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quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Rumor do Dia (II): O que poderá vir do WRC em 2027


Aquilo que poderá, aparentemente, ser uma espécie de deserto para 2027, em termos de equipas, com a Toyota a aplicar-se totalmente no seu carro, poderá, afinal, ser a porta de entrada de mais equipas, muito mais que se esperava, de inicio. Há rumores de que pelo menos uma dezena de marcas, bem como preparadores, poderão estar a pensar, planear e projetar carros para a nova categoria WRC27.

Roberto Mendez, responsável pela RMC Sport, que está a construir um carro para a nova temporada, em aliança com a Federação Espanhola de Automobilismo, falou recentemente a um podcast que, quando participou nas reuniões mais recentes da FIA, percebeu a existência de um interesse generalizado e ativo por parte de várias marcas, embora se saiba que isso não garante a sua entrada no WRC. Ele referiu que marcas como a Skoda, Subaru e Volkswagen tinham representantes, e o mais ativo foi a marca checa. Como ambos fazem parte do mesmo grupo, provavelmente poderá ser uma forma de decidir se entram e quem será a escolhida. Com o enorme palmarés da Skoda nos ralis, desde há mais de 30 anos, ela poderá ser uma candidata óbvia para entrar, mais tarde na década. 

A Hyundai, marca que andou a rivalizar com a Toyota na última década no WRC, ainda não decidiu se continuará ou não, se construirá um chassis para a nova categoria, embora diga que decidiu prosseguir um uma versão Rally2-kit, a mesma coisa que está a fazer a M-Sport, embora ainda não haja certezas se pela Ford ou outra marca, embora o grego Jourdan Serderidis revelou esta semana, numa entrevista ao LeMag Sportauto, que a Ford renovou a sua aliança com a M-Sport e injetou muito dinheiro, de forma a fazer um regresso oficial em 2028.

"No final, não lhes resta outra opção senão participar; o regulamento está garantido para os próximos 10 anos. A Skoda, por exemplo, foi quem mais perguntas fez na última reunião. Há também a Subaru, a VW... É verdade que na Hyundai vejo menos movimento; talvez seja porque nem eles próprios sabem o que querem. A M-Sport também está a construir o seu Rally1, embora vá competir inicialmente com o Rally2-Kit.", disse Mendez.

Ele também referiu que a própria Toyota, que construiu o seu carro para a nova categoria, poderá estar a construir um chassis... para outra marca. Nisso, a favorita mais óbvia poderá ser a Subaru, que como foi dito acima, está a participar nas reuniões.

A FIA decidiu estabelecer um limite de até 20 construtores e a obrigatoriedade de dois carros por marca, tornando altamente provável que o leque de pilotos e marcas a lutar pela liderança possa expandir-se nos próximos anos, embora não necessariamente já em 2027. Cada um desses chassis não poderá ser vendido a mais de 345 mil euros, menos de metade do que custa atualmente um Rally1, que está na ordem dos 1,1 milhões de euros. 

Quanto ao seu próprio projeto, ele afirma que, apesar do apoio da federação espanhola, ele terá uma palavra a dizer, que irá ter um motor baseado na Lancia de Rally2, o primeiro a testar será Javier Villa, mas já convidou Dani Sordo para testar o carro nos próximos tempos, já que o seu objetivo é começar os testes em dezembro e conseguir a homologação em março.

"Estivemos três meses a entregar documentação para que o nosso projeto fosse aceite pela FIA. Disseram-me que, com aquele orçamento, seria impossível realizar a quantidade de testes a que nos tínhamos proposto; somos uma equipa modesta, com oito ou dez pessoas, mas confiamos em conseguir cumprir a quilometragem prevista.", afirmou.

"Confio muito no Javi Villa para os primeiros testes a sério. Ao trabalhar com ele, fico impressionado com a sensibilidade que tem para sentir o carro e com o feedback que transmite. Por isso, quero que faça os primeiros quilómetros.", concluiu.

"Quero que o maior número possível de pilotos teste o carro; muitos pilotos que trabalharam comigo e com quem tenho uma boa relação já sabem que o vão testar. Isto será feito à parte dos dez mil quilómetros de testes que temos programados. A homologação está prevista para março; precisamos de ter o mínimo de falhas possível, pois cada 'Joker' de evolução tem um custo posterior.", concluiu.

Quanto à estreia, ele descartou o rali da Croácia, onde queria começar a andar com o carro, colocando agora as Canárias como o primeiro rali, seguido por Portugal, Estados Unidos, Paraguai e Chile como sendo os cinco ralis onde quer participar nesta sua primeira temporada do projeto. 

E ele entrará em cada rali com três carros, devido ao interesse dos sul-americanos no projeto, do qual já deram entrada com dinheiro.

"Para este ano, o objetivo é participar em, pelo menos, cinco provas. As Canárias e Portugal devem ser as primeiras, antes de seguirmos para as Américas. Sabem que os EUA entram no calendário e o Paraguai mantém-se; temos de lá estar, sem falta."

"Iremos correr com três carros em cada prova. Os três carros que levarmos para as Américas ficarão por lá, já com as peças de substituição e tudo o mais. Assim, quando regressarmos à Europa, estrearemos outras três unidades novas.", declarou.

domingo, 13 de setembro de 2026

WRC 2026 - Rali do Chile (Final)


O sueco Oliver Solberg foi o vencedor do rali do Chile, com uma vantagem de 16,6 segundos sobre Sebastien Ogier, e 33,3 segundos sobre Adrien Formaux, o melhor dos Hyundai. Os três acabaram com mais de um minuto de vantagem sobre o quarto classificado, o Toyota de Sami Pajari (a 1.33,9).

Para Solberg, que já não ganhava desde o Rali de Monte Carlo, no inicio do ano, este foi uma vitória que procurava há muito, mas por diversas razões, não chegava. 

"Fim de semana inacreditável. Foi um ano de altos e baixos, mas a equipa sempre acreditou e me empurrou. Finalmente, com um pouco de sorte do meu lado, pude me concentrar e fazer meu trabalho. As pequenas coisas importam. Este fim de semana foi perfeito. Elliott também fez um trabalho inacreditável. Estou exausto agora, usei um suporte para as costas nesta especial para poder saltar a toda velocidade. Finalmente!", disse no final.


Com quarto especiais para cumprir neste domingo, passagens duplas por Carampangue e BioBio, o dia começou com Elfyn Evans como vencedor, 1,7 segundos na frente de Adrien Formaux, 4,1 sobe Sebastien Ogier e 5,9 sobree Oliver Solberg. A seguir, na primeira passagem por BioBio, Solberg acabou por ser o melhor, 1,3 segundos na frente de Elfyn Evans, 2,2 sobree Sebastien Ogier e 4,7 sobre Adrien Formaux.   

Ogier conseguiu ser o melhor na segunda passagem por Carampangue, na véspera do Powerstage, conseguindo uma vantagem de 5,4 segundos sobre o seu compatriota Adrien Fornaux, 7,5 sobre Solberg, 15,3 sobre Sami Pajari e 15,6 sobre Esapekka Lappi. Evans furou e perdeu dois minutos e 14 segundos, caindo de segundo para quinto.

No final, na Powerstage, o melhor foi Solberg, 0,5 segundos na frente de Evans, 0,6 sobre Sami Pajari, 2,1 sobre Takamoto Katsuta e 3,3 sobre Sebastien Ogier. 

"Na verdade foi um fim de semana positivo. Tivemos que ter cuidado com os pneus ontem e evitamos drama. Agora começamos a apertar e assim que começamos a colocar energia, os pneus se danificaram. Sempre tentamos gerir, etc. Estou satisfeito que possamos ser mais rápidos. Sexta-feira foi o ponto chave e a primeira especial fez uma grande diferença para o fim de semana. Uma grande luta por três dias e tem sido fantástico pilotar este carro. O rali é lindo e os fãs são incríveis. Viva Chile!", declarou Adrien Formaux, que acabou o rali na terceira posição.

Depois dos quatro primeiros, quinto foi Elfyn Evans, a 2.22,3, bem longe de Esapekka Lappi, no seu Hyundai, a 5.07,0, na frente do Ford de Josh McErlean, a 7.31,5. Oitavo foi o Lancia Ypsilon Rally2 de Yohan Rossel, a 9.31,0, e a fechar o "top ten" ficaram o Skoda Fabia RS Rally2 de Robert Virves, a 10.24,0 e o Toyota GR Yaris Rally2 de Gus Greensmith, a 10.58,2.


Na geral, Evans continua na frente, agora com 230 pontos, seguido por Sami Pajari, com 213, Oliver Solberg, com 209, Sebastien Ogier, com 171, Adrien Formaux, com 167 e Takamoto Katsuta, com 163. 

