Mostrar mensagens com a etiqueta Atletismo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Atletismo. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 27 de abril de 2026

A imagem do dia


A vida pós-Formula 1 de Sebastian Vettel está a ser interessante. O piloto alemão, ex-Red Bull, ex-Ferrari e ex-Aston Martin, decidiu ir correr a maratona de Londres, e aos 38 anos - fará 39 em julho - conseguiu um tempo interessante de duas horas, 59 minutos e oito segundos. Para um ex-piloto, do qual se calhar deve se preparar para uma maratona deste tipo há pouco mais de um ano, é um feito, do qual se deve dar os parabéns. Especialmente no dia em que foi batido o recorde mundial da maratona, num tempo abaixo das duas horas de corrida, pelo queniano Sabastian Sawe.

Contudo, o feito que o tetracampeão do mundo tem de ser aplaudido, porque - pelo menos, quem corre a maratona de Londres sabe - ele, sendo amador, fez por uma causa: a Brain & Spine Foundation, uma organização não-governamental que reúne fundos para a pesquisa para o tratamento e cura de lesões cerebrais e na espinal medula. E como todos podem ver da fotografia, Vettel não parece que esteja muito cansado do seu feito. Aliás, houve muita gente que afirmou que Sebastian parece estar a mostrar-se de forma muito... descontraída, parecendo mais ser um maratonista de domingo que alguém que se preparou para uma coisa destas. 

Primeira coisa interessante: mais de 1,1 milhões de pessoas se inscreveram para a edição de 2026 desta maratona de Londres, um recorde. 

E mais interessante foi o que fez a revista Motorsport: resolveu medir os seus "splits" (passagens) em dez, a cada cinco quilómetros, e verificou que foi consistente: os seus tempos andaram entre os seis minutos e 37 segundos e os seis minutos e 50 segundos. É obra, porque não se esforçou nem sentiu cansaço, teve "endurance". Todos os pilotos são competitivos por natureza, e mesmo numa modalidade diferente, mesmo sem qualquer tipo de pressão, esse instinto veio ao de cima. 

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Extra-Campeonato: os ídolos caidos destes dias

Todos nós temos um lado negro, do qual depende de nós controlá-lo. Nem todos conseguem, e espera-se que esse demónio não cause muito mal a nós mesmos e aos outros que estão à nossa volta. Só que nem isso  é conseguido, e muitas das vezes, quando se atravessa uma linha vermelha, os estragos podem ser irreversíveis, sem hipótese de redenção. Os desportistas são provavelmente das pessoas mais pressionadas - ou estão mais sujeitas a extremos - quer físicos, quer psicológicos. A obsessão de ganhar, por vezes, leva a extremos, do qual nem todos aguentam. E também fazem despertar o seu pior de si.

Em pouco mais de um mês vimos a queda de dois ídolos: Lance Armstrong e Oscar Pistorius. O ciclista americano, que superou um cancro nos testículos para vencer sete Voltas a França seguidas, afinal, construiu toda a sua carreira à volta de um esquema ambicioso de "doping" sanguíneo, do qual confessou a Oprah Winfrey, num programa de televisão de grande audiência. E esta quarta-feira, Dia de São Valentim, a África do Sul acordou chocada com a noticia de que o atleta de 26 anos, duplo amputado das pernas, tinha matado a sua namorada, Reeva Stenkamp, de 29 anos.

E nos dias que se seguiram, descobriu-se um lado desconhecido de um atleta que lutou arduamente para que fosse aceite para correr nos Jogos Olímpicos, mesmo sendo duplo amputado: obcecado com armas e com um historial de violência doméstica. E as circunstâncias da morte da sua namorada demonstram essa violência: primeiro, espancada com um bastão de cricket, depois atingida com quatro tiros de uma pistola de 9 milimetros, quando esta se trancou na casa de banho da sua casa.

Muito provavelmente, tudo isto aconteceu num momento de fúria incontrolável do atleta, demonstrando o lado escuro deste ser humano que, indelevelmente, surgiu como um choque para todos nós. Mas os sinais estavam lá há muito tempo: numa das suas entrevistas, Pistorius - que a imprensa o alcunhou de "Blade Runner", devido às suas próteses - tinha dito que praticava tiro quando "ficava sem sono" e dormia com uma pistola de nove milímetros ao seu lado. Havia também uma pistola-metralhadora debaixo da janela da sua casa e bastões, um deles o tal de cricket, que haveria de a matar. E a sua aparente paranóia foi manifestada noutra entrevista, quando - alegadamente por ter ouvido um ruido estranho - saltou da cadeira e pegou numa pistola, agachado, procurando por um eventual intruso.

