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quinta-feira, 7 de agosto de 2025

Formula E: Nissan renova a sua dupla


O britânico Oliver Rowland e o francês Norman Nato continuam a ser a dupla da Nissan na Formula E, na temporada 2025-26. O anuncio foi feito esta quinta-feira, com Rowland a assinar um contrato plurianual que começará a partir de 2026, e isto acontece com ele a saborear o seu título mundial, conquistado nesta temporada que acabou recentemente, em Londres.

Já em relação a Nato, apesar de uma temporada difícil, onde conseguiu apenas 21 pontos, a equipa decidiu mantê-lo por mais uma temporada, a esperança de que melhore e apoie a equipa na sua busca pelo Campeonato de Equipas, algo que não aconteceu na temporada que acabou.

Estou muito feliz por assinar um contrato plurianual com a Nissan Formula E Team, naquela que será a minha sexta temporada com a equipa”, disse Rowland. “O que conseguimos alcançar após o meu regresso em 2023/24 foi notável. Desde que cheguei à Fórmula E, a equipa tem sido como a minha casa, e tenho um alto nível de confiança neles, bem como muito apoio. O objetivo para a temporada 12 é repetir e melhorar o que fizemos na última época, mas sabemos que precisamos trabalhar muito na pré-temporada para alcançar os melhores resultados possíveis.", concluiu.

"Estou muito contente por continuar com a Nissan por mais uma temporada, pois sempre foi meu objetivo prolongar a minha estadia aqui. Será a minha terceira época com a equipa e a segunda consecutiva, o que me dá muita confiança para seguir em frente. Ainda tenho muitas áreas a melhorar, mas não estou a começar do zero este ano, por isso posso usar o que aprendi na temporada 11 para me ajudar no futuro. Tenho a certeza de que o Oli voltará a ter um desempenho de alto nível e estou confiante de que, juntos, podemos lutar pelo Campeonato de Equipas.", disse Nato, no comunicado da equipa.

A Formula E começará em dezembro, em São Paulo, a última da atual era dos chassis da Gen3.

terça-feira, 8 de abril de 2025

Youtube Automotive Vídeo: A saga da aliança Nissan-Honda

Honda e a Nissan, duas importantes construtoras japonesas, estão desde há alguns tempos a falar seriamente numa espécie de aliança que, para uns poderá ser uma fusão, para outros, poderá ser uma cooperação e partilha de tecnologia. Não se sabe bem isso porque... houve obstáculos. E no inicio do ano, até resolveram interromper essas conversações, digamos assim. 

Como chegamos a este ponto, ainda por cima, a Nissa foi uma das pioneiras da tecnologia elétrica? Muitas coisas: mercados, a concorrência chinesa, a fuga de Carlos Ghosn, os carros que hoje em dia são um pouco... "meh", comparado com os míticos JDM dos anos 90 do século passado... é um pouco de tudo que fez afetar as vendas da marca um pouco por todo o mundo, do qual a Honda, a construtora mais poderosa, poderá estar disposta a ficar com ela. 

É sobre tudo isto e mais algumas coisas que o pessoal da Donut decidiu fazer este vídeo para explicar isto tudo.  

sábado, 15 de fevereiro de 2025

Formula E: Rowland ganha a segunda corrida de Jeddah


Oliver Rowland
ganhou a segunda corrida da Formula E em Jeddah, realizada neste sábado. O piloto da Nissan superiorizou-se ao McLaren de Taylor Barnard e o carro de Jake Hughes, da Maserati, num pódio cem por cento britânico. Quanto a António Félix da Costa, a sua corrida teve um fim prematuro quando sofreu uma colisão com Max Guenther, o vencedor da primeira prova, acabando por ficar de fora.

Com Taylor Barnard a bater um recorde de precocidade ao ser o "poleman" neste sábado, na frente de Oliver Rowland, Jake Hughes e o Porsche de António Félix da Costa, a corrida de 31 voltas iria começar sem recarregamento, apenas duas passagens pelo Attack Mode. Quando as luzes se apagaram, Barnard a sair bem e manter a primeira posição, com as posições a serem mantidas até à terceira curva, quando Félix da Costa é tocado por Max Guenther, danificando o carro do português, e ele se torna na primeira desistência da corrida. O piloto da DS Penske também não foi muito longe, porque os danos foram suficientes para não continuar.

Na quarta volta, começaram as idas ao Attack Mode, graças a Lucas di Grassi, com Rowland e Vergne a lutarem pela terceira posição, enquanto Barnard mantinha a liderança, que só perdeu quando ele foi ao Attack Mode, para Rowland. Na volta 12, a novidade era Robin Frijns a ficar com o comando, graças às idas para o Attack Mode, na frente do piloto da Nissan e o jovem da McLaren. Ali foi a vez de Rowland ir lá, e de quarto, na frente de Barnard, chegou rapidamente à primeira posição.

Rowland regressou ao Attack Mode a seis voltas do final, caindo temporariamente para terceiro, mas passou rapidamente os outros carros, chegando novamente à liderança. Atrás, Barnard e Hughes lutaram pela segunda posição, especialmente com o piloto da Maserati am Attack Mode. Os carros foram fora dos limites da pista - sem se tocarem - para ficarem com a melhor posição, mas no final, foi o jovem piloto da McLaren a levar a melhor.   

Na frente, Hughes, bem distanciado das confusões, cruzava a meta na primeira posição, e ganhava a sua segunda corrida do campeonato e consolidava a liderança na competição. 

