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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Youtube Video Prank: Como convencer os céticos que o video anterior é verdadeiro...


Isto apareceu por aqui há uns dias. Aparentemente, o Travis Olutski, do Jalopnik, começou a dizer que a "pegadinha" do Jeff Gordon há cerca de um ano, onde eles pregaram um susto de morte a um vendedor de automóveis, era mais um truque que outra coisa. Na realidade, não era, e eles queriam provar a Olutski e aos céticos que tudo o que tinhamos visto era verdadeiro.

E o que fizeram? A mesma coisa, com a mesma pessoa, e fizeram um taxi para que o jornalista em questão caisse na armadilha que nem um patinho. Eis o resultado, gravado em video. Em menos de 24 horas, já teve quase cinco milhões de visualizações...

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Última Hora: ASO decide punir três pilotos no Dakar

Segundo conta o Rodrigo Mattar, no seu blog "A MIl Por Hora", Carlos Sainz, Nasser Al Attiyah e Robby Gordon foram penalizados  pela organização do Rally Dakar em uma hora na etapa de hoje, devido ao facto de não passaram por um dos postos de passagem da etapa, o quinto, mais concretamente.

Para Carlos Sainz, isto foi um golpe ainda mais duro do que o mau dia que teve na estrada, onde perdeu uma hora para Nani Roma e a liderança, caíndo para o sexto posto na geral. Agora, com esta penalização, desce mais três posições, para o nono lugar. Quanto a Nasser al Attiyah, é agora o quinto da geral e Robby Gordon perde o terceiro lugar da etapa, caindo do 19º para o 23º posto da geral.

Amanhã, a caravana do Dakar vai de Tucuman para Salta, onde os automóveis farão 400 quilómetros cronometrados de extensão.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Youtube Dakar Testing: O poder do jipe do Robby Gordon

Neste dia de Natal, coloco aqui um video sobre Robby Gordon, porque o Dakar é daqui a dez dias, em paragens argentinas. E como sempre, o piloto americano gosta de andar com jipes monstros para tentar mostrar que se pode vencer o "rally-raid" mais duro do mundo "à grande e à americana". E colocar o carro no dinamómetro é uma maneira de dizer a concorrência de que é candidato.

Veremos. 

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Dakar 2013 - Dia 13

A penultima etapa do Rali Dakar, já em solo chileno, ligou as localidades de Copiapó e La Serena,  com 441 quilómetros competitivos, foi disputada em velocidade, mas com tudo quase decidido quer em carros, quem nas motos.

Nos automóveis, Robby Gordon demonstrou a sua força, vencendo a etapa com uma diferença de 22 segundos sobre o mini de Guerlain Chicherit. O argentino Orlando Terranova foi o terceiro na etapa, a quatro minutos e 41 segundos, seguido pelo Toyota de Giniel de Villiers, que terminou a oito minutos e oito segundos do vencedor.

Carlos Sousa foi o sétimo classificado na etapa, na frente de do Mini de Stéphane Peterhansel, que já está em gestão, rumo à vitória na geral. 

“O mais importante foi não perder a concentração e poupar nos pisos mais duros. Andámos sistematicamente entre os mais rápidos e foi pena o furo que sofremos já depois da neutralização, porque podíamos ter conseguido uma classificação mais positiva na etapa. Mas estamos satisfeitos, porque até consolidámos o 6º lugar da geral”, afirmou o piloto português.

Na classificação, Peterhansel é o lider e tem agora 44 minutos e 38 segundos de avanço sobre o sul-africano Giniel de Villiers, com Leonid Novitskiy no terceiro posto, a quase hora e meia. Orlando Terranova, acompanhado pelo seu navegador português Paulo Fiúza, são quintos classificados, na frente do Great Wall de Carlos Sousa, que deverá repetir o sexto lugar do ano passado.

Nas motos, a vitória na etapa "ficou em casa" e foi importante que isso acontecesse, porque "Chaleco" Lopez Cotardo conseguiu assim subir ao segundo posto, por troca com Rúben Faria, que se atrasou e ficou nesta etapa a 14 minutos e 27 segundos do piloto chileno. Cyril Després, que já tem a sua quinta vitória nas mãos, acabou a cinco minutos de Lopez Cotardo e ficou com o segundo posto na etapa.

Paulo Gonçalves foi o terceiro na especial, quatro segundos mais lento do que Després, e sobe ao "top ten" no décimo posto, enquanto que Hélder Rodrigues foi o sexto na etapa e permitiu ascender até ao sétimo posto da geral.   


“Foi um dia bastante positivo. Andei bem, cheguei à frente da corrida quando os pilotos que iam à minha frente cometeram um erro na navegação, mas isso também me aconteceu quando falhei uma nota logo a seguir a passar um waypoint. A navegação era muito exigente, mas superei bem todas as dificuldades. Estou satisfeito por saber que estamos três portugueses no Top 10 do Dakar. Somos o único país a ter três pilotos aí. É muito positivo”, referiu hoje, à chegada a La Serena, o piloto da Honda.

Amanhã é a última etapa do Dakar, ligando La Srena e Santiago do Chile, num total de 630 quilómetros, 128 dos quais em especial cronometrada.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Dakar 2013 - Dia 8

A etapa anterior ao dia de descanso, em paragens argentinas, entre Salta e San Miguel de Tucuman, ficou marcado pelas fortes chuvas que se fazem sentir na região, que forçaram a encurtar a etapa, cancelando a primeira parte dela. Assim sendo, a organização decidiu que carros, motos e quads efectuariam uma especial de apenas cento e oitenta e quatro quilómetros para chegarem à meta.

Mas se as motos fizeram essa parte, os automóveis tiveram problemas acrescidos. No segundo controlo da etapa, a partir do quilómetro 88, os concorrentes tiveram dificuldades em atravessar um ribeiro que tinha se alargado com as chuvadas do dia. Apenas cinco carros conseguiram passar, razão mais do que suficiente para que no final, a organização decidisse neutralizar o resto da etapa e dar aos pilotos que não conseguiram passar o mesmo tempo que o de Stephane Peterhansel, o último a passar pelo ribeiro em causa. O vencedor foi Guerlain Chicherit, seguido pelo argentino Orlando Terranova e pelo americano Robby Gordon.

