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quinta-feira, 30 de abril de 2026

Formula E: Lucas di Grassi vai abandonar no final da temporada


O brasileiro Lucas de Grassi, de 41 anos, anunciou que irá abandonar a Formula E no final da temporada 2025-26. O piloto da Lola e um dos "originais", pois começou a correr em 2014-15, com os carros da Gen1, decidiu que era hora de pendurar o capacete e prosseguir outros desafios.

"Após uma vida inteira dedicada ao automobilismo, 2026 marcará minha última temporada como piloto profissional.", começou por dizer na sua conta na rede social Twitter. "Não é o fim da jornada, mas o começo de um novo capítulo."

"O automobilismo tem sido minha vida desde que me lembro. Ele me deu disciplina e resiliência antes mesmo de eu entender por que precisava delas, e propósito em momentos em que o caminho à frente estava longe de ser claro.", continuou.

"Dos subúrbios de São Paulo ao Mónaco, as corridas moldaram minha vida de maneiras que eu jamais poderia imaginar. Isso me transformou profundamente como piloto, como pessoa, como pai e como ser humano. Dei tudo o que tinha ao automobilismo e, em troca, ele me deu uma vida além de qualquer coisa que eu pudesse sonhar.", concluiu.

Com carreira também na Formula 1 e na Endurance, onde alcançou resultados de relevo pela Audi - três pódios nas 24 horas de Le Mans, o vice-campeonato no WEC, em 2016,

Campeão do mundo na temporada 2016-17, participou em 153 corridas, alcançando 13 vitórias, 41 pódios, quatro pole-positions e 12 voltas mais rápidas, participando em equipas como a Audi Team ABT, depois na Venturi, em 2021-22, onde ficou por uma temporada, antes de passar para a Mahindra, em 2022-23, e nas últimas duas temporadas, estar ao serviço da Lola-Yamaha. Nesta temporada, ainda não conseguiu qualquer ponto.

terça-feira, 30 de julho de 2024

Formula E: Di Grassi será piloto da Lola/Yamaha


O brasileiro Lucas di Grassi junta-se ao projeto Lola/Yamaha para a próxima temporada, mas manter-se-á na Abt, já que será ela que acolherá o novo projeto. Os chassis em 2025 serão os da Gen3 Evo, que terão maior autonomia e terão o recarregamento eletrico. 

Na apresentação do projeto, o veterano piloto brasileiro (40 anos de idade), falou sobre ele:

"A Abt é minha família. Vivi os melhores momentos da minha carreira lá e tenho total confiança nas pessoas que trabalham duro todos os dias para alcançar o sucesso, então estou feliz que também estamos enfrentando os novos desafios juntos”, disse di Grassi, que é um dos "originais", logo, embarcará na sua 11ª temporada na Fórmula E.

É um projeto muito emocionante com pessoas que sabem o que é preciso para ter sucesso na Fórmula E, ao lado de duas marcas renomadas, Lola e Yamaha, com uma riqueza de herança no automobilismo e proezas técnicas. Temos algumas semanas ocupadas pela frente. Juntos, faremos tudo o que pudermos para ter sucesso o mais rápido possível.”, concluiu.

Do lado da Abt, Mark Preston, o seu diretor, afirma que Di Grassi é o piloto ideal para ajudar a desenvolver o projeto, que já se comprometeu para os carros da Gen4, que acontecerão em 2026/27.

"Ter um piloto com tanta experiência, habilidade e dedicação como Lucas é um grande impulso como um novo fabricante entrando na categoria", começou por afirmar o diretor de automobilismo da Lola Cars.

"Esses atributos, combinados com seu relacionamento existente com a Abt, fazem de Lucas a pessoa ideal para ter ao volante em nosso retorno ao automobilismo. Seu conhecimento e feedback durante os testes já provaram ser inestimáveis ​​e estamos ansiosos para entrar na pista juntos na 11ª temporada."

sexta-feira, 29 de setembro de 2023

Formula E: Di Grassi junta-se a Muller na ABT Cupra


O brasileiro Lucas di Grassi não ficou muito tempo sem emprego, pois nesta sexta-feira, a Abt Cupra anunciou que ele iria correr na equipa ao lado de Nico Muller. Di Grassi, um dos originais - está aqui desde a primeira corrida do campeonato, em 2014 - irá andar mais uma temporada numa equipa que foi a última classificada do campeonato.

Mesmo assim, o piloto brasileiro está satisfeito por estar a competir por mais uma temporada a deseja ajuar a melhorar as performances da equipa na temporada de 2024.

É ótimo estar de volta à Fórmula E com a ABT Cupra”, começou por comentar Di Grassi. “Para além de ter conquistado dois títulos com a ABT, também tenho excelentes recordações de toda as pessoas que lá trabalham de forma apaixonada. Estou muito contente por estar de volta dois anos depois e ansioso por trabalhar com eles. Vamos dar o nosso melhor para os resultados que a equipa merece”, concluiu. 

Estamos muito satisfeitos por Lucas di Grassi se juntar a nós para a Fórmula E. Provou ser um dos melhores pilotos do campeonato nos últimos dez anos e o seu desempenho será fundamental para melhorar o rendimento da equipa em 2024.", começou por afirmar Xavi Serra, responsável pela Cupra Racing. "A sua experiência, conhecimentos técnicos e a paixão pela Fórmula E foram determinantes para o escolhermos. Com o Lucas, temos o piloto perfeito para o futuro.

