Mostrar mensagens com a etiqueta Mitsubishi. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Mitsubishi. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 11 de março de 2026

As imagens do dia







Há 25 anos, em 2001, Tommi Makinen triunfava no Rali de Portugal, com o seu Mitsubishi Lancer Evo WRC, batendo o Ford Focus WRC de Carlos Sainz Sr. por 8,6 segundos, numa das distâncias mais estreitas até então. E claro, depois de um "showdown" na especial de Ponte de Lima, após a ultrapassagem de Sainz na especial anterior.

O que alguns sabiam, quando o rali chegou ao fim, depois de 22 especiais, era que poderia ser o último em algum tempo. Desde há alguns anos, especialmente depois de 1998, quando morreu o seu diretor e fundador, César Torres, que o rali estava em perigo, porque havia algum "lobby" para colocar no calendário do WRC o rali da Alemanha, uma prova em asfalto.

E para além do "lobby" para tirar Portugal para ajudar a Alemanha - afinal de contas, um dos mercados mais poderosos da Europa e do Mundo, que nunca tinha tido um rali no WRC - outro motivo ajudou para o desfecho: o tempo. O final de inverno de 2001 foi dos mais chuvosos até então. Semanas e semanas onde não se viu um raio de sol, em certas partes do país, e para piorar as coisas, menos de uma semana antes, a 4 de março, uma ponte centenária tinha caído na localidade de Entre os Rios, no preciso momento em que passava um autocarro de excursão, matando 59 pessoas, num dos piores acidentes rodoviários da Europa até então.

O rali tinha o seu centro nevrálgico em Matosinhos, mas se no primeiro dia, o tempo ajudou um pouco, nos dias seguintes, parecia que havia uma conspiração meteorológica: nevoeiro, chuva, muita água, lama, mesmo muita lama. As classificativas rapidamente ficaram destruídas pela passagem dos carros. Pouco mais de 25 por cento dos pilotos participantes chegariam ao final. Apesar de tudo, foi um rali competitivo entre Makinen e Sainz Sr, onde nenhum deles perdeu de vista um do outro, ao ponto de, na última especial, o piloto finlandês ficou à espera no final para ver o que o espanhol da Ford fazia, se tinha conseguido ou não passá-lo, é dos momentos mais icónicos da história do WRC. 

Mas de resto, foi um inferno aquático. Os reconhecimentos, para as marcas, foram um pesadelo, e para os privados pior. Muito pior. A Hyundai, por exemplo, era a única equipa que usava carros de tração a duas rodas nos reconhecimentos e Kenneth Eriksson recordou o calvário, anos depois: “Em quase todos os troços ficámos presos. Tentar conduzir na lama tornou-se impossível, era muito complicado concentrarmo-nos em fazer notas de ritmo adequadas.”

Na sexta-feira do rali, dia 9 de março, os três primeiros troços desse dia, Vizo, Fafe/Lameirinha e Vieira/Cabeceiras, deveriam ter sido todos repetidos, mas apenas o Vizo teve segunda passagem, já que os restantes dois troços foram cancelados, por motivos de segurança. A razão? Nuvens muito baixas, que impediam a movimentação de equipamentos de segurança - uns juravam que tinha sido uma ambulância presa, outros, o helicóptero não poderia levantar com uma cobertura tão baixa.

E os pilotos - bem como os navegadores - ficaram impressionados com o que estava a acontecer. “O Safari com chuva é um verdadeiro passeio comparado com este Rali de Portugal”, disse na altura Nicky Grist, co-piloto de Colin McRae na Ford. Até os carros da organização sofriam nas especias, ficando presos. “Não há muito mais a dizer quando um carro da organização fica atolado. Isso significa que não havia mesmo condições de segurança”, disse Richard Burns, então piloto da Subaru.

No final, e numa altura em que o WRC tinha 14 provas no calendário e queriam "chutar" um rali para dar lugar à Alemanha, o escolhido foi um dos originais - estava no calendário desde 1973, no primeiro ano da competição. Foram aproveitadas as falhas, nomeadamente as questões de segurança - curiosamente, nada tinha a ver com os espectadores, bem mais comportados que nos tempos "selvagens" dos anos 80 do século anterior - e o rali caiu do calendário.

O rali acabaria por regressar em 2007, mas a condição para o seu regresso era de que tinha de ser realizado no Algarve.  As autoridades locais ofereceram bom apoio comercial, e era uma área em que o tráfego e a quantidade de espetadores era menos problemática. Contudo, os espectadores queriam que o rali regressasse para o Norte, pois para eles, era onde batia o "coração" dos ralis. O regresso só aconteceu em 2014, 13 anos depois deste março muito chuvoso. 

E nos nossos dias de 2026, o rali de Portugal, apesar de percorrer no Norte e Centro do país, e acontece a meio de maio, em vez de ser no meio de março, continua a ser bem popular entre pilotos e espectadores, e voltou a ter o prestigio que tinha antes. Quanto à Alemanha, o rali que substituiu, a partir de 2002, apesar de uma paisagem de vinhedos e de classificativas como a Panzerplatte... já não acontece desde 2019.   

segunda-feira, 14 de outubro de 2024

Youtube Automotive Vídeo: O que se passa com a Mitsubishi?

Como é que uma marca japonesa tão famosa quanto a Subaru - chegou a fazer uma rivalidade com eles no WRC dos anos 90 até 2005 - passou a ter carros velozes e agressivos a jipes, que na América são considerados os mais insonsos do seu segmento? Até que ponto foi a queda assim tão acentuada? 

