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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Apresentações 2012: Caterham CT-01

Já se sabia que a Caterham, de Tony Fernandes, iria ser a primeira a apresentar o seu carro, e que esta seria feita de forma invulgar: através de uma apresentação da revista F1 Racing de fevereiro. Aparentemente, esta aconteceria quando a revista chegasse às bancas, amanhã, quinta-feira, mas alguns dos que subscrevem por assinatura já receberam a revista e mostraram-na nas redes sociais. E as reações? Bom, são quase todas unânimes: parece o crocodilo da Lacoste.

Sim, o carro é feio, mas a Formula 1 não é um concurso de beleza. É um concurso de eficiência e à Caterham, como às restantes equipas, o objetivo é conseguir os seus primeiros pontos, e provavelmente, mais alguma coisa. É isso que Mike Gascoyne deve ter tido em mente quando desenhou o primeiro carro de Tony Fernandes na era pós-Lotus. E claro, os pilotos mantêm-se: Heiki Kovalainen e Jarno Trulli.

Agora... será que isto é um sinal do que aí vem? Aparentemente, pelo desenho que já vi do Ferrari, e dos avisos do "capo de tittui cappi", Luca di Montezemolo, parece que sim. E no inicio de fevereiro veremos os restantes projetos...

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Apresentações 2011: o Lotus T128

Hoje é um dia cheio: Team Lotus, Renault e Sauber mostram os seus carros de 2011 ao público, e amanhã haverá mais apresentações em Valencia, local dos primeiros testes do ano. Para começar, vou falar da primeira das apresentações, ocorrida em plena madrugada: Team Lotus. A apresentação foi virtual e feita através da Team Lotus notes, a nova revista da marca.

Contrariamente ao que se falava por aí, a equipa decidiu usar um nome de código semelhante ao chassis anterior, e o desde ano se chama de T128. Projetado por Mike Gascoyne, e agora com os motores Renault, é uma grande evolução em relação ao chassis anterior, e uma boa diferença é a sua entrada de ar, que copia o Mercedes W01, desenhado por Ross Brawn. Quanto à asa dianteira, esta é muito melhor trabalhada do que a anterior.

Com isto, Gascoyne está confiante que o T128 será uma grande evolução em relação ao anterior monolugar, razão pela qual a confiança da equipa é grande: "Este carro parece ser um carro de topo em todas as áreas. Dissemos muito claramente que queríamos começar a desafiar as equipas estabelecidas e penso que isso será alcançável", afirmou.

Quanto aos pilotos, está tudo na mesma: o italiano Jarno Trulli e o finlandês Heiki Kovalainen será a dupla de pilotos titulares, enquanto que o terceiro piloto será o brasileiro Luiz Razia, que irá pilotar o carro em pelo menos cinco fins de semana ao longo da temporada de 2011. As primeiras voltas em pista do T128 acontecerão na quarta-feira, em Valencia.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Noticias: Team Lotus decidiu ficar com o verde e amarelo

Quem acompanha os episódios da novela "Lotus vs Lotus", deve estar a par dos mais recentes capitulos. Este apareceu um novo episódio, parecendo não ser grande coisa, é importante na mesma. O jornalista britânico Adam Cooper entrevistou Tony Fernandes para a Autosport britânica para saber as últimas sobre polémica entre ele e a Proton e Lotus Cars. A grande novidade é que ele, Mike Gascoyne e Riad Asmat decidiram que a sua formação manterá a decoração verde e amarela com que se havia estreado esta época, considerando que seria "ridículo" existirem quatro carros com a mesma decoração.

"Não tenho qualquer problema com a existência de quatro Lotus na grelha de partida. Mas penso que seria ridículo se ambos mantivéssemos as cores peta e dourada e posso informar-vos que vamos mudar os nossos planos quanto ao esquema de cores. Declarámos que iríamos correr com as cores preto e dourado, mas não vou ser infantil e dizer que fomos os primeiros a apresentar esse plano e que por isso vamos mesmo fazê-lo. Eles pintaram o seu carro de preto e dourado e deixaram as suas intenções bem claras quanto a isso, por isso que seja assim", referiu.

