Havia receios de que o fim de semana madrileno fosse caótico, mas na realidade, os pilotos de formula 1 portaram-se bem na sexta e no sábado. Mas agora é domingo, está calor - pelo menos 30ºC, e 54.2ºC na superfície do asfalto - e claro, este é o teste principal. Sim, na semana passada, em Monza, também correram debaixo de calor, mas esta não é uma pista rápida: é uma pista parcialmente citadina, e os muros estão muito mais perto da trajetória dos carros, e o perigo está mais à espreita.
Na hora anterior, soube-se das escolhas na partida: Norris e Antonelli calçam médios, Max e Hamilton começam com moles, Leclerc, Russell, Piastri e Lawson começam com os pneus brancos, representando os duros. Todos usaram todos os tipos, o que abre mais um interesse que aqueles de uma nova pista e de umas boxes muito longas: eles perderão 24 segundos dentro dele, para entrar e sair.
E mais atrás, Ollie Bearman começa das boxes.
Algumas voltas depois, na quarta passagem pela meta, Max deixou ser passado por Antonelli e Hamilton para que evitasse ser penalizado com cinco segundos. Contudo, pouco depois, ele voltou a passar Hamilton, que por sua vez, teve de deixar passar Leclerc, aparentemente porque tinha problemas de travões. Na sexta volta, ele saiu de frente na travagem para a curva 20, para além de ter um furo, e caía na classificação geral. Arrastando para as boxes por mais uma volta, tornava-se na primeira desistência do dia.
Por esta altura, Norris já tinha quatro segundos sobre Antonelli, que por sua vez, tinha quatro segundos de vantagem sobre Max Verstappen. Russell era quinto, e afastava-se do Alpine de Franco Colapinto, cerca de oito segundos no final da oitava volta. Aliás, o piloto argentino aguentava o resto do pelotão, com Liam Lawson a querer passá-lo para poder se afastar dele. O neozelandês só conseguiu isso na décima volta.
Antonelli, com os duros novos, ia tentar buscar o monegasco da Ferrari, e estava a cerca de um segundo do líder. Os dois tinha mais de sete segundos de vantagem sobre Max, o terceiro, e o neerlandês tinha 2,5 segundos de vantagem sobre George Russell, o quarto classificado. A partir daqui, a corrida ficou estabilizada, pois Antonelli não conseguia apanhar Charles Lelcerc. Aliás, o piloto da Mercedes estava a deixar escapar o da Ferrari.
George Russell foi às boxes na volta 29, cerca da metade da corrida, para colocar médios. Voltou na pista em sexto, esperando que estes pneus sejam suficientemente eficazes para poder recuperar o lugar. Cinco voltas depois, na 34, Sérgio Perez arrastou o seu Cadillac para as boxes para ser a terceira retirada da corrida.
Com o passar das voltas, via-se que os pneus duros resistiam bem às condições de corrida, com Leclerc a manter o mesmo jogo de pneus desde o inicio da prova, com Norris, em quarto, a fazer a volta mais rápida, e a menos de dez segundos da liderança. E ele, com os duros, pode ficar na pista até ao final, pois já tinha feito a sua paragem nas boxes. Leclerc, por exemplo, ainda não tinha feito, e arriscava ficar fora do pódio.
Mas na frente, estavam quatro pilotos de quatro equipas diferentes, com menos de três segundos entre eles. A aproximação existia, mas ninguém conseguia ficar perto o suficiente para uma ultrapassagem.
Leclerc foi, por fim, às boxes, na volta 49. regressava à pista em quarto, com moles. Provavelmente é para ver se fica com a volta mais rápida da corrida, porque para o resto... ele estava a 25 segundos de um pódio e 29 de uma vitória. Para que o piloto da Ferrari conseguisse isso, só mesmo um milagre.
Agora na frente, Antonelli aguentava Max, que por sua vez, era pressionado por Norris. Mas nas voltas finais, o italiano afastava-se de Max e Norris para, assim, poder ser o primeiro vencedor do Madring, no regresso da Formula 1 à capital, e claro, conseguindo alargar a sua liderança. Mas Max não se livrou de um susto quando a duas voltas do final, Norris tentou passá-lo na curva 5, sem sucesso.





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