terça-feira, 13 de outubro de 2026

Formula 1: Confirmado acordo para uma corrida no Ruanda


A FIA anunciou esta terça-feira no Ruanda que chegou a um acordo para a Formula 1 correr no Ruanda a partir de 2030. O acordo terá dez anos de duração, mas a data exata da primeira corrida permanece por confirmar, porque a pista, situada na localidade de Bugusera, a 40 quilómetros de Kigali, ainda não começou a ser construída.

Stefano Domenicali, presidente e diretor executivo da Fórmula 1, classificou o acordo como um marco para o campeonato, sublinhando que o regresso a África pretende assentar numa parceria de longo prazo e numa visão definida para o desenvolvimento local.

"Hoje é um momento histórico para a Fórmula 1. Com a inclusão do Ruanda no calendário a partir da próxima década, o nosso desporto correrá em todos os continentes habitados, aproximando o Campeonato do Mundo, mais do que nunca, dos adeptos de todo o globo.", começou por afirmar. "África sempre fez parte do futuro da Fórmula 1 e, desde o início, estávamos determinados a regressar da forma certa, com o parceiro ideal, um compromisso a longo prazo e uma visão clara para gerar um impacto significativo.", continuou,

"Trata-se de muito mais do que acolher um Grande Prémio. Juntos, podemos criar benefícios económicos e sociais duradouros através do turismo, dos investimentos, do desenvolvimento de competências e do crescimento das empresas locais, garantindo que o impacto positivo deste evento se faz sentir durante gerações. Para os nossos fãs, este é um momento especialmente entusiasmante. África alberga mais de cem milhões de fãs de Fórmula 1, e este número continua a crescer rapidamente."

Do lado da FIA, Mohammed Ben Sulayem afirmou que o regresso da Formula 1 a África e a sua estreia no Ruanda é uma forma de demonstrar um compromisso para trazer a competição a todos os continentes.

"O regresso do Campeonato do Mundo de Fórmula 1 da FIA a África é um momento histórico para o nosso desporto e um passo importante no contínuo crescimento global do desporto automóvel. O Ruanda demonstrou um forte empenho em realizar um evento de classe mundial, e a FIA trabalhará em estreita colaboração com a FOM e os nossos parceiros à medida que este novo circuito for desenvolvido de acordo com os mais elevados padrões internacionais.", afirmou.

Já o presidente do Ruanda, Paul Kagame, afirma que o projeto criará empregos para a região. 

"O dia de hoje pertence a África. Durante mais de três décadas, o principal campeonato de automobilismo do mundo realizou corridas sem a presença deste continente, e isso muda com este acordo", começou por afirmar. "O Ruanda orgulha-se de receber o Grande Prémio de África de Fórmula 1 e de partilhar este momento com mais de 100 milhões de adeptos em toda a África — muitos deles jovens que merecem ver o desporto no seu próprio continente e ver-se representados nele: como engenheiros, técnicos, empreendedores e, um dia, pilotos.", continuou.

"Esta parceria de dez anos é também um investimento no futuro do Ruanda. O circuito em Bugesera, junto ao novo aeroporto internacional, trará emprego, capacitação, turismo e novos negócios para o nosso país e para a nossa região nas próximas décadas, pois o nosso objetivo nunca foi apenas um fim de semana de corridas, mas sim um benefício duradouro para o nosso povo.", concluiu.

A Fórmula 1 afirma que pretende que a nova prova deixe benefícios para além do evento desportivo, nomeadamente através do turismo, do investimento, da formação de profissionais locais e da criação de oportunidades para as comunidades e empresas ruandesas. A organização pretende, assim, associar o regresso ao continente a um projeto de desenvolvimento de longo prazo.

A pista será desenhada pela firma de arquitetos fundada por Alex Wurz e terá cerca de 6100 metros de extensão, com 17 curvas e corrida contra o sentido dos ponteiros do relógio, como em Interlagos. 

Com esta chegada ao Ruanda, a Formula 1 põe fim a uma ausência superior a três décadas. A última prova de Fórmula 1 disputada em território africano tinha sido o Grande Prémio da África do Sul, realizado em Kyalami, em 1993. Desde então, o regresso do campeonato ao continente foi discutido em várias ocasiões, com o circuito sul-africano a surgir repetidamente como candidato principal.

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