Esta declaração veio dois dias depois de Mike Gascoyne ter dito no seu Twitter que mais de dois terços dos fãs da Lotus terem dito que perfeririam as cores que usaram na temporada de 2010. E francamente, acho que ambos, Gascoyne e Fernandes, fizeram uma boa escolha. Tenho um pouco de pena dos que se esforçaram para fazer desenhos no concurso que eles lançaram para fazer desenhos do "black & gold", porque apareceram desenhos muito bonitos e bem feitos, mas pessoalmente o "british racing green" com a faixa amarela tem mais a ver com a história da equipa.

E como Fernandes deseja ser o herdeiro da marca fundada por Colin Chapman, lutando nos tribunais britânicos pelos direitos da Team Lotus, contra a Lotus Cars de Dany Bahar. E depois, ele fala noutra boa razão para abandonarem a deciração negra e dourada: "Recebi mensagens de pessoas a sugerir que ao sermos pretos e dourados estaríamos a promover uma companhia de tabaco. Não estava ciente de que a JPS ainda se vendia no Reino Unido e noutras partes da Commonwealth. Precisamos dessa controvérsia? Não. E depois do anúncio da FIA de ontem acerca dos novos motores para 2013, que quer dizer que a Formula 1 está a ficar verde, que melhor cor do que o verde?", acrescentou.

Já em relação à decisão da Lotus Cars ter decidido apoiar uma outra equipa que não a Lotus Racing, Fernandes confessa que se sentiu "desapontado, pois originalmente tinhamos permissão de cinco anos para desenvolver uma equipa de Fórmula 1. Apareceram alguns comentários na imprensa malaia a dizer que a Proton estava desiludida com a nossa performance, que foi uma das razões pela qual desistiram. Não sei quem estaria a pensar que poderíamos estar na primeira metade da grelha ou mesmo na segunda metade no último ano, já que apenas ficámos garantidos em setembro [de 2009]".

"Mantenho a ideia de que fizemos um grande primeiro ano e penso que 99 por cento do paddock iria concordar dado a nossa origem. Fomos a melhor das novas equipas. Tivemos dois pilotos e o Heikki Kovalainen disse que foi a melhor época que teve na Formula 1, que é um grande feito para alguém que tinha pilotado pela McLaren e pela Renault. Por isso, estou um pouco desapontado por não termos tido essa oportunidade do Grupo Lotus".

Em relação a isso, compreendo a desilusão dele e mantenho a ideia de que os responsáveis da Proton foram iludidos pelos planos de grandeza de Dany Bahar, que afirmaram terem contratado à Ferrari. E acho que a Proton deitou pela janela abaixo uma oportunidade de oura ter as duas marcas juntas pela primeira vez em vinte anos. E pelo que andei a ler, e já foi muita coisa, foi que existe na Proton um misto de ingenuidade, imcompetência e confiança cega num homem que tem demasiados sonhos de grandeza, Dany Bahar e nenhuma garantia bancária suficientemente grande, sem ser o Estado malaio, capaz de sustentar uma grande quantidade de projectos como a Indy, a GP3 e a GP2.

Como dizem os chineses: Bahar e Proton arriscam-se a ser um tigre de papel. E eventualmente, Fernandes deve estar a contar com o tempo para que esses receios aconteçam por si. O chato é que quem vai pagar são as pessoas de Enstone, sede daquilo que foi a Renault, que não têm culpa nenhuma nesta salganhada entre dois teimosos.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

As últimas sobre a polémica Lotus Cars vs Team Lotus

Como podem ter lido da entrevista a David Hunt, viram que tem legalmente a razão do seu lado no caso Team Lotus vs Lotus Cars e que isto tudo não é - para pormos as coisas de uma maneira simples - mais do que uma tentativa da Proton ficar com o nome a custo zero para fazer dela o que apetecer e bem entender, algo que Colin Chapman nunca teve intenção, diga-se.

Apesar disso, a grande noticia do fim de semana é que as negociações entre Lotus Cars e Renault continuam a decorrer, aparentemente no sentido de ter os 25 por cento de capital que a Renault ainda detêm na equipa, cujos restantes 75 por cento foram vendidos no final do ano passado à Genii Capital, do luxemburguês Gerard Lopez. Fala-se que um anuncio poderá ser feito no fim de semana de Abu Dhabi, e que até 2012, os carros correriam sob o nome Lotus Renault, e até - pasmem-se - o carro seria pintado de negro e dourado, para recordar um passado não muito distante. A acontecer, faria a British American Tobacco muito feliz, pois que eu saiba, ainda são as detentoras da marca John Player Special...

