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sexta-feira, 21 de agosto de 2026

As imagens do dia





A Formula E, pelo seu estilo igualitário em termos de carros - todos andam com o mesmo chassis, o "powertrain" é diferente - não parece que seja propício a duelos e a claros favoritos. No campeonato que acabou na semana passada, ganha pelo Porsche do alemão Pascal Wehrlein, ninguém conseguiu mais do que três vitórias - ele mesmo - em 17 provas: seis jornadas duplas, cinco individuais.

E até que ponto os vitoriosos estão tão bem espalhados, Lucas di Grassi, um dos "originais" - ou seja, participou na primeira corrida da categoria, em Pequim, em 2014 - e que decidiu pendurar o capacete no final desta temporada, ganhou uma corrida pela Lola e acabou... em 17º lugar, com 32 pontos. E dos 20 pilotos participantes, 17 subiram ao pódio, pelo menos uma vez. 

Ou seja, o equilíbrio é a norma. É mesmo norma - os regulamentos são feitos nesse sentido, e todos os "truques" que os mais tradicionalistas rejeitam, como o Attack Mode, servem para o espetáculo - e o facto dos pilotos e os carros andem lado a lado em boa parte da corrida fazem com que os espectadores andem sempre empolgados, esperando, talvez, pela próxima batida contra o muro, porque boa parte das corridas são circuitos urbanos, e bater no muro é um risco inerente.

Contudo, quando a competição elétrica se prepara para uma grande alteração em termos de carros e de circuitos - vêm aí o Gen4, o elétrico mais potente de sempre, e o calendário terá mais três circuitos permanentes, Zandvoort, Brands Hatch e Austin - o falatório do momento foi como é que acabou este  campeonato e como poderá ter surgido a primeira relação tóxica na história do automobilismo elétrico. E é entre dois ex-companheiros de equipa na Porsche.

Pascal Wehrlein e António Felix da Costa são talentosos e já ganharam campeonatos. Antes de 2026, Wehrlein triunfou em 2024, enquanto Felix da Costa foi campeão antes, em 2020. Apesar de ter 34 anos, mais três que Wehrlein, o piloto português é um dos "originais", pois correu na temporada inicial da Formula E, em 2014. E ambos foram companheiros de equipa na Porsche, entre 2023 e 2025. A relação, que a principio foi cordial, degradou-se com o tempo, porque é o mantra de todo e qualquer piloto: são extremamente competitivos, e batidas em corrida, no calor do momento, são o pão nosso de cada dia. É por isso que no final da corrida, eles falam uns com os outros explicando, pedindo desculpas por qualquer incidente, esperando que não levem desaforo para casa. 

Só que ali, as coisas azedaram rapidamente por dois motivos: Wehrlein nunca teve bom feitio e Felix da Costa teve o azar de estar numa equipa alemã. Para piorar as coisas, no final de 2023, a Porsche pediu aos seus pilotos que abdicassem dos seus compromissos na Endurance, onde estava também Felix da Costa, ao serviço da Jota. 

O português transferiu-se para a Jaguar, ir tendo com Mitch Evans, e deu-se bem. Duas vitórias seguidas nesta temporada e mais cinco pódios o colocaram a lutar pelo título.

Contudo, o fim de semana duplo de Londres, as provas finais do campeonato, viu-se algo que não se tinha visto antes. Jogando com a estreiteza da pista urbana do ExCel de Londres, a Porsche decidiu colocar os seus pilotos em táticas para bloquear os pilotos da Jaguar. Especialmente, com Nico Muller fora do título, ele foi usado para ser "tampão" de Wehrlein para que prejudicasse os pilotos da Jaguar. E deu certo: Wehrlein ganhou a primeira corrida, enquanto Felix da Costa era terceiro, deixando ele de fora para a última corrida do ano. 

E o que fez? Decidiu ser piloto de equipa, e ajudar Evans para o título. E a tática era simples: marcação cerrada em Wehrlein, como Muller tinha feito a eles, na corrida de sábado. 

Na corrida de domingo, foi uma carraça em relação a Wehrlein, fazendo marcação cerrada, e tentando ficar sempre na frente dele. E quase deu certo... em relação a Jake Dennis, piloto da Andretti. A certa altura, Dennis estava na frente do campeonato, e na volta 31, Wehrlein estava no meio de uma data de pilotos, lutando por lugar com Dennis quando tocou no envision de Joel Erksson, que fez pião na frente deles e os levou para o muro. Dennis ficou com o nariz partido, Wehrlein ficou preso em Eriksson e regressou, mas no fim do pelotão, fora dos pontos. 

Mas isso não importou: ele era o bicampeão. A Jaguar ficou com os louros, ao ser o campeão de Construtores, e o diretor da Jaguar, Ian James, deixou um elogio ao piloto português pelo que fez na corrida - ele também não pontuou, porque gastou energia a mais por defender e atacar Wehrlein:

“O António, desde o minuto em que entrou para a equipa, tem sido incrivelmente colaborativo.”, começou por afirmar, sublinhando: “O que vimos dele hoje foi, uma vez mais, uma estratégia que foi executada na perfeição, uma condução muito, muito boa, uma condução dura, mas justa, e isso também ajudou a conquistar o campeonato.”, continuou.

Mas o que não conta aqui foi que as duas equipas estavam em marcação cerrada ao longo do fim de semana londrino e ambos se queixaram disso. Principalmente os muitos "break tests" por parte da Porsche, algo que o próprio Evans achou desnecessário, e mais chocante ainda, sem qualquer tipo de penalização por parte dos comissários, como afirmou no final da corrida de domingo: 

“Acho que o tom foi definido ontem, a partir da volta dois da corrida de ontem. Obviamente, não vi bem o que o Antonio fez, vi uma pequena parte quando o consegui passar, mas basicamente fiz duas corridas inteiras assim. Para mim houve muito movimento na travagem, alguns ‘brake checks’, com os quais não estou de acordo. O facto de não ter havido um aviso ou uma penalização de cinco segundos foi chocante. Mas se foi assim que os comissários viram a situação, essa é a opinião deles. Eu só consigo ver pelo meu lado. Mas foi uma pena não ter conseguido passá-lo [Mueller] mais cedo na corrida. Mas ele fez tudo o que podia para me manter atrás, isso é certo.”

E claro, Wehrlein não ficou calado, nem o piloto português:

“Não sei se devo falar sobre isto, mas acho que as abordagens foram completamente diferentes. Provavelmente ontem a abordagem foi manter o Mitch atrás e ficar à frente dele. Hoje a abordagem foi destruir a minha corrida, tirar-me dos pontos, mesmo quando o Mitch já estava bem destacado na frente, mas continuaram a bloquear-me e a empurrar-me fora da pista. Sim, abordagens muito diferentes, mas nem vale a pena falar sobre isso, nem dar-lhes esse tempo.”, referiu o alemão.

“Cá se faz e cá se pagam. Obviamente temos muita história, um passado muito vincado com aquela marca, com aquele piloto. Mas mesmo ignorando isso tudo, os jogos que eles jogaram ontem, não gostei de ver. Quando vi começaram a fazer o mesmo na primeira volta da corrida de hoje, decidimos entrar no jogo deles, só que mais e melhor. O objetivo era claro, ser campeões do mundo por equipas, tínhamos que acabar à frente dos Porsche. Consegui posicionar-me da melhor maneira e não tenho nenhum arrependimento. Fizemos isso da melhor forma possível e conseguimos ser campeões do mundo por equipas. Não fizemos nada de mal, apenas o que nos fizeram, mas mais e melhor.”, respondeu o português, que mesmo assim afirmou que o título do alemão é merecido, e o elogia por ser um ótimo piloto.

