o final da temporada, a dupla Rui Rodrigues e Rui Raimundo foca-se neste rali apenas na gestão da pressão e no desempenho na estrada, pois perspetivam um rali de alta exigência estratégica.

“Ainda há um caminho a percorrer e estamos a preparar o rali como se fosse o primeiro. Nada se vai decidir no Algarve e estamos focados e determinados em obter um excelente resultado, sabendo da importância da nossa posição na estrada. Estamos confiantes”, afirmou Rúben Rodrigues.

O rali Casinos do Algarve, prova organizada pelo Clube Automóvel do Algarve, terá 68 inscritos, 22 dos quais a andarem em carros da classe Rally2, contará também para os Campeonatos Promo e Sul de ralis, e terá oito especiais, percorridos ao longo de 119,47 quilómetros de troços cronometrados.

sábado, 12 de setembro de 2026

CPR 2026: Rali D'Agua (Final)


O açoriano Ruben Rodrigues triunfou no Rali D'Agua, em Chaves, e tem praticamente uma mão e meia no campeonato. No final das dez especiais à volta de Chaves, conseguiu uma vantagem de 14,8 segundos sobre o Citroen C3 Rally2 de Ricardo Teodósio, depois das seis especiais realizadas neste sábado. Terceiro classificado, Guilherme Meireles, no seu Skoda Fabia RS Rally2, ficou a uns "distantes" 1.12,3, não muito distante do quarto colocado, o Lancia Ypsilon Rally2 de José Pedro Fontes. 

Este foi um rali onde ele triunfou em apenas dois dos dez troços disputados, mas conseguiu algo que se revelou mais importante do que a velocidade pura: regularidade. Enquanto se manteve no lote da frente, os seus principais adversários - Armindo Araújo, Hugo Lopes, Gonçalo Henriques, Rafael Rêgo - foram saindo de prova, abrindo caminho para mais um triunfo do piloto do Toyota GR Yaris Rally2.

“Foi um grande rali para nós desde o início. Mostrámos a nossa velocidade, atacámos quando tínhamos de atacar e fomos gerindo quando tínhamos de gerir”, afirmou Rúben Rodrigues no final da prova à AutoSport portuguesa. “Foi um rali extremamente difícil, com classificativas muito sujas, muito difíceis para perceber onde havia aderência ou não. Mas a equipa fez um grande trabalho e o carro esteve sempre irrepreensível.”

Depois das quatro especiais de sexta-feira, sábado começou com os pilotos a encararem as restantes seis especiais deste Rali D'Agua, uma passagem tripla por Alto Tâmega, mais outra passagem tripla por Termas de Chaves, uma delas a Power Stage.


E o dia começou com Rafael Rêgo ao ataque, ganhando a primeira especial do dia, 0,2 segundos na frente de Ruben Rodrigues, 1,4 sobre Pedro Almeida e 4,4 sobre Ricardo Teodósio. Paulo Neto desistiu devido a uma avaria mecânica no seu Skoda Fabia RS Rally2. 

Rêgo voltou a ganhar na primeira passagem por Termas de Chaves, 1,7 segundos sobre Ricardo Teodósio, 3,2 sobre José Pedro Fontes e 3,7 sobre Ruben Rodrigues. Se ele foi quarto nesta especial, na seguinte, ele acabou por triunfar, ganhando 2,9 segundos sobre José Pedro Fontes, 4,8 sobre Pedro Almeida e 5,4 sobre Guilherme Meireles. Rafael Rêgo furou e perdeu mais de três minutos, caindo para o nono posto.

Fontes acabou por triunfar na segunda passagem por Termas de Chaves, conseguindo uma vantagem de 0,8 segundos sobre Pedro Almeida, 1,8 sobre Ricardo Teodósio e 2,4 sobre Ruben Rodrigues. Rafael Rego sofreu mais furos e acabou por abandonar a prova.

Pedro Almeida foi o melhor na nona especial, 0,3 segundos mais rápido que José Pedro Fontes, no seu Lancia Ypsilon Rally2, 1,7 sobre Ricardo Teodósio e 6,2 sobre Ruben Rodrigues. Contudo, na Power Stage, e apesar de Fontes ter sido o melhor, 1,7 segundos sobre Pedro Almeida, 2,8 sobre Eicardo Teodósio, 2,9 sobre Pedro Meireles, Ruben Rodrigues, que terminou em quinto, a 7,9 segundos do vencedor, foi ele que comemorou no lugar mais alto do pódio, e claro, num caminho mais claro rumo ao título nacional.           


Depois da bandeira de xadrez, e enquanto comemorava com os seus membros de equipa e familiares, o vencedor deixou uma palavra à estrutura técnica responsável pelo Toyota, sublinhando a fiabilidade do carro num fim de semana em que os problemas afetaram vários adversários diretos. 