Para concorrentes como Carlos Sousa, esta neutralização foi-lhes providencial, já que o carro teve uma avaria no seu motor que o fazia sobreaquecer mais facilmente do que o esperado. Em circunstâncias normais, o piloto português da Great Wall teria provavelmente perdido muito tempo:

“Tivemos uma avaria no carro e fomos obrigados a parar várias vezes para conseguir baixar a temperatura do motor. Perdemos algum tempo e esperamos agora resolver o problema em definitivo na assistência. Neste momento, desconhecemos ainda quando tempo estaríamos a perder à chegada a CP2. Em todo o caso, parece certo que esta neutralização terá sido providencial”, afirmou, à chegada a Tucuman.

Nas motos, o encurtamento da etapa fez com que os pilotos da frente se entregassem a um duelo fratricida, com o espanhol Joan Barreda Bort a levar a melhor sobre o eslovaco Ivan Jakes, por quase oito minutos (7:57). David Casteu foi o terceiro, e agora é o novo lider da classificação, na frente do português Bianchi Prata. Ruben Faria foi o 33º na etapa, mas mesmo assim, ascendeu ao terceiro lugar na geral, que poderá ser segundo se a organização contabilizar os 15 minutos de penalização a Després, por ter trocado de motor ontem à noite. Hélder Rodrigues acabou a etapa na décima posição e é o 14º da geral.

“Hoje estou um pouco mais tranquilo pois o dia de ontem foi aos limites do stress! O nosso objetivo foi resolver o problema do Cyril e como somos uma grande equipa todos nós trabalhámos com esse objetivo e conseguimos! A recuperação do Cyril hoje fez com que os níveis de confiança voltassem ao normal e foi uma prova de que terão que contar com ele até ao fim deste Dakar, mesmo com a penalização que vai sofrer pela troca do motor.", começou por dizer Rúben Faria.

"Quanto a mim vou continuar a fazer o meu trabalho mas obviamente que não posso deixar de partilhar com todos vocês que o sonho nunca esteve tão próximo… Sei que têm sido dias de ansiedade e expectativa para todos os que me acompanham portanto nada melhor do que partilhar com vocês este resultado. Um grande abraço e Muito Obrigado!”, concluiu o piloto da KTM.

Já Hélder Rodrigues afirma que isto está longe de estar decidido: “Sabia que a etapa de hoje iria ser complicada em termos de navegação e ontem tinha-me resguardado um pouco para hoje poder atacar e melhorar o meu resultado na classificação geral. O facto de ela ter sido encurtada limitou de alguma forma este meu propósito. Agora vamos ter um dia de descanso para preparar a segunda metade de Dakar que ainda está longe de estar decidido”, salientou à chegada a San Miguel de Tucumán o piloto da Honda.

Amanhã, a caravana do Dakar descansa em San Miguel de Tucuman. 

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Dakar 2013 - Dia 5

A etapa de hoje, entre Arequipa, no Peru, e Arica, no Chile, determinou o adeus às pistas peruanas por parte do Rally Dakar, chegando ao Chile e ao deserto do Atacama, a alta altitude, numa etapa extraordinariamente técnica.

Nos automóveis, o vencedor do dia foi Nani Roma, seguido por Stephane Peterhansel, numa dobadinha da Mini nesta etapa. Para o piloto francês, isto significou ganhar tempo - cinco minutos, mais concretamente - a Nasser al Attiyah, que foi sétimo na etapa e agora tem uma diferença de nove minutos e 54 segundos sobre o Mini do piloto francês.

O sul-africano Giniel de Villiers é agora o terceiro na geral, depois de ter sido quarto na etapa, atrás do Hummer de Robby Gordon. Carlos Sainz foi quinto, mas ambos estão muito atrás na classificação geral. Quanto a Carlos Sousa, o português da Great Wall foi o décimo na etapa, fazendo com que se mantivesse na 11ª posição da geral.

“Foi uma etapa sem o grau de dificuldade das anteriores e que exigiu apenas alguns cuidados numa zona mais rochosa do percurso. A especial era muito bonita e guiámos sem problemas, muito concentrados e a um ritmo sempre consistente”, resumiu o piloto português à chegada à Arica.

“Ainda falta muita corrida e mantém-se tudo em aberto, sendo certo que a passagem pelo Atacama, já a partir de amanhã, reserva sempre muitas surpresas… O carro continua sem problemas e acredito que podemos subir mais alguns lugares na geral até ao dia de descanso. Sem loucuras, mas andando sempre de forma consistente”, prometeu.

Nas motos, David Casteu foi o melhor, seguido de Olivier Pain, ambos em Yamaha. A dobradinha foi suficiente para consolidar a liderança a este último, já que Joan Barreda Bort teve problemas e esteve parado por muito tempo na etapa.

Cyril Després foi o terceiro, estando agora na mesma posição na classificação geral, na frente de Ruben Faria, que na etapa foi apenas 13º. Faria ficou atrás de Helder Rodrigues, que foi oitavo na etapa e ascendeu ao 13º posto da geral, na frente de Paulo Gonçalves, que é o 16º. Bianchi Prata teve problemas e atrasou-se na classificação.

“Esta foi uma etapa em que o cenário mudou radicalmente. Foi uma etapa relativamente curta mas com algumas partes bem complicadas. Vim muito tempo atrás do Farres e só na parte final consegui passar para a frente dele e ficar liberto do pó que a sua moto levantava”, salientou Helder Rodrigues à chegada a Arica. 

“Hoje foi mais um bom dia para a equipa e principalmente para mim pois subi mais um pouco na geral. A etapa era dura com muito pó, pedras e algumas passagens de ribeiras. Consegui um bom ritmo desde o início, sempre sem arriscar o que me garantiu não perder muito tempo para os primeiros. Continuo muito bem fisicamente e a minha KTM está cada vez melhor. Amanhã voltam outra vez as dunas, o que significa atenção redobrada na navegação. Muito obrigado aos meus patrocinadores e aos meus fãs”, comentou Ruben Faria no final da etapa.

