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domingo, 14 de janeiro de 2018

Dakar 2018: Peterhansel foi o melhor na Bolívia

Stephane Peterhansel pode não ter mais chances de vitória depois do que aconteceu ontem, mas hoje, na (agora única) etapa em terras bolivianas, entre Uyuni e Tupiza. O piloto francês conseguiu ser mais veloz do Cyril Després, em 49 segundos, e Nasser al Attiyah, em dois minutos e 12 segundos. Foi uma tirada bem equilibrada, marcada pela desistência de Carlos Sousa, vitima de um radiador furado no seu Renault Duster.

Mesmo assim, Peterhansel afirma que, apesar de ter sido um bom dia, as suas chances vitórias são escassas: “Foi longo, com secções complicadas em altitude, portanto já foi difícil. Mas pelo menos não tivemos problemas, o que é bom. Não estou de volta à discussão porque estamos a falar de horas de diferença e só recuperámos alguns minutos. Ganhar dois minutos ao Nasser Al-Attiyah não nos recoloca na discussão”, começou por dizer.

O piloto da Peugeot comentou ainda o cancelamento da nona etapa: “É uma pena que a etapa de amanhã tenha sido cancelada porque precisávamos de todas as oportunidades que tivéssemos nas mãos para recuperar tempo”.

Na geral, Carlos Sainz mantém a liderança, agora com uma hora, seis minutos e 37 segundos de avanço para Nasser Al-Attiyah. Hoje recuperou um pouco, enquanro que Peterhansel é terceiro, mas a uma hora, 13 minutos e 42 segundos de Sainz. A dez minutos do homem da Peugeot está o holandês Ten Brinke, no seu Toyota, com o sul-africano De Villiers agora a ser o quinto, a uma hora, 37 minutos e nove segundos.

Nas motos, Antoine Meo foi o melhor em terras bolivianas. O piloto da KTM foi melhor do que o Honda de Ricky Brabec em um minuto e oito segundos, enquanto que o terceiro melhor tempo ficou nas mãos de Toby Price, que terminou a dois minutos e 45 segundos do seu companheiro de equipa, na frente de Kevin Benavides. O piloto argentino perdeu cinco minutos e 52 segundos na etapa deste domingo.

A estratégia era atacar ao máximo e andei no limite. Mas depois parei para ajudar o Quintanilla que tinha caído e estava com um problema na moto e quando retomei a corrida perdi algum ritmo e acabei por cair também perto do quilómetro 400, mas a moto está bem. Agora com o cancelamento da etapa de amanhã as minhas chances de atacar a liderança ficam, mais reduzidas, mas vou dar tudo a caminho de Fiambalá. Está tudo em aberto quando à vitória na prova”, comentou Meo.

Joan Barreda Bort, ainda a recuperar da queda de ontem que o feriu num joelho, este domingo perdeu 12 minutos, tendo também pago a fatura por abrir a pista. Mas resiste a todos os obstáculos. Adrian Van Beveren, o líder da geral, terminou a etapa a oito minutos e 44 segundos do vencedor, e a diferença para Benavides diminuiu para meros... 22 segundos.

Com esta diferença tão curta, vai ser mesmo até ao fim até que saberemos quem será o vencedor nesta categoria. Matthias Walkner, o terceiro da geral, não está longe: oito minutos e 44 segundos.

Com a etapa de amanhã cancelada, máquinas e pilotos retomarão ao Dakar na terça-feira, numa etapa entre Salta e Belén, em terras argentinas, no total de 795 quilómetros, 392 dos quais em troço cronometrado.

Dakar 2018: Etapa nove cancelada devido ao meu tempo

A chuva que cai na Bolívia fez das suas, e este fim de semana, na zona de Tupiza, o chão está tão alagado que a organização do Dakar decidiu esta tarde cancelar a etapa entre Tupiza e Salta, que deveria decorrer esta segunda-feira, fazendo uma ligação direta para Salta, em terras argentinas. De uma certa maneira, a passagem por terras bolivianas e pelo Salar de Uyuni foi mais complicada do que a passagem pelas dunas do Peru...

A etapa foi cancelada porque neste momento já há muita água no bivouac e amanhã também é esperado novo agravamento e essas não são as melhores condições para disputar o Dakar. Preferimos não correr riscos”, afirmou Marc Coma, diretor desportivo da prova.

Neste momento, máquinas e pilotos estão ainda no Salar de Uyuni, cumprindo a etapa até Tupiza, mas não vão repousar por lá, por causa das condições presentes.

sábado, 13 de janeiro de 2018

Dakar 2018: Sainz é o novo líder

Depois de um dia de descanso, máquinas e pilotos voltaram hoje à estrada, em terras bolivianas, entre La Paz e Uyuni, numa etapa-maratona, sem assistência externa, com os pilotos a repararem os seus próprios carros. Foi uma etapa onde Stephane Peterhansel perdeu muito tempo (uma hora e 45 minutos) devido a um problema na suspensão do seu carro, que o obrigou a várias reparações no seu Peugeot.

