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sexta-feira, 7 de março de 2025

O fim do apoio britânico à FIA


Mohammed Ben Sulayem recandidata-se este ano à presidência da FIA e tudo indicava que isto seria um "pró-forma", com um candidato único, ou um opositor que fizesse o papel de "corpo presente", para que alguns votassem nele, mas que não colocassem em dúvida a maioria qualificada que teria para mais um mandato tranquilo. 

Contudo, as tensões no último ano, especialmente com o código de conduta aos pilotos, aplicando uma "mordaça" para as palavras que dizem em público, deram algumas tomadas de posição por parte dos pilotos, quer de Formula 1, quer do WRC - este último, depois da multa de 10 mil euros ao Adrien Formaux, no final do rali da Suécia - fizeram com que algumas federações entrassem em rutura com Sulayem. E uma delas foi o Reino Unido, através da sua entidade representativa, a Motorsport UK. E especialmente, Dawid Richards.

Fundador e antigo presidente da Prodrive, e depois diretor da BAR, na Formula 1, era vice-presidente da FIA até entrar em rutura com Ben Sulayem, quando foi impedido de assistir, em meados do mês passado, a uma reunião do Conselho Mundial, por não querer assinar um acordo de confidencialidade ditado por Ben Sulayem. Sabia-se que iria haver uma resposta, e esta apareceu na quarta-feira, quando apresentou uma carta aberta onde aponta graves falhas a Ben Sulayem, especialmente na parte de cumprir o que tinha prometido, quando concorreu à presidência da FIA, tendo, então, sido apoiado pela Motorsport UK.


Na carta aberta, Richards afirma:

“Receio que, nos últimos três anos, tenha havido uma falha distinta em cumprir estas promessas. De facto, a situação tem piorado progressivamente, com relatos dos media a confirmar que numerosos membros seniores da FIA e oficiais voluntários foram despedidos ou demitiram-se sob uma núvem opaca”, pode ler-se no documento.

Depois, continua: “Além disso, o âmbito dos Comités de Auditoria e Ética foi severamente limitado e agora carece de autonomia da autoridade do presidente, enquanto o nosso representante do Reino Unido, que contestou certos assuntos, foi sumariamente removido juntamente com o presidente do Comité de Auditoria”.

Richards aponta ainda que mesmo outros órgãos foram diminuídos, perdendo pluralidade: 

“Várias técnicas também foram implementadas com o efeito de limitar a função adequada do Conselho Mundial de Desporto Motorizado, principalmente o uso de votação eletrónica, que remove a oportunidade de discussão e debate necessários sobre assuntos chave. Isso tem se tornado cada vez mais preocupante e a gota d'água para mim, há três semanas, foi ser solicitado a assinar um novo acordo de confidencialidade que considerei uma 'ordem de silêncio'”.

“Estas acções da FIA estão em violação dos seus próprios Estatutos. Como resultado, informamos a FIA que, a menos que abordem as questões que levantamos, estaremos prontos a tomar mais medidas legais”, concluiu.

Com este ataque, os especialistas afirmam que Richards poderá ter acordado com alguém para que se candidate contra Ben Sulayem nas eleições que acontecerão este ano. Uma das hipóteses foi avançada pela imprensa italiana, que fala em Susie Wolff, a mulher de Toto Wolff, que no ano passado, foi alvo de uma investigação por parte da FIA para saber se existira conflitos de interesse. uma investigação que foi arquivada pouco depois, com muitos a afirmar em surdina que poderá ter sido uma maneira de intimidá-los a tentar a presidência da FIA. 


Uma coisa é certa, mesmo que Ben Sulayem possa ter os apoios das federações africanas, asiáticas e sul-americanas, ter a Motorsport UK contra ele poderá ter impacto na corrida, pois pode arrastar as federações europeias. Mas que os britânicos agora estão em guerra com ele, isso é certo.   

quinta-feira, 5 de outubro de 2023

Youtube Motorsport Video: O pódio mais hostil o automobilismo...

... ou a Austrália no seu "melhor". Especialmente na sua prova mais importante, o Bahturst 1000.

Em 1992, o regulamento dos Supercars derivava dos Grupo A, com carros como o Nissan Skyline, algo do qual era odiado pelos locais, que queriam a luta entre Holden e Ford, e assobiavam o carro dominador, guiado por Mark Skaife e o neozelandês Jim Richards, porque não era nem um, nem outro. E para piorar as coisas, a corrida foi uma desgraça, com uma carga de água que causou muitas carambolas... e quando o Skyline bateu, a direção de corrida decidiu colocar uma bandeira vermelha e acabar a prova! 

Com o pódio a atirar latas de cerveja aos pilotos, Richards passou-se dos carretos e disse uma verdades. Mas tinha uma razão muito forte para aquele desabafo... 

Curiosamente, 10 anos depois, voltou a ganhar e disse a mesma frase, mas de forma mais meiguinha. Contudo, aquele momento ficou na história do automobilismo.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2022

O tempo onde Colin McRae quase correu de Skoda


Colin McRae é uma lenda dos ralis. A sua extensa carreira, do qual muita dela está ligada à Prodrive, de David Richards, ao volante dos Subaru Impreza, é de lenda, mas o seu tempo onde correu pela Ford, com o Focus WRC, não pode ser menosprezada. Batizado de "Colin McCrash", pela sua rapidez e elevada probabilidade de acabar na valeta, 15 anos após a sua morte, ainda há segredos para desvendar. 

