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segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

O "annus horribilis" de Tony Fernandes

Tony Fernandes não está a ter um ano fácil. As atribulações da Caterham ocuparam grande parte do seu ano, especialmente durante o verão, e nos últimos dias de 2014, de modo inesperado, uma tragédia atinge a companhia aérea do qual é dirigente. Na madrugada deste domingo, o voo 8501 da Air Asia, um Airbus A320, que fazia a ligação entre a cidade indonésia de Surabaya e a cidade-estado de Singapura, com 162 pessoas a bordo, caiu pelo caminho, aparentemente, no mar, entre Sumatra e Borneo. Antes de se perder o contacto, o piloto pedia à torre de controlo de Jacarta para que lhe fornecesse uma rota alternativa, aparentemente, para escapar a uma tempestade que se formava na sua frente.

No momento em que escrevo estas linhas, a marinha indonésia começava as buscas pelo segundo dia, esperando encontrar destroços o mais depressa possivel. Apesar de haver esperanças, receia-se de que todos os 162 passageiros a bordo estejam mortos, 155 dos quais indonésios, e três sul-coreanos. E este é o terceiro grande acidente este ano envolvendo aviões vindos da Malásia, os dois primeiros vindos da companhia de bandeira, a Malasya Airlines. Um deles, o MH370, ainda não foi encontrado.

Fernandes já está em Surabaya acompanhar as operações de socorro, e já falou à imprensa sobre os eventos. Para a sua companhia aérea (já agora, este é o ramo indonésio), é o primeiro acidente grave desde o seu inicio, em 2001. Aos 50 anos de idade, este filho de médico goês e de uma "kristang" de Malaca (de origem portuguesa) parece estar a viver momentos complicados, neste ano que acabou. Com uma fortuna pessoal de 650 milhões de dólares, o dono do Queens Park Rangers, viveu tempos complicados com a venda, este julho, da Caterham Formula 1. Inicialmente vendida a um misterioso consórcio suiço-árabe, cuja cara mais conhecida era Manfredi Ravetto, mas tinha também como conselheiro o romeno Colin Kolles, que como sabem, por estes dias, estava envolvido no projeto da Forza Rossa, do qual provavelmente muito se ouviu e pouco se viu.

O verão foi atribulado no sentido de saber quem detinha os direitos da equipa. Fernandes sempre afirmou que não queria ter nada a ver com aquilo - e os rumores diziam que, se dependesse dele, teria acabado logo a meio do ano - mas quando vendeu a equipa, entrou num braço de ferro com os compradores que chegou a um fim abrupto em meados de outubro, quando o consórcio abdicou de gerir no dia-a-dia e entregou tudo ao administrador de falências. Apesar de terem ficado de fora por duas corridas, regressaram em Abu Dhabi, após uma campanha nas redes sociais para terem o dinheiro suficiente para lá estarem.

Nestas coisas, nenhum dos lados saiu bem na fotografia, especialmente Fernandes, que decidiu negligenciar essa parte. No final, se quisermos colocar isto desta forma, poderemos dizer que a unica coisa boa do seu ano foi a subida do seu Queens Park Rangers à Premier League, do qual nesta temporada é... sexto a contar do fim, o que não é mau de todo.

Contudo, com isto tudo, este é um ano que Fernandes quer deixar definitivamente para trás.

sábado, 15 de novembro de 2014

A estranha situação atual da Caterham

Todos nós andamos a falar sobre a saga do "crowdfunding" da Caterham, do facto de eles terem conseguido juntar  - aos números de hoje - 1,9 milhões dos 2,350 milhões de libras que andaram a pedir para poderem correr em Abu Dhabi, e do qual por causa disso, eles já mandaram os chassis para lá, ou pelo menos andam a gabar-se disso.

Mas como sabem, este esforço financeiro está envolvido em desconfiança. Já falei sobre isso na segunda-feira com as alegadas manipulações do Crowdcube em relação aos valores e o conflito de interesses entre os financiadores do site e os atuais administradores da equipa de Leafiled, mas hoje, o Joe Saward divulgou no seu sitio uma mensagem de alguém que se diz antigo funcionário da equipa, que denuncia irregularidades salariais, especialmente da parte de Tony Fernandes, que segundo ele, os abandonou à sua sorte, devendo-lhes sete semanas de salário.

Coloco aqui a tradução na íntegra. A versão original pode ser lida aqui.

"Eu sou um antigo (desde ontem) empregado da Caterham F1.

"Estou espantado por ver a enorme publicidade à volta do sucesso do crowdfunding, precisamente no mesmo dia em que toda a força de trabalho foi despedida, devendo-nos sete semanas de salário. O cínico dentro de mim sugeriria que estas duas noticias dois não são independentes uma da outra e a boa notícia serviu como uma oportunidade conveniente para não divulgar a má notícia. Se este for o caso, então ele parece ter funcionado, pois não houve nenhuma referência em qualquer lugar (ao contrário da Marussia, que na semana anterior devia seus empregados "apenas" uma semana de salário).

"Os funcionários foram despedidos da 1MRT, a empresa ainda propriedade do Sr. Fernandes. Isto deve ser mais amplamente conhecido e Sr. Fernandes deve ser encorajado a fazer a devida coisa e pagar os salários devidos em vez de se esconder atrás orquestrada falta de fundos da 1MRT.

"A situação atual é a conseqüência inevitável (e previsível) da forma como o Sr. Fernandes vendeu a Caterham F1. Não é bom o suficiente para afirmar que não havia outros compradores. Nesse caso, a coisa apropriada a fazer teria sido a liquidação da empresa, assegurando que [os pagamentos] aos funcionários e fornecedores fossem devidamente tratados. Inegavelmente, este teria sido o curso mais caro da ação por parte do Sr. Fernandes.

"Não é justo que o Sr. Fernandes deva ser autorizado a fugir de suas responsabilidades e não sofrer qualquer publicidade adversa."

Obviamente, o denunciante mandou isto a coberto do anonimato, mas isto adensa mais mistério em torno da situação da Caterham. Parece que o administrador atual nada têm a ver com a empresa do Tony Fernandes, que ostensivamente, abandonou os seus funcionários à sua sorte, e claro, cada vez mais se vê que, se dependesse do próprio Fernandes, teria tirado os carros de pista a meio do ano ou nem sequer teria começado o ano. Em suma, cansou-se; mas acho que deveria ter sido honrado e pago tudo até ao fim e não "fugir com o rabo à seringa". E claro, nos próximos dias esses funcionários poderão colocar Fernandes em tribunal. 

Parece que começamos a ver quem é o "mau da fita" no meio disto tudo. Contudo, ainda não estou a ver como é que esta (outra) gente vai para Abu Dhabi. Suspeito que - quem puder ver os itens que eles andaram a colocar no crowdfunding - que mais parece uma liquidação disfarçada do que outra coisa qualquer. Veremos.