No final, venceu Carlos Sainz, com onze minutos e 21 segundos de avanço para os Toyotas de Giniel de Villiers, enquanto que Nasser Al-Attiyah (Toyota) terminou na terceira posição a 13 minutos e 51 segundos. Com isto, o piloto espanhol é o líder do Dakar, com uma hora e onze segundos sobre Nasser Al Attiyah e uma hora e vinte sobre Giniel de Villiers, desconhecendo-se se Peterhansel irá ou não continuar. O piloto francês acabou por fazer, mas a liderança está perdida.

Nas motos, Juan Barreda Bort esteve imparável e venceu a etapa. Mas... mesmo ganhando quase três minutos à concorrência, Barreda sofreu uma queda e feriu-se no joelho, desconhecendo-se está capaz de continuar o rali.

Decidi andar forte logo no inicio da etapa e até ao quilometro 300 andei a um ritmo muito alto, no entanto sofri uma queda forte numa saída de pista num riacho e a moto caiu-me em cima  e aleijou-me o joelho o que fez com que tivesse alguma dificuldade em colocar o pé no chão, sobretudo nas curvas para a esquerda. A partir desse momento decidi reduzir o ritmo por causa das dores e agora vamos ver o que podemos fazer, mas parece muito complicado continuar em prova”, afirmou no final da etapa o piloto espanhol.

Atrás de Barreda, ficou Adrian ven Beveren, que com os quase três minutos de desvantagem sobre o piloto espanhol, ficou com a liderança do Dakar, pois Kevin Benavides acabou a oito minutos e dois segundos sobre Barreda, e o piloto francês da KTM é agora o novo líder, com 3 minutos e 14 segundos sobre o argentino. Barreda Bort é o terceiro, a quatro minutos e 45 segundos do líder.

Amanhã, a caravana do Dakar sairá de Uyuni e chegará e Tupiza, cumprindo um total de 584 quilómetros, dos quais 498 serão cronometrados. Vai ser a última etapa totalmente feita em solo boliviano, antes de entrarem na Argentina.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Dakar 2018: Etapa 6, Arequipa - La Paz

A sexta etapa do Dakar marca a saída da caravana do Peru para a Bolivia, e onde eles vão abandonar o nível do mar para começar a andar nas altitudes dos Andes, pois vão chegar até perto dos 4700 metros de altitude, que é onde se situa a capital boliviana.

Nos carros, Carlos Sainz foi o vencedor da etapa, conseguindo uma diferença de quatro minutos sobre Stephane Peterhansel, que contudo, mantêm o comando do rali. Quanto a este, contudo, andou a etapa num duelo com Nasser al Attiyah para ver se terminava a etapa à frente do piloto qatari da Toyota... e conseguiu. Por meros 59 segundos, mas conseguiu. 

Giniel de Villiers e Cyril Després fecharam o "top cinco" nesta etapa.

Em termos de geral, Peterhansel continua a comandar o rali, e agora tem 27 minutos e dez segundos sobre Carlos Sainz, enquanto que o holandês Bernard Ten Brinke é o terceiro, no seu Toyota, na frente de Nasser Al Attiyah e Giniel de Villiers.

Já nas motos, Kevin Benavides deu o seu melhor para bater a concorrencia... e conseguiu. Claro, havia uma recompensa nisso que era a liderança na categoria. Num dia em que a especial foi encurtada em 118 quilómetros para as motos e os quads porque... nevou naquela zona da Bolivia, cuja cidade, La Paz, está a 4700 metros de altitude.

Em termos de especial, Antoine Meo foi o vencedor, no seu KTM, e esta foi a sua terceira vitória em especiais neste Dakar. Benavides chegou a seguir, a 30 segundos de Meo, mas tinha ganho dois minutos e 57 segundos a Adrien Van Beveren, que hoje foi apenas décimo. Agora, um minuto e 57 segundos separam os dois primeiros classificados, num Dakar que será disputado até à última nessa categoria. Toby Price foi o terceiro, 30 segundos atrás do segundo.

Joan Barreda Bort esteve hoje mais discreto. Depois do recital dado na véspera, hoje o piloto espanhol da Honda abriu a pista, mas esteve mais apagado. Acabou na 11ª posição e perdeu tempo para todos os mais diretos rivais.

Amanhã, a caravana do Dakar descansa em La Paz.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Dakar 2017: Etapa 8, Uyuni - Salta

A oitava etapa que hoje ligava Uyuni, na Bolivia, a Salta, na Argentina, num total de 892 quilómetros, 492 dos quais em troço cronometrado, foi complicada. Neste inicio da segunda parte do Dakar, que sai agora da Bolivia e regressa à Argentina, tudo indica que a Peugeot irá dominar esta competição, sabendo apenas se Stephane Peterhansel ou Sebastien Loeb, o piloto nove vezes campeão do WRC, irá vencer a competição.

