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sábado, 3 de outubro de 2015

Quebrando sob Pressão (parte 2)

(continuação do episódio anterior)

Continuando a falar sobre o episódio de ontem, quero referir outro fator que entra em cena, mas é pouco falado. Sendo sabido que em média, a idade em que guiam automóveis potentes é de 15, 16 anos, estes jovens, como qualquer desportista, tem de abdicar de todos os confortos da adolescência. Desportistas precocemente profissionais, trocam saídas à noite e convívios com os amigos para estarem constantemente a fazer exercícios físicos, a testar carros, a estudar componentes, em reuniões com patrocinadores. Muitas das vezes, a educação fica para trás, não chegando a terminar os estudos secundários.

Lembro-me particularmente de um episódio, algures em 2009, quando António Félix da Costa corria na Formula Renault 2.0 e tinha aulas à distância entre corridas. Tanto poderia estar na Alemanha, Itália ou Grã-Bretanha, e recebia as aulas através do Skype. Não sei se concluiu os estudos secundários, mas muitas das vezes, a educação dos pilotos situa-se no ensino médio. Raros - quase ninguém, para ser honesto - tem um grau universitário e a Formula 1 não tem uma grande história nesse campo.

E todos estes sacrifícios servem de quê? Poucos chegam até ao topo, e 99 por cento destes jovens esperançosos querem chegar à Formula 1. Nem todos tem essa capacidade, mas muitos tentam de tudo para lá chegarem. Até... esquemas duvidosos. No inicio de 2010, foi anunciado que Álvaro Parente iria ser um dos pilotos de reserva da novata Virgin - agora Manor - mediante um patrocínio de três milhões de euros provenientes do Turismo de Portugal. Contudo, poucos dias depois, o acordo foi por água abaixo, pois os responsáveis deram o dito por não dito e decidiram anular o acordo, mesmo contra a vontade do piloto e da equipa.

E mais estranho ainda foi o que sucedeu em 2013, já como Marussia, com o brasileiro Luiz Razia. Anunciado como piloto da marca, algum tempo depois deu o dito por não dito por causa de dinheiro. Viu-se depois que um estranho esquema envolvendo familiares seus para captar patrocínios na sua terra natal - Barreiras, no interior da Bahia - era o que suportava a sua entrada na Formula 1. Quando alguns dos patrocinadores começaram a faltar, todo o esquema foi-se abaixo...

E se não alcançam a Formula 1, o que se segue? Muitos são pragmáticos e seguem noutras categorias. A Endurance ganhou proeminência nos últimos anos porque é um desporto bem mais barato do que a Formula 1, e em imensos casos, não exigem que os pilotos tragam dinheiro para correr. São pagos - e bem pagos, embora sem ser os valores da Formula 1 - e quase não há "pay-drivers". A IndyCar também é outra alternativa, mas os valores já começam a ser elevados e as equipas mais baixas, como a Dale Coyne este ano, já vivem à custa dos "pay-drivers"...

Contudo, muitos "quebram sob pressão" e quando não alcançam os seus objetivos, simplesmente abandonam o capacete e as luvas. Nem sempre conseguem ver o automobilismo para além da Formula 1 e se não chegam ali, não vão para mais lado algum. Discretamente, decidem voltar a ter uma vida normal. Muitos retomam os estudos, chegando até a tirar cursos universitários, enquanto que alguns continuam no automobilismo como "managers".

Um bom exemplo é britânico Steve Robertson. Nascido em 1964, em meados da década de 80 era considerado como uma promessa do automobilismo britânico, chegando até à Formula 3000. Contudo, essa ascensão tinha um defeito: não era fã da disciplina fora das pistas. Em 1988, teve um caso com uma "stripper" e a sua carreira ficou parada por uns tempos...

Apesar de depois ter sido terceiro classificado na Formula 3 britânica em 1990, e em 1993 ter ido para os Estados Unidos tentar a sua sorte com a Indy Lights (foi campeão em 1994), mas acabou por não chegar nem á Formula 1, nem à CART. E no final, tornou-se conhecido por ser... o manager de Kimi Raikkonen, tendo o descoberto no ano 2000 e convencido Peter Sauber a dar-lhe uma chance para testar um dos seus carros. Isto, quando o finlandês tinha 21 anos... e 23 corridas em monolugares na sua carreira. Mas pouco tempo antes, tinha ajudado outro jovem piloto a chegar à Formula 1. Seu nome? Jenson Button. Depois, em conjunto com Raikkonen, fez uma equipa que criou nome na Formula 3 britânica, a Double R (de Raikkonen-Robertson).