Por estes dias, o site Dirtfish.com contou que em 2005, na fase descendente na sua carreira, e numa altura onde já experimentava outras coisas - Dakar, Le Mans - existiu uma chance de ele regressar ao WRC... como dono da sua própria equipa! E quem conta isso é o próprio David Richards, e mais altgumas pessoas. 

Tudo começa em meados de 2005, quando a Skoda, que tinha o Fábia WRC, decide convidar McRae para o RallyGB. A experiência corre tão bem que é convidado para a prova seguinte, o Rali da Austrália, onde McRae anda tão bem - chega a ser segundo classificado! - que a meio desse rali, David Richards e Neil Gatt pensam em montar uma equipa só para ele, usando esse Fabia WRC, porque nessa altura, a Skoda já tinha decidido retirar-se da primeira classe dos ralis e ir ser cliente, onde está até agora.

Richards, que na altura detinha os direitos para transmitir o mundial de ralis - tinha-os comprado a Bernie Ecclestone - achava que McRae poderia ser o ponta de lança para colocar o WRC no panorama internacional, e Gatt, que na altura era o dono da RED International, uma equipa satélite da Prodrive, que tinha enormes laços com a família McRae - Jimmy, o pai, Colin e Allister, o irmão - tinha a capacidade de sustentar uma equipa dessas. 


Mas a Skoda tinha outros planos. Como já tinha sido dito, eles iam-se embora do WRC, e assistiram alguns carros a outros pilotos, e o alinhamento já estava fechado, com gente como Gilles Panizzi, Jan Kopecký, Andreas Aigner, Raimund Baumschlager, Armin Schwarz - ambos apoiados pela Red Bull - e Harri Rovanperä, o pai de Kalle Rovanperä, o campeão de 2022. 

Apesar de tudo, existiu um quarto elemento nas negociações: Pavel Hortek, o manager da Skoda Motorsport. Ficou entusiasmado quer com McRae, quer com a ideia de uma equipa a suster uma das suas máquinas nas mãos de um campeão do mundo e com muita lenha para queimar, como estava a assistir por ali. Contudo, quando a embraiagem do carro quebrou e o escocês acabou por abandonar, todos ficaram desgostosos com o resultado. E isso foi suficiente para as negociações não resultarem.

E Hortek sabia que, se montasse a equipa para McRae, ele tinha outro piloto a seu lado. Jovem e com capacidade de progressão. Ele contou que ele o queria desde 2003, quando andou pela Citroen na sua última temporada a tempo inteiro.

“De forma muito secreta, eu estava conversando com ele em Espanha, após o rali da Catalunha [de 2003]. Estávamos conversando sobre alguma [forma de] cooperação”, começou por dizer. “Lembro-me de trazer um rapaz consigo e conversamos sobre a chance desse jovem dirigir. Na época não era possível”.

O nome desse jovem? Kris Meeke. Que mais tarde seria piloto a tempo inteiro de Skoda no WRC2. 

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Noticias: Dono da Prodrive interessado na Cosworth

Sabe-se desde a semana passada que a Cosworth está à venda, e compradores não faltam, sendo que uma delas poderá ser a Rolls Royce, mais concretamente a sua divisão aeronautica. Mas a edição de hoje do jornal britânico Daily Mail fala que David Richards pode estar a considerar uma proposta para comprar a empresa, apesar de considerar que o preço que os atuais proprietários pedem atualmente ser "demasiado alto". 

Dono da Prodrive e da Aston Martin, Richards deverá achar que incluir a Cosworth no seu portfólio para ter mais "armas" quer para as supas operações nos Ralis e na Endurance, mas não se sabe se a sua oferta inclui toda a empresa ou se só a divisão de preparação, já que a empresa está divivida em dois, com a outra a tratar de sistemas eletrónicos de defesa, com contratos no exército britânico, entre outros.

Fundada em 1958 pelos engenheiros Mike Costin e Keith Duckworth, preparou motores para a a competição automobilistica, especialmente a partir de 1967, quando construiu, com a ajuda da Ford, o DFV (Double Four Valve) de 3 litros que dominou a Formula 1 até à chegada dos motores Turbo. Depois de ter sido comprada pela Ford, em 1999, e de ter sido vendida em 2004 a Gerry Forsythe e Kevin Kalkhoven, estes agora pretendem vender depois de terem cancelado os seus planos para o colocarem em Bolsa, após resultados decepcionantes nas contas.

Atualmente a Cosworth fornece motores à Marussia e à HRT, mas pode ser que isso termine em 2014, quando entrarem em vigor os regulamentos dos novos motores 1.6 turbo, do qual a Cosworth não tem um plano concreto para o seu desenvolvimento.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

As indefinições na Mini e... Armindo num carro oficial?

A situação da Mini no WRC pode estar "pela hora da morte" e os rumores sobre isso voam, a cada dia que passa. A mais recente tem a ver com o seu estatuto dentro da FIA, após esta se ter deslocado à sede da BMW, em Munique, para saber sobre a continuidade da ajuda desta marca no projeto da Prodrive, dpois de ter dito que iria concentrar-se totalmente na sua entrada no DTM.

Agora, segundo a Autosport britânica, a FIA e a Prodrive estão a negociar o seu estatuto no campeonato de 2012, dado que a marca efetuou a sua inscrição fora de época. Uma proposta inicial feita pela Prodrive esbarrou numa contra-proposta feita pela FIA, do qual ainda se aguarda resposta.

