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segunda-feira, 20 de abril de 2026

CPR, Terras D'Aboboreira: Meireles feliz com a sua prova


Pedro Meireles
e o seu navegador, Mário Castro, terminaram o rali Terras D’Aboboreira com um bom quinto lugar, depois de uma luta intensa pela quarta posição, com o Lancia Ypsilon Rally2 de José Pedro Fontes, que lhes escapou por dois segundos.

No final do rali, o piloto do Škoda Fabia RS Rally2, em declarações ao AutoSport, fez um balanço positivo da prova, apesar de algumas escolhas menos conseguidas que impediram um resultado mais vistoso. Ainda assim, fica o entusiasmo pelo ritmo demonstrado.

“Acho que foi uma boa prova da minha parte. Começamos bem, depois, fruto da estratégia que tínhamos delineado, mudamos o carro para o troço grande e não resultou. Hoje [sábado] voltamos a pôr o carro mais ou menos como estava e as coisas já funcionaram. Estamos sempre a aprender.", começou por afirmar.

"Acho que o importante aqui é que demonstramos um bom ritmo. Com a luta na frente ao rubro, fizemos tempos muito bons, ao nível dos pilotos mais rápidos. Portanto, estamos satisfeitos. Perdemos o quarto lugar por 2 segundos, a meio do troço ainda vínhamos a ganhar, mas pronto, é o que é. Estou muito satisfeito com a minha prova e agora é encarar o próximo rally, o Rally de Portugal”.

Quanto ao arranque do CPR, Pedro Meireles enalteceu a competitividade e o equilíbrio:

“Acho que foi muito bom. Os jovens já mostraram ao que vieram e ainda bem, não tinha a mínima dúvida que isso iria acontecer, mais tarde ou mais cedo. Acho que vai ser um campeonato muito equilibrado. Toda a gente fica a ganhar com isso, nós, o público e o campeonato. Esperemos que assim seja, são provas destas que animam o campeonato e que o tornam muito mais interessante”.

domingo, 19 de abril de 2026

CPR, Terras D'Aboboreira (II): Almeida contente com o resultado


Pedro Almeida e o seu navegador, António Costa, tiveram um excelente arranque de temporada no rali Terras D'Aboboreira. No primeiro rali ao serviço da Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal, Almeida conquistou um pódio no CPR. Primeiros pontos, primeiro champanhe derramado e primeiras impressões muito positivas.

"Só podemos estar satisfeitos com o resultado que trazemos”, começou por afirmar Almeida, em declarações à AutoSport.pt “Conseguimos ser competitivos, andamos nos lugares da frente, a competir com pilotos com muita experiência, já com experiência nos seus carros. Por isso, o balanço é positivo.", continuou.

"Por outro lado, olhando para trás, devia ter talvez feito um rali regional, para preparar e entrar já com outro tipo de ritmo. Mas, não fizemos isso e está tudo bem. Temos o Rally de Portugal daqui a pouco, terça-feira já vamos testar. Então, é positivo porque vamos andar agora muito tempo dentro do carro.", continuou,

"É um bom arranque. Acima de tudo, porque normalmente os meus arranques de campeonato eram pautados por desistências, por isso acho que fazer um terceiro lugar e dois pontos na Power Stage é positivo. Vamos continuar daqui para a frente a ver se chegamos ao fim do ano numa boa situação”, concluiu.

CPR, Terras D'Aboboreira: Fontes satisfeito com a sua estreia no Lancia


José Pedro Fontes
e a sua navegadora, Inês Ponte, terminaram o Rali Terras D'Aboboreira na quarta posição da geral, a 40,1 segundos do vencedor geral e a 31,9 de Ruben Rodrigues, o melhor português, na prova de estreia do CPR. Para o piloto, que estreava o Lancia Ypsilon Integrale Rally2, o objetivo de mostrar o potencial da máquina foi alcançado, apesar de alguns precalços, como uma penalização e problemas com a caixa de velocidades ao longo do percurso. 

Mesmo assim, afirmou a sua satisfação, em termos gerais: “O balanço é altamente positivo. Gostei do carro, andámos sempre junto aos mais rápidos. Já não acontecia isso há muito tempo na terra. O carro ainda tem muito pouco desenvolvimento em terra, muito menos com Pirelli. Tenho andado com pneus da Hankook por causa do WRC2, portanto, tem uma margem de progressão muito grande.”, começou por afirmar.

O piloto acrescentou: “Acho que se ontem não tivéssemos tido o problema que tivemos, que nos obrigou a trocar a caixa de velocidades e a penalizar, estávamos muito perto da frente do CPR, isso para o primeiro rali leva-nos a pensar que em provas de terra, vamos estar noutro nível que não estávamos no passado. Andámos a discutir os troços, acho que o Ruben (Rodrigues) fez um rali cinco estrelas, mas andámos a discutir os troços com os Toyota, Skoda. E se estamos assim na terra, e pelo feedback que temos no asfalto do carro, acho que vamos ter uma palavra a dizer, mas acho que vai ser um campeonato muito renhido, penso que vai haver cinco, seis, sete pilotos que vão ganhar troços, se calhar até ralis.”