Em jeito de conclusão, aos pilotos - e aos e desportistas em geral - são obrigados a serem adultos de forma precoce. E nem todos têm a pressão psicológica para aguentar tudo isto, quebrando sob pressão. Vivemos num tempo em que é tudo de imediato, num "tudo já", onde aos adolescentes se obrigam a ser adultos o mais depressa possivel. E se eles, os garotos, acolhem a ideia de inicio, cansam-se mais rapidamente do que os adultos, mais maduros, mas por vezes menos pacientes do que os filhos, especialmente quando os vêm como o escape de vidas modestas, até pobres. E isso não é só no automobilismo, o futebol é o melhor dos exemplos, quando se sabe que em grande parte do mundo (África e América do Sul), o futebol é o maior elevador social existente.

E quando se têm pais que vêm nos seus filhos a continuidade de sonhos que não puderam ser realizados por falta de condições monetárias ou porque as coisas não estavam ao seu alcance. Nem toda a gente vive num kartódromo, como acontecia à familia Schumacher, e a pressão sobre eles começa desde cedo. E nem todos aguentam.

Pode ser que um dia, Jaime Alguersuari e outros comecem a ver o automobilismo com outros olhos, resgatando o prazer dos primeiros tempos no karting. Muitos dos que o tem no sangue, mais cedo ou mais tarde, recuperam esse prazer noutras competições ou até no convívio entre amigos, e quem sabe, passam os genes a outra geração. Resta terem aprendido as lições amargas deste desporto.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

As movimentações da Toro Rosso

A equipa do momento é... a Toro Rosso (STR). Provavelmente deverá ser a equipa média com maior potencial de crescimento em 2014, dado que vai ter cada vez mais ligações à Red Bull. Contratou um bom projetista, James Key, e aparentemente, o carro está a ser desenvolvido em Milton Keynes, em vez de ser em Faenza. Irá ter motores Renault, em troca com os Ferrari - igual aos carros da "equipa A", a Red Bull - e com os novos regulamentos, poderá ser que ande ao nível - e até supere - equipas como Force India e Sauber. 

Assim sendo, a vaga que está por preencher é a mais cobiçada no momento. É certo que existe um candidato mais do que óbvio, o português António Félix da Costa, e deveria ser do interesse da estrutura da Red Bull em fazer o anuncio o mais rapidamente possível, pois nos últimos dias surgiram noticias sobre possíveis candidatos ao lugar deixado vago por Daniel Ricciardo, que vai ser promovido para a Red Bull. Na sexta-feira falei de Stoffel Vandoorne, que disse que tinha sido abordado pela casa de Salzburgo, mas na realidade, não foi mais do que o exagero de um contacto feito por eles. Porque sabe-se agora que nunca houve uma reunião entre os representantes do belga e Helmut Marko. E a razão por todo este alarido, então? Simples: Kevin Magnussen está a caminho da Formula 1. E se não é em 2014 (Marussia) será certamente em 2015, na McLaren, provavelmente ao lado de Fernando Alonso, com os motores Honda.

Ontem, surgiu um desabafo no Twitter por parte do brasileiro Luiz Razia sobre o tal lugar vago na STR, afirmando que sabe que o segundo lugar está à venda há muitos anos. Isso é verdade o que Razia diz, por dois motivos, um pessoal e outro profissional. Do primeiro, sei de uma conversa que tive no ano passado com uma pessoa que conhece bem esses meandros que o último piloto que a Red Bull pagou todas as despesas foi o suiço Sebastien Buemi. Todos os outros tiveram de dar algum dinheiro à STR para garantir o lugar, mas é um valor pequeno. Em 2009, o valor era de oito milhões de dólares, que esse foi o preço exigido por eles a Filipe Albuquerque, que estava interessado no lugar que acabou por ir para o francês Sebastien Bourdais.

