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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Youtube Le Mans: as 24 Horas de Le Mans no lado dos Audi



Vi isto ontem à noite e fiquei surpreendido pelo fato de ser tão bem feito, mesmo sendo para todos os efeitos, um video feito pelo vencedor da corrida, a Audi. Mas a coisa boa nisto é que, mesmo sendo uma espécie de "a história escrita pelos vencedores", não esconde as angustias que passaram em relação aos acidentes de Alan McNish, e especialmente, Mike Rockenfeller. E claro, deram também destaque aos seus adversários, a Peugeot.

No final, temos de tirar o chapéu aos senhores de Inglostadt. Para video institucional, foi um dos mais bem feitos que já vi.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O projecto da Lotus Cars na Le Mans Series

Com estes dias até ao final de ano sem nada para dizer, estava tentado em fechar a loja por hoje, mas há duas noticias que merecem ser contadas. Contudo, deixarei uma delas para o final da semana, como um post de final de ano.

Sendo assim parto para a segunda noticia do dia, sobre a Lotus. Não é novidade que o pessoal da Lotus Cars tem um projecto tão ambicioso quanto irrealizável. Pelo menos, os céticos não estão convencidos de onde é que vem o dinheiro para a míriade de projectos que eles querem fazer na década que vai começar agora. Formula 1, GP2, GP3, Indy, carros de estrada... mas também falei que eles queriam apostar em Le Mans, e é sobre essa parte que quero falar.

O sitio Le Mans Portugal apresenta hoje uma entrevista feita pelo sitio oficial da ACO (Automobilie Club de L'Ouest) a Claude Berro, o director desportivo do projecto, sobre os seus planos para 2012, onde irão fazer um carro para a categoria LMP2, a segunda categoria da Endurance. Segundo ele, o carro será apresentado em Março, no Salão de Genebra, mas só competirá na temporada de 2012, num carro projectado por Paolo Catone, que desenhou no passado o Peugeot 908. O motor terá como base um 3.6 litros fornecido pela Toyota, mas eles querem desenvolver depois um 4 litros atmosférico ou um 3.2 turbocomprimido, desenvolvido pela fábrica britânica.

Enquanto isso, uma equipa, a Jetaliance Racing anunciou que irá inscrever dois modelos Lotus Evora na categoria Gt2 para a Intercontinental Le Mans Cup (ILMC), uma nova competição da Endurance que arranca a sério em 2011. "Estou muito satisfeito por poder fechar este acordo de colaboração antes do final do ano, e estou muito orgulhoso por poder colaborar com uma marca com uma tradição como a da Lotus," disse Lukas Lichtner-Hoyer, o seu proprietário, ao planetlemans.com. O proprietário afirma que os pormenores serão conhecidos após a paresentação do projecto, e quer colocar uma mistura de pilotos profissionais e "gentleman-drivers", logo veremos que tipo de projecto é que acontecerá nas próximas semanas.

Como já disse anteriormente: se for um só projecto, não é caro construir carros para uma categoria como a Le Mans Series. Sei que a Peugeot gastou cerca de vinte milhões de euros no seu projecto, e o chassis durou cerca de quatro anos. O problema é que no caso da Lotus Cars é que são demasiados projectos ao mesmo tempo. Haverá dinheiro para tudo? Se fizerem essa pergunta a outras noventa e nove entendidos no assunto, provavelmente terão noventa e oito respostas negativas. Demasiadas energias dispersas para o meu gosto... veremos se o tempo dará ou não razão.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Apresentações: o novo Audi R18

O ano de 2011 vai ver uma alteração dos regulamentos na Le Mans Series, com o establecimento de uma série internacional, que englobará no calendário todas as grandes provas da Endurance como as 12 Horas de Sebring e as 24 Horas de Le Mans, só para incluir as mais conhecidas, e as duas principais equipas, Peugeot e Audi, irão para a estrada com máquinas novas. A marca de Sochaux já fez isso com o 90X há algumas semanas, e esta sexta-feira foi a vez da Audi apresentar em Inglostadt o seu modelo, o R18.

A grande modificação em relação aos modelos anteriores é que será de cabine fechada, com os Peugeot, bem como a introduçãso da barbatana, que dá maior estabilidade à traseira do carro. "No futuro, a eficiência aerodinâmica vai ser ainda mais importante em Le Mans do que no passado. Um carro fechado tem uma vantagem clara nesse capítulo", revelou o diretor da Audi Motorsport, Dr. Wolfgang Ulrich, na conferência de imprensa da apresentação do carro.

Em relação ao conjunto propulsor, o R18 irá adaptar-se aos novos regulamentos técnicos do Automobile Club de l'Ouest (ACO), apresentando um motor V6 TDI de 3,7 litros, o qual a equipa de desenvolvimento considerou ser o mais apropriado, pese embora o peso crescente das tecnologias híbridas. "Do nosso ponto de vista, o motor TDI continua a ser a tecnologia mais eficiente", observa Ulrich Baretzky, responsável pelo desenvolvimento dos motores. Quanto à transmissão, que será de seis relações, foi modificada para funcionar com os motores mais pequenos.

Interessante é saber que a frente do R18 é dominada pelos enormes faróis com tecnologia LED, as quais 'escrevem' o número '1' no centro dos mesmos...

A estreia do novo R18 deverá ocorrer nas 6 Horas de Spa-Francorchamps (Bélgica), em Maio, com o novo LMP1 a efetuar as suas primeiras voltas em Le Mans nos testes oficiais, marcados para o dia 24 de Abril. A Audi planeia ter três carros nas 24 Horas de Le Mans de 2011, inscritos pela Audi Team Joest, a qual também irá participar na Intercontinental Le Mans Cup (ILMC) com dois carros.