Agora que se passaram alguns dias sobre esta corrida e o desfecho deste campeonato, e com pouco tempo até a nova geração de carros, não creio que ambos sejam os novos Alain Prost e Ayrton Senna, embora um incidente semelhante ao que aconteceu no GP do Japão de 1989 poderá acontecer a qualquer momento. Pensar que numa competição elétrica como esta, que ainda tem alguns dos pilotos de primeira geração ainda a correr - Felix da Costa é um deles - pensar que isto poderá consequências no futuro é uma hipótese a considerar. 

E nisto, não estou sozinho.  

domingo, 16 de agosto de 2026

Formula E: Barnard triunfa na segunda corrida de Londres, Wehrlein é campeão


O britânico Taylor Barnard, da DS Penske, foi o vencedor da segunda corrida em Londres da Formula E, e apesar dos três primeiros não terem pontuado, o alemão Pascal Wehrlein, da Porsche, acabou por ser campeão desta temporada da competição elétrica. Nyck de Vries e Edoardo Mortara, ambos da Mahindra, ficaram com os restantes lugares do pódio, enquanto Mitch Evans foi o melhor dos da frente, ao ser quarto, e assim garantiu o título de Construtores à Jaguar.

Com De Vries a ser o poleman nesta corrida final do campeonato - e também dos carros da Gen3 Evo - esta começou com ele na frente, seguido de Mortara e os carros da Porsche, que tentavam bloquear Evans para terem uma chance de alcançarem o título de construtores, pois estavam em luta com a Jaguar.

Pouco depois, Muller deixava passar Wehrlein para ficar com o terceiro posto, enquanto Felix da Costa, que tinha largado de oitavo, era o primeiro a ir para o Attack Mode, logo na quarta volta, e começou a subir para quinto, e ficando na traseira de Nico Muller, no outro Porsche. Quando o passou, numa manobra que o fez encostar à parede, foi atrás de Wehrlein, que a partir dali... decidiu infernizar a sua corrida. Felix da Costa passou para a frente, e aguentou o que pode numa altura em que o alemão, que tinha energia extra por ter passado pelo Attack Mode, o pressionava. Acabou por passar, mas no último instante da sua energia extra. Tudo isto numa altura em que Jake Dennis, outro dos candidatos ao título, estava na cauda do pelotão, na 17ª posição.

Nesta altura, na volta 14, Nico Muller aguentava Mitch Evans para o sexto posto, e se na luta pelo campeonato de pilotos, as coisas estavam bem para a Porsche, para o de Construtores... nem por isso. Evans acabou por passar Muller na volta 17, numa ultrapassagem mais musculada.  

Na volta 20, as táticas das duas equipas iam-se fazendo sentir, com Félix da Costa a levantar o pé e a defender o ataque de Wehrlein, ajudando Evans a chegar-se ao piloto da Porsche. A Jaguar jogou bem e AFC defendia-se magistralmente do alemão da Porsche, que era quarto. Sete voltas depois, Evans, com Attack Mode ligado, tentava ir-se embora e passava Wehrlein, que era bloqueado por Félix da Costa. Na volta seguinte, Buemi passou ambos os pilotos, e com o português concentrado no alemão, perderam ambos muitos lugares, ambos ficando fora dos pontos. Nesse campo, Felix da Costa estava a fazer o seu trabalho até bem demais!

Evans era agora quarto e tentava apanhar Taylor Barnard, enquanto Jake Dennis estava agora nos pontos, no nono posto, e estava perigosamente perto do primeiro lugar da geral. E na volta 30, era sétimo... e virtual campeão.

Nesta altura, Wehrlein tinha ido ao Attack Mode... bem como Felix da Costa, e ambos tinham a sua corrida pessoal. O alemão regressava aos pontos, no décimo lugar, e indo para a frente do campeonato... por um ponto, e ambos estavam atrás de Jake Dennis, que ia para o Attack Mode para tentar afastar-se de ambos. Felix da Costa, também com o Attack Mode, assediava o alemão, querendo passá-lo e complicar-lhe a vida.

Mas na volta 31, o momento decisivo: Joel Eriksson, da Envision, estava na frente deles quando Wehrlein e Dennis estavam lado a lado, lutando por um lugar. Ele foi tocado pelo alemão e entrou em pião, levando ambos para o muro, para tentarem escapar dele. Felix da Costa, que estava atrás deles, teve sorte e passou do outro lado. Dennis ficou sem nariz, e Wehrlein, sem danos, regressou na cauda do pelotão, mas com o seu principal rival eliminado, era o campeão, pois Mitch Evans era quarto e não apanhava os três primeiros. 

No meio disto tudo, Barnard usou o seu segundo Attack mode e passou ambos os Mahindras para ficar com a liderança, e assim, ir a caminho da sua primeira vitória da temporada. E foi o que aconteceu no final: o britânico foi o vencedor, Evans foi quarto, mas não foi suficiente, Wehrlein ficou de fora dos pontos, mas o bicampeonato era dele, porque Evans também não pontuou. 


Foi um final realmente emocionante, digno de registo de mais uma temporada encerrada, agora que a Formula E entrará numa nova era, com o Gen4. E isso tudo começará em dezembro, em principio, na jornada dupla de Jeddah, na Arábia Saudita. 

sábado, 15 de agosto de 2026

Formula E (II): Felix da Costa com sentimentos diferentes


O terceiro lugar de António Félix da Costa na corrida deste sábado em Londres teve um sabor agridoce. Apesar do pódio, os pontos foram insuficientes para continuar na luta pelo título, porque dois dos seus maiores rivais, o Porsche do alemão Pascal Wehrlein e o Andretti do britânico Jake Dennis, ficaram na frente dele. 

No final da corrida, o piloto de Cascais admitiu que a sorte lhe sorriu num momento decisivo da corrida, ao contrário do que aconteceu com Mitch Evans, apanhado por um Full Course Yellow (FCY) que o afastou dos primeiros lugares. Contudo, com este resultado, a Jaguar consolidou uma vantagem de cinco pontos sobre a concorrência no campeonato de equipas antes da última ronda da temporada. 

“Felizmente para mim, tive sorte com o timing do FCY. Consegui entrar nas boxes com isso e, sim, assegurar essa posição na pista, à frente.”, falou o piloto da Jaguar, em declarações para a Autosport portuguesa. 

Questionado sobre a dificuldade em gerir o ritmo numa pista onde as ultrapassagens são complicadas, Félix da Costa foi direto: a luta em pista não foi o principal problema, mas sim as táticas dos rivais:

“Não foi assim tão difícil, para ser sincero, só porque vimos os jogos que a Porsche estava a jogar, mas eles tinham a posição na pista para o fazer. Não é necessariamente o que queremos ver e já ouvi isso antes de outras pessoas, que eram jogadas sujas, mas eles jogaram-nas, e está bem”, contunuou.

E sobre a corrida de amanhã, apesar de saber que ele não terá chances para alcançar o título, ele afirma:

“A corrida de amanhã vai ser, obviamente, muito caótico. Temos um campeonato por equipas para lutar e ainda por cima contra a equipa e o piloto que estão a tentar ganhar o campeonato de pilotos também. Por isso, eles têm dois objetivos em cima da mesa. Nós também, o Mitch ainda pode ser campeão, mas talvez o foco mude um bocadinho agora para as equipas e pode ser um bocadinho mais claro o nosso caminho”, concluiu.

