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sexta-feira, 4 de setembro de 2026

WRC: Construtores não querem ir para a Arábia Saudita


O rali da Arábia Saudita, prova final do campeonato, está na corda bamba. Embora uma decisão final sobre esse assunto só será tomada em meados de setembro, esta sexta-feira, os principais construtores do WRC, Toyota, Hyundai, apoiados pela M-Sport, que prepara os carros da ford na categoria Rally1, assinaram esta sexta-feira uma carta aberta, apelando ao cancelamento do rali da Arábia Saudita, alegando problemas sérios de logística e a atual situação na peninsula arábica.

Existem algumas restrições às viagens de negócios para o Médio Oriente, que estão a ser monitorizadas diariamente e estão em constante evolução.”, afirnmou um responsável da Hyundai para o site dirtfish.com.

A Toyota publicou um comunicado, corroborando a posição da Hyundai e acrescentou: “A equipa Toyota Gazoo Racing World Rally Team depende totalmente da Toyota Motor Corporation e todos os seus membros precisam de cumprir os regulamentos da TMC. Existe uma política da TMC que atualmente não permite viagens ao Médio Oriente. Nós, como empresa e como equipa, somos informados semanalmente pela sede sobre quaisquer alterações [a esta política].”

Richard Millener, o diretor da M-Sport, afirmou estar a seguir os acontecimentos, e que seguirão as recomendações do Foregin Office britânico: “Naturalmente, nestes cenários, seguimos as recomendações do Ministério dos Negócios Estrangeiros do governo e, até à data, a restrição aplica-se apenas a viagens num raio de 10 quilómetros da fronteira da Arábia Saudita com o Iémen. Naturalmente, a nossa principal preocupação é com a segurança da nossa equipa e respeitaremos qualquer decisão que seja tomada”.


Apesar destas declarações, a FIA está confiante de que arranjará uma solução para a realização do rali da Arábia Saudita. 

Até à data, não há qualquer decisão ou anúncio oficial. O trabalho está a progredir como planeado, nada foi adiado ou suspenso. Mas é verdade que a logística tem os seus limites”, disse Emilia Abel, diretora desportiva da FIA para o WRC.

Julien Vial, COO do WRC Promoter, acrescentou: “Estamos, obviamente, a acompanhar a situação de perto. Precisamos de ter em conta as recomendações da FIA e as preocupações das equipas, que partilhamos integralmente no que diz respeito à segurança, ao mesmo tempo que reconhecemos os nossos compromissos contratuais com a Arábia Saudita”.

Apesar das garantias, uma fonte do WRC disse ao dirtfish.com que qualquer decisão relativo a esse assunto poderá acontecer na próxima semana. O rali da Arábia Saudita, última prova do campeonato, acontecerá entre os dias 11 e 14 de novembro.

terça-feira, 1 de setembro de 2026

WRC: Ogier elogia a evolução de Pajari


O francês Sebastien Ogier elogiou o desempenho de Sami Pajari nesta temporada. Depois de três vitórias seguidas, o finlandês da Toyota tornou-se no piloto a ter em conta, e está agora a vinte pontos de Elfyn Evans, o líder do campeonato, quando faltam três ralis para o final da temporada. E tudo isto depois de ele ter colocado em causa a sua capacidade de andar entre os da frente.

Numa entrevista ao dirtfish.com, o piloto francês, atual campeão do mundo, admitiu não ter sempre visto esse “algo especial” no piloto de 24 anos, mas agora parece que está a aproveitar as oportunidades, sempre que aparecem.

Sinceramente, ele passou por um período bastante difícil no último ano e meio. Mesmo pessoalmente, pensei que lhe faltava alguma coisa, sabes. Talvez não estivesse a mostrar o suficiente, do meu ponto de vista”, começou por afirmar. “Contudo, os factos estão aí agora. Ele venceu três ralis consecutivos, não necessariamente com um desempenho extraordinário; a Estónia foi uma prestação muito impressionante, no resto ele esteve simplesmente presente, consistente, sem cometer erros, e este desporto também é muito sobre isso.”, continuou.

Por isso, parabéns a ele por conseguir isto e por conseguir estar consistentemente lá e, sim, capitalizar um pouco num fim de semana como este, em que a maioria dos candidatos teve problemas. Mas isso também faz parte do nosso desporto, por isso parabéns a ele e ao Marko [Salminen, copiloto]. Agora, definitivamente, está a tornar-se um verdadeiro candidato ao campeonato.”, concluiu.

Pajari, de 24 anos - nascido a 1 de dezembro de 2001 - começou a correr em carros de Rally1 no final da temporada de 2024, com um quarto lugar no rali da Finlândia, antes de passar a tempo inteiro na temporada de 2025. Apenas um pódio, um terceiro lugar, no Japão, foi o seu melhor resultado, acabando a temporada com 107 pontos e o oitavo lugar. Contudo, a sua consistência era o seu triunfo e em 2026, está a mostra isso: oito pódios em 11 ralis, e nas três últimas, no lugar mais alto do pódio. 

domingo, 30 de agosto de 2026

WRC 2026 - Rali do Paraguai (Final)


O finlandês Sami Pajari venceu o seu terceiro rali consecutivo e agora se tornou no principal desafiante a Elfyn Evans na corrida ao título mundial do WRC de 2026. O piloto da Toyota ganhou com uma vantagem de 25,8 segundos sobre Hayden Paddon, no seu Hyundai, de 40 segundos sobre Adrien Formaux, e de 45,1 segundos sobre o Toyota de Elfyn Evans, que sai de terras paraguaias como líder do campeonato. Tudo isto num dia onde a penúltima especial foi cancelada, o que ajudou muito na manutenção da liderança por parte do finlandês, que ganhou o rali da Estónia e da Finlândia, todos neste verão.

"Isso soa incrível, realmente bom! Um grande obrigado à equipa. Não foi um rali fácil. Não é fácil para os pilotos e também não é fácil para a equipa. Construir um carro tão fiável é a chave para o sucesso. É realmente bom. Estamos tentando fazer o nosso melhor no campeonato e não está indo tão mal também. Tudo é possível - só precisamos continuar pressionando.", disse o piloto finlandês.

O último dia tinha cinco especiais à espera dos pilotos: passagens duplas por Encarnacion e Artigas - a segunda passagem iria ser a Power Stage - e a passagem única por Arteagas Sur. E o dia começava com Sebastien Ogier a ganhar na primeira passagem por Encarnacion, 0,6 segundos na frente de Thierry Neuville, 1,9 sobre Takamoto Katsuta, 5,1 sobre Oliver Solberg e 7,4 sobre Adrien Formaux. 

Solberg ganhou na especial seguinte, 1,3 segundos na frente de Formaux, 1,4 sobre Ogier, 1,5 sobre Neuville e 2,8 sobre Sami Pajari. Josh McErlean tinha problemas com a caixa de velocidades e perdia 39,2 segundos. 


O sueco voltou a ganhar, na 20ª especial, 1,5 segundos na frente de Sebastien Ogier, dois segundos sobre Formaux, 2,1 sobre Pajari e 2,7 sobre Elfyn Evans. Quem tinha o carro danificado era Jon Anderson, que atingiu um obstáculo que não tinha a parte traseira esquerda. "Havia muito menos aderência do que esperávamos e tocamos o banco com a traseira esquerda.", disse o irlandês, no final da especial.

Evans também se queixa, mas de não ter ritmo: "Parece que não consigo encontrar o mesmo ritmo que tinha no início do fim de semana, vamos continuar tentando até o final.", afirmou.


A 21ª especial acabou por ser cancelada depois do acidente de Takamoto Katsuta, que capotou e bateu contra um poste de comunicações. Este foi suficientemente forte para que ele e o seu navegador, Aaron Johnson, fossem evacuados de helicóptero para o hospital, por precaução.

E com isto, ia-se para a Power Stage, onde Solberg conseguiu ser o melhor, 2,2 segundos na frente de Sebastien Ogier, 3,5 sobre Adrien Formaux, 4,8 sobre Elfyn Evans e 6,5 sobre Thierry Neuville.

