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domingo, 22 de setembro de 2024

A imagem do dia


A volta mais rápida de Daniel Ricciardo no GP de Singapura poderá ser um motivo de aplausos - é a 17ª da sua carreira - mas na realidade, o piloto australiano acabou na 18ª e última posição, embora na mesma volta do vencedor, e claro, ajudou Max Verstappen ao tirar um ponto a Lando Norris e claro, com os 52 pontos que agora há de diferença entre ambos, Max tem tudo controlado, dependerá de ele mesmo para ganhar o título. 

Noutras alturas, seria um motivo para ver as coisas pelo lado positivo, mas quando ele falou para a imprensa, o seu estado de espírito era outro:

"São muitas as emoções. Estou ciente que as coisas acabam aqui. Também, estou exausto depois desta corrida. Há um fluxo de emoções neste momento. O cockpit é um lugar... que me familiarizei ao longo dos anos, e... só quero dizer que aproveitei o momento."

Tudo - a emoção na sua voz, a linguagem corporal - indicava o seguinte: Ricciardo poderá estar a fazer ali a sua última corrida na temporada. Amanhã, provavelmente - ou nos próximos dias - a Red Bull anunciará que o piloto australiano será substituído pelo neozelandês Liam Lawson, para correr nas últimas seis corridas da temporada, depois de outra meia temporada em 2023, quando Ricciardo se lesionou na mão, nos treinos do GP dos Países Baixos, em Zandvoort. Um final que muitos acham ser melancólico, para o potencial que mostrou há uma década.  

Ricciardo ainda espera ser uma espécie de "suplente de luxo" para poder guiar em 2026, por exemplo, ou mais cedo, se a Red Bull se livrar de Sérgio Pérez - algo que se falou muito na primavera. Mas se for assim, ser uma espécie de "suplente de luxo", é algo que Ricciardo não merece, para alguém que a certa altura foi considerado como alguém que, legitimamente, poderia se candidatar ao título. E as 14 temporadas que já tem nas costas - com passagens por Hispania, Toro Rosso, Red Bull, Renault, McLaren e de novo, Racing Bulls - merece muito mais que este "pedinchar".

Há quem afirme que este regresso não deveria ter acontecido, mas se a chance existe, e está fixada nela, porquê iria deixar de lado e não tentar outros lados? Mas creio que correr entre a elite do automobilismo faz isto aos pilotos que passam por lá. E ainda por cima, Ricciardo é um dos "nice guys" da Formula 1, no qual todos torcemos pelo melhor possível.

E esta tarde, muitos de nós não deixam de ter alguma tristeza por vê-lo partir dali.  E este "driver of the day" votado pelo público é mais uma homenagem dos fãs que um aplauso pela corrida que fez esta noite. 

Formula 1 2024 - Ronda 18, Singapura (Corrida)


Singapura, uma das mais importantes cidades-estado da Ásia e do mundo, recebe a Formula 1 há mais de década e meia, e desde então se tornou num lugar onde a competição faz questão de lá ir. Apesar de, à medida que passam os anos, se tornar menos uma corrida decisiva, mas sim, a porta de entrada da Formula 1 na Ásia - se contarmos com Baku sendo uma corrida na Europa - com o aproximar do final da temporada, é saber se a Red Bull conseguirá controlar os estragos perante uma McLaren em alta nas últimas corridas.

E numa temporada onde todos pareciam ver Max Verstappen a ir embora, rumo a mais um título, agora parece estar aflito.  

Num lugar muito húmido, onde resistir era palavra de ordem, e com quase todos a largar com médios, é saber quando é que trocarão para duros, no sentido de fazer não uma troca, mas sim duas, provavelmente. E se isso, em termos de estratégia, será vantajoso ou não. claro, outra grande pergunta na mente dos fãs: será que Lando Norris largará da pole-position e manterá a primeira posição no final da primeira volta? 


Boas noticias: na partida, Norris aguentou bem os ataques de Max e manteve a liderança. Alguma corrida, as coisas tinham de dar certo para o piloto da McLaren. Oscar Piastri, ao contrário, perdeu um lugar para Nico Hulkenberg, mas pouco depois, ainda na primeira volta, recuperou-o.  

Com o passar das voltas, existia a expectativa de Max andar a par de Norris, mas o piloto da Ferrari não errou, conseguindo impor um ritmo bem superior a ele. Já se sabia que isso poderia acontecer, mas num circuito citadino, onde as armadilhas existem, o britânico da McLaren estava a ser perfeito, o que era bom para os rapazes de Woking. E a estratégia poderá ser ainda mais favorável para Norris, se fosse para uma só paragem.   

Na volta 14, as primeiras paragens, com Alex Albon, da Williams, a trocar para os duros, para ver se aguenta o mais que pode. Daniel Ricciardo tinha ido uma volta antes. Por esta altura, Norris já tinha mais de 10 segundos de vantagem sobre Max, com Lewis Hamilton em terceiro, já com sete segundos de desvantagem sobre Max. Por esta altura, Albon ia para as boxes, para terminar prematuramente a sua corrida. A primeira retirada da prova. Em contraste, o seu companheiro era já nono. 

A seguir veio Carlos Sainz Jr, tentando antecipar o pelotão à sua frente, nesta altura, com Hamilton a ir na volta 18, colocando duros. Contudo, os pilotos que trocaram de pneus, ao longo das voltas, começaram a pensar que, se calhar foram à boxes cedo demais. Na volta 25, Norris já tinha 18 segundos sobre Max, que por sua vez, já tinha 12,3 sobre George Russell, que tinha Piastri colado na sua traseira.  


Alonso parou na volta 26, para colocar duros, e se calhar parecia que estes duros, que vão até quase a meio - não faltava muito para o meio da corrida - e parecia que iriam para uma só paragem. Neste momento, o grande interesse da corrida era o duelo entre Russell e Piastri. E era interessante, porque era um lugar no pódio que estava em jogo. 

Nas voltas 28 e 29, Russell e Pérez foram às boxes, trocar para duros, muito provavelmente, a altura que tinham combinado com os engenheiros. Max foi na volta 30, numa altura em que Norris tinha... 32 segundos de vantagem sobre Piastri. O neerlandês saia logo atrás de Charles Leclerc, no quarto posto, antes de o passar. Norris foi às boxes na volta 32, queixando-se de algum dano na asa frontal, mas depois dos mecânicos verem, deram luz verde para regressar, mantendo a liderança. Nesta altura, Norris tinha 21 segundos de vantagem sobre Max, em terceiro. Piastri era segundo, a pouco mais de três segundos, mas nesta altura, ainda não tinha ido às boxes. 