“Mais uma vez, a Auto Açoreana Racing, em conjunto com a ARC Sport, fizeram um trabalho fenomenal. Demos aqui mais um passo importante rumo ao nosso objetivo. Agora é pensar já no Algarve e tentar também vencer lá, para que realmente consigamos estar cada vez mais perto daquilo que são as nossas intenções”, começou por explicar.

“Penso que estamos no caminho certo. Temos mostrado a nossa velocidade e a nossa consistência. Tem sido um ano muito, muito bom e muito importante. Temos ganho nas provas em que participámos e, melhor do que isso, é quase impossível.”, concluiu.

Depois dos quatro primeiros, quinto foi Pedro Meireles, no seu Skoda Fabia RS Rally 2, a 1.40,8, seguido pelo Toyota GR Yaris Rally2 de Pedro Almeida, a 2.04,2. Sétimo acabou por ser o espanhol Iago Gabeiras, no seu Hyundai i20 Rally2, a 2.05,9, seguido pelo Skoda Fabia RS Rally2 de Henrique Moniz, a 2.28,0. Nono foi João Rodrigues, no seu Peugeot 208 Rally4, a 4.50,6, e a fechar o "top ten", o Skoda Fabia Rally2 Evo de Rui Borges, a 4.50,6. 

O CPR Continua com o rali do Algarve, dentro de um mês.   

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

CPR: Rali da Água (Dia 1)


O açoriano Ruben Rodrigues lidera o rali da Água, que decorre na região de Chaves, com 5,3 segundos de avanço sobre o Toyota GR Yaris Rally2 oficial de Ruben Rêgo, 16,1 sobre o Citroen C3 Rally2 de Ricardo Teodósio e 28,9 sobre o Skoda Fabia RS Rally2 de João Barros. 

Tudo isto com quatro classificativas já realizadas, o suficiente para algumas alterações na frente, como os furos sofridos por José Pedro Fontes, o acidente de Hugo Lopes no shakedown, destruindo o seu Hyundai i20 Rally2 oficial, mas sem sofrer ferimentos, e os acidentes de Gonçalo Henriques, na segunda especial, e de Armindo Araújo, na terceira especial, onde preso na valeta, acabou ppr abandonar.  

O rali começou com a primeira passagem por Chaves, onde Armindo Araújo foi o melhor no seu Skoda Fabia Rally2, 0,5 segundos sobre Pedro Almeida, 1,3 sobre Rafael Rêgo e 1,5 sobre Ruben Rodrigues. José Pedro Fontes era quinto, mas já a uns "distantes" 4,5 segundos. 

A partir da segunda especial, Ruben Rodrigues começou a acelerar e a ganhar especiais. Na segunda passagem por Chaves, ganhou 0,4 segundos sobre Armindo Araújo, 3,4 sobre Pedro Almeida, quatro segundos sobre Rafael Rêgo e 4,3 sobre José Pedro Fontes. Gonçalo Henriques despistou-se e bateu forte, acabando por destruir o seu Hyundai i20, tal como aconteceu com o seu companheiro de equipa.

Na terceira especial, Rafael Rego venceu, 1,5 segundos mais rápido que Ruben Rodrigues, 4,8 sobre Pedro Almeida e 7,1 sobre Ricardo Teodósio. 


Entre aqueles que sofreram  precalços, José Pedro Fontes perdia um minuto e 22 segundos por causa de furos, mas o pior acontecia a Armindo Araújo, que sofreu uma saída de estrada. Apesar de não ter grandes danos, estava irremediavelmente preso fora estrada, e acabou por desistir. 

“Começámos muito bem e estávamos na frente quando, já na parte final da terceira passagem pela especial de Chaves, perdemos a traseira do carro e acabámos por cair numa vala, de onde não conseguimos sair. O nosso Skoda não teve um risco, mas não havia nada a fazer. Estamos obviamente muito desapontados por não conseguirmos continuar a lutar pela vitória e consequentemente deixarmos de depender de nós próprios na discussão do título.”, comentou o piloto de Santo Tirso, desgostoso com o seu desfecho neste rali. 

No final do dia, na Super-Especial, João Barros foi o melhor, 2,7 segundos sobre Ruben Rodrigues, três segundos sobre Ricardo Teodósio e 3,6 sobre José Pedro Fontes.

Para Pedro Almeida, esta super-especial foi um inferno: ao travar para uma rotunda, o seu carro perdeu a traseira e ficou preso no interior dessa rotunda. Após alguma demora e a necessidade de alertar para um possível risco de incêndio, a polícia permitiu a assistência, e o piloto, com ajuda, conseguiu retomar o percurso e terminar o troço. Contudo, este incidente custou-lhe mais de dois minutos, fazendo-o cair do terceiro para o 14º posto, com mais de dois minutos de atraso.

