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sexta-feira, 14 de abril de 2023

Endurance: Lamborghini anuncia Daniil Kvyat como seu piloto de desenvolvimento


O russo Daniil Kvyat será mais um piloto de desenvolvimento da Lamborghini para a temporada de 2024, ao lado de Mirko Bortolotti, de Andrea Caldarelli e do francês Romain Grosjean, na primeira temporada da marca no Mundial de Endurance, para a classe LMDh, quer para o Mundial, a WEC quer para a IMSA. A sua estreia acontecerá em janeiro, nas 24 horas de Daytona.  

"Como equipa, estamos muito entusiasmados por receber Daniil na Lamborghini e ele é claramente uma forte reforço ao nosso projecto LMDh para além da temporada 2023", disse Giorgio Sanna, chefe da Lamborghini Corse Squadra. "O papel principal da Daniil será trabalhar em estreita colaboração com os nossos engenheiros e mecânicos no protótipo que terá início no próximo ano. Ele será capaz de partilhar connosco a sua vasta experiência de diferentes categorias. Não tenho dúvidas de que ele desempenhará um papel crucial até 2024", concluiu.

"Estou encantado por me juntar à Lamborghini Squadra Corse", disse um entusiasmado Daniil Kvyat. "Isto é uma grande honra para mim. A Lamborghini é uma marca italiana muito conhecida, com uma grande história em todo o mundo. Cresci em Itália, isto é para mim uma fonte adicional de orgulho. Esperamos alcançar os nossos objectivos juntos e gostaria de lhes agradecer pela confiança que depositaram em mim. Estou ansioso por começar a trabalhar no projecto LMDh no final deste ano", concluiu.

Até guiar o Lamborghini, Kvyat estará no mundial de Endurance num Oreca 07 de LMP2, inscrito pela Prema, guiando em conjunto com Bortolotti e a francesa Doriane Pin. Os carros da Lamborghini correrão pela Iron Lynx.

terça-feira, 28 de setembro de 2021

Rumor do Dia: Daniil Kvyat a caminho da Formula E?


Corre o rumor, dito hoje pelo site The Race, de que o russo Daniil Kvyat poderá estar a caminho da Formula E, correndo pela Dragon-Penske Racing. As conversações existem, mas uma decisão não acontecerá antes de novembro. A ideia é alinhar na temporada de 2022, provavelmente ao lado do brasileiro Sergio Sette Câmara.

Kvyat, que é gerido por Nicholas Todt, tinha admitido há algum tempo que pretendia correr em competições como a IndyCar, a Endurance e a própria Formula E, ele que neste momento é piloto de desenvolvimento da Alpine, com o contrato a acabar no final do ano. Ele pensa que, caso aterre no lugar da Penske, possa ser o inicio de uma colaboração maior, que possa abrir as portas para a IMSA ou a IndyCar, para começar.

Caso se confirme a ida para o mundial de carros elétricos, seria um ironia, porque iria correr ao lado de António Félix da Costa, atualmente na DS techeetah, que foi o piloto que a Red Bull dispensou para que ele tivesse uma chance na Formula 1, através da Toro Rosso, no final de 2013.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Apresentações Formula 1 2020 - O Alpha Tauri AT01-Honda

Depois da Mercedes, a Alpha Tauri mostrou o seu carro para a temporada que aí vêm. Com Daniil Kvyat e Pierre Gasly como pilotos, a equipa, antiga Toro Rosso, batizou o seu chassis de AT01, com motor Honda. 

O objetivo? Andar no meio do pelotão como "o melhor dos outros". E Franz Tost, o seu diretor, afirma isso mesmo.  “Teremos a caixa de velocidades, suspensão traseira e dianteira, e ainda a parte hidráulica da Red Bull, pelo que estaremos em boa posição para lutar com a Renault, McLaren e Racing Point”, começou por afirmar.

"Estamos a olhar com um carro novo para uma nova temporada, e devo dizer que estamos muito otimistas para esta temporada. Porquê? Primeiro que tudo, o carro mostrou resultados muito bons no túnel de vento, em segundo [lugar] Honda, nossos amigos no Japão, Sakura, fizeram um grande progresso durante os meses de inverno, tanto do lado da performance quanto da fiabilidade. Terceiro, temos dois bons pilotos, eles mostraram isso no ano passado", continuou.

"Estamos muito otimistas. A equipe deve ter um bom desempenho, temos um parceiro fantástico com o Alpha Tauri e estou realmente convencido de que o Alpha Tauri terá uma temporada de sucesso", concluiu.

O carro estará presente na semana que vêm para os testes coletivos em Barcelona.

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Os dias contados de Pierre Gasly?

Num GP da Áustria onde não desistiu ninguém e onde Max Verstappen quebrou o domínio dos Mercedes, depois de uma cavalgada final que o levou à liderança a três voltas do fim, o sétimo posto de Pierre Gasly, companheiro de equipa do holandês, parece ter sido algo a estragar o dia perfeito da Red Bull. E não é a primeira vez que isso acontece: as constantes decepções do piloto francês, que leva duas voltas mais rápidas nesta temporada já fizeram perder a paciência a Helmut Marko.

Não é fácil ser companheiro de equipa do Max Verstappen, porque ele é um talento excecional”, começou por dizer Marko à agência de notícias APA. “Mas os resultados e a velocidade do Gasly são inaceitáveis. Nos últimos dois fins-de-semana, no Canadá e em França ele foi muito pior que o esperado. A diferença entre o Max [Verstappen] e o Pierre [Gasly] é demasiado grande”, continuou.

De facto, Marko tem razão: não é fácil ser companheiro de equipa de Max Verstappen. Desde que Sebastian Vettel e Daniel Ricciardo saíram da Red Bull, em 2014 e 2018, respectivamente, apenas o piloto holandês conseguiu dar alegrias à marca dos energéticos. Agora com seis triunfos, o filho de Jos Verstappen é um fenómeno tal que é graças a ele que o GP da Holanda está de volta, após 35 anos de ausência. E foi um pouco por isso que o piloto australiano - que faz hoje 30 anos de idade - foi para a Renault. 

