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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Videos no Youtube: Top Gear no 60 Minutes



Não vou dizer que seja uma inevitabilidade, mas uma coisa é certa: hoje em dia o Top Gear é um programa incontornável nas televisões de todo o mundo. Segundo números dados pela BBC, o programa costuma ter uma audiência de 350 milhões de pessoas em mais de 170 países. E claro, todos os dias há sempre milhares de pessoas que vem pelo menos um programa, pois ora dá em qualquer canal de TV por cabo, ou então sempre podem ver na Net, através do seu portal no Youtube, por exemplo.

A popularidade do programa fez com que aparecessem versões noutros países, como na Austrália e Rússia, por exemplo. E este Outono aparecerá uma versão americana, que passará no Canal de História, depois de mais de um ano de várias tentativas. E claro, a popularidade e a originalidade, bem como o bom humor e alguma polémica causada pelos seus apresentadores, Jeremy Clarkson, Richard Hammond e James May, e o mitico "The Stig", fizeram com que a CBS, através do seu programa mítico de reportagens "60 Minutes", os fosse entrevistar para saber qual é o segredo do seu sucesso.

E nada foi deixado de fora, incluindo as polémicas. Eis o video da reportagem, que foi para o ar no passado Domingo.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

O homem do dia - Bernie Ecclestone (2ª parte)

(continuação do capitulo anterior)

Em 1976 e 1977, a Brabham não alcançou quaisquer vitórias e viu-se a braços com alguns problemas. Carlos Reutemann, descontente, foi para a Ferrari, enquanto que no inicio de 1977, José Carlos Pace sofreu um acidente de aviação mortal na zona de São Paulo. Mesmo assim, Ecclestone conseguia grandes negócios, como por exemplo a contratação de Niki Lauda, ao preço de um milhão de dólares por temporada. Em 1978, conseguiu as unicas vitórias do ano, ganhando na Suécia e em Itália, uma dobradinha com John Watson, o seu companheiro de equipa.

Por esta altura, Ecclestone repara num jovem brasileiro com muito jeito para a condução e para a mecânica, de seu nome Nelson Piquet. Ecclestone contrata o jovem brasileiro, sabendo que era um potencial campeão do mundo e coloca ao lado de Lauda na temporada de 1979, ainda com os Alfa Romeo. Nesta altura, também, Ecclestone tinha chegado à liderança da organização que tinha ajudado a fundar, a FOCA. E foi precisamente nesta altura que a capacidade negocial de Eccestone para gerir os destinos da Formula 1 começou a surgir. E na altura em que passou pela era mais turbulenta da sua história.

Por essa altura, a Comission Sportive International (CSI) tinha eleito o francês Jean-Marie Balestre e este tinha mudado o nome para Federation International de Sport Automobile (FISA) e este procurou aprovar uma série de meidadas no sentido de aumentar a segurança dos carros, já que se viviam os tempos do efeito-solo. Assim sendo, decidiu que as equipas iriam retirar as saias laterais, que serviam para criar vácuo e ajudar na eficácia dos carros. FOCA, representada de Bernie Ecclestone, fez finca-pé nas decisões da FISA, afirmando que tais decisões prejudicavam nas performances dos seus carros. Sendo um pretexto para uma luta pelo controlo do poder e dos dinheiros vindos da televisão, o conflito começou logo no final de 1979.

De inicio, as pressões começaram a ser pequenas, mas quando a partir do GP da Belgica de 1980, FISA decidiu instaurar a obrigatoriedade dos pilotos apareceram nas conferências de imprensa, sob pena de multas e subsequente retirada da Super-Licença, Ecclestone e a FOCA reagiram, instruindo os pilotos a desobedeceram às regras. Assim aconteceu na Belgica e no Mónaco, mas na prova seguinte, em Espanha, a FISA foi radical e retirou as Super-Licencas aos pilotos, impedindo a realização do GP de Espanha. A FOCA reagiu, indo correr na mesma a prova espanhola, mas sem as presenças da Alfa Romeo, Ferrari e Renault. No final, Alan Jones venceu, mas a prova nunca foi reconhecida por Ballestre. No final, as coisas resolveram-se com o pagamento das multas, mas no final de 1980, as equipas decidiram reagir e anunciaram uma série paralela, sob a égide de uma nova entidade, a World Federation of Motorsport.

