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domingo, 2 de setembro de 2012

IRC: espectador morre em rali checo


Um espectador morreu na manhã de hoje no Rali Barnum Zlin, na Republica Checa, quando foi atropelado pelo Subaru Impreza do piloto checo Vaclav Kopacek. Outro ficou ferido e foi transportado para o hospital em estado grave.

Aparentemente, ambos os espectadores estavam em zona proibida quando se deu o acidente. A vítima mortal é um fotógrafo local.

Os organizadores do rali decidiram terminar prematuramente a competição, que conta para o Intercontinental Rally Challenge, e atribuiram a vitória ao finlandês Juho Hanninen, que assim vence antecipadamente o título no IRC. Já é a segunda vez nesta temporada que um rali do IRC termina demasiadamente cedo, depois do acidente fatal que envolveu Gareth Roberts, o navegador de Craig Breen, no Rally Targa Florio, na Sicilia.

sábado, 16 de junho de 2012

Noticias: Navegador de Craig Breen morre na Targa Florio

Os ralis estão a ter um mau ano em termos de acidentes, mas se até agora foram coisas que aconteceram em ralis nacionais ou regionais, mas esta manhã, a infelicidade aconteceu numa prova do Intercontinental Rally Challenge, o IRC: o britânico Gareth Roberts, navegador do piloto irlandês Craig Breen, morreu vitima de um acidente durante o Rally Targa Florio, num acidente semelhante ao que aconteceu a Robert Kubica em fevereiro do ano passado.

O acidente aconteceu na oitava classificativa, a de Celafu, quando Craig Breen - que seguia na sexta posição - perdeu o controlo do seu carro que colidiu violentamente nos rails com o lado direito do 207 S2000, num acidente, ao que se sabe, com algumas semelhanças do que foi vítima Robert Kubica. A ajuda chegou depressa, mas nada mais havia a fazer pelo navegador. O piloto, Craig Breen, ficou incólume, mas em estado de choque.

A oitava especial do Rali Targa Florio foi interrompida na sequência dum acidente da dupla Craig Breen e Gareth Roberts, de modo a permitir a entrada das equipas médicas, mas apesar de todos os seus esforços, já não foi possível salvar a vida de Gareth Roberts, que sucumbiu aos ferimentos. O restante da prova foi cancelada, em respeito pelas vítimas. O piloto Craig Breen saiu incólume do acidente, onde não estiveram envolvidos espectadores.”, afirmou o comunicado da organização.

O responsável pelo IRC, o francês Jean-Pierre Nicolas mostrou-se bastante triste pelo sucedido: “É um acidente muito triste que nos recorda que o automobilismo é perigoso: os acidentes podem afetar os pilotos e navegadores nos ralis. Como o presidente do Automobile Club Palermo, Antonio Marasco, disse a seguir ao acidente, o Targa Florio é um evento em que muitos grandes campeões nos deixaram no passado e, infelizmente, isso voltou a acontecer novamente. A morte de um jovem de 24 anos no início da sua carreira é sempre uma tragédia. Desde o início deste ano, em conjunto com Craig Breen, o Gareth tinha feito algumas grandes prestações e a equipa soube fazer-se notar. Não restam dúvidas na minha mente de que essas performances se iriam tornar ainda melhores. Neste momento terrível, os meus pensamentos estão com a família do Gareth, a quem todos nós na Eurosport Events enviamos as mais sinceras condolências”.

Como foi dito, o rali foi imediatamente cancelado, numa prova onde Anders Mikkelsen estava na frente mas tinha havido uma mudança na liderança para a o checo Jan Kopecky precisamente na classificativa fatal. Provavelmente, o piloto da Skoda será considerado vencedor.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Noticias: Bruno Magalhães provavel no Rali dis Açores

As coisas não andam bem no meu país, isso é verdade. Dinheiro para levantar projetos não existe, e tem de se fazer mais por menos. Bruno Magalhães e Bernardo Sousa irão ter uma temporada de 2012 complicada, mas o primeiro poderá ter esperanças, pelo menos, para participar no Rali dos Açores, a primeira prova do Intercontinental Rally Challenge, a bordo de um Peugeot 207 S2000. Isto se até amanhã à tarde conseguir os valores que pretende para a sua participação. 

"Estamos a realizar um forcing para estar presentes no Rali dos Açores e para já pensamos prova a prova. Falta algum dinheiro, mas as perspetivas são boas pelo que resta aguardar.", começou por referir numa entrevista à Autosport portuguesa. 

Nessa mesma entrevista, o piloto afirma que a hipótese de fazer novo campeonato está excluida à partida: "É complicado, e basta ver outros casos semelhantes ao meu, para perceber que esta é uma fase delicada para conseguir colocar de pé projetos grandes.", continuou. 

Contudo, o piloto de 31 anos não exclui participar no Rali de Portugal, e provavelmente num WRC: "Depois dos Açores vou pensar de imediato no Rali de Portugal, e apesar de nunca ter guiado um WRC, tenho em mente fazê-lo, e no Rali de Portugal seria ótimo. Sei que os valores para uma operação dessas são elevados, mas quem sabe, pelo menos vontade de o fazer tenho, e talvez surja alguém que conclua que seria uma boa aposta. Era fantástico, vamos aguardar!" prosseguiu. 

E com o segundo Mini da Prodrive disponivel à melhor oferta, provavelmente seria um bom carro para guiar nas classificativas do sul do país, ao lado de Armindo Araujo. 

