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segunda-feira, 4 de novembro de 2024

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A cada quatro anos, a eleição presidencial americana é a mais seguida do mundo. Dois partidos, o Democrata e o Republicano, escolhe o seu candidato e a campanha acontece ao longo do ano para na primeira terça-feira de novembro, mais de 300 milhões de eleitores cumpram o seu dever, para escolher, não o seu presidente, mas... os delegados para um Colégio Eleitoral de 538 votos, onde ali, quem tiver uma maioria de 270, será eleito presidente. E a ansiedade de oito mil milhões de pessoas está nos píncaros, porque o destino do mundo está dependente... desta democracia. A cada quatro anos. 

Isto é um pequeno resumo de algo mais complicado. Para muitos, é o destino do mundo que está nas mãos deles. Esta eleição termina nesta terça-feira, mas se calhar... a contagem de votos poderá não acabar na quarta-feira, até poderá arrastar para o resto da semana, aumentando o nervosismo dos americanos... e do mundo.

Mas então, o que a Formula 1 tem a ver com isto? Como tudo na vida, todos são tocados por ela, direta ou indiretamente. Um exemplo? Kamala Harris, a atual vice-presidente e a candidata do Partido Democrata, anunciou que gosta de ver Formula 1 quando pode.   

Numa entrevista feita no inicio de outubro ao programa de Howard Stern, na rádio Sirius XM, a candidata do Partido Democrata admitiu que adora Formula 1: "é fantástica - nós adoramos, toda a família adora". 

Questionada se o seu entusiasmo pela Fórmula 1 era uma "coisa de campanha", ela respondeu: "Oh, Deus não! Mais recentemente, não tenho podido assistir porque estou em campanha. Além disso, depende também onde são as corridas, o momento do dia”. Com ela a referir que Lewis Hamilton é o seu piloto favorito, ela mostrou-se estar dentro da atual situação do marcado de pilotos, e ainda deu um conselho ao radialista: "Ele vai deixar a Mercedes. Deveria ver [a Formula 1], pode ficar viciado, é fantástico".

Não é a primeira vez que presidentes e ex-presidentes aparecem nos circuitos. No infame GP de Dallas de 1984, marcado pelo enorme calor que se fez sentir naquele fim de semana, para além do asfalto destruído à volta do circuito de Fair Park, há a história de, no dia da corrida, Stirling Moss se apresentou a um dos espectadores VIP, o ex-presidente Jimmy Carter, ao que ele mesmo ficou surpreso por não saber quem ele era, como era admirador das suas façanhas como piloto!

Este ano já tivemos Donald Trump em Miami, nas boxes da McLaren, a convite de Zak Brown, onde foi cumprimentado pelos pilotos da equipa, numa movimentação que dividiu opiniões, como costuma acontecer no caso dele. 

Fazendo parte da Liberty Media, uma companhia americana, com três Grandes Prémios no calendário, o único país que tem tantas corridas, e com todo o "hype" por causa do "reality show" da Netflix "Drive to Survive", seria inevitável que a Formula 1 seria um assunto que até candidatos presidenciais fariam a sua aparição. Foi assim em 2024, e se calhar no futuro, aparecerão mais ocasiões onde da Formula 1 entrará no discurso de quaisquer candidatos, não importa o partido. É apenas um oportnidade para aparecer... ou são os gostos das pessoas. Até os politicos as têm.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

Noticias: Mohammed Ben Sulayem eleito presidente da FIA


O árabe Mohammed Ben Sulayem foi eleito presidente da FIA no lugar de Jean Todt. O dirigente e ex-piloto de ralis, catorze vezes campeão do Médio Oriente, recebeu os votos de 61,2 por cento das associações, contra os 36,6 por cento do seu opositor, o britânico Graham Stoker.

No momento da eleição, agradeceu ao seu opositor pela luta travada e também a Jean Todt pelo trabalho feito nos seus mandatos à frente do órgão máximo do automobilismo.

“Estou muito honrado por hoje ter sido eleito Presidente da FIA na conclusão da Assembleia Geral Anual em Paris. Agradeço a todos os clubes membros por sua estima e confiança. Parabenizo Graham [Stoker] por sua campanha e seu envolvimento com a Federação. para expressar a minha infinita gratidão em nome da FIA e dos seus membros a Jean Todt por tudo o que foi alcançado nos últimos 12 anos. Estou empenhado em prosseguir este importante trabalho e fazer com que o desporto motorizado e a mobilidade avancem mais.”, declarou.

A equipa de Mohammed Ben Sulayem vai ser composta pelo espanhol Carmelo Sanz de Barros (Presidente do Senado), Tim Shearman (Vice-Presidente para a Mobilidade) e pelo escocês Robert Reid, que vai ser o vice-presidente para o desporto automóvel. Reid foi antigo navegador de Richard Burns ao longo de toda a sua carreira.

Entre os vice-presidentes, destacam-se a brasileira Fabiana Ecclestone, que vai ser a vice-presidente para o desporto automóvel na América do Sul, e claro, a mulher de Bernie Ecclestone, e o moçambicano Rodrigo Ferreira Rocha, que vai ser o vice-presidente para o desporto automóvel em África.

No programa de Ben Sulayem, os seus principais compromissos está de transformar a FIA na principal protagonista sobre mobilidade sustentável; reforçar a diversidade e a inclusão; desenvolver novos mercados e audiências para assegurar o crescimento a longo prazo do desporto automóvel; abraçar as tecnologias digitais e reforçar o envolvimento mundial com as autoridades reguladoras. O novo presidente do organismo federativo, reforçou várias vezes, que era necessário expandir o desporto automóvel e melhorar as condições para o surgimento de jovens pilotos.

domingo, 14 de março de 2021

Os candidatos ao lugar da FIA


2021 é o ano em que o cargo de presidente da FIA está vaga. Afinal de contas, Jean Todt chega agora ao final do segundo mandato e em termos de estatuto, não pode mais se candidatar a mais mandatos. Assim sendo, a eleição, que será no final do ano, poderá ter dois candidatos ao lugar, de acordo com aquilo que disse o Joe Saward nesta sexta-feira. E poderá ser como foi em 2009, quando Max Mosley se foi embora: um administrador contra um antigo piloto.

Segundo conta o jornalista britânico, Todt poderá ter dois candidatos: um protegido seu, o britânico Graham Stoker, um dos vice-presidentes da FIA, e Mohammed ben Sulayem, um ex-piloto de 59 anos, quinze vezes campeão de ralis do Médio Oriente, e o maior vencedor da região antes de ser superado por Nasser Al Attiyah. Ben Sulayem já pendurou o capacete em 2003 e tornou-se dirigente, primeiro sendo o presidente da Federação local de automobilismo (nasceu nos Emirados Árabes Unidos) e com o passar dos anos, subiu na hierarquia da FIA. E a sua ambição de ser presidente já tem anos. 

Ambos tem as suas ideias para o futuro da FIA. Se Stoker é mais da "velha escola" e Todt o apoia porque no final, quer ter alguém com as costas protegidas nos seus projetos, como a segurança rodoviária, já Sulayem é mais ambicioso, o seu projeto tem um alcance mais global, e há uma página na Net onde ele escreve sobre os seus propósitos (podem ler por aqui, está em seis línguas!). E entre os seus vice-presidentes está Robert Reid, que está encarregado da secção de automobilismo. E porque falo desse nome? É que há vinte anos, era o navegador de Richard Burns, quando ele foi campeão do mundo do WRC a bordo de um Subaru Impreza.