O Humberto Corradi escreve hoje sobre este assunto que há dois óbvios candidatos ao lugar. Ele fala de um - o russo Danil Kvyat - mas sei que Carlos Sainz puxa os cordelinhos em Espanha para que o seu filho fique com o lugar. Mas a Red Bull não quer nem um, nem o outro. Por uma simples razão: são demasiado novos, demasiado "verdes". Sainz Jr. não convenceu muito na World Series by Renault - para além de ter 19 anos - e Kvyat, que anda na GP3, lutando pelo título após duas vitórias e uma temporada regular, têm o problema da idade: também têm 19 anos. E mais importante ainda: ainda não andou num carro da World Series by Renault. E ele têm de passar por isso, se quer chegar à Formula 1.

E provavelmente agora nesta época, eles poderão ter modificado a postura em relação aos lugares na STR, importando menos com o dinheiro e mais com o talento. E eles gostam cada vez mais de Félix da Costa, que trabalha cada vez mais com a Red Bull em Milton Keynes, ajudando Vettel e Webber. E quando Buemi não pode ser o terceiro piloto devido aos seus compromissos com a Toyota, é o piloto de Cascais que fica com o lugar.

São pequenas coisas dos quais podem determinar quem será o piloto que preencherá o lugar de Daniel Ricciardo em 2014. Mas creio que apesar de estarem a pensar, não deve haver alterações no plano inicialmente traçado: António Félix da Costa é o candidato numero um à titularidade em 2014. 

sexta-feira, 1 de março de 2013

Sobre a substituição de Razia por Bianchi

A Formula 1 é cruel, sejamos honestos. Não tem tempo para esperar para pagar e não perdoa se falhares, pois outros estão à tua espera. Não admira que chamem aquilo de "Club Piraña". Normalmente é para as equipas, mas também serve para os pilotos.

O caso de Luiz Razia, da Marussia, que foi substituido no final da tarde pelo francês Jules Bianchi, é talvez das coisas mais paradigmáticas que chegou esta Formula 1: quando um dos patrocinadores falha o pagamento, ou volta inesperadamente com a palavra atrás, este fica vulnerável perante uma entidade que está desesperadamente à procura de dinheiro para manter a equipa viva. E tinha dado esse exemplo semanas antes quando rescindiu contrato com Timo Glock, alegando que precisava de dinheiro. E é verdade: Glock era um sorvedouro de dinheiro, ganhava três milhões de euros por temporada. Muito dinheiro para uma equipa que ainda não pontuou desde que está ali, em 2010.

 E tudo isto soou a estranho desde o inicio. Quando é o piloto que faz o anuncio da sua entrada, muito antes da equipa fazer a confirmação, quase soa a amadorismo e era um verdadeiro "começar com o pé esquerdo". Confesso que fiquei desconfiado e com a sensação de que o pessoal não aceitou a coisa de bom grado, mas acho que as coisas poderiam melhorar. Depois, no final da semana passada, a noticia de que um dos patrocinadores não tinha cumprido o seu compromisso. Para piorar as coisas, surgiram os rumores de que a origem do dinheiro desses patrocinadores e do envolvimento de alguns familiares em esquemas de lavagem de dinheiro, entre outros, e com o arrastar dos dias, lembrei-me dos episódios anteriores e fiquei com a sensação de que, mais cedo ou mais tarde, o desfecho seria este. Aconteceu.

Não é a primeira vez que acontece tal coisa. O nosso amigo Taki Inoue teve numa situação destas em 1996, quando arranjou patrocinios de quatro milhões de dólares para alinhar na Minardi, ao lado do português Pedro Lamy. Contudo, no dia em que ele iria ser apresentado, um dos seus patrocinadores voltou com a palavra atrás e cancelou o acordo. Inoue tentou encontrar outro patroconador, mas não conseguiu. E o resultado foi semelhante a 2013: deu a chance a um jovem piloto (depois de ter alugado o lugar ao brasileiro Tarso Marques). Seu nome era Giancarlo Fisichella

O seu substituto, o francês Jules Bianchi, mais do que ter dinheiro, tem outras duas coisas: um bom manager e um apoio de uma marca como a Ferrari. Nicolas Todt, o filho do presidente de FIA Jean Todt, ajudou muito com os seus conhecimentos. E certamente acenou com a ligação com a Ferrari e o possivel fornecimento de motores para 2014, algo que a Marussia precisa, pois é a única equipa que corre com os motores Cosworth. E à Ferrari interessa ter Bianchi correr na Formula 1, pois ele quem sabe, num futuro próximo, poderá ser um possivel escudeiro para Fernando Alonso. E o argumento dos motores provou ser imbatível, provavelmente a garantia de continuidade em 2014 e mais adiante.

