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sexta-feira, 31 de maio de 2024

A imagem do dia (II)



Estamos a 20 de junho de 1971. Entre os 24 carros inscritos no Grande Prémio dos Países Baixos, no circuito de Zandvoort, estão três Lotus: a do brasileiro Emerson Fittipaldi, a do sueco Reine Wissell... e um carro estranho: um modelo 56, com uma turbina. Esse carro era guiado por um estreante australiano, que tinha sido muito rápido nas formulas de promoção. Chamava-se David Walker.

O carro era relativamente complicado de controlar, e na qualificação, conseguiu apenas o 22º melhor tempo em 24 pilotos inscritos. 

Chovia imenso no dia da corrida, e o carro tinha uma vantagem: para além do carro ser a turbina - um Pratt & Whitney - as quatro rodas motrizes tinham uma grande vantagem num tempo à chuva, porque eram mais rápidos que os de duas rodas motrizes. E logo nos primeiros metros, mostrou isso. Na primeiras voltas, passou carros atrás de carros, e no final da quinta passagem pela meta, era décimo. Contudo, logo depois, ele despistou-se, e as chances reais de uma pontuação, até de uma vitória, tinham caído em terra.

No final, as opiniões se dividiam. A Imperial Tobacco queria-o na Lotus, mas nem Colin Chapman, nem Peter Warr, diretor desportivo da marca, não acharam que Walker fosse um piloto que tivesse estofo de campeão. 

Nascido a 10 de junho de 1942, em Sydney, começou a correr em 1964, na Formula 2 local, onde acabou vice-campeão, andou alguns anos no Reino Unido, na Formula Ford, até que ganhou o campeonato de 1969. Em 1970, foi para a Formula 3 num Lotus oficial, e acaba campeão no BRSCC Lombank Formula 3 Britain. Em 1971, num modelo 69, Walker triunfa no Forward Trust BARC F3 e na Shell Super Oil British F3 Championship. Até aos dias de hoje, Walker é o piloto com mais campeonatos, três, a par dos britânicos Don Parker, Jim Russell e Roger Williamson

Apesar de campeonatos bem preenchidos e competitivos, e correndo num carro oficial, Chapman incluiu Walker em 1972 porque a Imperial Tobacco pediu. Correndo ao lado de Fittipaldi, é considerado o segundo pior piloto de sempre: enquanto o brasileiro foi campeão, com 61 pontos, o melhor resultado de Walker foi um... nono lugar, em Jarama. No final do ano, Wissell foi chamado para competir nas últimas três corridas do ano. Ele foi para a Formula 2 em 1973, mas depois de dois acidentes sérios, a sua competividade foi bem afetada, apesar de ter andado na Formula 5000 e tentou um regresso, pela Maki, em 1975.

Retirou-se para a Austrália, montando um negócio de barcos na Golden Coast, antes de se reformar na década passada. A sua morte foi ontem anunciada, mas na realidade, tinha morrido uma semana antes, a 24 de maio. 

terça-feira, 10 de outubro de 2023

A imagem do dia


Hoje é o centenário de uma lenda do automobilismo. Na realidade... é um comentador.

Murray Walker foi durante mais de 40 anos, desde 1949 a 2001, o comentador automobilístico na BBC. E não era só Formula 1: também fazia Formula Ford, Formula 3, BTCC, Endurance. Na Formula 1, a coisa começou a sério quando em 1978, o canal de televisão apostou a sério com as transmissões em direto de todos os Grandes Prémios da temporada, em vez do GP britânico, e... nem sempre. Recordo de, quando em 1976, por causa do puritanismo, eles não transmitiram os Grandes Prémios por causa do patrocínio da Durex, a marca de preservativos, estampado nos chassis da Surtees. Isto numa altura em que a Hesketh era patrocinada pela Penthouse, a rival da Playboy... 

O mais interessante era que Walker não era um jornalista profissional. Adorava automobilismo, era verdade - herdou a paixão do pai, Graham Walker, que trabalhou na Norton e Sunbeam, chegando a correr, como piloto, no Man TT - e na II Guerra Mundial, guiou tanques no teatro de operações europeu, retirando-se do exército como capitão. Trabalhou durante anos como "copywriter" numa agência de publicidade em Londres, e as narrações fazia-as durante o fim de semana, muitas das vezes... com o pai. A BBC afirma que até aos dias de hoje, foi a única dupla pai e filho em transmissões desportivas, essencialmente no motociclismo. Isso só acabou em 1962, quando Graham Walker morre.  

Contudo, quando em 1976 a BBC mandou o puritanismo às malvas e decidiu transmitir em direto o GP do Japão, porque existia um inglês na luta pelo título, Walker estava lá, e o seu estilo ficou. Melhor aconteceu dois anos depois, quando o GP do Canadá foi transmitido em direto, e no ano seguinte, passou a ter a seu lado James Hunt, que tinha acabado de pendurar o capacete, depois de meia temporada a arrastar-se no seu Wolf.