Entretanto, a mesma Autosport britânica avança que David Richards não excluiu Chris Meeke da equação e que pensa em alinhar, não com dois carros oficiais, mas sim com três, com o terceiro a servir como "aluguer" à melhor oferta. O segundo carro oficial não alinharia em todas as corridas, como acontece agora no Rali de Monte Carlo, cujo lugar vai ser ocupado pelo francês Pierre Campana, mas fala-se também que no Rali de Portugal, a disputar no final de março, esse lugar seria ocupado por... Armindo Araujo, que teria um material melhor à aquele que costuma alinhar na MotorSport Itália.

Por enquanto é tudo rumor, mas as coisas para os lados da Prodrive continuam nebulosas. E falta menos de 15 dias para o Rali de Monte Carlo...

ÚLTIMA HORA: A Autosport portuguesa afirma que a FIA aceitou a inscrição da Mini 'à condição', em que obriga a marca de David Richards a participar em pelo menos sete provas, cinco na Europa e dois fora dela, com restrições no numero de testes. E caso a Prodrive não aceite as condições, a FIA tem a liberdade de excluir equipas M2 que usem o carro Mini John Cooper Works WRC, como a tem neste momento a Motorsport Itália de Armindo Araujo. E esta alteração das regras está sujeita à aprovação de Ford e Citroen.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Os rumores e confirmações da Mini

O inicio do ano trouxe agitação em termos de noticias nos lados do WRC, e especialmente na Mini. Em dois dias seguidos, apareceram fortes rumores vindos da Alemanha de que a Prodrive e a BMW iriam seguir rumos diferentes após o Rali de Monte Carlo. O fato de ter deixado passar o prazo de inscrição junto da FIA como equipa M1, reservada às equipas de fábrica, e o fato da BMW ter investido os seus recursos no regresso ao DTM, fez crescer os receios nesse sentido.

Aliado a isso estava também o fato da Prodrive não ter arranjado um "main sponsor" durante este inverno - apesar de algumas noticias apontarem para negociações com a Red Bull - fez com que se pensasse crescentemente de que o projeto poderia ficar por aqui. Mas esta manhã, esses rumores foram oficialmente desmentidos com o anuncio de que a Mini iria correr na temporada de 2012, como sempre se esperava, com o espanhol Dani Sordo como primeiro piloto. 

Segundo apurou a Autosport britânica junto de fonte ligada á Prodrive, o grande problema não é tanto financeiro, mas sim do alegado menor retorno do que o esperado. "Temos o acordo para a Mini se registar como M1 no próximo Mundial. Nós percebemos as preocupações em torno do promotor do campeonato, em particular as implicações que isso tem na cobertura do desporto na Alemanha", comentou essa fonte.

Agora resta saber se a Mini reduzirá as suas operações para um só carro - o que implicaria que Chris Meeke "andaria a pé", ou o segundo carro seria alugado à melhor oferta, rali a rali, como agora fez o francês Pierre Campana no Rali de Monte Carlo. Uma coisa é certa: a Mini estará nas classificativas do WRC, com Sordo a garantir pelos menos dez das treze provas do Mundial em 2012.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

A Mini vai participar em 2012. Resta saber como...

Definitivamente, este está a ser o dia da Mini. Desde ontem ao final da tarde que as coisas dos lados da Prodrive começaram a se definir, aos poucos. Primeiro que tudo, o espanhol Dani Sordo confirmou na sua página pessoal do Facebook que ira correr pelo menos em dez das treze provas da temporada de 2012.

"Boas tardes a todos, depois dum intenso dia de reuniões alegra-me comunicar boas notícias. Na temporada de 2012 a Mini vai participar num mínimo de dez provas, começando já no Rali de Monte Carlo. Espero que continuemos a evoluir o carro para vos poder dar muitas alegrias. Neste momento esperamos um comunicado da equipa e esta é toda a informação que posso transmitir. Um forte abraço.", referiu. 

Poucas horas mais tarde, a Prodrive anunciou que iria participar no Rali de Monte Carlo, mas o anuncio vinha com uma pequena surpresa: o segundo carro seria alugado ao francês Pierre Campana, que já tivera experiência com o carro no último rali de França. Isso deixaria o britânico Chris Meeke de fora deste rali, algo que não o deixou muito satisfeito.

Esta manhã, também via Facebook, era a vez de Armindo Araujo confirmar que estaria presente no Rali de Monte Carlo, com o seu carro da Motorsport Itália, mostrando que os acordos que tinha com os seus patrocinadores tinham sido aprovados, mas também que poderia fazer toda a temporada de 2012 sem qualquer problema. 

Apesar das aparentes boas noticias - o dia ainda não acabou, é certo - continuam algumas perguntas por responder. Primeiro, se a FIA os vão aceitar como equipa M1, a par da Ford e da Citroen, e os privados que querem correr toda a temporada, como o Armndo e o seu Motorsport Itália, poderão fazer no estatuto de M2, reservado a equipas como a dele. E com a noticia sobre a troca de Meeke por Campana, isto deixa algo em aberto: será que a equipa de David Richards irá alugar o segundo carro à melhor oferta? E se sim, será só Meeke que "pagará o preço" ou Dani Sordo abdicará também de algumas provas? São perguntas que ainda não têm resposta.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

5ª Coluna: A montanha-russa da Mini

Os últimos dias no WRC foram preenchidos com a novela da Mini, com a história dos problemas de finanças que passa a Prodrive devido à falha na procura de um grande patrocinador, aliado à decisão da BMW em não  apoiar plenamente devido à sua concentração de recursos no seu programa do DTM, que começará em 2012. Isso tudo fez com que a equipa de David Richards falhasse os prazos de inscrição para a próxima temporada e colocasse em perigo todo o projeto da marca que regressou o ano passado, após dois anos de ausência.

