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terça-feira, 15 de setembro de 2026

Youtube Automotive Video: A aventura do Mission Efficiency da Volkswagen

Ontem meti a matéria sobre o Volkswagen Mission Efficiency, hoje, trago-vos o video que está no Youtube, onde eles explicam como é que conseguiram os objetivos que se propuseram, o carro, os materiais que meteram dentro dele e como foi feita a viagem. 

É um video bem instrutivo, e mostra o que podem fazer com o material que tem dentro da empresa, nada de exótico.  

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Youtube Automotive Video: A história da Gurgel

A Gurgel é provavelmente a construtora de automóveis mais brasileira que o Brasil já produziu. Surgindo numa altura em que o país tinha restringido o seu marcado às importações, em meados dos anos 60, antes de chegar completamente, em 1976, começou por usar componentes Volkswagen, como o motor, a suspensão e a caixa de velocidades, entre outros, acabaria por montar muito modelos até falir, em 1994.

E também foi um dos que, depois da primeira crise petrolífera de 1973-74, em vez de apostar no álcool, como fez o governo, queria apostar na eletricidade, com o modelo Itaipu, chamado à barragem do rio Paraná, na altura, a maior do mundo. Depois, tentou minis, como o BR-800 (chamado devido à cilindrada do motor), de facto poderia ter sido um carro interessante, se tivesse aparecido noutra altura. Contudo, em 1990, o governo Collor abriu o mercado de automóveis aos importados, e Gurgel viu as coisas ficarem cada vez mais difíceis.

Este video é a história da marca e dos seus feitos.  

domingo, 2 de agosto de 2026

Youtube Automotive Video: Como a Lada esteve perto de ser vendido... nos Estados Unidos

A Lada ou outra marca soviética, nunca foi vendida no mercado americano, o maior e mais exigente mercado do mundo nos anos 70 e 80. Contudo, a meio dos anos 70, houve um plano para colocar Laikas e Nivas nesse marcado, ao lado de Fords, Chryslers e Chevrolets, e a competir com a Volkswagen, Honda e Datsun/Nissan, para serem os carros mais baratos do mercado.

Um arménio-americano teve a ideia de vencer desse carros, e a certa altura, comprou um terreno para construir uma fábrica, onde se montariam chassis em CKD (complete knock-off) e esses carros estariam em conformidade com os regulamentos de emissões. E a certa altura, chegaram a falar com John DeLorean sobre se não queria juntar-se a eles!

No final, a invasão soviética do Afeganistão, no final de 1979, deu a machadada final na ideia de vender esses carros no seu maior rival na Guerra Fria. E acabaram por vender no vizinho do norte, o Canadá. 

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Youtube Automotive Video: Os modelos que marcaram a Fiat no Brasil

As pessoas não sabem, mas a Fiat faz meio século de presença no Brasil. Chegado em julho de 1976, três anos depois de terem chegado a acordo com o governo brasileiro, para construir uma fábrica em Betim, em Minas Gerais - com o mercado fechado a importações, era a única maneira de ter carros no Brasil - chegou ao mercado com o modelo 147, a versão própria do 127, duas décadas depois de terem chegado na Argentina, e logo nesse ano, mostraram os seus primeiros carros com motor a álcool (ou etanol), um substituto da gasolina, baseado na cana do açúcar.

Quando foi comercializado, em 1979, tornou-se no primeiro modelo a etanol a ver vendido no mundo.  

Neste video do Autoesporte, mostra-se os veículos mais marcantes da história da marca italiana no Brasil, desde o 147 a outros como o Uno, substituto do 147, que ficou no mercado... até 2013, muito tempo depois de ter saído de linha na Europa. 



quarta-feira, 1 de julho de 2026

A imagem do dia



A inteligência artificial é a palavra do momento, porque as possibilidades de isto mudar a sociedade como conhecemos é bem real. A cada três meses, há desenvolvimentos nessa área que pareciam ser impossíveis em 2023, quando começamos a ouvir com atenção o que isto poderia fazer, graças a programas como o Open AI, ChatGPT, Meta AI, Claude e outros.

