Mostrar mensagens com a etiqueta Apostas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Apostas. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

No Nobres do Grid deste mês...


No inicio de 1968 - já fez meio século - a então CSI, Comission Sportive International, a antecessora da FIA decidiu abolir a obrigatoriedade das equipas de Formula 1 terem pintadas as cores nacionais nos seus carros. Colin Chapman viu nisso uma oportunidade e telefonou à Imperial Tobacco, onde rapidamente conseguiu um acordo que valeu cem mil libras na altura, para pintar os seus carros de vermelho, branco e dourado, as cores da Gold Leaf. Só que não tinha sido o primeiro, pois os sul-africanos da Gunston tiveram a ideia e pintaram os seus carros de castanho e laranja, as cores da marca.

Conto esta pequena história porque, no meio das noticias que pareceram durante o fim de semana do GP de Singapura, a meio deste mês, surgiu uma onde a Liberty Media assinou um acordo com Interregional Sports Group para expandir a oferta de apostas da categoria, aproximando-a do futebol e do ténis. Basicamente, é abrir a Formula 1 aos sites de apostas online, desde a Ladbrokes até à Betclic, passando por outras como a William Hill, espalhadas um pouco por todo o mundo, desde a Grã-Bretanha até ao Extremo Oriente. 

O valor do acordo? Aproximadamente cem milhões de libras. 

(...)

Agora, este acordo com a  Interregional Sports Group vai fazer com que sublicencie os direitos a parceiros regionais seus, e vai contar com a Sportradar Integrity Services, que é a empresa líder em soluções de integridade para federações, clubes, autoridades de estado, e vai fazer com que isto corra sobre rodas, combatendo jogos combinados relacionados com apostas, por exemplo.

Mas quem conhece bem este mundo, sabe que mais cedo ou mais tarde, as equipas vão querer patrocínios dessa área. Basta ver no futebol: quase todas as equipas da liga inglesa são patrocinadas por sites de apostas. E a mesma coisa se vê um pouco por toda a Europa. Com maior ou menor regulamentação, as casa de apostas desportivas e chegaram e vieram para ficar. Logo, ter na Formula 1 iria ter de acontecer.  (...)

Como aconteceu no futebol, a Formula 1 irá abraçar as apostas desportivas. Se antes, era algo discreto, agora praticamente está a convidá-los a patrocinarem equipas, como tem feito agora com outras modalidades, como no futebol. A ideia é não só fazer com que os fãs apostem no seu piloto favorito, mas que parte das receitas caiam na FOM, que por sua vez, distribua pelas equipas. E as equipas, se quiserem, poderão ceder espaço nos seus carros a casas de apostas desportivas, de uma certa maneira, tornando-se aquilo que foram as tabaqueiras entre os anos 70 e o inicio do século XXI.

Tudo isto e muito mais pode ser lido este mês no Nobres do Grid

domingo, 12 de maio de 2013

Demorou, mas a aposta foi paga

Quando Richard Branson decidiu em 2010 que iria ter uma equipa de Formula 1, o patrão da - entre muitas outras coisas - Virgin Airways, iria ter como rival outro dono de uma companhia aérea: o malaio Tony Fernandes, dono da - entre muitas outras coisas - Air Asia, e que iria trazer de volta o nome da Lotus. E ambos os multimilionários tinham feito uma aposta: quem perdesse, iria vestir-se de hospedeira na companhia rival num vôo comercial. 

Resultado final: a Lotus (agora Caterham) bateu a Virgin e Branson teria de se vestir de hospedeira. Só que mais de dois anos depois é que Branson cumpriu a promessa. Num vôo de seis horas entre Perth, na Austrália, e Kuala Lumpur, na Malásia, Banson apresentou-se de salto alto, pernas raspadas e batôm nos lábios. E como hospedeira não foi lá muito convincente, pois entornou uma bandeja para cima do seu patrão, que ia no avião.

Resultado final: Tony Fernandes declarou depois de quase seis horas de voo que as habilidades de Branson eram "um lixo" e que iria ser "sumariamente demitido naquele momento". Mas isso não impediu que que se passasse uma tarde divertida, e a promessa foi cumprida.


terça-feira, 16 de novembro de 2010

Aposta perdida, aposta cumprida

Tony Fernandes e Richard Branson tem carreiras paralelas. Fernandes até é chamado de "Branson da Ásia" pelo seu estilo semelhante, e este ano ambos se aventuraram na Formula 1. Sendo rivais, dão-se bem, e embora ambos não tivessem marcado pontos, foi a Lotus que ficou melhor classificada no campeonato dos novatos, conseguindo a almejada décima posição, logo, mais dinheiro da FOM e transporte de graça.