Razia sabia das consequências. Não conseguiu e foi pena, ele pagou o preço cruel desta Formula 1. Por agora, pode haver tristeza e revolta nesta decisão, mas se calhar poderá ter sido melhor assim. Razia pode não chegar chegado à categoria máxima do automobilismo, mas se calhar ter-se poupado a arrastar-se por uma época nos últimos lugares da Formula 1 em 2013, ser uma "chicane móvel" para Sebastian Vettel ou Fernando Alonso, algo seria péssimo para a sua reputação de piloto rápido que é e que demonstrou na GP2.

Provavelmente, agora a melhor coisa que deveria fazer era parar para pensar. Pensar em outras alternativas. A Endurance ou a IndyCar serão boas alternativas, onde poderá demonstrar toda a sua rapidez e provavelmente não terá de entregar dinheiro para correr. Até poderá ser o contrário, como faz agora outros dois ex-pilotos de Formula 1, Bruno Senna e Lucas di Grassi: ser um piloto oficial, onde é pago para correr. Como já aconteceu um dia na Formula 1.

E francamente, vamos pensar numa coisa mais geral: a Formula 1 não é mais aquilo que as pessoas pensavam, num passado não muito distante. Tornou-se num desporto extremamente caro. Ver pessoas que quase empenham tudo, precorrem "Seca e Meca" para arranjar patrocinadores para que cheguem ao topo, um topo cada vez mais elitista, para conseguirem, provavelmente, o pior lugar no pelotão, só para dizer "Mamãe, estou na Formula 1!", quase parece uma caricatura. E é isso que vejo: uma caricatura, e se calhar para os que lutam para conseguir chegar a estes últimos lugares, uma manifestação de desperdício de talento.

E quanto à competição propriamente dita: ou as equipas começam a se entender em relação aos custos, ou implode a si mesma numa questão de poucos anos. Todos os sinais disso estão por lá.

E na 5ª Coluna desta semana...

(...) Hoje em dia, algumas equipas sobrevivem, em parte, graças ao dinheiro que Bernie Ecclestone distribui às equipas. Mas se as do meio da tabela ainda respiram um pouco, os do fundo da tabela estão com maior dificuldade em respirar, especialmente quando se sabe que qualquer exclusão do "top ten" dos construtores significa um acréscimo de dez milhões de dólares no orçamento, por causa das constantes viagens pra fora da Europa. É o que acontece com a Marussia em 2013. (...)

(...) A razão é a mais óbvia de todas: o dinheiro. Um dos patrocinadores de Razia falhou o pagamento à Marussia e por causa disso, o piloto brasileiro não pôde experimentar o novo bólido em Barcelona, que ficou nas mãos do britânico Max Chilton. Pensava-se que as coisas já tivessem sido resolvidas, mas com o passar das horas e dos dias, os rumores aumentam significativamente. A Sky Sports falava ontem à noite que tinham contactado Heiki Kovalainen, mas o mais recente rumor é que no final desta tarde, o francês Jules Bianchi estaria nas boxes da equipa para que esta fizesse um banco para ele, sinalizando que a Marussia não quer perder tempo e está a arranjar uma maneira de se livrar do brasileiro. 

Há algumas boas razões para pensar nisso, além do "graveto": Bianchi é piloto apoiado pela Ferrari e o quer numa equipa ainda este ano. Falhada a hipótese da Force India, o surgimento desta hipótese seria vista com bons olhos. E ainda por cima, a Marussia é a única equipa que têm motores Cosworth, que como se sabe, não continuará em 2014, quando se estrearem os novos motores Turbo V6. E a Ferrari anda à procura de equipas para colocar os seus motores, como a Force India. Uma proposta de casamento desse género pode ser algo muito tentador para uma Marussia que precisa desesperadamente de dinheiro para poder sobreviver. Daí eles terem despedido Timo Glock para alugar os seus lugares a bom preço. (...)

