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sábado, 5 de dezembro de 2015

Os objetivos da Renault no seu regresso

Um dia após a noticia da confirmação da compra da Lotus à Genii Capital, Carlos Ghosn, o patrão da Renault, falou sobre o que a equipa vai fazer neste seu regresso à categoria máxima do automobilismo, após cinco anos de ausência. Neste seu terceiro ingresso à Formula 1, após uma primeira passagem entre 1977 e 1985, e depois quando voltou, em 2002, para vencer campeonatos em 2005 e 2006, com Fernando Alonso, Ghosn afirmou que vai demorar o seu tempo até voltarem a vencer corridas e andar a lutar por títulos. Pelo menos três anos, segundo ele conta.

Tendo em conta a vontade da nossa equipa, penso que levaremos três anos para ser competitivos", começou por comentar o presidente da Renault. "Vamos manter a nossa atividade como fornecedor fornecedores de motores, mas só em consonância com os interesses da nossa equipa. De resto, quero recordar que em 2010 focámos a nossa atividade no fornecimento de motores, logo após a crise global, e nessa altura, muitos outros construtores simplesmente deixaram a F1, a Toyota, a Honda e a BMW. Nós não! E nos últimos meses tivemos que fazer uma escolha ou saíamos ou voltávamos como equipa oficial. Sendo apenas fornecedor de motores não era suficiente para ter retorno dos nossos investimentos. Sabemos que há grande motivação por nos verem regressar à Formula 1, isso é bom pois na Renault há paixão pelas corridas”, continuou.

Quanto a pilotos e objetivos, Ghosn disse para que sejam pacientes para saber o que farão em 2016, mas deixou no ar a ideia que poderão haver surpresas pelo caminho: pilotos para 2016: “Vão ter que esperar algum tempo, Depois iremos comunicar a organização, os objetivos, os pilotos a estratégia e os parceiros para 2016” concluiu.

Alan Permaine, o diretor de operações da Lotus, já avisou que os primeiros tempos não serão fáceis devido aos eventos dos últimos tempos na equipa de Enstone. Numa entrevista à revista alemã Auto Motor und Sport, Permaine conta que o desenvolvimento do carro para 2016 está atrasado. "Não é segredo que estamos atrasados, mas vamos estar presentes nos testes [de pré-temporada], como sempre", começou por referir.

"Quando ainda não estava claro se a Lotus seríamos ou não adquiridos pela Renault, estávamos limitados. Mas quando eles chegarem a Enstone, estou certo que os problemas vão ser rapidamente esquecidos", comentou.

"O primeiro ano não será fácil", admitiu Permane, antes de dizer que o futuro com a Renault está seguro. "A pior parte destes últimos tempos foi a incerteza que vivemos – falamos de pessoas com famílias e não saber se tinham ou não emprego foi terrível.", concluiu.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Vamos ou não vamos ter Renault na Formula 1?

Não se confunda com o título acima. É óbvio que temos a Renault na Formula 1, graças aos seus motores, que estão nos carros da Lotus, Red Bull e Toro Rosso. Mas a pergunta têm a ver com o regresso da marca do losango como construtora. E esse é o problema: é que isso já viu melhores dias. A razão? Parece que é uma briga entre Bernie Ecclestone e Carlos Ghosn.
Ao ler esta terça-feira dois insiders interessantes para seguir, o português Luis Vasconcelos e o britânico Joe Saward, podemos ler que as coisas andam um pouco mais complicadas do que há algumas semanas. Quem leu as noticias nos últimos dias, sabe que deveria ter havido um anuncio no fim de semana de Abu Dhabi, mas este, quando apareceu, foi que... não havia novidades para dar. Na realidade, até havia, só que as coisas complicaram, porque Ghosn fez algumas exigências de última hora, do qual a Genii Capital ficou um pouco atarantada. Tanto que Bernie veio a palco injetar mais dinheiro para a Lotus - aparentemente foi para cobrir as dívidas que a marca já têm - e veio até dizer que sem a Renault, a Lotus não sobreviveria para 2016.