À hora em que escrevo este artigo, parece que as coisas andam a ficar definidas, com Dani Sordo a confirmar que estará, em principio, em dez das treze provas que vão ocorrer na próxima temporada, enquanto que procuram por um patrocinador de relevo, um dos motivos pelo qual eles passam dificuldades financeiras e os passam a construir chassis para os vários pilotos que correm um pouco por toda a Europa.

Esta história faz-me lembrar a piada da rapariga que aparece grávida do namorado e a mãe pergunta:

"- Mas ó filha, onde é que tinhas a cabeça?
- Ora mãe, entre o volante e o tabelier."

Como em tudo, temos de entender que é um jogo do qual o risco existe. David Richards, quando decidiu voltar aos ralis, apostou na Mini e no seu modelo Countryman, provavelmente por obrigação da BMW, porque eles queriam promover o modelo. Mostrou as suas potencialidades, especialmente no asfalto, onde Dani Sordo quase venceu no Rali de França, e parecia que era uma máquina capaz de desafiuar o biónimo Citroen/Ford. Mas ao chegar ao final do ano, surgiram os problemas, mais por culpa dos outros do que de David Richards por si só. A ele, a unica coisa que se pode apontar foi o de não ter conseguido atempadamente o tal "grande patrocinador" de que agora tanto precisa.

Para piorar as coisas, os grandes problemas deste carro foram detetadps e precisam de ser arranjados logo, sob pena da perda de competitividade. O modelo tem algumas falhas de montagem, especialmente no filtro de ar, que tantas complicações deu, especialmente nos troços de terra. Armindo Araujo falou, em Setembro, desses problemas e esperava que a marca pudesse resolver isso ao longo deste inverno, para que na nova versão do carro, que a marca queria lançar na primavera, esses problemas estivessem resolvidos. Mas com este obstáculo, qualquer entrada de dinheiro dependerá de quantos Minis a marca venda para os privados um pouco por toda a Europa. E claro, do tal "grande" patrocinador.

Mas apesar destes problemas, Richards tem um grande aliado: a FIA. Jean Todt, ele mesmo um antigo navegador de ralis, está apostado no revivalismo desta modalidade em todos os campos. Com outra lenda dos ralis, Michelle Mouton, no leme da comissão de Ralis da FIA, muito provavelmente discutiu com Richards uma espécie de acordo com ele, no sentido de dar uma excepção. Numa altura em que há problemas para resolver em termos dos direitos de imagem, após o "caso Antonov", ter o Mundial reduzido a duas marcas, com a VW apenas a aparecer em 2013, não é boa publicidade para esta modalidade. Logo, o mais provável é que Todt conceda uma tolerância ou excepção à Prodrive. As próximas horas e dias serão decisivas nesse sentido.

E pronto, esta foi a última coluna de 2011. Foi um belo ano, com muito assunto para discutir, desabafar e avisar. Creio que em 2012 as coisas serão como sempre, interessantes e suculentas para debater, discutir e polemizar. Bom Natal e ótimas entradas para todos vocês.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Noticias: Futuro imediato do WRC preocupa Patrão da Prodrive

As aventuras da North One Sport nas últimas semanas, com a prisão de Vladimir Antonov por fraude do Snoras Bank, em Londres, fizeram com que a sua empresa-mãe, a Convers Sports International (CSI) tivesse pedido um processo de insolvência na passada semana para se proteger dos seus credores. Apesar disso, a North One afirma que o processo de falência da CSI não afetará os seus negócios com a FIA e com as equipas do Mundial de Ralis.

"A prioridade é assegurar que a North One Sport continuará a promover com sucesso o Mundial de Ralis para os adeptos, acionistas e parceiros", refere o comunicado da North One.

Contudo, ao mesmo tempo que a North One tentava acalmar os ânimos, em entrevista à Motorsport News, David Richards afirma-se bastante preocupado com o futuro imediato dos direitos comerciais do Mundial de Ralis. "Há questões em redor do campeonato neste momento que estão a ter um grande impacto na nossa capacidade de reunir fundos que não apenas a nossa performance e circunstâncias [económicas]", começou por referir o patrão da Prodrive, que corre no WRC com os seus Mini.

"A situação é extremamente preocupante e é a maior ameaça a curto-prazo para este campeonato. Temos quatro construtores no horizonte. Estamos a ficar competitivos e há interesse crescente em todo o mundo. O MINI tornou-se numa espécie de carro favorito dos adeptos, pelo que parece ser promissor. Mas temos de ter um promotor proativo para o WRC, que tenha os recursos para solucionar os problemas do campeonato", continua.