É isso que o pessoal do Donut quer saber neste vídeo, onde foram testas os carros do passado... e do presente. 

quarta-feira, 3 de julho de 2024

Youtube Motorpsort Video: O Mitsubishi Evo SUV

O Mitsubishi Pajero é um dos todo-o-terreno mais bem sucedidos da marca japonesa. Foi vendido aos milhões para todo o mundo desde a década de 90 do século passado e o seu palmarés automobilístico é quase imbatível, especialmente no Dakar, às mãos de gente como Kenjiro Shinozuka, por exemplo. 

E o pessoal da Donut Media trouxe para este vídeo é algo raro fora do Japão: um Pajero Evo, semelhante aos que foram usados no Dakar no final da década de 90, inicio do século, e que foram feitas alguns exemplares para serem vendidos apenas no Japão, mas agora já se encontraram noutros lugares do mundo como os Estados Unidos. E eles oram experimentar um deles no deserto para saber como ele se comporta. 

quarta-feira, 12 de maio de 2021

Noticias: Ralliart vai ser reativada


A Ralliart, departamento de competição da Mitsubishi, vai ser reativada depois de onze anos a hibernar após o encerramento das suas atividades desportivas, quer no WRC, quer no Dakar. A imprensa japonesa fala hoje que o construtor japonês pretende regressar à competição, desde que sejam viaturas onde se possa aplicar tecnologias híbridas e/ou elétricas. Apesar do seu retorno ao automobilismo poder ser com SUVs e/ou crossovers a partir de 2023, a marca está a investir milhões de euros no desenvolvimento de híbridos "plug-in" e viaturas elétricas.

À imprensa local, Takao Kato, actual presidente e CEO da Mitsubishi Motors, comentou que "para os clientes que desejam experimentar a exclusividade da Mitsubishi, estamos a considerar a instalação de acessórios originais na nova linha de modelos e a participação dos desportos motorizados."

A este regresso, pode não ser alheio os esforços da Toyota de trazer para o WRC mais construtores japoneses, como a Subaru e a própria Mitsubishi, que têm tradição de competir nos ralis na década de 90 do século passado, no sentido de reavivar a rivalidade e ajudar a vender as suas marcas no mercado dos elétricos e híbridos. Até agora, esses esforços não tem tido sucesso, mas o anuncio da reativação da Ralliart poderá dar esperança à ideia de que, por lá, os apelos podem não ter sido em vão. Afinal de contas, os Rally1, que aparecerão em 2022, são híbridos...  

quinta-feira, 2 de março de 2017

CNR: Teodósio vai de Lancer em Castelo Branco

Ricardo Teodósio confirmou esta quinta-feira que estará no rali de Castelo Branco ao volante de um Mitsubishi Lancer EVO X. O piloto algarvio esperava andar nesta época ao volante de um R5, mas a falta de patrocinadores que o façam completar o orçamento faz com que recorra ao carro japonês. Contudo, ele avisa que esta é uma experiência limitada.

“Esperava receber uma resposta por parte de dois potenciais patrocinadores, mas infelizmente por parte de um deles a resposta foi negativa. Face a isso não tenho outra alternativa senão ir a Castelo Branco nas mesmas condições em que fui a Fafe. Se a outra resposta não for positiva é bem possível que não faça mais provas”, explicou o piloto de Albufeira.

Recorde-se que Ricardo Teodósio foi sétimo classificado no Rali Serras de Fafe, o melhor num carro de Grupo N, e espera repetir o mesmo resultado em Castelo Branco, dentro de duas semanas. 

terça-feira, 30 de agosto de 2016

A imagem do dia

Vi o video ontem, mas hoje surgiu esta foto, que vi no Facebook. Não sei se direi que é um milagre, mas anda bem perto. A foto aconteceu num rali na Bolívia, e o carro era pilotado por uma dupla uruguaia. 

O cachorro chama-se Pupi e claro, é o mais sortudo do mundo. Pode contar aos netos que viu um carro a passar por cima dele...

domingo, 27 de março de 2016

A nova geração dos McRae

Parece que os McRae vão a caminho da terceira geração de pilotos. Diga-se que depois de Jimmy McRae, Colin e Alistair McRae, agora temos Max McRae, filho de Alister e neto de Jimmy. Aos onze anos de idade, Max vive na Austrália com o pai, e anda de karting, mas deseja andar nos ralis, tanto que já andou num Mitsubishi Lancer Evo VIII ao lado do avô, e este ficou impressionado com a capacidade do seu neto.

“Fiquei impressionado, pois com a bacquet toda puxada para a frente ele mal chegava aos pedais. Ele disse-me que aprendeu a trocar de caixa num simulador, parece que os tempos mudaram um bocadinho desde a minha altura” disse Jimmy McRae numa entrevista à Motorsport News.

Max McRae - que só poderá andar nos ralis aos 17 anos de idade - disse que conta os dias até correr num carro de ralis. "Já corro há muito tempo no karting, mas seria fantástico guiar um carro de ralis. Deslizar o carro na terra é muito divertido, estou ansioso para ter idade para correr”, contou.

O avô Jimmy revelou também que Alistair e Colin só andaram num carro destes... aos 16 anos de idade. De facto, a nova geração começa a ser cada vez mais precoce nestas coisas.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Dakar 2016: Carlos Sousa acabou por desistir

O Dakar para Carlos Sousa acabou hoje com uma avaria irreversível para o piloto português. Depois de um começo bem difícil para o piloto português, perdendo mais de duas horas por problemas mecânicos, caindo para a 94ª posição na geral, conseguiu recuperar cerca de 50 lugares até que hoje sofreu um acidente no quilómetro 188 da etapa entre Jujuy e Uyuni, na Bolívia, ao cair num buraco e danificou o seu Mitsubishi de forma irremediável.