Começam a aparecer brinquedos interessantes na Endurance... uma nova era vem a caminho?

domingo, 31 de outubro de 2010

Noticias: Peugeot apresenta o seu novo bólido para Le Mans

Era um segredo algo escondido, mas quando a Autosport britânica disse que a Peugeot estava a testar a sua nova máquina em Monza, a marca de Sochaux limitou-se simplesmente a confirmar o assunto. Com o modelo 908 a chegar ao final da sua vida útil, e com a Le Mans Series a entrar numa nova era em 2011, com o seu primeiro campeonato internacional, a marca está a testar o seu novo modelo, o 90X, ainda sem numero oficial.

Não há grandes diferenças em relação ao 908: uma "barbatana de tubarão" no capot posterior, que visa impedir que o carro levante voo em caso de pião a alta velocidade, algo obrigatório pelas novas regras do Automobile Club de L'Ouest (ACO), uma nova e imponente tomada de ar para o motor, tomadas de ar de dimensões reduzidas atrás e um novo aileron traseiro. "O nosso objetivo era ter o carro em pista ainda antes do final do ano. Estamos satsfeitos por tê-lo conseguido. O caminho ainda é muito longo e temos pela frente bastante trabalho para estarmos preparados para 2011", começou por afirmar Olivier Quesnel, diretor da Peugeot Sport.

"Quanto à motorização e às tecnologias escolhidas, estão a ser exploradas ainda muitas opções. Trabalhamos continuamente no desenvolvimento do motor. As corridas de resistência são um verdadeiro laboratório que nos permitem desenvolver todas as tecnologias da marca", completou Bruno Famin, diretor técnico da Peugeot Sport.

A marca ainda disse que o facto dos regulamentos permitirem a introdução de novas tecnologias faz com que considerem a introdução de um modelo híbrido num futuro próximo. Quanto a pilotos, nada foi dito.

domingo, 13 de junho de 2010

"To finish first, you must first to finish"

As 24 Horas de Le Mans são uma prova de resistência, e nunca de "Sprint". E se uma equipa diz que domina, com o seu modelo, a unica maneira de provar esse dominio é levar os seus carros até à bandeira de xadrez, e nada mais. Portanto, as "pole-positions" e as vitórias nas corridas anteriores de nada valem, se no final, nenhum deles cruzar a meta. Mesmo que tenha quatro máquinas nas quatro primeiras posições da grelha, como aconteceu à Peugeot este ano, com o modelo 908 HDi.

E aqui, quem se ri no fim foi a Audi. Com o seu modelo R15, que é claramente inferior aos modelos R8 e R10, e que nunca venceu nada de relevante antes desta edição das 24 Horas, acabou por cortar a meta numa posição altamente improvável: monopolizar o pódio. Se alguém apostasse nesse resultado numa casa de apostas, certamente das duas uma: ou seria funcionário da Audi, ou era maluco.

Não sei se alguém fez isso, mas se sim, hoje está um pouco mais rico. Timo Bernhard, Mike Rockenfeller e Roland Dumas subiram hoje ao lugar mais alto do pódio, comemorando aquele que é uma das vitórias mais improváveis da história de Le Mans. Demonstra que na Audi, quando se "caça com gato" nas "pastagens" do La Sarthe, dá se muito bem. E é graças a homens como Reihold Joest, o lendário patrão da sua equipa, veteranissimo da lendária prova de resistência, que conseguiu ser mais resistente do que os Peugeot. E mais uma vez, a marca de Inglostadt saiu vencedora, o que me faz adaptar a famosa frase do Gary Lineker: "As 24 Horas de Le Mans são uma prova de resistência, mas no final ganha sempre a Audi". E quem diz Audi, pode falar da Porsche...

A Peugeot, depois de vencer merecidamente em 2009, sai completamente derrotada em 2010. Quando a tripla Sebastien Bourdais, Pedro Lamy e Simon Pagenaud fizeram a "pole-position", pesava-se que iria ser um passeio francês, na prova francesa. Afinal, ao fim de escassas três horas, o carro da pole estava de fora da corrida, com problemas de suspensão. Mas isso não pareceu incomodar a equipa, pois pensava-se que os outros dois carros oficiais, mais o carro da Team Oreca, tomariam conta do caso. E assim pareceu, quando fui dormir, ao final de doze horas de competição.

Mas a pouco mais de duas horas do fim, aconteceu o golpe de teatro: o motor do carro numero um tripulado por Alexander Wurz, Anthony Davidson e Marc Gené explode e encosta à berma, terminando a sua corrida por ali. Um golpe de teatro desses, tão perto da meta, é próximo do horrivel... e quase a seguir, o mesmo modelo da Oreca, tripulado por Olivier Panis, Nicolas Lapierre e Löic Duval também explode o motor. Fim de história para os carros da marca do leão, a provar que... velocidade sem resistência dá zero. Inglostadt 3 - Sochaux 0.

Mas foi uma excelente corrida de se seguir, digamos assim. No próximo ano, com um novo regulamento, onde se permitirão entradas de carros híbridos, elétricos e outros, recuperando o espírito de experimentação de novas tecnologias, para serem testadas nos carros de série, vai ser mais um motivo de interesse para seguir esta prova, que a cada ano que passa se renova e começa a experimentar, quase vinte anos depois, um verdadeiro campeonato mundial de resistência. Ainda bem, pois é disso que o automobilismo precisa!

sábado, 12 de junho de 2010

Hoje é dia das 24 Horas de Le Mans!

Daqui a meio dia, cinquenta e cinco carros irão alinhar no circuito de La Sarthe para o dia mais longo do automobilismo moderno: as 24 Horas de Le Mans. Confesso que sou mais um daqueles que acha fascinante ver aquelas máquinas correr ali, testar os equipamentos até ao limite das suas forças, ver qual deles é que sairá dali vencedor. Para mim é um regresso à essência do automóvel, aquilo que o fez desenvolver: testar novos componentes, para os aplicar no dia-a-dia. É isso que já não vemos mais na Formula 1, Indy ou até a NASCAR.

