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terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Dakar 2015 - Dia 3

O terceiro dia do Dakar de 2015 foi algo complicado, na ligação entre San Juan e Chilecito, onde os pilotos e os motards começaram a subir Andes acima - apesar de estarem em terras argentinas - e as dificuldades com o pó e a terra começam a fazer-se sentir.

Com esse cenário, continua a haver variedade entre os vencedores da etapa. Nos automóveis, com Orlando Terranova restabelecido do capotamento que teve no dia de ontem, correu veloz para a vitória na etapa de hoje, a última totalmente percorrida em território argentino. A vantagem do piloto do Mini para o segundo classificado, o sul-africano Giniel de Villiers, foi de um minuto e 54 segundos. O árabe Yazeed Al-Rahji, também em Toyota, foi o terceiro, a dois minutos e 52 segundos, seguido pelo Peugeot de Carlos Sainz, que nesta etapa ficou a quatro minutos e 16 segundos do vencedor.

Já em relação aos portugueses, Ricardo Leal dos Santos foi o melhor, na 17ª posição, a 23 minutos e 25 segundos, um lugar à frente de Carlos Sousa, no seu Mitsubishi, a 24 minutos e seis segundos.

"Era uma especial muito rápida e cometemos um ligeiro erro no percurso. Quando procurávamos um caminho alternativo, acabámos por ficar com o carro atolado. Só depois de várias tentativas e com a ajuda das pranchas conseguimos retirar o carro e retomar a prova, perdendo bastante tempo. Foi pena, mas são situações que acontecem num Dakar”, lamentou Carlos Sousa.

“Ainda há muita corrida pela frente e a passagem para o Chile vai seguramente proporcionar muitas alterações na classificação. Temos ainda alguma margem para evoluir, mas precisamos de fazer algumas melhorias na suspensão do carro. Amanhã teremos a primeira etapa com areia e dunas. É uma especial que faz parte de todos os Dakar na América do Sul e é sempre uma caixinha de surpresa", antevê o navegador Paulo Fiuza.

Na geral, o lider é Nasser Al Attiyah (que hoje foi quinto, a quatro minutos e 18 segundos), seguido por Giniel de Villiers, a cinco minuto e 18 segundos, enquanto que Orlando Terranova é o terceiro, a 18 minutos e cinco segundos. Já Carlos Sousa é o nono classificado, agora a 41 minutos e 52 segundos.  

Já nas motos, terceiro dia, terceiro vencedor diferente. Hoje foi a vez do austriaco Matthias Walkner a conseguir, a bordo do seu KTM, que conseguiu uma vantagem de 40 segundos sobre Marc Coma, enquanto que o terceiro foi Joan Barreda Bort, a um minuto e 53 segundos. Já em relação aos portugueses, hoje o melhor foi Paulo Gonçalves, que foi quinto a dois minutos e 49 segundos, na frente de Ruben Faria, o sétimo a 3 minutos e 26 segundos, enquanto que Hélder Rodrigues acabou a etapa na 15ª posição, a sete minutos e um segundo.

Na geral, Barreda Bort continua a liderar, agora com uma vantagem de cinco minutos e 33 segundos sobre Paulo Gonçalves, enquanto que Walkner subiu ao terceiro posto, a dez minutos e 33 segundos. Marc Coma não anda longo, sendo o quarto, a dez minutos e 50 segundos, enquanto que Ruben Faria é o qunto da geral, a 12 minutos e dez segundos. Hélder Rodrigues é o nono da geral.

O Dakar prossegue amanhã, entre Chilecito de Copiapó, no Chile, numa extensão de 594 quilómetros, 315 dos quais em etapa cronometrada.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Dakar 2012 - o último dia

A etapa de hoje não era mais do que a consagração dos sobreviventes deste Dakar, pois apenas tinha 29 quilómetros cronometrados entre Pisco e Lima, a capital. E aí confirmou-se a superioridade dos Mini e mais uma vitória de Stephane Peterhsansel, que aos 45 anos tornou-se num dos pilotos mais bem sucedidos na história deste "rally-raid". Depois de seis vitórias nas motos (1991 a 93, 1995, 1997 e 1998), Peterhansel tem agora quatro nos automóveis, depois de 2004 e 2005, 2007 e agora, 2012. 

Foi um Dakar onde Robby Gordon deu nas vistas, pelo melhor e pior, ainda por cima com uma desclassificação pendente de apelo. As vitórias na etapa constrastaram com os seus atrasos e acidentes, para acabar este rali na quinta posição da geral. Nani roma foi o segundo, no seu Mini, enquanto que Giniel de Villiers, no seu Toyota Overdrive, completou o pódio. 

Na etapa de hoje, Robby Gordon foi o melhor, no seu Hummer, seguido pelo Mini de Ricardo Leal dos Santos, que com isto, consolidou o seu oitavo lugar da geral e coroou a sua recuperação no rali. "Estamos a andar muito bem. A nossa adaptação ao Mini All4 Racing foi-se consolidando durante o rali e hoje, que partimos mais aliviados de peso, conseguimos, finalmente, ter uma palavra a dizer, em termos de classificação. Este foi até à data o nosso melhor resultado de sempre numa etapa. Fomos os melhores da armada Mini e só o Hummer que, de acordo com os comissários técnicos não está regulamentar, ficou à nossa frente", referiu Ricardo Leal dos Santos à chegada a Lima. 

Já Carlos Sousa chega ao final do Rali Dakar no sétimo lugar do rali, um lugar à frente de Leal dos Santos, mas com o sentimento de dever cumprido, dado que deu à Great Wall a sua melhor classificação de sempre. "Face à juventude deste projeto e às várias condicionantes que envolviam esta participação - como estar parado desde abril e ter testado o carro apenas três dias, em Marrocos -, é evidente que só posso estar muito satisfeito com este resultado. Cumpri a promessa de concluir a prova no top-10 e sei que dei todos os dias o meu melhor ao longo destas duas semanas. Nem sempre foi fácil, porque também tivemos alguns percalços, especialmente nas duas primeiras etapas no Peru, onde acumulámos uma série de problemas e um atraso superior a duas horas. Costumo dizer que no Dakar é habitual ter-se um dia mau... Só que desta vez tivemos dois consecutivos! Com um pouco mais de sorte, acho que poderíamos estar hoje um lugar acima na geral. Mas o Dakar é mesmo assim e o importante é que a equipa está muitíssimo satisfeita com o resultado, que realmente excedeu as melhores expectativas de todos os seus responsáveis", resumiu Carlos Sousa após a consagração na capital peruana. 

"Independentemente do que possa reservar o futuro, sinto que já contribuí para que o desporto mundial ganhasse mais um construtor interessado em investir no automobilismo e em se promover internacionalmente através do Dakar", concluiu o piloto português, que amanhã comemora 46 anos de idade.

Nas motos, Cyril Després venceu o Dakar pela quarta vez na sua carreira, depois das vitórias em 2005, 2007 e 2010. Assim, conseguiu desempatar com Marc Coma, que venceu em 2006, 2009 e 2011. E Helder Rodrigues, pela segunda vez consecutiva, fica com o lugar mais baixo do pódio, igualando o seu melhor lugar de sempre.

E assim foi o Dakar de 2012. Em 2013, há mais. 

sábado, 14 de janeiro de 2012

Dakar 2012 - o penúltimo dia

Esta é a penultima etapa do Dakar de 2012, entre Nazca e Pisco, em terras peruanas. Marcadas pelas dunas, foi a etapa onde Stephane Peterhansel confirmou a sua superioridade, ao vencer a etapa, deixando o segundo melhor, o sul-africano Giniel de Villiers, a oito minutos e 29 segundos, conseguindo também com isso garantir quase de forma decisiva o primeiro lugar da classificação geral. Isto se se tiver em conta que Nani Roma, principal adversário de Peterhansel, foi um dos que perdeu tempo na transposição das dunas e está agora a 42 minutos e 57 segundos do comandante.
Leonid Novitskiy, a doze minutos e 55 segundos, foi o terceiro da geral, enquanto que Carlos Sousa esteve hoje em muito boa forma ao ficar a treze minutos e 39 segundos do melhor tempo e à frente do Toyota de Ezequiel Alvarez e do Mini de Ricardo Leal dos Santos. O piloto português voltou a fazer uma boa prestação num dia que se previa difícil e no qual teve de prestar auxilio a Nani Roma quando este 'atascou' nas dunas. Ele gastou mais quinze minutos e quatro segundos do que Peterhansel e conseguiu ficar à frente de Roma, que perdeu hoje 22 minutos e 57 segundos.