No campeonato, Rowland tem agora 68 pontos, contra os 51 de Barnard e os 39 de Félix da Costa. A Formula E continua dentro de... dois meses, a 12 de abril, em Miami, na Florida.  

quinta-feira, 5 de outubro de 2023

Youtube Motorsport Video: O pódio mais hostil o automobilismo...

... ou a Austrália no seu "melhor". Especialmente na sua prova mais importante, o Bahturst 1000.

Em 1992, o regulamento dos Supercars derivava dos Grupo A, com carros como o Nissan Skyline, algo do qual era odiado pelos locais, que queriam a luta entre Holden e Ford, e assobiavam o carro dominador, guiado por Mark Skaife e o neozelandês Jim Richards, porque não era nem um, nem outro. E para piorar as coisas, a corrida foi uma desgraça, com uma carga de água que causou muitas carambolas... e quando o Skyline bateu, a direção de corrida decidiu colocar uma bandeira vermelha e acabar a prova! 

Com o pódio a atirar latas de cerveja aos pilotos, Richards passou-se dos carretos e disse uma verdades. Mas tinha uma razão muito forte para aquele desabafo... 

Curiosamente, 10 anos depois, voltou a ganhar e disse a mesma frase, mas de forma mais meiguinha. Contudo, aquele momento ficou na história do automobilismo.

quarta-feira, 30 de agosto de 2023

Formula E: Rowland e Fenestraz pilotos da Nissan em 2024


A Nissan anunciou esta quarta-feira que Oliver Rowland e Sacha Fenestraz serão pilotos da Nissan para o campeonato do mundo de Formula E de 2024, que começa em janeiro na Cidade do México. 

Rowland, que regressa à equipa depois de duas temporadas na Mahindra, sem grandes resultados - aliás, saiu depois da ronda do Mónaco - terá a companhia do franco-argentino Fenestraz, que em 2023 conseguiu 32 pontos, e uma pole-position. Apesar dos poucos pontos, o piloto de 24 anos impressionou muitos com a sua capacidade de adaptação às máquinas da Fórmula E, e de ter lutado regularmente por um lugar na frente do pelotão.

A décima temporada da competição elétrica será a maior de todos os tempos da Fórmula E, com 17 corridas planeadas, incluindo o primeiro E-Prix no Japão, que acontecerá em Tóquio a 30 de março de 2024. Os testes de pré-temporada serão realizados em Valência, entre os dias 23 e 27 de outubro, antes da prova de abertura do campeonato, a 13 de janeiro de 2024, na capital mexicana.

quinta-feira, 24 de agosto de 2023

Youtube Motorsport Vídeo: A história de Jann Mardenborough

Como sabem, este verão temos "Gran Turismo: o Filme", do Neil Blomkamp, e ele tem como base a carreira de um piloto que foi escolhido como o melhor do jogo "Gran Turismo", da Playstation. Esse piloto é o britânico Jann Mardenborough que é escolhido e tem uma carreira... regular. 

Pois bem, o Josh Revell foi ver o filme e disse o que achou. Mas se procuram por uma critica cinematográfica da coisa... esqueçam. É mais a história por trás do filme, ou seja, como chegou até ali.

 

sábado, 25 de fevereiro de 2023

Formula E: Fenestraz é o poleman numa qualificação complicada


O francês Sacha Fenestraz foi o poleman na qualificação desta manhã na Cidade do Cabo. Numa  qualificação cheia de surpresas, o piloto da Nassan e.dams conseguiu uma excelente pole position, batendo o Maserati de Max Gunther, com Nick Cassidy a ser terceiro.  António Félix da Costa não conseguiu o melhor do que o 13º posto, sete lugares atrás do seu companheiro de equipa, Pascal Wehrlein.

A qualificação ficou marcada, de forma negativa, pela Mahindra. Problemas na suspensão traseira colocam em causa a segurança dos monolugares, e assim, a marca indiana resolveu retirar os quatro carros (Mahindra e ABT Cupra) da corrida de hoje por motivos de segurança. Assim sendo, apenas 18 carros iriam participar na corrida sul-africana.

Os primeiros carros em pista foram os do grupo 1, onde tínhamos Pascal Wehrlein (TAG Heuer Porsche Formula E Team), Jean-Éric Vergne (DS Penske), Nick Cassidy (Envision Racing), Jake Hughes (Neom McLaren Formula E Team), António Félix da Costa (TAG Heuer Porsche Formula E Team), Andre Lotterer (Avalanche Andretti Formula E), Sérgio Sette Câmara (NIO 333 Racing), Norman Nato (Nissan Formula E Team), Sasha Fenestraz (Nissan Formula E Team) e Dan Ticktum (NIO 333 Racing).

Os pilotos da Porsche depressa fizeram os melhores tempos, mas cedo foram apanhados por Fenestraz, Cassidy, Vergne e Lotterer. Félix da Costa e Wehrlein voltaram ao top da tabela numa sessão dinâmica, mas Fenestraz, Cassidy, Wehrlein e Vergne melhoraram também os seus tempos e passaram à fase a eliminar, deixando Félix da Costa para trás.

No Grupo 2 de qualificação estavam Jake Dennis (Avalanche Andretti Formula E), Sebastian Buemi (Envision Racing), Sam Bird (Jaguar TCS Racing), René Rast (Neom McLaren Formula E Team), Mitch Evans (Jaguar TCS Racing), Stoffel Vandoorne (DS Penske), Edoardo Mortara (Maserati MSG Racing) e Max Gunther (Maserati MSG Racing).