A corrida de amanhã será à mesma hora da deste sábado. 

Formula E: Wehrlein o melhor na primeira corrida de Londres


O alemão Pascal Wehrlein foi o melhor na primeira corrida da Formula E que se disputou nesta tarde, em Londres, batendo o Andretti de Jake Dennis, um dos seus concorrentes ao campeonato, e o Jaguar de António Félix da Costa, numa corrida que reforçou a candidatura do piloto alemão ao campeonato.  

Com a competição a correr pela última vez no ExCel londrino - para o ano, correrão em Brands Hatch - e também estas corridas a serem a última vez que andarão nos carros da Gen3 Evo, antes da estreia dos Gen4, no final do ano, a corrida tinha tudo para ser animada, com pelo menos quatro candidatos ao título: o Jaguar de Mitch Evans, o Porsche de Pascal Wehrlein, o Andretti de Jake Dennis e o Nissan de Oliver Rowland. 

A corrida começava com Wehrlein na pole e os três primeiros separados, agora... por meros dois pontos. E com os Porsches nos dois primeiros lugares, esperava-se que Nico Muller fizesse de escudo para Wehrlein na sua candidatura para o título, com Evans a largar de terceiro, Dennis de quinto e António Felix da Costa de sétimo. E nas 38 voltas seguintes, iria saber-se quantos candidatos é que haveriam até â corrida final.

Na partida, Wehrlein ficou com o comando com Muller a protegê-lo. Evans era o terceiro, seguido por Dan Ticktum, da Cupra, e Dennis. Nas voltas seguintes, o alemão afastou-se, tentando ter uma corrida mais tranquila. No meio disto tudo, Norman Nato passou pelas boxes para trocar um pneu furado e ficou no fundo do pelotão. 

Na volta 6, havia um Full Course Yellow por causa de Zane Maloney, que tinha a roda traseira esquerda danificada por causa de uma falha na transmissão do seu carro. Retirado da pista, a corrida regressou ao normal, e voltas seguintes, tirando as passagens pelo Attack Mode, a classificação não se alterou largamente, enquanto os pilotos serpenteavam pelo ExCel. 

Na volta 17, era a altura dos carros irem às boxes para o Pit Boost. Jean-Eric Vergne, da Citroen, e Mitch Evans, da Jaguar, foram os primeiros, seguido por Nico Muller e Oliver Rowland. Evans foi logo ao Attack Mode para ter mais potência durante seis minutos e recuperar o maior número de lugares possível. Wehrlein, Ticktum e Felix da Costa seguiram-o, para que não o deixasse fugir da liderança, e todos com seis minutos de energia extra.

Com isso, Evans passou Muller na volta seguinte, e todos estavam com a energia ao máximo quando na volta 21, entravam em Full Course Yellow por causa de Lucas di Grassi, que batera no muro. altura ideal para gente como Wehrlein, Ticktum e Felix da Costa irem às boxes e levarem o Pit Boost, para recarregarem os seus carros. 

No regresso, na volta 23, Muller atacou Evans para tentar recuperar o lugar, e apesar do neozelandês da Jaguar se ter conseguido defender-se, o piloto da Porsche recuperou o lugar perdido umas voltas antes. Umas voltas depois, Jake Dennis passou Felix da Costa para ficar na terceira posição, e depois, apanhou Ticktum, seu companheiro de equipa, para ser segundo. Depois, na volta 35, foi a vez do piloto português passar Ticktum e ficar com o lugar mais baixo do pódio. Ele ainda iria perder mais três lugares, passado por Sebastien Buemi, Taylor Barnard e Edoardo Mortara.

Na frente, tudo na mesma e na meta, Wehrlein conseguia uma vitória que foi construída desde a qualificação, e com isso, passou para o comando do campeonato, e tem uma mão e meia para o troféu de campeão.     

No campeonato de pilotos, Wehrlein tem agora 169 pontos, contra o 164 de Dennis, 148 de Evans e 134 de Rowland. Felix da Costa é quinto, com 128 pontos. A última corrida do campeonato acontecerá amanhã, no London ExCel.

segunda-feira, 27 de abril de 2026

A imagem do dia


A vida pós-Formula 1 de Sebastian Vettel está a ser interessante. O piloto alemão, ex-Red Bull, ex-Ferrari e ex-Aston Martin, decidiu ir correr a maratona de Londres, e aos 38 anos - fará 39 em julho - conseguiu um tempo interessante de duas horas, 59 minutos e oito segundos. Para um ex-piloto, do qual se calhar deve se preparar para uma maratona deste tipo há pouco mais de um ano, é um feito, do qual se deve dar os parabéns. Especialmente no dia em que foi batido o recorde mundial da maratona, num tempo abaixo das duas horas de corrida, pelo queniano Sabastian Sawe.

Contudo, o feito que o tetracampeão do mundo tem de ser aplaudido, porque - pelo menos, quem corre a maratona de Londres sabe - ele, sendo amador, fez por uma causa: a Brain & Spine Foundation, uma organização não-governamental que reúne fundos para a pesquisa para o tratamento e cura de lesões cerebrais e na espinal medula. E como todos podem ver da fotografia, Vettel não parece que esteja muito cansado do seu feito. Aliás, houve muita gente que afirmou que Sebastian parece estar a mostrar-se de forma muito... descontraída, parecendo mais ser um maratonista de domingo que alguém que se preparou para uma coisa destas. 

Primeira coisa interessante: mais de 1,1 milhões de pessoas se inscreveram para a edição de 2026 desta maratona de Londres, um recorde. 

E mais interessante foi o que fez a revista Motorsport: resolveu medir os seus "splits" (passagens) em dez, a cada cinco quilómetros, e verificou que foi consistente: os seus tempos andaram entre os seis minutos e 37 segundos e os seis minutos e 50 segundos. É obra, porque não se esforçou nem sentiu cansaço, teve "endurance". Todos os pilotos são competitivos por natureza, e mesmo numa modalidade diferente, mesmo sem qualquer tipo de pressão, esse instinto veio ao de cima. 

domingo, 27 de julho de 2025

Formula E: Cassidy foi o melhor na última corrida do ano


Nick Cassidy, piloto da Jaguar, triunfou na última corrida do ano, que aconteceu este domingo em Londres. O neozelandês ficou na frente do Mahindra de Nyck de Vries e o carro de Sebastien Buemi, numa prova onde os Jaguar dominaram sem qualquer problemas de maior. Oliver Rowland, o campeão, não chegou ao final, enquanto António Félix da Costa, que teve uma péssima qualificação, que o atirou para o final da grelha, fez uma corrida de recuperação e acabou nos pontos, no sexto posto, ajudando a Porsche a ser campeã de Construtores.  

Na partida, Cassidy manteve o comando da corrida, assediado por Gunther e Evans, enquanto Edoardo Mortara andava lento e caindo para o fundo do pelotão. Ele iria ser a primeira desistência da corrida. Rowland, o campeão, era sétimo, enquanto Mitch Evans iria tentar passar Max Gunther para ficar com o segundo posto. Pouco depois, Evans era segundo, e começava a aguentar o resto do pelotão.

Evans perdeu posições na quinta volta, numa altura em que Nico Muller tormou-se no primeiro a ir para o Attack Mode, para na sétima volta, mais alguns terem feito a mesma coisa, entre eles Pascal Wehrlein. Duas voltas depois, Dan Ticktum sofreu um furo e foi às boxes, caindo para o fundo do pelotão. E logo depois, na volta 10, Taylor Barnard e Norman Nato colidiram, acabando na parede e a corrida a ir para Full Course Yellow. Ambos regressaram à pista para tirar os destroços e na volta 11, a corrida regressava à ação.