Di Grassi irá experimentar o carro durante os testes oficiais da Formula E, em Valência, entre os dias 23 e 27 de outubro, para se prepararem para a nova temporada, que terá início na Cidade do México a 13 de janeiro de 2024.

terça-feira, 26 de setembro de 2023

Formula E: Di Grassi sai da Mahindra


O brasileiro Lucas di Grassi sai da Mahindra e procura por lugar para correr na próxima temporada. O piloto brasileiro de 39 anos rescindiu o contrato com a montadora indiana depois de uma temporada sem grandes resultados. A fraca competitividade da equipa motivaram a saída prematura do piloto.

Frederic Bertrand, diretor da equipa Mahindra, começou por afirmar no seu comunicado oficial: “Em nome de todos na Mahindra Racing, gostaria de estender os meus sinceros agradecimentos ao Lucas pela sua contribuição para a equipa ao longo do último ano."

O Lucas desempenhou um papel valioso e integral desde que se juntou a nós, antes da era Gen3, mas ambas as partes sentem agora que é o momento certo para procurar outras opções para o futuro. Ele continuará sempre a fazer parte da família Mahindra Racing e parte com nada mais do que os nossos melhores desejos para os seus futuros empreendimentos.”, concluiu.

Numa publicação nas redes sociais, di Grassi disse: “Quero expressar a minha gratidão a todos os membros da nossa equipa pela experiência que partilhámos durante o que se revelou ser um ano difícil. Esta decisão acaba por nos beneficiar a ambos, uma vez que as nossas perspetivas e visões divergiram. Desejo à equipa e à empresa um futuro brilhante.

Di Grassi teve a sua pior temporada em 2023, onde apesar de uma pole-position e um terceiro lugar no México, a prova de abertura, conseguiu pontuas mais duas vezes, acabando a temporada na 15ª posição, com 32 pontos.   

Não existem muitas vagas para a próxima temporada. Provavelmente poderia tentar a sua sorte na Maserati - lugar onde esteve em 2022, quando era Venturi - ou até na DS Penske, mas esses lugares já tem as vagas praticamente decididas, o que significa que as chances são escassas.  

sexta-feira, 12 de agosto de 2022

Formula E: Lucas di Grassi anunciado na Mahindra


A Mahindra anunciou esta sexta-feira, em Seoul, que o brasileiro Lucas di Grassi será seu piloto na temporada de 2023 da Formula E. o piloto de 37 anos, um dos "originais" da competição - corre desde a corrida inicial, em 2014 - terá como parceiro o britânico Oliver Rowland, que já defende as cores da equipa, num acordo por várias temporadas e correrá no carro da Gen3. 

A nossa meta é levar a Mahindra Racing a se tornar campeã do FIA Fórmula E e a experiência e paixão do Lucas serão muito importantes em alcançar essa meta”, começou por dizer Dilbagh Gill, CEO da Mahindra Racing, na apresentação do ex-piloto da Audi Abt e da Venturi. “Não há dúvidas que Lucas é um dos maiores pilotos da história da Fórmula E – as estatísticas e troféus falam por si próprios. Mas para nós o seu apelo vai muito além disso. Nós somos a única equipa carbono zero desde a sua fundação, o que nos deu o título de The Greenest Team in Motorsport. E é fundamental para nossa existência que estejamos desenvolvendo avanços tecnológicos na mobilidade elétrica com paixão e conhecimento, tanto dentro quanto fora das pistas. Acreditamos que Lucas seja perfeito para esse objetivo”, continuou.

Ingressar na Mahindra representa um novo desafio na minha carreira e o momento não poderia ser melhor: com a introdução do Gen3 [terceira geração do carro da Fórmula E] no ano que vem todos estarão começando praticamente do zero nessa nova plataforma”, disse Di Grassi. “Nossa meta inicial é vencer corridas e a longo prazo é levar a Mahindra Racing a vencer o campeonato e se tornar uma referência em se tratando de competição automobilística com tecnologia elétrica”, concluiu o brasileiro.

O anúncio de Di Grassi acontece numa altura importante para o piloto brasileiro: recordista de diversos indicadores da categoria, como quantidade de pódios, melhores voltas e vitórias - 13 triunfos, 38 pódios e 12 voltas mais rápidas - ele deverá se tornar em Seul o primeiro piloto a completar 100 corridas na categoria elétrica, além de também poder chegar a seu milésimo ponto no Mundial, ampliando ainda mais outro recorde que já era seu. E claro, campeão na temporada de 2016-17, pela Audi Abt.

A Formula E conclui as suas atividades neste final de semana, em Seoul, com mais uma jornada dupla. 

sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

Youtube Formula E Video: Formula E Unplugged, episódio 12

No episódio 12 do "Formula E Unplugged", a caravana ruma a Londres, para mais uma jornada dupla num local anormal: o pavilhão ExCel, na capital britânica, com um circuito que corre parcialmente fora, parcialmente dentro do edifício. Algo que é invulgar. 

No meio da competição, seguimos Lucas di Grassi, um dos pilotos que anda ali desde o seu inicio e que acredita no projeto. Ajudando desde a elaboração de uma competição como a Roborace, até à ida a Nova Delhi, a capital indiana, onde ele se vai ver em primeira mão a degradação da qualidade do ar, por causa da elevada poluição.

quarta-feira, 15 de setembro de 2021

Formula e: Di Grassi vai correr na Venturi

Lucas di Grassi não ficou muito tempo sem lugar depois da saída da Audi. Na próxima temporada da Formula E, o piloto brasileiro correrá pela Venturi, ao lado do suíço Edoardo Mortara, numa competição que começará em janeiro em terras sauditas. O anuncio foi feito esta quarta-feira no Mónaco e o piloto de 37 anos substituirá o francês Norman Nato.