A dupla tornou-se lendária. Walker, emocionante e comentando "sem rede", com os seus erros a tornarem-se lendários - "a não ser que esteja totalmente enganado... e estou totalmente enganado!" foi um deles - a seu tom algo histriónico e educado era um claro contraste com o calmo, grave e brutalmente honesto Hunt, que não tinha problema algum em mandar "a aquela parte" gente como René Arnoux e Andrea de Cesaris, só para falar de alguns, conseguiam fazer das transmissões televisivas um espetáculo dentro de outro espetáculo. E o mais interessante é que isso só aconteceu nos anos 80, quando Walker se reformou do seu trabalho de "copywriter" e passou a acompanhar a Formula 1 nas suas diversas passagens pelo mundo.

Um episódio da sua calma caótica foi quando narrou a corrida da BTCC em Silverstone, em 1992. Era a ronda final do campeonato, e uma batalha épica pela liderança, onde ninguém cedia a ninguém, de forma alguma. E os toques entre os pilotos iam ao limite. Nessa altura, já existiam "onboards" nos carros e um dos pilotos, David Leslie, decidiu mostrar o dedo do meio para um seu rival. Captado em direto, o "gesto bacana" que Nelson Piquet alega ter dado a Ayrton Senna quando o passou no final da reta de Budapeste, em 1986, virou um "eu vou atacar o primeiro lugar" nas palavras de Walker. 

A dupla Walker-Hunt acabou inesperadamente a 15 de junho de 1993, quando Hunt morre com um ataque cardíaco aos 45 anos. Passou algum tempo até arranjar um companheiro adequado - apesar de contribuições ocasionais de Jackie Stewart e Alan Jones - até arranjar outro piloto recém-retirado, Martin Brundle, em 1997, pouco depois de se ter emocionado quando relatou em direto, em Suzuka, o título mundial de Damon Hill, filho de Graham Hill. As palavras "agora irei ter de fazer uma pausa, porque tenho algo na garganta" ficaram gravadas na história do automobilismo mundial. 

Muitos já diziam que Walker estava gagá, mas quando no final de 2001 anunciou a sua retirada, aos 78 anos, muitos sentiram a sua falta. No fundo, no fundo, gostavam dele e do seu estilo, fazia as transmissões mais emocionantes que eram, e de uma certa forma, quem assiste agora a gente como David Croft, na Sky Sports, de uma certa forma, está a emular o estilo de Walker, ao lado de gente como o próprio Brundle ou de outros ex-pilotos como David Coulthard ou Karun Chandhok.

Walker retirou-se, mas nunca ficou longe dos holofotes. Um bom exemplo que gosto de lembrar é o do GP da Grã-Bretanha de 2008, onde conversava com Stirling Moss, numa conversa que poderia ter acontecido em 1948, sessenta anos antes. Conversa de lendas, de uma certa forma. E andou por aí até ao seu fim, a 10 de março de 2021, com 97 anos, sempre reverenciado como uma lenda da Formula 1, por si só.      

terça-feira, 16 de agosto de 2022

Youtube Formula 1 Video: A cabeçada de Mansell em Zeltweg

Há 35 anos, a Formula 1 corrida pela última vez em Zeltweg, que tinha mostrado que precisava de reformas depois de dois acidentes na largada, com os carros a baterem na reta da meta, sem chance de fugirem da confusão. 

E ainda por cima, foi um fim de semana complicado: Stefan Johansson sofrera um enorme susto quando ele colidiu com um cervo com o seu McLaren. Ele nada sofreu, mas o carro ficou muito danificado e o animal virou churrasco. 

Mas ao vencedor, Nigel Mansell, que derrotou Nelson Piquet e Teo Fabi para conseguir, ainda teve uma surpresa desagradável: um "galo" provocado por uma distração quando ia para o pódio no carro que os tinha transportado para a volta olímpica ao circuito. E claro, outra lenda automobilística, Murray Walker, não podia deixar passar o momento em branco. 

domingo, 14 de março de 2021

Youtube Motoring Ad: MG Rover, 1988

 A popularidade de Murray Walker era tal na Grã-Bretanha nos anos 80 e 90 do século passado que ele era de vez em quando convidado a fazer uns anúncios na TV. Um dos mais famosos foi o da Pizza Hut, com Damon Hill a seu lado, como o companheiro chato que narra as suas desgraças ao jantar. Como "... ele acabou em segundo, outra vez!"

Mas uns anos antes, em 1988, ele fez outra publicidade, para a MG, com Nigel Mansell e Eric Idle, um dos miticos Monty Python, onde o ator faz de vendedor manhoso e eles são os clientes, neste caso, do pequeno MG Metro. E um pormenor interessante: naquele ano, o "brutânico" tinha rapado o bigode!

sábado, 13 de março de 2021

Youtube Formula One Inverview: Uma entrevista a Murray Walker

Em 2013, o realizador suiço Mario Muth fez uma série de entrevistas a alguns dos ícones do automobilismo, desde David Coulthard até Gary Hartstein, passando por Frank Dernie, por exemplo. Um dos que entrevistou foi Murray Walker, a lenda da narração britânica. Para os brasileiros, se calhar é o Galvão Bueno original.

