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quarta-feira, 24 de julho de 2024

Noticias: Formula E comprou os direitos da W Series


A W Series, competição exclusivamente feminina, não está ativa desde 2022, depois da insolvência da organização por trás dela. Contudo, na semana passada foi revelado que a Formula E comprou os direitos da competição, por 110 mil libras - muito pouco para os mais de 23 milhões de dívida que a firma deve a todo o tipo de credores, desde equipas a pilotos. 

Para que é que compraram os direitos? Eles ainda não sabem muito bem, mas está em cima da mesa a ideia seria de reavivar a competição como uma competição de acesso, mas com carros elétricos. Pelo menos, é o que afirma o seu CEO, Jeff Dodds.

O que temos sido realmente honestos e abertos é que estamos muito focados em trazer mais diversidade ao desporto automóvel. Achamos que a Formula E é um ótimo lugar para o fazer”, disse numa entrevista ao site Formula Scout.

Porém, isto não significa necessariamente diversidade de género, não significa que estejamos a tentar atrair mais mulheres para conduzir [na competição], embora adorasse fazer. Mas também tivemos o Robert Wickens [a conduzir] em Portland. Assim, queremos apenas dar oportunidades para que diferentes pessoas experimentem carros e realizem o seu potencial no desporto automóvel. E achei a W Series um esforço realmente valente para o fazer para as corridas femininas."

Infelizmente, não resultou para elas, apesar de terem conseguido grandes filmagens e grande reconhecimento de nome. Por isso, quisemos adquirir isso, na eventualidade de podermos usar isso no futuro, de alguma forma, para promover as mulheres no desporto automóvel. Agora podemos nunca o usar. Podíamos fazer algo incrível com isto, mas para mim, pelo preço do ativo, pareceu-me uma boa oportunidade.”, continuou.

Contudo, apesar de terem comprado os "naming rights" da W Series, Alejandro Agag, o seu fundador, admite que ainda não faz ideia o que fazer com eles, porque por agora, não pensa em criar uma série que alimente a competição elétrica.

Os custos são muito elevados e o retorno seria difícil de conseguir. Tentámos [no passado] ter séries de apoio na Formula E como o Jaguar [Jaguar I-Pace eTrophy], mas também comercialmente não fazia sentido. E a Formula E, comercialmente, está a funcionar muito bem. Mas pensamos que numa série desse tipo, a receita não financiaria o custo.”, disse.

Assim sendo, apesar de eles terem os direitos de uma série que acabou em 2022, o seu regresso não acontecerá tão cedo, e nem se sabe se será uma competição feminina, como era originalmente, nem se sabe se, por exemplo, os atuais Gen3 poderiam ser reutilizados nessa competição de acesso à Formula E.  

sexta-feira, 7 de julho de 2023

Youtube Motorsport Video: Porquê fracassou a W Series?

A W Series anunciou recentemente que entrou em falência, depois de três anos de operações. Isso era algo inevitável, depois do anuncio, no final do ano passado, do cancelamento das rondas finais do campeonato, nas Américas, demonstrando que tinham problemas de financiamento.  

É um fim para uma série que tinha começado em 2018, com carros da Formula 4, e claro, exclusivamente feminina. E apesar de escolherem pilotos pelo seu talento, na realidade, houve uma que se destacou sempre: a britânica Jamie Chadwick, que agora está na Indy Lights, a categoria de acesso à principal, a IndyCar Series. 

E para piorar as coisas, a FIA criou a sua série, a F1 Academy, com chassis de Formula 4. 

E é sobre isso tudo que o Josh Revell fala no seu mais recente vídeo. 

segunda-feira, 10 de outubro de 2022

Noticias: W Series prematuramente terminado


A W Series anunciou esta segunda-feira que as suas corridas em Austin e Cidade do México foram canceladas, levando ao final prematuro depois de cumpridas sete das dez jornadas do campeonato. Segundo a organização, a razão tem a ver com a capitalização de recursos para a próxima temporada.

Com isso, Jamie Chadwick tornou-se tricampeã da categoria, com 50 pontos de avanço que a segunda classificada, a neerlandesa Beitske visser. O anúncio era, de certa forma inevitável, depois das dificuldades reveladas no fim de semana do GP e Singapura, há cerca de 10 dias. 

É com grande tristeza e frustração que anunciamos que nossas tão esperadas três corridas finais da temporada 2022 em Austin e na Cidade do México não serão realizadas." começou por dizer Catherine Bond Muir, a CEO da competição, no comunicado oficial da categoria. "Como start-up em apenas nossa terceira temporada de corridas, estamos sempre trabalhando duro para garantir a regularidade do financiamento à medida que continuamos a expandir nossos negócios, mas devido a circunstâncias imprevistas recentes fora do controle da W Series, não recebemos dos fundos contratados devidos a nós. Portanto, fomos forçados a tomar a infeliz decisão de não completar nosso calendário programado nesta temporada.", continuou.