A industria está atenta a todos estes desenvolvimentos, principalmente em relação à automação, por exemplo, e em nome dos custos, está a fazer de tudo para retirar o humano na equação, acreditando que agora, a Inteligência Artificial é superior. Ao ponto de, numa fábrica da Ford, terem dispensado centenas de trabalhadores que funcionavam na seção de controlo de qualidade. 

Contudo, segundo a Bloomberg, em pouco tempo, esses veteranos foram novamente contratados depois de se verificar que os controladores da IA faziam um trabalho bem pior que os humanos. "A inteligência artificial é uma ferramenta fantástica, mas só é tão boa quanto a informação utilizada para a treinar", disse Charles Poon, vice-presidente de engenharia de hardware de veículos, aos jornalistas.

"Nos últimos anos, não demos a devida atenção à experiência dos nossos engenheiros mais experientes, que nos acompanham há muitos ciclos de desenvolvimento de produtos", afirmou.

"Incorretamente, pensámos que, ao simplesmente introduzir a inteligência artificial e incorporar os requisitos de design que tínhamos, obteríamos um produto de alta qualidade. Percebemos que, para melhorarmos as nossas ferramentas de automação, aprendizagem automática e inteligência artificial, precisávamos de garantir que eram treinadas pelos profissionais mais experientes", concluiu.

No comunicado oficial, lançado esta semana, a empresa afirmou que pretende "alcançar a melhor qualidade da categoria exigiu uma renovação significativa de talentos." Isto envolveu a substituição de líderes seniores em engenharia, cadeia de abastecimento e fabrico, além da contratação dos cerca de 300 engenheiros veteranos "que transportam a sabedoria conquistada com décadas de experiência em design".

A fabricante automóvel americana está entre as muitas que aproveitaram o entusiasmo em torno da IA, principalmente no meio da expectativa de Wall Street sobre o potencial da tecnologia para aumentar as margens de lucro. Mas pelos vistos, aceitaram a tecnologia cedo demais... mas ninguém tenha ilusões: será uma questão de tempo até que melhore. Mesmo a própria Ford, que agiu de forma prematura, sabe que no futuro estará suficientemente melhor para deixar os humanos para trás de forma definitiva.

"A IA vai deixar muitos profissionais de escritório para trás", disse o presidente da Ford, Jim Farley, numa entrevista ao escritor Walter Isaacson, em Junho passado. Esta revolução está a chegar, agora resta saber que ainda seremos úteis. 

Youtube Automotive Video: Quando os soviéticos tentaram fazer um "liftback"

A União Soviética, em termos de industria automóvel. É um mundo à parte do universo capitalista que muitos conhecem. Os carros eram feitos seguindo um plano, faziam alguns milhares por ano, e mesmo que as pessoas tivessem dinheiro para comprar um, tinham de esperar algum tempo, por vezes anos, para o ter. E estavam limitados em termos de escolha. 

Logo, quando alguém decidiu fazer algo como um "liftback", o projeto sofreu com as burocracias da máquina industrial soviética, e quando ficou pronto, já a URSS estava em processo de desmantelamento e tornou-se numa inutilidade. Assim sendo, conheçam a história da Izhevsk Automobile Plant e dos modelos Izh Kombi e Izh Oda. 

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Youtube Automotive Video: As "Fábricas Escuras" chinesas

A Inteligência Artificial poderá ser algo que muitos estão preocupados em termos de empregos e até no estilo de vida, mas antes disso, a robotização ajudou imenso na diminuição as vagas de emprego na industria, e na China, a coisa chegou ao ponto de praticamente todas as fases de construção e montagem de automóveis são feitas por "robots".

E isso tem um nome: "Fábricas Escuras". Porque são tão escuras que, para pouparem nas despesas, não metem luzes nas linhas de montagem. Neste caso em particular, eles foram à fábrica da Zeeker, que monta os seus carros elétricos para exportação.

Esta reportagem já tem uns tempos, e é da Wall Street Journal.  