Mas quanto a Gasly, que tem 23 anos, o seu melhor resultado foi quando... guiava para a Toro Rosso, com o quarto posto no GP do Bahrein de 2018, um resultado que apenas Max Verstappen conseguiu, e ambos foram piores que Sebastian Vettel, com a sua vitória em Monza, há dez anos. Este ano, a adaptação de Gasly à Red Bull tem sido irregular. Não só é batido constantemente por Max como também é uma espécie de "elo fraco" das três grandes equipas, Mercedes, Ferrari e Red Bull. Já esteve de fora da Q2 na Austrália, e fora da Q3 em mais algumas corridas. E nessas, até esteve atrás dos pilotos da Toro Rosso como o anglo-tailandês Alexander Albon ou o russo Daniil Kvyat, sendo um deles um estreante. Tem duas voltas mais rápidas e apenas duas ocasiões em que ficou fora dos pontos, mas os seus resultados são decepcionantes. Não tem pódios, nem se aproximou de um: o seu melhor resultado foi um quinto posto no Mónaco.

Marko, na sua maneira de pensar, quer submetê-los à pressão logo de imediato, para mostrar do que são feitos. Nem todos são Verstappen, que venceu logo na sua primeira corrida, o GP de Espanha de 2016, basicamente "dinamitando" os críticos, que acharam o rebaixamento de Daniil Kyvat para a Toro Rosso, depois de quatro corridas daquela temporada, demasiado cedo. Agora tem aguentado um pouco mais porque esta é a primeira temporada de Gasly na Red Bull, mas quando se diz que deu ao francês três corridas para mostrar o que vale, parece que as coisas estão mais complicadas do que se esperava. E quando na classificação geral, Daniil Kvyat tem dez pontos e Alexander Albon sete, apesar de estarem numa máquina que é a Toro Rosso, não se pode menosprezar estes pilotos. 

Em suma, Gasly está a sentir na pele como são as coisas na Red Bull: um lugar de sonho que velozmente se pode tornar num pesadelo.

sábado, 29 de setembro de 2018

Noticias: Kvyat de volta à Toro Rosso

O russo Daniil Kvyat está de volta à Formula 1, e à Toro Rosso, precisamente um ano depois de ter sido substituído por Pierre Gasly. O anuncio foi feito esta manhã por Helmut Marko, e era esperado, dado o lugar e as circunstâncias. 

Acredito que ele mereça uma nova oportunidade na Formula 1. O Daniil tem muitas qualidades e é muito rápido, como já mostrou muitas vezes na carreira. Estou convencido que ele está mais maduro, o que o vai ajudar em pista, mas também fora dela”, disse Franz Tost, o responsável da Toro Rosso.

Primeiro que tudo, quero agradecer à Red Bull e à Toro Rosso por me darem a oportunidade de regressar à Fórmula 1 e de voltar a uma casa que conheço muito bem. A Toro Rosso sempre me fez sentir em casa e tenho a certeza de que será igual no próximo ano." começou por dizer o russo de 24 anos, que este ano esteve na Ferrari como piloto de testes. 

"Quero também agradecer à Ferrari por ter acreditado em mim e por me ter permitido manter em contacto com a Formula 1 como seu piloto de desenvolvimento. Mesmo que o meu trabalho tenha sido maioritariamente de simulador, aprendi muito e regresso melhor piloto à Toro Rosso. Nunca desisti da esperança de voltar a ser piloto e continuo a ser novo e mantive-me em boa forma à espera que a oportunidade aparecesse. Vou dar o meu melhor para dar à equipa o que eles esperam de mim”, concluiu.

Piloto que esteve sempre na órbita da Red Bull, o piloto de 24 anos - nasceu a 26 de abril de 1994 - completou 74 Grandes Prémios entre 2014 e 2017, alcançando dois pódios, um segundo posto no GP da Hungria de 2015 e um terceiro lugar no GP da China de 2016, ambas pela Red Bull. Esse último pódio aconteceu duas corridas antes de ser substituído na equipa por Max Verstappen, que logo na sua primeira corrida na Red Bull, em Barcelona, venceu a prova, tornando-se no piloto mais novo de sempre a alcançar o lugar mais alto do pódio.

Para além desses dois pódios, o russo têm uma volta mais rápida. Em 2017, com a Toro Rosso, alcançou apenas cinco pontos.

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Rumor do Dia: Kvyat e Wehrlein na Toro Rosso?

A Toro Rosso poderá fazer regressar em 2019 uma dupla de pilotos do passado. Segundo os rumores que correm por estes dias, a Red Bull poderá fazer regressar um "proscrito" e ir buscar outro piloto que já tinha prometido muito, mas agora está liberto de compromissos. Esses dois pilotos seriam o alemão Pascal Wehrlein e o russo Daniil Kvyat

Segundo conta a BBC, a Toro Rosso poderá anunciar Kvyat, de 24 anos, no fim de semana do GP da Rússia, e a acontecer, seria um regresso à Formula 1 depois de um ano sabático, onde foi piloto de desenvolvimento da Ferrari. 

No caso de Wehrlein, de 23 anos - nasceu a 18 de outubro de 1994 - ele agora está liberto de compromissos depois de ter terminado o seu contrato de ligação à Mercedes. Este ano, voltou ao DTM depois da sua passagem por Manor e Sauber e não ter conseguido encontrar lugar para esta temporada. 

A razão pelo qual a Red Bull tenha decidido por esta dupla de pilotos para a próxima temporada é por causa do seu Junior Team, que acham não ter a qualidade suficiente nos escalões de formação para catapultar os seus pilotos para a Formula 1.

Fala-se também que a Red Bull queria Esteban Ocon, mas que a Mercedes não o libertou porque é demasiado importante. Fala-se que poderá ir para a Williams, sem certezas se iria como piloto titular, pois a marca de Grove interessa mais ter o britânico George Russel.

Até existem alguns rumores no caso de Mick Schumacher, o filho de Michael Schumacher. A Red Bull, de facto pensou nele, mas concluiu-se que uma temporada de Formula 2 faria bem para o alemão, para se preparar fisica e mentalmente para a categoria máxima do automobilismo. 

sábado, 7 de outubro de 2017

Noticias: Palmer substituido por Sainz na Renault

A Renault anunciou esta tarde que o britânico Jolyon Palmer será substituído pelo espanhol Carlos Sainz Jr. a partir do GP dos Estados Unidos, dentro de duas semanas. Para o seu lugar na Toro Rosso regressará Daniil Kvyat, que vai correr ao lado de Pierre Gasly até ao final da temporada.