Todos que me conhecem sabem o quanto sou competitivo. Guiar por uma equipa que sei que pode lutar na frente e realmente desafiar pelo campeonato é essencial para mim. A Venturi foi simplesmente a melhor escolha e estou realmente feliz em fazer parte da equipa”, começou por afirmar na sua apresentação à equipa.

Acompanhei a Venturi desde a primeira temporada e sei que eles têm uma história forte no Mónaco. A equipa teve uma performance muito, muito boa na temporada passada. Dá para ver que progrediu muito nos últimos anos, o momento está lá e eles mostraram uma melhora clara em todas as áreas”, continuou.

Edo [Edoardo Mortara, o outro piloto] teve uma temporada fantástica, realmente forte, lutando pelo título até o final. Tiveram muitas vezes ao longo da temporada em que eu corri contra os dois carros da Venturi e pude ver o quanto eles eram competitivos. Mas não é apenas uma questão de equipa, estou realmente feliz em guiar ao lado de Edo. Nos conhecemos já muito tempo, fizemos parte do programa da Audi, o respeito como piloto e ser humano. Ele é muito talentoso e um grande personagem, acho que vamos trabalhar muito bem juntos”, concluiu.

Campeão da Formula E na temporaqda 2016-17, Di Grassi é um dos "originais", ao ter disputado todos os ePrixs desde a sua fundação, em 2014. Conseguiu 12 triunfos e três pole-positions, para além de 36 pódios, sempre ao serviço da Audi, primeiro como Audi Abt, e depois, na equipa oficial. 

segunda-feira, 16 de agosto de 2021

Noticias: AFC alfineta rivais


António Félix da Costa pode não ter conseguido revalidar o título, mas não perdeu o seu sentido de observação. E decidiu alfinetar alguns dos seus rivais, especialmente Lucas di Grassi, que o empurrou contra a parede na última corrida do ano. E apesar do brasileiro ter pedido desculpa ao português, este não ficou calado.

Ele disse que perdeu o [controlo do] volante e a coisa virou à direita. Curiosamente, tive a mesma coisa com Jake Dennis ontem.", começou por dizer, em declarações à Autosport britânica. "É engraçado. Esses são os dois que postam mais vídeos deles na academia. Parece que esses caras ainda precisam de mais algumas horas [a fazer exercício] porque eu nunca perdi [a mão] no volante. Eu respeito o pedido de desculpas, mas isso arruinou minha corrida.”, continuou.

Quando ao campeonato, afirmou que, apesar de dar os parabéns a Nyck de Vries pela sua conquista, está "triste" pelo sucedido, mas poderia ter sido pior.

Não acho que devamos ficar desapontados por perder o campeonato dessa forma contra tantas boas equipas e pilotos. Grande respeito por Nyck e Mercedes. [Quanto ao] Mitch, diabos, ele estava num ótimo lugar e nem teve a chance de ir lá e correr. Nós respeitamos isso, mas odiamos perder. Vamos descansar por uma semana e vamos transformar isso em motivação e raiva.”, concluiu.

A nova temporada da Formula E acontecerá em janeiro, na Arábia Saudita. 

sábado, 14 de agosto de 2021

Formula E: Di Grassi vence a primeira corrida de Berlim


O brasileiro Lucas di Grassi foi o melhor na primeira corrida em Berlim, batendo Edoardo Mortara (Venturi) e Mitch Evans (Jaguar) na prova. Já Jean-Eric Vergne e António Félix da Costa, os pilotos da DS Techeetah que monopolizaram a primeira fila da grelha de partida, foram respectivamente sesto e sétimo classificados, mas não comprometeram as suas chances ao título. Aliás, ainda há treze potenciais candidatos ao título, e o piloto português é sétimo... nove pontos atrás do primeiro.

Com os DS Techeetah na primeira fila, a corrida até começou normal para os seus pilotos, com Vergne na frente, seguido por Felix da Costa e Di Grassi, que começava a pressionar o piloto português para o segundo posto. O português reagiu fazendo voltas mais rápidas, para o tentar alcançar, enquanto Andre Lotterer era o primeiro a ir ao Attack Mode. Pouco depois, os homens da Nissan, Oliver Rowland e Sebastien Buemi, foram ao Attack Mode, e Pascal Wehrlein tentou aproveitar. Contudo, o piloto da Porsche foi encurralado e acabou por sofrer um furo, que o arrastou até às boxes. 

Mas ao mesmo tempo, Sam Bird fica parado na pista em posição perigosa e o Safety Car não teve outra chance senão entrar para retirar o seu carro. O Mini do Bruno Correia ainda circulou por alguns minutos até que a prova voltou à ação, com todos juntos e Mortara a pressionar Di Grassi para ficar com o terceiro lugar. 

Na frente, Vergne facilitou e deixou que Félix da costa passasse, ficando com a liderança, enquanto ele caia alguns lugares, sendo passado por Di Grassi e Mortara, que era pressionado por René Rast, que de 14º, ja era quarto. Algum tempo depois, Félix da Costa foi para o Attack Mode, perdendo lugares para os Audi, baralhando as coisas. No final, Mortara liderava a corrida, com a luta  pelo terceiro lugar estava ao rubro com Mitch Evans a passar Nato e a subir ao terceiro lugar, com Dennis em quinto, Vergne em sexto e Félix da Costa em sétimo.

Nas últimas voltas, Jake Dennis atacou Norman Nato para ver se conseguia o quarto posto, mas Vergne meteu-se na luta e tentou passar Dennis, sem sucesso. Na frente, Di Grassi segurava Mortara numa luta que se foi tornando cada vez mais intensa, e foi assim até à meta, com nova vitória do piloto brasileiro, que o colocou como mais um dos candidatos ao título.

Na classificação geral, De Vries - que não pontuou - continua na frente, com 95 pontos, contra os 92 de Edoardo Mortara, e os 91 de Jake Dennis. António Félix da Costa é sétimo, com 86 pontos. 

A Formula E encerra a temporada amanhã em Berlim, numa prova que vai ser corrida contra o sentido dos ponteiros do relógio.

sábado, 14 de setembro de 2019

A imagem do dia

Parece que foi ontem, mas aconteceu há precisamente cinco anos. Todos observavam isto entre o cepticismo saudável e o torcer para que fracassasse. Mas em Pequim, vinte carros estavam alinhados para aquilo que viria ser a primeira prova de sempre da Formula E, a competição elétrica de automobilismo, tutelada pela FIA.

A Formula E foi uma ideia de Alejandro Agag que viu o que poucos tinham visto. A eletrificação chegava, velozmente, e era a altura de ter uma competição para que as marcas pudessem aderir e gastar o seu dinheiro em sistemas de propulsão elétricos, em chassis iguais e baterias semelhantes, para passar a ideia que este tipo de carros eram velozes e as corridas competitivas. Era um projeto do qual só os mais empedernidos é que acreditavam. Até os pilotos convidados tinham as suas dúvidas, especialmente quando os carros eram trocados a meio da corrida, alvo do escarnecimento dos céticos. Esquecendo-se, porém, de que eles não estavam a fazer nada mais daquilo que a Formula 1 já fez com os reabastecimentos e as trocas de pneus, por exemplo.

A corrida em si foi emocionante, e acabou com estrondo, na curva antes a meta, quando Nicolas Prost chocou com o carro de Nick Heidfeld e este último voou para as redes de proteção, felizmente, sem consequências fisicas. E claro, Lucas di Grassi entrou para a história, sendo o primeiro vencedor da prova.

Cinco anos depois, o pelotão alargou-se, as baterias são mais potentes, os carros são mais velozes, há mais corridas, mais interessados, mais marcas. Das onze presentes, oito são construtores - NIO, DS, Audi, Venturi, Nissan e Jaguar - e mais duas novas, com a entrada esta temporada da Mercedes e da Porsche. E de vez em quando, lá se fala de mais marcas como a Ford ou alguma chinesa. E o calendário alarga-se, com este ano a termos treze provas. 

É certo que as pistas são pequenas e todas citadinas, e colocando esses carros contra uns Formula 1, perderão sempre. Mas pedir aos Formula E que sejam exatamente como os Formula 1 é ainda pedir muita coisa, e ainda por cima, o que se quer é o desenolvimento de uma tecnologia que depois se colocará nos carros de estrada, é como pedir tudo já. Vai levar o seu tempo, e também não é o conceito da Formula E.

Mas ver esta quantidade de construtores e a sua crescente popularização já é uma vitória e para Agag, mostrou que valeu a pena apostar na ideia.

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Formula E: Frijns foi o vencedor em Nova Iorque

Robin Frijns venceu a segunda corrida de Nova Iorque, na noite deste domingo, superando Alexander Sims, mas esta foi a prova onde Jean-Eric Vergne se sagrou bicampeão da competição, depois de ver o seu maior rival, Lucas di Grassi, ir contra a parede quando se desentendeu com Mitch Evans, na última volta da corrida, fazendo com que o título caísse no colo do piloto da Techeetah. Já António Félix da Costa terminou a prova no nono posto, conseguindo mais dois pontos, mas descendo ao sexto posto na classificação final.

Depois de uma qualificação onde o piloto da BMW conseguiu a sua primeira pole da sua carreira - e onde a marca alemã repetiu, depois de ter conseguido na primeira prova do ano - antes da corrida, a organização tinha dito que os pilotos iriam poder ir mais uma vez que ao normal ao Attack Mode, ou seja, passando assim de dois para três passagens, fazendo uma corrida essencialmente de ataque.

A prova começou com Sims e Buemi a resistir aos ataques de Robin Frijns, que desde o inicio pretendia o primeiro posto. Atrás, havia alguns toques, com André Lotterer a levar a pior parte, devido a um embate com o Dragon de José Maria Lopez, acabando ambos por abandonar.

Alguns minutos mais tarde, o Safety Car entra na pista para recolher os destroços, enquanto Lotterer (que já tinha abandonado) recebeu uma penalização por ter sido o causador do acidente. Na frente, graças ao Attack Mode extra, e depois de passar Buemi, Frijns atacava fortemente o britânico da BMW, antes de o conseguir passar no final da meta, passando para a frente e deixando à mercê de Sebastien Buemi, que também queria passar Sims. Atrás, Lucas di Grassi estava já nos pontos, mas via Vergne logo atrás de si. As chances de título estavam cada vez mais diminutas, à medida que as voltas passavam.

Na parte final, no meio das lutas por posição, Di Grassi e Evans eram respectivamente sexto e sétimo, ambos na frente de Vergne, oitavo, quando o brasileiro tentou passá-lo para ficar um pouco mais adiante e ter alguma chance de título. Contudo, a ultrapassagem correu muito mal e ambos acabaram por abandonar. Se antes era complicado, agora não restavam dúvidas: o francês da Techeetah iria repetir o título. E também para Félix da Costa seria um bom resultado, pois ele até então estava fora dos pontos.