A razão deste negócio entre Lotus e Renault avançarem não tem muito a ver inicialmente com a Formula 1. A ideia inicial era apenas uma partilha de plataformas entre as marcas Proton e a Renault, no sentido de se expandir noutros mercados como o asiático, que está em franca expansão. Contudo, a Lotus, que pertence à Proton, que por sua vez é liderada por Dany Bahar, que aparentemente conseguiu convencer os malaios dos seus planos para um futuro próximo - os tais quatro modelos apresentados no Salão de Paris - e agora está a usar esse acordo com a Renault para tentar ganhar, à sua maneira, o direito a usar o nome Lotus na Formula 1. como alguém disse, arriscamos a ter em 2011 um paradoxo chamado Renault-Lotus e Lotus-Renault. Duvido que a FIA deixe isso...

Para quê é que a Renault se mete nesta embrulhada? Na minha opinião é o tipico caso de "estar de bem com Deus e o Diabo", na esperança que as duas partes cheguem a acordo. Aparentemente, Tony Fernandes promoveu um tipo de acordo, uma terceira via, digamos assim, em que mantinha a Team Lotus independentemente da Lotus Cars e que criassem laços comerciais com o "inimigo", fazendo com que nenhum deles perdesse a sua face. Só que aparentemente, Dany Bahar não está para aí virado e aposta todas as suas fichas numa estratégia "winner takes all, at all costs".

De qualquer forma, caso o tal acordo aconteça, pode ser que se confirmem os rumores surgidos no dia de hoje no jornal italiano "Autosprint" de que Robert Kubica poderia abandonar a equipa no final da temporada, pois aparentemente existem cláusulas do contrato libertando o polaco de 26 anos de qualquer compromisso com a marca, caso a Renault mude de nome em 2011. A ver vamos...

Ao mesmo tempo, Mike Gascoyne, o projectista da equipa de Tony Fernandes, já veio a publico afirmando estar intrigado com a possivel decisão da Lotus Cars de comprar uma parte da Renault e usar o seu nome na próxima temporada: "Se eles querem publicitar os seus carros de estrada, porque é que vão gastar tanto [no eventual acordo com a Renault]? Connosco, eles poderiam fazê-lo de borla", afirma em declarações à revista alemã Auto Motor und Sport.

Em jeito de conclusão, a cada dia que passa, isto ganha contornos de novela malaia. Se terá resolução nos próximos meses, isso se verá. Tudo indica que as coisas poderão ter um desfecho politico, caso os tribunais demorem a decidir. Vai ser um Inverno longo e duro...

A entrevista de Peter Windsor sobre a polémica Lotus

A novela Lotus conheceu hoje novo capitulo com a entrevista que Joe Saward publica hoje no seu blog. A entrevista a David Hunt, o homem que detêm os direitos do nome "Team Lotus" até este Setembro, feita por Peter Windsor. Sim, o tal que tentou montar a fracassada USF1 Team com o Ken Anderson, ainda se lembram?

Enfim, na entrevista, Hunt conta a sua versão da história e não acredita muito nas noticias de que Tony Fernandes possa trai-lo com a possivel entrega dos direitos do nome "Team Lotus" à Lotus Cars, mediante um acordo politico com a Proton e o governo malaio. Esta entrevista surge na sequência das noticias de que a Lotus Cars estaria a negociar um acordo com a Renault para comprar parte da sua equipa da Formula 1 e a transformar em Lotus-Renault a partir de 2011.

Decidi traduzir a entrevista na íntegra, porque acho que todos deveriam saber ao pormenor as razões pelo qual Hunt defende o seu direito ao nome a explicar as razões do conflito, que acontece desde que a Proton comprou a Lotus, em meados de 1996. Se quiserem ler a versão original, sigam o link:

Windsor: "Primeiro, houve a conferência de imprensa en Singapura, confirmando que o Team Lotus estaria finalmente de volta à Formula 1. Mas um dia depois, o Grupo Lotus - Proton, na verdade - declarou (e cito) que são os "donos d marca (a Team Lotus) e que tomarão todas as medidas necessárias para protegê-lo. 'Acho que também disseram que, até 1994, o Grupo Lotus e Team Lotus estavam sob propriedade comum, com os diretores comuns, e que o Team Lotus, nas mãos de David Hunt, nunca correu, acrescentando que sua posse é ineficaz. O que foi tudo aquilo?"

