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quinta-feira, 25 de junho de 2026

Quais vão ser os novos circuitos da Formula E?


A Formula E anunciou esta semana o calendário da Formula E para 2026-27, o primeiro com os carros da GEN4, mais potentes e mais rápidos que os GEN3 usados atualmente. Aliás, esses novos carros terão uma potência perto dos 800 cavalos, o que coloca entre um Formula 2 e um Formula 1.

Mas o mais interessante do calendário é a entrada de novas pistas, e todas são permanentes. Uma delas é o COTA, Circuit of the Americas, em Austin, e embora a pista da Formula 1 tenha 5513 metros, há variantes que são mais pequenas. Por exemplo, a NASCAR usa uma versão do COTA que é mais pequena, com 3862 metros, mas há uma versão ligeiramente mais pequena, com 3702 metros, que chamam de "National Circuit". Eu creio que ambas as pistas são viáveis, mas é ver que escolhem.

Para dar uma comparação, a pista de Brands Hatch, outra das entradas no calendário da próxima temporada, tem 3916 metros em todo o seu traçado, em comparação com a pista Indy, que não passa dos 1944 metros. Com ambas as pistas a terem dimensão semelhante, não ficaria admirado se forem essas as pistas escolhidas. 

Independentemente da pista, ela tinha de ser feita, pois correr onde correm agora, no centro de Londres, em pleno pavilhão da ExCEL, começa a ser pouco viável, mesmo com os atuais carros da GEN3, por muito original que seja. 

Outra pista anunciada foi Zandvoort, nos arredores de Amesterdão. Com o final do contrato da Formula 1 em 2026, e sem vontade de continuar, a Formula E tornou-se numa alternativa, ainda por cima numa pista que não é muito maior que as duas que falei, pois tem 4259 metros. O "Club Circuit" é bem mais pequeno, tem 2526 metros, e não creio que seja viável, com estes carros novos. 

E como é sabido, nos últimos anos, a pista neerlandesa levou muitas obras de remodelação, nomeadamente aquela curva em relevo antes da meta... poderá ter sido uma soma bem interessante no calendário da competição elétrica. 

Algumas pistas manter-se-ão, sem novas versões, como por exemplo, Xangai - a versão da Formula E exclui a longa reta com mais de um quilómetro de extensão - Jeddah - a pista tem quase seis quilómetros, na versão da Formula 1 - e Jarama, que é usado em toda a sia extensão. E pistas citadinas, no Mónaco, que desde há algum tempo usam a sua versão total, acolherão os novos carros. 


E isto abre a porta a muitas outras pistas permanentes para a Formula E. Alguns exemplos? Paul Ricard, na sua versão mais curta, usada pela Formula 1 de 1986 a 1990, Hockenheim, na sua versão atual, o Red Bull Ring, o Autódromo do Estoril (tem 4182 metros, pouco mais de 200 metros que o Circuito de Jarama, que será usado na próxima temporada). De uma certa forma, a evolução destes carros elétricos poderá dar uma chance a uma panóplia de pistas um pouco por todo o mundo, e aumentar a qualidade do calendário.

domingo, 19 de outubro de 2025

Formula 1 2025 - Ronda 19, Austin (Corrida)


Chegamos a aquela parte do calendário onde, abandonada a Europa, vamos para o continente americano antes de mergulhamos na noite árabe, em nome de um horário mais... decente (excepto em Las Vegas). Com a Formula 1 a fazer a sua terceira visita nas Américas, desta vez, numa paragem mais prolongada, porque depois estarão no México e no Brasil.

Faltam, à partida, cinco corridas para o final da temporada, e já foi dado um título, o de construtores, para a McLaren, com o dobro de pontos para o segundo classificado, a Ferrari e a Mercedes. Mas no pilotos... de repente, começou a haver incerteza. Sim, as coisas começaram antes, quando Max ganhou em Monza, mas pensava-se que seria algo pontual, com os McLarens a conseguirem controlar o prejuízo e a decidirem onde é que um dos seus pilotos iria ser campeão. Mas desde então, começaram a ficar nervosos, e o que aconteceu na "Sprint Race" de ontem foi apenas a face mais visivel... embora tenha tido a ajuda de Nico Hulkenberg, no seu Sauber. 

Agora, Max, com os oito pontos que conseguiu ontem, tem uma desvantagem de 55 pontos para a liderança. E os arautos da desgraça começam a gritar que está tudo perdido para a McLaren... tudo isto no dia em que a Liberty anunciou que Austin ficará no calendário até 2034. 

Com bom tempo e calor, a meio de outubro, eles andavam preocupados com o vento, e até que ponto poderia prejudicar a corrida. Os pilotos e as equipas tinham decidido que iriam parar apenas uma volta, e boa parte deles decidiram começar com médios. As excepções eram Charles Leclerc e Gabriel Bortoleto. que tinham metido moles, e Alex Albon e Esteban Ocon, que partiam com duros.

Na partida, Max partiu muito bem, tão bem que conseguiu um avanço de 1,6 segundos no final da primeira volta. Norris perdeu o segundo posto para Leclerc, que tinha calçado moles para o inicio da corrida, enquanto Piastri era sexto, no final dessa primeira volta, entre Hamilton e Russell. Albon e Bortoleto tocaram-se, e o tailandês da Williams caia para o fundo do pelotão. 


Nas voltas seguintes, Norris começava a ficar na traseira de Leclerc, tentando recuperar o segundo posto, agora que também começava a ser assediado pelo outro Ferrari de Lewis Hamilton, quarto. Piastri estava ainda longe do britânico da Ferrari. Todos estavam concentrados aí, numa altura em que Max começava a afastar-se deste grupo, na liderança: ao fim de seis voltas, já tinha um avanço de três segundos.

A primeira desistência da corrida foi na sétima volta, com Carlos Sainz Jr. a parar, aparentemente, depois de uma colisão com o carro de Kimi Antonelli. Com o Williams parado numa escapatória, o Safety Car Virtual fora acionado. Kimi voltou à pista, no final do pelotão, desconhecendo-se dos seus estragos. Duas voltas depois, a corrida recomeçou, com Max continuando na frente de Leclerc e Norris. 


Na volta 15, Norris começou a ficar perto de Leclerc para tentar novamente apanhar o piloto da Ferrari e ficar com o segundo posto, mas o monegasco conseguiu defender-se. As coisas continuaram assim até à volta 21, quando Norris passou, por fim, o piloto da Ferrari. Mas nessa altura, Max já tinha uma vantagem superior a onze segundos. Ele já tinha a corrida controlada. Pouco depois, na volta 23, Leclerc foi às boxes e regressou à pista em nono. 

Mais algumas voltas e foi a altura de trocarem de pneus, pelo menos os da frente, de médios para moles, e com isso, Leclerc voltou para o segundo posto, e voltou a ser assediado por Norris. A partir da volta 36, o piloto da McLaren ficou na traseira do da Ferrari, e a menos de um segundo entre segundo e terceiro, novo duelo tinha começado. 