Na frente Cassidy estava bem na frente, com quase três segundos sobre Nyck de Vries, que perdeu posições quando foi para o Attack Mode. Rowland agora era segundo, mas depois o neerlandês voltou ao seu lugar, ficando no segundo posto e tentando aproximar o mais possível da liderança. 

Na volta 16, no final da reta da meta, Rowland e Muller bateram e acabaram na parede, com danos irreversíveis e a entrada do Safety Car. E estavam precisamente na metade da corrida: 17, em 34. O regresso acontece duas voltas depois, com Evans a ser penalizado por ter andado rápido demais durante o Full course Yellow, caindo para o final do pelotão. no meio disto tudo, Felix da Costa já estava à porta dos pontos, em 11º.

Na frente os Jaguar protegiam-se, com Cassidy na frente de Evans, e Felix da costa a entrar nos pontos. Ambos os pilotos colocaram o Attack Mode na volta 27, com eles nas duas primeiras posições. As coisas ficaram calmas, com Cassidy a conseguir seis segundos de vantagem até se chegar à volta 34, onde a organização deu mais duas voltas. Por essa altura, Evans era pressionado por De Vries e Buemi pela segunda posição. 


No final, Cassidy acabou por ser o vencedor, com Evans a cair para quinto e Ticktum a ficar fora dos pontos, porque tinha levado uma nova penalização. E Felix da Costa conseguia subir ainda mais, passando o carro do seu companheiro de equipa para acabar em sétimo, e conseguindo beneficiar da penalização de Ticktum e assim, acabar em sexto. Wehrlein foi oitavo, e assim acabou o campeonato do terceiro lugar da geral, mas os carros alemães tinham conseguido o título de Construtores. 

E assim acaba mais uma temporada da competição elétrica. Daqui a quatro meses, em São Paulo, haverá mais. 

quinta-feira, 24 de abril de 2025

Formula E: Organização estende contrato com Londres até 2026


A organização da Formula E anunciou esta quarta-feira que estendeu a sua parceria com o Excel London, garantindo à icónica pista de corrida indoor/outdoor como etapa do calendário mundial da categoria, pelo menos, até o final da temporada de 2026, enquanto aguarda a validação do Conselho Mundial da FIA.

A extensão do contrato também significa que os fãs londrinos poderão acompanhar o ciclo de vida completo do Gen 3 Evo, já que essa geração de carros entrará na pista pela última vez no Reino Unido, antes da chegada do tão aguardado carro Gen 4-spec, no final de 2026.

Organizado desde 2021, famoso por abrigar centenas de eventos de negócios, entretenimento e desporto, que atraem milhões de visitantes todos os anos, em 2024,quando quase 50 mil espectadores lotaram o local no fim de semana de 20 e 21 julho, quando Pascal Wehrlein, no seu Porsche, conquistou seu primeiro título no Campeonato Mundial.

“Desde a nossa corrida inaugural, em 2021, tem sido incrível para o Excel sediar um espetáculo esportivo como esse e trabalhar com a Fórmula E na criação do único circuito interno/externo. Também foi uma honra para a Excel e Londres sediar a final da temporada do campeonato e para os fãs britânicos testemunharem um campeão mundial de automobilismo coroado em solo britânico.", começou por afirmar Damian Norman, Diretor de Entretenimento Imersivo e Eventos do Excel London. 

"Também desenvolvemos uma grande colaboração com a Fórmula E, desde a definição do Recorde Mundial de Velocidade em Terra Indoor do Guinness até a garantia de que o evento seja alimentado com energia cem por cento renovável, por isso estamos muito satisfeitos em dar continuidade a isso em 2026”, concluiu.


Do lado da Formula E, Alberto Longo, Diretor do Campeonato, afirmou:

“Temos o prazer de estender nosso relacionamento com o Excel London, que tem sido a casa perfeita para a Fórmula E nos últimos anos. As condições exclusivas da pista e o espaço para eventos oferecem aos fãs e pilotos o melhor do nosso esporte, reunindo as melhores corridas e entretenimento em um local verdadeiramente único no coração da capital, tudo isso de forma sustentável”.

A Formula E encerrará a sua temporada em Londres, no fim de semana de 26 e 27 de julho.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

As imagens do dia




Bom, foi uma noite interessante. Vimos dez pinturas, pilotos e dirigentes a declararem algumas palavras de circunstância, alguns dos carros de 2025 que já foram mostrados anteriormente em Silverstone, por exemplo, muita gente num lugar apinhado, gente que cantou e passou musica. Muitos pilotos e dirigentes do passado estiveram lá a abrilhantaram o momento. 

E até vimos algumas cenas novas do filme que aparecerá em junho, com um carro de Formula 1 fora da pista. Claro, os receios de um "Driven 2" subiram em flecha... 

Houve as luzes da ribalta, mas novidades? Nenhumas. Os chassis novos já se conheciam - Williams, McLaren e Haas já os mostraram antes - e os pilotos, bem como os diretores de equipa, disseram coisas de circunstância. Os dirigentes decidiram falar do espetáculo que é a Formula 1, apareceram alguns ex-pilotos, chassis campeões (McLaren) recordar o fundador de uma equipa (18 de fevereiro é o dia de aniversário de Enzo Ferrari) e... não muito mais. 

Não há substância. Mas temos de ser honestos, não podemos esperar por algo que quebre as regras, as imagens, que tenha um "unfaiar advantage". Não em 2025, no ano em que a Formula 1 está no seu 75º ano. Onde até Bernie Ecclestone apareceu na festa, agora como adereço de um tempo já longínquo, e também como alguém que começa a ser um fenómeno humano. Afinal de contas, está quase a chegar ao seu centenário...

Mas é esta a geração que temos. A geração do "Drive to Survive", que apenas mergulha a superfície, como se fosse a piscina de um hotel de cinco estrelas, indo para sitio de outros palcos cheios de lantejoulas e luzes. São os tempos que vivemos. Nós, os mais velhos, os que pescaram em águas bravas, que respeitamos o passado, que sabemos que o automobilismo não nasceu nem na semana passada ou no ano passado, nem começou com Ayrton Senna, sabemos que há muito mais que isto. Bastante mais.  

terça-feira, 12 de novembro de 2024

Noticias: Formula 1 fará uma apresentação coletiva


A Formula 1 anunciou hoje que fará uma apresentação coletiva a 18 de fevereiro de 2025, em Londres, na O2 Arena. As dez equipas mostrarão as novas cores dos seus monolugares, bem como os seus pilotos, ao longo dessa terça-feira, num lançamento que assinalará os 75 anos da competição, cuja primeira temporada aconteceu em 1950. 

Os bilhetes começarão a ser vendidos a 15 de novembro, e custam entre os 70 e os 153 euros, é bem provável que se esgotem no próprio dia.

O diretor-executivo da Formula 1, Stefano Domenicali, mostrou-se entusiasmado com este arranque de temporada inédito, prometendo aos fãs uma experiência inesquecível. “Pela primeira vez, vamos reunir os nossos fãs, as 20 estrelas do nosso desporto e alguns convidados muito especiais para dar oficialmente início à nossa nova temporada e assinalar o nosso 75º ano de corridas. Esta é uma oportunidade fantástica para os fãs de todas as idades experimentarem de perto o incrível espetáculo de entretenimento que é a Fórmula 1.”