O WRC prossegue na Europa, agora na Sardenha, entre os dias 1 a 4 de outubro. 

sábado, 12 de setembro de 2026

WRC 2026 - Rali do Chile (Dia 2)


O sueco Oliver Solberg está na frente do rali do Chile, passadas que estão mais seis especiais. O piloto da Toyota tem agora uma vantagem de 19,1 segundos sobre Elfyn Evans e 20,4 sobre Sebastien Ogier. Estes três Toyotas já tem um pequeno avanço sobre o quarto classificado, o Hyundai de Adrien Formaux, 31,1 segundos. Tudo isto num dia onde Thierry Neuville sofreu um forte capotanço, mas saiu incólume.

Com seis especiais pela frente, neste sábado, passagens duplas por Pelún, Lota e Maria de las Cruces, o dia começou com Sebastien Ogier a ganhar as duas primeiras. Em Pelún, teve uma vantagem de 3,4 segundos sobre Adrien Formaux, 3,5 sobre Elfyn Evans e cinco segundos sobre Oliver Solberg. Thierry Neuville e Nikolay Gryazin capotaram, com os maiores estragos a acontecerem no Hyundai do piloto belga, que acabou por não regressar.

Josh McErlean sofreu um furo e perdeu 56,3 segundos, caindo para o oitavo lugar.

Na segunda especial da manhã, Ogier voltou a ganhar, seguido por Formnaux, a 2,5, Evans, a 4 segundos, e Solberg, a 5,4. Jon Armstrong capotou na especial, mas acabou por continuar, perdendo mais de sete minutos e meio, e muitos danos no seu carro. 

A manhã acabou com Solberg a ser o melhor, deixando Evans a 2,9 segundos, Formaux a 4,7 e Ogier a 10,7. Nessa altura, o piloto sueco tinha uma vantagem de 10,1 segundos sobre Evans. "Tentei poupar os pneus no início e forçar o ritmo no final. Não foi uma manhã perfeita, mas foi uma manhã limpa.", disse Solberg, o líder.

A parte da tarde era composta pela segunda passagem pelas especiais da manhã, e começou com Ogier a ganhar nas dias especiais seguintes, as segundas passagens por Pelun e Lota. Na primeira, o francês da Toyota ganhou com uma vantagem de 2,5 segundos sobre o seu compatriota Adrien Formaux, 3,5 sobre Elfyn Evans, 3,8 sobre Solberg e 4,8 sobre Sami Pajari. Na segunda, o francês ganhou 0,5 segundos de vantagem sobre Olivier Solberg, 1,9 sobre Adrien Formaux e 6,1 sobre Elfyn Evans, numa especial interrompida depois do acidente de Calle Carlberg, no seu Ford Fiesta Rally3.

No final do dia, Solberg levou a melhor sobre Evans, batendo-o por 3,7 segundos. Ogier conseguiu o terceiro melhor tempo, a 3,7 segundos e Formaux ficou mais longe, a 12,9.

"Esse é o segredo. Todos os anos, nos últimos quatro tem sido a mesma coisa. Como? Poupe os pneus até o fim e depois é sempre a fundo! Estou a brincar..." começou por dizer Solberg, no final do dia. "A nova [especial, para domingo] é extremamente difícil, mas agora temos um pequeno intervalo. Para o campeonato, preciso fazer meu clássico domingo e a Power Stage. Vou fazer o meu melhor.", concluiu.

Depois dos quarto primeiros, Sami Pajari é quinto, a já uns distantes 1.15,5 da liderança. Mais longe ainda está Esapekka Lappi, sexto, a 4.10,1, na frente do Ford de Josh McErlean, no seu Ford, a 5.18,2. Oitavo é Yohan Rossel, no seu Lancia Ypsilon Rally2, a 6.34,6, e a fechar o "top ten" estão o Skoda Fabia RS Rally2 de Robert Virves, a 7.52,6, e o Toyota GR Yaris Rally2 de Gus Greensmith, a 8.20,7. 

O rali do Chile termina neste domingo após a realização das derradeiras quatro especiais. 

CPR 2026: Rali D'Agua (Final)


O açoriano Ruben Rodrigues triunfou no Rali D'Agua, em Chaves, e tem praticamente uma mão e meia no campeonato. No final das dez especiais à volta de Chaves, conseguiu uma vantagem de 14,8 segundos sobre o Citroen C3 Rally2 de Ricardo Teodósio, depois das seis especiais realizadas neste sábado. Terceiro classificado, Guilherme Meireles, no seu Skoda Fabia RS Rally2, ficou a uns "distantes" 1.12,3, não muito distante do quarto colocado, o Lancia Ypsilon Rally2 de José Pedro Fontes. 

Este foi um rali onde ele triunfou em apenas dois dos dez troços disputados, mas conseguiu algo que se revelou mais importante do que a velocidade pura: regularidade. Enquanto se manteve no lote da frente, os seus principais adversários - Armindo Araújo, Hugo Lopes, Gonçalo Henriques, Rafael Rêgo - foram saindo de prova, abrindo caminho para mais um triunfo do piloto do Toyota GR Yaris Rally2.

“Foi um grande rali para nós desde o início. Mostrámos a nossa velocidade, atacámos quando tínhamos de atacar e fomos gerindo quando tínhamos de gerir”, afirmou Rúben Rodrigues no final da prova à AutoSport portuguesa. “Foi um rali extremamente difícil, com classificativas muito sujas, muito difíceis para perceber onde havia aderência ou não. Mas a equipa fez um grande trabalho e o carro esteve sempre irrepreensível.”

Depois das quatro especiais de sexta-feira, sábado começou com os pilotos a encararem as restantes seis especiais deste Rali D'Agua, uma passagem tripla por Alto Tâmega, mais outra passagem tripla por Termas de Chaves, uma delas a Power Stage.


E o dia começou com Rafael Rêgo ao ataque, ganhando a primeira especial do dia, 0,2 segundos na frente de Ruben Rodrigues, 1,4 sobre Pedro Almeida e 4,4 sobre Ricardo Teodósio. Paulo Neto desistiu devido a uma avaria mecânica no seu Skoda Fabia RS Rally2. 

Rêgo voltou a ganhar na primeira passagem por Termas de Chaves, 1,7 segundos sobre Ricardo Teodósio, 3,2 sobre José Pedro Fontes e 3,7 sobre Ruben Rodrigues. Se ele foi quarto nesta especial, na seguinte, ele acabou por triunfar, ganhando 2,9 segundos sobre José Pedro Fontes, 4,8 sobre Pedro Almeida e 5,4 sobre Guilherme Meireles. Rafael Rêgo furou e perdeu mais de três minutos, caindo para o nono posto.

Fontes acabou por triunfar na segunda passagem por Termas de Chaves, conseguindo uma vantagem de 0,8 segundos sobre Pedro Almeida, 1,8 sobre Ricardo Teodósio e 2,4 sobre Ruben Rodrigues. Rafael Rego sofreu mais furos e acabou por abandonar a prova.

Pedro Almeida foi o melhor na nona especial, 0,3 segundos mais rápido que José Pedro Fontes, no seu Lancia Ypsilon Rally2, 1,7 sobre Ricardo Teodósio e 6,2 sobre Ruben Rodrigues. Contudo, na Power Stage, e apesar de Fontes ter sido o melhor, 1,7 segundos sobre Pedro Almeida, 2,8 sobre Eicardo Teodósio, 2,9 sobre Pedro Meireles, Ruben Rodrigues, que terminou em quinto, a 7,9 segundos do vencedor, foi ele que comemorou no lugar mais alto do pódio, e claro, num caminho mais claro rumo ao título nacional.           


Depois da bandeira de xadrez, e enquanto comemorava com os seus membros de equipa e familiares, o vencedor deixou uma palavra à estrutura técnica responsável pelo Toyota, sublinhando a fiabilidade do carro num fim de semana em que os problemas afetaram vários adversários diretos. 

“Mais uma vez, a Auto Açoreana Racing, em conjunto com a ARC Sport, fizeram um trabalho fenomenal. Demos aqui mais um passo importante rumo ao nosso objetivo. Agora é pensar já no Algarve e tentar também vencer lá, para que realmente consigamos estar cada vez mais perto daquilo que são as nossas intenções”, começou por explicar.

“Penso que estamos no caminho certo. Temos mostrado a nossa velocidade e a nossa consistência. Tem sido um ano muito, muito bom e muito importante. Temos ganho nas provas em que participámos e, melhor do que isso, é quase impossível.”, concluiu.

