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sábado, 14 de setembro de 2024

A(s) image(ns) do dia





Por incrível que pareça, passa-se agora uma década sobre este momento do automobilismo. Na manhã de 13 de setembro de 2014, na Europa, 20 carros se alinhavam numa pista citadina, desenhada à volta do estádio Olímpico de Pequim, para uma competição que já se adivinhava, com a esperança de alguns, contra o ceticismo de alguns, e contra a hostilidade de outros.

Os automóveis elétricos existem desde a invenção do automóvel, o primeiro carro a passar dos 100 km/hora - o Jamais Contente, do belga Camile Jenatzy - era elétrico. Contudo, as limitações da tecnologia impediram que ele triunfasse, em favor dos carros com motor de combustão interna. Esta avançou, com novos materiais, e algo que foi usado inicialmente para a eletrónica - televisões, computadores pessoais - chegou à tecnologia de armazenamento de eletricidade, e no inicio da segunda década do século XXI, carros como o Tesla Model S, com autonomias de 320 quilómetros, começaram a mostrar ao mundo que o regresso dos carros elétricos era algo viável.

Com o tempo, a ideia de uma competição elétrica apareceu. E um espanhol, Alejandro Agag, decidiu que era altura de fazer uma competição dessa envergadura. A ideia era de trazer construtores, porque, ao contrário de outras competições, como a A1GP - competição onde pilotos, a representar países, corriam uns contra os outros - aqui o que importava era a tecnologia, que seria desenvolvida e depois colocada nos carros de estrada. Foi por isso que marcas como a Renault, Audi ou Mahindra se envolveram desde o primeiro dia. 

Os carros eram iguais, mas como as baterias eram de curta duração, a meio da corrida acontecia algo insólito: os pilotos saltavam de um carro para outro, carregado, e correriam de pedal a fundo, até à meta, esperando ainda ter energia para tal. Seria entretido, no mínimo. Eram aquilo que acabou por chamar de Gen1, chassis construídos pela Spark. 

Ex-pilotos de Formula 1 e jovens aspirantes foram atraídos para a competição. Entre eles, Nicolas Prost, filho de Alain Prost; Nelson Piquet Jr, filho de Nelson Piquet; Bruno Senna, sobrinho de Ayrton Senna, Lucas di Grassi, ex-piloto da Virgin; Jaime Alguersuari, ex-piloto da Toro Rosso; Nick Heidfeld, ex-piloto de Prost, Sauber e Lotus, entre outros; Takuma Sato, ex-piloto de Jordan e BAR; Jarno Trulli, ex-piloto de Toyota, Jordan e Prost (e era dono da sua própria equipa!); e uma mulher: a britânica Katherine Legge, que andou na Champcar.

O sistema de pontuação tinha diferenças em relação à Formula 1: se todos pontuavam até ao décimo lugar, quem conseguisse a pole-position tinha três pontos, e a melhor volta, dois. Mas o mais original era a participação dos espectadores: se votassem no seu piloto favorito, e este tivesse mais votos, receberia um "fanboost". E isso era o quê? Mais 30 kw de potência, por cinco segundos, suficiente para, por exemplo, passar alguém que estava na sua frente.

No final da qualificação, Prost foi o melhor na grelha, batendo Lucas di Grassi e o alemão Daniel Abt.

A corrida foi emocionante. Prost aguentou todos os ataques da concorrência, que queria o seu lugar. Mas foi na última curva da última volta que aconteceu o momento da corrida: Nick Heidfeld, que tinha chegado ao segundo lugar e começado a chegar-se à traseira do francês, atacou-o no momento decisivo. Ambos se colocaram lado a lado, queriam fazer a curva... e bateram forte. Ao ponto de Heidfeld ter batido na curva, e no impacto... o carro voou alguns metros. Apesar da espetacularidade do impacto, ninguém ficou ferido e quem aproveitou disso foi Lucas di Grassi, o terceiro, e assim herdou o lugar e acabou por ser o primeiro vencedor de uma competição elétrica. 

A acompanhá-lo foram o francês Franck Montagny e o britânico Sam Bird.

Era a primeira de 11 corridas, espalhadas pelo mundo e divididas por dois anos. Iria acabar em Londres, numa dupla corrida, mas iria viajar por lugares como Buenos Aires e Mónaco, mas deveria ter ido a lugares como o Rio de Janeiro e Hong Kong, mas no seu lugar foram a Long Beach e Moscovo.