Mas creio que é mais um exemplo da complexidade da situação e da opacidade com que estas coisas são feitas. Quando as coisas correm mal, contam-se as verdades.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Tony Fernandes fala sobre a situação da Caterham

Tony Fernandes respondeu esta tarde às acusações por parte dos administradores do grupo suiço-árabe sobre a propriedade da Caterham, que ontem afirmaram que deixariam de cuidar a equipa por não terem cumprido as obrigações contratuais. O malaio já tinha dito no Twitter que eles não tinham pago o acordado, e hoje deu mais detalhes sobre o assunto:

"Em junho de 2014, decidi, juntamente com os meus colegas e acionistas, vender a minha participação na equipe Caterham F1", começou por afirmar. "Nós concordamos de boa-fé em vender as ações a uma empresa suíça chamada Engavest na base de que esta se comprometesse a pagar a todos os credores existentes e futuros, incluindo a equipa. A continuação do pagamento aos funcionários e credores foi tão importante para mim que eu assegurei que as ações não seriam transferidos para os novos compradores enquanto se cumprisse esta condição.

"Infelizmente, a Engavest não cumpriu com qualquer uma das condições do contrato e Caterham Sports Ltd (empresa operadora britânica da equipa de Formula 1) teve de ser colocado em administração pelo banco, com grandes quantias devidas a vários credores. O nosso acordo com Engavest era muito claro: não havia obrigação legal de transferir as ações para eles, a menos que certas condições - que incluíam o pagamento dos credores - foram atendidas. Não foram cumpridas essas condições.

"Nossos advogados pediram por várias vezes à Engavest para que cumprisse com estas condições, mas eles não conseguiram se envolver. Se você concordar em comprar um negócio, você deve pagar as suas contas. Eles têm violado essa promessa e agora, infelizmente, são outros, como os empregados e os fãs da equipe Caterham F1 que vão sofrer caso a equipa deixar de correr. Espero sinceramente que este não será o caso, e que possa ser encontrada uma solução", concluiu.

Entretanto, os funcionários da Caterham estiveram todo o dia fora das suas instalações em Leafield, depois desta ter sido tomada conta pelos administradores de insolvência. Com isso a acontecer, cresce a hipótese de que os carros não estarão em Austin, para o GP dos Estados Unidos, nem para as duas corridas que faltam para o final do campeonato, em Interlagos e Abu Dhabi. E claro, isso não afeta Bernie Ecclestone, que já veio a público dizer que é melhor deixar a equipa morrer. Com uma boa razão: quanto menos equipas, melhor: mais dinheiro é distribuído pelas que se mantêm.

Aguardemos, pois, o final de toda esta história. Uma coisa é certa: caso o pior aconteça, a Formula 1 terá 20 carros a alinhar nas corridas. E as noticias sobre a Marussia e a Sauber não são boas... 

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

A reação de Fernandes não ajuda à situação

Horas depois do comunicado oficial dos proprietários da Caterham, a Engavest, afirmando que iriam deixar de cuidar da equipa, houve já algumas reações. Manfredi Ravetto disse à Crash.net que a partir de hoje, deixou de responder pelas ações da equipa.

Eu fui ordenado por meu superior direto a recuar, e isso eu tenho que seguir. Então presumo que os donos da Caterham — que entendo que ainda é Fernandes — tem de dar todos os passos a partir de agora”, começou por afirmar, colocando em dúvida sobre se estarão presentes em Austin, palco do GP dos Estados Unidos. “Isso eu não posso dizer porque mantivemos os preparativos normais até hoje. O que acontece a partir de amanhã não está mais sob o meu controle”, comentou.

Tony Fernandes já reagiu, mas no Twitter, com uma simples frase: "Se comprou uma coisa, têm de pagar. Muito simples". Mais tarde, na BBC, Fernandes foi mais longe e chamou de "lixo" às declarações vindas da outra parte.

As noticias em catadupa sobre a situação financeira da equipa e sobre quem manda em quem nela só adensam a confusão e colocam o seu futuro num buraco negro. Apesar de haver a chance de a equipa aparecer em Austin, onde a 2 de novembro será o palco do GP dos Estados Unidos - os carros estão a caminho - nada se poderá afirmar o que vai acontecer nas duas provas seguintes, em Interlagos e em Abu Dhabi.

O pior é que os maiores prejudicados são os funcionários que estão a trabalhar nas instalações de Leadfield, pois esses agora não saberão o que o futuro os reserva. Muito provavelmente, o seu emprego têm os dias contados. Veremos o que as próximas horas nos reservarão.

Última Hora: Gestores da Caterham processam Fernandes e saem da equipa

Desde que se soube da venda da Caterham a um grupo de investimento suiço-árabe, em julho, que se julgava que as coisas que estavam a acontecer não tinham nada a ver com os antigos proprietários, mas sim com os novos. Havia alguns rumores sobre isto, mas parece que a bomba rebentou esta tarde, quando a equipa afirmou num comunicado oficial que irá processar Tony Fernandes e os restantes acionistas por quebra de contrato, e irá retirar-se das operações do dia-a-dia.

Eis o comunicado na íntegra:

"No passado dia 29 de Junho de 2014, a Caterham Enterprises Ltd, Caterham (UK) Ltd e Sheikh Mohamed Nasarudin (Vendedor) e seus acionistas Tony Fernandes e Datuk Kamarudin Meranun Bin celebraram um Contrato de Venda e Compra de Ações (SPA) com Engavest SA (comprador) com relação ao 1Malaysia Racing Team Sdn Bhd / Caterham F1 Team. 

Desde a data desse acordo, o vendedor se recusou a cumprir com suas obrigações legais para transferir suas ações para o comprador. Este foi deixado na posição desagradável de financiar a equipa sem título legal para a equipa que tinha adquirido. Isto está em total contradição com o comunicado de imprensa do vendedor, de 03 de outubro de 2014, que declarou que o Sr. Fernandes e seu grupo Caterham não têm mais nenhuma ligação com a F1 Team Caterham. 

Os administradores dos Caterham Sports Limited foram nomeados em nome do Export-Import Bank of Malaysia Berhad (Exim), um credor do Sr. Fernandes e do Grupo Caterham. O comprador não tem nenhuma ligação com o Exim. Caterham Sports Ltd foi uma empresa fornecedora da F1 Team Caterham. Infelizmente, a nomeação dos administradores teve efeitos devastadores sobre as atividades da equipe de Formula 1. Desde a sua nomeação, os administradores lançaram várias declarações à imprensa que foram severamente prejudiciais para a gestão da equipa Caterham F1. 

Depois de três meses de funcionamento do F1 Team Caterham, sempre feitas em boa-fé, o comprador é agora forçado a explorar todas as suas opções, incluindo a retirada de sua equipe de gestão. Os advogados foram instruídos pelo Comprador para trazer todas as reivindicações necessárias contra todas as partes, incluindo o Sr. Fernandes que, como proprietário, está a gerir a operação da Formula 1."

Com esta declaração, a probabilidade de que a equipa poderá não correr mais é real. Dado que Tony Fernandes não têm intenção de a manter a funcionar, provavelmente poderemos ter assistido em Sochi à última corrida da equipa. Mais informações sobre este assunto assim que for possível.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Os avisos de Tony Fernandes

No dia em que a Caterham apresentou os seus pilotos para 2014 (já agora, Marcus Ericsson será o 9, enquanto que Kamui Kobayashi vai ser o 10), e entre elogios a Kamui Kobayashi, Tony Fernandes largou um aviso à navegação: quer ver evolução na equipa este ano, ou caso contrário, considera abandonar a categoria máxima do automobilismo.