Aliás, antes do inicio da etapa, o experiente piloto francês considera que o seu compatriota está pronto para conquistar a vitória na prova. “Já o tinha dita antes do início da corrida, o Sébastien está pronto a vencer o Dakar. É um piloto muito rápido e com muita vontade de aprender”, afirmou ainda em paragens bolivianas.

Contudo, esta não foi uma etapa fácil. As chuvas na zona de Salta fizeram com que o "bivouac" fosse mudado de local, pois o local está inundado. Assim, este ficou na cidade de Tilcara, perto de Salta.

Na especial, Loeb foi o grande vencedor, vencendo o duelo entre os Peugeot com Stephane Peterhansel. Ele acabou o dia com três minutos e 35 segundos de vantagem, e ficou com o comando, estando agora a um minuto e 38 segundos do seu companheiro de equipa. Na terceira posição da etapa ficou Cyril Despres, completando o pódio para a marca francesa. Ele conseguiu recuperar o terceiro posto, perdido ontem para Nani Roma. Este cedeu catorze minutos e é provável que tenha perdido a chance de incomodar os Peugeot.

Mikko Hirvonen, quarto na etapa, manteve o quinto posto na geral, na frente do melhor Toyota, do sul-africano Giniel de Villiers.

Nas motos, o grande vencedor foi Joan Barreda Bort, que conseguiu bater toda a concorrência tornando-se no primeiro piloto neste Dakar a vencer duas etapas. Liderando a corrida do princípio ao fim, o catalão não deu hipóteses à concorrência e no final, subiu ao nono lugar da geral, embora estando a mais de uma hora do vencedor. 

"No inicio apanhamos muito nevoeiro o que tornou difícil andarmos depressa devido à falta de visibilidade, para além disso apanhamos muita lama o que no deixava presos, mas consegui manter-me focado. Na segunda parte da etapa foi mais rápida, mas no final tinha já os pneus muito degradados e a moto patinava muito”, falou o catalão no final da etapa.

O seu companheiro na KTM, Matthias Walkner, foi o segundo, a três minutos e 51 segundos, e outro piloto das motos austríacas, Sam Sunderland, ficou a meros três segundos, num dia em que Adrien Van Beveren perdeu mais de dez minutos para a liderança.

Paulo Gonçalves foi o sexto na etapa, perdendo sete minutos e seis segundos para o primeiro classificado.

Na geral, Sunderland mantêm-se na frente, com uma vantagem de vinte minutos e 58 segundos sobre Pablo Quintanilla. Van Beveren está no terceiro posto, a quase 29 minutos. Há um duelo pelo quarto posto, entre Walkner e Farres Guell, que estão separados por... dez segundos. Paulo Gonçalves é o oitavo, a uma hora, oito minutos e 34 segundos, e tem Barreda Bort a meros dois minutos e meio, no nono lugar. Joaquim Rodrigues é o décimo e o melhor estreante deste Dakar, a uma hora e 38 minutos.

Amanhã decorre a nona etapa, entre Salta e Chilecito, num total de 977 quilómetros, 406 dos quais em especial cronometrada.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Dakar 2017: Etapa 7, La Paz - Uyuni

Deveria ter sido uma etapa-maratona, mas a sétima etapa do Dakar, que liga hoje as cidades de La Paz e Uyuni, no total de 622 quilómetros, 322 dos quais estavam inicialmente previstos para serem em troços cronometrados, antes de ontem ter sido reduzido para 161 quilómetros em troço contabilizado devido ao mau estado do piso, rendeu algumas coisas interessantes na classificação do Dakar, depois dos dois dias de descanso que tiveram em terras bolivianas - recorde-se que a sexta etapa, entre Oruro e La Paz, foi cancelada devido ao mau tempo.

Nos automóveis, os Peugeot foram os melhores. Stéphane Peterhansel superiorizou-se ao seu colega de equipa, Sébastien Loeb, por apenas 48 segundos e dilatou a vantagem no topo da classificação geral. Agora, ambos estão separados por um minuto e cinco segundos e parece que eles serão os favoritos à vitória final. Giniel de Villiers, o sul-africano da Toyota, foi o terceiro na etapa, a três minutos e 33 de Peterhansel, enquanto que Mikko Hirvonen foi o quarto e o melhor dos Mini nesta etapa.

Na geral, depois de Peterhansel e Loeb, está Nani Roma, que foi apenas sexto nesta etapa e está agora a 11 minutos e sete segundos da liderança, mais do que suficiente para manter a pressão sobre os Peugeot.

Nas motos, o americano Ricky Brabec levou a melhor sobre Paulo Gonçalves por meros um minuto e 44 segundos, e alcançou a sua primeira vitória em etapas no Dakar. Sam Sunderland foi o terceiro, terminando a quatro minutos e 43 segundos do vencedor, na frente de Joan Barreda Bort, quarto, a seis minutos e 51 segundos.