Uma década depois, ainda continua a ter os seus detratores, mas a competição já faz parte do calendário da FIA, os carros já estão na terceira geração, e marcas como McLaren, Maserati, Porsche, Nissan estão presentes, e já lá estiveram BMW e Mercedes, entre outros. E já começaram a correr em circuitos de estrada, deixando de lado os citadinos, apesar de ainda correrem em lugares como Berlim e Mónaco. E com a tecnologia a evoluir, e coisas como o Attack Mode - mais 50 kW por alguns minutos, à escolha do piloto, dependendo da pista - a competição não deixa de ser excitante, um vislumbre das coisas que vêm aí.

Substituirá a Formula 1? Não creio que esse seja o objetivo. Contudo, o que sei é que há uma década, o seculo XXI chegou ao automobilismo.            

sexta-feira, 29 de setembro de 2023

Youtube Racing Video: O pior circuito de sempre?

Há perguntas que não tem resposta: quem foi o melhor... ou o pior piloto da história do automobilismo, o melhor circuito e o melhor carro da história. Depende do tempo, da geração, do seu domínio, da sua beleza, aqui entra tudo um pouco.

E nestas coisas, até poderia entrar um outra pergunta: qual foi o pior circuito de sempre - e não falo só de Formula 1. É o pior circuito da história do automobilismo. Existiram muitos circuitos de estrada, aborrecidos, com obstáculos, com asfalto a derreter, linhas de comboio... coisas assim.  

Mas para o Josh Revell, ele considera que uma pista urbana no centro da capital chinesa, desenhada por Hermann Tilke, é - para ele - a pior pista de sempre usada para uma prova automobilística. E no seu wideo, ele explica porquê.

Quanto a mim? Concordo que seja muito mau, mas sempre me lembro de Phoenix, de Dallas com o asfalto a derreter, ou Las Vegas, em 1981...

sábado, 14 de setembro de 2019

A imagem do dia

Parece que foi ontem, mas aconteceu há precisamente cinco anos. Todos observavam isto entre o cepticismo saudável e o torcer para que fracassasse. Mas em Pequim, vinte carros estavam alinhados para aquilo que viria ser a primeira prova de sempre da Formula E, a competição elétrica de automobilismo, tutelada pela FIA.

A Formula E foi uma ideia de Alejandro Agag que viu o que poucos tinham visto. A eletrificação chegava, velozmente, e era a altura de ter uma competição para que as marcas pudessem aderir e gastar o seu dinheiro em sistemas de propulsão elétricos, em chassis iguais e baterias semelhantes, para passar a ideia que este tipo de carros eram velozes e as corridas competitivas. Era um projeto do qual só os mais empedernidos é que acreditavam. Até os pilotos convidados tinham as suas dúvidas, especialmente quando os carros eram trocados a meio da corrida, alvo do escarnecimento dos céticos. Esquecendo-se, porém, de que eles não estavam a fazer nada mais daquilo que a Formula 1 já fez com os reabastecimentos e as trocas de pneus, por exemplo.

A corrida em si foi emocionante, e acabou com estrondo, na curva antes a meta, quando Nicolas Prost chocou com o carro de Nick Heidfeld e este último voou para as redes de proteção, felizmente, sem consequências fisicas. E claro, Lucas di Grassi entrou para a história, sendo o primeiro vencedor da prova.

Cinco anos depois, o pelotão alargou-se, as baterias são mais potentes, os carros são mais velozes, há mais corridas, mais interessados, mais marcas. Das onze presentes, oito são construtores - NIO, DS, Audi, Venturi, Nissan e Jaguar - e mais duas novas, com a entrada esta temporada da Mercedes e da Porsche. E de vez em quando, lá se fala de mais marcas como a Ford ou alguma chinesa. E o calendário alarga-se, com este ano a termos treze provas. 

É certo que as pistas são pequenas e todas citadinas, e colocando esses carros contra uns Formula 1, perderão sempre. Mas pedir aos Formula E que sejam exatamente como os Formula 1 é ainda pedir muita coisa, e ainda por cima, o que se quer é o desenolvimento de uma tecnologia que depois se colocará nos carros de estrada, é como pedir tudo já. Vai levar o seu tempo, e também não é o conceito da Formula E.

