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quinta-feira, 1 de maio de 2025

Youtube Automotive Video: O mais recente carro de James May

O "Capitão Lento", agora mais dedicado a vender o seu "gin", decidiu comprar o seu mais recente carro na sua garagem e foi dar uma volta com ele, para o conhecer melhor. E parece que esse carro, um modelo histórico de uma marca histórica... tem a sua história.

E claro, ele não tem qualquer problema em contá-la, da sua maneira professoral.

sexta-feira, 22 de julho de 2022

A imagem do dia


Em 1964, como acontece hoje, o Rally de Monte Carlo era uma verdadeira aventura para todos os pilotos. Realizado desde 1911, acontecia em janeiro e debaixo de neve, em estradas dos Alpes franceses, era o palco ideal para que diferentes fabricantes de automóveis vindos de todo o mundo usavam para apresentar seus modelos. Consequentemente, veículos de diferentes classes e desempenho competiam uns contra os outros.  

Uma dessas marcas era a BMC, British Motor Corporation, que desde 1959 fabricava o Mini, um carrinho idealizado por Alec Issigonis para a estrada, com um motor pequeno e economicamente eficiente. O carro era um sucesso de vendas, mas em 1961, John Cooper, da marca que tinha construído e competido vitoriosamente na Formula 1, com Jack Brabham, achou que o carro tinha potencial vencedor e decidiu preparar esse carro ágil com um motor mais potente e alimentado, de um litro, suficiente para ficar a par de carros mais potentes.

Em 1964, a Mini alinhou com três carros para a prova, a contar para o Europeu de ralis. Dois deles seriam conduzidos por finlandeses, Raulo Aaltonen e Timo Makinen, e o terceiro seria guiado pelo norte-irlandês Paddy Hopkirk, navegado por Henry Liddon. Partindo de diversos pontos da Europa - Hopkirk e os seus companheiros largaram de Minsk, na então União Soviética - chegavam aos Alpes onde cumpriam uma série de especiais culminando com uma passagem por Monte Carlo, no percurso que a Formula 1 faria na primavera. O Mini Cooper já era um carro ágil e começava a ter resultados nas pistas, mas ainda não tinha tido a vitória neste rali. 

O rali foi um duelo entre Hopkirk e o mais potente Ford Falcon guiado pelo sueco Bo Ljungfeldt. No final, decidiu-se no Col de Turini, no dia seguinte à queda de neve no local, onde as condições requeriam mais cautela. Com um carro pequeno, mas ágil, o Mini conseguiu a vantagem decisiva para triunfar, algo improvável pelo seu tamanho, mas todos entenderam que os vencedores não se mediam aos palmos.  

Anos depois, Hopkirk falou sobre o carro e aquilo que gostava dele: 

"O Mini era um automóvel muito avançado. Sua tração dianteira e o motor transversal na frente apresentavam vantagens significativas, assim como o fato de que o carro era pequeno, já que as estradas tinham muitas curvas e eram estreitas".

O primeiro triunfo da Mini em Monte Carlo, e o facto de o vencedor ser britânico catapultou-o para a fama. O primeiro-ministro de então, Alec Douglas-Home, e os membros dos The Beatles mandaram-lhe telegramas de parabéns, a cidade de Belfast deu-lhe as chaves da cidade, e apareceu na televisão com o seu carro, o número 37 na carenagem e a sua matrícula, o 37 FJB, tinha entrado na imaginação dos britânicos. 

Mas por essa altura, Hopkirk, então com 30 anos, já tinha uma carreira de piloto de ralis atrás de si. Começara nos "hillclimbs" em 1953 num Fusca, depois de algum tempo a trabalhar nas oficinas da marca alemã, apaixonado pelo automobilismo. Os ralis surgiram em 1955, primeiro pela Triumph, depois, para a Hillman, em 1959. Ganhara o Circuit of Ireland em 1961 e 1962, mas mudara-se para a BMC em 1963, após ter experimentado um Austin-Healey guiado por Pat Moss, a irmã de Stirling Moss. Os Minis surgiram mais tarde, e ele tinha sido terceiro no Tour de France Automoblie desse ano, atrás apenas de dois Jaguares de 3.8 litros.

Depois de Monte Carlo, o seu maior feito não foi uma vitória. Foi um gesto solidário para salvar vidas. Em 1968, no Londres-Sydney, na penúltima etapa do rali, Hopkirk liderava quando assistiu à sua frente ao acidente que envolveu o Citroen DS guiado por Lucien Bianchi e navegado por Jean-Claude Ogier. Ele e o seu navegador, Tony Nash, tinham visto a colisão com outro carro, e correram para os destroços para tirar os passageiros, antes do carro começasse a pegar fogo. O gesto custou-lhes a liderança e a vitória no rali - acabaram em segundo, atrás do vencedor, o escocês Andrew Cowan - mas o gesto valeu-lhes um prémio de fair-play. 

Hopkirk retirou-se no final de 1970, montou um negócio de acessórios para automóveis com o seu nome e tornou-se dirigente do British Racing Drivers Club. Ajudou em 2011 no projeto da Mini quando regressaram ao WRC, pouco depois de ter entrado no Rally Hall of Fame, na Finlândia, ao lado de Makinen, Aaltonen e o sueco Erik Carlsson.

Paddy Hopkirk morreu esta quinta-feira, aos 89 anos. Ars longa, vita brevis. 

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Dakar 2020 - Etapa 12 (Haradh-Qiddiya)

O Rali Dakar acabou nesta sexta-feira com os triunfos do espanhol Carlos Sainz nos automóveis e do americano Ricky Brabec nas motos, entre outras categorias. O ex-piloto de ralis, duas vezes campeão do mundo, e navegado por Luís Cruz, conseguiu aqui a sua terceira vitória na geral da sua carreira, depois de triunfos nas edições de 2010 e 2018.