Ecclestone era um dos impulsionadores dessa nova Federação, mas após uma prova, o GP da Africa do Sul, em Kyalami, em Fevereiro de 1981, verificou-se que essa iniciativa estava condenada ao fracasso, e pouco depois, regressaram ao seio da FISA. Contudo, após esses eventos, FISA e FOCA reuniram-se na sede da FIA, em Paris, e após uma maratona negocial, chegaram a um acordo que ficou conhecido como o Pacto da Concórdia. Nesse acordo, a FOCA ficou com o dinheiro proveniente os direitos televisivos, cujo valor seria dividido entre as equipas presentes. Contudo, ainda antes desse acordo, Ecclestone tinha acordado com as restantes equipas uma percentagem de 23 por cento, em troca de plenos poderes para negociar acordos com televisões, organizadores e patrocinadores. A sua fortuna estava garantida.

Para além disso tudo, o ano de Ecclestone ficaria completo com o título de Nelson Piquet, no final do ano. Era o primeiro título que a Brabham conseguia desde 1967, e o primeiro sob a égide de Ecclestone. A Brabham iria repetir o feito dois anos mais tarde, o primeiro ano com motores Turbo, e depois de Ecclestone ter garantido um acordo de fornecimento de motores com a BMW.

Apesar dos acordos, as divergências entre FISA e FOCA ressurgiram no inicio de 1982. Primeiro, com a greve dos pilotos no fim de semana de Kyalami, em Janeiro, e depois com as desclassificações dos carros de Nelson Piquet e de Keke Rosberg no GP do Brasil. Por causa disso, as equipas britânicas decidiram boicotar, em retaliação, o GP de San Marino, com o pelotão reduzido a 14 carros. No final, ambas as partes decidiram que o efeito-solo iria desaparecer no final da época de 1982, de uma certa forma, encerrando o foco de discórdia entre Balestre e Ecclestone.

Com o desenrolar da década de 80, Ecclestone casa-se com uma modelo croata, Slávica Radic, 28 anos mais nova do que ele (e 29 centimetros mais alta...), que lhe dá duas filhas: Tamara e Petra Ecclestone. E a sua fortuna acumula-se ao longo do anos, tendo-se tornado ultimamente num dos homens mais ricos da Grã-Bretanha, com uma fortuma estimada em 1500 milhões de libras. Sem descontar com os 270 milhões que teve de dar no acordo de divórcio com a sua mulher em 2009, após 25 anos de casamento...

Entretanto, em 1987, perde o interesse pela Brabham e vende-o ao suiço Joachim Luthi, com a equipa a não mais voltar a ser aquilo que era (e a acabar em 1992), e Ecclestone concentra-se na sua firma, a Formula One Management, que fica com uma parte cada vez maior das receitas televisivas, e o controlo do calendário da Formula 1.

E foi assim que aos poucos, esta sai da órbita europeia para se alargar cada vez mais a novos mercados, como a Ásia (China, India, Coreia, Singapura) Golfo Pérsico (Bahrein, Abu Dhabi) e Europa do Leste (Hungria, Turquia). Com circuitos feitos sob encomenda ao mesmo projectista, o alemão Hermann Tilke, Ecclestone mudou a face da Formula 1, para ser um meio de massas que movimenta mais de 2,5 mil milhões de dólares por ano e que tem uma audiência média de 1,7 mil milhões de pessoas. Mesmo com as ameaças das equipas, que se juntaram em 2008 para construir a FOTA (Formula One Teams Association), no qual - curiosamente - é contra as suas aspirações, pois sabe que isso significa uma diminuição das suas receitas.