Quanto a soluções, Richards pede à FIA que intrevenha no sentido de resolver este problema. "Muito disto está fora do nosso controlo e está nas mãos da FIA. A North One tem um contrato válido e não está em liquidação, mas sim a empresa-mãe. Podemos vir a ficar com um vazio e cabe à FIA resolver esse problema." concluiu.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Noticias: Prodrive apresenta oficialmente o seu modelo Mini WRC

Enquanto que se prepara para o Rali da Jordânia, que acontecerá no final da semana, a mini apresentou-se oficialmente nas suas roupagens de estrada. Nada de anormal, já sabemos o que irá ser em termos gerais, graças aos carros de Armindo Araujo e Daniel Oliveira, mas aqui é diferente, pois estes carros estão com as roupagens de WRC, que se verá em todos os carros a partir do Rali da Sardenha, que se disputará entre os dias 5 e 8 de maio.

No edifício "T" da fábrica da MINI em Oxford, o carro com as cores da equipa de fábrica em 1964 e 65, quando ganhou as edições do Rali de Monte Carlo com Paddy Hopkirk e Timo Makinen - e vão usar os mesmos numeros, o 37 e o 42 - David Richards, Chefe Executivo da Prodrive mostrava-se ansioso pela estreia oficial: "Temos trabalhado ao longo dos últimos dois anos e estou muito excitado pela apresentação da MINI WRC Team e por este carro que me parece o mais espantoso de todos os WRC. Temos uma equipa experiente, um duo de pilotos talentoso, e mais importante que tudo, uma parceria forte com a BMW. Agora só queremos que chegue o Rali de Itália para demonstrar a performance do carro.", concluiu.

Dani Sordo, um dos pilotos oficiais, também se mostrava ansioso, mas muito motivado para esta sua temporada no WRC: "É hora de colocarmos a bola a rolar", começou por dizer o Campeão Júnior de 2005. "Já lá vai muito tempo desde o meu último rali, e agora queremos mostrar que trabalhámos bem. Tudo é novo para mim este ano. Tendo isso em mente, o tempo para me acostumar a este novo ambiente foi útil e estou ansioso para começar o novo desafio e lutar por bons resultados com o MINI John Cooper Works WRC."

O britânico Chris Meeke alinha va também no mesmo diapasão: "Esta apresentação é mais uma etapa no longo caminho que temos vindo a percorrer até ao nosso primeiro rali", referiu. "Estou ansioso para iniciar a temporada. É bom para todos na equipa, já que vamos poder ver o resultado do nosso trabalho. A herança da MINI no automobilismo é fantástica. Agora, queremos adicionar mais alguns capítulos na história de sucesso.", concluiu.

Assim sendo, resta esperar um mês para ver como se comportarão os carros neste seu primeiro rali, do qual se criam crescentes expectativas.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

As últimas dos ralis: Monte Carlo e Mini WRC

Não há muito para dizer nesta semana sobre o WRC, mas o facto de hoje ter ouvido um rumor bem forte sobre o Armindo Araujo me fez escrever isto, no qual irei desenvolver mais adiante. Até lá...

A primeira noticia tem a ver com o Rally de Monte Carlo, que comemora no final de Janeiro o seu centenário. Fazendo agora parte do calendário o IRC, o rali juntou nada mais, nada menos do que... 37 carros da categoria S2000. Talvez seja pelo simbolismo da edição e pelo seu prestigio, mas esta rica lista de inscritos inclui nomes consagrados, pilotos que costumam dar nas vistas em outras categorias, para além dos habituais candidatos ao título do IRC.

A Skoda, equipa que ganhou o campeonato de 2010, vai alinhar com Andreas Mikkelsen, Egoi Valdes, Eyvind Brynildsen, Freddy Loix, Marco Cavigioli, Jan Kopecky, Juho Hanninen, Mark Wallenwein e Nicolas Vouilloz, enquanto com Abarth, com o seu modelo Punto, terá Laurent Pascal e Piero Leone. A Ford deposita as suas esperanças nos carros tripulados por Henning Solberg e Julien Maurin.

A Peugeot apresenta o maior contingente com Andrej Jereb, Arnaud Monnet, Bruno Magalhães, Bryan Bouffier, Francois Delecour, Franz Wittmann, Guy Wilks, Laurent Nicolas, Luca Betti, Marco Tempestini, Michel Boetti, Petter Solberg, Simone Campedelli, Stefano Capelli, Stephane Sarrazin, Thierry Neuville e Toni Gardemeister.

A Proton contará com Chris Atkinson, Per-Gunnar Andersson e Tom Cave. Também com S2000 mas ainda sem viatura definida surgem inscritos Cedric Robert, Giandomenico Basso e Jean Sebastien Vigion. Entre os colunáveis estão Alex Caffi, antigo piloto de Forumla 1 (Dallara e Arrows) que tripulará um Skoda Fabia S2000 e Robert Kubica num Renault Clio R3

Com Mitsubishi Lancer estarão em ação Andreas Aigner, Daniel Barry e Maurizio Verini, um veteranissimo piloto italiano que se destacou nos anos 70 e 80 a bordo de um Alfa Romeo. O Rali de Monte Carlo contará também com muitas presenças da Renault Clio Cup e Trofeo Abarth 500.

O interessante é saber que Sebastien Löeb, Dani Sordo e Kimi Raikonnen, que foram hipóteses para participarem no Rally de Monte Carlo deste ano, não se inscreveram para a prova, desconhecendo-se as razões para tal, mas podemos imaginar que no caso de Löeb seja para desenvover o DS3 para o Rali da Suécia, e no caso de Sordo tenha a ver com a transferência para a Prodrive, no sentido de tripular o Mini Countryman. Aliás, Chris Meeke também não participa nesta prova.