Na volta 37, Leclerc foi às boxes, e nesta altura, o único piloto da frente de Piastri, que é segundo, e tinha mais de 10 segundos sobre Max. Piastri veio na volta seguinte, para meter... duros, com ele a regressar à pista na quinta posição. Agora, Norris já tinha 23 segundos e meio sobre Max, com Russell e Lewis a seguir, este último já assediado por Piastri. Atrás na sétima posição, Leclerc atacava Fernando Alonso para ser sexto, o que conseguiu na volta 41. Pouco depois, o australiano da McLaren passou o britânico da Mercedes, sendo quarto, e a perseguir Russell, noutro Mercedes.

Durou algumas voltas para que Piastri chegou à traseira de Russell, e na volta 45, conseguiu passar o piloto da Mercedes, para ser terceiro. Cedo se foi embora, indo atrás de Max, para ver se tinha tempo e ritmo para o apanhar e tentar uma dobradinha para a equipa de Woking, o grande objetivo nesta corrida. Mas isso por pouco poderia não ter acontecido, porque na mesma altura em que isso acontecia, Norris apanhava um susto, quando roçou o carro no muro. Felizmente, ele pode prosseguir, mas mostrava que naquele sitio e com uma corrida que poderia ser exaustiva, ficar permanentemente concentrado não é para qualquer um. 

Na volta 50, outro incidente: Kevin Magnussen, no seu Haas, tocou no muro e rasgou o pneu. Lentamente foi às boxes, mas iria perder muito tempo e posições.

Na parte final, Norris não estava preocupado. Bastava ficar concentrado e não tocar no muro, mas os 30 segundos de vantagem mostrava que o piloto da McLaren tinha tudo controlado, e com os 25 pontos que iria conquistar poderá diminuir a diferença na luta pelo campeonato. Atrás, Leclerc pressionava Russell para ficar com o quarto lugar... mas não conseguiu.


Na bandeira de xadrez, Norris ganhou com autoridade, na frente de Max e Piastri, que o acompanharão no pódio. Atrás, na última posição, veio uma surpresa algo desagradável, quando Daniel Ricciardo - na sua última corrida na Formula 1, provavelmente - conseguiu a volta mais rápida, tirando um ponto a Lando Norris. Agora com 52 pontos de diferença entre os dois, a seis corridas do final, parecia que Max continuaria a ser o favorito ao título mundial... por agora.        

sábado, 21 de setembro de 2024

Formula 1 2024 - Ronda 18, Singapura (Qualificação)


Não há tempo para respirar. Uma semana depois de correram em Baku, nas margens do Mar Cáspio, lá estão eles em Singapura, perto do equador, para mais uma corrida deste extenso calendário. E ainda por cima, nesta temporada, as coisas estão tão renhidas entre quatro equipas que parece não só apostar até quando Max Verstappen irá aguentar a liderança, mas se a Liberty Media irá fazer algo parecido que Bernie Ecclestone fazia quando havia mais do que um candidato ao título: chamar os fotógrafos, alinhar os candidatos no muro e deixar que tirem imensas fotografias para ilustrar os jornais e revistas um pouco por todo o mundo, os de automobilismo e não só. 

Contudo, apareceu algo que começou a criar algumas dúvidas no pelotão: a maneira como mexem as asas traseiras dos McLaren. A Red Bull reclamou, e apesar da FIA afirmar que é tudo legal, parece que voltou com a palavra atrás. Agora resta saber se isso afeta ou não a performance dos carros de Woking, que neste final de semana, decidiram replicar a pintura dos tempos da Marlboro vencedora. 


Com o cair da noite, e depois dos comissários recolherem os lagartos fugidios na pista, a qualificação começou calmamente. Os primeiros minutos foram assim, e claro, marcaram-se os primeiros tempo com os moles calçados. Lando Norris começou a marcar os primeiros tempos de jeito, a conseguir 1.30,724, mostrando que mesmo com a história das asas traseiras, as coisas permanecem na mesma. Charles Leclerc estava atrás naquele momento, a 62 centésimos.

Na parte final, os McLaren melhoraram, com Norris a fazer 1.30,002, com Oscar Piastri logo a seguir, e um surpreendente Alex Albon em terceiro, a 677 centésimos. Lewis Hamilton melhorou o seu tempo, a 391 centésimos, seguido por Sérgio Pérez, antes de Max melhorar, sendo segundo, a 165 centésimos.

No final, os excluídos foram o Aston Martin de Lance Stroll, o Racing Bulls de Daniel Ricciardo, os Sauber de Valtteri Bottas e Guanyou Zhou, e o Alpine de Pierre Gasly. Em contraste, os Williams estavam em boa posição, dentro do "top ten", na frente de Yuki Tsunoda. 


Alguns minutos depois, começava o Q2, com os Williams, Red Bull e os Ferrari a serem os primeiros a saírem à pista para preparar pneus e marcar tempos. Os Red Bull marcaram os primeiros na tabela, com Max a conseguir 1.30,371, mesmo que ia perdendo o controlo do seu carro na reta da meta. Por causa disso, o seu tempo foi apagado. Lando Norris consegue 1.30,007 e vai para o topo da tabela de tempos. Pouco depois, com poucos na pista, os Mercedes foram para a pista e Hamilton marca 1.29,929, e Russell ficou com o terceiro tempo provisório. Pouco depois, com moles novos, Max conseguiu uma volta limpa e obteve 1.29,680, para ser o primeiro.

A parte final foi cheia, com os pilotos a tentarem o seu lugar na "dança das cadeiras" para chegar às dez vagas existentes. Piastri melhorou, marcando 1.29,640, e enquanto os da frente marcam tempo, os que ficavam para trás foram o Alpine de Esteban Ocon, os Williams de Alex Albon e Franco Colapinto, o Haas de Kevin Magnussen e o Red Bull de Sérgio Pérez. 

E agora, passamos para a Q3.


Os primeiros a sair foram os McLaren de Norris e Piastri, e quando os primeiros pilotos começavam a fazer as primeiras voltas de aquecimento, com Lando Norris a ir marcar um tempo, Carlos Sainz Jr bateu contra o muro na curva final, fazendo acionar a bandeira vermelha. Cerca de 10 minutos foram gastos para limpar a pista dos destroços e claro, para o piloto espanhol, a sua qualificação acabou, ficando com o décimo posto garantido.

Quando tudo ficou pronto para os carros saírem à pista, isto aconteceu com Piastri em primeiro a sair, seguido de Norris, Fernando Alonso e Nico Hulkenberg. Aparentemente, o tempo que tinham servia para uma volta rápida e pouco mais. E assim, todos tinham pressa. Muita pressa.

1.29,953 para Oscar Piastri, 1.29,525 para Norris. E a concorrência parecia não chegar ao pé dos McLaren. Apenas Lewis Hamilton primeiro, George Russell depois, e por fim, Max Verstappen, a 203 centésimos, no segundo lugar, melhoraram tempos na frente de Piastri. E para piorar as coisas, o tempo de Leclerc foi apagado, e eles ficarão com a quinta fila!


