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segunda-feira, 7 de outubro de 2019

O canto do cisne de (alguma) da imprensa desportiva

Desde há uns tempos a esta parte que se fala sobre a situação da Autosport britânica. A revista foi adquirida no ano passado pela Motorsport Network, a mesma que também adquiriu a Motors TV e a converteu em motorsport.tv. E para além disso, são também proprietários da F1 Racing e da Motorsport News. E mesmo assim, desde então, as vendas da revista britânica, fundada em 1950, tem vindo a decair, bem como a sua qualidade.

Agora, o site motorsportbroadcasting.com afirma que o grupo poderá deixar de publicar a revista, convertendo-a para o online. O salão do automóvel, que acontece no inicio do ano, bem como os prémios, ambos com o seu nome, continuarão.

Não é o primeiro encerramento. No ano passado, decidiram tirar do ar a motosport.tv.

Falando no Twitter, Jim Holder, antigo diretor-adjunto da revista, disse sobre as especulações a rodear o provável fecho da revista:
Escrevendo apenas como fã (do automobilismo, jornalismo e acima de todo, das pessoas), quando todos refletem sobre um brilhante Rally GB, também espero que eles parem com os rumores da maior parte da mídia britânica que cobre o automobilismo sobre o desaparecimento da Autosport, F1 Racing e da Motorsport News.”, começou por dizer.

"É claro que passei uma década trabalhando para dois dos três, mas os mesmos dois também foram o que alimentou minha paixão pelo desporto e fez das quartas e quintas-feiras os melhores dias da semana".

"O mundo está online agora, disseram-nos, mas descartar sua herança é de partir o coração. Para deitá-los fora, atirando os títulos no chão (caso os rumores de aumentos iminentes e desproporcionais de preços forem verdadeiros) e mais ainda porque as pessoas tão talentosas e dedicadas são colocadas em posições impossíveis por decisões que nos deixam de boca aberta”, acrescentou Holder.

sábado, 26 de maio de 2018

A imagem do dia

Nesta que é a semana do GP do Mónaco, recuo 50 anos no tempo, para quando Graham Hill vencia pela quarta vez nas ruas do Principado. Era também a segunda vitória seguida do campeonato, e quinta seguida da Lotus, desde o GP dos Estados Unidos de 1967. O título desta capa do mês seguinte é pura e simplesmente um belo caso de humor britânico.

- O que anda aqui a fazer, Graham?
- Treinar para o Mónaco - responde.

Um detalhe salta à vista: as raparigas estão vestidas como coelhinhas da Playboy porque é isso mesmo: em 1968, a revista americana tinha um clube em Londres.

Nesse anos, ainda se lambia as feridas do acidente mortal de Jim Clark, mês e meio antes. E ainda por cima, outro Lotus tinha tirado a vida a Mike Spence, em Indianápolis. No seu lugar na BRM tinha sido chamado Richard Attwood.

Não foi uma grande corrida: apesar da ameaça vinda da Matra, tudo ficou decidido na volta 16, quando o pelotão ficou reduzido a cinco carros a circular no circuito. Todos rebentaram ou tiveram acidentes nas primeiras voltas, e bastou a Hill levar o carro até ao fim.

A segunda vitória seguida dava um grande avanço sobre a concorrência. E claro, no meio das tragédias, podia gozar o momento, fosse no casino, fosse noutro lado qualquer.  

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

A imagem do dia (II)

As capas do Ricardo Santos para a "Racer" americana são simplesmente fabulosas. Especialmente neste ano, quando se passam 40 sobre o duelo Niki Lauda-James Hunt, com dois carros míticos. Claro, Hollywood não os esqueceu...

terça-feira, 30 de junho de 2015

À caça de gambuzinos

Tem dias que dá nisto. Quem me conhece, sabe que gosto do que faço, e faço-o bem feito. E isso me deu ao longo destes oito anos de existência deste blog, vários convites para colaborar em sitios de automobilismo. Colaborei em sites como o Supermotores, o Portal F1, o Motordrome, a revista virtual Speed e recentemente, o Nobres do Grid e o Vavel Portugal. Sempre colaborei em automobilismo, escrevi sobre Formula 1, Ralis, Formula E, IndyCar, etc. Escrevi muito sobre a história e claro, sempre fui muito profissional e dei sempre o melhor, mesmo em momentos em que tinha de lutar contra mim mesmo e o meu desânimo, sempre que tinha frustrações de vária ordem.

Quando comecei nesta aventura, em 2007, estava desempregado, e sempre achei que isto serviria para duas coisas: a primeira, para me treinar a escrever noticias, reportagens, entrevistas, cronicas e afins, e a segunda serviria como montra para um possível empregador, que me recrutasse e pudesse por fim viver o meu sonho: ser pago para escrever. O sonho realizou-se por duas vezes, uma no inicio de 2009, quando fui para um jornal desportivo local, o Desporto Total, e a segunda, no outono de 2011, no Portal F1, quando me contrataram para escrever na versão portuguesa, pois o site tinha uma base inglesa.