"Este parece um verdadeiro pódio! Sente-se tão bem quanto uma vitória, porque muitas pessoas nos descartaram e pensaram que a Hyundai fez uma piada ao nos contratar. Muitas pessoas acreditam em mim e eu acredito em mim mesmo. Ainda podemos ser competitivos e mais quando aprendermos o carro", disse Hayden Paddon, que consegue o seu segundo pódio nesta temporada.

Em contraste, Elfyn Evans não estava contente: "O fim de semana começou bem, mas depois não conseguimos entrar em um ritmo melhor. Não estou realmente feliz.", comentou no final da Power Stage. 

Depois dos quatro primeiros, quinto foi Oliver Solberg, a 2.57,0, seguido pelo Ford Puma Rally1 de Josh McErlean, a 4.19,0. Sétimo foi o melhor dos Rally2, o paraguaio Diego Dominguez, a 7.40,5. Gus Greensmith acabou em oitavo, a 8.03,2, e a fechar o "top ten", ficaram o Toyota GR Yaris Rally2 de Alejandro Galanti, a 10.23,0, e o Skoda Fabia RS Rally2 do australiano Taylor Gill, a 10.36,9.

O WRC continua dentro de duas semanas, em terras chilenas, entre os dias 10 e 13 de setembro.

sábado, 29 de agosto de 2026

WRC 2026 - Rali do Paraguai (Dia 2)


O finlandês Sami Pajari lidera o rali do Paraguai, agora com uma vantagem de 24,1 segundos sobre o Hyundai do neozelandês Hayden Paddon, 56,3 sobre o atual líder do campeonato, Elfyn Evans, e 59,6 sobre Adrien Formaux, noutro Hyundai.

Com nove especiais neste sábado, num rali que está a ser bem duro para as máquinas, o dia começou com Evans a ganhar na primeira passagem por Bella Vista, ganhando com uma vantagem de 0,4 segundos sobre Adrien Formaux, 2,2 sobre Sami Pajari, 2,5 sobre Sebastien Ogier e 5,1 sobre Hayden Paddon. Em Bella Vista Sur, na especial seguinte, Formaux foi o vencedor, 7,3 segundos na frente de Sebastien Ogier, 7,5 sobre Oliver Solberg, 8,1 sobre Sami Pajari e 9,4 sobre Elfyn Evans. 

Neuville e Takamoto sairam de estrada, mas acabaram por regressar, com alguma dificuldade. 

"Foi uma especial totalmente nova e bem agradável de conduzir, gostei bastante. Muitas pedras soltas no início e fácil de ter um furo. Curto, mas intenso.", disse Formaux, no final da especial.

Formaux voltou a ganhar na 11ª especial, a primeira passagem por Hohenau, 5,2 segundos na frente de Sami Pajari, 5,8 sobre Elfyn Evans e 7,8 sobre Jon Armstrong. Romet Jurgesson bateu e ficou de fora, enquanto Oliver Solberg atrasou-se por ter-se atrasado num cruzamento.

No final da manhã, na primeira passagem por Trinidad, Ogier levou a melhor sobre Formaux por 0,3 segundos, cinco segundos sobre Armstrong, 5,3 sobre Oliver Solberg e seis segundos sobre Hayden Paddon.

A tarde começou com Adrien Formaux a ganhar três especiais seguidas: Bella Vista, Bella Vista Sur e Hohenau. Em Bella Vista, conseguiu uma vantagem de um segundos sobre Evans, 1,2 sobre Ogier, 1,7 sobre Pajari e 3,6 sobre Solberg. Pajari perdeu algum tempo quando passou largo num cruzamento. Em Bella Vista Sur, formaux ganhou uma vantagem de dois segundos sobre Ogier, 4,6 sobre Pajari, 6,8 sobre Paddon e 7,7 sobre Evans. E em Hohenau, o francês da Hyunadai levou a melhor sobre Solobergm a 6,2, sobre Ogier e Evans, ambos a 7,1, e Pajari, a 8,1. 

McErlean saiu largo do último cruzamento da especial, perdendo algum tempo para regressar à estrada. "Travei mais cedo, mas novamente não foi o suficiente. [Ando a gerir] os pneus. Muito mais [duro] que esperávamos em relação ao ano passado."

Ogier foi melhor na segunda passagem pot Trinidad, e foi por pouco: 0,1 segundos sobre Solberg. Neuville e Formaux ficaram empatados, a 3,4, enquanto Jon Armstrong foi o quinto melhor, a 4,3.

No final do dia, em Encarnacion Costanera, Takamoto Katsuta foi o melhor, 0,6 sobre Thierry Neuville, 3,5 sobre Sebastien Ogier e 6,4 sobre Adrien Formaux.

Depois dos quatro primeiros, Oliver Solberg é um distante quinto, a 3.25,7, seguido por Josh McErlean, a 3.32,0. O local Diego Dominguez, no seu Toyota GR Yaris Rally2, é sétimo, a 6.20,4, seguido pelo Ford de Jon Armstrong, a 6.40,0, e a fechar o "top ten" estavam o Toyota GR Yaris Rally2 de gus Greensmith, a 6.44,2, e o carro do paraguaio Pau Zaldivar, a 7.33,6.

O rali do Paraguai termina no domingo, com a realização das derradeiras cinco especiais. 

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

WRC 2026 - Rali do Paraguai (Dia 1)


O finlandês Sami Pajari lidera um atribulado Rally Paraguai, a bordo do seu Toyota, com uma vantagem de 11,9 segundos sobre o Hyundai do neozelandês Hayden Paddon, 56,9 sobre o terceiro classificado, o outro Toyota de Elfyn Evans, e 1.51,3 sobre o outro Hyundai de Adrien Formaux, num rali onde alguns dos principais candidatos à vitória, como Sebastien Ogier, Takamoto Katsuta e Thierry Neuville, abandonaram no primeiro dia, mas regressarão no dia seguinte.

Com oito especiais a serem cumpridas, em passagens duplas por Cambyreta, Nueva Alborada, Yerbateras e Autódromo, o dia começou com Oliver Solberg a começar a ser o melhor, 3.1 segundos na frente de Adrien Formaux, 4,8 sobre Hayden Paddon e 7,2 sobre Sami Pajari. 

A especial ficou marcada pelo acidente de Takamoto Katsuta, que por causa do seu capotanço, o carro ficou muito danificado e irá ficar de fora para o resto do dia. Thierry Neuville furou o pneu traseiro esquerdo e danificou a suspensão, perdendo dois minutos e 45 segundos, e a mesma coisa aconteceu a Sebastien Ogier, que perdeu menos tempo: 24,4 segundos.

A segunda especial começava com a noticia da retirada de Neuville, cujos danos no seu carro eram demasiados para que pudesse continuar. Ogier sofreu outro furo, trocou o pneu e perdera cinco minutos. 

"Cometi um erro, bati em um banco e danifiquei o carro. O braço da suspensão foi quebrado. No momento em que o Vincent Landais me disse que o Adrien estava atrás de mim e estava me pressionando. Desculpe se eu o incomodei e espero que devolvam o tempo para ele.", disse, no final da especial.

No final, Solberg levou a melhor, 2,2 segundos sobre o Ford de Josh McErlean, 2,3 sobre Hayden Paddon e Jon Armstrong, e 4,5 segundos sobre Adrien Fornmaux. 

Na terceira especial, Solberg teve problemas no motor e parou o seu carro no quilómetro 5,7, depois de ter tido dificuldades em arrancar no seu inicio. No final, perdeu mais de quatro minutos e caiu para o 17º posto. Ogier viu a sua suspensão ceder a meio do troço e decidiu parar, por hoje.

Evans furou e teve de para para trocar, Adrien Formaux também furou e perdeu 1.45 minutos, os Ford de Jon Anderson e Josh McErlean também furaram, mas perderam menos tempo: McErlen, 19,8 segundos, Anderson, 1.26,4.