Claro, eis uma grelha bem interessante, com os dois primeiros do campeonato lado a lado. Como será amanhã? Parece que este campeonato está a ser bem agradável, pelo menos com um final destes. Já temos um bom motivo para ver a corrida amanhã, não acham?  

terça-feira, 19 de setembro de 2023

A imagem do dia (II)



Certo dia, o pai de Liam Lawson prometeu que o iria levar para assistir ao GP de Singapura, aquele que se realiza à noite. Aliás, o primeiro de todos. Muitos anos depois, inesperadamente, o próprio piloto agora está na Formula 1, embora a substituir o lesionado Daniel Ricciardo, e como se lembrou da promessa feita pelo pai, decidiu que... seria ele mesmo que iria levar os pais e a irmã para ver o Grande Prémio. ainda por cima, da cabina VIP. 

Esta bela história andei a ler no fim de semana, ainda antes de ele conseguir o seu primeiro Q3 da sua carreira, e claro, os primeiros pontos da temporada, praticamente no terceiro Grande Prémio. Para além de ter dado um nono lugar, o melhor resultado do ano para a Alpha Tauri, calha mesmo antes do GP do Japão, ele que corre nesta temporada na SuperFormula, a competição japonesa. 

Lawson não é espantoso, mas até faz muito bem as coisas, dadas as circunstâncias. Piloto de reserva, foi substituir um piloto... substituto - como se recordam, Ricciardo substitui Nyck de Vries, que foi dispensado depois do GP britânico, em julho - e numa Alpha Tauri que é o carro mais lento do pelotão, um resultado destes ao fim da sua terceira corrida da temporada até pode ser um bom cartão de visita, especialmente nas vésperas de um GP do Japão onde ali, existem expectativas sobre a sua performance.

Ainda é um pouco cedo para se fazer um balanço - aparentemente, Ricciardo só regressará em Losail, palco do GP do Qatar - e o facto de ter pontuado é algo relativo - ainda se lembram do nono lugar do De Vries em Monza, no ano passado? - mas eu creio que ele está a cumprir, daquilo que se wiu. Aliás, os rumores falaram que Ricciardo foi visto em Singapura porque, aparentemente, ele teme que o "kiwi" tire o lugar...

Mas que pensar? Pode ser um bom piloto - onde corre, no Japão, é candidato ao título - e numa Red Bull, onde não há tempo para respirar, Lawson, que chegou sem grandes expectativas, parece estar a cumprir. Resta saber no que dará.  

Uma coisa é certa: este fim de semana, houve uns pais muito orgulhosos com o seu filho.   

Youtube Formula 1 Vídeo: As comunicações de Singapura

O fim de semana de Singapura foi interessante. Houve lagartos na pista, os Red Bull não passaram da Q3 e o filho de Carlos Sainz ganhou a corrida num Ferrari! O mundo ficou de cabeça para baixo? Aparentemente não, mas as comunicações de rádio parecem ter falado dessas coisas...  

domingo, 17 de setembro de 2023

Formula 1 2023 - Ronda 15, Singapura (Corrida)


Deixada a Europa para trás, a Formula 1 agora navega em paragens asiáticas, onde ficará por um bom tempo - mais de um mês, antes de passar pelas Américas - mas ali, em Singapura, ao pé do Equador, era a terceira corrida noturna do campeonato, depois do Bahrein e de Jeddah, na Arábia Saudita. 

A grande questão deste domingo era saber se a Red Bull iria hoje corrigir os erros cometidos na véspera, onde acabaram, pela primeira ocasião em quase seis anos, de fora da Q3, logo numa altura em que o carro é a máquina dominante deste pelotão e no qual todos aceitam a ideia de que eles ganharam todos os títulos. Contudo, com o que aconteceu ontem, começava-se a pensar se eles iriam ganhar todas as corridas. 

Pelos vistos, poderia não acontecer.   

Mas ainda antes da corrida, a noticia de que Lance Stroll não iria alinhar na corrida devido às consequências físicas do acidente de ontem, na qualificação. A Aston Matin falava que, apesar de ter saído do seu próprio pé, as suas reações tinha, ficado afetadas com o impacto na parede. E por causa disso, apenas 19 pilotos alinhariam na corrida.  


O Grande Prémio começou com Sainz a manter o primeiro lugar, enquanto Leclerc aproveitava o mau arranque de Hamilton, que deixou passar o piloto monegasco, para ficar com o segundo lugar. Russell era quarto e Oscar Piastri subia de 14º para 11. Fernando Alonso e Esteban Ocon (sexto e sétimo) ganharam um lugar cada à custa de Kevin Magnussen. Pior ficou Yuki Tsunoda, pois foi a primeira desistência da corrida, o japonês retirou o carro da pista e por isso, não se precisou a entrada do Safety Car.

Atrás, bastou duas voltas a Max para entrar nos pontos, enquanto alguns pilotos, como Lando Norris, queixavam-se que Hamilton deveria-o passar por causa do que aconteceu nos primeiros metros, e foi avisado disso. Assim, o piloto da McLaren foi para o terceiro posto, à custa de Hamilton. 

Com o pelotão junto, esperava-se pela altura em que os pilotos iriam para as boxes para aquilo que iria ser, aparentemente, a sua única paragem nas boxes. Isso acabou por acontecer na volta 20, quando aconteceu o Virtual Safety Car por causa de Logan Sargent, que teve a sua asa dianteira danificada. Os pilotos queriam colocar os duros, para ver se poderiam aguentar até ao final da corrida. Os Red Bull queriam aguentar o mais que podiam, e quando foram para os lugares de cima graças à sua tática, eles não aguantaram as investidas de gente domo Lewis Hamilton e George Russell, por exemplo. Não estava a ser uma grande corrida nesta final de semana para os energéticos.  

A partir do meio da corrida - volta 31 de 62 - o ritmo aumentou, mas os pilotos andavam perto uns aos outros, sem atacar, pelo menos na frente. Contudo, depois da Mercedes ter trocado de pneus para médios mais frescos, o seu ritmo era avassalador, chegando até a andar dois segundos mais rápido por volta. Atrás, os Red Bull também tinham trocado mais tarde e recuperavam posição, regressando aos pontos e a ganhar também dois segundos por volta.    


A parte final deu algo fantástico. Quatro pilotos a lutarem pela vitória! Sainz Jr aguentava as ofensivas, primeiro, de Lando Norris, e depois, da aproximação dos dois Mercedes, com George Russell a querer ficar mais acima da terceira posição, porque tinha o seu companheiro de equipa, Lewis Hamilton, atrás de si. Ainda por cima, o veterano ficava com a volta mais rápida, mostrando que estava ali com olhos na vitória. E os quatro estavam longe de Max, que estava a aproximar-se à traseira de Charles Leclerc.   