Hoje em dia, Ecclestone tem forma do qual as pessoas não se esqueçam dele: os seus habituais "soundbytes" polémicos. Desde os elogios aos ditadores como Adolf Hitler e Saddam Hussein, até à defesa do seu peculiar sistema de medalhas, tal como acontece nos Jogos Olimpicos, Ecclestone arranjou forma de que todos saibam que ele está lá. "Uma vez pediram-me para descrever o que faço e eu disse que era um bombeiro. É exactamente isso que sou - um bombeiro! Só que as pessoas pensam que começo mais fogos do que aqueles que apago...", disse certo dia ao jornal The Guardian.

E sobre o sistema politico, afirmou: "Sei que me meto em muitos problemas quando falo nisto, mas não acho que a democracia seja a melhor forma de se comandar algo. Numa empresa ou em qualquer outro negócio, é necessário alguém para acender e apagar as luzes. Tivemos a sra. Thatcher no poder, que acendia e apagava as luzes. Ela levou o país para o sítio certo, antes de ficar confuso de novo", disse noutra entrevista ao mesmo jornal.

E agora que comemora 80 anos, diz que a reforma nunca estará nos seus horizontes, apesar de ter tido um "susto" de origem cardíaca que o levou à mesa de operações em 1999. "Da maneira que me sinto agora, porquê parar?", afirmou. Diz que perfere morrer a gozar os seus milhões, e apesar de todos o criticarem, muitos deles sabem que sem ele, a Formula 1 seria algo bastante diferente. Para o mal e para o bem.

Fontes:

http://en.wikipedia.org/wiki/Bernie_Ecclestone
http://en.wikipedia.org/wiki/Brabham
http://en.wikipedia.org/wiki/FISA-FOCA_war
http://www.grandprix.com/gpe/cref-eccber.html
http://www.grandprix.com/ns/ns22730.html
http://www.ionline.pt/conteudo/85496-bernie-ecclestone-fica-mal-chamar-lhe-hitler-para-ele-e-um-elogio

sábado, 30 de janeiro de 2010

Vamos aos anuncios - Michael Schumacher no seu Mercedes SLS AMG



Na semana que passou, um dos grandes momentos foi o da apresentação da equipa Mercedes para a temporada de 2010, com o regressado Michael Schumacher ao comando, tentando esquecer a todos nós o facto de ele ter 41 anos de idade, e agora entrar na sua 17ª temporada da sua carreira.



Para comemorar o seu regresso à Mercedes (correu para eles em 1990 e 91, na sua equipa de Sport-Protótipos), a marca decidiu fazer um anuncio com o seu mais recente supercarro: o Mercedes SLS AMG, uma cópia moderna do mítico 300 SL de 1954, o primeiro supercarro do mundo.



E o teste foi simples: fazer com que desse um "loop" num túnel, algures nos Alpes bávaros, com o heptacampeão mundial. Com todo o aparato possivel, estrada fechada, técnicos a monitorizarem a arrancada, bombeiros de prevenção, lá o piloto alemão fez a manobra com sucesso, mostrando que "velhos... são os trapos". A propósito: o carro usado neste ensaio é vermelho... digam o que disserem, ele nunca vai esquecer a Casa di Maranello.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Os blogueiros da Formula 1



Aqui em Portugal, o automobilismo tem um impacto residual na Blogosfera, mas no Brasil, o tratamento é diferente. Digo isto porque hoje, semana do GP do Brasil, em Interlagos, saiu no Globo Esporte uma matéria sobre a Formula 1 na blogosfera, focando especialmente em três personagens: Diego Maluana, do blog No Mundo da Velocidade, Barbara (Babi) Fanzin, do Velocidade.org e o Bruno Mantonavi, o cartoonista por detrás dos Pilotoons, que publica no seu blog homónimo.


Matéria pequena, mas interessante, que explica as perferências dos blogueiros. E uma futura charge do Mantovani também... não sei não Bruno. Fez uma semalhante em 2008 e não deu certo.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

"Guerilla Marketing" em Singapura!



