domingo, 8 de novembro de 2026

Formula 1 2026 - Ronda 20, Interlagos (Corrida)


Ao contrário de boa parte do calendário, especialmente na sua fase final, Interlagos é o segundo circuito mais antigo do calendário, batido apenas por Monza, que foi construído 18 anos antes da pista brasileira. 

Mas mais do que isso, Interlagos, que está agora num dos cantos dessa megapole chamada São Paulo, o maior da América Latina, tornou-se num lugar fantástico para os corações dos fãs, não só pela sua história - começou a receber a Formula 1 em 1973, e esteve dez anos fora, até regressar, em 1990. Porque falo disso? Porque o contrato foi alargado por mais uma década, até 2035.

Mas, se no sábado foi uma carga de água, neste domingo, a chuva é mais equilibrada. A pista estava molhada, mas na hora anterior à corrida, esta parou. O asfalto estava molhado, e não iria secar na hora de partida, logo, todos os pilotos iriam colocar intermédios, a não ser que alguém fosse ousado e tirasse algum coelho da cartola. Felizmente, ninguém teve uma ideia louca. 

No meio disto tudo, Rubens Barrichello deu uma volta em Interlagos no seu Williams de 2011, quinze anos depois da sua última corrida, para ver se tinha a despedida que não topou na altura. Foi emocionante, e divertido. 

E as coisas começavam bem: quando ia para a grelha, Kimi Antonelli perdeu a zona de travagem e acabou a deslizar para a relva. Aparentemente, irá ser uma corrida muito interessante... quem iria partir das boxes era o Cadillac de Valtteri Bottas, depois de ter conseguido um lugar na 17ª posição.


Chegada a hora da partida, Antonelli e Lawson passaram Norris e ficaram com as duas primeiras posições. Hamilton passou... onze carros nas primeiras curvas, e está no meio do pelotão. Lawson, entretanto, pressionou Antonelli para ver se ficava com a liderança, e no final da primeira volta, o italiano ficava na frente, a pouco mais de oito décimos do neozelandês. Entretanto, Max Verstappen já era 12º, duas posições atrás do britânico da Ferrari. Duas voltas depois, ambos os pilotos já estavam nos pontos: Hamilton nono, Max décimo. Em contraste, Leclerc não saía de 14º.

Max passou Hamilton a caminho da volta 4, com o piloto da Red Bull a ser nono, enquanto Antonelli começava a distanciar-se de Lawson. O neerlandês parecia estar numa corrida à parte, passando Piastri, depois Albon, para ser sétimo na volta 6 e a ir atrás do Audi de Nico Hulkenberg.

Na frente, Norris pressionava Lawson para ver se ficava com o segundo posto, e conseguiu-o na volta 7, seguido por Hadjar, numa altura em que a pista começava a secar e os intermédios começavam a ser menos eficazes. Enquanto isso não acontecia, Max passou Hulkenberg para ser sexto, e ia atrás de Liam Lawson. Em contraste, Hamilton não saía de 11º.

Aliás, Hamilton parecia estar com problemas nos pneus, que pareciam não ser eficazes. Ele caiu na classificação, passado primeiro por Leclerc, depois por Fernando Alonso. Ele pediu para trocar por slicks, mas as boxes negaram esse pedido.

Na frente, Antonelli foi-se embora, com Norris e Russell a lutarem por segundo, e os pilotos da Red Bull logo atrás, com Hadjar na frente de Max, numa altura em que os pneus começavam a ser ineficazes, por causa do asfalto, que começava a secar. Hamilton e Sainz foram às boxes na volta 14, com o piloto da Ferrari a colocar slicks moles, o primeiro a ter. Sainz faz a mesma coisa, também coloca slicks, e moles. Albon ia a seguir, também para colocar slicks. Uma altura arriscada, de certa forma, mas se compensasse...


Hamilton ia muito veloz e conseguia manter-se na pista, apesar de quase ter perdido o carro no S de Senna. Foi o suficiente para o pelotão ir às boxes, com as excepções de Antonelli e Max, que queriam ser mais prudentes. Mas na volta 18, na saída das boxes... Russell bateu. Pode andar, mas perdera posições. Mas isso não prejudicou, nem Antonelli, nem Max, para trocar para os slicks. 

A situação era esta: havia uma linha seca, mas o final do S de Senna ainda estava molhado, e os pilotos tinham de ser cautelosos, caso contrário, despistar-se-iam e a sua corrida acabaria ali. Com a poeira a assentar, agora Antonelli era pressionado por Norris pela liderança. Mas na entrada da volta 20, Norris foi para a liderança por causa do despiste de Antonelli na travagem para a curva 1. Ele continuou, mas o temo perdido foi suficiente para ter Isack Hadjar na sua traseira, e Max, não muito longe. Pouco depois, foi passado por Hadjar, que agora, era segundo.

Antonelli parecia ter algo com o seu carro, especialmente quando travava na curva 1, ao ponto de Max o ter passado na volta 24, acabando em quarto e fora do pódio. Pouco depois, Hamilton era décimo, entrando por fim nos pontos, e por essa altura, havia avisos de que poderia recomeçar a chover em cerca de 15 voltas. A ver.