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Youtube Automotive Video: A industria automóvel no Irão

Numa altura em que os Estados Unidos estão a preparar para atacar o Irão, é uma boa altura para lembrar que esse país do Médio Oriente tem algo interessante, apesar das sanções: uma industria automóvel. Com tradição no país, desde os tempos do xá Reza Palhavi, quando em 1962, decidiu-se criar a Iran Khodro, que montou a partir de 1967 o Paykan - Flecha, em farsi, a língua oficial do Irão - que aproveitou o Hillman Hunter para construir um carro para a crescente classe média do país. 

E como, mesmo no meio de sanções, continua a construir carros, ajudando a prolongar alguns modelos que não são mais fabricados na Europa, como os Peugeot 405 e 206, da mesma forma que ajudou a prolongar a primeira geração do Renault 5. E por incrível que pareça, é a terceira atividade mais importante do país, e a primeira manufaturada, pois os dois primeiros são o petróleo e o gás. 

Este video, do canal do Youtube Transport Chronicles, mostra a história de uma industria que continua a fabricar carros, apesar de ter tudo contra eles. 

quarta-feira, 29 de outubro de 2025

Youtube Automotive Video: O design idiota dos carros do século XXI

A industria automóvel vive uma autêntica revolução nesta terceira década do século XXI. Passando de meras quatro rodas e um volante, com motor alimentado a sumo de dinossauro, vindo de lugares distantes como a Arábia Saudita ou a Rússia, agora são alimentados à eletricidade, onde a tecnologia é rei. 

Mas estes telemóveis ambulantes tiveram consequências imprevistas e prejudiciais: a transformação em telemóvel tamanho família fez com que as distrações do condutor aumentassem bastante, especialmente em situações-limite. O resultado final? Os sinistros na estrada, e consequentes mortes, aumentaram nos últimos anos. E as marcas já começaram a ver que foram longe demais nessa tendência.

E é sobre estes carros cheios de eletrónica que trata este video. 

quinta-feira, 23 de outubro de 2025

A aposta espanhola


Quem conhece mais ou menos a indústria automóvel, sabe mais ou menos que está num estado de forte transformação, quer em termos de eletrificação - a Noruega, este ano, alcançou a marca dos 97 por cento de carros novos movidos a eletricidade - quer também na movimentação do eixo da Europa, América e Japão, para a China. E a grande razão foi a aposta na electrificação, numa altura em que nesses países, havia algumas hesitações nesse campo, do qual provavelmente agora terão de compensar o tempo perdido. 

E se as noticias das baterias de sódio se confirmarem, poderá ser não só um grande impulso para que as baterias fiquem bem baratas, como, se forem mesmo duradouras - falam em cem mil ciclos de média - poderá resolver o assunto em termos de transição energética, e se calhar, ajudar em outros problemas como as baterias solares. 

Mas não é bem sobre isso que quero falar hoje. É, se calhar, a entrada de novos concorrentes no mercado... e a ressuscitação de outras marcas do passado, graças às novas electrificações. Desde há uns anos a esta parte, surgem novas marcas em países sem história automóvel, como a Vinfast, no Vietname, e a Togg, na Turquia. E desde há dois anos a esta parte, em Espanha, marcas como a Ebro e a Santana reaparecerem, graças à tecnologia chinesa. 


A história... irei tentar ser curto nesse campo, mas não creio. A Ebro nasceu em 1954 para construir camiões, tratores, autocarros (ônibus, para quem me lê no Brasil) e outros veículos comerciais. A firma chamava-se Motor Ibérica, e primeiro construiu camiões sob licença de marcas como a Alfa Romeo, Massey Ferguson, Jeep e outros. Em 1979, foi parcialmente comprada pela Nissan, e em 1987, quando a Espanha aderiu à então CEE - agora União Europeia - a Nissan ficou com cem por cento do negócio, fabricando os seus tratores, eles que são os donos da Kubota. No inicio dos anos 90, a marca desapareceu completamente. 

Isto, até 2021. 

Nessa altura, a marca foi adquirida pela Spanish EV Motors, e dois anos depois, anunciou que iria regressar, com SUV's, numa aliança com a chinesa Chery. Adquiriram uma fábrica em Barcelona, onde os jipes chegam á Espanha em CKD - Complete Knock Down - para serem montados nessa fábrica e serem comercializados como Ebro. Basicamente, o que vendem são Chery Tiggo 7 e Chery Tiggo 8 como Ebro S700 e Ebro S800.