Evans, Dennis, Gunther e Mortara começaram a instalar-se no top 4, mas Buemi e Bird juntaram-se à lista de candidatos à fase seguinte, que seria decidido nos últimos instantes. E acabou... com bandeiras vermelhas! O incidente começou quando Mortara não conseguiu travar e bateu contra as proteções da pista, para logo de seguida Bird perder o controlo do carro e bater contra o Maserati do suíço. O piloto da Jaguar perdeu o carro na entrada da mesma curva e bateu contra o outro carro, já parado.

Retirados os carros acidentados, passou-se para a segunda fase, a eliminar.

O primeiro duelo foi entre o Porsche de Wehrlein e o carro de Nick Cassidy, com este último a conseguir ser o melhor, passando às meias-finais. A seguir, Fenestraz enfrentou Vergne e o piloto da Nissan passou à meia-final com um fim de volta impressionante... e no limite, batendo o piloto da DS Penske! O terceiro duelo foi entre Buemi e Evans, com o suíço a exagerar na entrada de uma curva e bateu contra a proteção, facilitando a tarefa ao neozelandês, que passou à próxima fase por "default".

O duelo final foi entre Gunther e Rast, e entre alemães, Gunther foi o mais rápido e passou à próxima fase.

As meias-finais tinham Fenestaz contra Cassidy e Gunther contra Evans. No primeiro duelo, o francês levou a melhor, enquanto Gunther superou o neozelandês no duelo número dois.

A final acabou por ser entre Fenestaz e Gunther. Ali, uma prestação sem mácula do piloto francês da Nissan deu a sua primeira pole-position da sua carreira, logo na sua primeira temporada completa na competição elétrica. 

A corrida começará pelas 14 horas, hora portuguesa, e será transmitido na Eleven e na Eurosport 2.

quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Youtube Motorsport Video: Formula E Unplugged, episódio quatro

No quarto episódio do "Formula E Unplugged", continuamos em Roma e na Nissan, mas desta vez, os holofotes estão focados em Sebastien Buemi, o veterano suíço. Veloz e bem sucedido, o seu temperamento mercurial já o deixou a perder em algumas ocasiões, como em Montreal, em 2017, onde deitou tudo a perder numa competição acirrada pelo título. 

Como será que as coisas correram na capital italiana? 

quarta-feira, 24 de novembro de 2021

Youtube Motorsport Video: Formula E Unplugged, episódio três

No terceiro episódio da série, focam-se na ronda dupla de Roma, e em particular, em Oliver Rowland, piloto britânico da Nissan e.dams, cujo talento o colocam como candidato ao título mundial, em conjunto com... metade do pelotão da competição. E claro, como ele se porta neste final de semana romano. 

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Formula E: Max Gunther vai ser piloto da Nissan


Max Gunther vai ser piloto da Nissan a partir da próxima temporada. O piloto alemão irá para a sua terceira equipa na Formula E, depois de passagens pela Dragon e pela BMW Andretti, onde esteve nas duas últimas temporadas. Ele irá substituir Oliver Rowland, que tudo indica, será piloto da Mahindra, onde anda a fazer voltas no simulador da equipa indiana.

No momento do anuncio, Gunther afirmou estar muito feliz por trabalhar com eles e espera contribuir para o sucesso do projeto.   

Faz-me sentir muito orgulhoso de fazer parte da família Nissan e.dams. A equipa tem grandes ambições na Fórmula E e eu estou cheio de motivação para contribuir para o sucesso deste projeto. Competir para um dos maiores fabricantes de automóveis do mundo é uma honra e um novo e grande passo na minha carreira. Estou ansioso por esta excitante aventura”, afirmou o piloto alemão, no comunicado oficial da sua contratação.

Gunther, de 24 anos, vai para a sua quarta temporada na Formula E, onde já venceu três provas na sua carreira, a primeira das quais em 2019, em Santiago do Chile. 

segunda-feira, 26 de julho de 2021

Formula E: Nissan interessada em Albon


Piloto oficial do DTM em 2021, o futuro da Alex Albon poderá passar pela Formula E, uma competição do qual ele estava para competir em 2019, se a Red Bull não o tivesse chamado para ser... piloto de Formula 1 pela Toro Rosso. A Nissan está interessada num substituto para Oliver Rowland, que está de saída para a Mahindra, e o anglo-tailandês é um dos favoritos. 

Obviamente ele [Albon] está entre os que estamos a considerar e manteve contacto connosco, por isso estamos a falar regularmente”, disse o chefe de equipa da Nissan François Sicard ao site The Race. “Ele está a seguir o que fazemos, por isso estamos muito próximos do Alex e ele pode estar entre aqueles que podemos selecionar. Mas há outros e é preciso saber que Alex também pode ter outras oportunidades”.

Contudo, a Formula E poderá não ser só a competição no qual Alex Albon esteja intressado em estar em 2022. Na semana passada, rumores insistentes falavam que ele procurou um lugar na IndyCar no sentido de poder correr na próxima temporada. Apesar de oficialmente nada ter dito sobre isso, as vozes afirmavam que esse piloto estava "sob a tutela da Red Bull", algo do qual Albon se encontra neste momento. 

sábado, 15 de fevereiro de 2020

Formula E: Evans foi o melhor no México, AFC segundo

Mitch Evans foi melhor que André Lotterer na partida do ePrix do México, no Autódromo Hermanos Rodriguez, e não olhou para trás até à bandeira de xadrez, dando a vitória à Jaguar. O neozelandês ficou na frente de António Félix da Costa, no seu DS Techeetah, e Sebastien Buemi, no seu Nissan. Jean Eric Vergne foi o quarto, na frente de Alexander Sims, que agora partilha o comando do campeonato com Evans, e o português não anda longe.