Sobre o futuro da competição, Bond Muir afirma que espera ter fundos suficientes para uma temporada de 2023 sem sobressaltos. 

Embora ainda não estejamos em posição de fazer um anúncio formal, estamos a ter muitas conversas positivas em andamento e todas as partes compartilham a nossa paixão e crença na nossa missão de fornecer ao nosso incrível campo de mulheres-pilotos uma plataforma para mostrar seus talentos e corrida na frente de fãs entusiasmados em todo o mundo. Estamos a fazer todo o possível para garantir a saúde financeira de longo prazo de nossos negócios e esperamos o crescimento e o sucesso contínuos da W Series.", concluiu.

A competição começou em 2019, com uma interrupção em 2020 devido à pandemia, e em 2021 e 2022, a competição tornou-se numa das corrias que compõem o fim de semana da Formula 1, começando nesta temporada na ronda de Miami.

quinta-feira, 29 de setembro de 2022

A W Series está em crise?


A W Series regressará este final de semana em Singapura, mas poderá ser a última corrida do campeonato. Há um risco sério de que as provas americanas, bem como a do México, poderão não acontecer devido a sérios problemas financeiros. Segundo conta o jornal britânico The Telegraph, a firma que está a organizar a competição tem neste momento uma dívida de 7,5 milhões de libras e encontra-se em dificuldades em encontrar dinheiro para pagar as contas. Sinal disso é que a companhia que fundou a categoria, dirigida por David Coulthard e Jake Humpfrey, que normalmente manda entre 15 e 20 funcionários às corridas, não tem ninguém presente em Singapura e não se sabe se enviará mais alguém para as probas que faltam. 

Para alem disso, fala-se que existe um acordo assinado com um milionário americano, mas o negócio acabou por não ser concretizado, o que impediu a injeção de dinheiro bem necessitado para manter a companhia a flutuar e as contas pagas.  

Catherine Bond-Muir, a dirigente da W Series, admite que existem dificuldades, mas afirmou encontrar-se otimista com o futuro da categoria, que poderá esta semana consagrar Jamie Chadwick como tricampeã da competição.

"Nós estamos tendo muitas conversas no momento e estou muito otimista. Tivemos que lutar desde o primeiro dia. Sempre foi difícil, mas nós somos lutadoras. Nós estamos olhando nosso orçamento. Estamos confiantes de que vamos continuar levantando dinheiro", disse, em declarações ao jornal The Telegraph.

"Você tem que entender que a W Series é uma categoria muito nova. O tênis é mais igualitário agora porque a Billie-Jean King lutou por esses direitos há 50 anos. O futebol está lentamente se tornando mais igual. Rubgy? Nós vimos recentemente a seleção inglesa voar de classe econômica para o Mundial enquanto os homens foram de primeira classe. É preciso tempo. Nós estamos apenas na nossa terceira temporada, mas já tivemos um grande impacto e somos uma força", ressaltou a britânica.

Apesar do otimismo, ela não garantiu que as pilotos receberão o prize-money acordado, nem se as corridas em Austin e Cidade do México acabarão por acontecer.

quarta-feira, 31 de agosto de 2022

Noticias: Andretti irá providenciar um teste a Chadwick


A Andretti Autosport anunciou que irá providenciar um teste a Jamie Chadwick, a piloto da W series que está a dominar o campeonato deste ano, a caminho do seu tricampeonato. Piloto de testes da Williams, a piloto andará num chassis da Indy Lights em setembro em Sebring, na Florida, para poder ser avaliada nas suas capacidades. 

Ela estará testando em Sebring a 21 de setembro”, disse o COO da Andretti, Rob Edwards, à publicação americana racer.com.Estamos empolgados em dar a ela uma oportunidade. Ela é claramente a piloto dominante na W Series e, em nossa opinião, merece uma chance de traduzir isso para o próximo passo em sua carreira.”, continuou.

Chadwick, de 24 anos, domina a W Series desde a sua constituição, em 2019, e tem sido a recordista da competição em termos de vitórias - tem onze - bem como pole-positions, com dez, 18 pódios e seis voltas mais rápidas. Em 2022, lidera a competição com 143 pontos, 45 na frente de Beitske Visser e Alice Powell.

sábado, 30 de julho de 2022

W Series: Powell bate Chadwick e vence em Budapeste


Pela primeira vez no campeonato, Jamie Chadwick não ganhou uma corrida. Esta tarde, no Hungaroring, a britânica Alice Powell levou a melhor sobre a líder do campeonato, com a neerlandesa Beitske Visser no lugar mais baixo do pódio. 