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Noticias: divulgados os calendários do IRC e do Europeu de ralis

Voltando para os ralis, coloco agora os calendários para 2012 de duas competições que muito em breve, será fundidas num enorme Europeu de Ralis: o Intercontinental Rally Challenge (IRC) e o European Rally Championship (ERC).

A grande novidade do IRC é que o Rali dos Açores vai ser a prova de abertura do campeonato, substituindo o Rali de Monte Carlo, que em, 2012 regressará ao WRC. A prova açoriana vai ocorrer dentre 23 e 25 de fevereiro, numa competição fortemente apoiada pela Eurosport. Esta vai ser a primeira de treze provas, com quatro novidades e algumas saídas. O rali das Canárias regressa, e acontecerá entre 15 e 17 de março, enquanto que as estreias absolutas são o Mecsek Rallye, da Hungria (2-3 de junho), o Rali de San Marino (6-7 julho), o Rali Sibiu, na Roménia, entre 20 e 22 de julho e o Rali de Sliven, na Bulgária (28-30 de setembro)

Um rali que também desaparece do calendário, mas por razões financeiras, é o Rali da Escócia.

Eis o calendário completo:

23-25 de fevereiro - Sata Rallye Açores (POR)
15-17 mraço - Rally Islas Canarias Trofeo El Corte Inglés (ESP)
6-7 abril - Donnelly Group Circuit of Ireland Rally (IRL)
11-12 de maio - Volta à Corsega (FRA)
2-3 de junho - Canon Mecsek Rallye (HUN)
21-23 de junho - Rali de Ypres (BEL)
6-7 de julho - Rali de San Marino (SMR)
21-22 de julho - Sibiu Rally Romania (ROM)
31 de agosto - 2 de setembro - Barum Czech Rally Zlin (CZE)
15-16 de setembro - Rali de Yalta (UKR)
29-30 de setembro - Rally Sliven (BUL)
12-13 de outubro - Rali de Sanremo (ITA)
2-3 de novembro - Rali do Chipre (CYP)

Entretanto, também nesta semana foi divulgado o calendário do Europeu de ralis, uma competição que perdeu gradualmente a sua importância à medida que os concorrentes escolhiam o WRC ou então o mais mediático IRC, muito apoiado pela Eurosport. Contudo, destas 12 provas, duas delas serão realizadas em simultâneo com o IRC, nomeadamente, o Rali de Ypres, na Belgica, e o Barum Zlin, na República Checa.

No resto do calendário, há uma novidade relativamente a 2011. Começa-se o ano na Austria, com Jannerrallye, provavelmente sob neve. Este aparece um substituição do ELPA Rally, um rali grego que foi cancelado no inicio de abril. Destas doze provas, só o Rali do Bósforo e o Rali da Polónia é que não são disputadas sob asfalto.

Eis o calendário completo, a saber:

05-07 de janeiro - International Jännerrallye (AUT)
19-21 de abril - Rally 1000 Miglia (ITA)
24-26 de maio - Rali da Croácia (CRO)
08-10 de junho - Rally Bulgaria (BUL)
22-24 de junho - GEKO Ypres Rally (BEL)*
06-08 de julho - Bosphorus Rally (TUR)
26-28 de julho - Rally Vinho da Madeira (POR)
31/08-02/09 - Barum Czech Rally Zlín (CZE)*
13-15 de setembro - Rali Principe de Asturias (ESP)
28-30 de setembro - Rali da Polónia (POL)
12-14 de outubro - Rali Antibes Côte d’Azur (FRA)
25-27 de outubro - Rali do Valais (SUI)

* em simultâneo com o IRC

terça-feira, 19 de julho de 2011

A capa do Autosport desta semana

A capa do Autosport desta semana mostra um carro de ralis, para variar. O Skoda vencedor do Rali dos Açores, prova a contar para o Intercontinental Rally challenge (IRC) é o destaque da edição desta semana, onde se lê como título: "Base Aérea da Skoda nos Açores", numa prova onde como antetítulo falam do "Azar de Bruno Magalhães rouba-lhe pódio". Nos subtítulos falam do dominio dos Skoda ("Hanninen vence e quatro Skoda nos cinco primeiros") e na sorte dos portugueses neste rali ("Ricardo Moura (6º) foi o melhor português e lidera o CPR") Para quem não sabe a sigla, significa Campeonato Português de Ralis.

No lado direito, com as figuras de Fernando Alonso e Sebastien Vettel, o destaque da Formula 1 fala da antevisão do GP da Alemanha e que "Vettel e Alonso com contas para ajustar".

Na parte de cima da revista fala-se sobre Armindo Araujo ("Como Armindo Araujo se prepara para o Rali da Finlândia"), sobre Antonio Felix da Costa e as suas incursões da F3 britânica ("António Felix da Costa faz dois pódios em Paul Ricard") e sobre o Moto GP ("Dani Pedrosa baralha contas do campeonato")

sábado, 16 de julho de 2011

Algumas palavras sobre Bruno Magalhães, IRC e o Rali Açores

Tivemos este final de semana o Rali dos Açores, prova a contar para o Intercontinental Rally Challenge. E desde que a prova conseguiu a cobertura televisiva do Eurosport, de uma certa forma, ela conquistou-me. Está bem feita e consegue ser uma "alternativa" viável ao WRC, porque consegue ir um pouco mais além, fazendo por exemplo, classificativas à noite, durante mais dias. E grande parte dessas classificativas tem transmissão em direto na Eurosport.