Há um limite à paciência e dinheiro de todos. Penso que se vamos a todas as corridas sem competir, a dois segundos dos outros, não progredimos nada”, comentou, em declarações captadas pela agência Reuters. Para o empresário malaio, “se não estamos a competir, precisamos de analisar atentamente se faz sentido”.

"Não é bom viajar à volta do mundo e sempre chegar na última posição. Não é divertido para ninguém nesta equipa. Temos feito bem a parte dos negócios, não precisamos ser campeões do mundo para vender uma grande quantidade de carros, mas não é divertido estar na parte de trás da grelha de partida, por isso a mudança agora é importante", concluiu.

De facto, é verdade: desde 2010 na Formula 1 (primeiro como Lotus, antes de ser Caterham em 2012) a equipa teve uma temporada dificil em 2013, terminando no 11º e último lugar, logo, fora dos dez primeiros lugares no campeonato de construtores, o que faz com que perca o dinheiro dado pela FOM às equipas, no sentido de ajudar nas despesas. Com uma nova dupla, constituida por um piloto mais experiente e um "rookie", e com os novos regulamentos, em relação aos chassis e aos motores, poderá ser que haja uma evolução durante esta temporada que poderá ser que dê à marca os seus primeiros pontos da sua carreira.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Rumor do Dia: Kobayashi de regresso com a Caterham?

Surgiu nesta sexta-feira diversas noticias sobre um possível regresso de Kamui Kobayashi à Formula 1, através da Caterham. O piloto japonês, que ficou sem lugar em 2013, depois de ter saido da Sauber, é um candidato natural, pois tem algum dinheiro (à volta de seis milhões de euros) para gastar e é o piloto experiente que Tony Fernandes anda à procura, para se aliar a um jovem piloto, que bem poderá ser o sueco Marcus Ericsson.

Segundo conta Adam Cooper no seu blog, Tony Fernandes está algo frustrado por colocar dinheiro na equipa e não ver resultados, logo, procura pilotos pagantes para preencher o orçamento. Pilotos experientes como Heikki Kovalainen e Paul di Resta foram considerados, mas o facto de não andarem com dinheiro no bolso faz com que sejam preteridos a favor de outros.

Apesar de poderem aparecer mais candidatos no horizonte, como Giedo van der Garde, a estratégia da Caterham é de colocar um piloto experiente com um novato, mas sobretudo, que ambos tragam dinheiro. E o mercado japonês é sempre algo a ter em conta...

Nascido a 13 de setembro de 1986, em Amagasaki, Kobayashi chegou à Formula 1 em 2009, ao serviço da Toyota, para substituir Timo Glock nas três últimas corridas do ano, onde conseguiu um sexto lugar em Abu Dhabi. Em 2010 passou para a Sauber, onde em três temporadas alcançou 122 pontos, uma volta mais rápida e um pódio, um terceiro lugar no GP do Japão de 2012, para gáudio dos adeptos locais. Dispensado da Sauber no final desse ano, esteve ao serviço da Ferrari em 2013, correndo na classe GT Pro no Mundial de Endurance.

domingo, 12 de maio de 2013

Demorou, mas a aposta foi paga

Quando Richard Branson decidiu em 2010 que iria ter uma equipa de Formula 1, o patrão da - entre muitas outras coisas - Virgin Airways, iria ter como rival outro dono de uma companhia aérea: o malaio Tony Fernandes, dono da - entre muitas outras coisas - Air Asia, e que iria trazer de volta o nome da Lotus. E ambos os multimilionários tinham feito uma aposta: quem perdesse, iria vestir-se de hospedeira na companhia rival num vôo comercial. 

Resultado final: a Lotus (agora Caterham) bateu a Virgin e Branson teria de se vestir de hospedeira. Só que mais de dois anos depois é que Branson cumpriu a promessa. Num vôo de seis horas entre Perth, na Austrália, e Kuala Lumpur, na Malásia, Banson apresentou-se de salto alto, pernas raspadas e batôm nos lábios. E como hospedeira não foi lá muito convincente, pois entornou uma bandeja para cima do seu patrão, que ia no avião.

Resultado final: Tony Fernandes declarou depois de quase seis horas de voo que as habilidades de Branson eram "um lixo" e que iria ser "sumariamente demitido naquele momento". Mas isso não impediu que que se passasse uma tarde divertida, e a promessa foi cumprida.


quarta-feira, 11 de abril de 2012

Como o Grupo Lotus consegue perder a cabeça

As caricaturas exprimem uma maneira comica - ou cínica - o humor das pessoas sobre uma determinada sotuação, e normalmente os visados reagem com um sorriso - amarelo, branco ou rosinha às cores pretas - e seguem em frente. São raras as vezes que o outro lado reage zangado, e quando acontece, a grande maioria das pessoas toma partido do comediante, ridicularizando as atitudes da pessoa "alvejada". 

Hoje foi uma dessas raras vezes, pois parece que alguém decidiu reagir de forma desproporcional a uma caricatura. E foi o Grupo Lotus, que soltou um comunicado demolidor depois do site Sniff Petrol decidir colocar Dany Bahar no papel de "Ali Cómico", o famoso ministro da Informação de Saddam Hussein, dizendo que tudo estava bem em Bagdad, mesmo com os tanques americanos ao virar da esquina...

Claro que não foi por isso que decidiram responder, mas foi a gota que fez transbordar o copo. Na realidade, isto foi mais por causa dos variados rumores sobre o Grupo Lotus, principalmente após a venda da Proton e do fato das dívidas acumuladas pela marca durante a presidência de Dany Bahar serem gritantemente altas. E tudo, claro, devido à sua megalomania do seu presidente, que achou que se tivesse o nome por toda a parte, as pessoas fariam filas em Hethel para comprarem os carros de estrada da Lotus. Não é assim, infelizmente.

Só que a resposta, - pelo menos foi a que li na página oficial da marca no Facebook - faz imaginar se a pessoa que o respondeu foi o próprio Bahar, certamente num momento mais... infeliz. Disparando para todos os lados, desde a Caterham e Tony Fernandes, passando até pelo jornalista britânico Joe Saward, que escreve frequentemente sobre a situação do Grupo Lotus, mais parece que quem fez isto foi o próprio Bahar, certamente acossado por todos os lados, agora que parece que os seus projetos megalomaníacos estão chegando ao seu previsível beco sem saída.

Eis algumas "pérolas" desse "magnifico" comunicado:

"Não levem tudo o que ele [Tony Fernandes] coloca no Tweeter demasiado a sério – talvez ainda esteja frustrado por ter a Caterham ao invés da Lotus e com o facto de lutar com a HRT e a Marussia em vez da Mercedes e da Ferrari na F1."

"E já que estamos no assunto da comédia, sabem a última piada na F1? Mike Gascoyne encontra-se em parte incerta. Porquê? Anda à procura dos 30 a 40 pontos que predizia na temporada passada. Engraçado, não é?"

