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sexta-feira, 2 de outubro de 2026

CPR 2026 - Rali Casinos do Algarve (Dia 1)


Pedro Almeida lidera o rali do Algarve. O piloto da Toyota tem uma vantagem de 2,3 segundos sobre o Skoda Fabia RS Rally2 de Armindo Araújo, seis segundos sobre o Toyota GR Yaris Rally2 de Ruben Rodrigues e 9,3 sobre outro Toyota GR Yaris Rally2 de Rafael Rêgo.  

O dia começou com as primeiras passagens por Lagos e Budens. Na primeira especial, Pedro Almeida foi o melhor, 3,4 segundos sobre o carro de Luis Cidade, 3,7 sobre Armindo Araújo e 3,9 sobre Ruben Rodrigues. Na segunda especial, Armindo foi o melhor, 1,4 segundos sobre Pedro Almeida, 3,5 sobre Ruben Rodrigues, 6,1 sobre Rafael Rêgo e 6,5 sobre Luis Miguel Rêgo.

Depois dos cinco primeiros, sexto é Luis Miguel Rêgo, a 10,2 segundos, seguido por Ricardo Teodósio, a 14,9. Oitavo era o Skoda Fabia RS Rally2 de Diogo Salvi, a 18,2. E a fechar o "top ten" estavam o Lancia Ypsilon Rally2 de José Pedro Fontes, a 12,2, e o Skoda Fabia RS Rally2 de Ernesto Cunha, a 23,2. 

O rali Casinos do Algarve continua amanhã com as restantes seis especiais.

sábado, 12 de setembro de 2026

CPR 2026: Rali D'Agua (Final)


O açoriano Ruben Rodrigues triunfou no Rali D'Agua, em Chaves, e tem praticamente uma mão e meia no campeonato. No final das dez especiais à volta de Chaves, conseguiu uma vantagem de 14,8 segundos sobre o Citroen C3 Rally2 de Ricardo Teodósio, depois das seis especiais realizadas neste sábado. Terceiro classificado, Guilherme Meireles, no seu Skoda Fabia RS Rally2, ficou a uns "distantes" 1.12,3, não muito distante do quarto colocado, o Lancia Ypsilon Rally2 de José Pedro Fontes. 

Este foi um rali onde ele triunfou em apenas dois dos dez troços disputados, mas conseguiu algo que se revelou mais importante do que a velocidade pura: regularidade. Enquanto se manteve no lote da frente, os seus principais adversários - Armindo Araújo, Hugo Lopes, Gonçalo Henriques, Rafael Rêgo - foram saindo de prova, abrindo caminho para mais um triunfo do piloto do Toyota GR Yaris Rally2.

“Foi um grande rali para nós desde o início. Mostrámos a nossa velocidade, atacámos quando tínhamos de atacar e fomos gerindo quando tínhamos de gerir”, afirmou Rúben Rodrigues no final da prova à AutoSport portuguesa. “Foi um rali extremamente difícil, com classificativas muito sujas, muito difíceis para perceber onde havia aderência ou não. Mas a equipa fez um grande trabalho e o carro esteve sempre irrepreensível.”

Depois das quatro especiais de sexta-feira, sábado começou com os pilotos a encararem as restantes seis especiais deste Rali D'Agua, uma passagem tripla por Alto Tâmega, mais outra passagem tripla por Termas de Chaves, uma delas a Power Stage.


E o dia começou com Rafael Rêgo ao ataque, ganhando a primeira especial do dia, 0,2 segundos na frente de Ruben Rodrigues, 1,4 sobre Pedro Almeida e 4,4 sobre Ricardo Teodósio. Paulo Neto desistiu devido a uma avaria mecânica no seu Skoda Fabia RS Rally2. 

Rêgo voltou a ganhar na primeira passagem por Termas de Chaves, 1,7 segundos sobre Ricardo Teodósio, 3,2 sobre José Pedro Fontes e 3,7 sobre Ruben Rodrigues. Se ele foi quarto nesta especial, na seguinte, ele acabou por triunfar, ganhando 2,9 segundos sobre José Pedro Fontes, 4,8 sobre Pedro Almeida e 5,4 sobre Guilherme Meireles. Rafael Rêgo furou e perdeu mais de três minutos, caindo para o nono posto.

Fontes acabou por triunfar na segunda passagem por Termas de Chaves, conseguindo uma vantagem de 0,8 segundos sobre Pedro Almeida, 1,8 sobre Ricardo Teodósio e 2,4 sobre Ruben Rodrigues. Rafael Rego sofreu mais furos e acabou por abandonar a prova.

Pedro Almeida foi o melhor na nona especial, 0,3 segundos mais rápido que José Pedro Fontes, no seu Lancia Ypsilon Rally2, 1,7 sobre Ricardo Teodósio e 6,2 sobre Ruben Rodrigues. Contudo, na Power Stage, e apesar de Fontes ter sido o melhor, 1,7 segundos sobre Pedro Almeida, 2,8 sobre Eicardo Teodósio, 2,9 sobre Pedro Meireles, Ruben Rodrigues, que terminou em quinto, a 7,9 segundos do vencedor, foi ele que comemorou no lugar mais alto do pódio, e claro, num caminho mais claro rumo ao título nacional.           


Depois da bandeira de xadrez, e enquanto comemorava com os seus membros de equipa e familiares, o vencedor deixou uma palavra à estrutura técnica responsável pelo Toyota, sublinhando a fiabilidade do carro num fim de semana em que os problemas afetaram vários adversários diretos. 

“Mais uma vez, a Auto Açoreana Racing, em conjunto com a ARC Sport, fizeram um trabalho fenomenal. Demos aqui mais um passo importante rumo ao nosso objetivo. Agora é pensar já no Algarve e tentar também vencer lá, para que realmente consigamos estar cada vez mais perto daquilo que são as nossas intenções”, começou por explicar.

“Penso que estamos no caminho certo. Temos mostrado a nossa velocidade e a nossa consistência. Tem sido um ano muito, muito bom e muito importante. Temos ganho nas provas em que participámos e, melhor do que isso, é quase impossível.”, concluiu.

