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quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

A imagem do dia




Há quem fale que Helmut Marko terá um substituto na Red Bull. Há quem fale em gente como Sebastian Vettel no lugar de Marko. Mas ninguém crê nisso. E porquê? Porque... os tempos mudaram. 

De uma certa forma, uma boa razão são as mentalidades. Aquilo que foi bom num tempo, jã não é agora. Como, por exemplo, as "grid girls". Porque digo isto? Para além de afirmar que 2025 não é mais 2009, altura em que começaram a ser uma equipa vencedora, a percepção que as pessoas tinham de Helmut Marko e da Red Bull é de que eram... os vilões. E isso, a nova direção da Red Bull não quer mais. 

Helmut Marko ganhava em 2025 cerca de oito milhões de euros por ano na Red Bull, e tinha contrato até 2026. E esse contrato tinha sido assinado num tempo em que Chrsitian Horner era o diretor geral, Adrian Newey desenhava os carros e sobretudo, Dietrich Mateschitz ainda vivia. 

E no dia em que ele morreu, 22 de outubro de 2022, mudou tudo.

Primeiro, o seu sucessor foi o filho, Mark. Então com 30 anos, tornou-se o dono de 49 por cento da Red Bull - a outra parte pertence ao lado tailandês, liderado por Chalerm Yoovidhya, o filho do fundador, Chaleo Yoovidhya - e ele, apesar de ter algumas parecências com o pai, nomeadamente a sua policia de "low-profile" e a sua paixão pelos carros - foi ele que comprou a coleção automobilística do Bernie Ecclestone, por exemplo - ele sabia mexer-se com os novos tempos. E claro, a percepção também é importante. E se alguém contar que o seu produto é associado a maus da fita, dê por onde der, prejudica as vendas das latinhas. 

E quando em 2024, surgiram os rumores de assédio por parte de Christian Horner, foi Mateschitz que "convidou" Horner para sair, apenas para ser impedido pelo lado tailandês da empresa. Mas claro, não durou muito tempo: um ano e meio depois, no verão de 2025, Horner saiu, praticamente sem aviso prévio, e claro, depois de uma generosa indemnização. 

E a precipitar o final abrupto de Marko da Formula 1, o incidente do GP do Qatar, com ele a criticar fortemente Andrea Kimi Antonelli por ele ter perdido o controlo do seu Mercedes, para deixar passar Lando Norris. A chuva de assédio nas redes sociais contra o jovem piloto italiano foi demais para a cúpula da Red Bull, que obrigou Marko a pedir desculpas pelas suas declarações, algo inédito até então, ainda antes do GP de Abu Dhabi.

Também não ficaria admirado se Marko não saísse sem uma indemnização pela saída antecipada. Mas independentemente disso, há uma era que acabou, e sobretudo, há uma reputação a ser reparada, dê por onde der. Parecendo que não, em Abu Dhabi assistimos ao final de uma era na Red Bull. Poderá triunfar no futuro, mas não será mais com Horner, com Newey, mas sobretudo, com Marko. 

Claro, pode-se perguntar se haverá um substituto de Marko. A resposta é simples: "Nein!" (não!) Esse cargo único termina com ele.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

As imagens do dia








Agora que Helmut Marko foi "chutado" da Red Bull, terminando assim uma era na equipa, e de certa forma, do automobilismo, dedico-me a falar sobre a sua carreira como piloto. Que teve o seu brilho, antes de um acidente o obrigar a interrompê-la de forma precoce. 

E o que vemos por aqui? Apesar de ter sido modesto na Formula 1 - apenas dez corridas, em duas temporadas incompletas - pelo meio conseguiu alguns feitos impressionantes na Endurance, como ganhar as 24 horas de Le Mans e ter sido segundo classificado na Targa Florio, recuperando tempo e batendo o recorde de volta que ainda hoje perdura. 

Marko nasceu em Graz, a 27 de abril de 1943. Na adolescência, cruzou-se e fez amizade com outro rapaz, que se tinha radicado na cidade depois da guerra: Jochen Rindt. Marko seguiu as suas pisadas, mas não de imediato, porque... os estudos vierem primeiro. Foi para a Universidade de Graz e doutorou-se em Direito (daí o Dr.) em 1967, numa altura em que o seu amigo Rindt já era piloto de Formula 1 de pleno direito. 

Claro, decidiu seguir os seus passos. Começou a guiar carros em 1968, num Triumph, antes de ir para a Formula Vê. Campeão pela Kaimann, em 1968, no ano seguinte foi para a Formula 3 pela McNamara, onde também os ajudava nas questões legais. 

Em 1970, consegue a sua grande oportunidade na Endurance. A equipa Martini tinha um 908 e convidou Marko para participar nas 24 horas de Le Mans, e ao lado do seu compatriota Rudi Leis, consegue chegar ao fim na terceira posição, e o primeiro na classe de 3 litros. 

A temporada seguinte começa na Formula 2, sem resultados de relevo, antes de em junho, correr nas 24 Horas de Le Mans, desta vez no 917K da Martini Racing, ao lado do neerlandês Gijs van Lennep. Sem saberem, tinham corrido num chassis feito de magnésio - material leve, mas inflamável - e ambos acabaram por ganhar a corrida um um recorde de distância que ficou até 2010: 5335,3 quilómetros, a uma média de 222,304 km/hora. 

Pouco tempo depois, tem a sua chance de Formula 1. O seu amigo Rindt tinha morrido menos de um ano antes, e ele decidira correr no GP da Alemanha a bordo de um McLaren M7C, com três anos, pela Ecurie Bonnier. Contudo, problemas burocráticos (John Surtees queria que corresse para ele, porque tinha um contrato pré-assinado) o impediram de participar. 

Contudo, na corrida seguinte, na Áustria, ele recebe um convite de Louis Stanley, dono da BRM, para correr com eles. Com o apoio da Marlboro Austria, ele entra com o chassis P153, enquanto o resto da equipa corre com os P160, mais atualizados. Acaba na 11ª posição, que viria a ser o seu melhor resultado do ano, na mesma corrida onde se estreava outro compatriota seu, Niki Lauda

Para 1972, começa a correr para a Alfa Romeo, num Tipo 33, e o primeiro teste foi na Targa Florio. Correndo ao lado do italiano Nanni Galli, competiu contra os Ferrari, que também corriam nas suas Barchettas. E a corrida dele, na parte final, foi digna de um piloto temerário: quando Galli entregou o carro a ele, tinha um atraso de dois minutos para o Ferrari de Arturo Merzário, que dividia o volante com Sandro Munari. Numa pista de 72 quilómetros, conseguiu baixar os tempos, até fazer uma volta em 33 minutos e 41 segundos, a uma média de 128,253 km/hora. 

Acabou por participar nas 24 horas de Le Mans desse ano, ao lado de Vic Elford, mas a corrida acabou para eles na 19ª hora, com problemas de transmissão.