Assim sendo, o piloto português de 49 anos teve a sua terceira desistência de uma longa carreira no Dakar, que já vai na sua 17ª participação.

No final do dia, explicou o que se passou: “A especial estava a correr-nos muito bem. Tínhamos já ultrapassado vários carros e seguíamos a um bom ritmo. Só que de repente, começou a chover intensamente, depois a cair granizo e o vidro da frente embaciou totalmente, deixando-nos quase sem visibilidade para a estrada. Abrandei para o Paulo Fiuza poder limpar o vidro, só que em menos de dois segundos estávamos com o carro fora de pista, junto a um precipício e pendurados em duas pedras. O João Franciosi, nosso colega de equipa na Mitsubishi Brasil, ainda nos tentou ajudar, só que na posição em que o carro ficou só mesmo com a ajuda de um camião”, começou por explicar o piloto português.

“Tentámos pedir novamente ajuda, mas ninguém quis parar… Vimos o tempo a passar e a temperatura a baixar abruptamente. Com zero graus e a 4.000 metros de altitude, começamos a passar um pouco mal… Foi então que os médicos da prova chegaram e insistiram para abandonarmos o local, porque não nos deixariam passar ali a noite. E assim, viemos de helicóptero até ao acampamento, tristes e desolados por este desfecho. Mas realmente, este não era mesmo o nosso Dakar”, concluiu.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

A imagem do dia



Na Argentina, todos estão prontos. O rali Dakar arrancará amanhã e como sempre, será muito duro.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

A imagem do dia (II)

Por incrível que pareça, já se passaram dez anos. Richard Burns era um excelente piloto que embora sem ser espectacular como Colin McRae, conseguiu ser o segundo piloto a sagrar-se campeão do mundo de ralis, em 2001, ao serviço da Subaru.

Em 2003, nas vésperas do Rali de Gales e quando guiava pela Peugeot - e com contrato para regressar à Subaru em 2004 - foi forçado a retirar-se quando lhe foi diagnosticado um cancro cerebral, esperando que ele regressasse ao ativo quando ficasse curado. Não aconteceu e acabou por falecer aos 34 anos de idade, deixando os ralis bem mais pobres.


quarta-feira, 28 de outubro de 2015

O ensaio da Mitsubishi no todo-o-terreno

Quem andou a ver neste fim de semana a Baja Portalegre 500, a mais importante prova de todo-o-terreno em Portugal e uma das mais importantes do mundo, poderá não ter reparado num Mitsubishi Outlander 4x4 PHEV que andou por ali e terminou num modesto 22º lugar, apesar de ter sido guiado pelo veterano japonês Hiroshi Matsuoka, duplo vencedor do Dakar. Mas se reparassem atentamente às suas siglas, notaria que estava lidar com um elétrico híbrido. Com um motor de dois litros a gasolina, mas com um dois motores híbridos plug-in, elétricos, que tinham como função dar tração às quatro rodas.

"O Outlander PHEV é fácil de controlar, mas na lama foi bem mais complicado. O motor esteve bem e o binário é constante" começou por afirmar Hiroshi Masuoka. E até andou bem, entre os dez primeiros, até que um fusivel de 12 volts ter fundido, que os fez atrasar muito. "Num carro que é uma 'nave espacial' de tecnologia, foi um simples fusível de 12 volts que cedeu. Fomos buscar outro ao Outlander de produção que estava no parque de assistência e voltámos à corrida", contou um responsável da equipa à Autosport portuguesa.

Para Yasuo Tanaka, o diretor técnico da equipa e responsável pelo departamento de Investigação e Desenvolvimento de Componentes para Veículos Elétricos da marca japonesa, isto foi um passo natural no desenvolvimento deste conceito: "Este novo conceito plug-in híbrido foi um passo natural pois em 2012 fomos os primeiros a introduzir num carro de produção SUV, o sistema 4X4 Híbrido plug-in. Sendo a Mitsubishi, pensámos em competir com ele somente para provar um ponto. Para já a intenção não é ganhar, mas sim terminar e recolher informação que possamos dar feedback para o desenvolvimento da nova geração plug in híbrido. A Mitsubishi tem nos seus planos um gama completa de híbridos plug-in e o desporto automóvel vai ajudar-nos a refinar o conceito técnico das novas gerações".

Questionado se isto poderá ser o inicio do regresso da Mishubishi à competição, Tanaka não se expandiu: "É demasiado cedo para dizer que este é um novo recomeço da Mitsubishi no desporto automóvel. Estamos a começar, obviamente há muito interesse mesmo dentro da empresa, mas vamos passo a passo, é um começo. Olhamos para a competição como uma área de desenvolvimento acelerado e toda a informação será processada no Japão. O desporto automóvel é um desafio. É uma experiência fascinante e estamos a aprender. Basicamente demos um passo depois do shakedown", afirmou.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Dakar 2015 - Dia 3

O terceiro dia do Dakar de 2015 foi algo complicado, na ligação entre San Juan e Chilecito, onde os pilotos e os motards começaram a subir Andes acima - apesar de estarem em terras argentinas - e as dificuldades com o pó e a terra começam a fazer-se sentir.

Com esse cenário, continua a haver variedade entre os vencedores da etapa. Nos automóveis, com Orlando Terranova restabelecido do capotamento que teve no dia de ontem, correu veloz para a vitória na etapa de hoje, a última totalmente percorrida em território argentino. A vantagem do piloto do Mini para o segundo classificado, o sul-africano Giniel de Villiers, foi de um minuto e 54 segundos. O árabe Yazeed Al-Rahji, também em Toyota, foi o terceiro, a dois minutos e 52 segundos, seguido pelo Peugeot de Carlos Sainz, que nesta etapa ficou a quatro minutos e 16 segundos do vencedor.