Contudo, com o passar das voltas, os pneus modes deram o ar da sua graça, ou seja, começaram a degredar-se mais rapidamente que os médios, e assim, parecia que Leclerc começou a ficar mais tranquilo na sua segunda posição. No final da volta 46, a diferença entre ambos tinha ficado de menos de um segundo para 2,3 segundos. Parecia que, nesse campo, já havia uma decisão. 

Na frente, tranquilo, Max tinha tudo sob controle, só tinha de levar o carro até à meta. 

A parte final da corrida ficou marcado pelo ataque de Norris ao segundo lugar de Leclerc, e na volta 51, Norris atacou e conseguiu ficar no segundo lugar. Mas claro, o grande beneficiário da corrida foi Max, que com isso, ganhou mais 15 pontos para Piastri porque ele só conseguiu o quinto lugar. 


Max tinha dito antes desta corrida que pensava ter 50 por cento de chances de alcançar o seu quinto título seguido. Depois de Austin, se a McLaren não reagir, pode ser que Max esteja a caminho de uma das maiores recuperações da história do automobilismo. 

sábado, 18 de outubro de 2025

A imagem do dia


Uma Sprint Race, qualquer que seja, é uma "inutilidade". Seria normalmente uma corrida chata se não acontecesse qualquer incidente que mexesse na classificação, digamos assim. Até afirmo que a Formula 1 passa bem sem ela.

Contudo, há excepções. A primeira curva dessa corrida sprint em Austin, e o resultado final, poderá provavelmente ter incendiado duas coisas: as boxes da McLaren e o campeonato. O primeiro, porque Zak Brown quer uma coisa e poderá ter outra. O segundo, é porque há um piloto que está determinado a conseguir e tem tudo a seu favor, incluindo... o seu carro. Literalmente, o carro foi desenhado para o seu estilo de condução. O segundo piloto que se adapte, ou morra. 

Começa a parecer a temporada de 1981, especialmente a Brabham, quando Nelson Piquet tinha tudo e a Williams estava dividida entre Alan Jones e Carlos Reutemann. Está alinhado, alinhadissimo!

Veremos como será amanhã, na Feature Race. Max Verstappen tem agora uma desvantagem de 55 pontos face aos McLaren.

terça-feira, 14 de outubro de 2025

Noticias: vai estar muito calor em Austin


Aparentemente, pela segunda corrida seguida, poderá estar tanto calor, que os pilotos poderão ter de usar novamente o colete corporal de arrefecimento. A FIA pondera emitir novo “risco de calor extremo” depois de se saber que as temperaturas ao longo do fim de semana andarão na casa dos 30º Celsius: 33ºC na sexta-feira, 32ºC no sábado e 33ºC no domingo, à hora da corrida.

O que poderá dar isso, ainda por cima num fim de semana onde há corrida "Sprint"? Poderá mexer nos pneus, especialmente na conservação da borracha em asfalto quente porque nestas situações, o sobreaquecimento é inevitável. E quem tem um melhor pacote aerodinâmico parece ser a McLaren, que se dá bem com o calor, logo, as chances de ter um fim de semana melhor que a Red Bull poderá ser real. 

Quanto ao colete corporal, é sabido que muitos não são fãs dele, e como ainda não é obrigatório - será provavelmente no ano que vêm - dependerá sempre do gosto de cada um o seu uso, ou não.


sábado, 12 de julho de 2025

Youtube Formula 1 Video: Quando Brad Pitt guiou um McLaren em Austin

Em final de semana sem Formula 1, o destaque ainda é o filme, realizado por Joseph Kosinski e com Brad Pitt no principal papel. Na semana de estreia do filme, há duas semanas, foi revelado que a McLaren deu um teste a Pitt no Circuito das Américas, em Austin, com Lando Norris e Zak Brown a assistirem a tudo. 

A Sky Sports decidiu colocar em toda a sua extensão este dia de teste, e pelos vistos, o pessoal passou um dia agradável. E nem parece que tem 61 anos!  

segunda-feira, 4 de novembro de 2024

A(s) image(ns) do dia




A cada quatro anos, a eleição presidencial americana é a mais seguida do mundo. Dois partidos, o Democrata e o Republicano, escolhe o seu candidato e a campanha acontece ao longo do ano para na primeira terça-feira de novembro, mais de 300 milhões de eleitores cumpram o seu dever, para escolher, não o seu presidente, mas... os delegados para um Colégio Eleitoral de 538 votos, onde ali, quem tiver uma maioria de 270, será eleito presidente. E a ansiedade de oito mil milhões de pessoas está nos píncaros, porque o destino do mundo está dependente... desta democracia. A cada quatro anos. 

Isto é um pequeno resumo de algo mais complicado. Para muitos, é o destino do mundo que está nas mãos deles. Esta eleição termina nesta terça-feira, mas se calhar... a contagem de votos poderá não acabar na quarta-feira, até poderá arrastar para o resto da semana, aumentando o nervosismo dos americanos... e do mundo.

Mas então, o que a Formula 1 tem a ver com isto? Como tudo na vida, todos são tocados por ela, direta ou indiretamente. Um exemplo? Kamala Harris, a atual vice-presidente e a candidata do Partido Democrata, anunciou que gosta de ver Formula 1 quando pode.   

Numa entrevista feita no inicio de outubro ao programa de Howard Stern, na rádio Sirius XM, a candidata do Partido Democrata admitiu que adora Formula 1: "é fantástica - nós adoramos, toda a família adora". 

Questionada se o seu entusiasmo pela Fórmula 1 era uma "coisa de campanha", ela respondeu: "Oh, Deus não! Mais recentemente, não tenho podido assistir porque estou em campanha. Além disso, depende também onde são as corridas, o momento do dia”. Com ela a referir que Lewis Hamilton é o seu piloto favorito, ela mostrou-se estar dentro da atual situação do marcado de pilotos, e ainda deu um conselho ao radialista: "Ele vai deixar a Mercedes. Deveria ver [a Formula 1], pode ficar viciado, é fantástico".

Não é a primeira vez que presidentes e ex-presidentes aparecem nos circuitos. No infame GP de Dallas de 1984, marcado pelo enorme calor que se fez sentir naquele fim de semana, para além do asfalto destruído à volta do circuito de Fair Park, há a história de, no dia da corrida, Stirling Moss se apresentou a um dos espectadores VIP, o ex-presidente Jimmy Carter, ao que ele mesmo ficou surpreso por não saber quem ele era, como era admirador das suas façanhas como piloto!

Este ano já tivemos Donald Trump em Miami, nas boxes da McLaren, a convite de Zak Brown, onde foi cumprimentado pelos pilotos da equipa, numa movimentação que dividiu opiniões, como costuma acontecer no caso dele. 