Brian Burke, o Diretor Criativo da BrianBurkeCreative – que trabalhará em conjunto com a Stufish Entertainment Architechs, a DX7 Design e a 1826 para realizar o espetáculo – está ansioso por voltar a proporcionar o entretenimento da Formula 1.

“É uma honra incrível continuar a fazer parceria com a Fórmula 1, criando novas experiências de entretenimento, especialmente este novíssimo evento de lançamento da temporada de 2025, que celebra o 75.º aniversário do desporto”, começou por afirmar. “Através da nossa colaboração com todas as dez equipas, os fãs podem ter a certeza de que iremos proporcionar uma experiência ao vivo verdadeiramente emocionante, combinando a revelação das novas pinturas, entrevistas com os maiores nomes da Formula 1 e entretenimento de ponta. Será um evento nunca antes visto, a não perder!”

A temporada de 2025 começará a meio de março em Melbourne, na Austrália. 

terça-feira, 8 de outubro de 2024

Rumor do Dia: Todos juntos em 2025?


A Formula 1 poderá estar prestes a decidir fazer uma apresentação conjunta dos seus chassis de 2025 em Londres, na O2 Arena. A razão é simples: seria uma forma de começar as comemorações dos 75 anos da competição.

Quem conta isto hoje é o jornalista João Carlos Costa, com multiplas fontes a confirmar esse rumor. Ele refere que o recinto londrino, que tem 18 mil lugares, possa estar cheio, porque os bilhetes poderão estar disponíveis para os fãs - para provavelmente esgotarem em minutos. A transmissão televisiva aconteceria na F1TV, com transmissão em direto em plataformas como no Youtube. Ainda não se sabe quando acontecerá, mas normalmente as apresentações acontecem em fevereiro, quatro semanas antes da primeira corrida do campeonato. 

A acontecer, será algo bem interessante, certamente diferente das apresentações atuais dos Formula 1, nas sedes das equipas do "Motorsport Valley", na região de Northampton, no centro do Reino Unido.   

domingo, 21 de julho de 2024

Formula E: Rowland triunfa em Londres, Wehrlein é campeão


O britânico Oliver Rowland, no seu Nissan, triunfou na segunda corrida de Londres neste domingo. O piloto da Nissan foi melhor que Pascal Wehrlein, no seu Porsche, que com isto, acabou como campeão do mundo. António Félix da Costa acabou em quinto, atrás de Sebastien Buemi.   

Na partida, Cassidy manteve-se na frente, seguido por Evans, que o protegeu de Wehrlein, que era quarto, atrás de Max Gunther. Félix da Costa perdia uma posição, caindo para décimo. Contudo, na segunda volta, a primeira entrada do Safety Car, quando Edoardo Mortara e Jake Dennis acabaram ambos no muro.

Três voltas depois, tempo suficiente para tirar os carros do lugar, a corrida regressou com os Jaguares na frente, com Evans a tentar passar Cassidy para a liderança. Atrás, as primeiras passagens pelo Modo de Ataque, com Wergne e Frijns, quatro e quinto. Pouco depois, Wehrlein subiu para terceiro, passando Gunther. Mas na sétima volta, mais dois carros no muro, com Dan Ticktum e Norman Nato, suficiente para nova entrada do Safety Car. Esses dois puderam continuar, mas não Sam Bird. Quem também sofreu com um choque foi Jehan Daruvala, que tinha peças no seu carro. 

A corrida regressou ao verde na nona volta, com Cassidy a ir para o Moto de Ataque e continuar na liderança, apesar do ataque de Wehrlein, bloqueado por Evans. Nas voltas seguintes, a estretégia foi que Cassidy entrou pela segunda vez no Modo de Ataque, caindo para terceiro e sendo passado por Wehrlein. Contudo, Cassidy não conseguiu passar Wehrlein nos seus quatro minutos de potência máxima, e teve de esperar pacientemente que os outros dois fossem para o Modo de Ataque para ter alguma chance de liderança.

Entretanto, Félix da Costa subia posições atrás de posições, até que na volta 24, era quinto, e ainda com um segundo Modo de Ataque. Ainda tinha Oliwer Rowland na sua frente, mas Cassidy defendia-se. Com todos muito juntos, e numa pista destas, o piloto português perdia posições para Gunther e Vergne. Na frente Ewans aguentava Wehrlein e nenhum dos dois ia para o Modo de Ataque.

E de repente, na volta 29, Cassidy é tocado e entra nas boxes para reparações. Ele queixa-se de Félix da Costa, mas foi Max Gunther que lhe tocou, depois de ter perdido a sua traseira. Safety Car na pista, com Rowland na liderança, e nem Wehrlein, nem Evans, tinham ido para o Modo de Ataque. 

A corrida retomou na volta 30, com três dos quatro primeiros ainda a irem ao Modo de Ataque. Evans e Wehrlein foram para o Modo de Ataque, com o piloto da Jaguar na liderança. Entretanto, a corrida teve mais três voltas por causa dos Safety Car, e Evans era o primeiro, quer na corrida, quer no campeonato. Os Porsche foram ao Modo de Ataque na volta 33, e Evans... falhou. só conseguiu o acionamento na volta seguinte, com Wehrlein no segundo posto, caindo Evans para terceiro. Félix da Costa era quinto, passado por Sebastien Buemi.

Na parte final, Rowland e Wehrlein foram embora, enquanto Evans tinha de aguentar a energia, mas acabou em terceiro, na frente de Buemi e Félix da Costa. E o piloto alemão se tornou no primeiro alemão a ser campeão na competição elétrica.

Agora, a Formula E vai de férias e se preparará para a nova temporada, que acontecerá no final do ano.

sábado, 20 de julho de 2024

Formula E: Werhrlein foi o melhor em Londres


O alemão Pascal Wehrlein, no seu Porsche, foi o melhor na primeira corrida de Londres, batendo o Jaguar de Mitch Ewans. Sebastien Buemi foi o terceiro, numa corrida onde o piloto da Porsche recuperou a liderança e António Félix da Costa foi uma das vítimas das diversas colisões da pista do London ExCel, acabando por desistir.  

Com... pelo menos quatro candidatos ao título em Londres - dois Jaguar, dois Porsche - isto iria ser uma corrida bem disputada. E em termos de campeonato, a grelha de partida começava com Mitch Evans num lugar favorável, partindo da pole e conseguindo mais três pontos. Wehrlein era terceiro, Félix da Costa nono e Cassidy apenas 17º.

Na partida, Evans mantem o primeiro posto, com Wehrlein a perder o terceiro posto a favor de Norman Nato. Porém, algumas curvas depois, Robin Frijns é atirado contra a parede e arrastou Sam Bird, que caiu para o fundo do pelotão. Por causa disso, o Safety Car entrou na pista. Nico Muller também foi tocado, mas continuou a corrida.

O Safety Car ficou na pista até à volta cinco, o que iria acrescentar mais algumas voltas dos 37 iniciais. Quando recomeçou, sabia-se que o que aconteceria a seguir seria a ativação do modo de ataque, que só aconteceu ma volta 6, com Stoffel Vandoorne e Sacha Fenestraz, os primeiros. Mas depois, mais algumas confusões, primeiro Vergne e Jake Dennis, e depois, Oliver Rowland e António Félix da Costa - que eram quinto e sexto - que colidiram. O portugês acabou com a suspensão quebrada e tinha de ir às boxes, para desistir.