Já em relação aos portugueses, Ricardo Leal dos Santos foi o melhor, na 17ª posição, a 23 minutos e 25 segundos, um lugar à frente de Carlos Sousa, no seu Mitsubishi, a 24 minutos e seis segundos.

"Era uma especial muito rápida e cometemos um ligeiro erro no percurso. Quando procurávamos um caminho alternativo, acabámos por ficar com o carro atolado. Só depois de várias tentativas e com a ajuda das pranchas conseguimos retirar o carro e retomar a prova, perdendo bastante tempo. Foi pena, mas são situações que acontecem num Dakar”, lamentou Carlos Sousa.

“Ainda há muita corrida pela frente e a passagem para o Chile vai seguramente proporcionar muitas alterações na classificação. Temos ainda alguma margem para evoluir, mas precisamos de fazer algumas melhorias na suspensão do carro. Amanhã teremos a primeira etapa com areia e dunas. É uma especial que faz parte de todos os Dakar na América do Sul e é sempre uma caixinha de surpresa", antevê o navegador Paulo Fiuza.

Na geral, o lider é Nasser Al Attiyah (que hoje foi quinto, a quatro minutos e 18 segundos), seguido por Giniel de Villiers, a cinco minuto e 18 segundos, enquanto que Orlando Terranova é o terceiro, a 18 minutos e cinco segundos. Já Carlos Sousa é o nono classificado, agora a 41 minutos e 52 segundos.  

Já nas motos, terceiro dia, terceiro vencedor diferente. Hoje foi a vez do austriaco Matthias Walkner a conseguir, a bordo do seu KTM, que conseguiu uma vantagem de 40 segundos sobre Marc Coma, enquanto que o terceiro foi Joan Barreda Bort, a um minuto e 53 segundos. Já em relação aos portugueses, hoje o melhor foi Paulo Gonçalves, que foi quinto a dois minutos e 49 segundos, na frente de Ruben Faria, o sétimo a 3 minutos e 26 segundos, enquanto que Hélder Rodrigues acabou a etapa na 15ª posição, a sete minutos e um segundo.

Na geral, Barreda Bort continua a liderar, agora com uma vantagem de cinco minutos e 33 segundos sobre Paulo Gonçalves, enquanto que Walkner subiu ao terceiro posto, a dez minutos e 33 segundos. Marc Coma não anda longo, sendo o quarto, a dez minutos e 50 segundos, enquanto que Ruben Faria é o qunto da geral, a 12 minutos e dez segundos. Hélder Rodrigues é o nono da geral.

O Dakar prossegue amanhã, entre Chilecito de Copiapó, no Chile, numa extensão de 594 quilómetros, 315 dos quais em etapa cronometrada.

sábado, 18 de outubro de 2014

CNR 2014 - Rali de Castelo Branco

O Campeonato Nacional de Ralis de 2014 terminou esta tarde com a realização do Rali de Castelo Branco, a prova de encerramento, com a vitória do Porsche de José Pedro Fontes. Trinta anos depois da última vez, o rali de Castelo Branco regressava ao campeonato nacional em substituição do Rali do Algarve, e embora o campeonato já estava decidido há bastante tempo, ainda havia uma coisa a resolver entre Fontes e Adruzilo Lopes: o segundo lugar.

Com uma lista de 18 inscritos onde se assinalava o regresso de Pedro Meireles, no seu Skoda Fabia S2000, o veterano Rui Madeira, que vinha apresentar o projeto do DS3 R1, para iniciação aos ralis, João Barros, Diogo Salvi (ambos em Ford Fiesta R5) e Ricardo Teodósio, entre outros, a prova começou na sexta-feira à noite com a especial de abertura, no centro da cidade, onde João Barros levou a melhor por 0,3 segundos sobre Mitsubishi Lancer EVO IX de Carlos Martins.

Com o levantar do dia seguinte, José Pedro Fontes começou a impor-se, começando o dia dando um avanço de 4,4 segundos sobre João Barros, enquanto que aconteciam as primeiras baixas: Pedro Meireles e Ricardo Teodósio não arrancavam para a prova, enquanto que Daniel Nunes tinha problemas de motor. Na terceira especial, José Pedro Fontes estava mais descansado quando viu João Barros parado na classificativa devido a problemas de eletrónica no seu Ford Fiesta, abrindo a diferença para um minuto e 55 segundos para o novo segundo classificado, Carlos Martins. As coisas alargaram-se para os dois minutos e treze segundos, após a PEC 4, enquanto que Marco Cid era o terceiro, ao volante do Renault Clio S1600.

Na parte da tarde, o domínio continuou, alargando a diferença para três minutos e 18 segundos para Carlos Martins, enquanto que Salvi passava para o terceiro lugar, em troca com Marco Cid. No final, José Pedro Fontes passeou a sua vantagem até ao final, sem alterações na classificação geral, conseguindo vencer com uma diferença de três minutos e onze segundos sobre o segundo classificado, Carlos Martins. Diogo Salvi fechou o pódio, numa prova onde apenas terminaram nove dos 18 carros inscritos.