O Rally Dakar voltará amanhã para uma etapa entre Arica a Calama, no Chile, no total de 767 quilómetros, dos quais 454 serão feitos em especial cronometrada, num regresso às dunas. 

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Dakar 2013 - Dia 4

A etapa de hoje, entre Nazca e Arequipa, ainda em terras peruanas, era considerada pela organização como a "etapa rainha" do Dakar, devido à enorme quantidade de dunas que se apresentavam pelo caminho.

Nos automóveis, o dia foi marcado pelo duelo entre Nasser Al Attiyah e Guerlain Chicherit, com o buggy do qatari a levar o melhor sobre o Mini do piloto francês, por apenas meio minuto de diferença. Foi um duelo a quatro, pois Stephane Peterhansel e Carlos Sainz estiveram envolvidos, até que o piloto espanhol teve problemas e atrasou-se.

Peterhansel pode ter acabado a etapa na terceira posição, mas consolidou a liderança, desta vez com um avanço de cinco minutos sobre Nasser Al-Attiyah. O sul-africano Giniel de Villers, no seu Toyota, consolidou o terceiro lugar da geral, apesar de estar já a mais de meia hora sobre o lider.

Quanto a Carlos Sousa, o piloto português teve um bom dia, acabando a recuperar lugares. Agora, o piloto da Great Wall está na 11ª posição da geral.

Para Carlos Sainz, a etapa foi-lhe problemática. Depois de ontem ter-se queixado de que a organização lhe ter "devolvido" os 21 minutos que a organização lhe tirou na segunda etapa, devido a uma alegada avaria no GPS, e de ter perdido meia hora devido a problemas elétricos no seu "buggy", desta vez, depois de ter estado envolvido na luta pela vitória, ficou parado no quilómetro 147 durante muito tempo, atrasando-se ainda mais na classificação, ficando por agora, fora dos dez primeiros. 

Outro dos azarados de hoje foi Robby Gordon. O americano continua a ser capaz do melhor... e do pior. Depois de ter sido segundo classificado na etapa de ontem, hoje voltou aos azares, ao capotar o enorme Hummer, acabando por ficar de rodas para o ar, à espera que alguém o virasse. Em termos físicos, nada sucedeu à equipa, e quanto a Gordon, foi mais um episódio da sua longa carreira no "off-road" e no Dakar. No final, ele retomou a prova, mas desta vez, acumulou mais quatro horas de atraso em relação à geral.

Nas motos, o grande vencedor do dia foi o espanhol Joan Barreda Bort, a bordo do seu Husqvarna, com oito minutos de avanço sobre o Honda do francês Olivier Pain, que ascendeu ao comando, já que Cyril Després atrasou-se, perdendo 17 minutos e fazendo-o cair para o terceiro lugar da geral.

Quanto aos portugueses, Hélder Rodrigues deu-se bem, com o piloto da Honda sa terminar no quinto lugar na etapa, o que deverá permitir subir alguns lugares na geral, enquanto que Rúben Faria ficou atrás de Rodrigues, no sexto posto, mantendo-se nesse lugar na classificação geral. Paulo Gonçalves foi apenas 18º na etapa e está na 21ª posição da geral.

“O Dakar são quinze dias de corrida com muitos imponderáveis e temos de ser muito calculistas na maneira como o abordamos. O mais importante é não cometer erros, particularmente na navegação. Estou satisfeito por ter conseguido recuperar de forma significativa na etapa de hoje e amanhã tudo farei para melhorar ainda mais a minha classificação”, salientou Hélder Rodrigues, à chegada a Arequipa.

Ruben Faria, mais eufórico, comentou: “Isto é o Dakar! Resolvi atacar desde início para me aproximar ao máximo do Cyril pois com o resultado de ontem ele saiu à minha frente e tenho que andar sempre junto dele. Foi uma Etapa com uma navegação difícil principalmente na fase inicial. Muito obrigado aos meus patrocinadores e aos meus fãs por todo o apoio diário. Um abraço especial para vocês”.

A etapa de amanhã levará máquinas e pilotos de Arequipa, no Peru, para Arica, no Chile, no total de 509 quilómetros para carros e 411 para as motos, dos quais 172 quilómetros (para os carros) e 136 km (para as motos) serão em troço cronometrado.  

Youtube Dakar Rally II: O capotamento de Robby Gordon

Robby Gordon, uma vez mais, igual a si mesmo: capaz do melhor e do pior. Depois do segundo lugar na etapa de ontem, o americano, sempre excessivo, capotou na etapa de hoje, entre Nazca e Arequipa, deixando o seu Hummer virado com as rodas no ar e a precisar de assistência.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

O Dakar já começou para Robby Gordon

Que tenhamos uma estranha atração pelos "feios, porcos e maus", isso é verdade. E que Robby Gordon, uma pessoa absolutamente versátil em termos de automobilismo - correu na CART, fez NASCAR e adora os Todo-o-Terreno desde tenra idade, por alturas dos Baja - também é verdade. E o Dakar tornou-se na sua obsessão, tentando ser o primeiro americano a vencer com uma máquina americana. E que máquina, não é? Um Hummer, símbolo de tudo que um jipe não deve ser...

Mas na antevéspera do Dakar, que este ano partirá de Lima, a capital do Peru, Robbie decidiu abrir a boca e dizer o "soundbyte" do dia: “Só vi os carros em fotos, mas da mesma forma que acho que Mini são para senhoras, os buggies são feios. Nota-se que foi o Nasser que desenhou o carro.”, disse.

Para o "tio Robby" dizer isso, recorde-se que os Mini são os favoritos à vitoria, contra o Hummer de Gordon, que ano após ano, tenta vencer com os seus carros reputadamente velozes... mas muito frágeis. Nasser Al-Attiyah foi com o Hummer de Gordon em 2011 e ficou pelo caminho, fazendo fortes criticas à fiabilidade do carro, algo que o americano, ferido no seu orgulho próprio, não gostou.