Ponham-se a pau, meus amigos, que momentos destes não faltarão até ao dia 23 de Outubro, dia das eleições para a presidência da FIA. Se muitos acreditam que Jean Todt tem a eleição na mão, creio que se deve pensar maus algumas vezes. Depois de ontem ter lido que Todt desprezou o representante sul-africano e este ter reagido furiosamente (don't mess with South Africa, Jean!), no Domingo, as câmaras seguiam a "entourage" de Todt, que vinha acaompanhado de Bernie Ecclestone.


Só que não contavam com o "raid" de Ari Vatanen, o outro candidato à presidência, qual Emplastro (no bom sentido), que decidiu entrar ali sem pedir autorização a ninguém, para sacar um cumprimento a Todt. Pode-se ouvir Ecclestone a dizer algo como "watch it!", mas ele nem se importava... Confesso que dei as minhas risadas, nesta pérola que vi no site da RTP dedicado a Formula 1!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

A1GP revela o seu calendário e os planos para o futuro

No mesmo dia em que certa imprensa especializada refere as imensas dúvidas refrerntes ao futuro da modalidade, nomeadamente uma alegada rescisão de contrato de motores por parte da Ferrari, a A1GP revela hoje no seu site oficial um acordo de longo prazo com o grupo IMG, que o ajudará em termos de média e de marketing.

"Este tipo de acordo era a nossa prioridade, e estar associado com uma empresa como esta era o que precisava para estar representado num mercado tão competitivo como este. Os planos que eles têm para nós são inovadores", afirmou o empresário luso-sul-africano Tony Teixeira.


Adam Kelly, director de Marketing da IMG Sports Media, afirmou: "Estamos muito contentes de representar a A1GP no portfólio da IMG Sports Media. Nós esperamos trzaer para o centro da acção os carros, os fãs e espectadores da A1GP Powered by Ferrari cars, um verdadeiro desporto global. Num mundo tão competitivo como este, a IMG vai utilizar a sua experiência neste campo para levar a A1GP para uma audiência que queremos que seja cada vez maior", concluiu.


Para além disso, Tony Teixeira, o patrão da A1GP, justificou os atrasos em relação à divulgação do seu calendário relacionados com a certeza das datas, para não repetir os erros do ano passado, quando algumas das datas inicialmente agendadas no calendário foram mais tarde canceladas. "É muito fácil publicar um calendário com datas que mais tarde serão modificadas," afirmou. "Queria ter a certeza das datas, para que desse uma mensagem aos nossas equipas, fãs e parceiros televisivos, algo realistico." concluiu Teixeira, afirmando que ainda existe a possibilidade de uma nova data neste calendário.


Eis o caldário da A1GP para a temporada 2009/10:


25 Outubro de 2009 - Australia (Surfers Paradise)
15 Novembro de 2009 - China (Zuhai)
06 Dezembro de 2009 - Malasia (Sepang)
28 Fevereiro de 2010 - Africa do Sul (Kyalami)
14 Março de 2010 - Brasil (Interlagos)
21 Março de 2010 - Mexico (Hermanos Rodriguez)
11 Abril de 2010 - Portugal (Portimão)
02 Maio de 2010 - Alemanha
16 Maio de 2010 - Holanda (Assen)



Desconhece-se ainda qual vai ser o circuito que acolherá a A1GP em solo alemão, mas na unica vez que lá foram, em 2005, o escolhido foi o circuito de Lausitzring, no leste do país. Outra das grandes novidades e a não realização de uma corrida na Grã-Bretanha, que foi palco da jornada de encerramento na temporada passada.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A febre do Twitter no automobilismo



O Twitter é definitivamente a nova mania das redes sociais nesta Internet 2.0. Melhor do que Hi5 ou Orkut, e tão bom como o Facebook, coloca-se em meros 140 catactéres não só o teu estado de espírito naquele momento, como também é um optima ferramenta para colocar links de sites e blogs que achem interessantes. E crias um grupo de seguidores, cuja interactividade é quase instantânea, funcionando quase da mesma forma como o MSN...