No final, o espanhol agradeceu à Mini e aos que estiveram por trás do projeto, por terem auxiliado nesta vitória, explicando que a consistência foi a chave para este triunfo:

“Estou muito contente. Houve muito esforço por detrás desta vitória, muito treino. Começamos a ganhar este Dakar logo no primeiro dia, onde começamos a andar a fundo.”, afirmou.

Sainz bateu no final o qatari Nasser Al Attiyah por 6.21 minutos, conseguindo também superar o francês Stephane Peterhansel. O piloto da Toyota já afirmou que pretende regressar em 2021 com o objetivo de triunfar.

“Estou muito feliz. Fizemos um excelente trabalho para terminar na segunda posição, apesar de dois ou três erros no total. Estou feliz por correr aqui e para o ano vou voltar para vencer. Só preciso de mais um pouco de sorte.”, afirmou.

Em termos de etapa propriamente dita, Foi Nasser o grande vencedor, mas apenas ganhou 1.32 minutos sobre o francês Seiadan. O argentino Orlando Terranova foi o terceiro, a 3.16, mais nove segundos que Fernando Alonso, que terminou num digno quarto lugar na etapa, e foi o 13º da geral depois desta sua primeira experiência nas areias do deserto.

No final, o piloto das Asturias afirmou o que pensou desta experiência:

“Estou feliz por terminar o Dakar. É um Rally muito difícil. Todos os dias tivemos um desafio novo. Sei que existem pessoas que levam tempo a terminar pela primeira vez. Eu tive a sorte de estar na equipa perfeita para fazê-lo.”, começou por dizer à imprensa espanhola.

“A Fórmula 1 e o Dakar são extremamente diferentes. Se aqui consigo ser competitivo e lutar pela vitória em algumas etapas, consigo ser competitivo noutras categorias.”

Alonso disse que pretende voltar ao Dakar, porque pretende vencer esta competição. Mas não afirma que estará à partida em 2021.

“Agora não quero pensar se vou repetir ou não. Estou feliz com esta primeira experiência. Se voltar no futuro, quero fazê-lo para vencer, para acrescentar mais uma vitória na minha carreira. Tenho de ter a melhor equipa, a melhor preparação e o melhor carro. Acho que ainda não é a altura.”

No lado das motos, Ricky Brabec comemorou o título e deu à Honda a sua primeira vitória desde 1989, quando o francês Gilles Lalay o conseguiu, quando a prova ainda era feita em paragens africanas. Curiosamente, a estrutura da Honda no Dakar tem entre eles dois ex-pilotos portugueses, Ruben Faria, que é o diretor-geral, e Hélder Rodrigues, que está ali como conselheiro. Foi graças a eles que Brabec ficou na liderança do Dakar a partir da terceira etapa, para não mais a largar.

Contudo, na etapa, o vencedor foi o chileno Cornejo, noutro Honda, que aproveitou a vitória para subir ao quarto posto da geral, na frente de Brabec, que controlou a todos e confirmou o seu triunfo. Pablo Quintanilla foi o quinto na etapa, mas ficou com o segundo posto da geral, a 3.32 minutos do vencedor, enquanto Toby Price foi o terceiro, dando o pódio à KTM, que depois de 18 anos, vê o seu domínio terminado. 

Agora, o Dakar regressa em 2021, nas areias sauditas.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Dakar 2020 - Etapa 11 (Shubaytah - Haradh)

Stephane Peterhansel venceu a etapa de hoje, e alcançou em termos de carreira a sua 80ª vitória em especiais. Mas em termos de geral, com a vantagem de 10.17 minutos para o segundo classificado, Carlos Sainz tem tudo para vencer este Dakar, que termina amanhã, nos arredores de Riyadh, a capital do país. Contudo, a disputa pelo segundo lugar é ao segundo: entre Nasser Al Attiyah e Stephane Peterhansel... seis segundos separam um do outro. E tudo pode acontecer, pois hoje, o francês venceu a tirada com dez segundos de avanço para o homem da Toyota.

“É muito difícil ganhar minutos em circunstâncias normais! Por outro lado, os erros de navegação levaram a grandes margens. Lutámos muito, forçámos o andamento o dia todo e ganhámos algum tempo, mas não o suficiente. Agora, se o Carlos [Sainz] conseguir levar o carro para casa, será ótimo para a equipa”, disse o piloto francês, navegado pelo português Paulo Fiúza.

“Pagámos caro pelo nosso erro de ontem. Agora vamos lutar com o Stéphane pelo segundo lugar. Chegar tão longe já é ótimo, há uma etapa a percorrer e veremos como corre.”, comentou Nasser Al Attiyah, provavelmente confirmado pelo facto do seu adversário ter a vitória na mão e ter de lutar para não perder o segundo posto para o francês.

Nas motos, O chileno Pablo Quintanilla foi o melhor, conseguindo nove segundos de vantagem sobre Matthias Walkner. O argentino Luciano Benavides foi o terceiro, enquanto Ricky Brabec foi décimo, perdendo 10.48 minutos e metade da vantagem que tem sobre Quintanilla. Mas muitos acreditam que isso será mais do que suficiente para que o americano vença a competição sem grandes problemas, pois tem 13.56 minutos de vantagem sobre o piloto chileno. Toby Price é o terceiro, a 22.34 minutos.

O Dakar termina amanhã com a etapa entre Haradh e Quiddiya, num total de 374 quilómetros.

domingo, 5 de janeiro de 2020

Dakar 2020 - Dia 1 (Jeddah-Al Wajh)

No primeiro dia do Dakar em terras sauditas, entre Jeddah e Al Wajh, é um lituano que lidera a competição em carros, a bordo de uma Mini, enquanto nas motos, Toby Price continuou no mesmo lugar onde tinha acabado na edição passada, saindo vencedor de uma etapa que ligou 


Nos automóveis, o lituano Vaidotas Zala foi o melhor, conseguindo superar de modo surpreendente Stephane Petershansel por 2.14 minutos, enquanto Carlos Sainz foi o terceiro, a 2.50. Nasser Al Attiyah, o piloto qatari, dominou boa parte da etapa, mas um furo o fez cair para o quinto posto, perdendo 5.33 minutos. 