O CNR de 2014 acabou, ano que vem haverá mais.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

O relato do Rali Vidreiro... por quem foi ver

Bom, é raro na história deste blog, mas acontece. Decidi ceder este espaço a outra pessoa, mas é com um bom objetivo. Como à partida não poderia ir ver o Rali do Vidreiro, que aconteceu no fim de semana passado, pedi a um rapaz, o João Anaquim, que é da Marinha Grande, para fazer uma reportagem sobre o rali, que contou para o campeonato nacional de ralis, e do qual o grande vencedor foi José Pedo Fontes, a bordo do Porsche 997 GT3, dominando à vontade num rali de asfalto, contra adversários como Ricardo Moura, Adruzilo Lopes e Pedro Meireles, entre outros.

Assim sendo, eis o relato completo deste rali. Já agora, as fotos poderiam ser originais se ele tivesse levado a câmara fotográfica consigo...

"Desenrolou-se no passado fim-de-semana o Rali Vidreiro, mítica prova do campeonato nacional de ralis. Era a quinta prova do calendário do certame, segunda do campeonato das categorias RGT e 2 Rodas Motrizes e terceira do campeonato de ralis do centro. Com nove especiais, distribuídas entre sexta-feira e sábado, o ex-líbris da prova organizada pelo CAMG (Clube Automóvel da Marinha Grande) era a tripla passagem pelo troço “Farol”, na mata de S. Pedro de Moel, com 18,86 kms com duas passagens na tarde/noite de sexta-feira e outra na tarde de sábado. Ainda na noite de sexta-feira teve lugar a super-especial de Marinha Grande, com 1,55 kms junto ao Parque da Cerca, num traçado pouco entusiasmante. No sábado houve lugar às classificativas da zona de Ourém, com três passagens por Caranguejeira (7,66kms) e duas por Espite/Matias (15,70 kms). 

Com três antigos vencedores em prova (José Pedro Fontes, Ricardo Moura, Adruzilo Lopes) num total de 23 inscritos onde constavam também João Barros, Pedro Meireles e Ricardo Teodósio, esperava-se muita animação na estrada. Logo na primeira especial “Farol 1”, o piso a secar apanhou de surpresa gente como José Pedro Fontes, num espetacular Porsche 997 GT3 CUP 2010 e Adruzilo Lopes no seu habitual Subaru Impreza R4 que partiram com pneus para piso molhado. O primeiro líder seria Ricardo Moura no Fiesta R5 mas apenas com 1,7 segundos de desvantagem para o piloto açoriano. 

A partir da segunda especial, já com o piso totalmente seco, Fontes - navegado por Inês Ponte - saltou para a liderança ganhando logo ali 18,6 segundos ao Fiesta R5 do tricampeão em título, vindo a gerir a vantagem a partir daí até final tendo ganho todas as especiais, exceto a apertada super-especial onde fez sexto tempo, na sétima e oitavas especiais onde foi terceiro. No final a diferença decifrou-se em 36,3 segundos. Ainda a tomar a mão à sua montada, Ricardo Moura, navegado por António Costa fizeram um rali bastante regular, sendo sempre segundo na geral à exceção da especial de abertura e foi também o único vencedor de especiais além de Fontes. Com um segundo da geral fez uma boa operação para o campeonato depois dos azares da primeira metade do campeonato, ganhando também a categoria RC2. 

Com um Skoda Fabia S2000 já a ficar obsoleto, a dupla Pedro Meireles/Mário Castro fez uma prova cautelosa gerindo a sua enorme vantagem no campeonato, fruto de um “score” impressionante de quatro vitórias em quatro provas estando sempre em terceiro na classificação, terminando com um atraso de 1 minuto e 7 segundos para o vencedor. Apesar de uma gripe, João Barros teve sempre o quarto lugar assegurado nunca cometendo exageros. 

Nos RC2N, categoria para os carros de agrupamento de produção houve uma animada luta entre Carlos Martins e o veterano Adruzilo Lopes, com várias mudanças de líder ao longo do rali. No entanto, quando o ex-campeão nacional entra na última especial com 19 segundos de diferença fura nos primeiros quilómetros e opta por não trocar o pneu, dando a vitória a Martins e também perdendo uma posição para Diogo Salvi. A completar o pódio do antigo grupo N ficou o homem espetáculo, Ricardo Teodósio, num já “cansado” Mitsubishi Lancer EVO IX. O algarvio espera evoluir para um EVO X já no Rali de Mortágua. 

Ricardo Marques/Paulo Marques em Peugeot 208 levaram a melhor nos carros com tração à frente, com 7 segundos de vantagem sobre o Citroen DS3 R3T de Paulo Neto/Vítor Oliveira. Os terceiros classificados foram Armindo Neves/Bernardo Gusmão aos comandos de um Peugeot 208 R2. 

Na classificação reservada ao campeonato de ralis do centro Pedro Leone/Bruno Ramos foram os vencedores. A dupla do Ford Escort RS Cosworth aproveitou da melhor maneira a falha mecânica do Mitsubishi Lancer EVO VI de Carlos Fernandes/Valter Cardoso para a sua primeira vitória da temporada. No lugar intermédio do pódio a 12 segundos ficaram Eduardo Veiga/Justino Reis a bordo de um Ford Escort MKII com “pozinhos de perlimpimpim” como caixa sequencial e launch control, que foram também vencedores no grupo X, para carros não homologados. Em terceiro, com um Mitsubishi Lancer EVO VI, quedaram-se Fernando Teotónio/Luís Morgadinho a 23 segundos do vencedor. 

Como nota de curiosidade, Inês Ponte foi a primeira senhora a vencer uma prova do campeonato nacional de ralis à geral. A Sports & You ganhou todas as provas da presente temporada até agora, do CNR, um feito inédito!

domingo, 8 de junho de 2014

Youtube Rally Driving: Rali do Vidreiro 2014


Coloco aqui um video sobre o Rali Vidreiro 2014, mais uma prova do Nacional de Ralis, onde o vencedor foi... um Porsche. José Pedro Fontes conseguiu a sua primeira vitória do ano a bordo de um Porsche 911 de GT3 (e ainda tinha 40 quilos de lastro!), numa prova essencialmente de asfalto, conseguindo bater Ricardo Moura e Pedro Meireles.