Mas este ano decidiram ser diferentes, quando deixaram o CKD para construir ali, em Barcelona, os carros, sem importações de espécie alguma da China, para se precaverem de eventuais tarifas por parre da Europa ou dos Estados Unidos. O investimento será elevado: 400 milhões de euros até 2029. E ainda por cima, com essa marca, decidiram entrar no automobilísimo para participar no Dakar de 2026 com um protótipo seu. 

E se acham que é único, enganem-se: a Santana decidiu seguir o mesmo caminho. E esses sabem uma ou duas coisas sobre jipes. 

A Santana surgiu em 1956 como uma metalomecânica em Linares, na região de Jaen, na Andaluzia. Em 1961, passou a construir Land Rovers sob licença, com o nome "Land Rover Santana". Isso foi suficiente para, por exemplo, o exército e a Guardia Civil ordenarem encomendas para as suas forças, uma importante encomenda. Em 1985, fizeram uma aliança com a Suzuki para que fabricassem alguns modelos com a placa Santana. O Vitara e o Jimny foram alguns dos modelos que em Espanha eram vendidos como "Santana".

Contudo, em 2001, a Junta de Andalucia comprou a marca e tentou salvá-la, construindo um modelo autónomo, sem sucesso. Mesmo com um acordo com a Iveco, no final de 2010, decidiu-se se a Santana seria dissolvida ou não. A maioria dos trabalhadores resolveu que ela seria extinta e assim aconteceu, no inicio de 2011. 


Mas, como a Ebro, ressuscitou. Em 2025, em associação com a Zhengzhou Nissan, a divisão chinesa da marca japonesa, e a Anhui Coronet, decidiram reconstruir a fábrica de Linares, um pouco como fizeram com a Ebro: um CKD, para depois construírem as suas marcas de raiz, vendendo os Santanas como "rebranding" das marcas chinesas. Para além disso, como a Ebro, decidiram montar uma equipa para o Todo-o-Terreno, para correr no Dakar de 2026. Por agora, está tudo no inicio, mas tudo indica que estão a seguir os mesmos passos da Ebro. 

Para além disso, há fortes rumores de que a BYD, a fabricante chinesa de automóveis elétricos, poderá instalar a sua terceira fábrica na Europa em terras espanholas. 

Quem conhece a história dos automóveis em Portugal, fico a pensar em marcas que existiram por aqui como a UMM e a Portaro. Esta ultima era a montagem de todo-o-terreno de carros vindos da Roménia, a Aro. Mas se alguém por aqui deve ter sabido das noticias vindas de Espanha e o que querem fazer com a Ebro e agora, com a Santana, fico a pensar o que aconteceria se alguém tivesse a mesma ideia para a UMM ou a Portaro. Especialmente a primeira, que tem muita tradição desportiva no todo-o-terreno.

Se acontecerá? Não estou a ver nada a mexer-se nesse sentido. Mas com a quantidade de marcas na China, eles mesmos sabem que ter um pé na Europa ou nos estados Unidos seria a sua maneira de sobreviver num mundo que, inevitavelmente, irá encolher por causa das leis da oferta e da procura.        

segunda-feira, 25 de março de 2024

Youtube Automotive Vídeo: Todos os sons das marcas

Todos os dias somos bombardeados com publicidade de alguma marca de automóvel, certo? 

Então, e alguma vez pensaram em fazer um vídeo de todas as marcas que consigam buscar na televisão e noutros meios? Se sim, não se preocupem, porque... já está feito! 

terça-feira, 12 de março de 2024

Youtube Automotive Vídeo: Quão longe os carros elétricos irão?

Eis um teste bem interessante, feito pela "WhatCar" britânica: andar com carros elétricos até acabarem com a energia nas baterias. E a variedade era bem interessante, desde o Tesla Model 3 até ao BYD Dolphin, BYD Seal, passando pelo MG4 e o VW ID.7. A ideia era aproveitar o inverno britânico, com chuva e frio, carregar as baterias e andar até parar. 