Algumas das ideias que se podem ler no manifesto de candidatura:

"Acreditamos que a FIA deve ser liderada pelos seus membros: não uma hierarquia de cima para baixo, mas sim de baixo para cima. Portanto, dedicaremos nosso tempo na formulação de políticas para garantir que sejam desenvolvidas da forma mais inclusiva e democrática. Faremos isso buscando o conselho de nossos membros por meio de um processo de consulta aberta." (sobre o modo de governação)

"A FIA deve seguir em frente com paixão e propósito, enfrentando os desafios e oportunidades que surgem todos os dias no desporto e na mobilidade. Devemos também valorizar nossa tradição e história, as bases que nos dão o direito de posicionar a FIA como líderes globais do pensamento." (sobre a maneira como se deve valorizar setores como o automobilismo e a mobilidade, entre outros)

"Nossa comunidade enfrenta grandes desafios que exigem pensamento novo e liderança proativa. Faremos isso juntos, integrando ainda mais a mobilidade e o desportop, fornecendo assim o portfólio de competição necessário e as plataformas de engajamento global para apoiar os membros e o público do futuro." (sobre o estilo de liderança)

São ideias interessantes, mas ainda estamos longe da altura das eleições - será no final do ano - e em muitos aspectos, a candidatura de Ben Sulayem é uma de "ousider", semelhante ao que aconteceu ao Ari Vatanen em 2009, que tentou ser o presidente da FIA contra Todt, que era apoiado por Max Mosley. E é isso que tem de ser tido em conta, quem elege o presidente são as federações, e nos tempos de Mosley e Todt, ambos deram muito poder às federações africanas e asiáticas, maiores em quantidade contra as federações europeias e americanas, mais qualitativas, mas em menor número. E como hoje em dia a FIA, por exemplo, não tem poder sobre a Formula 1 ou a Endurance, e Todt preferiu investir nas campanhas de segurança rodoviária e tentar fazer "lobby" para que fosse bem vista aos olhos da ONU, por exemplo, e também do COI, o Comité Olímpico Internacional, para ser uma das modalidades olímpicas num futuro próximo - fala-se que o automobilismo poderá ser modalidade de demonstração nos Jogos Olímpicos de 2024, em Paris...

Ainda falta muito tempo, como já foi dito, mas é bom saber quem são as forças em disputa, embora haja rumores de mais gente como David Richards ou Alejandro Agag, sem grande fundamento. Daqui a uns tempos voltaremos a falar sobre isto, garantidamente.   

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Noticias: Ni Amorim é o novo presidente da FPAK

Foi uma eleição renhida e com um resultado inesperado: Ni Amorim foi o grande vencedor nas eleições para a presidência da Federação de Automobilismo e Karting (FPAK), conseguindo 47 votos contra 44 de Manuel de Mello Bryner, que se recandidatava à presidência. O antigo piloto de, entre outros, o DTM, vai presidir aos destinos da federação até 2020.

“Sinto uma grande satisfação e, ao mesmo tempo, orgulho por ser eu o escolhido para liderar a FPAK, sinal inequívoco de que o rumo seguido pelo Executivo anterior estava longe de corresponder aos anseios dos associados, mas também tenho consciência da responsabilidade que a partir de agora, face às expetativas criadas, recai sobre os meus ombros. É tempo de cerrar fileiras e colocar mãos à obra, porque há muito trabalho a fazer. Serei, podem ter a certeza, um presidente da FPAK de todos os associados, incluindo daqueles que não votaram em mim hoje, e conto com a colaboração de todos”, declarou, no momento da vitória.

Assim sendo, o ex-piloto vai suceder a outro ex-piloto, que pegou nos destinos da federão depois da morte de Luiz Pinto de Freitas, em abril de 2013. Depois de ser eleito, Mello Bryner deu conta de uma instituição com um passivo gigantesco e conseguiu geri-la de modo prudente para garantir o pagamento da dívida e em simultâneo, "fazer evoluir o desporto automóvel em Portugal", como diz o editorial da Autosport portuguesa escrito esta noite para homenagear o trabalho feito por ele.

Resta saber o dia da tomada de posse do novo presidente e dos seus associados.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Os perigos de Barcelona

Quem seguiu as últimas eleições municipais e autonómicas em Espanha, sabe que houve resultados que abalaram os alicerces do atual bipartidarismo no país de "Don Quijote de la Mancha", com o Partido Popular e o PSOE e perderem mais de trinta por cento dos votos conjuntos a favor de novas organizações e de candidaturas cidadãs, muitas delas apoiadas pelo partido Podemos, de Pablo Iglesias e que é nitidamente de esquerda. Nestas eleições municipais, decidiu apoiar candidaturas cidadãs, e o resultado foi a vitória em Barcelona e uma "quase" vitória em Madrid, perdendo para o Partido Popular por trinta mil votos.

Contudo, mesmo em Madrid, fala-se que eles poderão aliar-se com os socialistas para tirar o poder ao Partido Popular e governar a capital de Espanha, o que seria inédito e lançaria bases para novo ataque ao bipartidarismo nas eleições gerais de novembro, onde tudo poderá acontecer.

Contudo, a vitória da esquerda em Barcelona já começou a causar estragos. E Ada Colau (na foto) a nova alcaide, já anunciou que quer retirar subsídios da câmara ao circuito de Montmeló, palco do GP de Espanha de Formula 1 e da Catalunha de MotoGP. Segundo conta o diário online extraconfidencial.com, apesar da gestão privada, a alcadia afirma que subvencionar a Formula 1 "é uma extravagancia" e "não é uma prioridade".

Contudo, a câmara de Barcelona é uma co-proprietária menor do circuito, com apenas oito por cento, em conjunto com a Generalitat (o governo catalão), que têm 80 por cento, enquanto que o RACC (Real Atomovil Club de Catalunya), fica com os doze por cento que lhe restam. Mas esses oito por cento, segundo conta o Joe Saward, significam 4,4 milhões de euros por ano. Ou seja, graças aos vários proprietários, nem a Formula 1, nem a Moto GP estarão em perigo de correr por lá, mas ficariam com mais dificuldades em cumprir os acordos por parte da FOM, por exemplo, que não é conhecido por ser barato em termos de preço para ter a categoria máxima do automobilismo.

Contudo, o automobilismo e o motociclismo são uma importante fonte de receitas para Barcelona e para a Catalunha. Só em 2014, as receitas diretas rondaram os 41 milhões de euros, muitos deles arrecadados pela própria cidade, que graças aos eventos desportivos, fizeram com que a cidade fosse um dos destinos mais procurados de Espanha. Para não falar das receitas indiretas, com as estadias, comidas e outras atividades dos quais a industria hoteleira sai beneficiada.

É certo que existem prioridades mais urgentes para a cidade, mas considerar os eventos automobilísticos como supérfluos ou perigosos, pode ser um risco de matar uma galinha dos ovos de ouro. Veremos, mas à partida, o impacto será pequeno. 