Hunt: "Eu estava furioso porque vejo essas declarações como difamatórias. Estão basicamente dizendo que eu andei a mentir nos últimos 16 anos. Todas estas afirmações são um completo disparate. Se a Team Lotus estava sob sua propriedade e controle, como é que a família Chapman vendeu-a para Peter Collins no inicio de 1991? Por que a Lotus Cars foi um mero patrocinador secundário na Team Lotus durante o tempo de Peter Collins? E por que ele e o seu sócio, enquanto administradores, venderam-na a seguir para mim e ao meu sócio, uma venda feita completamente às claras e sancionada pela High Court Britânica?

Contudo, desde os primeiros meses após a compra que existiam boatos de que eles não possuíam os direitos da Team Lotus. Isto foi obviamente uma preocupação para o Grupo Lotus e um incómodo para nós, e eles decidiram esclarecer a questão por escrito para nós e, aparentemente, todos os outros poderiam pensar que poderia ter algum interesse na propriedade Team Lotus, incluindo a família Chapman e Peter Collins. Eles perguntaram quem pensou que tivesse direito de propriedade para defini-lo por escrito. Os entrevistados foram apenas de nós, e nossos advogados estabelecidos os direitos que tinham adquirido na íntegra para o Grupo Lotus. Grupo, em seguida, nos agradeceu e deu a todos na lista de uma segunda oportunidade de comentar e nos convidou para uma reunião para que pudéssemos começar a trabalhar juntos - los como grupo e nós, como equipa, tal como tinha sido nas eras Chapman e Collins antes . Em nenhum momento o grupo diz que eles achavam que se tinha alguma reclamação sobre qualquer propriedade Team Lotus, e tanto quanto eu estou ciente desde essa data até o dia após o Grande Prêmio de Cingapura neste ano, eles nunca disseram que nós não tínhamos os direitos ao nome "Team Lotus".

Sendo assim, essas reclamações vindas do Grupo Lotus de que sempre tiveram a propriedade da Team Lotus é uma pura fantasia. Além disso, as duas corridas no final de 1994 - Japão e Austrália - foram feitas sob a nossa própria propriedade. Fizemos questão de dar a Mika Salo a sua primeira oportunidade na Formula 1, pelo amor de Deus! A verdade é que o Grupo Lotus nunca competiu na Formula 1, nunca construiu um carro de Formula 1 e nunca possuiu a Team Lotus. Sempre foram empresas distintas, como é prática comum na Fórmula 1. Colin Chapman sempre quis proteger a Lotus Cars dos problemas de seguro e de acidentes que poderiam afetar uma equipe de corrida, como era frequente nesses dias."

Windsor: "Estou a ver. De facto, quando eu representava o Carlos Reutemann nas negociações com Colin Chapman no final de 1978, nenhum dos contratos assinados foram com a Lotus Cars ou com o Lotus Group. Enfim. O que aconteceu quando a Proton comprou a Lotus Group?"

Hunt: "Que é quando as coisas mudaram de figura. Quando compraram a Lotus Group no final de 1996, houve uma série de dignitários malaios que voaram a Londres para ver a nova aquisição num evento de lançamento. Eles ficaram totalmente surpreendidos quando souberam que entre os seus novos activos não incluiam o nome da equipa de Formula 1. É um pouco como os americanos, caso comprassem a Ponte de Londres, teriam comprado a Tower Bridge, desconhecendo que tinham a original à sua porta. Parece que os malaios falharam nessa sua diligência. Depois disso, eu voei para Kuala Lumpur para conhecer o presidente da Proton e expliquei que estávamos ansiosos para voltar à Formula 1 com a Team Lotus, e entreguei-lhe uma proposta detalhada que havia enviado ao primeiro-ministro malaio cerca de um ano antes no sentido de um projeto chamado "Team Lotus Malasia".