E a última volta reservava um golpe de teatro: com os quatro pilotos colados, Russell cometeu um erro e bateu na parede, seguindo em frente no final da curva, cedendo o terceiro lugar para Hamilton. Sainz Jr. respirava um pouco melhor, e ia a caminho da vitória, mesmo com Norris e Hamilton logo atrás, provando que sabia aguentar sob pressão.

E quem também aguentava sob pressão era Charles Leclerc, que perante a carga da Max Verstappen, conseguiu aguentar o quarto posto, não dando mais que 10 pontos ao piloto da Red Bull no campeonato, mas se calhar, não deu qualquer mossa da sua liderança. E mais abaixo, a acidente de Russell deu a chance de uma vida para Liam Lawson, que pontuou pela primeira vez na sua carreira, com os dois pontos do nono posto, conseguindo ficar na frente de Kevin Magnussen e Alexander Albon, o primeiro dos não pontuáveis.


E com isso, a Ferrari está presente no final de duas dos maiores domínios na história da Formula 1. 35 anos antes, em Monza, estavam no lugar certo, à hora certa, quando Ayrton Senna embateu no Williams de Jean-Louis Schlesser e a liderança caiu ao colo de Gerhard Berger, e agora, o mau fim de semana dos Red Bull deu a pole, liderança e no final, a vitória a Carlos Sainz Jr, e a primeira vitória da Ferrari - e de qualquer outro carro que não a Red Bull - na temporada de 2023. 

E assim chegou ao fim o GP de Singapura. Agora são mais sete dias até à Formula 1 chegar a Suzuka, na primeira corrida desde março onde voltamos a acordar de madrugada. 

sábado, 16 de setembro de 2023

Formula 1 2023 - Ronda 15, Singapura (Qualificação)


Acabada a temporada na Europa, é a altura da Formula 1 ir andar pela Ásia e Médio Oriente, onde ficará até ir para as Américas, em meados do mês que vêm. E claro, a primeira paragem era Singapura, a terceira corrida do ano a acontecer à noite, e a que corre mais perto do equador - a menos de 200 km - logo, o calor ali não é muito suportável, não importa o dia.    

Independentemente do calor, ali, a popularidade da Formula 1 naquelas bandas é tal que até os dragões de Komodo tiram uma semana de férias e aparecem na pista pra ver os carros a passar... literalmente! 

Também ali, nesta altura da temporada, começa a contagem decrescente para saber quando é que Max Verstappen se torna tricampeão do mundo, porque a vantagem era tal que a concorrência parecia não ter argumentos para os apanhar. Ainda por cima, num circuito que apresenta modificações, eliminando uma chicane, esperando que os tempos baixem cerca de 10 segundos, beneficiando na duração das corridas, pois normalmente, a corrida andava no limite das duas horas.  

Com a noite a cair, e as temperaturas na mesma - 34ºC e 77 por cento de humidade - a qualificação começou com a maioria dos carros a sair cedo das boxes para tentar ganhar o melhor lugar nos primeiros instantes da qualificação. Todos saíram com pneus macios e ninguém assumiu o risco de tentar passar à Q2 com um conjunto de médios. Logan Sargent foi o primeiro a marcar tempos, mas foi Kewin Magnussen conseguiu um tempo na casa do minuto 33, depois Lando Norris tirar mais de meio segundo, deixando Sergio Pérez e Max Verstappen atrás de si.

A 10 minutos do final da qualificação, Verstappen conseguiu o melhor tempo, anes de ser destronado por Sainz, por apenas 59 centésimos. E na parte final, Yuki Tsunoda surpreende e consegue o melhor tempo, com Pérex a ser o terceiro e Lawson o quarto.


Mas quase no final da Q1, a sessão é interrompida quando Lance Stroll saiu da pista e embateu fortemente no muro de proteção, acabando por destruir o seu Aston Martin. Apesar do piloto ter ficado incólume, os destroços foram suficientes para fazer interromper a sessão, e claro, o falatório mais maldoso começou a afirmar que o menino Stroll andou a ensaiar o despiste para amanhã, no sentido de dar a vitória a Fernando Alonso...  

No final, a acompanhar Stroll foram os Alfa Romeo-Sauber de Bottas e Zhou, o Williams de Logan Sargent, e de forma surpreendente, o McLaren de Oscar Piastri. Mas o mais surpreendente é que o primeiro da tabela de tempos... era o Alpha Tauri de Yuki Tsunoda. Trocaram de chassis, foi?

Ainda demorou para limpar a pista de destroços, e enquanto isso acontecia, os pilotos eram bombardeados com jatos de ar frio para aguentarem melhor o calor que se fazia sentir à noite  

Na Q2, Max foi o melhor, com 1.32,307, antes de Kawin Magnussen fazer melhor, com 1.32,170, e ainda antes de Fernando Alonso conseguir 1.31,835 e ficar no topo da tabela. Os Mercedes foram os últimos a marcarem tempos, com Russell a fazer 1.31,743, e a ficar com o melhor tempo.

Na parte final, o escândalo: Max - que já tinha duas investigações em cima dele por ter impedido a passagem de alguns carros - não conseguiu um tempo para passar à Q3, e pior, Sérgio Pérez despistou-se e estragou a sua volta. Se Yuki Tsunoda não passou, ficando com o último tempo - e com queixas de que tinha sido prejudicado na sua volta de lançamento - já Liam Lawson, no seu terceiro Grande Prémio, ia para a Q3, e fazer companhia de que gente que ia desde os Ferrari de Sainz Jr e Leclerc, até aos Haas de Kevin Magnussen e Nico Hulkenberg, passando pelo McLaren de Lando Norris e os Mercedes de George Russell e Lewis Hamilton.


E entre os eliminados, para além de Max, Checo e Yuki, tinha também o Alpine de Pierre Gasly e o Williams de Alexander Albon. 

Agora a Q3, a parte final da qualificação. E sem Red Bulls pela primeira ocasião na temporada, e pela primeira vês em quase... seis anos! Desde o GP da Rússia de 2018, caso estejam curiosos em saber. 

Depois de uma primeira parte onde os Ferrari conseguiram os melhores tempos, a última parte iria ser interessante, especialmente quando sabemos que não teremos Max ou Checo. No final, acabou por ser o espanhol, com 1.30,984, com Russell a seu lado, numa primeira fila inédita em terras do Estreito de Malaca. Leclerc ra terceiro, na frente de Norris, Hamilton, Magnussen - bom resultado de uma Haas - Alonso, Ocon, Hulkenberg e Liam Lawson, que ia ficar no "top ten" pela primeira vez na sua carreira. 


E foi assim que aconteceu a qualificação em Singapura. Agora resta saber como será amanhã, com uma grelha que parece ter baralhado e voltado a dar. Espero que seja a corrida mais interessante do ano.  

quarta-feira, 13 de setembro de 2023

Meteo: Apesar da chuva, Singapura pode ser em seco


O GP de Singapura, por ser realizado em ambiente noturno, e se situar perto do Equador, normalmente tem chuva prevista nos dias da corrida, mas à hora em que se realiza, a pista está praticamente seca e as chances caem para níveis muito baixos.  