No meio disto tudo, continuava a correr na Formula 1, pela BRM. Os resultados melhoravam, mas sem pontuar. Um oitavo lugar no chuvoso GP do Mónaco foi o seu melhor. Mas no GP de França, que naquele ano aconteceria na pista de Clermond-Ferrand, o sexto melhor tempo na grelha - e o melhor, de longe, dos BRM nesse final de semana - deu-lhe esperanças de um bom resultado. E estava num bom momento: a equipa tinha-lhe dado o P160B, o melhor dos chassis. Mas era 15 centímetros mais alto que o P153, que guiava até então. 

Marko partiu bem e lutava por pontos quando na volta oito, uma pedra vinda do March de Ronnie Peterson atingiu o seu visor e fez-lhe um furo. A pedra atingiu o seu olho esquerdo e conseguiu parar o carro sem bater. Apesar dos socorros, tinha ficado cego desse olho - hoje em dia, anda com um prótese ocular. 

Anos depois, em 2017, contou acerca do seu acidente e a sua vida pós-carreira ao site da Formula 1:

"Uma lesão no olho é muito dolorosa. Tiveram de suturar o olho, por isso cada piscar de olhos era um horror. Passei muitas noites sem dormir, até porque ainda estava convencido de que o desporto automóvel era a única razão para viver. E então, numa dessas noites em branco, tive de confessar a mim mesmo: acabou, preciso de fazer outra coisa da vida. É aí que se cai num buraco negro. Mas depois percebi que existe vida depois das corridas, e algo mudou na minha cabeça de um momento para o outro – não voltei a entrar num carro de corridas durante os 30 anos seguintes. Eu sabia, naquela altura, que nunca mais conseguiria competir a alto nível e não queria acabar como "piloto amador". Agora, posso dizer que sou muito feliz e sinto-me um sortudo por ter sobrevivido a este período apenas com a perda de um olho."

Acabava ali a primeira parte da sua carreira. A segunda aconteceria uns anos depois, depois de ter montado alguns hotéis na sua cidade natal, como empresário de pilotos, e depois, montar a sua equipa de automóveis e a sua associação com a Red Bull. Como se costuma afirmar, o resto é história.

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Noticias: Helmut Marko sai da Red Bull


Final de uma era na Red Bull. Helmut Marko, conselheiro da marca austríaca desde a sua chegada à Formula 1, em 2005, anunciou esta terça-feira que está de saída da Formula 1. O austríaco de 82 anos, ex-piloto e ex-dono de equipa, decidiu terminar as suas funções de conselheiro da equipa, com efeito imediato.

"Estou envolvido no automobilismo há seis décadas, e os últimos mais de 20 anos na Red Bull foram uma jornada extraordinária e extremamente bem-sucedida. Foi um período maravilhoso em que pude ajudar a moldar e compartilhar com tantas pessoas talentosas. Tudo o que construímos e conquistamos juntos me enche de orgulho", começou per referir Marko no comunicado oficial.

"Ficar por pouco fora do título mundial nesta temporada me tocou profundamente e deixou claro para mim que agora é o momento certo, para mim pessoalmente, de encerrar este capítulo muito longo, intenso e bem-sucedido. Desejo a toda a equipa sucesso contínuo e estou convencido de que eles estarão lutando por ambos os títulos mundiais na próxima temporada", concluiu.

Olivier Mintzlaff, o CEO da equipa, lamentou a decisão, afirmou que foi uma personagem bem importante na história da Red Bull.

"Helmut veio até mim com o desejo de encerrar seu papel como consultor de automobilismo no final do ano", começou por afirmar. "Lamento profundamente sua decisão, já que ele foi uma figura influente por mais de duas décadas, e sua saída marca o fim de uma era extraordinária", continuou.

"Ao longo de mais de 20 anos, Helmut conquistou méritos incomparáveis para nossa equipa e para toda a família do automobilismo da Red Bull. Ele desempenhou um papel decisivo em todas as principais decisões estratégicas que fizeram a Red Bull Racing ser o que é hoje: múltipla campeã mundial, um motor de inovação e uma pedra fundamental do automobilismo internacional".

"Após uma longa e intensa conversa, percebi que precisava respeitar seus desejos, pois tive a impressão de que o momento era certo para ele dar esse passo. Embora sua saída deixe uma lacuna significativa, nosso respeito por sua decisão e nossa gratidão por tudo o que ele fez pela Red Bull Racing superam isso".

"Helmut Marko fará muita falta — tanto pessoal quanto profissionalmente. Desejamos a ele todo o sucesso no futuro e esperamos que ele permaneça próximo e calorosamente conectado à equipa", concluiu.

Apesar de toda esta cordialidade, o jornal neerlandês "Der Limburger" afirmou que Marko sai em rutura com o organismo dirigente da Red Bull. O mesmo meio adianta detalhes, como a assinatura unilateral de contratos com jovens pilotos, sem o alinhamento da restante direção da Red Bull, e fala do caso de Alex Dunne, do qual Marko queria no programa, mas Mintzlaff e Laurent Mekies, o diretor de corrida, não. 

Para piorar as coisas, o seu comportamento abrasivo em relação a Andrea Kimi Antonelli, depois do GP do Qatar, que o acusou de ter provocado ele mesmo o erro que causou a ultrapassagem de Lando Norris, para depois o jovem piloto italiano ser atormentado com uma onda de assédio online por parte de adeptos fanáticos de Max Verstappen, caiu muito mal no seio da Red Bull, e obrigou Marko a pedir desculpa pelas suas declarações antes da corrida de Abu Dhabi.


Nascido a 27 de abril de 1943, em Graz, tornou-se colega de escola de Jochen Rindt, e seguiu-o na sua carreira no automobilismo, mas apenas depois de ter seguido para a universidade, para se tornar licenciado em Direito, em 1967. Em 1970, correu na Endurance, onde ganhou as 24 Horas de Le Mans em 1971, num Porsche 917, ao lado do neerlandês Gijs van Lennep. No final desse ano, começou a correr na Formula 1, primeiro num McLaren M7C da Ecurie Bonnier, e depois pela BRM, graças aos apoio da Marlboro Austria. 

Em 1972, acabou em segundo na Targa Florio, a bordo de um Alfa Romeo, continuando a correr pela BRM até um acidente no GP de França, em Charade, onde uma pedra atingiu o seu visor e o deixou cedo do olho esquerdo. 

Depois de encerrar a sua carreira, dedicou-se à gestão de hotéis em Graz, e de ser empresários de pilotos como Gerhard Berger e Karl Wendlinger, antes de montar a RSM Marko, uma equipa que correu, primeiro na Formula 3 alemã, depois na Formula 3000, a partir de 1989, para Wendlinger. Em 1997, correu com Juan Pablo Montoya, no seu primeiro ano na competição, e depois, a partir de 1999, chamou-se Red Bull Junior Team, que acolheu pilotos como o brasileiro Enrique Bernoldi e o austríaco Patrick Freisacher. RSM Marko acabou no final de 2003, com o italiano Vitantonio Liuzzi ao volante.