Depois dos quatro primeiros, quinto foi Pedro Meireles, no seu Skoda Fabia RS Rally 2, a 1.40,8, seguido pelo Toyota GR Yaris Rally2 de Pedro Almeida, a 2.04,2. Sétimo acabou por ser o espanhol Iago Gabeiras, no seu Hyundai i20 Rally2, a 2.05,9, seguido pelo Skoda Fabia RS Rally2 de Henrique Moniz, a 2.28,0. Nono foi João Rodrigues, no seu Peugeot 208 Rally4, a 4.50,6, e a fechar o "top ten", o Skoda Fabia Rally2 Evo de Rui Borges, a 4.50,6. 

O CPR Continua com o rali do Algarve, dentro de um mês.   

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

WRC 2026 - Rali do Chile (Dia 1)


O sueco Oliver Solberg lidera o rali do Chile, concluídas que estão as primeiras seis especiais desta prova. O piloto da Toyota tem uma vantagem de 10.1 segundos sobre Elfyn Evans, enquanto já tem um avanço de 18 segundos sobre o terceiro classificado, o Hyundai de Adrien Formaux, e 19,7 sobre o Toyota de Sebastien Ogier. 

Com passagens duplas por Turquia, Nuevo Rere e Hualqui, o dia começou com Oliver solberg a ganhar a primeira especial, ganhando 1,4 segundos a Elfyn Evans, 11,6 sobre Adrien Formaux e 16,7 sobre Thierry Neuville. Takamoto Katsuta teve um acidente e ficou preso a valeta, mas foi a saída de estrada do turco Kerem Kazaz que fez neutralizar a especial. 

Elfyn Evans ganhou na segunda especial, ganhando 1,8 segundos sobre Oliver Solberg, 1,9 sobre Sebastien Ogier e 2,6 sobre Sami Pajari. Na terceira especial, o melhor foi Neuville, 1,9 segundos sobre Solberg, 4,3 sobre Ogier e 4,6 sobre Evans. 

Apesar do galês não ser o líder nessa altura - estava em segundo, a 2,3 segundos sobre Solberg - ele estava contente com o seu andamento, por causa da superfície húmida devido às chuvas do dia anterior:

"A chuva da noite ajudou a equilibrar as coisas ou jogou a nosso favor, estou contente de ver a chuva depois de tantos rallies secos. Bom começo, ainda há muito pela frente neste rali.", disse o piloto da Toyota.

A parte da tarde começou com a segunda passagem pelas classificativas da manhã, E Sami Pajari triunfou na quarta especial, com uma vantagem de 0m6 segundos sobre Sebastien Ogier, um segundo sobre Adrien Formaux e 2,7 sobre Oliver Solberg. 

Sebastien Ogier triunfou na quinta especial, conseguindo uma vantagem de 0,1 segundos sobre Pajari, 0,4 sobre Solberg e 1,5 sobre Neuville. Evans estava contente pelo resultado, no final da especial: "Etapa brilhante, tem bastante coisa aí! Os níveis de aderência são muito diferentes desta manhã, não é uma aderência super alta, mas bastante consistente."

No final do dia, Oliver Solberg triunfou, 0,3 segundos sobre Adrien Formaux, 1,3 sobre Sebastien Ogier e 1,5 sobre Thierry Neuville. Contudo, a especial foi parada depois do acidente, primeiro, com o carro de Alejandro Cachon, e depois foi cancelado quando Yuki Yamamoto também capotou.

"Voltei ao acerto que estava a usar antes no carro.", começou por afirmar Solberg, no final da especial. "No início, fui demasiado cauteloso; tentava fazer uma prova limpa. Acho que foi uma tarde importante para não cometer erros. Estou feliz.", concluiu.

Em contraste, Thierry Neuville não escondia a sua desilusão:

"É dececionante para nós. Estávamos na posição de abrir a pista esta manhã. Não tivemos consistência suficiente e estamos a lidar com uma pequena fuga no amortecedor esta tarde. No final do dia, simplesmente não estou suficientemente rápido. Quando não se tem a sensação ideal, não há nada a fazer."


Depois dos quatro primeiros, quinto é Sami Pajari, a 21,7 segundos. Não muito longe está Thierry Neuville, sexto, a 27,4 segundos. Muito mais distante estão dos Ford dos irlandeses Josh McErlean, a 1.54,5, e de Jon Armstrong, a 1.56,9. Esapekka Lappi é nono, a 2.06,0, e a fechar o "top ten" está o Lancia Ypsilon Rally2 do búlgaro Nikolay Gryazin.

O rali do Chile prossegue neste sábado, com a realização de mais seis especiais.

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

CPR (II): Ruben Rodrigues almeja a vitória


Ruben Rodrigues quer ganhar o Rali D'Água para levar o título de volta aos Açores. O piloto do Toyota GR Yaris Rally2, acompanhado pelo seu navegador, Rui Raimundo, chegam ao Nordeste Transmontano na liderança do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) numa temporada absolutamente irrepreensível. 

E no Rali da Água Transibérico Chaves-Verin, ambos estão de olhos postos na questão do título, ambicionando, claro, a vitória no rali, para consolidar a sua liderança.

“Vamos continuar a fazer o que temos feito. A nossa equipa tem trabalhado imenso para que seja possível alcançar o nosso objetivo, que obviamente passa pela vitória. Sabemos quem são os adversários mais fortes e estamos prontos para entrar num duelo exigente, que poderá durar até final. Vamos trabalhar para que a vitória seja uma realidade e ponderar que o título nacional possa regressar aos Açores”, afirmou.

O Rali D'Água será todo de asfalto e terá dez especiais de classificação, no total de 99,90 quilómetros cronometrados.

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

WRC: Construtores não querem ir para a Arábia Saudita


O rali da Arábia Saudita, prova final do campeonato, está na corda bamba. Embora uma decisão final sobre esse assunto só será tomada em meados de setembro, esta sexta-feira, os principais construtores do WRC, Toyota, Hyundai, apoiados pela M-Sport, que prepara os carros da ford na categoria Rally1, assinaram esta sexta-feira uma carta aberta, apelando ao cancelamento do rali da Arábia Saudita, alegando problemas sérios de logística e a atual situação na peninsula arábica.

“Existem algumas restrições às viagens de negócios para o Médio Oriente, que estão a ser monitorizadas diariamente e estão em constante evolução.”, afirnmou um responsável da Hyundai para o site dirtfish.com.

A Toyota publicou um comunicado, corroborando a posição da Hyundai e acrescentou: “A equipa Toyota Gazoo Racing World Rally Team depende totalmente da Toyota Motor Corporation e todos os seus membros precisam de cumprir os regulamentos da TMC. Existe uma política da TMC que atualmente não permite viagens ao Médio Oriente. Nós, como empresa e como equipa, somos informados semanalmente pela sede sobre quaisquer alterações [a esta política].”

Richard Millener, o diretor da M-Sport, afirmou estar a seguir os acontecimentos, e que seguirão as recomendações do Foregin Office britânico: “Naturalmente, nestes cenários, seguimos as recomendações do Ministério dos Negócios Estrangeiros do governo e, até à data, a restrição aplica-se apenas a viagens num raio de 10 quilómetros da fronteira da Arábia Saudita com o Iémen. Naturalmente, a nossa principal preocupação é com a segurança da nossa equipa e respeitaremos qualquer decisão que seja tomada”.


Apesar destas declarações, a FIA está confiante de que arranjará uma solução para a realização do rali da Arábia Saudita. 

“Até à data, não há qualquer decisão ou anúncio oficial. O trabalho está a progredir como planeado, nada foi adiado ou suspenso. Mas é verdade que a logística tem os seus limites”, disse Emilia Abel, diretora desportiva da FIA para o WRC.

Julien Vial, COO do WRC Promoter, acrescentou: “Estamos, obviamente, a acompanhar a situação de perto. Precisamos de ter em conta as recomendações da FIA e as preocupações das equipas, que partilhamos integralmente no que diz respeito à segurança, ao mesmo tempo que reconhecemos os nossos compromissos contratuais com a Arábia Saudita”.

Apesar das garantias, uma fonte do WRC disse ao dirtfish.com que qualquer decisão relativo a esse assunto poderá acontecer na próxima semana. O rali da Arábia Saudita, última prova do campeonato, acontecerá entre os dias 11 e 14 de novembro.

terça-feira, 1 de setembro de 2026

WRC: Ogier elogia a evolução de Pajari


O francês Sebastien Ogier elogiou o desempenho de Sami Pajari nesta temporada. Depois de três vitórias seguidas, o finlandês da Toyota tornou-se no piloto a ter em conta, e está agora a vinte pontos de Elfyn Evans, o líder do campeonato, quando faltam três ralis para o final da temporada. E tudo isto depois de ele ter colocado em causa a sua capacidade de andar entre os da frente.