Para a esmagadora maioria das pessoas, o que interessa é ver a partida. Até 1970, viamos os pilotos correrem esbaforidos para os seus carros, entrar neles sem apertar o cinto e até sem fechar as portas, pensando eles que o poderiam fazer por alturas da Tetre Rouge ou algo assim. Com o acidente mortal de John Woolfe, em 1969, e o protesto silencioso de Jacky Ickx, um futuro rei de Le Mans, momentos antes, isso acabou.Gosto destas corridas de resistência. Ver as 12 Horas de Sebring ou as 24 Horas de Daytona, por exemplo, são bons exemplos de resistência de máquinas, pilotos e mecânicos. É certo que aqueles que vão lá não ficam nas bancadas só a ver a corrida. É como ires a um festival de musica: não vais lá para ficar o tempo todo no palco para ver todas as bandas. Vais às barracas, à roda gigante, convives com os amigos, apanhas uma babedeira, fazes amor com a namorada na tenda ou noutro lugar mais discreto, enquanto que os bólidos rugem em plena reta das Hunaudriéres.

Em 2009, a Peugeot conseguiu quebrar o domínio que a Audi vinha a ter desde o final da década passada. Este ano, com três carros oficiais e o 908 HDi da Oreca, é eventualmente o claro favorito à vitória, face à Audi e o seu R15 TDi, que ainda sofre dos problemas de desenvolvimento. Provavelmente, a marca de Inglostadt terá de ter um plano para parar menos e poupar no combustível, e confiar na sorte para conseguir bater os carros de Sochaux, que correm em casa.

E para nós, portugueses, é uma edição importante, pois pode ser este ano que poderemos ter um os nossos na galeria dos vencedores. Pedro Lamy é um dos pilotos que está a bordo do carro numero 3, aquele que conseguiu a "pole-position" para a edição deste ano. Ele, em conjunto com os franceses Sebastien Bourdais (um nativo de Le Mans) e Simon Pagenaud, tem a experiência de onze edições, onde em algumas delas teve classificações honrosas. No ano passado, um estúpido acidente nas boxes, no final da primeira hora, estragou as possibilidades, pois perdeu 30 minutos a dar a volta com um pneu furado e danos no eixo traseiro. No final, acabou em sexto, mas a frustração foi grande.

E na classe LMP2, o pessoal da Quifel ASM vai ter de confiar na sorte para apanhar os outros carros da sua classe, os HPD baseados os Acura da ALMS, que monopolizaram os tempos. De facto são os carros a bater, mas uma prova de 24 horas é Endurance e nunca uma corrida de Sprint.

Enfim, dentro de algumas horas começará a prova mais interessante do mundo. O teste de todos os testes, digamos assim. E este ano acontece numa coincidência trágica do automobilismo: o 55º avinversário do acidente que matou o piloto Pierre Levegh e mais oitenta espectadores. Uma tragédia que mudou a maneira de ver o automobilismo...

sábado, 8 de maio de 2010

1000 km de Spa-Francochamps: Lamy leva Peugeot à pole-position

Este fim de semana automobilistico não está completo sem que fale sobre os 1000 km de Spa-Francochamps, que neste calendário de 2010 da Le Mans Series, é a última prova antes das 24 Horas de Le Mans, que acontecerão dentro de mês e meio. Aqui, as equipas oficiais da Peugeot e da Audi se confrontam, para saber como estão neste "ensaio geral".

E aqui, a Peugeot levou a melhor, com o 908 HDi oficial de Sebastien Bourdais, Pedro Lamy e Simon Pagenaud a fazer o melhor tempo, 1.57,884 segundos, batendo o Audi R15TDi Plus conduzido por Timo Bernhard, Mike Rockenfeller e Bertrand Dumas.

"A Peugeot está num grande nível aqui em Spa. Apesar das condições meteorológicas serem sempre complicadas, julgo que temos uma excelente equipa e que teremos todas as condições para lutar pela vitória da prova. O Sebastien Bourdais foi o responsável por qualificar o nosso carro enquanto eu fiquei encarregue pelo arranque da prova. Estamos todos bastante motivados e o carro bastante competitivo. Será certamente uma corrida muito interessante de seguir", comentou o piloto português, que amamhã buscará uma vitória no circuito belga.

Atrás do primeiro Audi R15 está o segundo Peugeot 908 HDi constituido pela tripla Nicolas Minassian, Stephane Sarrazin e Franck Montagny, seguido por outro 908 HDi, desta vez da Oreca, com Olivier Panis, Nicolas Lapierre e Löic Duval a dividir o volante, e por fim o segundo Audi R15 TDi de Andre Lotterer, Benoit Treulyer e Marcel Fassler.

Na categoria LMP2, o melhor foi o HPD da Strakka Racing, guiado pelos britânicos Johnny Kane, Danny Watts e Nick Laventis, que bateu o Lola 08 da RML, conduzido pela tripla Mike Newton, Andy Wallace e o brasileiro Tommy Erdos. O Zytek da Quifel ASM, conduzido por Miguel Pais do Amaral e Olivier Pla, foi o quarto da categoria, a quase quatro segundos do melhor tempo. Na Formula Le Mans, uma categoria de escola, o melhor foi o Oreca de Christophe Pillon e Vincent Capillaire.

Na GT1, quem levou a melhor foi o Ford GT da equipa Marc VDS Racing Team, pilotado pelo local Bas Leinders, numa sessão em que um dos outros Ford da equipa Matech foi protagonista pela negativa. A suiça Rachel Fry a despistou-se de forma violenta em Signes, e a violência do acidente obrigou à amostragem da bandeira vermelha. Para piorar as coisas, este é o mesmo carro que em Abu Dhabi foi protagonista de outro violento acidente, causando ferimantos a Natacha Gaschnang e que apenas havia sido recuperado totalmente no início desta semana... será bruxedo?