Contudo, nem tudo é de doidos neste comunicado politicamente incorreto. A Lotus Cars, para desmentir rumores de que tinha deixado de ser o patrocinador da Lotus, afirma que o acordo entre a Lotus F1 Team e o Grupo Lotus não terminou, mas sim houve uma reformulação do acordo comercial entre ambas as partes, que prevê a continuidade da ligação até 2017. Esse acordo resultou num empréstimo de 30 milhões de dólares por parte da Proton à Genii, e que deu como garantia as instalações de Enstone. E a Proton terá o direito de opção de comprar 10 por cento da equipa de Formula 1. Isso é algo que já se tinha anunciado há cerca de um mês pela Speed Channel, e que o jornalista Adam Cooper recordou mais uma vez.

Em suma, este comunicado, mais do que esclarecer os rumores, deu mais a ideia que que aquela companhia está a ser gerida por um tipo fora do normal. E isso não tranquiliza ninguém, bem pelo contrário.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

O fim do patrocinio da Lotus à Lotus, ou o final triste de uma farsa

Anunciou-se hoje, via a Autosport britânica, que a Lotus Cars vai deixar de patrocinar a equipa... Lotus, ex-Renault. Mas contudo, irá manter o nome da marca até, pelo menos, o final da temporada de 2012. Esta noticia é a consequência de duas coisas: os novos proprietários da Lotus decidiram colocar um travão nos planos megalómanos de Dany Bahar de colocar o nome da marca fundada por Colin Chapman em tudo que é canto, e segundo - que é uma consequência do primeiro - que já não há mais dinheiro para financiar tudo isto.

Quando digo "tudo isto", a lista é enorme: Formula 1, Ralis, Le Mans Series, Indy Car Series, GP2, GP3 e Formula 3. E é só no lado da competição, porque no lado dos carros de estrada, há mais cinco modelos de super-carros, numa aposta de Bahar para reavivar a marca, com novos modelos de velhos nomes: Esprit, Elite,  Elise, Elan e Eterne. Cinco modelos diferentes de uma marca que não vende mais do que 2500 carros por ano, podem imaginar a megalomania que Bahar e os seus apaniguados têm nas suas cabeças.

Com a venda da estatal Proton, no inicio de março, para novos proprietários, os primeiros sinais de aviso tinham vindo de lá, quando se colocou uma moratória de três meses, obrigatória na lei malaia, para que suspendesse o desenvolvimento de projetos novos, e isso implicava que, por exemplo, os carros de estrada sofressem um atraso no seu desenvolvimento. Por exemplo, o Esprit, que se esperava estar pronto para venda em 2013, provavelmente só estará pronto em meados de 2014.

Aos poucos e poucos, a Lotus paga o preço das megalomanias de Bahar. Os novos proprietários podem não estar muito interessados em ter a marca inglesa, ou pelo menos, tentar refrear as loucuras de Bahar. Sem dúvida que o governo malaio livrou-se de uma "batata quente", que se tornara a Lotus, com as lutas em tribinal entre Bahar e Tony Fernandes para ver quem é que era o legítimo dono dos direitos do nome "Team Lotus". Fernandes ganhou, mas a consequência foi que vendeu os direitos a Bahar. Fernandes ficou com a Caterham e tenta ser feliz dessa maneira.

Quanto à equipa da Formula 1 - que vou chamar de Genii - essa continuará. Provavelmente sobre outro nome, com um Gerard Lopez tão viscoso como muita gente é nesse meio, deverá arranjar outro multimilionário sem muito com que fazer, mas com muito dinheiro no bolso. Russo, árabe, cazaque... a sua equipa está disponivel pelo melhor preço. Ou então, alguma marca de automóveis.

Em relação a Bahar, ou sobrevive e começa a ser mais comedido, ou então os novos proprietários tratam de arranjar os milhões necessários para o despedir. Pode ser que recuperem algum ao vender a Lotus a preço de saldo. E quanto à luta "Lotus vs Lotus"... digamos que foi um filme com muitos elementos de comédia, mas com um final de farsa. Como dizia alguém: "o túmulo de Colin Chapman deve ser o novo Polo Norte magnético, de tantas vezes que ele se revirou na sua tumba."  

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Noticias: Vitaly Petrov entra na Caterham, Jarno Trulli sai

A Caterham, equipa de Mike Gascoyne e Tony Fernandes, anunciou esta manhã a contratação do russo Vitaly Petrov no lugar de Jarno Trulli para a temporada de 2012. Uma movimentação algo inesperada, mas que já comentada nos bastidores desde há muito tempo, dada a veterania do italiano e a sua aparente desmotivação em continuar na equipa, apesar do seu contrato ter sido renovado há alguns meses.

Trazer Vitaly para substituir Jarno não foi uma decisão fácil, mas o fizemos para garantir um novo impulso à equipa e com uma visão realista na situação económica global. O Jarno tem um incrível e natural talento atrás do volante e suas vitórias e longevidade no automobilismo ficarão marcadas para sempre na Formula 1, mas agora é hora de iniciar um novo capítulo na história do time e Vitaly é a pessoa certa para nos ajudar”, afirmou Tony Fernandes.

É certo que o dinheiro do russo fez alguma diferença na hora de escolher Petrov, mas também o fato de haver um GP russo daqui a dois anos também influenciou na decisão de escolher Petrov, que saiu da Lotus no final do ano e aparentemente, tinha ficado sem lugar. Caso não haja mais novidades a meio do ano, isto fará com que a Itália não tenha pilotos na grelha da Formula 1 desde o GP do Alemanha de 1973, quando a Ferrari optou pela ausência e um dos seus pilotos, Arturo Merzário, não paticipou.

Trulli, de 37 anos (nascido a 13 de julho de 1974 em Pescara), era um dos veteranos da Formula 1, com 256 Grandes Prémios - igualando Riccardo Patrese - começando em 1997 pela Minardi, com passagens pela Prost, Jordan, Renault, Toyota e Lotus. A sua melhor classificação de sempre foi um oitavo lugar em 2004, onde venceu a sua unica corrida da carreira, no Mónaco. Trulli fez também quatro "pole-positions" e uma volta mais rápida, conseguindo 246,5 pontos.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Apresentações 2012: Caterham CT-01

Já se sabia que a Caterham, de Tony Fernandes, iria ser a primeira a apresentar o seu carro, e que esta seria feita de forma invulgar: através de uma apresentação da revista F1 Racing de fevereiro. Aparentemente, esta aconteceria quando a revista chegasse às bancas, amanhã, quinta-feira, mas alguns dos que subscrevem por assinatura já receberam a revista e mostraram-na nas redes sociais. E as reações? Bom, são quase todas unânimes: parece o crocodilo da Lacoste.

Sim, o carro é feio, mas a Formula 1 não é um concurso de beleza. É um concurso de eficiência e à Caterham, como às restantes equipas, o objetivo é conseguir os seus primeiros pontos, e provavelmente, mais alguma coisa. É isso que Mike Gascoyne deve ter tido em mente quando desenhou o primeiro carro de Tony Fernandes na era pós-Lotus. E claro, os pilotos mantêm-se: Heiki Kovalainen e Jarno Trulli.