Fazendo parte da Liberty Media, uma companhia americana, com três Grandes Prémios no calendário, o único país que tem tantas corridas, e com todo o "hype" por causa do "reality show" da Netflix "Drive to Survive", seria inevitável que a Formula 1 seria um assunto que até candidatos presidenciais fariam a sua aparição. Foi assim em 2024, e se calhar no futuro, aparecerão mais ocasiões onde da Formula 1 entrará no discurso de quaisquer candidatos, não importa o partido. É apenas um oportnidade para aparecer... ou são os gostos das pessoas. Até os politicos as têm.

sábado, 26 de outubro de 2024

Youtube Formula 1 Vídeo: As polémicas de Austin

A corrida americana, que aconteceu no fim de semana passado, foi interessante. Tivemos os Ferrari a ganhar, e as polémicas envolvendo as ultrapassagens e as manobras de Max Verstappen, que no mínimo, poderemos considerar como... assédio. Especialmente o da primeira curva, na primeira volta. E como as regras para as penalizações... estão sujeitas a interpretação. 

Sobre isso e muito mais, eis o mais recente vídeo do Josh Revell.  

domingo, 20 de outubro de 2024

Formula 1 2024 - Ronda 19, Estados Unidos (Corrida)


Austin está a tornar-se num lugar ideal para a Formula 1, especialmente para os seus fãs, atraídos pelo "Drive to Survive". 300 mil lugares sempre cheios, apenas superado por Indianápolis, o Circuito das Américas acolhia a Formula 1 depois de um mês de pausa, para um non-stop de três fins de semana, onde vão até à Cidade do México e a Interlagos, em três de seis corridas onde muita coisa se decide no campeonato. E se muitos afirmam que Max poderá estar numa de "controle de danos", depois de ter conseguido um bom arranque inicial, ainda temos quatro pilotos que podem alcançar o campeonato - e mais alguns, como Sérgio Pérez e os Mercedes - que podem interferir no campeonato, quando faltam seis corridas para o final.

E a corrida de Austin também marca o regresso de Liam Lawson, que está na Racing Bulls no lugar de Daniel Ricciardo, e sem dúvida, que quer mostrar serviço, para poder ter uma chance em 2025 para ficar com um lugar na Red Bull, se calhar no lugar de Pérez... ou outro. Tudo isto num fim de semana glorioso de outono, com sol e temperaturas amenas.      


Na partida, Lando Norris largou bem, e tentou defender-se de Max Verstappen, mas enquanto ambos se defendiam, os Ferrari aproveitaram a primeira curva para os passar, com Charles Leclerc a ficar com o comando da corrida, e Norris, prejudicado com a manobra inicial, caía para quarto. Ou seja, nem se defendeu do ataque do piloto da Red Bull, como foi passado pelos Ferrari!

Atrás, Lewis Hamilton tentava uma corrida de recuperação, as depois de passar alguns carros nas primeiras três voltas, ele ia no limite quando saiu da pista na curva 19, a mesma onde o seu companheiro George Russell se despistara na véspera, durante a qualificação. Apesar de não ter batido na parede, como o seu companheiro de equipa, o facto de ter ficado preso na gravilha foi o suficiente para não só abandonar a corrida - acabaria por ser o único - como o Safety Car entrou em ação, para poder rebocá-lo fora dali.      

A corrida só recomeçou na sexta volta, com Leclerc a manter o comando, deixando Max para trás, e Norris a cair um pouco, sendo passado por Sainz Jr, noutro Ferrari. Com o passar das voltas, o piloto monegasco conseguiu ter ritmo para afastar-se do neerlandês da Red Bull, enquanto Sainz Jr, no seu Ferrari, queixava-se do cheiro a combustível no seu cockpit, o que poderia indicar uma fuga de combustível. 

No inicio da 11ª volta, Leclerc já tinha uma vantagem superior a três segundos sobre Max, e os McLaren pareciam não os poder apanhar. Com os médios calçados entre os da frente e o tempo do Safety Car, parecia que a janela de oportunidade - que seria na volta 15, se não fosse o Safety Car - poderia abrir mais tarde, mas claro, nunca se sabe.

Na wolta 19, Gasly e Tsunoda foram às boxes trocar para duros, os primeiros do "top ten" que oram às boxes. Nessa altura, Leclerc aumentou a sua vantagem para Max: 8,2 segundos, e Sainx Jr estava suficientemente perto para tentar uma estratégia de ir às boxes antes do neerlandês, ele que na volta 22 estava 1,7 segundos atrás do piloto da Red Bull. Ele foi às boxes nessa volta, calçar duros e tentar ser mais rápido que o piloto que estava na segunda posição na corrida. E conseguia: na volta 24, ele era o piloto mais rápido da pista.

Max foi às boxes na volta 26, numa altura em que le tinha perdido seis décimos para Norris. Calçou para duros e no regresso, tinha uns 20 carros de diferença para Sainz Jr, que virtualmente, era segundo classificado. Leclerc parou na volta seguinte, calçou duros, durou 2,5 segundos e regressou 7,6 segundos na frente do seu companheiro de equipa. Parecia que Maranello tinha tudo controlado... só ainda não sabíamos ainda dos carros de Woking. Norris estava na liderança, e só foi às boxes na volta 32, caindo para quinto. Mas tinha pneus mais frescos, bom para ele e não muito bom para os da frente. Piastri parou na wolta seguinte, indo mais lento em meio segundo para Norris. 

Agora, Lelcerc estava na frente, 7.2 segundos sobre Sainz Jr e este aguentava Max, com uma vantagem de 3,9 segundos. Os McLaren seguiam, mas tinham mais de seis segundos de desvantagem para os apanhar. E já estavam a meio da corrida. 

Com o passar das voltas, Max não conseguia apanhar Sainz Jr e com o degradar dos pneus, os de Norris, mais frescos, faziam o seu trabalho e apanhavam o piloto a Red Bull. E quando Liam Lawson decidiu ir às boxes na volta 39, decidiu colocar pneus médios, porque era mais eficaz. A mesma coisa fez Franco Colapinto na volta seguinte, porque ambos tinham iniciado a corrida com duros. Por ali, compensou.

E a partir da volta 42, Norris aproximava-se da traseira de Max. Pneus mais frescos, é certo, mas nesta altura do campeonato, toda e qualquer chance de apanhar o neerlandês e diminuir a diferença no campeonato, é bem-vinda. Na volta 45, a diferença é de menos de um segundo, numa luta pelo lugar mais baixo do pódio. 


A luta pelo lugar começou na volta 48, na primeira tentativa séria, depois foi na volta seguinte, com o neerlandês a defender-se bem. Nova tentativa na primeira curva, no inicio da volta 50, mas tudo ainda na mesma. Nova tentativa de ultrapassagem na volta 52, com Max a defender-se muito bem, antes de passar na volta seguinte, com o neerlandês a ir ao limite, e o piloto da McLaren a passá-lo. Mas como a passagem aconteceu por fora, o risco de penalização por ele não ter devolvido o lugar... existia. Na última volta, aconteceu: cinco segundos, Max mantêm o terceiro lugar. Uma luta praticamente sem sentido.  