A corrida começa amanhã a partir das 11:30 da manhã, hora local.

segunda-feira, 22 de março de 2010

A capa do Autosport desta semana

A capa do Autosport desta semana faz a antevisão da segunda prova do ano, que acontecerá nas ruas de Melbourne, na Austrália. Sob o título "Red Bull Quer vingança na Austrália", esta antevê o duelo entre a Red Bull, que tem uma das melhores máquinas do momento, e a Ferrari, que fez a dobradinha na primeira prova do ano, no Bahrein. Nos subtítulos, fala-se nma crença de Sebastien Vettel ("Vettel acredita que RB6 é fiável") e na expectativa nos lados da Scuderia ("Ferrari e Alonso preparados para o ataque")

Noutro destaque, fala-se das 12 Horas de Sebring, a primeira prova da American Le Mans Series, onde os Peugeot fizeram a dobradinha, com o modelo 908 HDi, e onde o destaque é um dos pilotos da marca, Pedro Lamy. "Peugeot faz dobradinha com Lamy no 2º lugar".

Para finalizar, outro pequeno destaque para o todo-o-terreno, com a vitória de Filipe Campos, que ao volante do seu BMW X5, bateu em duelo o Mitsubishi Lancer de Miguel Barbosa.

sábado, 20 de março de 2010

Feliz Aniversário, Pedro!

Pedro Lamy comemora hoje o seu 38º aniversário natalício. Já passou muito tempo desde que "aquele piloto com cara de miudo" era uma das maiores esperanças do automobilismo mundial, que teve uma excelente trajectória nas categorias de acesso, como ter vencido o campeonato alemão de Formula 3, na altura uma das melhores do mundo, e de ter ganho a Marlboro Masters de Zandvoort, ambos em 1992, e de ter sido vice-campeão de Formula 3000 em 1993, apenas batido por Olivier Panis.

Depois teve a sua chance de correr na Formula 1, pela já decadente Lotus, hipótese essa proporcionada pelo acidente de Alex Zanardi em Spa-Francochamps. Fez o seu melhor, aprendendo a lidar com uma máquina daquelas, numa equipa onde o seu prestigio já pertencia ao passado.

Contudo, depois de se safar de ser uma das vítimas do terrivel fim de semana de Imola, a meio desse mês, Lamy perde a sua asa traseira no pior lugar possivel de Silverstone, batendo forte e feio e por pouco não fez parte da lista de fatalidades ao serviço da equipa de Colin Chapman, como Alan Stacey, Jim Clark, Mike Spence, Jochen Rindt e Ronnie Peterson.

A recuperação foi lenta e dolorosa, mas voltou à Formula 1. E tornou-se no primeiro português a pontuar nesta elite do automobilismo mundial. E ao serviço da Minardi, que lhe deu essa chance. Depois da Formula 1, foi para outras categorias, até chegar a uma onde se pode ser considerado como um piloto de elite, algo que nunca deixou de ser. Está na Le Mans Series, ao serviço da equipa oficial da Peugeot.

E hoje comemora o seu aniversário longe de casa: está em Sebring, palco das 12 Horas locais, uma das clássicas provas de Endurance quer na América, quer no Mundo. Vencer aqui significa entrar num rol de lendas do automobilismo que vão desde Juan Manuel Fangio, Dan Gurney, Bruce McLaren, Jacky Ickx, Mario Andretti, Stefan Johansson e Tom Kristensen. E significaria mais um excelente feito para ele e para o automobilismo português.

Feliz Aniversário, Pedro!

domingo, 7 de março de 2010

O piloto do dia - Hideki Noda

O piloto do qual falo hoje tem uma carreira no minimo virtuosa. Já correu em imensas categorias de automobilismo, e também marcou a sua presença na Formula 1, com três corridas no final de 1994. Mas também se tornou um piloto com nome nos Estados Unidos, ao correr na IRL e vencer na Indy Lights. Também teve passagens pela A1GP, Le Mans Series e na doméstica Super GT. No dia em que comemora o seu 41º aniversário, falo hoje de Hideki Noda.

Nascido a 7 de Março de 1969 em Osaka, começa a sua carreira como muitos outros pilotos: através do karting. Começando a correr em 1982, nos quatro anos seguintes coleciona títulos na categoria, antes de em 1987 passar para a Formula Junior 1600. Nesse ano, vence quatro corridas e é o "Rookie do Ano".

Em 1988, passa para a Formula 3 japonesa, onde consegue quatro pontos na sua temporada inicial, mas em 1989, empreendeu uma fuga para a frente, ao ir correr para a Europa, mais concretamente para a Formula Vauxhall Lotus. Não faz feio, ao vencer uma corrida e conseguir dois pódios, tendo terminado a competição no quinto posto. Também corre na europeia Formula Opel Lotus, ao ser nono classificado no campeonato, com dois pódios.

Em 1990 passa para a Formula 3, ao serviço da Alan Docking Racing, onde num pelotão competitivo, não faz muito feio, conseguindo oito pontos. Continuando em 1991 pela mesma equipa, acaba a temporada no oitavo posto, com uma vitória em Donington Park. Não era uma vitória qualquer: Noda tinha-se tornado no primeiro japonês a vencer uma corrida de Formula 3 fora do seu país natal.

Em 1992 dá o salto para a Formula 3000. Ao serviço da 3001 International, de Mike Earle, o ex-dono da Onyx, seu primeiro ano foi dificil, marcado por muitos acidentes e com o melhor resultado um oitavo lugar. O mesmo aconteceu em 1993, com o Reynard da TOM's, mas em 1994, ao serviço da Reynard da Forti Corse, e ao lado de Pedro Diniz, as coisas foram diferentes. Andando entre os da frente, Noda conseguiu seis pontos, e o melhor resultado em Formula 3000: um terceiro lugar em Enna-Pergusa.

No final do ano, tem a oportunidade da sua vida. Apesar de não ter um palmarés impressionante, Noda tem dinheuro suficiente para comprar um lugar no pelotão da Formula 1, através da Larrousse, que luta para ter dinheiro que permita completar aquela temporada. Noda arranja patrocinio de firmas locais e corre ao lado de Eric Comas no GP da Europa, em Jerez. Sai-se bem, na 24ª posição da grelha, mas a sua corrida acaba após dez voltas, com problemas na caixa de velocidades.