"Foi uma etapa que nos correu muito bem. Conseguimos evitar os grandes 'atascanços' e as nossas paragens foram sempre rápidas. Onde perdemos mais tempo foi na ajuda ao Nani Roma, que estava com o seu MINI numa situação delicada. Tenho pena de não termos conseguido terminar na segunda posição, que seria o nosso melhor resultado de sempre mas, nesta ocasião, a ajuda ao Nani, que estava a lutar pelo segundo lugar à geral, era mais importante", referiu na chegada a Pisco.

Igualmente com um dia para esquecer depois do brilharete de ontem, Robby Gordon perdeu 36 minutos depois de mais uma etapa problemática com alguns 'atascanços', uma 'cambalhota' e um furo à mistura.

Nas motos, este foi o grande dia de Hélder Rodrigues, que a bordo do seu Yamaha, venceu a penúltima etapa do Dakar. O motard português voltou a mostrar a sua boa forma no dia de hoje, vencendo a tirada com 47 segundos de vantagem sobre o francês Cyril Despres, que hoje pode ter dado uma machadada nas aspirações de Marc Coma, pois o motard espanhol teve dificuldades devido a problemas na sua caixa de velocidades e um erro de navegação, fazendo perder o comando para Després, agora com onze minutos e três segundos de vantagem para o seu rival.

"Estou muito contente com esta vitória e com o lugar de pódio na classificação geral. Tenho andado rápido, mas todos os dias acontecem pequenas coisas que me têm impedido de lutar pela vitória nas etapas. Hoje tudo correu bem, andei muito depressa, naveguei bem e sem problemas. No reabastecimento percebi que podia ganhar e lutei para que isso acontecesse", referiu o motard da Yamaha ao chegar a Pisco.

Outro catalão, Jordi Viladoms, foi terceiro hoje, a três minutos do português, enquanto Joan Barreda Port foi o quarto melhor. Paulo Gonçalves ficou com o quinto melhor tempo do dia, perdendo apenas cinco minutos e 46 segundos para o seu compatriota e mostrando uma vez mais a sua competitividade, encontrando-se agora no 24º posto da geral. Já Ruben Faria, companheiro de equipa de Despres, foi nono melhor do dia e encontra-se na 12ª posição da Geral. 

Amanhã é a última etapa do Dakar, a da consagração, entre Pisco e Lima, no total de 29 quilómetros.

Dakar 2012 - Dia 11

A dois dias do final do Dakar, na etapa de hoje entre Arequipa e Nazca, o homem do dia foi Robby Gordon, que fez um "tempo-canhão" com o seu Hummer, ficando a mais de 15 minutos na frente do russo Evgueny Novitsky, o segundo classificado.

Giniel de Villiers (Toyota) ficou em terceiro, mas já a mais de 22 minutos, com o holandês Bernhar Ten Brinke, no seu Mitsubishi, que foi o quarto mais rápido do dia, ficando logo à frente do Mini de Nani Roma, que não capitalizou grandemente com as dificuldades também sentidas pelo líder da geral, Stéphane Peterhansel, que foi sétimo com o seu MINI, perdendo cerca de três minutos para Roma.

Mas Gordon, que passa por contestação devido a irregularidades no motos e que levaram a uma desclassificação inicial, que recorreu e está a ser apreciado, quando chegou ao final da etapa, em Nazca, soltou o verbo: "Hoje provei que os Mini são para meninas, e deixei-os a mais de vinte minutos.", começou por dizer explicitamente para quisesse ouvir.

Depois justificou: "O meu carro é o mesmo do ano passado e o sistema que eu tive no ano transato é o mesmo que foi aprovado pelos Comissários Técnicos. Não há qualquer entrada de ar adicional e pelos vistos mudaram de ideias! Estou completamente lixado com o Stéphane e com o Nani que questionaram a minha honestidade, dizendo que eu sou um trapaceiro. Mas hoje dei-lhes um pontapé no c*.", referiu Robby Gordon. 

Quanto aos pilotos nacionais, o piloto do Mini X-Raid, Ricardo Leal dos Santos ficou na 9ªposição. "Os carros que abriam a pista e onde nós estamos incluídos, foram desta vez traídos pelo facto de as motos terem optado por um traçado entre dunas que não era nada favorável aos automóveis. Numa zona de dunas pouco espaçadas entre si, foi difícil progredir sem atascar ou cair em buracos. Se juntarmos a isso uma tempestade de areia que nos limitou a visibilidade, é obvio que o dia foi muito complicado", referiu Ricardo Leal dos Santos à chegada a Nazca.

Já Carlos Sousa ficou imediatamente a seguir, na 10ªposição, com o piloto da Great Wall a ter de abrandar o seu ritmo devido a problemas físicos sofridos pelo seu navegador, Jean-Pierre Garcin. "Começámos muito bem a etapa, mas depois tive que mesmo que levantar o pé porque o Jean-Pierre começou a sentir-se muito mal, queixando-se de fortes dores no pescoço e na cabeça, ainda devido às mazelas do choque de ontem na duna. Por momentos, cheguei a pensar que teríamos que desistir, mas lá conseguimos continuar, embora a um ritmo bem mais lento que na primeira parte da especial", começou por contar Carlos Sousa à chegada ao acampamento de Nazca.

"Sem notas, acabei por errar um cruzamento e fazer mais 7 km para a frente e para trás, o suficiente para chegar às dunas já depois dos primeiros camiões e quando a areia já estava muito destruída. Enfim, mais um dia para esquecer e que só acabará agora no hospital, onde o Jean-Pierre vai ser examinado pelos médicos para saber se poderá continuar em prova", concluiu o piloto da Great Wall.

Nas motos, continua o deuelo "Després versus Coma", imune ao mau tempo. O espanhol venceu hoje e voltou ao comando da prova, agora a um minuto e 35 segundos a Cyril Després, numa classificativa onde ele foi sempre um dos mais rápidos, conseguindo um ritmo elevando. No final da etapa, que ganhou, deixou o francês a três minutos e 57 segundos e recuperou a liderança. Outro espanhol, Joan Barreda Port, aos comandos da sua Husqvarna, ficou no segundo lugar, a dois minutos e 43 segundos de Marc Coma, enquanto Jordi Villadoms, na sua KTM, foi o terceiro melhor, a três minutos e dez segundos. 

Cyril Despres foi o quarto melhor de hoje, ficando à frente de Paulo Gonçalves, que perdeu cinco minutos e 25 segundos aos comandos da sua Husqvarna, mas continua a tentar recuperar posições após a sua penalização de seis horas que arruinou a sua corrida. Ruben Faria, no seu KTM, foi o sexto no dia de hoje, perdendo sete minutos e 25 segundos, mas também recupera em relação ao dia de ontem. Hélder Rodrigues, na sua Yamaha, foi o sétimo melhor hoje, perdendo sete minutos e 31 segundos para o vencedor. Ainda assim, o seu lugar no pódio permanece seguro, já que Villadoms está a mais de 25 minutos de Rodrigues, ao passo que o português está já a uma hora, 13 minutos e 49 segundos do líder da prova.

Amanhã, motos, carros e camiões farãso a etapa entre Nazca e Pisco, no total de 375 quilómetros, 275 dos quais em especial cronometrada. E o Dakar está a chegar ao fim, com nada ainda decidido.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Dakar 2012 - Dia 9

O Dakar de hoje pode ter chegado a um momento decisivo em termos de vitória, pois no último dia em que motos, carros e camiões competem em solo chileno, não só Nani Roma venceu a etapa, como o seu companheiro da Mini, Stephane Peterhansel consolidou a sua liderança. Para melhorar as coisas, os organizadores decidiram desclassificar o Hummer de Robby Gordon devido a irregularidades técnicas detetadas no seu motor. Contudo, o piloto americano apresentou recurso e até que saia o resultado, Gordon continua em prova, mas hoje teve uma paragem e desceu à terceira posição da geral.

