Este foi um rali onde ele triunfou em apenas dois dos dez troços disputados, mas conseguiu algo que se revelou mais importante do que a velocidade pura: regularidade. Enquanto se manteve no lote da frente, os seus principais adversários - Armindo Araújo, Hugo Lopes, Gonçalo Henriques, Rafael Rêgo - foram saindo de prova, abrindo caminho para mais um triunfo do piloto do Toyota GR Yaris Rally2.
“Foi um grande rali para nós desde o início. Mostrámos a nossa velocidade, atacámos quando tínhamos de atacar e fomos gerindo quando tínhamos de gerir”, afirmou Rúben Rodrigues no final da prova à AutoSport portuguesa. “Foi um rali extremamente difícil, com classificativas muito sujas, muito difíceis para perceber onde havia aderência ou não. Mas a equipa fez um grande trabalho e o carro esteve sempre irrepreensível.”
Depois das quatro especiais de sexta-feira, sábado começou com os pilotos a encararem as restantes seis especiais deste Rali D'Agua, uma passagem tripla por Alto Tâmega, mais outra passagem tripla por Termas de Chaves, uma delas a Power Stage.
Fontes acabou por triunfar na segunda passagem por Termas de Chaves, conseguindo uma vantagem de 0,8 segundos sobre Pedro Almeida, 1,8 sobre Ricardo Teodósio e 2,4 sobre Ruben Rodrigues. Rafael Rego sofreu mais furos e acabou por abandonar a prova.
Pedro Almeida foi o melhor na nona especial, 0,3 segundos mais rápido que José Pedro Fontes, no seu Lancia Ypsilon Rally2, 1,7 sobre Ricardo Teodósio e 6,2 sobre Ruben Rodrigues. Contudo, na Power Stage, e apesar de Fontes ter sido o melhor, 1,7 segundos sobre Pedro Almeida, 2,8 sobre Eicardo Teodósio, 2,9 sobre Pedro Meireles, Ruben Rodrigues, que terminou em quinto, a 7,9 segundos do vencedor, foi ele que comemorou no lugar mais alto do pódio, e claro, num caminho mais claro rumo ao título nacional.
“Mais uma vez, a Auto Açoreana Racing, em conjunto com a ARC Sport, fizeram um trabalho fenomenal. Demos aqui mais um passo importante rumo ao nosso objetivo. Agora é pensar já no Algarve e tentar também vencer lá, para que realmente consigamos estar cada vez mais perto daquilo que são as nossas intenções”, começou por explicar.
“Penso que estamos no caminho certo. Temos mostrado a nossa velocidade e a nossa consistência. Tem sido um ano muito, muito bom e muito importante. Temos ganho nas provas em que participámos e, melhor do que isso, é quase impossível.”, concluiu.
Depois dos quatro primeiros, quinto foi Pedro Meireles, no seu Skoda Fabia RS Rally 2, a 1.40,8, seguido pelo Toyota GR Yaris Rally2 de Pedro Almeida, a 2.04,2. Sétimo acabou por ser o espanhol Iago Gabeiras, no seu Hyundai i20 Rally2, a 2.05,9, seguido pelo Skoda Fabia RS Rally2 de Henrique Moniz, a 2.28,0. Nono foi João Rodrigues, no seu Peugeot 208 Rally4, a 4.50,6, e a fechar o "top ten", o Skoda Fabia Rally2 Evo de Rui Borges, a 4.50,6.
O CPR Continua com o rali do Algarve, dentro de um mês.



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