Para além disso, Fontes mostrou-se agradado com o equilíbrio entre os concorrentes, na mistura entre os consagrados e os jovens:

“Isso cria também outra motivação. Eu como vocês todos sabem que fui um grande defensor, de trazer os estrangeiros. Precisávamos deles na altura para animar o campeonato, não havia jovens à altura preparados para para esses desafios das marcas. Foi feito esse caminho, de dar oportunidade aos jovens e agora vai ser agora difícil para nós, porque eles vão ter muita velocidade, e nós vamos tentar com a experiência equilibrar. É assim a vida e nós temos que aceitar e ficar contente que haja esta renovação. Por isso, parabéns à Hyundai, parabéns à Toyota pela aposta, e acho que vai ser um campeonato renhido até ao final porque eu acho que vai haver muita incerteza de quem vai ganhar, pelo que já referi, muita gente a ganhar troços e a lutar na frente pelos ralis.”, concluiu.

sábado, 18 de abril de 2026

CPR, Terras D'Aboboreira: Armindo Araújo satisfeito com o resultado


Armindo Araújo terminou o Rali Terras d’Aboboreira na segunda posição no campeonato CPR, o resultado possivel depois de um início prometedor, que não teve continuidade no sábado, que obrigaram o piloto a redefinir os objetivos, ficando a 5.6 segundos do Toyota vencedor de Ruben Rodrigues. No final, em declarações à AutoSport portuguesa, o piloto de Santo Tirso mostrou-se resignado com o rumo da prova, mas satisfeito com os pontos conquistados:

“O resultado é positivo. Não foi o que ambicionámos, pois viemos declaradamente lutar pela vitória. Contudo, acho que minimizámos os estragos, nunca baixámos os braços e lutámos até ao último metro. Saímos daqui com o segundo lugar e com a vitória na Power Stage, que acaba por ser bom em termos de resultados desportivos.", começou por afirmar.

"Contudo, reconhecemos que não tivemos uma afinação correta para esta prova. Talvez devido aos nossos testes terem tido alguma lama e humidade, nestas condições mais secas sofremos um bocadinho. Fomos lentos a reagir e demorámos a aplicar mudanças que devíamos ter feito. Pagámos um bocadinho por essa lentidão, mas faz parte das corridas. Faz parte também ter paciência para não cometermos erros quando as coisas não estão a correr bem.", continuou.

"Acho que temos um campeonato extremamente interessante em termos mediáticos. Com muita vontade de ver os novos valores, com várias marcas aqui envolvidas, vários pilotos de várias faixas etárias, com diferentes tipos de experiência. Portanto, acho que isso acabou por trazer muito público à estrada e muito ambiente à volta da corrida. Acho que este tipo de lutas é que são interessantes para o nosso desporto e até que enfim que se percebeu que este era o caminho certo.”, concluiu.

CPR 2026 - Rali Terras D'Aboboreira (Final)


Se na geral, o melhor foi um japonês, Matsushita Takumi, em termos de "melhor português", esse calhou a Ruben Rodrigues, que conseguiu uma vantagem final de 5,6 segundos sobre Armindo Araújo. No final de oito especiais, foram pequenas as diferenças entre eles, já que o terceiro classificado, Pedro Almeida, ficou a 7,7 segundos, e o quarto, José Pedro Fontes, ficou bem mais distante, a 31,9 segundos do vencedor. Tudo isto em meros cinco especiais, neste sábado.

Com a segunda passagem por Amarante e Marão, depois da primeira passagem na sexta-feira, reservada para a parte da manhã, pela tarde, foram cumpridas as passagens duplas por Aboboreira, uma delas a Power Stage, e a passagem única por Baião. 

E logo de manhã, Vaher acelerou para ser o melhor, ganhando as especiais da manhã, primeiro com uma vantagem de 3,1 sobre Matsushita Takumi, seis segundos sobre Gonçalo Henriques, 9,6 sobre Ruben Rodrigues e dez segundos sobre Matteo Chattilon. Fontes penalizava em dez segundos, mas o pior acontecia com Vaher, que se tinha enganado no percurso e era penalizado em três minutos, perdendo a liderança e caindo para o 19º posto! 

Na especial seguinte, Vaher voltou a ganhar - sem se enganar no percurso e a recuperar quatro posições - com uma vantagem de 1,6 segundos sobre Ruben Rodrigues, 3,5 sobre Matsushita Takumi e 4.4 sobre Pedro Almeida. Hugo Lopes capotou e acabou prematuramente o seu rali.


No final da manhã, havia um empate entre Ruben Rodrigues e Matsushita Takumi, e o piloto açoriano estava encantado com o seu desempenho. “De todos, continuamos a ser os menos experientes, mas até agora tem corrido muito bem. O carro tem trabalhado muito bem, a nossa equipa tem feito um trabalho excelente. Penso que nós temos mostrado a nossa velocidade, a nossa competitividade.", disse, no final da quinta especial.

A tarde começava com Vaher em recuperação, subindo mais dois lugares e ganhando a especial, 3,8 sobre Matsushita, quatro segundos sobre Pedro Almeida e 6.9 sobre Armindo Araújo. Ruben Rodrigues perdia 8,5 segundos, caindo para segundo, com Armindo Araújo não muito longe. 

Pedro Almeida triunfou em Baião, 1,1 segundos sobre Vaher, 2,2 sobre Gonçalo Henriques, 2,4 sobre Pedro Meireles e 3,5 sobre Armindo Araújo, com Ruben Rodrigues a ser sexto, a 4,4, mas a ganhar sobre Matsushita, que foi sétimo, a 5,1. Matteo Chattilon desistia na especial.

Na Powerstage, Vaher acabou por levar a melhor, 5,8 sobre Armindo Araújo, 7,9 sobre Pedro Almeida, e 10.9 sobre Matsushita Takumi. Ruben Rodrigues foi oitavo, a 14.5, mas ele saía de Amarante com a vitória no primeiro rali do ano, 5,6 segundos na frente de Armindo Araújo, na classificação do CPR, e 7,7 sobre Pedro Almeida, o terceiro.


No final do rali, Ruben Rodrigues disse de sua justiça:

"Tinha dito que o ano passado era para conhecer o campeonato e este ano, com o conhecimento quer das classificativas, quer do carro, teríamos uma palavra a dizer. Estou bastante feliz, tanto com o carro, como com a minha equipa que tem feito um trabalho incrível. O carro é fenomenal, tem um chassis incrível e estamos cada vez mais à vontade. É muito competitivo e nós também temos acompanhado com a nossa evolução.”, começou por afirmar.