No final da etapa, ele mostrava-se eufórico com um resultado inesperado. 



"Estou muito feliz por pilotar este MINI, pois nunca teríamos alcançado este resultado nos nossos carros anteriores”, começou por dizer à chegada, de modo entusiasmado. “Notei imediatamente a diferença nos primeiros quilómetros da etapa. Não foi fácil, mas conseguimos evitar os furos, mas eu nunca esperei um resultado tão bom”.

Uma boa surpresa foi o décimo posto de Fernando Alonso, apesar de ter sofrido um furo. Já Ricardo Porém, foi 23º na etapa, a 39.18 minutos do vencedor. 

No lado das motos, o melhor foi Toby Price, na sua KTM. Price, o vencedor no ano passado, em terras peruanas, bateu o americano Ricky Brabec, com uma diferença de 2.05 minutos, enquanto Matthias Walkner foi o terceiro, a 2.40. 

“Foi um dia difícil, mas correu bem. Fiquei sem o meu roadbook depois de apenas 15 quilómetros, por isso foi estranho. De certa forma, tive muita sorte porque consegui seguir um pouco de poeira e acompanhar os outros pilotos. Uma vez que o livro de estradas se foi, estive praticamente a conduzir às cegas. Não é o melhor começo, mas ainda há um longo caminho pela frente. Estou em boa forma, sinto-me bem na moto e estou feliz por isso”, disse Price, na chegada.

Paulo Gonçalves foi o melhor dos portugueses, chegando na 14ª posição da geral.

O Dakar prossegue amanha, com a realização da segunda etapa, entre Al Wajh e Neom.

sábado, 7 de setembro de 2019

Youtube Automotive Review: O Mini elétrico


Engraçado: em 2010, a Mini fez o Mini E, uma experiência em que colocou alguns carros elétricos na Califórnia e no Reino Unido, com uma bateria que tinha o alcance de 160 quilómetros. Fizeram cerca de 600 exemplares, e o teste terminou em 2012, com o resultado a ser usado noutros carros, como o BMW i3.

Agora, a partir de 2020, a Mini volta à carga com um Mini Cooper SE, com uma bateria de 32,6 kW, e terá um alcance de 270 quilómetros, mais 110 que a versão anterior. O que é um pouco aquém das expectativas para, por exemplo, o próprio BMW i3, que tem uma autonomia de 290 quilómetros, ou do Renault Zoe 50 kW, que já tem 400 quilómetros de autonomia.

Mas enfim, é um carro engraçado, e vale a pena ver este video do Johnny Smith sobre ele.  

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Youtube Motorsport Crash: O insolito acidente da Yazid al-Rahji


O saudita Yazid Al-Rajhi tem fama de ser um piloto veloz, quer no todo o terreno, quer nos ralis, onde faz uma "perninha", normalmente ao volante de um Ford Fiesta. Contudo, este ano de 2018, o piloto de 36 anos vai ficar na memória por ter sido o protagonista do acidente mais insólito do Dakar, que hoje entra em La Paz, antes do dia de descanso. É que o piloto, que tripula um Mini (e navegado pelo alemão Timo Gottschalk), acabou um dos seus saltos... no mar!

Lá conseguiu tirar o carro do sitio onde estava, mas perdeu mais de duas horas na etapa.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

The End: Timo Makinen (1938-2017)

O finlandês Timo Makinen, lenda dos primeiros tempos dos ralis e um dos primeiros "finlandeses voadores" ao lado de Rauno Aaltonen e Pauli Toivonen, morreu hoje aos 79 anos, anunciou a imprensa finlandesa. Piloto de ralis ao longo dos anos 60 e 70, venceu por três vezes o Rali dos Mil Lagos e o Rali RAC, em carros como o Mini Cooper, o Saab 96 e o Alpine A110, entre outros.

Nascido a 18 de março de 1938 em Helsinquia, começou a correr em 1959 no Rali dos Mil Lagos (atual Rali da Finlândia), a bordo de um Triumph TR3. Nos anos seguintes, correu a bordo do Austin-Healey e em Minis, acabando por ser segundo classificado no Rali RAC de 1963, num Austin-Healey. No ano seguinte, correu em Minis, e foi aí que conseguiu a sua primeira grande vitória, o Rali de Monte Carlo de 1965.

Dois anos depois, Makinen foi protagonista de um momento inesperado: durante o Rali dos Mil Lagos, o seu capô abriu durante a temida classificativa da Ouninpohja. Sem poder espreitar para fora do carro - o seu capacete era demasiado grande! - Makinen teve de confiar no seu instinto para poder acabar o rali em condições. Mesmo assim, conseguiu o terceiro melhor tempo nessa classificativa. E isso até deu uma aura de misticismo neste rali, que acabou por vencer pelo terceiro ano consecutivo (tinha também vencido em 1966).

Quando o Mundial de ralis foi criado, em 1973, Makinen era piloto oficial da Ford, vencendo pela quarta vez o Rali dos Mil Lagos e o Rali RAC. Iria ser a primeira de três vitórias consecutivas, repetindo em 1974, também num Ford Escort (fora segundo no Rali dos Mil Lagos) e 1975 (com um terceiro lugar no rali finlandês). A sua última grande vitória nos ralis foi em 1976, no Rali da Costa do Marfim, a bordo de um Peugeot 504, tendo como navegador um francês chamado Jean Todt.

A sua carreira foi até 1980 em vários carros, essencialmente Peugeots e Ford. Contudo, voltou em 1994 ao Rali de Monte Carlo, a bordo de um Rover Mini Cooper, para comemorar os 30 anos da estreia da marca nos ralis. Acabou por desistir na segunda especial devido a problemas de motor.

