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sexta-feira, 17 de março de 2023

Youtube Endurance Video (II): O acidente de Perez Companc em Sebeing

Enquanto acontece as Mil Milhas de Sebring - se quiserem, podem assistir às onboards que Toyota e Ferrari tem dos seus carros no Youtube - já tibemos alguns acidentes, e o mais espectacular até agora aconteceu logo de inicio, com o carro pilotado pelo argentino Luis Perez Companc no seu Ferrari numero 83 na classe GTE-Am, logo na quinta volta e resultou no primeiro Safety Car da corrida.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

Formula E: Felix da Costa encara o seu centésimo ePrix


Depois de um início de temporada complicado, António Félix da Costa espera que a corrida de Hyderabad, na Índia, sirva para virar a página em relação aos mais resultados, já que não pontuou nas duas corridas do fim de semana saudita. Ainda por cima, esta corrida deste fim-de-semana marca a sua centésima participação na Fórmula E, ele que se estreou no campeonato em 2014/2015, no ePrix de Putrajaya, na Malásia.

Na véspera da corrida, o piloto de Cascais fez um ponto da situação:  

"Disse após a corrida de Riade que não estava contente com a minha performance, não sou de encontrar desculpas nem de me agarrar ao passado. Faz parte da vida de um atleta ter corridas e momentos menos bons, mas estou motivado, sou ambicioso e quero voltar aos lugares da frente. Toda a equipa da Porsche está totalmente unida, sabemos que temos um bom carro portanto estou forte e motivado para a corrida deste fim-de-semana na Índia. Ser a centésima corrida é apenas um número, claro que é interessante chegar às 100 corridas, mas encaro o fim-de-semana da mesma forma que todos os outros, com foco e determinação."

Para quem não se lembra, o campeão de 2020 conta com sete vitórias, nove pole-positions e dezasseis pódios, em equipas como a Amlin Aguri, a DS Techeetah e agora, a Porsche.

A corrida indiana poderá ser acompanhada em direto na Eleven 1 e Eurosport 2, a partir das 9:20 horas de Sábado, horário de Lisboa.

terça-feira, 17 de janeiro de 2023

Acerca da homenagem da FIA a Ken Block


Quase duas semanas após o acidente trágico de Ken Block, e na semana em que começa o Mundial de Ralis, a FIA e o WRC decidiram que o número 43, o número que o piloto americano usou ao longo da sua carreira, não seria mais usado. É o primeiro número a ser retirado no Mundial de ralis, porque isto é algo que começou muito recentemente, a dos números fixos. Creio que seja algo com pouco mais que uma década, e são ainda poucos os números identificativos. Por exemplo, tirando o 69 de Kalle Rovanpera, quem acompanha o Mundial de ralis há quase quatro décadas, como eu, não conhece qualquer piloto com determinado número. Colin McRae? Durante muito tempo andou com o número 3, nos tempos da Subaru, mas quando foi para a Ford, usou o 4. É um exemplo.

Mas faço a pergunta: que razão alguém como a FIA e o WRC decide tomar uma atitude destas, de um piloto que só conseguiu 18 pontos no total e como melhor resultado um sétimo lugar no Rali do México de 2013? Um piloto cuja carreira foi muito marginal, que começou muita tarde, nunca foi um piloto oficial de qualquer marca e sequer foi campeão nacional na América?

A resposta foi uma: impacto. Ou se preferirem, as "Ghynkhanas"

A primeira aconteceu, salvo erro, em 2008. Block, um dos fundadores da DC Shoes e com experiência no skate, tinha-se apaixonado pelos ralis e começara a experimentar graças ao seu contacto com Travis Pastrana, descobriu o poder das redes sociais, em especial, do Youtube. A primeira experiência foi um sucesso, mas no ano seguinte, mostrou-se ao mundo graças à sua passagem pelo programa Top Gear, quando guiou James May num percurso feito de propósito para ser visto na televisão. Foi outro enorme sucesso, e Block regressou em 2015, para andar pelas ruas de Londres a bordo de um Mustang modificado de primeira geração, e sempre com o 43.

Pelo meio, outra grande acrobacia, mas esta... involuntária. Quando em 2010 decidiu inscrever-se no Mundial de ralis, numa altura em que Sebastien Loeb dominava e tinha a presença de Kimi Raikkonen, que tinha tirado férias da Formula 1, Block, no alto dos seus... 42 anos, seria mais outra curiosidade para arrastar fãs que já tinha conseguido um pouco por todo o mundo, do que alguma ameaça para os pilotos profissionais.

Quando se preparava para o rali de Portugal, que naquele ano era no sul do país, Block estava a dar cem por cento no "shakedown" quando exagerou numa parte e capotou o carro algumas vezes no ar, acabando totalmente destruído. Os estragos foram mais que suficientes para impedir de alinhar na prova, ainda antes de começar, e o vídeo do seu acidente deu a volta ao mundo. 