E por falar em Mini, o sitio Rallybuzz.com fala que a Prodrive poderá assistir seis carros da marca. Os dois oficiais e mais quatro privados, que poderão correr em campeonatos regionais ou até no Mundial, como viaturas semi-oficiais.

"Já vendemos oito carros até agora. Sei que dois deles irão correr no Mundial, do qual um já está ocupado, enquanto que os restantes estarão regularmente nos campeonatos regionais um pouco por todo o mundo, pois a FIA confirmou que essas provas poderão ser feitas com as especificações de 2011", começou por dizer David Richards, o dono da Prodrive, ao site Motorsport News.

"Poderemos assistir até quatro carros no WRC em 2011, para além dos dois oficiais, do qual um dos lugares já tem dono", concluiu.

E um desses privados pode cair nas mãos de... Armindo Araujo. O sitio fala que ele poderá correr com um desses carros no Rali de Portugal, uma das provas que a Mini em principio poderia participar. Dada a vontade de Armindo "dar o salto", depois de duas épocas bem sucedidas no PWRC, e sabido que para conseguir um carro do WRC necessita de pelo menos 3,5 milhões de euros, contra o milhão de euros que precisou para competir na Produção, veremos se tal possibilidade pode acontecer.

sábado, 21 de agosto de 2010

Noticias: David Richards já não quer a Formula 1

Em pleno processo de escolha da 13ª equipa, com o projecto da Mini prestes a começar, David Richards, o patrão da Prodrive, afirmou esta sexta-feira que já não lhe interessa voltar a montar um projecto para a Formula 1, depois das tentativas frustradas de 2007 e 2009. Em entrevista à Autosport britânica, as suas prioridades são o projecto da Mini para o WRC e construir um chassis novo para a Aston Martin - marca que a Prodrive é proprietária - para a Le Mans Series.

"A Fórmula 1 já não está na nossa agenda para o futuro. Tínhamos uma visão clara do modo como queríamos entrar na Formula 1 e não quero descartar essa possibilidade se a oportunidade certa se apresentar, mas muito honestamente, temos de nos concentrar na vida e temos de olhar para as oportunidades que temos e não nos distrairmos com outras coisas em redor. Agora estou concentrado no programa do WRC com a Mini", afirmou Richards.

Nessa entrevista, o britânico de 58 anos já assume que começa a planear a reforma: "Para mim, este é o ultimo lançar de dados. O programa da Mini vai ser o meu 'canto do cisne' - isso e outra tentativa em Le Mans com a Aston Martin. É o que quero fazer e, depois, calmamente, passar a equipa a outro grupo de pessoas mais jovens que levem torcha mais adiante. Não me vejo a reformar totalmente, mas quero ter a certeza de que vou passar a companhia a um grupo de pessoas que possa fazer progredir a Prodrive", concluiu.

sábado, 7 de agosto de 2010

A entrevista a David Richards

O regresso da Mini aos ralis, confirmado esta semana pela BMW depois de varios meses de especulação, representa também o regresso de cena da Prodrive e de David Richards, que depois do final do projecto Subaru, no inicio de 2009, andava um pouco fora dos holofotes, depois de tentar entrar na Formula 1 e de se dedicar à Le Mans Series, com os Aston Martin a gasolina, marca que adquirira por essa altura por pouco mais de 650 milhões de euros.

Numa entrevista à Radio WRC, Richards explicou como decorreu o processo de escolha do modelo para o regresso ao WRC e como está a decorrer o desenvolvimento do mesmo para o ano que vem. Quanto à confiança do antigo navegador de Ari Vatanen nos tempos da Ford, essa, é inabalável.

O projeto MINI marca o regresso da Prodrive ao WRC, depois da Subaru ter abandonado em 2008. Como manteve a equipa no ativo durante estes dois anos?

"Tivemos pessoas muito talentosas na equipa e sabíamos que se não fizéssemos algo de imediato elas desapareceriam para outras áreas. Algumas, de facto, foram embora, mas a maioria esteve ocupada de outros projetos. O objetivo agora é desenhar o melhor carro de ralis de acordo com as regras.

A forma tradicional de construir um carro de rali acontece quando um construtor nos pede para fazer um carro com um determinado produto. Contudo, nós pegamos nas novas regras e dissemos: 'Como seria o melhor carro?'
Portanto, optamos pelo inverso. Em março de 2009 tínhamos onze possíveis carros alvo e fomos falar com os construtores."

Então o MINI assume-se como um bom carro para levar o "tratamento WRC"?

"Ironicamente o MINI não estava nessa lista porque o carro, tal como o conhecíamos, era demasiado pequeno e não encaixava nas regras. Mas, durante as discussões com a marca, foi-nos dito que existia um carro maior em desenvolvimento - o Countryman de quatro portas - que passou diretamente para o topo da nossa lista. Primeiro, porque era perfeito em termos de dimensões e configuração, e segundo, porque é um ícone dos ralis."

Quando começaram os trabalhos no Countryman?

"Em julho de 2009 reduzimos a lista a três construtores e a três produtos que julgámos adequados e, ao mesmo tempo, continuamos a trabalhar em elementos comuns do projeto, como um novo tipo de coluna de direção e de amortecedor. Foi a primeira vez que tivemos tempo de fazer estas coisas de forma metódica e lógica.