O presidente pediu uma cópia dessa proposta para ser enviada ao Grupo Lotus, e fiz isso de boa vontade. Saí da Malásia com a sensação de que estavam realmente interessados em discutir isso ao nível da administração. Contudo, essa foi a última vez que falei com eles de forma amigável, pois após isso eles lançaram várias acções em tribunal, sem qualquer sucesso. Depois, tentaram forçar-nos a mudar o nosso logotipo, e quando não o conseguiram, a Diretoria da Grupo Lotus disse que ter uma equipa na Formula 1 não beneficiava a marca Lotus. Curiosamente, colocaram a história da Team Lotus história no seu site e no seu material publicitário, fingindo que era deles. E nunca desafiaram a nossa propriedade quer em termos privados, público ou nos tribunais. De fato, é interessante notar que, sem nunca ter ousado desafiar-nos sobre a propriedade nos últimos treze anos, três dias após a passagem para outras mãos malaias, saem com este extraordinário comunicado à imprensa. Interessante, não é?

Vamos ser claros: O Grupo Lotus nunca correu na Formula 1 e, a despeito do que alegam agora nos murais recém-aplicados na fábrica de Hethel, não tem quaisquer Campeonatos Mundiais de Formula 1, quaisquer vitórias em Grandes Prémios, pódios ou até mesmo quaisquer corridas na sua história. Suas afirmações são tão ridículas como se eu tivesse anunciado a construção de vários carros de estrada novos a partir do novo desportivo da Team Lotus, que seguem a longa tradição de modelos como o Elan, Esprit, Europa, etc... as minhas reivindicações teriam sido risíveis e a Team Lotus teria sido demolida em tribunal, se tivesse ousado contestá-las.

N
a minha opinião, isso é o que provavelmente vai acontecer quando o High Court britânico decidir sobre o contencioso que tenho com o Grupo Lotus. É também a minha opinião de que eles sabem como isto irá acabar, e que eu tenho a razão do meu lado, e é por isso que eles têm-me atacado agora. Eu acredito que eles estão contando que isso nunca chegue ao High Court e que isto seja resolvido politicamente, com o governo malaio a "resolver" a apropriação da Team Lotus a favor de Bahar e do Grupo Lotus. Ao longo dos últimos 16 anos que o Team Lotus esteve sob o meu controle, tivemos várias firmas de advogados que analisaram a pente fino os direitos legais da Team Lotus e nenhum deles entendeu os nossos direitos fossem atacáveis de qualquer forma, pelo menos, até que surgiram os advogados de Tony. Mas isso é outra história.

A minha opinião é que o Grupo Lotus só ganharia o contencioso no Supremo Tribunal se encontrassem algum juiz e o convencessem que preto é branco, ou encontrassem alguma nova doutrina legal que nenhum advogado tivesse pensado antes. O Grupo Lotus/Proton tiveram 13 anos para fazer um acordo comigo - e durante todo esse o tempo estiveram sentados na mminha proposta da "Team Lotus Malasia", e a abordagem desta "1Malasia" se parece imenso com a proposta que lhes apresentei. Mas ao invés de trabalhar com a Team Lotus como empresas-irmãs com sobreposição de interesses, porque foram fundadas pelo mesma pessoa, como tinha sido a tradição histórica, eles decidiram danificar ou destruir a reputação da Team Lotus, na esperança de - imagino eu - que eles poderiam pegar a marca Lotus, seu logotipo, identidade e história para uso próprio, sem ter que pagar, na esperança que ninguém notasse.

Agora que não me conseguiram parar, e com Tony e seus sócios a conseguirem comprovar as alegações que já faço há muito tempo - ou seja, que o universo da Formula 1 receberia a Team Lotus de volta às grelhas de partida e que é uma marca muito valiosa - a Proton e Grupo Lotus estão agindo como crianças mimadas e tentando roubar os doces de Tony e seus parceiros, como se fossem os matulões do recreio. Eles não ousariam fazê-lo enquanto era eu que segurava os doces, pois eles nunca ganharam nos tribunais britânicos e não estou sujeito a qualquer influência política. Tony e seus parceiros (Din e Naza) e os restantres funcionários da Lotus Racing, não merecem ter o direito tirado das suas mãos. "

Windsor: "Então, onde você está agora em relação a Tony Fernandes e seus sócios?"