No final da especial, Hayden Paddon foi o vencedor com 17,2 segundos sobre Elfyn Evans, 19,8 sobre Jon Anderson e 20,1 sobre Sami Pajari. 

"Que rali interessante, devo dizer. Ainda há alguns problemas e estamos a correr em segurança, sem ir a toda velocidade. De qualquer forma, chegamos ao fim e isso é bom. Tínhamos um vazamento de água que precisávamos consertar. Talvez esteja tudo bem agora.", disse Sami Pajari, no final da especial.

No final da manhã, na primeira passagem pela especial do Autódromo, Formaux conseguiu levar a melhor, um segundo adiante de Oliver Solberg, 1,6 sobre Sami Pajari e Hayden Paddon, e 2,1 sobre Elfyn Evans.  


A parte da tarde começou com Formaux ao ataque, vencendo as segundas passagens por Cambryeta e Nueva Alborada, 3,5 segundos à frente de Elfyn Evans, 5,9 sobre Sami Pajari e oito segundos sobre Hayden Paddon, na primeira especial da taerde, e com um avanço de 2,4 segundos sobre Pajari e Evans, e 3,2 sobre Solberg. Padden furou e perdeu 25 anos. No final, o piloto neozelandês disse que tentou gerir o andamento até ao final da especial. 

Pajari acabou por ganhar na sétima especial, a segunda passagem por Yerbateras, 0,1 segundos na frente de Oliver Solberg, numa especial onde Evans ficou sem pneu, bem como Hayden Paddon, que sofreu novo furo, Adrien Formaux sofreu... dois furos e perdeu quase 50 segundos, mas nem foi dos piores. 

Em compensação, no final do dia, Formaux voltou a ganhar, 0,3 sobre Paddon, 0,5 sobre Solberg e 0,8 sobre Pajari. Era um dia díficil que tinham deixado para trás, mas os pilotos achavam que mais obstáculos estavam para vir.

Como disse Sami Pajari: "Ainda terminamos sexta-feira. Acho que os dias seguintes serão os mais exigentes."

Depois dos quatro primeiros, Josh McErlean é quinto, a 2.23,1, na frente do local Diego Dominguez, a 2.36,0, no seu Toyota Yaris Rally2. Sétimo é Gus Greensmith, no seu Toyota GR Yaris Rally2, a 3.15,4, na frente de Oliver Solberg, a 3.33,3. Marco Bulacia é nono, no seu Toyota Yaris Rally2, a 4.01,4, e a fechar o "top ten" está o carro do estónio Romet Jurgeson, a 4.36,9.

O rali do Paraguai continua amanhã, com a realização de mais nove especiais.   

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

WRC: O que as equipas esperam do rali do Paraguai


Nas vésperas do rali do Paraguai, a primeira de duas provas que acontecerão em solo sul-americano, com o segundo rali a ser no Chile, cerca de duas semanas depois. As três equipas com carros na categoria Rally1 - Toyota, Hyundai e M-Sport (Ford), cada um tem objetivos diferentes para esta prova. E para a Toyota, com os seus cinco pilotos nos cinco primeiros lugares, este poderá ser a primeira chance de ganhar o título mundial de construtores pela sexta vez consecutiva, pois tem uma vantagem de 174 pontos sobre a Hyundai.

E mesmo que tenha Elfyn Evans com um avanço de 30 pontos sobre Sami Pajari, segundo classificado após vencer as duas últimas provas, Estónia e Finlândia, o campeonato é um "affaire" entre os pilotos da Toyota. 

O diretor de equipa adjunto da Toyota Gazoo Racing, Juha Kankkunen, destacou o entusiasmo do grupo para esta fase decisiva: 

Estamos entusiasmados por entrar nesta última parte da temporada com tudo ainda por decidir. No Paraguai teremos a nossa primeira oportunidade de assegurar o título de construtores, mas não esperamos que seja fácil.", começou por afirmar o tetracampeão do mundo de ralis. 

"Descobrimos no ano passado, quando realizámos este rali pela primeira vez, quão desafiantes podem ser as estradas e as condições no local. Vimos também muita paixão e apoio, como parece acontecer sempre na América do Sul, pelo que estamos ansiosos por regressar. Com os nossos pilotos a correrem igualmente para as suas próprias ambições no campeonato e com os nossos concorrentes indubitavelmente motivados para tentar vencer-nos, estou certo de que esta será mais uma edição emocionante de acompanhar.”, concluiu.

Do lado da Hyundai Motorsport, procura em terras paraguaias dar a volta ao resultado do Rali da Finlândia, onde Adrien Fourmaux e Thierry Neuville terminaram nas quarta e quinta posições. A equipa sul-coreana pretende transformar o ritmo demonstrado em lugares de pódio no regresso às pistas sul-americanas.

O diretor desportivo da Hyundai Motorsport WRC, Andrew Wheatley, perspetivou o evento sublinhando o trabalho de desenvolvimento no i20 N Rally1 Evo: 

A Finlândia foi um caso de ‘e se’, com o tempo desafiante a alterar o resultado do evento. Temos de colocar isto para trás das costas, voltar a focar-nos nos pontos positivos e olhar para os próximos dois ralis com confiança.", começou por afirmar Wheatley. 

"A equipa foi rápida em 2025, tanto no Paraguai como no Chile, mas sofreu com pequenos problemas que impediram a vitória. Doze meses depois, sabemos que o trabalho árduo que a equipa fez na preparação pré-evento e na afinação rali a rali para a versão Evo do i20 N Rally1 significa que o ritmo demonstrado nos troços de terra dura no Quénia, Portugal e Grécia, além da confirmação de que estamos próximos da velocidade de ponta pretendida para os troços de terra rápidos e suaves, deverá ajudar-nos a iniciar o Paraguai com uma atitude positiva." continuou. 

"Como sempre, lutar pela vitória contra uma forte concorrência significa não cometer erros, mas temos três equipas que podem lutar pelo pódio.”, concluiu.

Do lado da M-Sport, diretor de equipa, Richard Millener, evidenciou a expetativa em torno da deslocação ao continente sul-americano: 

Temos umas semanas entusiasmantes pela frente, a começar pelo Rally del Paraguay na próxima semana. Este evento impressionou-nos a todos no ano passado na sua estreia, e estou certo de que não deixará de nos impressionar novamente com outra cerimónia de abertura deslumbrante e algumas classificativas verdadeiramente interessantes.", começou por referir, antes de falar das expectativas que tem dos seus pilotos. 

"O Josh [McErlean] tem uma experiência sólida do ano passado que lhe trará muitos benefícios, e o Jon [Anderson] estudou muito os troços para se preparar. Como equipa, penso que podemos reunir muito conhecimento para entregar desempenhos fortes no Paraguai e no Chile. As próximas semanas vão exigir muito de todos, equipas e membros da estrutura, mas é um enorme prazer competir nestes eventos consecutivos na América do Sul. Vamos ver que aventuras nos aguardam.”, concluiu.

O rali do Paraguai será feito em pisos de terra, terá 22 especiais cronometradas, no total de 358.88 quilómetros.

Latvala está em sarilhos


Aos 41 anos, o finlandês Jari-Matti Latvala fez a transição de piloto de ralis muito rápido - e por vezes a acabar na valeta - para ser o responsável da Toyota Gazoo Rally (TGR), a equipa de rali mais bem sucedida da atualidade. Em 2026, ao lado do seu adjunto, Juha Kankkunen, tem uma super-equipa com cinco pilotos na classe Rally1, e tudo aponta que ele ganhará o campeonato, quer de pilotos - todos estão nos cinco primeiros lugares - quer de Construtores. E já trabalha no que poderá ser o carro de 2027, que correrá segundo das novas regras da FIA para os ralis. 

Contudo, se no trabalho, as coisas estão muito bem, pessoalmente, ele está em sarilhos. E estes são tão grandes que poderá colocar o seu cargo em risco. 