De uma certa forma, é a confirmação dos rumores que corriam no fim de semana da Malásia, quando houve a troca do piloto russo por Gasly, que disputa a SuperFormula japonesa pela Red Bull. Assim sendo, apesar do alinhamento para 2018 ainda não ser uma certeza, é provável que seja uma dupla Kvyat-Gasly.

"Gostaria de agradecer a Jolyon por seu compromisso com a equipe, bem como o seu profissionalismo. Desde o regresso da Renault à Fórmula 1, Jolyon tem sido altamente dedicado em um ambiente em evolução. Ele mostrou excelentes qualidades pessoais e desejamos-lhe o melhor na sua carreira futura", afirmou Cyril Abiteboul no comunicado oficial da marca.

Quanto ao filho de Jonathan Palmer, parece ser o final da linha depois de 37 Grandes Prémios com a marca francesa, alcançando nove pontos no seu total. Sempre foi um piloto contestado devido à sua falta de ritmo a sendo constantemente batido por Nico Hulkenberg.

"O Grande Prémio do Japão será a minha última corrida para a Renault. Foi uma temporada extremamente desafiadora e passei por muito nos últimos três anos, mas foi uma tremenda jornada em geral com a equipa. Eu posso olhar para trás com orgulho a performance na segunda metade da temporada passada, meu primeiro ponto na Malásia e, obviamente, o meu sexto lugar em Singapura neste ano. Desejo à equipa o melhor para o futuro. Meu foco imediato está agora em alcançar o melhor resultado possível no GP do Japão, para então poder avaliar minhas opções para o futuro", declarou.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

"Another one bites the dust"

O anuncio de ontem da substituição de Daniil Kvyat por Pierre Gasly não era tão surpreendente quanto se pensava, apesar de muitos terem ficado surpreendidos. Como toda a gente sabe, os rumores eram outros, como quase que a esconder os seus verdadeiros propósitos. Mas de uma certa forma, este era um anuncio inevitável, e lembra-nos, mais uma vez, a má politica de usar e deitar fora da Red Bull, sem grandes contemplações para os que não conseguem.

A lista, como sabem, é longa, e quase direi que se contam pelos dedos de uma mão os casos de sucesso: Sebastian Vettel, Daniel Ricciardo, Max Verstappen e Carlos Sainz Jr. E os que estiveram do lado errado da historia são imensos, e não falo só dos que chegaram à Formula 1. Houve até os que chegaram à Junior Team da Red Bull, ainda estando nas formulas de acesso, como a Formula Renault ou a Formula BMW e foram despedidos sem cerimónia. Já ouviram falar de Lewis Williamson, Beitske Visser, Michel Ammermuller ou Sergio Sette Câmara? Pois é, todos estes estiveram nesse programa e foram despedidos sem cerimónia ao fim de uma temporada.

Mas de uma certa forma, era um despedimento anunciado. Desde que fora rebaixado da Red Bull para a Toro Rosso que o seu destino tinha sido traçado. Os resultados demonstram isso mesmo, tendo conseguido apenas oito pontos desde o GP de Espanha de 2016, para além de uma volta mais rápida. E claro, o filho de Carlos Sainz o derrotou em toda a linha, conseguindo 50 pontos durante esse período (Espanha 2016 a Singapura 2017), o que também ajuda muito neste desfecho. 

Apesar de depois terem surgido rumores afirmando que Kvyat poderá até voltar ao cockpit do carro ainda nesta temporada... creio que o seus dias estão contados.

E é, digamos, a Red Bull no seu melhor. Sempre achei que eles podem dar a melhor chance a um piloto de alcançar o seu sonho, mas não medem as consequências. É verdade que sacrificam tudo para alcançar esse sonho, que é caro (lembro bem de Helmut Marko ter dito que ter Carlos Sainz na Formula 1 custou-lhe oito milhões de euros), mas isto não é para fracos de espírito. Sempre achei que todos os pilotos que iriam para ali tinham acabado de assinar um pacto com o Diabo. Bons pilotos viram as suas carreiras arruinadas por causa da máquina trituradora da Red Bull, tentando prosseguir a sua vida noutras categorias. Sebastien Buemi, Jean-Eric Vergne e António Félix da Costa são felizes na Formula E, por exemplo, mas há quem já tenha pendurado o capacete de vez, como Jaime Alguersuari.

Agora resta saber de que material é feito Pierre Gasly. Não é nenhum prodígio, apesar de ter um bom palmarés, e suspeito que seja alguém ao nível de um Vergne ou Buemi, logo, pode ser altamente improvável que suba de divisão para a Red Bull, especialmente quando se fala de rumores de que a firma de bebidas energéticas está a pensar num "phase out" a partir de 2020, quando aparecerem os novos regulamentos. A Toro Rosso está à venda há muito tempo, e poderão convencer a Honda a ficar com a marca, enquanto que já convidaram a Aston Martin a colaborar mais na equipa, provavelmente na ideia de que no final da década, eles fiquem a tomar conta disto como construtores. Ou então, que Christian Horner seja o dono da equipa, em colaboração com ambas as marcas por mais algum tempo.

Mas por agora, o que se fala por aqui é no novo piloto. E como é que o russo vai lidar com mais uma despromoção. É que se no ano passado lidou muito mal com a despromoção para a Toro Rosso, como é que lidará com este afastamento (mesmo que seja temporário ou definitivo) da equipa?

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Noticias: Kvyat fora, Gasly substitui-o em Sepang

A Red Bull decidiu mudar o seu alinhamento na Toro Rosso e dispensou os serviços do russo Daniil Kvyat para colocar no seu lugar o francês Pierre Gasly. Foi uma mudança inesperada, mas já se esperava desde há algum tempo, pois eles pretendiam colocá-lo já a meio da temporada. Só que pretendiam que fosse com Carlos Sainz Jr, que já vai para a Renault em 2018, e que desejariam que fosse antes, substituindo Jolyon Palmer.