Depois de André Lotterer ter sido o poleman, a corrida teria de ser algo diferente para marcar presença. E foi o que aconteceu: na partida, Mitch Evans largou melhor e pressionou Lotterer para que este cometesse um erro e caísse para quarto. De Vries era segundo, antes de ser passado por Buemi, que mais tarde perderia mais dois lugares, passado por Lotterer e Bird. Nesta altura, Félix da Costa era nono. Contudo, na terceira volta, Nico Muller batia forte na Curva 1 e fazia com que o Safety Car entrasse na pista. Entretanto, no fundo do pelotão, os Mahindra cumpriam penalizações por infrações técnicas.

No regresso da corrida, Bird atacou Lotterer no Estádio para ser terceiro, que depois perdeu mais uma posição para De Vries. Pouco depois, Felipe Massa abandonava com um toque no muro. 

Evans afastava-se volta após volta, com Buemi a ser pressionado por Bird, Pouco depois, o alemão da Porsche tinha danos e perdia posições até ao fundo do pelotão. Ao mesmo tempo, Sam Bird foi para o Attack Mode e passou para segundo, indo atrás de Evans. Vergne e Félix da Costa eram sexto e sétimo, respectivamente. Pouco depois, o português passou o seu companheiro de equipa.

Pouco depois, começaram as segundas passagens pelo Attack Mode, e os Techeetahs aproveitaram para ir ao mesmo tempo. O português foi à busca do holandês da Mercedes, que era quinto, e quando se defendeu do piloto português, queimou a travagem e acabou na escapatória, levando consigo Robin Frijns, que foi prejudicado. 

Pouco depois, o piloto português estava colado na traseira do Nissan de Buemi. O suíço foi para o Attack Mode, tal como Vergne, mas o suíço não conseguiu afastá-lo dele. Contudo, a equipa dá-lhe ordens para que o francês o passasse, o que obedece. Com isso, Buemi ia-se embora. 

A dez minutos do fim, Ma Qinghua bateu no muro mas não incomodou a corrida, enquanto na DS Techeetah, os pilotos voltaram a trocar de posições, com o português a voltar a ficar em quarto. Mas ele apanhou, e depois passou, o suíço da Nissan, ficando com o terceiro posto. E pouco depois, Bird falha a travagem e o português era segundo!

No final, Evans estava na frente e a controlar as coisas, com Félix da Costa também a observar tudo. Foi assim que cruzaram a meta, mesmo no limite de energia dos bólidos. Para o neozelandês, era a sua segunda vitória na sua carreira, e a primeira nesta temporada, e para o português, o segundo pódio seguido. Sebastien Buemi ficava com o lugar mais baixo do pódio, na frente de Jean-Eric Vergne e de Alexander Sims, da BMW.

No campeonato, Mitch Evans está na frente com 47, pontos, seguido por Sims, com 46 pontos e António Félix da Costa em terceiro, com 39, um ponto na frente de Stoffel Vandoorne, com 38. A próxima corrida é dentro de duas semanas, em terras marroquinas.  

sábado, 13 de julho de 2019

Formula E: Buemi triunfa em Nova Iorque

Sebastien Buemi resistiu a todos os ataques e venceu a primeira corrida em Nova Iorque. O piloto suíço resistiu aos ataques de Mitch Evans e António Félix da Costa, que o acompanharam no pódio, numa corrida em muitos aspectos... de loucos, com vários toques. Lucas di Grassi foi 

Com Buemi na pole-position, tendo Pascal Wehrlein a seu lado, e Jean-Eric Vergne, o líder do campeonato, apenas a largar de décimo, e o seu maior rival, Lucas di Grassi, quatro lugares atrás, a primeira corrida  começou com Buemi na frente, com Lynn a ser segundo, passando Wehrlein. Vergne e Di Grassi perdiam posições. Sims subia para o terceiro posto na volta seguinte, e metros depois, Lotterer emvolvia-se num acidente, com o seu companheiro de equipa a acabar nas boxes, para trocar o seu nariz danificado.

Com o passar das voltas, Buemi começou a ser pressionado por Lynn, que tinha passado pelo Attack Mode. O suíço fez isso na volta seguinte, mas não houve alterações. Atrás, Sims era pressionado por Abt para o passar, mas o britânico resistia. Pouco depois dos 15 minutos, Lynn tentava pela segunda e o Attack Mode, para passar Buemi, mas o piloto resistia até ser ele a passar por lá, na volta seguinte. Atrás, Sam Bird, que era sétimo, era penalizado por 10 segundos por ter causado uma colisão no inicio da corrida. Após 14 voltas, e a 26 minutos do fim, os quatro primeiros estavam separados por menos de segundo e meio.

Pouco depois, Lynn começava com problemas de potência e desistiu, reduzindo os candidatos a três. Sims era agora o piloto que pressionava Buemi na liderança, com Abt à espreita, enquanto Wehrlein perdia dois lugares para Bird e Félix da Costa. E bem a tempo: na volta 20, com 19 minutos para o fim, o Safety Car entrava na pista para que os comissários tirassem o carro de Alex Lynn.