Para Robby Gordon, o "soundbyte" significa que o Dakar para ele começou há muito tempo... 

sábado, 14 de janeiro de 2012

Dakar 2012 - o penúltimo dia

Esta é a penultima etapa do Dakar de 2012, entre Nazca e Pisco, em terras peruanas. Marcadas pelas dunas, foi a etapa onde Stephane Peterhansel confirmou a sua superioridade, ao vencer a etapa, deixando o segundo melhor, o sul-africano Giniel de Villiers, a oito minutos e 29 segundos, conseguindo também com isso garantir quase de forma decisiva o primeiro lugar da classificação geral. Isto se se tiver em conta que Nani Roma, principal adversário de Peterhansel, foi um dos que perdeu tempo na transposição das dunas e está agora a 42 minutos e 57 segundos do comandante.
Leonid Novitskiy, a doze minutos e 55 segundos, foi o terceiro da geral, enquanto que Carlos Sousa esteve hoje em muito boa forma ao ficar a treze minutos e 39 segundos do melhor tempo e à frente do Toyota de Ezequiel Alvarez e do Mini de Ricardo Leal dos Santos. O piloto português voltou a fazer uma boa prestação num dia que se previa difícil e no qual teve de prestar auxilio a Nani Roma quando este 'atascou' nas dunas. Ele gastou mais quinze minutos e quatro segundos do que Peterhansel e conseguiu ficar à frente de Roma, que perdeu hoje 22 minutos e 57 segundos.

"Foi uma etapa que nos correu muito bem. Conseguimos evitar os grandes 'atascanços' e as nossas paragens foram sempre rápidas. Onde perdemos mais tempo foi na ajuda ao Nani Roma, que estava com o seu MINI numa situação delicada. Tenho pena de não termos conseguido terminar na segunda posição, que seria o nosso melhor resultado de sempre mas, nesta ocasião, a ajuda ao Nani, que estava a lutar pelo segundo lugar à geral, era mais importante", referiu na chegada a Pisco.

Igualmente com um dia para esquecer depois do brilharete de ontem, Robby Gordon perdeu 36 minutos depois de mais uma etapa problemática com alguns 'atascanços', uma 'cambalhota' e um furo à mistura.

Nas motos, este foi o grande dia de Hélder Rodrigues, que a bordo do seu Yamaha, venceu a penúltima etapa do Dakar. O motard português voltou a mostrar a sua boa forma no dia de hoje, vencendo a tirada com 47 segundos de vantagem sobre o francês Cyril Despres, que hoje pode ter dado uma machadada nas aspirações de Marc Coma, pois o motard espanhol teve dificuldades devido a problemas na sua caixa de velocidades e um erro de navegação, fazendo perder o comando para Després, agora com onze minutos e três segundos de vantagem para o seu rival.

"Estou muito contente com esta vitória e com o lugar de pódio na classificação geral. Tenho andado rápido, mas todos os dias acontecem pequenas coisas que me têm impedido de lutar pela vitória nas etapas. Hoje tudo correu bem, andei muito depressa, naveguei bem e sem problemas. No reabastecimento percebi que podia ganhar e lutei para que isso acontecesse", referiu o motard da Yamaha ao chegar a Pisco.

Outro catalão, Jordi Viladoms, foi terceiro hoje, a três minutos do português, enquanto Joan Barreda Port foi o quarto melhor. Paulo Gonçalves ficou com o quinto melhor tempo do dia, perdendo apenas cinco minutos e 46 segundos para o seu compatriota e mostrando uma vez mais a sua competitividade, encontrando-se agora no 24º posto da geral. Já Ruben Faria, companheiro de equipa de Despres, foi nono melhor do dia e encontra-se na 12ª posição da Geral. 

Amanhã é a última etapa do Dakar, a da consagração, entre Pisco e Lima, no total de 29 quilómetros.

Youtube Dakar Classic: O desabafo de Robby Gordon

Robby Gordon é definitivamente um homem para o qual vale a pena ver o Dakar. O seu Hummer é enorme, e é capaz do melhor e do pior, tal como o piloto de 43 anos, que tem uma extensa carreira no automobilismo, e que já guiou todo o tipo de carros, desde a CART até á NASCAR, passando, claro, pelo "rally-raid". E desde há anos que quer ganhar o Dakar, para demonstrar a resistência do "tanque" perante as máquinas europeias e japonesas.

Só que este ano tem uma polémica atrás das suas costas. Na quarta-feira, a organização decidiu desclassificá-lo devido a alegadas irregularidades no seu motor, depois de queixas provenientes da Mini X-Raid, que vieram ao Dakar dispostas a "mamar tudo", ou seja, monopolizar o pódio e dar a vitória ao seu líder, o francês Stephane Peterhansel. Só que Gordon apelou da decisão e enquanto nada se decide, deixaram-no correr. E no final da etapa de hoje, que ganhou com folga, Gordon saiu feliz do carro e disse das boas de Peterhansel e Nani Roma, "american style": "You can kiss my ass!" 

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Dakar 2012 - Dia 10

A 11ª etapa do Rali Dakar, que colocou máquinas e pilotos no Peru, na etapa que ligou Arica, a localidade mais a norte do Chile, a Arequipa, já em terras peruanas. 

E esta foi uma etapa onde Stéphane Peterhansel demonstrou que está cada vez mais perto de vencer o Dakar 2012, já que hoje venceu a 11ª etapa, três minutos e 44 segundos na frente de seu companheiro de equipa, Nani Roma, segundo na tirada e na geral, agora a 22 minutos e 49 segundos do piloto francês Aliás, esta foi um 1-2-3 da Mini, já que Ricardo Leal dos Santos foi o terceiro classificado, a oito minutos e 56 segundos de Peterhansel. 

No final da etapa, o piloto francês explicou como foi o seu dia: "Não andámos nos nossos limites mas também não tivemos quaisquer problemas técnicos ou de navegação. Foi uma boa especial mas não muito divertida por causa do'fesh-fesh'. Não tínhamos muita visibilidade devido ao vento que trazia muito lixo. Neste momento tenho cerca de 20 minutos de vantagem para o Nani, mas temos duas etapas longas e difíceis pela frente. Vamos ver o que acontece. De todas as vezes que venci o Dakar nos carros sempre tive um companheiro de equipa a pressionar-me", referiu. 