Hunt: "Quando fui procurado pelo Tony em 2009, ele concordou em dar à Proton uma hipótese de acordo comigo, mas eles estragaram tudo. Eles mostraram respeito, mas não uma retribuição. Então, quando as negociações com Tony avançaram - e acho que é muito revelador da politica do Grupo Lotus/Proton - eles tentaram freneticamente reabrir as negociações em várias ocasiões. Por que fariam isso se eles acreditavam que nós não possuímos os direitos do nome "Team Lotus"? Disse-lhes que tinham desperdiçado a sua chance e até Tony me pediu para que não reabrisse quaisquer negociações com eles. Ele deu a sua palavra que iria fazer um acordo justo e razoável comigo e que ele não estava na Formula 1 para enganar as pessoas. Ele sabia que tinha que fazer um acordo comigo, porque éramos nós e não Grupo Lotus/Proton, que detinhamos o nome "Team Lotus", e ele reconheceu o esforço enorme que eu e muitos outros fizermos ao longo dos anos para manter o nome vivo e imaculado. Assim, neste contexto, e com o compromisso dado pelo Tony, eu disse à Proton que tinham perdido sua chance. Em qualquer caso, eles tiveram 13 anos para pensar num acordo justo para ambas as partes".

Windsor: "Então a Proton tentou negociar com você durante todo esse tempo?"

Hunt: "Sim, tivemos contactos com eles no início, mas rapidamente não chegamos a qualquer entenimento. Isto é agora a raiz das dificuldades que se encontram actualmente entre Tony e seus sócios e eu: seus advogados recentemente ameaçaram com uma ação legal contra mim com base no que parecem ser as alegações absurdas e sem apoio de terceiros. Estou totalmente de refutar as alegações e irei defendê-los no local apropriado, caso seja preciso. Tenho a certeza de que isto tudo é um mal-entendido que será esclarecido rapidamente, mas continuo completamente confuso a respeito de porque é que tudo isto aconteceu. Eu estive a apoiá-los em todas as áreas e até trazê-los alguns patrocinios significativos, então tenho a certeza que vamos encontrar-nos e descobrir que é um simples caso de mal entendidos entre cliente e advogado ou alguma outra explicação igualmente inocente. Eu mantenho-me resolutamente na minha parte do acordo, como Tony e qualquer jornalista que me entrevistou irá atestar.

Agora temo o pensamento de ter de enfrentar mais confrontos, de mais acções absurdas, mas eu tenho investido 16 anos de minha vida no sentido de garantir que este capitulo chegue a um fim justo e verdadeiro. Antes de Singapura, estava pessoalmente ansioso para colocar este capítulo atrás das costas, mas se eu tiver de levantar e lutar mais uma vez pela honra e integridade, e aquilo que é certo e justo para mim, então vou fazê-lo de novo porque isto tudo é muito mais importante do que dinheiro ou poder."

Windsor: "O que você acha que vai acontecer com a atual "Lotus Racing" e o seu esforço na Formula 1?"

Hunt: "Acho que seria um desastre para Tony e seus parceiros caso abandonem a luta. Eles me deram garantias a toda a gente de que são pessoas sérias e totalmente comprometidas para com a marca Team Lotus. Tony tem sido fã desde a sua infância e isto tudo é um sonho para ele, e sem a sua paixão pelo nome e respeito pela sua história, não teria feito negócio com eles. No entanto, parece que eles podem desistir ao primeiro obstáculo, sabendo que isto era uma ameaça bem ciente desde o início e que vieram de pessoas que estavam, à partida, no mesmo lado que Tony! Eu certamente espero que eles não desistam e eu estou confortado de saber que Tony confirmou-me ao longo dos últimos dias que eles vão lutar até o fim na Justiça. Ficaria indignado e profundamente desapontado caso este caso acabe com uma decisão politica, com a Team Lotus seqüestrada em alguma manobra política nos bastidores de Kuala Lumpur, feita por políticos alheios à realidade da Formula 1. Na minha opinião quem vai realmente perder a face será a Proton e os chefes do Grupo Lotus, devido às alegações risíveis que fizeram. Ou então que Tony e seus parceiros abdicassem das suas pretensões em trazer a marca Lotus de volta à sua antiga glória.