A corrida voltou duas voltas depois, com Buemi a aguentar Sims, enquanto Bird perdia dois lugares para Félix da Costa e Evans. Abt tentou ganhar algo, mas perdeu várias posições. E no meio isto tudo, Di Grassi era oitavo.

No meio de lutar pelo meio do pelotão, alguma tinha de acabar mal. Foi o que aconteceu a Oliver Rowland e Edoardo Mortara, que acabaram com os carros a largar peças... e ao mesmo tempo, Félix da Costa subia a terceiro, trocando com Sims.

Na parte final da corrida, Buemi estava mais descansado, enquanto Evans defendia-se dos ataques dos pilotos da BMW, com o português a comandar. Atrás, Di Grassi pressionava Sims e Vergne conseguia chegar aos pontos, sendo décimo. Mas na última volta, uma carambola com Felipe Massa deixava o francês fora dos pontos.

sábado, 25 de maio de 2019

Formula E: Buemi foi o poleman em Berlim

O suíço Sebastien Buemi deu à Nissan a pole-position no ePrix de Berlim, a décima prova do campeonato de Formula E. Buemi foi melhor que o belga Stoffel Vandoorne, no carro da HWA, e o Audi de Lucas di Grassi. Quanto a António Félix da Costa, o piloto da BMW foi o sétimo na grelha, falhando por pouco a sua passagem para a SuperPole. Mas ficou na frente de Jean-Eric Vergne, o líder do campeonato.

Debaixo de um céu nublado, mas sem chuva, a qualificação começou muito cedo pela manhã com os do costume, no Grupo 1. Com Jean-Éric Vergne, André Lotterer, Robin Frijns, António Félix da Costa e Lucas Di Grassi, o primeiro a marcar tempo foi Vergne, o líder do campeonato, mas o melhor foi o brasileiro da Audi, fazendo 1.07,9, seguido por Vergne e Félix da Costa, este último com 1.08,013. 

Robin Frijns fez uma volta um segundo mais lento, mas pior ficou André Lotterer, o atual segundo classificado na classificação, quando errou na sua volta de qualificação. Por causa disso, largará de último.

No Grupo 2, que tinha Mitch Evans, Jérome D'Ambrosio, Oliver Rowland, Daniel Abt e Sam Bird, o primeiro tempo, o de Rowland, não foi suficiente para superar os do primeiro grupo, com 1.08,119. Mitch Evans foi pior, com 1.08,3, e Sam Bird só conseguiu 1.08,182, logo, nenhum deles conseguiu incomodar o grupo anterior. D'Ambrosio e Abt não conseguiram fazer voltas melhores.

Para o terceiro grupo estavam Edoardo Mortara, Pascal Wehrlein, Sébastien Buemi, Stoffel Vandoorne, Alexander Sims e Felipe Massa. Aqui houve os primeiros tempos relevantes: primeiro Sims, que fez 1.07,728, e depois o belga da HWA fez melhor, fazendo 1.07,619 e liderava provisóriamente a classificação. Buemi conseguiu fazer o segundo melhor tempo, atrás de Vandoorne. Em contraste, os Venturi fizeram... dos piores tempos. Quer Mortara, quer Massa, não conseguiram mais que o 12º e 14º tempos provisórios, com o brasileiro a bater duas vezes no muro, mas prosseguiu. E Wehrlein fez um pouco melhor, mas não entrava na SuperPole.

Normalmente, poucos ligam ao último grupo, que tinha Max Günther, Gary Paffett, Oliver Turvey, Alex Lynn, José María López e Tom Dillmann. Mas em Berlim, as coisas foram diferentes. Paffett conseguiu o quarto melhor tempo e estava provisóriamente na SuperPole, com Alex Lynn a ficar logo atrás, também a entrar na última fase. Mas foram os únicos, pois de resto, nenhum deles lá se aproximou, todos na segunda metade da grelha.

Para a SuperPole, foram Vandoorne, Buemi, Sims, Paffett, Lynn e Di Grassi.

Na última fase, Di Grassi foi o primeiro a sair à pista e andou bem, fazendo 1.07,719, um bom tempo e candidato à pole. Alex Lynn foi a seguir, mas o seu tempo foi 13 centésimos mais lento que o brasileiro da Audi. Paffett foi o terceiro a sair e conseguiu meter um tempo entre Di Grassi e Lynn. Quando Sims entrou na pista para fazer o seu tempo, acabou por ser o pior, fazendo 1.08,017. 

Buemi foi o penúltimo a ir à pista, e faz 1.07,295, o suficiente para fazer a pole-position com alguma margem. E Vandoorne, mesmo tentando, não conseguiu mais que o segundo melhor tempo. Assim sendo, o suíço iria largar do primeiro lugar na corrida berlinense.

A proa irá acontecer pelo meio-dia, hora de Lisboa. 

sábado, 27 de abril de 2019

Formula E: Frijns foi o vencedor em Paris

O holandês Robin Frijns foi o vencedor no ePrix de Paris, numa corrida debaixo de chuva, e bem atribulada devido aos inúmeros despistes. O piloto da Virgin não só se estreava no panteão dos vencedores, como também foi o oitavo vencedor diferente em oito corridas desta temporada. Ele ficou na frente de André Lotterer, da Techeetah, e de Daniel Abt, da Audi. António Félix da Costa terminou a prova na sétima posição, escapando às armadilhas e conseguindo mais alguns pontos no campeonato, mantendo-se na luta pelo título. 