Na corrida seguinte, no Japão, parte um pouco mais alto, na 23ª posição, mas numa corrida à chuva não vai longe. Não porque tenha batido como aconteceu aos seus compatriotas Taki Inoue ou Ukyo Katayama, mas porque o seu sistema de injecção de combustivel não funciona e não passa da primeira volta.

Em Adelaide, parte de novo da 23ª posição da grelha, mas a corrida para ele acaba à volta 18, quando tem uma fuga de óleo e encosta na berma. Apesar das suas tentativas não terem acabado bem, para a temprada de 1995, arranjou uma oportunidade de continuar a correr na Formula 1 ao serviço da Simtek, mas apenas por meia época, pois para o inicio dela, a equipa ia alinhar com Jos Verstappen e Domenico "Mimmo" Schiartarella. Mas no inicio desse ano, os fundos que Noda contava para essa temporada sofreram um golpe quando o terramoto de Kobe arrasou a cidade e causou imensos prejuizos à cidade e às empresas que apoiavam Noda. Sendo assim , a meio do ano, a Simtek decidiu fechar as portas de vez, sem que Noda pudesse andar uma segunda (meia) temporada na Formula 1.

A sua carreira: Três Grandes Prémios, numa temporada (1994), zero pontos.

Depois de deixar para trás a sua carreira na Formula 1, decidiu tentar a sua sorte nas pistas americanas, especialmente na Indy Lights. Em 1996 consegue um pódio e no ano seguinte continua, conseguindo chegar ao oitavo lugar no campeonato, com uma vitória em Portland debaixo de chuva, e batendo o brasileiro Helio Castroneves, futuro vencedor das 500 Milhas de Indianápolis. Foi o primeiro japonês a vencer em provas americanas!

Contudo, essas boas prestações não foram suficientes para assegurar um lugar na categoria principal, logo em 1998, volta para o Japão para correr na GT Series, ao lado do australiano Wayne Gardner, a lenda das motos que depois tentou uma carreira nos automóveis. As provas foram algo incosistentes, mas uma vitória no circuito de Fuji foi o ponto mais alto nos anos em que correu nessa categoria. Em paralelo, correu na Formula Nippon, onde entre 1998 e 2001 conseguiu alguns pódios, especialmente nas temporadas de 1998 e 99. A sua melhor classificação foi nesse ano, com um quinto lugar no campeonato.

Em 2002, regressa à América, onde correrá seis corridas na IRL, sendo o seu melhor resultado um décimo lugar em Phoenix. Continuando a correr, em especial na Le Mans Series, em 2005 volta à ribalta, quando é convidado para ser um dos pilotos da equipa japonesa da A1GP. Corre em três provas, conseguindo um nono lugar em Lausitzring. A partir daqui, dedica-se á Le Mans Series, especialmente na classe LMP2. Em 2008 estreia-se nas 24 Horas de Le Mans pela Kruse Schiiller Motorsports, mas não terminou a corrida.

Fontes:

http://www.hideki-noda.com/
http://en.wikipedia.org/wiki/Hideki_Noda
http://www.f1rejects.com/drivers/noda/biography.html
http://www.grandprix.com/gpe/drv-nodhid.html

domingo, 5 de abril de 2009

Le Mans Series: 1000 km de Barcelona

Sem as Audi e as Peugeot oficiais na lista de inscritos, começou a temporada europeia da Le Mans Series de 2009. Apesar destas ausências oficiais (só os voltaremos a ver juntos em Junho, para as 24 Horas de Le Mans) a lista de inscritos era excelente, liderada pelos três Aston Martin oficiais, na categoria LMP1, um deles guiado pelo português Miguel Ramos.


E sem as duas equipas acima referidas, a vitória calhou obviamente para a Aston Martin. Mas não foi pêra doce. O carro numero 007, conduzido pelos checos Jan Charouz e Thomas Enge, bem como o alemão Stephan Mücke, bateram-se com o Pescarolo numero 18 de Jean Christophe Bouillon e Christophe Tisenau, especialmente nos últimos 40 minutos da corrida, depois desta ter sido neutralizada com a entrada do Safety Car, causada pelo despiste do segundo Aston Martin de Miguel Ramos, Harold Primat e Michael Turner. Nessa altura, o português ia ao volante, e o lider da corrida era o "Pesca".

Assim, quando a corrida recomeçou, o carro numero 18 continuou na frente, mas o Aston Martin pressionou no sentido de alcançar a liderança, e quando o lider parou, Tisneau, que fazia o seu turno no volante, deixou ir o motor abaixo, perdendo segundos preciosos que fizeram com que o Aston Martin, preparado na Prodrive, vencesse a sua primeira prova na categoria.

A fechar o pódio esteve o Courage L70 guiado por Stephane Ortelli e Bruno Senna, que fizeram uma prova sem problemas de maior. João Barbosa, no seu Pescarolo-Judd com as especificações do ano passado, terminou em sexto após cumprir uma penalização stop-and-go de três minutos, devido a uma saída da boxe com o sinal vermelho causado pelo seu companheiro de equipa, o francês Bruce Jouanny, mas foi recuperando lugares à medida que adversários abandonavam.

Na categoria LMP2, a Quifel ASM Team manteve-se na liderança durante o primeiro terço da corrida, sendo consistentemente mais rápida que a concorrência, mas teve um problema com uma roda solta, o que custou o triunfo à equipa portuguesa, comandada por Miguel Pais do Amaral e pelo francês Olivier Pla. A Racing Box ficou em primeiro e terceiro com os seus Lola-Judd.