Vasconcelos conta que Ecclestone e Lopez estiveram com um representante da marca francesa em Abu Dhabi ao longo do fim de semana, e depois de algumas reuniões, parece que há um principio de acordo, ou se preferirem, o ambiente estava mais descontraído no domingo.

"Segundo uma fonte muito bem posicionada na equipa, 'houve uma enorme aproximação entre aquilo que Ghosn pediu à última hora e o que Ecclestone estava disposto a dar à Renault e agora acreditamos que será apenas uma questão de dois ou três dias até termos um acordo completo. Como o contrato de venda da equipa já está mais que acertado e aprovado pela administração da Renault, mal o Ecclestone e o Ghosn se metam de acordo ficará tudo concluído.'", conta o jornalista na Autosport portuguesa.

Claro que a versão contada por Saward é mais... colorida. Aparentemente, tudo tem a ver com uma clausula de antiguidade que Ghosn pediu por causa da história da Renault na categoria máxima do automobilismo - o seu primeiro envolvimento é de 1977, onde introduziram o motor Turbo - só que no momento em que deveriam assinar, não assinaram, e Ghosn ficou furioso. Claro, ameaçou Bernie, Lopez e o resto dos interessados na Formula One Group que "podem enfiar o investimento da Renault na Formula 1 onde o sol não se vê". Em suma, mandou-os a aquela parte e claro, todos entraram em pânico.

E não só por causa da Lotus: a Red Bull ficaria sem motores logo de imediato, porque a marca também tiraria os motores da equação, e ver Lotus e Red Bull de fora seria uma machadada e tanto para a Formula 1, do qual Ecclestone e a CVC CApital Partners, entre outros, veria o seu ativo a desvalorizar-se abruptamente. E isso, ninguém quer.

Contudo, apesar do acordo estar quase pronto, o problema é que já não há muito tempo. É que o processo de falência da Lotus, em Enstone, ainda está presente em tribunal, e o período de graça que a Renault pediu terminará dentro de precisamente uma semana, a 7 de dezembro, e claro, caso eles não apareçam com o dinheiro, o negócio ruirá e a equipa desaparecerá. E caso fique, claro, a ideia é que tem de ficar na Formula 1 no mínimo até 2024.

Em suma, apesar destas noticias, só acreditaremos quando tudo estiver "preto no branco" e fizerem o anuncio oficial. Só falta isso.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

A ameaça de Carlos Ghosn



É certo que por estes dias, a Renault anda a pensar o seu futuro na Formula 1, e tem várias ideias na mesa. Ou compra uma equipa e volta a estar por lá de corpo inteiro, ou poderá até abandonar de vez a competição e concentrar-se na Formula E, por exemplo. A conclusão a que chegaram os comandados de Carlos Ghosn é que as coisas, tal como estão, já não compensam, e ele disse isto esta quarta-feira, no Salão de Frankfurt.

"Em 2009, Honda, BMW e Toyota deixaram a Formula 1", começou por afirmar. "Nós mesmos hesitamos. Ficamos por lealdade e porque o nome Renault está associado com a história da Formula 1. Temos dito claramente às autoridades da Formula 1 que não queremos ser mais meros fornecedores de motores", avisou. 


"Uma coisa é certa, não somos mais capazes de tolerar com a situação atual: quando ganhamos, é a equipa que vence; quando perdemos, é culpa do fabricante do motor. Nós começamos a sentir que o retorno sobre o investimento é demasiado fraco para um fornecedor de motores. O nosso nome nunca é mencionado quando ganhamos. Então, com o novo motor, as equipes que fornecemos têm apontando os seus dedos para nós. Se isso é justo ou não? Essa não é a questão. É um desporto. É uma questão de comportamento desportivo. E neste tipo de desporto onde o trabalho é um esforço conjunto. Vencemos juntos e perdemos juntos ", concluiu.

Estas declarações podem ser entendidas desta forma: a Renault não fornecerá mais motores à Red Bull e esta provavelmente cairá nas mãos da Ferrari, pois a Mercedes não fornecerá motores a eles por veto de Toto Wolff, mesmo quando se sabe que já havia um acordo entre Bernie Ecclestone, Dietrtich Mateschitz e a cúpula da marca de Estugarda, que ficaria à partida com os motores vindos da Lotus. Agora, com esse vento, a probabilidade é que esses motores irão para a Manor, enquanto que Maranello ficará com a equipa de Milton Keynes.