Na zona do Pinhal de Leiria, estes pilotos deram o seu melhor neste rali que ora esteve molhado, ora seco. Vejam as imagens.


sábado, 29 de março de 2014

Ralis: Piloto ferido em rali na Madeira

O piloto João Magalhães e o seu navegador, Jorge Pereira, ficaram feridos ontem à noite quando bateram fortemente no muro no prólogo de abertura do Rali Municipio de São Vicente, a primeira prova do campeonato madeirense de ralis. João Magalhães Acabou por fraturar uma clavícula e um dedo, enquanto que Jorge Pereira fraturou uma costela.

Segundo conta a Autosport portuguesa, o acidente aconteceu quando a dupla não evitou uma saída de estrada, indo ao encontro de um muro de uma casa pouco depois do arranque. A violência do acidente fez com que o Mitsubishi Lancer Evo IX R4 só se imobilizasse depois numa rotunda, numa altura em que chovia copiosamente, tendo o acidente ficado a dever-se ao "acquaplaning".

Depois do acidente, a prova foi interrompida e apenas o Porsche 997 GT3 de Filipe Freitas não a cumpriu, devendo hoje mesmo ser-lhe atribuido um tempo pelo Colégio de Comissários Desportivos da prova. O rali prossegue este sábado, com seis especiais de classificação.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

O panorama do Campeonato Português de Ralis

Faltam alguns dias para o inicio do Campeonato Português de Ralis, que começará com o Serras de Fafe, e pode-se dizer que - pelo menos para este rali - o cartaz é recheados em termos de nomes, e em termos de carros. Até agora estão confirmados três Ford Fiesta R5 e mais dois Skodas Fabia S2000, bem como dois Subaru Impreza R4 e um Mitsubishi Evo IX na lista de inscritos. E alguns convidados estrangeiros, que compensam as ausências de Bernardo Sousa e Bruno Magalhães, que muito provavelmente farão a sua temporada no estrangeiro, nomeadamente do Europeu de Ralis (ERC) e no Mundial de Ralis (WRC).

Comecemos primeiro com os carros presentes neste rali, e provavelmente ao longo do campeonato. Pedro Meireles e Ricardo Moura, o campeão nacional, irão continuar a correr com os Skoda Fabia S2000 nesta temporada, mas o açoriano sabe que para o resto do campeonato, existem opções a serem tomadas: ou um R5, ou... recuar para o Mitsubishi Lancer Evo IX: “Faltam-nos ainda respostas de patrocinadores e se elas forem negativas é natural que tinhamos que fazer algumas das oito provas num Mitsubishi de Produção por questões, fundamentelmente, económicas”, afirmou Moura neste domingo à Autosport portuguesa.

Aliás, independentemente do resultado, Moura já colocou o carro à venda.

Por outro lado, haverão três Fiesta R5 prontos para rodar em Fafe. João Barros e Diogo Salvi adquiriram os seus carros no final do ano passado e têm andando a experimentar e a testar exaustivamente com o objetivo de fazer o seu melhor neste rali e no campeonato. Mas um terceiro R5 já chegou há alguns dias e o seu proprietário é um velho conhecido: Rui Madeira. A comemorar 25 anos de carreira, Madeira saiu da semi-reforma e decidiu competir no Serras de Fafe com o objetivo último de correr no Rali de Portugal, a bordo do mesmo carro. mas a ambição do Campeão do Mundo de Produção, em 1995, era bem maior: alinhar com um Fiesta WRC no Rali de Portugal, alugado à M-Sport. Mas não teve orçamento para isso.

“Chegou a haver a hipótese de fazer o viabilizar o projeto não com um R5 mas sim com um Fiesta WRC da M-Sport mas o orçamento era 35-40% mais elevado e faltou o apoio de uma gasolineira para que pudesse avançar. Ainda assim, estou muito satisfeito por ter conseguido viabilizar o projeto”, disse à Autosport portuguesa. Rui Madeira queria comemorar este aniversário com Nuno Rodrigues da Silva, seu habitual navegador, mas este estava comprometido com outro piloto. Assim sendo, terá a seu lado Paulo Fíuza.

Quanto aos outros dois pilotos que correm com o Fiesta R5, João Barros mostra-se otimista com o resultado, apesar de reconhecer que não tem total dominio sobre o seu carro: “Fiz vários testes em terra e asfalto, e sinto que evoluí bastante com o Fiesta R5 desde Outubro”, começou por referir o piloto de Paredes. 

“Ainda não tenho total domínio sobre o carro, acho que isso só surgirá mais para o meio do campeonato. Aí sim, conto estar no meu melhor mas sei que vou enfrentar adversários rápidos e experientes logo desde a primeira prova. Fafe é sempre especial, é uma prova cheia de surpresas e segundo vimos nos reconhecimentos, o mau tempo das últimas semanas degradou um pouco os troços. Mas as condições serão iguais para todos e penso que vai ganhar o piloto que cometer menos erros. Pessoalmente, conto estar pelo menos na luta pelo pódio”, concluiu.

Já Diogo Salvi, que "dá o pulo" depois de ter competido no Open de Ralis com um Mitsubishi Lancer Evo VIII, afirma à Autosport portuguesa que quer “conseguir uma boa prestação com o novo Fiesta R5”, adiantando também que “quero andar rápido e alcançar uma boa posição nesta minha estreia no Campeonato Nacional de Ralis”.