Foi por isso que os organizadores do Rally de Monte Carlo decidiram, desde há uns anos para cá, fazer com que a sua prova fizesse parte desse calendário, pois de uma certa maneira, libertavam-se das grilhetas que a FIA impingia em relação aos ralis do WRC, e que para eles iria destruir o espirito do rali. E quem diz o monte Carlo, diz os outros que fazem parte do calendário, como o Rali Islas Canárias, o Rali do Chipre e o Rali da Madeira, que fazia parte neste ano, mas os problemas orçamentais e desentendimentos entre a organização e a Eurosport fizeram com que esta fosse retirada do calendário no mês passado.

Mas não foi para falar do IRC que abri este post. Foi para falar do Bruno Magalhães, o representante português neste campeonato. Esta tem sido uma temporada muito "skodiana", com os pilotos da marca checa a dominarem os primeiros lugares. O finlandês Juho Hanninen domina quando pode - e arrisca-se a vencer de novo o IRC e o SWRC - enquanto que Freddy Loix, Andreas Mikkelsen e Jan Kopecky ficam com os restos, só que esses "restos" servem para o pódio. Os unicos que podem contrariar os Skoda são os Peugeot e os Ford. Só que, ao contrário do SWRC, onde se vê mais Ford que Peugeot, aqui no IRC é mais o contrário. Bryan Bouffer, vencedor em Monte Carlo no inicio do ano, ou Bruno Magalhães, correm com carros da marca de Sochaux, modelo 207.

E ao ver aquilo que o Bruno Magalhães tem feito ao longo dos anos com o seu carro, tenho alguma pena que não tenha a sorte do seu lado, como teve em 2010, quando conseguiu ser muito regular, vencer (inesperadamente) o Rali Açores e terminar o campeonato na quinta posição. Este ano, o melhor que conseguiu foi um quinto lugar na Córsega, mas nas últimos dois ralis, a mecânica não o deixou brilhar. Em Ypres era quarto quando o motor explodiu, e agora era o unico que fazia frente aos skoda quando a sua transmissão cedeu. "Estávamos a cumprir os nossos objetivos, mostrámos bom andamento, éramos o melhor dos Peugeot, mas infelizmente tivemos de abandonar. Estava a dar-me muito gozo fazer este rali nos lugares da frente e manter aquela luta com os Skoda", afirmou Bruno Magalhães à Autosport portuguesa.

O Bruno Magalhães, bicampeão nacional, já provou que é um bom piloto. Ao andar numa categoria tão competitiva como o Intercontinental Rally Challenge, contra pilotos que ainda tem tempo para fazer uma "perninha" no WRC, como o Hanninen, acho que aposta que ele e o diretor desportivo da Peugeot Sport Portugal, Carlos Barros, na internacionalização é uma aposta ganha. Desde 2010, ano em que entraram nisto a tempo inteiro, a sua regularidade é boa, e a sua capacidade para vencer corridas e contrariar o dominio dos Skoda - quando o carro colabora - está mais do que provada.

Apesar de agora não terem aparecido os criticos do costume e os "campeões da Playstation" - arranjaram outro "saco de pancada" - , estes infelizmente já apareceram no passado, pedindo algo que ele não o é: um "win or wall". É bom naquilo que o faz e espero que o seu periodo de azar acabe logo, para provar que o seu décimo lugar na geral é absolutamente enganador. Força Bruno!

terça-feira, 28 de junho de 2011

A capa do Autosport desta semana

Com um dia de atraso, lá apareceu a capa da Autosport desta semana. E nela, coloca-se Sebastian Vettel na sua Red Bull, a caminho de mais uma vitória, e provavelmente de mais um campeonato. "Vira o disco e toca Vettel", é o título escolhido, com os subtítulos a demonstrarem o seu dominio nas pistas: "Alemão já leva 77 pontos de vantagem"; "Maturidade e frieza de Vettel em corrida perfeita". Mas também se fala dos outros e de possiveis destinos "Ferrari "renasce" e Alonso foi 2º"; "Mark Webber na órbita da Renault".

No lado direito da revista, duas menções sobre eventos futuros, como o WTCC, na Boavista, e os eventos que rodeiam a retirada do Rali da Madeira do calendário do IRC. "Tiago Monteiro preparado para uma Street Race" e "IRC: Rali da Madeira salta fora do campeonato".

Por cima, mais eventos do último fim de semana competitivo, especialmente com "costela" portuguesa: "Parente regressa a tempo inteiro na Carlin" (GP2), "Pedro Lamy foi segundo nas 24 Horas de Nurburgring" (GT's) e "Ben Spies causa surpresa em Assen" (Moto GP)

terça-feira, 17 de maio de 2011

IRC: Magalhães confiante no regresso do Rali da Córsega

O Rali da Córsega tem uma grande história no Mundial de Ralis, e agora que o Mundial WRC preferiu mudar-se para a Alsácia, o "Rali das Dez Mil Curvas" mudou-se de armas e bagagens para o IRC, tal como fez o Rali de Monte Carlo. E nessa nova categoria, os organizadores apostam num "regresso às origens", ou seja, a passagem por classificativas míticas à volta de Bastia, Calvi e Ajaccio, as principais cidades da ilha francesa.

Com os pilotos locais, como Bryan Bouffer e o veterano Francois Delecour entre os favoritos, no meio da armada da Skoda, por exemplo, Bruno Magalhães sofrerá um pouco pelo seu pouco conhecimento deste rali, mas continua a apostar num bom resultado: "Como nunca participei no rali da Córsega não conheço as suas características, mas estou convicto de que será fundamental eu, o Paulo [Paulo Grave, seu navegador] e o carro adaptarmo-nos bem a este rali, que é um desafio constante para todas as equipas.", afirmou à Autosport portuguesa.