Na frente, Buemi liderava, mas Evans e Wehrlein estavam a seguir, com o piloto da Jaguar na frente do da Porsche. As coisas mantiveram-se assim por algum tempo enquanto mais atrás, Cassidy fora batido por Jake Dennis que literalmente... atirou o carro para cima dele. Por alturas da volta 14, via-se que os quatro primeiros ainda não tinham ido ao modo de ataque, mas Max Gunther estava em modo de ataque e passou Norman Nato para ser quarto. 

Evans acabou por ir apenas na volta 16, com apenas dois minutos de duração. Pouco tempo depois, Cassidy é empurrado para o muro quando tenta passar Stoffel Vandoorne. Na volta 21, Buemi saiu mal na curva antes da meta, caindo de primeiro para terceiro, com Evans na liderança e Wehrlein em segundo. O alemão foi para a frente na volta seguinte, e afastou-se o suficiente para fazer a sua primeira ativação de modo de ataque, sem perder a liderança. A seguir, Evans foi ativar o seu Attack Mode, que deixou o alemão distante na corrida. 

Na segunda ativação do modo de ataque, Wehrlein conseguiu manter a liderança, especialmente com Evans ainda com o seu Modo de Ataque. A estratégia correu muito certo para o piloto da Porsche e o piloto alemão distanciava-se do da Jaguar. Pouco tempo depois, na volta 30, perto da chicane, Gunther conseguia passar Evans e era segundo. Ao mesmo tempo, Norman Nato acaba no muro por causa de uma colisão com Jake Dennis. Apesar de ter regressado à pista, a organização decidiu ativar o Safety Car por causa dos pedaços de carbono na pista. 

No regresso... não durou muito. Max Gunther acabou encostado no muro sem transmissão, ao mesmo tempo que o outro Maserati, de Jehan Daruwala, a bater no carro de Jean-Eric Vergne quando este o tentou passar. Resultado final, um Full Course Yellow, para tirar o Maserati de perto de uma escapatória.

A três voltas do fim, a corrida recomeçava, com Evans à caça de Wehrlein, mas não conseguiu apanhá-lo. Wehrlein acabou por ganhar graças à boa estratégia, com Buemi a ficar com o lugar mais baixo do pódio. Cassidy, com as penalizações, ainda foi sétimo.

No campeonato, Wehrlein é o novo líder do campeonato, com Ewans logo atrás. Amanhã é a última corrida da temporada de 2024 da Formula E.

quinta-feira, 18 de julho de 2024

Formula E: Félix da Costa irá esforçar-se para alcançar o campeonato


A Formula E termina este fim de semana mais um campeonato, em Londres, e para António Félix da Costa, este será um fim de semana decisivo, pois vem de três vitórias consecutivas, logo, se tornou num dos mais inesperados candidatos ao título. Apesar de afirmar que tem de olhar para os interesses da Porsche, ou seja, pontuar para ajudar no título de Construtores, ele afirma que lutará pela melhor posição, especialmente na corrida de sábado, para saber o que fazer no domingo, especialmente contra os Jaguar. 

"Esta é provavelmente a época de toda a minha carreira onde mais aprendi, sobretudo no lado emocional, mantendo-me forte nos momentos difíceis, sem nunca desistir. Aconteça o que acontecer este fim-de-semana estou orgulhoso do nosso percurso enquanto equipa e da minha evolução como piloto, mas também enquanto homem." começou por afirmar. "Não foi um ano fácil, mas demos a volta por cima com quatro vitórias nas últimas cinco corridas e quem diria que iria chegar aqui a Londres com possibilidades de ser campeão, mas agora que aqui estamos, vamos com tudo para este fim-de-semana.", continuou.

"Naturalmente sei que poderá ser necessário ter de apoiar a equipa e o Pascal, caso esteja em posição de o ajudar a ser Campeão, no entanto por agora não penso nisso. O meu foco é na corrida de Sábado, em obter o maior número de pontos, depois logo se verá onde estamos para Domingo... Será certamente um fim-de-semana de emoções, de nervos principalmente para o Nick, o Mitch e o Pascal. Do meu lado confesso que estou tranquilo e sem qualquer pressão adicional, portanto vou entrar em pista completamente ao ataque e a desfrutar o momento!", concluiu.

As corridas do fim de semana estão marcadas para as 16:45 horas, quer de sábado, quer de domingo, e serão transmitidas em Portugal pela Dazn 1 e Eurosport 2.

domingo, 30 de julho de 2023

Formula E: Cassidy foi o melhor na última corrida da temporada


O neozelandês Nick Cassidy foi o melhor na última corrida da temporada de 2023 da Formula E, realizada em Londres, neste domingo. A chuva esteve presente durante toda a tarde, levando ao adiamento da corrida por hora e meia, até a organização der bandeira verde, e acontecer uma corrida sem incidentes. Mitch Evans foi o segundo, com Jake Dennis, o campeão de 2023, a ficar com o lugar mais baixo do pódio. 

Quanto a António Félix da Costa, as consequências do que aconteceu ontem afetaram o seu estado amímico. Apenas 20º na grelha, acabou na 16ª posição. 

Com o campeonato resolvido a favor de Jake Dennis, e a pole nas mãos de Nick Cassidy, a grande novidade para esta tarde é que a pista está parcialmente molhada na parte exterior, apesar dos pneus serem para todas as superfícies e situações. Aliás, é por isso que a partida aconteceu atrás do Safety Car, pelo menos nas duas primeiras voltas.

Contudo, quando a corrida recomeçou, sem o Safety Car, a pista ainda não estava em condições para começar normalmente, porque a chuva continuava a cair de forma ininterrupta. Pouco tempo depois, Scott Elkins, o diretor de corrida, decidiu apresentar a bandeira vermelha, porque queria esperar para que a chuva passasse, julgando que passaria dentro de 10 minutos.

Na realidade... só Às 18:30 locais é que a corrida começou, hora e meia depois da prevista. Cassidy manteve a liderança perante Evans, tentando andar na pista molhada em boa parte da sua extensão, já que aqui temos a parte indoor.

Vandoorme, Bird, Di Grassi, Merhi, Sette Câmara e Félix da Costa foram os primeiros a ir ao Attack Mode logo na primeira volta, tentando ganhar posições. Na volta seguinte, Evans e Nato também iam ao mesmo lugar, com o neozelandês da Jaguar a fazer por seis minutos, mais que a concorrência. Cassidy foi ao Attack Mode na décima volta, e a tendência era de livrar dos Attack Mode o mais cedo possivel, se calhar para se precaverem para alguma interrupção mais adiante.

Cedo os dois primeiros foram-se embora do resto do pelotão, com Dennis em terceiro, e Nato em quarto, os carros aguentavam-se bem no piso molhado, e com os pilotos a portarem-se bem, porque queriam, acima de tudo, correr.

E a partir daqui, foi um duelo à distância entre os dois primeiros, com o maior duelo a acontecer entre os... outros dois pilotos da Jaguar e da Envison, Sebastien Buemi e Sam Bird. O confronto entre eles, que poderia ser importante para as contas do título de Construtores, acabou por resolver a favor do piloto suíço, e claro, da Envision. 

No final, foram adicionadas quatro voltas e o fim da corrida surgiu pouco depois, com o "top five" a ficarem inalterados: Cassidy, Evans, Dennis, o Nissan de Norman Nato e o DS Penske de Stoffel Vandoorne. Buemi e Bird foram sexto e sétimo e a fechar os pontos ficaram Nico Muller, Dan Ticktum e o Porsche de Pascal Wehrlein.