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Noticias: David Ward retira a sua candidatura à presidência da FIA

A corrida à presidência da FIA tornou-se desde hoje num passeio triunfal para Jean Todt. O britânico David Ward, que se candidatara em setembro contra o dirigente francês, decidiu retirar a sua candidatura por criticar a transparência da corrida eleitoral ao orgão máximo do automobilismo mundial. Numa carta enviada aos clubes um pouco por todo o mundo, Ward explicou as razões pelos quais não conseguiu angariar os apoios suficientes para a sua candidatura:

“Durante muitos anos, a FIA teve problemas em aceitar reformas na sua fora de governo", começou por dizer Ward na sua carta. "Demasiadas vezes, a entidade dá um passo em frente para depois dar dois passos atrás. Isto foi claro nesta atual campanha, desde as listas, bem mais pequenas do que em 2009, mas agora existe um novo requirimento que obriga a aprovação minima de 26 clubes. A eligibilidade, que antes era de 23, passou agora para 37, o mais elevado da história da FIA".

“Para além disso, a necessidade de obter sete vice-presidentes para a área desportiva passou agora a ser uma eleição para todas as regiões desportivas abrangidas pela FIA. Para além disso, os acordos entre federações regionais, que declaram o seu apoio em avanço, antes da abertura de qualquer processo eleitoral faz com que seja bastante dificil a qualquer candidato de conseguir os vice-presidentes necessários para completar a lista. Isso deixou - por exemplo - que no caso das federações americanas, onde das doze federações do qual fazem parte tenham assinado um acordo no passado mês de março para apoiar Jean Todt. E isso faria com que qualquer federação que mostrasse simpatia com a minha candidatura, tivesse de quebrar esse acordo anterior. É compreensivel que mostrassem a sua relutância nesse campo."

Ward deseja que a falta de candidaturas na eleição para a presidência da FIA faça com que haja um movimento para que existam alterações nos estatutos da mesma no futuro:

“A minha candidatura nestas eleições não foi motivada por ambição pessoal. A minha preferência era para que tivesse havido um presidente de algum clube para o cargo executivo, que depois nomearia um novo chefe. É por isso que sempre me descrevi como um candidato relutante. O que fiz nesta campanha foi para encorajar o debate sobre as falhas que existem no sistema governativo da FIA. Estou satisfeito pelo facto de esse debate ter acontecido", concluiu.

As eleições acontecerão a meio de dezembro, em Paris.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Noticias: David Ward alerta para possivel farsa nas eleições

A corrida eleitoral para a presidência da FIA arrisca a ser polémica. David Ward, o candidato que concorre contra Jean Todt, lançou esta terça-feira um comunicado onde alerta para uma possível farsa no ato eleitoral que acontecerá dentro de dois meses. O dirigente britânico afirmou que quando Todt recebeu no passado mês de março o apoio de onze das doze federações automobilísticas da América Central, numa reunião em Montevideo - com a excepção a ser El Salvador - isto pode ter inviabilizado a campanha da oposição, logo, correr o risco de ser uma farsa.

“Em março deste ano, num encontro da FIA em Montevideo, Jean Todt obteve apoio para as futuras eleições presidenciais”, começou por afirmar Ward, no seu comunicado. “Entre os signatários estavam 11 das 12 associações desportivas nacionais e automóveis clubes da América do Norte. Para ser elegível para as eleições presidenciais da FIA em 2013, um candidato precisa propor um vice-presidente para cada uma das sete regiões, incluindo a América do Norte”, disse. “A carta de apoio que Jean Todt recebeu antes do começo do processo eleitoral deixa apenas um clube na América do Norte ainda não tendo formalizado um compromisso. Esse clube é El Salvador”, acrescentou. 

Ward aponta que o pequeno país sem tradição no automobilismo é o responsável pelo futuro da entidade, e que por causa dessa distorção, o britânico disse que as eleições podem ser uma autentica farsa. “O absurdo desta situação, em que apenas um clube da América do Norte pode determinar se vai haver ou não uma oposição a Jean Todt, faz a FIA correr o risco de as eleições se tornarem uma farsa. Isso mostra claramente o efeito que o acordo de Montevideo está tendo nas eleições de 2013”, declarou.

Assim sendo, Ward decidiu entrar com um pedido para o Comitê de Ética para que anule a carta de apoio, afirmando que foi redigido seis meses antes do prazo permitido. “Se algum dos signatários decidir nomear um vice-presidente de um candidato rival, ele não terá alternativa, além de encarar a quebra do compromisso de apoio a Todt feito em Montevideo. Um acordo que teve uma foto comemorativa e anúncio para a imprensa. É por isso que estou pedindo para que essas cartas de apoio sejam reconhecidas como quebra de regras das eleições no Comitê de Ética”.

“A solução é que todos os vice-presidentes sejam eleitos em suas próprias áreas. Eles poderiam ser completamente removidos de qualquer lista presidencial e aproveitar a independência do mandato na região que o elegeu”, concluiu. 

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Noticias: David Ward vai se candidatar à presidência da FIA

Jean Todt vai ter oposição à sua recandidatura à presidência da FIA: o britânico David Ward será o seu adversário. Depois de se ter anunciado esta manhã que se tinha demitido da FIA Foundation, pouco depois, afirmava que iria concorrer à presidência, contra Jean Todt.

Ward, de 56 anos, comunicou a decisão num curto comunicado à imprensa: “Após muita poderação, decidi que iria candidatar-me à eleição presidencial de 2013 da FIA", começou por afirmar. “O período eleitoral começa em setembro e vai ser necessário que eu me aproxime dos membros da FIA para conseguir as indicações necessárias. Nessas circunstâncias, eu creio que a ação mais correta era renunciar. Processos eleitorais, inevitavelmente, envolvem debates robustos e vivos, e enquanto a Fundação é independente e não há nenhuma imposição legal para que eu renuncie, eu acredito que, em nome dos melhores interesses da comunidade, devo fazê-lo”, concluiu.

Apesar do nome de David Ward pouco significar para os adeptos de automobilismo, e do seu trabalho ter sido feito muito nos bastidores, (ele entrou como "lobbista" nos parlamentos britânico e europeu), ele era uma figura importante nos tempos de Max Mosley, o que pode indicar o dedo de Bernie Ecclestone neste caso, já que as relações entre ele e Todt andam algo degradadas.

Todt - que foi eleito em 2009 contra Ari Vatanen - vai tentar o seu segundo mandato, teve como grandes feitos o regresso do Mundial de Endurance, em 2012, e a introdução dos novos motores 1.6 Turbo, que aparecerão em 2014. Contudo, há razões e motivos de polémica na categoria máxima do automobilismo, como o falhanço de um novo Acordo de Concórdia  que deveria ter sido assinado no inicio do ano e ainda não foi feito - e as polémicas com os pneus Pirelli, que já fazem com que surjam noticias de que a Michelin esteja a preparar o seu regresso no próximo ano.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

A demora nas eleições da FPAK

Como já é sabido, a presidência da FPAK está por preencher após a morte inesperada de Luiz Pinto de Freitas, no passado dia 9 de abril. E sabe-se desde a semana passada de que há uma candidatura à presidência anunciada, na figura de Artur Lemos, que colocou no Facebook o seu manifesto eleitoral. Contudo, fala-se que existem mais duas possibilidades de candidatura à presidência da FPAK. A primeira é uma candidatura de continuidade, liderada poe Manuel de Mello Bryner, em parceria com Paulo Campos, e a segunda por um ex-navegador, António "Mex" Machado dos Santos. Nenhuma destas hipóteses é oficial, e tão cedo não se saberá quando serão anunciados. Não tanto por vontade deles, mas por outro motivo: a marcação de uma Assembleia Geral, cuja data ainda é desconhecida.