Nani Roma deu o seu melhor numa etapa que considerou bastante dura: "Foi uma especial muito exigente mas que acabou por correr bem com um ou outro pequeno percalço. Estou na segunda posição e vou dar o meu melhor nas etapas que restam. Tudo pode acontecer numa prova deste género", declarou. 

Ricardo Leal dos Santos, como já foi dito, foi terceiro na frente do Toyota de Giniel de Villiers, que poderá ascender ao lugar mais baixo do pódio provisório. Este resultado tinha-o deixado bastante feliz, pois assim colocava-o do "top ten" :"Foi das etapas mais difíceis que fiz em Dakars mas também das mais espectaculares. Passámos por um sem número de peripécias mas no final correu tudo bem. Estou muito contente pelo resultado mas sobretudo por já estar no "top ten". Vamos ver se conseguimos subir ainda mais posições nas etapas que faltam", concluiu o piloto português. 

Quem também não teve um dia bom é Carlos Sousa, que perdeu mais de hora e meia devido a uma aterragem mais violenta à saída de uma duna, que danificou a frente do seu Great Wall Haval. Por causa disso, teve de esperar pelo seu companheiro de equipa para que ele prestasse a devida assistência. No final da etapa, tinha baixado para o sétimo posto da geral, embora esteja a meros onze minutos do sexto lugar. 

"Tínhamos percorrido já cerca de uma centena de quilómetros na primeira parte especial quando fomos surpreendidos por uma daquelas dunas cortadas tão típicas do deserto do Sahara. Como vínhamos depressa, já não conseguimos parar a tempo e aterrámos de forma algo violenta com a frente do carro. Encravados entre duas dunas e sem podermos recorrer aos macacos hidráulicos que terão ficados danificados com a força do embate, restou-nos esperar pelo carro do Zhou (Yong) que nos ajudou a retirar o carro daquele local... Perdemos muito tempo, mas pelo menos conseguimos continuar em prova e limitar prejuízos maiores em termos de classificação geral", explicou à chegada a Arequipa. 

Nas motos, depois de ontem a diferença entre os dois primeiros ter caído para meros 21 segundos, Cyril Despres esteve hoje ligeiramente superior e venceu a tirada com um minuto e 39 segundos de vantagem sobre Gérard Farres Guell, também em KTM, ao passo que Marc Coma foi o terceiro, a dois minutos e um segundo. 

Na geral, Despres conseguiu assim voltar a esticar a sua vantagem, dispondo de dois minutos e 22 segundos de avanço sobre Marc Coma. Johnny Aubert foi o quarto mais veloz do dia, logo na frente de Joan Barreda. 

Quanto aos motards lusos, Hélder Rodrigues teve hoje um dia menos positivo ao fazer o nono tempo, a sete minutos e 44 sergundos de Despres, embora tenha mantido o terceiro lugar na geral tanto mais que Jordi Villadoms, que é quarto na geral, apenas lhe ganhou cerca de dois minutos. Na geral, e se dúvidas existissem em relação à luta pelo triunfo, o português está agora a uma hora, oito minutos e 40 segundos. No final da especial o piloto português salientou que "perdi algum tempo na passagem pelo primeiro dos dois rios que havia para atravessar nesta etapa. Depois fiz uma gestão cautelosa do meu andamento, porque esta noite não vamos ter assistência e era importante poupar a moto e os pneus para o dia de manhã". 

Quanto a Paulo Gonçalves, depois da sua penalização de seis horas - por ter recebido assistência exterior -, efetuou o 14º tempo, tendo necessitado de mais dezoito minutos e 35 segundos para cumprir a etapa de hoje. 

A 12ª etapa ligará amanhã Arequipa a Nasca, em terras peruanas, e terá uma extensão de 686 quilómetros, 246 contra o cronómetro.

O desabafo de Nasser Al-Attiyah

O Campeão do Dakar em 2011 já terminou a sua participação na edição de 2012, e não tem muitos elogios a fazer a Robby Gordon e à sua equipa da Hummer. Uma participação atribulada, em que alternou os bons desempenhos com os maus e que terminou esta terça-feira com a correia de distribuição quebrada. E no final,  Nasser Al-Attiyah teve um desabafo: "Nunca mais voltarei a competir pela Hummer nem na equipa de Gordon!", segundo diz o qatari numa frase divulgada pela revista argentina Corsa. 

Robby Gordon, mentor do projeto, já se defendeu e considerou que a culpa não é do Hummer H3 mas sim do piloto, "por pisar em demasia o acelerador". E por ocasião do seu triunfo na nona especial, admitiu que "com esta vitória, demonstrei que o carro pode estar nos lugares de topo. Se ele queria abandonar, não sei o que fazia aqui nestes dias. Fim da história."

A história do seu abandono é contada por um dos concorrentes que o tentou ajudar, o chileno Fernando Leon, que no jornal local La Tercera explicaram porque é que o qatari optou por recusar a ajuda deles e abandonar a competição, ao invés de chegar ao final com o último tempo. "Estávamos na segunda parte [da etapa] e vimo-lo sobre uma duna. Fez-nos sinais e fomos lá ter. Ele é bastante simpático. Assumimos que nos chamou ao levantar a mão, ainda que teríamos lá ido de qualquer forma para saber se podíamos ajudar. Ele disse 'Hello my friend' (olá meu amigo) ao meu pai e o seu navegador, o espanhol Lucas Cruz, também me conhece", começou por dizer. 

"Ele mostrou-nos que estava com a correia de distribuição partida e estavam a repará-la com tiras de plástico. Nós oferecemos a nossa correia de substituição que tínhamos, a não era exatamente igual, mas era muito semelhante com algo como dois centímetros de diferença. Oferecemo-nos para mudá-la, já que os tensores cedem e poderia servir, mas não quis. Disse que vinha o camião mais atrás, mas creio que estava há muito tempo ali parado, pelo que reparar, seguir e chegar em último lugar não era o seu objetivo", acrescentou.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Dakar 2012 - Dia 9

O Dakar de hoje pode ter chegado a um momento decisivo em termos de vitória, pois no último dia em que motos, carros e camiões competem em solo chileno, não só Nani Roma venceu a etapa, como o seu companheiro da Mini, Stephane Peterhansel consolidou a sua liderança. Para melhorar as coisas, os organizadores decidiram desclassificar o Hummer de Robby Gordon devido a irregularidades técnicas detetadas no seu motor. Contudo, o piloto americano apresentou recurso e até que saia o resultado, Gordon continua em prova, mas hoje teve uma paragem e desceu à terceira posição da geral.