Com trovoadas dispersas ente sexta-feira e domingo, se sexta-feira não há problemas - apesar dos 32ºC e da humidade na ordem dos 67 por cento - no sábado, as coisas serão um pouco diferentes, com possibilidades de chuva na ordem dos 43 por cento ao longo do dia, mas diminuindo para os 12 por cento na altura da qualificação. Quanto ao domingo, com 31ºC e 74 por cento de humidade, as chances de chuva serão de 73 por cento durante o dia, diminuindo para 19 por cento à noite, e com tendência para diminuir ainda mais. 

Assim sendo, a animação do GP de Singapura passará para outros locais que não o boletim meteorológico. 

terça-feira, 18 de abril de 2023

Youtube Formula 1 Video: Singapura 2008, Chrashgate

A história do GP de Singapura de 2008 marca a Formula 1 na pior das maneiras. Mas apenas depois da corrida ter acontecido. As pessoas sabem o que aconteceu: Nelson Piquet Jr bateu de propósito na parede na volta 14 para ajudar Fernando Alonso a ganhar a corrida.

A história toda dessa primeira corrida e de tudo o que aconteceu depois é contada hoje pelo Josh Revell, por causa das noticias de que o Felipe Massa quer contestar em tribunal o titulo de 2008, no sentido de anular o GP e assim, ficar com o título. 

terça-feira, 4 de outubro de 2022

Youtube Formula 1 Vídeo: As comunicações de Singapura

Depois de duas semanas de ausência, a Formula 1 regressou em paragens asiáticas, para um lugar onde não estava desde 2019: Singapura. E no fim de semana onde Sérgio Pérez conseguiu ser melhor - ou se preferirem, ganhou o Red Bull errado - eis as comunicações do fim de semana naquela cidade-estado. 

domingo, 2 de outubro de 2022

Formula 1 2022 - Ronda 17, Singapura (Corrida)


Dia de corrida, e muitos olharam para Singapura como o local do primeiro "match point" do campeonato, ou seja, todos esperavam que Max Verstappen não tivesse um bom dia para terem uma chance de lutar pelo título noutras pistas, a partir de Suzuka, no Japão, por exemplo. O oitavo posto na grelha na qualificação de ontem pode ter sido uma centelha de esperança para eles, especialmente a Ferrari, e muitos tinham dito que esta é uma pista favorável aos carros de Maranello. 

Mas também disseram que não há muitos mais sítios onde os carros da Ferrari podem ser melhores que os da Red Bull... ou seja, por muito que se torçam contra os energéticos, até os mais entusiastas admitem que Max já tem o título - ou o bicampeonato - na mão. 

Antes da partida, o estado da pista fez com que todos largaram de intermédios. A pista não estava para brincadeiras. E foi o suficiente para que a corrida se atrasasse em dez minutos em relação à hora da largada. 


A partida começou com Pérez a passar Leclerc e Sainz Jr, e ficar com a liderança. Max não largou bem, sendo conservador e caiu quatro posições, enquanto em simultâneo, o Aston Martin de Sebastian Vettel subiu de 13º para oitavo. Muitos dos pilotos queixavam-se de não ter aderência na pista.

Na volta 4, Pérez e Leclerc afastavam-se de Sainz Jr, pois ambos já tinham cinco segundos sobre o segundo piloto da Ferrari. Hamilton tentava aproximar-se do piloto espanhol, mas era complicado. E na volta 8, o Safety Car entraba na pista porque Zhou Guanyu tinha sido espremido contra a parede graças ao Williams de Nicholas Latifi. Mas se existiu alguém xangado com a manobra do canadiano, então, a sua retirada foi uma espécie de "justiça divina."

Não demorou muito até o regresso do Safety Car para as boxes, numa altura em que a pista começava a secar e os pilotos "caçavam" poças de água para arrefecer os pneus, tentando aguentar o mais que podiam na pista. E claro, havia já quem olhava para o relógio e temesse que eles não iriam acabar nas duas horas indicadas, com ou sem atrasos. 

E isso tudo só piorava quando o motor do carro de Fernando Alonso se apagou na volta 22, no setor 2, numa altura em que o piloto da Alpine era sexto. Mais uma altura do Safety Car, agora de forma virtual, para colocar o carro num lugar seguro. Foi a melhor altura para o George Russell calçar pneus slicks para tentar ver se consegue subir algumas posições, ele que estava encalhado lá no fundo do pelotão. Quando regressou, sentenciou: "não tenho aderência." 

A corrida não parecia ter história, aparte as vezes em que os pilotos batiam no muro, como aconteceu com Alex Albon na volta 26, largando peças na pista. O suficiente para novo Safety Car virtual, e quando o tailandês chegou às boxes, foi o suficiente para abandonar, sendo a terceira retirada da corrida. Duas voltas depois, foi a vez de Esteban Ocon também parar de forma definitiva. A Alpine desaparece da pista neste domingo, e parece que será uma sorte se a corrida chegar à volta 50... apesar de a bandeira verde ter sido mostrada na volta 30.

Mas isso não impediu os acidentes. Como o de Hamilton, que não tendo aderência na travagem quando se aproximava de Sainx Jr, bateu no muro de proteção e danificou a asa, indo para as boxes. E pouco depois, na volta 36, o Alpha Tauri de Yuki Tsunoda estava no muro, sem poder sair. Altura dos pilotos da frente trocarem de pneus, colocando médios, para ver se conseguiam ir até ao limite de tempo sem mais paragens. 

Quando por fim recomeçou... mais sarilhos. Max queria passar Norris para ficar com o quarto posto, mas ele passou reto. A sua sorte é que não bateu em nada, mas caiu para oitavo e tinha os pneus "quadrados". Meteu moles, caiu para último, numa altura em que Russell tinha um furo e arrastava-se para as boxes. 

Por esta altura, toda a gente já sabia que não haveria corrida nas 61 voltas previstas e meteram o cronómetro, como costuma ser nas corridas da Formula E e de outras categorias ditas "menores" por algumas pessoas... nesta altura, Leclerc começava a aproximar-se de Pérez, que se queixava de problemas no seu carro, mas as coisas ainda eram favoráveis ao mexicano, ao ponto de fazer a volta mais rápida. E com os carros a completarem a volta 45, os pilotos iriam receber todos os pontos. Melhor que nada. 

Para piorar as coisas, havia a chance do mexicano ter, alegadamente, infringido regras do Safety Car, e a chance de ele poder ser penalizado em cinco segundos, entregando uma possível vitória a Leclerc. Assim sendo, acelerou fortemente para se afastar dele, porque tinha carro para isso, e quando faltava pouco mais de um minuto para tal, o mexicano lá chegou e ultrapassou esse limite. 