A Autosport portuguesa explica na sua última edição que a marcação de eleições acontecerá após a marcação dessa Assembleia Geral, com o intuito de aprovar as contas do ano transacto. Ambas as ações poderão ser marcadas com um espaço mínimo de um mês, para ter tempo a que todas as candidaturas possam apresentar as suas listas.

O problema é, segundo diz a própria revista, "ainda não estão na posse dos responsáveis todos os documentos necessários e imprescindíveis para que se possa avançar com o apuramento e fecho das contas – o que tem levado ao atraso de todo o processo de eleição da nova direção da FPAK."

"Terminado esse procedimento, e caso haja dúvidas ou verificação de irregularidades na contabilidade do exercício por parte do presidente da mesa e delegados representantes dos clubes associados, as contas poderão ser enviadas para o Instituto Português do Desporto e Juventude, organismo estatal que tutela e supervisiona todas as entidades com estatuto de Utilidade Pública Desportiva. Na sequência disto, o presidente da Assembleia Geral ditará então uma data limite para a entrega das candidaturas, assim como o dia do ato eleitoral propriamente dito."

Da maneira como andam as coisas, pode ser um procedimento que demore algumas semanas, senão meses.

domingo, 21 de abril de 2013

Noticias: Artur Lemos é candidato à presidência da FPAK

Passado o período de luto pela morte de Luiz Pinto Freitas, morto há quase duas semanas aos 63 anos, vítima de AVC, começaram a surgir candidatos para a presidência da FPAK, a Federação Portuguesa de Automobilismo a Karting. Esta tarde, o trio constituido por Artur Lemos, Mário Feio e Luis Caramelo, apresentaram a sua candidatura à presidência, sob o lema "FPAK Futuro".

Na página de candidatura no Facebook, o manifesto explica as razões pelo qual é apresentada esta candidatura:

"O desporto automóvel português entra numa nova fase; O seu futuro passa por um crescimento sustentado e consciente da realidade nacional, pelo lançamento de bases cautelosas, mas também inovadoras e empreendedoras, que permitam a construção de um futuro credível, a médio e longo prazo.

Conscientes desta realidade e apoiados por um conjunto representativo e importante de personalidades ligadas ao desporto automóvel nacional, decidimos avançar hoje mesmo, com uma candidatura à Direção da FPAK, encabeçada por três nomes; Artur Lemos (candidato à presidência da FPAK) Mário Feio e Luis Caramelo. Este grupo integrará a direção daquele órgão federativo, quando for eleito pelos clubes e associações votantes, aos quais se juntarão outros nomes importantes que comungam dos mesmos princípios e objetivos e têm iguais ambições.

Esta candidatura apresenta um grupo de pessoas, que está decidido e empenhado em trabalhar em prol do desporto automóvel nacional, promover as nossas provas, pilotos e organizações, nacional e internacionalmente. Estamos convictos que teremos uma solução para resolver os graves problemas herdados das administrações anteriores, com todo o rigor e honestidade, dentro dos quatro anos de mandato a que nos apresentamos para eleições.

'Não estamos nesta corrida contra ninguém, nem nos movem quaisquer interesses pessoais. Estamos convictos de que podemos liderar e contribuir para o desenvolvimento do desporto automóvel português e queremos vencer esse desafio', afirmou Artur Lemos que lidera a lista candidata.

Este grupo conhece como poucos a realidade do desporto automóvel nacional, pois individualmente tem experiência em quase todos os setores e situações que o condicionam, movem e fazem sobreviver. Contamos com todos para um debate construtivo, porque queremos uma FPAK inovadora, que aprendeu com os erros cometidos e aceita a validade de todas as ideias construtivas, antecipando um futuro com bases sólidas e que seja realmente adaptado à realidade nacional e internacional.

Por uma FPAK de todos e para todos, inovadora, dedicada e credível! Todos juntos seremos capazes de lutar pela valorização e promoção do desporto automóvel português."

As eleições para a presidência da FPAK ainda não foram marcadas.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

E o pior piloto do mundo é...

Sempre considerei a discussão sobre o melhor piloto de sempre algo semelhante ao "sexo dos anjos", ou seja, não existe "o" melhor piloto - apesar dos defensores do seus piloto favorito - mas nunca vi tamanha discussão sobre que é o pior piloto do mundo. Ou grupos de fãs fanáticos a defenderem, com unhas de dentes, as façanhas desse "pior piloto do mundo".

Os critérios são sabidos: "chicanes móveis", pagaram para correr num carro que definitivamente estava no último lugar da grelha, talento pouco ou nenhum e a sua saga na Formula 1 está povilhada de historietas que os fãs não mais se esqueceram. E num caso extremo, a FIA tirou a licença por ser... demasiado lento. E claro, um perigo para a concorrência.

Esta semana, a Autosport britânica anunciou quem foi o grande vencedor do "pior piloto do mundo". A votação tinha sido dividida em duas partes: a seleção do público e a dos jornalistas. E de uma forma não muito surpreendente, nos dois lados acabaram por ser escolhidos... um italiano e um japonês. No lado dos profissionais de comunicação, foi Giovanni Lavaggi o escolhido. Mas no coração do público, o prémio foi para... Taki Inoue, o mais recente fenómeno do Twitter e das redes sociais, o favorito dos corações dos "petrolheads" mais empedernidos.

Inoue - que incentivou o pessoal para votar nele nessa eleição - reagiu da seguinte forma no Twitter: “Agora sou oficialmente o pior piloto da Formula 1 dos últimos 20 anos. Lewis Hamilton desfrutando seu próprio jatinho. Eu suando para encontrar o voo mais barato na Easyjet. Estamos ao vivo em Mónaco. Ó querido, não acredito que ele tenha experimentado beber um sumo de laranja num copo de plástico e um croissant frio na vida”. Já agora, diga-se que Inoue vive atualmente no Mónaco. 

E, sejamos honestos, ele merece. Não tanto porque foi uma chicane móvel - houve outras belas chicanes móveis que mereciam melhor esse prémio, como Jean-Denis Deletraz ou Giovanni Lavaggi - mas por causa dos episódios onde esteve envolvido ao longo de uma temporada, a de 1995, ao serviço de uma Arrows que andava desesperada por dinheiro para terminar a época. Nesse ano, caso se recordam, eles tiveram três pilotos: Inoue e os italiano Gianni Morbidelli e Max Papis.

E os episódios do Mónaco - onde o seu carro foi atropelado pelo... safety car, guiado pela lenda do rali francês Jean Ragnotti - e da Hungria, onde foi... atropelado por uma ambulância, certamente foram momentos que colocaram Inoue na memória de toda a gente, como vítima.