Numa entrevista ao dirtfish.com, o piloto francês, atual campeão do mundo, admitiu não ter sempre visto esse “algo especial” no piloto de 24 anos, mas agora parece que está a aproveitar as oportunidades, sempre que aparecem.

“Sinceramente, ele passou por um período bastante difícil no último ano e meio. Mesmo pessoalmente, pensei que lhe faltava alguma coisa, sabes. Talvez não estivesse a mostrar o suficiente, do meu ponto de vista”, começou por afirmar. “Contudo, os factos estão aí agora. Ele venceu três ralis consecutivos, não necessariamente com um desempenho extraordinário; a Estónia foi uma prestação muito impressionante, no resto ele esteve simplesmente presente, consistente, sem cometer erros, e este desporto também é muito sobre isso.”, continuou.

“Por isso, parabéns a ele por conseguir isto e por conseguir estar consistentemente lá e, sim, capitalizar um pouco num fim de semana como este, em que a maioria dos candidatos teve problemas. Mas isso também faz parte do nosso desporto, por isso parabéns a ele e ao Marko [Salminen, copiloto]. Agora, definitivamente, está a tornar-se um verdadeiro candidato ao campeonato.”, concluiu.

Pajari, de 24 anos - nascido a 1 de dezembro de 2001 - começou a correr em carros de Rally1 no final da temporada de 2024, com um quarto lugar no rali da Finlândia, antes de passar a tempo inteiro na temporada de 2025. Apenas um pódio, um terceiro lugar, no Japão, foi o seu melhor resultado, acabando a temporada com 107 pontos e o oitavo lugar. Contudo, a sua consistência era o seu triunfo e em 2026, está a mostra isso: oito pódios em 11 ralis, e nas três últimas, no lugar mais alto do pódio. 

domingo, 30 de agosto de 2026

WRC 2026 - Rali do Paraguai (Final)


O finlandês Sami Pajari venceu o seu terceiro rali consecutivo e agora se tornou no principal desafiante a Elfyn Evans na corrida ao título mundial do WRC de 2026. O piloto da Toyota ganhou com uma vantagem de 25,8 segundos sobre Hayden Paddon, no seu Hyundai, de 40 segundos sobre Adrien Formaux, e de 45,1 segundos sobre o Toyota de Elfyn Evans, que sai de terras paraguaias como líder do campeonato. Tudo isto num dia onde a penúltima especial foi cancelada, o que ajudou muito na manutenção da liderança por parte do finlandês, que ganhou o rali da Estónia e da Finlândia, todos neste verão.

"Isso soa incrível, realmente bom! Um grande obrigado à equipa. Não foi um rali fácil. Não é fácil para os pilotos e também não é fácil para a equipa. Construir um carro tão fiável é a chave para o sucesso. É realmente bom. Estamos tentando fazer o nosso melhor no campeonato e não está indo tão mal também. Tudo é possível - só precisamos continuar pressionando.", disse o piloto finlandês.

O último dia tinha cinco especiais à espera dos pilotos: passagens duplas por Encarnacion e Artigas - a segunda passagem iria ser a Power Stage - e a passagem única por Arteagas Sur. E o dia começava com Sebastien Ogier a ganhar na primeira passagem por Encarnacion, 0,6 segundos na frente de Thierry Neuville, 1,9 sobre Takamoto Katsuta, 5,1 sobre Oliver Solberg e 7,4 sobre Adrien Formaux. 

Solberg ganhou na especial seguinte, 1,3 segundos na frente de Formaux, 1,4 sobre Ogier, 1,5 sobre Neuville e 2,8 sobre Sami Pajari. Josh McErlean tinha problemas com a caixa de velocidades e perdia 39,2 segundos. 


O sueco voltou a ganhar, na 20ª especial, 1,5 segundos na frente de Sebastien Ogier, dois segundos sobre Formaux, 2,1 sobre Pajari e 2,7 sobre Elfyn Evans. Quem tinha o carro danificado era Jon Anderson, que atingiu um obstáculo que não tinha a parte traseira esquerda. "Havia muito menos aderência do que esperávamos e tocamos o banco com a traseira esquerda.", disse o irlandês, no final da especial.

Evans também se queixa, mas de não ter ritmo: "Parece que não consigo encontrar o mesmo ritmo que tinha no início do fim de semana, vamos continuar tentando até o final.", afirmou.


A 21ª especial acabou por ser cancelada depois do acidente de Takamoto Katsuta, que capotou e bateu contra um poste de comunicações. Este foi suficientemente forte para que ele e o seu navegador, Aaron Johnson, fossem evacuados de helicóptero para o hospital, por precaução.

E com isto, ia-se para a Power Stage, onde Solberg conseguiu ser o melhor, 2,2 segundos na frente de Sebastien Ogier, 3,5 sobre Adrien Formaux, 4,8 sobre Elfyn Evans e 6,5 sobre Thierry Neuville.

"Este parece um verdadeiro pódio! Sente-se tão bem quanto uma vitória, porque muitas pessoas nos descartaram e pensaram que a Hyundai fez uma piada ao nos contratar. Muitas pessoas acreditam em mim e eu acredito em mim mesmo. Ainda podemos ser competitivos e mais quando aprendermos o carro", disse Hayden Paddon, que consegue o seu segundo pódio nesta temporada.

Em contraste, Elfyn Evans não estava contente: "O fim de semana começou bem, mas depois não conseguimos entrar em um ritmo melhor. Não estou realmente feliz.", comentou no final da Power Stage. 

Depois dos quatro primeiros, quinto foi Oliver Solberg, a 2.57,0, seguido pelo Ford Puma Rally1 de Josh McErlean, a 4.19,0. Sétimo foi o melhor dos Rally2, o paraguaio Diego Dominguez, a 7.40,5. Gus Greensmith acabou em oitavo, a 8.03,2, e a fechar o "top ten", ficaram o Toyota GR Yaris Rally2 de Alejandro Galanti, a 10.23,0, e o Skoda Fabia RS Rally2 do australiano Taylor Gill, a 10.36,9.

O WRC continua dentro de duas semanas, em terras chilenas, entre os dias 10 e 13 de setembro.

sábado, 29 de agosto de 2026

WRC 2026 - Rali do Paraguai (Dia 2)


O finlandês Sami Pajari lidera o rali do Paraguai, agora com uma vantagem de 24,1 segundos sobre o Hyundai do neozelandês Hayden Paddon, 56,3 sobre o atual líder do campeonato, Elfyn Evans, e 59,6 sobre Adrien Formaux, noutro Hyundai.

Com nove especiais neste sábado, num rali que está a ser bem duro para as máquinas, o dia começou com Evans a ganhar na primeira passagem por Bella Vista, ganhando com uma vantagem de 0,4 segundos sobre Adrien Formaux, 2,2 sobre Sami Pajari, 2,5 sobre Sebastien Ogier e 5,1 sobre Hayden Paddon. Em Bella Vista Sur, na especial seguinte, Formaux foi o vencedor, 7,3 segundos na frente de Sebastien Ogier, 7,5 sobre Oliver Solberg, 8,1 sobre Sami Pajari e 9,4 sobre Elfyn Evans. 

Neuville e Takamoto sairam de estrada, mas acabaram por regressar, com alguma dificuldade. 

"Foi uma especial totalmente nova e bem agradável de conduzir, gostei bastante. Muitas pedras soltas no início e fácil de ter um furo. Curto, mas intenso.", disse Formaux, no final da especial.

Formaux voltou a ganhar na 11ª especial, a primeira passagem por Hohenau, 5,2 segundos na frente de Sami Pajari, 5,8 sobre Elfyn Evans e 7,8 sobre Jon Armstrong. Romet Jurgesson bateu e ficou de fora, enquanto Oliver Solberg atrasou-se por ter-se atrasado num cruzamento.

No final da manhã, na primeira passagem por Trinidad, Ogier levou a melhor sobre Formaux por 0,3 segundos, cinco segundos sobre Armstrong, 5,3 sobre Oliver Solberg e seis segundos sobre Hayden Paddon.

A tarde começou com Adrien Formaux a ganhar três especiais seguidas: Bella Vista, Bella Vista Sur e Hohenau. Em Bella Vista, conseguiu uma vantagem de um segundos sobre Evans, 1,2 sobre Ogier, 1,7 sobre Pajari e 3,6 sobre Solberg. Pajari perdeu algum tempo quando passou largo num cruzamento. Em Bella Vista Sur, formaux ganhou uma vantagem de dois segundos sobre Ogier, 4,6 sobre Pajari, 6,8 sobre Paddon e 7,7 sobre Evans. E em Hohenau, o francês da Hyunadai levou a melhor sobre Solobergm a 6,2, sobre Ogier e Evans, ambos a 7,1, e Pajari, a 8,1. 