Depois dos quatro primeiros, quinto é Guilherme Meireles, a 38,1 segundos, na frente do espanhol Iago Gabeiras, no seu Hyundai i20 Rally2, a 1.03.1, na frente do Skoda Fabia RS Rally2 de Henrique Moniz, a 1.05,3. Oitavo é Pedro Meireles, a 1.22,3, e a fechar o "top ten", estão o Skoda Fabia RS Rally2 de Paulo Neto, a 1.27,4, e o Lancia Ypsilon Rally2 de José Pedro Fontes, a 1.28,7.

O rali D'Agua termina amanhã, com a realização das restantes seis especiais. 

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

CPR (III): Fontes deseja a vitória em Chaves


José Pedro Fontes e a sua navegadora, Inês Ponte, regressam à competição no Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) no Rali da Água – Transibérico – Eurocidade Chaves/Verín com o objetivo de lutar pelos lugares da frente e somar pontos importantes. A dupla da Sports & You alinha aos comandos do Lancia Ypsilon Rally2 HF Integrale na fase decisiva da temporada.

Num lugar onde a dupla de pilotos tem demonstrado competitividade a nível nacional com o seu Lancia, e contando com um histórico de bons resultados em Trás-os-Montes, José Pedro Fontes destacou a sua ambição, quer para este rali, quer para a segunda metade desta temporada: 

"Depois da pausa de verão, mais curta para nós, regressamos a uma prova que conhecemos e que gostamos. O Rali da Água é uma excelente prova para este regresso. Sabemos que o último resultado não correspondeu de todo às expectativas que tínhamos, mas a nossa ambição vai crescendo a cada troço.", começou por afirmar.

"O carro está a maturar depressa e bem, temos melhorado muito e estou convicto que conseguiremos estar na luta pela vitória em Chaves e Verin. As contas do campeonato ainda estão em aberto e tudo pode mudar nas próximas provas. Sendo este o penúltimo rali de asfalto, queremos apostar as fichas todas num terreno onde somos fortes sempre focados também no desenvolvimento do carro que ainda precisa de fazer quilómetros para ficar ainda mais competitivo.", concluiu.

A prova, agora reformulada, tem dez especiais, com 99,90 quilómetros de troços cronometrados. 

CPR (II): Ruben Rodrigues almeja a vitória


Ruben Rodrigues quer ganhar o Rali D'Água para levar o título de volta aos Açores. O piloto do Toyota GR Yaris Rally2, acompanhado pelo seu navegador, Rui Raimundo, chegam ao Nordeste Transmontano na liderança do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) numa temporada absolutamente irrepreensível. 

E no Rali da Água Transibérico Chaves-Verin, ambos estão de olhos postos na questão do título, ambicionando, claro, a vitória no rali, para consolidar a sua liderança.

“Vamos continuar a fazer o que temos feito. A nossa equipa tem trabalhado imenso para que seja possível alcançar o nosso objetivo, que obviamente passa pela vitória. Sabemos quem são os adversários mais fortes e estamos prontos para entrar num duelo exigente, que poderá durar até final. Vamos trabalhar para que a vitória seja uma realidade e ponderar que o título nacional possa regressar aos Açores”, afirmou.

O Rali D'Água será todo de asfalto e terá dez especiais de classificação, no total de 99,90 quilómetros cronometrados.

CPR: Percurso do Rali D'Água alterado


O percurso do Rali D'Agua, entre Chaves e Verin, na Galiza, foi totalmente alterado devido à não autorização da Direção Geral de Trânsito espanhola. Num comunicado emitido esta manhã pela CAMI Motorsport, a entidade organizadora do rali, eles afirmaram que a sede da DGT, em Madrid, manteve-se irredutível na não-emissão do parecer que autorizaria a realização da prova. Assim sendo, o rali manteve-se, mas o percurso será alterado de forma a ser totalmente feita na parte portuguesa da prova.

"Até ao dia de hoje, a organização e as entidades institucionais envolvidas, Eurocidade Chaves-Verín, Município de Chaves e municípios espanhóis de Verín, Oímbra, Monterrei e Vilardevós fizeram tudo o que esteve ao seu alcance para tentar ultrapassar esta situação.", começa a divulgar o comunicado. 

"Importa destacar, de forma muito particular, o enorme empenho do Alcalde de Verín, que, até à última hora, desenvolveu sucessivas diligências e contactos no sentido de encontrar uma solução, bem como toda a solidariedade e intervenção do Presidente da Câmara Municipal de Chaves e dos restantes Alcaldes espanhóis envolvidos na passagem da prova.", continuou.