Assim, Frijns vencia pela segunda vez na temporada, ficando na frente de Sims, que conseguia o seu primeiro pódio na competição, e de Buemi, que fez uma recuperação na fase final da temporada, depois de um mau começo. Sam Bird foi o quarto, na frente de Daniel Abt e Oliver Rowland. Felix da Costa e Gary Paffett, da HWA, fecharam os pontos.

sábado, 13 de julho de 2019

Formula E: Buemi triunfa em Nova Iorque

Sebastien Buemi resistiu a todos os ataques e venceu a primeira corrida em Nova Iorque. O piloto suíço resistiu aos ataques de Mitch Evans e António Félix da Costa, que o acompanharam no pódio, numa corrida em muitos aspectos... de loucos, com vários toques. Lucas di Grassi foi 

Com Buemi na pole-position, tendo Pascal Wehrlein a seu lado, e Jean-Eric Vergne, o líder do campeonato, apenas a largar de décimo, e o seu maior rival, Lucas di Grassi, quatro lugares atrás, a primeira corrida  começou com Buemi na frente, com Lynn a ser segundo, passando Wehrlein. Vergne e Di Grassi perdiam posições. Sims subia para o terceiro posto na volta seguinte, e metros depois, Lotterer emvolvia-se num acidente, com o seu companheiro de equipa a acabar nas boxes, para trocar o seu nariz danificado.

Com o passar das voltas, Buemi começou a ser pressionado por Lynn, que tinha passado pelo Attack Mode. O suíço fez isso na volta seguinte, mas não houve alterações. Atrás, Sims era pressionado por Abt para o passar, mas o britânico resistia. Pouco depois dos 15 minutos, Lynn tentava pela segunda e o Attack Mode, para passar Buemi, mas o piloto resistia até ser ele a passar por lá, na volta seguinte. Atrás, Sam Bird, que era sétimo, era penalizado por 10 segundos por ter causado uma colisão no inicio da corrida. Após 14 voltas, e a 26 minutos do fim, os quatro primeiros estavam separados por menos de segundo e meio.

Pouco depois, Lynn começava com problemas de potência e desistiu, reduzindo os candidatos a três. Sims era agora o piloto que pressionava Buemi na liderança, com Abt à espreita, enquanto Wehrlein perdia dois lugares para Bird e Félix da Costa. E bem a tempo: na volta 20, com 19 minutos para o fim, o Safety Car entrava na pista para que os comissários tirassem o carro de Alex Lynn.

A corrida voltou duas voltas depois, com Buemi a aguentar Sims, enquanto Bird perdia dois lugares para Félix da Costa e Evans. Abt tentou ganhar algo, mas perdeu várias posições. E no meio isto tudo, Di Grassi era oitavo.

No meio de lutar pelo meio do pelotão, alguma tinha de acabar mal. Foi o que aconteceu a Oliver Rowland e Edoardo Mortara, que acabaram com os carros a largar peças... e ao mesmo tempo, Félix da Costa subia a terceiro, trocando com Sims.

Na parte final da corrida, Buemi estava mais descansado, enquanto Evans defendia-se dos ataques dos pilotos da BMW, com o português a comandar. Atrás, Di Grassi pressionava Sims e Vergne conseguia chegar aos pontos, sendo décimo. Mas na última volta, uma carambola com Felipe Massa deixava o francês fora dos pontos.

sexta-feira, 12 de julho de 2019

Formula E: Audi mantêm dupla para a próxima temporada

Lucas di Grassi e Daniel Abt continuarão na Audi em 2019-20. A noticia foi hoje confirmada em Nova Iorque nas vésperas da jornada dupla de encerramento da jornada dupla da Formula E. Isto acontece dias depois de ter aparecido noticias sobre a possibilidade de Abt ser substituído pelo suíço Nico Muller, mas aparentemente, a consistência de resultados por parte do piloto alemão fez com que ficasse por mais uma temporada.

"Com oito candidatos ao título antes do final de semana, estamos vendo a mais emocionante temporada de Fórmula E até agora e esperamos que a competição se torne ainda mais acirrada com as entradas da Mercedes e da Porsche na próxima temporada”, começou por dizer o diretor da Audi Sport, Dieter Gass, ao site e-racing365.com.

Confirmando os nossos dois pilotos logo no início, também queremos enviar uma mensagem clara aos nossos concorrentes: estaremos otimamente preparados e teremos o maior prazer em aceitar o desafio. Além do desenvolvimento meticuloso e do teste do novo carro, isso também inclui nosso compromisso claro com nossos dois pilotos.”, prosseguiu.

Esta renovação acontece na mesma altura em que Lucas di Grassi vai tentar alcançar o título da competição, ele que está a 32 pontos do lider, o francês Jean-Eric Vergne.

sábado, 25 de maio de 2019

Formula E: Di Grassi vence em Berlim, Felix da Costa quarto

O brasileiro Lucas di Grassi foi o vencedor do ePrix de Berlim, batendo Sebastien Buemi numa corrida relativamente calma. O piloto da Audi superou o da Nissan na pista desenhada no antigo aeroporto de Tempelhof, enquanto Jean-Eric Vergne conseguiu o lugar mais baixo do pódio, na frente de António Félix da Costa, no seu BMW Andretti. E depois do francês da Techeetah, o brasileiro da Audi foi o segundo piloto a repetir a vitória nesta temporada.

Num céu nublado de primavera, em Berlim, e com a corrida a acontecer num horário mais cedo para não colidir com o final da Taça da Alemanha e com eleições europeias no dia seguinte, a partida foi calma, bem mais calma do que costuma ser nas outras provas. Buemi estava na frente de Vandoorne, Di Grassi e Paffett. No último lugar, André Lotterer começou a fazer uma corrida de recuperação.

Pouco depois, o piloto brasileiro começou a atacar o belga da HWA e conseguiu passar, para ser segundo, e logo a seguir, foi atrás de Buemi, o líder. Paffett começou a ser assediado por Lynn, e quando se defendeu dos ataques dele, deixou espaço para que Daniel Abt os passasse. Pouco depois, Paffett caia para sétimo, passado também por Félix da Costa.