Numa dura etapa típica de Dakar, o português Carlos Sousa subiu hoje à sexta posição da geral, embora tenha hoje perdido 43 minutos para Nani Roma, 15 dos quais devido a um erro de navegação. Mas esta foi uma etapa marcada pela paragem do polaco Krysztof Holowzcic, que a meio da etapa já tinha caído para a sétima posição não surgindo sequer na classificação até este momento. "É um resultado fantástico e que tudo faremos para segurar até final. Mas faltam ainda cinco dias e nesta altura da prova as mecânicas já se começam a ressentir e qualquer pequeno problema pode resultar num grande atraso", avisou.

Ricardo Leal dos Santos, o outro português nos lugares da frente, foi hoje o melhor português em prova, ao obter o sexto tempo na etapa subindo ao 11º lugar (provisório) da geral. "Correu tudo bem até á zona das dunas. Aí, para evitar um motard, o nosso Mini ficou preso na areia. Quando utilizávamos o macaco hidráulico para sair dessa situação, ele rebentou e com isso os circuitos de óleo ficaram danificados. Conseguimos subir o macaco, mas tivemos de fazer 130 km sem direcção assistida, o que foi complicado nalgumas zonas", referiu Ricardo Leal dos Santos à chegada a Arica.

Nas motos, a luta entre Cyril Després e Marc Coma está verdadeiramente ao rubro neste Dakar, com o piloto espanhol a ganhar hoje mais dois minutos e 17 segundos ao seu rival e a reduzir a vantagem do francês para escassos... 21 segundos! Após dez etapas num rally-raid tão duro como o Dakar, é obra! 

O dia de hoje fica marcado pela primeira vitória do jovem espanhol Joan Barreda Bort, que confirmou o seu potencial aos comandos da Husqvarna oficial, tendo deixado Coma a um minuto e 32 segudos, e Despres a três minutos e 39 segundos. Quanto a Hélder Rodrigues, esteve novamente em bom plano, terminando com o quarto registo do dia, a quatro minutos e 41 segundos de Barreda. No final da especial o piloto português salientou que "fiz a etapa quase sempre sozinho. De início o Paulo apanhou-me e veio atrás de mim mas depois atrasou-se. Ontem mudámos o motor mas tudo correu bem e estamos firmes no terceiro lugar. Amanhã vai ser um dia complicado já que será a primeira parte duma etapa maratona, o que nos vai impedir de ter assistência. Serei por isso eu a fazer a revisão à moto no final da etapa". 

Contudo, é provável que Hélder Rodrigues também opte por mudar o motor da sua Yamaha, o que poderá acrescentar 15 minutos ao seu tempo no final do dia (e foi por causa dessas penalizações que venceu a etapa de ontem). Isto não trará grandes alterações à prova do piloto português, que manterá o terceiro lugar da geral com uma vantagem confortável sobre o quarto, o espanhol Jordi Viladoms. 

Quem se atrasou bastante foi Paulo Gonçalves, que hoje perdeu mais de 19 minutos para o vencedor, sendo provável que mantenha o sétimo lugar da geral para o qual se viu relegado após ter ontem trocado o motor. 

Amanhã, a 11ª etapa do Dakar sai do Chile e entra no Peru, levando os concorrentes de Arica até Arequipa, num percurso total de 598 quilómetros, que inclui uma especial cronometrada de 478 quilómetros em pistas inéditas neste rali.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Dakar 2012 - Dia 7

A oitava etapa do Rali Dakar, que se realizou hoje entre as localidades chilenas de Copiapó e Antofagasta,
Nani Roma, no seu Mini, venceu a oitava etapa do Dakar, num dia em que se acentuou o equilíbrio na prova, já que os três pilotos classificados na geral atrás do líder, Stéphane Peterhansel, noutro Mini, lhe ganharam tempo. Assim, com o segundo lugar na etapa, Robby Gordon, em Hummer, recuperou cinco minutos e meio ao piloto francês da X-Raid, aproximando-se, e está agora apenas a sete minutos e 36 segundos na classificação geral.

O polaco Krzysztof Holowczyc, também no seu Mini, foi terceiro na etapa e dista agora meros sete minutos e 48 segundos de Peterhansel, o mesmo sucedendo com o vencedor da etapa, Nani Roma, também em Mini, que recuperou cinco minutos e 38 segundos a Peterhansel, o grande "derrotado" do dia, ainda que mantenha uma boa margem na liderança duma prova em que já se percebeu que as grandes diferenças entre os homens da frente é "coisa" do passado. A seis dias da caravana chegar à meta em Lima, a capital do Peru, neste momento existem quatro pilotos a lutar pela vitória, e todos "cabem" em apenas... doze minutos e meio. Nem parece uma prova de Endurance...

O qatari Nasser Al-Attiyah foi quinto nesta etapa, um bom desempenho se tivermos em conta os seus problemas que teve no início da tirada, onde teve de parar para prender um pneu sobressalente que se soltou. Na geral, o piloto do Qatar é sexto classificado, menos de oito minutos atrás do quinto, o sul-africano Giniel de Villiers, que por sua vez está a 37 minutos e 45 segundos do líder Peterhansel.

Entre as cores portuguesas, foi mais um dia positivo para Carlos Sousa, que foi sétimo na etapa, ganhando tempo ao Mini do russo Leonid Novitskiy, enquanto que Ricardo Leal dos Santos foi nono na etapa, apesar de ter furado por duas vezes. "A etapa era pouco interessante, com zonas de mais de vinte quilómetros sempre a fundo. Fomos infelizes já que furámos por duas vezes. Na parte final da etapa havia uma zona com muita pedra e baixámos um pouco o andamento, para não correr o risco de voltar a furar. As ultrapassagens às motos também não foram fáceis", referiu Ricardo Leal dos Santos. Contudo, apesar dos furos, ganhou um lugar na geral, sendo agora o 15º classificado.

Quanto a Carlos Sousa, no final do dia, começou por afirmar o seguinte: "Iniciámos o troço com algumas cautelas, procurando perceber se estava tudo bem com o carro após a revisão geral que a equipa realizou ontem, durante o dia de descanso. Embora continue a sentir algumas dificuldades, já que a traseira continua muito instável, fui aumentando sempre o ritmo, forçando um pouco o andamento nas partes mais rápidas e defendo-me um pouco nas zonas de pior piso, onde era muito fácil furar", explicou o melhor português da geral à chegada a Antofagasta.

A seis dias da meta, o piloto da Great Wall revela que "é difícil prever o que ainda nos poderá reservar este Dakar em termos de classificação final, até porque há alguma apreensão em relação às duas primeiras etapas no Peru. Em condições normais, será difícil subir mais na geral, mas o resultado de hoje foi particularmente motivador, dando-nos alguma esperança em poder ainda colocar o Novitskiy sob alguma pressão", concluiu.

Nas motos, o dia não correu nada bem a Cyril Després, já que o francês perdeu mais de 14 minutos ao quilómetro onze ao ficar preso num lamaçal, cedendo depois mais alguns minutos durante a tirada, ganha pelo seu maior rival, Marc Coma. Helder Rodrigues foi terceiro na etapa e manteve a mesma posição na classificação geral, ainda que se mantenha a mais de cinquenta minutos do líder, que agora pertence a Coma. Rúben Faria foi um dos heróis do dia, ao ser segundo na etapa, o que lhe permitiu ascender da 15ª à 13ª posição da geral, enquanto que no polo oposto esteve Paulo Gonçalves, que foi apenas 16º, pois csaiu no mesmo atasco que Després e o norueguês Ullevalseter, caindo dessa forma para o quinto posto da classificação geral.

O Dakar prossegue amanha entre Antofagasta e Iquique, ainda no Chile, com 556 dos 565 quil]ometros da etapa a ser corrida em especial.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Dakar 2012 - Dia 3

A etapa três do Rali Dakar de 2012, entre San Rafael de la Pampa e San Juan, em paragens argentinas, foi mais uma em que os Mini deram um ar da sua graça, com o vencedor a ser o espanhol Nani Roma, que bateu o polaco Krzysztof Holowczyc e o Hummer do qatari Nasser Al-Attiyah, que perdeu um minuto e 29 segundos para o vencedor. Quatro segundos atrás ficou o Toyota de Giniel de Villiers, que também demonstra a competitividade do seu carro. Robby Gordon foi o quinto, seguido do local Orlando Terranova e do Mini de Stephane Peterhansel, que perdeu seis minutos e 23 segundos para o vencedor da etapa.