Infelizmente, as experiências foram curtas: a primeira terminou cinco meses depois, com salários em atraso - sou credor de 2100 euros, e provavelmente nunca mais verei esse dinheiro - e a segunda também terminou ao fim de cinco meses, depois de divergências entre os dois sócios que tomavam a conta do negócio. Felizmente, nunca houve salários em atraso.

Há momentos em que sinto que voltei à casa de partida, e este é um deles. O pior disto tudo - daí o título, é que sempre que tenho um convite e o aceito, é daqueles em que a colaboração "é para aquecer", ou seja, não há dinheiro. É tudo voluntário. Sempre me contaram que nestas coisas, o dinheiro é um grande incentivo para continuar. Continuar a colaborar, a apresentar ideias, a melhorar o produto. Tive momentos em que vi coisas que poderiam ser geniais se arranjassem dinheiro para pagar a todos, arranjar publicidade ou um financiador. O momento mais frustrante foi a Speed, que poderia ter sido uma excelente revista se fizesse isso. Infelizmente, ou não conseguiram, ou não compreenderam a ideia. E perdeu-se uma chance.

Não vou dizer que não sei fazer outra coisa - claro que sei, e se aparecesse a oportunidade, não a enjeitaria - mas adoraria viver disto. Ter o meu pé de meia para colocar de lado e investir noutras coisas. Não quero abandonar isto, mas creio que é altura de deixar de ser ingénuo e não aceitar mais colaborações gratuitas. Para isso, já faço aqui. Ir para outros lados esperando que algum dia seja pago é um pouco esperar que chova no deserto. Isso pode nunca acontecer, ou quando acontecer, sera demasiado tarde.

Portanto, a partir de agora, terminaram as colaborações. Para além do blog, a unica excepção será a do Nobres do Grid, porque é uma coluna de opinião mensal. Sinto-me cansado de ao fim destes anos todos, terem sido mais as colaborações não-pagas do que pagas. E sinto também uma grande frustração porque ao longo deste tempo todo, a minha ideia de ter um sitio funcional, pago, onde todos saíssem beneficiados, esbarrasse com incompreensões e com intenções diferentes. Confesso-me até surpreso por não ter encontrado ninguém em português - quer em Portugal, quer no Brasil - que quisesse escrever sobre automobilismo e ser pago por isso, como fazem o Motorsport Brasil ou o Grande Prêmio. Acho que há muito romantismo por aí, e muito amadorismo também. Daí a efemeridade de muitos desses projetos em que me vi envolvido.

Acho que é altura de serem mais sérios, e eu ser menos ingénuo. Porque já estou muito cansado e frustrado. E a minha paciência - grande, para ser honesto - têm limites. 

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Rumor do Dia: Será este o novo Williams FW37?

A Williams será a segunda equipa a mostrar o seu carro, na quinta-feira, dia 22, após a Force India fazer a sua apresentação. Mas parece que a revista F1 Racing já antecipou a apresentação do Williams FW37 e viu que a grande alteração... é a diminuição do "apêndice aerodinâmico". 

Vamos a ver se as coisas se confirmam ou não, mas de uma certa forma, não existem alterações de monta em relação ao chassis do ano passado. E se a tendência for essa, temo que alguns dos carros que tinham isso na temporada passada possam repetir o feito este ano...

Veremos amanhã, com a Force India.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

"Os Últimos dias de Colin Chapman" - republicação da Revista Speed

No dia em que se comemora mais um aniversário da morte de Colin Chapman, decidi que seria interessante colocar por aqui um artigo que escrevi no ano passado sobre os últimos - e atribulados - dias do construtor inglês, que sofreu um ataque cardíaco fatal neste dia, mas do ano de 1982. Escrevi este artigo para a revista online "Speed" e passado um ano, ainda considero que deve ter sido dos melhores que já escrevi. Não só pelo assunto em si, como das personagens envolvidas, da aura que este carro têm agora. Em suma, acho que têm tudo para ser um excelente argumento para um filme de Hollywood. E até teria atores ideais para isso. Para mim, o Geroge Clooney deveria ser John DeLorean, enquanto que Ewan McGregor deveria ter o papel de Chapman.

Assim sendo, decidi fazer algo raro: republicar na íntegra um artigo escrito noutro lado. Mas acho que é justificado, dadas as peronagens envolvidas, e dada a história ser, no mínimo, fabulosa.

OS ÚLTIMOS DIAS DE COLIN CHAPMAN

Colin Chapman é hoje em dia considerado como um dos homens que mais marcou a Formula 1. Fundador da Lotus, em 1952, a sua estreia na Formula 1 foi em 1958 e baseado no seu lema “simplicidade e ligeireza”, criou inovações como o Lotus 25, o primeiro monocoque, o 72 e o 79, o carro com efeito-solo. Contudo, a partir de 1978, as coisas estavam a ser difíceis para ele. Projetos que foram longe demais, as guerras entre FOCA e FISA, as quedas nas vendas nos Estados Unidos e as dúvidas sobre o negócio com a DeLorean, foram demais para o coração de Chapman, que morreria abruptamente a 16 de dezembro de 1982, aos 54 anos. Trinta anos depois da sua morte, vamos falar dos seus últimos – e conturbados – tempos da sua vida.