Quem conhece o Twitter, sabe que no Brasil existem pilotos que tem a sua página, com milhares de seguidores cada um. Rubens Barrichello e Nelson Piquet Jr. são os pilotos de Formula 1 que tem a sua página de Twitter. Outros, como Carlos Iaconelli, na Formula 2, Lucas di Grassi, na GP2, Bruno Senna na Le Mans Series ou António Pizzonia (Formula Superleague) tem as suas páginas de Twitter. Jornalistas especializados (incluindo este vosso escriba) também tem a sua própria página no Twitter, onde as conversas são fluidas, quando o trabalho assim deixa...


E essa matéria não tem passado de lado. O Alta Rotação, uma rubrica dentro do programa Sadium, da TV Brasil (Obrigada pelo esclarecimento, Rodolfo!), fez uma matéria sobre isso, onde explica quem esta lá, e a razão pela qual aderiram a essa rede social. A matéria foi sugerida por Rafael Rosa, do blog Motor Total, que é um dos intervenientes na peça jornalistica. E já agora, o blog dele também vale a pena!

segunda-feira, 22 de junho de 2009

The Stig... revelado!



O Top Gear é o programa de automóveis que sonho fazer no dia em que ficar milionário, para mostrar a este belo país à beira-mar plantado que os programas de automóveis podem ser muito mais do que o depositário dos press-releases das marcas de automóveis.


Uma das imagens de marca, para além dos apresentadores Jeremy Clarkson, James May e Richard Hammond, é o "test driver" do programa, que é conhecido como... The Stig. Nunca se soube quem era a personagem por detrás da máscara, mas sabe-se há muito tempo que não é uma pessoa, mas sim várias. E os próprios apresentadores alimentam isso.


Ora, para o inicio da nona série do programa, os apresentadores decidiram revelar o Stig. E quem é a pessoa por detrás da máscara? É um certo piloto de Formula 1 que tinha reformado e estava aborrecido em casa...

sábado, 6 de junho de 2009

Pérola televisiva do dia



Esta vi no blogtorsport, do AC. Se quiserem, pode ser considerado com o o"momento Saloma do dia". Demonstra que na Alemanha também há humoristas e tipos capazes de provocarem o adversário...

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Historieta da Formula 1 - Nunca digam a Jacques Laffite...

... que é lento!

A semana passada, o jornal Autosport fez duas coisas: um "quiz", com quinze perguntas, para testar os conhecimentos dos fanáticos do automobilismo, e uma outroa, um conjunto de seis historietas, qual delas a mais louca. Ao longo destas semanas, tentarei contar esses "sideshows", algumas delas para maiores de 18!



Hoje vou falar de Jacques Laffite, um dos pilotos mais famosos da década de 70 e 80, que correu na Ligier e na Williams, e actualmente é comentador no canal francês TF1. E como em casa vejo as transmissões deste canal, digo-vos que ouvi-lo vale sempre a pena. A "estória que se segue" é contada pelo próprio, e aconteceu algures nesta década, por alturas do GP da Alemanha, em Hockenheim, onde teve de aplicar todo o seu charme para escapar a uma enorme multa de trânsito!


"Na entrada da vila tem daqueles sinais em que te mostram a velocidade a que passas, para te avisar se vais a 50 km/hora, que é o limite. Ora, eu levava o carro cheio e um dos meus amigos disse-me que o sinal marcava 57 km/hora e que eu estava mesmo lento. Claro que fiz logo um pião, voltei uns 300 metros atrás e fiz todo o meu percurso original a fundo no meu carro de aluguer. Então o sinal mostrou 145 km/hora ou assim e toda a gente estava bem calada dentro do carro, enquanto eu me gabava de continuar a ser rápido. O pior foi convencer o policia que me esperava mais à frente que tudo não passava de uma brincadeira entre amigos. Mas com muita persuasão ele lá me perdoou."


Jà sabem: se qualquer dia forem à boleia com ele, nunca digam que está velho. Estão por vossa conta e risco! Mas esta não é a unica "estória" com o simpático Jacques. Com o tempo, contarei mais...

sábado, 15 de novembro de 2008

Fazer videos é um negócio sério! Pelo menos em Inglaterra...