Mas na frente, os Ferrari faziam a sua corrida. Leclerc tinha uma corrida tranquila, e Maranello tinha dobradinha. E nos lugares finais, coisas interessantes: Liam Lawson era nono, e mais dois pontos no seu regresso à Formula 1, depois de substituir Daniel Ricciardo, e Franco Colapinto ficou com o ponto final, e a certa altura até tinha a volta mais rápida!


E foi assim a corrida americana. Não há tempo para respirar porque na próxima semana... há mais. Agora, no México.          

Formula 1 2024 - Ronda 19, Estados Unidos (Qualificação)


Depois de um mês de ausência, a Formula 1 está agora numa roda viva, em paragens americanas. Este final de semana está a ser em Austin, num lugar no Texas fora do normal num estado de "cowboys", petróleo e gado. Aliás, o mote da cidade é "keep it weird", ou seja, "mantenham-se excêntricos". 

E numa pista onde, por causa do "Drive to Survive", uma pista que antes, tinha dificuldade em encher as bancadas, passou a ter 300 mil fãs a vibrar pelos pilotos e máquinas, tornando-se tão popular quanto Indianápolis ou Daytona. E ainda tem Las Vegas, onde provavelmente, mais algumas centenas de milhares lá estarão na Cidade do Pecado para ver pilotos a correrem a meio da noite. 

Ainda por cima, este ano está a ser emocionante, com os McLaren a aproximarem e a erodirem a vantagem que Max Verstappen conseguiu no inicio da temporada. Aliás, os Papaya Orange já apanharam os energéticos no campeonato dos Construtores, agora é Max que está a tentar impedir que os seus perseguidores mais diretos o apanhem antes de Abu Dhabi, dali a mês e meio. E conseguir a pole, bem como ganhar na Sprint Race - Norris foi terceiro - foi uma grande ajuda.

Mas não é isso que se anda à procura aqui. Agora era a altura da qualificação principal, aquela que define a grelha para domingo, o dia da grande corrida. E por exemplo, um dos estreantes, Liam Lawson, iria herdar... uma penalização, vinda de Singapura, feita por Daniel Ricciardo. 

Lando Norris e Fernando Alonso foram dos primeiros a irem para a pista na Q1 e todos eles seguirem pouco tempo depois, com o espanhol marcar 1.34,496. Norris marcou 1.34,029 logo a seguir, com Sainz Jr a ser segundo, a 75 centésimos. 

Max Verstappen teve a sua primeira saída na pista e marcou um tempo para pole-positon, com 1.33,690, com Pérez a ser terceiro, empatando o tempo com Norris. Hulkenberg conseguiu o segundo melhor tempo, mais 189 centésimos que o neerlandês da Red Bull. E isso foi antes de Pierre Gasly conseguir 1.33,550, com o seu Alpine, e com moles novos. Lawson fazia o quarto melhor tempo, mais 320 centésimos do melhor. 

Demorou alguns minutos até Charles Leclerc conseguir 1.33,241, e ficar no topo da tabela de tempos, e na parte final, Max consegue o melhor tempo, com 1.33,046, enquanto Lewia Hamilton surpreende pela negativa, indo meio segundo mais lento que o normal e foi o primeiro... dos não-qualificados! Ele fez companhia aos Sauber de Valtteri Bottas e Guanyou Zhou e os Williams de Franco Colapinto e Alex Albon.

A Q2 começou alguns minutos depois. Depois de alguns tempos interessantes, Norris conseguiu ser o melhor, com moles novos, conseguindo 1.32,851, 201 centésimos mais rápido que Max e 206 centésimos mais veloz que o seu companheiro de equipa, Oscar Piastri. 

Depois de algum tempo nas boxes, colocando novos compósitos, os pilotos saíram para uma volta final para conseguir passar à Q3. Com a temperatura a baixar um pouco, Max foi o primeiro, conseguindo 1.32,584, antes dos outros reagirem. Deram o seu melhor, mas ninguém o desalojou. Que ficou de fora foram o Haas de Nico Hulkenberg, o Aston Martin de Lance Stroll, os Racing Bulls de Yuki Tsunoda e Liam Lawson e o Alpine de Esteban Ocon. 

E agora, é a altura da Q3, a fase final, a da pole-position.

Norris foi dos primeiros a marcar uma volta na pista e conseguir 1.32,330, 620 centésimos superior a Oscar Piastri. Max consegue 1.32,361, ficando em segundo, e superior aos Ferrari e Piastri. Pérez marcou um tempo, mas por ter pisado os limites, esse tempo foi anulado.


Os carros recolheram às boxes para uma última chance, e ali, tentaram a sua sorte... até que George Russell bater no muro no terceiro sector, perto da meta. Bandeiras amarelas e... a sessão acabada, dando a pole a Lando Norris, na frente de Max e de Carlos Sainz Jr. De uma certa forma, foi um final anticlimático para a qualificação que foi, mas no domingo haverá mais ação para saber até que ponto este duelo entre McLaren e Red Bull acabará.        

terça-feira, 24 de outubro de 2023

Youtube Formula 1 Vídeo: As comunicações de Austin

Foi um fim de semana interessante, com algumas coisas inesperadas no final, mas ao longo do fim de semana, podemos ouvir as sensações dos pilotos aos seus engenheiros em relação a determinadas situações. Cuja compilação passamos a ouvir a partir de agora.   

segunda-feira, 23 de outubro de 2023

Última Hora: Hamilton e Leclerc desclassificados


Lewis Hamilton e Charles Leclerc foram desclassificados do GP dos Estados Unidos, que aconteceu neste domingo em Austin devido a uma irregularidade no assoalho dos seus carros. O desgaste de ambos os carros acabou por ser superior à margem tolerável de um centímetro da FIA, logo, foram tirados dos lugares onde acabaram. Hamilton do segundo posto, Leclerc do sexto. 

No comunicado da FIA, pode-se ler as razões destas desclassificações:

“Durante a audiência, a(s) equipa(s) reconhecera(m) que a medição realizada pela Equipa Técnica da FIA estava correta e afirmou que o alto desgaste nas placas foi provavelmente resultado da combinação única da pista acidentada e do cronograma de corrida sprint que minimizou o tempo para configurar e verificar o carro antes da corrida." começou por afirmar.

“Os comissários observam que a responsabilidade recai sobre o competidor para garantir que o carro esteja em conformidade com os regulamentos em todos os momentos durante um evento. Neste caso específico, a derrapagem traseira na área definida no relatório do Delegado Técnico estava fora dos limites… e isso inclui a sua margem de tolerância do desgaste.