Mas ver esta quantidade de construtores e a sua crescente popularização já é uma vitória e para Agag, mostrou que valeu a pena apostar na ideia.

sábado, 24 de outubro de 2015

Youtube Motorsport Electric Race: A corrida de Pequim na integra


Esta sábado de manhã começou com a etapa inaugural da Formula E. Para quem não viu a corrida por algum motivo, eis os videos da prova chinesa, caso queiram ver enquanto esperam para saber se teremos a qualificação do GP dos Estados Unidos...

Para quem já viu, recordo que Sebastien Buemi foi o grande vencedor desta corrida, na frente de Lucas di Grassi e Nick Heidfeld.

Youtube Motorsport Weirdness: O gato na pista de Pequim

Toda a gente fala que a Formula E é uma competição silenciosa, e claro, tem os seus apoiantes e detractores. E esse silêncio é uma novidade tão grande... que os animais ainda não se habituaram! Daí o aparecimento deste gato no meio da pista, esta manhã, durante a corrida de Pequim. Felizmente, nem o "ruivo", nem os pilotos saíram prejudicados deste incidente.

Formula E: Buemi domina em Pequim

A nova temporada da Formula E começou neste sábado de manhã em Pequim com o domínio do e.dams de Sebastien Buemi, que fez o "triplete" ao conseguir não só vencer, como também de fazer a pole-position e a volta mais rápida. Lucas di Grassi , no seu Abt, e Nick Heidfeld, no seu Mahindra, ficaram com os restantes lugares do pódio, enquanto que António Félix da Costa ficou pelo caminho, depois de bater em Jacques Villeneuve.

O fim de semana chinês começou com 18 dos vinte carros presentes, dado que a Trulli GP acabou por não alinhar por causa da burocracia. Alguns dos componentes ficaram retidos na alfândega chinesa, e apesar dos esforços para serem desbloqueados, este não foram a tmepo das verificações técnicas, logo, os carros guiados por Salvador Duran e Vitantonio Liuzzi viram a sua estreia adiada para a corrida seguinte, em Putrajaya.

Nos treinos livres, via-se que os e.dams vinham logo ao que iam fazer, e era logo o dominio: Sebastien Buemi ficou com a pole-position, e o seu companheiro de equipa, Nicolas Prost, ficou com o segundo posto, monopolizando a primeira linha da grelha de partida. E também foram os unicos a irem para a "superpole", para além de Lucas di Grassi e Nick Heidfeld, e o Virgin de Jean-Eric Vergne. António Félix da costa apenas conseguiu o 16º tempo no seu Aguri, na frente de Nathanel Berthon, enquanto que o atual campeão, Nelson Piquet Jr, era o último, a mais de três segundos do "poleman".

A corrida começou com Nicolas Prost a largar melhor, mas o suiço ganhou a posição na primeira curva, começando então a distanciar-se da concorrência. Heidfeld conseguiu ficar com o segundo posto, na frente de Prost qenquanto que atrás, Félix da Costa começou a recuperar posições, chegando depois ao nono posto.

Na volta 3 acontece a primeira desistência, quando a suiça Simona de Silvestro despistou-se com o seu Andretti, mas não se decidiu colocar as bandeiras amarelas. Com a troca de carros, a meio da corrida, Buemi não perdeu o comando, mas o português da Aguri perdeu quando demorou na troca de carros. Quando voltou à corrida, colidiu com Jacques Villeneuve, na volta 15, obrigando à entrada do Safety Car. 

Com o regresso da bandeira verde, Prost conseguiu passar Heidfeld para o terceiro posto, mas a duas voltas do fim, a sua asa traseira quebra-se e é obrigado a ir às boxes. No final, Heidfeld conseguiu segurar o terceiro posto face aos ataques de Loic Duval e Jerôme D'Ambrosio. Oliver Turvey foi o sexto, na frente de Sam Bird, Nathanel Berthon, Daniel Abt e o holandês da Andretti, Robin Frijns.

Buemi comanda o campeonato com 25 pontos, contra os 18 de Lucas di Grassi e os 15 de Nick Heidfeld. Agora, a Formula E volta a correr dali a duas semanas, desta vez em paragens malaias.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

A imagem do dia (II)

Na véspera da primeira corrida do ano, em Pequim, só a Formula E poderia juntar quatro sobrenomes famosos do automobilismo: Senna, Prost, Piquet e Villeneuve. Três filhos e um sobrinho, e um deles campeão do mundo.