Segundo conta hoje a imprensa finlandesa, Latvala está em tribunal por alegada fuga fiscal, relativo ao tempo entre 2015 e 2018, quando, alegadamente, vivia no Mónaco, mas na realidade passava mais tempo na Finlândia. Resultado final? O estado processou-o por fuga aos impostos, e apesar de pagar o valor em causa, cerca de 4,5 milhões de euros, há um processo criminal cujo julgamento começa a 31 de agosto. E na pior das hipóteses, poderá passar até quatro anos na prisão.

E mesmo que tenha uma pena suspensa, ele receia que tenha de se demitir do seu cargo, porque isto ficaria no seu registo criminal, especialmente nos Estados Unidos e Japão, países onde costuma ir em trabalho.

"Nunca evitei conscientemente pagar impostos. Também não vivi no Mónaco para evitar o pagamento de impostos. As razões foram outras. Sempre paguei os meus impostos dentro dos prazos. Também paguei a minha dívida fiscal o mais rapidamente possível", afirmou, numa entrevista ao jornal Ilta-Sanomat.

Em suma, a não ser que seja considerado inocente, os seus dias na TGR poderão estar contados. Resta esperar pelo desfecho do caso.

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

WRC: Rali do Chile com 56 inscritos


O WRC revelou nesta quarta-feira a lista de inscritos para o Rally Chile Bio Bío, marcado de 10 a 13 de setembro. Ao todo, serão 56 os pilotos que estarão presentes na prova chilena, dez deles na categoria principal, o Rally1.

A Toyota Gazoo Racing irá alinhar na prova chilena com cinco GR Yaris para o galês Elfyn Evans, o finlandês Sami Pajari, o japonês Takamoto Katsuta, o sueco Oliver Solberg e o francês Sébastien Ogier. Na Hyundai, a marca aposta no francês Adrien Fourmaux, no belga Thierry Neuville e no finlandês Esapekka Lappi, a novidade neste rali. Enquanto isso, a M-Sport Ford completa a categoria principal com os irlandeses Josh McErlean e Jon Armstrong.

Na categoria Rally2 estarão 18 pilotos inscritos, 17 deles em luta direta pelos pontos do WRC2. o estónio Robert Virves destaca-se após quatro vitórias consecutivas, enfrentando os carros da Lancia com o búlgaro-russo Nikolay Gryazin e o francês Yohan Rossel, além dos pilotos da Toyota Yaris Gr Rally2 do espanhol Alejandro Cachón e Diego Domínguez, do britânico Gus Greensmith e do japonês Yuki Yamamoto. 

A armada chilena assume forte protagonismo com Jorge Martínez, Alberto Heller, Pedro Heller, Emilio Rosselot e Tadeo Rosselot inscritos na categoria.

O rali do Chile acontecerá duas semanas depois do rali do Paraguai, que se realizará entre os dias 27 e 30 de agosto. 

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

WRC: Julien Ingrassia: "Vi o Seb estender-se na relva e perder os sentidos”


Julien Ingrassia, o co-piloto de Sebastien Ogier, contou em detalhes o que aconteceu no sábado à tarde quando ele perdeu o controlo do seu carro na 18ª especial, acabando ambos fora de estrada e com o carro severamente danificado. Após terem sido socorridos pela organização, foram transferidos para um hospital, onde passaram a noite em observação até ter alta, no dia seguinte. 

Contudo, Ingrassia - que foi navegador de Ogier até 2022, quando se retirou e foi substituído por Vincent Landlais, e regressou a este rali por indisponíblidade pessoal de Landlais - descreveu na terça-feira, ao jornal francês L’Équipe, os primeiros instantes após o acidente, onde temeu que Ogier estivesse em pior estado: 

Vi o Seb [Ogier] a sair, percebi que não estava ferido, por isso segui o procedimento. Pressionei o botão OK do carro, que indica que não precisamos de assistência de emergência e permite que a especial continue. Mas quando já tinha feito isso, vi o Seb estender-se na relva e perder os sentidos.", começou por afirmar. 

"A partir daí, o acidente ganhou uma dimensão completamente nova. Ativei imediatamente o sinalizador de emergência e fui até ao Seb. Os olhos dele já não pestanejavam. Com a ajuda de dois ou três espetadores, mantivemos a cabeça dele imóvel enquanto eu o abanava com as minhas notas de percurso. Foi um momento preocupante.”, continuou.

Nunca tinha lidado com nada assim na minha vida, mas sabia que era importante manter a calma. Depois de dar o alarme, liguei à equipa para dar uma avaliação médica do que estava a observar. Também desliguei o carro, porque havia o risco de incêndio. Pouco a pouco, com pessoas a falar com ele e todos à sua volta, o Seb foi recuperando os sentidos. Foi nessa altura que chegaram os serviços de emergência.”, concluiu.

Sobre os momentos vividos dentro do carro, Ingrassia descreveu: 

Quando se está dentro do carro, olha-se para a frente e tudo o que se vê são árvores. Felizmente, passámos pelas mais pequenas. Batemos em árvores relativamente jovens que conseguimos partir. A atual geração de carros é incrivelmente forte, e isso ajudou-nos bastante.” 

Quanto à causa do acidente, o copiloto foi claro: 

Analisámos o que aconteceu naquela curva. Tanto quanto sabemos, não houve falha nem do carro, nem do piloto, nem do copiloto. Formou-se um rasto na curva que lançou o carro para a esquerda em vez de permitir que virasse para a direita. É por isso que as imagens 'onboard' parecem tão estranhas.

Ogier está agora a recuperar do susto em casa e já anunciou que estará presente nos últimos quatro ralis da temporada, a começar no Paraguai, no final do mês, para tentar um inédito décimo título mundial. E não será fácil: Ogier é quinto, com 139 pontos, menos 62 que o líder, o galês Elfyn Evans, que foi terceiro no rali da Finlândia. 

terça-feira, 4 de agosto de 2026

WRC (II): Ogier irá participar no resto da temporada


O francês Sebastien Ogier vai participar nos últimos quatro ralis da temporada de 2026. Apesar do acidente no rali da Finlândia, que antecipou o final da sua participação na prova, o piloto de 42 anos, e atual campeão do mundo, irá participar nas últimas quatro provas desta temporada para tentar um inédito décimo título no WRC, apesar de admitir que as suas hipóteses são baixas. 

No seu comunicado oficial, Ogier confirmou o regresso à ação no Rali do Paraguai, entre 27 e 30 de agosto, alterando a ideia inicial que iria participar em 10 dos 14 ralis do atual calendário.

Depois de uma grande corrida, o Rali da Finlândia obviamente não terminou como planeado, e as nossas esperanças no campeonato estão mais ou menos perdidas. Mesmo assim, há quatro rondas restantes esta temporada e o Vincent Landais e eu estaremos lá, com apenas um objetivo: ganhá-las todas.”, afirmou, numa mensagem que deixou na sua conta oficial do Instagram.

Assim sendo, ele participará nas últimas quatro etapas do WRC 2026: Paraguai, Chile, Sardenha e Arábia Saudita. 

Neste momento, Ogier é quinto classificado no Mundial, com 139 pontos, menos 62 que o líder do campeonato, o galês Elfyn Evans, que tem 201 pontos.

domingo, 2 de agosto de 2026

WRC 2026 - Rali da Finlândia (Final)


O finlandês Sami Pajari triunfou no rali da Finlândia, que acabou neste domingo de manhã, aproveitando o acidente de Sebastien Ogier para triunfar pela segunda vez consecutiva no Mundial de 2026. E por causa disso, Pajari está a meros 30 pontos do líder do campeonato, o galês Elfyn Evans, que terminou o rali na terceira posição.

O piloto da Toyota acabou com uma vantagem de 26,7 segundos sobre Oliver Solberg, o segundo classificado, enquanto o terceiro posto ficou nas mãos de Elfyn Evans, a 1.19,5 segundos, e 16,4 segundos na frente de Adrien Formaux, quarto classificado a bordo do seu Hyundai (1.35,9 segundos do vencedor).