“Portanto, é imposta a penalidade padrão por descumprimento do Regulamento Técnico.” (desclassificação)

O artigo em causa é o 3.5.9, alínea e) do regulamento técnico da Fórmula 1 de 2023, que afirma: 

“A espessura do conjunto da prancha medida normal à superfície inferior deve ser de 10 mm [mais ou menos] 0,2 mm e deve ser uniforme à vista. Será aceite uma espessura mínima de 9 mm devido ao seu desgaste, e a conformidade com esta disposição será verificada nas periferias dos furos designados.” 

A pista do Circuito das Américas esteve este ano muito mais ondulada que nos anos anteriores, apesar do asfalto nas curvas 12, 14 e 16 ter sido reasfaltada.

Com estas desclassificações, o pódio é redesenhado, com Lando Norris a ser segundo e Carlos Sainz Jr o terceiro, e abaixo de Leclerc, todos os pilotos subiram dois lugares, e com isso, Alex Albon e Logan Sargent fecham o "top ten" na classificação geral. Para Sargent, ele torna-se no primeiro americano a pontuar desde o GP de Itália de 1993, quando Michael Andretti chegou ao final dessa corrida na terceira posição, no seu McLaren.

domingo, 22 de outubro de 2023

Formula 1 2023 - Ronda 18, Estados Unidos (Corrida)


E depois de duas semanas de pausa, vindo do Médio Oriente, a Formula 1 começava em Austin a primeira de três semanas seguidas na América do Norte, a primeira de quatro corridas neste mesmo continente, acabando com uma corrida noturna em Las Vegas. E depois de ver o que Max fizera ontem, na corrida Sprint, onde chegou a andar com um ritmo um segundo superior ao do resto do pelotão, parece que será uma questão de tempo até apanhar os pilotos que estão na sua frente e ganhar com... 10, 15 segundos de avanço? Era essa a aposta deste domingo.

Autódromo cheio, um calor outonal no Texas, mostrando que naquelas paragens ser estranho é ser... normal, a Formula 1, na realidade, estava ali pela segunda vez na temporada, e a terceira ocasião em que correria em paragens norte americanas. Ainda ficariam ali nas próximas duas semanas, uma no México e outra no Brasil, antes de regressarem... a Las Vegas, para a primeira corrida noturna nessa parte do mundo. 

E antes de começar a prova de Austin, soube-se que os carros da Aston Martin e da Haas iriam arrancar das boxes, tendo tudo a funcionar em pleno, e esperando que os duros funcionem plenamente o mais longo tempo possível, quem sabe, subindo muitas posições... ou não. 


Assassinados os hinos... perdão, cantados os hinos, vistos as cheerleaders e todo o espetáculo "made in America", era a hora dos semáforos apagarem e começar a corrida, o maior espetáculo de todos. E quando isso aconteceu, Norris conseguiu superar Leclerc para ser o lider da corrida. Os Ferrari ficaram logo a seguir, aguentando Hamilton e Max, que conseguiu largar bem. Quem largou melhor foi Piastri, que chegou a sexto e ameaçou o neerlandês.

Norris abria para o pelotão nas voltas seguintes, enquanto Max, depois de ter esperado como as coisas parariam, começou a recuperar posições, acabando na quarta posição no final da sexta volta, numa altura em que Hamilton era segundo, passando o Ferrari de Charles Leclerc. Atrás, Esteban Ocon parava nas boxes, danificado por causa da colisão com Piastri e tornava-se na primeira retirada da corrida. Pouco depois, o australiano tornava-se a segunda retirada, também por causa dos danos que sofreu na colisão com o Alpine do francês. Ao mesmo tempo, Logan Sargent foi o primeiro a parar, na volta 12, caindo para o fundo do pelotão.


Max surpreendeu muita gente ao parar na volta 17, e voltou a usar médios, saindo na sétima posição. Foi o primeiro, na frente de Norris, que trocou de pneus na volta seguinte, ainda antes de Sainz Jr e Pérez. Hamilton estava na frente, e parecia que queria ficar por mais algumas voltas, se calhar a pensar em fazer mais uma paragem nas boxes. Contudo, o britânico queimou uma travagem e perdeu tempo, indo para as boxes no inicio da volta 21, caindo para quinto e usando duros. Na frente, Norris passou Russell para ser segundo antes deste último parar, com o britânico a olhar para Max se ele está a aproximar-se ou não. 

Max aproximou-se e no final da volta 28, o neerlandês acabou por o passar, graças a uma estratégias paulatina de aproximação. Parecia que tudo estava resolvido... mais ou menos. Porque ele não se afstawa muito de Norris. 

Tanto que na volta 35, os pilotos pararam uma segunda ocasião. Primeiro, Norris, com duros, depois Max e Sainz Jr, com o piloto neerlandês a ter uma paragem mais lenta que o habitual. Max continuava na frente, mas tinha pouco mais de 1,7 segundos de vantagem, continuando de duros. Com Leclerc na frente, o neerlandês demorou três voltas até apanhá-lo e ficar com a liderança. Pouco depois, Norris era segundo, passando o Ferrari do monegasco. 


A partir daqui, parecia que o duelo iria ser à distância, mas na realidade, Max foi-se embora e nunca mais existiram ameaças sérias da parte do britânico. Entretanto, Leclerc era ameaçado, e depois na volta 43, era passado por Hamilton, para o terceiro posto. A partir dali, o britânico tentou apanhar o piloto da McLaren e ele aproximava-se do segundo lugar. O vencedor já era conhecido, faltava saber se a ordem seria esta. O britânico da Mercedes, com os médios, conseguiu apanhá-lo e ficou com o segundo lugar, mas não sem luta da parte do piloto da McLaren. Atrás, Sainz Jr apanhava Leclerc e era quarto.  

Ao mesmo tempo, Fernando Alonso, que tinha feito uma boa corrida de recuperação para chegar a oitavo e nos pontos, tinha problemas no fundo do seu carro e tinha de se retirar.  

Na parte final, Leclerc ia perder mais um lugar, desta vez para Sérgio Pérez, enquanto na frente, Max reinava, sem ser incomodado, apesar de se queixar dos travões, mas isso não o impediu de vencer mais uma corrida no campeonato, numa temporada dominante para a Red Bull. Não foram os 10 ou 15 segundos de avanço, mas mesmo assim, ganhar os mesmos, ainda que fosse por meio carro, significa que não há mudanças. 

E pronto, acaba uma corrida sem história. Agora, atravessarão a fronteira para correr em altitude, na Cidade do México. 

sábado, 21 de outubro de 2023

Formula 1 2023 - Ronda 18, Estados Unidos (Qualificação)


Depois de duas semanas de descanso, levando as coisas de um continente a outro, ainda bem que houve tempo para isso, porque a seguir haverá o inicio de uma jornada tripla de corridas, um fim de semana atrás de outro, a começar por aqui, seguido pela Cidade do México, e acabar em Interlagos. Com os títulos já entregues, agora é para... por um lado, os recordes pessoais, quer nos campeonatos de pilotos, quer nos de Construtores - Ferrari, McLaren e Mercedes lutam pelo segundo lugar, e Lewis Hamilton deseja ficar com o lugar de Sérgio Pérez, para dizer ao mundo que bateu um piloto da Red Bull em 2023. 