Assim sendo, brindemos a Inoue, que adoramos que ele seja o pior piloto no mundo, porque ele não se importa.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Hollande presidente, GP de França em risco

Por estes dias, na Europa, vivem-se temos de austeridade, com cortes na despesa, falta de dinheiro para colocar os negócios a funcionar e desemprego a subir em flecha, principalmente entre os jovens. A ironia é que estamos a falar de países onde se investiu imenso na educação - Espanha, Itália, França, Portugal, Grécia, etc..., e com uma juventude altamente preparada, provavelmente a mais e melhor preparada da História.

Porém, este domingo, na Grécia e França, votou-se contra a austeridade. O povo foi soberano e se em terras de Platão e Aristotles, a situação virou um saco de gatos - mas a castigar os partidos pró-troika - em França, Francois Hollande bateu Nicolas Sarkozy numa segunda volta de umas eleições presidenciais. E pela primeira vez em 31 anos - quando Francois Mitterand bateu Valery Giscard D'Estaing - a França não reelegeu um presidente da República.

O que isto tudo tem a ver com a Formula 1? Mais do que se julga. É que com a eleição de Hollande, a Formula 1 pode não regressar à França em 2013, como muitos acreditam que isso aconteça. Isto por duas razões: a primeira será no próximo dia 15, quando tomar posse como Presidente da República. E o segundo acontecerá daqui a um mês, a 10 de junho, quando os franceses voltarão às urnas para votar para a Assembleia Nacional e o Senado, e tudo indica que o Partido Socialista irá vencer com uma confortável maioria, desalojando a UMP, de Nicolas Sarkozy e Francois Fillon (o primeiro-ministro) do poder. E Hollande, em termos de desporto, já avisou que com ele no governo, não haverá Formula 1.

Hollande, de 57 anos, foi jogador de futebol na juventude na sua Rouen natal, e tem opiniões fortes sobre o desporto. Para ele, há "desportos de esquerda e desportos de direita". Gosta de futebol, atletismo e... boxe. E sobre o automobilismo, tem opiniões fortes: "Acho que a Formula 1 não tem lugar no desporto numa era da luta contra o aquecimento global e da redução das emissões perigosas para a atmosfera", disse numa entrevista de campanha, captada no jornal português i. 

E sobre a corrida em si, afirmou isto: "Não acho que o Estado deva financiar isto. Há causas urgentes que cheguem, não é preciso contribuir com dezenas de milhões de euros para conseguir este Grande Prémio".

Se o governo de Francois Fillon - um reconhecido admirador de automobilismo - ainda não assinou o acordo, então tem muito pouco tempo para o fazer, pois com o novo poder, muito provavelmente as negociações estarão interrompidas indefinidamente. 

E isso será, por exemplo, uma grande desilusão para Jean Todt, o baixinho que é o presidente da FIA, que prometeu durante o seu mandato trazer a Formula 1 de volta a França, afastada desde 2008 do circuito de Magny Cours. E caso voltasse em 2013, o candidato principal seria Paul Ricard, no sul do pais, e iria alternar com o circuito belga de Spa-Francochamps, o que desgostaria os adeptos, cada vez mais revoltados com as escolhas do baixinho Bernie Ecclestone.

É certo que uma coisa é o que se diz em campanha, outra coisa é o que o que se faz quando se chega ao poder. Mas a sensação que se fica é que quando no mês passado, Francois Fillon fez uma conferencia de imprensa, para não dizer muita coisa sobre o Grande Prémio, parece que perdeu uma oportunidade única para fechar o "dossier" e ter o GP francês de regresso, a partir do ano que vêm. E enquanto Ecclestone for vivo, os GP's europeus tendem a ser cada vez mais uma miragem, à medida que os contratos chegam ao fim e a crise económica não dá sinais de abrandamento...

domingo, 13 de dezembro de 2009

Eleger o melhor piloto de sempre é um exercício inutil

A prestigiada revista inglesa Autosport publica esta semana um extensivo inquérito feito a 217 pilotos, se não todos, pelo menos uma larga maioria, que passaram pela Formula 1. A revista pediu a eles para escolher os melhores pilotos de todos os tempos, que os pontuassem com o sistema de pontos de 2009, e assim fizeram. No final, fizeram as contas, e o resultado final foi uma lista de 40 nomes, onde o grande vencedor foi o brasileiro Ayrton Senna, que superou Juan Manuel Fangio e Michael Schumacher.


Não desejo, nem quero contestar o génio de todos estes pilotos, nem aqueles que fizeram as suas escolhas, porque sabem do oficio melhor do que ninguém, mas contesto especialmente este tipo de eleição, devido à sua inutilidade subjacente. Para mim, acho que tudo isto não é mais do que “discutir o sexo dos anjos”. E porquê? É isso que tentarei explicar nas próximas linhas.


Primeiro que tudo, uma declaração de interesses: torci por Ayrton Senna ao longo da sua carreira, desde a sua primeira vitória, no já distante 21 de Abril de 1985, no autódromo do Estoril, até ao dia 1 de Maio de 1994. Considero-o como um dos melhores pilotos que vi em pista. E sei que ele era, em termos de pilotagem, um dos mais completos. Como muitos, via em Alain Prost o meu “inimigo”, e torcia para que ele ficasse atrás dele, ou então que desistisse a favor do brasileiro. Mas nessa altura, tinha entre 9 e 17 anos, logo, era uma pessoa em formação, e muitas das vezes não sabia o que dizia. Com o tempo, a pessoa cresce e amadurece e fica com consciência que muitos dos seus desabafos e gestos não era mais, à luz dos dias de hoje, idiotices de adolescente.


Ao crescer e amadurecer, topamos que no final, o que gostamos é, no meu caso, da essência do automobilismo. Logo, não só vimos outras modalidades, como os Ralies, a CART, a Le Mans Series, entre outros, percebemos que o automobilismo vai muito, mas muito além do que o topo da pirâmide. A sua base tem também muitos motivos de interesse para o fã do automobilismo, e é isso que sou agora: um simples adepto do automobilismo.


E digo isto porque, qualquer um que se pergunte: “Você gosta de carros?”, eles irão responder logo que sim. Mas provavelmente 85 ou 90 por cento delas irão dizer que gosta mais do piloto e não da modalidade em si. A prova de fogo para saber se essa pessoa gosta ou não de automobilismo é ver como se comporta se retirar o elemento “piloto”. Se este morre (como no caso do Senna) ou se retira de vez (como no caso de Schumacher), o grande teste à fidelidade é ver se continua a assitir corridas. Se sim, é um sinal que gosta do automobilismo. Se mostrar um desinteresse imediato, já sabemos que tipo de pessoa é.


Deveria estar contente em termos pessoais pela eleição de Senna como “simply the best”. Não muito. Não só porque os anos de distância deram outra visão do piloto e da pessoa (que não deixam de ser boas), mas consigo ver os seus defeitos pessoais e profissionais. Até aos dias de hoje não consigo perceber muito bem a sua religiosidade, quase ao borde do fanatismo. Para alguém que se declara no mínimo agnóstico, como eu, fazia-me confusão (e ainda mais faz hoje) as suas constantes referências a Deus-Todo Poderoso. Pode ter tido uma experiência extra-sensorial ou algo parecido, não sei. Mas para alguém como eu, que pessoalmente passou por uma situação-limite de vida, isso não me tornou mais crente em termos espirituais. Mas aí, cada caso é um caso.