"É simplesmente incrível. Não sei o que dizer. Foi uma grande coisa conquistar a primeira vitória na Estônia, mas uma vitória em casa é sempre algo especial. Vencer em casa não tem sido assim tão fácil para os finlandeses, mas depois de um rally realmente louco conseguimos. Um grande obrigado à equipa e aos fãs pelo apoio, que é simplesmente incrível. Acho que é mais especial vencer em casa. Esta foi mais difícil e mais intensa.", disse Pajari depois do Power Stage.

Com a passagem dupla pela especial Himos-Jämsä, um deles a Power Stage, a ser percorrida neste domingo, essencialmente foi um gerir de andamentos e ver quem conseguia os pontos necessários para este dia. 

Na primeira passagem, Solberg foi o melhor, 2,9 segundos sobre Elfyn Evans, 6,9 sobre Takamoto Katsuta, dez segundos sobre Sami Pajari, 12,6 sobre Adrien Formaux.

Na segunda passagem, agora o PowerStage, Evans e Solberg... empataram. Mas o desempate foi nos centésimos de segundo, com o sueco a lebar a melhor sobre o galês, por meros 26 centésimos. Formaux foi o terceiro, a 2,9, Neuville foi quarto a 4,6 e Pajari quinto, a 9,7.

Takamoto Katsuta perdeu quase um minuto e meio por ter batido numa pedra e caiu para o sexto lugar da geral. "Estava tentando evitar uma pedra na parte interna, mas havia muita solta. Que fim de semana desastroso. Peço desculpa para a equipa.", disse o piloto japonês, no final da PowerStage.

Depois dos quatro primeiros, quinto foi Neuville, a 3.52,5, conseguindo ficar na frente de Takamoto Katsuta, a 4.18,2. Sétimo foi o ford de Josh McErlean, a 4.32,7, na frente do melhor dos Rally2, Jari-Matti Latvala, a 8,25,5. Nono acabou por ser Robert Virves, a 8.46,9 e em décimo, Teemu Suninen, a 9.03,0. 

O WRC continua no final do mês, em terras paraguaias. 

sábado, 1 de agosto de 2026

As imagens do dia (III)


Neste final de semana, acontece o rali da Finlândia, e todo e qualquer apreciador de ralis sabe o tipo de prova que é: um rali veloz, em estradas de terra, onde os pilotos andam no limite e qualquer erro é a "morte do artista", ou seja, o carro fica muito destruído e os mecânicos perdem a noite em reparar o carro para que fique minimamente inteiro para poderem continuar. 

Contudo, tem alturas em que apanhamos um susto de verdade. E logo no caso de Sebastien Ogier, que aos 42 anos, liderava o rali finlandês quando perdeu o controlo do seu Toyota Yaris Rally1 na 17ª especial, a segunda passagem por Västilä e acabou a capotar, abatendo algumas árvores pelo caminho. E pior: tudo isto foi visto em direto, pois o carro estava a ser seguido pelo helicóptero da transmissão televisiva, que filmou tudo. A especial acabou por ser cancelada.

Ogier, por um acaso brutal, estava a ser navegado por Julien Ingrassia, o seu navegador habitual até 2022, quando decidiu retirar-se para ter uma vida mais recatada, e regressou precisamente neste rali porque o seu atual navegador, Vincent Landlais, não podia estar presente. Ingrassia aceitou o convite, em nome dos velhos tempos e... aconteceu isto.

Os primeiros relatos eram preocupantes, com os pilotos fora do carro, mas com Ogier a não poder mexer-se, apesar de poder mexer os olhos e de respirar normalmente. Evacuados de helicóptero para o hospital mais próximo, o comunicado oficial afirma que ambos estão bem, embora fiquem esta noite para observação, caso haja alguma surpresa. 

Os ralis, por vezes, são brutos e não perdoam, mas outra coisa que se pode afirmar é que estes carros conseguem proteger os seus ocupantes dos acidentes mais sérios. Nisto, mais do que um milagre, tem de se agradecer à engenharia por ter feito os dispositivos que transformam aquilo do qual foi proposto num milagre do qual todos falam. 

WRC 2026 - Rali da Finlândia (Dia 2)


Sami Pajari lidera o rali da Finlândia, num segundo dia bem agitado, onde ele herdou o comando da corrida depois do despiste, na 18ª especial, de Sebastien Ogier, que liderava o rali até então. O piloto francês e o seu navegador, Julien Ingrassia, foram levados para o hospital onde irão passar a noite em observação, abalados, mas não feridos. 

"Primeiro de tudo, muito assustador ver o Seb e o Julien. Nunca é bom ver isso e espero que estejam bem. Isso foi desagradável.", disse Oliver Solberg no final do dia, ao saber do estado de ambos. 

Pajari lidera com 46,4 segundos sobre Oliver Solberg, também em Toyota, enquanto o terceiro é Elfyn Evans, a 1,36,3, não muito longe de Adrien Formaux, quarto, a 1.40,1.  

Com oito especiais pela frente, passagens duplas por Parkkola, Päijälä, Västilä e Leustu, as rápidas classificativas iriam ser desafiadoras para máquinas e pilotos. O dia começou com Evans a ganhar a primeira especial do dia, 0,6 segundos na frente de Sami Pajari, 3,3 sobre Sebastien Ogier, 5,1 sobre Oliver Solberg e 8,4 sobre Adrien Formaux. Pajari ganhou na especial seguinte, 0,8 segundos na frente de Ogier, 1,6 sobre Evans, 4,4 sobre Takamoto Katsuta e 5,5 sobre Solberg. O finlandês voltou a ganhar na especial seguinte, agora com 0,1 segundos na frente de Evans, 2,3 sobre Ogier, 5,4 sobre Solberg e 9,7 sobre Formaux. 

Yuki Yamamoto e Rooper Korhonen bateram forte na especial, e começavam os primeiros acidentes do dia. Tanto que na 14ª especial, a primeira passagem por Leustu, apesar de sebastien Ogier ter sido o mais rápido, batendo Sami Pajari por 1,8 segundos, Takamoto Katsuta por 5,8, Adrien Formaux por 7,9 e Oliver Solberg por 10,6, a especial foi neutralizada depois do acidente do carro número 32, Arthur Pelamourges, que saiu de estrada e destruiu o seu carro. Felizmente, ele saiu do carro sem ferimentos de maior.

Mas antes disso, Elfyn Evans tinha capotado, e apesar dos estragos, podia continuar o rali. Pior sorte teve Martins Sesks, cujo Ford ficou todo destruído depois de uma saída de estrada. 

"Apenas uma curva estava mais apertada do que eu esperava com uma vala. Um pouco corajoso demais. Ficamos presos, isso é ruim. Vamos dar uma olhada agora.", disse Evans, no final da especial. 

"Ele [Sesks] teve um acidente enorme e fiquei um pouco assustado. Esta é uma etapa que faço pela primeira vez neste carro. Foi muito diferente. Não muita confiança. Apenas tentei alguns cliques no amortecedor.", disse Solberg, também no final desta especial.

A segunda parte do dia começou com Pajari a ganhar a especial e também a ganhar 2,2 segundos a Ogier, que foi apenas quarto. Entre eles ficaram Evans (a 0,3) e Solberg (a 1,5), enquanto o quinto melhor foi Formaux, a 5,1. Alguns problemas com a colocação dos espectadores levaram à interrupção temporária da classificativa, mas depois continuaram.

Ogier continuou a acelerar, ganhando a 16ª especial, 0,2 segundos sobre Evans e 0,4 sobre Pajari, 2,3 sobre Solberg e 2,5 sobre Formaux. 

"Nada mudou. Estamos felizes com onde estamos e a diferença pode até diminuir, mas não precisamos disso. Amanhã irá ser um grande empurrão, inclusive da minha parte. Tentando aproveitar a especial, é tão bonito que aproveitamos a condução.", disse Ogier, no final dessa especial.

Mas esses planos não iriam acontecer. Ogier despistou-se fortemente, perdendo o controlo do seu carro depois de um salto, depistando-se e capotando, e levando à neutralização da especial. Pajari tinha ganho, 0,1 segundos na frente de Evans, 2,8 sobre Solberg, 4,4 sobre Formaux e 7,6 sobre Takamoto.