A próxima prova da categoria será a 10 de Maio, nos 1000 km de Spa-Francochamps, onde os Peugeot oficiais marcarão presença, na sua preparação para as 24 Horas de Le Mans.

domingo, 15 de março de 2009

Tocando o dedo na ferida

Aos Sábados, o programa de rádio 16 Valvulas tem a sua gama de convidados, e hoje o trio era de luxo: Tiago Monteiro, piloto da Seat no WTCC e o dono da Ocean Racing Technology, Alvaro Parente, o piloto da equipa, e Miguel Ramos, piloto da Aston Martin para a Le Mans Series de 2009, e participante das 24 Horas de Le Mans este ano.

O post foca neste último. Era um sonho do animador do programa, o Gonçalo Sousa Cabral, pois andava atrás dele há mais de seis meses. Falando sobre a sua carreira, que foi eclética (começou no Autocross, passou pelo Todo-o-Terreno, Turismos italianos, Formula 3...) e agora está na Le Mans Series, aliado com a sua passagem pela FIA GT, onde corre num Maserati, e é candidato ao título, quando lhe perguntaram sobre a cobertura do automobilismo por parte dos orgãos de comunicação nacionais, especialmente no sentido de apoiar os talentos nacionais desabafou:

"Há grande qualidade de pilotos em Portugal, mas o difícil neste país é arranjar apoios, até porque considera que não há a cobertura das televisões e que só se pensa em futebol. Não é que as pessoas não gostem de automobilismo, mas não há transmissão."

De uma certa forma, tem razão. Num país onde há três jornais desportivos, estes falam mais de futebol do que de desporto em geral. E quando falam de automobilismo, é raro. Só quando falam das principais categorias (Formula 1 e WRC) é que se nota. E ainda por cima, neste país, as transmissões de Formula 1 são feitas por um canal codificado...


É a falta mais grave vem dos ditos "jornais automobilisticos". Semanários de grande expansão, estão mais virados para a categoria principal, a Formula 1. Os portugueses são referidos, é certo, mas muitas vezes os resultados deles são secundarizados em favor da Formula 1 ou outras competições. Aliás, o "quinhão de leão" é a Formula 1... Talvez a excepção aconteceria se o Alvaro Parente ganhasse uma corrida pela Ocean, na GP2, num fim de semana de Formula 1. Mas mesmo assim, acham que a Autosport escolheria quem na capa? Aposto que em dez hipóteses, talvez em seis, calharia a categoria principal...

Um pouquinho mais de nacionalismo nos critérios editoriais, especialmente nos semanários automobilisticos, não faria mal nenhum...


P.S: Os manos Ribeiro, do blog Le Mans Portugal, fizeram esta semana outra entrevista ao Miguel Ramos, sobre os testes que realizou em Paul Ricard com a nova montada da Aston Martin. Acho que vale a pena a visita!

domingo, 8 de março de 2009

AS primeiras imagens do Lola Aston Martin de Le Mans

Depois de no inicio do ano, David Richards, da Prodrive, ter anunciado que iria construir três Lola - Aston Martin LMP1 para a Le Mans Series de 2009, muitas foram as expectativas criadas num ano que poderia ser desértico para a categoria, com a retirada temporária da Audi, com o seu modelo R15 (só participarão em Sebring e Le Mans), e de um programa reduzido da Peugeot, com o seu modelo 908 (Sebring, Le Mans e Spa-Francochamps são as unicas deslocações confirmadas da marca de Sochaux)

Pois bem, o carro foi mostrado ontem no circuito de Paul Ricard, no sul de França, e hoje começarão os primeiros testes oficiais. Segundo se pode mostrar, não se trata mais do que um Lola B08/60 modificado. Contudo, com o carro pintado de laranja a azul celeste, as cores da Gulf, pode-se fazer um certo paralelismo com os Porsches 917 da John Wyler Racing, que dominavam a Endurance do no inicio dos anos 70, e que eram tripulados pelo suiço Jo Siffert e pelo mexicano Pedro Rodriguez...

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Eis o novo modelo da Audi!

A Audi divulgou oficialmente a primeira foto do novo modelo R15, que vai correr em algumas das mais importantes corridas de endurance de 2009, mas não na American Le Mans Series ou na sua versão europeia.



É bastante diferente do modelo anterior, e continua a ser um modelo aberto, ao contrário das suas rivais Peugeot e Aston Martin, que correrão com modelos fechados. O R15 terá a sua estreia oficial nas 12 Horas de Sebring, no próximo mês. Então, o que acham do modelo?

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Noticias: Peugeot apresenta o seu programa para 2009

A Peugeot apresentou esta tarde em Paris o seu programa para a Endurance de 2009, visando obter a vitória quer na Le Mans Series, quer nas 24 horas de Le Mans. Pedro Lamy, Stephane Sarrazin, Nicolas Minassian, Christian Klien, Sebastien Bourdais, Marc Gené, Alexander Wurz, e Franck Montagny serão os pilotos de serviço da marca quer na Le Mans Series, quer nas 24 Horas de Le Mans, com a surpresa David Brabham, o filho mais novo de Jack Brabham, mas um veterano das provas de Endurance.

"Esta renovação é o reconhecimento do trabalho que tenho desenvolvido ao longo destes últimos anos e que me deixa bastante orgulhoso. A Peugeot é uma excelente equipa a todos os níveis. Todos trabalham com o mesmo entusiasmo, sejam os engenheiros, mecânicos ou pilotos, todos dão 110% para que o objectivo seja cumprido", afirmou o piloto português, em declarações captadas pelo jornal português Autosport.


O programa da Peugeot em 2009 arranca com as 12 Horas de Sebring, entre 12 a 15 de Março, e nos 1000 km de Spa-Francochamps, que acontecerão de 8 a 10 de Maio, com o 908 HDi, e serão ensaios gerais para a grande prova do ano na Endurance, as 24 Horas de Le Mans. quanto à participação na temporada da Le Mans Series de 2009, a marca de Sochaux afirma que vai deixar qualquer decisão para depois de Junho.