Crueldade das crueldades, o artigo sai precisamente no momento em que a equipa anunciou, neste final de tarde, a substituição de Razia por Bianchi. É esta a Formula 1 que nós conhecemos. Tudo devido às razões acima apontadas na minha 5ª Coluna desta semana, cujo artigo completo pode ser lido através deste link.

É pena. Mas "sem dinheiro, não há palhaços". E a Marussia pode ter matado dois coelhos numa cajada só, pois também precisava de um motor para a próxima temporada.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Formula 1 em Cartoons: a carteira vazia do Razia

Num ano em que o tamanho da carteira é importante, mais do que nunca, a historia de Luiz Razia ameaça entrar no ramo da tragicomédia. Por causa de um atraso no pagamento de uma das patrocinadoras, Razia não participou num dos testes e agora arrisca a ficar apeado, caso o dinheiro não chegue a tempo do terceiro teste da formula 1, que acontece em Barcelona.

E claro, alguma imprensa já falam de nomes para o substituir, como o indiano Narain Karthikeyan e o francês Jules Bianchi. É como nós dizemos por aqui: "sem dinheiro, não há palhaço."

Espero que venha logo. Acho que o Razia não merecia isto.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

O estranho caso de Luiz Razia

A noticia de que o brasileiro Luiz Razia não iria testar o Marussia nesta sexta-feira, quando estava marcado para dar umas voltas no chassis existente causou alguma estranheza no meio e fez ressurgir o rumor de que poderia haver dúvidas sobre a continuidade do piloto brasileiro na equipa.

Segundo o comunicado da marca, como não conseguiram hoje fazer "stints" mais longos, decidiram que "faz sentido manter Max [Chilton] no carro para que ele obtenha consistência e ele vai continuar amanhã, um dia em que as condições climáticas devem intervir nos procedimentos”.

Tudo isto não faz muito sentido. Aliás, desde que soubemos da confirmação de Razia na Marussia que a história está mal contada. Ao contrário do que aconteceu noutros lados, foi o próprio piloto que confirmou e não a equipa, que o fez apenas alguns dias mais tarde, um dia depois da apresentação do carro, sem pompas, diga-se. E desde então que se nota que o primeiro piloto é Max Chilton, ao qual se dá imensos quilómetros para que ele possa adaptar-se o melhor possivel ao carro, pelo menos enquanto que o segundo chassis não está pronto, para que Razia possa dar as suas voltas.

Tudo muito estranho... espera-se que não seja nada demais.

Atualização: Falei com o Rafa Lopes, do Voando Baixo, e ele me disse que a razão pelo qual pediram a Razia que Chilton testasse nesta sexta-feira em vez dele, foi para que o britânico enchesse a sua quota de testes, para que na última sessão, que também será em Barcelona, o carro ficasse para o piloto brasileiro. Agradeço a ele pelo esclarecimento.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Apresentações 2013: o Marussia MR02

Logo pela manhã desta terça-feira, em Jerez, o Marussia MR02 apresentou-se discretamente ao mundo,  sem patrocinadores e apenas com Max Chilton confirmado pela equipa, o que causou alguma estranheza em algumas pessoas, pois estão convencidas de que o brasileiro Luiz Razia será o segundo piloto de equipa na temporada de 2013.

A grande novidade do carro é o facto de este ter um sistema KERS pela primeira vez na sua existência, bem como a existência de um leve degrau no bico, graças à ajuda de Pat Symmonds, um sinal de que é um carro desenhado de modo convencional e não gerado por computador, como os carros desenhados anteriormente por Nick Wirth.

John Booth, diretor da equipa, falou com otimismo sobre o novo carro anglo-russo. “Embarcamos para o primeiro teste da pré-temporada de 2013 muito otimistas quanto ao nosso novo carro, o MR02, que está à frente desse nosso próximo importante capítulo no desenvolvimento da Marussia. Embora tenhamos experimentado mudanças durante o inverno, a área de estabilidade que desfrutamos é o mais importante para o nosso progresso daqui em diante, tendo o design do nosso carro liderado pelo nosso diretor-técnico Pat Symonds.”, começou por afirmar. 