Em dezembro já tínhamos decidido que iríamos trabalhar com a MINI e eles deram-nos alguma informação sobre o carro, com a qual começamos a trabalhar. Portanto, já estamos a trabalhar no carro, em si, há nove meses e, tirando a parte mecânica, o primeiro carro já está pronto."

Quando é que a BMW Motorsport vos vai entregar o primeiro motor?

"As regras da FIA, em termos de turbocompressor e outros detalhes mecânicos, foram adiadas, mas esperamos ter os primeiros motores em meados de agosto. No fim desse mês iniciaremos os primeiros testes ao carro."

E quando estará o carro pronto para correr?

"Normalmente são precisos cerca de seis meses antes de terminar o processo de desenvolvimento, a homologação, a produção de sobresselentes e ter a certeza que está tudo em condições. Só iremos competir antes de meados do próximo ano.

No próximo ano vão enfrentar construtores estabelecidos no WRC como a Ford e a Citröen. Como acha que se vão sair?

"Nunca subestimaríamos o poder da concorrência, mas fizemos tudo de forma metódica. Sabemos, por experiência própria, o que é preciso para ganhar e temos a colaboração da BMW Motorsport na parte mecânica, portanto não temos ilusões relativamente à tarefa em mãos e quão bom tem de ser o carro.

Mas o MINI, enquanto carro, já é um produto soberbo e este novo Countryman é um produto muito bom e, com base nele, vamos construir um carro muito especial."

Vão vender o carro a equipas privadas?

"Claro. Fizemos isso com a Subaru no passado e vender carros a clientes é algo que continuaremos a fazer com este programa. Já temos algumas encomendas de clientes atuais, aos quais temos de dar prioridade, mas esperamos produzir um destes carros a cada 15 dias.

Os carros privados serão idênticos aos que nós mesmos vamos fazer correr no WRC. Tal comporta algumas vantagens, pois deixa-nos mais desafogados economicamente e dá-nos outro ponto de vista do desenvolvimento do carro, seja qual for o ponto do globo onde ele corra."

Já selecionaram os vossos pilotos de teste?

"O que não faltam são candidatos. Mas, os testes iniciais srão levados a cabo pelos nossos engenheiros e por um pequeno grupo de pilotos de teste que costumamos usar aqui na Grã-Bretanha. A maioria destes testes irá decorrer entre agosto e Setembro. Mas, quando começarmos os testes mais a sério em Espanha e Portugal já devemos ter contrato com um ou dois pilotos."

E quanto aos vossos pilotos de fábrica. Nomes como Markko Martin ou Marcus Gronholm têm sido ligados à MINI.

"O Markko já trabalhou connosco no passado e o Marcus é um bom amigo, que fez o Rali de Portugal em 2009 num carro nosso. Mas também há por aí jovens talentos e penso que devemos tomar alguns riscos.

No passado, não fomos sucedidos através de decisões seguras.
Contratamos McRae quando ninguém acreditava nele e vejam o que aconteceu. E pegamos no Richard Burns e levámo-lo ao título. É isso que queremos voltar a fazer, a MINI está focada no futuro."

Há hipótese de contratarem um britânico?

"A MINI é uma marca internacional e nós precisamos dos melhores pilotos, mas eu adorava ver um britânico na equipa. Afinal de contas, foi Paddy Hopkirk que conseguiu as últimas vitórias da MINI, não seria fantástico ver um piloto britânico a repetir esse feito? Mas vamos com calma, o nosso programa só começa, em pleno, em 2012, portanto temos tempo ainda."

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Noticias: Prodrive não vai concorrer à 13ª vaga

No dia em que se encerram as inscrições na FIA para a 13ª vaga da Formula 1, a Prodrive anunciou hoje que não irá participar no concurso... por uma questão de prioridade da empresa. David Richards está apostado num regresso da companhia ao Mundial de Ralis, através da Mini.

"A Prodrive está actualmente empenhada em regressar ao Mundial de Ralis, e isso significa desenhar por completo um novo carro. Neste momento, recomeçar do zero o desenvolvimento de um novo Fórmula 1 é uma grande tarefa que não poderíamos subestimar tendo outros projectos paralelos.", começou por dizer David Richards ao autosport.com.

"Testemunhámos o que têm vindo a passar as novas equipas, e embora admire a sua coragem, não me parece que seja uma estratégia a adoptar pela Prodrive ou Aston Martin. Gostámos de estar envolvidos no passado e respeitamos o valor que isso pode criar, mas como sempre disse, o timing de entrada da Prodrive baseava-se em dois critérios fundamentais: ser competitivos e ter um modelo de negócio sustentável. Hoje em dia, ao desenvolver uma nova equipa não me parece que seja possível cumprir estas duas condições.", concluiu.

A Prodrive, uma companhia fundada por Richards, esteve essencialmente envolvido no Mundial de Ralis, preparando durante mais de vinte anos os Subaru Impreza, guiado por pilotos desde Richard Burns, Colin Mcrae, Juha Kankunnen, Petter Solberg, Chris Atkinson, entre outros. Também prepara desde há algum tempo os Aston Martin da LMP1, que correm desde 2009 na Le Mans Series.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Rumor do dia: Renault pode vender a sua estrutura à Prodrive

Pode ser "gossip talk", mas parece que há muita substância atrás dele. O jornal francês L'Equipe afirma na sua edição de hoje que a Renault considera seriamente vender a sua estrutura à Prodrive, de David Richards, enquanto que a marca francesa ficaria somente como fornecedora de motores a partir de 2010. Caso seja verdade, o abandono da Renault faria dela a quarta construtora a abandonar a categoria máxima do automobilismo em apenas um ano.