DO TRIUNFO AO PESADELO

Na manhã de 10 de setembro de 1978, em Monza, Colin Chapman estava no topo do mundo: o seu projeto na Formula 1, o modelo 79, era um sucesso e os seus pilotos, o americano Mário Andretti e o sueco Ronnie Peterson, tinham-no ajudado a conseguir o seu nono título de construtores. O modelo 79 tinha sido o culminar de um projeto que tinha começado três anos antes, que era aplicar o modelo de asa invertida nos carros de Formula 1, para agarrar o carro no solo e manter a velocidade, especialmente nas curvas.

Chapman esperava que Monza lhe desse recordações mais agradáveis daquelas que tinha tido oito anos antes, quando viu um dos seus pilotos, Jochen Rindt, perder a sua vida nos treinos do GP de Itália. Temendo ser preso e ver os seus carros apreendidos, evitou Monza por dois anos, não vendo Emerson Fittipaldi ser campeão do mundo. Mas quando foi ilibado das acusações de homicídio pelos tribunais italianos, Chapman respirava mais aliviado e festejava ambos os títulos com a equipa.

Contudo, na partida do Grande Prémio, a felicidade virou drama. Nos primeiros metros, o carro de Ronnie Peterson parte lento e na confusão da largada – que se verificou ter sido prematura – o sueco é envolvido pelo McLaren de James Hunt e pelo Arrows de Riccardo Patrese. Ambos tocam um no outro e o italiano acaba por bater no sueco, atirando-o contra o guard-rail, incendiando-se em seguida.

Gravemente ferido em ambas as pernas – Peterson tinha seis fraturas na perna direita – foi confusamente levado para o hospital de Milão, onde apesar de ter sido operado, sofreu uma embolia e morreu na manhã do dia seguinte. Tal como em 1970, para Chapman, Monza tinha sido um local de pesadelo naquela que deveria ter sido a sua hora de vitória.

PROJETOS DEMASIADO OUSADOS

O titulo de Construtores para Chapman, em 1978, não poderia ter vindo numa altura contrastante: os seus carros de estrada eram objeto de desejo para muitos, e um dos seus modelos, o Esprit, era o carro de eleição de James Bond nos filmes da saga 007. Mas todos estres triunfos nas pistas e nas telas de cinema mascaravam um declínio nas vendas dos seus carros de estrada. Chapman dependia dos Estados Unidos para vender os seus carros, e em 1979, só construía cem carros por mês, metade do que construía em 1974. E não era só porque os americanos tinham apertado as regras para a poluição e segurança dos automóveis. Uma segunda crise petrolífera estava a caminho, devido à situação politica no Irão, onde o povo tinha derrubado o Xá e o regime dos “Ayatollahs” tinha chegado ao poder, culminando com o episódio do assalto à embaixada americana, fazendo reféns 54 funcionários. 

Chapman pensava que as vendas pudessem ser impulsionadas com os sucessos na pista, mas em 1979, projeta o Lotus 80, quase um conceito extremo de “carro-asa”, no qual se revela ser um passo longe demais e só corre três Grandes Prémios. Os próximos projetos, como o modelo 81, são mais convencionais e a equipa fica longe das vitórias, algo que não acontecia desde 1975. 

Mas Chapman não desiste: em meados de 1980, decide fazer mais um dos seus projetos inovadores: o modelo 88 de chassis duplo. O primeiro modelo da marca maioritariamente feito de fibra de carbono, tinha o conjunto de molas separado do resto do chassis, permitindo ambas as partes trabalharem separadamente. 

Contudo, Chapman sempre trabalhara nos limites da legalidade e o projeto é lançado em plena polémica FISA-FOCA, no inicio de 1981. Alguns desentendimentos com o presidente da FISA, Jean-Marie Balestre, fazem com que este retaliasse, proibindo o carro, mesmo que os comissários de pista em Long Beach e Jacarépaguá o tenham autorizado a sua realização, pois Chapman sempre tinha aproveitado de forma brilhante as lacunas nos regulamentos. O braço de ferro dura até Buenos Aires, altura em que, desgostoso, Chapman nem participa na corrida argentina, preferindo estar no Cabo Canaveral, para assistir ao lançamento do “Space Shuttle” Columbia. Logo depois, os Lotus boicotam o GP da San Marino, em protesto. 

DAVID THIEMME, JOHN DE LOREAN E MARGARET THATCHER 

Algum tempo antes, no início de 1979, Colin Chapman tinha perdido o apoio da Imperial Tobacco, que tinha a marca John Player Special, e se tinha virado com a Martini, voltando a colocar os seus carros com o British Racing Green. Mas a meio do ano, conhece um senhor que lhe quer injetar dinheiro na sua equipa. O seu nome era David Thiemme, e aos 39 anos, tinha aproveitado a crise petrolífera do Irão para enriquecer bastante com a sua companhia, a Essex Petroleum. 