Em 2010, Makinen foi um dos primeiros induzidos ao Rally Hall of Fame, ao lado da Rauno Aaltonen, Paddy Hopkirk e o sueco Erik Carlsson. Ars longa, vita brevis.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Dakar 2017 - Etapa 4, Jujuy - Tupiza

A etapa de hoje do Rali Dakar, que liga as localidades de Jujuy e Tupiza, na Bolivia, é uma em que todos continuam a subir até aos Andes e o Atacama, num troço que tem 521 quilómetros, 416 dos quais em troço cronometrado.

Não foi uma etapa fácil para os Peugeot. Apesar de ontem terem tido uma vitória em toda a linha - para além dos três primeiros lugares, ainda viu abandonar Nasser Al Attiyah, um dos seus maiores rivais - hoje, as coisas ficaram complicadas. Carlos Sainz, Stéphane Peterhansel e Sébastien Loeb perderam muito tempo. Primeiro, o espanhol parou e perdeu onze minutos por uma razão não especifica, do qual recuperou parcialmente... até ele capotar numa ravina, perdendo mais tempo. Já Sebastien Loeb perdeu muito mais, cerca de 25 minutos, e com isso cedeu o comando da geral. Peterhansel perdeu 15 minutos, e no final também fez uma recuperação parcial.

Quem desistiu de vez, entre os da frente, foi o saudita Yazid Al-Rahji, no seu Mini, que ia na sétima posição na geral, e o segundo melhor entre os Mini, depois de Mikko Hirvonen. Tinha já perdido mais de uma hora quando tomou a decisão de abandonar.

No final da etapa, o melhor foi Cyril Després, no quarto Peugeot, com dez minutos de vantagem sobre Mikko Hirvonen, que foi segundo, no seu Mini, e Nani Roma na terceira posição, a quase treze minutos do vencedor.

Na geral, Després aproveitou a hecatombe para ficar com o comando, e agora está a quatro minutos e oito segundos de Peterhansel e cinco minutos e quatro segundos de Hirvonen. Sebastien Loeb caiu para o sexto posto, mas está a seis minutos e 48 segundos da liderança, logo, isto pode ser recuperável para o francês, nove vezes campeão do mundo de ralis.

Já nas motos, a etapa também foi animada. A grande novidade foi a queda do australiano Toby Price, o atual campeão, que foi obrigado a abandonar o rali, pois sofreu uma fratura no fémur. A queda aconteceu no quilómetro 371, numa altura em que o australiano tentava apanhar Joan Barreda Bort, e chegou a haver uma altura em que a diferença era de um minuto entre ambos. Paulo Gonçalves parou para ajudar Price e perdeu mais de dez minutos. Por causa disso, acabou no nono posto na etapa e caiu para o mesmo posto na geral, a 38 minutos da liderança.

O grande beneficiado disto tudo foi, claro, Barreda Bort, que consolidou a sua liderança, mas o vencedor na etapa foi Matthias Walkner, que ganhou ao catalão em dois minutos e dois segundos. Sam Sunderland perdeu mais de 16 minutos na geral é agora o terceiro na geral. Michael Metge e Xavier de Soultrait foram, respectivamente, terceiro e quarto na etapa e mantêm-se nos lugares da frente. Outro português, Hélder Rodrigues, foi o 14º na etapa, cinco lugares mais à frente de outro português, Mário Patrão.

E já agora... Ivan Jakes largou para a etapa e chegou no 15º posto da geral. Vinte e quatro horas depois de ter sido atingido... por um raio.  

Amanhã, todos farão mais uma etapa em terras bolivianas, entre as localidades de Tupiza e Oruro, no total de 692 quilómetros, 447 dos quais em troços cronometrados.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Dakar 2017 - Etapa 3, Tucuman - Jujuy

A terceira etapa, que ligou hoje as cidades de Tucuman a San Salvador de Jujuy, num total de 780 quilómetros, 364 dos quais em troço cronometrado, acontece numa altura em que motos, carros, camiões e quads começam a subir em altitude, rumo ao planalto do Atacama. As coisas foram de tal forma duras, até em termos de temperatura, que tiveram de suportar até 5ºC a quase cinco mil metros de altitude, o que levou a que existisse a certa altura a neutralização de parte da etapa.

Nos automóveis, o grande vencedor do dia foram os Peugeot, que provavelmente viram hoje o final do rali de um dos seus maiores rivais, o Toyota de Nasser Al Attiyah. O piloto qatari ficou sem uma roda no seu carro no final de uma etapa dura, depois de um duelo com o Peugeot de Stephane Peterhansel pela vitória na etapa. Perdeu mais de duas horas e poderá ter dito adeus ao rali. Por causa disso, houve uma tripla da marca do leão, com o francês a chegar três minutos na frente de Carlos Sainz, enquanto que Sebastien Loeb foi o terceiro, na frente do Mini de Mikko Hirvonen.

Para piorar as coisas, quem também teve um péssimo dia foi Giniel de Villers, pois o piloto sul-africano perdeu mais de 36 minutos devido a problemas mecânicos. Assim sendo, para a Toyota, este foi um péssimo dia.

Na frente. Loeb continua a liderar, mas agora tem 42 segundos de vantagem sobre Carlos Sainz, enquanto que Stephane Peterhansel está a quatro minutos e 18 segundos. Mikko Hirvonen subiu ao quarto posto e está a nove minutos e 18 segundos do comando, e é o melhor dos Mini.

Nas motos, o grande vencedor foi o catalão Joan Barreda Bort, que aproveitou bem para fazer um dos seus melhores desempenhos no Dakar. o piloto da Honda levou a melhor sobre Sam Sunderland, que ficou a 13 minutos e 29 segundos, e sobre o Husqvarna de Pierre-Alexandre Renet, que ficou a 16 minutos e 31 segundos. 