Quanto à chance da Renault ficar com a Lotus, apesar de nada ter transparecido nesta conversa de Ghosn, sabe-se que há intenções, mas que as negociações não estão tão adiantadas como muitos pensavam. Aliás, há duas semanas, por alturas de Monza, a realidade era que elas nem sequer tinham começado.

Também há outra coisa que se transparece nesta conversa: a Renault só pensa sériamente na ideia de ter uma equipa de Formula 1 se for compensado devidamente. Ou seja, algo semelhante que tem a Ferrari em termos financeiros. E a equipa do losango tem as suas razões: afinal, andam por ali desde 1977, há quase 40 anos, que como equipa, quer como fornecedor de motores. Só são superados, neste momento, por McLaren e Ferrari, e em termos de motores, só a Cosworth está lá há mais tempo. 

Em suma, é uma bota que a Formula 1 terá de calçar. E há uma equipa em maus lençois por causa deste braço de ferro financeiro... ou se preferirem, também é uma questão de respeito.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Noticias: Carlos Tavares sai da Renault

Uma das noticias interessantes deste dia - a outra é saber que Jean Todt vai ter concorrência na candidatura à presidência da FIA - é a partida do português Carlos Tavares do lugar de "numero 2" da Renault-Nissan. Oficialmente, é para perseguir "um projeto pessoal", mas há quem fale que já existiam tensões entre ele e Carlos Ghosn, o CEO de origem brasileira.

Interessante é o "timing" da saída: acontece a pouco mais de seis meses do final do mandato de Ghosn (que está na Nissan desde 1996), e falava-se muito que o Tavares poderia ser a pessoa ideal para lhe suceder. Mas há duas semanas, numa entrevista à Bloomberg, ele não estava inclinado a continuar por muito tempo na empresa: "A minha experiência serviria qualquer companhia", disse na altura. "Porque não a General Motors? Seria uma honra gerir uma companhia como a GM", concluiu.

Embora a GM não tenha comentado, a Ford está nesta altura a planear a sucessão dos seus dirigentes de topo, que andam a rondar os setenta anos. Allan Mulaly, o presidente executivo, têm agora 68 anos.

Mas o mais interessante disto tudo é que com a saída de Carlos Tavares da Renault, o grupo que defende um maior envolvimento da marca na competição perde um grande aliado. Tavares chegou a ser um "gentleman driver", tripulando atualmente alguns carros históricos da marca (foi um dos impulsionadores do regresso da Alpine, por exemplo), e Ghosn nunca gostou muito dessa parte. Por estes dias se falava no rumor de um possível regresso da marca a Enstone, e no retomar de parte da estrutura accionista que a marca abandonou em 2011 a favor da Genii Capital. A razão? Maior visibilidade da marca na Formula 1, algo que não consegue com a Red Bull, que costuma "colar" o autocolante da Infiniti nos seus flancos, algo que a marca de Viry-Chatillon não gosta muito.

Veremos o que os próximos tempos irão dizer a este respeito e qual vai ser o futuro da marca na competição.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Le Mans em Cartoons: O regresso da Alpine

Esta vi no blog do Luiz Salomão, o Saloma. De facto, o regresso de uma marca como a Alpine (na realidade, Rernault e Nissan) é sempre bem vinda por parte dos adeptos da Endurance.

Já agora, para quem não sabe francês, eu traduzo: "Carlos (Ghosn) & Carlos (Tavares). Especialistas Renault Alpine por mais de 50 anos, ao seu serviço! Tome bem conta dos nossos pequenos, senhor Sinault! (dono da Signatech)"

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

No meio disto tudo...