Chapman ficou fascinado com Thiemme e o seu estilo de vida. Tinha conseguido lucros de 70 milhões de dólares nesse ano, apostando na subida dos preços do petróleo e queria mostrar-se. Com uns misteriosos óculos escuros e um chapéu, que escondia uma careca, Thiemme tornou-se numa presença constante nas boxes, e queria injetar um milhão de dólares na equipa de Formula 1, para começar. Em 1980 decidiu colocar ainda mais dinheiro, o suficiente para fazer uma apresentação engalanada do modelo 81 no Royal Albert Hall e fosse uma presença constante nas boxes da Lotus, ao lado de Chapman. 

Contudo, a salvação foi de pouca dura. A meio de 1980, as autoridades fiscais suíças prendem Thiemme, acusando-o de fraude com o banco Credit Suisse, que tratava dos seus negócios. As suas operações eram baseadas oficialmente no Mónaco, e as suas rendas demasiado elevadas e o seu excêntrico estilo de vida tinham atraído atenções. Um ano depois, a meio de 1981, a Essex declarava falência. 

Sem a Essex por perto, e com o fracasso do modelo 88 ainda latente na sua mente, Chapman voltou-se para um velho conhecido: John DeLorean. Antigo “numero dois” da General Motors, DeLorean era um génio de marketing que tinha criado o primeiro “muscle car” com o Pontiac GTO, em 1964, imediatamente antes de sair o Ford Mustang. Demitira-se da companhia em 1973 para prosseguir o seu sonho: ser construtor de automóveis. A DeLorean tinha aparecido em 1975 e o seu primeiro projeto iria ser o modelo DMC-12C. Desenhado por Giorgetto Giugiaro, ele queria construir com um composto ainda não testado, chamado Elastic Reservoir Moulding (ERM), que basicamente serviria para ter um carro mais leve, e assim baixar os custos. 

Ao procurar um lugar para montar a sua fábrica, considerou primeiro a Republica da Irlanda, antes de atender ao pedido para que considerasse uma localização na Irlanda do Norte, mais concretamente em Belfast. Ele concedeu, e em 1978, concordou em construir uma fábrica em Dunmurry, nos arredores de Belfast. Convenceu o governo britânico, então liderado por James Callaghan, em conceder ajudas no valor de 35 milhões de libras para montar a fábrica, prometendo criar 2500 empregos e que iria ter os primeiros carros na estrada em 1979. 

Mas em 1981, não havia qualquer carro a sair da fábrica e DeLorean perdia dinheiro. Em consequência, os investidores perdiam confiança. Assim sendo, ele pediu a Chapman que ajudasse a melhorar o projeto do seu carro. Ironicamente, Chapman tinha ficado inicialmente furioso com o projeto da DeLorean, especialmente na parte dos subsídios que o governo tinha prometido ao construtor americano, em vez de conceder a Chapman, que sempre tinha ajudado a indústria automóvel britânica. 

Em relação ao projeto em si, Chapman sempre tinha sido cético em termos de engenharia. Achava o carro pouco potente – tinha um motor V6 - e segundo, pensava que o design era relativamente antiquado, especialmente na parte das portas “asas de gaivota”, que tinham aparecido pela primeira vez no pelo Mercedes 300 SL, em 1954. Contudo, ao ver que as vendas dos seus modelos estavam a diminuir cada vez mais, e com o desaparecimento de cena de Thiemme e do dinheiro da Essex, agarrou-se à oportunidade que De Lorean lhe concedia, prometendo que iria desenvolver o carro em menos de 18 meses. 

Após quatro meses de negociações, algo tensas, acordo foi concluído a 1 de novembro de 1978 em Genebra, com o valor de 18 milhões de dólares, e uma parte das ações da DeLorean, Chapman tentaria convencer o governo britânico a injetar mais algum dinheiro no projeto. Para isso, falou com a pessoa que sabia melhor do assunto: Margaret Thatcher. Em 1981, esteve nas instalações de Hethel e convenceu-a a financiar o projeto. Ela acedeu, concedendo-lhes mais apoios, que no final iriam totalizar 80 milhões de libras para a fábrica de Belfast. 

Com a ajuda de Chapman, transformou o carro a partir de um modelo seu existente, o Esprit, os carros iriam sair a partir desse ano da fábrica de Dunmurry e De Lorean, confiante, afirmava que sairiam três mil automóveis por mês para satisfazer a crescente procura que já aparentemente já existia nos Estados Unidos. Contudo, mesmo com intervenção de Chapman e do seu engenheiro-chefe, Tony Rudd, o DMC-12C continuava a ser pouco potente e tinha defeitos em termos de corrosão prematura nos seus primeiros modelos, apesar de terem sido depois resolvidos. 

