sábado, 12 de setembro de 2026

CPR 2026: Rali D'Agua (Final)


O açoriano Ruben Rodrigues triunfou no Rali D'Agua, em Chaves, e tem praticamente uma mão e meia no campeonato. No final das dez especiais à volta de Chaves, conseguiu uma vantagem de 14,8 segundos sobre o Citroen C3 Rally2 de Ricardo Teodósio, depois das seis especiais realizadas neste sábado. Terceiro classificado, Guilherme Meireles, no seu Skoda Fabia RS Rally2, ficou a uns "distantes" 1.12,3, não muito distante do quarto colocado, o Lancia Ypsilon Rally2 de José Pedro Fontes

Este foi um rali onde ele triunfou em apenas dois dos dez troços disputados, mas conseguiu algo que se revelou mais importante do que a velocidade pura: regularidade. Enquanto se manteve no lote da frente, os seus principais adversários - Armindo Araújo, Hugo Lopes, Gonçalo Henriques, Rafael Rêgo - foram saindo de prova, abrindo caminho para mais um triunfo do piloto do Toyota GR Yaris Rally2.

Foi um grande rali para nós desde o início. Mostrámos a nossa velocidade, atacámos quando tínhamos de atacar e fomos gerindo quando tínhamos de gerir”, afirmou Rúben Rodrigues no final da prova à AutoSport portuguesa. “Foi um rali extremamente difícil, com classificativas muito sujas, muito difíceis para perceber onde havia aderência ou não. Mas a equipa fez um grande trabalho e o carro esteve sempre irrepreensível.

Depois das quatro especiais de sexta-feira, sábado começou com os pilotos a encararem as restantes seis especiais deste Rali D'Agua, uma passagem tripla por Alto Tâmega, mais outra passagem tripla por Termas de Chaves, uma delas a Power Stage.


E o dia começou com Rafael Rêgo ao ataque, ganhando a primeira especial do dia, 0,2 segundos na frente de Ruben Rodrigues, 1,4 sobre Pedro Almeida e 4,4 sobre Ricardo Teodósio. Paulo Neto desistiu devido a uma avaria mecânica no seu Skoda Fabia RS Rally2. 

Rêgo voltou a ganhar na primeira passagem por Termas de Chaves, 1,7 segundos sobre Ricardo Teodósio, 3,2 sobre José Pedro Fontes e 3,7 sobre Ruben Rodrigues. Se ele foi quarto nesta especial, na seguinte, ele acabou por triunfar, ganhando 2,9 segundos sobre José Pedro Fontes, 4,8 sobre Pedro Almeida e 5,4 sobre Guilherme Meireles. Rafael Rêgo furou e perdeu mais de três minutos, caindo para o nono posto.

Fontes acabou por triunfar na segunda passagem por Termas de Chaves, conseguindo uma vantagem de 0,8 segundos sobre Pedro Almeida, 1,8 sobre Ricardo Teodósio e 2,4 sobre Ruben Rodrigues. Rafael Rego sofreu mais furos e acabou por abandonar a prova.

Pedro Almeida foi o melhor na nona especial, 0,3 segundos mais rápido que José Pedro Fontes, no seu Lancia Ypsilon Rally2, 1,7 sobre Ricardo Teodósio e 6,2 sobre Ruben Rodrigues. Contudo, na Power Stage, e apesar de Fontes ter sido o melhor, 1,7 segundos sobre Pedro Almeida, 2,8 sobre Eicardo Teodósio, 2,9 sobre Pedro Meireles, Ruben Rodrigues, que terminou em quinto, a 7,9 segundos do vencedor, foi ele que comemorou no lugar mais alto do pódio, e claro, num caminho mais claro rumo ao título nacional.           


Depois da bandeira de xadrez, e enquanto comemorava com os seus membros de equipa e familiares, o vencedor deixou uma palavra à estrutura técnica responsável pelo Toyota, sublinhando a fiabilidade do carro num fim de semana em que os problemas afetaram vários adversários diretos. 

Mais uma vez, a Auto Açoreana Racing, em conjunto com a ARC Sport, fizeram um trabalho fenomenal. Demos aqui mais um passo importante rumo ao nosso objetivo. Agora é pensar já no Algarve e tentar também vencer lá, para que realmente consigamos estar cada vez mais perto daquilo que são as nossas intenções”, começou por explicar.

Penso que estamos no caminho certo. Temos mostrado a nossa velocidade e a nossa consistência. Tem sido um ano muito, muito bom e muito importante. Temos ganho nas provas em que participámos e, melhor do que isso, é quase impossível.”, concluiu.

Depois dos quatro primeiros, quinto foi Pedro Meireles, no seu Skoda Fabia RS Rally 2, a 1.40,8, seguido pelo Toyota GR Yaris Rally2 de Pedro Almeida, a 2.04,2. Sétimo acabou por ser o espanhol Iago Gabeiras, no seu Hyundai i20 Rally2, a 2.05,9, seguido pelo Skoda Fabia RS Rally2 de Henrique Moniz, a 2.28,0. Nono foi João Rodrigues, no seu Peugeot 208 Rally4, a 4.50,6, e a fechar o "top ten", o Skoda Fabia Rally2 Evo de Rui Borges, a 4.50,6. 

O CPR Continua com o rali do Algarve, dentro de um mês.   

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