Que a Africa do Sul é um país violento, isso já se sabe. Mas Pistorius vivia num condomínio fechado de Joanesburgo, cercado por muros altos e cerca electrificada e vigiado por guardas, o que daria uma segurança grande. Logo, a ideia de que ele confundiu a sua namorada por um ladrão, como disse inicialmente, está cada vez mais a cair por terra. Esta terça-feira, o dia em que a sua namorada irá ser cremada, em Port Elizabeth, ele tentará convencer o juiz de que quer aguardar o julgamento em liberdade, sob uma elevada fiança.

A história - chocante - de Pistorius faz-me pensar sobre a razão pelo qual termos ídolos no desporto. Na minha opinião, irá sempre depender de como os olhamos para eles. Muitos fazem porque é algo que representa aquilo que queríamos ser e não fomos. Porque olhamos para eles para nos superarmos quando estamos em baixo de forma e queremos dar a volta por cima. Porque eles representam o nosso país, região, clube numa manifestação nacionalista, por vezes, quase irracional. E acima de tudo, porque representa o melhor de nós, seres humanos.

Só que há um problema: eles não são deuses ou ídolos sem falhas. São tipos muito bons na sua área, do qual ganham milhões com isso. E eu fico com a ideia de que são tratados como tal. O melhor exemplo são os que morreram cedo demais, como Ayrton Senna ou Gilles Villeneuve. Muitos os tratam hoje em dia como se fossem semi-deuses, muitas das vezes apagando das suas mentes as falhas e os seus erros, que cometeram. Ou então, sabem transformar as derrotas em vitórias. Acho que em muitos aspectos, a idolatria existente aos desportistas não vêm deles, mas parte de nós, pelas razões que expliquei acima. 

E quando se descobre que os seus ídolos têm pés de barro, o choque e a tristeza são grandes. Exemplos não faltam: na minha adolescência, lembro da novela que foi a decadência de Diego Maradona, com a sua dependência de cocaína e as suas suspensões do futebol, antes de conseguir reabilitar-se. Mas houve outros que não conseguiram ou não estão a conseguir, como Garrincha e George Best, destruídos pelo álcool, ou Paul Gascoigne, que aos 45 anos, passa por mais uma crise devido à sua dependência à bebida. Provavelmente, se chegar vivo aos 50 anos, será um milagre.

No final, toda esta gente não passa de seres humanos com talento. E que são capazes de terem falhas, algo que muitas das vezes não queremos aceitar. Mas uma coisa é ser segundo classificado numa corrida, outra coisa é espancar a tua cara metade e depois abatê-la a tiro, num acesso de fúria. E sobre isso, terá o resto da vida para pensar sobre a atitude irreflectida que tomou. E muito provavelmente, atrás das grades.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Na sua nova vida, Alex Zanardi vence a Maratona de Nova Iorque

Depois de ter deixado de lado os automóveis, Alex Zanardi agora tem outro objetivo: ir aos Jogos Paralimpicos de Londres, em 2012. E para isso, tem-se treinado com afinco na modalidade de "handcycle", onde os atletas têm de pedalar com as mãos. E o ex-piloto nascido há 45 anos em Bolonha tem vindo a conseguir alguns bons resultados, um deles aconteceu este domingo, na Maratona de Nova Iorque.

Zanardi, que perdeu as pernas na oval de Lausitzring há dez anos, após uma colisão com o carro de Alex Tagliani, cruzou a meta na primeira posição da sua categoria, com o tempo de uma hora, treze minutos e 58 segundos, dois minutos à frente do polaco Rafal Wilk, e oito minutos ma frente do terceiro classificado, o francês Ludovic Narce. E cada vez mais mostra-se que deseja conquistar a medalha de ouro na categoria.

P.S: O Dias Rafael, do Area de Escape, escreveu também sobre o feito do Zanardi em Nova Iorque, e tem lá um video dele, há uns meses, na Maratona de Veneza. Este tipo já é um vencedor há muito tempo, mas a maior vitória de todas é ver que ainda se diverte a fazer isto.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

The End: Samuel Wanjiru (1986-2011)

À medida que as horas passam, começam-se a esclarecer as circunstâncias da morte do campeão olímpico da maratona, o queniano Samuel Wanjiru. O atleta de 24 anos foi encontrado morto no pátio sua casa, depois de ter saltado da sua varanda. Inicialmente falou-se em suicídio, mas a realidade parecer mais complexa.