A partir de 2005, ele foi para a Formula 1 para ser o conselheiro da equipa e o elemento de ligação entre Christian Horner e a sede da Red Bull, então liderada pelo seu fundador, Dietrich Mateschitz. As coisas ficaram bem estáveis até à morte de Mateschitz, em 2022, e o trio Marko-Horner e Adrian Newey, conseguiram juntos seis títulos de construtores e oito títulos de pilotos, primeiro com o alemão Sebastian Vettel, e agora, com o neerlandês Max Verstappen.

Contudo, com o falecimento de Mateschitz, começaram os jogos de bastidores e as tentativas de golpes palacianos, criando-se fações internas que desestabilizaram gradualmente o equilíbrio da equipa. Newey não terá gostado do que viu e saiu para a Aston Martin, enquanto Horner foi afastado da equipa a meio de 2025, depois de acusações de assédio a uma colega de trabalho.

Agora, com a saída de Marko, é uma era de Formula 1 que termina. 

terça-feira, 5 de agosto de 2025

Noticias: Marko já admite derrota na Red Bull


A Red Bull já admite que o título de Construtores é uma impossibilidade. Pelo menos é o que afirma Helmut Marko depois do final de semana do GP da Hungria, onde Max Verstappen acabou num muito discreto nono posto. E para piorar as coisas, Yuki Tsunoda praticamente não pontua nas suas participações na equipa, praticamente não contribuindo para o total da equipa.

"É impossível, claramente", respondeu ele quando questionado sobre as perspetivas de Verstappen disputar o campeonato.

Marko também contestou a abordagem da equipa â corrida, afirmando que, caso eles tivessem adotado a estratégia de uma só paragem, o resultado teria sido melhor. “Acho que uma paragem teria sido melhor, porque ultrapassar era realmente difícil”, continuou ele. 

Então, talvez o sexto ou quinto lugar [fosse possível], mas a velocidade, o que foi engraçado, duas ou três voltas, [Verstappen] estava a fazer as mesmas voltas que os líderes, 1:19,5s, mas acreditamos que sabemos o que fizemos de errado.”, concluiu.

No campeonato, Max Verstappen 187 pontos e é terceiro no campeonato, mas já tem 97 pontos de atraso face ao líder, Oscar Piastri, que tem 284 e tem um avanço de meros... nove pontos sobre Lando Norris, seu companheiro de equipa na McLaren. 

A Formula 1 regressa no final do mês em Zandvoort, nos Países Baixos. 

sexta-feira, 18 de julho de 2025

Noticias: Marko defende as performances de Tsunoda


Helmut Marko defende Yuki Tsunoda, apesar do seu carro estar com problemas nos últimos tempos. A fé do piloto japonês poderá estar aparentemente abalada nestas últimas corridas, sem ter conseguido resultados de relevo num carro feito quase exclusivamente para se adaptar aos estilo de condução de Max Verstappen. Contudo, Marko elogiou os progressos dele, salientando a redução das diferenças em relação a Verstappen e os esforços contínuos com psicólogos desportivos para apoiar a sua abordagem mental.

Yuki tem enfrentado dificuldades em alguns fins de semana de GP, mas já vimos uma tendência ascendente em Silverstone: a diferença para Max foi menor do que antes na maioria das sessões de treinos livres, e ele conseguiu largar da décima primeira posição da grelha.", começou por afirmar. "Tivemos discussões intensas com Yuki; ele também trabalha com psicólogos desportivos”, acrescentou Marko. “Mas estamos a notar uma melhoria no desempenho e estamos otimistas que isso se refletirá em breve nos pontos.”, concluiu.

O piloto, que conseguiu apenas sete pontos nas suas corridas pela Red Bull, em contraste com os 165 pontos de Max Verstappen durante esta temporada, irá receber as tão esperadas atualizações do carro no próximo GP da Bélgica, o que poderá ajudar a reduzir a diferença de desempenho. No entanto, a corrida de Spa é um fim de semana de sprint, o que lhe dá pouco tempo para se adaptar. 

A Formula 1 regressa no próximo fim de semana a Spa-Francochamps, para o GP belga. 

quarta-feira, 25 de junho de 2025

O regresso de Sebastian Vettel?


Já se falava há algumas semanas, mas hoje o próprio confirmou: Sebastian Vettel poderá regressar à Formula 1, mais concretamente na Red Bull. Não como piloto, mas como dirigente, mais concretamente ficar no lugar de Helmut Marko

A caminho dos 38 anos - que acontecerão a 3 de julho - Vettel, que deixou a Formula 1 em 2022, depois de uma temporada na Aston Martin, anda muito em "low profile" para os seus projetos de sustentabilidade um pouco por todo o mundo, mais recentemente no Brasil. Com Helmut Marko a caminho dos 82 anos, a Red Bull o vê com bons olhos a sua presença, ele que foi piloto entre 2007 e 2014, com quatro títulos mundiais entre 2010 e 2013.    

Em declarações nesta quarta-feira à cadeia de televisão ORF, na semana do GP da Áustria, Vettel afirma que apesar das conversas existirem, não são assim muito profundas, e ainda acha que Helmut Marko ainda tem muito para dar.

"Já surgiram algumas manchetes e ainda me dou muito bem com Helmut. Estamos trocando ideias sobre o assunto", começou por afirmar. "Essas conversas ainda não são tão intensas ou aprofundadas, mas pode ser algo em que eu tenha um papel. Em que forma isso acontecerá, o tempo dirá", continuou.

"Tenho que admitir que não estive muito próximo da Fórmula 1 nos últimos anos, embora eu ache que Marko sabe o que está a fazer. Aconteça o que acontecer, ainda se pode aprender muito com ele", adicionou o tetracampeão. "Marko não é substituível, vamos deixar isso claro. É o tipo de pessoa que ele é e fez muito pela equipe desde 2005; talvez nem seja o objetivo encontrar alguém para substituí-lo". 

"Ele já disse algumas vezes que vai parar, mas ainda está lá, e eu gostaria que ele continuasse por muito tempo. Mas, em algum momento, ele vai sair e sabe disso. É um realista brutal e consegue avaliar as coisas muito bem, saberá quando for a hora certa", finalizou. 

Em 300 Grandes Prémios, entre 2007 e 2022, Vettel ganhou 53 Grandes Prémios, conseguindo 122 pódios, 57 pole-positions e 38 voltas mais rápidas. Depois da passagem pela Red Bull, esteve na Ferrari de 2015 a 2020, acabando a sua carreira com duas temporadas na Aston Martin. 

terça-feira, 3 de junho de 2025

Noticias: Max assume má conduta em Barcelona


A polémica de Max Verstappen no final do GP de Espanha ainda continua. Depois da penalização de 10 segundos, que o relegou para o décimo posto, no dia seguinte, o piloto neerlandês admitiu, nas redes sociais, a sua culpa no incidente, depois de no inicio, ter falado de forma irónica à imprensa sobre o aconteceu a George Russell.

Nas redes sociais, o neerlandês afirmou, sem pedir desculpa, no entanto:

"Tivemos uma estratégia emocionante e uma boa corrida em Barcelona, até que o Safety-Car entrou em pista. A nossa escolha de pneus até ao fim e algumas manobras após o reinício do Safety-Car alimentaram a minha frustração, levando a uma manobra que não foi correta e não deveria ter acontecido. Dou sempre tudo pela equipa, e as emoções podem estar ao rubro. Ganhamos juntos, perdemos juntos. Vemo-nos em Montreal", escreveu.  

Entretanto, na Áustria, Helmut Marko afirmou que aquilo que Max fez foi sério e o risco de castigo agora é sério. Mas justificou os seus gestos como um acumular de tensões e frustrações ao longo dos últimos Grandes Prémios, especialmente um fim de semana onde as coisas não correram muito bem. Contudo, ele espera que saiba dos seus limites e os evite nas próximas corridas, para não ser castigado. 

O Max voltou a acelerar de repente e depois foi o inferno”, começou por afirmar Marko à Servus TV. “Foi um erro de avaliação grave. Ele já estava descontente com o Russell. Com os incidentes e as más decisões, as emoções ficaram à flor da pele. Dormir sobre o assunto ajudou certamente. Cada um segue o seu caminho. Quando o Max está com essa disposição, é melhor deixá-lo em paz.”, continuou.

O castigo é adequado”, acrescentou Marko. “Não vai acontecer que ele se comporte mal no Canadá e depois não comece na Áustria. Ele é um piloto que conhece os seus limites. Todo o fim de semana foi muito triste para nós. Basicamente, estávamos três décimos atrás, com um carro que era demasiado lento. Pensámos que estávamos ao mesmo nível. Vimos mais uma vez que a McLaren é muito superior”.

Marko também admitiu que nesta temporada, não tem um carro que os leve ao campeonato, como aconteceu nos últimos quatro temporadas.

Esperamos que o nosso carro volte a ser competitivo no Canadá. Neste momento, Max Verstappen não tem um carro com o qual se possa tornar campeão do mundo. Mas só ele pode lidar com isso no momento. Se tudo se encaixar, seremos tão rápidos quanto a McLaren. Mas isso só acontece de três em três ou de quatro em quatro corridas. A McLaren está sempre lá. Ainda não estamos a desistir, mas vai ser difícil.”, concluiu.

terça-feira, 1 de abril de 2025

A imagem do dia






A Red Bull está na Formula 1 desde 2005 - ou seja, está a fazer vinte anos - mas o seu envolvimento tem, pelo menos mais uma década, desde que começou a patrocinar a Sauber, em 1995, com Heinz-Harald Frentzen e Jean-Christophe Bouillon. As pessoas que estão por trás do sucesso da marca são gente que estão ali há uma geração: Christian Horner, o diretor desportivo, e Helmut Marko, o conselheiro, que seleciona os pilotos com talento e os jovens com ambição para ganhar corridas e campeonatos. Haveria também um terceiro elemento, que é Adrian Newey, o projetista, mas ele foi para a Aston Martin a meio de 2024, para preparar os seus carros para os novos regulamentos, que entrarão em vigor em 2026. 

Marko, um ex-piloto que ganhou as 24 Horas de Le Mans em 1971 e que teve uma pequena carreira na Formula 1 em 1972, pela BRM, ganhou fama de ser impiedoso com os seus jovens pilotos, pressionando-os até ao limite, quebrando-os. Com duas exceções: o alemão Sebastian Vettel e o neerlandês Max Verstappen, filho de Jos Verstappen. E foram essas exceções que lhe deram oito títulos de pilotos nos últimos 15 anos. 

Para que os seus pilotos pudessem tentar a sua sorte, no final de 2005 compraram a Minardi para os transformar numa "equipa B". Assim nasceu a Toro Rosso, agora Racing Bulls. E por ali passaram pilotos como Vitantonio Liuzzi, Scott Speed, Sebastien Bourdais, Jaime Alguerssuari, Sebastien Buemi, Carlos Sainz Jr, Daniel Ricciardo, Jean-Eric Vergne, Daniil Kvyat, Alex Albon, Pierre Gasly, Nyck de Vries, entre muitos outros. Para não falar dos campeões, Vettel e Verstappen. Aliás, foi o alemão que deu a sua primeira vitória, em Monza, em 2008, ainda antes do triunfo da equipa principal! 

Este ano começamos com o japonês Yuki Tsunoda e o francês Isack Hadjar. E digo "começamos" porque, entretanto, houve uma troca: sai Tsunoda, que vai para a equipa principal, recebendo de volta o neozelandês Liam Lawson, que já tinha corrido dez provas por eles em 2023 e 2024. Muitos afirmam que é o corrigir de um erro, causado por Marko quando o promoveu, em vez do japonês. E o motivo dessa "não-promoção" tinha a ver com o facto de Tsunoda ser um piloto Honda, numa altura em que eles vão para a Aston Martin em 2026. Pelo menos, é o que se fala. Mas há outros que não acreditam isso e a razão que eles dão é que existe um piloto melhor, Ayao Iwasa, atualmente na Formula 2. 

Mas também quero falar de outra coisa: Helmut Marko. Ele ganhou fama de implacável, como já disse. Se coloca alguém na equipa principal, tem de entregar resultados o mais rapidamente possível. Ele acredita na ideia de, encostando-os à parede, tirará o seu melhor. Contudo, o que acontece é que alguns se quebram. Há casos extremos, como Alguersuari, que abandonou o automobilismo pouco depois de ter saído da Toro Rosso e feito uma temporada na Formula E. E ele tinha na altura... 24 anos.

Outros tiveram melhores carreiras. Sainz Jr esteve na Ferrari e agora é piloto da Williams, ao lado de outro ex-Red Bull, Alexander Albon, Sebastien Buemi, Jean-Eric Vergne e o português António Félix da Costa (um Red Bull Junior em 2012 que viu a sua prometida ida para a Toro Rosso cortada por Kvyat) tornaram-se pilotos de ponta na Endurance e Formula E, vencendo títulos em ambas as categorias, e nem falo de Bourdais, que teve uma longa carreira na IndyCar Series e ganhou na IMSA.

Quem acompanha a Formula 1 sabe que Marko não despromove assim tão cedo no campeonato. É verdade que não se esperava ver por muito tempo, mas isto é um indicador que ele cometeu um erro e procura uma correção - e outras coisas mais. Mas há outros sinais de alarme que tem de ser considerados. Um deles é o chassis: é mau. Mesmo Max, o único que sabe que ele está regulado para o seu estilo de condução, precisa de ter um segundo piloto capaz de não andar muito atrás dele, como era o Sérgio Pérez.

Mas desde o meio do ano passado que a equipa perdeu Newey, o "mago" da equipa, e a "decadência" está à vista. Max disfarça, mas o o resto não se pode. E pior: o novo motor, que é da Ford, mas na realidade tem muito do "imput" de dentro da equipa, não está a ser um excelente motor, bem pelo contrário. Ou seja, em 2026, o pesadelo será ainda maior, e não tem meio de resolver. E se isso acontecer, Max, provavelmente, irá embora. Se querem saber a razão porque o "manda-chuva" da McLaren, mr. Brown, anda a dizer que o neerlandês fará as malas para rumar à Mercedes... já em 2026 (não acredito, mas nunca se sabe), é porque a Red Bull está em decadência. E se é isso que acontecerá, então... poderemos assistir ao final de uma era. 

E depois disso? Não creio que a Red Bull irá abandonar, mas andará anos numa travessia do deserto, com uma nova tática, trazendo génios que tenham a paciência para a reconstruir e colocar de volta no topo. Todas as equipas passam por essa fase, de uma maneira ou outra. Afinal de contas, a McLaren esteve na mó de baixo e agora... (e nem falo da Williams neste começo de 2025).

Agora, veremos como será Max e Yuki daqui por adiante. Se travarão ou domarão a decadência ou não.

segunda-feira, 17 de março de 2025

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Isack Hadjar chorou depois do acidente. Foi um pouco embaraçoso”, Helmut Marko, ORF Austria, Melbourne, 16 de março de 2025.

"Quando vi o que aconteceu, o meu coração apertou-se. Não só por ele, mas também pelos pais, por tudo o que fizeram para trabalhar arduamente para chegar a este ponto, e é como se nos fosse arrancado. Senti-me péssimo por ele. Por isso pensei ’sabes que mais, tenho de ir dizer a este miúdo para manter a cabeça erguida, andar de cabeça erguida, vais voltar’. Acho que ele é um piloto fenomenal. Penso que Isack tem mais para dar do que provavelmente vimos este fim de semana.", Anthony Hamilton, Sky Sports, Melbourne, 16 de março de 2025. 

Trago aqui duas reações diferentes à mesma situação: na volta de aquecimento, o francês Isack Hadjar, da Racing Bulls, exagerou no acelerador e bateu com o carro na parede, danificando a asa traseira. Envergonhado, foi para as boxes, com a cara escondida dentro do seu capacete, porque estava a chorar. E tudo isso na sua corrida de estreia, caindo no erro habitual de um "rookie", que ansioso por não fazer asneira no dia que tanto sonhou desde a sua infância... acabou por fazer. 

Mas ao menos até tem desculpa: o seu compatriota Alain Prost fez a mesma coisa na volta de aquecimento do GP de San Marino de 1991, quando corria na Ferrari e tinha três títulos mundiais no bolso.

A atitude de Hamilton pai é isso mesmo: um pai que protege o filho dos erros que cometeu. Foi uma figura paternal. Sabendo do que sofreu para fazer do seu filho aquilo que é hoje, e aproveitando que queria assistir à estreia do seu filho pela Ferrari, viu o sucedido e fez um gesto humano. E se calhar, Hadjar, que não deveria ter ali os seus pais, deve ter visto ali algo que deverá ter valido a pena, naquele momento infernal que viu. Afinal, o pai de um piloto sete vezes campeão do mundo, de forma desinteressada? É de louvar.

Quanto ao velho Marko... não estou admirado. É um velho austríaco (tem 82 anos) que aposto que nunca foi mimado na infância. 

Quem o conhece há mais de 20 anos da sua carreira, sabe o que fez a todos aqueles pilotos que viram nele o seu caminho para o sonho. Conhecemos os seus nomes. Alguém até me lembrou dos traumas que o Jaime Alguersuari passou por causa do Marko: terapia mental porque, aparentemente, tinha pesadelos por causa dele. Não admira que tenha perdido a sua alegria no automobilismo e o tenha abandonado pouco tempo depois de ter saído da Red Bull. 

É por isso que quando vejo os pilotos que andam ali na Junior Team, penso sempre na estória de Fausto, de Goethe: pela glória, assinaram um pacto com o Demónio. As consequências são terríveis. Moídos mentalmente, são usados, cuspidos e deitados fora, como não se fossem ninguém. Do mar de "cadáveres" automobilísticos, só dois venceram: Sebastian Vettel e Max Verstappen. E agora, sem Adrian Newey, e a decadência que aí vêm, serão ainda mais pressionados, mais triturados, mais encurralados. E serão levados até ao limite, numa tortura psicológica do qual não haverá salvação.     

Confesso a minha admiração como Vettel continuou a ser humano, depois de todos aqueles anos na Red Bull. O Max, já sabem.    

Há uns dias, no meio do "shitshow" que está a tornar-se a América, ouvi uma frase vinda de Elon Musk, onde falou que a empatia se tornou num defeito. Mas que falar de desumanização, em tempos que desejam ser perigosos - o que é verdade - mostra outra coisa. Mais que educação ou carater, há gente que deverá ter, à vista de todos nós, uma espécie de psicopatia. Não somos autómatos, porque se fossemos, não nasceríamos, viveríamos ou morreríamos, como acontece a nós, humanos. 

Conclusão: agora estamos a consciencializar-nos que a empatia é um direito humano. Do qual está em perigo, e do qual temos de nos defender com unhas e dentes. Sem empatia, os psicopatas abrem as portas do inferno. E dar gestos de empatia, mais que humanidade, começa a ser um ato de resistência. 

sexta-feira, 14 de março de 2025

GP Austrália (II): Verstappen insatisfeito, Marko torce pela chuva


A Red Bull não andou muito bem nas sessões de treinos desta sexta-feira, em comparação com McLaren, Ferrari e Mercedes. Max Verstappen andou o tempo todo a arranjar ritmo para acompanhar os outros e estar bem com ele mesmo, com Liam Lawson a andar bem mais longe que o neerlandês, com tempos que o colocam em dúvida se passará amanhã para a Q2.

Isso poderá preocupar os engenheiros da equipa, mas eles estão crentes que que amanhã, a Red Bull irá dar um salto significativo para estar ao nível das principais adversárias.

Hoje não tivemos aderência e tivemos dificuldades com os quatro pneus, especialmente no primeiro sector e no último sector. Parece que não estamos no nível que desejamos, mas vamos trabalhar para encontrar mais ritmo.", começou por afirmar o neerlandês, atual campeão do mundo, no final das sessões de treinos. 

"Não há grandes problemas de equilíbrio, pelo que penso que isto torna as coisas um pouco mais difíceis de resolver. Mas não é nada que não estivéssemos à espera quando chegámos aqui. Positivamente, acho que ficámos surpreendidos com o ritmo que o carro mostrou. Historicamente, não temos sido tão bons aqui em Melbourne desde a nova atualização do asfalto, por isso vamos ver como nos saímos no fim de semana. No entanto, vamos continuar a trabalhar para encontrar um pouco mais de ritmo antes da qualificação.”, concluiu.

Helmut Marko reconhece que todos andam à procura das melhores afinações, para terem melhor aderência, está a apostar no tempo para domingo, onde existe a possibilidade de 80 por cento das condições serem chuvosas. Se tal acontecer, acredita que Max consegue tirar um coelho da cartola.  

"A primeira sessão de treinos foi melhor”, disse Marko à Sky Deutschland. “As alterações que fizemos não foram promissoras, por isso o resultado máximo é a segunda linha. Oscilou entre subviragem e sobreviragem e isso, claro, também afeta os pneus durante os stints longos. Um pódio é o máximo em circunstâncias normais, porque parece que a McLaren é a equipa mais forte. Atrás deles, a Ferrari, a Mercedes e nós estamos muito próximos.

Parece que a McLaren é a equipa mais forte e, depois, vai ser renhido entre a Ferrari, a Mercedes e nós”, acrescentou Marko. “Ouvi dizer que é suposto chover [no domingo]. E depois, claro, o fator Max estará de volta.”, concluiu.

quarta-feira, 5 de março de 2025

Noticias: Marko dá o favoritismo à McLaren na temporada


Os testes da pré-temporada no Bahrein deram um equilíbrio entre McLaren, Ferrari, Mercedes e Red Bull, bem diferente da primeira parte do campeonato passado, onde Max Verstappen conseguiu as vitórias suficientes para a distância necessária para se tornar tetracampeão mundial. 

E é por isso que Helmut Marko tenha afirmado esta semana que a McLaren é a “clara” favorita, destacando a sua vantagem nos testes. Embora a Red Bull não se assuste com isso, Marko reconheceu um défice de até três décimos de segundo na gestão de pneus na corrida. 

É difícil dizer exatamente o que isso parece, porque as condições meteorológicas eram completamente fora do normal. Estava frio, havia vento forte. Até estava a chover. Foi apenas o caso na quarta-feira, quando estávamos a par da McLaren. Mas na sexta-feira, o último dia, diria que continuámos a ficar dois ou três décimos nos 'stints' longos. Além disso, o desgaste dos pneus da McLaren também foi significativamente melhor do que os nossos dados indicavam. A McLaren é a favorita em todo o lado com este carro”, comentou.

Poderá ser, de uma certa forma, declarações para esconder o jogo, mas com os problemas que eles tiveram ao longo da temporada passada em termos de chassis, pode-se afirmar que a temporada de 2025 não será fácil para Max Verstappen e o seu novo companheiro de equipa, Liam Lawson. Até se pode afirmar que será bem mais equilibrada que nos anos anteriores. 

A Formula 1 começa no fim de semana de 15 de março, em Melbourne, na Austrália.

sexta-feira, 22 de novembro de 2024

O erro da Red Bull


A Red Bull está numa corrida contra o tempo neste final de semana em Las Vegas. Por uma razão forte. É que erraram na asa traseira e com a configuração em que está, eles perdem em média... seis décimos de segundo. Foi por isso que acabaram na traseira do pelotão nestes treinos livres de sexta-feira. 

A equipa de Milton Keynes trouxe para a corrida americana uma asa traseira de baixo arrasto, muito prejudicial numa pista destas, e mesmo que tragam uma para sábado, não poderá chegar a tempo para a qualificação. Acabaram por remover o "Gurney flap", um dispositivo que ajuda na "downforce" do carro, mas foi insuficientes. 

Helmut Marko tem consciência dos obstáculos, mas também aponta que a degradação dos pneus poderá não ajudar muito na performance dos carros neste fim de semana. Contudo, ele espera melhorias, apontando que a Red Bull recupera frequentemente após sessões de treinos difíceis como este:

Não temos outra asa traseira, uma asa traseira mais pequena, como vemos nos nossos concorrentes. Seria mais útil, de certeza” começou por afirmar Marko. “Nas voltas de qualificação não saímos com pneus macios, e os stints longos foram apenas parcialmente bons. Algumas voltas foram competitivas, mas depois os pneus traseiros estavam a desaparecer. Houve momentos de velocidade. Só precisamos de ganhar consistência. Precisamos de mais equilíbrio”, continuou.

Numa única volta podemos melhorar. Mas, nos stints longos, o desgaste dos pneus é um problema neste momento. Amanhã é um dia diferente. Talvez tenhamos visto isso muitas vezes. As pessoas são as mais rápidas na sexta ou na quinta-feira, mas isso não significa que sejam rápidas na corrida… Vamos, de certeza, dar um passo razoável.”, concluiu.

É, então, esperar para ver se isto é algo do momento ou acontecerá ao longo do fim de semana. 

quarta-feira, 30 de outubro de 2024

Noticias: Horner garante Checo até Interlagos


A Red Bull está sobre brasas, e todos estão a pressionar uns contra os outros, para saber quem é o elo mais fraco e quem reagirá da melhor maneira para evitar que percam todos os títulos, já que a defesa do titulo de Construtores já poderá estar perdida a favor de McLaren e eventualmente, Ferrari. E um dos pressionados é Sérgio Pérez, que depois do desastre que foi a corrida mexicana, poderá estar a ser avisado por Christian Horner que, se não melhorar em Interlagos, o lugar poderá ser reavaliado. 

Os maus resultados do mexicano - poucos pontos contribuiu em relação ao inicio da temporada, e é agora oitavo na geral - contribuíram decididamente para a queda da formação de Milton Keynes na competição e, agora, muito dificilmente poderá revalidar o título de construtores. 

E para piorar as coisas, na sua corrida caseira, nada correu bem: décimo-oitavo na qualificação, penalizado cinco segundos por não estar no seu lugar de partida, na corrida, apesar de uma recuperação, uma batalha acalorada com o Racing Bulls Liam Lawson deixou o seu monolugar com danos severos, perdendo ritmo e acabando na última posição.

Questionado sobre a performance dececionante de Pérez na sua corrida caseira, Christian Horner - que sempre foi um grande defensor do mexicano - apontou: 

"O Checo teve, novamente, um fim-de-semana horrível. Nada deu certo para ele neste fim-de-semana. Ele sabe que a Formula 1 é um negócio baseado em resultados e, inevitavelmente, quando estes não surgem, fica-se debaixo dos holofotes”.

O chefe de equipa, que durante muito tempo foi o grande defensor do mexicano, sublinhou a necessidade de a Red Bull pontuar consistentemente com os dois carros e não foi capaz de garantir a presença de Pérez para lá do próximo Grande Prémio, que se realiza no fim-de-semana que se avizinha em Interlagos.

"Como equipa, precisamos de ter os dois carros a marcar pontos e essa é a natureza da Formula 1. Do ponto de vista da equipa, estamos a trabalhar com ele o mais possível para o tentar apoiar. Acho que fizemos tudo o que podíamos para apoiar o Checo, e continuaremos a fazê-lo no Brasil no próximo fim-de-semana, mas chega um momento em que não se pode fazer mais nada", avisou Horner.

Na geral, Pérez é oitavo, com 150 pontos, com quatro pódios e uma volta mais rápida. 

quarta-feira, 9 de outubro de 2024

Noticias: Marko deseja ter um jovem piloto ao lado de Max


Helmut Marko disse que o desempenho dos pilotos da Racing Bulls em 2025 - ou VCARB, para efeitos publicitários - será determinante para saber quem será o companheiro de equipa de Max Verstappen a partir de 2026. Com Liam Lawson a ser o piloto da equipa até ao final da temporada, no lugar de Daniel Ricciardo, a ideia é saber se ele será melhor que Yuki Tsunoda, que está na equipa desde 2021, para ambos poderem disputar o segundo lugar na Red Bull, que poderá focar vago no final de 2025, com os rumores de retirada da Sérgio Pérez a aparecerem nas últimas semanas. 

“[Max estará] idealmente com alguém do nosso programa júnior [ao lado dele]. A juventude é novamente moda. O que costumávamos fazer, agora está a ser feito pela Mercedes com Antonelli, Haas com Bearman, e também espero que [Franco] Colapinto acabe em algum lugar. Ele foi atirado para a pista [pela Williams] e fez três grandes corridas.”, disse Marko.

Pérez já afirmou várias vezes que pretende ficar na Formula 1 por mais algum tempo e que tem contrato com a Red Bull para além de 2025, mas se mantiver as prestações que tem tido, será difícil manter a posição, especialmente se Liam Lawson voltar a ser competitivo nas últimas corridas do ano.

Caso um dos dois pilotos "suba de divisão", Maro considera pelo menos dois juniores, o franco-argelino Isack Hadjar, que está na Formula 2, ou outro japonês, Ayumu Iwasa, que este ano corre na Super Formula japonesa.

terça-feira, 30 de julho de 2024

Noticias: Sérgio Pérez fica na Red Bull


Depois de semanas de especulações sobre se iria continuar na Red Bull depois das férias, e de gente como Helmut Marko ter dito que o piloto mexicano "entrou em colapso mental", Christian Horner anunciou esta semana aos funcionários da equipa, em Milton Keynes, que "Checo" ficaria na Red Bull como segundo piloto de Max Verstappen depois das férias de agosto.

Tudo indica que isto tenha sido uma decisão pessoal de Horner, que pretende manter o equilíbrio e a estabilidade da equipa. Para além disso, manifestou confiança no desempenho futuro de Pérez nas pistas onde se destacou anteriormente, após a pausa de verão. Contudo, se ele pensa de uma maneira, já Helmut Marko tinha outras ideias para o resto da temporada, largar o mexicano a favor de Daniel Ricciardo, colocando Liam Lawson na Racing Bulls, ao lado de Yuki Tsunoda.

Não está a ser uma temporada muito fácil para Pérez. Neste momento tem 131 pontos, contra os 217 que tinha em 2023. Para piorar as coisas, a concorrência aumentou bastante, com Mercedes, McLaren e Ferrari a ganharem poles e sobretudo, vitórias, secundarizando Pérez nesta temporada. Para piorar as coisas, esses resultados tem vindo a custar à Red Bull pontos importantes na luta pelo Campeonato de Construtores, tendo-se assistido a uma aproximação progressiva da McLaren e ainda da Ferrari e da Mercedes, havendo o sério risco de a equipa de bandeira austríaca perder o ceptro deste ano.

Pérez assinou há algumas semanas uma extensão do seu contrato até ao final da temporada de 2025, com opção por mais uma temporada.   

quinta-feira, 14 de março de 2024

As imagens do dia


Ando a seguir o Ollie Bearman. Estão a ser interessantes, os dias depois da sua inesperada estreia na Formula 1. Foi recebido como um herói na escola onde ainda estuda, no Reino Unido, aplaudido pelos seus colegas, e nesta quarta-feira, foi a Fiorano para aquilo que a Scuderia chama de "teste pré-definido", ou seja, anda num carro de 2022, o F1-75, para se habituar a um Formula 1. 

Alguns falam que isto poderá ser uma espécie de prevenção para Melbourne, caso Carlos Sainz Jr não for aprovado medicamente para correr. Mas não acredito: ele está convalescença, mas ate agora parece estar e recuperar bem.

Descobri, entretanto, que ele tem um canal do Youtube onde cobre as coisas que faz nos bastidores, um pouco para que conheçamos a pessoa por trás do piloto. É um ser humano como nós, embora tenha de afirmar nunca ter pensado que iria ver alguém ser recebido por alunos de um liceu onde ele é... também aluno, 24 horas depois da sua estreia na Formula 1!

Claro que, com esta estreia - no final, saiu do carro a queixar-se do pescoço, por causa das forças G's sofridas durante a corrida - tudo está em cima da mesa. Não correrá na Ferrari em 2024, a não ser que aconteça mais alguma coisa inesperada, mas outras marcas poderão estar interessadas nele, e além disso, tem a Formula 2 para realizar.

Contudo, esta é a situação do automobilismo atual: sim, pode pressionar os outros a mostrar o seu melhor, esperando fracassos da parte deles para poder aproveitar. Mas... quanto tempo quer ficar à espera? Quererá ser piloto de testes ad aeternum? Não quererá andar num dos Hypercars da Scuderia no Mundial de Endurance? Não pensará noutras competições, como a Formula E e a IndyCar? É que, sejamos honestos, a Formula 1 estagnou. 2024 é o primeiro ano em que ninguém entrou ou saiu do pelotão, por exemplo. E a Liberty Media só quer 10 equipas. Centenas de pilotos querem um dos 20 lugares existentes. Como será? 

E é sobre isso que escreve um inesperado observador: Helmut Marko

É claro que os jovens de hoje estão todos bem preparados quando entram em ação, mas só se alguém for realmente bom é que pode conseguir tais desempenhos logo desde o início”, começou por escrever no seu artigo de opinião que tem no site SpeedWeek. “A estreia de Bearman na Ferrari foi sensacional. Conduzir daquela forma numa pista como Jeddah sem muito treino foi muito forte. Às vezes, estava quase ao nível de Charles Leclerc. Mas o que é que a Ferrari vai fazer agora? [Com] Hamilton e Leclerc num contrato de longo prazo, e agora Bearman é um super talento. Se eu fosse Fred Vasseur, arranjava imediatamente um lugar na Formula 1 para Bearman noutra equipa, na Haas, por exemplo”.

Mas ele deixou um aviso: “Agora, [a Ferrari] irá ter de voltar a gastar dinheiro para o treinar. As equipas estão atualmente relativamente saturadas financeiramente, vão pagar caro por isso”.

São questões que o futuro apenas poderá responder. Foi uma excelente estreia, mas ainda não sabemos o resto da história.      

terça-feira, 31 de outubro de 2023

Noticias: Marko garante que Pérez será piloto da Red Bull em 2024


Helmut Marko garante que Sérgio Pérez será piloto da Red Bull na próxima temporada. Apesar de ter ficado entristecido com a sua saída prematura no seu GP natal, o conselheiro da Red Bull sublinhou que o piloto mexicano tinha de tentar a manobra na travagem para a curva 1, que no final resultou no seu abandono após o toque no Ferrari de Charles Leclerc. E afirmou que ele tem contrato até 2024, apesar dos rumores de que poderá ser substituído.

Até então, Checo tinha feito tudo bem neste fim de semana”, disse, citado pela publicação GrandPrix.com. “Só tinha de tentar na largada. Não o responsabilizamos de forma alguma”, acrescentou.