No final da etapa, Barreda Bort referiu que esta era uma “etapa que tinha anotada com especial atenção nos meus planos. Ontem perdi algum tempo, o que foi uma pena, mas hoje tudo correu bem. Controlei os acontecimentos durante o dia e tirei proveito das situações para atacar. A corrida ainda é muito longa pelo que as diferenças que foram estabelecidas ainda não representam muito. Esta estratégia que adotei de controlo e ataque penso que é a ideal”.

Já Paulo Gonçalves ficou na quinta posição, a 17 minutos e 20 segundos, enquanto que Joaquim Rodrigues Jr foi o segundo melhor português, sendo o 18º na etapa, na frente de Hélder Rodrigues, que é meramente o 24º e já perdeu uma hora para os da frente.

Na geral, Barreda Bort tem agora uma vantagem de onze minutos e 20 segundos sobre Sam Sunderland, enquanto que Paulo Gonçalves manteve o terceiro posto, a 14 minutos e 42 segundos.

Amanhã, o Rali Dakar continua a subir até aos Andes e o Atacama, num troço entre Jujuy e Tupiza, já em terras bolivianas, num troço que terá 521 quilómetros, 416 dos quais em troço cronometrado.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Dakar 2017 - Etapa 2, Resistencia - San Miguel de Tucuman

A segunda etapa do Dakar, que ligou as localidades argentinas de Resistência a Tucuman, no total de 803 quilómetros, 275 dos quais em troços cronometrados, levava os concorrentes às terras do Chaco, em especiais que estavam lamacentos devido às chuvas que tinham caído nos últimos dias naquela região, e que iriam dificultar as coisas para os carros e as motos.

Antes da etapa, Nasser Al Attiyah - o vencedor da etapa anterior - disse que afinal, os seus problemas no termino da etapa anterior aconteceram por causa de... um rompimento do tubo de óleo. “Rompeu-se um pequeno tubo, e o óleo espalhou-se para cima do escape. Não causou muitos danos, mas a parte elétrica foi complicada, e tive mesmo muito medo que houvesse um grande problema se ligássemos o motor novamente” disse Attiyah, que ia abordar a etapa com o carro como novo.

Assim sendo, o melhor foi Sebastien Loeb, que aproveitando o facto de parte do percurso ser também usado em especiais do Rali da Argentina, aproveitou essa ocasião para ficar na frente nesta etapa, e também na frente do Dakar. Ganhou um minuto e 23 segundos sobre Nasser Al Attiyah, e dois minutos e 18 segundos sobre Carlos Sainz, também em Peugeot. Giniel de Villiers foi o quarto, com mais um segundo do que o espanhol, enquanto que Nani Roma foi o quinto, a cinco minutos e 22 segundos. Mikko Hirvonen foi apenas oitavo com o seu Mini, a oito minutos e 24 segundos.

Na geral, Loeb tem 28 segundos de vantagem sobre Attiyah, enquanto que Sainz está a um minuto e 56 segundos do comando do rali. 

Nas motos, Toby Price foi o melhor nesta etapa, com uma diferença de três minutos e 22 segundos sobre o austríaco Matthias Walkner, ambos em KTM. 

Price contou depois que esta foi uma etapa bem dura: “Foi uma etapa muito rápida sem problemas de navegação, mas as condições eram difíceis com uma muito calor e pó o que torna as coisas mais exigentes para os pilotos e para as motos. Para além disso era importante estar atento às vacas que cruzam a estrada para não termos nenhum acidente. Eu estou habituado a ver cangurus”, contou o australiano.

Paulo Gonçalves foi o terceiro na etapa, a três minutos e 51 segundos, na frente de Xavier de Soultrait. O espanhol Barreda Bort foi décimo na etapa. Hélder Rodrigues perdeu mais de 18 minutos nesta etapa e agora está na 32ª posição da geral, a mais de vinte minutos do topo da classificação.

“Senti-me bastante bem apesar de ser uma especial com muitos perigos. Foi das especiais mais perigosas em que já estive pelo menos no que diz respeito aos primeiros 60 quilómetros. Tentei ser cauteloso, não cometer erros e ao mesmo tempo ser rápido para não perder tempo. Nesta fase da corrida não é importante vencer etapas, mas sim ser regular. Acho que fiz uma boa especial para o dia de amanhã. Toda a equipa está de parabéns até ao momento, pois a moto funcionou na perfeição. A prova ainda está no início, mas estamos a começar bem e sem problema”, explicou o piloto português da Honda.

Amanhã decorrerá a terceira etapa, que ligará Tucuman a San Salvador de Jujuy, num total de 780 quilómetros, 364 dos quais em troço cronometrado.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Dakar 2017 - Etapa 1, Assuncion - Resistência

Depois de ontem termos visto a partida simbólica em Assuncion, a capital do Paraguai, hoje foi o primeiro dia a sério do Dakar, na etapa que ligou essa cidade e Resistência, já em terras argentinas. A etapa, de 454 quilómetros de comprimento - mas apenas 39 em classificativa cronometrada - fez com que nos carros, o melhor tenha sido Nasser Al-Attiyah... que depois de terminar a etapa, teve de ser rebocado, por causa de problemas no motor do seu Toyota.

“Rapidamente apanhei o Stéphane [Peterhansel]) mas a cerca de dez quilómetros da chegada, cheirou a fumo dentro do carro, do lado do assento de Matthieu [Baumel] e houve mesmo um pouco de fogo. Desacelerámos para chegar ao fim, e no final apagámos o fogo. Agora o Giniel [de Villiers] vai rebocar-nos, e vamos ver o que vamos fazer. Não sei o que aconteceu. Espero que o motor não tenha nada, porque vi que perdemos o óleo. Por isso, podia ter feito o melhor tempo, mas não me importo! O que me preocupa é resolver o problema no carro”, disse Attiyah, no final da etapa.