Estou orgulhoso com o trabalho que tenho vindo a realizar, estou nesta altura muito perto de entrar no top 10, embora o meu objetivo inicial fosse terminar entre os cinco primeiros. Vamos ver o que vai dar esta semana”, explicou Brabec, no final desta etapa.

Não foi uma jornada longa, mas foi muito difícil. Teve muita navegação sobre tudo a partir do quilómetro 90. Consegui alcançar durante a etapa o Sam Sunderland e ao mesmo tempo preservar a moto, pois estamos numa etapa maratona. Nesse sentido estou contente porque a moto está impecável”, comentou Paulo Gonçalves, ao chegar a Uyuni.

Na geral, Sunderland continua a liderar, com 17 minutos de vantagem sobre o chileno Pablo Quintanilla, e 22 minutos e 16 segundos sobre Adrien van Beveren. Paulo Gonçalves é o oitavo, a uma hora e cinco minutos da liderança, enquanto que Joaquim Rodrigues e Hélder Rodrigues (sem qualquer tipo de parentesco) estão às portas do "top ten" sendo 11º e 13º classificados, respectivamente.

Amanhã, a oitava etapa ligará Uyuni, na Bolivia, a Salta, na Argentina, num total de 892 quilómetros, 492 dos quais em troço cronometrado.

sábado, 7 de janeiro de 2017

A imagem do dia




Isto é Oruro, este sábado. O "bivouac" de Oruro, para ser mais preciso. A chuva tem sido inclemente, e isso tem acontecido desde que a caravana entrou em terras bolivianas: chuva ininterrupta, que tem transformado os ribeiros - muitas vezes sem água - em rios revoltos. Por causa disso, o Dakar foi interrompido este sábado, quando iam de Oruro até à capital, La Paz, para um merecido dia de descanso. Afinal, vão ser dois...

E estas imagens são um pouco o espelho da dureza que este Dakar tem sido. Claro, os organizadores fazem de tudo para que isto seja duro, mas parece que este ano, das duas uma: ou exageraram na dureza, ou os pilotos andam a puxar demasiado pelos seus limites. Uma coisa é certa: de aborrecido, o Dakar não tem nada. Ainda por cima, eles estão a mais de 4000 metros de altitude, e aguentar tudo aquilo não é para todos. A não ser que bebam um cházinho de coca... 

O Dakar voltará a competir na segunda-feira, fazendo o percurso de volta para a Argentina, do qual demorará mais um ou dois dias para lá sair, e claro, rumar velozmente para Buenos Aires, palco da chegada deste rali. Está a ser bem interessante!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Dakar 2017: Etapa 5 - Tupiza - Oruro

A quinta etapa do Dakar, a primeira a ser feita totalmente em terras bolivianas nesta edição de 2017, ligou as localidades de Tupiza e Oruro, no total de 692 quilómetros, 447 dos quais em troços cronometrados. Contudo, esta foi uma etapa dura, não só em termos de altitude - mais uma vez, andaram acima dos 3500 metros - como o mau tempo fez das suas. Tanto que esta foi encurtada, depois de alguns ribeiros terem transbordado com tanta água. Aliás, esta zona da Bolivia tem sido afetada no último mês com o mau tempo. A especial cronometrada acabou por ter "meros" 219 quilómetros.

A primeira grande novidade foi a desistência de Carlos Sainz. Apesar do forte capotamento que tinha sido vitima no dia anterior, ele acabou por chegar ao fim da etapa, mas os estragos no seu Peugeot eram tão grandes que simplesmente achou que o melhor seria deitar a toalha ao chão. Assim sendo, a Peugeot, que parecia estar destinada ao domínio, depois da desistência de Nasser Al Attiyah, sofreu a sua primeira grande baixa na sua equipa. 

E nas motos, se ontem falamos que Joan Barrreda Bort tinha sido penalizado um uma hora por ter reabastecido em local inapropriado, descobriu-se também que Paulo Gonçalves também foi penalizado, mas em 48 minutos, pelos mesmos motivos. Logo, caiu de quinto para o 16º posto da geral, a mais de uma hora do primeiro. 

Mas na marca do leão, nem tudo foram más noticias. Sebastien Loeb foi o grande vencedor do dia, ganhando sobre Nani Roma por meros 44 segundos. Stephane Peterhansel perdeu um minuto e meio na etapa, enquanto que Cyril Després foi quarto, perdendo dez minutos... e a liderança. Mikko Hirvonen é outro dos perdedores do dia, ao chegar à meta 40 minutos depois do vencedor, caindo para o quinto posto da geral.

Assim, Peterhansel lidera, com uma vantagem de um minuto e nove segundos sobre Loeb, e quatro minutos e 54 segundos sobre Després, e cinco minutos e 35 segundos sobre Nani Roma.