Depois dos quatro primeiros, quinto foi Pedro Meireles, no seu Skoda Fabia RS Rally 2, a 1.40,8, seguido pelo Toyota GR Yaris Rally2 de Pedro Almeida, a 2.04,2. Sétimo acabou por ser o espanhol Iago Gabeiras, no seu Hyundai i20 Rally2, a 2.05,9, seguido pelo Skoda Fabia RS Rally2 de Henrique Moniz, a 2.28,0. Nono foi João Rodrigues, no seu Peugeot 208 Rally4, a 4.50,6, e a fechar o "top ten", o Skoda Fabia Rally2 Evo de Rui Borges, a 4.50,6. 

O CPR Continua com o rali do Algarve, dentro de um mês.   

segunda-feira, 27 de julho de 2026

CPR: Teodósio vem confiante para o Rali da Madeira


Nas vésperas do Rali da Madeira, Ricardo Teodósio e o seu navegador, José Teixeira, regressam este fim de semana à competição a bordo do seu Citroen C3 Rally2 com motivação renovada e determinada em dar continuidade à evolução demonstrada ao longo da temporada, procurando alcançar um resultado que reflita o trabalho desenvolvido nos últimos meses.

Conhecido pelas suas classificativas técnicas e extremamente exigentes, o Rali da Madeira representa sempre um enorme desafio para pilotos, navegadores e equipas, onde a margem para o erro é praticamente inexistente. Mas apesar de tudo, Teodósio mostra-se entusiasmado com o regresso à ilha:

“O Rali da Madeira é uma das provas mais especiais do campeonato. É um rali muito técnico, que exige máxima concentração do primeiro ao último quilómetro. Temos vindo a evoluir prova após prova e queremos continuar esse caminho. Sabemos que a concorrência será muito forte, mas vamos dar o nosso melhor para lutar pelos lugares da frente e proporcionar um bom espetáculo a todos os adeptos madeirenses, que vivem o rali de uma forma única.”, afirmou.

Também José Teixeira destaca a importância da preparação para um rali tão exigente: “A Madeira é sempre um grande desafio. A precisão das notas, a gestão do ritmo e a concentração são fundamentais. Estamos preparados para dar o nosso máximo e ajudar a equipa a alcançar um bom resultado.”, disse.

segunda-feira, 4 de maio de 2026

CPR: Teodósio prepara-se para o rali de Portugal


Na semana do rali de Portugal, que irá também contar como a segunda prova do Campeonato de Portugal de Ralis, Ricardo Teodósio refere ter ambições nesta competição, embora tenha consciência de que as classificativas são bem mais duras que nos outros ralis do campeonato.

O piloto, que nesta temporada se estreou num Citroen C3 Rally2, declarou que fará apenas as especiais que farão parte do CPR, e o seu objetivo é ser consistente.   

“É sempre especial estar à partida do Rali de Portugal. É uma prova única, com um ambiente incrível e um enorme apoio do público. Vamos dar o nosso melhor, conscientes das dificuldades, mas com o objetivo de fazer uma prova consistente e competitiva dentro daquilo que é o nosso campeonato”, referiu Ricardo Teodósio.

Depois de um início de temporada marcado com um sexto lugar no rali Terras D'Aboboreira, a dupla chega a esta prova determinada em evoluir e lutar por um resultado sólido frente a uma forte concorrência nacional.

“Temos vindo a trabalhar bastante para melhorar e este rali será mais um passo importante no nosso crescimento. Queremos aproveitar ao máximo cada quilómetro”, acrescentou o piloto.

Do lado direito do navegador, José Teixeira mostra-se igualmente focado no objetivo traçado. 

“O Rali de Portugal é sempre uma prova muito exigente, tanto a nível físico como mental. No nosso caso, estamos totalmente concentrados na parte que conta para o CPR, onde queremos ser competitivos e consistentes ao longo de toda a prova. O apoio dos fãs ao longo das especiais dá-nos uma motivação extra e queremos retribuir com uma boa prestação.”, declarou.

O rali de Portugal começará nesta quinta-feira. 

quinta-feira, 16 de abril de 2026

O que vêm aí para o CPR 2026


Depois de um adiamento de um mês, o Campeonato de Portugal de ralis de 2026 começa neste final de semana com o rali Terras D'Aboboreira, que acontecerá entre Baião, Marco de Canavezes e Amarante. E este campeonato de Portugal de Ralis parece ser um em que, depois dos estrangeiros, teremos a luta entre gerações.

E porquê? Pois bem, nas estradas um pouco por todo o Portugal, iremos ter gente consagrada como Armindo Araújo, José Pedro Fontes e Ricardo Teodósio, em projetos privados, contra as equipas oficiais da Hyundai e da Toyota onde, depois de apostarem em pilotos veteranos, como Dani Sordo e Kris Meeke, decidiram que o melhor seria dar uma chance à juventude. E é por isso que temos gente como Gonçalo Henriques e Hugo Lopes, na Hyundai, mais Rafael Rego e Pedro Almeida, na Toyota Caetano Portugal. 

Claro que alguns poderiam pensar que a saída dos estrangeiros (Sordo, por exemplo, regressou à equipa oficial da Hyundai, e regressará a um Rally1 para as provas das Canárias e Portugal, para começar) poderia ter empobrecido o panorama dos ralis, mas é provável que tenha dado o efeito contrário, devido à tal aposta falada mais acima. 


E se podemos pensar que os "velhos consagrados" tem apostado nas "máquinas" que não se mexem, como Armindo e o seu fiel Skoda Fabia RS Rally2, já José Pedro Fontes decidiu apostar numa máquina nova, deixando de lado o Citroen C3 Rally2 para ser o primeiro a andar num Lancia Ypsilon Integrale Rally2, claro, preparado pela Sports & You. Curiosamente, Ricardo Teodósio também trocou a sua máquina, passando de um Toyota GR Yaris Rally2 para um Citroen C3 Rally2, mas mesmo assim, ele aposta para o pódio, quer para as provas, quer para o campeonato, apostando que os mais jovens cometam alguns excessos dos quais ele possa aproveitar. E claro, a mesma coisa pensa gente como Armindo ou José Pedro Fontes.

Uma coisa é certa, a expectativa dos jovens é de competir, e tem sede de vitória. Se conseguirem, tanto melhor.

"As expectativas são altas. Sentimo-nos muito confortáveis no Hyundai i20 N Rally2 após dois dias de testes muito positivos, onde experimentámos várias soluções. O carro está muito divertido e fácil de guiar, o que nos deixa confiantes, até por serem esperados pisos secos", começou por afirmar Gonçalo Henriques, na Hyundai Portugal. "As nossas metas são claras: lutar por vitórias e, no final, pelo título. Queremos fazer o nosso caminho degrau a degrau, sem pressão, mas com a ambição de sermos campeões e dar ao Team Hyundai Portugal o quarto título consecutivo", concluiu.