Segundo a policia queniana, Wanjiru estava em Nyahururu, 150 quilómetros de Nairobi, a capital do pais, quando foi descoberto pela sua mulher na cama com outra pessoa. Alegadamente, ela fechou a porta à chave com os dois lá dentro e Wanjiru tentou sair de lá pela janela quando se desequilibrou e caiu, provavelmente de uma altura de três metros. Sob estas circunstâncias, o "suicidio" que alguns jornais decidiram colocar na noticia pode ser, na realidade, uma queda acidental. É o que dá a pressa...

Contudo, não deixa de ser uma perda irreparável para o atletismo, pois estamos a falar do atual campeão da maratona, o mais novo de sempre a conseguir tal feito, em Pequim - tinha 21 anos quando o conseguiu - e foi o primeiro queniano a conseguir tal feito. Ainda por cima, conseguiu vencer algumas das mais importantes maratonas do mundo, como Londres, Boston e Chiacago, entre outras, e provavelmente era candidato às medalhas em Londres, no ano que vêm.

Era mais um dos imensos quenianos que puluam todos os anos na cena internacional do atletismo da longa distância, mas aos 15 anos decidiu ser profissional e correr no... Japão. Aos dezoito, em Setembro de 2005, bateu o recorde mundial da meia-maratona, em Roterdão, algo que surpreendeu o mundo do atletismo. Antes, tinha batido o recorde mundial junior dos 5000 e dez mil metros. Voltou a bater o recorde em 2007, em Ras Al Khaimah, fazendo um tempo de 58 minutos e 53 segundos, e ficou com ele até março do ano passado, quando o eritreu Zersenay Tadese o bateu em Lisboa.

Por essa altura, Wanjiru tinha já conseguido a sua medalha de outro nos Jogos Olimpicos, a Maratona de Londres de 2009 e a Maratona de Chicago em 2009 e 2010. O ano passado não foi bom para ele, pois tinha sido constantemente afetado pelas lesões, mas agora parecia encarar bem a época que se seguia, bem como os Jogos Olimpicos de Londres. Contudo, o Destino não parecia estar para aí virado, e se confirmar aquilo que escrevi no primeiro parágrafo, então pode-se dizer que foi a tentação da carne que deu cabo da sua vida...

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Extra-Campeonato: Usain Bolt, o corredor sobre-humano

Definitivamente, já não tenho mais adjectivos para classificar este homem. Só digo isto: ele é o melhor de todos os tempos. E... surpresa! Não é americano. É Usain Bolt, vai fazer 23 anos no Domingo e é um Super-Homem: corre mais rápido do que o humano normal.


Ver este homem a fazer 19.19 segundos nos 200 metros, com vento contra (sim, vento contra!) e a não fazer a curva como deve de ser, como será no dia em que for um pouco mais velho, estiver no topo da forma, com vento favorável a fazer a curva de modo perfeito? Acho que cai dos 19 segundos e fica definitivamente nos livros de História.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Extra-Campeonato: Uma medalha é sempre uma medalha

Hoje à tarde era a primeira hipótese real de Portugal conquistar uma medalha nesta competição. No triplo salto, o Nelson Évora era um dos favoritos ao título. Por duas razões: era o actual campeão do mundo e claro, era o campeão olimpico. Para além disso, tinha batido o seu grande rival, o britânico Philips Idowu, por mais do que uma vez.

Vi-os, em trabalho, há mês e meio, na Taça da Europa de Atletismo. Naquele fim de semana observei-os, a quase cinco metros da minha mesa, a saltarem no concurso do triplo salto. Ambos são absolutamente contratantes: Évora é simples, calmo, acessível, simpático. E para as meninas, até é um bom partido. Idowu é outra coisa: o cabelo vermelho, os brincos um pouco por todo o lado, a maneira arrogante de falar. A unica declaração à imprensa que fez naquele fim de semana foi à BBC, e unicamente porque o homem que o entrevistou era Jonathan Edwards, o actual recordista do mundo...