Russell passou Hulkenberg na volta 31, para ser sétimo, numa altura em que Norris tinha uma vantagem de quase cinco segundos sobre Isack Hadjar. Ele também tinha uma vantagem semelhante para Max, em terceiro, e ele estava cada vez mais longe de Kimi Antonelli, quarto, com uma vantagem superior a seis segundos. E na volta 32, Lance Stroll ia às boxes para conseguir... a sua 14ª desistência desta temporada. Parece que começa a ser comparado com Andrea de Cesaris e Rubens Barrichello...


A meio da corrida, Max apanhou Hadjar e passou-o, ficando na segunda posição. Pouco depois, Hamilton ia às boxes pela segunda vez, colocando novamente pneus moles, e começou a andar veloz. Max foi nas boxes na volta 46, para colocar novo jogo de moles, e a voltar à pista em quinto. Hadjar era agora segundo, mas Antonelli parecia que tinha resolvido os seus problemas, e ia atrás do francês para tentar ficar com o segundo lugar. 

Então, a partir da volta 50, começou a cair uma fina capa de chuva. Norris foi às boxes nessa volta, mas colocou slicks, regressando na quarta posição, deixando Hadjar na liderança. O britânico passou facilmente Oscar Piastri e foi atrás dos dois primeiros, esperando que parassem nas boxes e recuperasse a liderança. Hadjar foi às boxes na volta 51, regressando na quarta posição, deixando Antonelli no comando da corrida. Piastri parou na volta 52, e voltou à pista na quarta posição. 

Antonelli foi às boxes na volta 53, e o comando foi entregue a Norris, que neste momento, tinha uma vantagem de 7,6 segundos sobre Max. nos céus, o cinzento começava a ficar negro e já avisavam que a parte final poderia ter mais chuva. 

Antonelli, independentemente disso, perseguia Hadjar e queria o pódio, aproximando-se da traseira do piloto francês. O piloto da Red Bull aguentava-se mas era complicado. Porque a partir da volta 62, a pista estava a ficar cada vez mais molhada, e os pilotos pareciam que seria melhor colocar intermédios. Alonso foi o primeiro a chegar às boxes, e colocou intermédios, e foi o primeiro de muitos a irem às boxes, trocar de pneus. Russell, Norris, Verstappen, Hadjar, Hulkenberg, Lindblad, Piastri... todos colocaram intermédios, e o pneu começava a ser eficaz. 

Russell parecia estar melhor que Antonelli e passou-o na volta 64, para ser quarto, e agora Max tinha onze voltas para apanhar Norris e acabar como vencedor. Mas não iria ser fácil.


Contudo, apesar da chuva cair com mais força, os pilotos conseguiram manter os seus carros na pista, e no final, Norris acabou por ficar com a sua terceira vitória no campeonato, seguidos pelos Red Bull de Max Verstappen e Isack Hadjar. Deixando os Mercedes de fora, com a quarta e quinta posição. Leclerc ficou com sexto posto, depois de passar Liam Lawson na penúltima volta. 

Youtube Motorsport Video: A terceira corrida da Formula 4 espanhola

A Formula 4 acabou esta manhã com a terceira corrida em Barcelona, depois de sete rondas triplas, que começou em Valência, nos dias 11 e 12 de abril, e acabou na pista catalã, depois de passagens por Aragon, Navarra, Jerez e Jarama, para além da ronda de Portimão, em junho. 

E depois das duas rondas de sábado, deixo aqui o video da terceira corrida, ao meio dia deste domingo.   

Formula 4: Nathan Tye vence a última corrida em Barcelona


O britânico Nathan Tye foi o vencedor na última corrida do ano, que aconteceu nesta manhã em Barcelona. Ele foi superior ao sueco Elliot Kasczinski e ao espanhol Nacho Tuñon, enquanto Noah Monteiro acabou na décima posição. 

A grelha foi estranha: o britânico Nathan Tye ficou com a pole-position, com o irlandês Daniel Kellerher a seu lado, com alguns dos candidatos a ficarem a meio do pelotão: o português Noah Monteiro e o polaco Borys Lyzen na sétima fila, na frente de Rocco Coronel, que partia de 14º.

Tye manteve o primeiro lugar na partida, mas Kelleher caiu para terceiro, enquanto Andrej Petrovic era quinto, defendendo-se de Tye Fisher e de Boris Lyzen, que subira para sétimo. Noah Monteiro subira pra décimo, enquanto Rocco Coronel caíra para 16º.

Contudo, pouco depois, o Safety Car é accionado por causa do despiste de Philippe Karras, que ficou na gravilha. Com algum tempo para tirar o carro do lugar perigoso onde está, o regresso aconteceu a 21 minutos do final da corrida. Mas durou pouco mais de um minuto, quando o Safety Car entrou de novo por causa do carro de Maria Germano Neto, que ficou parada na reta da meta. 

A corrida retomou logo a seguir, com Tye a afastar-se do resto do pelotão, liderado por Kasczinski, o espanhol Nacho Tuñon e o sérvio Andrej Petrovic. A corrida decorreu sem incidentes de maior até perto do final, quando o italiano Riccobono e o chinês Zhao se desentenderam na curva 1 e acabaram na gravilha, fazendo com que o Safety Car entrasse de novo. 

O Safety Car ficou na pista até à meta, e foi assim que acabou: Tye foi o vencedor, seguido de Kasczinski e Tuñon.