Na frente, Di Grassi atacava Buemi e quando faltava meia hora para o final da corrida, o brasileiro atacava o suíço para ficar com a liderança, enquanto Vandoorne ainda era terceiro, aguentando Alex Lynn, que pouco depois, era passado por Daniel Abt. 

Nesta mesma altura, Di Grassi afastava-se de Buemi para ter uma diferença próxima dos dois segundos, enquanto Félix da Costa passou pelo Attack Mode e aproveitou para pular três posições, passando Abt, Lynn e Vandoorne, para ser terceiro. E bem no limite de tempo, atacou Buemi para ser segundo, aproveitado muito bem o tempo concedido. E com isso, a volta mais rápida era dele, provisoriamente.

Atrás, havia confusão: Oliver Rowland, piloto da Nissan, espremeu Pascal Wehrlein no muro na tentativa de ficar com o nono posto. Quem aproveitou foi Alexander Sims que passou ambos e colocou Sims em posição para atacar Paffett. E conseguiu, com uma ultrapassagem dupla a Sam Bird.

Vergne aproveitou a ocasião para ir ao Attack Mode e fez a mesma coisa que Félix da Costa: partiu ao ataque, passou Paffett, Lynn a Abt, e estaa na traseira do piloto português para ver se ficava com o terceiro posto. Tentou e alcançou, mas o piloto da BMW reagiu, mantendo o lugar. Mais tarde, tentou de novo. Tocaram-se, mas o francês levou a melhor. Por esta altura, faltavam oito minutos para o final da corrida, mas a partir daqui, os quatro primeiros já estavam definidos.

E nesta altura, se era vitória para Vergne, para o seu companheiro era decepção: ele já estava na zona dos pontos quando teve problemas e acabou por abandonar. 

No final, tudo definido: Di Grassi vencia pela segunda vez no campeonato - a primeira tinha sido na Cidade do México - com Buemi e Vergne nos lugares seguintes. Félix da Costa foi o quarto, seguido por Vandoorne e Abt, o segundo BMW de Alexander Sims, o segundo Nissan de Oliver Rowland, o Virgin de Sam Bird e o Mahindra de Pascal Wehrlein.

Na geral, Vergne tem agora 102 pontos, contra os 96 de Di Grassi, os 86 de Lotterer, os 82 de Félix da Costa e os 81 de Frijns. A Formula E volta à acção dentro de quatro semanas em Berna, na Suíça.

Formula E: Buemi foi o poleman em Berlim

O suíço Sebastien Buemi deu à Nissan a pole-position no ePrix de Berlim, a décima prova do campeonato de Formula E. Buemi foi melhor que o belga Stoffel Vandoorne, no carro da HWA, e o Audi de Lucas di Grassi. Quanto a António Félix da Costa, o piloto da BMW foi o sétimo na grelha, falhando por pouco a sua passagem para a SuperPole. Mas ficou na frente de Jean-Eric Vergne, o líder do campeonato.

Debaixo de um céu nublado, mas sem chuva, a qualificação começou muito cedo pela manhã com os do costume, no Grupo 1. Com Jean-Éric Vergne, André Lotterer, Robin Frijns, António Félix da Costa e Lucas Di Grassi, o primeiro a marcar tempo foi Vergne, o líder do campeonato, mas o melhor foi o brasileiro da Audi, fazendo 1.07,9, seguido por Vergne e Félix da Costa, este último com 1.08,013. 

Robin Frijns fez uma volta um segundo mais lento, mas pior ficou André Lotterer, o atual segundo classificado na classificação, quando errou na sua volta de qualificação. Por causa disso, largará de último.

No Grupo 2, que tinha Mitch Evans, Jérome D'Ambrosio, Oliver Rowland, Daniel Abt e Sam Bird, o primeiro tempo, o de Rowland, não foi suficiente para superar os do primeiro grupo, com 1.08,119. Mitch Evans foi pior, com 1.08,3, e Sam Bird só conseguiu 1.08,182, logo, nenhum deles conseguiu incomodar o grupo anterior. D'Ambrosio e Abt não conseguiram fazer voltas melhores.

Para o terceiro grupo estavam Edoardo Mortara, Pascal Wehrlein, Sébastien Buemi, Stoffel Vandoorne, Alexander Sims e Felipe Massa. Aqui houve os primeiros tempos relevantes: primeiro Sims, que fez 1.07,728, e depois o belga da HWA fez melhor, fazendo 1.07,619 e liderava provisóriamente a classificação. Buemi conseguiu fazer o segundo melhor tempo, atrás de Vandoorne. Em contraste, os Venturi fizeram... dos piores tempos. Quer Mortara, quer Massa, não conseguiram mais que o 12º e 14º tempos provisórios, com o brasileiro a bater duas vezes no muro, mas prosseguiu. E Wehrlein fez um pouco melhor, mas não entrava na SuperPole.

Normalmente, poucos ligam ao último grupo, que tinha Max Günther, Gary Paffett, Oliver Turvey, Alex Lynn, José María López e Tom Dillmann. Mas em Berlim, as coisas foram diferentes. Paffett conseguiu o quarto melhor tempo e estava provisóriamente na SuperPole, com Alex Lynn a ficar logo atrás, também a entrar na última fase. Mas foram os únicos, pois de resto, nenhum deles lá se aproximou, todos na segunda metade da grelha.

Para a SuperPole, foram Vandoorne, Buemi, Sims, Paffett, Lynn e Di Grassi.

Na última fase, Di Grassi foi o primeiro a sair à pista e andou bem, fazendo 1.07,719, um bom tempo e candidato à pole. Alex Lynn foi a seguir, mas o seu tempo foi 13 centésimos mais lento que o brasileiro da Audi. Paffett foi o terceiro a sair e conseguiu meter um tempo entre Di Grassi e Lynn. Quando Sims entrou na pista para fazer o seu tempo, acabou por ser o pior, fazendo 1.08,017. 

Buemi foi o penúltimo a ir à pista, e faz 1.07,295, o suficiente para fazer a pole-position com alguma margem. E Vandoorne, mesmo tentando, não conseguiu mais que o segundo melhor tempo. Assim sendo, o suíço iria largar do primeiro lugar na corrida berlinense.

A proa irá acontecer pelo meio-dia, hora de Lisboa. 

sábado, 18 de maio de 2019

Youtube Motorsport Documentary: "And We Go Green", o documentário sobre a Formula E

Cinco temporadas depois do inicio da Formula E, e já com carros da segunda geração a circular numa das temporadas mais disputadas da história, surgiu um documentário produzido por Leonardo de Caprio sobre a temporada de 2017-18, com entrevistas ao criador da competição, Alejandro Agag e alguns dos pilotos que faziam parte na altura, como Nelson Piquet Jr, Lucas di Grassi ou Jean-Eric Vergne, que acabou por vencer a competição.

O documentário vai-se estrear na próxima semana no Festival de Cinema de Cannes, e é realizado por Fisher Stevens e Malcom Venville. E aqui deixo o trailer. 

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Rumor do Dia: São Paulo poderá ter ePrémio em 2020

Depois de uma falsa partida em 2018, a cidade de São Paulo poderá ter um ePrix em 2020. Segundo conta hoje o site e-racing365.com, existem conversações adiantadas entre ambas as partes, e estes aconteceram em duas ocasiões: em janeiro, quando a Formula E esteve em Santiago do Chile, e agora, quando esteve em Roma. Em ambas as ocasiões, um dos elementos foi Lucas di Grassi.

"Eu tenho trabalhado muito e, se eles fazem isso em São Paulo, é o projeto [da pista] é da minha autoria, mais ou menos", disse di Grassi ao e-racing365 em Roma.

Eu dei a eles o layout e disse que esse circuito será viável, é seguro e não incomoda muita gente. Depois fui falar com o presidente da câmara e alguns investidores em potencial para a corrida e, sim, ela está muito boa.

Desconhece-se onde será a pista, se vai ser na zona do Ahembi, onde houve uma corrida da IndyCar entre 2009 e 2011, ou será outra parte da metrópole paulista.

No entanto, o piloto da Audi Sport ABT Schaeffler afirmou que um acordo não estava concluído e ainda havia algumas negativas significativas por vir. Caso o resultado seja positivo, uma provável data será no final de janeiro, inicio de fevereiro, em dupla com Santiago do Chile.

"No momento nada está feito e há questões comerciais que precisam ser classificadas, as datas precisam ser classificadas, mas [tudo] parece promissor e espero que siga na direção certa", concluiu di Grassi.

Fala-se desde há algum tempo a esta parte que a próxima temporada poderá ter até 16 corridas, entre dezembro de 2019 e julho de 2020, com rondas duplas na Arábia Saudita e em Londres, a primeira e última corrida da temporada. Novidades serão Seul, na Coreia do Sul, para além do regresso de Londres. Por outro lado há dúvidas sobre o regresso de Hong Kong ao calendário, depois de três anos de presença.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Formula E: Wehrlein critica as táticas de corrida de Di Grassi

As voltas finais do ePrix do México ainda dão que falar. Pascal Wehrlein, que liderou a corrida até aos dez metros finais, sendo superado por Lucas di Grassi, não gostou nada dos seus métodos para que ele pudesse ficar com o primeiro posto. O alemão da Mahindra afirmou que ele teve um "uso excessivo da força" para conseguir aquilo que pretendia, especialmente na Curva 3, na última volta, que resultou numa penalização de cinco segundos ao alemão, que o fez descer do segundo para o sexto posto final.

"A maneira como ele guiava, usando-me como travão e [por causa disso] tive que ir direto, mas os comissários decidiram por uma penalidade de cinco segundos com a qual eu não concordo, porque [aquilo] não foi uma vantagem", disse Wehrlein ao e-racing365.

Eu tive que cortar [a chicane] porque estava lá e ele não me deixou espaço e tivemos algum contato. Quando segui em frente, diminuí a velocidade e uma curva depois ele estava novamente na minha traseira, empurrando-me para o canto. Mas nós apenas temos que aceitar isso", prosseguiu.

Contudo, Di Grassi afirmou que a defesa de Wehrlein foi agressiva demais e até merecia uma penalidade extra. 

"Na última volta, estava atrás dele e simulei ir para o lado de fora [para o enganar] e ele deixou uma abertura pequena o suficiente para ir dentro entre a parede e o meio-fio e eu aproveitei", explicou di Grassi.

Di Grassi, que se tornou no quarto vencedor diferente da temporada da Formula E, é agora o quarto classificado, com 34 pontos, menos 19 que o líder, o belga Jerome D'Ambrosio, o companheiro de equipa de Wehrlein na Mahindra. A Formula E prossegue a 10 de março, em Hong Kong.

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Formula E: Di Grassi vence no limite no México

E foi mesmo no último centímetro. Lucas di Grassi foi o vencedor do ePrémio do México, passando os últimos metros o alemão Pascal Wehrlein que ficou sem energia na reta final. António Félix da Costa fica com o segundo posto, na frente de Edoardo Mortara, da Venturi, numa prova onde pouco ou nada se passou durante grande parte da prova, para tudo decidir nos últimos metros, com as baterias a chegar ao limite. E com este final, provavelmente, a corrida foi das mais emocionantes da competição. 