"Estamos muito contentes e orgulhosos por competir a tempo inteiro no campeonato com o Team Hyundai Portugal. Depois de mais de um ano sem andarmos em pisos de terra, o Hyundai i20 N Rally2 transmitiu-nos ótimas sensações nos testes e sentimos que estamos preparados. Não temos dúvidas de que o campeonato vai ser muito competitivo, com uma mistura interessante de gerações, mas queremos afirmar-nos como uma das principais figuras em todas as provas, e lutar por vitórias e pelo título", falou Hugo Lopes, também da Hyundai Portugal, antes deste rali Terras D'Aboboreira.

"Claro que somos competitivos e queremos estar o mais próximos possível dos primeiros lugares, mas sabemos que o campeonato é muito exigente e há pilotos muito fortes.", disse Pedro Almeida, da Toyota Caetano Portugal, antes deste rali.

E as declarações dele mostram algo que não está muito evidente. Se poderemos imaginar seis, sete ou oito candidatos à vitória, quer individualmente, quer na geral, a realidade mostra que, pelo menos na Toyota Caetano Portugal, a aposta é no médio prazo: preparar estes jovens com potencial para triunfarem nos anos seguintes. Especialmente Rafael Rego, que começa este ano num Rally2. 

E se calhar é isso que os consagrados estão à espera: reconhecem o potencial, mas esperam que a sua experiência possa levar a melhor na estrada, seja em alcatrão, seja em terra.


Olhem o que diz Armindo Araújo, nas vésperas do arranque do campeonato: 

“Este campeonato será muito disputado e cheio de novos pilotos com carros de última geração. Sabemos que todos eles chegam com a garra de vencer, assim como os pilotos mais experientes que, tal como eu, temos lutados pelas vitórias nos últimos anos. Vamos dar sempre o nosso melhor e queremos começar a temporada em alta, sempre a pensar no grande objetivo que é a conquista do título absoluto”, declarou.

Em suma, as expectativas estão altas. Há um misto de ansiedade e curiosidade para saber como será este campeonato.

Claro, há mais inscritos, como Pedro Meireles (Skoda Fabia RS Rally2), Paulo Neto (Skoda Fabia Evo Rally2), Ricardo Filipe (Skoda Fabia Rally2), Henrique Moniz (Skoda Fabia Evo Rally2) e Paulo Caldeira (Skoda Fabia Evo Rally2), bem como os jovens Diogo Martins (Skoda Fabia Evo Rally2) e Guilherme Meireles (Skoda Fabia Evo Rally2). Mas eles não estarão em todas as provas do campeonato, que terá, como sempre, o rali de Portugal, e o rali da Madeira, para além do rali de Lisboa, a estreia no calendário, alargando para nove ralis (mas com os sete melhores resultados a contarem para a classificação), com tudo a acabar com o rali do Vidreiro, que era para ser a prova de abertura, mas a tempestade do passado dia 28 de janeiro fez adiar do inicio de março para 28 de novembro.

terça-feira, 14 de abril de 2026

CPR: Teodósio quer ser competitivo no Terras D'Aboboreira


Ricardo Teodósio parte para a temporada de 2026 do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) com uma nova máquina, o Citroen C3 Rally2, e esta estreia representa para o piloto numa aposta numa máquina de última geração, reconhecida pela sua competitividade ao mais alto nível dos ralis nacionais e internacionais. A participação na exigente prova da Aboboreira servirá não só como estreia oficial, mas também como oportunidade para demonstrar o seu potencial ao longo da prova, apostando numa luta por lugares no pódio, contra pilotos de equipas oficiais, como a Hyundai e a Toyota.

“É um desafio muito motivador. O Citroën C3 Rally2 é um carro com provas dadas e estou muito entusiasmado com esta estreia. Sabemos que o Rali Terras d’Aboboreira é uma prova exigente, mas estamos focados em evoluir quilómetro a quilómetro.”, afirmou.

Para o navegador José Teixeira, o otimismo é evidente e a ambição passa por uma adaptação rápida à nova máquina. “O nosso objetivo passa por uma adaptação rápida ao carro e por estarmos competitivos desde cedo. Sabemos que a concorrência é forte, mas queremos estar na luta pelos lugares da frente e discutir o pódio.”

Ricardo Teodósio deixou ainda uma palavra de agradecimento a todos os que tornam este projeto possível: “Quero também agradecer a todos os patrocinadores pelo apoio contínuo. É graças a eles que conseguimos estar presentes com este projeto e encarar esta nova fase com ambição.”, concluiu.

O rali Terras D'Aboboreira terá nove especiais de classificação corridos na sexta-feira à noite e no sábado ao longo do dia.

segunda-feira, 6 de abril de 2026

CPR: Teodósio andará de Citroen C3 em 2026


Ricardo Teodósio e José Teixeira irão disputar o Campeonato de Portugal de Ralis de 2026 com um Citroën C3 Rally2, numa mudança de projeto que marca mais um capítulo no percurso recente da dupla algarvia na principal competição nacional. A estreia do novo carro está apontada para daqui a umas semanas, no Rali Terras d’Aboboreira, e pretende lutar pela vitória, como aconteceu nas temporadas anteriores. 

O Citroen vai ser o substituto do Toyota Yaris Rally2, carro usado em 2025, e num campeonato cada vez mais competitivo, com cinco marcas de Rally2 - Skoda, Hyundai, Toyota, Lancia e Citroen - e a experiência acumulada poderá ser um trunfo importante na fase inicial da adaptação ao novo carro, com a mesma ambição e um histórico que obriga a contar-se com ele.

O piloto algarvio tem um palmarés consolidado no automobilismo nacional, onde se destacam os títulos absolutos de campeão de Portugal de Ralis conquistados em 2019, 2021 e 2023. A estes somam-se ainda os títulos no Regional Sul, em 2010 e 2011, e a conquista da Produção RC2N em 2017, reforçando o estatuto de uma das referências do rali português da última década.

segunda-feira, 23 de março de 2026

Noticias: Citroen continuará na Formula E em 2027


A temporada de 2027 da Formula E está marcada pela estreia do chassis Gen4, e um dos que já disse que irá participar é a Citroen, que chegou este ano à competição elétrica. O anuncio foi feito esta manhã, dois dias depois da ronda de Jarama da competição elétrica, onde conseguiram uma pole-position, com Nick Cassidy ao volante. 