No longo desta entrevista com quase uma hora de duração, Walker falou sobre as suas origens - começou por comentar em 1949, ainda antes da Formula 1 começar - e falou sempre que a ideia presente naquilo que fazia era o prazer de comentar. E fazia as coisas na BBC enquanto tinha outro emprego como empregado numa forma de publicidade, apenas se dedicando a tempo inteiro no final dos anos 70, já ele estava na casa dos 50 anos, e quase a reformar-se. E claro, a empatia com James Hunt e os seus "murrayismos" que o tornaram ainda mais famoso e o colocaram no coração dos fãs da Formula 1, pelo menos por uma geração. 

Uma recordação no dia em que se soube da sua morte, depois de 97 anos bem vividos.

The End: Murray Walker (1923-2021)


Murray Walker, o lendário comentador de Formula 1 por mais de uma geração, pelo menos até 2001, morreu este sábado aos 97 anos de idade, comunicou o BRDC (British Racing Drivers Club) num comunicado oficial. O britânico comentou Grandes Prémios de Formula 1 e outras corridas durante mais de meio século, desde 1948 até 2001, altura em que se reformou, tornando-se numa lenda por ele mesmo no automobilismo britânico.

Nascido Graeme Murray Walker, nascera a 10 de outubro de 1923 em Hall Green, na zona de Birmingham. Era filho de Graham Walker, um piloto de motociclismo que correra antes da II Guerra, chegando a vencer uma edição do Man TT. Quando iniciou o conflito mundial, Walker foi recrutado para o Royal Scots Greys, conduzindo tanques. Finda a sua participação no conflito, onde guiou tanques Sherman e acabou como capitão, quis seguir os passos do seu pai como piloto de motos, mas cedo viu que ele não tinha muito jeito para a coisa...

Em 1948, aproveitou a ocasião de comentar numa prova de "hillclimb" (rampas), e a maneira como o fez foi de tal maneira impressionante que a BBC o convidou para comentar provas em Goodwood. A partir de então, enquanto trabalhava numa agência de publicidade, comentava provas de automóveis ao fim de semana, desde turismos a Formulas de promoção - Formula Ford e Formula 3 - enquanto para as grandes provas, como o Grande Prémio da Grã-Bretanha, o comentador escolhido era Raymond Baxter.

Contudo, as coisas mudaram em 1978 quando a BBC decidiu cobrir toda a temporada da Formula 1, e Baxter decidiu reformar-se. Então com 55 anos, a cadeia britânica ofereceu o emprego a ele, que aceitou, e alguns meses mais tarde, juntou-se a ele James Hunt, que tinha acabado de pendurar o capacete e se tornou no narrador especialista em automobilismo. O que poucos ignoravam é que tinham juntado uma dupla que nos 15 anos seguintes, iriam moldar a maneira como as pessoas veriam a Formula 1 na Grã-Bretanha, toda uma geração.

Mas curiosamente... Walker e Hunt não se deram bem a principio. As suas personalidades eram contrastantes: o festeiro Hunt, com uma vida pessoal agitada e o calmo e tranquilo Walker. Mas o amor pelo automobilismo fez com que ambos se tornassem bens amigos e quando o ex-piloto morreu subitamente em junho de 1993, Walker fez um sentido tributo ao campeão do mundo de 1976 na BBC. 

Na cabina de comentário, o seu estilo entusiasta e voluntarioso o fazia cometer "gaffes" sempre que acontecia qualquer coisa. Ao longo dos anos, os "murrayismos" faziam as delicias dos espectadores, pois frases como "ao menos que esteja enganado... e estou bem enganado!" ou "Mansell está a abrandar, parece que está a correr calmamente... oh não, acabou de fazer o recorde da volta!" ou então "com metade da corrida realizada, falta a outra metade para chegar ao fim." Tudo isto entrou na mente de toda uma geração.

Em 1997, transferiu-se para a ITV, aproveitando a transferência dos direitos da Formula 1 para o mesmo canal britânico, e em 2001, aos 77 anos, e depois de ter como seu parceiro outro ex-piloto, Martin Brundle, decidiu reformar-se da cabina de comentários. Nos anos seguintes, porem, continuou a apresentar programas de Formula 1 quer na rádio, quer na televisão, na Channel Four britânica, até aos dias de hoje, apesar de alguns sustos em termos de saúde, incluindo um cancro linfático em 2013, que foi tratado. 

Com o tempo, foi agraciado com honrarias em honra das suas contribuições para o automobilismo e o comentário desportivo. Entre uma condecoração com a Ordem do Império Britânico em 1996, passando por um prémio BAFTA de televisão em 2002, pelo conjunto da sua carreira, Walker tornou-se numa personalidade do qual todos reconheceram a sua presença no automobilismo e nos Grandes Prémios. Tudo isto numa incrível longa vida que terminou hoje. Ars lunga, vita brevis, Murray. 

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Youtube Formula 1 Podcast: Para Além da Grelha, com Murray Walker

E na semana da corrida numero mil da Formula 1, eis alguém que deve ter visto quase todas essas corridas: o britânico Murray Walker, 95 anos de idade, comentador de Formula 1 por mais de três décadas na BBC e na ITV, até 2001, muitas das vezes acompanhado por ex-pilotos como Jackie Stewart, James Hunt e Martin Brundle.