Mas não queria tanto falar no Ayrton Senna. O post aborda a ideia “o melhor piloto de sempre” na Formula 1. Na minha opinião, tais “eleições” ou “votações” são uma prova inútil, pois desviam-se do seu objectivo inicial: chegar a um acordo sobre o melhor, ou o mais popular. Para mim, só serviu para exacerbar opiniões, por muito profissionais estes sejam. Muitos chamam aos fanáticos de “viúvas”, porque a cada dez palavras, oito são do piloto em questão. E quem mete o nome “Ayrton Senna”, pode perfeitamente colocar “Gilles Villeneuve”, “Michael Schumacher”, “Niki Lauda”… etc, assim como no futuro (preparam-se, meus amigos espanhóis) irá acontecer a “Fernando Alonso”, “Lewis Hamilton” ou “Sebastien Vettel”. E tal como muitos de vocês, entrei e saí de Fóruns dedicados ao automobilismo, desiludido com a invasão de fanáticos a destilarem “ódios de morte” e a arranjarem “inimigos para a vida” só porque gastaram horas inutilmente a destilar palavras e palavrões contra piloto A, equipa B. A esses digo simplesmente: "Get a life!" Há vida para além disso, e não é assim que arranjam namoradas!


A escolha dos 40 melhores pilotos do Autosport está cheia de “e se…?” (What if…? Na versão inglesa). Há casos flagrantes: Francois Cevért, Stefan Bellof, Jim Clark, Jochen Rindt ou o próprio Ayrton Senna. É sabido que nos casos de Clark e Rindt, ambos já pensassem na retirada, e Senna provavelmente não deveria ter mais do que quatro ou cinco temporadas pela frente. Mas no caso do Senna, poderia incomodar Schumacher e a Benetton? É sabido que nessa época se lançavam muitas suspeitas sobre o B194, que teria uma espécie de controlo de tracção, ilegal na altura. Se Senna não tivesse morrido em Imola, o que teria acontecido? Provavelmente poderiam ter descoberto a falcatrua e desclassificar Schumacher, Benetton e Flávio Briatore. Talvez o "Crashgate" de Singapura, 14 anos depois, não tivesse acontecido.


E no caso de Cevért… o que aconteceria caso a vítima mortal naquele Sábado de manhã em Watkins Glen fosse... Jackie Stewart? Não teríamos a Stewart Grand Prix, provavelmente, e Rubens Barrichello não tivesse corrido duas temporadas nessa equipa. Mas Cevért teria sido campeão do Mundo? E se sim, que impacto causaria? A mesma questão posso colocar acerca de Stefan Bellof. Teria sido um duro oponente a Ayrton Senna ou não? E se Bellof e Cevért tivessem sido múltiplos campeões do mundo? A quem iriam tirar os títulos? Senna, Lauda, Prost… o impacto seria grande. E nem toco naquele que para mim deve ser o mais premente de todos: um rapaz chamado Roger Williamson. Morto na sua segunda corrida da carreira, no GP da Holanda de 1973, dele se falava que tinha enorme potencial. E o seu patrão, Tom Wheatcroft (o homem que comprou Donington Park) disse que eles tinham planos para comparar um chassis McLaren M23 em 1974 e erguer a sua própria equipa. Se o seu potencial se concretizasse, o impacto seria certamente grande.


É por causa destas e outras coisas que não creio, nem participo nesse tipo de votações. São ditadas pelo “coração” e pouco pela cabeça, e em vez de criar consensos, só agudiza a discussão. Até parece que fazem isto de propósito, só para encher capas de jornais, especialmente em eras onde as noticias são escassas. Ou então porque é final de ano (e neste caso em particular, da década), e coisas dessas começam a puluar por aí…


De uma certa forma, este tipo de discussões fazem lembrar o futebol. 95 por cento dos que vêm jogos na TV não devem saber todas as regras do International Board, mas sabem factos escondidos do seu clube favorito. Já vi, enquanto profissional da comunicação, situações lamentáveis nas bancadas, por parte de pessoas que simplesmente, se orgulham de dizer que “são primeiro do clube X, e torcem contra o clube Y” Ás vezes, até torcem mais contra o clube Y, e provavelmente nem são sócios do clube X... Tal como no automobilismo, não os considero como fãs. São psicopatas à solta.


O meu “fanatismo”, digamos assim, é pela beleza do automobilismo em si próprio. A sua essência, para mim, é ver um piloto a dar o seu melhor a ultrapassar outro, esteja ele a correr numa Super Speedway americana, a fazer a sequência Eau Rouge/Raddilon a fundo, ou a correr contra o relógio numa classificativa do Rally da Finlândia, cheia de saltos a alta velocidade. Ver os mecânicos a baterem o cronómetro numa troca de pneus, ver disputas a serem decididas por milímetros, em sítios como monza, Silverstone, Mónaco... ver autódromos cheios de gente, ver os automóveis como um "laboratório" para ser usado mais tarde em carros do dia-a-dia, pilotos a arriscar a vida para alcançar uma glória que encherá os cabeçalhos dos jornais do dia seguinte, concretizando os seus sonhos de criança, esses poucos que conseguiram. Para mim, eles, independentemente de se chamarem Michael Schumacher, Juan Manuel Fangio, Ayrton Senna, Perry McCarthy, Roberto Moreno ou Pedro Matos Chaves, são todos heróis. Fazem parte de uma elite, e isso muitas das vezes é esquecido. Para mim, todos estes pilotos merecem o meu respeito e a minha homenagem porque acima de tudo... chegaram lá.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

As declarações do novo presidente

Jean Todt quer reconciliar a FIA. O novo presidente reconhece que tem um dificil trabalho pela frente e quer unificar as várias sensibilidades dentro da FIA. Jean Todt afirma que a batalha pela presidência foi dura e que agora é altura de "recuperar a harmonia com as equipas da FOTA".


"Tenho que tomar posse, compreender como funciona esta grande e muito complexa máquina para estabelecer as prioridades. Mas tenho de trabalhar para unificar a FIA tanto no seu aspecto social como desportivo", começou por dizer nas primeiras declarações como presidente da FIA. Para o francês, o verdadeiro trabalho começa agora: "Não vou mudar por mudar, gosto mais das mudanças construtivas. O que era válido há dez anos atrás já não o é agora", afirmou.

Noticias: Jean Todt é o novo presidente da FIA

O francês Jean Todt foi esta manhã eleito como presidente da FIA, sucedendo a Max Mosley no orgão máximo do automobilismo internacional. Confirma-se não só a passagem de testemunho da maneira como Mosley queria, como também se confirma que este cargo é cada vez mais uma coutada franco-britânica...

Vamos aos factos: Todt recebeu a maioria dos votos dos 221 clubes, vencendo por larga maioria, obtendo 135 votos contra os 49 de Ari Vatanen, ao passo que 12 dos votos foram inválidos ou brancos.

A votação foi secreta, tendo a contagem dos votos sido supervisionada por um Oficial de Justiça francês, garantindo a legalidade de todo o processo.