"Apesar de todos esses esforços, e perante uma situação de natureza estritamente burocrática, a DGT, em Madrid, manteve-se irredutível até ao dia de hoje na emissão do parecer necessário, tornando definitivamente impossível a realização das classificativas previstas em território espanhol. Perante uma decisão conhecida a escassas horas do início do evento, a alternativa mais simples teria sido cancelar a prova."

Apesar de tudo, a organização decidiu redesenhar o percurso num tempo "record" e assim, poder viabilizar a prova, agradecendo a colaboração da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK) para a reorganização dos horários, segurança e restante logística para que a prova possa arrancar no horário previsto. 

"O esforço desenvolvido pela organização para evitar a anulação do Rali tem sido tremendo. Em pouquíssimas horas foi necessário redesenhar praticamente toda a estrutura desportiva prevista para território espanhol, encontrar alternativas em Portugal, transferir o Shakedown para território nacional, reorganizar horários, meios de segurança, logística e recursos humanos e preparar o correspondente aditamento ao Regulamento Particular da prova.", começou por referir.

"Tudo isto está a ser realizado num espaço de tempo extremamente reduzido e em estreita articulação com a Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK) e com as restantes entidades competentes, tendo como prioridade absoluta garantir a realização da prova nas melhores condições desportivas e de segurança possíveis. Esta alteração representa uma enorme contrariedade para o CAMI Motorsport, para os municípios, para os parceiros e para todos aqueles que trabalharam durante meses na preparação de um Rali genuinamente transfronteiriço.", continuou.

"O novo itinerário, os novos horários e as restantes alterações regulamentares serão comunicados logo que estejam formalmente aprovados.

O CAMI Motorsport agradece profundamente a compreensão dos concorrentes, equipas, parceiros, patrocinadores, municípios, forças de segurança, voluntários e público perante uma alteração desta dimensão praticamente em cima do início da prova.

Foram horas extremamente difíceis. Fizemos, e continuamos a fazer, tudo o que está ao nosso alcance para dignificar o Rali." concluiu.

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

CPR: Armindo Araújo quer vencer em Chaves


O fim de semana terá o Rali D'Água, prova para o Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), entre Chaves e Verin, em Espanha. Com algumas alterações em relação a 2025, o Rali d’Água mantém as suas características, continuando a ter troços muito rápidos, com zonas encadeadas e técnicas que obrigam a elevados níveis de concentração.

Um dos pilotos que participará e terá ambições de vitória é Armindo Araújo. O piloto, que corre com um Skoda Fabia Rally2 ao lado de Luís Ramalho, pretende chegar à vitória, de maneira a diminuir a diferença para com os líderes do CPR. Embalados pela excelente prestação no último rali, na Madeira, Armindo Araújo acredita que eles poderão fazer um bom rali, desejando a vitória. 

“Poderemos voltar a fazer um bom rali e estamos muito focados naquilo que queremos nesta prova e isso passa claramente por conquistar o máximo de pontos possíveis. Sabemos que é fundamental lutar pela vitória para podermos continuar na discussão do título absoluto até à última prova do ano, e chegamos a Chaves muito motivados”, começou por dizer o piloto de Santo Tirso.

“Este é um rali sempre muito exigente e onde temos que manter um ritmo alto do primeiro ao derradeiro metro. Vamos dar o máximo, como sempre, e esperamos conseguir mais um bom resultado”, concluiu.

O Rali D'Água será todo de asfalto e terá dez especiais, no total de 99,90 quilómetros cronometrados.

segunda-feira, 27 de julho de 2026

CPR: Teodósio vem confiante para o Rali da Madeira


Nas vésperas do Rali da Madeira, Ricardo Teodósio e o seu navegador, José Teixeira, regressam este fim de semana à competição a bordo do seu Citroen C3 Rally2 com motivação renovada e determinada em dar continuidade à evolução demonstrada ao longo da temporada, procurando alcançar um resultado que reflita o trabalho desenvolvido nos últimos meses.

Conhecido pelas suas classificativas técnicas e extremamente exigentes, o Rali da Madeira representa sempre um enorme desafio para pilotos, navegadores e equipas, onde a margem para o erro é praticamente inexistente. Mas apesar de tudo, Teodósio mostra-se entusiasmado com o regresso à ilha:

“O Rali da Madeira é uma das provas mais especiais do campeonato. É um rali muito técnico, que exige máxima concentração do primeiro ao último quilómetro. Temos vindo a evoluir prova após prova e queremos continuar esse caminho. Sabemos que a concorrência será muito forte, mas vamos dar o nosso melhor para lutar pelos lugares da frente e proporcionar um bom espetáculo a todos os adeptos madeirenses, que vivem o rali de uma forma única.”, afirmou.

