sexta-feira, 8 de maio de 2026

WRC 2026 - Rali de Portugal (Dia 2)


O francês Sebastien Ogier é o líder do rali de Portugal, completadas que estão as sete especiais que foram completadas nesta sexta-feira. O piloto francês da Toyota não só atacou na parte da tarde da prova, como também beneficiou dos problemas que teve Adrien Formaux, que a certa altura liderou o rali para a Hyundai, e por causa de um furo, perdeu tempo, caindo para sexto. 

Ogier tem um avanço de 3,7 segundos sobre outro Hyundai, o de Thierry Neuville, 15,2 sobre sami Pajari, o terceiro classificado, e 16,4 sobre o outro Toyota do sueco Oliver Solberg. 

Com sete especiais neste segundo dia - passagens duplas por Mortágua, Arganil e Lousã, mais uma passagem única por Góis, todos na zona centro - o dia começou com ac primeira passagem por Mortágua, onde Sami Pajari foi o vencedor, 1,4 segundos na frente de Adrien Formaux, 1,6 sobre Sebastien Ogier, 2,1 sobre Elfyn Evans e 4,4 sobre Thierry Neuville. A superfície estava algo húmida em alguns lugares, mas não prejudicou muito.

Pajari voltou a ganhar, desta vez na primeira passagem por Arganil, 0,6 segundos sobre Adrien Formaux, 2,3 sobre Thierry Neuville, 3,3 sobre Oliver Solberg e 4,7 sobre Sebastien Ogier. Dani Sordo perdeu 23,6 por causa de uma saída de estrada, caindo para oitavo. No final da manhã, na primeira passagem por Lousá, Neuville acabou por ser o melhor, 0,4 segundos na frente de Ogier, 0,5 sobre Formaux e 2,7 sobre Solberg. 

Na especial, a superfície estava húmida em algumas partes, e os pilotos queixaram-se disso no final:


"A sensação é horrível. Não foi uma boa condução. Bastante pedras soltas ao redor. Alguma umidade inesperada em alguns lugares e em outros mais aderência. Ontem tinha muito mais aderência e o carro estava melhor. Não foi uma escolha de pneus perfeita, mas essa foi minha falha.", disse Solberg, no final desta especial. 

"Ontem não foi o melhor. Tentámos encontrar algo mais para hoje. Pelo menos a sensação é muito boa, sinto-me bem no carro. Os tempos têm sido bons hoje. Vamos tentar manter a mesma velocidade.", começou por afirmar Sami Pajari, no final desta manhã.

Questionado por alterações no seu carro, respondeu: "Não muito. Pequenas coisas que podem melhorar a sensação.", concluiu.

Quem anda mais feliz era Thierry Neuville, que no final da manhã estava na luta pela liderança, apenas 8,2 segundos atrás de Formaux, o líder e seu companheiro de equipa.

"Está bom, uma boa etapa. Estou tentando. Sempre mudando um pouco o carro. Talvez indo na direção certa. Vamos ver se temos tempo suficiente para fazer mudanças maiores no serviço. Vamos ver também a previsão do tempo, pode ser uma tarde complicada. Acho que há risco de chuva e a escolha dos pneus será complicada. De qualquer forma, será um compromisso."

Mais feliz estava Formaux, o líder no final desta manhã. "É muito bom, muito bom começo de rali. Tomámos algumas boas decisões estratégicas e foi um esforço de equipa. Muito positivo."


A parte da tarde começou com a segunda passagem por Arganil, com Ogier a ser o melhor, 2,6 segundos melhor que Thierry Neuville, 2,8 sobre Oliver Solberg, quatro segundos sobre Adrien Formaux e 8,1 sobre Katsuta Takamoto. A especial foi interrompida por causa de dois Rally2 capotados, que obstruíram a estrada, logo, acabou por ser neutralizada. 

Em Góis, Ogier voltou a ganhar, com Pajari em segundo, a 0,8, Neuville a 1,4 e Sesks a dois segundos. Nessa altura, com Formaux a perder quase meio minuto por causa de um furo, e depois, uma saída de estrada - no mesmo local onde também saiu Oliver Solberg, mas o sueco perdeu menos tempo - Sebastien Ogier era o novo líder, agora com 4,2 segundos sobre Neuville. Na segunda passagem pela Lousã, Ogier voltou a ganhar, 0,8 segundos na frente de Neuville, 1,2 sobre Sesks, 2,8 sobre Fornaux e 3,4 sobre Solberg, com Sami Pajari a perder tempo devido a um pião.

Em Mortágua, no final do dia, enquanto Sesks perdia quatro minutos devido a um duplo furo, Neuville conseguia ser o melhor na especial, 0,9 segundos na frente de Oliver Solberg, 1,3 sobre Sebastien Ogier, 3,9 sobre Sami Pajari e 5,3 sobre Takamoto Katsuta. 

No final, Ogier era um piloto satisfeito: "Acho que podemos estar contentes com o que fizemos esta tarde."


Depois dos quatro primeiros, Elfyn Evans é o quinto, a 32,5 segundos, na frente de Adrien Formaux, sexto a 34,3, com Takamoto Katsuta a ser sétimo, a 50,1. Oitavo é Dano Sordo, a 1.23,3, e a fechar o "top ten" estão o Ford de Josh McErlean e o Lancia Ypsilon Integrale Rally 2, respectivamente a 2.20,7 e a 4.34,8 da liderança.

O Rali de Portugal prossegue neste sábado com a realização de mais nove especiais.

Youtube Rally Crash: O capotanço de Tristian Charpentier em Mortágua

Costuma-se dizer o que as pessoas querem ver é o circo pegar fogo. E no rali de Portugal, um acidente é algo que o pessoal aplaude, desde que os pilotos saiam ilesos. Na especial de Mortágua, o francês Tristian Charpentier, no seu Skoda Fabia RS Rally2, despistou-se e capotou a baixa velocidade, e a multidão aplaudiu e foi ter com eles para os ajudar a tirar do carro.

O video é do Pedro Figueiredo.  

quinta-feira, 7 de maio de 2026

A imagem do dia




O desastre das 24 Horas de Le Mans foi há 70 anos, e na altura desse acidente, que matou mais de 80 pessoas, quase todos eles espectadores, muitos países europeus decidiram cancelar as corridas nos seus países - França, Alemanha, Espanha - para que as pistas fossem modificadas para proteger melhor as pessoas que assistiam. Contudo, um país foi mais longe: a Suíça, que baniu as corridas de forma indeterminada. 

Um banimento que durou mais de 60 anos, até que levantaram parcialmente para um tipo de corrida: os carros elétricos. Um ePrix de Formula E aconteceu em Berna, em 2018 e 2019, mas para outros tipos de competição, manteve-se. Tanto que não há pistas construídas em território suíço, e sempre que a Formula 1 fez um GP da Suíça... foi em território francês, nomeadamente, em Dijon, em 1975 (extra-campeonato) e em 1982.

Mas isso acabou. O mais longo banimento da história do automobilismo será levantado no próximo dia 1 de julho. O Conselho Federal Suíço - a Suíça é uma confederação - emendou a Lei do Transito, onde aboliu a proibição de corridas automobilísticas nas estradas da nação, com a tal excepção das corridas de carros elétricos. 