McErlean saiu largo do último cruzamento da especial, perdendo algum tempo para regressar à estrada. "Travei mais cedo, mas novamente não foi o suficiente. [Ando a gerir] os pneus. Muito mais [duro] que esperávamos em relação ao ano passado."

Ogier foi melhor na segunda passagem pot Trinidad, e foi por pouco: 0,1 segundos sobre Solberg. Neuville e Formaux ficaram empatados, a 3,4, enquanto Jon Armstrong foi o quinto melhor, a 4,3.

No final do dia, em Encarnacion Costanera, Takamoto Katsuta foi o melhor, 0,6 sobre Thierry Neuville, 3,5 sobre Sebastien Ogier e 6,4 sobre Adrien Formaux.

Depois dos quatro primeiros, Oliver Solberg é um distante quinto, a 3.25,7, seguido por Josh McErlean, a 3.32,0. O local Diego Dominguez, no seu Toyota GR Yaris Rally2, é sétimo, a 6.20,4, seguido pelo Ford de Jon Armstrong, a 6.40,0, e a fechar o "top ten" estavam o Toyota GR Yaris Rally2 de gus Greensmith, a 6.44,2, e o carro do paraguaio Pau Zaldivar, a 7.33,6.

O rali do Paraguai termina no domingo, com a realização das derradeiras cinco especiais. 

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

WRC 2026 - Rali do Paraguai (Dia 1)


O finlandês Sami Pajari lidera um atribulado Rally Paraguai, a bordo do seu Toyota, com uma vantagem de 11,9 segundos sobre o Hyundai do neozelandês Hayden Paddon, 56,9 sobre o terceiro classificado, o outro Toyota de Elfyn Evans, e 1.51,3 sobre o outro Hyundai de Adrien Formaux, num rali onde alguns dos principais candidatos à vitória, como Sebastien Ogier, Takamoto Katsuta e Thierry Neuville, abandonaram no primeiro dia, mas regressarão no dia seguinte.

Com oito especiais a serem cumpridas, em passagens duplas por Cambyreta, Nueva Alborada, Yerbateras e Autódromo, o dia começou com Oliver Solberg a começar a ser o melhor, 3.1 segundos na frente de Adrien Formaux, 4,8 sobre Hayden Paddon e 7,2 sobre Sami Pajari. 

A especial ficou marcada pelo acidente de Takamoto Katsuta, que por causa do seu capotanço, o carro ficou muito danificado e irá ficar de fora para o resto do dia. Thierry Neuville furou o pneu traseiro esquerdo e danificou a suspensão, perdendo dois minutos e 45 segundos, e a mesma coisa aconteceu a Sebastien Ogier, que perdeu menos tempo: 24,4 segundos.

A segunda especial começava com a noticia da retirada de Neuville, cujos danos no seu carro eram demasiados para que pudesse continuar. Ogier sofreu outro furo, trocou o pneu e perdera cinco minutos. 

"Cometi um erro, bati em um banco e danifiquei o carro. O braço da suspensão foi quebrado. No momento em que o Vincent Landais me disse que o Adrien estava atrás de mim e estava me pressionando. Desculpe se eu o incomodei e espero que devolvam o tempo para ele.", disse, no final da especial.

No final, Solberg levou a melhor, 2,2 segundos sobre o Ford de Josh McErlean, 2,3 sobre Hayden Paddon e Jon Armstrong, e 4,5 segundos sobre Adrien Fornmaux. 

Na terceira especial, Solberg teve problemas no motor e parou o seu carro no quilómetro 5,7, depois de ter tido dificuldades em arrancar no seu inicio. No final, perdeu mais de quatro minutos e caiu para o 17º posto. Ogier viu a sua suspensão ceder a meio do troço e decidiu parar, por hoje.

Evans furou e teve de para para trocar, Adrien Formaux também furou e perdeu 1.45 minutos, os Ford de Jon Anderson e Josh McErlean também furaram, mas perderam menos tempo: McErlen, 19,8 segundos, Anderson, 1.26,4.

No final da especial, Hayden Paddon foi o vencedor com 17,2 segundos sobre Elfyn Evans, 19,8 sobre Jon Anderson e 20,1 sobre Sami Pajari. 

"Que rali interessante, devo dizer. Ainda há alguns problemas e estamos a correr em segurança, sem ir a toda velocidade. De qualquer forma, chegamos ao fim e isso é bom. Tínhamos um vazamento de água que precisávamos consertar. Talvez esteja tudo bem agora.", disse Sami Pajari, no final da especial.

No final da manhã, na primeira passagem pela especial do Autódromo, Formaux conseguiu levar a melhor, um segundo adiante de Oliver Solberg, 1,6 sobre Sami Pajari e Hayden Paddon, e 2,1 sobre Elfyn Evans.  


A parte da tarde começou com Formaux ao ataque, vencendo as segundas passagens por Cambryeta e Nueva Alborada, 3,5 segundos à frente de Elfyn Evans, 5,9 sobre Sami Pajari e oito segundos sobre Hayden Paddon, na primeira especial da taerde, e com um avanço de 2,4 segundos sobre Pajari e Evans, e 3,2 sobre Solberg. Padden furou e perdeu 25 anos. No final, o piloto neozelandês disse que tentou gerir o andamento até ao final da especial. 

Pajari acabou por ganhar na sétima especial, a segunda passagem por Yerbateras, 0,1 segundos na frente de Oliver Solberg, numa especial onde Evans ficou sem pneu, bem como Hayden Paddon, que sofreu novo furo, Adrien Formaux sofreu... dois furos e perdeu quase 50 segundos, mas nem foi dos piores. 

Em compensação, no final do dia, Formaux voltou a ganhar, 0,3 sobre Paddon, 0,5 sobre Solberg e 0,8 sobre Pajari. Era um dia díficil que tinham deixado para trás, mas os pilotos achavam que mais obstáculos estavam para vir.

Como disse Sami Pajari: "Ainda terminamos sexta-feira. Acho que os dias seguintes serão os mais exigentes."

Depois dos quatro primeiros, Josh McErlean é quinto, a 2.23,1, na frente do local Diego Dominguez, a 2.36,0, no seu Toyota Yaris Rally2. Sétimo é Gus Greensmith, no seu Toyota GR Yaris Rally2, a 3.15,4, na frente de Oliver Solberg, a 3.33,3. Marco Bulacia é nono, no seu Toyota Yaris Rally2, a 4.01,4, e a fechar o "top ten" está o carro do estónio Romet Jurgeson, a 4.36,9.

O rali do Paraguai continua amanhã, com a realização de mais nove especiais.   

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

WRC: O que as equipas esperam do rali do Paraguai


Nas vésperas do rali do Paraguai, a primeira de duas provas que acontecerão em solo sul-americano, com o segundo rali a ser no Chile, cerca de duas semanas depois. As três equipas com carros na categoria Rally1 - Toyota, Hyundai e M-Sport (Ford), cada um tem objetivos diferentes para esta prova. E para a Toyota, com os seus cinco pilotos nos cinco primeiros lugares, este poderá ser a primeira chance de ganhar o título mundial de construtores pela sexta vez consecutiva, pois tem uma vantagem de 174 pontos sobre a Hyundai.

E mesmo que tenha Elfyn Evans com um avanço de 30 pontos sobre Sami Pajari, segundo classificado após vencer as duas últimas provas, Estónia e Finlândia, o campeonato é um "affaire" entre os pilotos da Toyota. 

O diretor de equipa adjunto da Toyota Gazoo Racing, Juha Kankkunen, destacou o entusiasmo do grupo para esta fase decisiva: 

“Estamos entusiasmados por entrar nesta última parte da temporada com tudo ainda por decidir. No Paraguai teremos a nossa primeira oportunidade de assegurar o título de construtores, mas não esperamos que seja fácil.", começou por afirmar o tetracampeão do mundo de ralis. 

"Descobrimos no ano passado, quando realizámos este rali pela primeira vez, quão desafiantes podem ser as estradas e as condições no local. Vimos também muita paixão e apoio, como parece acontecer sempre na América do Sul, pelo que estamos ansiosos por regressar. Com os nossos pilotos a correrem igualmente para as suas próprias ambições no campeonato e com os nossos concorrentes indubitavelmente motivados para tentar vencer-nos, estou certo de que esta será mais uma edição emocionante de acompanhar.”, concluiu.

Do lado da Hyundai Motorsport, procura em terras paraguaias dar a volta ao resultado do Rali da Finlândia, onde Adrien Fourmaux e Thierry Neuville terminaram nas quarta e quinta posições. A equipa sul-coreana pretende transformar o ritmo demonstrado em lugares de pódio no regresso às pistas sul-americanas.