Apesar de tudo, Attiyah "arrasou", conseguindo 24 segundos de vantagem sobre o segundo classificado, o Ford Ranger do espanhol Xavi Pons. Nani Roma foi o terceiro, noutra Toyota Hilux, enquanto que Carlos Sainz foi o melhor dos Peugeot, sendo quarto classificado, a 36 segundos do líder. Sebastien Loeb foi o sexto - tendo entre eles o Toyota de Giniel de Villers - mas o francês não estava nada preocupado com a performance dos carros da sua marca, pois o rali ainda está no seu começo.

“A especial não era fácil para nós, o terreno era muito difícil, primeiro com zonas de muito fraca aderência, outras demasiado estreitas. Tentei ter um bom ritmo, mas sem exagerar. Nesta etapa a tração à quatro rodas eram muito melhores neste tipo de especial. Para além disso, o nosso carro é muito grande, e nada fácil de guiar nestas estradas. Estou um minuto atrás do Nasser, que estabeleceu uma boa diferença para todos, mas hei, é apenas o começo. O que evitei mesmo foi ficar atascado ou sair de pista, não queria mesmo correr riscos. Penso que a pista deve estar melhor para amanhã, então tudo está bem”, disse o francês.

Nas motos, a vitória na etapa calhou ao francês Xavier de Soultrait, com uma Yamaha inscrita na classe de Super Production, superando em dois segundos o Sherco do espanhol Juan Pedrero Garcia. Ricky Brabec foi o terceiro, enquanto que Hélder Rodrigues foi o melhor português, no quinto posto. Já Paulo Gonçalves atrasou-se, perdendo dois minutos e 29 segundos, caindo para o 37º lugar.

“Eu estive ao ataque durante a especial e andei seis ou sete quilómetros no pó do Ivan Jakes que acabou por me deixar passar o que foi bom.”, afirmou, no final da etapa. 

O piloto francês não escondeu a sua satisfação ao afirmar que: “O piso estava um pouco mole e estes quilómetros iniciais da prova foram de pura velocidade. Vencer uma etapa do Dakar é incrível, mas o meu objetivo final é vencer o Dakar… e por que não este ano?“

O Dakar prossegue amanhã, na etapa entre Resistência e San Miguel de Tucuman, no total de 803 quilómetros, 275 dos quais em etapa cronometrada. 

sábado, 30 de julho de 2016

Nosmoke, o Moke elétrico

O Mini Moke foi uma das variantes mais conhecidas e populares da Mini. Usada para destinos turisticos, o carro não tinha mais do que um chassis tubular, com (ou sem) capota, e a uma velocidade reduzida, tendo sifo feitas dezenas de milhares de exemplares, que poderiam ser vistos no sul de Espanha, França, Portugal... enfim, um pouco por todo o Mediterrâneo.

Agora, mais de 50 anos após terem sido feitos os primeiros exemplares, o Moke apareceu de novo... desta vez, em versão elétrica. O Nosmoke é um Moke elétrico, feito por engenheiros franceses, com um motor elétrico de 10 kw, com uma autonomia de 100 quilómetros e velocidade máxima de 75 km/hora. 

Com um carregamento de 8 horas, o carro tem dez cores para escolher, duas cores de bancos e três de capota, num carro ideal para o verão, digamos assim. Para ver os carros, basta ir ao sitio oficial.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Liam Doran, o "bad boy" do Rallycross

O Rallycross sempre foi uma categoria popular. Uma combinação entre asfalto e terra, estas provas velozes, feitas em várias mangas entre eliminatórias, meias-finais e final, ganhou protagonismo desde 2014 quando a FIA decidiu fazer um campeonato do mundo especifico. Por essa altura, atraiu uma quantidade incrivel de pilotos de vários quadrantes, especialmente ex-pilotos de rali como o norueguês Petter Solberg e o francês Sebastien Loeb.

Liam Doran é um desses pilotos. Aos 29 anos de idade (nascido a 22 de março de 1987) é filho de Pat Doran, quatro vezes campeão britânico de rallycross e proprietário do circuito de Lyden Hill, uma das pistas míticas da categoria. Já ganhou nos X Games e foi vice-campeão europeu em 2012 na categoria Supercar. Só que Doran junior também é conhecido pelas suas atividades extra-pista... e nem sempre pelos bons motivos. Em 2014, foi suspenso por seis meses na FIA WRX por causa de uma briga com comissários de pista em Lyden Hill.

Este ano, Doran assinou um contrato com a JRM Racing, onde competia com um Mini John Cooper Works RX, mas este fim de semana, soube-se que o contrato foi rescindido unilarteralmente.  James Rumsey, Diretor da JRM Racing disse lacónicamente o seguinte: “O acordo com a equipa terminou. Este é um assunto interno e nenhum comentário adicional será feito nesta fase. A JRM Racing vai continuar com a preparação das próximas provas do World RX e o programa de desenvolvimento definido para o MINI não será afetado”.

No entando, segundo o tablóide "The Sun", Doran, também conhecido como "The British Bomb", conta que os problemas começaram durante o festival Gatebil, na Noruega. O jornal conta que  “Liam Doran, de 29 anos, envolveu-se numa confusão com os chefes de segurança do evento depois de problemas com o ruído a horas tardias da noite, tendo sido reportado que saltou sobre alguns carros, incluindo um Lamborghini de cem mil libras”. 

Resta saber se esse "salto" foi literal ou pegou no carro e fez acrobacias perigosas...

Com o mal feito, a JRM Racing ainda não decidiu quem vai ser o seu substituto. Os candidatos mais prováveis são o francês Guerlain Chicherit, que costuma participar no Dakar, e o britânico Guy Wilks, de 35 anos e com experiência de ralis.

sábado, 16 de janeiro de 2016

Dakar 2016: Peterhansel e Price são os vencedores, mas X-Raid contesta

O Dakar chegou à meta, em Rosário, duas semanas depois de ter começado em Buenos Aires, e Stephane Peterhansel foi o grande vencedor, e conseguindo algo inédito: doze vitórias, seis dos quais em motos, e os restantes em automóveis. A sua última vitória foram em 2013, com o Mini da X-Raid.