É preciso afirmar outra coisa: quando proibiram as corridas, eram apenas as provas em circuito. Os ralis prosseguiram, sem serem incomodados. Tanto que um dos ralis mais conhecidos da Europa, o Rally Valais, acontece... na Suíça, no cantão com o mesmo nome, não muito longe de Genebra.

Uma razão porque é que a proibição deste tipo de provas durou mais tempo, apesar da segurança nos circuitos ter aumentado bastante, é por outro motivo, mais ambiental: ruído. Os suíços são muito ciosos do barulho, e a partir das 10 da noite, em muitas cidades, exigem silêncio absoluto. E, por exemplo, o limite de barulho é de 110 decibéis, o que, por exemplo, faz com que certos aeroportos importantes, como Zurique ou Genebra, estejam encerrados a partir dessa hora, porque as pessoas querem dormir e ouvir um avião a pairar sobre as suas cabeças a partir de certa hora não é adequado.

Agora, por causa disso, toca a construir uma pista de automóveis e colocar de lado 50 milhões de dólares por ano, pagos pelo governo federal, para receber a Formula 1 em Genebra, Lausana, Basileia, Berna ou Zurique? Honestamente, não creio. Mas que a porta está aberta, lá isto está.   

WRC 2026 - Rali de Portugal (Dia 1)


Oliver Solberg lidera o rali de Portugal, concluídas que estão as três primeiras especiais. O piloto sueco da Toyota tem uma vantagem de  sobre o segundo classificado, o francês Adrien Formaux, da Hyundai, e  sobre outro piloto da marca coreana, Thierry Neuville. Mesmo ao lado, no quarto lugar, está Sebastien Ogier. 

Esta quinta-feira foram apenas três especiais: Águeda/Sever, Sever/Águeda, e a super-especial da Figueira da Foz, no final do dia. E o rali começou com Formaux na frente, 0,1 segundos melhor que Elfyn Evans, 0,2 melhor que Oliver Solberg e 1,2 sobre Dani Sordo. 

No final da especial, o francês da Hyundai disse de sua justiça: "É uma especial bastante técnica, mas bem agradável de conduzir. Ao mesmo tempo, o terreno está se deteriorando, algumas vezes temos sulcos e outras vezes partes bem soltas."

Do lado da Toyota, Elfyn Evans, que abre a estrada, queixa-se das condições: "Não está ótimo, muito solto. Como era de se esperar, ainda está bem seco. Provavelmente vai ser difícil com a posição na estrada, mas temos que fazer o melhor que pudermos.", afirmou.


Na segunda especial, Solberg foi o melhor, com uma vantagem de 1,4 sobre Thierry Neuville, 3,1 sobre Sebastien Ogier e 3,6 segundos sobre Adrien Formaux.  "Foi uma especial muito limpa, percurso limpo. Havia muitas pedras grandes em toda parte. Gostaria de pedir aos espectadores que se coloquem em um lugar seguro, vi alguns espectadores em locais realmente perigosos.", disse Formaux, após a especial.

No final do dia, na super-especial da Figueira da Foz, Ogier e Evans empatam na especial, com Neuville a 0,6, Formaux, Solberg e McErlean a 0,7, e Sami Pajari e Dani Sordo a 1,1.

"É ótimo quando está pelo menos em alguma disputa, especialmente na frente. É para isso que estamos aqui. Infelizmente, tivemos um meio pião na primeira especial, numa esquina foi quase como tração traseira e giramos. Algum trabalho para fazer amanhã com certeza, mas vamos tentar.", disse Neuville, no final da especial da Figueira.

"Apenas tentei ser limpo e não fazer nada estúpido, porque não temos nenhum serviço. Começo limpo, nada de especial. É um longo caminho a percorrer e cada dia será diferente. Amanhã será difícil para os pneus e sábado e domingo serão diferentes por causa do tempo.", comentou Oliver Solberg.

Depois dos quatro primeiros, quinto é Elfyn Evans, a 8,2 segundos, na frente de Sami Pajari, a 10,3, ambos em Toyota. Sétimo é Dani Sordo, a 11,3, com Takamoto Katsuta a aparecer em oitavo, a 15,5. A fechar o "top ten" neste primeiro dia estão os Ford de Jon Armstrong, a 22.8, e de Josh McErlean, a 23,4. O melhor português é Ruben Rodrigues, 29º a 1.40,3   

O rali de Portugal continua na sexta-feira, com a realização de mais sete especiais. 

Youtube Automotive Video: O Mercedes-Benz da RTP Madeira

O Jornal dos Clássicos, na sua página do Youtube, está a colocar videos sobre os clássicos que existem nas garagens da ilha da Madeira. E esta semana decidiu ir à RTP para filmar o Mercedes-Benz L 608D, de 1984, que tem ali e serviu de carro de exteriores desde os anos 80 do século passado. E tem uma particularidade: foi o primeiro carro de exteriores concebido de raiz para a ilha.

A estrutura resultante incluía ar condicionado para proteger a tecnologia analógica e ainda direção assistida, garantindo maior operacionalidade e rapidez entre as reportagens. E claro, ajudou na transmissão de eventos importantes como a visita do Papa João Paulo II à ilha, em maio de 1991, ou as várias edições do Rali da Madeira. 

quarta-feira, 6 de maio de 2026

WRC (II): Solberg quer ser veloz nas classificativas portuguesas


O sueco Oliver Solberg chega ao rali de Portugal sendo o primeiro rali em terra com o Toyota GR Yaris Rally1, logo, não tem tanta experiência em troços duros de terra quanto os seus companheiros de equipa. Ainda assim, encara este rali com o objectivo de transformar a velocidade já demonstrada esta época num resultado consistente.

Será a primeira vez que faço este tipo de rali europeu duro de terra com este Rally1. Haverá mais coisas para aprender, mas espero que possamos manter a boa sensação e a boa velocidade que temos mostrado até agora e terminar com um resultado sólido”, resumiu.

Solberg assumiu que o desfecho da última prova, nas ilhas Canárias, não correspondeu às expectativas - agora é quarto classificado no Mundial, com 68 pontos, menos quatro que Sami Pajari - mas disse querer transportar os sinais positivos para Portugal. “O último rali não terminou como queríamos, mas temos de levar os aspectos positivos para Portugal”, afirmou.

O rali de Portugal começa esta quinta-feira e os pilotos terão pela frente 23 especiais em terra batida. 

WRC: Evans quer um bom resultado em Portugal


O galês Elfyn Evans chega ao rali de Portugal com o comando do campeonato, embora com apenas dois pontos de vantagem sobre Takamoto Katsuta, e para a prova portuguesa, o vencedor de 2021, ele irá ter de abrir a estrada, logo, sair prejudicado para a concorrência que estará atrás. Mas apesar de tudo, encara o rali de bom tom, esperando conseguir o máximo de pontos possível.

Saímos do Rali Islas Canarias com uma boa quantidade de pontos, o que foi positivo para o campeonato, mesmo que isso signifique abrir a estrada outra vez em Portugal este ano”, começou por afirmar Evans. 

O britânico sublinhou, ainda assim, que essa é uma realidade com a qual já está habituado a lidar em Portugal, onde tem rodado em primeiro várias vezes nos últimos anos. Evans alertou também para a imprevisibilidade meteorológica da prova, lembrando que até os testes prévios foram marcados por condições variáveis. 

Independentemente das condições, vamos concentrar-nos apenas em fazer o melhor trabalho possível e continuar a somar bons pontos”, resumiu.