Para o piloto da Peugeot Portugal, a presença na Volta à Córsega significa "poder participar em mais um rali mítico, no qual muitos pilotos gostavam de estar presentes. É com grande satisfação que vou fazer esta prova, em representação das cores nacionais.", concluiu.

Carlos Barros, o diretor desportivo da equipa, afirmou que "estive várias vezes nesta prova na década de 80, com bons resultados, e regresso com a esperança de que o mesmo aconteça desta vez. A Córsega é uma novidade para a equipa, mas não para mim, e constituiu sempre um enorme desafio, já que todos os pilotos que lá competiram consideram-na uma das provas mais difíceis do mundo. Como sempre, vamos motivados e tenho a certeza de que o nosso andamento vai ser forte e que nos permitirá regressar a Portugal com um resultado positivo."

A prova corsa é disputada numa altura em que se comemora o 25ª aniversário do seu momento mais negro na história do seu rali, quando o finlandês Henri Toivonen e o seu navegador, o italo-americano Sergio Cresto, morreram na 18ª classificativa desse rali, a bordo do seu Lancia Delta S4 de Grupo B. O seu acidente levou à abolição da sua categoria no final desse ano e a sua substituição pelos carros de Grupo A.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Noticias: Delecour quer montar um projeto no WRC

Francois Delecour é uma lenda dos ralis. Não foi tão bem sucedido como outros do calibre de Didier Auriol, Juha Kankkunen, Carlos Sainz ou Colin McRae, mas este ano, aos 48 anos, reviveu os seus tempos gloriosos quando guiou um Peugeot 207 S2000 no Rali de Monte Carlo, andando entre os primeiros classificados, mesmo depois de anos afastado da competição.

E parece que o seu bom resultado no IRC o fez despertar a sua vontade de correr. Assim sendo, prepara um projeto que lhe permita correr algumas provas do Mundial de 2011, tendo como centro o Rali de França, em setembro, na Alsácia.

"Gostaria imenso de pilotar um dos novos WRC, no Rali de França ou em qualquer outro evento. Estou a lutar por isso porque tenho essa oportunidade com o apoio que recebi da Roménia e do ministro do turismo de lá. Ele gostaria que eu fizesse o Dakar, mas eu preferia antes fazer qualquer coisa no Mundial de Ralis. Eles estão certos de que o Dakar lhes traria muita publicidade mas no meu caso preferia o WRC e o Rali de França", referiu Delecour ao jornal britânico Motorsport News.

Desconhece-se ainda qual será o carro a usar, mas como correu num Peugeot S2000 em terras francesas, provavelmente um DS3 seria o carro ideal para as suas aspirações. Mas a marca francesa neste momento não cede muitos desses carros, e o projeto da Mini ainda está no seu inicio, logo, caso o projeto de Delecour ande para a frente, o mais provável é que seja um Ford Fiesta. Veremos.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

A capa do Autosport desta semana

A capa do Autosport desta semana colocou em destaque o centenário Rali de Monte Carlo. O primeiro rali do ano no Intercontinental Rally Challenge, e onde o vencedor foi o local Bryan Bouffer, um Peugeot 207, foi marcado pela imprevisibilidade do tempo. "A Roleta de Monte Carlo" é o título escolhido pela revista.

Nos subtítulos, continuam as referências ao Monte Carlo, à Peugeot e a Bruno Magalhães. "Bryan Bouffer dá vitória à Peugeot"; "Bruno Magalhães em jogo de azar" e "A história dos portugueses no Rali de Monte Carlo".

Acima, duas referências à Formula 1: a primeira acerca da apresentação da Ferrari, prevista para esta sexta-feira ("Ferrari é a primeira a mostrar monolugar"), e a noticia sobre a possibilidade da Williams colocar algum capital em bolsa ("Futuro da Williams em risco"). E por fim, uma entrevista a Helder Rodrigues após o seu inédito terceiro lugar no Rali Dakar ("O que é preciso para vencer o Dakar segundo Rodrigues")

domingo, 23 de janeiro de 2011

A alegria de Bryan Bouffer em vencer o Monte Carlo

A França pode ter Sebastien Löeb, e o seu sucessor, Sebastien Ogier, já vem a caminho. Mas também poderá ter, num futuro mais ou menos próximo, outro francês com credenciais para ser tão bomo como os dois já referidos anteriormente: falamos do novo vencedor do rali de Monte Carlo, Bryan Bouffer.

Actual campeão francês e morador na zona de Monte Carlo, Bouffer é um "filho" da zona, pois cresceu a cwrca de 35 quilómetros de algumas das classificativas mais emblemáticas do rali, e a sua beleza e imprevisibilidade deve o ter influenciado a escolher uma carreira nos ralis. Ao lado do navegador Xavier Pansei, asseguraram ao início de ontem a entrada no livro de ouro do Rali de Monte Carlo. E não foi uma edição qualquer: venceram a edição centenária da prova monegasca.

O carro mostrou-se de uma fiabilidade exemplar e o piloto da Peugeot França geriu a vantagem de que dispunha para assegurar a vitória: "Não fui o mais rápido na fase inicial e isso nem sempre foi fácil de gerir. É a mais bela vitória da minha carreira. Pergunto-me se um dia voltarei a ter outra assim como esta. Ganhar Monte Carlo é mágico!", afirmou o vencedor no final.