Mas o Serras de Fafe vai ter convidados estrangeiros. Não é habitual, mas vai acontecer: o ucraniano Olksii Tamrazov e o estónio Martin Kangur, ambos em Ford Fiesta S2000, participarão no Serras de Fafe como preparação para o rali de Portugal. Aos 38 anos, e já com experiência no WRC e no Europeu, por estes dias corre o rumor de que poderia estar por trás de um projeto para colocar a (agora chinesa) MG no Mundial de Ralis.

Ambos vêm a convite de Bernardo Sousa, que queria correr inicialmente com o Fiesta RRC em Fafe, mas os novos regulamentos do campeonato, que obrigam os WRC e os RRC a correrem na nova categoria X, fizeram com que ele decidisse não participar, metendo o seu bólido como "carro 0".

“A razão porque não participo com o Fiesta RRC directamente na prova é porque, pelo regulamento, o carro teria que estar inscrito no Grupo X e como os carros do Grupo X só podem estar inscritos no Campeonato de Ralis Norte isso significaria que só cumpriria metade da quilometragem do rali, não tenho interesse em fazer meio rali pois o que pretendo é ganhar ritmo e fazer o maior número de quilómetros possíveis com este carro. São regras que não concordo mas as quais me acabam por ser indiferentes pois não pretendo mesmo fazer o campeonato”, comentou.

Na categoria de Produção, os nomes a ter em conta serão os de Adruzilo Lopes, que competirá num Subaru Impreza R4; José Pedro Fontes e Ricardo Teodósio, ambos em Mitsubishi Lancer EVo IX. O primeiro está a correr com esperança de que num futuro próximo, ande com um Fiesta R5, dpeois de ter experimentado um no final do ano passado.

“Nesta altura, estou à espera de respostas de patrocinadores para o primeiro projeto que apresentei. Se elas forem positivas pode ser que haja a possibilidade de passar para um R5 que era minha ideia inicial”, começou por contar o veterano piloto, que espera competir em pelo menos sete dos oito ralis do campeonato.

Quanto ao rali em si, Adruzilo confessou à Autosport que não faz ideia onde vai ficar, dada a pouca quilometragem que fez ao carro: “Não será fácil ser competitivo já que em Fafe, de momento, tenho apenas 18 km de testes em terra neste carro e os adversários já têm aí somados muitos mais seja com os S2000 ou com os R5. Mas vamos dar o nosso melhor e ver onde nos podemos posicionar no final do rali”, concluiu.

Para lerem a lista definitiva de inscritos, podem seguir este link.

Mas esta rica lista de inscritos poderá ter de enfrentar as estradas de terra à volta de Fafe, palco do mitico salto da Lameirinha ou do cruzamento do Confurco, entre outros. E com a constante queda das chuvas, num inverno muito chuvoso como têm sido este, existem preocupações com a condição dos troços. Os pilotos dizem que os troços estão dificeis, mas a organização confia que o tempo colabore: “Até quinta-feira não chove, pelo que já não deverão piorar até lá. A Câmara Municipal vai compactar o piso nos próximos dias, pelo que as coisas deverão melhorar significativamente. O problema é que na quinta-feira volta a chover!”, revelou Carlos Cruz, diretor da prova Serras de Fafe.

A degradação dos troços poderá ser complicado, especialmente para os carros de duas rodas motrizes. Mas espera-se que as coisas possam estar um pouco melhores no sábado, dia da prova, e os pilotos não sintam as dificuldades que sentiram quando passaram nos reconhecimentos, no final da semana passada.

sábado, 9 de março de 2013

Youtube Rally Crash: Capotar, versão mexicana


Uma amostra do primeiro dia do Rali do México, que aconteceu durante o dia de ontem. No meio das passagens de Sebastien Ogier, Mikko Hirvonen, Mads Ostberg e Thierry Neuville. 

E para além disso, tivemos o momento cómico do dia, com a presença do Mitsubishi Evo X do piloto venezuelano Carlos Garcia Fessman, que mostrou a todos como se capota parado... já agora, tudo isto aconteceu na classificativa de... El Chocolate.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

CPR: da letargia ao "buzz"

No final de 2012, o panorama do Campeonato Português de Ralis (CPR) era o da decadência: o parque automóvel era pequeno, não havia pilotos a correrem em S2000, o campeão, Ricardo Mouta, tinha vindo dos Açores para vencer a bordo de um Mitsubishi Lancer Evo IX de Grupo N e em muitos aspectos, os carros da Categoria Open eram mais velozes do que os oficiais, para não falar da pobreza que era a lista de inscritos de qualquer um dos ralis desse campeonato de 2012. 

Não se admira que toda a gente queria mudar o panorama e se falou, nos bastidores, de um "golpe de estado" para derrubar a atual direção da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK), que era vista como um obstáculo à mudança. Atenta, reagiu: ouvindo os clubes, decidiu reduzir custos, fez uma fusão parcial entre o CPR e o Open e fez um campeonato mais pequeno, colocando as "provas rainha" - Rali de Portugal, Açores e Madeira - num campeonato à parte, do qual os pilotos não estavam obrigados a ir. Por causa disso, as coisas mexeram-se: em poucas semanas, assistiu-se a uma "retoma" inesperada, com alguns dos grandes nomes dos ralis nacionais, como Bernardo Sousa, Bruno Magalhães, Miguel Campos, Pedro Meireles, José Pedro Fontes e até "dinossaurios" como Adruzilio Lopes, a anunciarem os seus regressos.