No meio desta salganhada da Lotus Cars ter comprado um parte - não sei com que dinheiro, mas foi - e das salganhadas das cores da Lotus Cars e da Team Lotus, esquecemos de ver que isto foi uma forma da Renault, como equipa de Formula 1, sair de fininho. Sim, 25 anos após a sua primeira retirada da Formula 1, em 1985, e oito anos depois da sua reentrada na formula 1, após comprar a equipa Benetton, e de conseguir dois títulos mundiais, com Fernando Alonso, a Renault vai-se embora da Formula 1 pela segunda vez, ficando apenas como fornecedora de motores à Red Bull, Lotus e... Renault-Lotus.

Muita gente associou esta "saída de fininho" com o "crashgate", mas também coloco outro factor: o seu director, Carlos Ghosn, não gosta de Formula 1. Aliás, para brasileiro, é muito esquisito. Digo isto porque o seu vice-presidente é um português, Carlos Tavares, e pelo que se fala, eles falam entre si... em inglês. Estranho, odeia a língua portuguesa ou quer manter a prática do inglês? Para mim, cheira-me a excêntricidade.

Indo para além das esquisitices de Ghosn, via-se que ele queria fazer as coisas à sua maneira, ou seja, não queria sair pela porta pequena depois de um escândalo, que fizesse perigar a Formula 1 e desse uma péssima reputação à sua marca. Para além disso, havia uma clausula no actual Pacto de Concordia que obriga às equipas que o assinaram a ficar na Formula 1 até 2012. A Toyota não assinou e foi-se embora no final de 2009, a BMW assinou, mas foi-se embora no final do ano, mas para manter as aparências, devolveu a equipa a Peter Sauber e permitiu a manutenção do nome em 2010. E Ghosn decidiu usar a mesma tática para a equipa sediada de Enstone, com a entrada em cena da Lotus-Proton, que anda numa "shopping spree" no sentido de estar em todo o lado, com o dinheiro que não tem.

E claro, em 2011, a Renault irá lá estar... mas só em nome. A Lotus comprou os 25 por cento da Renault por cem milhões de dólares, e provavelmente poderá comprar uma parte (senão todo) o capital adquirido no final de 2009 pela Genii Capital, de Gerard Lopez. É que Lopez teve problemas de liquidez ao longo de 2010, que o fez depender dos bancos para poder pagar as dívidas, e agora tem de arranjar dinheiro para pagar ao banco lituano Snoras Bank (julgavam que eles estavam nos flancos do carro só por amor ao automobilismo?) até, creio eu, metade do ano de 2011, sob pena do banco ficar com a equipa, pois foi essa a garantia que Gerard Lopez deu.

Curiosamente, um dos donos da Snoras Bank (67 por cento da capital, na realidade) é um multimilionário russo, Vladimir Antonov. Actualmente com 35 anos, e com uma fortuna pessoal de 300 milhões de dólares, é um entusiasta dos automóveis, e dono de 30 por cento da holandesa Spyker, que no inicio do ano, adquiriu a sueca Saab à General Motors. Antonov tem dinheiro, é certo, e tem mais garantias financeiras do que a Proton e Dany Bahar, mas caso tudo falhe... será que este russo poderia tentar a sua sorte na Formula 1? Por incrivel que pareça, este senhor, mesmo indirectamente, é a melhor garantia de futuro que o pessoal de Enstone têm. E se calhar é outra garantia de vida para Vitaly Petrov e outros pilotos russos...

Em suma: a Renault (e Ghosn) livraram-se de um "activo tóxico", agora resta saber quem será a pessoa que transformará esse "activo tóxico" em algo mais saudável.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Rumor do dia: Lotus-Renault com Bruno Senna em 2011

Os dias passam e as peças do puzzle acabam por aparecer. E quando - ou se - este estiver concluido, o resultado pode ser interessante. Se lerem isto até ao fim, vão perceber o porquê.

Esta quinta feira, os sites brasileiros especializados em automobilismo noticiaram a existência de negociações entre a Lotus e Bruno Senna, sobrinho de Ayrton e actual piloto da Hispania. O piloto de 27 anos, que está a ter um inicio de temporada duro na equipa de José Carabante e Colin Kolles, procura patrocinadores para continuar na categoria máxima do automobilismo em 2011, o que até pode ser complicado, dado a falta de resultados e a dificuldade de algumas empresas em abrir os cordões à bolsa.