Para piorar as coisas, DeLorean decidiu colocar um preço algo proibitivo do carro – 25 mil dólares, (57 mil no câmbio atual) e isso afastou muitos potenciais compradores. Dos 12 mil carros fabricados até então, apenas seis mil tinham sido vendidos em meados de 1982. E De Lorean precisava cada vez mais de dinheiro fresco para fazer mover a máquina. 

O CERCO APERTA-SE 

Em janeiro de 1982, a DeLorean tentou entrar na Bolsa de Valores de Nova Iorque, mas a Security & Exanges Comission levantou dúvidas sobre a sua viabilidade, e foi cancelada. Desesperado, tentou arranjar dinheiro de outros lados, voltando a pedir mais dinheiro do governo britânico, mas este recusou, afirmando que só daria se encontrasse outros investidores que estariam dispostos a dar um valor semelhante a aquilo que DeLorean pedia. 

O que ninguém sabia na altura era que DeLorean não aplicava todo o seu dinheiro na empresa. Tinham um estilo extravagante de vida e tinha feito alguns negócios “por debaixo da mesa”. E é aí que Chapman entra no esquema. Quando o contrato inicial de colaboração é assinado, em 1978, o valor é de 18 milhões de dólares, mas na realidade foi o dobro, com metade ir para uma conta situada no paraíso fiscal do Panamá chamado Grand Prix Drivers (GPD). 

Chapman tinha criado essa empresa em meados dos anos 60 com a ajuda do seu contabilista, Fred Bushell, para escapar às rígidas leis fiscais britânicas, e servia para diversos serviços, desde pagamentos aos seus pilotos até para a sua própria conta pessoal, e em 1978 serviu para Chapman ter um melhor fundo de maneio para ele mesmo e para a equipa. Só que esse dinheiro não era de DeLorean, mas sim do governo britânico. 

Os confusos esquemas financeiros de DeLorean e Chapman funcionariam se as criticas ao carro fossem boas e as vendas do DMC-12C corressem bem. Mas em meados de 1982, nada disso acontecia e De Lorean estava desesperado por dinheiro fresco para fazer andar por diante o seu projeto. 

Contudo, no meio das notícias más, surgiam algumas boas para Chapman: após três anos sem vencer nas pistas, a Lotus ganha no GP da Áustria de 1982, através de Elio de Angelis, numa chegada “ao sprint” com o Williams de Keke Rosberg. Nesse mesmo fim de semana, Chapman tinha também chegado a um acordo com a Renault para que lhe fornecesse motores Turbo a partir da temporada de 1983, esperando que isso o catapultasse de novo para o topo. 

No final do ano, a FISA decidiu, face aos acidentes mortais daquela temporada, que iria abolir o efeito-solo e fazer com que, a partir de 1983, os carros teriam todos um fundo plano. Era o fim de uma ideia construída por Chapman, mas ele já tinha uma ideia em mente: a suspensão ativa. 

O FINAL ABRUPTO 

Em outubro desse ano, DeLorean é preso numa operação do FBI e da DEA (Drugs Enforcement Agency) e acusou-o de estar por trás de uma operação de introdução de cocaína dos Estados Unidos, no valor de 24 milhões de dólares. Isso tinha acontecido após uma reunião em Nova Iorque, em julho desse ano, onde se encontrou com uma personalidade do mundo do crime, que na realidade, era um informador do FBI. A reunião tinha sido gravada pela agência e baseado unicamente nessa gravação, avançou para a operação. A notícia causou ondas de choque um pouco por todo o mundo e foi o prego que faltava no caixão da marca, que declarou falência logo a seguir, fechando a fábrica de Dunmurry em dezembro e colocando 2500 trabalhadores no desemprego. O investimento do governo britânico tinha-se esfumado e dos 30 mil carros que De Lorean queria construir por mês, apenas nove mil foram construídos durante a sua existência. 

Por essa altura, em Hethel, Chapman já desenhava o carro para a próxima temporada, o primeiro com motores Renault Turbo, e em Londres, com a falência da De Lorean declarada e as autoridades fiscais britânicas a entrar em cena, os rumores de fraude no projeto da fábrica norte-irlandesa eram cada vez maiores, e o nome de Chapman e de Bushell estavam cada vez mais envolvidos, embora o nome principal era o próprio De Lorean. Mesmo Chapman, ocupado com o projeto do carro para 1983, e a desenhar o projeto da suspensão ativa, sentia a pressão. Em outubro, tinha recebido um membro da comissão liquidatária, que já tinha descoberto os papéis do contrato que tinha feito com DeLorean. Chapman negou a existência de tal contrato. 

A 15 de dezembro de 1982, Chapman estava em Paris, numa reunião da FIA, com outros construtores, para definir as regras para a temporada de 1983 da Formula 1. No final desse dia, regressou a Hethel no seu avião privado, pois no dia seguinte iria testar um modelo 91 com a suspensão ativa. Nunca viria esse teste, pois às quatro da manhã do dia 16 de dezembro, sofria um ataque cardíaco fatal. Tinha 54 anos. Na sua tumba, uma citação em latim: "Crescit sub pondere virtus", crescendo com a responsabilidade nos ombros.