Com o passar dos anos, Block dividiu-se pelo rallycross - com alguns pódios - e um melhor palmarés que o WRC. A sua última participação foi em 2018, no rali da Catalunha. Não deixou de tentar a sua sorte no Rally America, tendo até a temporada de 2022 sido filmada para fazer (mais um) documentário no Youtube. Podia não ser o melhor piloto do mundo, mas sabia mostrar-se e "vender-se" aos apreciadores de emoções fortes. E no tempo onde ver é tudo, fazer parar as imagens para ver o pneu a milímetros do abismo é o que conta. 


Ultimamente, tinha trocado os carros da Ford pelos Audi elétricos e um Hyundai WRC de 2021 na sua última aventura americana. E até começava a passar a ideia de que haveria uma sucessora na sua filha mais velha, que agora tem 15 anos. Até a mais recente "ghynkhana" já nem foi ele como protagonista, acabou por ter Travis Pastrana como piloto. 

Apesar do escasso palmarés, e tentar encontrar algo que justifique tal decisão, entende-se o gesto da FIA e do WRC: conhecem alguém que tenha colocado os ralis de forma tão mediática como ele? Parecendo que não, será o legado de Ken Block para o resto dos tempos.   

domingo, 16 de outubro de 2022

Noticias: Portimão quer receber a Formula 1 em 2024


No fim de semana em que o Autódromo de Portimão recebeu a final do European Le Mans Series, local no qual receberá a etapa final até 2025, e também terá o Mundial de Endurance em abril de 2023, o seu administrador, Paulo Pinheiro, afirmou que pretende trabalhar para receber a Formula 1 em 2024. E para isso, renovou recentemente a licença Grau 1 da FIA.

Está nos nossos planos trabalhar, muito, muito para ter Fórmula 1 em Portugal em 2024”, referiu Paulo Pinheiro em declarações ao site Auto ao Minuto sobre a possibilidade de Portimão entrar num regime de alternância com Barcelona.

É um objetivo muito grande que nós temos. Apoio do Estado? Nós temos que fazer aquilo que está ao nosso alcance. Vamos fazer o nosso trabalho, temos provas dadas no passado e mostrámos aquilo que podemos fazer.”, continuou.

A Formula 1 receberá um teste privado da Pirelli após o final da temporada em Portimão, e isso deve-se também à tal renovação da licença Grau 1 da FIA, que ajuda muito para futuros testes e claro, o possível regresso da categoria máxima do automobilismo.

Tínhamos de estar preparados caso surgisse alguma oportunidade para receber testes, corridas e temo-lo feito”, afirmou Paulo Pinheiro. “Aliás, conseguimos agora há um par de semanas a reaprovação da pista para receber Fórmula 1. Custa dinheiro, claro… Podíamos ficar com o Grau 2, mas não. Queremos manter isto e vamos sempre mantê-la. É um investimento.

Vai ser um ano muito intenso de trabalho, sim. Vamos ter 354 dias de ocupação e vamos ter mais de 25 corridas ao longo do ano. Tem sido muito intenso. Temos uma equipa relativamente pequena, mas muito, muito dedicada, que é o nosso ponto forte”, finalizou.

terça-feira, 6 de setembro de 2022

Noticias: Quatro mulheres-piloto terão um teste de Formula 3


A Formula 3 anunciou esta terça-feira que quatro mulheres-piloto terão a chance de andar num dos seus carros no circuito de Magny-Cours. As escolhidas são a árabe Hamda Al Qubaisi, a britânica Abbi Pulling, a americana Chloe Chambers e a checa Tereza Babickova. Tirando Al Qubaisi, que está na Formula 4 e Formula Regional, as restantes pilotos estão na W Series. 

O teste faz parte de um plano para maior diversidade na pirâmide de monolugares da FIA, para dar melhor acesso a mais pilotos do sexo feminino.

A ideia é dar a cada piloto um dia inteiro de testes, com dois carros, com o objetivo de dar a conhecer a categoria às jovens, assim como o carro e as suas diferentes afinações, juntamente com as exigências e desafios do seu ambiente. Para o primeiro dia, será Al Qubaisi e Pulling, com Chambers e Babickova a experimentarem o carro no dia 2.

Pulling, de 19 anos, está na sua segunda temporada na W Series, onde já conseguiu três pódios, uma pole-position e é atualmente a quarta classificada da competição, com 65 pontos. Chambers está na sua primeira temporada na competição, tem 18 anos, e já correu na Formula 4 americana. A mesma coisa acontece com Babickova, de 19 anos. 

Quanto a Al Qubaisi, de 20 anos, tem experiência na Formula 4, onde já conseguiu um pódio na série italiana, a mais competitiva de todas, e este ano anda pela Formula Regional European Championship, pela Prema. E é a irmã mais nova de Hamda Al Qubaisi, que este ano correu na Formula Regional Asian Championship, também pela Prema.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

Feliz Natal a todos!


É Natal, e já olhamos para trás para fazer contas sobre o ano que passou. E claro, foi complicado. Muitos ainda se lembram do inverno passado, o pior da pandemia, com hospitais cheios, ambulâncias a fazerem fila para deixarem doentes e o oxigénio a faltar um pouco por todo o lado, porque as pessoas pararam de respirar. 