Nesta conversa de uma hora, ele fala sobre a sua carreira, de episódios engraçados que viveu, e contou que só se tornou comentador a tempo inteiro... em 1982, quando tinha 59 anos, e se reformou da firma de publicidade onde trabalhava.

Assim sendo, percam uma hora do dia para ouvir este podcast, que vale a pena.

sexta-feira, 20 de julho de 2018

A imagem do dia

Há precisamente meio século, acontecia algo raro, e do qual não mais voltaria a acontecer. Um piloto de uma equipa privada, a vencer uma corrida oficial de Formula 1. De uma certa maneira, foi o culminar de muitas vontades e de um espírito inabalável de vitória, bem como as suas paixões pelo automobilismo. E duas dessas vontades eram o de Rob Walker e Jo Siffert.

Em 1968, os dias de glória de Walker tinham desaparecido há muito. Entre 1958 e 1961, tinha vencido por oito vezes, sete dos quais com Stirling Moss ao volante. Tinham dado a primeira vitória à Cooper, em 1958, e a primeira de um motor traseiro, ambos na Argentina. E em 1960, no Mónaco, foi com Moss que venceu no Mónaco, a bordo de um modelo 18 da Lotus. Depois de 1962, quando Moss sofreu o acidente que terminou com a sua carreira, em Goodwood, no Lotus 24 da British Racing Partnership, os resultados de Walker começaram a escassear. Começou a correr com o sueco Jo Bonnier e no final de 1964, surge a segunda personagem desta história: o suíço Jo Siffert.

"Seppi" de apelido, nascera a 7 de julho de 1936 em Friburgo. De origens modestas, mas apaixonado pelo automobilismo, lutou muito para chegar alto na sua paixão. Chegou à Formula 1 em 1962, também como privado, e em 1964, inscreve no GP dos Estados Unidos, a bordo de um Brabham BT11-BRM. Impressionou, acabando a corrida no terceiro lugar, o primeiro pódio da equipa em três anos, e o primeiro pódio de um suíço desde o GP da Alemanha de 1952, com Rudi Fischer ao volante.

A partir de 1966, a Walker Racing era apenas Walker e Siffert como piloto. Era uma boa dupla e Walker acháva-o um dos melhores do pelotão, esperando dar-lhe uma máquina que confirmasse todo o talento de "Seppi". Em 1968, teve essa chance quando arranjou um modelo 49 a Colin Chapman. Era o primeiro Lotus na equipa desde 1962, mas os resultados não apareceram logo. Para piorar as coisas, algumas semanas antes do GP britânico, as oficinas arderam, e perdeu-se todo o seu conteúdo, incluindo o chassis. Chapman deu-lhe um modelo 49B, para ele correr até ao final da temporada, e em Brands Hatch, conseguiu um quarto lugar na grelha de partida, com ele a aguentar até ao fim aos ataques de Chris Amon, no seu Ferrari oficial.

No final, ambos estavam extasiados. Era a primeira vitória de um piloto suíço na Formula 1, e era a primeira vitória de Rob Walker em sete anos. Todo o esforço tinha compensado, pois finalmente, Siffert tinha uma máquina tão boa como aquela que os pilotos da frente tinham. E com máquinas iguais, ele foi o melhor. Era aquilo que pretendia ter.

Até ao final do ano, iria conseguir mais três pontos, uma pole-position e três voltas mais rápidas, ao mesmo tempo que começava a correr pela equipa oficial da Porsche, alcançando o ponto alto da sua carreira. Ambos continuariam juntos até 1969, com mais dois pódios, antes de ele ir para a March e depois, BRM. Quanto a Walker, o seu esforço foi até 1971, quando se aliou a John Surtees, mas antes, acolheu Graham Hill e correu com os modelos  49 e 72 da Lotus.

Três anos depois, no mesmo circuito, "Seppi" teve um final trágico. Durante a Victory Racing, organizada para celebrar o campeonato de Jackie Stewart, perdeu o controle do seu BRM, depois de ter sido tocado por Ronnie Peterson, e morreu preso e sufocado pelos fumos do incêndio que tinha começado. Tinha 35 anos de idade.

domingo, 13 de maio de 2018

A imagem do dia (II)

Alan Jones acelerando num Hesketh 308B, ex-fábrica, no inicio de 1975, nas ruas do Mónaco. Jones penou na Grã-Bretanha durante cinco ano até ter a sua chance de correr na Formula 1, num esforço conjunto de Harry Stiller e Rob Walker, que lhe arranjaram este carro para correr a partir do GP de Espanha, onde não chegou ao fim. Ao fim de quatro corridas, o australiano mudou-se para a equipa de Graham Hill, onde conseguiu os seus primeiros pontos, com um quinto lugar na Alemanha, em substituição de um lesionado Rolf Stommelen.