Olivier Quesnel, o director da Peugeot Sport, está também feliz pelo resultado de Bouffer e da marca do leão em geral, pois era a terceira vez na história do rali que ganhavam aqui, depois de Ari Vatanen em 1985 e de Sebastien Ogier em 2009. "Esta é a prova da qualidade do nosso 207 S2000, do talento das nossas equipas e da qualidade da nossa organização." começou por afirmar. "É preciso ser humilde em Monte Carlo, mesmo depois de uma vitória, porque ela foi necessariamente construída por várias circunstâncias ao longo da prova. Quando nevou, os nossos adversários cometeram erros estratégicos e nós aproveitámos para ascender ao comando. Não escondemos a nossa satisfação: esta terceira vitória em Monte Carlo, no centenário da prova, tem para a Peugeot um perfume excecional."

Monte Carlo de 2011 acabou, para o ano há mais.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Rali de Monte Carlo, final: Bryan Bouffer é o vencedor

As duas últimas etapas do centenário rali de Monte Carlo, disputadas à noite, sob piso seco e perante milhares de espectadores (e transmissão televisiva da Eurosport), asseguraram o necessário espectáculo, mas não causaram alterações na classificação geral, com o francês Bryan Bouffer a vencer aqui pela primeira vez na sua carreira. Pudera, a viver a 35 quilómetros dos troços, com um bom carro e é um especialista em asfalto - é o actual campeão nacional - tinha de tentar... mas merceu a vitória, ao apostar no tipo de pneus certo no momento mais crucial do rali.

Atrás ficou o belga Freddy Loix, que ao iniciar o dia em terceiro, depressa se percebeu que apontava à vitória. Contudo, o facto de ter 55 segundos para recuperar, e não haver neve e gelo para baralhar as contas, viu-se a braços com um problema insolúvel: apanhar Bouffer.

Stephane Sarrazin terminou inicialmente o rali no terceiro posto, apesar de ter perdido mais cerca de trinta segundos em virtude da caixa de velocidades do Peugeot 207 S2000 ter encravado em quarta na primeira passagem pelo Turini. Mas no final do rali, os organizadores penalizaram-no e mais trinta segundos, perdendo o terceiro posto a favor do britânico Guy Wilks. Assim, Sarrazin caiu para o quarto lugar, colado ao veterano Francois Delecour, que apesar de ter perdido posições ao longo do dia, sendo passado por Wilks, demonstrou que apesar de ter 48 anos e já não estar em competição desde há algum tempo, continua a demonstrar que "quem sabe, não esquece".

Quanto a Juho Hanninen, deve ser o grande perdedor deste rali. O tempo que perdeu no segundo dia com a escolha errada de pneus acabou por ser decisivo, apesar de no último dia ter recuperado um pouco. Mas o sexto lugar final sabe a pouco para o finlandês. Atrás de si ficou Petter Solberg, que não conseguiu aproveitar bem este Rali de Monte Carlo, onde também errou na escolha de pneus, e para piorar as coisas, viu-lhe o sétimo lugar fugir-lhe depois da última classificativa, quando o alternador falhou a caminho do parque fechado em Monte Carlo.

E assim termina a edição de 2011, que valeu a pena seguir pela emoção causada, pela quantidade e qualidade dos pilotos presentes, pela incerteza do resultado e pela boa cobertura televisiva. Valeu a pena!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Rali de Monte Carlo, dia três: Bouffer a caminho da vitória

Depois de ontem, a neve ter feito a sua aparição e inverter a classificação geral a favor dos Peugeot e dos pilotos franceses, hoje o facto do dia ter sido "normal" fez com a previsibilidade tivesse tomado conta do rali e praticamente ter consolidado a liderança a Bryan Bouffer, com o belga Freddy Loix atrás de si.

A duas especiais do final deste rali, que irá terminar esta madrugada, o francês tem um avanço de 47,7 segundos sobre o belga Feddy Loix, que apenas recuperou quatro segundos em 42 kms de troços, pelo que não se prevê que possa recuperar a margem existente. Partindo para os troços do Moulinet - La Bollène - Vésubie (Turini) e Lantosque - Lucéram com uma vantagem de 39,7 segundos sobre o veterano François Delecour, Bouffier viu a sua margem para o segundo classificado aumentar ainda mais após essas duas classificativas.

Delecour tem agora o britânico Guy Wilks bastante perto de si, a apenas 5,9 segundos, ao passo que Sarrazin também não está longe, mesmo depois de ter sofrido problemas com a caixa do seu carro. Quanto ao anterior lider, Juho Hanninen, recuperou algum tempo mas dificilmente chegará mais à frente com estas condições de troço. Petter Solberg, que vem atrás de Hanninen, perdeu ainda mais tempo para o líder, e já confessou nada mais poder fazer, senão "divertir-se e disfrutar dos troços".

O rali de Monte Carlo termina esta noite.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Rali de Monte Carlo, dia dois: Hanninen erra nos pneus, Bouffer é o lider

O Rali de Monte Carlo está a ficar cada vez mais emotivo. Se no inicio do dia se esperava que Juho Hanninen conseguisse ampliar a sua vantagem, o que conseguiu, a entrada em cena da neve baralhou as contas dos pilotos e causou mossas na classificação geral. E a grande vitima foi o próprio Hanninen, que errou na escolha de pneus e caiu para o sexto lugar da classificação, liderado pelo francês Bryan Bouffer, com o veterano Francois Delecour logo atrás.