Veremos o que farão nesta temporada.

A imagem do dia

No inicio de mais uma nova temporada da Formula E, amanhã em Pequim, eis o retrato de familia dos pilotos que vão participar nesta competição.

Trulli não corre em Pequim... por causa da burocracia

A primeira corrida da Formula E, em Pequim, terá apenas 18 carros a alinhar na corrida chinesa. É que a Trulli GP, a equipa de Jarno Trulli, não alinhará no evento devido a... razões burocráticas. Os atrasos na alfandega chinesa de alguns dos seus componentes, como a unidade de energia, fizeram com que esta pedisse tempo à organização, para que pudessem desbloqueá-las, mas como não conseguiram fazer antes dos treinos livres de hoje, a organização da Formula E não teve outra chance senão excluir os carros guiado por Salvador Duran e Vitantonio Liuzzi.

Assim sendo, a estreia dos carros italianos acontecerá apenas na segunda corrida do ano, em Putrajaya, que acontecerá a 7 de novembro.

Este contratempo é o mais recente de uma equipa que teve uma pré-temporada caótica, pois devido a problemas nas suas unidades de potência, nos testes de Domington Park, durante o mês de agosto, não conseguiu marcar qualquer tempo.

sábado, 13 de setembro de 2014

Formula E 2014-15: Ronda 1, Pequim

É uma sensação única estar a ver pela primeira vez algo totalmente diferente do automobilismo. É certo que os carros elétricos andam por aí há relativamente pouco tempo, mas ver uma competição dedicada a eles, com a chancela da FIA, é algo totalmente novo. E foi nas ruas à volta do Estádio Olímpico que começou esta nova aventura automobilística, do qual muitos torcem o nariz, mas muitos outros decidiram ver por curiosidade. E essa curiosidade foi tal que o sitio da Formula E colapsou nos primeiros minutos, de tanta procura. E já era madrugada na Europa!

Na Formula E, ao contrário da Formula 1, tudo acontece num só dia: os treinos livres, a qualificação e a corrida. esta têm pouco tempo, vai durar apenas 45 minutos, com uma troca de carros pelo meio. E ainda têm um Fan Boost, que dá aos pilotos um incentivo extra por parte dos seus fãs. Em suma, a Formula E quer trilhar um caminho bem diferente, não quer imitar ninguém. E isso poderá ser aquilo que garantirá a sua sobrevivência e posterior crescimento.

Os treinos livres mostraram que os pilotos da Abt e da e.dams estavam melhor preparados do que os outros, mas Bruno Senna, por exemplo, teve sempre as suas oportunidades de melhorar bloqueadas por causa de outros pilotos que estavam parados no caminho. E na qualificação, as coisas correram-lhe mal, ao não conseguir marcar qualquer tempo. em contraste, Nicolas Prost conseguiu ser o primeiro "poleman" da categoria, com Lucas Di Grassi ao seu lado. Daniel Abt e Karun Chandhok ficaram com a segunda fila, enquanto que Franck Montagny e Jaime Alguersuari ficaram com a terceira. Mas três pilotos não conseguiram marcar tempo por causa de problemas nos seus carros: Bruno Senna, Stephane Sarrazin e Jarno Trulli, o piloto e proprietário da sua equipa.

Quanto às mulheres, Katherine Legge foi melhor do que Michela Cerruti, mas ambas ficaram a mais de três segundos do melhor tempo.

Antes de começar a corrida, outros três pilotos tiveram problemas com as suas caixas de velocidades e foram penalizados: Cerruti, Sebastien Buemi e o chinês Ho-Pin Tung. E os problemas que tiveram Trulli e Tung foram impeditivos de alinharem na corrida.

A corrida começou com Prost a sair melhor, seguido por Di Grassi e Abt, enquanto que Heidfeld passou Chandhok. A corrida de Bruno Senna acabou na terceira curva quando a sua suspensão quebrou, vitima de um toque. No final da primeira volta, apenas 17 carros estavam a correr, e a posição de Bruno Senna na pista fez com que o Safety Car entrasse em pista.