No final do dia, Evans acabou por ser o melhor, 1,8 sobre Pajari, o novo líder do rali, 3,2 sobre Solberg, 3,8 sobre Formaux e 3,9 sobre Takamoto. 

"Não foi a melhor especial. Ok, mas não a mais limpa. Tenho que agradecer muito aos rapazes pela reparação na hora do almoço depois do meu erro aqui pela manhã. Claro, talvez mais importante, esperamos o melhor para Seb e Julien, nossos pensamentos estão com eles.", disse Evans, no final desta especial.

Depois dos quatro primeiros, quinto é Takamoto Katsuta, a 2.54,5, na frente de Thierry Neuville, sexto, a 3.52,9. Sétimo é Josh McErlean, a 3.54,4, com o oitavo posto a ser ocupado por Jari-Matti Latvala, a 6.50,8 e a fechar o "top ten" estão o Skoda RS Fabia Rally2 de Robert Virves, a 7.04,2, e o Toyota GR Yaris Rally2 de Teemu Suninen, a 7.31,1.

O rali da Finlândia acaba neste domingo, com a realização das restantes duas especiais. 

sexta-feira, 31 de julho de 2026

WRC 2026 - Rali da Finlândia (Dia 1)


O francês Sebastien Ogier lidera o rali da Finlândia, completadas que estão as dez primeiras especiais da prova. O piloto da Toyota tem um avanço de 16,3 segundos sobre o segundo classificado, o outro Toyota de Elfyn Evans, enquanto o terceiro é Sami Pajari, a 26,2, e o quarto é Oliver Solberg, a 41,9. Todos os pilotos são Toyotas, que dominam no final de um primeiro dia onde a chuva marcou presença.  

Com passagens duplas por Harju, Laukaa, Saarikas, Sydänmaa e Hoho, o dia começou com Adrien Formaux a ser o melhor, 1.1 segundos na frente de Thierry Neuville, 1,2 sobre Sebastien Ogier e elfyn Evans. Ogier triunfou na especial seguinte, 2,9 segundos na frente de Esapekka Lappi e Adrien Formaux, 3,6 sobre Oliver Solberg e 4,2 sobre Thierry Neuville.

Sami Pajari foi o melhor na terceira especial, 1,6 segundos na frente de Sebastien Ogier e Thierry Neuville, 1,7 sobre Adrien Formaux e 2,8 sobre Esapekka Lappi. Jon Armstrong saiu de estrada e acabou o seu rali por hoje. Ogier ganhou na quarta especial, 0,5 segundos sobre Pajari e Evans, 1,7 sobre Neuville e 2,8 sobre Olivier Solberg. Emil Lindholm capotou forte, mas saiu ileso, bem como Esapekka Lappi, que também capotou e ficou com o carro destruído.

Sobre a classificativa, Ogier, o vencedor, afirmou: "É realmente rápido, portanto é preciso compromisso aí. No início, não estava comprometido o suficiente, mas em direção à floresta estava tudo bem".

Questionado sobre se ser dos primeiros na estrada o está a prejudicar, afirmou: "Está tudo bem. Não é um rali chato como a Estônia, onde os últimos são os mais rápidos."

No final da manhã, Ogier acabou vencedor, 0,5 segundos na frente de Formaux, 0,9 sobre Solberg, 3,5 sobre Pajari e 4,5 sobre Martins Sesks. Thierry Neuvile bateu contra uma pedra e tem uma das rodas quebradas, perdendo um minuto e 45 segundos. "Foi uma nota um pouco rápida demais, tive que jogar o carro. Havia uma pedra e atingimos algo." Questionado sobre se daria para regressar à estrada, o belga da Hyundai respondeu: "Acho que sim."

A parte da tarde começou com Pajari a ganhar, 0,4 segundos na frente de Oliver Solberg, 2,6 sobre Sebastien Ogier, 3,1 sobre Adrien Formaux e 4,3 sobre Thierry Neuville, que assim conseguiu regressar à estrada, apesar de ter caído para a 13ª posição: "Primeiro de tudo [estou] feliz por estar aqui, os mecânicos fizeram um bom trabalho. Vamos ver o que acontece esta tarde, pode haver alguma chuva. Vamos ver como o carro funciona e se conseguimos voltar aos pontos.", comentou, no final da especial. 


Elfyn Evans triunfou na sétima especial, 2,3 segundos na frente de Takamoto Katsuta, 4,4 sobre Sami Pajari e 6,5 sobre Sebastien Ogier. Depois da passagem de Evans pela especial, começou a chover pesadamente e os carros começaram a andar mais lentamente. Martins Sesks, que acabou com o quinto melhor tempo com o seu Ford, acabou por ser... 46,6 segundos mais lento que Evans. "Não foi divertido enquanto dirigia, mas quando você sobrevive, é engraçado.", disse o piloto letão.

Oliver Solberg acabou por vencer na segunda passagem por Sydänmaa, 2,1 segundos na frente de Martins Sesks, 3,9 sobre Sebastien Ogier, cinco segundos sobre Thierry Neuville e 14,3 sobre Adrien Formaux. Takamoto Katsuta perdeu mais de dois minutos e 17 segundos por causa de problemas no sistema de desembaciamento dos vidros, caindo para o oitavo posto. 

Formaux triunfou na segunda passagem por Hoho, 2,3 segundos na frente de Oliver Solberg, 2,5 sobre Sesks, 5,5 sobre Neuville e 6,7 sobre Josh McErelean.

 "É uma pena. Esta tarde estivemos na luta pela vitória, mas agora estamos bastante longe.", lamentou Solberg. "Não tem sido uma tarde simples para ninguém. Tem sido um pouco de loteria. Há água parada nas trilhas aqui, ser o primeiro a encontrar isso não é ideal.", afirmou Elfyn Evans, por sua vez.

Para fechar o dia, na segunda passagem por Harju, Thierry Neuville e Takamoto Katsuta empataram no topo da tabela de tempos, com 0,3 segundos de avanço sobre Elfyn Evans, 1,4 sobre Sami Pajari e 1,5 sobre Oliver Solberg. 

Depois dos quatro primeiros, quinto é Martins Sesks, no seu Ford, a 1.04,9, na frente do Hyundai de Adrien Formaux, a 1.24,9. Sétimo é Josh McErlean, noutro Ford, a 2.29,0, com o oitavo a ser Takamoto Katsuta, a 2.30,7. Nono é Thierry Neuville, a 2.56,2, e a fechar o "top ten", está o Skoda do estónio Robert Virves, a 3.08,7. 

Amanhã continua o rali da Finlândia, com mais oito especiais. 

quarta-feira, 22 de julho de 2026

CPR: Meeke regressa no rali da Madeira


O Rali da Madeira é um dos mais importantes do campeonato, e que acontece em asfalto, à volta da ilha que é chamada de Pérola do Atlântico. E a Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal decidiu encarar este rali com dois carros, um para Pedro Almeida e outro para Kris Meeke, que faz o seu regresso aos ralis portugueses, depois do vice-campeonato em 2025.

O regresso de Meeke e do seu navegador, Stuart Loudon, é igualmente um dos grandes destaques. O piloto britânico, que aos comandos do Toyota GR Yaris Rally2 venceu quatro ralis e 45 classificativas em 2026, regressa a uma prova que já tentou conquistar por diversas ocasiões, mas onde nunca triunfou.

Sim, estou muito contente por ter a oportunidade de voltar à Madeira, especialmente com a equipa e um carro que conheço bem. Depois de alguns anos em Portugal, é como se fosse uma família. Para mim, a Madeira é um dos ralis de asfalto mais difíceis do mundo, pela natureza das estradas e pela precisão necessária para sequer pensar em fazer o melhor tempo. É óbvio que os pilotos locais conhecem muito bem a ilha e o Diego Ruiloba também já mostrou ser incrivelmente rápido nesta prova. É um rali que adoraria ganhar, mas não subestimo o desafio", começou por afirmar.