Numa dura etapa típica de Dakar, o português Carlos Sousa subiu hoje à sexta posição da geral, embora tenha hoje perdido 43 minutos para Nani Roma, 15 dos quais devido a um erro de navegação. Mas esta foi uma etapa marcada pela paragem do polaco Krysztof Holowzcic, que a meio da etapa já tinha caído para a sétima posição não surgindo sequer na classificação até este momento. "É um resultado fantástico e que tudo faremos para segurar até final. Mas faltam ainda cinco dias e nesta altura da prova as mecânicas já se começam a ressentir e qualquer pequeno problema pode resultar num grande atraso", avisou.

Ricardo Leal dos Santos, o outro português nos lugares da frente, foi hoje o melhor português em prova, ao obter o sexto tempo na etapa subindo ao 11º lugar (provisório) da geral. "Correu tudo bem até á zona das dunas. Aí, para evitar um motard, o nosso Mini ficou preso na areia. Quando utilizávamos o macaco hidráulico para sair dessa situação, ele rebentou e com isso os circuitos de óleo ficaram danificados. Conseguimos subir o macaco, mas tivemos de fazer 130 km sem direcção assistida, o que foi complicado nalgumas zonas", referiu Ricardo Leal dos Santos à chegada a Arica.

Nas motos, a luta entre Cyril Després e Marc Coma está verdadeiramente ao rubro neste Dakar, com o piloto espanhol a ganhar hoje mais dois minutos e 17 segundos ao seu rival e a reduzir a vantagem do francês para escassos... 21 segundos! Após dez etapas num rally-raid tão duro como o Dakar, é obra! 

O dia de hoje fica marcado pela primeira vitória do jovem espanhol Joan Barreda Bort, que confirmou o seu potencial aos comandos da Husqvarna oficial, tendo deixado Coma a um minuto e 32 segudos, e Despres a três minutos e 39 segundos. Quanto a Hélder Rodrigues, esteve novamente em bom plano, terminando com o quarto registo do dia, a quatro minutos e 41 segundos de Barreda. No final da especial o piloto português salientou que "fiz a etapa quase sempre sozinho. De início o Paulo apanhou-me e veio atrás de mim mas depois atrasou-se. Ontem mudámos o motor mas tudo correu bem e estamos firmes no terceiro lugar. Amanhã vai ser um dia complicado já que será a primeira parte duma etapa maratona, o que nos vai impedir de ter assistência. Serei por isso eu a fazer a revisão à moto no final da etapa". 

Contudo, é provável que Hélder Rodrigues também opte por mudar o motor da sua Yamaha, o que poderá acrescentar 15 minutos ao seu tempo no final do dia (e foi por causa dessas penalizações que venceu a etapa de ontem). Isto não trará grandes alterações à prova do piloto português, que manterá o terceiro lugar da geral com uma vantagem confortável sobre o quarto, o espanhol Jordi Viladoms. 

Quem se atrasou bastante foi Paulo Gonçalves, que hoje perdeu mais de 19 minutos para o vencedor, sendo provável que mantenha o sétimo lugar da geral para o qual se viu relegado após ter ontem trocado o motor. 

Amanhã, a 11ª etapa do Dakar sai do Chile e entra no Peru, levando os concorrentes de Arica até Arequipa, num percurso total de 598 quilómetros, que inclui uma especial cronometrada de 478 quilómetros em pistas inéditas neste rali.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Dakar 2012 - Dia 5

A quinta etapa do Rali Dakar, que ligou as localidades argentinas de Chilecito e Fiambalá, no total de 246 quilómetros, 177 dos quais em etapa especial, foi disputada debaixo de chuva forte, que fez estragos no percurso, ao pontos de encurtar a etapa em cerca de 80 quilómetros. Mas por outro lado, fez baixar as temperaturas, que andavam muito altas nos últimos dias. 

Esta foi uma etapa onde os Mini foram os melhores e onde, primando pela regularidade, o polaco Kryzstof Holowczyk conseguiu arrebatar o primeiro tempo na especial de hoje, ficando na frente do Hummer de Robby Gordon por pouco mais de um minuto. Este voltou a mostrar que o Hummer consegue ser bastante competitivo quando tudo corre bem, mas por outro lado, o qatari Nasser Al-Attiyah, vencedor do Dakar de 2011, não terá muitas razões de satisfação com a fiabilidade do seu automóvel na especial de hoje.

Attyah, que estava a circular entre os mais rápidos, acabou por ver um dos tubos do sistema de refrigeração romper-se, perdendo mais de 23 minutos no processo de reparação e a cair na classificação geral. Na terceira posição do troço ficou Stéphane Peterhansel, com o francês da Mini a ficar a três minutos e 52 segundos do vencedor, logo na frente dos Mini de Nani Roma, Leonid Novitskiy e Ricardo Leal dos Santos, perfazendo assim o total de cinco Mini entre os seis primeiros. 

"Viemos ao ataque, mas um ataque moderado. A etapa correu bem, mas o facto de o nosso carro transportar mais 150 quilos que os outros, repercutiu-se nalgumas zonas, particularmente nas subidas. Podia ter feito melhor, mas agora a minha meta aponta para terminar a prova no Top 10. Vai demorar alguns dias, mas estou certo de que lá vamos chegar", referiu Ricardo Leal dos Santos à chegada ao final do setor seletivo. 

Carlos Sousa voltou a rubricar uma boa prestação com o seu Great Wall e terminou a etapa em sétimo, atrás de Leal dos Santos. "Já tinha feito esta etapa em 2010 e na altura foi tudo muito mais complicado. Felizmente, não apanhámos tanto calor hoje como nos últimos dias e mesmo a passagem pelas dunas acabou por revelar-se tranquila, mesmo se também decidi rodar com algumas cautelas - às vezes até demais -, para não deixar aquecer muito o carro, até em face dos problemas já experimentados pelo Zhou Young nos primeiros dias", revelou o piloto português à chegada a Fiambalá. 