Os passos que demos na segunda metade da última temporada nos deram a confiança, não apenas de lutar pelo décimo lugar no Mundial dos Construtores, mas para nos sentirmos encorajados nos rumos gerais do design, que foi a base para o nosso carro que estamos apresentando aqui em Jerez hoje”, explicou.

Quanto ao facto de até agora a equipa não ter tido o sistema de recuperação de energia, mais conhecido como KERS, Booth justificou afirmando ter sido uma opção estratégica: “Estamos confiantes de que o MR02 é um produto de evolução em relação ao pacote da temporada passada, integrando o novo KERS. Por muitas vezes, durante 2012, não obstante os passos importantes que demos em outras áreas do nosso desenvolvimento, o KERS - ou a falta dele - foi decisivo para determinar nossa posição em relação aos nossos competidores. O KERS foi, entretanto, uma omissão estratégica do nosso pacote até agora", justificou.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Noticias: Marussia vai lançar o seu carro a 5 de fevereiro

A Marussia ainda não anunciou oficialmente a chegada de Luiz Razia à equipa, mas já anunciou oficialmente que o seu novo carro, o MR02, será apresentado à imprensa a 5 de fevereiro, em Jerez de la Frontera, onde irá estar para os seus primeiros testes da temporada. Isto significa que vai lançar no mesmo dia que outra equipa, a Caterham, sendo que depois disso, apenas faltará a Williams, que irá apresentar o seu FW35 a 19 de fevereiro.

Quando a equipa confirmar a contratação de Luiz Razia, a equipa alinhará em 2013 com uma dupla totalmente estreante, já que nenhum deles tem experiência de Grandes Prémios de Formula 1, além de duas sextas-feiras por parte de Razia, em 2011, ao serviço da Lotus-Caterham, e uma do britânico Max Chilton, no GP da Coreia do Sul do ano passado. Ambos substituirão, respectivamente, o francês Charles Pic e o alemão Timo Glock.

Noticias: Luiz Razia na Marussia

O brasileiro Luiz Razia será o titular da equipa para 2013. A noticia foi dada primeiro pela pelo programa "Redação", do canal desportivo Sporttv, da Rede Globo, e confirmado pela acessoria do piloto. A equipa poderá fazer o anuncio oficial amanhã, onde ele será o novo companheiro de outro estreante, o britânico Max Chilton.

Razia era um dos favoritos à vaga, após a equipa ter rescindido o contrato com Timo Glock, há pouco menos de duas semanas. Assim sendo, Razia conseguiu bater outro possível candidato, o russo Vitaly Petrov e será o 30º brasileiro na história da Formula 1.

Com 23 anos de idade, Luiz Razia nasceu na cidade de Barreiras, no extremo ocidental da Bahia, começou a sua carreira em 2005, tendo sido campeão da Formula 3 Sul-Americana no ano seguinte. Veio para a Europa em 2007, correndo na Formula 3000 Internacional (agora Auto GP), onde foi terceiro classificado no campeonato. 

Em 2009, saltou para a GP2, onde ao longo das temporadas, tem vindo a melhorar o seu desempenho. Primeiro na Fisichella Motorsport, depois na Coloni, em 2010 esteve na Rapax, em 2011 na Caterham e no ano passado na Arden, onde venceu quatro corridas, subviu nove vezes ao pódio e terminou o campeonato no segundo lugar, atrás do italiano Davide Valsecchi.

A sua experiência na Formula 1 não nova: em 2011, esteve como terceiro piloto da Lotus de Tony Fernandes, onde participou em duas corridas, como terceiro piloto. No ano passado, esteve a fazer testes pela Force India e pela Toro Rosso.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Revista Speed - edição de dezembro

Na última edição de 2012 da revista Speed, o grande destaque tem a ver com a entrevista ao piloto Luiz Razia, onde ele fala sobre as suas possibilidades de ir para a Formula 1, afirmando que "Ele está pronto para a Formula 1".