"A Auto Açoreana Racing, em conjunto com a ARC, fez um trabalho fenomenal. O carro esteve sempre num nível muito bom, muito fácil de conduzir. Fomos seguindo o plano e esse foi concluído com sucesso. Foi uma grande vitória para nós. Mostrámos aquilo que podemos fazer no CPR.", continuou.

"Este campeonato vai ser muito disputado. Vamos ver diferenças mínimas. Em condições normais podemos ter aqui três, quatro pilotos sempre na luta pela vitória em todas as provas. Temos aqui um campeonato muito interessante e competitivo. Podemos estar todos contentes com o que se viu: muito equilíbrio, muita gente diferente a ganhar troços. Quem cometer menos erros vai ganhar. Todos já conhecem bem os troços e temos máquinas idênticas. Será uma luta intensa ao longo do ano.”, concluiu.

Agora, tudo preparado para o inicio de maio, altura do Rali de Portugal, que será a segunda prova do campeonato.

sexta-feira, 17 de abril de 2026

CPR 2026 - Rali Terras D'Aboboreira (Dia 1)


O estónio Jaspar Vaher é o melhor no rali Terras D'Aboboreira, conseguindo uma vantagem de 18,4 segundos sobre o carro de Ruben Rodrigues, concluídas que estão as três primeiras especiais do dia. Estes dois pilotos já deram um avanço sobre o terceiro classificado, o Skoda de Armindo Araújo, que está a 20,3 segundos. 

Prova de abertura do Campeonato de Portugal de ralis, nesta sexta-feira, tinha três especiais de classificação, com passagens por Amarante e Marão, antes de uma especial noturna em Baião. debaixo de nevoeiro no final da tarde desta sexta-feira, na Serra do Marão, Vaher começou bem, ao ganhar a primeira especial, conseguindo 16,9 segundos de vantagem sobre Armindo Araújo, 17,5 sobre Ruben Rodrigues e 22,6 sobre Matsushita Takumi. Rafael Rego perdeu uma roda e acabou por desistir.

Hugo Lopes ganhou na especial seguinte, 0,1 segundos na frente de Matsushita, 1,8 sobre Ruben Rodrigues e 4,1 sobre Vaher. Este acabou por ganhar no final do dia, 0,2 segundos na frente de Matteo Chattilon, 1,3 sobre José Pedro Fontes e Três segundos sobre Hugo Lopes.

Depois dos três primeiros, o quarto na geral é o Toyota GR Yaris de Matsushita Takumi, a 23 segundos, na frente de Hugo Lopes, a 23,2, noutro Toyota GR Yaris. Sexto é José Pedro Fontes, no seu Lancia Ypsilon Integrale Rally2, a 27,1, a seguir vem Pedro Meireles, a 33,9, no seu Skoda Fabia Rally2, e Pedro Almeida, no seu Toyota GR Yaris Rally2, a 34.9. A fechar o "top ten", está o francês Matteo Chattilon, no seu Skoda Fabia Rally2, a 37,1, e o Toyota GR Yaris Rally2 de Goto Shotaro, a 40 segundos exatos. 

O rali Terras D'Aboboreira conclui neste sábado, com a realização das restantes cinco especiais. 

quarta-feira, 15 de abril de 2026

CPR: Team Hyundai Portugal arranca com ambições de vitória


O Team Hyundai Portugal inicia, no final desta semana, a sua oitava temporada consecutiva no Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), apresentando-se no Rali Terras d’Aboboreira com um objetivo bem definido: prolongar a hegemonia conquistada nas últimas três épocas. Os pilotos Gonçalo Henriques e Hugo Lopes, depois de dois dias de testes em terra, demonstraram confiança no Hyundai i20 N Rally2, que se apresenta com as mais recentes evoluções técnicas da Hyundai Motorsport. 

"As expectativas são altas. Sentimo-nos muito confortáveis no Hyundai i20 N Rally2 após dois dias de testes muito positivos, onde experimentámos várias soluções. O carro está muito divertido e fácil de guiar, o que nos deixa confiantes, até por serem esperados pisos secos", começou por afirmar Gonçalo Henriques.

"Embora prefira troços mais largos e de piso duro, tenho-me sentido cada vez mais à vontade nos pisos macios, como os da Aboboreira. Acredito que podemos ser rápidos. Vamos trabalhar muito para que este seja um rali feliz para nós. Sabemos que vamos ter adversários muito fortes, que nos vão obrigar a trabalhar mais do que nunca. Mas é exatamente isso que queremos: evoluir ao lado de pilotos rápidos e disputar ralis ao mais alto nível", continuou.

"As nossas metas são claras: lutar por vitórias e, no final, pelo título. Queremos fazer o nosso caminho degrau a degrau, sem pressão, mas com a ambição de sermos campeões e dar ao Team Hyundai Portugal o quarto título consecutivo", concluiu.

Já do lado de Hugo Lopes, as ambições são semelhantes, quer para o rali, quer para o campeonato. E começou por elogiar a prova: "O Rali Terras d’Aboboreira tem dos troços de terra mais espetaculares do país".

Depois, continuou:

"O foco é entrarmos logo bem na classificativa de Amarante, que abre os dias de sexta-feira e sábado. É um troço longo, onde é preciso manter um ritmo sólido e sem erros, para percebermos onde nos situamos perante a concorrência e garantir uma boa posição na estrada para sábado. Também o Marão será desafiante, por ser feito no sentido inverso ao do ano passado e muito a subir, exigindo um bom ritmo desde o início. Agora é preparar bem os reconhecimentos para entrar no rali focado num bom resultado".