A Scuderia Toro Rosso foi criada pela Red Bull para trazer os jovens do seu programa Júnior para a Formula 1, e é isso o que estamos a fazer, dando a Pierre essa chance. Ele é o próximo na linha da Red Bull para ter esta oportunidade, e ele mostrou que merece depois de ter conquistado o título da GP2 em 2016, e este ano ele vem sendo muito competitivo na Super Formula no Japão. Ele tem uma hipótese de ser campeão, já que está a apenas 0,5 pontos do líder”, começou por dizer Franz Tost, o austríaco que está à frente da Toro Rosso.

A mudança de piloto nos dá a chance de tomar uma decisão mais embasada sobre nossas escolhas para 2018. Por uma série de razões, algumas devido a problemas técnicos, mas outras como seus próprios erros, Daniil Kvyat não mostrou seu verdadeiro potencial, e é por isso que posicionamos [Gasly] para as próximas corridas. Isso vai nos dar a chance de avaliar Pierre da melhor forma durante um fim de semana de corrida”, concluiu.

Já Gasly está contente pela chance dada para se estrear na Formula 1 até ao final desta temporada. "Gostaria de agradecer a todos que me ajudaram a ter essa chance na minha carreira e, especialmente, ao consultor Helmut Marko, da Red Bull e à Toro Rosso", comemorou o piloto francês de 21 anos. "Está é uma ótima oportunidade para mim. Eu me sinto tão pronto. E farei o melhor melhor para a Toro Rosso durante as próximas corridas", concluiu.

Aos 21 anos de idade (nasceu a 7 de fevereiro de 1996 em Paris), Gasly tem a chance da sua vida para brilhar na Formula 1. Começou a sua carreira na Formula 4 francesa, em 2011, terminando na terceira posição, para depois vencer em 2013 a Eurocup Formula Renault 2.0. No ano seguinte. passou para a Formula Renault 3.5, onde acabou vice-campeão, acabando a temporada na GP2, ao serviço da Caterham Racing.

Continuou na GP2 em 2015, onde acabou em oitavo, com quatro pódios, e em 2016 venceu o campeonato com quatro vitórias. Em 2017, rumou ao Japão, para a SuperFormula, onde venceu duas corridas e está no segundo lugar do campeonato. Para além disso, participou na Formula E, ao serviço da e.dams na ronda de Nova Iorque, substituindo Sebastien Buemi, acabando nos pontos em ambas as corridas.  

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Apresentações 2017: O Toro Rosso STR12

Foi o último a ser apresentado, mas provavelmente, deverá ter o desenho mais surpreendente do pelotão. O Toro Rosso STR12 foi esta tarde apresentado em Barcelona, perante os jornalistas especializados, e o seu desenho de azul e cinzento, com faixas vermelhas, surpreendeu todos os que estavam por lá. Daniil Kvyat e Carlos Sainz Jr vão ser os pilotos este ano, numa máquina do qual se vai ver se consegue se manter no meio do pelotão.

Quanto ao desenho, sem bicos de mamilo, o nariz é muito tradicional, semelhante ao Mercedes, e claro, tem a barbatana. Um projeto simples, do qual se espera que seja eficaz. 

Franz Tost aproveitou o comunicado oficial da marca para dizer sobre as esperanças da equipa nesta temporada: "Para todos os fãs de Formula 1, 2017 deve ser um ano animador e incerto, já que o regulamento técnico passou por grandes mudanças do que temos visto nos últimos anos. Em termos simples, os carros são maiores, mais longos, mais baixos, mais rápidos, mais barulhentos e usam pneus mais largos, o que promove mais aderência, maior velocidade nas curvas e esperamos que provas mais competitivas", começou por dizer.

"Todos na equipa trabalharam duro para ter a certeza de que teríamos um carro competitivo neste ano. Nosso chassis está acoplado no motor, que possivelmente é o mais competitivo que tivemos até o momento na era híbrida, uma vez que estamos novamente com a Renault", concluiu.

Em relação à dupla de pilotos, Tost elogia a experiência e a juventude deles, afirmando que pode ser a melhor dupla desde a sua criação. 

"Daniil Kvyat está em seu quarto ano como piloto da Formula 1 e Carlos Sainz caminhando para sua terceira temporada conosco. São uma dupla muito talentosa e trabalharam duro durante o inverno para estarem preparados fisicamente para os desafios que envolvem pilotas esses novos carros. A equipa que irá observar os carros em pista também está muito preparada. Enfim, gostamos muito da nossa primeira grande mudança em 12 anos dentro da categoria", comentou.

James Key, o diretor técnico e projetista do STR12, fez uma análise sobre todas as melhorias em relaçao ao ano passado, e afirmou que o chassis será o elemento a ter em conta neste período de tempo.

"Com continuidade dos pilotos e uma unidade de força que deu um grande passo à frente no ano passado e deve se desenvolver muito fortemente neste ano, isso deixa o chassis como um elemento desconhecido", começou por analisar.

"Sempre nos impusemos metas ousadas para esse ano, estamos a assumir uma avaliação de longo prazo para 20 corridas, bem como uma longa lista de desenvolvimentos planeados durante a temporada. Suspeito que será um ano onde iremos ter muita performance", finalizou.

Depois de um "shakedown" em Misano, durante a semana que passou, o carro rodará a partir de amanhã em Barcelona, para ver como é que se situa em relação à concorrência.

sábado, 22 de outubro de 2016

Noticias: Toro Rosso confirma Kvyat e Sainz para 2017

A Toro Rosso manterá a mesma dupla de pilotos para 2017. O russo Daniil Kvyat e o espanhol Carlos Sainz Jr. continuarão a ser pilotos da marca, sinal de confiança dado quer por Franz Tost, quer por Helmut Marko, aos seus pilotos. Esta noticia surge poucos dias depois de terem surgido rumores de que o piloto russo poderá estar a negociar um lugar na Force India, e também é sinal de que os pilotos que estão na Junior Academy, como o francês Pierre Gasly, vão ter de esperar mais um bocado para terem a sua oportunidade.