Para além disso, fala-se sobre a temporada de regresso de Kimi Raikkonen, uma matéria especial sobre Sebastian Vettel e a temporada de 2012 da Formula 1, enquanto que em termos históricos, lembramos Colin Chapman, que neste mês se completa os 30 anos da sua morte, e falamos sobre um chassis maldito, o 88.

E há também um destaque sobre as 12 Horas de Tarumã. Tudo isto e muito mais, a partir de agora está disponivel no site da revista.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Grosjean, Boullier e o dinheiro que é preciso

Eis uma imagem interessante de Romain Grosjean, o talentoso - mas estouvado - piloto francês da Lotus-Renault. Apesar de ser um grande motivo de despesa, as vezes em que terminou as corridas foram em pelo menos três ocasiões, num pódio. O chato foi a parte final do campeonato, mas isso tem a ver com a sua incapacidade de se safar nos primeiros metros das corridas.

Apesar de ainda não estar confirmado, Grosjean se calhar será piloto da marca em 2013, apesar de se saber que existem três pilotos absolutamente endinheirados e que precisam de lugar para correr: Bruno Senna, Luiz Razia e Vitaly Petrov. Curiosamente, dois deles ex-Lotus-Renault... mas provavelmente, com o acordo da Coca-Cola, através da marca de energéticos Burn, isso lhe permitirá uma temporada mais desafogada.

Grosjean tem motivos para sorrir, mas... o ar de Eric Boullier poderá significar que ele esteja a fazer calculos para o orçamento de 2013. Com ou sem o francês na equação?

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Youtube GP2 Asia Series: A forte batida de Abu Dhabi



Esta manhã ocorreu a primeira corrida da GP2 Asia Séries, no circuito de Yas Marina, em Abu Dhabi. A prova foi ganha por Jules Bianchi, no seu Lotus ART, superando o franco-suiço Romain Grosjean, e não teve história a não ser no momento da partida. Aí, o carro do espanhol Dani Clos ficou parado na grelha e toda a gente tentou evitar bater forte no carro do espanhol. Todos... menos o brasileiro Luiz Razia, que bateu de lado, forte e feio. Quase capotou e ainda tocou nos rails de proteção. Ainda houve mais um piloto envolvido no incidente, o norueguês Pal Varhaug, mas nenhum deles sofreu ferimentos.

O susto foi grande, e o Safety Car entrou para que os comissários pudessem limpar os destroços. Vejam no video até que ponto a batida foi feia.

domingo, 13 de setembro de 2009

GP2 - Ronda 10, Itália (Corrida 2)

Depois de uma corrida louca na tarde de ontem, à chuva, hoje de manhã poderia ser uma etapa decisiva nas aspirações de Nico Hulkenberg na conquista do título da GP2 em 2009, caso conseguisse pontuar e o russo Vitaly Petrov não chegasse ao fim. No final, numa corrida ganha pelo brasileiro Luiz Razia, o primeiro e de um pódio duplamente brasileiro, já que Lucas di Grassi foi o segundo. Nico Hulkenberg foi o terceiro, e com Vitaly Petrov na quinta posição, o piloto alemão conseguiu os pontos suficientes para ser campeão, a duas provas do final do campeonato.

Para Alvaro Parente, os azares e as desilusões não paravam de somar. Depois de um "drive through" na corrida de Sábado, que lhe tirou um pódio certo e o fez cair para o sétimo lugar, o excesso de velocidade nesse "drive through" fez com que os comissários o penalizassem em 25 segundos e o relegassem para a 12ª posição e tirassem a hipótese de largar na primeira fila da grelha. Quem beneficiou disso foi... Razia.

Contudo, a segunda corrida recuperou algumas posições e já era sétimo classificado quando atacava o sexto lugar de Gierdo van der Garde, o último lugar pontuável, quando este se desviou para a esquerda numa travagem. Tentando evitá-lo, foi para a relva, fez um pião e desistiu. Zero pontos para o piloto português, apesar da grande exibição...

Agora, semana que vem é o encerramento do campeonato de 2009, no Autódromo de Portimão, no Algarve, o unico fim de semana que não é realizado em paralelo com a Formula 1. Com o título decidido, o que importa agora é a luta pela vitória!