Na classificação geral, Peterhansel mantém o comando, com quatro minutos e 18 segundos de vantagem sobre Holowczyk e dez minutos e 39 segundos sobre Nani Roma, que é terceiro. Robby Gordon é quarto no seu Hummer, a 13 minutos e 32 segundos, logo à frente do Toyota de Giniel de Villiers e o Mini de Leonid Novistkiy. Com o azar de Al-Attiyah, Carlos Sousa subiu agora para o sétimo posto, a 40 minutos e 55 segundos da liderança. Já Ricardo Leal dos Santos, no seu Mini com mais uma boa prestação nesta etapa, deu mais um salto na geral e agora está na 20ª posição. 

Nas motos, a etapa de hoje ficou marcada por nova vitória de Cyril Després sobre Marc Coma, e dessa forma o piloto francês aumentou a sua liderança do Dakar em mais um minuto e 41 segndos, passando a deter agora uma margem de nove minutos e 51 segundos sobre o "motard" espanhol. Esta foi uma etapa onde o francês beneficiou do facto de partir atrás de Marc Coma o que contribuiu para que o voltasse a vencer. Esta luta entre Després e Coma está a cavar um enorme fosso para todos os outros concorrentes, com os pilotos mais perto em termos de classificação geral a terem um dia abaixo das suas possibilidades. 

Hélder Rodrigues, por exemplo, mantém o terceiro lugar da geral, mas foi apenas 14º na tirada de hoje, perdendo 21 minutos e oito segundos para Després. Na geral, está agora a 47 minutos e seis segundos de Després. No quarto posto permanece Francisco "Chaleco" Lopez, que recuperou sensivelmente dois minutos ao piloto luso. Paulo Gonçalves foi décimo na etapa e subiu ao quinto posto da geral. O melhor motard luso foi hoje Rúben Faria, que acabou na sétima posição, depois de ter andado toda a etapa a lutar pelo terceiro posto. Nada mau para quem tem uma entorse no polegar da mão direita... com isto, subiu quase uma dezena de posições na classificação geral. 

Amanhã, máquinas e pilotos sairão da Argentina e entrarão em terras chilenas, numa etapa que ligará Fiambalá e Copiapó, num total de 394 quilómetros, 153 dos quais em classificativa especial cronometrada.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Dakar 2012 - Dia 4

O dia 4 do Rali Dakar de 2012 levou máquinas e pilotos de San Juan a Chilecito, ainda em paragens argentinas, numa especial de 426 quilómetros, 326 dos quais em especial cronometrada. E nos automóveis, o melhor do dia foi Stephane Peterhansel, que a bordo do seu Mini, conseguiu bater o argentino Orlando Terranova por cinco minutos e 19 segundos, e assim aproveitou para voltar a assumir a liderança. 

Contudo, à chegada a Chilecito, Peterhansel parecia desejar o contrário: "Procurámos não correr riscos para não sermos surpreendidos e mantivemos um andamento constante do início ao fim. O MINI All4 Racing teve um excelente desempenho. Esta estratégia deu os seus frutos, no entanto em termos táticos preferia não ter vencido pois isso obriga-me a sair na frente amanhã, mas pelos vistos os meus adversários cometeram demasiados erros. Apesar de tudo estamos satisfeitos por regressar ao comando da prova, pese embora tenhamos consciência que há muito Dakar pela frente", afirmou. 

De facto, a etapa foi marcada pelas cautelas e atrasos de alguns concorrentes, como os Hummer de Nasser Al-Attiyah, que ficou atascado a 40 quilómetros da final da especial, e de Robby Gordon, que o foi assistir. Giniel de Villiers foi terceiro, no seu Toyota Overdrive, seguido dos Minis de Nani Roma e Krzysztof Holowczyc, com este a chegar a dez minutos e 51 segundos do vencedor, perdendo assim a liderança.

Em grande destaque esteve Carlos Sousa, que conseguiu levar o seu Great Wall Haval ao sexto posto da etapa, e subiu ao oitavo posto da classificação geral, a mais de meia hora de Peterhansel... e a um segundo de Nasser Al-Attiyah, que está à sua frente. "Foi uma etapa bastante exigente e particularmente dura na sua fase inicial, onde preferi jogar pelo seguro para evitar furar, algo que tem sido recorrente nos dois últimos dias. Após alcançarmos um topo a quase 3.500m de altitude, fomos aumentando gradualmente o ritmo e acabámos por fazer aquela que é, para já, a nossa melhor etapa neste Dakar, após os pequenos contratempos sofridos nos últimos dias", resumiu o piloto português. 

Já nas motos, Marc Coma foi o melhor ao longo do dia de hoje, batendo Cyril Despres por dois minutos e dois segundos e conseguiu aproximar-se mais um pouco da primeira posição da geral, ocupada pelo piloto francês da KTM. Quanto aos motards portugueses, Hélder Rodrigues, no seu Yamaha, terminou esta classificativa na quarta posição, a nove minutos e um segundo do líder, e atrás do holandês Frans Verhoeven, na sua Sherco, embora não muito longe deste. 

Em muito bom plano também esteve Paulo Gonçalves, que na sua Husqvarna adotou um ritmo forte na segunda metade da especial e terminou na quinta posição, a onze minutos e 18 segundos de Coma, e à frente do chilemno Francisco 'Chaleco' Lopez. Ruben Faria, ainda com dores resultantes da sua queda no dia de ontem, não cortou a linha de meta até ao momento, tendo passado no CP6 a perder mais de 23 minutos, esperando-se ainda a chegada de Pedro Bianchi Prata. 

Na geral, Despres mantém o comando, com oito munutos e dez segundos de avanço sobre Coma, ao passo que Heldér Rodrigues já ascendeu ao terceiro lugar da prova, a 26 minutos e 48 segundos, tendo tirado partido das dificuldades sentidas hoje por David Casteu e, também, por Francisco 'Chaleco' Lopez, com o chileno a perder mais algum tempo e a cair para o quarto lugar na geral, a 29 minutos e 50 segundos, enquanto que Casteu está a 30 minutos e 37 segundos do líder. Paulo Gonçalves surge na sexta posição, a 35 miniutos e 16 segundos, logo na frente do holandês Frans Verhoeven. 