Este ano, ao contrário do habitual, Lamy não vai ter Stephane Sarrazin como companheiro, mas sim outros dois franceses: Nicolas Minassian e Sebastien Bourdais (este último em Sebring e em Le Mans). Algo que Lamy não se importa: "São excelentes pilotos e tenho uma relação muito boa com ambos. Espero que tenhamos condições de formar uma equipa equilibrada. O Stephane Sarrazin irá ter companheiros de equipa, Franck Montagny e Christian Klien", referiu.


A apresentação da equipa à imprensa também serviu para mostrar algumas novidades aerodinâmicas, que entraram em vigor com os regulamentos deste ano, onde a maior diferença. diz Lamy, " foi o facto de asa traseira ter sido encurtada de dois para 1.60m e foi necessário fazer algumas alterações na aerodinâmica total do carro. Estivemos a testar em Barcelona e já se nota uma boa evolução", afirmou.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Ainda Bourdais...

Depois de ontem, o "nerd" Sebastien Bourdais ter sido confirmado como piloto da Toro Rosso para uma segunda época na Formula 1, fala-se que ele poderá fazer uma perninha nos Sport-Protótipos, mais concretamente as 24 Horas de Le Mans, com um Peugeot oficial.



Nada é oficial, mas na semana em que foi confirmada a presença na STR, Bourdais foi visto a testar o Peugeot 908 HDi no circuito de Barcelona. O jornal francês L'Equipe, numa entrevista que fez ao piloto francês, questionadfo sobre se o teste era para fazer a prova raínha da Endurance (Bourdais é de Le Mans), o piloto afirmou que "qualquer coisa, só na Segunda-feira, quando for a apresentação oficial".


Caso seja verdade, vai ser a primeira vez em mais de 15 anos que um piloto activo de Formula 1 participará simultaneamente nas 24 Horas de Le Mans. A última vez que pilotos activos de Formula 1 ganharam em Le Mans foi em 1991, quando o belga Bertrand Gachot e o inglês Johnny Herbert, no seu Mazda 787B, participaram na corrida ao lado do alemão Wolker Weidler. Gachot era na altura, piloto da Jordan, e Herbert estava na Lotus.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Mais algumas novidades da Blogosfera

Estes dias tem surgido algumas novidades interessantes que, ora vou descobrindo, ora sou avisado da sua existência. Para este post em particular, vou colocar três novidades, um para cada país.

A primeira é o brasileiro Motorizado, do Ylan Marcel, que trata das novidades da Formula 1, bem acompanhados de videos do Youtube, referentes ao passado e o presente da Formula 1 e de outras competições. Da maneira como está escrito e estruturado, vale a pena uma visita.


A segunda grande novidade é portuguesa, e tem a ver essencialmente com a Le Mans Series. A Le Mans Portugal é o esforço de dois irmãos, Hugo Ribeiro e Vitor Ribeiro, loucos por este desporto, e tenta ser o mais completo possivel não só em termos de noticias e rumores, bem como biografias e entrevistas sobre os pilotos que correm ou já correram por lá. É algo que vale muito a pena visitar, para quem é fã, e não só!


Para finalizar, temos o Bonaira Blog Motor, de Málaga, no sul de Espanha. Para os fãs de Fernando Alonso em particular, ou dos pilotos espanhois em geral, até é um sitio bem interessante de se ver. Com objectividade e algum humor, falam sobre a actualidade da Formula 1. Vão lá e façam as vossas apresentações!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

O piloto do dia - Allan McNish

Durante muitos anos, foi considerado como uma grande esperança do automobilismo britânico, especialmente depois de ter ganho o campeonato britânico de Formula 3 em 1991, trampolim de acesso à categoria máxima do automobilismo. Mas os bons resultados nas categorias de acesso não lhe indicavam necessariamente a passagem pela Formula 1, e quando isso aconteceu, já tinha 32 anos. Mas em compensação, tornou-se num dos melhores pilotos na categoria de Endurance, sendo vencedor por duas vezes das 24 Horas de Le Mans, a última das quais este ano, dez anos depois de ter ganho da primeira vez. Hoje, e porque ele comemora o seu 39º aniversário, falo-vos de Allan McNish.


Nascido a 29 de Dezembro de 1969, em Dumfries, na Escócia, McNish começou a correr desde os onze anos de idade no karting, em 1981. Durante os cinco anos seguintes, ganhou três campeonatos ingleses, seis campeonatos escoceses, e foi terceiro no GP de Itália de 1985 e no Campeonato do Mundo desse ano. Em 1987 salta para os monolugares, e participa na Formula Ford britânica, onde termina o campeonato no segundo lugar, bem como um quinto lugar no Formula Ford Festival, que decorria em Brands Hatch.

No ano seguinte, novo salto, e vai para a Formula Vauxhall Lotus, onde vence o campeonato à primeira, e participa também na competição europeia, onde ganha uma corrida e termina no terceiro lugar da geral. É por causa disso que ganha vários prémios nesse ano, os mais importantes das quais o BRDC Young Driver of The Year, e o Autosport Magazine Club Driver of The Year.

Em 1989, vai para a Formula 3, onde correu nnuma das equipas mais prestigiadas de então, a West Surrey Racing. Nesse ano, corriam com um chassis Ralt, com motor Mugen, e depois de batalhar com adversários de respeito como o sueco Rykard Rydell, o escocês Paul Stewart (filho de Jackie Stewart), e o australiano David Brabham (filho de Jack Brabham), conseguiu vencer o campeonato à primeira, e tornando-se assim numa das maiores esperanças escocesas para a Formula 1. E para isso, consegue um lugar como piloto de testes da McLaren em 1990, enquanto que corre na Formula 3000.

Nesse ano, na Formula 3000, corre pela DAMS, tendo como seu companheiro o francês Eric Comas. Foi uma época atribulada, pois para além de conseguir uma vitória e uma pole-position, para além de algumas subidas ao pódio, terminando no quarto lugar da geral, também se viu envolvido num forte acidente com o italiano Emanuele Naspetti, na primeira prova da época, em Donington Park. Esse acidente causou a morte de Ray Plummer, um espectador que teve o azar de ser atingido pelo motor arrancado pelo impacto no muro.