Também José Teixeira destaca a importância da preparação para um rali tão exigente: “A Madeira é sempre um grande desafio. A precisão das notas, a gestão do ritmo e a concentração são fundamentais. Estamos preparados para dar o nosso máximo e ajudar a equipa a alcançar um bom resultado.”, disse.

quarta-feira, 22 de julho de 2026

CPR: Meeke regressa no rali da Madeira


O Rali da Madeira é um dos mais importantes do campeonato, e que acontece em asfalto, à volta da ilha que é chamada de Pérola do Atlântico. E a Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal decidiu encarar este rali com dois carros, um para Pedro Almeida e outro para Kris Meeke, que faz o seu regresso aos ralis portugueses, depois do vice-campeonato em 2025.

O regresso de Meeke e do seu navegador, Stuart Loudon, é igualmente um dos grandes destaques. O piloto britânico, que aos comandos do Toyota GR Yaris Rally2 venceu quatro ralis e 45 classificativas em 2026, regressa a uma prova que já tentou conquistar por diversas ocasiões, mas onde nunca triunfou.

“Sim, estou muito contente por ter a oportunidade de voltar à Madeira, especialmente com a equipa e um carro que conheço bem. Depois de alguns anos em Portugal, é como se fosse uma família. Para mim, a Madeira é um dos ralis de asfalto mais difíceis do mundo, pela natureza das estradas e pela precisão necessária para sequer pensar em fazer o melhor tempo. É óbvio que os pilotos locais conhecem muito bem a ilha e o Diego Ruiloba também já mostrou ser incrivelmente rápido nesta prova. É um rali que adoraria ganhar, mas não subestimo o desafio", começou por afirmar.

E acrescentou: “Um grande obrigado ao povo da Madeira por me receber de volta, à Sports & You e ao Grupo Caetano. É fantástico estar de volta e fazer parte da equipa e estou realmente ansioso por este desafio.”

O Rali da Madeira 2026 será disputado em duas etapas, distribuídas por oito secções e 15 provas especiais de classificação, num total de 202,52 quilómetros cronometrados, integralmente em asfalto.

quinta-feira, 18 de junho de 2026

CPR: 43 carros inscritos para o rali de Castelo Branco


Apesar da organização saber que boa parte dos pilotos iriam deixar para trás o Rali de Castelo Branco, por ter optado por correr no Rali de Lisboa, a organização anunciou esta quinta-feira que 43 carros estarão inscritos na prova organizada pela Escuderia de Castelo Branco. Destes, o nome maior será o atual segundo classificado do campeonato, o açoriano Ruben Rodrigues, a bordo do seu Toyota Yaris Rally2. 

A opção por Castelo Branco por parte de Rodrigues é uma escolha estratégica que o poderá colocar numa posição privilegiada na luta pelo título do CPR.

Para além disso, os Skodas Fabias de Pedro Meireles e João Barros, bem como Ricardo Sousa, a bordo de um Citroen C3 Rally2, naquela que será o seu segundo rali no CPR.

Mas o rali não conta só para o CPR, também servirá para outras provas, como o FPAK Júnior Team, o Challenge Clio Rally5, Júnior, Masters, Promo, Promo 2RM e Taça de Clássicos.

Tudo isto num rali que terá 12 especiais de classificação entre sexta e sábado, em asfalto, com um total de 125,21 quilómetros.  

segunda-feira, 1 de junho de 2026

CPR: Ruben Rodrigues queria testar...


... mas depois de descobrir que estava com um bom ritmo, quase venceu.

Sabendo que não iria pontuar para o Campeonato de Portugal de Ralis, pois os pilotos tinham de escolher entre este rali e o de Castelo Branco para a contagem de pontos no campeonato, a participação de Rodrigues, vencedor do Terras D'Aboboreira e do rali de Portugal, logo, era o líder do campeonato, era de ganhar rodagem e perceber como estava em termos da concorrência.

E como este iria ser o primeiro rali em asfalto, ele poderá afirmar que o teste correu... bem.  

“Foi um excelente rali e um teste muito conseguido", começou por dizer o piloto açoriano. "Primeiro perceber, depois pressionar, foi aquilo que fizemos, com um segundo dia muito competitivo, com a vitória a fugir apenas por um segundo e o melhor tempo na “Power Stage”. Acho que mostrámos as nossas capacidades e, embora sem pontuar para o CPR, foi um rali muito positivo e sem correr riscos. Se existiam dúvidas, ficou confirmado, tendo contado com um carro impecável, sem qualquer tipo de problemas. Pretendíamos ganhar quilómetros e perceber o que podemos melhorar para o Rali de Castelo Branco”, concluiu.

sábado, 30 de maio de 2026

CPR 2026 - Rali de Lisboa (Final)


O rali de Lisboa foi competitivo, e no final, um segundo exato separou o vencedor, Pedro Almeida, do segundo classificado, Ruben Rodrigues, ambos em Toyota GR Yaris Rally2. Ao fim das dez especiais desta prova, que estreia este ano no CPR, Campeonato de Portugal de Ralis, os dois pilotos deixaram longe o terceiro classificado, o Lancia Ypsilon Rally2 de José Pedro Fontes, a 25,1 segundos. 

“Tivemos um rali muito positivo. Logo desde o início entrámos fortes, na segunda classificativa passámos para a liderança e mantivemo-la até ao fim. Não há segredos: todo o trabalho tem sido feito. Desde o primeiro quilómetro do teste senti muita confiança no carro e a velocidade foi natural.”, disse Almeida, no final da prova. 

"Foi um grande rali para a nossa equipa. Apostamos numa estratégia que resultou na perfeição. Penso que mostrámos aqui a nossa velocidade — se havia dúvidas, ficaram aqui bem esclarecidas. Tivemos um carro impecável sem qualquer tipo de problemas.“, comentou Rodrigues, também no final do rali.

No sábado, os pilotos tinham pela frente mais cinco especiais, e na primeira, Ruben Rodrigues acabou por ser o melhor, 0,6 segundos adiante de Pedro Almeida, 3,7 sobre Gonçalo Henriques e 4,6 sobre José Pedro Fontes. Teodósio, que fora quinto na especial anterior, reagiu, ganhando a seguinte, com uma vantagem de 0,1 segundos sobre Pedro Almeida, 1,1 sobre Gonçalo Henriques, 1,6 sobre Ruben Rodrigues e dois segundos sobre Hugo Lopes. 

Na segunda passagem por Vila Franca de Xira, Ruben Rodrigues atacou e ganhou a especial, 0,2 segundos adiante de Gonçalo Henriques, 1,3 segundos sobre Pedro Almeida e 1,9 sobre José Pedro Fontes e Ricardo Teodósio. Na geral, Almeida liderava, com 5,6 segundos sobre Rodrigues.

Rodrigues continuou ao ataque, triunfando na segunda passagem por Alenquer, com 0,3 segundos de vantagem sobre José Pedro Fontes, 1,9 sobre Rafael Rêgo, e sobretudo, três segundos sobre Pedro Almeida, o quarto na especial. Com isso, a diferença diminuiu para 2,6 segundos, importante para gerir, ou conseguir passar, na Powerstage de Sintra.

Ali, Rodrigues triunfa na sua terceira especial seguida, 0,4 segundos na frente de José Pedro Fontes, 1,1 sobre Hugo Lopes e 1,5 sobre Pedro Almeida. Não tinha dado para o apanhar, e no final, Rodrigues falava dessa abordagem pragmática que lhe custou o rali:

"Viemos aqui com o intuito de ganhar quilómetros nesta fase de asfalto do campeonato. À tarde percebi que tínhamos aqui uma hipótese e forcei. Quando o fiz as coisas apareceram. Ganhámos as classificativas, mas não foi suficiente. Dou os parabéns ao Pedro e a todos que andaram muito bem.”, disse o piloto açoriano.

“Eu já entrei para ganhar o campeonato. Temos de ser humildes — vimos aqui o Rúben com um andamento incrível, está de parabéns. Mas vamos continuar a lutar. Agora é preparar muito bem a Madeira e tentar entrar forte outra vez.”, concluiu Almeida.


“Nada está decidido, nada está ganho. Temos de continuar focados, perceber o que podemos melhorar — e ainda há muito a melhorar. O caminho é longo, mas estamos no caminho certo.”, afirmou Rodrigues, agora mais confiante para as provas seguintes. 

Depois dos três primeiros, quarto foi o Citroen C3 Rally2 de Ricardo Teodósio, a 28,4, na frente de Gonçalo Henriques, no seu Hyundai, a 29,5. Sexto foi Armindo Araújo, a 33,1, deixando longe Rafael Rêgo, sétimo a 1.03,1. Oitavo foi Diogo Marujo, no seu Skoda Fabia RS Rally2, a 1.34,1, na frente dos veteranos João Barros (a 1.41,1) e de Rui Madeira (a 2.04,8), que fecharam o "top ten".

sexta-feira, 29 de maio de 2026

CPR 2026 - Rali de Lisboa (Dia 1)


Pedro Almeida lidera o Rali de Lisboa, que se estreia neste ano no CPR. O piloto do Toyota GR Yaris Rally2 tem uma vantagem de 4,7 segundos sobre Gonçalo Henriques, no seu Hyundai i20 Rally2, seis segundos sobre Ruben Rodrigues, também num Toyota GR Yaris Rally2 e 7,5 segundos sobre o Skoda Fabia Rally2 de Armindo Araújo.