"Eu gostaria de agradecer à Red Bull, ao Dr. Marko e toda a equipa pelo seu apoio e fé que mostraram em mim desde que voltei à equipa no início deste ano", começou por dizer Kvyat. "Estou muito feliz de ficar com uma equipe que me faz sentir em casa. Eu estou realmente ansioso para continuar o trabalho em 2017 e tenho realmente ambições para isso. Eu vou estar totalmente dedicado, dando os meus '200 por cento', e tenho a certeza que eu vou dar o meu melhor, como costumo fazer. Estou muito feliz!", concluiu.

"Teve que ser uma mudança [nos regulamentos] que nos faz anunciar a nossa dupla de pilotos relativamente cedo", disse Franz Tost. "Há tantos novos elementos que vêm à Fórmula 1 em geral e para a nossa equipa, especificamente, em termos de mudança no fornecedor da unidade de potência, que tendo os mesmos dois pilotos nos dá estabilidade e um ponto de referência para trabalhar." continuou.

"Para Carlos, esta será a sua terceira temporada connosco, que mostra até que ponto nós o valorizamos imenso. E nas últimas corridas, ficou claro que o Daniil está de volta à sua melhor forma.

"Eu sempre disse a ele [Kvyat] que o seu futuro passava por nós e ele intensificou e entregou o tipo de performances que esperavamos, assegurando o seu assento para 2017, com o STR12. Agora temos um par de pilotos muito talentoso e forte para enfrentar uma temporada em que esperamos ser muito competitiva", concluiu Tost.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Este mês, no Nobres do Grid...

(...) Quando em 2001, Fernando Alonso, e Kimi Raikkonen se estrearam na Formula 1, houve mais criticas ao finlandês que experimentava uma máquina de 800 cavalos… após apenas 23 corridas em monolugares. Muitos foram os que criticaram fortemente a escolha de um piloto com tão pouca experiência, sem passar pela Formula 3, por exemplo. Contudo, o finlandês calou os críticos logo na sua primeira corrida na Formula 1, ao ser sexto classificado com o Sauber. No ano anterior, já tinha havido polémica semelhante com o britânico Jenson Button, mas ele tinha experiência na Formula 3 britânica e fez um teste do género “shot-off” com o brasileiro Bruno Junqueira, mais velho do que ele, onde superou-o por muito pouco.

(...)  Filho de Lawrence Stroll, um dos homens mais ricos do Canadá, Lance está a ser treinado para ser piloto… desde criança. Aos 17 anos de idade (nasceu a 29 de outubro de 1998), Stroll corre desde os dez anos de idade, nos karts, e em 2014, aos 15 anos de idade, estreou-se nos monolugares. Ganhou a Formula 4 italiana nesse ano, e a Toyota Racing Series no ano seguinte, enquanto que era quinto no campeonato europeu de Formula 3. Este ano, ele lidera o campeonato com mais de 70 pontos de diferença sobre o alemão Maximilian Gunther. (...)

(...) Stroll é piloto de desenvolvimento da equipa este ano, e a equipa segue os seus feitos ao serviço da Prema Powerteam. Altamente experimentado, já se fala que tem tudo feito para ser o piloto titular, com estreia na próxima temporada, graças ao seu pai. Os rumores indicam que Lawrence já comprou um interesse na equipa, e que um carro de 2014 já esta a ser modificado para que ele faça um programa extensivo de testes em circuitos onde ele não tem muita experiência em monolugares, pelo menos na Europa. Com a Super-Licença meramente um “pró-forma” (recorde-se, ele fará 18 anos dentro de um mês), ele tem o caminho aberto para esse lugar.

Mas toda essa obsessão pela prodigalidade tem um preço. Ninguém poderá acreditar que Jaime Alguersuari tenha agora 26 anos e já se retirou do automobilismo, mas isso é real. Tendo estreado na Formula 1 no GP da Hungria de 2009, batendo o recorde de precocidade de Chris Amon, pela Toro Rosso, não deslumbrou na sua estreia, nem na temporada seguinte, onde foi 19º, com apenas cinco pontos. Ele melhorou em 2011, onde conseguiu 26 pontos e o 14º posto, com dois sétimos lugares em Itália e na Coreia do Sul como melhores resultados. Contudo, no final dessa temporada, e de modo surpreendente, quer ele, quer o seu companheiro de equipa, o suíço Sebastien Buemi, foram dispensados. E nenhum dos dois conseguiu depois carreira na Formula 1. (...)

Nos tempos em que correm, as equipas estão obcecadas em ter meninos prodígios na Formula 1. quanto mais novo, melhor, para dizer que estão a demonstrar talento precoce. Mas colocar jovens imaturos ao volante de máquinas de 900 cavalos poderá estar a ser uma pressão demasiado alta para adolescentes. Os pilotos que não sobreviveram à máquina trituradora da Red Bull Junior Team são um bom exemplo de pessoas que mesmo a meio da casa dos vinte, estão psicologicamente tão desgastados que pura e simplesmente, penduraram o capacete. É sobre isso que falo este mês no Nobres do Grid.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Formula 1 em Cartoons: O futuro pós-Red Bull (Cire Box)

Nem todos os pilotos vingam na Red Bull, e nem todos saem pela porta grande. Há quem nem chegue aos "grandes" depois de passar pela "pequena" Toro Rosso, e se Jaime Alguersuari foi um extremo, há quem pense que o melhor lugar na pós-Formula 1 seria numa espécie de competição citadina, como a Formula E... não é, Daniil?

domingo, 4 de setembro de 2016

Os próximos dias que podem agitar a Formula 1

Monza é um excelente lugar para falar sobre a atual situação da Formula 1 e o seu futuro próximo. E desde quinta-feira que o pelotão tem recebido noticias que estão a dar a ideia de que está a aproximar-se do final de uma geração... e mais algumas coisas interessantes, até na estrutura da categoria máxima do automobilismo.

Primeiro que tudo, falar de Felipe Massa e Jenson Button. Algum dia iria acontecer que estes dois pilotos, corredores de fundo na Formula 1, iriam pendurar o capacete e gozar mais tempo com a familia. Mas vê-los abandonar ao mesmo tempo criou um enorme buraco no mercado de pilotos, e um lugar apetecível na Williams. Se no caso da McLaren, Stoffel Vandoorne era o herdeiro natural, no caso de Massa e do lugar agora vago na Williams, as coisas são um pouco mais complicadas. Há alguns candidatos interessantes, mas já neste fim de semana, um desses possíveis candidatos já saiu de cena, quando o mexicano Sérgio Perez renovou pela sua equipa, a Force Índia.

