Tudo isto com quatro classificativas já realizadas, o suficiente para algumas alterações na frente, como os furos sofridos por José Pedro Fontes, o acidente de Hugo Lopes no shakedown, destruindo o seu Hyundai i20 Rally2 oficial, mas sem sofrer ferimentos, e os acidentes de Gonçalo Henriques, na segunda especial, e de Armindo Araújo, na terceira especial, onde preso na valeta, acabou ppr abandonar.
O rali começou com a primeira passagem por Chaves, onde Armindo Araújo foi o melhor no seu Skoda Fabia Rally2, 0,5 segundos sobre Pedro Almeida, 1,3 sobre Rafael Rêgo e 1,5 sobre Ruben Rodrigues. José Pedro Fontes era quinto, mas já a uns "distantes" 4,5 segundos.
A partir da segunda especial, Ruben Rodrigues começou a acelerar e a ganhar especiais. Na segunda passagem por Chaves, ganhou 0,4 segundos sobre Armindo Araújo, 3,4 sobre Pedro Almeida, quatro segundos sobre Rafael Rêgo e 4,3 sobre José Pedro Fontes. Gonçalo Henriques despistou-se e bateu forte, acabando por destruir o seu Hyundai i20, tal como aconteceu com o seu companheiro de equipa.
Na terceira especial, Rafael Rego venceu, 1,5 segundos mais rápido que Ruben Rodrigues, 4,8 sobre Pedro Almeida e 7,1 sobre Ricardo Teodósio.
Entre aqueles que sofreram precalços, José Pedro Fontes perdia um minuto e 22 segundos por causa de furos, mas o pior acontecia a Armindo Araújo, que sofreu uma saída de estrada. Apesar de não ter grandes danos, estava irremediavelmente preso fora estrada, e acabou por desistir.
“Começámos muito bem e estávamos na frente quando, já na parte final da terceira passagem pela especial de Chaves, perdemos a traseira do carro e acabámos por cair numa vala, de onde não conseguimos sair. O nosso Skoda não teve um risco, mas não havia nada a fazer. Estamos obviamente muito desapontados por não conseguirmos continuar a lutar pela vitória e consequentemente deixarmos de depender de nós próprios na discussão do título.”, comentou o piloto de Santo Tirso, desgostoso com o seu desfecho neste rali.
No final do dia, na Super-Especial, João Barros foi o melhor, 2,7 segundos sobre Ruben Rodrigues, três segundos sobre Ricardo Teodósio e 3,6 sobre José Pedro Fontes.
Para Pedro Almeida, esta super-especial foi um inferno: ao travar para uma rotunda, o seu carro perdeu a traseira e ficou preso no interior dessa rotunda. Após alguma demora e a necessidade de alertar para um possível risco de incêndio, a polícia permitiu a assistência, e o piloto, com ajuda, conseguiu retomar o percurso e terminar o troço. Contudo, este incidente custou-lhe mais de dois minutos, fazendo-o cair do terceiro para o 14º posto, com mais de dois minutos de atraso.
Depois dos quatro primeiros, quinto é Guilherme Meireles, a 38,1 segundos, na frente do espanhol Iago Gabeiras, no seu Hyundai i20 Rally2, a 1.03.1, na frente do Skoda Fabia RS Rally2 de Henrique Moniz, a 1.05,3. Oitavo é Pedro Meireles, a 1.22,3, e a fechar o "top ten", estão o Skoda Fabia RS Rally2 de Paulo Neto, a 1.27,4, e o Lancia Ypsilon Rally2 de José Pedro Fontes, a 1.28,7.
O rali D'Agua termina amanhã, com a realização das restantes seis especiais.


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