As notícias da sua morte causaram uma onda de choque no mundo automobilístico e não só, pois tinha desaparecido numa altura crucial para a sobrevivência da marca. O seu funeral foi marcado para o dia seguinte, e as desconfianças começaram a surgir pela rapidez do funeral e o facto deste ter acontecido de caixão fechado. Quando se soube do seu envolvimento no escândalo De Lorean e da fraude com os dinheiros governamentais, o rumor que tinha simulado a sua própria morte e fugido para o Brasil, país que na altura não tinha acordo de extradição com a Grã-Bretanha, correu célere. 

John DeLorean foi julgado em Nova Iorque, mas as suas provas eram baseadas numa gravação sob escuta, feita por agentes infiltrados. Os advogados de defesa argumentaram que DeLorean fora coagido a fazer tal operação pelo FBI, devido ao desespero para ter dinheiro fresco. O juiz decidiu-se pela sua absolvição, em agosto de 1984, mas DeLorean afirmou que a sua reputação estava na lama. Morreu a 19 de março de 2005, aos 80 anos, muito depois de ter visto o seu carro imortalizado em Hollywood, através do filme “Regresso ao Futuro”. 

Quanto a Chapman, o julgamento aconteceu em 1992, e com ele morto há qusse dez anos, apenas Fred Bushell foi condenado a três anos de prisão efectiva. Quando a Chapman, o juiz que presidiu ao julgamento afirmou que caso estivesse vivo teria sido condenado a uma pena de prisão nunca inferior a dez anos “por massiva e ultrajante fraude”.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Um desenho português na revista "Racer"

Sendo um enorme admirador do Ricardo Santos, não poderia deixar de ficar admirado com a sua mais recente obra, especialmente agora que ele desenha para a revista americana "Racer", para além da colaboração que faz para a revista "Turbo". Trata-se do desenho que fez ao Brabham BT52 BMW Turbo, que faz agora 30 anos que levou Nelson Piquet ao seu bicampeonato.

Já agora, se quiserem ver mais desenhos dele - e comprar um - eis o site dele: http://www.ricardo-car-artwork.com/

terça-feira, 23 de abril de 2013

O ensaio de Tamara Ecclestone na Playboy

(Aviso: este post não é recomendável para menores de idade)

Bom, por fim estão disponíveis as fotos do ensaio de Tamara Ecclestone para a Playboy americana. A mulher de 28 anos, fruto da relação entre o "anãozinho tenebroso" e a ex-modelo croata Slavica Radjic, é considerada como a "Paris Hilton britânica", devido às suas festas, à mania de querer dar nas vistas a todos o custo, e a sua generosidade perante as pessoas, como ter pago a conta de uma noite num bar londrino...

Agora, o ensaio demonstra o estilo de vida que ela está acostumada a ter, de preferência com pouca ou nenhuma roupa. E com algumas poses sugestivas. Claro, a filha de Bernie está orgulhosa do feito: "A Playboy é um ícone. Nos últimos 60 anos mostrou as mulheres mais bonitas do mundo. Sinto-me extremamente honrada por ter sido escolhida para esta sessão maravilhosa."

Continuo a dizer para mim mesmo que ela pagou para fazer o ensaio, em vez de ser o contrário... mas enfim, podem ver o resto das fotos a partir deste link

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Mais uma foto de Tamara na Playboy

A Playboy americana mostrou esta tarde no seu site mais uma foto do ensaio de Tamara Ecclestone, que vai apresentar se como veio ao mundo na edição de maio da revista. As fotos foram tiradas nos Estados Unidos, e Tamara, filha de Bernie e da modelo croata Slavica Radic, declarou que ficou feliz pelo ensaio.  "Não vejo problema em nudez.", começou por afirmar. 

Quanto ao seu estilo, disse: "Toda vez que venho aqui, as pessoas dizem que sou a Paris Hilton europeia", declarou, rejeitando logo a seguir a comparação com a americana. "Eu sou completamente o oposto dela."

Revista Speed - edição de abril

E já está pronta a edição de abril da revista Speed. Temos na capa uma das maiores esperanças automobilísticas no Brasil, Nicolas Costa, que foi em 2012 o campeão da formula Abarth italiana e que tenta este ano um lugar na GP3. Para além disso, falamos sobre a hipótese do regresso da Honda à McLaren, reavivando uma colaboração vencedora que aconteceu entre 1988 e 1992, dando quatro títulos de Pilotos e outros tantos de Construtores à marca de Woking.

Para além disso, fazemos um tributo a Wilson "Barão" Fittipaldi, morto no mês passado aos 92 anos, e falamos também do clima tenso entre algumas das equipas de Formula 1, nomeadamente, a Red Bull. Tudo isso e muito mais, podem ler a partir deste link. 

quarta-feira, 17 de abril de 2013

A capa da Playboy americana de maio

Seguimos calmamente a saga da Tamara Ecclestone na Playboy americana. Desta vez, a revista divultou esta tarde a capa da revista para a sua edição de maio, onde a filha de Bernie Ecclestone surge rodeada de diamantes, típica de que vive rodeada pelo maior luxo e ostentação. 