O rali de Portugal começa nesta quinta-feira, com a realização de 23 especiais de classificação. 

CPR: Ruben Rodrigues consciente do desafio pela sua frente


Ruben Rodrigues irá encarar o rali de Portugal, que começa nesta quarta-feira com o "shakedown", ciente da exigência do que é o Rali de Portugal, onde os melhores do mundo se juntam aos melhores de Portugal. O piloto da ARC Sport, vencedor do recente rali Terras D'Aboboreira a bordo do seu Toyota GR Yaris Rally2, defende uma abordagem inteligente, com atenção à meteorologia, que poderá pregar partidas, porque se prevê mau tempo:

“Este é sem dúvida um rali difícil onde vamos tentar fazer o melhor. Os troços são muito exigentes, estreitos e sinuosos, onde é preciso ter sorte para não ter furos. O carro tem um set-up diferente que exige adaptação, por isso, vamos ter de estar muito concentrados. Temos de ser muito inteligentes durante a prova e ter atenção às condições meteorológicas. Para mim é um rali novo, com pneus novos, mas vamos trabalhar para fazer uma boa prova”, disse Rúben Rodrigues, no seu comunicado oficial.

Depois do primeiro sucesso no CPR, Rúben Rodrigues pretende manter o nível, num rali que é o grande desafio do ano, e que vai exigir tudo da dupla do GR Yaris Rally2. 

O rali começará esta quinta-feira, com a realização de 23 especiais de classificação. 

Youtube Hypercar Video: O McLaren MCL-HY

Esta semana foi mostrado o carro que a McLaren irá usar na classe Hypercar a partir de 2027. O MCL-HY tem como decoração o "papaya orange" que o seu fundador escolheu como cor para os seus carros, especialmente quando começou a competir na Can-Am, onde ganhou tudo com o seu fundador, Bruce McLaren, e o seu compatriota Dennis Hulme - ao ponto de chamarem à competição "The Bruce and Denny Show". 

Neste video de apresentação, mostra um pouco isso e o espirito por trás deste carro do qual, esperam, poder escrever mais algumas páginas de glória, que começaram em 1963. 

terça-feira, 5 de maio de 2026

A imagem do dia (II)


No meio disto tudo, das homenagens a Alex Zanardi, morto no dia 1 de maio aos 59 anos, o mais surpreendente é ver que a sua mãe... ainda é viva. E ao vê-la, inesperadamente, numa segunda-feira à noite, num noticiário da RAI italiana, a ser entrevistada sobre o seu filho e ela responder que dele, só tem orgulho pelos seus feitos, especialmente nos Jogos Paralímpicos de 2012 (altura em que foi tirada esta fotografia) e 2016, fez-me lembrar tudo aquilo que ela passou.

E depois, ao pesquisar mais sobre esta família, descobri que há mais para além disso.

Atualmente com 88 anos de idade, Anna Zanardi deu à luz Alex a 23 de outubro de 1966, depois de casar com o seu marido, Dino. Ela era costureira, ele era canalizador, e como muitas que cresceram no pós-guerra em Itália, com origens humildes, trabalhou para ganhar dinheiro e poder cuidar da sua família, que crescia, primeiro com Cristina, depois com Alex. 

Depois do nascimento de ambos, a família saiu de Bolonha para morar em Castel Maggiore, nos arredores. Ambos os filhos desenvolveram um grande gosto pelo desporto, com a rapariga a se tornar nadadora, e Alex, claro, a ir para o karting.

Então um dia, em 1979, a família recebeu uma noticia aterradora: Cristina sofreu um acidente de carro e acabou por morrer. Foi duro para eles, mas continuaram. Nessa altura, Dino construiu no quintal da sua casa um kart para Alex a partir de canos vindos do trabalho de Dino e tinha como assento... um caixote do lixo adaptável. Na década seguinte, corre no karting, até passar para os monolugares, mostrando todo o seu talento a gente do meio, mostrando que conseguia fazer muito com muito pouco.

Sobre esses primeiros tempos, ela recordava, numa entrevista ao jornal "Il Resto de Carlino", de Bolonha

"Fomos pessoas humildes e modestas. Num livro que escreveu, o Alessandro conta como costumava ver-me, às quatro da manhã, a coser botões em camisas de homem. Depois parei, porque os ganhos eram baixos, e comecei a montar depósitos de gasolina de automóveis. Ganhava algumas liras por dia, mas o dinheiro que conseguia juntar era para os pneus de competição do Alessandro."

O seu primeiro patrocinador foi uma fábrica de pneus para karts, e quando passou para os monolugares, o seu grande apoio foi a família Papis, o pai de Max lhe deu um lugar na Formula 3 italiana, em 1988. Aliás, Alex e Max Papis, nascidos no mesmo ano, e chegaram ambos à Formula 1 e à CART, conheciam-se desde os 13 anos de idade. O pai acabou por morrer em 1994, já o filho estava lançado no automobilismo, primeiro na Formula 3000 quando foi campeão pela Il Barone Rampante, depois na Formula 1, por Jordan, Minardi e Lotus, e depois, na CART, onde o talento era mais importante que o dinheiro. 

Zanardi nunca foi um privilegiado. Nunca teve dinheiro para correr sem problemas. Os seus pais foram trabalhadores de classe média, que deram o que podiam para ajudar o seu filho. Primeiro como "hobby", depois como um talento que tinha, mais que muitos outros. Não eram ultra-milionários, eram de uma estirpe que não existe mais. Apoiaram o talento.

"Fiz tudo o que podia para estar presente e dar o meu melhor quando ele precisou. Acho que sempre estive ao lado dele. Perdi o meu marido, pai dele, em 1994, e dediquei-me completamente a eles. Os sucessos chegaram, tanto pessoais como desportivos. Esta manhã, estava a ver as notícias sobre ele na televisão. Gostei muito da homenagem de Kimi Antonelli: talvez nunca me tivesse apercebido do quão incrível ele se tornou. Então, peguei na fotografia ao meu marido e disse-lhe: 'Que filho maravilhoso que tivemos!'"

As cerimónias fúnebres de Zanardi serão esta terça-feira em Pádua. A cidade de Bolonha declarou um dia de luto em tributo ao seu filho da terra.  

A imagem do dia



Na manhã de 5 de maio, na Basilica de Santa Giustina, em Pádua, cerca de duas mil pessoas enfrentaram a chuva de primavera para se despedirem de Alex Zanardi, que morreu na noite de 1º de maio, aos 59 anos de idade. Um dos símbolos presentes dentro da basílica, cheia, entre amigos - muitos eles atletas paralímpicos e gente como o ex-campeão olímpico de ski, Alberto Tomba e o presidente do Comité olímpico italiano, Giovanni Malagò - e familiares como Niccoló, o filho, Anna, a mãe e Daniela, a sua mulher, foi a sua "handbike", uma das que usou nas competições olímpicas, onde ganhou seis medalhas de ouro e duas de prata, em duas edições dos Jogos Olímpicos.

Para além disso, estiveram presentes gente do automobilismo como o presidente da Formula 1, Stefano Domenicalli, e o fundador da Minardi, Gian Carlo Minardi.