E acrescentou: “Um grande obrigado ao povo da Madeira por me receber de volta, à Sports & You e ao Grupo Caetano. É fantástico estar de volta e fazer parte da equipa e estou realmente ansioso por este desafio.

O Rali da Madeira 2026 será disputado em duas etapas, distribuídas por oito secções e 15 provas especiais de classificação, num total de 202,52 quilómetros cronometrados, integralmente em asfalto.

segunda-feira, 20 de julho de 2026

WRC (II): Ogier ambiciona mais para a Finlândia


Depois de ter alcançado o quinto lugar no rali da Estónia, o francês Sebastien Ogier, atual piloto da Toyota Gazoo Racing reconheceu que, apesar de que “nunca” irá ficar satisfeito com um quinto lugar, considerou que, perante o contexto, realizou “um trabalho aceitável” na sua estreia recente destas classificativas estónias a bordo do seu Toyota GR Yaris Rally1.

Em jeito de balanço deste rali, Ogier, que era o terceiro a abrir a estrada nas especiais de sexta-feira, admitiu que enfrentou um desafio acrescido ao ter de limpar a terra solta para os adversários, perdendo tempo nas primeiras passagens. O piloto referiu ainda alguma dificuldade em encontrar a confiança e a afinação ideal para atacar a fundo nas secções de alta velocidade, vendo o fim de semana como uma oportunidade para amealhar pontos e recolher dados para as próximas provas.

"Fizemos o que pudemos, acho que não foi mau em termos de desempenho. Um pouco de confirmação teria me tornado mais rápido. Mas não estou à procura de desculpas, estamos aqui. Estamos à procura de um melhor desempenho na Finlândia. Oliver e Sami foram fortes como esperado, especialmente o Sami. Espero que ele consiga levar isso para casa agora.", disse no final do rali.

Ogier é agora quarto classificado no campeonato, com 139 pontos, 38 atrás do líder, o galês Elfyn Evans. O WRC prossegue no final do mês, em terras finlandesas. 

WRC: Evans admite um rali difícil na Estónia


O galês Elfyn Evans, atual líder do campeonato teve um rali difícil nas estradas da Estónia. O piloto da Toyota foi sexto numa prova onde foi obrigado a abrir a estrada na sexta‑feira, enfrentando troços de terra muito secos e com muita terra solta, situação que o penalizou e o atirou para nono no final da primeira etapa.

A partir do segundo dia, com o piloto galês a não abrir as estradas, as suas prestações melhoraram, aproveitando também algum azar dos que corriam na sua frente, e começou a subir paulatinamente na classificação, chegando ao sexto lugar no final do segundo dia, do qual não saiu mais até ao final do rali, com duas passagens consistentes pela classificativa de Kääriku, na manhã de domingo, e ajudado pela chuva. 

Sabíamos que seria um início duro, com as especiais tão secas e o efeito de limpeza tão evidente”, reconheceu o piloto, no final do rali, sublinhando que, nas circunstâncias, o objectivo passou por “recuperar o máximo de posições possível”, a partir de sexta-feira. 

Acabámos com pontos decentes e o sexto lugar foi, realisticamente, o melhor que estava ao nosso alcance”, afirmou. "A especial [de domingo] estava bem acidentada em alguns lugares. Inevitavelmente um fim de semana muito duro. A evolução da estrada torna conseguir posições realmente difícil. É o que é.", concluiu.

Agora, Evans - que beneficiou da desistência da Takamoto Katsuta no primeiro dia do rali - tem uma vantagem de 25 pontos para gerir rumo ao próximo rali, o da Finlândia, que irá acontecer no final deste mês.  

domingo, 19 de julho de 2026

WRC 2026 - Rali da Estónia (Final)


O dia 19 de julho de 2026 será histórico para a Sami Pajari e para o rali da Estíonia. Um ano depois de Oliver Solberg ter conseguido a sua primeira vitória no WRC, ao piloto finlandês de 25 anos, também da Toyota, conseguiu a sua primeira vitória a bordo de um carro de Rally1. E num ano conde a consistência tem sido marca nele, pois para além desta vitória, conseguiu mais cinco pódios nesta temporada.

"É algo tão incrível! Talvez eu não tenha percebido o que acabei de fazer. Todos que trabalham na Toyota Gazoo Racing, estou super super feliz e grato por vocês! Obrigado por todo o apoio, obrigado por confiar em mim. E a todos os meus patrocinadores, minha família, meus amigos, todos que estiveram do meu lado em tempos difíceis, este é para vocês! Por último, mas não menos importante, quero agradecer a mim mesmo por não desistir, por ir atrás disso mais uma vez. Sabíamos que [este dia] estava a chegar, não havia dúvida, mas agora nós conseguimos. Correu tudo bem.", disse no final do rali.

No final, Pajari acabou o rali com uma vantagem de 19,5 segundos sobre Oliver Solberg, 53,8 sobre Adrien Formaux e 59,7 sobre o outro Hyundai de Thierry Neuville. 


Com uma passagem dupla por Kääriku, uma delas a Powerstage, o dia começou com Oliver Solberg a triunfar, 0,4 segundos na frente de Sami Pajari, 1,1 sobre Adrien Formaux e Elfyn Evans e 2,7 sobre Sebastien Ogier. 

A seguir, agora para a Power Stage, Solberg voltou a vencer, 2.2 segundos na frente de Thierry Neuville, 2,5 sobre Elfyn Evans, 2,9 sobre Sebastien Ogier e 4,1 sobre Takamoto Katsuta. E a partir dali,  começou a festa para Pajari e Marko Salminen, o seu navegador, os mais novos vencedores da história do WRC. 

"Foi um fim de semana muito bom com certeza, preciso estar feliz. Foram alguns rallyes difíceis. Não tive a confiança total para atacar nos 100% como o Sami teve, ele merece. Muito feliz com meu fim de semana, bons pontos e um bom trampolim para os próximos eventos.", disse Oliver Solberg, no final da Powerstage.

Depois dos quatro primeiros, quinto era Sebastien Ogier, a 1.32,9, na frente de Elfyn Evans, sexto, a 2.01,0 do vencedor, na frente do Ford de Martins Sesks, a 2.35,3. O finlandês Esapekka Lappi foi o oitavo, a 3.02,3, e a fechar o "top ten" ficaram o Ford de Jon Armstrong, a 3.28,0, e o Skoda RS Fabia Rally2 do local Robert Virves, a 8.33,1.


Na geral, Evans continua a liderar, agora com 177 pontos, contra os 152 do segundo classificado, Takamoto Katsuta. Terceiro é agora Pajari, com 144, cinco pontos na frente de Sebastien Ogier, que tem agora 139. 

O WRC continua daqui a duas semanas, agora em paragens finlandesas.

sábado, 18 de julho de 2026

WRC 2026 - Rali da Estónia (Dia 2)


O finlandês Sami Pajari continua a liderar o rali da Estónia, terminado o segundo dia de prova. O piloto da tem uma liderança de 25 segundos sobre o segundo classificado, o Toyota do sueco Oliver Solberg, enquanto o terceiro é o francês Adrien Formaux, no seu Hyundai, a 52,1 segundos que tem uma pequena vantagem - pouco menos do que 1,9 segundos - sobre o seu companheiro de equipa, Thierry Neuville, terceiro, a 54 segundos exatos.   

E a novidade deste sábado foi que a imbatibilidade de Pajari terminou na décima especial, quando Oliver Solberg ganhou a décima especial, a segunda passagem por Peipsiääre.  

Com nove especiais pela frente, num segundo dia que parecia ser duro, o rali começou neste sábado com passagens duplas por Peipsiääre, Mustvee, Kambja, Otepää e Tartu Vald. E o dia começou como acabou: com Pajari a ganhar especiais atrás de especiais. Na primeira passagem por Peipsiääre, ele conseguiu uma vantagem de 1,6 segundos sobre Oliver Solberg, 7,8 sobre Adrien Formaux e 11,7 sobre Thierry Neuville. Josh McErlean teve problemas mecânicos e perdeu mais de dez minutos. 