As coisas duraram três voltas, e a corrida arrancou na quinta volta, com Prost, Di Grassi e Abt, a aguentar os ataques de Heidfeld. No meio do pelotão havia várias trocas de posição, mas na frente estava tudo calmo até à 14ª volta, altura em que aconteceu o momento mais esperado, com a troca de carros.

Nisso, Prost conseguiu manter a liderança, mas Heidfeld foi bem melhor, conseguindo ser o mais veloz e passar os carros da Abt, ficando com o segundo posto. O alemão ainda caiu mais um lugar, quando Franck Montagny ficou com o quarto posto.

A partir de então, Heidfeld começou a atacar Prost, num grupo que ainda tinha Di Grassi e Montagny, que abriam para o quinto classificado, que era Abt. Nas duas últimas voltas é que a corrida se tornou excitante, quando o alemão atacou a liderança de Prost e tentou assaltar a liderança na última curva. O francês fecha a trajetória, tentando intimidá-lo, mas ambos acabam por tocar-se, com o piloto da Venturi a voar e a acabar no muro, capotando. O acidente foi espectacular e aparatoso, mas o alemão saiu do carro ileso.

Com isto, Lucas di Grassi foi o inesperado vencedor da primeira corrida de sempre de carros elétricos, com Franck Montagny no segundo lugar, e Daniel Abt a cruzar no terceiro lugar. Mas pouco depois, o alemão foi penalizado e o terceiro posto ficou para o Virgin de San Bird. Charles Pic foi o quarto e Karun Chandhok o quinto. Já Nelson Piquet Jr. não conseguiu mais do que o nono posto final.

Após a corrida, os comissários decidiram penalizar Prost com dez posições na grelha para a corrida na Malásia, devido à sua manobra arriscada. e há quem diga que isso foi uma penalização ligeira...

No final, Di Grassi deu ao Brasil a sua primeira vitória na Formula E. A corrida, apesar de ser curta, teve o seu interesse, embora não se tenha visto muitas ultrapassagens. Mas foi a primeira corrida de um novo conceito de automobilismo que poderá marca toda uma geração. A ver, vamos, porque a próxima corrida só acontecerá dentro de dois meses.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Noticias: Leimer e Pic vão correr na Formula E em Pequim

A três dias do inicio da primeira corrida de automóveis elétricos em Pequim, já saiu a lista definitiva dos pilotos que não correr na jornada inaugural desta nova competição. E há duas novidades: o francês Charles Pic vai ficar com a segunda vaga na Andretti, enquanto que na Amlin Aguri, o suiço Fabio Leimer substituirá o português António Félix da Costa, que correrá no DTM este fim de semana, em Lausitzring.

Pic, de 24 anos (nascido a 15 de fevereiro de 1990), teve duas temporadas na Formula 1, em 2012 e 2013, primeiro pela Marussia e depois pela Caterham, nunca tendo pontuado em ambas as equipas. Atualmente, é um dos pilotos de reserva da Lotus. Já Leimer, de 25 anos (nascido a 17 de abril de 1989), é o atual campeão da GP2, mas ainda não teve a chance de correr na Formula 1. Atualmente, corre na Rebellion Racing, na Endurance.


quinta-feira, 13 de março de 2014

Formula E: Divulgado o circuito de Pequim

A Formula E prepara-se para a sua primeira época. E a seis meses da primeira corrida, em Pequim, foi hoje divulgado o desenho do seu circuito urbano, que será à volta do complexo olímpico que recebeu os Jogos de 2008, e será corrido no contrário contrário dos ponteiros do relógio. Para além disso, terá quatro chicanes, e umas boxes com um percurso em forma de "U".

"A inauguração do circuito de Pequim hoje marca uma momento muito especial na evolução do campeonato da Formula E da FIA", começou por afirmar Alejandro Agag, o diretor-executivo da categoria. "Agora, as pessoas podem visualizar onde tudo vai começar para a primeira corrida de carros totalmente elétricos do mundo. Temos a certeza de que será um espetáculo incrível", concluiu.

A corrida acontecerá a 13 de setembro.  

domingo, 10 de outubro de 2010

É a feijões, mas...

...o homem tem talento, isso devemos reconhecer. O fim de semana chinês teve um pouco de tudo para Alvaro Parente, onde fez a pole-position e parecia que tinha tudo para vencer a primeira corrida, mas... "a bomba de gasolina não quis colaborar e fui obrigado a desistir". Quando partiu para a primeira corrida, descobriu que não tinha potência e pouco depois, abandonou.