Como já tinha dito no dia do GP de Interlagos, na Grã-Bretanha, os direitos televisivos da Formula 1 sairam da ITV para voltar à BBC, depois de 12 anos de ausência. Ainda não se sabe como vai ser o seu clipe de apresentação, nem se sabe se vão usar a mesma musica (um excerto da musica "The Chain" do grupo Fleetwood Mac), mas no Youtube, há já muitos ingleses que começam a fazer as suas sugestões para videoclips de apresentação para 2009.

Alguns estão bem montados, outros mais simples, outros nem sequer usam o "The Chain" (este, por exemplo, usa o "My Favourite Game", dos suecos The Cardigans), outros nem sequer se importam de usar elementos do passado, como forma de ligação que a BBC tem com o automobilismo, e com o seu legendário comentador, Murray Walker.

Oficialmente, só saberemos em finais de Março. Até lá, veremos as sugestões do Youtube. E já agora, para os brazucas que me visitam: não querem tentar fazer a mesma coisa do que os bifes e fazer umas musicas alternativas ao "Tema da Vitória"? Até seria engraçado...

domingo, 2 de novembro de 2008

E a Formula 1 vai se embora...

O GP do Brasil vai marcar algumas despedidas. Umas são do nosso conhecimento, como o David Coulthard. Outras, só foram descobertas pelos mais atentos. E descobri que este é o último Grande Prémio transmitido pela ITV em Inglaterra, pois a partir de 2009, a BBC vai voltar a ter a exclusividade dos Grandes Prémios, algo que tinham até 1996.


Pois bem, os senhores da ITV não deixaram de passar o evento, e montaram um videoclip de despedida muito especial. Se querem ver, espreitem aqui, que está muito divertido...

terça-feira, 21 de outubro de 2008

A Audi em Le Mans

Que a Audi faz uns excelentes videos sobre os seus modelos, isso faz. Talvez sejam os melhores que jamais vi sobre carros. Há algum tempo, eu meti um video sobre a montagem do Audi R10 TDi que usam na Le Mans Series, e que os faz ganhar constantemente a corrida mais importante do calendário, as 24 Horas de Le Mans.


Este video que foi feito sobre a corrida de 2006, onde o Audi R10 conseguiu um 1-3 (o segundo lugar foi para o Pescarolo dos franceses Franck Montagny/Sebastien Löeb/Eric Helary) abre com uma citação de Steve Mcqueen, no filme de culto "Le Mans":


"A lot of people go through life doing things badly. Racing’s important to men who do it well. When you’re racing, it... it’s life. Anything that happens before or after... is just waiting."


Disso, não tenham dúvidas.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Ele está de volta!

Pois é, meus amigos! Murray Walker, o legendário comentador inglês de Formula 1, vai sair temporariamente da sua reforma dourada, para comentar a Silverstone Classic, uma corrida de carros antigos que se vai passar no mitico circuito inglês.




O comentador, agora com 84 anos, dedicou mais de 50 anos à "causa" da F1, com "tiradas" absolutamente inesquecíveis, vai falar aos microfones da Motors TV no mesmo sitio onde começou a comentar, há quase 60 anos(!) "Estou contente por regressar ao local onde, em 1949, realizei o meu primeiro comentário ao vivo, e logo com aqueles magníficos carros que tantas vezes falei durante todos estes anos.", referiu.


Os comentários dele, sempre espirituosos, deram origem a algo que mais tarde foi chamado de "Murrayismos", onde se define como frases absolutamente dispratados acerca de situações ocorridas no "calor do momento". Alguns desses belos exemplos podem ser vistos aqui, ou mesmo este, ocorrido em 1986, no Autódromo do Estoril.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Noticias: Martin Brundle volta às pistas

O ex-piloto de Formula 1, Martin Brundle, vai voltar à competição este fim de semana no Circuito de Spa-Francochamps, na Formula Palmer Audi, uma das categorias de acesso à Formula 3 inglesa, para competir... contra o seu filho Alex.