Quanto aos portugueses, Carlos Sousa acabou na 11ª posição no seu Great Wall, enquanto que Ricardo Leal dos Santos, que chegou a andar bem na etapa, acabou com o carro num lago.

Na geral, o polaco Holowczyc lidera com 54 segundos de vantagem sobre Robby Gordon, com De Villiers no terceiro posto, a um minuto e 40 segundos, dez segundos na frente de Nani Roma. Peterhansel é o quinto, a dois minutos e 41 segundos, na frente de Nasser Al-Attiyah, a mais e seis minutos. Carlos Sousa está na nona posição, a 21 minutos da liderança.

Nas motos, o dia foi de duelo entre Cyril Després e Marc Coma, os lideres e principais favoritos à vitória na geral. Até meio desta etapa, eles lutavam entre si com poucos segundos de diferença um do outro, mas um erro de navegaçao do espanhol levou-o a perder mais de dez minutos para o seu rival. Assim, Despres venceu esta especial com oito minutos e 37 segundos de avanço sobre o holandês Frans Verhoeven, no seu Sherco, enquanto que Paulo Gonçalves, no seu Husqvarna, brilhou e foi o melhor dos portugueses, acabando no terceiro posto desta especial, a apenas dois segundos de Verhoeven. 

Hélder Rodrigues, no seu Yamaha, foi quarto classificado, chegando ao fim com um tempo dez minutos e três segundos mais lento do que Despres. Ruben Faria, companheiro de equipa de Despres e que chegou a constar entre os três mais rápidos na primeira parte da prova, acabou por cortar a meta apenas com o 17º tempo, perdendo mais de 23 minutos para o vencedor da tirada. Outro dos pilotos da frente que perdeu tempo foi o chileno Francisco 'Chaleco' Lopez, devido a um erro navigacional ao longo da especial. 

Em termos de classificação geral, Despres é agora o líder, com dez minutos e doze segundos de avanço sobre Marc Coma, enquanto que o francês David Casteu, no seu Yamaha, está na terceira posição, a 17 minutos e 16 segundos. "Chaleco" Lopez é o quarto, a 17 minutos e 37 segundo, ao passo que Hélder Rodrigues é o melhor português, na quinta posição da geral, a 19 minutos e 49 segundos, na frente de outro francês, Alain Duclos e de Paulo Gonçalves, este a 26 minutos. Ruben Faria é atualmente o 15º da geral, a 34 minutos e 50 segundos de Després.

A etapa de hoje foi de azar para o americano Quinn Cody, que desistiu depois de sofrer uma queda na qual fraturou a clavícula tendo sido ajudado por Juan Pedrero. Mais grave foi o que sucedeu ao francês Sebastien Coue, que foi ontem encontrado na berma da estrada, desmaiado e com sinais de hipertermia - mais de 40 graus no corpo. Internado no Hospital Teodoro J. Schestakow, de Mendoza, Coue está em estado critico: “Não sabemos quanto tempo esteve exposto ao sol. Neste momento, está nos cuidados intensivos”, afirmou Armando Duarverne, o diretor do hospital. 

O Dakar continua amanhã, com uma etapa entre San Juan e Chichelito, ainda em paragens argentinas, no total de 750 quilómtros, 326 dos quais em secção especial cronometrada.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Dakar 2012 - Dia 2

A segunda etapa do Rali Dakar, que levou os pilotos a irem de Santa Rosa de la Pampa a San Rafael, no total de 487 quilómetros, 295 dos quais em especial, ficou marcado pela recuperação de Nasser Al-Attiyah, que venceu a etapa no seu Hummer, e pela consolidação da liderança por parte de Stephane Peterhansel, que está com dois minutos e 28 segundos de vantagem sobre o segundo classificado, Robby Gordon, no seu Hummer. 

Partindo do 12º posto esta manhã, o piloto qatari, que corre este ano de Hummer, tirou partido dessa situação, e numa etapa muito rápida impôs o seu carro, recuperando assim preciosos minutos de modo a não perder tão cedo o comboio da frente. Robby Gordon foi terceiro, a dois minutos e 42 segundos do seu companheiro de equipa, sobrepondo-se aos Mini All4 Racing do polaco Krzysztof Holowczyc e do espanhol Nani Roma. O sul-africano Giniel de Villiers, no seu Toyota Overdrive foi sexto na etapa, enquanto Ricardo Leal dos Santos, no terceiro Mini All4, foi nono classificado. Carlos Sousa teve desta feita mais dificuldades, e levou o seu Great Wall à 11ª posição nesta etapa, estando agora na mesma posição na geral. 

Assim sendo, com Stéphane Peterhansel a ser o novo líder do Dakar nos autos, com dois minutos e 28 segundos de vantagem para o Hummer de Robby Gordon. O polaco Krzysztof Holowczyc caiu para terceiro, na frente do Toyota de Giniel de Villiers, a 3 minutos e 49 segundos do novo líder. Nani Roma é quinto, na frente de Nasser al Attiyah. O vencedor da etapa de ontem, o russo Leonid Novitskiy, no seu Mini, caiu para o oitavo posto, pois como foi o primeiro na estrada não tinha qualquer referência a seguir e perdeu muito tempo. Ricardo Leal dos Santos é agora o melhor nacional, já que é nono classificado, a 14 minutos e 14 segundos do seu colega de equipa, enquanto Carlos Sousa caiu para a 11ª posição da geral, a 17 minutos e sete segundos de Peterhansel. 

Já nas motos, o grande vencedor de hoje foi o espanhol Marc Coma, que conseguiu bater o seu grande adversário, o francês Cyril Després por um minuto e 18 segundos. O terceiro lugar ficou para o espanhol Joan Barreda, num Husqvarna, já a uns distantes dois minutos e 33 segundos do seu compatriota. O anterior líder da prova, o chileno "Chaleco" Lopez, acabou hoje na quarta posição, onze segundos atrás. 

Quanto aos portugueses, este foi uma etapa modesta. Hélder Rodrigues foi hoje o melhor português nas motos, ao obter a 12ª posição, imediatamente na frente do Husqvarna de Paulo Gonçalves. O piloto da Yamaha perdeu 11 minutos e um segundo para o vencedor da tirada, enquanto o homem da Husqvarna cedeu 12 minutos e meio. Já Ruben Faria esteve parado logo na fase inicial da etapa - suspeitou-se que para esperar por Cyril Després, embora esta seja uma informação que só o piloto poderá confirmar posteriormente - e perdeu 13 minutos e 36 segundos para Coma. 

Desta forma, após a etapa de hoje, Marc Coma é o novo líder da prova, agora com dois minutos e meio de avanço para "Chaleco" Lopez. Cyril Després passou agora para o terceiro lugar da geral, a dois minutos e 52 segundos do espanhol, com os portugueses fora do "top 10", já a mais de uma dúzia de minutos do líder. Quem teve problemas foi Pedro Bianchi Prata, que acabou na 57ª posição na tirada de hoje.

Máquinas e pilotos agora preparam-se agora para a terceira etapa do Dakar, que liga San Rafael a San Juan, em paragens argentinas, num total de 499 quilómetros, 209 dos quais em paragens cronometradas.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Dakar 2011 - O décimo segundo dia

O Dakar esta a chegar ao seu fim, e parece que tudo está decidido quer nos carros, quer nas motos. Contudo, a competição continua até Buenos Aires, e a etapa de hoje entre San Juan e Cordoba, na Argentina, foi exemplo disso. O melhor caso aconteceu nos automóveis onde o espanhol Carlos Sainz, apesar de já ter perdido a chance de vencer este Dakar, deu o seu máximo e venceu a etapa, levando a melhor num interessante desafio com os outros dois pilotos da Volkswagen, o qatari Nasser Al Attyah e o sul africano Giniel de Villiers, e a dado ponto, também com o BMW de Stéphane Peterhansel.

O piloto qatari da Volkswagen já leva uma larga vantagem de 48 minutos e 21 segundos para De Villiers e necessita apenas de gerir o seu andamento para chegar a Buenos Aires se sagrar vencedor da edição deste ano do Dakar, pois perdeu hoje apenas 6 minutos e 11 segundos para o piloto espanhol. "Esta foi realmente a etapa mais difícil da minha vida, porque tive que me manter concentrado e não cometer erros. Por vezes, ia depressa, outras mais devagar porque queria manter a concentração e o mesmo ritmo, mas correu tudo bem. Terminámos a especial sem problemas e estou bastante satisfeito", acrescentou.