Com Oliver Rowland como poleman - e um monopólio da Nissan - e boa parte dos da frente do meio do pelotão, as coisas estavam mesmo equilibradas, e nos Invalides, tudo seria feito para equilibrar ainda mais, rumo a um eventual oitavo vencedor em oito corridas. Mas isso aconteceu depois dos comissários terem eliminado os tempos da Mahindra, que tinham ficado com os melhores tempos, com Pascal Wehrlein a ser o poleman, e Jerome D'Ambrosio a ser quinto. Assim sendo, os carros indianos largavam da última fila da grelha, beneficiando todos, incluindo António Félix da Costa, que iria largar da 14ª posição.

Num tempo primaveril - e ventoso - os pilotos largaram atrás do Safety Car para correrem na volta seguinte. As posições foram mantidas até que na quarta volta, Rowland bateu no muro, causando bandeiras amarelas na zona. Buemi ficou com a liderança, pressionado por Robin Frijns e Felipe Massa. Max Gunther era quarto, mas Andre Lotterer queria o seu lugar.

Foram Frijns e Massa os primeiros da frente a usar o Attack Mode, e quando o suíço começou a ser atacado pelo holandês, passou pelo Attack Mode na volta seguinte. Isso não impediu o piloto da Virgin a atacar a liderança, enquanto Lotter finalmente era quarto, depois de passar Gunther, quando este foi ativar o Attack Mode. Mais tarde, o alemão da Techeetah passou Massa para ser terceiro. 

Mas depois, Buemi sofreu um furo e teve de passar pelas boxes, dando de bandeja a liderança a Frinjs. E enquanto tudo isso acontecia, o céu fechava-se e começava a chover. E isso foi o suficiente para Frijns e Lotterer a abrir diferença para o resto do pelotão. Abt era o terceiro, e com os minutos a passar, a chua caía com intensidade. E pelos quinze minutos, a direção da corrida decidiu colocar o Full Course Yellow, reduzindo o andamento dos carros em 60 por cento.

A corrida volta ao normal depois da chuva ter abrandado, mas pouco depois, uma carambola colocava quatro pilotos fora de ritmo, com Sam Bird a falhar a travagem, depois Alexander Sims a fazer um pião depois de um toque com Alex Lynn e Oliver Rowland. Resultado final: novo Full Course Yellow e mais dois abandonos: Sims e Stoffel Vandoorne.

Na frente, Frinjs aguentava Lotterer, com Mortara a cair para fora dos pontos depois de falhar a travagem. Nesta altura, ambos tinham ativado o Attack Mode pela segunda vez, e o holandês voava, enquanto atrás, mais saídas de pista: Mortara batia forte em Alex Lynn e ambos acabavam ali a corrida. Atrás, Massa batia em Turvey e ambos ficavam fora dos pontos. E o Full Course Yellow aparecia pela terceira vez, agora a menos de dez minutos do fim.

Contudo, logo a seguir, entrava em cena o Safety Car, e juntava o pelotão, numa altura em que o sol rompia as nuvens. Este saiu a dois minutos do fim, dando mais uma volta ao pelotão. Frijns manteve a liderança, enquanto atrás, Jerome D'Ambrosio passou Félix da Costa... para travar tarde demais e bater no muro. E com isso, Full Course Yellow pela quarta vez, mas não iria ser assim que acabava a corrida, pois a bandeira verde foi mostrada para os metros finais, sem alterações na classificação.

No campeonato, Frinjs é o novo líder, com 81 pontos, um a mais que André Lotterer, enquanto Félix da Costa é terceiro, com 70, empatado com Lucas di Grassi. 

A Formula E volta à ação dentro de duas semanas, a 11 de maio, nas ruas do Mónaco.   

sábado, 23 de março de 2019

Formula E: Rowland o melhor na qualificação em Sanya

Oliver Rowland fez a pole-position nas ruas de Sanya, a estância balnear chinesa, palco da sexta corrida da formula E. O britânico foi o sexto poleman diferente em seis provas, ficando na frente de Jean-Eric Vergne e António Félix da Costa. Sam Bird, o líder do campeonato, largará apenas da 16ª posição da grelha.

Debaixo de um calor tropical na zona mais a sul da China, na ilha de Hainan, maquinas e pilotos estavam perante o calor e alta humidade, quase a cem por cento. Ao longo dos treinos livres, a Nissan e a BMW deram nas vistas, ficando no topo das tabelas de tempos, mostrando que estavam adaptados à pista chinesa. Mas na última sessão de treinos livres estiveram treze pilotos com menos de um segundo de diferença, demonstrando um enorme equilibrio no pelotão.

No primeiro grupo estavam os cinco primeiros pilotos: Sam Bird, Jerome D'Ambrosio, António Félix da Costa, Lucas Di Grassi e Edoardo Mortara. Bird foi o primeiro a ir para a pista, seguido por D'Ambrosio. No final, o piloto português faz uma volta de 1.07,951, deixando o belga da Mahindra a quase meio segundo (472 centésimos). Di Grassi foi o terceiro, com 1.08,468, e tinha as suas possibilidades de ir para a SuperPole bem diminuídas.

No Grupo 2, com André Lotterer, Mitch Evans, Pascal Wehrlein, Robin Frijns, Daniel Abt, três alemães estavam no mesmo grupo para conseguir ver quem seria o melhor. Lotterer faz 1.08,371 e fez o segundo melhor tempo. Pouco depois, Daniel Abt ficou com esse lugar, conseguindo um tempo 407 centésimos mais lento que o piloto da BMW. E por esta altura, já se sabia que Sam Bird não iria estar na SuperPole. E Mitch Evans, que tinha arrancado um painel de publicidade durante a sua volta de qualificação, ficou com o pior tempo até então, um segundo mais lento que o melhor.