Debaixo do tipico smog pequinês, Alvaro Parente esteve bem nos treinos das duas corridas. Se foi pole na primeira corrida, na segunda iria largar na quarta posição, e aí, passou para o segundo lugar, e para complicar as coisas, começou a chover. Tudo mais do que suficiente para que, primeiro, causar meio pião a Alvaro quando tentava passar um concorrente atrasado. E depois à intrerrupção antecipada da corrida devido às condições de pista.

"Havia muito pouca visibilidade e o piso estava muito escorregadio. Até eu acabei por fazer um pião para evitar um piloto atrasado que não me tinha visto. No reinício, controlei o andamento dos meus perseguidores de modo a poder cortar a linha de meta em primeiro. Foi muito bom ter voltado às vitórias depois de tantos problemas que nos tem afligido nos últimos eventos. Espero que em Navarra possamos prosseguir com bons resultados", afirmou o piloto do FC Porto.

Por causa das condições de pista e de visiblidade, a Super final não se realizou, pelo que o prémio final foi atribuído - novamente - ao neozelandês Earl Bamber, que este fim de semana correu pelo PSV Eindhoven. E para quem rumou ao Império do Meio para comentar as corridas, voltar a casa com 200 mil euros de prémio. Não está nada mau...

sábado, 9 de outubro de 2010

Como vai ser o final desta história?

A história pode ser contada desta maneira: depois de ter falhado a corrida da semana passada porque não trataram do visto a tempo, ele conseguiu por fim viajar para a China. Quando chegou, a horas impróprias, não tinha ninguém à espera dele no aeroporto, teve de se desenrascar numa cidade que não conhecia, onde pouca gente sabe falar inglês e correr numa prova que acaba por não contar para o campeonato, porque a FIA não aprovou o circuito, por ser demsaiado estreito. Falhou o primeiro treino livre e viu cancelado o segundo.

Estes foram os últimos dias de Alvaro Parente. Mas ele fez das fraquezas forças e teve como resultado a "pole-position" na corrida de Pequim, batendo Craig Dolby, que guia o carro do Tottenham Hotspur por 0,215 segundos, culminando assim uma sessão bastante disputada, e que se saiba, não foi à chuva.

Não sei como é que isto vai acabar. Espero que bem. Mas a cada gesto que demonstra, cada vez mais admiro o talento deste piloto. E pode ser mais um cartão de visita para impressionar os patrões da Formula 1.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Superleague Formula: Corrida em Pequim é extra-campeonato

A cada dia que passa, não sei se vou rir ou vou chorar com esta categoria ou com o pais em questão. Não sei qual deles é o maior culpado, mas as ultimas novidades sobre esta categoria não ajudam muito ao seu prestigio. A última noticia tem a ver com o traçado onde eles vão rolar este fim de semana, nos arredores de Pequim.

O circuito urbano, construido à volta do centro de canoagem e remo que foi usado nos Jogos Olimpicos de 2008, não passou no crivo da FIA para receber provas de grau dois, significando que... não vai dar pontos. Ou seja, é uma prova extra-campeonato. A razão pelo qual foi chumbada tem a ver com a largura do traçado entre as curvas 5 e 6, que não é suficientemente larga para os padrões da Federação. Contudo, vai dar o mesmo prize-money que daria se fosse uma prova a sério.

Espera-se que a corrida aconteça sem incidentes. É que sem este crivo, acho que os pilotos vão correr lá por sua própria conta e risco. Já agora, pode-se dizer que Alvaro Parente vai correr nessa prova, depois de não ter arranjado a tempo um visto de entrada na China. Curiosamente, nessa prova, o seu substituto, o neozelandês Earl Bamber, conseguiu dar à equipa o grande prémio, de cem mil dólares, ao vencer a grande final no circuito chinês de Ordos, na Mongólia Interior.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Confesso que esta não sabia...

Ainda os Jogos Olimpicos de Pequim: quando fui ver há bocado o perfil da Maureen Maggi na Wikipédia, descobri que ela tinha sido casada com o António Pizzonia, o "Jungle Boy" (por ter nascido em Manaus, no Amazonas), e tiveram um filho juntos, a Sofia. O Luiz Fernando Ramos, vulgo o Ico, que está em Valência, a acompanhar o GP da Europa, tem um artigo onde o Felipe Massa fala sobre o salto dela, e das impressões que ficou acerca do circuito.