A temporada acaba agora, dentro de seis meses começará uma nova. 

sábado, 29 de julho de 2023

Formula E: Evans foi o melhor na primeira corrida de Londres


Mitch Evans foi o vencedor da atribulada primeira corrida da Formula E em Londres, que aconteceu neste sábado. O piloto da Jaguar levou a melhor sobre o Andretti de Jake Dennis e o Envison de Sebastien Beumi, Dennis que conseguiu safar-se de todas confusões na pista, conseguiu tornar-se campeão do mundo, graças ao acidente e consequente desistência de Nick Cassidy. 

Quanto a Félix da Costa, o piloto da Porsche cortou a meta em posição ao pódio depois de ter saído de 17º, numa corrida onde Pascal Wehrlein foi atirado para o muro graças ao toque do McLaren de René Rast. Mas depois de cortar a meta, a organização penalizou-o com três minutos por causa de uma interferência de ordem técnica. 

Com 36 voltas previstas para esta corrida de sábado, e oito minutos de energia que os pilotos poderiam dividir irmãmente ou com seis minutos para um, dois para outro, a corrida tinha pontos de interesse, especialmente a luta pelo título entre Cassidy e Dennis, o mais regular ao longo da temporada.  

No arranque, Cassidy aguentou o primeiro lugar enquanto Buemi passou para o segundo posto, à frente de Dennis que não evitou alguns contactos com outros pilotos. Quanto a Félix da Costa, este fez um excelente arranque e já era 15º no final da primeira volta. Já Evans tentava recuperar lugares e era quinto, com Dan Ticktum a cair do quarto para o sexto posto. Tictkum tratou de recuperar o quinto posto, com Evans a regressar ao sexto lugar.

As passagens pelo Attack Mode começaram cedo, na terceira volta, mas apenas para os homens na segunda metade do pelotão, exceto Stoffel Vandoorne, que era nono no seu DS Penske. Duas voltas depois, dois incidentes separados causa a desistência de Jean-Eric Vergne e Robin Frijns, enquanto Cassidy passava pelo Attack Mode e mantinha -se na frente, imperturbável, seguindo um guião para ver se tinha chances de título.

Contudo, a meio da corrida, o desastre. E pior: causado... pelo seu companheiro de equipa. Na volta 19, depois da primeira entrada do Safety Car, Cassidy é tocado por Sebastien Buemi, que destrói a sua asa frontal e o obriga a ir às boxes e a cair para o fim do pelotão. Acabaria por desistir, furioso com o que tinha acontecido.

Na parte final, o Safety Car entra na pista por causa de dois incidentes separados. O primeiro, quando Sacha Fenestraz não consegue parar na zona do Attack Mode e sobre na traseira do carro de Sergio Sette Câmara, enquanto noutra parte na pista, René Rast empurrou o carro de Pascal Wehrlein para a barreira de proteção, com o alemão a perder posições, ficando de fora dos pontos.

Os carros andavam atrás do Porsche de Bruno Correia, contudo, a quatro voltas do fim, o carro de Sérgio Sette Câmara parou na berma e os organizadores decidiram mostrar a bandeira vermelha, alegando que precisavam de tempo para reparar as barreiras de proteção. Os carros foram recolhidos às boxes, e a corrida recomeçou depois das 18 horas.  

No regresso, René Rast, Max Gunther e Pascal Wehrlein foram para o fundo da grelha, com o piloto português a subir para terceiro. Contudo, os dois primeiros tinham um problema: ainda não tinham ido ao Attack Mode pela segunda ocasião! 

Dennis era quarto, quando a corrida recomeçou, com os dois primeiros a irem ao Attack Mode, com Buemi a cair para quarto, e Evans a ser pressionado por Felix da Costa e Dennis, quando a organização a acrescentar mais uma volta. Mas Buemi é "encaixado" por Norman Nato na entrada do pavilhão, causando um engarrafamento. A uma volta do fim, nova bandeira vermelha. 

A corrida recomeçou alguns minutos depois, com os três primeiros a manterem o ritmo, mesmo com mais uma volta acrescentada pela organização. 

No campeonato, Dennis comemora com 213 pontos, contra os 179 de Mitch Evans e os 171 de Nick Cassidy. A Formula E termina amanhã o campeonato. 

quinta-feira, 27 de julho de 2023

Formula E: Félix da costa quer ajudar a alcançar o título de Construtores


A Formula E termina neste final de semana com uma jornada dupla em Londres, no Excel Center. Com uma luta a dois entre Jake Dennis, que lidera o campeonato com 195 pontos, mais 24 que Nick Cassidy, da Envision, António Félix da Costa está afastado desta luta, com os seus 93 pontos e o sétimo lugar da classificação. 

Contudo, antes da corrida, disse o que espera desta jornada dupla:

"Para descrever esta temporada teria de escrever um livro. Começamos a temporada de forma gradual, depois respondi da melhor maneira com pódios e uma vitória, mas alguma falta de consistência não me permitiu estar na luta do campeonato, no entanto sinto que todos estes obstáculos me tornam sempre mais forte como piloto.", começou por afirmar. 

"Este fim-de-semana o objetivo é claro, tanto eu como Pascal e toda a equipa queremos trazer o título de equipas para a Porsche. Temos 14 pontos de desvantagem para a Envision, portanto é recuperar pontos na corrida de Sábado, e depois no Domingo dar tudo para alcançar este feito, que seria especial por ser o primeiro para a Porsche. Vamos atacar, dar tudo e acreditar que somos capazes, esta é a mentalidade desta grande marca que é a Porsche", declarou, no comunicado de imprensa da equipa alemã.

No Sábado, o dia da primeira corrida, começa com sessão de treinos livres, seguida da qualificação. Da parte da tarde, a partir das 16:50, a prova começa, com transmissão em direto no Eurosport 2 e também na Eleven 2. No Domingo a dose se repete, com nova qualificação, seguida da corrida, novamente, com transmissão em direto na Eleven 3 e Eurosport 2, a partir das 16:50.

domingo, 31 de julho de 2022

Formula E: Di Grassi foi o melhor na segunda corrida de Londres


Lucas di Grassi foi esta domingo o melhor na segunda corrida em Londres, dando mais uma vitória à Venturi. O piloto brasileiro superou Jake Dennis e o neerlandês Nyck de Vries. Stoffel Vandoorne foi o quarto, mas o facto de ele ter sido o único dos da frente a pontuar significava que tinha uma mão e meia no troféu de campeão. Quanto a António Félix da Costa, voltou a pontuar na quinta posição. 

Na partida, Jake Dennis aguentou as investidas de Lucas di Grassi, enquanto Antonio Giovinazzi aguentou as de Felix da Costa, enqanto atrás, Oliver Rowland sofria um acidente e com danos, foi para as boxes e parar de vez.

Na segunda volta, Vergne ficou parado na pista, depois de ter batido no muro. A sua posição foi o suficiente para que o Safety Car fosse chamado para a pista. Outro que também saia da corrida era o Dan Ticktum, que parou o seu carro numa das escapatórias do traçado londrino. 

A prova recomeçou quando faltavam 36 minutos para o final, e o primeiro a ir ao Attack Mode foi Nyck de Vries, que era quinto, tentando apanhar o DS de Felix da Costa. A seguir veio Sebastien Buemi, o sexto, mas a ação acontecia mais a frente, quando Felix da Costa tentou passar Giovinazzi e acabou por ser ultrapassado por De Vries. Na volta seguinte, ele foi ao modo de ataque, mantendo-se em quinto.