"O segredo para uma vida maravilhosa é sorrir nas pequenas coisas", recordava o filho durante as cerimónias fúnebres, descrevendo o Alex reservado que sorria até enquanto fazia café. “Há algo que talvez não saibam. Um pequeno aspeto do Alex em casa. Não o Alex que ganha os Jogos Paralímpicos ou o Campeonato Mundial de Indy, mas o Alex que faz café, que amassa massa de pizza aos sábados à noite, que olha para ti e diz: ouve, ajuda-me a filmar com o telemóvel por um segundo, não percebo nada.

Quando o via fazer café ou amassar massa de pizza, sempre com um sorriso, percebia algo que ele dizia sempre”, continuou, “que não é preciso pensar em grandes desafios para encontrar alegria. Ela começa pelas pequenas coisas”. O seu filho resumiu então a moral daquela lição silenciosa: "Não é preciso ser Alex Zanardi para ter uma vida maravilhosa. Qualquer pessoa pode ter uma", concluiu Niccolò.

No final, uma chuva de aplausos à medida que o féretro se afastava da basilica, rumo ao cemitério para ser sepultado na campa familiar onde está o seu pai e a sua irmã. E ali, naquela manhã chuvosa em Pádua, a se Itália despedia de um dos seus mais importantes filhos, e um dos seus símbolos, uma cadeira de rodas, estava dentro daquela basílica.

The End: Hermano da Silva Ramos (1925-2026)


Hermano da Silva Ramos, terceiro piloto brasileiro na história da Formula 1, e um dos últimos sobreviventes a terem corrido na década de 50 do século passado, morreu ontem aos cem anos de idade em França, onde residia. Participante em sete Grandes Prémios pela Gordini, nas temporadas de 1955 e 1956, conseguiu como melhor resultado um quinto lugar no GP do Mónaco em 1956.

Nascido a 7 de dezembro de 1925 em Paris, filho de mãe francesa e pai brasileiro, mudou-se para o Brasil depois da II Guerra Mundial, onde começou a correr em 1947 num MG TC no GP de Interlagos. poucos anos depois, regressou à França, onde continuou a correr, numa carreira que foi meteórica: em 1954, depois de ter corrido num Aston Martin no ano anterior, corria nas 24 Horas de Le Mans num DB2/4 Vignale. Correndo ao lado de Jean-Paul Colas, desistiu na 14ª hora devido a um problema de transmissão.

Essas prestações foram suficientes para ser contratado pela Gordini em 1955, como piloto oficial, e começou com a sua participação nas 24 Horas de Le Mans, ao lado de Jacques Pollet. Acabaria por desistir na 14ª hora, desta vez, com um buraco no radiador. Pouco depois, em Zandvoort, no GP dos Países Baixos, tornou-se, depois de Chico Landi e Gino Bianco, o terceiro representante do Brasil no Mundial. Acabou a corrida na oitava posição, a oito voltas do vencedor, Juan Manuel Fangio.

Ele participou nas duas últimas corridas da temporada, não tendo acabado em Aintree, no Reino Unido, e em Monza, na última prova da temporada. 


Em 1956, a Gordini participou na corrida do Monaco, e inscreveu três carros para os franceses Ellie Bayol e Robert Manzon, além de Hermano da Silva Ramos. Conseguiu o 14º tempo e ao longo de uma corrida dura, com cem voltas, acabou com sete voltas de atraso em relação ao vencedor, o Maserati de Stirling Moss. Mas acabou na quinta posição, e conseguiu os primeiros pontos da sua carreira, e poucos meses depois de outro brasileiro, Chico Landi, ter conseguido um quarto posto na corrida da Argentina.

Regressou à competição em França, acabando na oitava posição, e participou em mais duas corridas nessa temporada, sem terminar. Contudo, os dois pontos obtidos no inicio do ano, deram-lhe no final do campeonato, a 19ª posição, com dois pontos. Ele ainda participa nas 24 Horas de Le Mans, ao lado de André Guelfi, num Gordini oficial, mas um problema na embraiagem, na 12ª hora, obriga-o a abandonar.

Em 1957, fica abalado com a morte do amigo espanhol Alfonso de Portago nas Mille Miglia, Hernando da Silva Ramos decidiu afastar-se do automobilismo no final desse ano. Contudo, no ano seguinte, resolveu regressar para correr na Formula 2, e os Sport-Turismos. Triunfou nas 3 Horas de Pau, e foi o suficiente para correr novamente em Le Mans em 1959, pela Ferrari, onde ao lado de Cliff Allison, desistiu ao fim de quatro horas, devido a problemas de motor.

Em 1960, aos 35 anos e a pedido da esposa, decidiu pendurar de vez o capacete, depois de ter sido segundo classificado no GP do Rio de Janeiro, na Barra da Tijuca. Depois, mudou-se para Biarritz, no sul de França.


Com o passar dos anos, chegou a 2026 com um feito impressionante: para além de ter sido dos poucos pilotos a chegar ao seu centenário, era também, depois da morte de Hans Hermann, a 9 de janeiro, era o último piloto ainda vivo que tinha pontuado num Grande Prémio na década de 50. E também era o último sobrevivente da infame edição de 1955 das 24 Horas de Le Mans. 

WRC (II): Takamoto gosta muito de correr em Portugal


O japonês Takamoto Katsuta gosta de correr em Portugal, e apresenta-se com confiança moderada numa ronda onde já foi competitivo. Apesar de adorar o ambiente à sua volta, o piloto japonês antevê um desafio particularmente duro devido à posição na estrada e ao desenho do percurso.

Portugal é um rali de que gosto muito: o ambiente é sempre incrível, as classificativas assentam-me bastante bem e já tivemos bons resultados ali no passado”, afirmou o piloto da Toyota.

O vencedor em 2026 dos ralis de Safari, no Quénia, e da Croácia, sublinhou que o itinerário deste ano poderá tornar a prova ainda mais exigente, com troços de terra muito exigentes logo na quinta e na sexta-feira. Segundo explicou, essa configuração pode penalizar quem sai cedo para a estrada, sobretudo se o piso estiver solto ou se a meteorologia alterar rapidamente as condições de aderência.

"Mesmo não sendo o primeiro na estrada desta vez, partir em segundo pode continuar a ser bastante complicado”, disse Katsuta. "Vou dar o meu melhor, como sempre, para conseguir um bom resultado.”, concluiu.

O rali de Portugal começa na quinta-feira à tarde e máquinas e pilotos terão pela frente 23 especiais de classificação.

CPR (II): Fontes tem ambições para o rali de Portugal


O veterano José Pedro Fontes não esconde a sua ambição e o seu entusiasmo pelo rali de Portugal. Depois de um quarto posto no Terras D'Aboboreira, na estreia do carro no CPR, a dupla Fontes e a sua navegadora, Inês Ponte, preparam-se para percorrer alguns dos troços mais míticos da história do rali, perante o sempre entusiasta público português, que dá uma cor única aos troços da prova que percorre o centro e norte do país.

Nas vésperas do rali, a dupla vai encontrar o seu primeiro grande desafio com o Lancia Ypsilon Rally2 HF Integrale, com a fiabilidade a ser colocada à prova como nunca, sendo esta a estreia desta unidade no Campeonato do Mundo de Ralis em pisos de terra.

"O Rally de Portugal é sempre especial. É a nossa prova, aquela em que sentimos o calor dos adeptos em cada troço e onde a exigência é levada ao extremo. Temos feito uma evolução consistente desde o início do ano. Cada prova ensinou-nos algo novo sobre o carro e sobre nós próprios.", começou por afirmar.