Agora... será que isto é um sinal do que aí vem? Aparentemente, pelo desenho que já vi do Ferrari, e dos avisos do "capo de tittui cappi", Luca di Montezemolo, parece que sim. E no inicio de fevereiro veremos os restantes projetos...

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O "caso Lotus" começa a ficar esquizofrénico

Todos acompanham isto, mais ou menos, desde meados do ano passado. Vocês sabem que apoiei o Tony Fernandes nesta luta "Lotus vs Lotus" porque a história e a legalidade estava do seu lado, e os tribunais britânicos deram razão nisso. E sempre vos disse que a médio prazo, as ambições megalómanas de Dany Bahar em espalhar o nome Lotus por toda a parte levaria à falência a marca e a sua tutora, a Proton. Pois bem, parece que um ano depois, essas previsões concretizar-se. Mas as coisas estão a ficar kafkianamente estranhas, pois na próxima temporada podemos passar de "duas Lotus" para... nenhuma.

Confuso e estranho? Verdade, mas vamos por partes. Primeiro: as duas partes - Group Lotus e Team Lotus - chegaram a um acordo há cerca de mês e meio, dois meses, mas deverá ser anunciado oficialmente em Singapura, dentro de semana e meia. Como já tinha sido noticiado anteriormente, Tony Fernandes e a Proton chegaram a um acordo em que Fernandes devolverá, por uma soma não especificada, o nome "Team Lotus" ao Grupo Lotus, de Dany Bahar, enquanto que no ano que vêm, chamará a sua equipa de Team Caterham, nome da marca que adquiriu em abril deste ano. De uma certa forma, livra-se de algo que se transformou num escolho com todas as complicações juridicas que fomos informados ao longo do ano, e Fernandes, Gascoyne e o resto dos técnicos muda-se de armas e bagagens em 2012 para Silverstone - nas instalações que já foram da Arrows e Super Aguri - já que Norfolk acaba por ser demasiado longe para os engenheiros e mecânicos que trabalham nesta categoria.

Os carros ganharão esse nome e novas cores, Tony Fernandes colocará os seus produtos na carlinga dos seus bólidos e provavelmente construirá e venderá mais carros de estrada Caterham, provavelmente fazendo as coisas melhor do que Dany Bahar anda a fazer agora.

E com isto pensa-se que Bahar ganhou a sua batalha e poderá colocar o nome Lotus nos seus chassis em 2012, certo? Errado. O nosso amigo Joe Saward falava esta terça-feira no seu blog que da Malásia surgiram as campaínhas de alarme. Os responsáveis da Proton começam a ficar assustados com a quantidade de dinheiro que está a ser gasto para alimentar os projetos megalómanos de Dany Bahar, especialmente na parte dos motores. Fala-se já que o projeto do motor próprio na Indy já está compreometido, o que não me admiraria, pois desde há várias semanas a esta parte, várias equipas da Indy andam a tentar falar com a Lotus, mas só tem batido com o nariz na porta. Ou se perferirem, eles não atendem o telefone.

Em contraste, a sua presença na Genii está cada vez mais forte. O "buzz" tem a ver com o adiantamento de verbas de patrocinio que Gerard Lopez anda a pedir para pagar as suas contas, e em troca - suspeita-se - Lopez deu uma parte das ações. É por isso que desde o GP da Belgica que se vê elementos da Lotus no dia-a-dia da equipa, não como visitantes, mas como decisores. Assim sendo, poderão ter passado de simples patrocinador para co-proprietários da equipa. Mas como os dois lados andam aflitos de dinheiro, estão agora a atrair o holandês Marcel Bloekhoorn, o dono da McGregor, para comprar a equipa. O preço? 85 milhões de euros, segundo se fala. Com esse dinheiro, Lopez provavelmente pagará aquilo que deve a Vladimir Antonov, o russo-uzebeque dono da Snoras Bank, que claro, já anda a bater à porta da Genii, exigindo o dinheiro de volta...

Caso o negócio for concluido nas próximas semanas, tudo fica relativamente resolvido e a Renault poderia ser Team Lotus em 2012, se a marca francesa concordar. Mas parece que dos lados da marca do losanglo, há um renovado interesse pela Formula 1. O novo CEO da marca, o português Carlos Tavares - numero dois da aliança Renault-Nissan - já foi um "gentleman-driver" e é um confesso adepto do automobilismo, logo, sabe da importância de ter a marca num mundo como a Formula 1, e ja começa a achar que o "período de nojo" da Renault já terminou. Prova dessa mudança de tática tem a ver com o fornecimento de motores, que está a alargar a cada vez mais equipas - a Hispânia F1 é a mais recente interessada - e o prolongamento do acordo de fornecimento à Red Bull até à temporada de 2016.

E isto tudo acontece na mesma altura em que o governo francês começa a movimentar-se para voltar a ter o GP de França, em Paul Ricard. Tavares poderá decidir que chegou a altura da equipa dar uma volta de 180 graus nos seus planos para a Formula 1 e voltar em força, voltando a pintar os seus carros de amarelo e branco - as cores nos tempos da era Turbo - e até poderá voltar a ressuscitar o conceito de "Ecurie de France", com pilotos e tudo. Ou seja, se ele acionar a opção de voltar a ficar com os 75 por cento que vendeu a Gerard Lopez no final de 2009, pode ser que, quem quer que fique com a Renault no final desta temporada - Lotus, Boekhoorn, etc - poderá acabar com uma mão cheia de nada e outra de coisa alguma, porque a Renault simplesmente pode chegar e dizer "OK meninos, foi tudo muito divertido mas agora queremos de volta, está bem?". E de "duas Lotus" em 2011, podemos passar em 2012 para uma Renault F1, mas de verdade, e uma "Team Caterham". Tony Fernandes fica a rir-se enquanto que Dany Bahar provavelmente sairá de cena pela "porta do cavalo".

Riamos ou choremos, entendamos ou não entendamos tudo isto, a conclusão é que esta novela muito provavelmente acabará com um clássico a voltar às sombras. Triste para a Formula 1 para os fãs da Lotus, é certo, mas se há alguma coisa boa nisto é que o "regresso à casa" está assegurado, vinte e um anos depois da familia Chapman ter vendido a Team Lotus para Peter Collins e Peter Wright. Quando voltar à categoria máxima - se algum dia voltar - ao menos já sabemos onde está. Espera-se que o próximo CEO da empresa tenha a mesma paixão, mas mais realidade.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

As Lotus poderão ter chegado a acordo


A guerra entre as Lotus poderá ter chegado ao fim, depois de a meio do ano o tribunal britânico ter dado razão a Tony Fernandes em relação aos direitos da Team Lotus, que tinha comprado a David Hunt em 2010 e do qual a Lotus Cars, que pertence à malaia Proton, sempre contestou, mas sem razão, pois desconhecia que a familia Chapman tinha vendido os direitos desse nome a Peter Collins e Peter Wright no final de 1990, para evitar a falência da equipa de Formula 1.

