Mas mais do que isso, Interlagos, que está agora num dos cantos dessa megapole chamada São Paulo, o maior da América Latina, tornou-se num lugar fantástico para os corações dos fãs, não só pela sua história - começou a receber a Formula 1 em 1973, e esteve dez anos fora, até regressar, em 1990. Porque falo disso? Porque o contrato foi alargado por mais uma década, até 2035.
Mas, se no sábado foi uma carga de água, neste domingo, a chuva é mais equilibrada. A pista estava molhada, mas na hora anterior à corrida, esta parou. O asfalto estava molhado, e não iria secar na hora de partida, logo, todos os pilotos iriam colocar intermédios, a não ser que alguém fosse ousado e tirasse algum coelho da cartola. Felizmente, ninguém teve uma ideia louca.
No meio disto tudo, Rubens Barrichello deu uma volta em Interlagos no seu Williams de 2011, quinze anos depois da sua última corrida, para ver se tinha a despedida que não topou na altura. Foi emocionante, e divertido.
E as coisas começavam bem: quando ia para a grelha, Kimi Antonelli perdeu a zona de travagem e acabou a deslizar para a relva. Aparentemente, irá ser uma corrida muito interessante... quem iria partir das boxes era o Cadillac de Valtteri Bottas, depois de ter conseguido um lugar na 17ª posição.
Max passou Hamilton a caminho da volta 4, com o piloto da Red Bull a ser nono, enquanto Antonelli começava a distanciar-se de Lawson. O neerlandês parecia estar numa corrida à parte, passando Piastri, depois Albon, para ser sétimo na volta 6 e a ir atrás do Audi de Nico Hulkenberg.
Na frente, Norris pressionava Lawson para ver se ficava com o segundo posto, e conseguiu-o na volta 7, seguido por Hadjar, numa altura em que a pista começava a secar e os intermédios começavam a ser menos eficazes. Enquanto isso não acontecia, Max passou Hulkenberg para ser sexto, e ia atrás de Liam Lawson. Em contraste, Hamilton não saía de 11º.
Aliás, Hamilton parecia estar com problemas nos pneus, que pareciam não ser eficazes. Ele caiu na classificação, passado primeiro por Leclerc, depois por Fernando Alonso. Ele pediu para trocar por slicks, mas as boxes negaram esse pedido.
Na frente, Antonelli foi-se embora, com Norris e Russell a lutarem por segundo, e os pilotos da Red Bull logo atrás, com Hadjar na frente de Max, numa altura em que os pneus começavam a ser ineficazes, por causa do asfalto, que começava a secar. Hamilton e Sainz foram às boxes na volta 14, com o piloto da Ferrari a colocar slicks moles, o primeiro a ter. Sainz faz a mesma coisa, também coloca slicks, e moles. Albon ia a seguir, também para colocar slicks. Uma altura arriscada, de certa forma, mas se compensasse...
A situação era esta: havia uma linha seca, mas o final do S de Senna ainda estava molhado, e os pilotos tinham de ser cautelosos, caso contrário, despistar-se-iam e a sua corrida acabaria ali. Com a poeira a assentar, agora Antonelli era pressionado por Norris pela liderança. Mas na entrada da volta 20, Norris foi para a liderança por causa do despiste de Antonelli na travagem para a curva 1. Ele continuou, mas o temo perdido foi suficiente para ter Isack Hadjar na sua traseira, e Max, não muito longe. Pouco depois, foi passado por Hadjar, que agora, era segundo.
Antonelli parecia ter algo com o seu carro, especialmente quando travava na curva 1, ao ponto de Max o ter passado na volta 24, acabando em quarto e fora do pódio. Pouco depois, Hamilton era décimo, entrando por fim nos pontos, e por essa altura, havia avisos de que poderia recomeçar a chover em cerca de 15 voltas. A ver.
Russell passou Hulkenberg na volta 31, para ser sétimo, numa altura em que Norris tinha uma vantagem de quase cinco segundos sobre Isack Hadjar. Ele também tinha uma vantagem semelhante para Max, em terceiro, e ele estava cada vez mais longe de Kimi Antonelli, quarto, com uma vantagem superior a seis segundos. E na volta 32, Lance Stroll ia às boxes para conseguir... a sua 14ª desistência desta temporada. Parece que começa a ser comparado com Andrea de Cesaris e Rubens Barrichello...
Então, a partir da volta 50, começou a cair uma fina capa de chuva. Norris foi às boxes nessa volta, mas colocou slicks, regressando na quarta posição, deixando Hadjar na liderança. O britânico passou facilmente Oscar Piastri e foi atrás dos dois primeiros, esperando que parassem nas boxes e recuperasse a liderança. Hadjar foi às boxes na volta 51, regressando na quarta posição, deixando Antonelli no comando da corrida. Piastri parou na volta 52, e voltou à pista na quarta posição.
Antonelli foi às boxes na volta 53, e o comando foi entregue a Norris, que neste momento, tinha uma vantagem de 7,6 segundos sobre Max. nos céus, o cinzento começava a ficar negro e já avisavam que a parte final poderia ter mais chuva.
Antonelli, independentemente disso, perseguia Hadjar e queria o pódio, aproximando-se da traseira do piloto francês. O piloto da Red Bull aguentava-se mas era complicado. Porque a partir da volta 62, a pista estava a ficar cada vez mais molhada, e os pilotos pareciam que seria melhor colocar intermédios. Alonso foi o primeiro a chegar às boxes, e colocou intermédios, e foi o primeiro de muitos a irem às boxes, trocar de pneus. Russell, Norris, Verstappen, Hadjar, Hulkenberg, Lindblad, Piastri... todos colocaram intermédios, e o pneu começava a ser eficaz.
Russell parecia estar melhor que Antonelli e passou-o na volta 64, para ser quarto, e agora Max tinha onze voltas para apanhar Norris e acabar como vencedor. Mas não iria ser fácil.