Foi mesmo a tempo: a corrida acabou na volta 59 das 61 previstas, e ainda antes de acabar, tivemos Hamilton a errar sob pressão de Max, quando lutavam... pelo oitavo posto. Ele ainda teve tempo para passar Vettel e ser sétimo, a sua posição final. 


Na bandeira de xadrez, depois de duas horas de "tortura", ganhou "o Red Bull errado" - mesmo assim parabéns ao Sergio Pérez - e a decisão do título foi para Suzuka, ainda por cima, com o monegasco a ganhar mais alguns pontos no campeonato. Para a Ferrari, o primeiro "match point" foi salvo, mas não foi por mérito próprio.  

Formula 1 2022 - Ronda 17, Singapura (Qualificação)


Depois de três semanas de ausência, máquinas e pilotos regressavam a um dos locais onde não iam desde 2019: Marina Bay, em Singapura. Agora que o pior da pandemia já passou, a Formula 1 regressa a aquela parte da Ásia, a primeira paragem do calendário depois de Monza. É um lugar onde a ideia das corridas noturnas foi inaugurada, e no final, acabou por pegar - podemos olhar para Abu Dhabi e Bahrein como exemplos... - e mo final, apesar de ser um circuito citadino e a sua localização equatorial ser muito exigente para os pilotos, todos gostam do lugar.

Mas antes da qualificação, a grande polémica tinha a ver com o facto da Red Bull ter ultrapassado o orçamento para esta temporada. A concorrência queria uma punição exemplar, mas a Red Bull respondeu afirmando não ter feito nada de ilegal. Ora, Mercedes e Ferrari não acharam piada alguma porque queriam que a equipa energética tivesse uma daquelas bolas que eram amarradas dos tornozelos dos presos para que fossem mais lentos. E agora, com este exemplo, eles irão ser capazes de fazer como eles no futuro, e alegarão as razões semelhantes da Red Bull.

Sol posto e sem chuva à vista, havia um problema: a pista ainda estava suficientemente molhada, logo, os pilotos iriam ter de colocar intermédios para poder andar a marcar os seus tempos.

E foi assim na Q1. Os Mercedes foram os primeiros dos da frente a ir para a pista, antes de Leclerc passar para o topo da tabela de tempos. Mas foi por pouco tempo, pois Max Verstappen tratou de se colocar no primeiro lugar da tabela, à frente de Lewis Hamilton e Leclerc. A pista evoluiu - pouco - à medida que os minutos passavam, logo, não podiam legar os intermédios. Mas foi o temo onde se biu Max e Leclerc se revezarem na tabela de tempos, acabando com Verstappen acabou mesmo a ser o mais rápido, com 1.53,057, tirando 104 centésimos ao tempo de Hamilton, o segundo. E se uns comemoram, os eliminados lamentabam. Especialmente o Alfa Romeo de Valtteri Bottas, que fora eliminado por uma volta tardia de Mick Schumacher, o McLaren de Daniel Ricciardo, arrastando-se num final de temporada melancólica, o Alpine de Esteban Ocon e os Williams de Alex Albon e Nicholas Latifi.

Chegados ao Q2, o estado da pista não se alterava, porque não se conseguir secar a pista à velocidade que queriam, logo, tudo de intermédios, de novo. 

Leclerc foi o primeiro a meter o carro na pista e a marcar tempos, seguido por Hamilton, com Lando Norris ali por perto. Mas pouco depois, Verstappen colocou-se na segunda posição, seguido de Sergio Pérez, numa altura em que alguns começaram a atrever-se e a colocar pneus para seco, como os Aston Martin de Stroll e Vettel. Sem grande sucesso, de imediato.

No final, Leclerc, Hamilton, Verstappen, Pérez, Alonso, Carlos Sainz Jr, os Alpha Tauri de Pierre Gasly e Yuki Tsunoda, Lando Norris e o Haas de Kevin Magnussen disputariam a última fase da classificação. Entre os que iriam ver o resto da qualificação das boxes, o mais surpreendente era Geirge Russell, no segundo Mercedes. Ora bolas!

Na fase final da qualificação, os pilotos apostaram por fim nos slicks macios. O primeiro a fazer tempos a sério foi Hamilton, com 1.51,019, enquanto Max a ser segundo, mas a 1,2 segundos. O piloto da Mercedes melhorou o seu tempo, e com a pista a secar, os tempos iriam cair, inevitavelmente. Hamilton acabou com 1.49,466, mas depois de Leclerc ter marcado 1.49,412 e ficado com o melhor tempo. Pérez foi até 1.49,434, e muitos esperavam que Verstappen andasse ali por perto quando... foi às boxes?

“Eu não entendo”, falou Max no rádio, quando ouviu a ordem. Christian Horner, chefe da Red Bull, respondeu que explicaria na garagem. Lá, disse que não tinha a gasolina suficiente para o escrutinio dos comissários. E por causa disso, só ficou com o oitavo tempo, ou seja... quarta linha. Com um dos seus adversários na pole. 


No final, com Leclerc como poleman e a manobra da Red Bull para evitar que Max fosse penalizado, pois não tinha gasolina, este poderá ser a última chance da concorrência prolongar o campeonato. Se ficarem na frente dele, ou se não ficaram muito atrás, o título mundial será adiado por uma semana, em paragens japonesas. E se lá conseguirem adiar mais um bocadinho... 

quarta-feira, 28 de setembro de 2022

Noticias: Albon garantido em Singapura, De Vries de prevenção


Alexander Albon confirmou a sua presença no GP de Singapura, mas... Nyck de Vries está de prevenção, caso haja alguma complicação do lado do piloto anglo-tailandês. Apesar de Albon se ser dizer preparado, ele não subestima as dificuldades que vai encontrar no traçado de Marina Bay, principalmente as irregularidades do piso e a humidade. 

“Não estou a subestimar a dimensão do desafio, mas estou ansioso por chegar à pista na sexta-feira e voltar a conduzir”, começou por dizer. “A minha preparação para Singapura tem sido um pouco diferente do normal, mas sinto-me bem e fiz tudo o que era possível para me preparar para uma das corridas mais físicas do calendário”, concluiu.

Recorde-se que Albon foi hospitalizado com uma apendicite e submetido a uma cirurgia. Contudo, o piloto anglo-tailandês sofreu ainda complicações no pós-operatório que o levou a passar pelos cuidados intensivos do hospital de Milão onde estava internado. No seu lugar apareceu Nyck de Vries, que pegou no carro e o levou até ao nono posto na corrida italiana, conseguindo dois pontos.

segunda-feira, 26 de setembro de 2022

Noticias: O fim de semana poderá ser chuvoso em Singapura


Poderá ser um fim de semana com muita chuva em Singapura. Segundo se prevê no boletim meteorológico, sábado e domingo terão muito calor - 30ºC no sábado, 29ºC no domingo - mas ao longo do fim de semana, o ambiente será de trovoada e chuva dispersa ao longo do dia, suficiente para perturbar as coisas no sábado. No domingo, o tempo será de aguaceiros e trovoada, e poderá ser constante ao longo do dia.