Tamara afirmou também à publicação que gostou bastante da experiência de posar nua. “Estou muito orgulhosa deste ensaio maravilhoso. Como mulher, eu acredito que você precisa abraçar seu corpo e se sentir bela por dentro e por fora!", começou por declarar. “A Playboy é icônica e, há quase 60 anos, a revista teve as mulheres mais bonitas do mundo em suas páginas. Estou extremamente honrada por ser parte deste legado como a garota de capa da revista de maio”, completou.

O ensaio completo será divulgado no final da semana. Aposto que será extraordinariamente ostensiva. Em todos os aspectos...

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Youtube Video Ride: Alexander Rossi, Lotus 49, Circuito das Américas


Este domingo, passarão 45 anos sobre o acidente mortal de Jim Clark, considerado como o melhor piloto dos anos 60 e um dos melhores da história do automobilismo, pela sua versatilidade. E como o piloto escocês foi sempre fiel à Lotus, ele teve a oportunidade de competir no modelo 49, que lhe deu a sua última vitória na competição, em janeiro de 1968, no circuito sul-africano de Kyalami.

Este mês, a revista americana Road & Track decidiu convidar o piloto Alexander Rossi, da Caterham, provavelmente a melhor esperança dos americanos volarem a ter um dos seus na Formula 1, para dar algumas voltas a bordo do modelo 49 na pista de Austin, no Circuito das Américas. O video, colocado no capacete do piloto, mostra como é guiar naquele carro que, entre outros, foi pilotado por nomes como Jo Siffert, Jochen Rindt, Graham Hill e em 1970, Emerson Fittipaldi

Vi isto graças ao Humberto Corradi, do F1 Corradi. Apreciem a viagem. 

terça-feira, 12 de março de 2013

Revista Speed - edição de março

E na semana em que vai começar a Formula 1, em Melbourne, a revista Speed está nas bancas virtuais com a edição numero 9. Como é de esperar, existe um vasto Guia da Formula 1, onde se fala das equipas e dos seus pilotos e o que pode ser esta temporada de 2013.

Para além disso, falamos do lado histórico desta modalidade, falando sobre Bruce McLaren, no ano em que se comemoram os 50 anos da fundação da sua marca e os 40 anos do modelo M23, o primeiro chassis campeão do mundo. E para além disso, num ano em que falaremos muito de "Rush", recordamos o ano de 1976, quando José Carlos Pace foi duplo - ou dublê - de Al Pacino em "Bobby Deerfield".

E ainda há referências ao Moto GP e aos ralis, entre outros. Tudo isto e muito mais mais pode ser visto a partir deste link

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Revista Speed - edição de fevereiro

E depois de um mês, já saiu a edição de fevereiro da revista Speed. Nesta edição, o nosso natural destaque tem a ver com o Rali de Monte Carlo, a prova de abertura do Mundial de Ralis, vencida por Sebastien Löeb e marcou a estreia da Volkswagen no WRC. Um evento no qual foi coberto pelo nosso mais recente colaborador, Ricardo Batista. 

Para além disso, temos na capa a cobertura de Daytona e ainda falamos sobre os lançamentos dos carros de Formula 1 para 2013, bem como a parte final do Rali Dakar deste ano, que como sabem, terminou em Santiago do Chile. E mais alguns eventos históricos, bem como um tributo a Guido Forti, falecido no passado mês e no qual falamos sobre a saga da sua equipa na formula 1, em meados da década de 90.

Tudo isto e muito mais, podem ler a partir deste link: http://speedrevista.wordpress.com/2013/02/19/speed-fevereiro-2013/

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Revista Speed - Edição de janeiro

E já está online a edição deste mês da revista Speed. Nesta edição falamos sobre o Rali Dakar e o inicio do Mundial WRC, falamos sobre as 24 Horas de Daytona e a NASCAR para 2013 e em termos históricos, falamos sobre o Copersucar Fittipaldi F5A, o carro mais bem sucedido da aventura brasileira na Formula 1 e comemoramos os 35 anos do GP do Brasil de 1978, a primeira em Jacarépaguá e onde Emerson Fittipaldi iria conseguir a sua melhor classificação de sempre, um segundo lugar.

Tudo isto e muito mais pode ver aqui, a partir deste link.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Revista Speed - edição de dezembro

Na última edição de 2012 da revista Speed, o grande destaque tem a ver com a entrevista ao piloto Luiz Razia, onde ele fala sobre as suas possibilidades de ir para a Formula 1, afirmando que "Ele está pronto para a Formula 1".

Para além disso, fala-se sobre a temporada de regresso de Kimi Raikkonen, uma matéria especial sobre Sebastian Vettel e a temporada de 2012 da Formula 1, enquanto que em termos históricos, lembramos Colin Chapman, que neste mês se completa os 30 anos da sua morte, e falamos sobre um chassis maldito, o 88.