Contudo, isso foi apenas "um" momento de uma corrida que foi emocionante no principio e no fim, porque no meio... mais mais de tensão do que de ultrapassagens. 

Tudo começa no momento da partida, quando Wehrlein dispara e ganha um segundo logo nos primeiros metros. Felipe Massa é surpreendido por Lucas di Grassi e cai um lugar, enquanto António Félix da Costa mantêm o quinto posto, apesar de ter sido superado por Sebastien Buemi. As coisas andam bem até à terceira volta quando houve confusões na zona da Peraltada, acabando com Alexander Sims, Jean-Eric Vergne e Nelson Piquet Jr acabarem a embater na chicane. O francês da Techeetah e o Jaguar do brasileiro embatem, com Piquet Jr a voar para o muro e ainda tocar em Sims. O britânico acaba por trocar de bico, e os estragos do Jaguar são de tal forma que acaba com bandeira vermelha.

Com os pilotos fora do carro, o tempo, contudo, não parava. Pensava-se que iriam sair muito em cima da hora, e os pilotos teriam metade dos pontos, mas na realidade, o tempo acabaria por sofrer um "reset" e iriam ficar com todos os pontos. Saíram todos atrás do Safety Car, com provavelmente 41 voltas para serem cumpridas, e depois de duas voltas, a corrida recomeçou, com Wehrlein na frente dos dois Nissan.

Nas voltas seguintes, a maior parte do pessoal andou com Attack Mode, mas não houve mudanças nas posições da liderança, apesar dos fechamentos musculados de Buemi sobre Félix da Costa para ser quarto.

A partir dali, os três primeiros andavam juntos mas sem atacar. Wehrlein na frente de Rowland e de Di Grassi, com Buemi e Felix da Costa um pouco mais distantes. O brasileiro da Audi tentou apanhar Rowland, e andou mesmo em cima do piloto da Nissan, mas sem tentar atacar. Só que com isso, Buemi e Félix da Costa aproximaram-se e passou a ser uma luta a cinco.

Felix da Costa acabou por ser o primeiro dos cinco a ir para o segundo attack mode, mas não conseguiu passar Buemi, apesar de ter atacado. Pouco depois, Rowland foi passar pelo attack mode, mas cometeu um erro e perdeu o segundo posto para Di Grassi. O brasileiro atacou Wehrlein e com ambos em attack mode, tudo ficou mantido.

E foi tudo decidido no final. Com as baterias no limite, os primeiros a ceder foram os da Nissan, que tiverem de ceder para Félix da Costa e Edoardo Mortara, da Venturi, que veio de trás para os apanhar. Wehrlein aguentou tudo até à reta da meta, quando o alemão da Mahindra ficou sem energia. Di Grassi reagiu e passou antes da banderia de xadrez, pouco mais de um carro de diferença. Félix da Costa foi terceiro, na frente de Mortara, mas depois a organização decidiu penalizar Wehrlein em cinco segundos por ter cortado a chicane, fazendo-o cair para o sexto lugar da geral.

Com isto, Jerome D'Ambrosio - que foi quarto na corrida - manteve o comando com 53 pontos, seguido por Félix da Costa, com 46. A Formula E continua dentro de três semanas, nas ruas de Hong Kong.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Formula E: Di Grassi diz que a Audi não quer saber da Formula 1

Nas vésperas do ePrix de Santiago do Chile, Lucas Di Grassi voltou à carga e defendeu a Formula E da Formula 1, afirmando que é aqui onde está o futuro da competição, refutando as declarações de Helmut Marko, que no inicio da semana ter declarado o seu não interesse pela competição elétrica, dizendo ser mais um "purista das corridas" e dizendo que os carros da Gen2 não serem mais que um Formula 3 com 400 quilos.

Na véspera do ePrix de Santiago, no Chile, Di Grassi respondeu aos críticos, especialmente Marko, afirmando que a Formula E é o futuro em termos tecnológicos.

"A Audi ganha mais na Fórmula E do que na Fórmula 1", começou por dizer o piloto brasileiro à Autosport britânica. "O fato é que todos os carros da marca no futuro irão ser elétricos, precisamos entender quais fatores estão nos limitando, quais são os melhores materiais e como desenvolver software para controlar o motor. Temos todo esse desenvolvimento do carro elétrico que será usado no futuro", continuou.

"Com o motor de combustão, você já sabe como funciona. O interessante é descobrir como podemos fazer com que os carros elétricos funcionem rapidamente, sejam mais eficientes e mais baratos. Isso é o que fazemos aqui. Não apenas a Audi, mas todos. Então, isso é muito mais um desenvolvimento comercial do que a Fórmula 1".

Di Grassi também rebateu as criticas de Helmut Marko, afirmando que a Formula 1 tem um ambiente mais purista que a Formula E.

"O Dr. Marko disse que ele é um 'purista das corridas'. Para mim, é um argumento [que é] falso, porque depende muito do que isso significa para as pessoas. O que exatamente é este pensamento? [Ele] defende corridas de cavalos em vez de carros? Se ele é um verdadeiro purista de corridas, ele deve defender corridas de cavalos. Ou corridas com apenas motores de combustão, sem sistemas híbridos como a Formula 1 é hoje em dia. Ou carros com caixas de valocidades manuais, sem paddleshift, [o que é] hoje em dia na Formula 1 - é um argumento aberto.

"Esta é mais a sua opinião pessoal de dizer: 'olha, eu não quero competir na Fórmula E, eu sou muito velho para isso e quero fazer corridas [com motores] de combustão'. A Formula 1 ainda é a categoria mais importante do mundo do automobilismo, ninguém pode negar isso. Mas o futuro dos fabricantes é elétrico.", concluiu.