Quanto aos BMW, Stéphane Peterhansel voltou a contar com mais um dia atribulado devido a problemas mecânicos e furos, que o obrigaram a parar por quatro vezes. Ainda assim, perdeu apenas 6 minutos e 55 segundos para Sainz, ficando na frente do carro gémeo tripulado pelo polaco Krzysztof Holowczyc. Ricardo Leal dos Santos terminou esta especial no oitavo posto depois de mais uma prestação bastante consistente em que chegaram a rodar nos seis melhores nalguns dos pontos de cronometragem. O sétimo lugar à geral parece estar, assim, também quase garantido ao piloto de Coimbra.

Nas motos, Marc Coma venceu hoje, mas ele somente alcançou este posto nos últimos quilómetros, ao bater o seu maior rival, o francês Cyril Després, por apenas 37 segundos. Isto tudo ao final de 535 quilómetros de especial, o que é um feito. Em terceiro ficou o português Hélder Rodrigues, com o motard da Yamaha a demonstrar uma vez mais uma toada bastante veloz e consistente, tendo terminado a etapa a 7 minutos e 21 segundos da frente, deixando atrás de si o chileno Francisco "Chaleco" Lopez Contardo (Aprilia), a cerca de três minutos.

Apesar de provavelmente o pódio já estar definido, Helder Rodrigues não desiste até chegar a Buenos Aires: "Hoje foi uma etapa bastante bela, longa e muito completa, com dificuldades de navegação. Tentei colocar alguma pressão sobre o Chaleco e aproximei-me dele. Ainda falta uma etapa para tentar chegar a terceiro, tudo é possível", afirmou.

Amanhã é a penultima etapa, entre Cordoba e Buenos Aires, no total de 826 quilómetros, 181 dos quais em especial cronometrada. E o Dakar de 2011 está a chegar à meta...

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Dakar 2011 - O décimo primeiro dia

O Rally Dakar está a chegar ao fim e se cada vez mais se definia o vencedor, provavelmente hoje já está decidido. E poderá ser um estreante: o qatari Nasser Al Attyah. Isto porque o espanhol Carlos Sainz perdeu mais de duas horas na etapa de hoje quando partiu um braço da suspensão do seu Volkswagen Touareg, em particular a frente/direita. Essa perda não só o fez perder o terreno face a Nasser Al Attyah como também fez perder o segundo posto a favor do sul-africano Giniel De Villiers, ficando a uma hora e 27 minutos do comando.

Em relação aos BMW, Stephane Peterhansel foi o quarto na etapa e ficou mais próximo do terceiro lugar de Sainz. Já Ricardo Leal dos Santos, no outro BMW, foi sétimo e menteve o sétimo lugar da geral.

Nas motos, o vencedor da etapa foi Cyril Després, que conseguiu diminuir a desvantagem que tem sobre Marc Coma, mas poderá não ser suficiente para impedir a vitória do piloto espanhol, pois Coma tem quinze minutos e 48 segundos de vantagem sobre Després e 49 minutos e 24 segundos sobre Francisco "Chaleco" Lopez Contardo, que também foi terceiro nesta etapa, a seis minutos e 19 segundos sobre o vencedor.

Em relação a Helder Rodrigues, ele foi quarto classificado na etapa, a sete minutos e 44 segundos do vencedor, e mantêm o quarto posto na geral, a uma hora e 35 minutos da liderança.

Quanto a Ruben Faria... começou o dia com mais uma má noticia, quando se soube que tinha sido penalizado pela terceira vez neste rali. Depois de ontem ter sido terceiro classificado na chegada a Chilecito, a má noticia chegou já ía longa a noite em Portugal quando Ruben Faria foi penalizado pela organização com duas horas extra pela falha na passagem por um dos 'waypoint' do dia. E com isso, caiu do quinto para o oitavo posto da geral.

"Nem sei o que senti na altura. Depois de uma especial tão dura foi duro demais, mas estava claro no relatório de passagens que tinha falhado um dos pontos.", começou por afirmar Ruben Faria depois de ter recebido a noticia. "É um erro meu, que infelizmente cometi e fui penalizado por isso."

Mesmo assim, lá fez a etapa: "Deixei de pensar na classificação geral. Fiz a minha etapa mas com pistas mais estreitas é complicado ultrapassar. Consegui mesmo assim ser 11º no final de um dia longo onde tentei acima de tudo não cometer erros, especialmente na primeira parte onde andámos entre montanhas e onde podíamos errar uma pista mais facilmente. A segunda metade do dia era mais a meu gosto e segurei a minha posição.", concluiu.

Amanhã, a etapa do Dakar ligará as localidades argentinas de San Juan e Córdoba, no total de 678 quilómetros, 558 dos quais percorridos em especial.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Dakar 2011: O décimo dia

A etapa de hoje, que foi percorrida entre as localidade de Copiapó e Chilecito, na Argentina, no total de 862 quilómetros, 176 dos quais em espacial, marca não só o regresso da caravana a paragens argentinas, como também demonstra que o rali mais longo do mundo está a chegar paulatinamente ao seu final.

E nas motos, parece que Marc Coma é cada vez mais o vencedor do rally Dakar. O piloto espanhol acrescentou mais 9 minutos e 56 segundos à vantagem que já levava sobre o francês Cyril Desprès (KTM), que hoje foi segundo e pagou caro um engano no percurso, do quão não logrou recuperar. Na geral, ambos estão separados por 18 minutos e 10 segundos, com vantagem para Coma.

Quanto a Helder Rodrigues, a sorte foi-lhe madrasta. O piloto da Yamaha estava a fazer uma grande tirada sempre na frente da classificação, estando com o melhor tempo no Way Point 6, o penúltimo do dia, com uma vantagem de dois minutos e 39 segundos sobre o espanhol Marc Coma (KTM). Contudo, no final da etapa Helder Rodrigues teve problemas de navegação e perdeu minutos preciosos, deixando que o piloto espanhol alcançasse mais uma vitória, com uma vantagem de 23 minutos sobre Rodrigues, que caiu para o décimo posto.

"Foi a mesma coisa de ontem! Parti atrás do Marc [Coma] e do Cyril [Desprès] e apanhei-os. De seguida, a uma dezena de quilómetros do final, perdemo-nos num leito de rio seco e não conseguimos encontrar a saída, perdi imenso tempo aí. São dois dias seguidos, é muito duro", afirmou o motard português no final da etapa.

Quanto a Ruben Faria, o piloto da KTM terminou a especial na terceira posição, tendo ficado a treze minutos e 22 segundos de Coma, mas voltou a aproximar-se do quarto lugar, pertencente a Hélder Rodrigues, havendo agora cerca de cinco minutos a separar os dois motards. "Nesse aspeto foi espetacular e abre novamente a luta pela posição, mas estou algo triste com o facto de hoje termos perdido de novo muito tempo para o Marc Coma. O Cyril está agora a 18 minutos e é uma diferença muito grande para recuperar até sábado, mas depois do que vimos hoje tudo pode acontecer... e já amanhã.", afirmou.

Nos automóveis, a luta entre os Volkswagens continua. Apesar de hoje o vencedor ter sido o sul-africano Giniel de Villiers, à frente de surpreendente segundo colocado, o polaco Krzysztof Holowczyk (BMW) e Stéphane Peterhansel, também em BMW. Nasser Al Attyah conseguiu ser melhor que Carlos Sainz, que se atrasou um pouco no inicio da etapa, primeiro porque perdeu tempo após ter ficado preso na areia, e depois um erro de navegação fê-lo perder ainda mais tempo, chegando mesmo a passar nos Way Points com cerca de 14 minutos de atraso. Tudo isto foi o suficiente para terminar atrás do qatari, que não se fez rogado e aproveitou, ganhando dez minutos a Sainz.

Quanto a Ricardo Leal dos Santos, esteve bem nesta etapa, terminando no sexto posto, e mantendo o mesmo lugar na geral.

Amanhã a etapa do Dakar é entre Chilecito e San Juan, na Argentina, uma especial de 786 quilómetros, dos quais 622 serão feitos em espacial.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Dakar 2011: o nono dia

Na etapa de hoje, que foi percorrida à volta das duas de Copiapó, Carlos Sainz e Nasser Al Attyah continuaram a sua luta pessoal pela liderança do Rally Dakar. Aqui, o piloto espanhol foi o vencedor da etapa, mas não conseguiu voltar à liderança que ainda pertence a Nasser Al Attyah. O qatari lidera com três minutos e 18 segundos de avanço sobre o espanhol, num duelo entre os carros da Volkswagen.