Contudo, apesar destas previsões, muitas das coisas que se prevê no início da semana acabam por não acontecer no seu final, e quem mora naquela parte do mundo, sabe que à hora da qualificação e das corridas, cerca das 21 horas, costuma ser a de menos precipitação.  

Logo, é esperar para saber o que acontecerá no final de semana.

quarta-feira, 27 de julho de 2022

Noticias: W Series troca Suzuka por Singapura


A W Series anunciou esta quarta-feira que a corrida em Suzuka será trocada por uma em Singapura, que irá acontecer no final de semana de 2 de outubro.  

A CEO da W Series, Catherine Bond Muir, disse que competir na Ásia em 2022 era um objetivo importante para o campeonato e agradeceu aos organizadores da Formula 1 e do GP de Singapura por acomodarem nesta sua mudança de planos.

“Desde que anunciamos nosso calendário de corridas de 2022 em janeiro, o cenário global mudou consideravelmente”, começou por dizer. "É com pesar que não estaremos a competir no Japão este ano, onde temos um forte apoio, mas os desafios envolvidos aumentaram significativamente nos últimos seis meses, o que significa que, para uma empresa jovem como a nossa, infelizmente não é possível realizar uma corrida por lá." continuou.

"Nossa temporada de 2022 prometeu ser um marco, pois realizamos mais corridas [10] do que nunca, incluindo uma primeira corrida na Ásia, que é um mercado importante para nós. A Fórmula 1 e a equipa do GP de Singapura por nos ajudar a concretizar isso."

"O Marina Bay Street Circuit construiu uma reputação fantástica de grandes corridas e temos certeza de que a atmosfera será incrível quando as corridas retornarem depois de uma pausa. Realizamos nossa primeira corrida num circuito de rua em Miami no passado mês de maio, com enorme aclamação, e tenho certeza de que nossos pilotos farão outro espectáculo emocionante em Marina Bay, continuando a inspirar os nossos fãs na Ásia”, concluiu.

A competição, de dez provas, terminará com uma ronda dupla na Cidade do México, no final de outubro. Entretanto a competição voltará à ação neste final de semana, no Hungaroring.

quarta-feira, 20 de abril de 2022

Rumor do Dia: Duas corridas em Singapura?


As noticias sobre o possível substituto do GP da Rússia, cancelado logo em fevereiro por causa da sua invasão à Ucrânia, ainda não têm solução à vista. Previsto para o dia 25 de setembro, já tiveram algumas hipóteses, como o Qatar, mas agora, surge a hipótese de ser uma jornada dupla em Singapura, como já aconteceu na Áustria, Grã-Bretanha e Bahrein, todas em 2020.

Segundo conta a publicação RacingNews365.com e também o conceituado jornalista Joe Saward, no seu blog, os chefes de equipa discutiram recentemente a ideia, uma vez que o desporto procura um substituto para a prova de Sochi. A data inicial da corrida russa deveria ter dano início a uma série de eventos em outros continentes, pois para além da cidade-estado, também os levaria ao Japão, dali a duas semanas. 

O que se fala agora é ter duas corridas por lá, a 25 de setembro e a 2 de outubro, com a primeira corrida a acontecer a meio da tarde, hora local - manhã na Europa - e com o segundo a manter o horário original das 20 horas.

Contudo, nada está decidido e nada ainda se transpira em relação a esse processo. E o GP do Qatar ainda está em cima da mesa, apesar de ser uma chance cada vez mais remota, porque ambas as partes não acordaram em receber a corrida, para além de, em setembro, as temperaturas se manterem muito altas na região, mesmo à noite. 

Curiosamente, a corrida deste ano assinala o regresso da Formula 1 à cidade-estado, já que não esteve presente em 2020 e 2021 devido à pandemia. 

sexta-feira, 4 de junho de 2021

Rumor do Dia: GP de Singapura vai ser cancelado


O GP de Singapura está prestes a ser cancelado pelo segundo ano consecutivo. A noticia está a ser avançada esta tarde pela BBC, afirmando que a Liberty Media estão no terreno procurando por alternativas à prova, para poder anunciar a seu devido tempo. Quando se confirmar, será a terceira mudança no calendário este ano, depois da inclusão do GP de Portugal no lugar vago pelo Vietname e o cancelamento do GP canadiano, que deu origem ao segundo Grande Prémio no Red Bull Ring e o antecipar do GP de França, em Paul Ricard.

Apesar de um porta-voz da organização não ter comentado a noticia, a organização está neste momento a contactar alguns países para que recebem uma corrida no fim de semana de 1 a 3 de outubro, e duas das chances são o de receber em Istambul Park, que deveria ter acontecido em junho, mas acabou por não se realizar por causa do número de casos em solo turco, e outra chance poderá ser o circuito de Austin receber uma jornada dupla antes da sua corrida, que está marcada para o fim de semana de 22 a 24 de outubro.

Contudo, mesmo que a situação de Singapura seja rapidamente resolvida, poderá não ser o último problema. Com a organização a querer ter um calendário de 23 proas a todo o custo, há pelo menos quatro situações onde o cancelamento poderá acontecer devido à evolução da pandemia. São eles Suzuka, no Japão, Interlagos, no Brasil, o autódromo Hermanos Rodriguez, no México e o GP da Austrália, em Melbourne, que já tinha sido adiado de março para novembro. Todos eles têm a ver quer com a evolução da pandemia, e também com a restrição de entrada de estrangeiros nas suas fronteiras. No caso particular da Austrália, a politica de "tolerância zero" está a levar ao "lockdown" de cidades inteiras quando aparecem casos isolados de CoVid-19, e no Japão, o facto de estar a lidar com os Jogos Olímpicos e estar atrasado na vacinação poderá implicar que não receba a corrida pelo segundo ano consecutivo.

domingo, 17 de maio de 2020

Noticias: Singapura quer espectadores

Com a Formula 1 a regressar, em principio, a 5 de julho, na Áustria, alguns lugares estão a pedir para que tenham espectadores, ao contrário da norma geral, que é o de não ter, para evitar espalhar o virus por mais gente. Neste caso, a organização do GP de Singapura, que está previsto para o dia 20 de setembro, está a pedir a autorização dos espectadores para assistir à corrida, dado que a cidade-estado até tem conseguido controlar os novos casos.

“Não é viável realizar uma corrida ‘à porta fechada’. Estamos a discutir com a Fórmula 1, o governo de Singapura e os nossos acionistas para olhar a todas as possibilidades. A nossa prioridade continua a ser o bem estar e a segurança dos adeptos, voluntários e todos os habitantes de Singapura.”, disse um responsável ao jornal local The Straits Times.