Para o Grupo 3 iam Jean-Eric Vergne, Oliver Rowland, Alexander Sims, Oliver Turvey e Felipe Massa. Sims voou para ser segundo, atrás do seu companheiro de equipa, o primeiro a aproximar-se de verdade, pois ficou a... oito milésimos. Jean Eric Vergne melhora para fazer o terceiro melhor tempo, batido depois pelo Nissan de Rowland, antes de Buemi conseguir 1.07,870 e ficar no topo da tabela de tempos. Ao fim de três grupos, Nissan e BMW tinham os seus pilotos na SuperPole.

No Grupo 4, o último, teremos o resto: Nelson Piquet Jr, Felipe Nasr, Gary Paffett, Stoffel Vandoorne, José Maria Lopez e Tom Dillmann. Os HWA não deram nas vistas, ficando mesmo no fundo da grelha. Aliás, apenas Stoffel Vandoorne fez um tempo razoável, conseguindo o 13º lugar na grelha de partida. O resto compôs o fundo da grelha, com Piquet a fazer o pior registo, dois lugares atras de Mitch Evans. Em Sanya, a Jaguar é a pior equipa do pelotão. 

Assim sendo, na SuperPole estão Buemi, Felix da Costa, Sims, Rowland, Vergne e Abt.

O alemão da Audi foi o primeiro a entrar na pista, seguido por Vergne, da Techeetah. Abt consegue 1.08,331, e pouco depois, o francês melhora, com 1.08,045. O primeiro dos Nissans, o de Oliver Rowland, sai para a pista a melhorou sector a sector, até fazer 1.07,945, conseguindo o melhor tempo proisório.

Depois, os BMW. Alexander Sims tem problemas no seu carro e não consegue fazer um tempo, e a seguir entrou o seu companheiro de equipa. Félix da Costa deu o seu melhor, mas em escorregão na última curva faz com que ficasse com o terceiro melhor tempo, 177 centésimos mais lento que Rowland, e provavelmente não conseguiu impedir o monopólio dos Nissan na primeira linha. Mas... na preparação da sua volta veloz, Buemi tocou na curva 2 e deitou tudo a perder. Quinto na grelha e a chance de monopólio desperdiçada.

A corrida acontecerá pelas 7 da manhã, horário de Lisboa.

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Formula E: Oliver Rowland vai correr na Nismo

O britânico Oliver Rowland foi o escolhido para correr na Nismo e.dams, ao lado do suíço Sebastien Buemi. A Nissan fez o anuncio na madrugada desta sexta-feira no Japão. A escolha de Rowland acontece depois de inicialmente terem selecionado o tailandês Alexander Albon, antes deste ter sido desviado para a Formula 1, onde vai correr em 2019 pela Toro Rosso.

Rowland já tinha estado nos testes de pré-temporada em Valencia.

"O campeonato da Fórmula E mostra alguns dos melhores pilotos do mundo, e é uma honra ser selecionado pela Nissan e.dams para representá-los na quinta temporada", explicou o piloto britânico.

Poder trabalhar ao lado de Sebastien [Buemi] também é uma oportunidade incrível. Estou ansioso para me desafiar contra os melhores entre os melhores da Formula E”, concluiu.

Rowland, de 26 anos (nasceu a 10 de agosto de 1992), foi terceiro classificado na temporada de 2017 da Formula 2, estando agora na Endurance, ao serviço da Manor Racing. Já tinha experimentado um carro da Formula E em 2015-16 em Punta del Este, a bordo de um carro da Mahindra, em substituição de Nick Heidfeld. Terminou na 13ª posição da geral.

A Formula E terá a sua ronda inicial a 15 de dezembro, em Riyadh, na Arábia Saudita.




terça-feira, 16 de outubro de 2018

Rumor do Dia: Albon considerado pela Toro Rosso

O anglo-tailandês Alexander Albon poderá estar na mira da Toro Rosso na temporada de 2019. Segundo conta esta tarde a Autosport britânica, Helmut Marko poderá estar a seduzir o piloto de 22 anos, atualmente segundo classificado na Formula 2, mas há um obstáculo: a Nissan, onde ele é piloto de desenvolvimento da marca e do qual meteu na sua equipa de Formula E.

Segundo conta o site, a opção de Albon pela Formula E aconteceu no final de julho, quando não existiam perspectivas de ele ir para a Formula 1 e ser o segundo tailandês na categoria máxima do automobilismo, depois do Principe Bira. O acordo com a Nissan é de várias temporadas, e a aposta agora é na Formula E, provavelmente com um futuro na Endurance. Mas a entrada da Red Bull no terreno estragou os planos, pois Albon tem talento, tanto que venceu quatro corridas nesta temporada de Formula 2.

Caso isso aconteça, não seria a primeira vez que teria uma ligação à merca de bebidas energéticas. Albon assinou por eles em 2012, ele ainda estava no karting, mas a ligação terminou pouco depois. Contudo, Marko está agora numa de reabilitar pilotos que menosprezou no passado, como foi Brendon Hartley e agora Daniil Kvyat, que voltará a ser piloto da Toro Rosso em 2019, depois de uma temporada de ausência.