No inicio do ano, Branson desafiou Fernandes a uma aposta. Quem ficasse melhor classificado, o perdedor disfarçar-se-ia de... hospedeira da sua companhia rival. Fernandes ganhou, Branson perdeu, e assim, vai ser o inglês que se irá disfarçar num vôo da Air Asia entre Kuala Lumpur a Londres, com fins solidários, em data a determinar.

Vai ser algo divertido de se ver, confesso...

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

5ª Coluna: uma boa razão para punir a Ferrari

Agora que fomos de férias e este fim de semana tivemos o Grande Prémio da Bélgica de Fórmula 1, no lendário circuito de Spa-Francorchamps, vamos continuar em frente para a próxima corrida que é o Grande Prêmio da Itália, que irá ocorrer noutro mítico circuito: Monza. Mas antes da corrida italiana, existe uma questão que deve ser tratada logo que possível, que são as ordens de equipa que a Ferrari deu no Grande Prêmio da Alemanha, permitindo a vitória de Fernando Alonso, às custas de Felipe Massa.

Pessoalmente, considero que a Ferrari deve ser punido pura e simplemsnte com a desclassificação dos seus pilotos, e a Scuderia, em particular. Existem regras que devem ser cumpridas por todas as equipas, e como existe uma regra que proíbe ordens de equipe, proibição essa que foi violada pela Ferrari, a Scuderia deveria ser sancionada com uma pena adequada a tal violação.

É verdade que muitos dos apoiantes da Ferrari argumentam que outras equipas como McLaren e Red Bull, aparentemente deram ordens de equipa de forma encapotada, e segundo eles, também devem ser punidos. Ou então, que a FIA não castigasse para além da multa aplicada logo na altura, que foi de cem mil dólares. Muitos acreditam que não vai passar disso porque o preidente da FIA é agora Jean Todt, que como sabem foi um funcionário da escuderia por mais de quinze anos. Para mim, vamos ser honestos, são desculpas de alguém que cometeu o erro de fazer tudo às claras.

Contudo, nesta última semana, um amigo meu, o Mike Vlcek, do Formula UK, me mostrou um artigo escrito por Mike Lawrence, do sitio britânico Pitpass (http://www.pitpass.com) falando sobre uma outra razão, mais obscura e um pouco negligenciada por agora: o jogo ilegal. A idéia de "race fixing", isto é, distorcer os resultados das corridas para enriquecer alguns sindicatos do crime asiático, é algo que pode ser muito perigoso. E estamos a falar de cadáveres na rua...

O desporto teve sempre os seus perigos ao "fairplay" e à veracidade dos seus resultados. O "doping" é mais conhecido, e quem conhece bem o desporto, tem conhecimnento dos diversos escândalos que abalaram algumas modalidades como o atletismo, futebol e o ciclismo. Nomes como Ben Johnson, Diego Maradona, Marion Jones ou Marco Pantani ficaram para a história como nomes malditos, cujos recordes foram para sempre riscados dos livros e as suas medalhas retiradas. Alguns até pagaram com a vida, no caso de Pantani.

Mas na Formula 1 não existe o "doping". Pilotos que precisam de estar permanentemente concentrados, a dar 110 por cento, não precisam de drogas estimulantes, apesar de, não há muito tempo, se ouvirem rumores de pilotos a tomarem cocaína para estarem em permanente alerta. Rumores que nunca se confirmaram, embora se conheça a história de Thomas Enge, que em 2002, creio eu, perdeu o título de Formula 3000 porque foi apanhado nas malhas do doping. A razão? Detectaram “cannabis” no sangue. Quem conhece a composição desta droga sabe que conto esta história como exemplo cómico, pois os canabinoides são substâncias entorpecedoras...

O jogo é diferente. Existem casas de apostas, é normal e legal, e nos últimos anos vimos o surgimento de casas de apostas um pouco por toda a Europa como Betclic e BWin. Mas o seu negócio é essencialmente futebol, e sobretudo nas Ilhas Britânicas, as apostas são uma instituição. Ali, qualquer um pode apostar o que quiser, desde a cor das cuecas que Sir Alex Ferguson irá usar no jogo contra o Chelsea, até à identidade verdadeira do The Stig, o misterioso piloto de testes do programa britânico Top Gear. Bom, agora só se for o próximo...

Eis um excerto do texto em questão:

Porque é que estou preocupado com o jogo? Tive o conhecimento de uma pessoa que está a fazer uma tese de doutoramento na Universidade de Oxford, e do qual tive acesso a alguns excertos. Sendo um doutoramento, estamos a falar de verdadeiro trabalho cientifico, feito por alguém maduro e não um jovem inconsciente de 21 anos.