Com cinco especiais a serem realizadas nesta sexta-feira, com as primeiras passagens por Mafra, Vila Franca de Xira, Alenquer e Sobral de Monte Agraço, terminando com uma super-especial noturna em Mafra, a prova começou com Armindo ao ataque, ganhando 0,4 segundos sobre Almeida e Henriques, e 3,3 sobre José Pedro Fontes, no seu Lancia Ypsilon Rally2. Pedro Almeida reagiu em Sobral de Monte Agraço, ganhando 0,2 segundos sobre Gonçalo Henriques, um segundo sobre Ricardo Teodósio, no seu Citroen C3 Rally2, e 1,3 segundos sobre Hugo Lopes. 

Ruben Rodrigues foi o vencedor na primeira passagem por Vila Franca de Xira, ganhando 0,2 segundos sobre Pedro Almeida, 0,4 sobre Gonçalo Henriques e 1,4 sobre Armindo Araújo. Na quarta especial, sobre Alenquer, o melhor foi Pedro Almeida, 0,7 segundos mais rápido que Ruben Rodrigues, 4,3 sobre Armindo Araújo e 5,8 sobre Gonçalo Henriques. 

No final do dia, na super-especial de Mafra, Henriques foi o melhor, 1,3 segundos na frente de Ruben Rodrigues, 1,5 sobre Armindo Araújo e Pedro Almeida e 2,1 sobre João Barros e Ricardo Teodósio.


Depois dos quatro primeiros, Ricardo Teodósio era o quinto, a 16,4 segundos, seguido por José Pedro Fontes, no seu Lancia Ypsilon Rally2, a 20 segundos exatos. Rafael Rego era o sétimo, no seu Toyota GR Yaris Rally2, a 30,5 segundos seguido pelo Skoda Fabia RS Rally2 de Diogo Marujo. A fechar o "top ten" estão o Hyundai i20 Rally2 do veterano Rui Madeira, a 45,2, e o Skoda Fabia RS Rally2 de João Barros, a 56,2.

O rali de Lisboa termina no sábado, com a realização das restantes cinco especiais. 

quarta-feira, 6 de maio de 2026

CPR: Ruben Rodrigues consciente do desafio pela sua frente


Ruben Rodrigues irá encarar o rali de Portugal, que começa nesta quarta-feira com o "shakedown", ciente da exigência do que é o Rali de Portugal, onde os melhores do mundo se juntam aos melhores de Portugal. O piloto da ARC Sport, vencedor do recente rali Terras D'Aboboreira a bordo do seu Toyota GR Yaris Rally2, defende uma abordagem inteligente, com atenção à meteorologia, que poderá pregar partidas, porque se prevê mau tempo:

“Este é sem dúvida um rali difícil onde vamos tentar fazer o melhor. Os troços são muito exigentes, estreitos e sinuosos, onde é preciso ter sorte para não ter furos. O carro tem um set-up diferente que exige adaptação, por isso, vamos ter de estar muito concentrados. Temos de ser muito inteligentes durante a prova e ter atenção às condições meteorológicas. Para mim é um rali novo, com pneus novos, mas vamos trabalhar para fazer uma boa prova”, disse Rúben Rodrigues, no seu comunicado oficial.

Depois do primeiro sucesso no CPR, Rúben Rodrigues pretende manter o nível, num rali que é o grande desafio do ano, e que vai exigir tudo da dupla do GR Yaris Rally2. 

O rali começará esta quinta-feira, com a realização de 23 especiais de classificação. 

terça-feira, 5 de maio de 2026

CPR (II): Fontes tem ambições para o rali de Portugal


O veterano José Pedro Fontes não esconde a sua ambição e o seu entusiasmo pelo rali de Portugal. Depois de um quarto posto no Terras D'Aboboreira, na estreia do carro no CPR, a dupla Fontes e a sua navegadora, Inês Ponte, preparam-se para percorrer alguns dos troços mais míticos da história do rali, perante o sempre entusiasta público português, que dá uma cor única aos troços da prova que percorre o centro e norte do país.

Nas vésperas do rali, a dupla vai encontrar o seu primeiro grande desafio com o Lancia Ypsilon Rally2 HF Integrale, com a fiabilidade a ser colocada à prova como nunca, sendo esta a estreia desta unidade no Campeonato do Mundo de Ralis em pisos de terra.