A tradição nesta disciplina é que o campeão do mundo nunca revalida o seu título. Edwards tem dois títulos, mas conseguiu em 1995 e 1999, falhando em 1997. Cabia a Evora contrariar essa tradição, e tudo indicava que sim, quando fizera 17,44 metros nas qualificações. À primeira.

Hoje era o tira-teimas, mas quando Évora abre com 17,54 e Idowu 17,51, sabia-se que era uma luta a dois, e que provavelmente iria ser muito mais difícil do que o normal, se quisesse a revalidação do título. E ao terceiro salto, Idowu voa para 17,75 metros e fica com a liderança. Lá Évora tentou bater essa marca, mas para isso teria de bater o recorde nacional. Melhorou, mas não chegou.

No final, a tradição foi cumprida e Nelson Évora não conseguiu revalidar o título. Mas uma medalha é uma medalha. Quanto ao Phillips Idowu, espero que desta vez seja menos "cara de pau" e admita que teve de dar o seu melhor para conseguir batê-lo, mas duvido. Aliás, para conseguir o ouro, teve de fazer a sua melhor marca pessoal de sempre, não é? Mas uma medalha de prata não é um desprimor, é um feito! Parabens, Nelson.

domingo, 16 de agosto de 2009

Extra-Campeonato: O Super-Bolt

Para quem gosta de velocidade, como eu, ver os Mundiais de Atletismo, que começaram ontem no Estádio Olimpico de Berlim, até é algo excelente. E como é obvio, estava curisoso em ver o "Super-Bolt", e ver como correria depois dos espantosos Jogos Olimpicos de Pequeim, onde levou três medalhas de outro e três recordes do Mundo, nos 100, 200 e 4x100 metros (este último pela Jamaica)

Durante anos e anos, a velocidade sempre foi um feudo americano, com ocasiões onde se poderia interferir os seus vizinhos caribenhos como a Jamaica, Trinidad e Tobago e ocasionalmente alguém vindo das Bahamas ou uma qualquer ilhota lá perto. França, Canadá, Russia, Alemanha... essa desapareceram há muito do mapa velocipédico humano. Ocasionalmente lá aparece um britânico ou um francês, e nós já tivemos o nosso pequeno momento de glória, com o Francis Obikwelu, um nigeriano que um dia, com 16 anos, veio para Portugal e se apaixonou pelo nosso país.


Agora, nunca os americanos foram tão ameaçados como agora. Um país que teve Jesse Owens, Carl Lewis e Maurice Greene habituados a serem campeões do mundo e olimpicos, arricam a ter uma geração de atletas secundários. Tyson Gay, por exemplo, tinha tudo para suceder a essa longa linha. Só que apareceu Usain Bolt, provavelmente teletransportado do século XXII, numa máquina do tempo qualquer, e consegue tirar 16 centésimos de segundo ao recorde mais seguido e celebrado do atletismo: os cem metros planos.


No ano passado, na final olimpica de Pequim, quando Bolt tirou três segundos ao recorde, a descontração era tal que veio a gozar na parte final da corrida, antecipando as celebrações da medalha de ouro, por uma margem enooorme! E quando esse recorde fixou-se em 9.69 segundos, o seu treinador censurou-o dizendo que se estivesse concentrado o tempo todo, poderia ter baixado o recorde dos 9.60, pois tinha capacidade para tal.


Muitos não acreditaram naquilo que dizia. Outros insinuaram que aquele feito teve "ajuda", mas ele disse que não era assim, era apenas o seu metabolismo e os seus métodos de treino. E que iria provar isso na próxima competição. Essa oportunidade verificou-se hoje à noite, quando contra os americanos, Bolt tira 11 centésimos de segundo ao seu próprio recorde, fixando-o em 9.58 segundos. Parece um tempo de fantasia, conseguido apenas na Playstation. Mas não: é real, foi feito por um atleta real. E Usain Bolt, a poucos dias de comemorar 23 anos de idade, consegue definitivamente o seu lugar na história.


Os recordes vivem para ser superados, é certo. Mas será que nós viveremos para ver o sucessor de Bolt esmagar esses recordes. E outra coisa: onde é que Bolt vai deixar o seu recorde? Abaixo dos 9.50? Se assim for, só demonstra que é sobre-humano. E ainda por cima, no mesmo palco onde, 73 anos antes, Jesse Owens humilhou os nazis convencidos da sua "superioridade ariana"...

