O "Capitão Lento", agora mais dedicado a vender o seu "gin", decidiu comprar o seu mais recente carro na sua garagem e foi dar uma volta com ele, para o conhecer melhor. E parece que esse carro, um modelo histórico de uma marca histórica... tem a sua história.
E claro, ele não tem qualquer problema em contá-la, da sua maneira professoral.
quinta-feira, 1 de maio de 2025
Youtube Automotive Video: O mais recente carro de James May
sexta-feira, 22 de julho de 2022
A imagem do dia
Uma dessas marcas era a BMC, British Motor Corporation, que desde 1959 fabricava o Mini, um carrinho idealizado por Alec Issigonis para a estrada, com um motor pequeno e economicamente eficiente. O carro era um sucesso de vendas, mas em 1961, John Cooper, da marca que tinha construído e competido vitoriosamente na Formula 1, com Jack Brabham, achou que o carro tinha potencial vencedor e decidiu preparar esse carro ágil com um motor mais potente e alimentado, de um litro, suficiente para ficar a par de carros mais potentes.
Em 1964, a Mini alinhou com três carros para a prova, a contar para o Europeu de ralis. Dois deles seriam conduzidos por finlandeses, Raulo Aaltonen e Timo Makinen, e o terceiro seria guiado pelo norte-irlandês Paddy Hopkirk, navegado por Henry Liddon. Partindo de diversos pontos da Europa - Hopkirk e os seus companheiros largaram de Minsk, na então União Soviética - chegavam aos Alpes onde cumpriam uma série de especiais culminando com uma passagem por Monte Carlo, no percurso que a Formula 1 faria na primavera. O Mini Cooper já era um carro ágil e começava a ter resultados nas pistas, mas ainda não tinha tido a vitória neste rali.
O rali foi um duelo entre Hopkirk e o mais potente Ford Falcon guiado pelo sueco Bo Ljungfeldt. No final, decidiu-se no Col de Turini, no dia seguinte à queda de neve no local, onde as condições requeriam mais cautela. Com um carro pequeno, mas ágil, o Mini conseguiu a vantagem decisiva para triunfar, algo improvável pelo seu tamanho, mas todos entenderam que os vencedores não se mediam aos palmos.
Anos depois, Hopkirk falou sobre o carro e aquilo que gostava dele:
"O Mini era um automóvel muito avançado. Sua tração dianteira e o motor transversal na frente apresentavam vantagens significativas, assim como o fato de que o carro era pequeno, já que as estradas tinham muitas curvas e eram estreitas".
O primeiro triunfo da Mini em Monte Carlo, e o facto de o vencedor ser britânico catapultou-o para a fama. O primeiro-ministro de então, Alec Douglas-Home, e os membros dos The Beatles mandaram-lhe telegramas de parabéns, a cidade de Belfast deu-lhe as chaves da cidade, e apareceu na televisão com o seu carro, o número 37 na carenagem e a sua matrícula, o 37 FJB, tinha entrado na imaginação dos britânicos.
Mas por essa altura, Hopkirk, então com 30 anos, já tinha uma carreira de piloto de ralis atrás de si. Começara nos "hillclimbs" em 1953 num Fusca, depois de algum tempo a trabalhar nas oficinas da marca alemã, apaixonado pelo automobilismo. Os ralis surgiram em 1955, primeiro pela Triumph, depois, para a Hillman, em 1959. Ganhara o Circuit of Ireland em 1961 e 1962, mas mudara-se para a BMC em 1963, após ter experimentado um Austin-Healey guiado por Pat Moss, a irmã de Stirling Moss. Os Minis surgiram mais tarde, e ele tinha sido terceiro no Tour de France Automoblie desse ano, atrás apenas de dois Jaguares de 3.8 litros.
Depois de Monte Carlo, o seu maior feito não foi uma vitória. Foi um gesto solidário para salvar vidas. Em 1968, no Londres-Sydney, na penúltima etapa do rali, Hopkirk liderava quando assistiu à sua frente ao acidente que envolveu o Citroen DS guiado por Lucien Bianchi e navegado por Jean-Claude Ogier. Ele e o seu navegador, Tony Nash, tinham visto a colisão com outro carro, e correram para os destroços para tirar os passageiros, antes do carro começasse a pegar fogo. O gesto custou-lhes a liderança e a vitória no rali - acabaram em segundo, atrás do vencedor, o escocês Andrew Cowan - mas o gesto valeu-lhes um prémio de fair-play.
Hopkirk retirou-se no final de 1970, montou um negócio de acessórios para automóveis com o seu nome e tornou-se dirigente do British Racing Drivers Club. Ajudou em 2011 no projeto da Mini quando regressaram ao WRC, pouco depois de ter entrado no Rally Hall of Fame, na Finlândia, ao lado de Makinen, Aaltonen e o sueco Erik Carlsson.