Pois bem, esse complicado imbrógilo poderá ter chegado ao fim por estes dias. Segundo o que fala esta semana a Autosport portuguesa, ambas as partes chegaram a acordo e Tony Fernandes poderá ter cedido os direitos à marca à Proton por uma verba ainda não revelada, e em troca, será amplamente ressarcido pelo esforço e rebatizará a sua equipa de Caterham a partir de 2012. Já a Renault poderá ser rebatizada de Lotus na próxima temporada, e de uma certa maneira ajudar nos planos mega-ambiciosos da marca para os anos seguintes. Isto, se o Danny Bahar não estragar tudo, como aparenta estar a fazer...

Para explicar isso tudo, coloco aqui o artigo escrito por Luis Vasconcelos no Autosport desta semana.

PAZ À VISTA NA GUERRA DAS LOTUS

"Um acordo entre o Grupo Lotus e a Team Lotus facilitará a vida de todos. A Lotus ficará com o nome e Fernandes vai renomear a sua equipa de Caterham.

O conflito entre o Grupo Lotus, liderado por Danny Bahar, e o Team Lotus, de Tony Fernandes, poderá ter chegado ao fim. Segundo fontes malaias, geralmente bem informadas, as duas partes chegaram a um acordo de principio na semana passada, aceitando o final dos processos judiciais em que se tinham envolvido nos últimos doze meses e que estava a conhecer um novo capítulo com a marca que é propriedade da Proton a contestar a utilização da marca Caterham por parte da Team Lotus na F1, por isso, alegadamente, volar o acordo que tinham feito anteriormente.

Ciente que o prolongar deste conflito só estava a provocar danos à imagem da Lotus, numa altura em que se endividou em perto de 500 milhões de euros para financiar os tremendamente ambiciosos projetos do Grupo Lotus, a Proton, impulsionada pelo governo de Kuala Lumpur, forçou Bahar a chegar a um acordo com Tony Fernandes, segundo nos indicam as nossas fontes.

Acresce que o patrão do Team Lotus e da Air Asia, que construiu a sua companhia aérea apesar da enorme oposição governamental que teve de enfrentar, pois havia que proteger a posição da Malaysia Airlines - propriedade do estado - já tem aliados de peso no governo e prepara-se para concretizar projetos de interesse nacional em conjunto com empresas estatais. Não fazia, por isso, sentido que estivesse em conflito aberto com uma empresa de capitais públicos, o que também forçou o empresário a ceder em algumas das suas pretensões, para não comprometer negócios de dimensões muito maiores do que pode valer-lhe o Team Lotus.

VANTAGENS PARA TODOS

Em principio terá sido acordado que o Grupo Lotus vai adquirir a denominação Team Lotus a Tony Fernandes e seus associados, pagando uma quantia avultada para os compensar do enorme investimento feito no renascer da imagem da equipa. Isto vai fazer com a equipa Renault F1 possa mudar de denominação já em 2012, passando-se a chamar Team Lotus Renault, sem que nenhuma das outras escuderias se oponha, mantendo os direitos históricos da Renault no que diz respeito dos lucros da F1 entre as equipas.

Quanto à equipa de Fernandes, o mais provável é que adopte o nome da Caterham, como já acontece com a sua formação de GP2, associando-lhe o nome da Air Asia, para ter o máximo retorno através das duas marcas que mais investiu.

Apesar da nossa insistência, nenhuma das partes envolvidas neste acordo quis fazer qualquer comentário. No caso da Team Lotus, de portas fechadas durante duas semanas, não foi possivel contactar qualquer responsável, enquanto que no Grupo Lotus, não foi possivel qualquer comentário oficial."

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BAHAR NA GENII CAPITAL

A ligação do Grupo Lotus à equipa Renault F1 está a tornar-se mais complicada segundo fontes malaias, pois a falta de liquidez da escuderia de Enstone está a levar o seu principal patrocinador a avançar pagamentos para manter a equipa à superfície. Mas segundo as mesmas fontes, a situação está a complicar-se porque existem fortes indicios de que Dany Bahar, o lider da Lotus, está a entrar no capital da Genii Capital, que detêm a equipa Renault de F1, no que poderá representar um conflito de interesses, pois estará a fazer a título individual e não como representante da marca que é propriedade da Proton. Um novelo dificil de deslindar, até porque ao sediar-se no Luxemburgo, a Genii Capital dificilmente poderá ser controlada pelas autoridades fiscais europeias...

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Espelho meu, espelho meu, quem é mais indiano do que eu?

Digam o que disserem, que o Trulli está velho e prepara a retirada, que o Tony Fernandes quis dar uma oportunidade ao Chandhok, que estava no contrato, etc, estou plenamente convencido que a inesperada noticia da mudança de pilotos na Team Lotus de Jarno Trulli para o indiano Karun Chandhok, não foi mais do que uma teimosia entre dois patrões, para demonstrar quem é o que mais contribui para o prestigio do subcontinente: se Mallya, nascido e criado na zona de Bombaim, ou se Fernandes, malaio no BI, mas de origem goesa.

A minha suspeita em relação aos verdadeiros motivos por trás desta decisão tem a ver com as trocas de declarações na imprensa, não entre os dois patrões de equipa (que também tem), mas entre Mallya e Chandhok, e também Narain Kartikeyan. É certo que Mallya está nisto há mais tempo que Fernandes, mas também é sabido que teve mais do que tempo para colocar um desses pilotos nos seus Force India.

A polémica começou no final de semana do GP da Grã-Bretanha, quando Mallya afirmou não compreender o fato de porque é que Narain Karthikeyan e Karun Chandhok quererem competir em equipas do fundo da tabela como a Hispania e a Lotus. "[Tenho] muita pena dos atuais pilotos indianos na Fórmula 1, já que estão a conseguir lugares em equipas que claramente não conseguem competir. Se é isso que querem, pilotar apenas por pilotar um F1 e andar no fundo da grelha, não posso fazer nada quanto a isso".

Chandhok não perdeu muito tempo e respondeu no dia a seguir: "Penso que é um pouco triste que num momento o presidente da Autoridade Desportiva indiana esteja a falar do quanto fez pelos pilotos indianos e depois, no seguinte, critique os dois únicos pilotos indianos na Fórmula 1", começou por referir à Agência Reuters.

E continuou: "Se vão criticar as pessoas, ao menos que o façam com factos. Nunca tendo eu ou o Narain testado um dos carros da sua equipa, ele não tem todos os factos. Compreendo a necessidade de encontrar a próxima grande estrela indiana e uso a expressão 'próxima', não primeira, e a necessidade de criar mais pilotos indianos para a F1. Mas não vão conseguir encontrá-lo ao fazerem eventos em karts de aluguer com motores a quatro tempos em pistas de 400 metros feitas de cimento", acrescentou.

Já agora, o desaguisado entre Mallya e Chandhok tem algum tempo, mas começou com o pai de Chandhok, ex-piloto e dirigente da Federação Indiana de Automobilismo. De costas voltadas há mais de uma década, o filho sofre por tabela e é por isso que nunca foi considerado para ser piloto de testes da Force India, por exemplo.

Mas curiosamente, esta não é a primeira vez que há polémica entre a Team Lotus e a Force India. No ano passado, ambos tiveram processos em tribunal devido a alegadas cópias dos seus chassis, que foram desenhadas com a ajuda de Mike Gascoyne - ex-funcionário da Force India - e da Aerolab, firma que ajudou a desenhar o T128, o primeiro chassis da Lotus desde o seu regresso. O processo foi ganho pela Lotus e Tony Fernandes, que conseguiram provar que o chassis nada teve a ver com o da outra equipa.