Foi a última aventura de Rob Walker, o herdeiro do império da Johnny Walker, que prosperou nos anos 50 e 60 com os seus carros, entre Cooper e Lotus, dando oportunidades de corrida a pilotos como Stirling Moss, Maurice Trintignant, Jo Bonnier, Jo Siffert, entre outros. Mas é sobre a outra personagem desta equipa que queria falar: Harry Stiller, ex-piloto de Formula 3 e empresário, que morreu hoje, a duas semanas de completar 80 anos, vitima de cancro.

Nascido a 28 de maio de 1938, Stiller começou a correr em 1958 e 1969 em vários tipos de carros desde a Formula Junior até à Formula 3, onde foi campeão em 1966 e 67, com o maior número de vitórias na categoria, igualado 15 anos depois por Ayrton Senna. A partir dali, decidiu entrar com carros da sua própria equipa, quer na Formula Atlantic, depois na Formula e e na 5000, muitas das vezes com Alan Jones ao volante.

A chegada de Jones à Formula 1 foi consequência da boa temporada de Formula Atlantic que ele tinha feito no ano anterior, num March inscrito pelo próprio Stiller. Aliado com Walker, a aventura foi de curta duração, mas Jones teve o que queria: chegar à Formula 1, algo do qual se tinha batalhado desde que chegara às ilhas britânicas, no inicio da década. Depois, foi Hill, Surtees, Shadow, Willims e o titulo mundial de 1980.

Depois da experiência, Stiller largou o automobilismo e decidiu ser empresário, Abriu lojas de desconto, sendo um dos pioneiros desse conceito, ao mesmo tempo que abria uma cadeia de concessionários de automóveis na California. Mais concretamente... no Wilshire Boulevard, em Beverly Hills. Alugava Rolls-Royce e Bentleys às estrelas de Hollywood.

No final, acabou por ir viver para o Dorset inglês com a sua melhor até hoje, como membro vitalicio do BRDC, o British Racing Drivers Club. Ars longa. vita brevis, Harry.  

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Youtube Motorsport Classic: A primeira retirada de Niki Lauda, 1979


Na onda das retiradas inesperadas, e como hoje falo sobre Niki Lauda, é bom recordar como é que o mundo recebeu essa noticia em 1979, durante o fim de semana do GP do Canadá, quando o piloto austríaco decidiu pendurar o capacete. No programa "grandstand" da BBC, o mítico Murray Walker explicou, na pela que apresentaram, as razões para a retirada de Lauda, bem como a sua carreira e os seus grandes momentos, não deixando de recordar o seu acidente quase fatal no Nordschleife, três anos antes. 

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Noticias: Derrick Walker renuncia ao cargo na IndyCar

Dentro de precisamente um mês, Derrick Walker abandonará o comando das operações da IndyCar. O anuncio foi feito esta quinta-feira por Mark Miles, o CEO da Hulman & Moody, que cuida do campeonato. Walker, que estava no comando da série desde maio de 2013, vai embora da competição quando faltava dois anos para o final do seu mandato. "Depois de duas temporadas e meia, acredito que é a hora certa para buscar outras oportunidades", afirmou.

A saída de Walker, de 70 anos, é a terceira desde o inicio da década, e Walker substituiu Randy Bernard a meio de 2013. Ex-mecânico e manager de equipas na CART e na IndyCar, nunca foi bem aceite pelos vários entendidos da competição desde a sua chegada devido às controvérsias técnicas como os kits aerodinâmicos. “Foi um ano muito desafiador em várias áreas. Os kits aerodinâmicos começaram a funcionar, mas o processo de amadurecimento deles, especialmente nos treinos para Indy 500, não aconteceu como Derrick ou qualquer um de nós gostaríamos”, admitiu Miles numa entrevista ao Indianápolis Star.

Para além dos problemas em relação aos kits aerodinãmicos - que resultaram em quatro acidentes durante os treinos para as 500 Milhas de Indianápolis, o mais grave envolvendo o canadiano James Hinchcliffe - a atitude de Walker em relação a algumas manobras por parte de pilotos, nomeadamente o que aconteceu em Fontana, onde Graham Rahal venceu, mas teve manobras anti-desportivas, foi uma espécie de "gota de água" para esta decisão.

Nascido na Escócia em 1945, a sua carreira começou em 1970 como mecânico na Brabham na Formula 1, até se transferir seis anos mais tarde para a Penske, ajudando John Watson a alcançar a unica vitória da marca na Formula 1. Ficou com a equipa até 1988, cuidando da secção europeia, em Poole, quando pediram para ficar com a equipa da Porsche na Indy após a morte do seu proprietário, Al Holbert. Após a saída da construtora alemã, em 1992, ele a renomeou de Walker Motorsports, correndo com pilotos como os canadianos Scott Goodyear e Paul Tracy, o americano Robbie Gordon, o brasileiro Gil de Ferran.

No final da década, também teve passagens na IRL, através de Sarah Fisher, mas o sucesso foi limitado. A Walker Racing continuou até 2004 com pilotos como Tora Takagi, Darren Maning, até ser rebatizada como Team Australia, onde colocou pilotos como Will Power, Alex Tagliani e Simon Pagenaud, acabando com uma vitória em 2007, um ano antes de terminar as operações.