O piloto inglês de 48 anos, que foi rival de Ayrton Senna na Formula 3 britânica, há 25 anos atrás, e que actualmente é comentador no canal inglês ITV, irá aproveitar uma vaga aberta na competição, que é gerida por outro seu rival, e ex-companheiro de equipa na Tyrrell, Johnathan Palmer.

"É uma prenda antecipada pelo meu 49º aniversário", afirmou ao jornal inglês Autosport. "Será uma excelenete oportunidade para saber se sou ainda veloz contra esta nova geração de pilotos", concluiu.


Martin Brundle nasceu a 1 de Junho de 1959, na localidade inglesa de King's Lynn, e estreou-se na Formula 1 em 1984, onde correu durante 12 temporadas, em equipas como a Tyrrell, Zakspeed, Brabham, Benetton, Ligier, McLaren e Jordan. Nunca ganhou, mas conseguiu nove pódios. Para além disso, ganhou as 24 Horas de Le Mans em 1990, a bordo de um Jaguar, em conjunto com o dinamarquês John Nilsen e o americano Price Cobb.

Quando leio uma coisa dessas, só posso aplaudir, porque estamos falando de alguém que quer voltar a competir contra adversários com metade da sua idade, só mostra que tem uma evidente paixão pelo automobilismo. Um bom exemplo disso foi o que encontrei ontem no Blog do Ico. Para comemorar os 60 anos do primeiro Grande Prémio de Inglaterra em Silverstone (ainda não havia oficialmente a Formula 1), Brundle anda a experimentar os carros de cada época. Simplesmente maravilhoso!

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

"Best off" da temporada

Acabou o campeonato, estamos em época de rescaldo. E isso implica ver vidoes dos "best off" da temporada. Hoje descobri, via Blig do Gomes, um video no Youtube, feito pela cadeia holandesa RTL 7, sobre o melhor e pior da temporada, em todo o seu esplendor. É um video bem montado, onde tem de tudo, até pit-babes... Para o ver, carreguem aqui e gozem a viagem!

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Extra - Campeonato: Como acabar um programa em grande!

Estamos em 1993. Os Gato Fedorento ainda andam na Universidade Nova de Lisboa, e Herman José é o rei e senhor da comédia portuguesa, mas há muito largou os programas para fazer concursos na RTP. Nesse ano fazia a "Roda da Sorte", mas em Junho decide acabar com o programa para seguir em frente, noutros projectos.


Herman queria acabar o programa com estrondo. Mas não era no sentido metafórico do termo: era mesmo acabar, de caçadeira na mão! E foi assim que milhões de pessoas assitiram a um dos mais insólitos finais da TV portuguesa em 50 anos de história. E passados 14 anos, ainda não houve nada que o igualasse... mesmo tendo agora os Gato Fedorento, o tipo da boina e o Fernando Rocha! É desse Herman que sinto saudades...

terça-feira, 29 de maio de 2007

Extra-Campeonato: Como Ricardo Araújo Pereira desmonta uma pseudo - polémica...


Leio hoje no Diário de Noticias e vejo uma curta entrevista a Ricardo Araújo Pereira(RAP) para explicar a polémica acerca do eventual plágio da música do genérico inicial, que foi cantada por Claude Francois em 1964, com o nome de "Petite Méche de Cheveux".


Ora, RAP responde às perguntas da jornalista de uma maneira inteligente, mas ao mesmo tempo sarcástica. Ali tu topas que, falando de um modo inteligente, reduz a polémica à sua insignificância, ao mesmo tempo que manda os críticos à m**** e dá alfinetadas ao jornal. Dá todos os esclarecimentos que são necessários (ele como pessoa, é muito prestável), e ao mesmo tempo, desmonta, um a um, as dúvidas lançadas, pela jornalista Maria João Espadinha. Querem ver?


P - Dizem que é uma espécie de plágio. Como reage?