"Estamos muito contentes e orgulhosos por competir a tempo inteiro no campeonato com o Team Hyundai Portugal. Depois de mais de um ano sem andarmos em pisos de terra, o Hyundai i20 N Rally2 transmitiu-nos ótimas sensações nos testes e sentimos que estamos preparados. Não temos dúvidas de que o campeonato vai ser muito competitivo, com uma mistura interessante de gerações, mas queremos afirmar-nos como uma das principais figuras em todas as provas, e lutar por vitórias e pelo título", concluiu.

terça-feira, 14 de abril de 2026

CPR (II): Pilotos da Toyota cautelosos nas expectativas para o Terras D'Aboboreira


O Rali Terras D'Aboboreira 2026 irá servir de marco histórico para a TGR Caetano Portugal, porque pela primeira vez a equipa coloca dois GR Yaris Rally2 oficiais em simultâneo numa prova do CPR, para Pedro Almeida e Rafael Rego. Para a Toyota, a entrada um segundo GR Yaris Rally2 no programa oficial representa um reforço da presença da marca nos troços nacionais. Aliado a isso, a associação com a programa FPAK Junior Team, rampa de lançamento de jovens talentos portugueses, enquadrados por uma estrutura experiente e vencedora.

Com isso, chegou Rafael Rego, que alinhará ao lado de Almeida. Se a jovem promessa salta diretamente para o escalão Rally2 ao volante de um carro oficial, já Pedro Almeida chega a Amarante com a motivação de quem regressa aos ralis num carro de topo e com fome de sucesso. A estreia no GR Yaris Rally2 implica adaptação, mas o piloto não esconde a ambição:

"Vamos encarar esta primeira prova com muita motivação. Estrear um carro novo traz sempre um período de adaptação, mas o trabalho feito até aqui dá-nos confiança.", começou por afirmar. "O principal objetivo passa por evoluir ao longo do rali, perceber bem o comportamento do carro em contexto de competição e terminar com um bom resultado. Claro que somos competitivos e queremos estar o mais próximos possível dos primeiros lugares, mas sabemos que o campeonato é muito exigente e há pilotos muito fortes.", continuou. 

"O próprio rali é diferente e mais exigente, com longas especiais, que nos obrigam a uma permanente concentração e exigência. Se conseguirmos entrar na luta pelos lugares cimeiros, será um excelente indicador para o resto da época.", concluiu.

Quanto a Rafael Rego, o piloto, integrado também na FPAK Junior Team, ele reconhece que guiar um carros destes, numa equipa destas, não só é um voto de confiança mas também uma responsabilidade que assume com maturidade.

"Os meus planos para este rally passam por evoluir de forma consistente e gradual ao longo de toda a prova. O principal objetivo é ir ganhando cada vez mais confiança ao volante, melhorando a adaptação ao carro e às condições do percurso.", começou por afirmar. 

"Quero focar-me em conduzir de forma limpa, evitando erros desnecessários, e aproveitar cada especial para aprender mais sobre o comportamento do carro. Com o avançar do rally, a ideia é aumentar o ritmo de forma progressiva, sempre com controlo, para conseguir extrair o melhor desempenho possível.", concluiu.

O Rali Terras D'Aboboreira, prova de abertura do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), terá nove especiais de classificação, entre sexta à noite e sábado.

CPR: Teodósio quer ser competitivo no Terras D'Aboboreira


Ricardo Teodósio parte para a temporada de 2026 do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) com uma nova máquina, o Citroen C3 Rally2, e esta estreia representa para o piloto numa aposta numa máquina de última geração, reconhecida pela sua competitividade ao mais alto nível dos ralis nacionais e internacionais. A participação na exigente prova da Aboboreira servirá não só como estreia oficial, mas também como oportunidade para demonstrar o seu potencial ao longo da prova, apostando numa luta por lugares no pódio, contra pilotos de equipas oficiais, como a Hyundai e a Toyota.

“É um desafio muito motivador. O Citroën C3 Rally2 é um carro com provas dadas e estou muito entusiasmado com esta estreia. Sabemos que o Rali Terras d’Aboboreira é uma prova exigente, mas estamos focados em evoluir quilómetro a quilómetro.”, afirmou.

Para o navegador José Teixeira, o otimismo é evidente e a ambição passa por uma adaptação rápida à nova máquina. “O nosso objetivo passa por uma adaptação rápida ao carro e por estarmos competitivos desde cedo. Sabemos que a concorrência é forte, mas queremos estar na luta pelos lugares da frente e discutir o pódio.”

Ricardo Teodósio deixou ainda uma palavra de agradecimento a todos os que tornam este projeto possível: “Quero também agradecer a todos os patrocinadores pelo apoio contínuo. É graças a eles que conseguimos estar presentes com este projeto e encarar esta nova fase com ambição.”, concluiu.

O rali Terras D'Aboboreira terá nove especiais de classificação corridos na sexta-feira à noite e no sábado ao longo do dia.

sexta-feira, 10 de abril de 2026

CPR: Conhecida a lista de inscritos para o Terras D'Aboboreira


O Rali Terras D'Aboboreira divulgou esta quinta-feira a sua lista de inscritos para aquela que será a prova de abertura do Campeonato de Portugal de Ralis de 2026. Sem estrangeiros relevantes - exceptuando três carros da Toyota Gazoo Racing NG, dois para os japoneses Matushita Takumi e Goto Shotaro, e um para o estónio Jaspar Vaher - para o rali que acontecerá no concelho de Amarante, Baião e Marco de Canavezes, ao todo serão 59 as equipas inscritas, dos quais 20 serão Rally2.

As grandes novidades serão a estreia de José Pedro Fontes com o Lancia Ypsilon Rally2, com o de Ricardo Teodósio com o Citroen C3 Rally2, e as equipas oficiais quer da Toyota Caetano Racing, e da Team Hyundai Portugal. A primeira, com Pedro Almeida e Rafael Rego, a segunda com Hugo Lopes e Gonçalo Henriques, para além dos carros de Armindo Araújo, no seu Skoda Fabia RS Rally2, e do açoriano Ruben Rodrigues, num Toyota GR Yaris Rally2.   