Como legado, pode-se dizer que foi graças a ele que Indianápolis começou a acolher uma segunda corrida, usando o traçado que tinha sido feito para a Formula 1, e também a chegada do circuito urbano de Boston ao campeonato.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Youtube Motorsport Ad: Murray Walker no Twitter

Não acredito que ele tenha aderido ao Twitter - ele têm 90 anos de idade - mas a Esso decidiu fazer uma promoção nas ilhas britânicas para que o mítico comentador da BBC diga os nossos "tweets" a 4 de julho, dia do GP da Grã-Bretanha, em Silverstone. Graças à "hashtag" #MurrayYourTweets, ele lá vai dizer em 140 caracteres os nossos estados de alma... desde que sejam politicamente corretas.

Deve ter a sua graça. Vou ver no que vai dar. Não dêem essa chance ao Galvão Bueno, OK?

Esta vi no WTf1.co.uk  

terça-feira, 3 de junho de 2014

Youtube Formula 1 Classic: GP do Mónaco 1984

Como hoje estamos em dia de comemoração, coloco por aqui na integra o GP do Mónaco de 1984. A versão da BBC, claro, com Murray Walker e James Hunt nos comentários. 

O primeiro minuto desta transmissão é interessante: temos o acidente feio que Martin Brundle teve no seu Tyrrell 012 na zona de Tabac, antes das Piscinas, onde o "rookie" inglês se safou sem grandes ferimentos, mas que acabou por não se qualificar, e logo nos instantes iniciais, temos Niki Lauda a conversar com Bernie Ecclestone. 

E hoje soube o que conversaram: Lauda tinha pedido ao Bernie para regar a zona do túnel por causa do óleo que estava espalhado naquela zona devido a uma fuga de óleo durante a qualificação do dia anterior. Bernie (seu ex-patrão na Brabham) acedeu ao pedido e foi assim que eles esperaram para que a corrida começasse, 45 minutos depois da hora. 

terça-feira, 13 de maio de 2014

Noticias: Porsche processada por familiares de ator morto

Os familiares de Roger Rodas, nomeadamente a sua víuva, estão a processar a Porsche afirmando que foi o design do modelo Carrera GT, bem como a sua mecânica, que causou a sua morte e a do seu acompanhante, o ator Paul Walker, em novembro de 2013.

Segundo o site Jalopnik, Kristine Rodas afirma no seu processo que "o Carrera GT era demasiado perigoso para o seu uso devido a defeitos no seu design, componentes mecânicos e aerodinâmicos, logo, não era seguro para o seu propósito". Especificamente, o processo fala que o carro não tinha uma celula de sobrevivência, falhas na suspensão e componentes de segurança no depósito de combustível.

Contudo, esse processo surge em contradição com as conclusões que a politica chegou que apenas o factor velocidade esteve envolvido no acidente, do qual o excesso de velocidade e a falta de "habituação" a que o condutor estava habituado a aquele carro - estava nas suas mãos há apenas algumas semanas - contribuiu para o acidente mortal.

Muitos na comunidade automobilística dizem que o caso têm poucas pernas para andar, porque nenhum desses fatores está indicado no relatório policial, publicado no inicio deste ano.

sábado, 4 de janeiro de 2014

Noticias: Carro de Paul Walker ia a mais de 160 km/hora no momento do acidente

O ator Paul Walker, morto no passado dia 30 de novembro em Los Angeles, ia como passageiro no Porsche Carrera GT vermelho a mais de 160 km/hora quando sofreu o seu acidente fatal em Santa Clarita. Esse é um dos fatos divulgados hoje pelo relatório final da autópsia. O relatório também indica que nenhum dos dois elementos tinha algum elemento de alcool ou drogas nos seus corpos no momento do acidente.

De acordo com o relatório, Roger Rodas, o amigo de Paul Walker que se encontrava ao volante, “conduzia o Porsche Carrera GT vermelho a uma velocidade perigosa, à rondar os 160 km/h”. No texto acrescenta-se que “o veículo foi totalmente destruído e praticamente cortado em dois” e especifica-se que “a maior parte da carcaça da viatura foi carbonizada”. 

Os médicos legistas confirmaram também que o ator morreu devido a “múltiplos ferimentos traumáticos” e a queimaduras, como já tinham indicado no relatório preliminar. No entando, o jornal "Los Angeles Times" cita elementos do relatório da autópsia que Walker estava tão carbonizado que nem os seus órgãos estavam disponíveis para uma eventual doação.

Walker de 40 anos, ficou famoso com a sua participação nos filmes da série "Fast and the Furious" e tinha acabado de filmar o sétimo filme da série quando participou a 30 de novembro numa ação de caridade da garagem em que era dono parcial, a bordo do Porsche Carrera GT que acabaria por o matar.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Os aproveitadores da desgraça alheia

O acidente mortal de Paul Walker, que aconteceu há quase uma semana, em Santa Clarita, na California, deu - como seria de esperar - uma maré de manifestações de pesar, mas também surgiram os oportunistas e os "abutres", os aproveitadores da desgraça alheia. Jameson Whitty, de 18 anos, foi preso esta sexta-feira - e têm agora uma fiança de 20 mil dólares sobre ele - por ter colocado online um pedaço do Porsche acidentado, que foi roubado do reboque que o transportava.