“Na Citroën, a inovação deve servir a vida real”, começou por afirmar Xavier Chardon, CEO da Citroën. “A Fórmula E — e agora o GEN4 — é a forma como transformamos o desempenho elétrico em progresso no dia a dia. O desporto automóvel sempre fez parte do nosso ADN. Orgulhamo-nos de estar totalmente envolvidos neste novo capítulo.”

Esta decisão confirma o papel central da Fórmula E na estratégia de eletrificação e performance da Citroën, e ainda por cima, na sua temporada inaugural, já conseguiu 61 pontos, e dois pódios, ambos com Cassidy ao volante. Aliás, o ponto alto da marca, até agora, foi a vitória na Cidade do México por parte do piloto neozelandês, que neste momento é quinto na classificação geral. E também é essa a classificação da equipa no campeonato de Construtores.

Recorde-se que o Gen4 é um carro que terá cerca de 600 kW de potência - cerca de 805 cavalos em qualificação, pouco mais de 600 em corrida, ou 450kW - um aumento de 50 por cento em relação aos carros da Gen3, o que poderá aproximar-se da potência dos carros de Formula 2 e da SuperFormula japonesa.

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Youtube Motoring Video: Olcit, o outro carro franco-romeno

A França e a Roménia podem ter poucas coisas em comum, com uma excepção: a industria automóvel. Sabemos que desde meados da década de 70, a Renault colaborou com o governo de Nicolae Ceausescu e construiu a Dacia, que tem como modelo principal - e único - o 1302, baseado no Renault 12. 

Contudo, o que poucos sabem é que outra marca francesa, a Citroen, também teve um projeto com o governo romeno, fabricando um carro que tinha como base o Citroen Visa, o pequeno compacto da marca do "double chevron", e em paragens romenas, acabou por se chamar Olcit. 

E é sobre essa história que coloco este video, do canal do Youtube Transport Chronicles.  

domingo, 18 de janeiro de 2026

As imagens do dia




Há 40 anos, o Grupo B preparava-se em Monte Carlo para começar uma temporada que prometia muito. Com Audi, Lancia e Peugeot a serem bem sucedidas neste quesito, havia outras como a Toyota, que apostava nas provas africanas para se destacar, deixando para mais tarde ambições maiores. Mas havia outras marcas que se preparavam para entrar nesta competição. A Rover tinha estreado o seu modelo 6R4, e a Ford ia meter o seu modelo RS200. Mas para além deles, a Citroen também tinha a sua escolha para a nova temporada, baseada do modelo BX. Que preferia não ter lançado.

Observando o sucesso da Peugeot, que desde meados de 1984 ganhava ralis com o 205, a Citroen queria aproveitar o embalo para construir o seu próprio modelo, para poder competir com as marcas presentes. Contudo, sem um modelo pequeno o suficiente para ser ágil, optou por um carro longo, o BX. E a versão que foi construída, o 4TC (de Tração) era ainda mais longa que o modelo de estrada, os testes cedo mostravam que tinha problemas de agilidade. 

Com um motor de 2.2 litros baseado no Matra-Simca, tinha de ser montado em termos longitudinais, o que lhe dava um aspecto maior do que o normal. Com tração integral construído pela Heuliez, a suspensão era hidropneumática e a caixa de velocidade era proveniente do modelo SM, que tinha sido deixado de fabricar doze anos antes, porque era o único que aguentava a potência que o carro tinha, a rondar os 360 cavalos.

Os testes mostravam logo que o carro não era fantástico. Pelo contrário: demasiado pesado, pouco potente e subvirador em curva, pois ao contrário de outros modelos, que têm um motor central-traseiro, aqui, o motor está na frente do carro. E para piorar as coisas, a suspensão hidropneumática não funciona tão bem quanto se esperava.

Mesmo com todos estes defeitos, a marca inscreve dois carros para o Rali de Monte Carlo, para os franceses Jean-Claude Andruet e Philippe Wambergue. O seu andamento acabará por ser modesto até que ambos abandonam devido a quebras na caixa de velocidades.

Ambos correm no rali seguinte, na Suécia, onde Andruet consegue o sexto lugar final, enquanto que Wambergue não chega ao fim. Eles só voltariam a correr no Rali da Acrópole, com mais um piloto, Maurice Chomat, mas nenhum dos três chega ao fim do rali. No final da temporada, o Grupo B é abolido, mas a marca já se tinha retirado da competição, não pensando mais nos ralis até ao final do século, com o Xsara de duas rodas motrizes.

Pequena curiosidade: para ser holmologado, a Citroen tinha de construir 200 exemplares de estrada do BX 4TC. Contudo, em termos de vendas, foram um fracasso. Desses 200 carros produzidos, apenas 62 foram vendidos. Caros e não muito eficientes, alguns anos depois, esses exemplares que nunca foram vendidos acabaram na sucata. Hoje em dia, os exemplares sobreviventes são dos mais procurados no mercado dos clássicos.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Youtube Rally Video: Não é o Lancia que esperam...

As paródias de final de ano do canal do Youtube Passats de Canto começam a ser lendárias. Essencialmente, são carros do dia-a-dia, esquecido e abandonados, e pintados para imitarem carros de ralis. E como agora a moda é o Lancia Ypsilon de Rally2, que fará a sua estreia em 2026, que substituirá o Citroen C3 Rally2, nada como pintar um Xsara de duas rodas motrizes com as cores da Lancia e dar umas voltas na estrada...

sábado, 18 de outubro de 2025

CPR 2025 - Rali do Vidreiro (Final)


Por incrível que pareça - mas foi real - Dani Sordo foi o vencedor do rali Vidreiro, e por consequência, acabou campeão nacional de ralis, a bordo do seu Hyundai i20 Rally2. E foi por muito pouco: 0,8 segundos separaram Sordo de Kris Meeke, o segundo classificado e um dos candidatos ao título. E ambos deixaram Gonçalo Henriques a mais de um minuto - 1.01,4, - no seu Hyundai, e na frente de Ricardo Teodósio, no seu Toyota (a 1.06,0), e de Armindo Araújo, a 1.10,3. 