Para além de ser a prova de abertura do CPR, também faz parte do European Rally Trophy e do Campeonato de Portugal de Ralis 2M, entre outros, e terá oito especiais de classificação.

sábado, 3 de maio de 2025

CPR 2025 - Rali Terras D'Aboboreira (Final)


O britânico Kris Meeke ganhou o duelo com Dani Sordo no rali Terras D'Aboboreira, que aconteceu este sábado. No final das dez especiais que aconteceram nas classificativas à volta de Amarante, Marco de Canaveses e Baião, o piloto da Toyota foi o melhor que o espanhol da Hyundai por 27,3 segundos. E ambos deram uma grande distância à concorrência, nomeadamente o terceiro classificado, Armindo Araújo, no seu Skoda Fabia RS Rally2, a 1.59,5. Ele ficou na frente do finlandês Roope Korhonen, quarto a 2.13,5.

“Três vitórias consecutivas com a Toyota é algo de especial e três vezes aqui em Aboboreira é realmente muito bom. Adoro este sítio, adoro o rali e, sim, que trabalho.", começou por falar o piloto britânico, no final do rali.

"Mas um grande obrigado à minha equipa. Ao Grupo Caetano por apoiarem o programa da Hyundai e o programa da Toyota, porque com o Dani aqui agora, a luta é incrível… Eu e o Dani lutamos nos troços há 20 anos e o facto de ainda estarmos a lutar agora é algo muito especial para nós. Por isso, um grande obrigado a todos os envolvidos, Sports & You e a todos vocês e, sim, estou feliz por estar aqui e por conquistar o primeiro lugar”, concluiu.


“Foi uma bela e emocionante batalha, num rali com alguns momentos difíceis, devido às condições climatéricas.", começou por falar Dani Sordo, quando comentou sobre o rali que efetuou. "Foi pena o furo na 'power stage', quando estava na posse do melhor tempo e poderia vencer, mas são imprevistos que fazem parte dos ralis. O resultado final é positivo e agora vamos centrar-nos no Rali de Portugal. Como se viu pelo andamento, estamos próximos da nossa primeira vitória no campeonato com o Hyundai i20 N Rally2…”, concluiu.

Depois das três primeiras especiais do dia, na sexta-feira, onde Meeke tentou controlar os avanços de Sordo e da concorrência dos WRC2, o dia de sábado ficou marcado pelo duelo entre os pilotos da Toyota e da Hyundai, com o inglês a levar a melhor, mas sempre por muito pouco. E enquanto isso acontecia, sob tempo difícil, de chuva constante. 

Com sete especiais neste sábado, passagens duplas por Marco, Marão e Amarante, mais uma passagem individual por Marão, o dia começou com Meeke a ganhar na primeira especial, ganhando 4,4 segundos sobre Sordo, 6,2 sobe Marco Bulacia e 6,5 sobre Martins Sesks. Sordo respondeu em Baião, ganhando a especial, mas recuperou... 0,6 segundos sobre Meeke, com Armindo Araújo a ser terceiro, a... 16,6, empatado com Roope Korhonen. 

Aqui, Martins Sesks teve problemas técnicos no seu Ford e acabou ali o seu rali, enquanto Diego Ruiloba batera e ficara por ali, e causou a interrupção da especial. Gonçalo Henriques, muito rápido, também acabava ali o seu rali, depois de um despiste ter dado cabo do seu carro. No final da manhã, Meeke ganhou na primeira passagem por Marão, conseguindo 1,4 segundos sobre Sordo e 15,5 sobre Pedro Almeida. 

A tarde começava com a segunda passagem por Amarante, onde Meeke apenas ganhava meio segundos sobre Sordo, com Jan Solans a ser o terceiro, a 4,1 e Roope Korhonen quarto, a 6,6. Meeke voltou a triunfar, 2,5 sobre Sordo e 19,4 sobre Pedro Almeida e 23,3 sobre Korhonen. Sordo acabou por ganhar na segunda passagem por Marão, ganhando 2,7 segundos sobre Meeke, com Bulacia a parar de vez na especial.

Com 9,2 segundos separados entre os dois primeiros para a Power Stage, a coisa acabou com... Armindo Araújo a ganhar, com o piloto da Skoda a ser melhor que Kris Meeke em 3,6 segundos. Sordo foi quinto na especial, a 22 segundos, tudo por causa de um furo. 


No final, Meeke comentou:

“Foi um fim de semana incrível, mas no último troço, que história, que troço louco! A chuva torrencial que caiu antes do troço, que estava cheio de lama. Arrancámos. Estava tudo a correr bem, mas cerca de cinco quilómetros depois, fiz um pião. Fiquei virado ao contrário numa estrada muito estreita, era impossível fazer inversão de marcha, tive de fazer marcha-atrás 150 metros às cegas até um cruzamento. Eu sabia que havia ali. Virámos e seguimos.", começou por afirmar.

"Eu sabia que estava a perder, sabia que tinha perdido uma mão cheia de segundos. E a diferença era apenas de nove segundos à entrada para o troço e não sabia o que fazer nessa altura. Atacar ou não? Estava tão escorregadio, tão difícil. Mantive um bom ritmo, mas infelizmente para o Dani (Sordo) ele furou a meio do troço, por isso, que forma de terminar um rali, mas sim, os troços aqui são lindos, mas têm de fazer alguma coisa em relação ao tempo…”, concluiu.