A matéria, que e hoje referida no Opposite Locke, um dos sites laterais ao Jalopnik, foi justificado pelo ladrão, afirmando: "Consegui isto através de um amigo meu que estava a guiar o reboque, e ficamos com isto como sinal de respeito pela pessoa que o fez gostar de carros." Pois...

A policia de Los Angeles disse também que um segundo homem, de 25 anos, está também a ser procurado neste caso. "Uma testemunha afirmou que viu um sujeito de sexo masculino de um automóvel que seguia o reboque. Esse sujeito agarrou um pedaço do Porsche acidentado do reboque e foi-se embora com esse pedaço", afirmou um porta-voz, em comunicado.

Para terem uma ideia, um pedaço daqueles é habitualmente vendido no eBay à volta dos 6500 dólares, pouco mais de seis mil euros, enquanto que de acordo com as leis californianas, é considerado "furto" quando o pedaço - ou o objeto - valer mais de 400 dólares... 

A suspensão das filmagens e a sentida homenagem a Paul Walker

Já tinha ouvido alguma coisa no domingo ou na segunda-feira, mas hoje parece que é oficial: a Universal Studios decidiu suspender por tempo indeterminado as filmagens da sétima série do "The Fast and The Furious", em respeito à memória de Paul Walker, morto no sábado em Santa Clarita, na California. Apesar deste anuncio, isso não iria afetar as filmagens, pois estas já estavam feitas, com a sua conclusão a ser marcada inicialmente para o dia 2 de dezembro. Não se sabe ainda se a data de lançamento inicialmente prevista, 11 de julho de 2014, será alterada, dadas as circunstâncias do desaparecimento de um dos seus principais protagonistas.

Entretanto, surgiu também esta quinta-feira o relatório da autópsia aos corpos de Walker e do seu companheiro Roger Rodas. Segundo os peritos médicos, Rodas teve morte imediata, enquanto que Walker sucumbiu "pelo efeito combinado de lesões traumáticas e queimaduras” provocadas pelo incêndio que se seguiu ao choque do Porsche contra uma árvore. Já o resultado do exame toxicológico aos dois ocupantes do carro vai demorar ainda algumas semanas a ser conhecido.

Entretanto, na quarta-feira, a Universal lançou um pequeno filme de dois minutos onde presta homenagem a Walker, juntando as cenas de todos os filmes do "The Fast and The Furious", desde o primeiro, em 2001. Até agora, já teve quase seis milhões de visualizações em dois dias

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Paul Walker morreu devido a uma arrancada fatal?

Ouvi uns rumores ainda no domingo à noite, mas decidi não comentar, porque prefiro ficar á espera de mais pormenores. Mas hoje, quem lança a desconfiança é o site americano Jalopnik, que afirma que o acidente mortal de Paul Walker, neste sábado, em Santa Clarita, a California, poderá ter devido a uma arrancada (ou "street racing") entre o Porsche Carrera GT... e um Honda S2000.

Desde domingo que se sabia que a policia estava a investigar marcas de pneus no asfalto, e que um dos videos que documenta o acidente terem sido tiradas de um carro em andamento, nomeadamente um BMW Série 3 azul, com indicações de que teria sido preparado por "tunning". Mas segundo diz o Jalopnik, a CNN noticiou esta segunda-feira que a policia recebeu indicações de que um segundo carro estaria no local do acidente. "Naturalmente, do ponto de vista investigativo, teremos de ver se o "street racing" foi em elemento determinante", afirmou o Sargento Richard Cohen, da Los Angeles County Sheriff. 

Para além disso, outra fonte fala de outra hipótese para o acidente: que o carro poderia ter tido um problema mecânico. Uma fonte ligada à Always Envolving, a casa de "tuning" pertencente a Roger Rodas e Walker, disse ao site TMZ que poderia ter havido um problema com a direção assistida do carro. Um rastro de liquido foi visto no asfalto, na trajetória de embate do automóvel, e há noticias de que os bombeiros tiveram dificuldades em combater chamas que vinham da parte da frente do carro, quando normalmente, o motor está na parte de trás. O que pode ser consistente na tese de fuga de óleo. Contudo, nenhuma dessas informações foi confirmado pela policia.

Contudo, uma testemunha confirma a tese de que ambos morreram devido à perda de controle do Carrera GT. Jim Torp contou a sua versão ao site Hollywood Life:

"Eles deveriam estar a guiar há cinco ou seis minutos quando o carro se despistou. [não deveriam estar a fazer street racing] porque havia dois carros patrulha na vizinhança, devido à grande quantidade de carros de alta performance naquele evento."

Jim estava no local da concentração quando ouviu um grande estrondo, mas ligou pouco: "Existe um edifício atrás da Always Envolving onde se produzem efeitos especiais, e muitos julgaram que o barulho viria dali, mas o meu instinto me disse que poderiam ser Roger e Paul".

"O acidente nada teve a ver com corridas de rua. Roger perdeu pura e simplesmente o controlo, não entraram em pião ou algo assim. Eles bateram em quatro árvores e um poste de iluminação, e somente depois de bater em mais uma árvore é que o carro acabou por parar.", concluiu.