“A verdade é que foi uma vitória incrível, e eu precisava mesmo disto” disse Sordo à Autosport portuguesa. “É verdade que fomos melhorando o carro. Demos tudo, absolutamente tudo. Dei tudo o que tinha… e mais um pouco”, concluiu.

Do outro lado, Meeke reconheceu o valor do adversário e a emoção de ter travado mais uma luta histórica com Dani Sordo, duas décadas depois do duelo que os opôs no Mundial Júnior, mas não escondia a sua desilusão.

“Tentei tudo, mas desta vez não foi possível. Dominei grande parte da época, mas houve momentos difíceis, como aquele episódio em Castelo Branco e alguns problemas mecânicos que nos custaram caro. Mas é assim que são os campeonatos — nem tudo é sempre perfeito.”, começou por afirmar.

“O Dani veio muito forte, sabia bem a velocidade que ele tem. A Hyundai deu um grande passo neste rali e foi uma luta bonita, digna de um campeonato. Vinte anos depois, voltámos a lutar… e o resultado acabou por ser o mesmo. Claro que queria muito este título, mas estou feliz por estar aqui, por fazer parte deste campeonato e por conduzir este carro fantástico. A Toyota foi incrível durante toda a época. Hoje o Dani mereceu vencer.”, concluiu.

Depois das primeira especiais, que aconteceram na sexta-feira, no sábado, os pilotos tinham pela frente passagens duplas por Pombal-Carnide, Mata Mourisca, e uma por São Pedro de Moel e uma pela super-especial em Pombal. 


O dia começou precisamente em São Pedro de Moel, com Meeke a ganhar 0,3 segundos a Sordo, e a concorrência a ser deixada para trás: Armindo a 4,9, Teodósio a 7,8, Gonçalo Henriques a 11,8. Sordo responde e ganha em Pombal, recuperando 1,3 segundos a Meeke e aumentando a sua diferença na geral, 

Em Mata Mourisca, Sordo voltou a ganhar e alargou a diferença para Meeke em 0,8 segundo, para 2,7 segundos na geral. Teodósio foi o terceiro melhor, a 4,4, Gonçalo Henriques foi quarto, a 5,2, e José Pedro Fontes o quinto, a 10,5. A diferença é mínima, mas, grão a grão, Sordo ia construindo uma vantagem. Araújo fez um pião e acabou por perder 13,3 segundos.

Ele ganhou na sétima especial, mas a diferença para Meeke em 0,1 segundos, o minimo possível. Era uma luta a dois que deixava a concorrência para trás, apesar de Gonçalo Henriques só ter perdido um segundo e Armindo Araújo, 1,9. 

Meeke atacou na oitava especial, a segunda passagem por Pombal-Carnide, e conseguiu recuperar 2,2 segundos, ficando a 0,6, e claro, ninguém queria adivinhar quem ficaria com a vitória. No final, foi Sordo o melhor, mas não ganhou mais do que 0,2 segundos sobre o piloto da Toyota. Gonçalo Henriques foi o terceiro melhor, a 6,1. 


Armindo Araújo disse depois que o quinto lugar final foi o resultado de uma prova menos conseguida: 

“Começamos bem ontem, mas cometemos um erro na super especial que nos fez perder tempo. Hoje entramos ao ataque, recuperamos a terceira posição, mas um pião na sexta classificativa atirou-nos para o quinto lugar. A partir daí percebemos que seria muito difícil recuperar os segundos que perdemos e não valia a pena correr riscos. Nada mudaria em termos de contas para o campeonato. Gostávamos de ter terminado o ano no pódio, não conseguimos, mas os ralis são assim. Parabéns aos vencedores do rali e ao Dani Sordo por ter sido o primeiro do campeonato”, concluiu Armindo Araújo.

Sexto foi José Pedro Fontes, no seu Citroen C3 Rally2, a 1.45,7, na frente de Ruben Rodrigues, no seu Toyota GR Yaris Rally2, a 2.31,8, na frente de João Barros, a 2.47,7. Nono foi Pedro Meireles, a 3.19,7 e a fechar o "top ten" foi Diogo Marujo, a 3.32,9. 

Acaba o CPR 2025, em 2026 haverá mais!

sexta-feira, 17 de outubro de 2025

CPR 2025 - Rali do Vidreiro (Dia 1)


Dani Sordo é o líder no rali Vidreiro, com... 0,9 segundos sobre Kris Meeke, depois de três especiais. Ricardo Teodósio já é um "distante" terceiro classificado, a 24,1 segundos do líder, na frente de Armindo Araújo, a 24,4, e Gonçalo Henriques, a 24,5. 

O rali começou com um "shakedown" nos arredores de Pombal, com Dani Sordo a ser o mais rápido, 0,8 segundos mais rápidos que Kris Meeke, o segundo. Ricardo Teodósio ficou a 1,4, na frente de Armindo Araújo, que foi quarto, a 2,4. 

Depois da partida simbólica, em Alcobaça, o rali prosseguiu com os troços de Alfeizerão e São Pedro de Moel, antes da super-especial noturna de Pombal. Em Alfeizerão, a meio da tarde, Sordo continuou ao ataque, triunfando ali com uma vantagem de 3,7 segundos sobre Kris Meeke e 9,7 sobre Armindo Araújo. no final, Sordo afirmou que teve dificuldades em manter o carro no asfalto - "o troço escorregava muito", afirmou - mas conseguia um avanço significativo face a Meeke, enquanto Armindo Araújo posicionava-se na posição esperada, a que tem sido a mais habitual este ano.

Ricardo Teodósio era quarto, a 12,2, na frente de José Pedro Fontes, a 14,5.

Em São Pedro de Moel, Meeke respondeu conseguindo o melhor tempo, 2,4 segundos na frente de Dani Sordo e 6,3 sobre Armindo Araújo.

O espanhol, no final desta especial, afirmava ao Autosport Portugal que estava satisfeito com o seu desempenho.

“Não foi um mau arranque, mas ainda temos que melhorar um pouco o carro. Na verdade, já não há muito mais que melhorar, é o que há, mas tentaremos fazer o melhor e forçar. No primeiro troço havia pouca aderência e sabia que aí podia fazer alguma diferença se fosse rápido. Depois o segundo troço já tinha mais diferença e não deu para sacar diferença em nenhum lado.”, afirmou.