E há também um destaque sobre as 12 Horas de Tarumã. Tudo isto e muito mais, a partir de agora está disponivel no site da revista.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

A capa do Autosport desta semana

A capa do Autosport portuguesa desta semana, que estará disponível nesta quarta-feira nas bancas, fala principalmente sobre Dakar, Formula 1, Ralis e a Corrida dos Campeões, que aconteceu em Bangkok.

O grande assunto da revista, que tem na capa o Red Bull de Sebastian Vettel, cujo título é o que se pode ver por aí, tem um relatório completo sobre as corridas da temporada, as rivalidades em pista e as estatísticas de um dos grandes campeonatos que a Formula 1 jamais teve.

Em cima, a revista entrevistou Hélder Rodrigues, que agora é piloto oficial da honda no Dakar de 2013, e logo, candidato à vitória final na categoria de motos. E claro, ele não esconde isso na entrevista.

Por baixo, mostra-se Romain Grosjean e Tom Kristensen, nomeadamente vencedor e vencido da Corrida dos Campeões. O piloto francês da Renault tem o trofeu da Corrida dos Campeões, na mão, curiosamente, um dia antes da Lotus-Renault anunciar a sua renovação com a equipa para 2013... 

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Revista Speed - edição de novembro

Já está disponível em termos virtuais a edição de novembro da revista Speed. Nesta edição, temos uma longa entrevista com Bruno Andrade, o piloto brasileiro de Formula 3 que recorreu aos tribunais para que lhe dessem o título na categoria, que venceu em... 2010. Ali, para além do que aconteceu, fala também da sua carreira automobilistica.

Também se fala nesta edição sobre os 25 anos do tricampeonato de Nelson Piquet, bem como as duas aposentadorias de Michael Schumacher e o que mudou de 2006 em relação a 2012. Falamos sobre a IndyCar, e sobre o despedimento de Randy Bernard, o responsável pela categoria, bem como falamos sobre a temporada da Moto GP.

Para finalizar, falamos sobre a antevisão do GP do Brasil de Formula 1, que vai acontecer neste final de semana. Tudo isso e muito mais está disponivel no site da revista, que podem ir através deste link.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Ayrton Senna, capa da Playboy

O nosso amigo Rianov colocou isto hoje na sua página do Facebook, e fiquei espantado, pois pensava que seria raro. Mas afinal, é menos raro do que esperava. A Playboy japonesa colocou Ayrton Senna na sua capa da edição de maio de 2004, para comemorar os dez anos da sua morte, algo raro em qualquer Playboy mundial, mais conhecido por colocar senhoras pouco - ou nada - vestidas nas suas capas.

Mas vistas as coisas, justifica-se esta excepcionalidade. Senna foi uma pessoa reverenciada no mais do Sol Nascente, onde venceu em 1988, onde lhe desclassificaram em 1989, bateu em Alain Prost em 1990, para garantir o seu segundo titulo mundial e em 1991, conseguiu o seu terceiro titulo mundial, contra Nigel Mansell, sempre em máquinas com motor Honda. 

Ainda nesse ano, a organização teve de fazer sorteios para os bilhetes no GP do Japão porque a oferta era bem superior à procura. Chegou a haver 1,2 milhões de pessoas à procura de um bilhete para ver a corrida, num circuito onde apenas cabia... 120 mil.

Portanto, colocar alguém que não a senhora tal qual como veio ao mundo, em pose sensual, justifica-se em algumas circunstâncias. E Ayrton Senna é perfeitamente uma delas. Já agora, alguém aí no Japão me pode dizer se têm a revista e se ela continua a circular? Falam-me que ela fechou em 2009...

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Revista Speed - edição de outubro

E já está disponível a edição de outubro da revista Speed, onde o destaque é histórico, pois comemora-se os 25 anos do título mundial de Sport-Protótipos de Raul Boesel, o primeiro - e até agora único - título ganho na Endurance por um brasileiro.

Falamos também das Seis Horas de Interlagos, que deu a vitória da Toyota, a primeira no World Endurance Championship (WEC), bem como as impressões dessa corrida. E em termos históricos, lembramos os 35 anos da chegada de Gilles Villeneuve à Ferrari e o GP do Canadá de 1977, onde James Hunt perdeu a cabeça e deu um murro a um comissário de pista, depois de ter tido um acidente que lhe tinha custado a vitória. 

Na revista, temos também uma matéria de tributo ao Dr. Sid Watkins, morto no passado dia 12 de setembro, aos 84 anos, onde se fala sobre os seus contributos à segurança na Formula 1, e os seus relatos impressionantes dos acidentes onde esteve presente como médico, e o risco de morte na Formula 1, que ele tinha reduzido para "menos de um por cento".

Para além disso, lembramos as corridas de Alex Zanardi nos Jogos Paralímpicos de Londres e uma entrevista a Alexander Wurz

Tudo isso e muito mais, disponível agora, a partir este link: http://speedrevista.wordpress.com/2012/10/17/speed-4-outubro-2012/