Depois de na véspera ter sido a "polewomen", e Chadwick não ter conseguido mais do que o quinto lugar na grelha, no dia de hoje, com a pista a secar depois de uma chuvada de manhã, durante o treino livre da Formula 1, Alice Powell largou na frente da corrida, que tinha começado atrás do Safety Car. Chadwick passou para quarta, aproveitando alguma confusão no pelotão, no qual Nerea Marti tinha sido a mais prejudicada, caindo para o fundo do pelotão. 

Dez minutos na corrida, Chadwick estava na traseira de Marta Garcia, tentando-a passar, o que aconteceu pouco depois. Agora tinha na frente Beitske Visser, a terceira, enquanto atrás, Abbie Eaton tinha saltado de sétima para quarta. Mas quando a filipina Bianca Bustamante bateu no muro, e pouco depois, ficara parada na entrada das boxes, o Safety Car foi acionado e as pilotos ficaram próximas umas das outras. Por esta altura, Chadwick tinha passado Visser e era segunda, na traseira de Powell. 

Na parte final, foi mostrada a bandeira verde e ali, Chadwick pressionou Powell pela liderança, numa luta entre britânicas, mas no final ela aguentou as investidas da líder. E pela primeira vez nesta temporada, uma piloto que não Chadwick subia ao lugar mais alto do pódio. Marta Garcia é quarta classificada, enquanto a japonesa Juju Noda conseguiu os seus primeiros pontos, ao ser nona classificada, na frente da brasileira Bruna Tomaselli.

No campeonato, Chadwick continuava a liderar, com 143 pontos, contra os 68 de Powell, que subiu ao segundo posto, empatado com Visser. Abbi Pulling era a quarta, com 65 pontos.

Agora, a W Series voltaria à ação a 2 de outubro, em Singapura.

quarta-feira, 27 de julho de 2022

Noticias: W Series troca Suzuka por Singapura


A W Series anunciou esta quarta-feira que a corrida em Suzuka será trocada por uma em Singapura, que irá acontecer no final de semana de 2 de outubro.  

A CEO da W Series, Catherine Bond Muir, disse que competir na Ásia em 2022 era um objetivo importante para o campeonato e agradeceu aos organizadores da Formula 1 e do GP de Singapura por acomodarem nesta sua mudança de planos.

Desde que anunciamos nosso calendário de corridas de 2022 em janeiro, o cenário global mudou consideravelmente”, começou por dizer. "É com pesar que não estaremos a competir no Japão este ano, onde temos um forte apoio, mas os desafios envolvidos aumentaram significativamente nos últimos seis meses, o que significa que, para uma empresa jovem como a nossa, infelizmente não é possível realizar uma corrida por lá." continuou.

"Nossa temporada de 2022 prometeu ser um marco, pois realizamos mais corridas [10] do que nunca, incluindo uma primeira corrida na Ásia, que é um mercado importante para nós. A Fórmula 1 e a equipa do GP de Singapura por nos ajudar a concretizar isso."

"O Marina Bay Street Circuit construiu uma reputação fantástica de grandes corridas e temos certeza de que a atmosfera será incrível quando as corridas retornarem depois de uma pausa. Realizamos nossa primeira corrida num circuito de rua em Miami no passado mês de maio, com enorme aclamação, e tenho certeza de que nossos pilotos farão outro espectáculo emocionante em Marina Bay, continuando a inspirar os nossos fãs na Ásia”, concluiu.

A competição, de dez provas, terminará com uma ronda dupla na Cidade do México, no final de outubro. Entretanto a competição voltará à ação neste final de semana, no Hungaroring.

sábado, 23 de julho de 2022

W Series: Chadwick triunfa em Paul Ricard


Cinco corridas, cinco vitórias. Jamie Chadwick largou de terceiro, por causa de uma penalização por ter feito o tempo que lhe deu a pole passando dos limites da pista, e aproveitou o embalo na partida para passar Marta Garcia e Beitske Visser e triunfar novamente nesta tarde na W Series, a competição dedicada exclusivamente às garotas, que aconteceu esta tarde em Paul Ricard. 

Na partida, Martí largou lenta, suficiente para ser passada por Chadwick e ficar atrás da neerlandesa, mas mais atrás, havia confusão, com Marta Garcia e Belén Garcia - sem relação de parentesco - se envolviam num toque que sobrara para Abbie Eaton, que acabou no ar, e provocou a entrada do Safety Car. A corrida recomeçou depois de seis minutos de neutralização. 