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Formula E: Alexander Albon vai para a Nissan

O anglo-tailandês Alexander Albon será piloto da Nissan na próxima temporada da Formula E, fazendo companhia a Sebastien Buemi na equipa que vai substituir a Renault na competição elétrica. O anuncio foi feito esta manhã e ele substituirá Nicolas Prost.

Aos 22 anos de idade, o piloto é atualmente terceiro classificado na Formula 2 nesta temporada, depois de ter vencido três provas no campeonato.  

"O nível de competição na série é intenso e estou ansioso para me testar contra alguns dos melhores pilotos do mundo”, começou por dizer Albon.

As corridas de rua elétricas serão um novo desafio para mim, mas trabalhar com Sebastien como meu companheiro de equipa será uma grande ajuda, já que ele estabeleceu a referência para o desempenho na série.", concluiu.

Albon já tinha experimentado o carro no "Rookie Test" de janeiro, em Marrakesh, e tinha a concorrência de Andrea Pizzitola e do britânico Jan Mardenborough. A Nissan decidiu entrar na Formula E depois da Renault se ter decidido concentrar as suas energias na Formula 1, e a marca comprou uma posição não-maioritária na e.dams.

A Formula E começará a sua temporada, com os carros da Gen2 em dezembro, nas ruas de Riad, na Arábia Saudita.

terça-feira, 31 de julho de 2018

A situação atual da Formula E

A temporada da Formula E terminou há duas semanas, nas ruas de Nova Iorque, e só em dezembro, em paragens sauditas é que veremos em ação os novos carros, em mais uma nova temporada da competição. A temporada de 2018-19 terá mais uma nova equipa, a HWA, que na DTM alemã serve de equipa de fábrica da Mercedes, com a garantia que a Porsche poderá aparecer na temporada de 2019-20.

Primeiro que tudo, as certezas. Tudo indica que a Audi, Jaguar e a Techeetah irão manter a dupla de pilotos que encerrou a temporada passada. A equipa alemã terá Lucas di Grassi e Daniel Abt como dupla de pilotos, enquanto na Jaguar, Nelson Piquet Jr e o neozelandês Mitch Evans ficam por lá mais uma temporada e na equipa campeã do mundo de pilotos, Jean-Eric Vergne ficará a defender o título mundial ao lado de Andre Lotterer.

Quanto às incertezas, comecemos pela Venturi. Já se sabe que terá nova estrutura acionista, com a entrada de Susie Wolff, mulher de Toto Wolff, na equipa, e terá Felipe Massa como piloto. Isso faz com que haja uma segunda vaga que poderá ser disputada entre alguns dos pilotos que andam a rondar. A começar por Tom Dillmann, que correu em três provas, no lugar de Edoardo Mortara, por causa dos seus compromissos com o DTM, passando pelo próprio Mortara, e provavelmente algum dos experimentados da competição, como Stephane Sarrazin, por exemplo. E também o alemão Maro Engel pode estar nessas considerações.

A Renault vai ser subsistida pela Nissan na próxima temporada - na realidade, como fazem parte do mesmo grupo, tudo fica na mesma - e Sebastien Buemi irá manter-se na equipa. Mas não Nicolas Prost, que depois do seu pai ter "migrado" para a Formula 1, ficou um pouco orfão. Aliado a isso, a sua fraca campanha na competição fizeram com que saísse no final desta temporada. Mas ele procura por lugar, afirmando a sua experiência e veterania ao longo destes anos. Quanto ao lugar vago, nada se saber quem irá ficar com ele, mas se a Nissan tiver a oportunidade de ter Jean-Eric Vergne nos seus carros, seguramente não a vai desperdiçar.

Quem quer um piloto de primeira linha é a BMW. Depois de ter andado a aprender com a Andretti, agora vai ser a tempo inteiro, e anda a investir fundo em ter uma máquina preparada para competir com os melhores. Contudo, queriam um piloto forte para elevar a concorrência dentro da equipa, pois têm o português António Félix da Costa. Tentaram a sua sorte com Sam Bird, mas a Virgin largou a DS e vai ter os motores da Audi para a próxima temporada. E o inglês, terceiro classificado na temporada passada, quer tentar a sua sorte com estes motores porque acredita que tem uma chance para o título, algo do qual com a BMW, ainda não tem qualquer certeza, pois é tecnologia por testar.

Na Mahindra, ambos os pilotos poderão sair. Nick Heidfeld decidiu abandonar a Formula E, aos 41 anos de idade, e Felix Rosenqvist poderá não iniciar a próxima temporada porque a Chip Ganassi o quer num dos seus carros na IndyCar em 2019, e isso é incompatível com o calendário da Formula E. Assim, caso seja verdadeiro, a Mahindra - que mostrou ter um bom carro - torna-se num lugar apetecível para todos os aspirantes a correr na Formula E. E claro, candidatos não faltarão.

Falta ainda saber quem ficarão na Dragon Racing. José Maria Lopez e Jerome D'Ambrosio são dois bons pilotos, e certamente teriam lugar no mercado, mas ainda não existem certezas sobre se continuarão na Formula E. Aliás, o argentino foi chamado à Dragon depois da jornada dupla de Hong Kong, quando suíço Neel Jani saiu da equipa.

O defeso ainda está no inicio, mas são muitas as vagas por preencher, os lugares por confirmar. Nas próximas semanas e meses, ver-se-á como se comporá o pelotão da Formula E numa temporada em que teremos uma máquina nova e as corridas serão diferentes do habitual.