O diretor desportivo da Hyundai Motorsport WRC, Andrew Wheatley, perspetivou o evento sublinhando o trabalho de desenvolvimento no i20 N Rally1 Evo: 

“A Finlândia foi um caso de ‘e se’, com o tempo desafiante a alterar o resultado do evento. Temos de colocar isto para trás das costas, voltar a focar-nos nos pontos positivos e olhar para os próximos dois ralis com confiança.", começou por afirmar Wheatley. 

"A equipa foi rápida em 2025, tanto no Paraguai como no Chile, mas sofreu com pequenos problemas que impediram a vitória. Doze meses depois, sabemos que o trabalho árduo que a equipa fez na preparação pré-evento e na afinação rali a rali para a versão Evo do i20 N Rally1 significa que o ritmo demonstrado nos troços de terra dura no Quénia, Portugal e Grécia, além da confirmação de que estamos próximos da velocidade de ponta pretendida para os troços de terra rápidos e suaves, deverá ajudar-nos a iniciar o Paraguai com uma atitude positiva." continuou. 

"Como sempre, lutar pela vitória contra uma forte concorrência significa não cometer erros, mas temos três equipas que podem lutar pelo pódio.”, concluiu.

Do lado da M-Sport, diretor de equipa, Richard Millener, evidenciou a expetativa em torno da deslocação ao continente sul-americano: 

“Temos umas semanas entusiasmantes pela frente, a começar pelo Rally del Paraguay na próxima semana. Este evento impressionou-nos a todos no ano passado na sua estreia, e estou certo de que não deixará de nos impressionar novamente com outra cerimónia de abertura deslumbrante e algumas classificativas verdadeiramente interessantes.", começou por referir, antes de falar das expectativas que tem dos seus pilotos. 

"O Josh [McErlean] tem uma experiência sólida do ano passado que lhe trará muitos benefícios, e o Jon [Anderson] estudou muito os troços para se preparar. Como equipa, penso que podemos reunir muito conhecimento para entregar desempenhos fortes no Paraguai e no Chile. As próximas semanas vão exigir muito de todos, equipas e membros da estrutura, mas é um enorme prazer competir nestes eventos consecutivos na América do Sul. Vamos ver que aventuras nos aguardam.”, concluiu.

O rali do Paraguai será feito em pisos de terra, terá 22 especiais cronometradas, no total de 358.88 quilómetros.

Latvala está em sarilhos


Aos 41 anos, o finlandês Jari-Matti Latvala fez a transição de piloto de ralis muito rápido - e por vezes a acabar na valeta - para ser o responsável da Toyota Gazoo Rally (TGR), a equipa de rali mais bem sucedida da atualidade. Em 2026, ao lado do seu adjunto, Juha Kankkunen, tem uma super-equipa com cinco pilotos na classe Rally1, e tudo aponta que ele ganhará o campeonato, quer de pilotos - todos estão nos cinco primeiros lugares - quer de Construtores. E já trabalha no que poderá ser o carro de 2027, que correrá segundo das novas regras da FIA para os ralis. 

Contudo, se no trabalho, as coisas estão muito bem, pessoalmente, ele está em sarilhos. E estes são tão grandes que poderá colocar o seu cargo em risco. 

Segundo conta hoje a imprensa finlandesa, Latvala está em tribunal por alegada fuga fiscal, relativo ao tempo entre 2015 e 2018, quando, alegadamente, vivia no Mónaco, mas na realidade passava mais tempo na Finlândia. Resultado final? O estado processou-o por fuga aos impostos, e apesar de pagar o valor em causa, cerca de 4,5 milhões de euros, há um processo criminal cujo julgamento começa a 31 de agosto. E na pior das hipóteses, poderá passar até quatro anos na prisão.

E mesmo que tenha uma pena suspensa, ele receia que tenha de se demitir do seu cargo, porque isto ficaria no seu registo criminal, especialmente nos Estados Unidos e Japão, países onde costuma ir em trabalho.

"Nunca evitei conscientemente pagar impostos. Também não vivi no Mónaco para evitar o pagamento de impostos. As razões foram outras. Sempre paguei os meus impostos dentro dos prazos. Também paguei a minha dívida fiscal o mais rapidamente possível", afirmou, numa entrevista ao jornal Ilta-Sanomat.

Em suma, a não ser que seja considerado inocente, os seus dias na TGR poderão estar contados. Resta esperar pelo desfecho do caso.

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

WRC: Rali do Chile com 56 inscritos


O WRC revelou nesta quarta-feira a lista de inscritos para o Rally Chile Bio Bío, marcado de 10 a 13 de setembro. Ao todo, serão 56 os pilotos que estarão presentes na prova chilena, dez deles na categoria principal, o Rally1.

A Toyota Gazoo Racing irá alinhar na prova chilena com cinco GR Yaris para o galês Elfyn Evans, o finlandês Sami Pajari, o japonês Takamoto Katsuta, o sueco Oliver Solberg e o francês Sébastien Ogier. Na Hyundai, a marca aposta no francês Adrien Fourmaux, no belga Thierry Neuville e no finlandês Esapekka Lappi, a novidade neste rali. Enquanto isso, a M-Sport Ford completa a categoria principal com os irlandeses Josh McErlean e Jon Armstrong.

Na categoria Rally2 estarão 18 pilotos inscritos, 17 deles em luta direta pelos pontos do WRC2. o estónio Robert Virves destaca-se após quatro vitórias consecutivas, enfrentando os carros da Lancia com o búlgaro-russo Nikolay Gryazin e o francês Yohan Rossel, além dos pilotos da Toyota Yaris Gr Rally2 do espanhol Alejandro Cachón e Diego Domínguez, do britânico Gus Greensmith e do japonês Yuki Yamamoto. 

A armada chilena assume forte protagonismo com Jorge Martínez, Alberto Heller, Pedro Heller, Emilio Rosselot e Tadeo Rosselot inscritos na categoria.

O rali do Chile acontecerá duas semanas depois do rali do Paraguai, que se realizará entre os dias 27 e 30 de agosto. 

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

WRC: Julien Ingrassia: "Vi o Seb estender-se na relva e perder os sentidos”


Julien Ingrassia, o co-piloto de Sebastien Ogier, contou em detalhes o que aconteceu no sábado à tarde quando ele perdeu o controlo do seu carro na 18ª especial, acabando ambos fora de estrada e com o carro severamente danificado. Após terem sido socorridos pela organização, foram transferidos para um hospital, onde passaram a noite em observação até ter alta, no dia seguinte. 

Contudo, Ingrassia - que foi navegador de Ogier até 2022, quando se retirou e foi substituído por Vincent Landlais, e regressou a este rali por indisponíblidade pessoal de Landlais - descreveu na terça-feira, ao jornal francês L’Équipe, os primeiros instantes após o acidente, onde temeu que Ogier estivesse em pior estado: 

“Vi o Seb [Ogier] a sair, percebi que não estava ferido, por isso segui o procedimento. Pressionei o botão OK do carro, que indica que não precisamos de assistência de emergência e permite que a especial continue. Mas quando já tinha feito isso, vi o Seb estender-se na relva e perder os sentidos.", começou por afirmar. 

"A partir daí, o acidente ganhou uma dimensão completamente nova. Ativei imediatamente o sinalizador de emergência e fui até ao Seb. Os olhos dele já não pestanejavam. Com a ajuda de dois ou três espetadores, mantivemos a cabeça dele imóvel enquanto eu o abanava com as minhas notas de percurso. Foi um momento preocupante.”, continuou.

“Nunca tinha lidado com nada assim na minha vida, mas sabia que era importante manter a calma. Depois de dar o alarme, liguei à equipa para dar uma avaliação médica do que estava a observar. Também desliguei o carro, porque havia o risco de incêndio. Pouco a pouco, com pessoas a falar com ele e todos à sua volta, o Seb foi recuperando os sentidos. Foi nessa altura que chegaram os serviços de emergência.”, concluiu.

Sobre os momentos vividos dentro do carro, Ingrassia descreveu: 

“Quando se está dentro do carro, olha-se para a frente e tudo o que se vê são árvores. Felizmente, passámos pelas mais pequenas. Batemos em árvores relativamente jovens que conseguimos partir. A atual geração de carros é incrivelmente forte, e isso ajudou-nos bastante.” 

Quanto à causa do acidente, o copiloto foi claro: 

“Analisámos o que aconteceu naquela curva. Tanto quanto sabemos, não houve falha nem do carro, nem do piloto, nem do copiloto. Formou-se um rasto na curva que lançou o carro para a esquerda em vez de permitir que virasse para a direita. É por isso que as imagens 'onboard' parecem tão estranhas.”