Para ambos os lados, isso seria potencialmente uma perda de face, daquiolo que entendo a cultura malaia. Se Tony, Din e Naza cedessem, seria demonstrar que tinham agido de má fé, comigo, com os fãs da Formula 1 e as autoridades que lhes permitiram a sua entrada. Também seria uma mancha na minha reputação, pois teria cedido os direitos da Team Lotus para pessoas que não fossem sérias e comprometidas com a história - algo que sempre preocupei evitar. Eu também estou certo que Tony não se esqueceu de que tem um compromisso com o pessoal em Norfolk. Muitos tiveram de mudar de residência e eu tenho quase certeza que quase todos eles foram lá porque acreditavam que eles eram parte de um "projecto Lotus F1", não foram lá para trabalhar para a equipa Tune.

E há também os fãs, muitos dos quais têm estado à espera há 16 anos pelo regresso da Team Lotus. A partir da correspondência que recebo diariamente, sei a sensação de mal estar no estômago que todos os verdadeiros fãs da Team Lotus um pouco por todo o mundo ficariam se eTony anunciasse que a Team Lotus estivesse sob o controle da Proton. Eu imagino que isso seria o último prego no caixão para quase todos os verdadeiros fãs da Team Lotus."

Windsor: "De facto, tudo isto é muito frustrante. Você acha que existe alguma forma realista de como é que isso pode ser resolvido?"

Hunt: "Eu ficaria muito feliz se voltasse a ter a guarda da Team Lotus e defender-me definitivamente de qualquer acção vinda pelo Grupo Lotus/Proton. Eu não tenho medo do Grupo Lotus ou Proton tudo e estou totalmente confiante na minha razão legal. Tony teria uma autorização minha para correr como Team Lotus. Isso libertá-lo-ia para se concentrar unicamente em produzir resultados na pista e aí os fãs iriam ver na grelha o verdadeiro ADN que Colin Chapman deixou na Formula 1, deixando a mim as questões legais. Afinal, tenho 16 anos de experiência em termos de ações legais contra o Grupo Lotus/Proton e sou, portanto, a melhor pessoa para defender de todas as suas reivindicações. Poderíamos até elaborar uma ou duas acções em tribunal contra eles!"

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Noticias: Lotus já pensa em 2011

É mais do que óbvio que a Lotus é a melhor das estrantes e a equipa que mais trabalha para desenvolver o seu modelo T127, mas já pensa no carro para 2011. A equipa pensa ter em Silverstone outro pacote aerodinâmico por alturas do GP da Grã-Bretanha, mas também já pensa no chassis de 2011, que será feito de acordo com os novos regulamentos.

Numa entrevista publicada hoje ao Autosport britânico, Mike Gascoyne fala disso mesmo: "Ainda temos algumas mudanças que estão por vir, mas agora estamos mais concentrados em 2011. O novo modelo deve ir ao túnel de vento em breve", começou por revelar. "Para esta temporada nós planeávamos alcançar as outras equipas. Para o próximo ano, com a mudança no regulamento, precisamos focar nossa pesquisa nisso. Então precisamos continuar melhorando agora, mas prestando atenção no próximo ano também.", concluiu, em declarações captadas pelo site brasileiro Tazio.

Gascoyne afirma que neste momento está perante um dilema, que é ou desenvolver o carro no sentido de alcançar a melhor posição entre as novatas ou de fazer um melhor chassis para 2011, para alcançar as equipas mais experientes.

"Queremos terminar o Mundial de Construtores no décimo posto e, pensando de maneira realista, mesmo que fizéssemos um carro melhor, ficariamos no nono ou oitavo posto? Provavelmente não. Também há a vantagem comercial em que você se concentre no próximo ano, pois queremos pegar algumas pessoas de surpresa em 2011.", terminou.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Espiando o novo Lotus

A apresentação vai ser na sexta-feira, num evento onde estarão mais de 400 convidados, incluindo o Mike Vlcek, do Formula UK, mas esta tarde em Silverstone já fizeram o "shakedown", e os meninos da Autosport inglesa tiraram o seu "foto-espia", do mesmo género que fez com a Williams, semana e meia atrás.

Ao ver a foto, fico contente por uma coisa: respeitaram o legado que tinham em cima. O carro está num verde escuro, tipico "British Racing Green", com a faixa amarela que os carros de Colin Chapman tinham nos anos 60, quando as suas máquinas eram conduzidas por pilotos míticos como Jim Clark e Graham Hill. Quanto ao desenho do Mike Gascoyne, acho engraçado ver que não segue as linhas do Red Bull RB5 do Adrian Newey, mas segue mais as da Force India, cujo projecto inicial era dele.