Nas motos, o britânico Sam Sunderland foi o mais veloz, numa etapa onde Paulo Gonçalves esteve em destaque, ao ser segundo classificado, a sete minutos do piloto britânico. Pablo Quintanilla perdeu 15 minutos na etapa, e em consequência, perdeu também a liderança para... Sunderland. Outro dos perdedores foi Matthias Walkner, perdeu mais de vinte minutos e caiu para o 20º posto na etapa, e é quinto na geral. Mas ficou na frente de Barreda Bort, que perdeu mais 37 minutos e caiu para a 22ª posição da geral. Adrien Van Beveren foi o terceiro na etapa, e agora é também o terceiro na geral.

Amanhã, o Dakar segue em terras bolivianas, rumando de Oruro para La Paz, a capital, num troço com o total de 786 quilómetros, 527 dos quais em troços cronometrados.

Dakar: Barreda Bort penalizado, Quintanilla lidera

O Dakar, como sempre, é palco de coisas inesperadas. E o inesperado alcançou o comando na categoria de motos, pois o então líder, o catalão Joan Barreda Bort, foi penalizado em... uma hora (sim, leram bem, 60 minutos de penalização!). A razão? Um reabastecimento fora de tempo.

Por causa dessa "brincadeira", o catalão cai para a 13ª posição, enquanto que o comando vai para o chileno Pablo Quintanilla. Paulo Gonçalves, deduzidos os dez minutos que perdeu a ajudar Toby Price, que como sabem, sofreu uma queda que o obrigou a abandonar o Dakar, é agora o quinto classificado da geral, a meros... sete minutos do novo líder. Matthias Walkner e o segundo, a dois minutos e sete segundos. 

Tudo isto quando a caravana do Dakar entrou em terras bolivianas, quando amanhã eles percorrerem o trajeto entre Tupiza e Oruro, em alta altitude dos Andes.  

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Dakar 2017 - Etapa 4, Jujuy - Tupiza

A etapa de hoje do Rali Dakar, que liga as localidades de Jujuy e Tupiza, na Bolivia, é uma em que todos continuam a subir até aos Andes e o Atacama, num troço que tem 521 quilómetros, 416 dos quais em troço cronometrado.

Não foi uma etapa fácil para os Peugeot. Apesar de ontem terem tido uma vitória em toda a linha - para além dos três primeiros lugares, ainda viu abandonar Nasser Al Attiyah, um dos seus maiores rivais - hoje, as coisas ficaram complicadas. Carlos Sainz, Stéphane Peterhansel e Sébastien Loeb perderam muito tempo. Primeiro, o espanhol parou e perdeu onze minutos por uma razão não especifica, do qual recuperou parcialmente... até ele capotar numa ravina, perdendo mais tempo. Já Sebastien Loeb perdeu muito mais, cerca de 25 minutos, e com isso cedeu o comando da geral. Peterhansel perdeu 15 minutos, e no final também fez uma recuperação parcial.

Quem desistiu de vez, entre os da frente, foi o saudita Yazid Al-Rahji, no seu Mini, que ia na sétima posição na geral, e o segundo melhor entre os Mini, depois de Mikko Hirvonen. Tinha já perdido mais de uma hora quando tomou a decisão de abandonar.

No final da etapa, o melhor foi Cyril Després, no quarto Peugeot, com dez minutos de vantagem sobre Mikko Hirvonen, que foi segundo, no seu Mini, e Nani Roma na terceira posição, a quase treze minutos do vencedor.

Na geral, Després aproveitou a hecatombe para ficar com o comando, e agora está a quatro minutos e oito segundos de Peterhansel e cinco minutos e quatro segundos de Hirvonen. Sebastien Loeb caiu para o sexto posto, mas está a seis minutos e 48 segundos da liderança, logo, isto pode ser recuperável para o francês, nove vezes campeão do mundo de ralis.

Já nas motos, a etapa também foi animada. A grande novidade foi a queda do australiano Toby Price, o atual campeão, que foi obrigado a abandonar o rali, pois sofreu uma fratura no fémur. A queda aconteceu no quilómetro 371, numa altura em que o australiano tentava apanhar Joan Barreda Bort, e chegou a haver uma altura em que a diferença era de um minuto entre ambos. Paulo Gonçalves parou para ajudar Price e perdeu mais de dez minutos. Por causa disso, acabou no nono posto na etapa e caiu para o mesmo posto na geral, a 38 minutos da liderança.

O grande beneficiado disto tudo foi, claro, Barreda Bort, que consolidou a sua liderança, mas o vencedor na etapa foi Matthias Walkner, que ganhou ao catalão em dois minutos e dois segundos. Sam Sunderland perdeu mais de 16 minutos na geral é agora o terceiro na geral. Michael Metge e Xavier de Soultrait foram, respectivamente, terceiro e quarto na etapa e mantêm-se nos lugares da frente. Outro português, Hélder Rodrigues, foi o 14º na etapa, cinco lugares mais à frente de outro português, Mário Patrão.

E já agora... Ivan Jakes largou para a etapa e chegou no 15º posto da geral. Vinte e quatro horas depois de ter sido atingido... por um raio.  