Ogier está agora a recuperar do susto em casa e já anunciou que estará presente nos últimos quatro ralis da temporada, a começar no Paraguai, no final do mês, para tentar um inédito décimo título mundial. E não será fácil: Ogier é quinto, com 139 pontos, menos 62 que o líder, o galês Elfyn Evans, que foi terceiro no rali da Finlândia. 

terça-feira, 4 de agosto de 2026

WRC (II): Ogier irá participar no resto da temporada


O francês Sebastien Ogier vai participar nos últimos quatro ralis da temporada de 2026. Apesar do acidente no rali da Finlândia, que antecipou o final da sua participação na prova, o piloto de 42 anos, e atual campeão do mundo, irá participar nas últimas quatro provas desta temporada para tentar um inédito décimo título no WRC, apesar de admitir que as suas hipóteses são baixas. 

No seu comunicado oficial, Ogier confirmou o regresso à ação no Rali do Paraguai, entre 27 e 30 de agosto, alterando a ideia inicial que iria participar em 10 dos 14 ralis do atual calendário.

“Depois de uma grande corrida, o Rali da Finlândia obviamente não terminou como planeado, e as nossas esperanças no campeonato estão mais ou menos perdidas. Mesmo assim, há quatro rondas restantes esta temporada e o Vincent Landais e eu estaremos lá, com apenas um objetivo: ganhá-las todas.”, afirmou, numa mensagem que deixou na sua conta oficial do Instagram.

Assim sendo, ele participará nas últimas quatro etapas do WRC 2026: Paraguai, Chile, Sardenha e Arábia Saudita. 

Neste momento, Ogier é quinto classificado no Mundial, com 139 pontos, menos 62 que o líder do campeonato, o galês Elfyn Evans, que tem 201 pontos.

domingo, 2 de agosto de 2026

WRC 2026 - Rali da Finlândia (Final)


O finlandês Sami Pajari triunfou no rali da Finlândia, que acabou neste domingo de manhã, aproveitando o acidente de Sebastien Ogier para triunfar pela segunda vez consecutiva no Mundial de 2026. E por causa disso, Pajari está a meros 30 pontos do líder do campeonato, o galês Elfyn Evans, que terminou o rali na terceira posição.

O piloto da Toyota acabou com uma vantagem de 26,7 segundos sobre Oliver Solberg, o segundo classificado, enquanto o terceiro posto ficou nas mãos de Elfyn Evans, a 1.19,5 segundos, e 16,4 segundos na frente de Adrien Formaux, quarto classificado a bordo do seu Hyundai (1.35,9 segundos do vencedor).

"É simplesmente incrível. Não sei o que dizer. Foi uma grande coisa conquistar a primeira vitória na Estônia, mas uma vitória em casa é sempre algo especial. Vencer em casa não tem sido assim tão fácil para os finlandeses, mas depois de um rally realmente louco conseguimos. Um grande obrigado à equipa e aos fãs pelo apoio, que é simplesmente incrível. Acho que é mais especial vencer em casa. Esta foi mais difícil e mais intensa.", disse Pajari depois do Power Stage.

Com a passagem dupla pela especial Himos-Jämsä, um deles a Power Stage, a ser percorrida neste domingo, essencialmente foi um gerir de andamentos e ver quem conseguia os pontos necessários para este dia. 

Na primeira passagem, Solberg foi o melhor, 2,9 segundos sobre Elfyn Evans, 6,9 sobre Takamoto Katsuta, dez segundos sobre Sami Pajari, 12,6 sobre Adrien Formaux.

Na segunda passagem, agora o PowerStage, Evans e Solberg... empataram. Mas o desempate foi nos centésimos de segundo, com o sueco a lebar a melhor sobre o galês, por meros 26 centésimos. Formaux foi o terceiro, a 2,9, Neuville foi quarto a 4,6 e Pajari quinto, a 9,7.

Takamoto Katsuta perdeu quase um minuto e meio por ter batido numa pedra e caiu para o sexto lugar da geral. "Estava tentando evitar uma pedra na parte interna, mas havia muita solta. Que fim de semana desastroso. Peço desculpa para a equipa.", disse o piloto japonês, no final da PowerStage.

Depois dos quatro primeiros, quinto foi Neuville, a 3.52,5, conseguindo ficar na frente de Takamoto Katsuta, a 4.18,2. Sétimo foi o ford de Josh McErlean, a 4.32,7, na frente do melhor dos Rally2, Jari-Matti Latvala, a 8,25,5. Nono acabou por ser Robert Virves, a 8.46,9 e em décimo, Teemu Suninen, a 9.03,0. 

O WRC continua no final do mês, em terras paraguaias. 

sábado, 1 de agosto de 2026

As imagens do dia (III)


Neste final de semana, acontece o rali da Finlândia, e todo e qualquer apreciador de ralis sabe o tipo de prova que é: um rali veloz, em estradas de terra, onde os pilotos andam no limite e qualquer erro é a "morte do artista", ou seja, o carro fica muito destruído e os mecânicos perdem a noite em reparar o carro para que fique minimamente inteiro para poderem continuar. 

Contudo, tem alturas em que apanhamos um susto de verdade. E logo no caso de Sebastien Ogier, que aos 42 anos, liderava o rali finlandês quando perdeu o controlo do seu Toyota Yaris Rally1 na 17ª especial, a segunda passagem por Västilä e acabou a capotar, abatendo algumas árvores pelo caminho. E pior: tudo isto foi visto em direto, pois o carro estava a ser seguido pelo helicóptero da transmissão televisiva, que filmou tudo. A especial acabou por ser cancelada.

Ogier, por um acaso brutal, estava a ser navegado por Julien Ingrassia, o seu navegador habitual até 2022, quando decidiu retirar-se para ter uma vida mais recatada, e regressou precisamente neste rali porque o seu atual navegador, Vincent Landlais, não podia estar presente. Ingrassia aceitou o convite, em nome dos velhos tempos e... aconteceu isto.

Os primeiros relatos eram preocupantes, com os pilotos fora do carro, mas com Ogier a não poder mexer-se, apesar de poder mexer os olhos e de respirar normalmente. Evacuados de helicóptero para o hospital mais próximo, o comunicado oficial afirma que ambos estão bem, embora fiquem esta noite para observação, caso haja alguma surpresa. 

Os ralis, por vezes, são brutos e não perdoam, mas outra coisa que se pode afirmar é que estes carros conseguem proteger os seus ocupantes dos acidentes mais sérios. Nisto, mais do que um milagre, tem de se agradecer à engenharia por ter feito os dispositivos que transformam aquilo do qual foi proposto num milagre do qual todos falam. 

WRC 2026 - Rali da Finlândia (Dia 2)


Sami Pajari lidera o rali da Finlândia, num segundo dia bem agitado, onde ele herdou o comando da corrida depois do despiste, na 18ª especial, de Sebastien Ogier, que liderava o rali até então. O piloto francês e o seu navegador, Julien Ingrassia, foram levados para o hospital onde irão passar a noite em observação, abalados, mas não feridos. 

"Primeiro de tudo, muito assustador ver o Seb e o Julien. Nunca é bom ver isso e espero que estejam bem. Isso foi desagradável.", disse Oliver Solberg no final do dia, ao saber do estado de ambos. 

Pajari lidera com 46,4 segundos sobre Oliver Solberg, também em Toyota, enquanto o terceiro é Elfyn Evans, a 1,36,3, não muito longe de Adrien Formaux, quarto, a 1.40,1.  

Com oito especiais pela frente, passagens duplas por Parkkola, Päijälä, Västilä e Leustu, as rápidas classificativas iriam ser desafiadoras para máquinas e pilotos. O dia começou com Evans a ganhar a primeira especial do dia, 0,6 segundos na frente de Sami Pajari, 3,3 sobre Sebastien Ogier, 5,1 sobre Oliver Solberg e 8,4 sobre Adrien Formaux. Pajari ganhou na especial seguinte, 0,8 segundos na frente de Ogier, 1,6 sobre Evans, 4,4 sobre Takamoto Katsuta e 5,5 sobre Solberg. O finlandês voltou a ganhar na especial seguinte, agora com 0,1 segundos na frente de Evans, 2,3 sobre Ogier, 5,4 sobre Solberg e 9,7 sobre Formaux. 

Yuki Yamamoto e Rooper Korhonen bateram forte na especial, e começavam os primeiros acidentes do dia. Tanto que na 14ª especial, a primeira passagem por Leustu, apesar de sebastien Ogier ter sido o mais rápido, batendo Sami Pajari por 1,8 segundos, Takamoto Katsuta por 5,8, Adrien Formaux por 7,9 e Oliver Solberg por 10,6, a especial foi neutralizada depois do acidente do carro número 32, Arthur Pelamourges, que saiu de estrada e destruiu o seu carro. Felizmente, ele saiu do carro sem ferimentos de maior.

