A Williams apresentará neste fim de semana, em Baku, a sua versão B do seu chassis FW48, para Carlos Sainz Jr e Alexander Albon, um chassis que será diferente do que está a usar até agora, que se revelou ser decepcionante, pelo facto de ter menos downforce que o esperado, e de ter sido apresentado demasiado tarde em relação à média, o deixou atrás em relação ao resto do pelotão, afetando os resultados.
Agora, com a nova versão, James Volwes espera resultados, mas não aqueles que desejava, especialmente quando ele soube dos avanços que uma das suas rivais, a Haas, conseguiu com o seu pacote de melhorias. Ele afirma que o "déficit" aerodinâmico ainda é significativo, mas como a equipa passou a trabalhar o carbono, o “coração estrutural” da monolugar, de forma diferente, ele espera ter ganhos nesse campo.
“Diz respeito, de forma específica, ao que fizemos com o chassis e com outros elementos que são grandes estruturas em carbono. Não se aplica a uma asa pequena, mas a um modo de trabalhar em larga escala. Há um método tradicional que existe há quinze anos. O que fizemos agora é completamente diferente daquilo que fizemos nos últimos anos”, começou por explicar, durante o fim de semana da Formula 1 em Madrid.
A mudança, contou Volwes, foi gerida em regime quase confidencial dentro da fábrica.
“Dentro do nosso edifício, só sete pessoas do departamento de design têm conhecimento disto. E na produção, apenas doze pessoas sabiam o que estávamos a fazer. Porque agora tens de o proteger o máximo de tempo possível. Está bem. O produto foi feito, é de óptima qualidade. Passou todos os testes necessários. Está pronto. Por isso, estou satisfeito. E é muito mais leve e mais resistente”, detalhou.
Vowles e a Williams vêm esta versão revista do FW48 como um laboratório para a próxima geração de carros, num momento em que a equipa investe entre seis e oito milhões de euros por ano na transição para novos softwares de gestão, plataformas CAD e ferramentas de produção. E a prioridade, também, é aprender processos, não apenas cortar quilos.
“O que é importante para o nosso futuro não é só fazer um produto mais leve. Isso conseguimos fazer. Podemos tornar os componentes mais leves e corrigir os nossos erros. Mas não seria uma boa forma de gastar dinheiro. Uma boa forma de gastar dinheiro é investir quando me surgem ideias que permitem obter algo mais leve e mais resistente”, afirmou.
“Isso exige mais tempo, mas através de um método completamente diferente que nos permita começar a aprender novas técnicas e novos processos. É nisso que vamos investir em paralelo. Torná-lo apenas mais leve não é assim tão importante. Uma coisa, para mim, é inovação, caso contrário seria apenas uma ligeira melhoria daquilo que já estamos a fazer”, concluiu.
Com o seu melhor resultado um oitavo lugar no Mónaco, através de Alexander Albon, Williams conseguiu até agora onze pontos nesta temporada, estando na nona posição no campeonato de Construtores.

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