Pajari voltou a ganhar na especial seguinte, com Solberg a ser segundo, a 1,3, seguido por Formnaux, a 3,5, Neuville, a 4,9 e Evans, a 5,6. Sesks furou e perdeu 13,5 segundos, caindo para sétimo da geral. E na segunda passagem por Peipsiääre, por fim, Pajari era batido por Solberg, com o sueco a ficar 3,3 segundos na frente dele. Neuville foi terceiro, a 5,2, Formaux quarto, a 9,3 e Evans quinto, perdendo 10 segundos. McErlean, com o escape danificado, acabou por abandonar o rali.

"Senti-me bastante confortável, [numa especial] muito complicada. Em algumas secções, fui demasiado cauteloso. Difícil para os pneus e também muito difícil nos sulcos. Não muito mal, mas tudo bem.", disse o sueco, no final da especial. 

"Foi bastante bom. Fiz uma corrida sólida novamente, mas parece que o Oliver estava a pressionar como louco. Ainda está tudo bem. Não gostaria de lhe dar um trabalho fácil para nos apanhar, então precisamos de continuar a pressionar.", respondeu Pajari, no final dessa especial.

O final da manhã acabou com Solberg a voltar a ganhar, 0,2 segundos na frente de Pajari, 2,3 sobre Neuville e 4,5 sobre Ogier. Formaux sofreu um furo lento e perdeu 5,4 segundos.

A parte da tarde começou com a primeira passagem por Kambja, com Pajari a volta a ganhar, agora com 4 segundos na frente de Solberg, 5,1 sobre Formaux, sete segundos sobre Neuville e 10,3 sobre Ogier. O finlandês voltou a ganhar na primeira passagem por Otepää, 3,3 na frente de Solberg, 3,8 sobre Neuville, 4,1 sobre Formaux e 10,3 sobre Ogier. Evans seguiu em frente num cruzamento e perdeu 12,2 segundos.

"Estava com as quatro rodas na estrada, mas as árvores estavam tão perto que tive medo de perder a asa. Está bom. Positivo. Outro troço realmente OK, sensação realmente boa, estou realmente a gostar.", disse Pajari, no final desta especial.

Na segunda passagem por Kambja, Pajari foi mais uma vez o mais rápido, 1,1 segundos na frente de Thierry Neuville, 2,2 na frente de Adrien Formaux, 4,4 sobre Oliver Solberg e 5,1 sobre sebastien Ogier. Na segunda passagem por Otepää, desta vez foi Neuville a levar a melhor, 2,3 segundos sobre Pajari e Solberg, 3,4 sobre Ogier e 4,2 sobre Formaux. 

No final do dia, em Tartu Vald, Solberg foi o melhor, 0,6 na frente de Neuville e Formaux, 0,8 sobre Sami Pajari e 2,4 sobre Ogier.

Depois dos quatro primeiros, o quinto é Sebastien Ogier, a 1.31,2, no seu Toyota, na frente de Elfyn Evans, a 2.02,9. Sétimo é Martins Sesks, o melhor dos Ford, a 2.16,3. Oitavo é Esapekka Lappi, no terceiro Hyundai, a 2.42,0. E a fechar o "top ten" estão o Ford de Jon Armstrong (a 3.03,2) e o Skoda Fabia RS Rally2 de Robert Virves, e o melhor dos Rally2, a mais de sete minutos da liderança (a7.07,2). 

O rali da Estónia termina no domingo com a realização da passagem dupla por Kääriku, uma delas a Power Stage.

sexta-feira, 17 de julho de 2026

WRC 2026 - Rali da Estónia (Dia 1)


O finlandês Sami Pajari lidera o rali da Estónia, decorridas que estão as primeiras sete especiais deste rali. O piloto da Toyota lidera com 14,7 segundos de vantagem sobre Oliver Solberg, também no seu Toyota. Terceiro é o francês Adrien Formaux, a 16,5 segundos, e que tem uma pequena vantagem sobre o quarto classificado, o outro Hyundai de Thierry Neuville. Este tem uma desvantagem de 24 segundos sobre o líder do rali.

E um detalhe bem interessante: Pajari ganhou todas as especiais deste primeiro dia.

Com passagens duplas sobre Raanitsa, Karaski e Kanepi, bem como uma passagem individual sobre Elva Linn, o rali da Estónia começou com Sami Pajari ao ataque, ganhando as especiais da manhã, alargando a sua distância face à concorrência. Na primeira especial, ganhou uma vantagem de 2,4 segundos sobre Adrien Formaux, 2,6 sobre Oliver Solberg, 3,8 sobre Sebastien Ogier e 4,1 sobre Thierry Neuville. 

Jon Armstrong sofria um furo, e o letão Martins Sesks sofria uma penalização de 20 segundos por causa de ter chegado atrasado devido à demora na reparação do seu Ford depois do acidente que tinha sofrido no "shakedown".

Em Karasaki, Pajari tinha novamente vantagem, agora 0,3 segundos na frente de Solberg, 1,7 sobre Formaux e Sesks, 2,8 sobre Neuville. E em Kanepi, Pajari tinha atrás de si Formaux, a 0,8, Solberg, a 1,2, Sesks, a 1,9 e Neuville, a 4,2. Jan Solans capotou e ficou fora da estrada e, por hoje, do rali.  

"Está realmente bom, estou a gostar muito. Etapa super agradável, realmente agradável com estes carros nestas condições.", afirmou Pajari. "Faltou-me um pouco de velocidade num salto, porque achei que era maior. É apenas o início da corrida, então faremos o nosso melhor e veremos onde estamos esta noite.", declarou Ogier, no final desta especial.


A tarde começava na segunda passagem por Raanitsa, com Pajari a continuar a triunfar nas especiais, ganhando 4,5 segundos sobre Formaux, 4,9 sobre Solberg, 6,3 sobre Neuville e 6,4 sobre Ogier. Depois, na segunda passagem por Karasaki, Pajari voltava a triunfar, 2,1 segundos na frente de Solberg, 2,3 sobre Formaux, 2,4 sobre Neuville e 3,3 sobre Sesks. 

"Estou mais corajoso, com certeza, mas realmente me saí bem, dei tudo de mim. É realmente deprimente ver que você é o mais lento, mesmo tendo dado tudo e tendo uma posição de estrada melhor. A motivação é alta, mas não é bom para a sensação.", disse o - até aqui imbatível - Pajari.

Para a segunda passagem por Kanepi, Pajari ganhou com três segundos de vantagem sobre Solberg, quatro sobre Neuville, Formaux e Sesks e cinco segundos sobre Esapekka Lappi. No final do dia, em Elva Linn, Pajari foi 0,1 segundos melhor que Sesks, 0,2 sobre Neuville e 0,6 sobre Solberg.

Takamoto Katsuta retirou-se no inicio desta especial, depois de um dos seus pneus ter explodido na especial anterior ter danificado o carro. O incidente, que resultou numa perda de quase um minuto, e claro, culminou na desistência do piloto japonês, que regressará amanhã para abrir a estrada. 

"O que posso fazer? Em uma longa longa reta, imediatamente o pneu explode. O que posso fazer. Foi tão tão perigoso! Quase tive um grande grande acidente. Não consigo acreditar! Isso é tão ruim!", reagiu um assustado Takamoto. 


Depois dos quatro primeiros, o quinto era Sebastien Ogier, a 33,3 segundos, na frente de Martins Sesks, a 44.7, e o melhor dos Ford. Sétimo é Esapekka Lappi, no terceiro Hyundai i20 Rally1, a 46,5, na frente de Josh McErlean, no segundo Ford, a 46,6, e a fechar o "top ten" estão Elfyn Evans, a 49,8, no seu Toyota, e Jon Armstrong, no terceiro Ford, a 1.04,3. 

O rali da Estónia prossegue amanhã, com a realização de mais nove especiais.