No final da última etapa, o pódio foi ocupado por ex-pilotos de ralis. Sebastien Loeb foi mais veloz do que Mikko Hirvonen em um minuto e 13 segundos e venceu a etapa, enquanto que Nasser al-Attiyah foi o terceiro melhor, a um minuto e 36 segundos do vencedor, empatado com Cyril Després, noutro Peugeot.

Contudo, pouco depois do final do rali, a X-Raid fez saber que irá apelar dos resultados finais à Federação Francesa de Desporto Automóvel (FFSA) devido à polémica com o reabastecimento dos Peugeot, nomeadamente a do francês Stephane Peterhansel, o vencedor deste Dakar. O apelo terá de ser analisado num prazo máximo de 30 dias, e caso seja dada razão à X-Raid, a pena é pesada: entre seis horas de penalização à desclassificação, o que poderia alterar as coisas neste "rally-raid".

Nas motos, o vencedor na etapa final foi para o chileno Pablo Quintanilla, que assim consolidou o seu terceiro lugar na classificação, com um minuto e 41 segundos de vantagem sobre Kevin Benavides, enquanto que Hélder Rodrigues foi o terceiro, ficando assim com o quinto lugar final. O piloto português da Yamaha ficou nesta etapa a dois minutos e 37 segundos do vencedor. Toby Price foi o quarto, a 4 minutos e 22 segundos, mas comemorou por fim a sua primeira vitória neste Dakar, e a primeira de um australiano neste "rally-raid". E claro, a KTM comemorou uma dupla, já que Stefan Svitko, o segundo da geral, também anda nas máquinas austriacas.

Assim, o Dakar 2016 chega ao seu final. Para o ano, há mais!

Geral: Carros

1º - Peterhansel/Cotteret (FRA) [Peugeot] 45:22.10 minutos
2º - Al Attiyah (QAT)/Baumel (FRA) [Mini] a 34.58
3º - De Villiers (ZAF)/Von Zitewitz (GER) [Toyota] a 1.02,47
4º - Hirvonen (FIN)/Perin (FRA) [Mini] a 1.05.18
5º - Poulter/Howe (ZAF) [Toyota] a 1.30,43

Geral: Motos

1º - Price (AUS) [KTM] 46:13.26 minutos
2º - Svitko (SVK) [KTM] a 37.39
3º - Quintanilla (CHL) [Husqvarna] a 53.10
4º - Benavides (ARG) [Honda] a 57.28
5º - Rodrigues (POR) [Yamaha] a 57.29

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Dakar 2016: Hirvonen e Rodrigues foram os vencedores de hoje

O Dakar está a chegar ao seu final, com a etapa a ligar San Juan e Villa Carlos Paz, num total de 931 quilómetros, 431 dos quais em especial cronometrada para os automóveis, 237 dos quais para motos e quads.

Nos automóveis, o grande vitorioso nesta etapa é finlandês e um ex-piloto de ralis. Dpois do sul-africano Leroy Poulter ter dominado boa parte da etapa, o grande vencedor foi Mikko Hirvonen, que conseguiu uma vantagem de nove segundos sobre Nasser Al-Attiyah. Poulter foi o terceiro, seguido pelo seu companheiro de equipa, Giniel De Villiers, enquanto que o líder, Stephane Peterhansel é apenas o décimo, dois lugares mais abaixo de Sebastien Loeb, o melhor dos Peugeot.

Mas isso não impede de Peterhansel de praticamente ser declarado como o vencedor do rali, pois tem uma vantagem de 40 minutos sobre Nasser al-Attiyah. 

Nas motos, o grande vencedor foi a Yamaha, com o português Hélder Rodrigues a ser o melhor na etapa que ia até Villa Carlos Paz, com uma vantagem de sete minutos e 32 segundos sobre Toby Price, e sete minutos e 55 segundos sobre o argentino Kevin Benavides. Stefan Svitko foi o quarto. 

Contudo, a organização penalizou o piloto português em três minutos, mas isso não o impediu nem de comemorar a vitória, nem de dar um enorme salto na classificação, passando para o quarto posto, e com pouco menos de quatro minutos e meio sobre o terceiro classificado.

No final do dia, o piloto da Yamaha comentou: "Para mim, foi um grande dia. Tentei puxar um pouco. Tive uma melhor segunda semana, pois na minha primeira semana, estava doente. No início desta semana magoei meu ombro, mas agora eu estou bem. Hoje eu pude acelerar, andando muito bem, divertindo-me e passando Toby e o Meo. Foi bom, foi um dia muito bom para mim. Eu estava andando de forma rápida e segura. Foi bom para mim e bom para a Yamaha esta vitória. Tentei tomar o quinto lugar da geral, mas o importante hoje era para andar rápido e seguro".

Mas na frente ficou Toby Price, que vai conseguir ganhar o seu primeiro Dakar, pois tem uma vantagem de 37 minutos e 39 segundos sobe Stefan Svitko, o segundo classificado. Ambos estão a bordo de um KTM. O chileno Pablo Quintanilla é o terceiro, mas perdeu mais de quinze minutos nesta etapa e tem Hélder Rodrigues a um minuto e 19 segundos.

Amanhã, o Dakar cumpre a sua última etapa, entre a Villa Carlos Paz e a cidade de Rosário, num total de 699 quilómetros, 180 dos quais em especial cronometrada.