Paddy Hopkirk morreu esta quinta-feira, aos 89 anos. Ars longa, vita brevis.
sexta-feira, 17 de janeiro de 2020
Dakar 2020 - Etapa 12 (Haradh-Qiddiya)
quinta-feira, 16 de janeiro de 2020
Dakar 2020 - Etapa 11 (Shubaytah - Haradh)
domingo, 5 de janeiro de 2020
Dakar 2020 - Dia 1 (Jeddah-Al Wajh)
sábado, 7 de setembro de 2019
Youtube Automotive Review: O Mini elétrico
quinta-feira, 11 de janeiro de 2018
Youtube Motorsport Crash: O insolito acidente da Yazid al-Rahji
quinta-feira, 4 de maio de 2017
The End: Timo Makinen (1938-2017)
quinta-feira, 5 de janeiro de 2017
Dakar 2017 - Etapa 4, Jujuy - Tupiza
Quem desistiu de vez, entre os da frente, foi o saudita Yazid Al-Rahji, no seu Mini, que ia na sétima posição na geral, e o segundo melhor entre os Mini, depois de Mikko Hirvonen. Tinha já perdido mais de uma hora quando tomou a decisão de abandonar.
Na geral, Després aproveitou a hecatombe para ficar com o comando, e agora está a quatro minutos e oito segundos de Peterhansel e cinco minutos e quatro segundos de Hirvonen. Sebastien Loeb caiu para o sexto posto, mas está a seis minutos e 48 segundos da liderança, logo, isto pode ser recuperável para o francês, nove vezes campeão do mundo de ralis.
E já agora... Ivan Jakes largou para a etapa e chegou no 15º posto da geral. Vinte e quatro horas depois de ter sido atingido... por um raio.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2017
Dakar 2017 - Etapa 3, Tucuman - Jujuy
terça-feira, 3 de janeiro de 2017
Dakar 2017 - Etapa 2, Resistencia - San Miguel de Tucuman
segunda-feira, 2 de janeiro de 2017
Dakar 2017 - Etapa 1, Assuncion - Resistência
sábado, 30 de julho de 2016
Nosmoke, o Moke elétrico
terça-feira, 19 de julho de 2016
Liam Doran, o "bad boy" do Rallycross
O Rallycross sempre foi uma categoria popular. Uma combinação entre asfalto e terra, estas provas velozes, feitas em várias mangas entre eliminatórias, meias-finais e final, ganhou protagonismo desde 2014 quando a FIA decidiu fazer um campeonato do mundo especifico. Por essa altura, atraiu uma quantidade incrivel de pilotos de vários quadrantes, especialmente ex-pilotos de rali como o norueguês Petter Solberg e o francês Sebastien Loeb.sábado, 16 de janeiro de 2016
Dakar 2016: Peterhansel e Price são os vencedores, mas X-Raid contesta
Geral: Carros
1º - Peterhansel/Cotteret (FRA) [Peugeot] 45:22.10 minutos
2º - Al Attiyah (QAT)/Baumel (FRA) [Mini] a 34.58
3º - De Villiers (ZAF)/Von Zitewitz (GER) [Toyota] a 1.02,47
4º - Hirvonen (FIN)/Perin (FRA) [Mini] a 1.05.18
5º - Poulter/Howe (ZAF) [Toyota] a 1.30,43
Geral: Motos
1º - Price (AUS) [KTM] 46:13.26 minutos
2º - Svitko (SVK) [KTM] a 37.39
3º - Quintanilla (CHL) [Husqvarna] a 53.10
4º - Benavides (ARG) [Honda] a 57.28
5º - Rodrigues (POR) [Yamaha] a 57.29
sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
Dakar 2016: Hirvonen e Rodrigues foram os vencedores de hoje
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
A imagem do dia (II)
Dakar 2016: nova liderança nos carros e nas motos
“Foi um dia relativamente normal" começou por dizer Gonçalves. "Ganhei tempo para quem saiu à minha frente e perdi em relação a quem partiu atrás de mim. Amanhã espero recuperar parte do tempo que perdi hoje”, continuou.
“Foi uma etapa bastante difícil com muita navegação. Sabia que ao sair da terceira posição os que pilotos que iam partir atrás de mim iam ganhar tempo. Acabei por ter uma queda bastante violenta a meio da especial numa zona fora de estrada bastante ondulada e rápida. Tive alguma sorte em não me ter magoado. Na moto apenas tive um problema na torre, que acabou por partir. Na parte final vim bastante devagar a segurar na torre com a mão para chegar sem problemas de maior”, continuou.
Até ao momento, Peterhansel tem uma vantagem de dois minutos e nove segundos sobre Carlos Sainz, e com Nasser Al Atiyah a ficar a catorze segundos e 43 do líder.
Amanhã, o Dakar partirá para uma especial-maratona à volta da cidade de Belén, num total de 436 quilómetros, dos quais 285 serão em especial cronometrada.

