Depois dos quatro primeiros, Ruben Rodrigues foi o quinto, a 3.20,2, no seu Toyota Yaris Rally2, na frente do outro Toyota de Ricardo Teodósio, a 3.26,1. Sétimo ficou José Pedro Fontes, a 3.37,6, no seu Citroen C3 Rally2, longe de Ernesto Cunha, oitavo a 5.20,6 no seu Skoda Fabia Rally Evo2. E a fechar o "top ten", dois Ford Fiesta Rally3, o do irlandês Eammon Kelly, a 6.10,0 e do turco Kerem Kazaz, a 7.31,3. 

Agora, prepara-se para o rali de Portugal, que acontecerá entre os dias 15 e 18 de maio. 

sexta-feira, 2 de maio de 2025

CPR 2025 - Rali Terras D'Aboboreira (Dia 1)


O britânico Kris Meeke lidera o rali Terras D'Aboboreira com uma vantagem de 3,2 segundos sobre Dani Sordo, concluídas que estão as três primeiras especiais de classificação. Ambos os pilotos não estão muito longe de Martins Sesks, no seu Ford Fiesta Rally2, que é terceiro, a 14,3. Armindo Araújo é o melhor português, sendo sétimo na geral, com 25,7 segundos de atraso perante o líder, e a menos de um segundos do Hyundai de Gonçalo Henriques, a 26,6.

Sendo um rali de preparação para o rali de Portugal, que usará aquelas classificativas dentro de três semanas, a lista de inscritos estava cheia de pilotos que participam no WRC2, entre eles o finlandês Roope Korhonen  (Toyota GR Yaris Rally2), o francês Yohan Rossel (Citroën C3 Rally2) e recente vencedor da sua categoria no Rally Islas Canárias, o espanhol Jan Solans (Toyota GR Yaris Rally2) e sobretudo, o letão Martins Sesks, que participa num WRC2, mas no rali português, correrá num Ford Fiesta Rally1.

Com três especiais nesta sexta-feira, passagens por Amarante e Marco, com uma super-especial de 2,1 quilómetros do centro da cidade de Marco de Canavezes, o dia começou com Sordo na frente, conseguindo meio segundo sobre Meeke e 1,3 sobe Sesks, com Korhonen em quarto, a cinco segundos. Armindo Araújo foi o melhor, em oitavo, a 11,9, na frente de Gonçalo Henriques, a 12,1. 

Meeke reagiu, triunfando nas duas especiais seguintes. Na primeira especial, ganhou 2,8 segundos sobre Dani Sordo e sete segundos sobre o boliviano Marco Bulacia (Toyota GR Yaris Rally2), com Seks a ser quarto, a 7,5 e Armindo a perder 9,5 segundos, sendo o sexto melhor. No final do dia, com a super-especial citadina, Meeke voltou a ganhar, com uma vantagem de 1,3 sobre Rossel e 1,4 sobre Sordo. Gonçalo Henriques foi o quarto melhor, a 2,3. 

Depois dos três primeiros, Korhonen é o quarto, a 18,5, na frente de Yohan Rossel, a 19,9. Sexto é Marco Bulacia, a 22,7, na frente de Armindo Araújo e Gonçalo Henriques, enquanto Jan Solans é nono, a 29,9. A fechar o "top ten" está o Skoda Fabia RS Rally2 de Pedro Meireles, a 32,0.

O rali Terras D'Aboboreira continua este sábado, com as restantes sete especiais. 

CPR: Armindo tem ambições


A poucas horas do inicio do Rali Terras D’Aboboreira, terceira prova do calendário do Campeonato de Portugal de Ralis, Armindo Araújo e o seu navegador, Luís Ramalho, esperam sair dali nos lugares do pódio e continuar sendo como a melhor dupla nacional. Com vários pilotos internacionais inscritos nesta prova, organizada pelo Clube Automóvel de Amarante, a dupla do Skoda Fabia RS, de Santo Tirso, parte essencialmente focada em lutar pela melhor classificação possível para o CPR, eles que são os terceiros da geral.

“Vamos procurar entrar bem no rali e tentar lutar pelas primeiras posições da geral sem comprometer o grande objetivo que é a conquista do maior número de pontos possíveis para o campeonato. Será certamente um rali extremamente disputado, com muitos candidatos aos primeiros lugares e, por isso, difícil de fazer previsões quanto ao desfecho final. Estamos motivados para lutar pelas posições cimeiras numa prova onde habitualmente conseguimos bons resultados”, afirmou.

Com dez especiais de classificação, e servindo como "ensaio geral" para o rali de Portugal, que acontecerá dentro de três semanas, entre os dias 15 e 18 de maio, o rali Terras D'Aboboreira é um ralis cheio de pilotos da classe WRC2, entre eles, o letão Martins Sesks e o francês Yohan Rossel, ambos vindo aqui a aprender o melhor que puderem das especiais de classificação que serão usados. 

CPR: Meeke teme os concorrentes do Mundial


Kris Meeke teme que os pilotos do WRC2 venham interferir na sua luta pela vitória. A poucas horas do Rali Terras D'Aboboreira, terceira prova do CPR, Campeonato de Portugal de Ralis, o piloto da Toyota Portugal quer continuar a ganhar, rumo a um segundo título consecutivo, logo no ano de estreia do projeto Toyota Caetano Portugal. Meeke e o seu navegador, Stuart Loudon, querem manter o ímpeto, apesar da meteorologia avisar neste final de semana que poderá voltar a pregar partidas.

Mas também Meeke está atento a alguns dos pilotos do WRC2 que andam por ali, que andam a ensaiar pra o Rali de Portugal, que acontecerá dentro de duas semanas: 

“Foi ótimo começar a temporada com duas vitórias e queremos continuar assim. No entanto, este rali costuma trazer alguns pilotos do WRC2 que aproveitam o evento para testar, como o Martin Sesks, que foi muito rápido em Fafe, e o Yohan Rossel, que vem de uma vitória nas Canárias. Por isso, a concorrência vai ser forte, mas o nosso foco está no Campeonato de Portugal.", começou por referir.