Ainda antes da qualificação, uma contrariedade na Aston Martin: o carro de Lance Stroll tinha problemas irresolúveis nos travões e ele acabou por mão participar na competição. Parece que caem todos os problemas do mundo no carro do canadiano...

Com calor - imenso calor! - no final da tarde americana, a qualificação começava com sem grandes sobressaltos. Pneus duros e médios foram escolhidos, devido às condições, e logo nas primeiras voltas, Max Verstappen tratou de  se colocar logo no topo da tabela, com um tempo no segundo 39, mas ainda longe dos tempos expectáveis.  

Pouco depois, Lewis Hamilton calçou duros e aproximou-se do tempo do neerlandês, antes de na wolta seguinte, passá-lo por cerca de cem centésimos de segundo. E pouco depois, foi Lando Norris a juntar-se a esse grupo.

A cinco minutos do fim da sessão, com todos os pilotos nas boxes a colocar novos pneus macios, tínhamos na zona de eliminação Alex Albon, Kevin Magnussen, Daniel Ricciardo, Zhou Guanyu e Logan Sargeant, com a pista a dar sinais de evolução.


Na parte final... surpresas. Se Max fex 1.35,346, Hamilton tratou de conseguir melhor, 255 centésimos de segundo melhor e ficar com o topo da tabela de tempos. Lando Norris também foi para o topo, mas entre Max e Lewis, com o segundo tempo. Atrás, se Stroll, os Williams de Logan Sargent, Alex Albon, bem como o Haas de Nico Hulkenberg foram carros que, de certa forma, eram esperados, Fernando Alonso foi uma espécie de algo inesperado, mostrando que a Aston Martin não está na sua melhor forma, se calhar pensando na temporada de 2024, porque é provável que esteja a caminho do quinto lugar no Mundial de Construtores, dada a queda de forma nos últimos tempos.

Com isso, passamos para a Q2, que arrancou pouco depois. Os pilotos não esperaram muito para irem dar as suas voltas à pista, com alguns como Lewis Hamilton, Max Verstappen, Carlos Sainz e Charles Leclerc, a começaram a sessão com pneus usados calçados.

No meio disto tudo, alguns tempos começavam a ser apagados por causa dos limites da pista que eram ultrapassados. Uma das primeiras vitimas era Lando Norris, que viu a sua volta apagada quando excedeu os limites.  

Na parte final, foram os pilotos da Ferrari que eram nas vistas. Charles Leclerc conseguiu 1.35,004, mais quatro... milésimos que Max Verstappen, e mais 236 centésimos que Lewis Hamilton, o terceiro. E se os Alpine correram bem, e Pérez esteve no limite, entre os que ficaram de fora foram os Alpha Tauri de Daniel Ricciardo e Yuki Tsunoda, os Alfa Romeo-Sauber de Waltteri Bottas e Guanyou Zhou e o segundo Haas de Kewin Magnussen. E claro, Sérgio Pérez ainda hoje estará a pensar como é que conseguiu passar para a fase final desta qualificação. 

E agora, era a altura da Q3. Não demorou muito até entrarem na pista, e as primeiras tentativas sorriram a Leclerc que conseguiu colocar o seu Ferrari no segundo 34, seguido de Max Verstappen e Carlos Sainz. Mas faltava o tempo de Lewis Hamilton, e quando aconteceu, colocou o britânico da Mercedes no segundo lugar. Assim, tínhamos nos cinco primeiros Leclerc, Hamilton, Verstappen, Sainz e Gasly. A voltas fora da lei continuavam a ser apagadas: agora, tinha sido a vez do segundo Merceces de George Russell. 

A quatro minutos para o fim, os momentos decisivos. Primeiro, os homens da Ferrari, seguido por Lando Norris, e os tempos começaram a ser registados. Leclerc marca 1.34,723, mas Max tira cinco milésimos, ficando com o primeiro lugar. Mas logo depois, chegava aos ouvidos do monegasco que o tempo do piloto da Red Bull tinha sido apagado por causa dos tais limites ultrapassados. A pole era dele! 

No final, apesar de Charles Leclerc ter merecido a pole-position para a corrida de Austin, foi engraçado andar com uma lupa à procura de Max apenas sexto na grelha, por causa do tempo apagado, e à frente de Ferrari, Mercedes e o McLaren de Lando Norris. Ver um Red Bull muito em baixo em relação às corridas anteriores não é sinal de nada, mas o fim de semana é longo e haverá mais coisas como, por exemplo, a partir de amanhã, com a corrida "sprint". Aliás, é um dia totalmente à parte do resto do fim de semana competitivo. 

Só ali é que veremos como será a tendência para o resto do fim de semana texano, não é? Acho que será um bom motivo para ficar à frente da televisão.      

quinta-feira, 19 de outubro de 2023

Meteo: Irá estar muito calor em Austin


Irá estar muito calor no outubro texano. O boletim meteorológico pode não prever chuva no final de semana texano, mas as temperaturas andarão entre os 30 e os 35ºC, com temperaturas de 32ºC no domingo, dia da corrida.

As previsões para amanhã serão de céu limpo e 36ºC, enquanto no dia seguinte, baixarão em um grau, com vento fraco.  As temperaturas baixarão no domingo, e o céu estará pouco nublado, mas nada que afete radicalmente as condições em relação aos dias anteriores.

Uma coisa é certa: o tempo quente poderá afetar as mecânicas e a escolha dos pneus durante o final de semana texano.    

sexta-feira, 28 de outubro de 2022

Noticias: Retirada penalização a Alonso


A penalização de 30 segundos que Fernando Alonso sofreu no final do GP dos Estados Unidos, por causa do espelho que voou no seu Alpine, foi retirada depois do apelo feito pela marca francesa. Assim sendo, o espanhol volta a ter o sétimo lugar que tinha alcançado no final da prova americana.

O protesto tinha sido apresentado pela Haas F1, alegando que o monolugar de Alonso tinha estado em pista de pista sem os índices de segurança adequados, depois deste ter perdido um espelho retrovisor em sequência do acidente sofrido com o Aston Martin de Lance Stroll. Contudo, a equipa francesa contra-argumentou, afirmando que o protesto da Haas F1 tinha entrado depois da hora. 

Assim sendo, uma segunda audiência teve lugar na quinta-feira à noite, durante a qual ficou estabelecido que a Haas poderia ter apresentado um protesto em tempo útil ou dentro do prazo legal de 30 minutos. E por causa disso, os comissários desportivos decidiram anular a penalização. 