A pesquisa centra-se, não nas casas de apostas de High Street, mas sim em verdadeiros sindicatos do crime e na maneira como corromperam o desporto. Apesar de não poder dizer nomes, lugares e casos específicos, estamos a falar de assassinatos por encomenda, por exemplo. As apostas são enormes e eles apostam em tudo, não só em quem vence e por quanto. Pode-se falar em algo incrível como qual seria o piloto da Virgin que irá bater o seu companheiro de equipa, e por quanto. E como as apostas são enormes, os subornos podem acontecer. Já houve investigações de suborno e resultados falseados no futebol, cricket, rugby e snooker.

Caso a WMSC (World Motor Sport Council) não decida punir severamente a Ferrari pelo seu resultado arranjado na Alemanha, estes sindicatos do crime poderão avançar para a Formula 1, se é que já lá não estão. Não estão interessados no desporto em si, mas sim na incerteza, na vertigem de cada aposta. O dinheiro envolvido, para além de ser enorme, vem frequentemente de locais como o Afeganistão, onde é usado como lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de ópio”.

Claro, isto pode ser lido de forma alarmista, mas quando o alarme passar, verificamos que o essencial está lá: as regras existem para ser cumpridas. E tem de ser cumpridas, sob pena de estarmos a dar uma mensagem ao exterior semelhante à frase de George Orwell no livro “Triunfo dos Porcos”: que uns são mais iguais do que outros. E se Jean Todt e o Conselho Mundial da FIA mandarem tal mensagem para fora, podem estar a atrair à Formula 1 elementos altamente indesejáveis, que poderão prejudicar irreversivelmente este desporto.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Eis uma hipótese interessante

Falamos bastante durante o dia de ontem sobre o "Crashgate" e aplaudimos (ou não) a sua sentença. Julgamos que sabemos a razão pela qual Flávio Briatore ordenou uma decisão tão pouco desportiva (para ser mais meigo) sobre Nelson Piquet Jr. e até alguns de nós acham que o ideal seria que todos fossem expulsos para sempre, Renault incluida. Mas hoje li uma hipótese não tão disparatada assim, a julgar pela zona do globo e pelo perfil de Briatore: que isto tudo foi uma combinação... vinda das casas de apostas asiáticas. Quem o defende é Domingos Piedade, actual presidente do Autódromo do Estoril e antigo manager de pilotos.


Falando na edição de hoje do jornal "Público", Domingos Piedade referiu que as duas unicas vitórias da Renault e de Fernando Alonso em 2008 foram em paises asiáticos (Singapura e Japão). Coincidência ou não, o piloto espanhol partiu em posições bem atrás na grelha, logo, uma vitória do espanhol em ambas as corridas seria improvável. A ideia de apostas na China ganha força, por serem lucrativas... e ilegais. Para além de serem combinadas e controladas pelas tríades chinesas, verdadeiros sindicatos do crime organizado. Se é verdadeiro ou não, desconheço. Mas o facto de hoje, a Premier League ter pedido detalhes da sentença da FIA sobre Flávio Briatore, para lançar a sua própria investigação, é sintomático de que podem haver suspeitas sobre um dos actuais proprietários do Queens Park Rangers. A ser provado, pode significar o banimento puro e simples do futebol.

António Vasconcelos Tavares, representante português na FIA, que participou ontem na reunião do Conselho Mundial, admite que a viciação de apostas é um cenário "possível", mas frisa que a investigação por parte da FIA se limitou "ao âmbito desportivo", vincando ainda que a comprovação do cenário da viciação de apostas "exigiria uma investigação judicial" - algo que, até ontem, não foi pedido, nem pela FIA nem pelas restantes equipas que participaram no Mundial de 2008.



Não ficaria nada admirado que este caso tenha mais capítulos, pelo menos no caso do Briatore. O passado dele comprova-o...

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Uma aposta a longo prazo

Há dez anos atrás, alguém chegou à casa de apostas britânica Ladbrokes, e apostou 100 libras em como um jovem de 13 anos, que corria de kart, fosse campeão do mundo de Formula 1 antes do seu 25º aniversário. Nessa altura, as hipóteses eram de 500 para 1.



Apostou ainda mais cinquenta libras numa dupla em como ele não só ganharia o título mundial, como ganharia o seu primeiro Grande Prémio antes dos 23 anos de idade. Esse senhor apostou num nome: Lewis Hamilton.

Pois bem, a sua aposta deu sucesso, e ganhou ao todo 200 mil libras. Quem foi o sortudo, com uma aposta tão certeira? Não se sabe, pois a casa de apostas afirmou que esse senhor (ou senhora) desejou manter o seu anonimato. Esta noticia está no Blog do Massi, e aceitam-se apostas...