"Chegamos ao Rally de Portugal mais preparados, mais confiantes e com a certeza de que o Lancia Ypsilon Rally2 HF Integrale tem condições para lutar na frente. Temos noção também que há ainda muito trabalho para descobrirmos todo o potencial do carro e que ainda temos poucos quilómetros feitos. Mas o que já conhecemos dá-nos um grau de otimismo indisfarçável.", continuou.

"Os duros troços que vamos enfrentar são um teste de fogo a um carro ainda jovem e com muito a evoluir. Temos, porém, plena confiança nas capacidades da máquina. Queremos fazer uma grande prova, brindar o fantástico público português com o nosso melhor. É um dos pontos altos da temporada e queremos aproveitar ao máximo toda esta envolvência”, concluiu.

CPR: Gonçalo Henriques quer fazer uma boa prova


Gonçalo Henriques está a encarar encara o rali de Portugal como uma prova do qual, sendo especial, é exigente, e do qual pretende terminar numa boa posição. Depois de não ter tido um bom rali no Terras D'Aboboreira, por causa de um pião e problemas no seu carro, o piloto da Hyundai Team Portugal espera que este rali mude um pouco as suas perspectivas no campeonato, especialmente se conseguir um bom resultado. 

Para além disso, ele realça a particularidade do rali por passar por Vila Nova de Poiares, sua terra natal e da navegadora Inês Veiga:

"O Rally de Portugal é muito especial para mim e para a Inês por passar na nossa zona. Todos os meus amigos, a minha família e todas as pessoas que me conhecem desde sempre vão estar a apoiar-me à beira da estrada e isso representa sempre uma motivação extra. Para além disso, é um orgulho enorme estar à partida da prova.

O piloto antecipa, no entanto, um desafio exigente, a começar logo pelos pneus que têm de utilizar que são diferentes dos usados no CPR.

Vai ser um rali muito duro. O teste de preparação correu bem e conseguimos adaptar-nos aos pneus que vamos utilizar. O carro está muito bem afinado para as condições que vamos encontrar, mas vamos ter de fazer um rali com muita cabeça. Os pisos vão estar, presumivelmente, bastante degradados quando for a nossa vez de passar, por isso teremos de ser inteligentes e encontrar um ritmo rápido, mas controlado. Evitar furos e impactos nas pedras será fundamental, porque sabemos que é algo muito fácil de acontecer neste rali. Se conseguirmos fazer uma prova limpa, sem problemas, acredito que podemos lutar por uma boa posição.”, concluiu.

O rali de Portugal começará nesta quinta-feira à tarde, e terá 23 especiais de classificação. 

WRC: Sordo ambiciona um pódio em Portugal


O espanhol Dani Sordo chega ao Rali de Portugal com o objectivo assumido de lutar, no mínimo, por um lugar no pódio, depois de uma preparação considerada produtiva na terra lusa. O espanhol, que regressou ao WRC no Rali das Canárias, onde acabou em sétimo, está a completar o trio da equipa oficial da Hyundai e aposta na experiência em pisos de terra para ajudar a marca a alcançar um resultado forte numa das provas mais exigentes do calendário.

O meu objectivo é claro: trazer um bom resultado para a equipa e lutar, no mínimo, pelo pódio”, afirmou o piloto espanhol antes da prova portuguesa. Sordo reconheceu que “é difícil mudar do asfalto para terra”, mas explicou que um dia de testes antes do Rali de Portugal ajudou a melhorar as sensações com o carro. “Foi difícil no início, mas está a tornar-se mais fácil. Estamos confiantes de que temos um bom carro para a terra e seremos muito mais competitivos do que fomos nas Canárias”, sublinhou.

E para além disso, há também a o peso simbólico da prova. O piloto quer “fazer uma boa exibição perante os adeptos portugueses”, ele, que esteve presente no CPR de 2025, onde acabou por lutar pelo título com o Toyota de Kris Meeke

Como nas Canárias, Sordo correrá ao lado do francês Adrien Fornaux e do belga Thierry Neuville na equipa oficial da Hyundai. O rali de Portugal arranca na quinta-feira à tarde e terá 23 especiais de classificação. 

Youtube Rally Video: Os preparativos da Toyota para o rali de Portugal

O rali de Portugal começa depois de amanhã, e a Toyota prepara-se com toda a sua armada na Maia, com umas voltas nas estradas à volta do aeródromo local, em asfalto. Provavelmente deve ser por causa do rali do Japão, que acontecerá no final do mês...

O video é do Pedro Figueiredo.  

segunda-feira, 4 de maio de 2026

A imagem do dia (II)




John Watson, um dos pilotos que fez parte do "mobiliário" da Formula 1 nos anos 70 e 80 do século passado, faz hoje 80 anos. Piloto de Brabham, Surtees, Lotus, Penske, e McLaren, o nativo de Belfast, na Irlanda do Norte, conseguiu cinco vitórias, 20 pódios, duas pole-positions e cinco voltas mais rápidas, conquistando 169 pontos, tudo isto em 154 Grandes Prémios, entre 1973 e 1985.

Depois da sua carreira de piloto, conseguiu uma segunda como comentador de Grandes Prémios de Formula 1 entre 1989 e 1996, pela Eurosport, ao lado, sobretudo, de Ben Edwards, e depois, no BTCC pela BBC, entre 1998 e 2001, antes de fazer a A1GP, de novo com Edwards, entre 2005 e 2009.

Já falei por aqui sobre o seu regresso à Formula 1 em 1985, em Brands Hatch, onde correu com o McLaren, no lugar de Niki Lauda, que se tinha lesionado - e fez com que andasse com o carro numero 1 sem ser campeão... mas o que poucos sabem é que, em 1975, fez uma corrida com a Lotus. E não foi num qualquer: foi no Nurburgring Nordschleife, e com o 72.

Com a saída de Jacky Ickx da equipa depois do GP da Grã-Bretanha, sabendo que o modelo 72 tinha chegado ao final da linha, Watson, que não estava a ter uma temporada fantástica na Surtees - só tinha como melhor resultado um oitavo lugar no GP de Espanha, em Montjuich - e quando soube que eles não iam correr na prova alemã, aproveitou a ocasião para embarcar no Lotus. 

As coisas até correram bem termos de qualificação. Com o 14º melhor tempo, quatro lugares acima de Ronnie Peterson, o habitual titular, e até arrancou bem. Contudo, na segunda volta, um problema na suspensão do seu Lotus o obrigou a abandonar, e decidiu ver o resto da corrida no local onde parou. No final, quando foi rebocado para as boxes, teve a companhia do March de Mark Donohue, e ambos, sentados nos seus carros (pelo menos, Donohue estava ali), parecem estar a aproveitar o verão. 

O que o destino lhes reservaria era que, cerca de duas semanas mais tarde, Donohue sofreria um acidente mortal no "warmup" do GP da Áustria, e o seu substituto na Penske foi... Watson, que correu para eles na última corrida de 1975, em Watkins Glen, e lá ficaria até ao final de 1976. 

A imagem do dia



Isto estava pintado, ontem, na Curva do Saca-Rolhas, em Laguna Seca, durante uma jornada do IMSA, que aconteceu neste domingo. 

Quem estava também em Laguna Seca era o Jimmy Vasser, que quando soube da morte do Alex Zanardi, foi para essa mesma curva para chorar que nem uma criança.