No recomeço, Visser continuava na frente, com Chadwick a pressionar, mas pouco tempo depois, o Safety Car entrava em ação quando os carros de Chloe Chambers e Emily de Heus tocaram-se, com a americana a sofrer danos fatais para a sua corrida. De Heus acabou por ir às boxes para cumprir uma penalização de 10 segundos. 

Novo recomeço, a 13 minutos do final, e Visser aguentou o que pode o ataque de Chadwick, mas foi inútil: a britânica passou-a e ficou com o comando, enquanto a neerlandesa começou a ser pressionada pelas espanholas. Chadwick afastou-se do pelotão, fazendo a volta mais rápida pelo caminho.

No final, Chadwick teve a companhia das espanholas Belén Garcia e Nerea Martí, com Visser a cair para quarta, depois de ter saído de pista na curva 11, perdendo o seu lugar no pódio. Kimilainen ficou fora dos pontos, na 12ª posição. 

Na geral, Chadwick tem agora 125 pontos, contra os 55 de Abbi Pulling, a segunda classificada, e os 53 de Beitske Visser, a terceira. A W Series continua na semana que vêm, em Budapeste, na Hungria.  

sábado, 2 de julho de 2022

W Series: Chadwick voltou a dominar


Quatro corridas, quatro vitórias. Jamie Chadwick vai a caminho do tricampeonato na W Series, depois de ter dominado na corrida desta tarde em Silerstone, não dando hipóteses à concorrência. Abbie Pulling foi segunda, na frente de Emma Kimilainen.   

Depois de ter conseguido a pole-position, numa qualificação onde deixou a concorrência a milhas, a corrida de hoje era para saber se estes teriam a chance de a apanhar e minorar o seu domínio na terceira temporada da competição, onde tinha vencido em todas as provas até agora disputadas. 

Na realidade... não. Chadwick saiu na frente quando o semáforo apagou, e só voltaram a vê-la na meta, com ela no lugar mais alto do pódio. Com ela a distanciar-se da concorrência, o grande motivo de interesse tinha a ver com a luta pela segunda posição, entre a britânica Abbie Pulling e a finlandesa Emma Kimilainen.

Contudo, esse motivo de interesse só aconteceu a cinco minutos do final, quando a britânica se aproximou da finlandesa na luta pelo segundo lugar, e pelo caminho, conseguiu a volta mais rápida da corrida. A duas curvas do final, depois da curva Stowe, Pulling tentou a sua sorte, mas acabou por bater na traseira de Kimilainen, fazendo-a rodar. Ela prosseguiu para o segundo posto, com a finlandesa a ficar com o lugar mais baixo do pódio, ambas na frente da piloto do Lichtenstein, Fabienne Wohlwend

No campeonato, Chadwick está perfeita, com 100 pontos, mais 47 que Abbi Pulling e mais 59 que Beitske Visser, que foi quinta nesta corrida. A W Series regressa dentro de três semanas, em Paul Ricard.  

sábado, 21 de maio de 2022

W Series: Chadwick triunfa em Barcelona


Jamie Chadwick prossegue a sua senda dominante na temporada da W Series, ao ganhar pela terceira bex consecutiva, esta tarde, em Barcelona. Com isso abriu uma enorme vantagem sobre a concorrência e é a candidata numero um para o tricampeonato. 

Com ela a ficar na pole-position, Chadwick largou, mantendo-se na liderança, mas com Alice Powell e Abbi Pulling atrás de si, tentando desalojá-la. Pulling passou Powell e começou a ir atrás de Chadwick, tentando desalojá-la do comando. Ao longo da corrida, Pulling tentou passá-la, mas defendeu-se sempre, indo assim até à meta.

Pelo meio, Chadwick conseguiu a bolta mais rápida, enquanto Alice Powell ficou com o lugar mais baixo do pódio, na frente da finlandesa Emma Kimilainen e da neerlandesa Beitske Visser. As espanholas Marta García, Belén García e Nerea Martí, a piloto do Lichtenstein Fabienne Wohlwend e a britânica Sarah Moore completaram o "top ten".

No campeonato, Chadwick tem agora 75 pontos, contra os 38 de Abbi Pulling e os 35 de Alice Powell. A W Series continuará a 3 de julho, em Silberstone. 


domingo, 8 de maio de 2022

W Series: Chadwick repete a vitória em Miami


Segunda corrida, segunda vitória. Jamie Chadwick triunfou de novo nesta tarde em Miami, ficando na frente da espanhola Nerea Marti e a britânica Alice Powell, e é a líder destacada do campeonato, parecendo que é a favorita para o tricampeonato da W Series.