A razão para querer saber se terá espectadores não tem só a ver com viabilidade económica. Também tem a ver com o calendário, dado que pretendem ter a autorização até 2 de junho, para assim começarem a preparar para o Grande Prémio. Num cenário normal, sendo um circuito de rua, as preparações para o Grande Prémio duram cerca de três meses.

Em 2019, Sebastian Vettel foi o vencedor da corrida na cidade-estado, a sua única vitória da temporada.

terça-feira, 24 de setembro de 2019

Youtube Formula 1 Video: As comunicações de Singapura

Como é costume, eis o video das melhores comunicações do fim de semana de Singapura, com algumas declarações bem interessantes... 

domingo, 22 de setembro de 2019

Formula 1 2019 - Ronda 15, Singapura (Corrida)

A história deste GP noturno, em Singapura, é a de verdadeira resistência. Uma corrida onde, para cumprir a distância exigida, os pilotos têm de ficar duas horas dentro do carro, num cenário de calor e grande humidade - mesmo às nove da noite, hora em que realiza a corrida na cidade-estado. Logo, mais do que ser veloz, o piloto tem de ser resistente, porque é uma luta contra os elementos. Não só contra ele, mas também contra um carro que se degrada em termos de pneus e travões. Se os pneus podem ser substituídos, os travões não. 

E era nesse cenário que iriamos assistir ao GP de Singapura. Onde os Ferrari tinham tudo para conseguir a terceira vitória consecutiva e mostrar ao mundo que têm um carro vencedor. Mas era demasiado tarde para causar mossa nas aspirações da Mercedes em vencer ambos os títulos. E claro, para Charles Leclerc, a sua ambição era mais pessoal: com cinco pole-positions - o piloto que mais vezes tinha partido do primeiro lugar na temporada! -  se acabasse como tinha partido, uma eventual terceira vitória seguida faria-o igualar Damon Hill e um recorde com 26 anos. E claro, deixá-lo com cada vez mais autoridade para ser primeiro piloto para atacar os Mercedes. 

A partida começou com Leclerc a aguentar os ataques de Hamilton, que por sua vez, aguentava a tentativa de Vettel de o apanhar. Atrás, Sainz Jr e Hulkenberg tocaram-se, acabando com o espanhol a sofrer um furo e a cair para o fundo do pelotão. Ambos acabaram por ir às boxes e fazer as devidas reparações, tal como George Russell, que também tinha a asa quebrada.

Nas voltas seguintes, via-se como alguns dos pilotos tentavam evitar os problemas de sobreaquecimento, saindo da trajetória para arrefecer o carro, especialmente Sebastian Vettel, que estava sempre atrás do piloto da Mercedes. E na volta 12, começaram as primeiras paragens, primeiro com Daniil Kvyat, e depois com Sergio Perez.

Mas nesta altura, Lelerc começava a perder rendimento por causa dos pneus. E Hamilton ficava colado na traseira. Contudo, o monegasco da Ferrari reagia, afastava-se um pouco, e quem aabaria por sofrer com os pneus era... Hamilton. 


E no regresso à pista... Vettel entrou na frente de Leclerc. Surpreendente, hein? Hamilton lá se mantinha na frente, mas o ritmo era maior para os Ferrari, mesmo ele a acelerar para evitar isso. E na volta 22, Bottas ia aos pneus, colocando médios. Cinco voltas depois, Hamilton foi às boxes, para colocar duros, numa altura em que os Ferrari estavam presos no trânsito. Voltou na frente de Bottas, e Alexander Albon até saiu de pista para evitar bater nos Flechas de Prata. 

Com isto tudo, o líder era Antonio Giovinazzi, que batia alguns recordes: o primeiro italiano desde 2009, e primeiro piloto da Alfa Romeo desde 1983, ele lá se mostrava ao mundo que liderava. Sem ir às boxes, é certo,  mas mostrava que liderava. Mas durou pouco: Sebastian Vettel passou na volta 31, uma volta depois de Pierre Gasly ter feito uma defesa musculada contra a ultrapassagem do alemão da Ferrari. Sem consequências, mas ficou o susto.   

Quando o alemão chegou à liderança, a diferença para Gasly era de superior a cinco segundos, enquanto Vertsappen tinha 1,2 segundos para Leclerc, mas o holandês da Red Bull atacava, pois tinha Hamilton logo atrás dele. Os cinco que não tinham ido às boxes - como Giovinazzi e Ricciardo - aguentaram o que podiam até que os pneus médios estivessem nas lonas. E as coisas acabaram na volta 35, quando Giovinazzi e Ricciardo... tocaram-se no meio da pista, acabando ambos nas boxes, o italiano com a asa quebrada, o australiano com um furo.

E logo depois, o primeiro abandono, quando o Williams de George Russell bateu no Haas de Romain Grosjean, com o inglês a ir para o muro. Parado numa posição perigosa, a organização não teve outra chance senão colocar o Safety Car na pista. Na volta 36. 

Alguns pilotos aproveitaram a chance para trocar de pneus, boa parte para médios. Mas nenhum dos pilotos da frente foi às boxes, mantendo os duros. As coisas andaram assim até à volta 41, quando a corrida recomeçou com Vettel e Leclerc na frente... e Stroll com um furo, mas sem incomodar o pelotão.

Mas pouco depois, Sergio Perez teve problemas no seu carro e teve de o deixar no meio da pista, o suficiente para nova entrada do Safety Car. Houve uma ou outra passagem para as boxes, e no entretanto, a boxe da Ferrari soltou a ordem para os seus pilotos para manterem a poisção, do qual Leclerc obedeceu, contrariado. 

A terceira relargada durou pouco tempo, quando Kimi Raikkonen e Daniil Kyat se tocaram no final da reta, acabando com a corrida do veterano finlandês. Com a terceira entrada do Safety Car, toda a gente já estava convencida que a corrida poderia não acabar antes do limite das duas horas. E nesta altura, os pilotos estavam no limite físico.

Quando voltou, na volta 54, todos aceleraram rumo à meta, mas a luta que mais interessava era pelo terceiro posto, com Max Verstappen a aguentar os ataques de um Lewis Hamilton que estava a ver o seus rivais aproximarem-se. Contudo, o holandês aguentou bem os ataques e no final, os Ferrari conseguiram algo que era inédito em Singapura: uma dobradinha. E que dobradinha! Afinal de contas, há 392 dias, desde o GP da Bélgica de 2018, que Sebastian Vettel não subia ao lugar mais alto do pódio. E já bem merecia, especialmente depois do Canadá e de todos os erros nos últimos tempos.

No final, as caras contrastantes de ambos os pilotos no pódio, mas no final é Maranello que triunfa, numa sequência que já não tinham em mais de uma década, com os Mercedes de fora do pódio, algo que só acontece pela segunda vez nesta temporada. Mas eles deverão estar tranquilos: os títulos não lhes fogem, basta controlar o avanço da Ferrari a da Red Bull.

E agora não há tempo para respirar: Sochi está à esquina.