O brasileiro Felipe Nasr é uma forte hipótese para o lugar, pois ele já foi piloto de testes da equipa, antes de rumar para a Sauber, em 2015. Com a Petrobras como patrocinadora da equipa, ela poderá querer um piloto brasileiro na dupla de pilotos para 2017, para além do dinheiro do seu patrocínio do Banco do Brasil, do qual contribui com cerca de 25 milhões de euros para a atual equipa, a Sauber. Contudo, mesmo com a possivel injeção de mais dinheiro na equipa de Frank Williams e da sua filha, Claire, poderá ser contrariada por dois pilotos interessantes, velozes... e endinheirados: o alemão Pascal Wehrlein e o canadiano Lance Stroll.

No caso de Wehrlein, a ideia de ele trocar a Manor pela Williams seria para abater um pouco mais o preço dos motores Mercedes para 2017, porque talento, ele o têm. Aos 21 anos de idade - fará 22 no próximo dia 18 de outubro - o campeão do DTM em 2015 já deu um ponto para a Manor este ano e estar na Williams seria  oportunidade para o piloto protegido pela asa da Mercedes para rodar noutra equipa antes de ir para a principal num futuro próximo, quando Nico Rosberg ou Lewis Hamilton sairem da equipa.

Contudo, Wehrlein, apesar do talento e do possível alivio na conta dos motores, tem a concorrência de um piloto mais jovem ainda. O canadiano Lance Stroll, de 17 anos - fará anos no próximo dia 29 de outubro - vai ser o campeão deste ano da Formula 3 europeia, e é um piloto literalmente nascido em berço de ouro e trabalhado para ser piloto de Formula 1. Filho de Lawrence Stroll, um dos homens mais ricos do Canadá, começou a andar em monolugares em 2014, e em 2016 lidera o campeonato de Formula 3, depois de ser quinto classificado no ano anterior. É também piloto de testes e de desenvolvimento da Williams, depois de o ter sido na Ferrari, em 2015. E em 2014, venceu a Formula 4 italiana. Talento e dinheiro, o piloto têm, mas não se sabe se a Williams quer dar já em 2017 um lugar, para acompanhar aquilo que a Red Bull fez com Max Verstappen, e a Mercedes fez com Esteban Ocon.

E falando em Max Verstappen e Red Bull... a tarde deste domingo viu também o rumor vindo de alguma imprensa dizendo que este poderá ter sido a última corrida de Daniil Kvyat na Toro Rosso. O piloto russo nunca mais recuperou da despromoção da Red Bull, após o GP russo, e tem estado deprimido. Para piorar as coisas, a Toro Rosso, com os seus motores Ferrari de 2015, está em nítida recessão na grelha - está constantemente a ser batido pela... Manor - e isso não ajuda muito na recuperação da auto-confiança de Kvyat.

O possivel substituto de Kvyat seria o francês Pierre Gasly, de 20 anos - nascido em Rouen a 7 de fevereiro de 1996 - e a acontecer, ele estaria no carro já em Singapura. Ele lidera a GP2 este ano, depois de ter sido o vice-campeão na World Series by Renault em 2014, e é neste momento piloto de reserva da Red Bull. Contudo, no final deste domingo, Gasly escreveu na sua conta pessoal de Twitter que os rumores são o que são: rumores. Mas também afirmou que "espera ter em breve a sua oportunidade na Formula 1".

O terceiro grande rumor que circulou este domingo em Monza tem a ver... com a própria Formula 1. No passado dia 26 noticiei sobre a possibilidade do grupo Liberty Media comprar a Formula 1 à CVC Capital Partners por um valor a rondar os 8,5 mil milhões de dólares. As negociações andam entre avanços e recuos desde há ano e meio, mas nos últimos dias, ganharam relevo, e este domingo, ainda mais, quando se afirmou que ambas as partes estariam bem perto de um acordo. A Autosport britânica fala que um acordo pode ser anunciado nesta terça-feira, mas que isso poderá não acontecer tão cedo porque existem ofertas de duas concorrentes à CVC Capital Partners para comprar a parte de 35 por cento que lhe compete por valores mais altos.

Uma dessas concorrentes é a RSE Ventures, de Stephen Ross, e que detêm a propriedade da equipa de futebol Miami Dolphins - em associação com uma firma de investimento do Qatar - e outra é uma firma cujo nome é desconhecido. E ambos poderão nem comprar a totalidade da parte que pertence à CVC - há a possibilidade de comprarem apenas 20 por cento por cerca de cinco mil milhões de dólares.

E em caso de venda - dependendo a quem é que isto vai ser vendido - poderá significar o fim da era de Ecclestone na Formula 1. Apesar de ser dono de 17 por cento dela - metade em seu nome, a outra metade em nome da Bambino Trust - as negociações estão a ser feitas apenas em nome da CVC, sem ninguém a interferir, nem mesmo o próprio Bernie. Se a Liberty Media ficar com a propriedade do negócio, eles poderão depedir Ecclestone e colocar no seu lugar outro nome, em regime de transição, como Chase Carey, um americano de 62 anos que está associado a Fox desde 1988, com passagens pela News Corp, de Rupert Murdoch.

Contudo, a ideia de Carey por ali seria num regime de transição, pois a Liberty Media tem olhos noutro CEO mais novo e com experiência neste meio: o espanhol Alejandro Agag, o CEO da Formula E. Bem mais novo do que Ecclestone - tem 45 anos - o espanhol, que é casado com a filha do ex-primeiro ministro José Maria Aznar, já foi o dono da Addax, equipa da GP2 e desde 2013 está na frente dos destinos da Formula E. A Liberty Media comprou em 2015 a Formula E, e como é uma série que está em grande crescimento, com a inclusão dos vários construtores na série, muitos vêm o seu sucesso na formula E como o "balão de ensaio" para voos mais altos. E como ele tem menos 40 anos que o próprio Bernie...

Muitos disseram que hoje poderemos ter visto Bernie Ecclestone pela última vez num paddock da Formula 1. Eu não creio isso, porque ainda há muito mais em jogo nesta história. E ainda não deu a sua última palavra.  