A Alpine lançou um comunicado nas redes sociais onde “agradece aos comissários da FIA por se terem reunido e chegado a uma conclusão positiva sobre o assunto envolvendo o carro nº 14 do Grande Prémio dos Estados Unidos do fim-de-semana passado”.

Com isso, Alonso mantêm-se no nono posto, agora com 71 pontos.

terça-feira, 25 de outubro de 2022

Youtube Formula 1 Vídeo: As melhores comunicações de Austin

A Formula 1 fez a sua aparição em Austin, local de maior concentração de fãs da modalidade no calendário - 400 mil ao longo os três dias de Grande Prémio - e a corrida, claro, não desiludiu. E o pessoal da Formula 1 fez o vídeo dos melhores onboards desse final de semana. 

segunda-feira, 24 de outubro de 2022

Noticias: Alonso penalizado em 30 segundos... mas a Alpine recorre


O espelho que voou no meio da corrida teve consequências: por causa do protesto da Haas, verificaram-se os carros da Alpine e da Red Bull por causa dos prejuízos que sofreram durante a corrida e concluiu-se que o carro de Fernando Alonso, que terminou em sétimo lugar, foi penalixado em meio minuto, acabando na 15ª posição, ficando fora dos pontos. Os maiores beneficiados foram Sebastian Vettel, que ficou com o sétimo lugar, e os Alpha Tauri de Yuki Tsunoda e Pierre Gasly, que foram nono e décimo. 

Contudo, a Alpine recorreu da penalização por causa do protesto da Haas, argumentando que esta protestou o após o prazo.

“A equipa Alpine está desapontada ao receber a penalização pós-corrida para o carro 14 do GP dos Estados Unidos de hoje, o que infelizmente significa que Fernando fica fora da zona de pontuação. A equipa agiu de forma justa e considerou que o carro permaneceu estruturalmente seguro após o incidente de Fernando com Lance Stroll, na volta 22 da corrida, com o retrovisor direito se desprendendo do chassis como resultado de danos causados por Stroll”, começou por afirmar, em comunicado.

“A FIA tem o direito de sinalizar a bandeira preta e laranja a um carro durante a corrida se o considerar inseguro e, nesta ocasião, avaliou o carro e decidiu não colocar a bandeira. Além disso, após a corrida, o técnico da FIA considerou que o carro estava de acordo com os regulamentos”, prosseguiu.

“A equipa também acredita que devido ao protesto ter sido apresentado 24 minutos após o prazo especificado, ele não deveria ter sido aceite e, portanto, a penalização deve ser considerada inválida. Como resultado deste ponto, a equipa protestou contra a admissibilidade do protesto original da Haas”, concluiu o comunicado.

domingo, 23 de outubro de 2022

Formula 1 2022 - Ronda 19, Austin (Corrida)


E chegamos ao Texas, o lugar onde tudo é grande. Mas de toda aquela vastidão, a corrida calha na parte estranha do estado que é a cidade de Austin. De uma certa forma, poderiam ser dois mundos em colisão, mas no final, é algo do qual se dão bem, porque ambos estão ali por algo que tem em comum: o amor pela Formula 1.  

Num fim de semana marcado pela quantidade de espectadores no local - mais de 440 mil espectadores ao longo dos três dias em Austin, um recorde - as discussões ainda tinham a ver com a Red Bull, por causa do teto orçamental, que o violou, e do qual as restantes equipas, depois de terem pedido inicialmente uma punição exemplar, acabaram por ficar mais calmas nesse sentido. Se calhar essa moderação tem a ver com eles mesmos, se calharem na sua altura...

Mas claro, outra razão tinha a ver com a morte de Dietrich Mateschitz, na noite de sábado. A Red Bull tinha mais um motivo para querer triunfar em Austin, não só para encerrar a história do título de construtores - que não é deles há quase uma década - como também para honrar a memória de alguém que moldou o desporto por mais de 30 anos, e que mostrou que havia bida para além dos patrocínios do tabaco - como existia a Marlboro e a Camel, por exemplo. 

O tempo estava encoberto, mas não iria chover. Quanto a estratégias, pensava-se em duas paragens, e se calhar todos os compósitos "slick" poderiam ser usados, com as primeiras paragens a acontecerem entre as voltas 15 e 17, se começarem em médios. Quem iria partir das boxes era Esteban Ocon, que tinha mudado alguns componentes e a sua má posição inicial na grelha faria com que compensasse partir fora dela. E a Mercedes ainda teve de trocar de travões de disco na última hora. 


A partida começou com Max na frente, mas o espanhol teve o azar de ser tocado por trás pelo carro de George Russell e acabou com um pião, deixando-o no final do pelotão. Quem beneficiou com isso foi Lance Stroll, que acabou em terceiro, no final da primeira volta. O espanhol acabou nas boxes, acabando por desistir por causa de um radiador furado. Os comissários viram rapidamente as imagens e decidiram penalizar Russell pelo incidente com cinco segundos. 

Nas voltas seguintes, Pérez - que tinha a asa danificada - e Russell passaram Stroll, que tinha atrás de si... Seb, que aguentava um Leclerc que estava em cavalgada desde o lugar do qual eles colocaram por causa da penalização de sábado.  Na frente, Max já se afastava dos Mercedes. 

Na volta 11 aconteceram as primeiras paragens. Bottas, Tsunoda e Ricciardo foram os primeiros, seguido por Gasly, na volta seguinte. Na pista, Leclerc passou Vettel e era sexto, ao mesmo tempo que Hamilton trocava para duros e regressava atrás de ambos. Na volta 14, foi a altura de Max, dando a liderança ao seu companheiro de equipa. Pérez acabou por ir trocar para duros na volta 15, caindo para quinto. 


Na volta 19, Bottas despistou-se e acabou na gravilha, causando a entrada do Safety Car, numa altura em que Leclerc ainda não tinha parado nas boxes. O monegasco aproveitou para parar e colocar por médios, a mesma coisa fez Seb, que também não tinha parado. Três voltas depois, a corrida recomeçou com Max na liderança, mas atrás, Alonso e Stroll bateram forte e causaram nova entrada do Safety Car. O Aston Martin do canadiano ficou destruído e o Alpine do espanhol... continuava, apesar de chegar a ter duas rodas fora do asfalto! 

No regresso, na volta 26, tudo na mesma: Max na frente de Lewis, e Pérez estava na frente de Leclerc. Mick Schumacher estava nos pontos, no décimo posto. Os olhos estavam postos em Leclerc e Pérez que lutavam pelo quarto posto. O monegasco conseguiu passá-lo na volta 30, numa travagem relativamente arriscada, e logo a seguir, foi atrás de Hamilton.

As coisas pareciam ir calmas até à volta 35, quando, entre os da frente, Hamilton foi às boxes trocar de pneus. Meteu duros, esperando ir até ao fim - faltavam 20 voltas nesta altura - mas quando Max Verstappen foi às boxes, o pessoal da Red Bull cometeu um erro e o neerlandês perdeu 11 segundos, suficiente para colocar Hamilton... na frente! E logo no preciso momento em que Russell e Pérez lutavam pelo primeiro lugar. 