Para que? Saber a distância máxima e se os valores oficiais andam - ou não - longe da realidade. O wideo é longo - cerca de 25 minutos, mas creio que valerá a pena.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2024

Youtube Automotive Vídeo: A explosão da Índia

Depois da China, a Índia. Durante mais de 30 anos, o Império do Meio tornou-se no país mais populoso do mundo e explodiu em termos de crescimento, ao ponto de o poder de compra tornar-se maior o suficiente para as pessoas comprarem automóveis. Mas também a China decidiu montar a sua industria automóvel, primeiro através de parcerias com construtoras europeias, americanas e japonesas, e depois, construindo a sua própria industria automóvel, que deu o salto ao apostar na eletrificação, com sucesso crescente.

Só que a China já não é a "terra prometida". Essa tornou-se a Índia, que não só se tornou no país mais populoso do mundo, como a sua classe média também se alargou, como agora, o seu poder de compra aumentou ao ponto de eles querem um automóvel como a consumação do seu sonho familiar, num país onde os transportes públicos são sinónimo de pobreza e sobrecarregamento. 

Assim sendo, as marcas começam a apostar mais no subcontinente de 1,4 mil milhões de habitantes - e a aumentar - e para alem daqueles que lá estão, outras marcas querem andar por lá. E não colocam lá "subprodutos", porque o mercado elétrico é importante, também. Mas há obstáculos, porque entrar lá não é fácil. 

E é disso que fala esta matéria da Deutsche Welle, o canal internacional da Alemanha.  

quarta-feira, 27 de dezembro de 2023

Condução autónoma? Mais perto que se julga


Sabe-se desde o inicio do século que a industria automóvel está a gastar bastante dinheiro na condução autónoma, e esta tem avançado a pulos e saltos, ao ponto de haver quem afirme que até ao final de década, estará no nível 5, ou seja, e passo a citar o manual: "Para além de definir o destino e ligar o sistema, não é necessária a intervenção humana na condução." Quase como se fossemos guiados.

Nesta quarta-feira, no programa Today, da BBC4, que tinha a particularidade de ter James May como editor convidado, o Secretário dos Transportes do Reino Unido, Mark Harper, afirmou que  os carros autónomos estarão nas estradas em 2026 e apontou uma grande vantagem no seu uso: “Penso que irá efetivamente melhorar a segurança rodoviária.", afirmou.

“A legislação está a ser aprovada pelo Parlamento neste momento, pelo que esperamos que o seja até ao final de 2024. Provavelmente, já em 2026, as pessoas começarão a ver alguns elementos destes carros com capacidades totais de condução autónoma a serem lançados. Já sabemos que a tecnologia funciona.", continuou. 

"Podemos ver a tecnologia a ser implementada com um condutor de segurança no local. Já vi a tecnologia a ser utilizada na Califórnia, por exemplo, sem um condutor de segurança, ou seja, em modo totalmente autónomo. Esta tecnologia existe, funciona e o que estamos a fazer é implementar a legislação adequada para que as pessoas possam ter plena confiança na segurança desta tecnologia, o que penso ser uma das coisas importantes que temos de fazer”, concluiu.

Questionado sobre se as pessoas poderão viajar em veículos autónomos “com as mãos fora do volante, a fazer os seus e-mails” em 2026, Harper respondeu: “Sim, e penso que é nessa altura que as empresas esperam – em 2026, durante esse ano – que começaremos a ver esta tecnologia a ser implementada”.


Claro, o Reino Unido não é a única nação que está atenta à condução autónoma. Apesar de alguns percalços em sítios como os Estados Unidos, na Europa continental, países como a Alemanha, Finlândia, Suécia e Países Baixos, entre outros, os regulamentos nacionais estão a ser adaptados para os diversos níveis de condução autónoma. Um bom exemplo aconteceu na Alemanha, onde a Lei de Tráfego Rodoviário foi alterada para permitir o teste e a implantação de veículos autónomos até ao Nível 4, ou seja, "a condução autónoma controla o veículo, exceto em determinadas situações, como condições atmosféricas adversas." 