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Confesso que esta não sabia...

Ainda os Jogos Olimpicos de Pequim: quando fui ver há bocado o perfil da Maureen Maggi na Wikipédia, descobri que ela tinha sido casada com o António Pizzonia, o "Jungle Boy" (por ter nascido em Manaus, no Amazonas), e tiveram um filho juntos, a Sofia. O Luiz Fernando Ramos, vulgo o Ico, que está em Valência, a acompanhar o GP da Europa, tem um artigo onde o Felipe Massa fala sobre o salto dela, e das impressões que ficou acerca do circuito.

No final, parece que este ouro tem um pouco de gasolina e de pneu... e a filha, bom, quando crescer, quer correr como o pai ou saltar como a mãe?

Extra-Campeonato: O dia seguinte

Independentemente da nacionalidade, independentemente de gostar ou não do Desporto, independentemente de achar que os Jogos Olimpicos são ou não um grande negócio, é sempre com um sorriso nos lábios, e um certo orgulho ver alguém que se superou, para no final receber uma medalha e ouvir o hino do seu país. 12 anos depois, o meu país voltou a ouvi-lo, e foi bom. Aliás, é como diz hoje o jornal "Record" na sua capa: "Salvou a Pátria". Para mim soa a boca foleira, mas pronto...



E já agora, quero dar os parabéns aos meus amigos brazucas. Quando vi a Maureen Maggi a ganhar a final do salto em comprimento, fiquei com a sensação de que o Destino encarregou de dizer que a vencedora daquele concurso teria de falar português. Como não foi a Naide Gomes, foi ela... parabéns pessoal! Gostaria que isso apagasse os vossos desgostos do futebol, porque uma medalha é sempre uma medalha.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Extra-Campeonato: Nelson Évora de ouro

Foi há poucos minutos, mas aconteceu: o saltador Nelson Évora deu a Portugal a sua primeira medalha de ouro olimpica em doze anos. O seu salto, de 17,67 metros, é a melhor marca do ano e foi o suficiente para bater, entre outros, o inglês Phillips Idlowu (2º), e o brasileiro Jadel Gregório (7º).




Parece esquizofrénico ganharmos uma medalha de ouro, numa altura que a nessa delegação é criticada pelas altas expectativas criadas, pelas frustrações conseguidas, e pelas "desculpas de mau pagador". Por causa disso, o presidente do Comité Olimpico Português, Comandante Vicente de Moura, anunciou que se vai embora no final do mandato, pois os objectivos não foram alcançados (quatro medalhas e 60 pontos). No final, saimos com duas e 26 pontos.


Aqui, a opinião pública, que se está a marimbar-se para os outros desportos durante três anos e onze meses, mandava bocas foleiras, tipícos de desportistas de sofá, provavelmente que nunca fizeram qualquer desporto na vida. De uma certa maneira, esta medalha de ouro vai apagar (infelizmente, de uma forma muito hipócrita) muitos desses "desportistas de sofá". Estavam à espera de quê, quando se dá 15 milhões de Euros, durante quatro anos, com atletas que recebem 1500 euros por mês de bolsa? No meu país, o orçamento de uma equipa de futebol, como o F.C. Porto, ronda os 70 milhões de euros por ano...


Enfim, neste país, como de costume, passamos do oito para o oitenta, voltamos ao oito, e agora estamos de novo no oitenta. Só desejo uma coisa, para o futuro: que em 2012, tenhamos o triplo de ajudas, dirigentes mais competentes (de perferência, ex-atletas) e outro tipo de discurso. E ao Nelson e à Vanessa, muitos parabéns, pois mereceram!

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Extra-Campeonato: Lightning Bolt

Sendo eu uma pessoa que gosta de velocidade, não poderia ficar indiferente ao que se passou na madrugada de Domingo em Nova Iorque: num meeting local, o jamaicano Usain Bolt, de 21 anos, tornou-se no novo recordista do mundo dos 100 metros, com um tempo de 9,72 segundos. É um recorde estratosférico, sem dúvida!




Durante eras, Estados Unidos e Jamaica foram sempre potências na velocidade, com ocasionais interferências, vindas de vários sítios (o mais recente é o nigeriano/português Francis Obikwelu). Nos últimos tempos, os americanos viam sempre outro jamaicano, Asafa Powell, como o seu grande rival para a conquista na medalha de ouro nos Jogos Olimpicos. Aliás, nos 112 anos que esta prova tem, nos jogos Olimpicos da era Moderna, só por nove vezes (em 25 possiveis) é que o vencedor não foi americano.