Mas mais espantosa essa retoma foi o facto de irem buscar carros da categoria S2000 para competirem neste campeonato. Primeiro, Meireles num Skoda, depois Sousa num Peugeot 207 S2000, e no futuro, provavelmente outros carros, que até poderão vir na nova categoria R5, que a FIA elaborou e cujas marcas estão a finalizar os seus carros. A ideia de se ter cinco, ou mais carros dessa classe por aqui é algo espantoso, para dizer o mínimo.

O "completar do círculo" aconteceu ontem em Fafe. 59 carros, em várias categorias - S2000, Grupo N, e outros - alinharam neste ali, o maior número nos últimos anos, e o publico correspondeu a esse "buzz", enchendo as classificativas de um rali que começou e acabou no mesmo dia. Bernardo Sousa, mesmo dizendo que não sabe se irá fazer todo o campeonato, foi o melhor num carro que não é novo e que estava despido de patrocinios. Deu o seu melhor numa tática inteligente e conseguiu superar toda a concorrência, especialmente Ricardo Moura. Um ilhéu - Bernardo é da Madeira - a superar o açoriano Moura. A completar o pódio ficou Pedro Meireles, que no seu Skoda Fábia S2000, ainda se encontra a adaptar-se ao carro.

“Ainda não conseguimos garantir apoios e só por isso é que alinhámos em Fafe com a carroçaria do Peugeot 207 S2000 sem um único autocolante. Ou seja, participámos com o objectivo claro de demonstrarmos o profissionalismo e a competitividade do projecto. Se o resultado espelha o que podemos fazer nas restantes provas do campeonato, fico agora na expectativa que também ajude nas negociações que andamos a estabelecer com potenciais patrocinadores. O campeonato vai ser um dos melhores dos últimos anos, os portugueses voltaram a comparecer em grande número e eu gostaria de lutar pela conquista do meu segundo título”, começou por afirmar após a cerimónia do pódio. 

"Queremos lutar pelo título, mas para além dos objectivos desportivos, queremos que este seja um projeto de comunicação para todos os que nele apostem. Os ralis são a modalidade rainha do automobilismo nacional, o Campeonato de Portugal de Ralis promete ser um dos mais competitivos e espectaculares dos últimos anos e o público continua a sentir um carinho especial pela modalidade, como aliás ficou bem evidente no último sábado. No fundo, estamos confiantes e vamos continuar a trabalhar para estarmos à partida das próximas provas”, concluiu.

Já Ricardo Moura, o segundo classificado, era outro piloto satisfeito com o seu resultado: “Um segundo lugar no meio de dois S2000 é excelente", começou por dizer o piloto açoriano, no final do rali. "Fico satisfeito por ter conseguido andar a este nível, nesta que foi apenas a minha terceira participação em ralis na zona de Fafe. É um momento importante na minha carreira, porque veio clarificar aquilo que fizemos nos dois últimos anos.", declarou. 

"Penso que esclarecemos em definitivo que o nível do Campeonato de Portugal de Ralis nos dois últimos anos já era muito elevado. Com o regresso de nomes sonantes ao CPR, demonstrámos em definitivo que os dois títulos absolutos que conquistámos, não foram obra do acaso.", continuou. 

"Entrámos muito bem na prova, e a nossa exibição em Fafe poderia ter sido ainda melhor, caso o nosso carro de Grupo N não tivesse tantas dificuldades em pisar o mau piso durante as segundas e terceiras passagens, onde inclusive no último troço, perdemos muita potência no motor do nosso Evo IX devido a falta de ventilação do intercooler. No entanto, este foi um excelente resultado”, concluiu.

Vendo as imagens e vendo o que foi este rali, parece que, num país de sombras, há um pequeno canto onde se pode, mais do que vislumbrar, sentir a luz no fundo do túnel. Veremos o que os próximos ralis nos reservarão.   

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Conheçam Inessa Tushkanova

Aparecem sempre raparigas a quererem correr em carros, andem eles em pista ou nas classificativas de rali. Muitos torcem o nariz em relação a isso, porque ainda consideram que o automobilismo é uma coisa de homens. E quando vemos 95 por cento de pilotos nas pistas, queremos acreditar que temos razão. 

Mas há excepções, e muitas de nós conhecemos os seus nomes: Michele Mouton, Danica Patrick, Lella Lombardi, Sarah Fisher, Vanina Ickx, etc... e em termos de cargos dirigentes, projetistas ou engenheiras, mais raras ainda. A mais conhecida é Monisha Kalternborn, a manda-chuva da Sauber. Contudo, poderemos ter de acrescentar mais um nome: Inessa Tushkanova.

Ucraniana de nascimento, tem 25 anos e compete no nacional de ralis da Finlândia, a bordo de um Mitsubishi Evo IX. O talento é razoável, diz quem já a viu, mas tem mais uma particularidade: já posou nua na Playboy. E o seu trabalho já foi visto em três países: Rep.Checa, Lituânia e claro, Ucrânia.

Quando lhe perguntaram a razão pela qual decidiu sentar no seu carro apenas com as luvas de competição na revista fundada por Hugh Hefner, respondeu: "Ninguém gosta de ver mulheres no automobilismo, que é um desporto dominado por homens, porque temos mais facilidade em atrair  patrocinadores. A revista é prestigiosa o suficiente e ajuda-me a fazer relações publicas e a tornar-me conhecida".

Pergunta-se se ela até sabe da coisa. Bom, existe algo do qual temos de tirar o chapéu: é ambiciosa e quer aprender. Daí ela ter ido para a Finlândia e ido correr na equipa que venceu o campeonato do ano passado. Veremos se ela é bem sucedida, e desejamos-lhe sorte para ela.