No final, parece que este ouro tem um pouco de gasolina e de pneu... e a filha, bom, quando crescer, quer correr como o pai ou saltar como a mãe?

Extra-Campeonato: O dia seguinte

Independentemente da nacionalidade, independentemente de gostar ou não do Desporto, independentemente de achar que os Jogos Olimpicos são ou não um grande negócio, é sempre com um sorriso nos lábios, e um certo orgulho ver alguém que se superou, para no final receber uma medalha e ouvir o hino do seu país. 12 anos depois, o meu país voltou a ouvi-lo, e foi bom. Aliás, é como diz hoje o jornal "Record" na sua capa: "Salvou a Pátria". Para mim soa a boca foleira, mas pronto...



E já agora, quero dar os parabéns aos meus amigos brazucas. Quando vi a Maureen Maggi a ganhar a final do salto em comprimento, fiquei com a sensação de que o Destino encarregou de dizer que a vencedora daquele concurso teria de falar português. Como não foi a Naide Gomes, foi ela... parabéns pessoal! Gostaria que isso apagasse os vossos desgostos do futebol, porque uma medalha é sempre uma medalha.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Extra-Campeonato: Nelson Évora de ouro

Foi há poucos minutos, mas aconteceu: o saltador Nelson Évora deu a Portugal a sua primeira medalha de ouro olimpica em doze anos. O seu salto, de 17,67 metros, é a melhor marca do ano e foi o suficiente para bater, entre outros, o inglês Phillips Idlowu (2º), e o brasileiro Jadel Gregório (7º).




Parece esquizofrénico ganharmos uma medalha de ouro, numa altura que a nessa delegação é criticada pelas altas expectativas criadas, pelas frustrações conseguidas, e pelas "desculpas de mau pagador". Por causa disso, o presidente do Comité Olimpico Português, Comandante Vicente de Moura, anunciou que se vai embora no final do mandato, pois os objectivos não foram alcançados (quatro medalhas e 60 pontos). No final, saimos com duas e 26 pontos.


Aqui, a opinião pública, que se está a marimbar-se para os outros desportos durante três anos e onze meses, mandava bocas foleiras, tipícos de desportistas de sofá, provavelmente que nunca fizeram qualquer desporto na vida. De uma certa maneira, esta medalha de ouro vai apagar (infelizmente, de uma forma muito hipócrita) muitos desses "desportistas de sofá". Estavam à espera de quê, quando se dá 15 milhões de Euros, durante quatro anos, com atletas que recebem 1500 euros por mês de bolsa? No meu país, o orçamento de uma equipa de futebol, como o F.C. Porto, ronda os 70 milhões de euros por ano...


Enfim, neste país, como de costume, passamos do oito para o oitenta, voltamos ao oito, e agora estamos de novo no oitenta. Só desejo uma coisa, para o futuro: que em 2012, tenhamos o triplo de ajudas, dirigentes mais competentes (de perferência, ex-atletas) e outro tipo de discurso. E ao Nelson e à Vanessa, muitos parabéns, pois mereceram!

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Extra Campeonato: Vanessa de prata

Amiguinhos: valeu a pena ter ficado acordado até às cinco da manhã, para ver a nossa primeira medalha nestes Jogos Olimpicos de Pequim. Não é de ouro, mas é de prata. E medalha é medalha!


Foi engraçado ver uma prova destas como o triatlo. Sabia que tinhamos uma excelente atleta, a Vanessa Fernandes, mas também sabia que havia excelentes rivais, como a australiana Emma Snowsil, que essa sim, estava obrigada a ganhar a medalha de ouro, porque a Australia, uma potência da modalidade, nunca tinha ganho uma medalha nesta modalidade, em Jogos Olimpicos. E depois de uma etapa de natção e de ciclismo muito táticas, Snowsil aproveitou a transição para a corrida para desferir um ataque decisivo, sabendo que a Vanessa era boa nesta parte. E conseguiu.


Parabéns Vanessa! Deste o teu melhor, e perdeste perante a tua rival. Mas tens pelo menos mais três Jogos Olimpicos à tua frente, e se fores como o teu pai, ainda te verei a competir aos 40 anos...