A corrida do italiano foi perturbada quando os comissários o penalizaram por excesso de uso de energia, caindo no pelotão, enquanto na frente, Dennis ficava confortável, distanciando-se de Di Grassi, que por sua vez, estava longe de De Vries e Felix da Costa, que lutavam pelo terceiro posto. A 25 minutos do final, o português voltou ao terceiro posto, passando o neerlandês da Mercedes.

Entretanto, Di Grassi tinha ido ao Attack Mode e ficou na traseira de Dennis, mas o britânico conseguiu resistir ao assédio do brasileiro da Venturi. Atrás, Felix da Costa tinha ido de novo ao Attack Mode e perdia o terceiro posto para De Vries, ao mesmo tempo que tinha a companhia de Mitch Evans, da Jaguar. Entretanto, Dennis foi de novo ao Attack Mode e perdia o comando para o brasileiro. Atrás, Felix da Costa não resistiu aos ataques de Evans e ficou com a quarta posição.

A 16 minutos do final, foi a vez de Di Grassi de ir ao Attack Mode e passou a pressionar Jake Dennis, mas o britânico defendia-se bem. Atrás, Stoffel Vandoorne, que era sexto, ia para o Attack Mode para tentar apanhar Felix da Costa. O belga conseguiu apanhá-lo e passá-lo, ainda no tempo de duração do Attack Mode. Na frente, Dennis aguentava Di Grassi na luta pela liderança.

A pouco mais de oito minutos, Jake Dennis foi para a sua última ativação do modo de ataque, sendo passado por Di Grassi, que por sua vez, era ameaçado por Nyck de Vries. Os três estavam afastados mais ou menos afastados, e provavelmente, o britânico não iria conseguir recuperar o comando.

Na parte final, Mitch Evans falhou a travagem a uma das chicanes, porque o seu Jaguar tinha ficado sem potência. Lucas Di Grassi caminhou para a vitória, enquanto Dennis segurava De Vries no segundo posto, subindo ao pódio pela segunda vez seguida, enquanto Vandoorne, com o seu quarto posto, era virtualmente campeão, na frente de Felix da Costa. 

No campeonato, Vandoorne tinha 185 pontos, contra os 149 de Evans, os 144 de Mortara e os 128 de Vergne. Aliás, o belga foi o único dos quatro primeiros a pontuar neste domingo em Londres. A Formula E agora rumará à Ásia, onde se estreará em Seul no fim de semana de 13 e 14 de agosto.    

sábado, 30 de julho de 2022

Formula E: Jake Dennis foi o melhor na primeira corrida de Londres


O britânico Jake Dennis foi o vencedor da primeira corrida de Londres, que aconteceu nesta tarde no ExCeL de Londres, o recinto indoor da capital britânica. Ele, piloto da Andretti, conseguiu superar Stoffel Vandoorne, da Mercedes, aguentando os ataques da parte do piloto belga que aconteceram ao longo da corrida. Nyck de Vries foi o terceiro, na frente de Nick Cassidy, da Envision. Quanto a António Felix da Costa, de 11º na grelha, terminou novamente nos pontos, ao ser sétimo.

Na partida, Dennis manteve o primeiro posto, seguido por Vandoorne, enquanto mais atrás, Sam Bird e Ediardo Mortara se envolveram num acidente, com o suíço a ficar sem a asa dianteira, enquanto o britânico abandonava a prova. Quem também se envolvia no incidente foi Jean-Eric Vergne, mas ele pode seguir.

Lucas di Grassi foi o primeiro a ativar o seu modo de ataque, enquanto continuavam os toques. O brasileiro tocava a traseira de Oliver Rowland, com o piloto da Venturi a danificar a asa dianteira. Frijns foi o segundo a ir ao modo de ataque, seguido por Buemi e Gunther, este último tentava apanhar Nick Cassidy. Atrás, Felix da Costa também ia para o Attack Mode, caindo para 11º.


Na frente, Dennis aguentava os Mercedes, que também estava em modo de ataque, com De Vries a passar Sergio Sette Câmara para ser terceiro. Contudo, a passagem pelo Attack Mode não resultou em alterações nos três primeiros. 

Quando faltavam cerca de 25 minutos para o final, alguns pilotos passaram para o segundo modo de ataque, um deles Felix da Costa, que tentava subir posições. Conseguiu passar Lotterer e foi atrás de Frijns, que o passou quando faltavam 20 minutos. Quem foi logo a seguir ao Attack Mode foi Nyck de Vries e Sergio Sette Câmara, que o seguia como sombra. Enquanto AFC passava Frijns, Rowland encostava às boxes e dava o dia por terminado, sendo a segunda desistência da corrida.

Acabados os modos de ataque entre os pilotos da frente, Dennis tinha mantido a liderança para Vandoorne, com este atrás dele para esperar por uma boa oportunidade para o passar. Atrás, Evans tinha passado Felix da Costa para ser oitavo, e pouco depois, Nick Cassidy, com o seu Attack Mode ativado, passou Oliver Askew para ser quinto e depois, apanhou Sette Câmara para ser quarto. 

Na parte final da corrida, o piloto brasileiro perdia posições para ver se conseguia chegar ao final com energia nas suas baterias. Era oitavo a quatro minutos do final, enquanto a direção de corrida penalizava Di Grassi pela colisão que tinha causado no início da corrida. 

No último minuto, Felix da Costa passou Sette Câmara, que ficava sem energia, enquanto na frente, Cassidy atacava De Vries para tentar ser terceiro. Apesar dos ataques do piloto neozelandês da Envision, De Vries resistiu e ficou com o lugar mais baixo do pódio. Na frente, Jake Dennis conseguiu a vitória, na frente de Stoffel Vandoorne.

No campeonato, Vandoorne lidera com 173 pontos, contra os 149 de Mitch Evans e os 144 de Eduardo Mortara, que não pontuou. Felix da Costa tem agora 106 pontos e subiu para quinto na geral. 

A segunda corrida do campeonato acontecerá amanhã.

quinta-feira, 28 de julho de 2022

Formula E: AFC confiante para Londres


Com o fim de semana duplo de Londres à vista, o objetivo de António Félix da Costa neste final de temporada é o de acabar em alta o campeonato, agora que faltam quatro provas para a sua conclusão. Sexto no campeonato, com 100 pontos, o piloto de Cascais gostaria de repetir na capital britânica o que conseguiu em Nova Iorque, mas reconhece que este é um pelotão muito equilibrado.

“[Prevejo] um equilíbrio muito grande. Todas as equipas têm evoluído muito, já com um grande conhecimento dos atuais carros da geração 2 da Fórmula E. Como tal para estarmos na frente temos de potenciar ao máximo o nosso carro e estar muito concentrados, pois é nos detalhes que se faz a diferença. Estamos num bom momento e parto para este fim-de-semana com o objetivo de voltar a estar competitivo e na luta pelos lugares do pódio”, afirmou o piloto da DS Techeetah.

As corridas no sábado e domingo, no ExCeL London, acontecerão pelas 15 horas e serão transmitidas pela Eleven Sports 3 e pela Eurosport 2.

domingo, 5 de dezembro de 2021

Youtube Formula E Video: Formula E Unplugged, episódio treze

Prosseguindo com a série "Formula E Unplugged", no episódio 13, a caravana da Formula E continua em Londres para a segunda corrida do final de semana. E ali, eles falam com os pilotos da NIO, Oliver Turvey, e Tom Blomqvist, dois britânicos de origens diferentes - um é de Cambridge, o outro é o filho de Stig Blomqvist, lenda dos ralis - sobre a maneira coo tentam ir para além os seus limites, e os da equipa.

E claro, mais alguns momentos da segunda corrida londrina.