Amanhã, todos farão mais uma etapa em terras bolivianas, entre as localidades de Tupiza e Oruro, no total de 692 quilómetros, 447 dos quais em troços cronometrados.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Dailymotion Motorsport Presentation: O percurso do Dakar 2017



O Rally Dakar de 2017 será o oitavo em solo sul-americano, e este ano terá a novidade de começar em terras paraguaias, para terminar em Buenos Aires, com o dia de descanso a ser em La Paz, a capital boliviana. Este ano, com a caravana a evitar a passagem por terras chilenas, eles vão andar essencialmente nos Andes e no deserto de Atacama, nas paisagens salgadas do Salar de Uyuni. Também andarão em paisagens a alturas superiores a 3500 metros, o que poderá causar problemas físicos aos pilotos dos carros e das motos.

O Dakar 2017 começará a 2 de janeiro, em Assuncion, e terminará a 14 do mesmo mês, na capital argentina.


terça-feira, 30 de agosto de 2016

A imagem do dia

Vi o video ontem, mas hoje surgiu esta foto, que vi no Facebook. Não sei se direi que é um milagre, mas anda bem perto. A foto aconteceu num rali na Bolívia, e o carro era pilotado por uma dupla uruguaia. 

O cachorro chama-se Pupi e claro, é o mais sortudo do mundo. Pode contar aos netos que viu um carro a passar por cima dele...

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Noticias: Conhecido o percurso do Dakar 2017

Em 2017, o Dakar sairá de Assuncion e acabará em Buenos Aires. O percurso do Dakar do próximo ano foi conhecido e passará por três países: Paraguai, Bolivia e Argentina, com paragem para descanso em La Paz, anunciou ontem a ASO em Paris.

Apesar das passagens por estes três países, será um rali essencialmente argentino. O Paraguai vai servir como pouco mais do que o ponto de partida, a 2 de janeiro, enquanto que a caravana vai entrar na Bolivia a 5 de janeiro, em Tupiza, rumando até La Paz no dia 8, onde descansará... a mais de quatro mil metros de altitude. A 10 de janeiro, o rali regressará a terras argentinas, depois de passar por Uyuni, continuando até chegar a Buenos Aires, no dia 14.

Nesta nona edição do Dakar em terras sul-americanas, nota-se de novo a ausência do rali em terras do Chile e do Peru, que já aconteceu em anos anteriores.

domingo, 19 de junho de 2016

Youtube Rally Crash: O acidente de Puerto Quijaro


Estas são imagens - chocantes - de um acidente na cidade de Puerto Quijaro, na fronteira da Bolivia com o Brasil, este sábado, causando a morte de três pessoas e ferimentos em mais vinte. Aparentemente, era uma disputa entre três carros quando o segundo dessa sequência perdeu o controlo e foi projetado para uma multidão que estava na berma a assistir à competição.

As vitimas foram levadas para o hospital local, enquanto que seis desses feridos - os casos mais graves - foram transplantados para a cidade brasileira de Corumbá, porque é ali onde estão os cirurgiões.

O rali contava para o campeonato local e fazia parte dos festejos do município. 

terça-feira, 26 de abril de 2016

Dakar: Apresentada a edição de 2017

Foi hoje apresentado em Paris o Dakar de 2017, e a grande novidade é que o Paraguai será inserido no rali. Este vai arrancar a 2 de janeiro de Assuncion, a capital paraguaia, para depois percorrer a Argentina e a Bolivia, para depois regressar e terminar no dia 14 de janeiro em Buenos Aires, tal como aconteceu este ano.

A inclusão do Paraguai vai fazer com que este seja o quinto país sul-americano a ser incluido no lote, depois de Argentina, Chile, Bolivia e Peru. A prova sairá de Assuncion - ainda não se sabe se haverá alguma etapa em solo paraguaio - para depois se dirigir para o norte da Argentina e passar pelo Salar de Uyuni, no sul da Bolivia, e pelo Lago Titicaca, antes de um dia de descanso na capital, La Paz. Depois, voltarão para a Argentina, descendo dos Andes e rumando para Buenos Aires, num percurso que os organizadores dizem que será próximo daquele que tiveram em 2016.

O percurso completo será apresentado em maio, em Barcelona.


domingo, 17 de janeiro de 2016

Rumor do Dia: Um Dakar na costa do Pacifico?

Ainda se arrumam as coisas no Dakar deste ano e já se fala de onde é que poderá acontecer a edição de 2017. Desde há alguns dias se fala que a edição do próximo ano (ou até de 2018) poderá ser um Dakar... pacifico. Não no sentido da "paz" no termos, mas sim porque vai acompanhar o Oceano Pacifico em toda a sua extensão, do sul até ao norte.