Segundo o diário gaulês, a Renault informou também que a Prodrive e David Richards têm um o apoio de um construtor, que não foi especificado. Caso o negócio se concretize, a Prodrive ficaria com motores Renault, já que a marca francesa pretende ficar, pelo menos até 2012, pois só nessa altura termina o congelamento de motores.


Do lado da Prodrive, só surgiu um lacónico: "Se algo se concretizar será confirmado". O jornal afirma que Carlos Ghosn, o CEO da Renault, já criou uma "task force" para esta tarefa, e ao mesmo tempo, está a negociar com Bernie Ecclestone uma saída airosa, pois como assinou o Pacto de Concórdia, afirmando que ficaria na Formula 1 até 2012. Caso não cumpra o acordo, arrisca-se a pagar uma pesada multa.


Por agora, tudo isto são rumores. Mas topa-se que (e não é de agora) que eles sempre tiveram ideia para sair. Só faltava o motivo e a altura...

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Depois da Lola, as intenções da Prodrive

Um dia depois da Lola ter dito que estava a planear a entrada na Formula 1 a partir de 2010, a Prodrive, de David Richards, afirma hoje que também considera a entrada na categoria máxima no ano que vem. "Os sinais oriundos da FIA e da FOM são muito atractivos e representam a base para uma real evolução do desporto", referiu Richards ao autosport.com.




Já não é a primeira vez que Richards considera a ideia da categoria máxima do automobilismo. Em 2007, quis entrar na Formula 1 através do processo dos monolugares-cliente, com chassis da McLaren, mas a FIA inviabilizou tal facto. Agora, com o tecto orçamental de 33 milhões de euros a partir de 2010 imposto por Max Mosley, começam a surgir interessados. Quanto a motores, a melhor hipótese poderá ser a Cosworth. "Estamos em condições de discutir essa questão quer com a Cosworth, quer com outros fornecedores.", declarou, sem dar pormenores.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Noticias: David Richards desiste da Honda F1

O patrão da Prodrive, David Richards, anunciou hoje que desiste de comprar o espólio da Honda F1 que existe na sua sede em Brackley, depois de não ter encontrado financiadores nos países do Golfo Pérsico.


"Desde o início, deixei claro que só retomaria à Fórmula 1 se tivesse certeza de que poderia ser competitivo. Além disso, o investimento teria de ser financeiramente viável. Quando você investe, você espera que dê resultado. Acredito que o cenário atual é simplesmente muito incerto", disse Richards à Autosport inglesa.


Aproveitando a deixa, afirmou o seu cepticismo em relação à actual situação da Formula 1 e às tentativas da FIA de reduzir os custos. "O processo de redução de custos ainda não mostrou os seus benefícios. Não acredito que vá fazer efeito antes de 2010. As equipas continuam lidando com custos que são insustentáveis. Então, considerando o curto período que teria até o início da temporada, fico me questionando se este seria o momento certo para voltar à Fórmula 1", concluiu Richards, em declarações captadas pelo site brasileiro Pitsop.


Contudo, apesar da desistência de Richards, Nick Fry, o patrão da estrutura, continua confiante de que vai arranjar comprador para a estrutura de Brackley. No mesmo site, refere que tem pelo menos 12 interessados: "A situação é bem animadora no momento. Nós tivemos muitos interessados desde o início, talvez mais do que 30 grupos vieram ter conosco. Agora continuamos negociando com cerca de uma dúzia de interessados e estamos conversando com a Honda para ver qual será a melhor aposta. Desde o início do processo, Bernie Ecclestone disse que estava 100% certo de que a Honda estaria em Melbourne, mas eu não me sentia assim. Agora, posso dizer que a minha confiança aumentou. Não chega a 100%, mas anda perto disso", afirmou.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Noticias: Richards tem concorrência na compra da Honda

Se David Richards julgava que ter a Honda era apenas uma questão de tempo, enganou-se. O mexicano Carlos Slim, dono da Telmex e um dos homens mais ricos do Mundo, foi visto ontem em Brackley a visitar as instalações da Honda F1, e eventualmente poderá estar muito interessado em comprar, pois o "preço de saldo" é muito tentador...


Segundo as noticias, Richards vai passar o Natal no Médio Oriente, falando com potenciais parceiros no sentido de tentar encontrar financiadores na operação de compra da Honda, ficando com as dívidas e sustentando o projecto para os próximos tempos.


Quanto a Slim, caso esteja interessado, outro nome virá atrás dele: o espanhol Adiran Campos. Segundo o jornal português Test Drive, Slim, que tem interesses na Marlboro (é membro do Conselho de Administração), terá eventualmente mais garantias financeiras do que Richards, e chamaria Campos para ser o Director Desportivo da equipa. Caso aconteça, a permanência de Jenson Button não seria tão certa como caso a equipa fosse comprada por Richards. Aliás, os meios no Brasil falam que caso seja Slim o comprador, Bruno Senna poderia ter garantido um lugar na Formula 1 em 2009...