"Gosto de desafios e gosto muito destas classificativas no norte. O objetivo mantém-se: desfrutar da condução com o nosso carro e dar o nosso melhor. Parece que o tempo pode complicar, com previsão de chuva forte para o shakedown e para o primeiro dia de rali. Com a altitude, isso pode trazer nevoeiro, tal como no ano passado. Mas é isso que torna os ralis especiais – nunca sabemos o que vamos encontrar pela frente. Estamos motivados e com esperança de ter mais um bom fim de semana”, concluiu.

O Terras D'Aboboreira terá de especiais, divididos por Amarante, Marco e Baião. Para Meeke, em caso de vitória, será a sua terceira consecutiva em 2025,  e a 12.ª no CPR.

sexta-feira, 19 de abril de 2024

CPR: Dani Sordo participa no rali Terras D'Aboboreira


O espanhol Dani Sordo irá participar no Rali Terras D'Aboboreira, que acontecerá no fim de semana de 26 e 27 de abril. O piloto espanhol da Hyundai está ali para preparar o Rali de Portugal, que acontecerá duas semanas mais tarde, e que terá, pelo menos, sete pilotos do WRC2 inscritos.

De acordo com a lista de inscritos, para o Terras D'Aboboreira estão presentes os franceses Yohan Rossel (Citroen C3) e Pierre Louis Loubet (Skoda Fabia RS), o irlandês Josh McErlean (Skoda Fabia RS), o espanhol Jan Solans (Toyota Yaris), o britânico James Leckey (Citroen C3), o russo/blugaro Nikolay Gryazin (Citroen C3) e o boliviano Marco Bulacia (Citroen C3).

A eles, juntam-se os inscritos no CPR, como Kris Meeke (Hyundai i20 N Rally2), Armindo Araújo (Skoda Fabia RS Rally2), Ricardo Teodósio (Hyundai i20 N Rally2), José Pedro Fontes (Citroen C3 Rally2), Pedro Almeida (Skoda Fabia Rally2 evo), Rúben Rodrigues (Skoda Fabia RS Rally2), Pedro Meireles (Hyundai i20 N Rally2) e João Barros (VW Polo Rally2).

O Terras D'Aboboreira, para além de ser prova do Campeonato de Portugal de Ralis, também faz pate FIA European Rally Trophy (ERT). Com sete especiais, no total de 107,66 quilómetros, percorridos entre os concelhos de Amarante, Baião e Marco de Canaveses.

domingo, 30 de abril de 2023

A imagem do dia


Kris Meeke
confessou que não queria pegar no carro nesta altura, mas depois pensou no seu amigo Craig Breen, logo, aceitou o convite de correr pela Hyundai Portugal a partir do rali Terras D'Aboboreira. Com quatro ralis feitos desde 2019, quando acabou o seu contrato com a Toyota, regressou para cumprir uma missão: a de honrar o seu companheiro irlandês, caído duas semanas antes, quando preparava o rali da Croácia, e depois, de ar uma vitória à Hyundai Portugal, a equipa onde Breen corria enquanto não era chamado pela principal para andar no terceiro carro da marca, partilhado com o espanhol Dani Sordo. 

“Foi um bom rali e saio daqui satisfeito e com boas sensações. Todos sabem o motivo da minha presença neste evento. Sinto-me satisfeito, pois procurei andar sempre depressa e a vitória na Power Stage foi uma boa forma de terminar a prova”, declarou o vencedor.

"As duas últimas semanas tem sido duras para todos, na comunidade automobilística. Inicialmente, queria recusar [o convite], porque era cedo demais, mas... não tinha feito um rali em três anos e meio, mas adorei as especiais, adoro este país, tudo... o carro precisa de algum trabalho, mas corri sem problemas, portanto... agora estou orgulhoso por este resultado, tendo em conta o significado que tem.", disse mais tarde. 

O resultado é verdade: é secundário, mas o facto de conseguir bater pilotos que costumam ir ao Rally2 no Munidial WRC, e estavam a preparar-se para o rali de Portugal, fica-se a pensar no que fará, caso participe no Mundial pela Hyundai Portugal, porque é provável que possa tentar a sua sorte, e quem sabe, algo mais na estrutura da marca internacional. 

Mas isso ainda é cedo para se pensar. Até prova em contrário, será Sordo que ficará com o carro até ao final da temporada. Contudo, a vitória de Meeke é uma bela homenagem à memória do irlandês e o agarrar de um testemunho, o continuar de uma missão de Breen tinha aceite no inicio do ano. 

sexta-feira, 28 de abril de 2023

A(s) image(ns) do dia





Nas vésperas do Rali Terras D'Aboboreira, foram apresentadas as homenagens a Craig Breen, que morreu faz agora duas semanas. Quer os Hyundai, equipa onde Breen correu nas duas provas do Campeonato de Portugal de Ralis, quer o carro "0", onde as cores irlandesas estão presentes. 

E certamente, o público aplaudirá e será fortemente lembrado nesta final de semana.   

sábado, 1 de maio de 2021

CPR 2021 - Rali Terras D'Aboboreira (Final)


O norueguês Ole Christian Veiby foi o grande triunfador do Rali Terras D'Aboboreira, a primeira do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR). A bordo do Hyundai i20R5, aguentou as investidas finais de Pepe Lopez, no qual ficaram a meros 2,8 segundos entre eles. Chris Ingram, no seu Skoda Fabia Rally2 Evo, ficou com o lugar mais baixo do pódio, sendo mais rápido que Ricardo Teodósio, o melhor português, a 11,9 segundos e distante de Armindo Araújo, quinto na geral a 20,2 segundos do vencedor e segundo melhor português.