E se na primeira vez, aguentou todo o um pelotão que queria o seu posto, depois de uma excelente largada onde conseguiu superar Nerea Marti, hoje foi diferente, ao partir de primeira e ir embora da concorrência. Atrás de si, Nerea Marti era segunda, e apesar de todo o esforço para a apanhar, a diferença ficou-se pelos três segundos. Atrás, Emma Kimilainen lutava com Alice Powell pelo terceiro posto ao longo da corrida, e quando conseguiu, tentou ir atrás de Marti, com ambas a trocarem posições ao longo da corrida.  

Na parte final, Powell sofreu um toque da finlandesa, quebrando a asa, enquanto Kimilainen desceu para quinto. Abbi Pulling, apesar de ser sexta, conseguiu a volta mais rápida.  

Nos restantes lugares pontuáveis, a americana Chloe Chambers foi a melhor das estreantes, conseguindo um décimo posto, na frente de Fabienne Wohelwend, que recebera uma penalização por causa de um incidente na primeira prova. Ela acabou na 11ª posição, fora dos pontos.  

No campeonato, Chadwick lidera destacado com 50 pontos, pouco menos do dobro de pontos que tem Nerea Marti, que tem 26, e a neerlandesa Beitske Visser, com 21 pontos.

A W Series prossegue dentro de duas semanas, em Barcelona.   

W Series: Chadwick foi a melhor na primeira corrida de Miami


A britânica Jamie Chadwick foi a vencedora da primeira corrida da W Series, este sábado, em Miami. Numa corrida complicada, com amostragens de bandeiras vermelhas, a bicampeã da competição começou bem a nova temporada, tornando-se na primeira mulher a triunfar em três temporadas consecutivas. A espanhola Marta Garcia e a britânica Jessica Hawkins acompanharam-na no pódio.

Na primeira de duas corridas do final de semana na pista americana, que se estreia na Formula 1, a corrida de Chadwick começou bem quando conseguiu superar Nerea Marti, que teve uma má largada. Pior ficou Alice Powell e Belén Garcia, que ficaram paradas na grelha e largaram do fundo. Por causa disso, o Safety Car entrou na pista para poderem tirar esses carros. 

Contudo, a demorar em tirar um dos carros foi o suficiente para que a organização colocasse a bandeira vermelha, com os carros a irem às boxes e esperando que a pista ficasse livre.

Dez minutos depois, o carro foi retirado, e os restantes bólidos regressaram à pista para alinharem de novo. 

No recomeço, Chadwick manteve a liderança, mas atrás de si estava Emma Kimilainen, Marta Garcia, que por sua vez era assediada por Fabienne Wohlwend, que mais tarde a conseguiu passar. Mas pouco depois, a piloto do Lichtenstein exagerou na travagem para a curva 11 e perdeu o posto para Garcia.

A dez minutos do fim, Wowlwend exagerou novamente a bateu no carro de Abbie Eaton, causando nova entrada do Safety Car. Ambas saíram de pista, para não mais voltar, e o reagrupamento demorou o tempo suficiente para que tentassem uma última chance na parte final da corrida.     

E foi o que aconteceu: a corrida arrancou para uma última volta, onde Kimilainen e Garcia atacaram Chawick, mas travaram tarde e foram pela escapatória, com Chadwick a aproveitar bem e manter a liderança até à bandeira de xadrez. Depois das três primeiras, Abbi Pulling foi a quarta e a brasileira Bruna Tomaselli a quinta. Entre as estreantes, a filipina Bianca Bustamante foi a melhor, sendo nona.

A segunda corrida da W Sweris acontece neste domingo. 

sábado, 7 de maio de 2022

W Series: Nerea Marti foi o melhor na qualificação de Miami


A espanhola Nerea Marti foi a primeira "polewoman" da W Series nesta temporada, cuja jornada de final de semana se disputa em Miami. Ela conseguiu bater as britânicas Alice Powell e Jamie Chadwick, com Emma Kimilainen a ser a quarta. Marti beneficiou de uma bandeira vermelha, causada pelo acidente de Fabiene Wohlwend no último minuto da qualificação, invalidando a tentativa de Powell de ficar com a pole-position.

Chadwick, apesar de ser a terceira na grelha, conseguiu a pole na segunda sessão de qualificação, que definiu a grelha para domingo, e ficará na frente de Emma Kimilainen e de Alice Powell. A americana Chloe Chambers foi a melhor das estreantes, sendo 11ª na grelha, enquanto as restantes quatro ficaram com os lugares finais, sendo o pior a japonesa Juju Noda, a cinco segundos da primeira, por caua dos problemas que foi assolada ao longo do fim de semana.