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Os pensamentos de António Félix da Costa

Parece que viver com a ideia do que poderia ter sido não é fácil. E por vezes, quando há uma oportunidade para desabafar sobre isso, não se enjeita tal ideia. Toda a gente conhece mais ou menos o que faz a Red Bull com os seus pilotos da formação, que por vezes se transformam em autênticos "carne para canhão". Mas no caso de António Félix da Costa, nem foi o típico piloto que foi lá e foi "triturado", mas sim o piloto ao qual lhe prometerem uma chance e não lhe deram. E embora o piloto português, que fará 25 anos na semana que vêm, continua a sua carreira no DTM e na Formula E, correndo e vencendo, ele ainda pensa no que poderia ter acontecido se tivesse ido para a Formula 1.

"Eu tento realmente abstrair-me do fato de que eu não estou lá", começou por dizer numa entrevista publicada hoje na Motorsport.com "Mas eu estou agora a fazer comentários para a Formula 1 em Portugal [no Eurosport Extra 2], e é realmente difícil quando eu olho para eles. A maioria deles é muito talentosa, mas há outras pessoas por lá onde eu já corri com eles e os venci. E eu vejo-os realmente indo bem por lá", continuou.

"Eu sei que eu poderia ter ido bem lá, mas há uma diferença entre fazer bem e ser campeão do mundo. Eu tenho trabalhado a minha mente para abstrair-me disso. Mas há alguns dias em que eu me sinto melhor do que outros, vamos colocá-lo assim". 

Contudo, o piloto de Cascais afirma que a sua ligação à BMW o colocou a correr noutras categorias onde pode continuar a demonstrar o seu talento, como na DTM e na Formula E, onde é piloto da Andretti, que tem um acordo de colaboração com a construtora alemã. 

"Você sabe que a carreira de um piloto de corrida não é sobre se você não ir para a Formula 1, logo eu tenho a sorte de trabalhar com um fabricante [BMW], que é conhecido em Portugal, Alemanha, Malásia, Tailândia - de muito prestígio para mim e disso, eu não posso reclamar", declarou.

Sobre o piloto que acabou por ser o seu substituto, o russo Daniil Kvyat, Félix da Costa diz coisas boas sobre ele e espera que recupere dos seus problemas pessoais, especialmente depois da sua despromoção da Red Bull para a Toro Rosso, em abril.

"Daniil é uma pessoa super talentosa, mas quando você coloca estes jovens na Formula 1 e eles não estão prontos - e não falo apenas sobre Daniil mas poderia até mesmo colocar o Carlos [Sainz] e o Max [Verstappen] na mistura, eu poderia colocar todos esses jovens rapazes que se juntaram à Formula 1 - é bom quando tudo está bem, é super fácil lidar com uma boa pressão. Mas assim que você tem um problema, torna-se difícil e você vê todos estes jovens a sofrer um pouco mais do que os estabelecidos. O que é normal, mas o Daniil fez coisas muito boas na Formula 1, especialmente na sua temporada de estreia, que foi muito impressionante contra o JEV [Jean-Eric Vergne]" comentou.

"Eu acredito que ele merece uma chance decente. Eu não acho que aquilo que fizeram estava certo, mas agora está feito e o que agora ele precisa é de lidar com ela, e ver se ele é forte o suficiente. Eu espero que ele seja, eu o conheço bem, eu ainda falo com ele. E eu espero que ele se erga disto", concluiu.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

A desmotivação de Daniil Kvyat

Aos 22 anos de idade, um piloto de automóveis anda normalmente nas competições de acesso à Formula 1. Raros são os que chegam à categoria máxima do automobilismo nessa idade, e só três venceram na história, dois deles a bordo de carros da Red Bull: Sebastian Vettel - num Toro Rosso - e Max Verstappen.

Contudo, para dois ou três histórias de sucesso, há dezenas de fracassos. Nem todos aceitam isto de bom grado, alguns desaparecendo de cena pouco depois da sua passagem pela Formula 1. Jaime Alguersuari, apenas com 25 anos, já pendurou o capacete, depois de passagens pela Formula E, devido a uma lesão contraída no ano passado, durante a corrida de Moscovo. Mas há quem não tenha tido qualquer lesão e tenha a carreira terminada muito cedo. O caso de Daniil Kvyat não é esse, mas anda a caminho de um fim prematuro, dada a sua despromoção da Red Bull para a Toro Rosso, após o GP da Rússia. Na equipa de Faenza, Kvyat só conseguiu dois pontos e uma volta mais rápida, em Barcelona, na corrida em que o seu substituto venceu.

E nas duas últimas corridas, na Hungria e na Alemanha, as prestações de Kyvat são tão baixas que anda ao nível dos Manor e dos Sauber, os piores do pelotão. O mau momento dele, as suas frustrações, passam para fora, deixando campainhas de alarme e dúvidas sobre se chegará ao final do ano como piloto titular, já que surgiram noticias de que ele não correrá pela equipa em 2017.

Não me sinto bem. Não é um bom período para mim. Parece que nunca mais termina. Estou a dar o meu melhor todos os fins de semana, mas nada parece funcionar até ao momento, portanto tem de ser mais do que isso. Mas não é uma desculpa. Todos passam por períodos difíceis, e se não fizeres nada contra isso, simplesmente morres. Mas não sei do que preciso. Não sei. Sei apenas que as sensações no carro têm de ser muito melhores. Não me lembro da última vez que tive um bom feeling com um carro, portanto não sei o que se está a passar. Dá a ideia de que a minha janela de trabalho é muito estreita. Estamos a procurar expandi-la, mas não é fácil”, adiantou um desanimado Kvyat, durante a qualificação do GP da Alemanha, este sábado.

Não posso culpá-los por isto, claro, porque eles fizeram de mim um bom piloto. Agora não sou tão forte devido ao que aconteceu há uns meses . Mas não é uma desculpa, não é uma explicação. No final, estas coisas tornam-te novamente mais forte, mas claro que toda a situação fez-me reflectir um pouco  sobre as coisas, e não é fácil. A despromoção fez com que deixasse de retirar prazer das corridas, mas agora preciso de ter novamente esse gosto e paixão por aquilo que faço”, continuou.