Apesar dos rumores - Daniel Riccardo esteve muito bem no fim de semana e deu à Alpha Tauri o seu melhor resultado do ano, um sétimo lugar - Helmut Marko garantiu que Pérez fica: 

Tem contrato para 2024 e isso vai acontecer. Tudo está claro para o próximo ano. Foi um excelente desempenho até à primeira volta e estou convencido de que teria estado no pódio”, afirmou.

sexta-feira, 6 de outubro de 2023

Formula 1: Marko afirma que Lawson regressa em 2025, "o mais tardar"


Helmut Marko reconhece potencial vencedor em Liam Lawson, mas entende um pouco a sua desilusão quando soube do alinhamento para a temporada de 2024 da Formula 1, ao não conseguir um lugar como piloto titular na Alpha Tauri, que será preenchido por Yuki Tsunoda e Daniel Ricciardo. O austríaco elogia-o, mas afirma que trabalhos como os de piloto reserva e de simulador são tão importantes dentro da estrutura como os de titular.

Lawson tem definitivamente potencial para vencer corridas. Completou todas as tarefas até agora com mestria e nas condições mais difíceis”, disse Helmut Marko à publicação Kleine Zeitung. “É um piloto duro e um dos mais fortes de sempre em duelos. Tem uma grande tarefa na função de piloto de reserva no próximo ano e já está num carro de Fórmula 1, mas estará [na grelha] o mais tardar em 2025”, acrescentou o austríaco.

Tudo isto numa altura em que Lawson irá fazer a sua última corrida do campeonato no Alpha Tauri, pois Daniel Ricciardo ainda está em recuperação e já afirmou estar em forma para correr dentro de duas semanas, em Austin.

Já no Qatar, na conferência de imprensa de antevisão do Grande Prémio - que dará amanhã o tricampeonato a Max Verstappen - Lawson explicou que ainda não sabe se terá mais funções além de piloto de reserva e desenvolvimento da Red Bull e AlphaTauri. “Neste momento, acho que está mais ou menos a ser discutido e planeado, mas para mim, nesta fase, é ser reserva, por isso vou continuar a ir a todas as corridas de Fórmula 1, mas, fora isso, será o trabalho normal de simulador”, disse o piloto neozelandês. 

Contudo, ele está envolvido na luta pelo título na Super Formula, cuja ronda final acontecerá em Suxuka, no fim de semana americano, e sobre isso, Lawson afirma estar concentrado na chance que tem pela frente. 

"No momento, ainda tenho a oportunidade de continuar a mostrar o meu valor, e vou tentar aproveitar ao máximo. Vou-me concentrar nisto, enquanto posso, e quando me afastar da Formula 1, será foco total na preparação para a ronda final da Super Fórmula, em Suzuka, no fim de semana do GP do México. Será muito difícil voltar a ajustar-me ao carro, mas certamente foi útil ter dado tantas voltas em Suzuka ao longo do fim de semana do Grande Prémio", admitiu.

sexta-feira, 14 de julho de 2023

Formula 1: Marko explica dispensa de De Vries


A dispensa de Nyck de Vries, esta terça-feira, da Alpha Tauri, substituído por Daniel Ricciardo, foi uma surpresa para os desatentos, porque as suas performances estavam para além do desejado, mesmo que a equipa seja a pior do pelotão, em termos de pontos. Demorou apenas meia temporada, depois de ter tido uma estreia muito boa pela Williams, no ano passado. 

Numa entrevista publicada ontem pelo jornal neerlandês De Telegraaf, Helmut Marko explicou as razões para a sua dispensa, afirmando que ele não podia ser visto como um rookie, pois a sua experiência e os testes que foi acumulando na Formula 1 colocava-o numa posição privilegiada:

Contratámos o Nyck porque ele teve um excelente desempenho em Monza no ano passado”, começou por afirmar. “Esperávamos que ele fosse, pelo menos, igual ao seu companheiro de equipa Yuki Tsunoda este ano, mas não foi esse o caso. Na verdade, ele foi sempre três décimos de segundo mais lento. Não vimos qualquer melhoria." continuou. 

"Ele tem 28 anos, tem muita experiência e também foi capaz de ganhar muito conhecimento como piloto de testes em vários carros de Fórmula 1. Aos meus olhos, não se pode compará-lo a um jovem estreante. No final de abril, em Baku, ele começou bem o fim de semana e eu pensei que ele ia ter um melhor desempenho, mas depois teve outro acidente. Infelizmente, não fez uma super volta que nos tenha deixado maravilhados. Tínhamos de fazer alguma coisa. Porque é que havíamos de esperar e que importância têm mais duas corridas se não se vê qualquer melhoria? O Nyck é um tipo simpático, mas a velocidade não estava lá. Acho que ele pode construir uma boa carreira nas corridas de resistência”, concluiu.

Ricciardo regressa à Alpha Tauri depois de uma década - quando ainda era Toro Rosso - e a sua estreia acontecerá daqui a uma semana, em Budapeste. 

domingo, 18 de setembro de 2022

Rumor do dia: De Vries a caminho da Alpha Tauri?


Se na sexta-feira Hemlut Marko disse que a sua ideia de ter o americano Colton Herta já está descartado, ainda há alterativas, e uma delas poderá ser Nyck De Vries. O piloto neerlandês foi ter na semana que passou ao escritório de Helmut Marko em Graz, o que dá força à possibilidade do piloto neerlandês ingressar na segunda equipa da Red Bull, ao lado de Yuki Tsunoda.

O neerlandês confirmou as conversações, mas ele afirma que são coisas "fora do seu controlo". 

"Não sei bem se estou numa situação de luxo onde possa escolher", disse ele no programa de TV holandês Humberto op Zaterdag. "Em grande parte, isso está além do meu controle. Estou conversando com a Williams há muito tempo e também consegui fazer minha estreia lá no último fim de semana. Isso seria um passo lógico. estou em contato com a Alpine desde julho, e vou testar para eles em Budapeste na próxima semana. Vou voar para lá na segunda-feira.", continuou.

E como a media notou [por estes dias], fui à Áustria para conhecer Helmut Marko. Esses são os fatos.", concluiu.

De Vries sugeriu que não tem preferência e ficaria satisfeito com qualquer uma das opções que estão atualmente na mesa.

"Onde quer que eu consiga um assento permanente, ficaria muito feliz com isso. Temos que ver como isso se desenvolverá nos próximos dias e semanas. Como eu disse, não está totalmente sob meu controle."

Em relação à sua estreia no GP de Itália, De Vries disse que já colocou para trás e agora está concentrado na próxima temporada. 

"O fim de semana em si foi fantástico e passou num piscar de olhos. Foi um sonho realizado e terminamos com sucesso. O que aconteceu depois, eu não conseguia imaginar. Na segunda-feira à tarde, voltei rapidamente à realidade. Estou agora ocupado com o futuro. Mas todas as mensagens e felicitações que recebi foram muito especiais. É bom receber o apoio de todos.", concluiu.

Caso Marko escolha De Vries como piloto da Alpha Tauri, isso poderá libertar Pierre Gasly para que ele se transfira para a Alpine em 2023, ao lado do seu compatriota Esteban Ocon.