A primeira corrida da W Series corre nesta sábado, pelas 19:30, horário de Lisboa, com a segunda a acontecer no domingo, às 15:30.

terça-feira, 22 de março de 2022

W Series: Divulgada a lista para 2022


A W Series divulgou nesta terça-feira a lista da pilotos que participarão na temporada de 2022. Com oito pilotos garantidas na grelha graças aos seus resultados, o resto teve de ser preenchida graças a dois testes que aconteceram no inicio de janeiro, no Arizona (Estados Unidos) e no circuito de Barcelona, em Espanha, os resultados finais são, de uma certa maneira, esperados. 

A mais nova de todas, a japonesa Juju Noda, de 16 anos, foi selecionada, enquanto a mais experiente foi a brasileira Bruna Tomaselli, que tem 24 anos. 

Eis a lista completa das selecionadas:

Tereza Babickova (República Checa), 

Bianca Bustamante (Filipinas) 

Chloe Chambers (Estados Unidos) 

Emely De Heus (Países Baixos) 

Belén García (Espanha) 

Marta Garcia (Espanha) 

Nerea Martí (Espanha) 

Jessica Hawkins (Reino Unido)

Juju Noda (Japão)

Bruna Tomaselli (Brasil)

A competição arranca no fim de semana de 7 e 8 de maio, em Miami, e terá oito rondas. 

terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

W Series: Chadwick fica uma terceira temporada


A W Series anunciou esta terça-feira que Jamie Chadwick irá ficar uma terceira temporada, depois de ter conquistado os títulos de 2019 e 2021. Ela será piloto da Janner Racing, uma equipa formada pela americana Caytlin Jenner, e a mudança, que à partida poderia dar mais protagonismo á competição... arrisca mais a ser um embaraço.

Por agora, a reação de felicidade pela entrada de Chadwick na série e a chance de ser tri-campeã, algo que seria mesmo inédito. “Estou realmente entusiasmada por regressar à W Series para defender o meu título”, afirmou, citada pela Sky Sports. “Não pensei duas vezes quando fui convidada pela Jenner Racing. Estamos concentradas em fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para ganhar o título número três. Falei com a Caitlyn Jenner e a sua visão para a equipa é espantosa. Tenho zero dúvidas de que ela poderá ajudar a levar a minha carreira ao próximo nível e abrir-me portas a nível internacional”, continuou.

Este é um grande ano de desenvolvimento para mim. Tenho planos para fazer um programa de corridas de apoio e não escondi o meu desejo de competir em Formula 3 e Formula 2. Mas o timing é tudo e a oportunidade que a W Series me dá de ter mais experiência competitiva em circuitos de classe mundial é um passo fundamental na minha jornada em direção a competir na Formula 1”, concluiu.

Para a CEO da competição, Catherine Bond Miur, a permanência de Chadwick na competição é uma enorme mais-valia. 


"Jamie é um talento excecional que elevou o talento e o perfil da W Series e inspirar a próxima geração de pilotos graças às suas performances em pista - que a consagrou como bicampeã da competição - e fora dela articulou a nossa missão de forma apaixonada, como a nossa competição merece. Estamos gratos por ela ter decidido ficar e defender o título e estamos ansioso por vê-la correr de novo em circuitos icónicos, incluídos no calendário da Formula 1, com a Jenner Team", afirmou.

Apesar de toda esta apreciação com a permanência de Chadwick na W Series, há um problema, que toda a gente começou a notar. Depois de 2021, se esperava que ela subisse na categoria, mas pelos vistos, isto poderá ser sinal de que o seu talento não foi suficiente para abrir um lugar numa Formula 2, por exemplo. Isto, se o seu objetivo for a Formula 1, do qual parece que começa a não ter muito tempo e poucos pontos - tem 23 anos e nem pontos suficientes para uma sessão de treinos livres ao serviço da Williams.

Logo, regressar a uma competição do qual não tem nada a provar - tem seis vitórias - demonstra que a essência da competição, que é levar as mulheres a outros patamares no desporto motorizado, para já, não está a acontecer. 

Para piorar as coisas, a alemã Sophia Florsch, sempre critica da competição, veio ao Twitter para criticar fortemente a criação da equipa Jenner, não entendendo os critérios de uma competição com máquinas iguais que vai acolher uma equipa... diferente.  

"A Jenner Racing é uma equipa? A W Series poderia explicar como definem [as suas] "equipas"? Todos os setups, os carros, as trocas de motores, são determinados centralmente pela organização. O organizador decide tudo. Então equipa significa apenas "autocolantes" no carro? Apenas marketing. Segregação.", comentou na sua conta no Twitter. 