Geral: Carros

1º - Peterhansel/Cotteret (FRA) [Peugeot] 43:27,42
2º - Al Attiyah (QAT)/Baumel (FRA) [Mini] a 40.59
3º - De Villers (ZAF)/ Von Zitewitz (GER) [Toyota] a 1.07,16
4º - Hirvonen (FIN)/Perin (FRA) [Mini] a 1.11,42
5º - Poulter/Howie (ZAF) [Toyota] a 1.36,16

Geral: Motos

1º - Price (AUS) [KTM] 46:13.26 minutos
2º - Svitko (SVK) [KTM] a 37.39 
3º - Quintanilla (CHL) [Husqvarna] a 53.10
4º - Benavides (ARG) [Honda] a 57.28
5º - Rodrigues (POR) [Yamaha] a 57.29

Dakar em Cartoons: E o carro mais modificado é... (Cire Box)

Parece que o Dakar está a se tornar num concurso de carros modificados. Pelo menos é o que pensa o "Cire Box" ao ver os carros de Sebastien Loeb e Nasser Al Attiyah. Pelo menos, foi no que inspirou para fazer este cartoon...

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

A imagem do dia (II)

O Mini que David Bowie criou em 1999, nos 40 anos da marca, na exposição que celebra a sua vida e obra, que por estes dias está em Berlim. 

Pelo que conta Henrique Koifman, no blog Rebimboca, do jornal brasileiro O Globo, Bowie adorava guiar e eram frequentes, nos anos 70 e 80 os seus passeios sem destino ao volante de um Carocha, quer em Berlim, quer em Los Angeles.

Para além disso, há o rumor de que ele trabalhou numa das fábricas de automóveis inglesas, a BMC (British Motor Company), e teve um Riley que nos primeiros tempos, sofreu um acidente, ferindo-se gravemente numa das suas pernas, pois tinha esquecido de puxar o travão de mão quando este se tinha avariado e ele teve de o empurrar até ao seu destino. Bowie foi salvo por dois policias de trânsito, que estavam a observar a cena, não sem terem mandado umas risadas pelo caminho...  

O multifacetado Bowie, num dos artistas mais importantes da segunda metade do século XX, morreu esta segunda-feira aos 69 anos de idade, vitima de um cancro no figado. Todos o homenageiam da melhor forma que sabem (o facebook está a ter uma overdose de musicas dele), mas por estas bandas, creio, esta é a homenagem mais adequada. Ars lunga, vita brevis.

Dakar 2016: nova liderança nos carros e nas motos

Depois do dia de descanso, o Dakar voltou à estrada para a segunda parte do rally-raid, em terras argentinas, num percurso entre Salta e Belén, num total de 766 quilómetros, dos quais 393 são cronometrados. Com o dia dedicado às reparações de carros, motos, quads e camiões, os pilotos encaram agora a segunda parte deste rali no sentido de saber se será mais húmido que a primeira parte, e o tempo incomodará mais uma vez o percurso deste rali, que agora vai a caminho do seu final, em Rosário.

Nas motos, o lider Paulo Gonçalves começou o dia ao ataque, ganhando mais de meio minuto a Toby Price, mas na parte final, o australiano melhorou bastante com o seu KTM e conseguiu vencer a etapa com um avanço de cinco minutos e 17 segundos sobre o português (que sofreu uma queda pelo caminho), que foi o segundo na especial, sendo agora o novo líder da geral, com uma vantagem superior a dois minutos. O chileno Pablo Quintanilla foi o terceiro na etapa, e concolidou o quarto posto da geral, pois o terceiro é ocupado pelo eslovaco Stefan Svitko, que está a 14 minutos e 14 segundos do primeiro. Já Hélder Rodrigues foi o sexto na etapa, e continua no sétimo posto da geral, mas agora aproximou-se do sexto posto, que é ocupado pelo francês Anthony Meo.

“Foi um dia relativamente normal" começou por dizer Gonçalves. "Ganhei tempo para quem saiu à minha frente e perdi em relação a quem partiu atrás de mim. Amanhã espero recuperar parte do tempo que perdi hoje”, continuou.

“Foi uma etapa bastante difícil com muita navegação. Sabia que ao sair da terceira posição os que pilotos que iam partir atrás de mim iam ganhar tempo. Acabei por ter uma queda bastante violenta a meio da especial numa zona fora de estrada bastante ondulada e rápida. Tive alguma sorte em não me ter magoado. Na moto apenas tive um problema na torre, que acabou por partir. Na parte final vim bastante devagar a segurar na torre com a mão para chegar sem problemas de maior”, continuou.

Em relação aos automóveis, a Mini tentou reagir ao dominio dos Peugeot, com Nasser Al Attiyah a marcar o ritmo face aos Peugeot. Durante o tempo todo, o piloto do Qatar esteve na frente, com o segundo lugar a pertencer a Carlos Sainz, a 12 segundos, e com o terceiro posto a Stephane Peterhansel, a meros 31 segundos. Sebastien Loeb atascou-se numa duna, perdendo mais de oito minutos nesse processo. Contudo, o piloto francês capotou a atrasou-se ainda mais, perdendo mais de uma hora e dez minutos e pelo menos a liderança para Stephane Peterhansel.

Até ao momento, Peterhansel tem uma vantagem de dois minutos e nove segundos sobre Carlos Sainz, e com Nasser Al Atiyah a ficar a catorze segundos e 43 do líder.

Amanhã, o Dakar partirá para uma especial-maratona à volta da cidade de Belén, num total de 436 quilómetros, dos quais 285 serão em especial cronometrada.

sábado, 2 de janeiro de 2016

A imagem do dia

O Dakar começou hoje com o prólogo em Buenos Aires... e não começou lá muito bem. Guo Meiling, uma chinesa com muito dinheiro e "unhas curtas para tocar guitarra", alugou um Mini X-Raid e andou oito quilómetros antes de perder o controlo do carro e enfiar-se num ajuntamento de pessoas, ferindo oito, três deles com gravidade.

Segundo relatos do que estiveram no local, onde há um salto, Meiling acelerou a fundo e bateu com o jipe em frente, perdendo o controlo e indo para eles. O prólogo foi imediatamente encerrado e quer ela, quer o seu navegador não sofreram nada.

Torçamos para que tudo corra bem. E que este seja o único incidente deste Dakar.