Giniel De Villiers (VW) foi terceiro, a 9 minutos e dois segundos do piloto espanhol, enquanto Stéphane Peterhansel (BMW) teve hoje um dia 'normal' e foi quarto, a onze minutos e catorze segundos do vencedor. Já Ricardo Leal dos Santos conseguiu levar o seu BMW ao décimo posto na etapa, mantendo-se no sétimo lugar da geral, num dia em que teve algumas dificuldades.

"Foi uma etapa curta mas recheada de dunas que exigiam muita condução. A uma delas chegámos demasiado depressa e ao travar a fundo, na crista da duna, o motor calou-se e caímos lá em baixo num buraco. O furo deveu-se mais ao mau feitio do Lavieille que não deixa ninguém passar. Foi para a nossa frente quando caímos no buraco, mas apanhámo-lo e estávamos a consumar a ultrapassagem quando nos apertou e não tivemos outro remédio senão ir por cima de umas pedras que nos provocaram o furo. Estamos a tentar gerir da melhor forma o atual resultado ", destacou o piloto de Coimbra.

Já no lado das motos, os cinco primeiros na classificação geral foram superados por pilotos mais atrasados e hoje, o vencedor na etapa foi o americano Jonah Street. O belga Franz Verhoeven foi segundo, seguido por David Casteu. Hoje foi dia de 'bodo aos pobres', pois Cyril Despres foi apenas sétimo, recuperando um pouco mais do que um minuto a Marc Coma, que permanece na liderança com uma confortável vantagem.

Quanto a Helder Rodrigues, o piloto português perdeu-se e ficou sem gasolina perto do final da etapa, e isso fez com que se atrasasse ainda mais na luta pelo terceiro lugar com o local Francisco "Chaleco" Lopez. "Foi um dia em que comecei bem, sempre na frente. Andei sempre muito bem até ao km 215, ponto em que me perdi um pouco da estrada. Fiz nove quilómetros a mais, depois tive de voltar atrás e a gasolina acabou. Felizmente, o Felipe Prohens deu-me um pouco de gasolina e pude chegar aqui", começou por dizer no final da etapa.

"Foi um dia verdadeiramente terrível, porque a 15 quilómetros daqui estava na frente da especial e com muito tempo para o segundo, mas as corridas são assim", completou.

Ruben Faria não teve também grande sorte nesta etapa. Alguns enganos na rota e um pelotão demasiado compacto em certos sitios fizeram com que ele andasse num ritmo mais cauteloso para que pudesse terminar a etapa sem mais incidentes.

"Foi uma partida espetacular, mas todos seguimos o mesmo rumo, exceto um piloto, e passados alguns quilómetros todos estávamos fora do rumo certo e tivemos que procurar a pista correta", começou por dizer. "Quando regressámos à pista ficámos no meio de um imenso pelotão, com muito pó e onde era quase impossível ultrapassar. Tornou-se tudo muito complicado para aqueles que como eu saíram no primeiro grupo."

"Num dia em todos os da linha da frente perdemos tempo, ironicamente acabei por me aproximar do quarto posto da geral, na posse do Helder Rodrigues, e estou agora a apenas vinte minutos dessa mesma posição.", concluiu.

Amanhã, a etapa do Dakar vai ligar Copiapó a Chilecito, com 176 quilómetros de especial cronometrada.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Dakar 2011 - O oitavo dia

Na tirada de hoje entre Antofagasta de Copiapó, no Chile, houve mudança na liderança do Dakar. A luta entre os dois Volkswagen está ao rubro e o qatari Nasser Al Attyah foi hoje mais rápido do que o espanhol Carlos Sainz, e a diferença alcançada entre os dois, de seis minutos e 36 segundos, foi mais do que o suficiente para haver mudanças na liderança da corrida, com Attyah a ser agora o comandante do Dakar deste anos, com um avanço de cinco minutos e catorze segundos sobre o bicampeão do mundo de ralis.

"O Carlos apanhou-nos depressa no início da etapa, mas no último setor de dunas atacámos ao máximo pois sabia que era ali que lhe podia ganhar tempo. As dunas são o meu terreno predileto e agora posso controlar a corrida...", afirmou o qatari, descrevendo os eventos da etapa de hoje.

Já Sainz não escondia alguma desilusão pelo comando perdido hoje: "Foi um dia mau, pois ficámos duas vezes plantados nas dunas. Agora temos de atacar, pois todas as etapas são duras, e vamos ver o que se passa daqui para a frente. Perdi tempo mas o rali não terminou ainda...", afirmou.

Atrás, o sul-africano Giniel de Villiers (VW) foi terceiro, na frente de Mark Miller, sendo que Peterhansel ficou atrás de Nani Roma no sexto posto. Quanto a Stéphane Peterhansel, voltou a ceder muito tempo em virtude de problemas no seu BMW X3 CC. Esteve parado mais de 20 minutos no km 430, partiu e voltou a parar mais 20 minutos ao km 449. As esperanças de vencer já não eram muitas, terminaram hoje de vez, já que os Volkswagen continuam dominadores e sem sinais de problemas.

"Para não variar furámos logo no início, mas o pior foi o motor, já que sobreaqueceu e tivemos de parar para fazer uma pequena bricolage com a ventoinha do radiador e depois voltámos a parar para meter água. Por fim até final ainda perdemos muito tempo, e no somatório andámos nisto cerca de hora e meia...", afirmou o piloto francês da equipa X-Raid.

Quanto ao português Ricardo Leal do Santos foi sétimo classificado na etapa de hoje, e ascende pelo menos um posto na geral, já que o polaco Krzysztof Holowczyc (BMW) teve problemas e atrasou-se. Outros pilotos que estão atrasados são o brasileiro Guilherme Spinelli (Mitsubishi) e o francês Christian Lavieille (Nissan), que são pilotos classificados à sua frente na geral, e que na altura em que estas linhas eram escritas, ainda não tinham o registo do seu tempo final averbado no site dakar.com.

Nas motos, enquanto que Cyril Després e Marc Coma disputam a liderança, com o chileno Francisco "Chaleco" Lopez a dar o seu melhor nas pistas caseiras, o destaque do dia entre os pilotos portugueses foi a queda de Paulo Gonçalves. O azar supremo do piloto da BMW, depois dos problemas elétricos na sexta-feira, que o fizeram perder mais de sete horas, hoje sofreu uma queda que o fez fraturar a clavicula e em consequência encerrar a sua participação nesta edição.

Quanto a Helder Rodrigues, esteve bem no dia, ao acabar no quarto lugar, mas perdeu tempo para "Chaleco" Lopez, porque este terminou à sua frente, no terceiro posto, e ganhou mais alguns minutos ao piloto português. Quanto a Ruben Faria, acabou a etapa no sétimo posto.

Amanhã, os concorrentes vão começar e acabar em Copiapó, numa etapa de "sprint" que vai ter 270 quilómetros, 235 dos quais em especial cronometrada.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Dakar 2011 - O sétimo dia

Depois do dia de descanso em Arica, no extremo norte do Chile, os concorrentes voltaram ao Dakar numa etapa relativamente encurtada em termos competitivos entre Arica e Antofagasta, num total de 839 quilómetros para os carros, menos 20 para as motos.

Nos carros, a luta ficou hoje reduzida aos Volkswagen, especialmente depois de Stephane Peterhansel ter perdido quase oito minutos na etapa. A luta foi entre os suspeitos do costume: o qatari Nasser Al Attyah e o espanhol Carlos Sainz. Hoje venceu o piloto árabe, que bateu Sainz por um minuto e vinte segundos e dois minutos e 56 ao sul-africano Giniel de Villiers. Em relação à liderança, a luta é taco a taco entre os dois, com o espanhol a liderar por um minuto e 22 segundos de diferença sobre o piloto do Qatar. Quanto a Peterhansel, com o tal atraso devido aos pneus, está agora a 21 minutos e onze segundos do lider Sainz.