A ideia é que o Dakar possa começar em Santiago do Chile para subir a norte, até chegar à sua meta, que poderá ser Cartagena de Indias, na Colombia, com passagens pelo Peru, Bolivia, Equador e Colombia. Resta saber se a Argentina será ou não incluída no percurso, na zona de Salta, para aproveitar a altitude dos Andes e uma maior passagem pelo deserto do Atacama e pelas areias peruanas, antes de se embrenharem na selva, subindo cada vez mais acima na latitude.

Uma coisa é certa: as conversações existem e qualquer conclusão poderá acontecer a meio do ano. E Chile e Peru desejem o regresso da caravana aos seus territórios, depois de terem ficado de fora, alegando os estragos causados pelo "El Niño".

Veremos.

sábado, 16 de janeiro de 2016

Dakar 2016: Peterhansel e Price são os vencedores, mas X-Raid contesta

O Dakar chegou à meta, em Rosário, duas semanas depois de ter começado em Buenos Aires, e Stephane Peterhansel foi o grande vencedor, e conseguindo algo inédito: doze vitórias, seis dos quais em motos, e os restantes em automóveis. A sua última vitória foram em 2013, com o Mini da X-Raid.

No final da última etapa, o pódio foi ocupado por ex-pilotos de ralis. Sebastien Loeb foi mais veloz do que Mikko Hirvonen em um minuto e 13 segundos e venceu a etapa, enquanto que Nasser al-Attiyah foi o terceiro melhor, a um minuto e 36 segundos do vencedor, empatado com Cyril Després, noutro Peugeot.

Contudo, pouco depois do final do rali, a X-Raid fez saber que irá apelar dos resultados finais à Federação Francesa de Desporto Automóvel (FFSA) devido à polémica com o reabastecimento dos Peugeot, nomeadamente a do francês Stephane Peterhansel, o vencedor deste Dakar. O apelo terá de ser analisado num prazo máximo de 30 dias, e caso seja dada razão à X-Raid, a pena é pesada: entre seis horas de penalização à desclassificação, o que poderia alterar as coisas neste "rally-raid".

Nas motos, o vencedor na etapa final foi para o chileno Pablo Quintanilla, que assim consolidou o seu terceiro lugar na classificação, com um minuto e 41 segundos de vantagem sobre Kevin Benavides, enquanto que Hélder Rodrigues foi o terceiro, ficando assim com o quinto lugar final. O piloto português da Yamaha ficou nesta etapa a dois minutos e 37 segundos do vencedor. Toby Price foi o quarto, a 4 minutos e 22 segundos, mas comemorou por fim a sua primeira vitória neste Dakar, e a primeira de um australiano neste "rally-raid". E claro, a KTM comemorou uma dupla, já que Stefan Svitko, o segundo da geral, também anda nas máquinas austriacas.

Assim, o Dakar 2016 chega ao seu final. Para o ano, há mais!

Geral: Carros

1º - Peterhansel/Cotteret (FRA) [Peugeot] 45:22.10 minutos
2º - Al Attiyah (QAT)/Baumel (FRA) [Mini] a 34.58
3º - De Villiers (ZAF)/Von Zitewitz (GER) [Toyota] a 1.02,47
4º - Hirvonen (FIN)/Perin (FRA) [Mini] a 1.05.18
5º - Poulter/Howe (ZAF) [Toyota] a 1.30,43

Geral: Motos

1º - Price (AUS) [KTM] 46:13.26 minutos
2º - Svitko (SVK) [KTM] a 37.39
3º - Quintanilla (CHL) [Husqvarna] a 53.10
4º - Benavides (ARG) [Honda] a 57.28
5º - Rodrigues (POR) [Yamaha] a 57.29

sábado, 9 de janeiro de 2016

O agradecimento de Ruben Faria a quem o ajudou

Ontem, o motard Ruben Faria sofreu uma queda que o deixou fora deste Dakar, fraturando um dos seus pulsos, mas também a sua cara, do qual já foi operado em terras argentinas, esperando para ser transferido para Lisboa. 

Contudo, o piloto que o assistiu, o espanhol Gerard Farrés, já tem história nesse campo. Segundo conta a Autosport portuguesa, na edição de 2014, quando corriam a etapa que ligou Chilecito a San Miguel de Tucumán, Farrés acudiu o seu compatriota, Enric Martí, que estava desidratado face às elevadas temperaturas que se faziam sentir.

"Quero agradecer ao Gerard Farres e ao Van Beveren pela assistência, suporte e força que me deram até à chegada da equipa médica! Este é o espírito do Dakar e que nunca poderá acabar!" começou por dizer Faria na sua página de Facebook. "Ontem em resultado da minha queda fraturei o radio, cubito e ligamentos, fraturei tambem um osso da cara em resultado de um dente que subiu. Já fui operado ontem para resolver a fratura da cara. Irei seguir para Portugal nos próximos dias onde vou resolver os problemas das outras fraturas. Acabei por ter muita sorte apenas com estas mazelas, pois a queda foi bastante violenta", continuou. 

"Muito obrigado pelas vossas mensagens de apoio que me têm ajudado a superar estes momentos difíceis!" concluiu.