Em suma, este pode ser mais um episódio nesta guerra lateral entre dois "indianos", mas que dá umas linhas na imprensa, dá. Afinal de contas, são os egos orgulhosos de um subcontinente que estão em jogo.

Já agora, de estas especulações para outras: o jornalista francês Christophe Malbranque, da TF1, falou esta tarde no seu Twitter que esta pode não ser a unica corrida de Chandhok em 2011: pode havar mais duas participações antes do GP da India, a 30 de outubro, onde ele estará ao volante do Lotus verde e amarelo. Quanto ao Trulli, pode estar em cima da mesa um contrato para 2012, desconhecendo-se se será como piloto titular...

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Hollywood no "paddock" da Formula 1

Entre as centenas de VIP's que passaram pelo "paddock" britânico, o mais importante deles todos foi o Principe Harry, terceiro na linha de sucessão do trono britânico, esteve o realizador americano Ron Howard. Esta foto foi tirada na boxe da Team Lotus, ao lado do seu proprietário, Tony Fernandes.

Sabendo-se que Howard aparentemente assinou a realização de um filme sobre Niki Lauda e James Hunt, e também soube, via Adam Cooper no seu Twitter, que andou no "paddock" o habitual argumentista dos filmes de Ron Howard, parece que as noticias sobre tal filme são para ser levados a sério. Resta saber, claro, quando é que se vai dar "o passo em frente", pois há quem se lembra das constantes e bem publicitadas visitas de Sylverster Stallone ao "paddock" em meados da década de 90, para depois ele decidir fazer um filme sobre a CART, com os resultados que todos nós conhecemos...

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Os dias dificeis da Proton-Genii-Renault, parte II

Ontem falei sobre o artigo do Autosport que refere as dificuldades que a Genii está a ter para sustentar a sua equipa de Formula 1, que apesar dos seus resultados, não consegue arranjar mais dinheiro para pagar as contas, e vê-se a braços com mais dificuldades, especialmente depois da decisão dos tribunais britânicos no caso Lotus vs Lotus, que foi favorável a Tony Fernandes.

Agora e á vez do Joe Saward dedicar mais algumas linhas sobre o caso, mas mais no campo de o que está a acontecer no capitulo da Proton, do Dany Bahar, e de Tony Fernandes, com a parte da Genii dedicada mais às possibilidades de um novo investidor, o Vladimir Antonov, poder ficar com uma parte do esquema, caso Gerard Lopez falhe alguma tranche do negócio...

Primeiro que tudo: parece que Dany Bahar escorregou mais uma vez na casca da banana. Aparentemente, ele sugeriu que a Lotus deveria ligar-se a uma marca global de automóveis, como fazem atualmente a Ferrari e a Porsche. Ora, isso não agradou nem um pouquinho à Proton, que basicamente está a pagar o sonho megalómano de Bahar, e agora está a braços com o que fazer depois da decisão do tribunal britânico relativo ao nome Lotus. Puxou as orelhas a Bahar e este colocou uma declaração à imprensa afirmando que as suas declarações foram mal interpretadas... pela imprensa.

"Estou feliz por confirmar o compromisso com a Proton para conseguirmos levar por diante o nosso planos de cinco anos para colocar a Lotus de volta aos lucros. Apesar de terem sido noticiados certos rumores de que estamos procurando novos parceiros para o futuro, estou contente por afirma que esse não é o caso. Temos uma relação incrivel com a Proton, que nos apoia a cem por cento, o que é importante quando enfrentamos desafios de monta como o nosso. Esta é uma relação de beneficio mútuo, e denonstra até que ponto estamos juntos nesta aventura.", afirmou a direcção da Lotus em comunicado. Enfim, conversa para boi dormir.

Como disse da outra vez, a Proton - leia-se, o governo malaio - não deve estar muito disposta a colocar mais dinheiro na sua equipa de Formula 1, dado que o seu objetivo, que era o de publicitar a marca Lotus, já se tornou em algo inutil, porque o tribunal reconheceu a Tony Fernandes o direito de usar esse nome, e também reconheceu aquilo que a História tinha contado: que Colin Chapman sempre separou o departamento comercial do departamento de competição, e que a familia vendeu esse departamento no final de 1990 a Peter Collins e a Peter Wright, que depois os venceram a David Hunt, no final de 1994, antes de o vender a Tony Fernandes, em 2010.

Agora falam-se em duas alternativas. A primeira é de convencer Fernandes a vender os seus direitos à Proton-Genii, mas isso está fora de questão, para ser honesto, e a segunda, mais viável, seria vender a marca para Fernandes - uma parte maioritária, diga-se - por um valor razoável. Não daria para fundir as duas equipas de Formula 1, pois são autónomas, e na Renault-Genii, ela é um mero patrocinador, mas se calhar daria para recuperar o dinheiro investido e correr com Bahar, pois agora a Proton vê que ele causa mais mal do que bem.

Quanto à Genii... falei ontem que Ecclestone anda à procura de um investidor alternativo. Um deles, que falei há uns tempos, é o russo nascido uzbeque Vladimir Antonov, o dono da Snoras Bank, um dos donos da Spyker e que comprou no ano passado a Saab. Adora automobilismo, mas parece que está mais virado para os ralis do que para as pistas, dado que anda a planear recolocar a marca sueca na ribalta, depois de ter andado por lá nos anos 70. Ainda são rumores, e eles parecem ter esmorecido, mas com as dificuldades de Gerard Lopez em arranjar dinheiro, e como também ele pediu dinheiro emprestado à Snoras, pode ser que Antonov esteja à espera que o fruto caia de maduro. Quem sabe...

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Sobre a decisão do caso Lotus vs Lotus

O resultado desta tarde na corte britânica do caso "Lotus vs Lotus" era aquele que esperava desde o inicio, pelo historial e pelos exemplos anteriores, referidos longamente durante os ultimos meses. Esta tarde, a revindicação de Tony Fernandes para ter os direitos ao nome "Team Lotus" foi reconhecida no tribunal de Londres.

Uma decisão que naturalmente foi festejada nos lados de Hingham: "A Team Lotus está muito satisfeita que o caso de tribunal respeitante aos direitos de utilização do nome 'Team Lotus' tenha tido uma conclusão positiva e a equipa poderá agora concentrar-se no seu desafio a longo termo para honrar essa designação. A decisão confirma que a Team Lotus é a verdadeira proprietária do nome Team Lotus e do seu ícone redondo, estabelecendo judicialmente que a equipa malaia é a verdadeira herdeira da Team Lotus", refere um comunicado emitido pouco depois pela formação britânica.

"Estamos muito satisfeitos que tenha ficado claro que somos os reais detentores da Team Lotus. Sempre estivemos confiantes de que as provas factuais que apresentámos levariam a esta decisão e o julgamento de hoje confirmou essa crença", referiu Tony Fernandes, diretor da equipa.