Não ficaria admirado se rebatizassem a curva com o nome dele ou colocassem uma estátua, ou busto, dele ou dos carros naquele dia a reproduzirem a manobra de há quase 30 anos. Ou então, como estamos no século XXI, um ecrã de video onde reproduziriam, repetidamente, como se fosse um .gif, a manobra que fez ao Bryan Herta

De qualquer forma, uma homenagem a ele naquela curva seria adequado, no mínimo.

WRC (II): Sesks regressa a Portugal com ambição forte


O letão Martins Sesks está de regresso ao WRC ao volante de um Ford Puma Rally1 com o objetivo de conseguir um “regresso impactante” após um arranque de temporada discreto na Suécia, onde terminou no 35º lugar da geral. O rali de Portugal será um teste exigente, mas também como uma oportunidade para recuperar afirmação no WRC.

O Rali de Portugal do ano passado foi um exame bastante duro, porque foi um rali longo e complicado. Houve muitas coisas que não fizemos bem”, afirmou Sesks, numa antevisão em que sublinhou as dificuldades e a exigência da prova. O piloto admitiu que o Rally de Portugal é uma das provas de que mais gosta no calendário, razão pela qual considera essencial “fazer as coisas bem” desde o início.

Será interessante ver como nos sairemos este ano”, disse, antecipando “uma semana bastante longa, uma das mais longas da temporada”.

Do lado da M-Sport, Richard Millener, diretor da equipa, sublinhou a relevância da mudança de superfície e o valor simbólico da prova portuguesa. “Estou ansioso por regressar à terra, e o Rali de Portugal é um dos eventos mais icónicos que disputamos no WRC”, afirmou. Para além disso, a chegada de Sesks, que competirá ao lado dos irlandeses Jon Armstrong e Josh McErlean, poderá  apresentar “uma dinâmica muito boa” e mostra-se esperançado com o que poderá alcançar em Portugal.

O rali de Portugal começa nesta quinta-feira e terá 23 especiais de classificação, todas em terra. 

WRC: Ogier quer prolongar a sua relação vitoriosa com Portugal


Recém-vitorioso do rali das Canárias, em asfalto, Sebastien Ogier chega a Portugal com vontade de conseguir novo triunfo em terras portuguesas. O piloto de 42 anos, que já venceu aqui por sete ocasiões - e vencedor em 2024 e 2025 - afirma que está confiante para fazer outro bom rali.

Foi uma sensação muito boa vencer nas Canárias e um resultado desses traz sempre um pouco mais de confiança para o rali seguinte”, começou por afirmar o piloto, atualmente sexto classificado no Mundial, com 58 pontos.

Ogier recordou ainda a sua ligação especial que mantém com a prova lusa e o ambiente criado pelos adeptos, considerando que a posição na estrada poderá jogar a seu favor, embora tenha deixado um aviso sobre a imprevisibilidade habitual das condições em Portugal. “Temos tido um grande histórico neste evento e o objectivo será, naturalmente, tentar prolongar a série de vitórias que temos aqui”, sublinhou.

O rali de Portugal começa nesta quinta-feira e terá 23 especiais de classifcação.

CPR: Teodósio prepara-se para o rali de Portugal


Na semana do rali de Portugal, que irá também contar como a segunda prova do Campeonato de Portugal de Ralis, Ricardo Teodósio refere ter ambições nesta competição, embora tenha consciência de que as classificativas são bem mais duras que nos outros ralis do campeonato.

O piloto, que nesta temporada se estreou num Citroen C3 Rally2, declarou que fará apenas as especiais que farão parte do CPR, e o seu objetivo é ser consistente.   

É sempre especial estar à partida do Rali de Portugal. É uma prova única, com um ambiente incrível e um enorme apoio do público. Vamos dar o nosso melhor, conscientes das dificuldades, mas com o objetivo de fazer uma prova consistente e competitiva dentro daquilo que é o nosso campeonato”, referiu Ricardo Teodósio.

Depois de um início de temporada marcado com um sexto lugar no rali Terras D'Aboboreira, a dupla chega a esta prova determinada em evoluir e lutar por um resultado sólido frente a uma forte concorrência nacional.

Temos vindo a trabalhar bastante para melhorar e este rali será mais um passo importante no nosso crescimento. Queremos aproveitar ao máximo cada quilómetro”, acrescentou o piloto.

Do lado direito do navegador, José Teixeira mostra-se igualmente focado no objetivo traçado. 

O Rali de Portugal é sempre uma prova muito exigente, tanto a nível físico como mental. No nosso caso, estamos totalmente concentrados na parte que conta para o CPR, onde queremos ser competitivos e consistentes ao longo de toda a prova. O apoio dos fãs ao longo das especiais dá-nos uma motivação extra e queremos retribuir com uma boa prestação.”, declarou.

O rali de Portugal começará nesta quinta-feira. 

WEC: McLaren revelou o seu Hypercar para 2027


A McLaren revelou esta segunda-feira o seu MCL-HY, o carro da classe Hypercar que irá correr em 2027. Com uma pintura inspirada no McLaren M6A, que ganhou os campeonatos da Can-Am em 1968 e 1969, com Bruce McLaren e Denny Hulme ao volante - e que deu origem ao domínio da marca nessa competição até 1972 - o carro, construído de acordo com os regulamentos LMDh da ACO / IMSA, combina uma construção leve com monocoque em fibra de carbono com um equilíbrio excecional.

A potência provém de um motor V6 de competição biturbo, associado a um sistema híbrido MGU, debitando até 520 kW (707 cavalos) para o eixo traseiro. Com um peso mínimo de 1.030 kg e uma relação peso-potência altamente eficiente, o MCL-HY foi desenvolvido para equilibrar desempenho absoluto com eficiência em corridas de resistência, concebido para operar ao mais alto nível do WEC e das exigentes 24 Horas de Le Mans.

Este regresso a Le Mans, lugar onde ganhou em 1995, com o F1 GTR, simboliza o início de uma nova tentativa de conquistar novamente a Tripla Coroa do automobilismo, que inclui vitórias no Grande Prémio do Mónaco, nas 500 Milhas de Indianápolis e nas 24 Horas de Le Mans. Com a McLaren a competir ao mais alto nível na Fórmula 1 e na NTT IndyCar Series, o MCL-HY completa a última peça de uma ambição para a qual a McLaren está numa posição única de disputar.


Depois desta apresentação, a McLaren Hypercar iniciará os testes em pista do MCL-HY, com o piloto oficial Mikkel Jensen, acompanhado por Ben Hanley e os pilotos de desenvolvimento, Gregoire Saucy e Richard Verschoor, num programa que apoiará o desenvolvimento simultâneo do carro de competição e da sua versão de pista antes da estreia da McLaren no WEC em 2027.

domingo, 3 de maio de 2026

A imagem do dia






A quarta corrida da temporada de 1976 acontece na pista de Jarama, em Espanha, com carros totalmente diferentes daqueles que corriam na pista anterior, em Long Beach. Agora as entradas de ar não podia estar acima de 80 centímetros, e na Tyrrell, um carro de seis rodas eram aqueles pilotados por Jody Scheckter e Patrick Depailler, sem que nenhum deles chegasse ao final.