Em suma, todas as hipóteses poderão estar em cima da mesa. Veremos o que as investigações irão trazer.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Mais detalhes sobre o acidente que matou Paul Walker

Menos de 24 horas depois do acidente mortal de Paul Walker, o ator de "The Fast and The Furious", en Santa Clarita, surgem pormenores sobre o acidente em si e o veículo envolvido, o Porsche Carrera GT vermelho. É sabido que Walker era o passageiro, mas o condutor foi identificado como sendo Roger Rodas, de 38 anos, um conselheiro financeiro, um dos donos da Always Envolving, a loja de tuning que também pertencia a Walker, e piloto de GT3 nos Estados Unidos, sendo famoso por guiar... Porsches. Rodas tinha adquirido o carro e o colocou em nome da Always Envolving.

Para além disso, surgiu hoje mais um detalhe, referente ao carro em si, um Porsche Carrera GT de cor vermelha. Rodas era o proprietário, e seria o sexto. E ele adquiriu o carro no ano passado, na Florida, a um concessionário. E o anterior dono era, nada mais nada menos, do que... Graham Rahal. Piloto da IndyCar e filho do lendário Bobby Rahal.

Segundo a Autoweek, Rahal é um ávido coleccionador de automóveis e adquiriu este modelo para seu usufruto. Andou com ele durante um ano, e a única modificação que fez foi o de mudar as jantes de prata para preto, que tinha na altura do acidente de ontem.

E em julho de 2012, Rahal contou numa entrevista ao site Teamspeed sobre o carro em si: "O Carrera GT é um carro dificil de guiar, e conduzia frequentemente. Não tenho nada que não deixe de usar. Todos os carros que tenho são muito usados. Tenho outros dois carros que tenho há mais tempo e são menos usados, mas é algo muito raro. Ele te diz que têm controle de tração, mas aquilo não te vai salvar a tua vida. Mas é por isso que gosto dele. Há uma parte de mim que se sente aliviado, mas há outra que está arrependida [de o ter vendido]. Porque era um grande carro.", afirmou.

"É um carro incrivel e de certa forma, subestimado. Espero que no futuro, as pessoas apreciem este carro e o valorizem como deve de ser. Aí, o preço vai se elevar bastante! É verdadeiramente dos poucos carros modernos que mostra ao condutor que têm de saber o que fez, daí eu o adorar!", continuou.

Rahal acabou por trocar o carro por um Ferrari 599 GTO por uma simples razão: mudou de casa. "Tinha comprado uma casa nova e não queria algo que não custasse tanto dinheiro e fosse mais fácil de guiar no dia-a-dia. Talvez um 458 ou semelhante".

De facto era. Pena que tenha acabado desta maneira...

The End: Paul Walker (1973-2013)

Nunca fui grande fã do "The Fast and the Furious", porque não é o tipo de automobilismo que gosto, mas como tempo, aprendi a gostar. Quando aos filmes em si, são algo superficiais e já começavam a ser fastidiosos, com seis feitos e um sétimo em rodagem. Mas soube esta madrugada pelo Twitter - e depois pelo Jalopnik - que o ator Paul Walker, que fazia dupla com Vin Diesel nesse "franchise", morreu este sábado, aos 40 anos de idade, vitima de um acidente de carro.

Aparentemente, o acidente aconteceu em Santa Clarita, na California, quando Walker era o passageiro de um Porsche Carrera GT que embateu fortemente contra uma árvore, tendo ficado imediatamente em chamas. Os bombeiros e as equipas de emergência acorreram rapidamente ao local, mas rapidamente limitaram a confirmar as mortes. E segundo o site TMZ, que deu noticia do acidente, Walker estava ap participar num evento de caridade da garagem onde é co-proprietário, de seu nome Always Envolving, para recolher fundos para as Filipinas.

Nascido a 12 de setembro de 1973, Walker começou a sua carreira cinematográfica em 1985, mas anos antes, aos dois anos, começou a ser modelo, graças à sua mãe, também modelo. Entre esse ano e 1996, andou em várias séries de televisão e comédias juvenis, até que em 2001, foi contratado para contracenar com Vin Diesel no filme "The Fast and The Furious", uma história entre um policia infiltrado no mundo das "street races" ilegais, de seu nome Brian O'Conner, que corre contra Dominic Torreto, personagem interpretada por Diesel.

O sucesso comercial do filme catapultou Walker para o estrelato, levando para mais seis filmes (o sétimo acabou de ser rodado e será estreado em julho do ano que vêm) e fez com que fizesse mais alguns filmes em paralelo, como "As Bandeiras dos Nossos Pais", de Clint Estwood, ou "Takers". No próximo dia 13, irá estrear outro dos filmes em que participou, de seu nome "Hours", e antes do sétimo filme do "The Fast and The Furious", haverá um outro filme, "Brick Mansions", dirigido por Luc Besson.

É uma grande pena Hollywood perder - mais do que um ator - um grande entusiasta de carros. Ars lunga, vita brevis.