Em particular, na lei alemã, isso significa que os veículos podem operar sem intervenção humana em áreas específicas, como rotas de teste designadas ou áreas urbanas limitadas. No caso dos Países Baixos, o governo local está também a trabalhar num quadro para a implantação de veículos autónomos nos transportes públicos.

E claro, a União Europeia não poderia ficar de fora deste assunto. Em coordenação com esses países acima referidos e mais alguns, em julho de 2022, adotou novos regulamentos para a aprovação de sistemas de condução automatizada para veículos com nível 4 ou superior. E claro, com o passar do tempo, e a afinação destes sistemas tecnológicos, é de esperar novos desenvolvimentos nas regulamentações nacionais e a nível comunitário. 


Em suma, mais cedo que julgamos, poderemos ter uma revolução prometida desde há algum tempo. E se os propósitos forem alcançados, então iremos olhar para o passado como algo como olhamos hoje às pessoas que reclamavam, por exemplo, dos cintos de segurança, porque para nós, são coisas tão óbvias como a água que bebemos ou o ar que respiramos. 

quarta-feira, 7 de junho de 2023

Youtube Automotive Vídeo: As marcas americanas que desapareceram neste século XXI

Quem conhece a industria automóvel americana sabe que são essencialmente os "Big Three": Chrysler, GM (General Motors) e Ford.  Que praticamente ficam com tudo, embora a Tesla seja agora a marca disruptiva desses "Big Three", com os seus carros elétricos - e mais algumas que querem ficar com esse pedaço maior, como a Rivian.

Mas ao longo deste quase primeiro quarto de século, já existiram marcas que desapareceram, muitas delas graças aos eventos da crise de 2008, que fizeram com que duas delas (GM e Chrysler) pedissem ajuda ao governo federal para serem protegidas dos credores. E para receberem essa ajuda federal, tiveram de cortar nas "gorduras", ou seja, ou vendiam, ou extinguiam.

E é sobre essas marcas agora extintas que o James Pumpfrey e o Justin Freeman falam neste mais recente vídeo do Donut Media. 

terça-feira, 28 de fevereiro de 2023

Youtube Automotive Vídeo: A historia da Hummer

A história da Hummer é algo invulgar, e seria única se não fosse a Jeep. Também foi uma encomenda do Exército para uma pequena companhia de automóveis, ganhou fama numa guerra, mas ao contrário do primeiro, passou má fama, consumia demasiado e quando abateu a crise de 2008, a General Motors, para se tentar salvar, livrou-se dela. 

Em 2020, a marca regressou com um modelo eletrico, com preços fora do normal, tentando concorrer com a Rivian. Resta saber se será bem sucedida. Até lá, podem assistir a este vídeo sobre a sua ascensão e queda... e o papel de Arnold Schwartznegger no meio disto tudo.    

segunda-feira, 9 de maio de 2022

Youtube Automotive Video: Vinfast na America

Há meio século, o Vietname era inimigo dos Estados Unidos na sua guerra. Agora, pretendem construir os seus automóveis, especialmente na Carolina do Norte. Estranho, hein? Mas é real, especialmente com uma companhia que há menos de dez anos... não existia.

A Vinfast anda a construir carros elétricos com toda uma gama de produtos, especialmente SUV's, que é a moda. De uma certa forma, imitam aquilo que a Hyundai e a Kia andaram a fazer na altura em que ambos os países andavam em guerra um contra o outro. E agora, querem construir carros na Carolina do Norte, com baterias que tem uma autonomia superior a 500 quilómetros, o que é um feito. Contudo, o sistema é o de aluguer de baterias, algo que a Renault fez há uns anos com o Zoe, mas já deixou disso faz uns anos. 

E é sobre esta companhia, que tem ainda alguns céticos, que o Nolan Sykes fala hoje no Wheeelhouse, da Donut Media.

sexta-feira, 29 de abril de 2022

O retrocesso automóvel russo


Dois meses depois do inicio da guerra com a Ucrânia, e eles a sentirem fortemente o impacto das sanções ocidentais - o Banco Central Russo estima que a economia pode cair 12,5 por cento em 2022, e é uma estimativa... inicial - a industria automóvel de lá está a ser fortemente afetada porque os componentes eletrónicos são essencialmente dos Estados Unidos e da Europa.