No final do dia, com a super-especial de Pombal, o melhor acabou por ser Meeke, recuperando quatro décimos a Dani Sordo. Armindo Araújo enganou-se no percurso e perdeu 11,2 segundos, beneficiando Ricardo Teodósio, que subiu para terceiro, enquanto Fontes perdeu 5,7 segundos na especial e desceu para trás de Gonçalo Henriques.

Meeke elogiou Sordo pelo carro e também o desempenho do novo motor da Hyundai.

"Foi interessante” disse Meeke ao AutoSport Portugal. “Fiquei impressionado com o tempo do Dani na primeira especial — foi a primeira vez dele naquele troço. Eu fiz no ano passado, mas estava húmido na altura e muito escorregadio, e talvez tenha ficado com essa sensação na memória. O Dani disse que ia completamente de lado e quase saiu em duas ou três curvas!", começou por comentar.

"A segunda especial é simples, difícil de fazer diferença, mas consegui ganhar algum tempo. Um segundo de diferença para o Dani, depois das duas primeiras especiais, não é muito. Fiquei impressionado com o Dani e com o novo motor da Hyundai, ou algo novo no motor — já nos testes e no shakedown se via que estavam fortes e deram um grande passo. Esta é a parte mais divertida dos ralis: as lutas apertadas.”

Depois dos cinco primeiros, sexto era José Pedro Fontes, a 27,9, no seu Citroen. Sétimo está Ruben Rodrigues, a 29 segundos exatos, na frente de João Barros, a 30,1. Nono era Ernesto Cunha, a 40,1 e a fechar o "top ten" está Pedro Meireles, a 45,9.

O rali Vidreiro acaba amanhã, sábado. 

quarta-feira, 15 de outubro de 2025

CPR (II): José Pedro Fontes quer premiar o trabalho de equipa


Numa temporada em crescendo, José Pedro Fontes e a sua navegadora, Inês Ponte, querem terminar o ano com mais uma boa prestação num rali que lhes traz boas recordações. Reforçando o estatuto de uma das duplas mais competitivas do pelotão, chegam ao Rali Vidreiro com nove provas especiais de classificação que percorrem as estradas das regiões de Pombal, São Pedro de Moel, Mata Mourisca e Alfeizerão, com a cidade de Pombal a servir de centro operacional da prova.

Ao volante do C3 Rally2, a dupla do Citroën Rally Team chega a este último desafio do ano determinada em fechar a temporada com um resultado forte, na continuidade do sólido quarto lugar alcançado no recente Rali da Água Transibérico Eurocidade Chaves-Verín, onde esteve na luta pelo pódio até ao último troço.

Para o último rali do ano, o objetivo é claro:

“Chegamos ao Rallye Vidreiro com a ambição de fechar o ano da melhor forma. Fizemos uma época em crescendo, com a segunda metade pautada por um ritmo forte e uma maior regularidade de resultados e de lutas pelos lugares da frente. Queremos terminar com um resultado que reflita e premeie todo o vasto trabalho que a equipa tem desenvolvido.", começou por afirmar.

"Em Chaves estivemos muito perto do pódio e mostrámos que temos velocidade para lutar pelos lugares de topo. O Vidreiro é uma prova com características muito especiais, com troços rápidos e exigentes, um rali de que gosto particularmente, pelo que a motivação de tentar chegar ao sexto triunfo nesta prova é grande. Vamos dar tudo para estar novamente entre os primeiros e terminar o campeonato num pódio.”

O Rallye Vidreiro – Centro de Portugal disputa-se nos dias 17 e 18 de outubro, com o Expocentro de Pombal a servir de base operacional para equipas e organização. Conta com nove Provas Especiais (PE), somando 106,08 quilómetros cronometrados, num percurso total de 371,25 quilómetros.

quarta-feira, 17 de setembro de 2025

CPR: José Pedro Fontes quer ser feliz em Chaves


José Pedro Fontes e a sua navegadora, Inês Fonte, chegam a Chaves com a moral em alta. Depois de um pódio na Madeira, o piloto do Citroen C3 Rally2 parte para o ali da Água Transibérico Eurocidade Chaves-Verín com esperanças de repetir o resultado, para assim poder lutar pelos primeiros lugares do campeonato - ele agora é quinto na geral, a dois ralis do final do campeonato. 

“Chegamos a Chaves e Verín com motivação extra. O pódio na Madeira deu-nos confiança e mostrou que temos ritmo para lutar pelos primeiros lugares. Foi um prémio para toda a equipa, que tem trabalhado arduamente para chegar ao topo. Tínhamos a certeza que seria apenas uma questão de tempo até regressarmos aos pódios. Agora, teremos pela frente uma prova muito exigente, mas queremos estar novamente na discussão pela vitória. O público transfronteiriço é sempre fantástico e queremos dar-lhes um grande espetáculo.”, afirmou.

O Rali da Água Transibérico Eurocidade Chaves-Verín realiza-se entre os dias 19 e 20 de setembro, dividindo-se por 2 Etapas com 10 Provas Especiais, num total de 115,07 km cronometrados. O percurso desenha-se nos emblemáticos troços em redor de Chaves, atravessando a fronteira para a região espanhola de Verín, num exigente percurso em asfalto que vai colocar à prova os participantes desta importante jornada para as contas do título.

sexta-feira, 12 de setembro de 2025

Noticias: Citroen confirma entrada na Formula E


A Citroen anunciou esta sexta-feira que entrará na Formula E a partir desta temporada, a 12ª, com a sua equipa de fábrica. Ela substituirá a Maserati na competição elétrica, e o seu nome terá mais impacto, pelo menos em termos de veículos elétricos, pois a marca do "double chevron" produz e vende carros populares e conta com gama cada vez mais diversificada de motorizações elétricas ou eletrificadas. Esta entrada no Mundial de Fórmula E, coincide, temporalmente, com uma ofensiva de produtos novos e permite à marca desenvolver e promover todas as competências tecnológicas.

No comunicado oficial, a Citroën afirma que a sua entrada na Fórmula E representa um “novo desafio” numa “aventura elétrica, inovadora e apaixonante que incorpora os nossos valores e a nossa visão para a mobilidade do futuro”

Acrescentando: “A Citroën está de regresso ao desporto motorizado, um palco que moldou a sua história e a sua lenda — o desporto motorizado na sua forma mais visionária: uma competição cem por cento elétrica, responsável e comprometida, com corridas populares no coração das cidades, um público jovem, empenhado e conectado, e uma montra tecnológica e internacional para o futuro da mobilidade.”