Continuou a correr nos anos seguintes na Formula 3000, para além de fazer as suas tarefas como piloto de testes da McLaren, mas a oportunidade para "dar o salto" não mais aparecia. Em 1993 tornou-se piloto de testes da Benetton, enquanto que continuava a correr na Formula 3000, mas apenas em eventos mais seleccionados. Em 1994, continuou nas mesmas tarefas, mas parecia que aas portas da Formula 1 para ele se fechavam cada vez mais e mais.

Tentou de novo a sua chance em 1995, na Paul Stewart Racing. Nessa temporada, era um dos pilotos mais velozes do pelotão, mas os azares alheios o impediram de lutar como deve de ser pelo título, não alcançando vitórias, mas duas pole-positions e alguns pódios. No inicio de 1996, ajudou a Lola a desenvolver o chassis do seu projecto malfadado da Formula 1, e tentou a sua sorte na CART, mas o lugar que queria na PACWwest ficou para Mark Blundell, e sem hipóteses, McNish tentou a sua sorte na Endurance. E foi aí que despertou para esta série, mostrando-se como um dos melhores pilotos do Mundo nesta categoria.

Em 1997, foi correr para a Porsche, no campeonato americano, onde venceu três corridas, e no ano seguinte, na Classe GT1, foi correr em Le Mans, no Porsche 911 GT1, onde em conjunto com os franceses Laurent Aiello e Stephane Ortelli, venceu as 24 Horas de Le Mans pela primeira vez na sua carreira. Nesse mesmo ano, acabou em segundo lugar nas 24 Horas de Daytona, sendo o primeiro na classe GT1.

No ano eguinte, passa para a Toyota, onde corre na equipa de Le Mans, na tentativa da marca japonesa de conseguir vencer na mítica prova de Resistência, algo que não consegue, pois desiste ao fim de 173 voltas. No final desse ano, troca a Toyota pela Audi, já que a marca japonesa decide concentrar-se na aventura da Formula 1. Em 2000, McNish ganha a American Le Mans Series, com o Audi R8, e foi segundo nas 24 Horas de Le Mans desse ano. No final do ano, a Toyota lembra-se de si para testar o novo prótótipo com vista a estrear-se oficialmente na Formula 1 em 2002.

Em conjunto com o finlandês Mika Salo, ambos testaram o carro, e os resultados foram tão bons que ambos foram escolhidos pela marca para serem a primeira dupla na estreia da marca na Formula 1. Aos 32 anos, McNish ia finalmente estrear-se na categoria máxima. A sua temporada foi modesta, não conseguindo pontuar, apesar de ter tido boas chances para tal. A mais flagrante de todas foi na Malásia, onde um erro dos mecânicos, que o chamaram para uma paragem desnecessária nas boxes, o fez perder pelo menos um quinto lugar garantido.

No final do ano, a Toyota decidiu substituir ambos os pilotos pelo brasileiro Cristiano da Matta e pelo francês Olivier Panis, numa jogada que muitos comentadores, como Martin Brundle, então na ITV, que o achou acharam como má politica da marca. E o escocês ia embora "com estrondo", pois sofreu um acidente espectacular na famigerada curva 180R, nos treinos para o GP do Japão, onde o seu carro ficou cortado a meio, mas onde ele saiu ileso. Contudo, não irá participar naquilo que seria o seu último Grande Prémio da sua carreira da Formula 1...

A sua carreira: 17 Grandes Prémios, sero pontos.

No ano seguinte, torna-se o terceiro piloto da Renault, onde participará nas sextas-feiras de treinos livres, onde aproveitrará os seus conhecimentos de piloto para melhorar o carro. Entretanto, em 2004 volta-se para a Endurance, voltando para a Audi Sport UK, onde vence as 12 Horas de Sebring, com o italiano Rinaldo Cappelo, que vai ser o seu companheiro de equipa até aos dias de hoje. Para além de Sebring, vence os 1000 km de Silverstone, e os 1000 km de Nurburgring, e dá nas vistas nas 24 Horas de Le Mans, onde se retira cedo. No final do ano, é galardoado pela revista Autosport como o Melhor Piloto na categoria de Sportscars, e também é lhe atribuido a Stewart Medal Award, pela sua contribuição ao automobilismo escocês.

Em 2005, corre no DTM, pela Audi, onde consegue 13 pontos no campeonato, sem resultados de relevo. Continuando a correr na Le Mans Series e na American Le Mans Series, foi terceiro em Sebring, segundo em Le Mans e vencedor nos 1000 km de Silverstone. No ano seguinte, 2006, as coisas melhoram: torna-se campeão da American Le Mans Series, vencendo as 12 Horas de Sebring, na estreia do novo Audi R10, na primeira das oito vitórias na ALMS desse ano. Na Europa, participa nas 24 Horas de Le Mans, onde esteve na liderança durante as primeiras horas, mas no final, problemas no seu carro o fazem cair para a terceira posição.

Em 2007, torna-se Tri-campeão da ALMS, ganhando nove corridas nesse ano, e faz a melhor volta em Le Mans, sem contudo vencer a prova. Nesse ano, é atribuido o William Lyons Trophy, dado pelo Scotish Motor Racing Club, no qual se torna presidente ainda no mesmo ano, sucedendo a Jackie Stewart, um cargo que ainda o mantêm. E no ano seguinte, consegue vencer de novo as 24 Horas de Le Mans, ao lado de Rinaldo Capello e o dinamarquês Tom Kristensen, batendo a concorrência dos Peugeot 908. Para o dinamarquês, este tornou-se a sua oitava vitória na mítica corrida de resistência.Para além de Le Mans, ganhou também nas 12 Horas de Sebring e os 1000 km de Silverstone, e no final do ano, surpreendendo tudo e todos, foi-lhe dado o prémio de Melhor Piloto do Ano, atribuido pela revista inglesa Autosport.

Fontes: