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quarta-feira, 24 de janeiro de 2024

Formula 1: Segunda equipa da Red Bull tem novo nome


Foi esta tarde anunciado o nome da segunda equipa da Red Bull, que substituirá a Alpha Tauri, que por seu vez, substituiu a Toro Rosso. Se oficiosamente se chamam de Racing Bulls, oficialmente tem o nome de... Visa Cash App RB. O novo chassis e as novas cores serão apresentadas no dia 8 em Las Vegas, com a presença dos pilotos, o japonês Yuki Tsunoda e o australiano Daniel Ricciardo

É fantástico revelar a nova identidade e receber os novos parceiros, enquanto embarcamos na nova fase da história da equipe na Fórmula 1”, revelou o seu CEO, Peter Bayer.

Faenza [a sede da equipa] está a entrar numa nova era de corridas, mas mantendo-se honesta às próprias raízes, como casa de talentos. Agora, porém, com maior foco em competir pelos maiores prêmios da Formula 1. Temos uma visão ousada para a equipa, liderada por mim mesmo e pelo chefe de equipa Laurent Mekies, além de contar com parceiros concentrados no futuro, como a Visa e Cash App, junto connosco. É algo que anima muito”, adicionou.

É uma parceria inovadora e uma grande oportunidade de marca para a Visa: se envolver numa das comunidades desportivas que mais crescem no planeta”, começou por afirmar Frank Cooper, diretor de marketing da Visa. “Essa aliança ressoa de maneira forte, com a intenção da Visa de inspirar indivíduos a agirem, batalharem para dar pequenos passos e melhorarem a cada dia, durante cada corrida ou evento”, continuou.

A equipa Visa Cash App RB e a Cash App estão dedicadas a conectar pessoas e comunidades, e não há maior símbolo de unificação que o automobilismo. Com o crescimento contínuo da Formula 1 nos Estados Unidos, esse patrocínio nos permite a aprofundar nossa relação com os fãs da Formula 1 e aumentar o compromisso da Cash App em apoiar e fazer crescer a cultura de paixão pela Formula 1 nos Estados Unidos, enquanto oferecemos maior valor aos nossos clientes. Temos uma história de elevar talentos emergentes, e estamos ansiosos em patrocinar uma equipa conhecida por trazer e desenvolver talentos incríveis”, concluiu.

Este acordo, o primeiro grande patrocínio desportivo global da Visa em mais de 15 anos, estende-se a toda a equipa Visa Cash App RB, incluindo a parceria de título na entrada da equipa F1 Academy e na equipa Oracle Red Bull Racing. O logótipo da Visa estará presente de forma proeminente nos carros da Oracle Red Bull Racing e da Visa Cash App RB, bem como nas entradas da F1 Academy das respetivas equipas.

quinta-feira, 14 de setembro de 2023

A(s) image(ns) do dia




Há 15 anos, se existiam dúvidas, naquele dia anormal, assistíamos ao nascimento de um campeão. À chuva, Sebastian Vettel continuava algo que tinha começado no dia anterior, quando alcançou a pole-position. E melhor ainda, numa temporada onde Felipe Massa e Lewis Hamilton monopolizavam as atenções, os feitos da pequena equipa de Faenza baralhavam as coisas num local onde a Ferrari esperava triunfar sem apelo, nem agravo.

E melhor: o triunfo da Toro Rosso acontecia antes da equipa principal, a Red Bull. 

Mas para chegarmos ali, existe toda uma história. Que começa com a compra da Minardi pela Red Bull, no final de 2005, e mudar de nome a partir do ano seguinte, para Toro Rosso - Red Bull em italiano. A ideia era de ser uma "equipa B" para os energéticos, colocando jovens talentos na Formula 1 antes de irem para a equipa principal. Depois de ter dado lugar a gente como Scott Speed ou Vitantonio "Toino" Liuzzi, o alemão chegou no GP da Hungria de 2007, depois do piloto americano ter acabado mal a corrida anterior, com alegações de que tinha andado à porrada com Franz Tost...

Vettel tinha mostrado potencial, mesmo quando esteve "emprestado" à BMW Sauber na primeira metade de 2007. Apenas no GP da China, corrido debaixo de chuva, ele conseguiu um quinto posto, depois de na corrida anterior, em Fuji, também à chuva, ir em lugares de pódio quando perdeu o controlo do carro e bateu na traseira do Red Bull de Mark Webber em pleno período de Safety Car... 

Em 2008, a temporada começou modesto, até à entrada do STR3, no GP do Mónaco, altura em que os resultados melhoraram imenso. O alemão conseguiu ali mesmo um quinto posto, repetindo o resultado em Spa, depois de um sexto lugar em Nurburgring e dois oitavos no Canadá e na Alemanha. Quanto ao piloto, este estava feliz com a sua "Julie". Afinal de contas, tinha o seu melhor carro até então. 

E depois, chegou Monza. 

A qualificação foi corrido debaixo de chuva, algo que muito raramente se vira naquele circuito, porque a corrida acontecia sempre no final do verão, logo, essas chances seriam muito baixas. Mas ali, a chuva fez a sua aparição, e enquanto gente como Hamilton cometia erros, já o alemão fazia tudo bem, e conseguiria ali a sua primeira pole da sua carreira. A idade? 21 anos e dois meses, o mais novo de sempre. E a primeira fila poderia ter a companhia do seu companheiro de equipa, o francês Sebastien Bourdais, mas calculou mal e ficou apenas com o quarto melhor tempo. 

O dia da corrida foi algo inédito. Nunca a Formula 1 correra Monza em condições de chuva, e a partida aconteceu atrás do Safety Car. E se a Vettel, tudo corria bem, a Bourdais, tudo corria mal. O carro "afogou-se" na volta de aquecimento e teve de largar do último lugar, uma volta de atraso em relação à concorrência. 

A partir dali, fez-se história. No final, Vettel comemorou no pódio, com Gerhard Berger, o diretor desportivo, a seu lado, feliz da vida, e nas boxes, os mecânicos, muitos dos tempos da Minardi, comemoravam como se tivessem ganho o campeonato do mundo. Pudera... naquele dia, era o triunfo dos "underdogs". Era das vitórias mais aplaudidas e mais populares da história do automobilismo. E claro, era o inicio de uma era de um piloto que iria escrever imensas páginas douradas na Formula 1. 

Ah! Já me esquecia. Com os seus 21 anos, Vettel era o piloto mais novo de sempre a ganhar uma corrida, batendo o recorde de Fernando Alonso. E a partir dali, apenas um piloto ganhará a sua primeira corrida mais novo que ele: o neerlandês Max Verstappen, que o conseguia aos 18 anos.      

sexta-feira, 18 de novembro de 2022

A imagem do dia


Os tempos de Sebastian Vettel na Toro Rosso foram pequenos - uma temporada e meia - mas depois do feito de Monza, onde ele alcançou uma pole e uma vitória inédita, e claro, a chegada à Red Bull na temporada seguinte. Mas antes da sua transferência para a "irmã mais velha", ainda teve mais uma corrida onde deu nas vistas na temporada de 2008. 

O GP do Brasil, última corrida do campeonato.

Foi uma temporada dura, um duelo entre Ferrari e McLaren, entre Lewis Hamilton e Felipe Massa, com erros e acertos de um lado e outro, e quando a Formula 1 chegou a São Paulo, havia uma vantagem de sete pontos a favor de Hamilton, depois da sua vitória na corrida anterior, em Xangai. 

Vettel teve uma boa qualificação, entrando na Q3 e acabando em sétimo a grelha, e parecia que iria tentar uma boa pontuação, depois de em Xangai ter ficado a porta, em nono. E tirando o triunfo em Itália - ultra-celebrado, a propósito - o alemão tinha conseguido três quintos lugares, no Mónaco, Bélgica e Singapura.

Esperava-se chuva e alguma trovoada na corrida. Choveu antes da corrida, levando ao adiamento da partida, e muitos colocaram pneus intermédios. A partida foi atribulada (na foto), David Coulthard, que fazia ali a sua última corrida, evolveu-se numa colisão e acabou cedo (demais) a sua despedida na Formula 1.

Na frente, Felipe Massa fazia a sua corrida. Era líder e ficaria até ao fim. E até corria em casa. A Hamilton, precisava de um quinto posto para ser campeão. E Vettel, que fazia a sua corrida, tentava ficar o mais à frente possível.

Mas a corrida aconteceu quase sempre em seco. Parecia que tudo estava calmo, até que a poucas voltas do final... voltou a chover. E tal "que veio da represa". Os carros passaram pelas boxes, trocando para intermédios. Com exceções. 

E no meio disto tudo, Vettel conseguiu passar Hamilton. Estava a duas voltas do fim e parecia que Hamilton iria perder de novo o título mundial. Era sexto e isso não interessava. As bancadas entraram em delírio com o que passava na pista e pensaram que iria ser assim até à meta, quando Massa passou em primeiro - curiosamente, a sua última vitória na Formula 1.

E depois surgiu Timo Glock.

Piloto da Toyota, arriscou ficar na pista com os slicks, tentando subir o mais possível e esperar que as condições não se degradassem. Era quarto, na entrada da última volta, e ambos os carros pareciam estar longe dele. Mas as coisas pioravam e era complicado arranjar tração na pista, degradando-se casa vez mais. 

E na última curva, Vettel e Hamilton apanharam-no, passando-o facilmente. O alemão iria ser quarto e Hamilton, mais importante, o quinto. E tudo numa altura em que todos comemoravam, pensando que Massa era campeão do mundo. Até que foi... por 30 segundos. Mas eles tinham de também passar pela meta, e aquela ultrapassagem foi bem dramática: na última curva, da última volta, da última prova do mundial!  Mais do que suficiente para saltar da cadeira.

E foi o que aconteceu. E o alemão teve um pequeno papel nesse desfecho.

quinta-feira, 17 de novembro de 2022

A imagem do dia



Esta é a última semana de Sebastian Vettel na Formula 1. Durou 300 Grandes Prémios, entre 2007 e 2022, pela BMW Sauber, Toro Rosso, Red Bull, Ferrari e Aston Martin. Conseguiu quatro títulos mundiais e conseguiu o feito de ter dado a primeira vitória em duas equipas: Toro Rosso e Red Bull. E foi primeiro na equipa satélite que na principal!

Sempre admirei-o, não só pelo excelente piloto que nunca deixou de ser, como também pelo ser humano que era. Nos seus tempos de Toro Rosso, tinha sempre bom humor, era bem-disposto, não virava a cara à luta, sabia que estava na sua cadeira de sonho. Defendi-o, nos tempos de auge na Red Bull, nos seus quatro títulos mundiais, dos ataques de muitos que estavam a defender o piloto errado, especialmente os que eram "alonsistas", especialmente quando Fernando Alonso disse, na qualificação para o GP da India de 2012, que os seus feitos tinham a ver com o carro, e não com o piloto. 

O tempo demonstrou que é treta. E tinha mais coisas que sustentavam a tese do lado contrário. O melhor exemplo é a sua vitória no GP de Itália de 2008, numa Monza sobre chuva, depois de uma pole-position, ridicularizando o pelotão e fazendo uma corrida sem erros. Aliás, a sua performance lembrou imenso Ayrton Senna no GP de Portugal de 1985, do qual muitos mandam "loas" de louvor...

Mas para lá chegar, ele cometeu erros. E é sobre isso que quero falar hoje. 

O GP do Japão de 2007 foi um dos memoráveis na história da Formula 1. Foi em Fuji, num regresso que acontecia 30 anos depois da última ocasião, e como em 1976, decorreu sempre debaixo de chuva. O Safety Car andou na frente deles nas primeiras 19 voltas, e quando saiu do caminho, os McLaren, que estavam na frente, tiveram logo atrás de si o Red Bull de Mark Webber e o Toro Rosso de Vettel, então na sua quinta corrida pela marca. E o alemão mostrou logo a sua condução debaixo de chuva, ao ser terceiro, com o australiano logo atrás.

As coisas andaram bem até à volta 45, quando Fernando Alonso se despistou, causando nova entrada do Safety Car. Os Red Bull iam muito bem: Webber em segundo, a melhor posição até então. E claro, no Toro Rosso, ainda melhor: Seb era terceiro. Um pódio para ambas as marcas era bem possível.

Mas correr à chuva tem as suas armadilhas, e a inexperiência do alemão levou a melhor. Na volta seguinte, Vettel travou tarde demais e entrou na traseira de Webber, causando a desistência imediata do australiano, que poderia estar a caminho de uma possível primeira vitória, ou um pódio numa posição intermédia. E claro, um inédito pódio para a Toro Rosso. Compreensivelmente, o australiano ficou zangado, e o alemão, frustrado, deixando o carro quase em lágrimas. 

Mas depois mostrou-se que o acidente tinha sido causado por uma travagem brusca de Lewis Hamilton, que assustou Webber, e Vettel não teve reflexos suficientemente rápidos para evitar o acidente. Suficiente para arrancar uma roda ao carro de Webber. E começar uma relação tensa com o alemão, que durou até se ir embora da Formula 1. 

Pelo meio, Vettel tinha batido um recorde: tinha sido o mais jovem piloto de sempre a liderar uma corrida, aos 20 anos e 89 dias. E quanto às frustrações do alemão, foram compensadas na corrida seguinte, em Xangai, onde ele chegou ao fim num digno quarto posto, dado à marca os primeiros pontos do ano, e na frente do seu outro piloto, Vitantonio Liuzzi, que fora sexto.

Apesar de tudo, dos erros à chuva, era uma amostra do potencial do alemão. Todos já sabiam que seria um vencedor.

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Youtube Motorsport Video: O que aconteceu a Scott Speed?

O Josh Revell faz uns videos fixes sobre pilotos que passaram pela Formula 1, especialmente aqueles que foram memoráveis... pelas mais excentricas razões. Scott Speed foi o americano que a certa altura se procurou porque julgavam que alguém daquela parte do mundo poderia trazer imensos fãs de lá para a categoria máxima do automobilismo.

E hoje, veremos um video sobre "o que aconteceu a ele".

terça-feira, 13 de agosto de 2019

Youtube Formula 1 Video: Porquê a Red Bull escolheu Albon

O anuncio-choque - mas nem tanto, proveniente da Red Bull - de que Pierre Gasly seria substituído por Alexander Albon, com efeito imediato, agita este verão e é provável que tenha aberto a porta para que irá aparecer em 2020 em relação às transferências. E é isso que este video da Autosport britânica se trata. 

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Os dias contados de Pierre Gasly?

Num GP da Áustria onde não desistiu ninguém e onde Max Verstappen quebrou o domínio dos Mercedes, depois de uma cavalgada final que o levou à liderança a três voltas do fim, o sétimo posto de Pierre Gasly, companheiro de equipa do holandês, parece ter sido algo a estragar o dia perfeito da Red Bull. E não é a primeira vez que isso acontece: as constantes decepções do piloto francês, que leva duas voltas mais rápidas nesta temporada já fizeram perder a paciência a Helmut Marko.

Não é fácil ser companheiro de equipa do Max Verstappen, porque ele é um talento excecional”, começou por dizer Marko à agência de notícias APA. “Mas os resultados e a velocidade do Gasly são inaceitáveis. Nos últimos dois fins-de-semana, no Canadá e em França ele foi muito pior que o esperado. A diferença entre o Max [Verstappen] e o Pierre [Gasly] é demasiado grande”, continuou.

De facto, Marko tem razão: não é fácil ser companheiro de equipa de Max Verstappen. Desde que Sebastian Vettel e Daniel Ricciardo saíram da Red Bull, em 2014 e 2018, respectivamente, apenas o piloto holandês conseguiu dar alegrias à marca dos energéticos. Agora com seis triunfos, o filho de Jos Verstappen é um fenómeno tal que é graças a ele que o GP da Holanda está de volta, após 35 anos de ausência. E foi um pouco por isso que o piloto australiano - que faz hoje 30 anos de idade - foi para a Renault. 

Mas quanto a Gasly, que tem 23 anos, o seu melhor resultado foi quando... guiava para a Toro Rosso, com o quarto posto no GP do Bahrein de 2018, um resultado que apenas Max Verstappen conseguiu, e ambos foram piores que Sebastian Vettel, com a sua vitória em Monza, há dez anos. Este ano, a adaptação de Gasly à Red Bull tem sido irregular. Não só é batido constantemente por Max como também é uma espécie de "elo fraco" das três grandes equipas, Mercedes, Ferrari e Red Bull. Já esteve de fora da Q2 na Austrália, e fora da Q3 em mais algumas corridas. E nessas, até esteve atrás dos pilotos da Toro Rosso como o anglo-tailandês Alexander Albon ou o russo Daniil Kvyat, sendo um deles um estreante. Tem duas voltas mais rápidas e apenas duas ocasiões em que ficou fora dos pontos, mas os seus resultados são decepcionantes. Não tem pódios, nem se aproximou de um: o seu melhor resultado foi um quinto posto no Mónaco.

Marko, na sua maneira de pensar, quer submetê-los à pressão logo de imediato, para mostrar do que são feitos. Nem todos são Verstappen, que venceu logo na sua primeira corrida, o GP de Espanha de 2016, basicamente "dinamitando" os críticos, que acharam o rebaixamento de Daniil Kyvat para a Toro Rosso, depois de quatro corridas daquela temporada, demasiado cedo. Agora tem aguentado um pouco mais porque esta é a primeira temporada de Gasly na Red Bull, mas quando se diz que deu ao francês três corridas para mostrar o que vale, parece que as coisas estão mais complicadas do que se esperava. E quando na classificação geral, Daniil Kvyat tem dez pontos e Alexander Albon sete, apesar de estarem numa máquina que é a Toro Rosso, não se pode menosprezar estes pilotos. 

Em suma, Gasly está a sentir na pele como são as coisas na Red Bull: um lugar de sonho que velozmente se pode tornar num pesadelo.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Formula 1 2019 (III) - O Toro Rosso STR14-Honda

A Toro Rosso apresentou também esta segunda-feira a sua decoração para a temporada que aí vêm, e de uma certa forma, nada acrescenta de especial a um carro que será guiado por Daniil Kvyat e o estreante Alexander Albon. 

Em termos de chassis, a grande diferenla em relação ao ano passado são as derivas laterais entre os flancos e o eixo dianteiro, bastante distintas das ostentadas pela versão anterior, assim como as asas, componentes de acordo com o regulamento técnico deste ano. 

Alguns componentes da unidade motriz serão da mesma especificação utilizada pela Red Bull Racing, mas a maioria das peças que recebemos da Red Bull Technology serão especificações do seu monolugar do ano passado. A Scuderia Toro Rosso, sendo uma equipa mais pequena, não consegue acompanhar o rápido processo de desenvolvimento e produção que é feito em Milton Keynes” disse Franz Tost, Chefe da equipa com sede em Faenza, no centro de Itália.

Quanto aos pilotos, Franz Tost afirmou que Daniil Kvyat mostrou estar um pouco mais maduro desde a última vez, enquanto reconhecer que Alexander Albon vai ter um pouco para aprender na sua temporada de estreia na Formula 1.

"Digo sempre que um jovem piloto precisa de dois a três anos para compreender e apresentar resultados no complicado mundo da Formula 1, mas o Daniil mostrou a sua velocidade natural desde o início. Quando a contingência exigiu a sua mudança para a Red Bull Racing, parecia que ele podia estar pronto para o desafio. Ele realizou algumas performances muito boas, mas o desempenho sob pressão é sempre um desafio, agora podemos dizer que, em retrospetiva, era demasiado cedo", começou por dizer Tost, sobre Kvyat.

"Alex terá muito que aprender, como qualquer estreante na Fórmula 1, mas certamente provou estar nas categorias mais baixas como a Fórmula 3, GP3 e especialmente na Fórmula 2, onde foi capaz de vencer corridas. Na segunda metade do Campeonato de F2 do ano passado, ele impressionou com muitas manobras de ultrapassagem e foi isso que nos convenceu, de que é o piloto certo para a nossa equipa.", concluiu.

O chassis será mostrado para o resto do mundo nos testes coletivos da próxima semana, em Barcelona.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Formula 1: Hartley afirmou que o seu lugar estava em perigo desde Mónaco

Brendon Hartley revela que não foi desejado durante metade da última temporada. Num artigo que escreveu para o Players Tribune, e revelado esta semana, o piloto neozelandês fala sobe a temporada difícil que teve com a Toro Rosso, e afirmou que no fim de semana do GP do Mónaco, em vez de gozar o momento, passou mais tempo a lidar com uma imprensa que lhe fazia perguntas sobre a sua continuidade na equipa.

"Para mim, foi difícil, porque quando olho para trás agora, o que mais me lembro é ir até o paddock para encontrar a mídia na quarta-feira antes do fim de semana e receber um monte de perguntas sobre meu futuro." começou por escrever no artigo. "Aqui estou eu, um punhado de corridas na minha carreira de Formula 1, e estou sendo questionado sobre o final".

"A pior parte do dia, porém, foi descobrir que havia alguma verdade nos rumores. Depois de algumas corridas, algumas pessoas apareceram que não me queriam lá. Eu vou ser honesto, isso foi um pouco chocante. Depois de entrar na Formula 1 com muita experiência, dois campeonatos de Endurance, uma vitória em Le Mans, e superar o meu companheiro de equipa em duas das três primeiras corridas, foi difícil para mim acreditar que houve uma conversa sobre minha substituição cedo [na temporada]".

"No entanto, é esta a vida na Formula 1. O desporto tem tanto dinheiro e tantas pessoas envolvidas, é natural que haja política. Se você é um fã, você sabe disso, e se você é um piloto, você vive".

"Voltei para o meu apartamento naquela noite olhando para os muros do circuito de Monte Carlo, sabendo que, se eu tocasse, se fizesse contato com aquelas paredes neste fim de semana, minha carreira na Fórmula 1 poderia terminar em poucos dias. Eu sabia que todas as sessões de treinos carregavam mais peso para mim. A cada volta, todos os resultados estariam sob escrutínio e poderiam ser usados contra mim para retirar o meu lugar".

Hartley revelou que sofreu uma temporada dificil, especialmente numa equipa que lutava por lugares no meio do pelotão, que revela como um lugar "onde se luta por empregos e futuros", e afirmou que soube do seu despedimento uma hora depois do GP de Abu Dhabi, a última corrida da temporada. Antes disso, revelou que a corrida de  Abu Dhabi foi "um pouco estranha", porque estava inseguro sobre o seu futuro.

"Uma hora depois da corrida, fui convocado para uma reunião. E alguns minutos depois disso, eu já não era piloto de Fórmula 1. Na reunião não foi dito muito coisa sobre as razões da minha saída. Ficou claro no entanto, que desde o GP do Mónaco que existia um plano em andamento para que eu deixasse a Toro Rosso", sublinhou.

Em jeito de balanço, Hartley afirmou que sentirá falta da Formula 1 e culpa um pouco a falta de sorte, depois de uma temporada onde foi eliminado nas primeiras voltas, para além das penalizações por trocas de motores, falhas de suspensão e outras questões que nem sempre foram mencionadas em público.

Vou sentir falta”, disse Hartley. “Eu estaria mentindo se dissesse o contrário. A porta da Fórmula 1 definitivamente não está fechada, e a experiência adquirida em um ano no topo do automobilismo, significa que chegarei mais preparado e mais forte para as oportunidades que virem a seguir”, concluiu.

Hartley, que esteve da equipa desde o GP dos Estados Unidos de 2017, conseguiu quatro pontos na temporada que passou, como melhor resultado um nono lugar em Austin. No final da temporada, o seu lugar ficou para o tailandês Alexander Albon.

sábado, 8 de dezembro de 2018

Hartley gostaria de contar a sua versão da história

Despedido da Toro Rosso, depois de uma temporada onde conseguiu apenas quatro pontos, Brendon Hartley chegou à Nova Zelândia para contar a sua versão da história. Numa entrevista à rádio local Newstalk ZB, o piloto de 29 anos disse que teve sempre o seu lugar em perigo, apesar de ter sido contratado no final de 2017 e ter um palmarés rico na Endurance. E adoraria um dia contar a sua versão da história.

Desde muito cedo que existiram rumores, o que foi uma grande surpresa para mim, dado que pensava ter assinado um contrato de longa duração. Cheguei depois de ter vencido o Campeonato do Mundo de Endurance e as 24 Horas de Le Mans e, apenas após duas ou três corridas, havia rumores com questões sobre o meu futuro imediato. Estou satisfeito com a forma como lidei com a situação. Penso que dadas as circunstâncias outras pessoas teriam quebrado emocionalmente e eu, na verdade, fiquei mais forte”, começou por afirmar.

O antigo piloto da Toro Rosso deixa no ar que a sua saída da equipa de Faenza não foi muito clara, mas admite que um dia mais tarde, contar a sua versão dos acontecimentos, mesmo que seja complicado contar tudo. “Gostaria de contar a história um dia [de como perdeu o seu lugar na Toro Rosso]. Provavelmente nem tudo pode ser divulgado para que tudo seja completamente honesto”, comentou.

Na entrevista, Hartley comentou também que a atmosfera politica da Formula 1 o deixou incomodado, especialmente quando soube que era alvo de constante escrutinio desde as suas corridas no final de 2017, quando entrou no lugar do russo Daniil Kvyat. Que curiosamente... está de volta em 2019.

A política não me agrada, custou-me um pouco a habituar-me a atenção dos media. Estava, definitivamente, preparado para a Fórmula 1, depois de ter estado envolvido nos LMP1 da Porsche, mas a pressão aumentou mais do que esperava, no que diz respeito a estar sob escrutínio permanente, mas fui ficando mais confortável ao longo da temporada”, reconheceu.

No final, afirmou que apesar desta experiência não lhe ter corrido bem, gostaria de regressar à categoria máxima do automobilismo. “Tenho uma Superlicença, tenho experiência de Fórmula 1, não me desgracei, diria sem problema nenhum que a porta não está fechada. Como todos podem ver, tudo pode mudar rapidamente. Potencialmente, a porta pode estar aberta”, concluiu.

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Noticias: Albon confirmado na Toro Rosso

Está confirmado: a Toro Rosso anunciou esta tarde que o tailandês Alexander Albon será o seu piloto para 2019, em substituição de Brendon Hartley. O tailandês, segundo classificado no mundial de Formula 2, correrá em 2019 ao lado do russo Daniil Kvyat.

"É uma sensação incrível saber que estou na Fórmula 1 na próxima temporada. Ao longo da minha carreira nos monolugares passei por alguns altos e baixos. Fui eliminado pela Red Bull em 2012, então já sabia que o caminho para a Fórmula 1 ia ser muito mais difícil, [mas] trabalhei muito e tentei impressionar em todas as vezes que entrei no carro. Tenho que agradecer muito à Red Bull e ao Dr. Marko por acreditar em mim e me dar uma segunda chance. Eu sempre fui louco pelo automobilismo e desde que entrei em um carro, meu sonho era estar na Fórmula 1. Receber essa oportunidade é simplesmente incrível”, disse Albon no comunicado oficial da marca.

Franz Tost comentou sobre a contratação de Albon, afirmando que ele é jovem e competitivo, e com Kvyat, fará uma excelente dupla.

"Alexander teve em 2018 uma impressionante temporada na Fórmula 2. Ele venceu quatro corridas e terminou em terceiro no campeonato. A maneira como ele é capaz de superar muitos de seus rivais nas corridas mostra que ele está pronto e amadurecido para correr na Fórmula 1. A Scuderia Toro Rosso está muito ansiosa para 2019, já que com Daniil e Alex teremos dois pilotos jovens, muito fortes e competitivos", concluiu.

Filho de pai britânico - Nigel Albon também é piloto - e mãe tailandesa, Albon, de 22 anos (nascido a 23 de março de 1996), passou pela Formula 3 europeia em 2015 e pela GP3 no ano seguinte, acabando como vice-campeão. Em 2017 passou para a Formula 2, e esta temporada, venceu quatro corridas e acabou no terceiro lugar do campeonato. Para além disso, tinha assinado pela Nissan para ser piloto de Formula E, pela e.dams, mas a Red Bull chegou-se à frente e ele teve de rescindir o contrato para concretizar o seu sonho da Formula 1.

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Rumor do Dia: Albon considerado pela Toro Rosso

O anglo-tailandês Alexander Albon poderá estar na mira da Toro Rosso na temporada de 2019. Segundo conta esta tarde a Autosport britânica, Helmut Marko poderá estar a seduzir o piloto de 22 anos, atualmente segundo classificado na Formula 2, mas há um obstáculo: a Nissan, onde ele é piloto de desenvolvimento da marca e do qual meteu na sua equipa de Formula E.

Segundo conta o site, a opção de Albon pela Formula E aconteceu no final de julho, quando não existiam perspectivas de ele ir para a Formula 1 e ser o segundo tailandês na categoria máxima do automobilismo, depois do Principe Bira. O acordo com a Nissan é de várias temporadas, e a aposta agora é na Formula E, provavelmente com um futuro na Endurance. Mas a entrada da Red Bull no terreno estragou os planos, pois Albon tem talento, tanto que venceu quatro corridas nesta temporada de Formula 2.

Caso isso aconteça, não seria a primeira vez que teria uma ligação à merca de bebidas energéticas. Albon assinou por eles em 2012, ele ainda estava no karting, mas a ligação terminou pouco depois. Contudo, Marko está agora numa de reabilitar pilotos que menosprezou no passado, como foi Brendon Hartley e agora Daniil Kvyat, que voltará a ser piloto da Toro Rosso em 2019, depois de uma temporada de ausência.

sábado, 29 de setembro de 2018

Noticias: Kvyat de volta à Toro Rosso

O russo Daniil Kvyat está de volta à Formula 1, e à Toro Rosso, precisamente um ano depois de ter sido substituído por Pierre Gasly. O anuncio foi feito esta manhã por Helmut Marko, e era esperado, dado o lugar e as circunstâncias. 

Acredito que ele mereça uma nova oportunidade na Formula 1. O Daniil tem muitas qualidades e é muito rápido, como já mostrou muitas vezes na carreira. Estou convencido que ele está mais maduro, o que o vai ajudar em pista, mas também fora dela”, disse Franz Tost, o responsável da Toro Rosso.

Primeiro que tudo, quero agradecer à Red Bull e à Toro Rosso por me darem a oportunidade de regressar à Fórmula 1 e de voltar a uma casa que conheço muito bem. A Toro Rosso sempre me fez sentir em casa e tenho a certeza de que será igual no próximo ano." começou por dizer o russo de 24 anos, que este ano esteve na Ferrari como piloto de testes. 

"Quero também agradecer à Ferrari por ter acreditado em mim e por me ter permitido manter em contacto com a Formula 1 como seu piloto de desenvolvimento. Mesmo que o meu trabalho tenha sido maioritariamente de simulador, aprendi muito e regresso melhor piloto à Toro Rosso. Nunca desisti da esperança de voltar a ser piloto e continuo a ser novo e mantive-me em boa forma à espera que a oportunidade aparecesse. Vou dar o meu melhor para dar à equipa o que eles esperam de mim”, concluiu.

Piloto que esteve sempre na órbita da Red Bull, o piloto de 24 anos - nasceu a 26 de abril de 1994 - completou 74 Grandes Prémios entre 2014 e 2017, alcançando dois pódios, um segundo posto no GP da Hungria de 2015 e um terceiro lugar no GP da China de 2016, ambas pela Red Bull. Esse último pódio aconteceu duas corridas antes de ser substituído na equipa por Max Verstappen, que logo na sua primeira corrida na Red Bull, em Barcelona, venceu a prova, tornando-se no piloto mais novo de sempre a alcançar o lugar mais alto do pódio.

Para além desses dois pódios, o russo têm uma volta mais rápida. Em 2017, com a Toro Rosso, alcançou apenas cinco pontos.

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Rumor do Dia: Kvyat e Wehrlein na Toro Rosso?

A Toro Rosso poderá fazer regressar em 2019 uma dupla de pilotos do passado. Segundo os rumores que correm por estes dias, a Red Bull poderá fazer regressar um "proscrito" e ir buscar outro piloto que já tinha prometido muito, mas agora está liberto de compromissos. Esses dois pilotos seriam o alemão Pascal Wehrlein e o russo Daniil Kvyat

Segundo conta a BBC, a Toro Rosso poderá anunciar Kvyat, de 24 anos, no fim de semana do GP da Rússia, e a acontecer, seria um regresso à Formula 1 depois de um ano sabático, onde foi piloto de desenvolvimento da Ferrari. 

No caso de Wehrlein, de 23 anos - nasceu a 18 de outubro de 1994 - ele agora está liberto de compromissos depois de ter terminado o seu contrato de ligação à Mercedes. Este ano, voltou ao DTM depois da sua passagem por Manor e Sauber e não ter conseguido encontrar lugar para esta temporada. 

A razão pelo qual a Red Bull tenha decidido por esta dupla de pilotos para a próxima temporada é por causa do seu Junior Team, que acham não ter a qualidade suficiente nos escalões de formação para catapultar os seus pilotos para a Formula 1.

Fala-se também que a Red Bull queria Esteban Ocon, mas que a Mercedes não o libertou porque é demasiado importante. Fala-se que poderá ir para a Williams, sem certezas se iria como piloto titular, pois a marca de Grove interessa mais ter o britânico George Russel.

Até existem alguns rumores no caso de Mick Schumacher, o filho de Michael Schumacher. A Red Bull, de facto pensou nele, mas concluiu-se que uma temporada de Formula 2 faria bem para o alemão, para se preparar fisica e mentalmente para a categoria máxima do automobilismo. 

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Noticias: Hartley gostaria de continuar em 2019

Brendon Hartley gostaria de continuar pela Toro Rosso em 2019, mas admite que por estes dias, não está em negociações com a sua actual equipa. O vencedor das 24 Horas de Le Mans de 2017 afirma que está concentrado apenas nas corridas - apesar de ter conseguido apenas dois pontos nesta temporada - e isso está em plano secundário. 

Não estamos a conversar de momento. Tenho um contrato em andamento", começou por dizer. "Obviamente existem algumas possibilidades. Já há algum tempo que digo que o melhor que tenho a fazer é focar-me corrida a corrida e realizar o melhor trabalho que posso. Estou consciente, e estou confiante, do trabalho que tenho feito com a equipa nos bastidores”, apontou o piloto neozlandês.

Hartley disse que tem evoluido nas últimas provas e só devido ao azar que essa melhoria não lhe permitiu alcançar resultados palpáveis. 

Sei que estou mais forte a cada corrida da temporada. Os resultados não o mostram, mas tenho a consciência de que estou forte, tendo estado forte nas últimas cinco corridas e houve algumas circunstâncias que me impediram de marcar pontos. Parece que tenho estado no sítio errado no momento errado muitas vezes, mas estou também a olhar para o que estou a fazer e a perceber o que posso melhorar. Honestamente, estou focado em fazer o melhor possível corrida a corrida e espero estar nas grelhas de partida do próximo ano, que é o meu objectivo”, concluiu Hartley.

O piloto vai tentar a sua sorte neste fim de semana nas ruas de Singapura.

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

E se?...


Um "disclamer": o "post" que vai ler a seguir não passa de uma mistura de especulação com futurismo condicional. Proceda com uma mente aberta.

Este fim de semana, no circuito de Nurburgring, Mick Schumacher venceu todas as corridas do fim de semana da Formula 3 a bordo do seu carro de Prema Theodore. Com isso, elevou para seis as suas vitórias nesta temporada, e está a meros seis pontos do primeiro lugar do campeonato. Para o piloto de 19 anos - nasceu a 22 de março de 1999 - e claro, filho de Michael Schumacher - isto pode ser a chance que pretendia para alcançar um título e continuar adiante a sua ascenção à Formula 1. Falou-se nos últimos dias sobre a ideia de ir para a Formula 2, mas este domingo, falava com um amigo meu, que me falou sobre Schumacher Jr e como ele poderá antecipar a sua ascensão à categoria máxima do automobilismo. Dando como exemplo de Max Verstappen.

Que o automobilismo está a ficar cheio de herdeiros é um facto. Filhos de, que não cresceram com outra coisa que não os cheios de gasolina e borracha, com kartódromos e autódromos como cenário dos seus fins de semana, isso já sabemos. Alguns não se dão lá muito bem, mas outros, como Max Verstappen e Nico Rosberg, vencem corridas e campeonatos. Mick Schumacher, que começou a fazer karting com oito anos, começando como "Mick Betsch" (o apelido de solteira da mãe), chegou no ano passado à Formula 3, depois de ter sido vice-campeão da Formula 4 alemã e italiana em 2016.

Ora, caso ele seja campeão da Formula 3, ele estará no alcance dos pontos necessários para a Super-Licença. Ele falou que só da Formula 4 ele já tem 20 pontos, e com a vitória da Formula 3, teria mais 30. Os 50 pontos acumulados fariam com que tivesse o mínimo para tentar a sua sorte na Formula 1. E claro, ele já é maior de idade, logo, a "gracinha" que a Red Bull teve em 2015 quando foi buscar Max Verstappen não se repetirá. 

A ideia de antecipar a sua passagem à Formula 1 seria um golpe de génio, especialmente na Red Bull, que anda "desesperada" por encontrar um bom piloto que "pegue de estaca" na sua equipa. E como os seus talentos ainda estão muito "verdes", eles andam a ver alguns dos seus "rejects" para saber qual deles é que caberá nos lugares ainda vagos. Semana passada mostrei uma foto de Sebastien Buemi no cockpit do Toro Rosso, e fala-se no regresso de Daniil Kvyat, agora piloto de testes da Ferrari.

Ora, ter o filho de Michael Schumacher numa Toro Rosso em 2019 seria um golpe de génio, mas como sabem, a equipa - e a Red Bull - é pródiga em "queimar" talentos e ter Schumacher Jr. queimado tão cedo não seria de bom grado. Para Schumachers queimados já bastou o Ralf, claro. Mas há outras alternativas, do qual Mick provavelmente esperaria de bom grado. A primeira das quais seria a Mercedes. 

A marca de Estugarda ajudou imenso o seu pai no inicio da carreira dele, em 1988. Primeiro na Formula 3 alemã, depois na Endurance, com a Junior Team, ao lado de Karl Wendlinger e Heinz-Harald Frentzen, e claro, ao pagar o dinheiro para entrar na Formula 1, quando a oportunidade surgiu no GP da Bélgica de 1991, a bordo de um Jordan. Nesta altura, não tem uma forte Junior Team, mas tem na sua asa um piloto como Pascal Wehrlein, que andou pela Manor e Sauber antes de voltar ao DTM. Não tenho duvidas que Toto Wolff esteja a seguir Mick Schumacher e queira ter na sua asa, quando se sabe que a partir de 2020 poderão existir alterações no quando competitivo dos seus pilotos. Nessa altura, Lewis Hamilton terá 35 anos e Valtteri Bottas 31, logo, não estarão para novos, ao contrário de Wehrlein, que terá 26.

Não se sabe o que faria o inglês depois dessa data, caso seja campeão do mundo nas próximas três temporadas. Mas a chance de se ir embora da Formula 1 não está descartada. E não é como Fernando Alonso, que pretende ser o piloto mais completo de sempre, quer outras coisas como as luzes da ribalta. E Valtteri Bottas não tem estofo de campeão. O mais fácil será contratar Sebastian Vettel, por exemplo, mas faê-lo sair da Ferrari teria de ser com um camião de euros, e não creio que isso aconteça tão cedo, ou a administração queira abrir os cordões à bolsa tão grandemente. 

Ter Mick Schumacher em 2020 seria a altura ideal, depois de uma temporada na Formula 2. Quer como segundo piloto de um Hamilton a preparar a sua retirada, aprendendo alguma coisa antes de tomar conta das rédeas em 2021, caso tenha "estofo de campeão", seria melhor, mas seria o caminho mais duro. O mais fácil seria contratar Vettel ou Max Verstappen, mas essa chance já foi descartada por Toto Wolff e Niki Lauda - pelo menos até à altura em que foi internado para ter um pulmão novo. Uma dupla Schumacher-Wehrlein seria bem mais interessante. Totalmente alemã e "caseira", é certo, mas teria melhores garantias do que ter alguém vindo de outras equipas.

Enfim, tudo isto entra no campo especulativo, mas tem a sua lógica, por causa de exemplos anteriores. Pensam como eu? Ou esperam pelo tempo que aparecer, para ver se tudo isto acontece ou não?

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

A imagem do dia

Sebastien Buemi senta num chassis da Toro Rosso para moldar o seu assento, esta tarde, em Faenza. Quando o Twitter oficial da equipa anunciou a sua presença, o pessoal agitou-se, especulando-se que ele poderia em breve regressar à Formula 1. Ele que é piloto de testes da marca, enquanto corre na Toyota, pelo WEC, e na Nissan pela Formula E.

Para acrescentar um pouco mais à agitação, Helmut Marko disse que tem uma lista de nome que chega a uma dezena. Será que ele volta a considerar pegar no capacete e guiar um Formula 1?

Brincadeiras à parte, a Toro Rosso anda aflita em arranjar bons pilotos para a sua "cantera", e com certos pilotos demasiadamente novos para poder se sentar no seu carro - e nao podemos esquecer que agora não pode fazer mais a mesma coisa que fez em 2015 para Max Verstappen, na altura com 17 anos - vai ter de preencher... buracos. Brendon Hartley tem o seu lugar em risco e Pierre Gasly vai para a Red Bull porque Daniel Ricciardo vai sair de lá. E não poderemos deixar de pensar que pilotos como Jean-Eric Vergne poderão estar a ser considerados para o lugar. E lembro-vos que no ano passado, Helmut Marko falou com António Félix da Costa sobre a possibilidade de correr num Formula 1, a troco de dinheiro, num lugar que acabou por ficar nas mãos de Hartley.

O que quer que se passe, os próximos tempos serão agitados. Vamos a ver se em Singapura teremos novidades.

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Marko quer anunciar piloto em Monza

A Red Bull quer já anunciar tudo antes de Monza. Com Pierre Gasly anunciado esta semana na Red Bull no lugar de Daniel Ricciardo, a marca quer também anunciar quem ficará no lugar dele, e quer fazer isso antes do GP de Itália, no principio do mês que vêm.

"Sim, queremos decidir antes da ida para Monza", confirmou o dirigente, durante entrevista à Servus TV.

Contudo, o piloto que a Red Bull quer... não pode. O britânico Dan Ticktum, de 19 anos a atual líder da formula 3 europeia, não pode competir devido à falta de pontos na Super-Licença, e a tática será levá-lo para o Japão, da mesma forma que fez com Pierre Gasly em 2017, antes de este se estrear na Formula 1 no final do ano passado. Ticktum, que também já andou na GP3 no final de 2017, conseguindo um pódio e 34 pontos, e é o atual vencedor do GP de Macau, andou este ano em duas provas da SuperFormula japonesa, embora sem pontuar.

Sobre a escolha da competição no país do Sol Nascente, Marko justificou:

"Ficamos surpresos com as atuações de Gasly lá ano passado. Ele evoluiu como pessoa e como piloto enquanto esteve no Japão. Ganhou muita confiança e cresceu muito. Isso nos faz estudar a chance de levar dois pilotos da Red Bull para a Super Formula ano que vem. Sentimos que é uma categoria mais competitiva que a Formula 2", afirmou.

Caso mostre competências suficientes, poderá ser que corra já em 2019, ao lado de Brendon Hartley... isto, se o neozelandês continuar por mais uma temporada na equipa, pois já demonstrou performances decepcionantes.

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Noticias: Gasly confirmado na Red Bull em 2019

Pierre Gasly foi esta noite confirmado pela Red Bull como seu piloto para a temporada de 2019. O francês andará na equipa principal ao lado de Max Verstappen, depois de um ano na Toro Rosso. "Juntando-me à Red Bull em 2019! Super-excitado com os desafios que aí vêm!" disse o piloto francês na sua conta do Twitter.

Mais tarde, contou no comunicado oficial as suas expectativas perante o desafio que aí vêm:

Por mais emocionante que seja [este momento], estou plenamente ciente do desafio que esta oportunidade me oferece e das expectativas que enfrenta qualquer piloto da Aston Martin Red Bull Racing. Estou ansioso para recompensar a fé que Dietrich Mateshitz, Christian Horner e o Dr. Helmut Marko colocaram em mim", começou por dizer. 

"A primeira fase disso é continuar pelo melhor desempenho e resultados que posso alcançar para a minha equipa, a Scuderia Toro Rosso, em 2018. Quero agradecer a Franz Tost, a todos da Toro Rosso e à fábrica de Faenza por me darem a oportunidade de ouro de correr na Fórmula 1 e seu incrível compromisso e apoio, que eu sei que continuará pelo resto desta temporada. Meu foco agora é fazer tudo o que puder para dar a eles uma temporada para celebrar”, concluiu.

Christian Horner, o patrão da equipa energética, elogiou o talento do piloto francês no seu ano na equipa secundária, e espera que na próxima temporada, a equipa possa aumentar a sua competitividade. 

Desde que Pierre entrou pela primeira vez num lugar na Fórmula 1 com a Toro Rosso, há menos de um ano, ele provou o talento indubitável que a Red Bull cultivou desde seu início de carreira. As suas exibições este ano na equipa da Honda, apenas na sua primeira temporada completa, só melhoraram a sua reputação como um dos mais excitantes pilotos jovens do desporto motorizado e esperamos que Pierre traga [à Red Bull] a sua velocidade, habilidade e atitude. Enquanto o nosso foco imediato permanece em alcançar o nosso melhor resultado no Campeonato Mundial de 2018, estamos ansiosos para competir em 2019 com Max e Pierre ao volante da Aston Martin Red Bull Racing”, afirmou no comunicado oficial.

Aos 22 anos de idade (nasceu a 7 de fevereiro de 1996), Gasly está na sua primeira temporada completa na Formula 1, pois entrou no GP da Malásia de 2017. Em 17 Grandes Prémios, conseguiu 26 pontos, todos nesta temporada, e o seu melhor resultado foi um quarto lugar no GP do Bahrein.

Antes disso, Gasly - que começou a sua carreira nos monolugares em 2011 - foi campeão da Formula Renault NEC em 2013 e em 2016 foi o campeão da GP2, na sua última temporada antes de virar Formula 2. No ano seguinte rumou à SuperFormula japonesa, onde acabou vice-campeão, com duas vitórias. Para além disso, no mesmo ano, esteve na ronda dupla da Formula E, em Nova Iorque, onde conseguiu um quarto e um sétimo lugar, totalizando 18 pontos.

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Noticias: Félix da Costa teve contactos com a Toro Rosso

António Félix da Costa revelou que teve contactos para ir correr na Toro Rosso. Numa entrevista à Autosport portuguesa, o piloto de Cascais afirmou que no final do ano passado teve contactos com a Red Bull no sentido de correr no final do ano passado no lugar que acabou por ser ocupado por Brendon Hartley, que acabou por vir da Porsche e que tinha assinado para correr na IndyCar, pela Ganassi, antes de trocar pela categoria máxima do automobilismo.

No ano passado houve contactos na altura da entrada do Hartley na Toro Rosso, mas o Hartley tinha mais apoios e aí decidi mesmo fechar a porta à Formula 1, embora ainda tenha contrato com a Toro Rosso", contou o piloto português, que agora corre pela BMW na Endurance e pela Andretti na Formula E.

Sobre isso, o piloto de Cascais lembrou acerca da maneira como todos os pilotos chegam à categoria máxima do automobilismo, onde o dinheiro importa mais que o talento, e foi por isso que decidiu encerrar esse capítulo. 

"Não faz sentido, por exemplo, pagar para jogar no Real Madrid. Se és bom no que fazes tens de ser pago e não o contrário. Por isso desde essa altura a Formula 1 é um capítulo encerrado para mim, sou um fã que vê corridas. A Red Bull era a minha última esperança onde contava mais o talento que o dinheiro. E agora nem aí e por isso a esperança acabou mesmo", disse.

"Vai haver sempre lugar para os melhores, como o Magnussen e o Vandoorne que foram levados pela McLaren assim como os jovens que referi. Mas há pilotos muito bons que não chegam a ter uma oportunidade porque surgem outros que não são maus, mas que não têm a qualidade para estar na categoria máxima do automobilismo. Agora considero-me um sortudo, trabalho para uma marca conhecida nos quatro cantos do mundo, tratam-me bem, tenho uma boa carreira aos 26 anos e tenho uma carreira longa pela frente por isso não me posso queixar”, concluiu.