Portanto, a chegada de Chadwick pode ter sido ao mesmo tempo, uma mais-valia... e uma maldição. 

quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

W Series: Conhecido o calendário de 2022


O calendário da W Series, a competição exclusivamente feminina, foi hoje divulgado, e há algumas novidades. Terá oito corridas, acompanhará os fins de semana da Formula 1, começará em Miami e acabará na Cidade do México. Entre elas, há uma estreia na Ásia, quando forem viajar a Suzuka, e em termos de competição, já não contará mais com Jamie Chadwick, a dupla campeã, que tentará a sua sorte noutra série.

Catherine Bond Muir, a CEO da competição, começou por afirmar, em relação à nova temporada: 

A expansão da W Series continua com o anúncio do nosso calendário de corridas de 2022, que nos fará visitar mais circuitos e países numa única época. No ano passado, iniciámos uma parceria histórica com a Fórmula 1 e a nossa talentosa grelha de pilotos provou que pertencem ao maior palco das corridas motorizadas. A sua capacidade e determinação cativaram o público em todo o mundo, culminando num emocionante final de temporada com jornada dupla em Austin, Texas, EUA, onde uma multidão recorde de 400 mil pessoas assistiu ao fim-de-semana de corrida e viu Jamie Chadwick defender com sucesso o seu título da W Series.

Estou encantada por regressarmos ao Circuito das Américas, Silverstone e Hungria em 2022, e entusiasmada por levar a W Series a Miami, Espanha, França, México e Japão pela primeira vez – esta última representando mais uma conquista marcante para a W Series ao fazermos a nossa estreia na Ásia.", continuou. 

"Sempre declaramos a nossa intenção de fazer da série um movimento verdadeiramente global e este calendário é o próximo passo para o conseguir. A nossa ronda de final de época no Autódromo Hermanos Rodríguez promete ser um fim-de-semana muito especial e mal posso esperar para ver a campeã da W Series de 2022 coroada lá. Sei que as nossas pilotos voltarão a estar à altura da ocasião na próxima época, e gostaria de agradecer à Fórmula 1 pelo seu contínuo apoio e empenho em criar mais oportunidades para raparigas e mulheres nas mais altas categorias do nosso desporto”, concluiu.

Mais tarde se saberá quais serão as novidades no alinhamento das pilotos para esta temporada. 

quinta-feira, 11 de novembro de 2021

Noticias: Chadwick não fará W Series em 2022


A bicampeã da W Series, a britânica Jamie Chadwick, não regressará à competição em 2022. A piloto de 23 anos expressou a sua intenção e subir a ladeira da formação, com o objetivo de alcançar a Formula 1. Numa entrevista à Autosport britânica, a atual piloto de desenvolvimento da Williams disse que gostaria de fazer algumas corridas no Mundial de Endurance na próxima temporada. 

"O meu plano não é voltar à W Séries, preciso olhar para outra coisa", disse Chadwick à Autosport. "Já fiz isso por dois anos e ganhei duas vezes, e acho que preciso mostrar isso como uma vantagem e uma plataforma para novas oportunidades. Não acho que faria sentido retornar à W Séries.", continuou.

Questionado sobre se o próximo passo seria uma temporada na Formula 3, afirmou que essa seria uma boa hipótese, mas as questões financeiras contam na decisão. “É algo que estou avaliando enquanto tento descobrir qual é o melhor caminho, mas é muito dinheiro. Obviamente, o prêmio da W Séries é significativo [meio milhão de libras, ndr], mas não te leva assim tão longe. Preciso ver quanto apoio posso conseguir e que assentos estão disponíveis."

Para além disso, Chadwick afirmou que a sua experiência no LMP2 no Bahrein abriu o apetite para uma temporada na Endurance. 

"Foi divertido, muito diferente do que estou acostumado, e me deixou querendo mais", começou por explicar Chadwick. "As corridas de endurance são algo que me interessa e as 24 Horas de Le Mans estão na minha lista de desejos. É definitivamente algo que pretendo para a próxima temporada; na maior parte dos anos desde que comecei a correr, fiz mais do que um programa.", concluiu.

domingo, 24 de outubro de 2021

W Series: Jamie Chadwick é a bicampeã em Austin


A britânica Jamie Chadwick tornou-se esta tarde a campeã da W series em 2021, depois da segunda corrida no Circuito das Américas, em Austin. A piloto britânica superou Abbi Pulling e Emma Kimilainen, enquanto Alice Powell não conseguiu mais do que um sexto posto.