Quanto aos portugueses, Ricardo Leal dos Santos acabou a tirada no sétimo posto e beneficiou dos abandonos de alguns pilotos como o argentino Orlando Terranova e o francês Guerlain Chicherit para subir até ao nono posto da geral, e agora o segundo melhor dos BMW X-Raid. E o piloto de Coimbra não está muito longe do francês Christian Laveille, o oitavo, pois existem quatro minutos a separá-los. No final do dia, Leal dos Santos estava satisfeito: "Estamos muito satisfeitos com esta etapa. Fizemos uma etapa limpa e estamos confiantes na nossa prestação. Parámos para ajudar o Terranova que capotou e perdemos algum tempo numa zona em que tivemos algumas dúvidas na navegação. Ficámos, obviamente, tristes com a desistência do nosso colega Chicherit, mas infelizmente são coisas que acontecem numa prova desta envergadura", afirmou.

Nas motos, o grande vencedor do dia foi local. Francisco "Chaleco" Lopez aproveitou o facto de jogar em casa e acelerou para a vitória, batendo os favoritos Cyril Després e Marc Coma. Quem foi algo prejudicado com esta boa performance foi Helder Rodrigues, que foi quarto classificado na etapa.

"Esta foi uma etapa verdadeiramente demolidora onde até zonas de trial apanhámos! Saindo à frente sabia que era inevitável ser apanhado pelos meus mais diretos perseguidores nas zonas lentas de dunas e foi isso que acabou por acontecer. Mas sei que andei bem e naveguei melhor. Agora os papéis invertem-se já amanhã, onde voltamos a ter uma etapa muito longa e difícil, mas onde já serei eu a sair em perseguição do Chaleco, Coma e Despres. Sei que nessas circunstâncias e com dunas pelo meio tenho todas as condições para recuperar bem", afirmou.

Em relação à sua luta particular com o local "Chaleco" Lopez, Helder Rodrigues confia que os nove minutos e 14 segundos de atraso podem ser recuperáveis até à meta, em Buenos Aires: "O Chaleco conhece muito bem o terreno e está a correr em casa, mas tudo farei para contrariar o seu avanço nas próximas etapas", concluiu.

Já no caso de Ruben Faria, depois das atribulações das penalizações e despenalizações na sexta-feira, hoje encarou a etapa com descontração, após o encurtamento desta por parte da organização. O quinto lugar na etapa revela isso: "Foi um dia de regresso ás pistas normal, se assim poderemos dizer. Comecei cauteloso na fase inicial e na segunda parte da especial aumentei um pouco o meu ritmo para fechar na quinta posição. Nada se altera em termos da minha classificação, exceção feita a que estou mais confortável no quinto posto face aos meus perseguidores. A especial era muito bonita e deu muito gozo estar hoje em prova.", afirmou.

Quanto aos seus objectivos, mantêm-se o mesmo: "discutirmos a vitória no Dakar [com Cyril Després]. É para isso que estamos aqui e é isso que vamos perseguir até ao derradeiro quilómetro da prova.", concluiu.

Já Paulo Gonçalves, depois da sexta-feira de pesadelo onde perdeu mais de sete horas com o sistema elétrico do seu BMW, tombando para lá do top 60 da classificação, foi sétimo e resta agora correr para terminar o melhor possivel e recuperar o mais que pode para ter um final digno nesta edição do Dakar. Quem teve problemas foi o francês David Casteu (Sherco) teve problemas, e poderá ter de ficar pelo caminho, já que em CP3 (km 192) já perto do final da etapa ficou parado devido ao facto da caixa de velocidades da sua moto ter ficado bloqueada.

Amanhã, a oitava etapa do Rali Dakar vai continuar a evoluir nos grandes espaços do Chile, com a promessa de um considerável aumento das dificuldades no que à navegação diz respeito. A ligação entre Antofagasta e Copiapo vai ter um total de 776 quilómetros, dos quais 508 serão feitos em especial cronometrada.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Dakar 2011 - O sexto dia

O dia de hoje foi a dobrar para os motards portugueses. Depois de Paulo Gonçalves ter vencido ontem com a sua BMW, hoje deveria ter acontecido... uma dobradinha. Isto porque inicialmente, Ruben Faria tinha ganho a etapa, com Helder Rodrigues a ficar atrás de si na etapa de hoje entre as cidades de Iquique e Arica, no norte do Chile, que tinha quilómetros cronometrados, e na véspera do dia de descanso no Rali Dakar. Cyril Després fechado o pódio, seguido pelo espanhol Marc Coma, que parou durante algum tempo na etapa.

Contudo, mais tarde, a organização do Dakar penalizou Faria por este não ter respeitado o tempo de paragem obrigatório num reabastecimento. Segundo os regulamentos, os pilotos tem de obrigatóriamente parar durante quinze minutos, só que o piloto português ficou imobilizado apenas durante cinco minutos e treze segundos. Assim sendo, Ruben Faria foi penalizado em nove minutos e 47 segundos, caindo para o sétimo posto no resultado do dia, entregando a vitória para Helder Rodrigues.

"Foi uma etapa muito dura. Muito longa e desgastante. Comecei ao próprio ritmo, por isso até ao reabastecimento perdi algum tempo. Depois, acelerei o ritmo. A 200 quilómetros do final ultrapassei o [Cyril] Desprès, o [Marc] Coma, o [Hélder] Rodrigues e o Chaleco [Lopez]", começou por dizer o motard no final da especial. "Como aguadeiro do Cyril, ando sempre com cautela, mas há momentos em que se pode tirar partido da situação. Comecei em sétimo esta manhã e isso ajudou-me. Penso que o Cyril ficará feliz por mim", acrescentou, antes de ser conhecida a penalização, a segunda que leva no Dakar deste ano.

Já Paulo Gonçalves, o vencedor da etapa anterior, teve problemas no motor do seu BMW e atrasou-se bastante tempo, desconhecendo-se se prossegue no rali Dakar ou não. Assim, na classificação das motos, com Marc Coma a liderar, com um avanço de oito minutos e 48 segundos sobre Cyril Després, o chileno Francisco "Chaleco" Lopez é o terceiro, á frente de Helder Rodrigues, a 27 minutos e 35 segundos de Coma. Ruben Faria é o quinto, a 39 minutos e 41 segundos do lider.

Nos automóveis, depois da vitória do BMW de Stephane Peterhansel no dia anterior, hoje a Volkswagen voltou à normalidade, com mais uma vitória de Carlos Sainz, à frente do qatari Nasser Al-Attyah, a nove segundos. Outros dois Volkswagen vieram a seguir, guiados respectivamente pelo sul-africano Giniel de Villiers e pelo americano Mark Miller. Já Stephane Peterhansel teve problemas com os pneus - teve quatro furos de seguida - e perdeu doze minutos e 25 segundos.

Já Ricardo Leal dos Santos foi o melhor português, acabando a etapa no décimo posto, ascendendo ao 11º posto da geral, a apenas três minutos e 18 segundos desse lugar. Apesar de ser um objectivo para este Dakar, o piloto de Coimbra afirma que não é uma obssessão: "Não querendo fazer disso o centro das nossas preocupações, de facto estamos perto do Top 10 que é uma das nossas metas para o final da prova. Temos andado depressa mas com uma certa calma, o que nos permitiu não furar pneus hoje numa etapa altamente propícia a tal. A etapa variou entre as pistas rápidas e técnicas, onde cada vez perco menos tempo para quem está a minha frente, e as de muito mau piso onde sinto que saio beneficiado ao gerir e poupar o carro", afirmou.

O Dakar tem amanhã o seu dia de descanso, em Arica.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Dakar 2011 - O quarto dia

A caravana do Dakar chegou ao Chile e atravessou a Cordilheira dos Andes. A etapa de hoje, que ligava as locidades de San Salvador de jujuy, na Argentina, e Calama, no Chile, teve 554 quilómetros, dos quais 227 eram cronometrados, foi uma dura etapa disputada em altitude.

O dia de hoje viu mais uma vitória de Carlos Sainz nos automóveis - a vigésima na sua carreira - batendo o seu companheiro, o qatari Nasser Al Attyah por cinquenta segundos e consolidando a sua liderança e a da Volkswagen. Ambos conseguiram bater o BMW de Stephane Peterhansel, que perdeu mais um minuto para o espanhol. O francês liderou grande parte da etapa, mas um furo o fez perder cerca de cinco minutos e atrasou-se mais um bocado em relação aos da frente. O sul-africano Giniel de Villiers foi quarto, à frente de Mark Miller e do polaco Krzystof Holowczyc, no seu BMW X3. O grande destaque do dia, pela negativa foi a desistência do Hummer de Robby Gordon devido à quebra do seu motor na ligação para a especial.