Nas cinco classificativas que restavam até ao final, com duplas passagens por Marão e Aboboreira, bem como uma passagem única por Baião, o dia começa com a vitória de Miguel Correia na primeira passagem por Marão, quase um segundo mais veloz que Bruno Magalhães e Ricardo Teodósio. Veiby perdeu 5,8 segundos e a liderança para Georg Linnamae, o estónio que corria com o Volkswagen Polo R5.


Armindo Araújo venceu na especial seguinte, a de Baião, mas isso foi inútil, porque ela foi neutralizada devido ao acidente de Linnamae, que se despistou. Com isso, Veiby regressou a liderança, mas a concorrência apertava-se. Tanto que na especial seguinte, a fechar a manhã, Chris Ingram triunfou na segunda passagem por Marão, com Ricardo Teodósio, apesar de ter sido quarto na especial, 3,4 segundos atrás do primeiro, era agora o segundo da geral, 2,3 segundos atrás de Veiby.

Mas atrás deles, tudo apertado: até ao sétimo posto, ocupado por Bruno Magalhães, a diferença era de meros... 11,3 segundos. Um verdadeiro rali europeu.

A parte da tarde tinha a ver com as passagens duplas pela Aboboreira, e aí, Veiby atacou: foi o melhor, com um avanço de 2,3 segundos sobre Pepe Lopez e 4,1 sobre Miguel Correia. Chris Ingram foi o quarto, a seis segundos, na frente de Armindo Araújo, quinto, a 7,5. Teodosio foi apenas sexto, perdendo 8,5 segundos e caindo para quatro, a 10,5 segundos da liderança. Mas se Teodósio caía, era Lopez que aproveitava, e a 5,4 de Veiby, passou ao ataque na última especial.

Mas apesar do triunfo, Veiby só perdeu 2,6 segundos e subiu ao lugar mais alto do pódio. Terceiro na espacial, a 3,9 segundos, Ricardo Teodósio conseguiu ser o melhor português, quarto, a 11,9 e a meros 0,8 segundos de um pódio. 

Depois dos cinco primeiros, Miguel Correia foi o sexto, a 21,4, depois de ter perdido o quinto lugar in extremis para Armindo. ambos estaam longe de Bruno Magalhães, a 39,7 no seu Hyundai i20 R5, e o Skoda Fabia Evo2 de Bernardo Sousa, a 50,2 do primeiro. O chileno Alberto Heller foi nono, a 1.01,3, no seu Citroen C3 Rally2, na frente de José Pedro Fontes, a 1.06,4.

Agora o Nacional de Ralis prossegue daqui a três semanas, com o Rali de Portugal. 

sexta-feira, 30 de abril de 2021

CPR 2021 - Rali Terras D'Aboboreira (Dia 1)


O norueguês Ole Christian Veiby lidera o Rali Terras D'Aboboreira, priova inaugural do Campeonato de Portugal de Ralis, na frente do britânico Chris Ingram e o espanhol Pepe Lopez. Ricardo Teodósio é o melhor português, sendo quinto classificado a 6,3 segundos da liderança, na frente de Armindo Aráujo, sexto, a 7,6, no seu Skoda.

O primeiro dia do Rali Terras D'Aboboreira começou com a realização das suas primeiras classificativas, ambas em terra, com os melhores portugueses a andarem junto de alguns dos estrangeiros que vieram aqui para fazer reconhecimentos antes do Rali de Portugal, daqui a quatro semanas. E o rali começou logo com o triunfo do estónio Georg Linnamae, que triunfou na primeira passagem por Amarante Natureza Criativa, conseguindo uma vantagem de 3,1 segundos sobre Veiby, e 4,3 sobre Armindo Araújo, que ficou meio segundo na frente de Ricardo Teodósio, também no seu Skoda Fabia Evo2.


Na segunda especial, Veiby foi o melhor, e os 3,6 segundos que conseguiu de vantagem sobre Chris Ingram e os 6,1 sobre Georg Linnamae foram mais que suficientes para acabar a passar para a frente do rali, três segundos na frente do piloto estónio e seis sobre o espanhol Pepe Lopez. E como melhor português, ficou Teodósio, a 6,3, na quinta posição, não muito longe do terceiro. Bernardo Sousa, que está de volta ao CPR, era o quarto melhor, a 8,4, na frente de Miguel Correia, noutro Skoda Fabia R5, a 10,4.

Em contraste, Bruno Magalhães e José Pedro Fontes estavam atrás. O primeiro tinha perdido 11,9 e era 11º, na frente do segundo, que tinha perdido 12,9 segundos.

Na geral, depois dos seis primeiros, está Miguel Correia, sétimo a 13,7 segundos da liderança, na frente de Bruno Magalhães, a 16,7 segundos no seu Hyundai. O irlandês Josh McErelan era nono, no seu Hyundai i20 R5, a 22,8, na frente de Bernardo Sousa, a 23 segundos.

O Rali Terras D'Aboboreira termina amanhã, com a realização das restantes oito especiais.

terça-feira, 3 de novembro de 2020

CPR: Teodósio quer ganhar no Algarve


Ricardo Teodósio
não conseguiu mais do que o segundo posto no Rali Terras D'Aboboreira, e provavelmente as suas chances de título para 2020 estão reduzidas a nada. Sem ritmo para acompanhar Armindo Araújo, uma máquina igual, o piloto algarvio está agora concentrado no Rali do Algarve, a sua prova "caseira", para mostrar-se a baralhar as contas no campeonato.     

"Foi o que deu para fazer! É lógico que queria mais, mas o conhecimento do terreno é vital para este tipo de provas. A primeira passagem pelo troço grande foi algo conservadora, e depois, um furo lento também veio dificultar a tarefa. Agora só me resta vencer o Rali do Algarve, embora já não chegue para alcançar o título. Quero ter uma vitória este ano e, obviamente, ganhar na minha terra”, explicou no final o piloto. 

O Rali do Algarve acontecerá no fim de semana de 13 a 15 de novembro, e será em asfalto.