Verstappen partiu ao ataque e foi atrás de Leclerc. Ele resistiu o mais que pode, mas conseguiu passar o piloto da Ferrari. Na frente, na volta 40... estava Vettel, no seu Aston Martin! Max era terceiro, e perseguia Hamilton para ficar com o segundo posto, porque sabia que o alemão iria ter de ir às boxes e fazer a sua troca. Era agora um duelo a quatro, mesmo depois de Hamilton ter passado Vettel na volta 41, uma volta antes do alemão ir às boxes... e fazer uma paragem catastrófica, perdendo 16 segundos e caindo para fora dos pontos.

Max continuava a apanhar Hamilton, e na volta 50, ele já estava na sua traseira. Chegou-se à travagem, e apesar das trocas e dos duelos curva a curva, foi limpa e favorável ao piloto da Red Bull. A liderança regressava aos energéticos. 


Na parte final, o neerlandês afastou-se de Hamilton até ter quase cinco segundos quando cruzou na meta, com a bandeira a ser agitada por Tim Cook, o CEO da Apple. Atrás, a excitação estava na luta pelo oitavo posto, quando Sebastian Vettel conseguiu apanhar e depois passar o dinamarquês da Haas, num duelo que fez levantar as bancadas. O resultado foi o possível, depois da catástrofe das boxes.

A Formula 1 acabou em Austin, agora arrumam as malas para rumar para o outro lado da fronteira, porque semana que vêm, correrão no Autódromo Hermanos Rodriguez.

Formula 1 2022 - Ronda 19, Austin (Qualificação)


Depois de duas semanas na Ásia, a Formula 1 chega às Américas para três semanas seguidas de competição, num horário super-concorrido. A primeira paragem é em Austin, no Texas, num circuito onde centenas de milhares de pessoas recebem a competição de braços abertos, e onde os pilotos aproveitam bem aquele sol texano para serem... texanos. Daniel Ricciardo, por exemplo, trouxe um cavalo - com credencial e tudo! - para poder entrar e sair como os locais. Outro que anda por ali é Brad Pitt, que aparentemente, quer protagonizar um filme sobre Formula 1, ou se preferirem, algo que seja um "remake" de Grand Prix. Mas com Jerry Bruckheimer como produtor, algo me diz que será algo parecido com "Driven", o infame filme de Sylvester Stallone, sobre a CART...

Na Red Bull, apesar das comemorações algo estranhas no Japão - e esperando que no COTA, fossem melhores - as conversas eram sobre o teto salarial que eles tinham, alegadamente, rebentado. Com a FIA a propor um acordo com a marca, e entre pedidos de eles serem fortemente penalizados - os mais radicais queriam a retirada do título! - afinal de contas, o limite que eles quebraram pode ter sido na ordem dos 200 mil dólares. A ser verdade, são patacos no mundo da Formula 1.     

Contudo, cerca de uma hora antes da qualificação, as boxes ficam agitadas com uma sombria noticia vinda da Europa: na Áustria, depois de uma prolongada doença, morria Dietrich Mateschitz, o fundador e o homem que tornou a Red Bull naquilo que se tornou agora. Agitação nas boxes da Red Bull e da Alpha Tauri, pois os jornalistas queriam saber da reação de Christian Horner, por exemplo, que por estes dias estava aflito por causa da história de ter ultrapassado o teto salarial.

No final, Horner disse: "É muito, muito triste. Que grande homem. Há poucos deste tipo, o que ele alcançou e o que ele fez, para tantas pessoas, ao redor do mundo, em diferentes desportos, é inigualável."

Com essa sombra pairando sobre Austin, a qualificação americana começava. Depois dos primeiros tempos, para aquecer a pista, foram os Ferrari a marcar tempo, especialmente Sainz Jr, que colocava 1.35,795. Quase meio segundo mais veloz que Charles Leclerc. Depois melhorou, com 1.35,297. Na parte final, com o pelotão na pista em peso, não existiram grandes melhoramentos - Schumacher até fez um pião - e os eliminados foram os Haas de Kevin Magnussen e Mick Schumacher, o McLaren de Daniel Ricciardo, o Alpine de Esteban Ocon e o Williams de Nicholas Latifi.

Alguns minutos mais tarde, começava a Q2, com Alex Albon a ser o primeiro a ir para a pista. Depois apareceram mais alguns incluindo Pierre Gasly, que queimou a travagem e regressou às boxes. Os da frente marcaram cedo tempos, e Max deu um ar da sua graça, com 1.35,294, antes de Leclerc bater esse crono por 48 milésimas. 

Os pilotos aguardaram a parte final da qualificação para tentarem a sua sorte. Max saiu da pista com um jogo de pneus novo, mas voltou logo para as boxes, enquanto Tsunoda e Gasly, nos seus Alpha Tauri, marcaram tempos suficientes para entrarem na Q3, mas foram logo depois superados pelos Alfas-Sauber de Zhou e Bottas. No final, os eliminados foram o McLaren de Lando Norris, o Williams de Alex Albon, o Aston Martin de Sebastian Vettel, e os Alpha Tauri de Pierre Gasly e Yuki Tsunoda. 

Contudo, minutos depois, o tempo do piloto chinês é eliminado e ele cai para 14º, beneficiando Norris.  


Agora, os minutos finais, ou se preferirem, a Q3. 

Os primeiros minutos deram tempo para os Ferrari, com Leclerc a ganhar tempo a Max Verstappen por 420 centésimos, com o monegasco a conseguir 1.34,624. Entretanto, a temperatura estava baixando e o neerlandês da Red Bull achou por bem que era a hora de se lançar para um tempo marcante. Mas foi Leclerc que marcará 1.34,624, para logo a seguir, Sainz Jr. marcar 1.34, 356, e fazendo a pole-position.  O monegasco é P2, mas ele não o usufruirá, por causa de uma penalização que o atirou para P11. Assim, quem largará na primeira fila, a seu lado, será... Max Verstappen.

E foi assim que acabou a qualificação nos Estados Unidos, nas terras onde o sol se põe agora. O "smooth operator" está feliz da vida por ter conseguido a sua segunda pole-position da temporada, e espera que este seja o início de um excelente fim de semana para ele e para a Ferrari. 


Resta saber se ele conseguirá, ou então... a Red Bull voltará a ganhar. 

terça-feira, 26 de outubro de 2021

Youtube Formula 1 Video: As comunicações de Austin

O final de semana americano teve a sua quota parte de comunicações rádio entre os pilotos e as boxes, seja para se queixarem, penitenciarem, ou celebrarem, como fez Max Verstappen, por exemplo. Eis a seleção que o pessoal da Formula 1 fez.