Assim, eis a lista completa daqueles que irão acompanhar Todt na presidência. Nick Craw é o presidente do Senado, com a particularidade de um dos vice-presidentes para a área da mobilidade ser Carlos Barbosa, o presidente do Automóvel Clube de Portugal:


Presidente do Senado

Nick Craw, Presidente, Comité para a Competição Automóvel dos Estados Unidos (EUA)


Vice-presidente para a area da mobilidade

Brian Gibbons, director-executivo, Associação Automóvel da Nova Zelândia


Vice-presidente do Desporto

Graham Stoker, Council Chairman, Associação de Desporto Motorizado (Reino Unido)


Membros do Senado

Hernan Gallegos Banderas, Presidente, Automóvel Clube do Equador (Equador)
HH Tunku Mudzaffar bin Tunku Mustapha, Director, Associação Automóvel da Malásia
S.H. Rudolf Graf von der Schulenburg, Presidente, Clube Automóvel da Alemanha
Carlos Slim Domit, Presidente, Associação Mexicana de Automobilismo (México)
Jainchang Yan, Deputy Presidente, Federação do Desporto Automóvel da China


Vice-presidentes para a Mobilidade

Carlos Barbosa, Presidente, Automóvel Club de Portugal (Portugal)
Victor Dumot, Presidente, Clube Automóvel do Paraguai
Ignacio Gonzalez Fausto, Presidente, Associação Mexicana de Automobilismo (México)
Gus Lagman, Presidente, Associação Automóvel das Filipinas
Franco Lucchesi, Delegado da FIA, Automóvel Clube de Itália
Jorge Rosales, President, Automóvel Clube da Argentina
Danijel Starman, President, Clube Automóvel da Eslovénia


Vice-Presidentes para o desporto

José Abed, Presidente, Organização Mexicana do Automobilismo Internacional (México)
Michel Boeri, Presidente, Clube Automóvel do Mónaco
Morrie Chandler, Presidente-honorário, Automobilismo da Nova Zelândia
Enrico Gelpi, Presidente, Automóvel Clube de Itália
Carlos Gracia, Presidente, Real Federação Espanhola de Automobilismo (Espanha)
Mohamed ben Sulayem, Presidente, Clube Automóvel dos Emirados Árabes Unidos
Surinder Thatthi, Associação Automóvel da Tanzânia

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

A minha 5ª Coluna desta semana

A minha 5ª Coluna desta semana tem a ver com o GP do Brasil e as eleições da FIA, que vão decorrer dentro de algumas horas, em Paris. Como foram assuntos fáceis de escolher, hoje ficou um pouco mais curta do que o habitual, o que para alguns de vocês, até fica mais fácil de ler...


Eis um excerto do que escrevi hoje, sobre o desfecho do campeonato de 2009:


(...) "Mas, independentemente do resultado, do azar de Barrichello e da sorte de Button, este foi um campeonato de “conto de fadas” para a Brawn GP. De uma equipa que foi dada como falida no inicio do ano, com os pilotos dados como “desempregados”, saiu um chassis que vai entrar na história da formula 1 como um dos mais dominantes, uma criação de um génio chamado Ross Brawn. Todos sabiam do seu génio quando trabalhou com Michael Schumacher na Benetton e Ferrari. Agora, como chefe de equipa acidental, aos 54 anos de idade, entrou na galeria dos imortais, ficando ao lado de nomes como Colin Chapman, John Cooper ou Ken Tyrrell, pessoas que desenharam os seus chassis (excepto Tyrrell) e foram ganhadores quase de inicio, com carros que eram os melhores do seu tempo, fornecendo inovações tecnológicas e pilotos de ponta."


Para ler isto e muito mais, basta seguir o link.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Os novos capitulos da luta Vatanen/Todt pela FIA

Esta semana falei da corrida presidencial da FIA, entre o Ari Vatanen e o Jean Todt, e sabia de antemão que estava a ser tudo, menos um passeio no parque para o "pequeno Napoleão", especialmente depois de saber que muitos dos apoios que inicialmente julgava ter, poderem ter desertado para o campo do ex-piloto finlandês e eurodeputado europeu.


Hoje, a dez dias da eleição presidencial, os candidatos atacaram mutuamente, com Vatanen a dizer que Todt é "a continuidade de Mosley na FIA", o que provavelmente é verdade, enquanto que o candidato francês acusou o finlandês de usar truques sujos.


Algo interessante surgiu hoje, com a entrada em acção de Michael Schumacher. Apoiante de Todt, o ex-piloto alemão escreveu uma carta aberta aos clubes eleitores, criticando a sua postura nesta corrida eleitoral:

"Devo dizer que estou surpreso e desapontado com a forma com que os Grandes Clubes têm agido durante esse período de eleição: parece que eles já têm suas cabeças feitas mesmo antes de ler as propostas políticas de Jean ou encontrá-lo... Esta não é a minha idéia de transparência e profissionalismo.”, declarou.


Estas declarações foram entendidas por pessoas como James Allen, como uma espécie de "jogada desesperada" vinda do campo do francês, pois parece que muitos dos votos que julgavam certas, desertaram para o lado finlandês. E o próprio Ari nem se coibe de esconder: também hoje, escreveu uma carta onde reclama o apoio de 70 por cento dos clubes!


“Eu e a minha equipa acreditamos que ttemos mais de metade dos votos. Estamos a dar esperança às pessoas e elas estão a acreditá-la", afirma. "A maioria dos clubes sente a necessidade de uma FIA mais democrática, que tome conta dos problemas de todos. Todt é apoiado por pessoas que estão no poder por muitos anos, como Mosley e Ecclestone, e ambos não representam o futuro. Eu sou o unico que representa a mudança que se quer ter. O presidente da FIA deve servir a todos e não as pessoas que representam certos interesses. É isso que as pessoas querem e é o que terão caso me elegam", concluiu.


Para finalizar: o Ron Groo falou-me da outra vez que teme Vatanen pelo facto de ter dito que, caso seja eleito, que "a Formula 1 terá medo de mim". E achava que o nórdico seria um Mosley II, mais novo e menos tarado. Tudo isto porque o finlandês disse numa entrevista ao jornal "The Straits Times", de Singapura, frases como esta:

- "Temos de reconstruir a Formula 1 em conjunto com o senso comum, a democracia, a honestidade e a transparência. Quero colocar a categoria em pé de igualdade com o resto. A FIA não se trata apenas da Formula 1”.

- “A Formula 1 é o desporto mais rico do mundo em investimentos de capital, mas nem todo o dinheiro é voltado para outras categorias. Isso é errado."

Foram declarações polémicas, sem dúvida. Mas o que ele quer dizer é que não quer desinvestir na Formula 1 a favor de outras categorias como o WRC, os Sport-Protótipos e outros. Na minha óptica, ele quer dar maior igualdade, sem ter de desvirar recursos. Nâo creio que Vatanen vá fazer o que foi feito em 1991, quando Mosley, recém-eleito presidente da FIA, e Ecclestone decidiram "matar" uma competição florescente, e que rivalizava com a Formula 1 chamado Mundial de Sport-Protótipos (o Grupo C).