Depois, o piloto russo admitiu depois que a pausa de verão veio na altura certa: 

Precisava realmente dela, penso que mais do que qualquer outra pessoa. Tenho estado a consumir-me, a pedir demasiado de mim mesmo, coisas que não são possíveis no carro e nas circunstâncias, em particular quando regressei à equipa. É fácil esgotares-te. Acredito que foi o que eu fiz. Muitas das pessoas que me conhecem viram que eu não estava bem nas últimas semanas. Não preciso que ninguém tenha pena de mim, mas todos passamos por estas fases na vida. A qualificação de sábado foi um ponto baixo, mas no domingo senti que dei não um, mas vários passos em frente. Portanto acredito que as coisas vão correr muito melhor para mim daqui por diante. Acredito que vou encontrar um bom rumo agora. Acalmei-me um pouco”.

É bom saber que Kvyat vai tentar acalmar-se para resgatar um pouco da sua motivação na Toro Rosso e no automobilismo em geral. Nem todos conseguem aguentar as pressões, quebrando como pessoa. A máquina trituradora da Red Bull, como é sabido, não perdoa os que não conseguem, mas também consegue "torturar" os que lá estão. Espera-se que recupere, mas pode ser tarde demais para o piloto russo. O grande receio é saber o que acontecerá, ou se terá vida para além da Red Bull. Só se espera que no futuro, a história da Danill Kvyat não seja a de mais um dos que foram destruidos pela máquina torturadora dos touros vermelhos.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Noticias: Kvyat fora da Toro Rosso em 2017

Parece que a Red Bull perdeu a confiança em Daniil Kvyat. Rebaixado da Red Bull para a Toro Rosso após o GP da Rússia, em troca com o holandês Max Verstappen, o piloto russo conseguiu apenas dois pontos e uma volta mais rápida, e as suas performances são largamente superadas por Carlos Sainz Jr de tal forma que o seu contrato não vai ser renovado para a próxima temporada. A informação vem hoje da agência de noticias russa Izvestia.

"A Red Bull esperava que o retorno à Toro Rosso fortalecesse Kvyat, tirando uma enorme carga de pressão sobre ele. Esperava-se que marcasse pontos regularmente e que fosse um exemplo para Carlos [Sainz], mas, nas últimas sete corridas, Daniil não conseguiu nada, e isso parece ter convencido Marko a não renovar com o piloto", diz a publicação.

Com apenas dois décimos lugares como melhores resultados, Kvyat bateu um ponto baixo na Hungria, quando largou apenas na 20ª posição, muito distante de Sainz Jr, que foi nono na grelha e acabou na oitava posição, pontuando pela quarta vez consecutiva.

Fala-se que o seu sucessor natural seja o francês Pierre Gasly, atual lider da GP2, com o brasileiro Sergio Sette Câmara a ficar com a posição na GP2, enquanto que se fala que esta saída de cena não é definitivamente da Formula 1, pois o russo pode estar a caminha da Williams, embora nenhum dos lados diga algo sobre esse assunto.  

segunda-feira, 16 de maio de 2016

O dia a seguir da Red Bull

Bom, a corrida deste fim de semana de Max Verstappen foi o inicio das coisas, mas hoje, Christian Horner praticamente "sepultou" as chances de regresso de Daniil Kvyat à Red Bull com as suas declarações. 

No rescaldo da vitória do holandês, o diretor da Red Bull declarou: “Acho que o regresso de Kvyat é muito pouco provável a curto prazo. Nunca se deve descartar nada. Ele tem um contrato de longa duração e vai continuar a ganhar experiência na Toro Rosso, sem estar sob tanta pressão.

Kvyat, provavelmente frustrado por ver o seu substituto subir ao lugar mais alto do pódio - apesar de ter feito a volta mais rápida da corrida - mantêm-se esperançado num regresso. 

E se eu tivesse vencido a corrida? Nunca vamos saber. Mas sei que o meu potencial é para poder vencer corridas e títulos. Simplesmente, parece que o meu caminho vai ser mais difícil agora. Tenho de ser paciente”, comentou.

A parte chata disso é que, apesar de ter pontuado, ficou atrás de Carlos Sainz Jr, com o espanhol a ser sexto e o russo a ser décimo.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

A versão de Kvyat dos acontecimentos

Uma semana depois da Red Bull ter trocado Daniil Kvyat por Max Verstappen, os pilotos começaram a explicar as circunstâncias da noticia dessa substituição. O piloto russo contou esta quinta-feira, na conferência de imprensa de apresentação do GP de Espanha, que os responsáveis da Red Bull não lhe eram grandes explicações, dando o facto como consumado. 

"Eu estava em Moscovo, deitado no meu sofá e assistindo uma série de TV. Aí o telefone tocou e, do outro lado, oiço um 'Olá, temos algumas notícias para ti'", contou. Era o consultor e chefe da academia de pilotos da Red Bull, Helmut Marko.

"Conversamos por 20 minutos, e eu decidi pedir uma explicação. Entendi alguns detalhes interessantes, mas por agora, vou mantê-los em segredo. Terminamos a ligação, e voltei para minha série de TV. E foi tudo", concluiu. Kvyat não disse que série estava a ver, mas no dia em que lhe telefonaram, estava a dar mais um episódio de "Game of Thrones". 

Há três semanas eu estava a subir ao pódio. Mas os chefes de equipa tiveram de tomar a decisão e não me deram nenhuma explicação. Eu tenho de aceitar isso, e não posso mudar a decisão deles”, confessou.

No entanto, Kvyat olha para o problema numa perspectiva motivadora: “Na Toro Rosso o clima é bom, positivo, e estou ansioso por começar a trabalhar. Nada mudou para mim. Vou dar meu máximo. Estou feliz por voltar à Toro Rosso, eles deram-me umas calorosas boas-vindas. Os objetivos estão claros para a equipa e para mim. Vou dar as minhas respostas na pista”, concluiu.

Vamos a ver o que vai acontecer a partir deste fim de semana aos dois, e até ao resto da temporada.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Formula 1 em Cartoons - A dança das cadeiras da Red Bull (Cire Box)

Como seria de esperar, os eventos de Milton Keynes não escaparam à pena afiada do "Cire Box", afirmando que a Red Bull entrou em mais uma nova modalidade...