"O Rally de Portugal é sempre especial. É a nossa prova, aquela em que sentimos o calor dos adeptos em cada troço e onde a exigência é levada ao extremo. Temos feito uma evolução consistente desde o início do ano. Cada prova ensinou-nos algo novo sobre o carro e sobre nós próprios.", começou por afirmar.

"Chegamos ao Rally de Portugal mais preparados, mais confiantes e com a certeza de que o Lancia Ypsilon Rally2 HF Integrale tem condições para lutar na frente. Temos noção também que há ainda muito trabalho para descobrirmos todo o potencial do carro e que ainda temos poucos quilómetros feitos. Mas o que já conhecemos dá-nos um grau de otimismo indisfarçável.", continuou.

"Os duros troços que vamos enfrentar são um teste de fogo a um carro ainda jovem e com muito a evoluir. Temos, porém, plena confiança nas capacidades da máquina. Queremos fazer uma grande prova, brindar o fantástico público português com o nosso melhor. É um dos pontos altos da temporada e queremos aproveitar ao máximo toda esta envolvência”, concluiu.

CPR: Gonçalo Henriques quer fazer uma boa prova


Gonçalo Henriques está a encarar encara o rali de Portugal como uma prova do qual, sendo especial, é exigente, e do qual pretende terminar numa boa posição. Depois de não ter tido um bom rali no Terras D'Aboboreira, por causa de um pião e problemas no seu carro, o piloto da Hyundai Team Portugal espera que este rali mude um pouco as suas perspectivas no campeonato, especialmente se conseguir um bom resultado. 

Para além disso, ele realça a particularidade do rali por passar por Vila Nova de Poiares, sua terra natal e da navegadora Inês Veiga:

"O Rally de Portugal é muito especial para mim e para a Inês por passar na nossa zona. Todos os meus amigos, a minha família e todas as pessoas que me conhecem desde sempre vão estar a apoiar-me à beira da estrada e isso representa sempre uma motivação extra. Para além disso, é um orgulho enorme estar à partida da prova.”

O piloto antecipa, no entanto, um desafio exigente, a começar logo pelos pneus que têm de utilizar que são diferentes dos usados no CPR.

“Vai ser um rali muito duro. O teste de preparação correu bem e conseguimos adaptar-nos aos pneus que vamos utilizar. O carro está muito bem afinado para as condições que vamos encontrar, mas vamos ter de fazer um rali com muita cabeça. Os pisos vão estar, presumivelmente, bastante degradados quando for a nossa vez de passar, por isso teremos de ser inteligentes e encontrar um ritmo rápido, mas controlado. Evitar furos e impactos nas pedras será fundamental, porque sabemos que é algo muito fácil de acontecer neste rali. Se conseguirmos fazer uma prova limpa, sem problemas, acredito que podemos lutar por uma boa posição.”, concluiu.

O rali de Portugal começará nesta quinta-feira à tarde, e terá 23 especiais de classificação. 

segunda-feira, 4 de maio de 2026

CPR: Teodósio prepara-se para o rali de Portugal


Na semana do rali de Portugal, que irá também contar como a segunda prova do Campeonato de Portugal de Ralis, Ricardo Teodósio refere ter ambições nesta competição, embora tenha consciência de que as classificativas são bem mais duras que nos outros ralis do campeonato.

O piloto, que nesta temporada se estreou num Citroen C3 Rally2, declarou que fará apenas as especiais que farão parte do CPR, e o seu objetivo é ser consistente.   

“É sempre especial estar à partida do Rali de Portugal. É uma prova única, com um ambiente incrível e um enorme apoio do público. Vamos dar o nosso melhor, conscientes das dificuldades, mas com o objetivo de fazer uma prova consistente e competitiva dentro daquilo que é o nosso campeonato”, referiu Ricardo Teodósio.

Depois de um início de temporada marcado com um sexto lugar no rali Terras D'Aboboreira, a dupla chega a esta prova determinada em evoluir e lutar por um resultado sólido frente a uma forte concorrência nacional.

“Temos vindo a trabalhar bastante para melhorar e este rali será mais um passo importante no nosso crescimento. Queremos aproveitar ao máximo cada quilómetro”, acrescentou o piloto.

Do lado direito do navegador, José Teixeira mostra-se igualmente focado no objetivo traçado. 

“O Rali de Portugal é sempre uma prova muito exigente, tanto a nível físico como mental. No nosso caso, estamos totalmente concentrados na parte que conta para o CPR, onde queremos ser competitivos e consistentes ao longo de toda a prova. O apoio dos fãs ao longo das especiais dá-nos uma motivação extra e queremos retribuir com uma boa prestação.”, declarou.

O rali de Portugal começará nesta quinta-feira.