Nessa altura estavam marcas como a Porsche, Mercedes, Jaguar, Mazda, Nissan e Peugeot. E eles queriam essas marcas na Formula 1. O regulamento que entrou em vigor nesse ano obrigava a que as máquinas tivessem apenas motores de 3500 cc (os mesmos que tinham então a Formula 1) e com máquinas a pesar 750 kg. Este regulamento fez com que os custos subissem expoencialmente e as marcas acabaram por desistir, vendo que seria mais barato estar na Formula 1. Coincidência das coincidências, foi nesta altura que entraram as equipas de fábrica...

Nâo acredito que Vatanen queira ser o coveiro da Formula 1. Na minha opinião, apenas quer mostrar que há mais automobilismo para além da Formula 1. Se alguém que pode ser apontado como "coveiro" de alguma coisa, é o "tio" Bernie, com a ajuda do "tio" Max...

terça-feira, 13 de outubro de 2009

A corrida presidencial pode não ser o passeio que Todt esperava

Hoje, a Autosport inglesa noticia que a federação saudita de automobilismo irá apoiar Ari Vatanen na corrida à presidência da FIA. Esta noticia isolada pode ter o seu valor, mas combinadas com mais algumas que ouvi nas últimas semanas, demonstra que esta corrida presidencial não é um passeio para um dos candidatos, e até 27 de Outubro... tudo é possivel.

"Chegamos à conclusão que as politicas defendidas pelo candidato Ari Vatanen se coadunam com as ambições da Saudi Arabian Motor Federation e de sua Majestade, o Principe Feisal. Estamos ansioso por trabalhar com ele, caso seja eleito presidente, numa FIA unificada", declarou Misshal Al-Sudairy, o presidente da Federação.

Quando as candidaturas foram anunciadas, a meio do ano, todos julgavam inicialmente que Jean Todt poderia ter a eleição na mão. O apoio incondicional de Max Mosley, bem como os votos que este tem e o apelo que o inglês fez para que as federações apoiassem-o, num projecto de continuidade, bem como o facto de este processo de eleição ser um pouco "nublado" (apesar de ser um sistema de voto secreto), pareciam garantir que Todt iria ser eleito, numa espécie de troca anglo-britânica (dos três últimos presidentes da FIA, dois eram britânicos, intercalados pelo francês Jean-Marie Balestre).

A candidatura de Ari Vatanen, um ex-piloto de reconhecida craveira, que teve uma segunda carreira como deputado ao Parlamento Europeu, onde esteve dez anos na bancada conservadora, fizeram-no aos olhos de muitos como um homem respeitado. Tendo vindo dos ralies, seria uma cara nova numa federação centralizada na Formula 1, e teria o apoio de boa parte das federações europeias e americanas. Mas muitos diziam que Vatanen não iria bater Todt, seu director desportivo nos tempos da Peugeot Sport, nos anos 80, pois este tinha o apoio das federações asiáticas, africanas e outras de menor expressão.

Ora, nos últimos tempos, esse quadro foi modificado. Primeiro, com o apoio de Mohamed bin Suleyman, um dos vice-presidentes da FIA, a Vatanen. Não porque ele decidiu mudar de campo, mas... porque foi obrigado a isso. Algumas casas reais do Golfo Pérsico não gostaram da postura de Mosley nos últimos tempos e decidiram que era altura de mandar um sinal para a FIA que certas atitudes deveriam ser penalizadas, logo, era a altura de mudar de politica. como as Federações do Golfo tem peso (calcula-se que possam ter máximo 25 por cento dos votos) a vitória pode não ser esmagadora para o baixinho francês.

Mas tem mais: há algumas semanas atrás, Todt afirmou numa entrevista que a Africa do Sul não estaria interessada em receber de novo a Formula 1 no seu pais, nomeadamente em Kyalami. Tais declarações não cairam nada bem quer na federação sul-africana, que no próprio país, que como sabem, prepara o Mundial de Futebol, que se realizará no ano que vem. Belaulah Schoeman, o presidente da federação local, alegou que tais declarações foram ultrajantes, e que a Africa do Sul, tal como muitos outros países, está interessada em ter a Formula 1 de volta.

"As declarações são um insulto não só à Africa do Sul, mas a todos os países africanos. Tivemos várias corridas bem-sucedidas aqui. E todos os GPs são transmitidos temporada após temporada em nosso país", declarou Schoeman.


E sendo esta a mais poderosa do continente africano, nada a impede de fazer campanha por Vatanen e influenciar outras federações da zona...

Com tudo isto em jogo, isto pode significar que a corrida para a presidência pode estar mais renhida do que se julga. Em teoria, o candidato vencedor pode ter uma vantagem de 60-40, ou seja: se Todt vencer, será uma vitória suada. Caso Vatanen acabe na cadeira da FIA, seria uma combinação de resultados que vai desde o "trabalho de sapa" dos seus promotores (as federações americana e alemã), em conjunto com os descontentes e as "ordens vidas de cima"...

Em suma: nestas eleições, tudo é possivel.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

"Guerilla Marketing" em Singapura!



Ponham-se a pau, meus amigos, que momentos destes não faltarão até ao dia 23 de Outubro, dia das eleições para a presidência da FIA. Se muitos acreditam que Jean Todt tem a eleição na mão, creio que se deve pensar maus algumas vezes. Depois de ontem ter lido que Todt desprezou o representante sul-africano e este ter reagido furiosamente (don't mess with South Africa, Jean!), no Domingo, as câmaras seguiam a "entourage" de Todt, que vinha acaompanhado de Bernie Ecclestone.


Só que não contavam com o "raid" de Ari Vatanen, o outro candidato à presidência, qual Emplastro (no bom sentido), que decidiu entrar ali sem pedir autorização a ninguém, para sacar um cumprimento a Todt. Pode-se ouvir Ecclestone a dizer algo como "watch it!", mas ele nem se importava... Confesso que dei as minhas risadas, nesta pérola que vi no site da RTP dedicado a Formula 1!

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

As promessas de Jean Todt

Ao mesmo tempo que Ari Vatanen apresentava alguns dos membros da sua equipa, o outro candidato oficial, o francês Jean Todt, explanava em entrevista ao Grand Prix o seu programa eleitoral, afirmando que caso seja eleito, seguirá uma politica de estrita neutalidade e profissionalismo entre as equipas, para resolver as questões no universo da Formula 1.




"No começo, algumas pessoas sugeriram que eu seria a escolha da Ferrari para a presidência. Depois, a imprensa ficou sabendo que a Ferrari não me queria, e a escuderia disse que eles eram, na verdade, neutros", afirmou. "Certamente, concordo com eles. Eles devem ser neutros, assim como eu serei com todas as equipas, caso seja eleito presidente", continuou Todt.


Nessa longa entrevista, Todt afirmou que pretende devolver ao automobilismo parte do que aprendeu nos últimos 30 anos: "Tudo em benefício da FIA e de seus membros".


"Tive muita sorte na minha carreira e desfrutei de um sucesso considerável no automobilismo. Como muitos outros, beneficiei do trabalho duro empregado pelos líderes anteriores da FIA, que criaram uma plataforma global para a competição. Agora é hora de devolver a quem me deu tanto.", concluiu.