Espero que seja eficaz. Agora veremos como vai se comportar em pista. Mas digo isto: com osd problemas sentidos pelas outras duas equipas, a Campos e a USF1, convenço-me que para "paraguaio", são muito profissionais... e convenço-me que com o tempo e dinheiro, tornar-se-ão num caso sério.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Noticias: Lotus anuncia a sua dupla de pilotos para 2010

Já está! A primeira dupla da segunda encarnação da Lotus será constituida por dois pilotos experientes: o italiano Jarno Trulli e o finlandês Heikki Kovalainen. O anuncio foi feito esta madrugada na Malásia pelos dois homens que dão a cara neste projecto: Tony Fernandes e Mike Gascoyne.

Tony Fernandes, principal dirigente da Lotus, elogiou as contratações, dizendo que o veterano Trulli trará muita experiência ao time e Kovalainen, apesar de ser jovem, também contribuirá com sua passagem pela McLaren.

"Trulli nos ajudará muito a desenvolver a equipa. Heikki é jovem, mas também tem uma experiência fenomenal, então penso que teremos dois pilotos fantásticos, além de Fauzy", começou por dizer Fernandes. "Não temos nenhuma meta programada, só queremos ser, no mínimo, o melhor das novas equipas. Pudemos mostrar nossa seriedade hoje anunciando dois pilotos de nível mundial", completou, em declarações captadas pelo site brasileiro Tazio.


O malaio Fairuz Fauzy será o terceiro piloto da equipa, num gesto para mostrar a marca malaia nesta nova encarnação da equipa fundada por Colin Chapman, e que correu na Formula 1 entre 1958 e 1994. Ao mesmo tempo que anunciava a dupla para 2010, foi também mostrado o novo logotipo da marca na Formula 1, onde manteve as cores tradicionais da marca, o British Racing Green e o amarelo.

"Os aficcionados por Formula 1 vão reconhecer imediatamente o clássico verde e amarelo da Lotus, mas demos uma característica mais moderna ao logo, concordando com nossa marca. Não queremos ser, de forma alguma, a Lotus do passado, mas estamos honrados por poder trazer novamente este nome à Formula 1 no início de uma nova década na categoria. Vamos construir nossa própria história e usar a antiga para nos motivar", completou.

A sede desta nova Lotus será em Norfolk, na Grã-Bretanha, em instalações inicialmente utilizadas pela Toyota, quando iniciou o seu programa na Fórmula 1, e depois pela Bentley, quando montou a equipa para as 24 Horas de Le Mans.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

USF1 - A sátira (novo episódio)



Surgiu hoje o mais recente episódio da "saga" USF1, do Brian Kerramba, que vos mostrei há uns dias atrás. Desta vez, Peter Windsor convida Mike Gascoyne, que está a projectar o novo Lotus de Formula 1 a visitar as suas instalações e a pedir algumas dicas sobre o desenho do carro.


A parte mais interessante é quando ele começa a fazer aquelas perguntas técnicas, como o túnel de vento e os programas de computador especificos. Para quem entender o inglês, os diálogos são absolutamente surreais!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Noticias: Desvendado o novo chassis da Lotus

Este é mesmo um projecto com pernas para andar. Depois de na semana passada, a USF1 mostrar fotos das suas instalações, a Lotus mostrou esta tarde o chassis que anda a construir para 2010. É um modelo 1:1 em túnel de vento, e mostra que o projecto liderado por Mike Gascoyne tem mesmo pernas para andar.



Nessa mesma noticia, Gascoyne diz estar contente com o modelo, mas que isto é apenas mais uma etapa no longo caminho em direcção à realidade: "Os desafios que temos pela frente são grandes, no objecto de ter o carro pronto a tempo, mas estou confiante de que estaremos à altura. O nosso objectivo é ter o carro pronto para os testes em pista a meio de Fevereiro, e alinhar na grelha de partida para a primeira corrida do ano, no Bahrein", explicou.


Agora, tenho uma dúvida: irá esta nova Lotus continuar com a numeração do tempo da sua primeira incarnação, como os 49, 72 ou o 86?