domingo, 11 de outubro de 2026

Formula 1 2026 - Ronda 17, Singapura (Corrida)


Uma semana depois de Bahrein na Malásia, a Formula 1 estava prestes a receber o seu primeiro GP noturno, em Singapura. Deveria ter sido na Arábia Saudita, em março, mas com o país em pé de guerra - misseis caíram nesta semana no principal aeroporto de Riad - as coisas foram canceladas e levadas para outros lados, com a Malásia até a acolher uma corrida de outro país, algo que já não se via há 20 anos, desde os tempos de San Marino, em Imola.

De resto, o habitual: calor e humidade, o habitual nesta parte do mundo: mais de 30ºC na hora da corrida, 75 por cento de humidade no ar, e os pilotos prontos para aguentarem duas horas dentro de um cockpit, tentando refrescar-se o mais que podiam.

Em termos de pneus, Max e Leclerc tinham moles, enquanto Hamilton, por exemplo, partia com médios. Aliás, dos seus primeiros, apensas o veterano britânico da Ferrari ia partir com esse tipo de pneus. O resto, iriam ter uma primeira parte com pneus vermelhos. Russell, que partia de 19. também partia com médios.

No final da volta de aquecimento, ambos os Aston Martin e Isack Hadjar acabaram para ir às boxes.    


Na partida, Max conseguiu ficar com o primeiro posto, depois de Leclerc largou melhor e ter ficado ambos lado a lado na curva. Não houve incidentes de maior, e no final da primeira volta, o neerlandês da Red Bull tinha quase um segundo de vantagem sobre os Ferrari. Atrás, Russell tinha conseguido subir dois lugares, para 17º.

Não houve ultrapassagens na frente nas primeiras cinco voltas, com Max a estar a cerca de um segundo de Leclerc, e Hamilton era terceiro, a pouco mais de um segundo do seu companheiro de equipa.Quem subia na geral era George Russell, agora 15º, numa corrida de recuperação.

As coisas andavam assim até à volta 9, quando o Virtual Safety Car foi accionado por causa do Audi de Gabriel Bortoleto, que saiu de pista na entrada das boxes e estava numa posição perigosa, suficiente para que os carros andassem mais lentos. As coisas ficaram assim por uma volta, antes de recomeçar. Nessa altura, Max e Leclerc tinham uma diferença de sete décimos, com Hamilton a já uns "distantes" três segundos, seguido por Kimi Antonelli. E Russell, seu companheiro de equipa, já era 13º.

Com o passar das voltas, na 17ª, Max afastava-se de Leclerc, enquanto Hamilton agora começava a segurar Antonelli e Norris. Era uma corrida sem incidentes de maior. Foi nessa volta que Hamilton foi às boxes, e regressou em sexto, agora com pneus moles. Isack Hadjar também foi às boxes nessa altura, e o próximo que foi às boxes acabou por ser Kimi Antonelli... na volta 24.

Foi aqui que começaram as paragens nas boxes. Leclerc na 25, colocando médios e regressar no quarto posto, numa altura em que a diferença entre Max, o líder, e Lando Norris, agora o segundo classificado, é de 17 segundos.  

Na volta 32, Franco Colapinto parou na curva 7 e as bandeiras amarelas foram mostradas. Andou alguns metros, para a escapatória, e assim tornava-se no segundo abandono da corrida. Alguns pilotos aproveitaram para parar nas boxes, como Nico Hulkenberg e Liam Lawson, para colocarem médios, mas na frente, Max estava tranquilo. A distância para a concorrência era tão grande que apenas um Safety Car iria baralhar tudo. Foi nessa situação que ele foi às boxes na volta 33, colocando médios e regressando ainda na liderança. Norris veio a seguir, e Piastri trocou na volta seguinte. 

No meio disto tudo, Russell, que ainda não tinha parado, já era sétimo. 

Na volta 39, Lance Stroll ficou com problemas na caixa de velocidades do seu carro e teve de encostar nos muros, causando as bandeiras amarelas e depois o Safety Car Virtual. Enquanto o canadiano saía do carro e tronava-ase na terceira desistência da corrida, os dois carros da Mercedes eram chamados para ir às boxes, com Russell, que era sétimo, voltou à pista em décimo. 


Por esta altura, Max tinha médios, os Ferrari com moles. E restava saber se eles poderiam manter a distância, agora que tínhamos menos de 20 voltas. Por esta altura, Leclerc, que era terceiro, conseguia ser um segundo mais rápido que os dois primeiros e na volta 46, estava na traseira de Hamilton. ele facilitou a sua passagem, e o monegasco foi na perseguição de Max, no seu Red Bull. 

E foi o que aconteceu na última parte da corrida. Leclerc continuava a ser mais rápido em relação a Max, e aproximava-se quase ao ritmo de um segundo por volta. Menos de dez segundos a partir da volta 51, enquanto atrás, Hamilton era pressionado por Norris e Antonelli pelo lugar mais baixo do pódio. O veterano aguentava as investidas dos pilotos mais jovens, e aguentava-se bem. Na volta 54, Norris tentou passar, mas deu-se mal e quem aproveitou foi Antonelli, que era quarto. O italiano levou a melhor e passou Hamilton para ser terceiro. Pouco depois, Norris passou Hamilton para ser quarto, que tinha os pneus moles bem desgastados.

Contudo, na parte final, a eficácia dos pneus moles tinha acabado, e Leclerc parecia não conseguir apanhar Max e o neerlandês ia a caminho da sua segunda vitória seguida na temporada. O piloto da Red Bull parecia ser agora o homem do momento, mas com apenas seis corridas para o final da temporada, não parece que esta investida seja suficiente para ameaçar Antonelli. Hamilton ainda perdeu um lugar para Oscar Piastri, acabando do sexto posto. 


Agora, serão duas semanas para as Américas, antes de mais três fins de semanas seguidas de Grandes Prémios. Antonelli sai de Singapura com 340 pontos, mais 102 que George Russell. Max era quarto, mas bastam ter mais 17 pontos que o britânico para ele ficar com o segundo lugar.