Mas como em tudo, passou. Controlou-se a doença, ficando todos nós fechados em casa e a trabalhar de lá, evitando o mais possível as contaminações. Mas depois, quando começamos a voltar a ter uma espécie de vida, assistimos a coisas boas nos sitios onde mais gostamos de ver, apesar dos calendários constantemente alterados, como na Formula 1, nos ralis, no MotoGP, noutros lados.

Ainda não vivemos a vida de antes. E não vai ser este ano que veremos o seu final, porque outra variante está por aí, a obrigar-nos e voltar para as nossas casas, presos e isolados uns dos outros. E se quisermos festejar o Natal, é com a família mais próxima, e mesmo a mais próxima. Por mais um ano. 

Mas nem tudo foi mau. Vimos a grande temporada da Formula 1, que acabou há quase duas semanas, terminando quase na última curva da última volta, depois de uma longa temporada - a maior de sempre, 23 corridas! - e vimos outras coisas novas, mesmo nós, que tivemos mais um Grande Prémio nas nossas bandas - sem público, infelizmente - e o rali, bem duas duas provas de MotoGP!

Agora é altura de comer o bacalhau - ou o peru, dependendo da latitude e da longitude - abrir os presentes e saudar todos os que estejam a ler esta mensagem e desejar-lhes um bom Natal. Obrigado a todos! 

quinta-feira, 11 de novembro de 2021

Noticias: Chadwick não fará W Series em 2022


A bicampeã da W Series, a britânica Jamie Chadwick, não regressará à competição em 2022. A piloto de 23 anos expressou a sua intenção e subir a ladeira da formação, com o objetivo de alcançar a Formula 1. Numa entrevista à Autosport britânica, a atual piloto de desenvolvimento da Williams disse que gostaria de fazer algumas corridas no Mundial de Endurance na próxima temporada. 

"O meu plano não é voltar à W Séries, preciso olhar para outra coisa", disse Chadwick à Autosport. "Já fiz isso por dois anos e ganhei duas vezes, e acho que preciso mostrar isso como uma vantagem e uma plataforma para novas oportunidades. Não acho que faria sentido retornar à W Séries.", continuou.

Questionado sobre se o próximo passo seria uma temporada na Formula 3, afirmou que essa seria uma boa hipótese, mas as questões financeiras contam na decisão. “É algo que estou avaliando enquanto tento descobrir qual é o melhor caminho, mas é muito dinheiro. Obviamente, o prêmio da W Séries é significativo [meio milhão de libras, ndr], mas não te leva assim tão longe. Preciso ver quanto apoio posso conseguir e que assentos estão disponíveis."

Para além disso, Chadwick afirmou que a sua experiência no LMP2 no Bahrein abriu o apetite para uma temporada na Endurance. 

"Foi divertido, muito diferente do que estou acostumado, e me deixou querendo mais", começou por explicar Chadwick. "As corridas de endurance são algo que me interessa e as 24 Horas de Le Mans estão na minha lista de desejos. É definitivamente algo que pretendo para a próxima temporada; na maior parte dos anos desde que comecei a correr, fiz mais do que um programa.", concluiu.

quarta-feira, 15 de setembro de 2021

Formula e: Di Grassi vai correr na Venturi

Lucas di Grassi não ficou muito tempo sem lugar depois da saída da Audi. Na próxima temporada da Formula E, o piloto brasileiro correrá pela Venturi, ao lado do suíço Edoardo Mortara, numa competição que começará em janeiro em terras sauditas. O anuncio foi feito esta quarta-feira no Mónaco e o piloto de 37 anos substituirá o francês Norman Nato.

Todos que me conhecem sabem o quanto sou competitivo. Guiar por uma equipa que sei que pode lutar na frente e realmente desafiar pelo campeonato é essencial para mim. A Venturi foi simplesmente a melhor escolha e estou realmente feliz em fazer parte da equipa”, começou por afirmar na sua apresentação à equipa.

Acompanhei a Venturi desde a primeira temporada e sei que eles têm uma história forte no Mónaco. A equipa teve uma performance muito, muito boa na temporada passada. Dá para ver que progrediu muito nos últimos anos, o momento está lá e eles mostraram uma melhora clara em todas as áreas”, continuou.

Edo [Edoardo Mortara, o outro piloto] teve uma temporada fantástica, realmente forte, lutando pelo título até o final. Tiveram muitas vezes ao longo da temporada em que eu corri contra os dois carros da Venturi e pude ver o quanto eles eram competitivos. Mas não é apenas uma questão de equipa, estou realmente feliz em guiar ao lado de Edo. Nos conhecemos já muito tempo, fizemos parte do programa da Audi, o respeito como piloto e ser humano. Ele é muito talentoso e um grande personagem, acho que vamos trabalhar muito bem juntos”, concluiu.

Campeão da Formula E na temporaqda 2016-17, Di Grassi é um dos "originais", ao ter disputado todos os ePrixs desde a sua fundação, em 2014. Conseguiu 12 triunfos e três pole-positions, para além de 36 pódios, sempre ao serviço da Audi, primeiro como Audi Abt, e depois, na equipa oficial.