A corrida é ganha por James Hunt, no seu McLaren, mas logo depois de ter recebido o troféu, é desclassificado porque, aparentemente, a sua asa traseira estava fora dos regulamentos, embora a equipa tenha logo recorrido da decisão. Mas iria demorar um pouco até tomarem uma decisão, e até lá, o vencedor é Niki Lauda, no seu Ferrari, que conseguia ali a sua terceira vitória em quatro corridas.

O que ninguém sabia era que Lauda, durante todo o fim de semana... tinha guiado o seu Ferrari com as costelas ligadas. O incidente tinha acontecido poucos dias depois do GP de Long Beach, quando ele tinha caído do seu trator nos terrenos da sua casa, na Austria, ficara magoado. Chegou a temer-se de uma lesão num dos pulmões, e a Ferrari pensou substitui-lo por um piloto italiano, mas em Jarama, Já estava melhor. Tanto que conseguiu o segundo melhor tempo na qualificação, meio segundo mais lento que Hunt - que, feliz com a pole, quando questionado por Stirling Moss sobre a razão porque o seu carro estava a ser mais rápido que os Ferrari, respondeu "um grande par de tomates" - mas na partida, ele arrancou melhor e ficou com o comando nas 32 voltas seguintes.

A partir dessa altura, os McLaren de Hunt e do seu companheiro de equipa, Jochen Mass, aproximaram-se do Ferrari de Lauda e conseguiram passá-lo, primeiro o britânico, depois o alemão. Contudo, a dez voltas do final, Mass teve problemas no seu motor e acabou por abandonar a corrida, fazendo subir o piloto austríaco para segundo, na frente de Gunnar Nilsson, que conseguia o seu primeiro pódio da dua carreira, e logo na sua terceira corrida da sua carreira.

No final, os escrutinadores mediram o carro e encontraram as tais irregularidades na asa traseira, desclassificando o britânico e retirando-lhe a vitória. Com isso, Lauda era o vencedor, e no pódio seria acompanhado por Nilsson e pelo Brabham de Carlos Reutemann, enquanto o Wolf-Williams de Jacky Ickx era elevado a sexto, conseguindo o seu primeiro ponto da temporada. Com isso, Lauda sairia com 23 pontos de vantagem sobre Depailler, enquanto Hunt continuava a ter apenas seis pontos, a 27 da liderança.

Mas a McLaren não tinha decidido baixar os braços, e iria lutar. E começaria na secretaria, ao recorrer da decisão, afirmando que os materiais tinham dilatado por causa do calor, e estavam dentro do limite da tolerância ditado pelos regulamentos. 

No meio disto tudo, a Formula 1 continuaria, agora em Zolder, dali a duas semanas.  

Formula 1 2026 - Ronda 4, Miami (Corrida)


Quatro semanas sem Formula 1, graças a fatores externos à competição - ironicamente, o recomeço iria ser na América - e o pessoal dentro tinha os seus próprios problemas. Eles tinham saído de Suzuka a discutir o que aconteceu entre Ollie Bearman e Franco Colapinto, e cacharam que era a altura de mexer nos carros, para evitar tanto o "lift and coast", soluções provisórias para aquilo que muitos consideram como um erro sério nos novos regulamentos.

Contudo, com o resto do mundo preocupado com outras coisas, o regresso da Formula 1 ao calendário parecia que iria ser algo para dar uma ideia de normalidade. Mas... nos dias anteriores à corrida, começaram a se preocupar com o tempo. É que estava uma tempestade prevista na hora da partida... e as chances de cancelamento eram bem grandes, porque se havia trovoada, segundo os regulamentos locais, todas as atividades desportivas teriam de ser paradas. E mais uma corrida não realizada seria muito má para a Formula 1. 

Ao longo do fim de semana, os organizadores e a FOM falaram uns com os outros para tentarem encontrar uma solução, numa competição onde a agenda era bem carregada - tinha corrida sprint no sábado - até que na noite de sábado para domingo, na Europa, decidem adiantar a partida em três: das 16 para as 13 horas, ou 18 horas, no fuso horário de Londres e Lisboa. 

Assim sendo, no dia da corrida, o tempo estava encoberto, mas as ameaças de chuva eram bem menores que os previstos, e todos esperavam que, depois da qualificação, onde Andrea Kimi Antonelli conseguiu mais uma pole-position, a corrida fosse suficientemente bom para esquecer as polémicas mais antigas e mais recentes.  


Quando as luzes se apagaram, Antonelli, o poleman, manteve a liderança nos primeiros metros, antes de Max ter sido mais rápido e ficado na frente... por alguns metros. Porque perdeu o controlo do carro e fez um pião, felizmente, sem que ninguém tocasse, para manter o controlo. Com isso, caiu para oitavo e o beneficiado era Charles Leclerc, com Antonelli atrás e os McLaren. Lewis Hamilton perdeu também algumas posições, para sexto, na frente do Alpine de Franco Colapinto.

Quem também perdeu algum tempo foi o Audi de Nico Hulkenberg, que tinha a asa danificada e ia para as boxes. 

George Russell passou Oscar Piastri para ser quarto na volta dois, e indo atrás de Lando Norris, que fazia volta mais rápida uma atrás da outra, para tentar apanhar Antonelli. Este apanhava Leclerc e na quinta volta, o italiano tentou apanhar o monegasco, sem sucesso. Contudo, algumas curvas mais tarde, o piloto da Mercedes levou a melhor, ficando com o comando. Mas pouco depois, o piloto da Ferrari reagiu e regressou à liderança.


Na sexta volta, enquanto estas coisas aconteciam, Isack Hadjar e Pierre Gasly bateram um com o outro, um francês eliminando outro, com liam Lawson também a ser envolvido no incidente. Hadjar, que tentava recuperar lugares do fundo da grelha, estava furioso com o fim prematuro da corrida, enquanto Gasly arrastava-se até ao final do pelotão. Com isto, o Safety Car entrava na pista pela primeira vez.

Max aproveitava a ocasião para ir às boxes e trocar de pneus, para duros. Gasly e Liam Lawson levaram os seus carros para as boxes, e de lá não mais saíram. Pouco depois, Nico Hulkenberg também parava de vez, aumentando as desistências para quatro. 

A corrida recomeçou na volta 12, com o tempo ainda a aguentar-se, e com Leclerc na frente de Norris, Antonelli, Piastri e Russell. Este tentou passar o australiano da McLaren, e não conseguiu. Na frente. Norris tentava apanhar o piloto da Ferrari, mas este mostrava-se difícil. Contudo, na volta 13, Norris conseguiu passar o monegasco e era o novo líder da corrida. Poucas curvas depois, Antonelli passou também Leclerc e ficou com o segundo posto.

Norris tentava afastar-se de Antonelli, a cerca de 1,5 segundos de diferença entre os dois, com o tempo aparentemente a piorar - previa-se chuva a partir da volta 25 - enquanto Max Verstappen estava a passar carro a carro. No final da volta 18, Max era oitavo, depois de passar o Williams de Carlos Sainz Jr. 

Na volta 21, Russell foi às boxes para trocar de pneus, enquanto Colapinto deixa passar Max para que ele seja sétimo. A seguir, Leclerc foi também às boxes, trocar para duros e a regressar atrás do piloto da Mercedes. 