Quanto aos portugueses, o BMW oficial de Ricardo Leal dos Santos foi 11º na etapa e está agora na 12ª posição da geral, a dez minutos do top 10. Mas a etapa para o piloto de Coimbra não foi fácil. Para além das dificuldades inerentes ao terreno, ainda teve que contar com o factor humano, especialmente do tipo não colaborativo... como o Nissan de Nani Roma.

"Apanhei o carro do Roma ao quilómetro 30 e por muito que tentasse ele não me deixava passar. O Paulo acionou por diversas vezes o sentinel até que tive de usar outros métodos. Quase que atirei o carro para cima do dele e resultou. No final da prova pediu-me desculpa, pois o sentinel dele estava avariado e não se tinha apercebido que estávamos a tentar ultrapassá-lo", salientou.

Nas motos, Marc Coma venceu, e aproveitando o mau dia de Cyril Després, aproveitou para alcançar a liderança do rali, onde os portugueses não tiveram sorte, com excepção de Helder Rodrigues, que acabou o dia na quinta posçião. e subiu para o mesmo posto. Paulo Gonçalves acabou o dia na 19ª posição, mas manteve o quarto lugar, enquanto que Ruben Faria esteve pior, pois foi 22º na etapa, caindo para o sétimo posto na classificação da categoria.

"Apesar de hoje enfrentarmos uma especial curta, com apenas 207 quilómetros, sabíamos que a navegação seria preponderante, tal como aconteceu ontem. Numa zona de montanha falhei uma pista e acabei por perder cerca de quinze minutos, o suficiente para me afundar para o 26º posto onde estava no 'waypoint' seguinte, o quarto. Depois foi tentar recuperar, mas era muito complicado e apenas consegui terminar em 22º na especial" afirmou Ruben Faria no final do dia.

Depois da chegada hoje a Calama, a caravana prepara a etapa de amanhã, que os vai levar até Iquique, uma especial com 426 quilómetros através de pista pedregosa e algumas dunas pelo caminho, já que é a zona do Deserto do Atacama.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Dakar 2011 - O terceiro dia

A etapa de hoje entre San Miguel de Tucuman e San Salvador de Jujuy viu de novo o dominio dos Volkswagen Touareg, mas desta vez foi o qatari Nasser Al-Attiyah que venceu a etapa, conseguindo ser melhor do que o seu companheiro de equipa Carlos Sainz, que terminou a etapa 25 segundos atrás dele. O francês Stephane Peterhansel foi o terceiro, a 59 segundos de Attyah. Apesar dessa vitória, Sainz continua a liderar a classificação geral, com um avanço de três minutos e 34 segundos sobre o seu companheiro de equipa, e quatro minutos e 19 segundos sobre Peterhansel.

Em relação aos portugueses, Ricardo Leal dos Santos foi o melhor, acabando na 12ª posição na etapa, e está agora na 13ª posição da geral. Contudo, o piloto de Coimbra garante que ainda teve tempo de se divertir na etapa de hoje: "Gostei particularmente da parte final do troço. Parecia mesmo a classificativa de Góis com curvas encadeadas e o carro sempre a escorregar. Diverti-me imenso. Não passámos ninguém, mas também ninguém passou por nós. Houve uma zona com lombas onde fui mais cauteloso, mas o andar devagar agora é sempre a um ritmo muito forte", salientou.

Já nas motos, o melhor na etapa foi o espanhol Marc Coma, que bateu Cyril Després por dois minutos e meio, reduzindo a sua diferença para o piloto francês a uns meros 14 segundos. No terceiro lugar na etapa ficou o português Paulo Gonçalves, à frente do francês Olivier Pain e do português Ruben Faria. Outro português, Helder Rodrigues, foi sétimo na etapa.

Apesar do bom resultado de Ruben Faria, ele sabe que o objectivo neste rali é ajudar Cyril Després a vencer o rali. E isso se nota nas suas declarações ao final do dia: "A extensão da especial a isso obrigava, ontem o Cyril tinha chegado ao final da especial com os pneus da sua moto bastante gastos e por isso decidimos optar por uma toada mais cautelosa na fase mais fresca do dia, para termos pneus em condições após a ligação e durante as horas de mais calor.", começou por dizer Faria ao Autosport luso.

"A tática funcionou perfeitamente. Com o aproximar do final da primeira secção comecei a apertar o ritmo e ganhar posições, conseguindo na segunda metade manter um ritmo forte que me ajudou a segurar a quinta posição final na especial. O Cyril hoje fez uma grande corrida, mesmo se perdeu tempo para o Marc, mas continua na primeira posição e é por isso que vamos continua a lutar.", concluiu.

Na geral, para além da luta entre Coma e Després, Ruben Faria ainda é terceiro, mas tem logo a seguir o seu compatriota Paulo Gonçalves. Já Helder Rodrigues ascendeu ao oitavo lugar da geral. Amanhã disputa-se a etapa que liga San Salvador Jujuy a Calama, a primeira paragem em território chileno.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Dakar 2011 - O primeiro dia

Apesar dos concorrentes terem desfilado em Buenos Aires no Sábado, a etapa a doer foi hoje, entre as cidades de Victória e Córdoba, numa etapa onde a chuva fez das suas, alagando o percurso em algumas partes e dificultando a vida dos concorrentes, especialmente nos carros. Mas para os portugueses, este foi um dia especial, porque por algumas horas, o KTM de Ruben Faria foi o melhor nas motos, mas depois foi penalizado em um minuto, perdendo a vitória para o seu chefe de fila, o francês Cyril Després. Faria tinha terminado a etapa com 29 segundos de avanço para o seu chefe-de-fila na KTM Red Bull, Cyril Dèspres, mas depois a organização comunicou que tinha passado em excesso de velocidade numa zona controlada pela organização e penalizou-o em um minuto.

Contudo, Faria partirá amanhã do segundo posto da geral e terá que controlar o avanço dos outros pilotos, nomeadamente o espanhol Marc Coma, que é o terceiro da geral.

Quanto aos outros portugueses nesta etapa, também estiveram em posições de destaque. Paulo Gonçalves terminou em quinto, e Helder Rodrigues foi o 11º, queixando-se do desgaste dos pneus devido ao atraso da sua equipa de assistência em chegar ao local. "Tive que arrancar para a etapa com pneus já demasiado gastos e por isso moderei bastante o andamento, nunca passei dos 155 quilómetros por hora. Consegui gerir a situação da melhor forma poupando o material e por isso estou satisfeito com o 11º lugar que alcancei. É verdade que perdi cinco minutos, mas mantenho a moral em alta porque o Dakar só está ainda a começar e posso recuperar o atraso nas etapas mais longas que aí vêm", afirmou.

Já nos automóveis, os Volkswagen marcaram a sua posição, ao vencer a etapa graças a Carlos Sainz, que conseguiu bater o BMW de Stephane Peterhansel. Outro dos Volkswagens, o de Nasser Al Attyah, foi o terceiro, com um atraso de 2 minutos de 16 segundos sobfe o espanhol. Já outros concorrentes como o Hummer do americano Robby Gordon, esteve aflito devido á sua tracção a duas rodas, péssimo para as classificativas lamacentas de hoje. Já Guerlan Chicherit, que este ano trouxe um Mini para o Dakar, teve problemas nos travões e perdeu mais de uma hora em relação ao lider.

Em relação aos portugueses, o melhor foi Ricardo Leal dos Santos, que acabou a etapa na 21ª posição, perdendo mais de uma hora para Sainz devido a problemas no seu motor logo no quilómetro cinco dos 222 de setor seletivo da 1ª etapa. "Não estamos com sorte mas pensei que o resultado fosse muito pior. Tive de conduzir com muito cuidado. Não podia passar das 1000/1500 rpm pois quando chegava às 2000 rpm o motor entrava em sobreaquecimento. Não fazemos ideia do que possa ter acontecido, mas também não adiantaria nada parar." salientou o piloto de Coimbra no final da especial.

Amanhã a caravana do Dakar encaminha-se para Norte, numa tirada de mais de 700 quilómetros que fará a ligação entre Córdoba e San Miguel de Tucuman, na Argentina.