Se o primeiro dia foi mais um rali de asfalto do que aquilo que se espera de um "normal" rali de Monte Carlo, hoje, as coisas ficaram totalmente diferentes. Entre a sétima e a oitava classificativa do rali (St Jean en Royans - Font d'Urle e Cimetière de Vassieux - Col de Gaudissart, que no seu total perfaziam 47 quilómetros), a neve fez a sua aparição e os pilotos tiveram de se adaptar rapidamente às novas condições de pista. Só que os pilotos optaram pelas mais díspares escolhas de pneus, desde slicks a pneus com pregos, o que resultou, obviamente, em grandes mudanças na tabela da geral.

Por essa altura, o lider Juho Hanninen tinha uma vantagem de 51,5 segundos sobre o segundo, Petter Solberg, no seu Peugeot 207 S2000. No terceiro posto, estava o belga Freddy Loix, a um minuto e um segundo de Hanninen. Contudo, os dois nórdicos erraram na escolha de pneus e cairam imenso na classificação. Agora, Hanninen encontra-se a 2 minutos e 35 segundos da frente, enquanto Solberg está já a 3 minutos e 49 segundos, pelo que a tarefa de ambos de ora em diante será bastante complicada de forma a conseguirem um bom resultado.

Os grandes beneficiados foram os Peugeot: o francês Bryan Bouffer e o veteranissimo Francois Delecour (48 anos de idade!) conseguiram colocar pneus de neve entre os troços e "voaram", alcançando os dois primeiros lugares, aproveitando os delizes dos da frente. Freddy Loix também aproveitou as condições e manteve o terceiro posto, agora a um minuto e cinco segundos de Bouffer... apesar de ter tido um furo. Outro piloto afetado por furos foi o francês Stephane Sarrazin, que ficou apenas no quinto lugar, atrás do britânico Guy Wilks.

Uma nota de destaque é o 12º posto de um piloto veterano... mas de outras pistas. O italiano Alex Caffi, com 46 anos e piloto de Formula 1 entre 1988 e 1991 pela Dallara, está agora nessa posição, com o seu Fiat Punto Abarth, e nunca teve experiência em neve e gelo...

Uma coisa é certa: hoje muitos consideram que entrou o verdadeiro Monte Carlo em acção. E com a Skoda a "espalhar-se ao comprido", quem aproveita a situação são os pilotos locais e a Peugeot. Amanhã, o rali de Monte Carlo continua na estrada.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Rali de Monte Carlo: Hanninen na frente, Magalhães bate e desiste

Começou o Rali de Monte Carlo, que este ano é especial, pois comemora o seu centenário. E numa edição especial, nada mais do que um elenco de luxo: mais de trinta carros da categoria S2000, alguns pilotos de lenda, como Francois Delecour, ou pilotos do WRC, como Petter Solberg. E claro, todas as marcas que tem máquinas homologadas no SWRC estão presentes: Peugeot, Ford, Skoda, Proton, Renault...

Mas apesar de um elenco de luxo, logo, imensos candidatos à vitória, um homem destacou-se neste primeiro dia: o finlandês Juho Hanninen. Conseguindo acertar nos tipos de pneu e escapando às armadilhas dos troços de asfalto, mas cobertos de neve dos Alpes Franceses, Hanninen venceu duas das quatro especiais do dia, Hanninen encerrou o primeiro dia de ralis com uma ampla vantagem sobre o belga Freddy Loix, também num Skoda, cifrada agora em 44.5 segundos. Isto tudo demonstra que Hanninen será um piloto muito difícil de bater nesta prova, a menos que cometa algum erro - na estrada, na escolha de pneus ou na afinação do seu Fabia S2000.

Atrás de Hanninen e Loix, o terceiro lugar pertence a Petter Solberg, que no seu Peugeot 207 S2000, ainda se encontra em fase de adaptação, mas mesmo assim está a 55,3 segundos da liderança. No último troço do dia, o de St. Bonnet le Froid, Solberg perdeu algum tempo devido a um ligeiro erro num momento em que vinha a marcar tempos muito rápidos, acabando isso por se refletir no seu tempo final. E não pode estar descansado, pois tem mesmo atrás de si o francês Stephane Sarrazin, que está a apenas... 0,2 segundos de Solberg. O britânico Guy Wilks é quinto, a 23 segundos de Sarrazin, e está à frente de Jan Kopecky e Bernard Bouffer.

Em oitavo está um veterano dos ralis: Francois Delecour. Vencedor em 1994, o piloto francês de 48 anos está a um minuto e 52,4 segundos de Hanninen, mas ele espera melhorar as suas prestações nos dias a seguir, pois quem sabe, não esquece.

Para finalizar, Bruno Magalhães. O piloto português estava a fazer uma prova regular, andando no nono posto da geral, mas na última etapa do dia, o piloto do Peugeot 207 S2000 sofreu um forte despiste, embantendo numa ponte e acabado fora de estrada, quando tentava apanhar o francês Francois Delecour.

"Estávamos a ganhar ritmo e a andar cada vez mais depressa, quando numa zona rápida, onde íamos em sexta velocidade, o carro derrapou de traseira. A zona era muito complicada, ainda consegui recuperá-lo, mas acabámos por bater numa ponte e fomos projectados para fora de estrada.", comentou.

Magalhães, que raramente abandona por acidente, acabou por ser uma das 27 duplas que hoje ficaram pelo caminho, sete das quais por despiste, o que mostra bem as dificuldades da prova monegasca, onde a escolha de pneus tem particular importância, como Bruno Magalhães reconheceu: "Na fase inicial da primeira classificativa tive de andar mais devagar, por os pneus serem demasiado duros e demorarem a aquecer; na segunda e terceira classificativas tivemos o problema contrário porque o piso estava seco e os pneus eram demasiado macios, o que tornava o carro instável", concluiu.

Apesar da saída da equipa portuguesa do rali, Carlos Barros, o Director da Peugeot Sport Portugal, está determinado: "Neste desporto temos que encarar estas situações com naturalidade. Somos uma equipa solidária e temos que motivar-nos já para a próxima prova. Temos ambições, um projecto para realizar e não é um abandono que vai desmotivar-nos."

O Rali de Monte Carlo prossegue amanhã.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

As aspirações de Bruno Magalhães em Monte Carlo

Amanhã começa o Rali de Monte Carlo, que num ano especial (comemora o seu centenário) as cores nacionais estarão representadas por Bruno Magalhães, que volta a correr com o Peugeot 207 S2000, no qual conseguiu na temporada passada o quinto lugar na classificação geral e uma inesperada vitória no Rali dos Açores. Agora no seu segundo ano competitivo no IRC, Magalhães vai tentar melhorar o sétimo posto alcançado na edição do ano passado, mas este ano a concorrência vai ser extremamente apertada, dado que terá à partida pelo menos trinta máquinas semelhantes, entre Peugeot, Ford, Skoda, Proton e Renault.

Esta temporada, o piloto de 30 anos irá correr com um novo navegador, Paulo Grave - que regressa à competição depois de três anos de ausência - em substituição do anterior, Carlos Magalhães, que em 2011 irá correr ao lado do brasileiro Daniel Oliveira a bordo do novo Mini WRC.

"É uma grande satisfação poder voltar a participar no Rali de Monte Carlo, e no ano em que a prova assinala o centenário da sua primeira edição, com uma lista de inscritos de tão vasta qualidade que, atrevo-me a dizer, é a melhor lista de sempre. Por outro lado, esta é uma prova 'ingrata', na qual o resultado final pode depender, em muito, da escolha acertada dos pneus. Numa região onde as condições atmosféricas estão em permanente mudança torna-se difícil saber qual é a melhor opção de pneus para realizar cada classificativa", começou por afirmar em declarações à Autosport portugugesa.

Para ele, o objetivo "é mostrar que evoluí e que estou a andar mais depressa, muito embora saiba que esta prova é muito traiçoeira, onde tanto se pode sair da estrada na primeira como na última curva. Mas recuso-me a fazer qualquer projeção em termos de resultados porque a lista de inscritos não tem comparação possível com a do ano passado, quando fui sétimo à geral".

Em relação à troca de navegador, Bruno Magalhães diz que "é uma situação que não me preocupa, apesar do tempo de paragem do Paulo, pois sempre funcionámos muito bem e de todos os ralis que ele fez apenas cinco não foram comigo, pelo que estou tranquilo", concluiu.

Carlos Barros, diretor desportivo da Peugeot Sport Portugal, "o objetivo é terminar nos pontos, que agora são atribuídos até ao décimo lugar, a exemplo do que se passa no 'Mundial' e fazer melhor do que no ano passado, tanto mais que é a segunda vez que lá vamos. Sabemos que a concorrência é mais forte, que é uma prova com características muito especiais, face à instabilidade das condições atmosféricas, mas vamos confiantes.", afirmou.

Em relação à máquina, "o 207 Super 2000 teve algumas evoluções, depois de em San Remo termos utilizado um motor mais evoluído, o Spec 3, mas vamos dispor, ainda, de uma caixa otimizada, de travões mais eficazes e mais leves e de amortecedores desenvolvidos, especificamente, para Monte Carlo.", concluiu.

A prova começa amanhã em Valence, com a disputa das primeiras quatro etapas, e prosseguirá até à madrugada de Sábado, prefazendo um total de treze especiais de classificação, quase todas elas transmitidas na Europa pelo canal de televisão Eurosport.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Youtube Rally Testing: Bruno Magalhães a preparar-se para Monte Carlo



O Rali de Montecarlo, que este ano comemora o seu centésimo aniversário, tem uma lista de inscritos bem cheia. Tanto que os organizadores tiveram de limitá-las a cem carros, dos mais de trezentos que receberam, porque o preço da inscrição era gratuito.

Um dos clássicos, pertence agora ao Intercontinental Rally Challenge, e normalmente é um rali de asfalto, mas disputado na neve, o que dificulta muito as coisas, nomeadamente aqueles que não tem muita experiência neste tipo de estradas. E um deles é o português Bruno Magalhães, que passou a última semana a adaptar-se ao tipo de asfalto que poderá ter nestes dias de competição, que começará no próximo dia 16.

Eis uma ideia do que ele poderá passar, e aqui deseja-se a melhor das sortes para ele. Igualar o lugar da edição do ano passado já seria um feito...

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

As últimas dos ralis: Monte Carlo e Mini WRC

Não há muito para dizer nesta semana sobre o WRC, mas o facto de hoje ter ouvido um rumor bem forte sobre o Armindo Araujo me fez escrever isto, no qual irei desenvolver mais adiante. Até lá...

A primeira noticia tem a ver com o Rally de Monte Carlo, que comemora no final de Janeiro o seu centenário. Fazendo agora parte do calendário o IRC, o rali juntou nada mais, nada menos do que... 37 carros da categoria S2000. Talvez seja pelo simbolismo da edição e pelo seu prestigio, mas esta rica lista de inscritos inclui nomes consagrados, pilotos que costumam dar nas vistas em outras categorias, para além dos habituais candidatos ao título do IRC.