A decisão revelou que a história estava do lado de Fernandes. Que o Group Lotus, quando vendeu a equipa de Formula 1, a Team Lotus, a Peter Collins e a Peter Wright, no final de 1990, tinha realmente abdicado dos direitos sobre o nome. E que a decisão de Colin Chapman, nos seus primeiros tempos de funcionamento da Lotus, de separar a divisão de competição da divisão automóvel, era mais do que válida. Logo, a pessoa que tem os direitos sobre o nome "Team Lotus" pode fazer o que quiser e bem entender com ela, pois não pertence à Group Lotus, que por sua vez pertence à Proton.

Há pessoas que dizem que a decisão foi uma espécie de empate, pois o Group Lotus tem o direito de patrocinar a Renault, colocando o seu nome na carenagem do carro. É certo, mas oficialmente, continuará a ser Renault e não Lotus Renault, como alguns querem pintar. Essa ideia dos carros terem o nome do patrocinador não existe, para ser franco. Seria como chamar os Lotus de John Player Special, os McLaren de Marlboro, os Ligier de Gitanes ou a Williams de Saudia. Os carros na Formula 1 são identificados pelo seu fabricante de chassis e nunca pelo patrocinador. Só quando o patrocinador terá esse direito quando comprar a equipa e fabricar o chassis, como fez a Benetton, no passado, e a Red Bull, mais recentemente.

Em suma, clarificou a situação? Claro que sim. Se isso poderá significar que num futuro próximo ambas as partes poderão conversar e resolver este imbróglio? Isso depende de ambas as partes. Tony Fernandes ganhou a legitimidade que queria e sai bem deste caso.

Quanto à Proton, Dany Bahar e o Grupo Lotus, eventualmente as coisas sairam mal desta vez, pois apostavam muito no prestigio do nome na Formula 1, numa campanha agressiva de publicidade no automobilismo (GP2, GP3, Indy Car Series e Le Mans Series no futuro) e numa megalomania destes, o mal feito de inicio tarde ou nunca se corrige. Não ficaria admirado se o balão nessa Lotus rebentar dentro em breve e descobrirmos a extensão dos estragos... mas por agora, querem apelar do caso. Não sei para quê, só se for num tribunal libio ou iraniano.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Noticias: Tony Fernandes confirma aquisição da Caterham

Já se falava desde a semana passada, e esta manhã confirmou-se: Tony Fernandes, o dono da Team Lotus, adquiriu a Caterham por uma soma não revelada. A marca britânica, que tem como modelo o Seven - que curiosamente é um modelo Lotus, cujos direitos o seu fundador adquiriu em 1973 a Colin Chapman - irá servir para "expandir o perfil da sua marca e a sua família de produtos", como dizem no seu comunicado de imprensa.

"A Caterham tem um lugar único no coração do mundo motorizado. Sendo orgulhosamente britânica, tem um reputação invejável e imaculada na indústria da performance, comportamento e excelência de engenharia. A Caterham Cars manteve-se totalmente fiel à filosofia de Colin Chapman de 'menos é mais' e o ADN do Seven original ainda pode ser identificado nas novas ofertas de produtos da Caterham", referiu Tony Fernandes, diretor da Team Lotus.

"A Caterham já é um sucesso de vendas na Europa, Japão, Austrália e no Médio Oriente e, sob a liderança da atual equipa diretiva, temos agora todos os ingredientes e plataforma de lançamento para evoluir ainda mais esse espírito e levar a Caterham para novos e excitantes horizontes com produtos inovadores e maior exposição global", acrescentou.

Agora, se ele irá usar esta aquisição para mudar o nome para "Team Caterham" caso ele perca o caso em tribunal, pelas suas declarações à imprensa, ele admite que seria um bom "plano B", mas deixa claro que não acredita nisso. "A motivação vem de muitos lugares, e muita dessa motivação nos últimos tempos veio do Grupo Lotus, que deu o seu melhor para nos destruir. Portanto, arranjamos motivação de diferentes maneiras", afirmou em declarações captadas por Keith Collantine, do F1 Fanatic. Contudo, Fernandes decidiu alterar o nome da sua equipa na GP2 para Team AirAsia Caterham...

Ontem andava a ler sobre este assunto no blog do Joe Saward, e falava que a ideia da aquisição da Caterham é a de providenciar um carro desportivo barato aos asiáticos. Fernandes achava que a Lotus seria o lugar ideal, devido ao fato de fabricarem carros baratos e rápidos, ideais para uma classe média asiática que se está a expandir rapidamente na China, Malásia, Tailândia, Coreia do Sul... etc. E com essa classe média a adquirir um enorme poder de compra, a venda de carros desse tipo, a preços acessiveis, Fernandes não pode menosprezar essa tendência.

E depois, claro, isto pode ser encarado como uma oportunidade de mostrar ao governo malaio, à Proton e a Lotus - e claro, Dany Bahar - a razão pelo qual é considerado como um dos melhores empresários do continente asiático. O homem que comprou a Air Asia "por um ringgitt" em 2001 e a transformou num dos gigantes regionais, graças aos seus voos de baixo custo, e por consequência a tornou enormemente lucrativa, quer provavelmente mostrar que pode fazer a mesma coisa com a Caterham. E era aquilo que queria fazer com a Lotus, se o governo malaio não fosse teimoso e não tivesse sido hipnotizado pelos planos loucos de Dany Bahar, um nome que causa anticorpos no meio automóvel.

O Grupo Lotus deve estar a torcer para que se contrarie a lógica ou que Fernandes desista das suas pretensões, porque aparentemente, as coisas estão negras para os lados deles. É que caso no final do outro mês a sentença lhes seja desfavorável, o tribunal pode obrigar a Renault/Genii/Proton a mudar de cor do seu bólido..

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Rumor do dia: Tony Fernandes pode comprar Caterham?

O rumor surgiu esta tarde na Autosport britânica: Tony Fernandes poderá estar a negociar a aquisição do construtor britânico de automóveis Caterham, famoso pelos seus modelos "kit-car" baseados... no Lotus Seven, que o seu fundador, Graham Nearn, adquiriu a Colin Chapman em 1973. Segundo a publicação, a imprensa foi convidada para um evento no inicio da semana que vêm para "um anuncio incrivelmente excitante acerca do futuro da equipa" no aeródromo de Duxfield.

Entretanto, esta noticia surge numa altura em que o processo em tribunal que opõe a Team Lotus à Lotus Group, ou se quiserem, entre Tony Fernandes e a Proton e Dany Bahar, poderá ter a leitura da sentença adiada por mais algumas semanas. Falava-se inicialmente que a 27 de abril essa sentença seria pronunciada no tribunal de Londres, mas agora rumores falam que esta poderá ter de ser adiada.

Contudo, temos que ver esta noticia de certa forma. A revista britânica apoia a Lotus Cars e Dany Bahar e eles afirmam que isto pode ser uma forma de Fernandes ter um "plano B" caso a decisão do tribunal não seja favorável às suas pretensões. Pelo que as coisas vão, é pouco provável que aconteça, dado que a reputação de Dany Bahar anda pelas ruas da amargura. Para além disso, surgem noticias de que está a ser cada vez mais dificil para a Proton e a Lotus Group arranjar financiamento...