O que é que isto dará nos Jogos Olimpicos, daqui a dois meses? Primeiro que tudo, um sinal: de que os americanos não terão a vida facilitada. Aliás, se antes tinham uma ameaça vinda da Jamaica, agora têm duas. E como por estes dias, a selecção americana não é tão forte assim, pois Maurice Greene já se retirou, e Justin Gatlin está suspenso por quatro anos devido ao "doping", só tem, aparentemente, Tyson Gay. E este foi o primeiro atleta que cruzou a meta depois de Bolt...


Portanto, poderemos estar presentes perante o atleta que ganhará a medalha de ouro nos 100 metros em Pequim, uma distância que, curiosamente, nenhum jamaicano conseguiu ganhar...

domingo, 9 de março de 2008

Extra-Campeonato II: Os Mundiais de Valência

Este fim de semana tivemos os Mundiais de Atletismo em Pista Coberta, que decorreram na nave Luis Puig, na cidade espanhola de Valência. Para a lusofonia, os resultados foram bons: 1 medalha de ouro, duas de prata e duas de bronze.


Para nós tugas, levamos uma medalha de ouro e outra de bronze, nos saltos. Naide Gomes saltou sete metros de compeimrimento e levou para casa a medalha de ouro, batendo a brasileira Maureen Maggi, que leva a medalha de prata, e a russa Irina Simagina, que fica com o bronze.

Entretanto, Nelson Évora, o actual campeão do mundo ao ar livre de triplo-salto, tentava também conquistar o título na pista coberta. Não o conseguiu, pois foi batido pelo britânico Phillips Idlowu, com 17,75 metros, e pelo cubano David Girat, com 17,47 metros. Em compensação, Évora ficou com o bronze, saltando 17,27 metros. Ao menos, leva uma medalha para casa...

Os brazucas, para além da prata de Maggi no comprimento, conseguiram uma medalha de bronze no salto com vara feminino, através de Fabiana Murer. Uma palavra para Maria de Lurdes Mutola. A veteranissima corredora moçambicana, campeã olimpica em Sydney 2000, está na sua última temporada competitiva. Mas não perde a sua competitividade, e conseguiu arrancar uma medalha de bronze na final dos 800 metros femininos, ganha pela australiana Tasmyin Lewis.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Impressionante... mas verdadeiro!

O ex-piloto de formula 1 Alex Zanardi anunciou hoje que irá participar no próximo mês de Outubro na Maratona de Nova Iorque.


O italiano de 41 anos, que corre na equipa BMW Itália, no campeonato WTCC, afirmou que pretende levar esta participação a sério: «Quero dizer que não pretende apenas marcar presença na partida quero também passar a linha da chegada. O meu objectivo é terminar a prova em menos de duas horas. Tenho um mês para me preparar e vou o fazer de forma séria


Alex Zanardi vai correr numa bicicleta especial, que colmatará o facto de ter perdido ambas as pernas num espectacular acidente numa prova da CART na oval alemã de Lauritzring, em Setembro de 2001. Este homem só faz bem em testar os seus próprios limites!

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Extra-Campeonato: Nelson Évora é campeão do Mundo!

O saltador Nelson Évora venceu esta tarde o concurso do triplo salto dos Canpeonatos do Mundo de atletismo, que decorrem esta semana na cidade japonesa de Osaka.


O atleta de 23 anos saltou 17,74 metros, um novo recorde nacional e a segunda melhor marca do ano, superado apenas pelos 17,90 metros do saltador brasileiro Jadel Gregório. Ele foi medalha de prata, com 17,59 metros, enquanto que Walter Davis, dos Estados Unidos, campeão do mundo em 2005, obteve o bronze, com 17,33 metros.



É a primeira medalha de ouro que Portugal ganha em mundiais de Atletismo, desde 1997, em Atenas, altura em que Carla Sacramento ganhou a final dos 1500 metros femininos.



Évora nasceu na Costa do Marfim, filho de pais cabo-verdianos, e parente distante da cantora Cesária Évora, é atleta do Benfica e naturalizou-se português em 2001. Foi campeão europeu de atletismo sub-23 e foi quarto classificado nos Europeus do ano passado na cidade sueca de Gotemburgo.