Sem Marta Garcia e Abbie Eaton, doentes - Eaton ficou lesionada por causa dos obstáculos na berma - a corrida começou com apenas 18 carros na grelha e quando as luzes se apagaram, Chadwick disparou para a frente, sem ser mais apanhada, enquanto Pulling era segunda, escapando-se de Visser e Kimilainen, que lutavam pelo terceiro posto, favorável à finlandesa. Powell, que estava atrás, tentava ganhar posições, sendo sétima no final da primeira volta. 

Com o passar dos minutos, os dois primeiros ficaram cada vez mais distantes, enquanto Sarah Moore conseguiu passar Beitske Visser para ser quarta. Mais tarde, a meio da corrida, Alice Powell, frustrada por estar atrás de Belén Garcia, tentou passá-la, mas a travagem por para além da zona, e não conseguiu passar. Ao mesmo tempo, Fabian Wohlwend tornou-se na primeira desistente da corrida.

A doze minutos do fim, houve uma colisão entre Sabré Cook e Jessica Hawkins. Ambas puderam continuar, mas ficaram lá para o final do pelotão, beneficiando Bruna Tomaselli, que subiu para a zona dos pontos.

Na parte final, a pouco mais de quatro minutos, Powell lá conseguiu passar Garcia para ser sexta, mas realisticamente, o que ela queria era uma quebra no carro de Chadwick para ter chances de título. Mas tal não aconteceu e foi Chadwick que cruzou a meta no primeiro posto e a conseguir o bicampeonato.  

W Series: Chadwick vence na primeira corrida de Austin


Jamie Chadwick venceu a primeira corrida na W Series em Austin e foi para a liderança do campeonato, batendo Alice Powell, que foi terceira, tendo Emma Kimilainen ficado entre elas. Agora, com os dez pontoa de diferença, tudo será decidido amanhã, na corrida final do campeonato. 

Numa prova marcada pela surpreendente pole de Abbi Pulling, que não participa no campeonato a tempo inteiro, todos queriam saber se seria hoje que Chadwick, em segundo na grelha, marcaria os pontos suficientes para já ser a campeã, ou então Emma Kimilainen, que era quarta na grelha, iria manifestar-se e conseguir respirar mais um pouco, adiando tudo para amanhã. E Alice Powell, que também precisava de pontos para lá chegar, pois partia ainda mais atrás, de décima.


Na partida, Kimilainen tentou surpreender Chadwick, mas travou tarde demais e viu a britânica a ficar com a liderança. Caiu para terceira, com Marta Garcia entre as duas, enquanto Abbi Pulling ficou em quarta. Chadwick afastou-se no primeiro lugar, enquanto Kimilainen tentava passar Garcia para ver se britânica não fosse embora.

Na volta 5, Kimilainen conseguiu passar Garcia para ser segunda, algo que é aproveitado por Pulling para ser terceira. Powell passou a espanhola na volta seguinte, para ser quarta, E a partir daqui, as coisas começaram a estabilizar nos lugares da frente, com Pulling a ser o mais veloz.

Na segunda parte da corrida, Beitske Visser começou a passar paulatinamente as pilotos na sua frente, para chegar ao quinto posto, Enquanto na frente, Pulling exagerava nos limites da pista e era penalizada, perdendo o terceiro lugar para Powell, que apenas via a sua concorrente escapar pouco para a próxima corrida.

Assim, no campeonato, Chadwick liderava, com 134 pontos, contra os 124 de Powell e os 93 de Kimilainen. E campeonato termina amanhã, com a segunda corrida em Austin.

sexta-feira, 22 de outubro de 2021

W Series: Sidorkova sai, entra Wood


A russa Irina Sidorkova não irá participar nas rondas finais da W Series, em Austin, por causa de complicações com o visto de entrada nos Estados Unidos. No seu lugar entra a australiana Caitlin Wood. A piloto russa de 17 anos afirmou que o seu visto tinha expirado em 2019 e agora lutava com as embaixadas para marcar uma entrevista para renovar o seu visto para os Estados Unidos.

Através da sua conta oficial no Twitter, a competidora escreveu que “na entrevista, tinha todos os convites, mas a única questão que me perguntaram foi o porquê passava tanto tempo no Reino Unido. 'Corridas de automobilismo. Sou uma atleta comprovada, contratada por uma organização inglesa, a W Series.' Responderam que era estranho. Então, me disseram que meu visto havia sido negado”, continuou.

Lamentamos informar que você é inelegível para um visto de não imigrante aos Estados Unidos. Você não mostrou laços fortes familiares, sociais ou econômicos em seu local de residência que provasse que sua visita aos EUA seria temporária”, concluiu a piloto.

Sidorkova já tinha estado ausente na ronda belga do campeonato, no final de agosto, mas foi apenas por ter apanhado CoVid-19, obrigando a ficar de fora da prova.