A Skoda, equipa que ganhou o campeonato de 2010, vai alinhar com Andreas Mikkelsen, Egoi Valdes, Eyvind Brynildsen, Freddy Loix, Marco Cavigioli, Jan Kopecky, Juho Hanninen, Mark Wallenwein e Nicolas Vouilloz, enquanto com Abarth, com o seu modelo Punto, terá Laurent Pascal e Piero Leone. A Ford deposita as suas esperanças nos carros tripulados por Henning Solberg e Julien Maurin.

A Peugeot apresenta o maior contingente com Andrej Jereb, Arnaud Monnet, Bruno Magalhães, Bryan Bouffier, Francois Delecour, Franz Wittmann, Guy Wilks, Laurent Nicolas, Luca Betti, Marco Tempestini, Michel Boetti, Petter Solberg, Simone Campedelli, Stefano Capelli, Stephane Sarrazin, Thierry Neuville e Toni Gardemeister.

A Proton contará com Chris Atkinson, Per-Gunnar Andersson e Tom Cave. Também com S2000 mas ainda sem viatura definida surgem inscritos Cedric Robert, Giandomenico Basso e Jean Sebastien Vigion. Entre os colunáveis estão Alex Caffi, antigo piloto de Forumla 1 (Dallara e Arrows) que tripulará um Skoda Fabia S2000 e Robert Kubica num Renault Clio R3

Com Mitsubishi Lancer estarão em ação Andreas Aigner, Daniel Barry e Maurizio Verini, um veteranissimo piloto italiano que se destacou nos anos 70 e 80 a bordo de um Alfa Romeo. O Rali de Monte Carlo contará também com muitas presenças da Renault Clio Cup e Trofeo Abarth 500.

O interessante é saber que Sebastien Löeb, Dani Sordo e Kimi Raikonnen, que foram hipóteses para participarem no Rally de Monte Carlo deste ano, não se inscreveram para a prova, desconhecendo-se as razões para tal, mas podemos imaginar que no caso de Löeb seja para desenvover o DS3 para o Rali da Suécia, e no caso de Sordo tenha a ver com a transferência para a Prodrive, no sentido de tripular o Mini Countryman. Aliás, Chris Meeke também não participa nesta prova.

E por falar em Mini, o sitio Rallybuzz.com fala que a Prodrive poderá assistir seis carros da marca. Os dois oficiais e mais quatro privados, que poderão correr em campeonatos regionais ou até no Mundial, como viaturas semi-oficiais.

"Já vendemos oito carros até agora. Sei que dois deles irão correr no Mundial, do qual um já está ocupado, enquanto que os restantes estarão regularmente nos campeonatos regionais um pouco por todo o mundo, pois a FIA confirmou que essas provas poderão ser feitas com as especificações de 2011", começou por dizer David Richards, o dono da Prodrive, ao site Motorsport News.

"Poderemos assistir até quatro carros no WRC em 2011, para além dos dois oficiais, do qual um dos lugares já tem dono", concluiu.

E um desses privados pode cair nas mãos de... Armindo Araujo. O sitio fala que ele poderá correr com um desses carros no Rali de Portugal, uma das provas que a Mini em principio poderia participar. Dada a vontade de Armindo "dar o salto", depois de duas épocas bem sucedidas no PWRC, e sabido que para conseguir um carro do WRC necessita de pelo menos 3,5 milhões de euros, contra o milhão de euros que precisou para competir na Produção, veremos se tal possibilidade pode acontecer.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Rumor do dia: Volkswagen vai para o WRC em 2012?

Sabe-se desde há algum tempo que a Volkswagen pode regressar ao WRC, e que até ao final do ano, a cúpula da marca poderá reunir-se para definir o seu programa desportivo para os próximos anos. Só que hoje, vários sitios na Alemanha dizem que o regresso pode acontecer... em 2012, e não em 2013 como inicialmente previsto. Aparentemente, os planos na marca alemã irão passar por uma última participação no Dakar de 2011 para depois apostar a fundo no modelo Scirocco de WRC, cujo desenvolvimento já começou.

Aparentemente, o Grupo Volkswagen poderá fazer a mesma tática que faz a Peugeot e a Citroen: uma marca corre no WRC, enquanto que a outra está no IRC. Em suma, a entrada da Volkswagen não implicará a saída da Skoda do IRC. O motor será o 1.6 turbo e será desenvolvido pela francesa Oreca, com o objectivo de encaixar nas várias categorias: VW no WRC, Skoda no IRC e Seat no WTCC.

Veremos se os rumores se confirmam. A acontecer, significa uma maior competitividade e variedade nos ralis, algo que a categoria já necessitava.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

O despiste de Bruno Magalhães



Começou hoje mais a sério o Rali Vinho Madeira, uma das duas provas portuguesas do campeonato IRC, prova em que participam os carros da categoria S2000, como o Peugeot 206, Skoda Fabia, Fiat Punto Abarth, Ford Fiesta, entre outros. Numa temporada onde haviam muitos candidatos à vitória (Chris Meeke, Juho Hanninen, Jan Kopecky...) Bruno Magalhães, no seu Peugeot, era outro dos favoritos à vitória, depois de ter vencido na prova anterior, o Rali dos Açores.

Contudo, a prova da Madeira é muito disputada e qualquer precalço é fatal, seja ele um furo, um problema elétrico ou um excesso numa curva. Neste caso em concreto, falamos de um problema nos travões, que a acontecer numa descida como esta, é fatal. Felizmente, nada aconteceu ao Bruno e ao Carlos Magalhães, o seu navegador. Mas a ideia de uma vitória portuguesa está fora de questão, pelo menos este ano.