Dakar 2015: Meo e Sainz os mais velozes, Gonçalves lidera nas motos

A etapa de hoje entre Uyuni, na Bolivia, e Salta, na Argentina, no total de 793 quilómetros, 353 dos quais feitos em especial cronometrada, foi complicada, pois durante algum tempo esteve suspensa devido às fortes chuvas que caíram naquela zona da Bolívia, alargando os vários ribeiros que correm naquela região. Após algum tempo de pausa determinada pela organização, a etapa foi retomada por alturas do quilómetro 350.

Mas a etapa também foi marcada pelo atropelamento mortal de um espectador de 63 anos ao quilómetro 82, ainda em terras bolivianas. Aparentemente, ele foi apanhado pelo carro do francês Lionel Baud, que seguia na 48ª posição da geral.

Nos automóveis, tivemos uma dupla da Peugeot, com o melhor a ser Carlos Sainz, com uma vantagem de 38 segundos sobre Sebastien Loeb e três minutos e 22 segundos sobre Nasser Al Attiyah. Com isso, Loeb voltou ao comando do rali, com uma vantagem de pouco menos de três minutos, na véspera do dia de descanso. Stephane Peterhansel foi o quarto, com um tempo cinco segundos superior ao piloto qatari. 

Nas motos, a etapa foi bem dura. Joan Barreda Bort desistiu com um motor partido e Matthias Walkner, terceiro classificado à entrada desta etapa, caiu forte e partiu uma perna. Nesse campo, foi assistido por Paulo Gonçalves, que o ajudou a chamar os meios de socorro e ficou ao seu lado durante mais de dez minutos até que estes chegassem, num gesto elogiado por todos.

"No início da especial, parei para ajudar Matthias Walkner, que tomou uma queda, e eu fiquei com ele até que o Pablo Quintanilla chegou", começou por dizer no final da etapa. "A primeira parte da etapa teve alguma navegação, mas, em seguida, o perfil era semelhante ao que era há dois dias atrás, com muitos rios. Na segunda parte da especial, depois do sector neutralizado, estava chovendo muito e eu estava muito cauteloso, pois parecia neve. O clima melhorou um pouco no final", continuou. 

"Estou bastante satisfeito com a etapa de hoje, até agora. Se eu puder repetir isso na segunda semana, eu certamente ficaria muito contente, mas acho que as etapas seguintes serão muito diferentes, então vamos a ver", concluiu.

No final, descontado o tempo que ele perdeu a assistir o austriaco da KTM, ainda ganhou cinco minutos sobre Toby Price, numa etapa ganha pelo francês Antoine Meo. Gonçalves foi segundo, a um minuto e 57 segundos de Meo, enquanto que Helder Rodrigues foi o quarto classificado, a quatro minutos e 58 segundos do vencedor da etapa.

No final do dia, Gonçalves alarga a sua liderança para cinco minutos e vinte segundos sobre Price, enquanto que Stefan Svitko é o terceiro, a doze minutos. Antoine Meo é o quarto, a 21 minutos e cinco segundos, mas assediado por Kevin Benavides (a 21.31 minutos) e Helder Rodrigues (a 23.23 minutos)

O Dakar estará amanhã em dia de descanso, com a caravana de regresso a terras argentinas, em Salta.

O homem do dia

O rali Dakar é um lugar diferente. Não é só o "rally raid" mais famoso do mundo, não é só um dos mais duros, onde uma queda pode significar o fim (e não falo só da corrida), mas onde pode acontecer as melhores manifestações de desportivismo. E foi o que aconteceu hoje, em terras bolivianas, quando o austriaco Matthias Walkner, que era o terceiro classificado da geral, caiu duro no chão da sua KTM e quebrou uma perna. E quem o assistiu durante mais de dez minutos até que chegasse o socorro? Nada mais, nada menos do que o líder da categoria, o português Paulo Gonçalves.

Não é a primeira vez que isto acontece neste Dakar. Há dois dias, falei-vos do que fez a espanhola Laia Sanz, quando assistiu um motard francês na zona de Jujuy, na Argentina, assistindo-o enquanto não chegava o socorro, para o poder evacuar para o hospital mais próximo.

Mas o mais fantástico deste dia é que apesar de todos os gestos, o piloto português mantêm - e alarga a sua liderança! Com o australiano Toby Price, o seu mais direto perseguidor, a perder tempo, e feito o devido desconto, o piloto português acabou por ser segundo na etapa, perdendo apenas para o francês Antoine Meo, e numa altura em que os da frente estão a sofrer muito. É que para além de Walkner, Joan Barreda Bort desistiu com o motor partido.

Amanhã é dia de descanso, em Salta, mas este Dakar já esta a ser marcado pela dureza. E por estes gestos. Independentemente disto acabe ou não com o lugar mais alto do pódio (que merece), este gesto que teve hoje já é o suficiente para ganhar todo o nosso respeito e admiração. Todo.