Assim sendo, o governo decidiu fazer algo radical: recuar 30 anos em termos de "standards". Ou seja, nada de airbags, "cruise controls", travões ABS, catalisadores, e outros sistemas eletrónicos de estabilidade. A partir de agora, os novos carros, especialmente os Ladas, serão todos como eram no tempo da União Soviética. A legislação entrou em vigor no dia 1º de abril - não, não é mentira - e ficará em vigor até ao final do ano. Essencialmente, como esses componentes estão sujeitos às sanções, a melhor maneira de contornar será... não tê-los.

De acordo com o site motor.ru, as grandes empresas com mais de 5.000 funcionários, bem como fabricantes de semirreboques e autocarros elétricos podem começar a produzir veículos de todas as classes ambientais. Isso difere do atual padrão Euro-5, que a União Europeia introduziu em 2008 e que a Rússia adotou em 2016. Contudo, as marcas de camiões russas como a Kamaz e a GAZ disseram que não irão parar de vender os seus veículos Euro-5, apesar da própria Kamaz admitir que procura um fornecedor alternativo na Rússia, dado que os seus componentes elétrónicos vêm da Bosch. Até lá, há a chance de usarem veículos padrão Euro-2, com motores da família KAMAZ-740, que começaram a ser fabricados na década de 70 do século XX.

Esse tipo de veículos simplificados serão vendidos não só na Rússia como noutros países como a Arménia, Quirguistão, Bielorússia e Cazaquistão, onde serão exportados e onde a Rússia tem um acordo nesse sentido. Contudo, esses carros só poderão ir para esses mercados a partir de fevereiro de 2023.

Apesar de alguns analistas afirmarem que "esta é uma solução aceitável", o ministro russo dos Recursos Naturais alertou para as consequências da queda temporária desses padrões, que acredita poder agravar os problemas de poluição nas maiores cidades do país, como Moscovo e São Petersburgo.

Em suma, os Ladas voltarão a ser a "lataria" que eram nos tempos da "gloriosa" União Soviética... aliás, por estes dias, a Renault vendeu a AutoVaz, que tem a marca Lada, pelo valor simbólico de... 1 rublo. 

segunda-feira, 11 de abril de 2022

Youtube Motoring Vídeo: Lordstown, um fracasso elétrico?

Que os pickup elétricos são o "novo Oeste", assim por dizer, isso é verdade. A Tesla anda a construir o Cybertruck, a Rivian já lançou o seu no final do ano passado, e há altissimas expectativas - agora é a segunda grande marca elétrica na Bolsa, depois da própria Tesla - e claro as marcas mais convencionais também querem o seu quinhão. 

Mas no meio disto tudo, há balões que esvaziam. A Lordstown, uma marca que em 2020 lançou o protótipo do seu "pickup", chegou a ter uma valorização de até sete mil milhões de dólares, mas agora, que estamos quase a meio de 2022, bale menos de mil milhões, ou seja, perdeu 5,5 mil milhões em meio ano. E as razões? Protótipos que pegam fogo, ordens que não existiam e o CEO que tinha um passado de empresas que eram feitas e depois vendidas, muitas vezes, por alguém parecido com ele próprio. 

Já sabem onde isto irá parar...

E é sobre isso que o Nolan Sykes, do programa Whellhouse, do Donut Media, explica neste vídeo, para além de outras coisas como o envolvimento da General Motors neste projeto. 

sexta-feira, 11 de março de 2022

Youtube Automobile Vídeo: Quando as bombas ficaram sem combustível

Na altura em que estamos a passar pelo terceiro choque petrolífero em menos e 50 anos, o pessoal do Donut Media decidiu falar do primeiro choque de 1973-74 e claro, como isto fez com que as pessoas passassem a ver os carros e o consumo de gasolina de forma completamente diferente. E claro, a industria automóvel americana, com os seus motores "beberrões", tinha de se adaptar... ou morreria.