A marca francesa tem uma impressionante lista de conquistas atrás de si: isto inclui vitórias no Dakar, no inicio dos anos 90 do século passado, graças a modelos com o o ZX, nove títulos de pilotos no Campeonato do Mundo de Ralis da FIA (WRC) com a famosa dupla Sébastien Loeb/Daniel Elena, em modelos como o C4 WRC, e o C3 Rally1, oito títulos de construtores no WRC, três títulos de pilotos no Campeonato do Mundo de Carros de Turismo (WTCC) com o C-Elysée, três títulos de equipas no WTCC, além de vários sucessos no Campeonato do Mundo de Ralis Todo-o-Terreno da FIA.

Ainda não se sabe quem será a dupla para a sua primeira temporada na competição elétrica - os rumores falam do francês Jean-Eric Vergne e do neozelandês Nick Cassidy - cuja apresentação oficial será a 20 de outubro, antes dos testes de pré-temporada acontecerão entre os dias 27 e 31 de outubro em Valência, antes da primeira corrida da 12ª temporada, que acontecerá a 6 de dezembro, em São Paulo, no Brasil.

sábado, 2 de agosto de 2025

CPR 2025 - Rali da Madeira (Final)


O espanhol Diego Ruiloba acabou por ser o grande vencedor do rali da Madeira, mas não sem antes ter andado à luta com um piloto local, João Silva, que a bordo do seu Toyota GR Yaris Rally2, conseguiu ser segundo, a meros 4,4 segundos do lugar mais alto do pódio. O italiano Simone Campedelli foi o terceiro, a 12,4 segundos, com Miguel Nunes, no seu Skoda Fabia RS Rally2, não muito atrás, a 13,6.

Kris Meeke foi quinto, a 48,6, e foi o melhor dos carros da CPR, o Campeonato de Portugal de Ralis, na frente de Armindo Araújo, a 1.05,5, enquanto Dani Sordo foi apenas oitavo, a 2.02,7. 

“Estou muito feliz. A verdade é que já necessitava de lutar por uma vitória este ano. Está a ser um ano difícil no WRC e precisava muito deste momento”, declarou Diego Ruiloba, visivelmente emocionado, por causa da temporada complicada que está a ter, especialmente no WRC2. “É uma grande descarga de adrenalina, uma descarga de moral”, afirmou, antes de dedicar a vitória à sua equipa, que o tem apoiado nos “bons e maus momentos”, continuou, ele que ganhou o rali em 2024.

Para além disso, rendeu homenagem à destreza de João Silva nas especiais, do qual o piloto local conhece profundamente. “É muito difícil batê-lo, mas estou contente por ter gerido bem o rali e, acima de tudo, porque precisava muito desta vitória”, concluiu.


Do lado do segundo classificado, João Silva, ele estava feliz com o resultado, o seu melhor de sempre, e a respectiva exibição: 

“Foi o meu melhor resultado de sempre no Rali Vinho da Madeira — já tinha conseguido um terceiro lugar, agora fui segundo. No ano passado já tínhamos andamento para lutar pelo pódio, mas não conseguimos. Este ano cometemos um ou outro erro, nada de grave, e os 4.4 segundos de diferença refletem algumas decisões menos acertadas. Mas faz tudo parte do processo de aprendizagem.", começou por afirmar. 

"Ninguém esperava que este carro tivesse logo andamento para lutar na frente, e eu, especialmente, foquei-me ao máximo. Quando comecei a sentir que as coisas estavam a fluir, adaptei-me, esforcei-me bastante. Não consegui transferir nada do que tinha aprendido no Skoda — tive de me readaptar em tudo: condução, referências… Este carro é espetacular, mas também um cavalo bravo. Muito difícil de explorar e domar, mas quando se encontra o equilíbrio, é realmente rápido. É isso que temos de continuar a otimizar."

Com seis especiais para cumprir neste último dia, passagens duplas por Ponta do Sol, Calheta e Rosário, o dia começou com Campedelli ao ataque, ganhando a especial, 3,7 segundos na frente de Miguel Nunes. João Silva era terceiro, a 5,6, seguido por Armindo Araújo, a 5,8. 

João Silva ganha na especial seguinte, na Calheta, conseguindo uma vantagem de 1,3 sobre Ruiloba, 2,4 sobre Campedelli, 3,2 sobre Miguel Nunes e 3,7 sobre Kris Meeke, mas a seguir, na primeira passagem sobre Rosário, o melhor acabou por ser Miguel Nunes, com João Silva atrás, a 1,1. Ruiloba era o terceiro, a 2,8, na frente de Campedelli, quarto, a 4,2. Meeke era o quinto melhor, a 5,6, na frente de Armindo Araújo, a 7,5.

A parte da tarde começou com Campedelli a ser mais veloz na segunda passagem por Ponta do Sol, 2,8 segundos na frente de Diego Ruiloba, 4,8 sobre Miguel Nunes e 4,9 sobre Armindo Araújo, na frente de João Silva, quinto a 6,7. A especial acabou por ser suspensa depois do acidente de Ernesto Cunha, sem consequências de maior. 

Rioloba ganha na segunda passagem por Calheta, 0,4 segundos na frente de Kris Meeke, 1,3 sobre Miguel Nunes, 1,4 sobre João Silva e 3,6 sobre Campedelli. Por esta altura, Ruiloba era o líder, a 7,2 de Joáo Silva, e 13,3 sobre Simone Campedelli, numa luta intensa pela liderança deste rali.

E era isto antes da Power Stage, a segunda passagem por Rosário. 

Ali, o melhor acabou por ser... Miguel Nunes, que foi 2,3 segundos mais rápido que João Silva. Kris Meeke foi o terceiro, a 3.1, com Simone Campedelli quarto, a 4,2 e Diego Ruiloba quinto, a 5,1. Apesar da diferença ter descido para 4,4, o piloto espanhol acabou por ganhar o rali da Madeira.