Mas antes disso, Elfyn Evans tinha capotado, e apesar dos estragos, podia continuar o rali. Pior sorte teve Martins Sesks, cujo Ford ficou todo destruído depois de uma saída de estrada. 

"Apenas uma curva estava mais apertada do que eu esperava com uma vala. Um pouco corajoso demais. Ficamos presos, isso é ruim. Vamos dar uma olhada agora.", disse Evans, no final da especial. 

"Ele [Sesks] teve um acidente enorme e fiquei um pouco assustado. Esta é uma etapa que faço pela primeira vez neste carro. Foi muito diferente. Não muita confiança. Apenas tentei alguns cliques no amortecedor.", disse Solberg, também no final desta especial.

A segunda parte do dia começou com Pajari a ganhar a especial e também a ganhar 2,2 segundos a Ogier, que foi apenas quarto. Entre eles ficaram Evans (a 0,3) e Solberg (a 1,5), enquanto o quinto melhor foi Formaux, a 5,1. Alguns problemas com a colocação dos espectadores levaram à interrupção temporária da classificativa, mas depois continuaram.

Ogier continuou a acelerar, ganhando a 16ª especial, 0,2 segundos sobre Evans e 0,4 sobre Pajari, 2,3 sobre Solberg e 2,5 sobre Formaux. 

"Nada mudou. Estamos felizes com onde estamos e a diferença pode até diminuir, mas não precisamos disso. Amanhã irá ser um grande empurrão, inclusive da minha parte. Tentando aproveitar a especial, é tão bonito que aproveitamos a condução.", disse Ogier, no final dessa especial.

Mas esses planos não iriam acontecer. Ogier despistou-se fortemente, perdendo o controlo do seu carro depois de um salto, depistando-se e capotando, e levando à neutralização da especial. Pajari tinha ganho, 0,1 segundos na frente de Evans, 2,8 sobre Solberg, 4,4 sobre Formaux e 7,6 sobre Takamoto.

No final do dia, Evans acabou por ser o melhor, 1,8 sobre Pajari, o novo líder do rali, 3,2 sobre Solberg, 3,8 sobre Formaux e 3,9 sobre Takamoto. 

"Não foi a melhor especial. Ok, mas não a mais limpa. Tenho que agradecer muito aos rapazes pela reparação na hora do almoço depois do meu erro aqui pela manhã. Claro, talvez mais importante, esperamos o melhor para Seb e Julien, nossos pensamentos estão com eles.", disse Evans, no final desta especial.

Depois dos quatro primeiros, quinto é Takamoto Katsuta, a 2.54,5, na frente de Thierry Neuville, sexto, a 3.52,9. Sétimo é Josh McErlean, a 3.54,4, com o oitavo posto a ser ocupado por Jari-Matti Latvala, a 6.50,8 e a fechar o "top ten" estão o Skoda RS Fabia Rally2 de Robert Virves, a 7.04,2, e o Toyota GR Yaris Rally2 de Teemu Suninen, a 7.31,1.

O rali da Finlândia acaba neste domingo, com a realização das restantes duas especiais. 

sexta-feira, 31 de julho de 2026

WRC 2026 - Rali da Finlândia (Dia 1)


O francês Sebastien Ogier lidera o rali da Finlândia, completadas que estão as dez primeiras especiais da prova. O piloto da Toyota tem um avanço de 16,3 segundos sobre o segundo classificado, o outro Toyota de Elfyn Evans, enquanto o terceiro é Sami Pajari, a 26,2, e o quarto é Oliver Solberg, a 41,9. Todos os pilotos são Toyotas, que dominam no final de um primeiro dia onde a chuva marcou presença.  

Com passagens duplas por Harju, Laukaa, Saarikas, Sydänmaa e Hoho, o dia começou com Adrien Formaux a ser o melhor, 1.1 segundos na frente de Thierry Neuville, 1,2 sobre Sebastien Ogier e elfyn Evans. Ogier triunfou na especial seguinte, 2,9 segundos na frente de Esapekka Lappi e Adrien Formaux, 3,6 sobre Oliver Solberg e 4,2 sobre Thierry Neuville.

Sami Pajari foi o melhor na terceira especial, 1,6 segundos na frente de Sebastien Ogier e Thierry Neuville, 1,7 sobre Adrien Formaux e 2,8 sobre Esapekka Lappi. Jon Armstrong saiu de estrada e acabou o seu rali por hoje. Ogier ganhou na quarta especial, 0,5 segundos sobre Pajari e Evans, 1,7 sobre Neuville e 2,8 sobre Olivier Solberg. Emil Lindholm capotou forte, mas saiu ileso, bem como Esapekka Lappi, que também capotou e ficou com o carro destruído.

Sobre a classificativa, Ogier, o vencedor, afirmou: "É realmente rápido, portanto é preciso compromisso aí. No início, não estava comprometido o suficiente, mas em direção à floresta estava tudo bem".

Questionado sobre se ser dos primeiros na estrada o está a prejudicar, afirmou: "Está tudo bem. Não é um rali chato como a Estônia, onde os últimos são os mais rápidos."

No final da manhã, Ogier acabou vencedor, 0,5 segundos na frente de Formaux, 0,9 sobre Solberg, 3,5 sobre Pajari e 4,5 sobre Martins Sesks. Thierry Neuvile bateu contra uma pedra e tem uma das rodas quebradas, perdendo um minuto e 45 segundos. "Foi uma nota um pouco rápida demais, tive que jogar o carro. Havia uma pedra e atingimos algo." Questionado sobre se daria para regressar à estrada, o belga da Hyundai respondeu: "Acho que sim."

A parte da tarde começou com Pajari a ganhar, 0,4 segundos na frente de Oliver Solberg, 2,6 sobre Sebastien Ogier, 3,1 sobre Adrien Formaux e 4,3 sobre Thierry Neuville, que assim conseguiu regressar à estrada, apesar de ter caído para a 13ª posição: "Primeiro de tudo [estou] feliz por estar aqui, os mecânicos fizeram um bom trabalho. Vamos ver o que acontece esta tarde, pode haver alguma chuva. Vamos ver como o carro funciona e se conseguimos voltar aos pontos.", comentou, no final da especial. 


Elfyn Evans triunfou na sétima especial, 2,3 segundos na frente de Takamoto Katsuta, 4,4 sobre Sami Pajari e 6,5 sobre Sebastien Ogier. Depois da passagem de Evans pela especial, começou a chover pesadamente e os carros começaram a andar mais lentamente. Martins Sesks, que acabou com o quinto melhor tempo com o seu Ford, acabou por ser... 46,6 segundos mais lento que Evans. "Não foi divertido enquanto dirigia, mas quando você sobrevive, é engraçado.", disse o piloto letão.

Oliver Solberg acabou por vencer na segunda passagem por Sydänmaa, 2,1 segundos na frente de Martins Sesks, 3,9 sobre Sebastien Ogier, cinco segundos sobre Thierry Neuville e 14,3 sobre Adrien Formaux. Takamoto Katsuta perdeu mais de dois minutos e 17 segundos por causa de problemas no sistema de desembaciamento dos vidros, caindo para o oitavo posto. 

Formaux triunfou na segunda passagem por Hoho, 2,3 segundos na frente de Oliver Solberg, 2,5 sobre Sesks, 5,5 sobre Neuville e 6,7 sobre Josh McErelean.

 "É uma pena. Esta tarde estivemos na luta pela vitória, mas agora estamos bastante longe.", lamentou Solberg. "Não tem sido uma tarde simples para ninguém. Tem sido um pouco de loteria. Há água parada nas trilhas aqui, ser o primeiro a encontrar isso não é ideal.", afirmou Elfyn Evans, por sua vez.

Para fechar o dia, na segunda passagem por Harju, Thierry Neuville e Takamoto Katsuta empataram no topo da tabela de tempos, com 0,3 segundos de avanço sobre Elfyn Evans, 1,4 sobre Sami Pajari e 1,5 sobre Oliver Solberg. 

Depois dos quatro primeiros, quinto é Martins Sesks, no seu Ford, a 1.04,9, na frente do Hyundai de Adrien Formaux, a 1.24,9. Sétimo é Josh McErlean, noutro Ford, a 2.29,0, com o oitavo a ser Takamoto Katsuta, a 2.30,7. Nono é Thierry Neuville, a 2.56,2, e a fechar o "top ten", está o Skoda do estónio Robert Virves, a 3.08,7. 

Amanhã continua o rali da Finlândia, com mais oito especiais.