Para além disso, existem algumas resistências para o ingresso de Bruno Senna dentro da equipa. Não tanto com ele, mas com o facto de um dos seus pilotos, Jarno Trulli, ainda ter adeptos dentro da equipa, dado o facto dos pilotos mais velhos, pela sua experiência, ainda serem importantes para desenvolver carros numa era onde os testes estão reduzidos ao minimo.

Contudo, o facto de Lotus e Renault terem decidido fazer o anuncio do acordo de fornecimento de motores no fim de semana brasileiro, na mesma altura em que decorre o Salão do Automóvel de São Paulo, o mais importante da América Latina, e ainda por cima quando se sabe que existe um pavilhão do Instituto Ayrton Senna, que expõe dois modelos da Lotus, não passará descabida a ideia de que Carlos Ghosn e Tony Fernandes irão fazer um anuncio muito importante, que vai mais além de um simples fornecimento de motores.

Se acontecer, estaremos perante algo tremendamente importante. Uma Lotus-Renault, com sistemas da Red Bull, e com um Senna no volante. Um "regresso ao passado" muito importante, pois mais do que história, o potencial de resultados de sucesso é muito grande. Veremos.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Rumor do dia: Renault pode vender a sua estrutura à Prodrive

Pode ser "gossip talk", mas parece que há muita substância atrás dele. O jornal francês L'Equipe afirma na sua edição de hoje que a Renault considera seriamente vender a sua estrutura à Prodrive, de David Richards, enquanto que a marca francesa ficaria somente como fornecedora de motores a partir de 2010. Caso seja verdade, o abandono da Renault faria dela a quarta construtora a abandonar a categoria máxima do automobilismo em apenas um ano.


Segundo o diário gaulês, a Renault informou também que a Prodrive e David Richards têm um o apoio de um construtor, que não foi especificado. Caso o negócio se concretize, a Prodrive ficaria com motores Renault, já que a marca francesa pretende ficar, pelo menos até 2012, pois só nessa altura termina o congelamento de motores.


Do lado da Prodrive, só surgiu um lacónico: "Se algo se concretizar será confirmado". O jornal afirma que Carlos Ghosn, o CEO da Renault, já criou uma "task force" para esta tarefa, e ao mesmo tempo, está a negociar com Bernie Ecclestone uma saída airosa, pois como assinou o Pacto de Concórdia, afirmando que ficaria na Formula 1 até 2012. Caso não cumpra o acordo, arrisca-se a pagar uma pesada multa.


Por agora, tudo isto são rumores. Mas topa-se que (e não é de agora) que eles sempre tiveram ideia para sair. Só faltava o motivo e a altura...

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Ghosn põe em causa futuro da Renault

Pode ser mais um sinal de que a Renault está a fazer as malas. O seu presidente, Carlos Ghosn, coloca em causa a utilidade da Formula 1, caso esta não passe por mudanças na sua maneira de ser. Numa entrevista à revista Forbes India, Ghosn, que nunca foi grande fã da Formula 1, afirma que caso não sejam respondidas certas perguntas, põe em causa a sua continuidade.


"Não creio que a Formula 1 vá ser importante para muita gente se não conseguir encontrar algumas respostas para este tipo de questões. No último ano, três construtores saíram da Formula 1. Três num ano, o que quer dizer que há muita coisa que temos de resolver", começou por referir, para depois voltar á carga:


"Há grandes desafios sobre o quão justo é isso e como podemos aliar a Formula 1 com o compromisso ambiental. Você pode deixar de emitir gases nocivos combinado com alta tecnologia? Essas são algumas das questões na Formula 1", disse, em declarações captadas pelo site brasileiro Tazio.


A entrevista pode ser um sinal de que a marca prepara-se para abandonar a competição, mas não em 2010. Poderá até ficar como simples fornecedora de motores, enquanto que poderá vender a sua estrutura a quem fizer a melhor oferta. no final da semana passada, surgiram noticias de que 40 por cento da sua estrutura estaria à venda e que os principais interessados seriam russos, no sentido de colocar Vitaly Petrov na Formula 1. Mas até Dezembro, nem Ghosn, nem a estrutura da marca nada dizem.