Depois dos seis primeiros, o sétimo foi José Pedro Fontes, a 2.01,2, no seu Citroen, na frente de Sordo, oitavo, a 2.02,7. Nono foi outro madeirense, Alexandre Camacho, a 2.06,5 e a fechar o "top ten" ficou Miguel Caires, a 2.27,3.

sexta-feira, 1 de agosto de 2025

CPR 2025 - Rali da Madeira (Dia 1)


O espanhol Diego Ruiloba é o melhor, concluídas que estão as sete primeiras especiais do Rali da Madeira. O piloto do Citroen C3 Rally2 tem 6,6 segundos de vantagem sobre o local João Silva, no seu Toyota GR Yaris Rally2, e 17,3 segundos sobre o italiano Simone Campedelli, no seu Skoda Fabia RS Rally2. Kris Meeke tem um atraso de 43,1 segundos e é quarto, no seu Toyota GR Yaris Rally2, por causa de um furo lento, que o atrasou na classificação geral, mas pior está Dani Sordo, décimo, com 1.16 minutos de atraso em relação à liderança. 

Com passagens duplas sobre Campo de Golfe, Palheiro Ferreiro e Santana, a ação começara no final do dia anterior na Avenida do Mar, no Funchal, onde Campedelli foi o melhor, 0,2 segundos adiante de Armindo Araújo, 0,6 sobre Meeke e 0,7 sobre Ruiloba. 

Na sexta-feira, a manhã começou com a primeira passagem por Campo de Golfe, com João Silva ao ataque, ganhando a especial, com 1,8 segundos na frente de Diego Rubiloba, 2,1 sobre Kris Meeke, 3,9 sobre Simone Campedelli, 7,1 sobree miguel Nunes e 8,8 sobre Armindo Araújo. Rubiloba reagiu, triunfando na prineira passagem por Palheiro Ferreiro, e ganhou 1,3 segundos sobre Silva, que foi terceiro, com Meeke entre eles, a 0,9 segundos do piloto espanhol. Nesta altura, os três primeiros estavam separados por 1,1 segundos, e Campedelli, o quarto, estava a 3,8.

Rubiloba voltou a ganhar, conseguindo um avanço de 1.3 segundos sobre João Silva, 1,6 sobre Kris Meeke e 2,1 sobre Miguel Nunes. Simone Campedelli perdia 7,7 segundos e Dani Sordo 17,5, sendo "apenas"... o 12º mais rápido. “Eu não consigo fazer bons tempos com este carro”, queixava-se.

A parte da tarde começou com João Silva apo ataque, ganhando na segunda passagem por Campo de Golfe, mas conseguiu apenas recuperar 0,7 segundos a Rubiloba, que foi segundo, empatado com Campedelli. Quatro foi Kris Meeke, a dois segundos, E Miguel Nunes foi o quinto, a quatro. 

Rubiloba ganha a sexta especial, beneficiando ainda do atraso de João Silva,m que perdeu 6,9 segundos, e ainda mais de Kris Meeke, que teve um furo lento e perdeu 42 segundos, caindo bastante na geral. Campedelli ficou em segundo, a dois segundos, Miguel Nunnes ficou a 5,9, em terceiro, Miguel Caires, o quinto, a 9,2.

No final do dia, João Silva acabou por ser o melhor, 0,9 segundos na frente de miguel Nunes, 1.1 sobre Diego Rubiloba e 2,5 sobre Kris Meeke. 

Na geral, entre Campedelli, terceiro a 17,9, e Meeke, está Miguel Nunes, quatro a 19,9, enquanto na sexta posição, está Armindo Araújo, a 44,5. Sétimo é outro madeirense, Miguel Caires, a 59,3, na frente de José Pedro Fontes, a 1.06,5. Nono é outro madeirense, Alexandre Camacho, a 1.12,7, na frente de Dani Sordo. 

O rali da Madeira acaba amanhã, com a realização das restantes seis especiais.

quarta-feira, 30 de julho de 2025

CPR: José Pedro Fontes quer triunfar de novo na Madeira


José Pedro Fontes participa novamente no Rali da Madeira, prova a contar para o Campeonato de Portugal de ralis (CPR), e o objetivo é o mesmo: vencer. Correndo com o Citroen C3 Rally2, apesar de este ano ser uma das edições mais competitivas de sempre.

O piloto portuense, campeão nacional em 2015 e 2016, assume sem rodeios o objetivo para esta edição da prova: “Quero, uma vez mais, lutar pela vitória absoluta, tanto nesta prova como no campeonato nacional. Esta será, certamente, uma das edições mais disputadas dos últimos anos, com uma excelente lista de inscritos.”, começou por afirmar. “Venho à Madeira sempre com grande motivação. Não é segredo que esta é a minha prova preferida em asfalto”, reforça.

O Rali da Madeira é uma das rondas mais icónicas e desafiantes do calendário do CPR, com um total de 177,56 km cronometrados, distribuídos por 13 especiais ao longo de duas etapas e seis secções, num traçado técnico e montanhoso que exige precisão, ritmo e resistência.

terça-feira, 10 de junho de 2025

CPR: Fontes quer potenciar mais o seu C3


Na semana de regresso do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) à estrada com o rali de Castelo Branco, prova que assinala metade do campeonato, e também a abertura da temporada de asfalto, José Pedro Fontes encara a quinta jornada da competição com ânimo redobrado. Aos comandos do C3 Rally2 do Citroën Rally Team, Fontes, acompanhado pela sua navegadora, Inês Ponte, pretende capitalizar o potencial que o carro francês já demonstrou nesses pisos de alcatrão, transformando-o em resultado de destaque. Ele, que já triunfou neste rali em duas ocasiões.

Assim, é com ambição redobrada que a dupla encara o próximo fim de semana do CPR, esperando também que subam na geral.

 "Os resultados alcançados até à data não refletem nem o empenho da equipa, nem o verdadeiro potencial do C3 Rally2, modelo que foi alvo de contínuas afinações com vista a otimizar o desempenho nos troços de terra. Mas há que olhar para a frente e aproveitar todo o potencial da passagem do campeonato para a sua fase de asfalto, que se prolongará até final da época", começou por contar José Pedro Fontes.

"Nunca escondemos ser esse o palco da nossa preferência, pois sabemos que podemos ser mais competitivos e que o C3 Rally2 preparado pela Sports & You pode demonstrar todo o seu potencial, numa altura em que o carro integra a totalidade das evoluções da Citroën Racing. O Rali de Castelo Branco e Vila Velha de Ródão é uma excelente oportunidade para começar a recuperar os pontos perdidos, numa segunda metade da época que pretendemos realizar em melhor forma. Vamos convictos das nossas capacidades e certos que podemos estar na luta pelos triunfos", concluiu.