Na volta 28, Antonelli passou Norris e foi atrás de Max, com pneus mais frescos e não durou muito até ele ficar com o comando do Red Bull do neerlandês. Norris fez a mesma coisa na volta seguinte, para ser segundo. Agora, ambos tinham cerca de um segundo e meio de diferença. Não muito longe deles, e sem ainda ter parado, Franco Colapinto era quarto. O tempo piorava, mas não chovia, o que poderia imaginar que, afinal de contas, esta poderia ser uma corrida seca. O argentino acabvou por mudar de pneus, caindo para oitavo. 

Na frente, era um duelo à distância entre Antonelli e Norris, com uma diferença de segundo e meio entre ambos. Em quinto. lutando um contra o outro, George Russell tinha Oscar Piastri nos seus calcanhares e tentou evitar a ultrapassagem o mais possível, mas na volta 36, o australiano passou-o. Entretanto, Antonelli aguentava as incursões de Norris, que se aproximava e queria ter a sua chance para atacar a liderança, mas estando no ar perturbado da traseira do Mercedes, não era fácil. 

Piastri conseguiu apanhar Max para ser quarto e depois disso, começou a aproximar-se de Leclerc para ver se conseguia ficar no pódio. Contudo, as voltas começavam a acabar para que o australiano pudesse apanhá-lo, e ele não estava suficientemente próximo para tentar alguma ultrapassagem.

Na última volta, enquanto Antonelli ia a caminho da meta para triunfar na frente dos McLarens, havia drama na Ferrari, quando Charles Leclerc sofria um problema no seu carro, causando um pião e perdendo nos metros finais dois lugares para Russell - que tinha danos na asa dianteira! - e Verstappen, para ser sexto, os dois na frente do piloto monegasco, que tinha tentado aguentar os ataques de ambos os carros, pois tinha, aparentemente, danos do seu Ferrari. Hamilton, Colapinto, Sainz e Albon ficaram com os restantes lugares pontuáveis.


E assim acabava a corrida de Miami, com uma corrida que evitou a chuva e em compensação, viram Antonelli, que agora tinha três vitórias seguidas, e cem pontos, parecendo-se mostrar como candidato ao título. Quem diria!

A Formula 1 manter-se-á nas Américas, para a próxima corrida... dentro de duas semanas, em Montreal. 

PS: Os comissários da Formula 1 viram a última volta de Leclerc depois do pião e deram-lhe 20 segundos de penalização, depois dos "corta-matos" que ele fez por causa do carro danificado no toque contra a parede. Por causa disso, Leclerc caiu para oitavo, beneficiando Lewis Hamilton e Franco Colapinto.

Formula E: Evans triunfa na segunda corrida de Berlim


Ganhou... o Jaguar "errado" no segundo ePrix de Berlim, neste domingo na capital alemã. O neozelandês Mitch Evans levou a melhor sobre Oliver Rowland, piloto da Nissan, com Pascal Wehrlein a ficar com o lugar mais baixo do pódio, tudo isto depois de parte de 17º na grelha. Quanto a António Félix da Costa, apesar de andar durante boa parte da corrida nos pontos, um furo condicionou a sua corrida, acabando por cair para o 18º lugar final.

Com Pascal Wehrlein a largar da pole-position, na partida, ele caiu para quarto, perdendo o comando para Taylor Barnard, Nick Cassidy e Jean-Eric Vergne. Nas voltas seguintes, os pilotos andaram vertiginosamente a trocar de posições, especialmente quando tocavam um no outro, especialmente quando Niock Cassidy tocou em Nyck de Vries, que gerou um efeito dominó que atirou Cassidy para o 12.º posto. O neozelandês acabaria por entrar nas boxes para trocar a asa dianteira danificada, comprometendo por completo as suas hipóteses de resultado.

Com a gestão energética a dominar a estratégia das equipas, os lugares da frente mudaram frequentemente nas primeiras dez voltas. Felix da Costa subiu para oitavo, com estas trocas, bnuma altura em que Sebastien Buemi liderava, seguido por Pascal Wehrlein e Max Gunther. 

Pouco depois, os pilotos passaram pelo Attack Mode, baralhando ainda mais o pelotão, com as trocas promovidas pelas ativações lançar Mitch Evans para o terceiro lugar e Félix da Costa de regresso ao décimo, depois de chegar a andar na segunda posição. Na volta 27, a dez do fim, Evans assumiu a liderança.

Com a segunda onda de ativações do Attack Mode a multiplicar as lutas pelo pelotão, o neozelandês manteve-se firme no comando. Cinco voltas depois, na 32ª passagem pela meta, o piloto da Jaguar liderava pressionado por Wehrlein e Buemi, com Félix da Costa em quinto. Este parecia atacar pelo menos um lugar no pódio quando sofreu um toque de Nico Müller, o vencedor da corrida anterior, que tentou uma ultrapassagem sem espaço. O piloto português foi às boxes, porque tinha um furo, e as suas chances de marcar pontos tinham acabado.

No final, Evans cruzou a linha em primeiro, seguido de Oliver Rowland e Pascal Wehrlein a completar o pódio. Sébastien Buemi e Norman Nato fecharam o top 5, com Jake Dennis, Edoardo Mortara, Jean-Éric Vergne, Felipe Drugovich e Joel Eriksson a completar os dez primeiros.

Frustado no final da corrida, o piloto de Cascais disse que o seu fim de semana de Berlim deixou a desejar. 

"Foi um fim de semana muito complicado e frustrante. Tínhamos boa performance, mas em ambas as corridas aconteceram coisas fora do meu controlo. A Fórmula E é isto mesmo, depois de duas vitórias seguidas, dois maus resultados este fim de semana. Vamos trabalhar muito para voltar mais fortes na próxima corrida, que é uma jornada dupla no Mónaco. Parabéns ao Mitch, que venceu e deu bons e importantes pontos à equipa.", declarou.

Em termos de campeonato, Pascal Wehrlein recuperou a liderança, agora com 101 pontos, com Mitch Evans a subir para segundo, com 98, e Edoardo Mortara a ser terceiro, com 93. Felix da costa manteve os 65 pontos, mas agora baixou para o oitavo posto da geral.

A Formula E volta à ação com mais uma jornada dupla, nas ruas do Mónaco, no fim de semana de 16 e 17 de maio.

Noticias: GP de Miami adiantado em três horas


A FOM e a organização do GP de Miami decidiram esta madrugada que a corrida acontecerá amanhã pelas 13 horas locais, três horas antes do previsto, para evitar as perturbações que o mau tempo poderia causar e que poderia levar ao cancelamento da prova.

"Após discussões entre a FIA, a F1 e a promotora de Miami, foi tomada a decisão de adiar o início do Grande Prémio de Miami deste domingo para as 13h00 locais de Miami, devido à previsão de chuvas mais intensas ao final da tarde, perto da hora originalmente prevista para o início da corrida.", diz a Formula 1 no seu comunicado oficial.

A decisão acontece por causa, não tanto pelo estado do tempo em si, mas por causa das leis locais que, em caso de mau tempo - especialmente trovoadas - obrigam a que todos os eventos desportivos sejam interrompidos. E para uma competição que está a ter uma temporada bem agitada, com os cancelamentos das corridas do Bahrein e da Arábia Saudita, ter mais perturbações no calendário seria um pouco demasiado, e também seria má publicidade à Formula 1.

Assim sendo, em vez de ser pelas 21 horas de Lisboa, passa a ser mais cedo, pelas 18 horas, e terá o italiano Andrea Kimi Antonelli, da Mercedes, na pole-position.