R - Com o dicionário. Plágio é a apropriação do trabalho alheio sem indicação da origem. Quando apresentámos o genérico à imprensa, indicámos a origem da ideia e a razão pela qual mantivemos o Un, deux, trois, quatre. Não há referências a Claude François porque a canção que ele canta é, basicamente, a conhecidíssima música tradicional inglesa Three Blind Mice. Sendo uma música popular, o autor é desconhecido. Como foi o maestro Ramón Galarza a fazer os arranjos, é ele que assina. Já agora, poupo trabalho futuro ao DN: também não compusemos a música do genérico do nosso programa da Radical. E os Painéis de São Vicente, que usámos na série da RTP, não foram pintados por nós. E também não pedimos autorização ao autor para os usar. Uma coisa garanto: no dia em que queiramos fazer-nos passar por compositores, com todo o respeito pelo François, optaremos por Bach.


P - Acha que estão a exagerar o assunto por inveja?


R - Não. É um assunto importante. Estamos a falar de um genérico cuja música é a adaptação duma canção popular. Dá primeira página em qualquer parte do mundo. Parabéns ao DN por se ter adiantado ao Le Monde.


(...)


P - Acredita que o assunto pode ter algum impacto no sucesso do programa?


R - Claro. No sucesso do programa e também no futuro do País.


P - O Gato Fedorento pagou os direitos ou obteve o consentimento do autor original da música para utilizá-la no genérico do programa?


R - Nem uma coisa nem outra, na medida em que o autor original da música é um inglês não identificado que terá vivido no século XVI. Não digo que seja impossível obter o seu consentimento, mas nós achamos complicado. Manias. No entanto, se o DN o encontrar, teremos todo o gosto em pagar-lhe.


Ora, aquela última pergunta era desnecessária, e a resposta dele é uma maneira elegante de demonstrar a estupidez dessa pergunta. Ou outra maneira para chamar a jornalista de estúpida. Eu não sei se ela é caloira nestas andanças ou foi para a entrevista com o intuito de "desmontar" so Gatos. Mas não conseguiu. Vê-se pela entrevista que ele arrasou-a completamente e vês a inteligência de RAP. É um caso à parte, e vês aqui porque é que ele é a alma dos Gatos, embora o Zé Diogo Quintela por vezes sai um pouco da casca...


No fim, acho que este caso morreu agora. Os críticos que arranjem outro saco de pancada para bater...

terça-feira, 1 de maio de 2007

Vamos aos anuncios - Ayrton Senna na TV

Desde cedo que o piloto brasileiro foi alvo das diversas marcas para que pudesse dar a cara a variados anuncios publicitários. O "garoto-propaganda" Senna (como dizem os brasileiros) anunciou várias coisas como carros desportivos, óleos de combustivel, e até... tabaco. Mas não fumava!


Álguns desses anuncios podem ser vistos aqui, como estes:


- Comercial brasileiro de 1984, apresentando o Ford Escort XR3 (belo carro, a propósito)




- Em 1991, tripulando um Honda Prelude. Aliás, são dois anuncios passados unicamente no Japão. Aqui, o primeiro. E aqui, o sengundo, mostrando os seus dotes de condução.


- Ainda nesse ano, um pequeno filme, de apresentação ao já mítico Honda NSX, em que se vê os seus dotes de condução, dando uma volta no circuito de Suzuka. Já agora, não liguem ao pormenor das meias brancas e sapatos pretos...

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Vamos aos anuncios - Vodafone



A Vodafone está na Formula 1 desde o inicio da década, patrocinando primeiro a Ferrari, e agora passou de armas e bagagens para a McLaren, no sentido de que o que mais querem é que patrocinem um campeão do Mundo...


Estes anuncios, que certamente já viram, tem como tema os nossos sonhos de velocidade. Sonhos desses, quem é que não teve? Podemos não ter concretizado esses sonhos (certa vez, Tiago Monteiro disse que, por ano, há menos pilotos de Formula 1 do que astrounautas na NASA), mas ao menos sabiamos que era difícil. E estes anuncios demonstram isso mesmo: só com muita persistência é que os alcançamos. Portanto, vivam o momento. Agora!


Aqui, podem ver o primeiro anuncio, com o Fernando Alonso. E aqui está o segundo anuncio, com o Lewis Hamilton.