Entretanto, em Córdoba, os médicos afirmam que Sebastien Coué, o motard que foi socorrido na segunda feira devido a hipertermia, já saiu do coma e começa a falar com os médicos e a imprensa sobre o que aconteceu, do qual não tem qualquer memoria. "Não me lembro de nada", disse aos médicos, quando acordou do coma. "Não sabemos quanto tempo esteve ao sol, mas sabemos que na zona de Nihuil a temperatura deve ter atingido um máximo de 50 graus e é certo que o piloto esteve muito tempo ao sol, pois foram as altíssimas temperaturas que o colocaram no estado em que ficou. Está a recuperar, e ficou preocupado com a sua mãe.", revelou o médico que o assiste neste momento. 

Amanhã, o Dakar continua, na última etapa em terras argentinas, de Chilecito a Fiambala, no total de 246 quilómetros, 177 dos quais em secção especial cronometrada.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Youtube Dakar: Hummer só pode ser ajudado por... outro Hummer


A etapa de ontem do Rali Dakar ficou marcado pelo atraso que o vencedor da última edição deste rali, Nasser Al -Attiyah, teve em relação ao resto do pelotão devido aos problemas que teve no seu monstruoso Hummer H3. E para sair do atasco em que estava, nada como chamar... o seu companheiro de equipa, Robby Gordon, pois só um Hummer pode rebocar outro Hummer!

Como já sabem agora, hoje o piloto qatari recupreou bastante desse atraso, vencendo a etapa e está agora na terceira posição da geral, não muito longe do Mini All4 de Stephane Peterhansel. Vamos a ver ao longo deste rali se este reboque foi uma excepção ou outra coisa mais...

Dakar 2012 - Dia 2

A segunda etapa do Rali Dakar, que levou os pilotos a irem de Santa Rosa de la Pampa a San Rafael, no total de 487 quilómetros, 295 dos quais em especial, ficou marcado pela recuperação de Nasser Al-Attiyah, que venceu a etapa no seu Hummer, e pela consolidação da liderança por parte de Stephane Peterhansel, que está com dois minutos e 28 segundos de vantagem sobre o segundo classificado, Robby Gordon, no seu Hummer. 

Partindo do 12º posto esta manhã, o piloto qatari, que corre este ano de Hummer, tirou partido dessa situação, e numa etapa muito rápida impôs o seu carro, recuperando assim preciosos minutos de modo a não perder tão cedo o comboio da frente. Robby Gordon foi terceiro, a dois minutos e 42 segundos do seu companheiro de equipa, sobrepondo-se aos Mini All4 Racing do polaco Krzysztof Holowczyc e do espanhol Nani Roma. O sul-africano Giniel de Villiers, no seu Toyota Overdrive foi sexto na etapa, enquanto Ricardo Leal dos Santos, no terceiro Mini All4, foi nono classificado. Carlos Sousa teve desta feita mais dificuldades, e levou o seu Great Wall à 11ª posição nesta etapa, estando agora na mesma posição na geral. 

Assim sendo, com Stéphane Peterhansel a ser o novo líder do Dakar nos autos, com dois minutos e 28 segundos de vantagem para o Hummer de Robby Gordon. O polaco Krzysztof Holowczyc caiu para terceiro, na frente do Toyota de Giniel de Villiers, a 3 minutos e 49 segundos do novo líder. Nani Roma é quinto, na frente de Nasser al Attiyah. O vencedor da etapa de ontem, o russo Leonid Novitskiy, no seu Mini, caiu para o oitavo posto, pois como foi o primeiro na estrada não tinha qualquer referência a seguir e perdeu muito tempo. Ricardo Leal dos Santos é agora o melhor nacional, já que é nono classificado, a 14 minutos e 14 segundos do seu colega de equipa, enquanto Carlos Sousa caiu para a 11ª posição da geral, a 17 minutos e sete segundos de Peterhansel. 

Já nas motos, o grande vencedor de hoje foi o espanhol Marc Coma, que conseguiu bater o seu grande adversário, o francês Cyril Després por um minuto e 18 segundos. O terceiro lugar ficou para o espanhol Joan Barreda, num Husqvarna, já a uns distantes dois minutos e 33 segundos do seu compatriota. O anterior líder da prova, o chileno "Chaleco" Lopez, acabou hoje na quarta posição, onze segundos atrás. 

Quanto aos portugueses, este foi uma etapa modesta. Hélder Rodrigues foi hoje o melhor português nas motos, ao obter a 12ª posição, imediatamente na frente do Husqvarna de Paulo Gonçalves. O piloto da Yamaha perdeu 11 minutos e um segundo para o vencedor da tirada, enquanto o homem da Husqvarna cedeu 12 minutos e meio. Já Ruben Faria esteve parado logo na fase inicial da etapa - suspeitou-se que para esperar por Cyril Després, embora esta seja uma informação que só o piloto poderá confirmar posteriormente - e perdeu 13 minutos e 36 segundos para Coma. 

Desta forma, após a etapa de hoje, Marc Coma é o novo líder da prova, agora com dois minutos e meio de avanço para "Chaleco" Lopez. Cyril Després passou agora para o terceiro lugar da geral, a dois minutos e 52 segundos do espanhol, com os portugueses fora do "top 10", já a mais de uma dúzia de minutos do líder. Quem teve problemas foi Pedro Bianchi Prata, que acabou na 57ª posição na tirada de hoje.

Máquinas e pilotos agora preparam-se agora para a terceira etapa do Dakar, que liga San Rafael a San Juan, em paragens argentinas, num total de 499 quilómetros, 209 dos quais em paragens cronometradas.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Dakar 2011 - O mau dia de Robby Gordon



O dia de hoje no Dakar 2011 foi marcado pelo abandono de Robby Gordon, no seu Hummer. O motor do monstro americano explodiu na especial de ligação no inicio da etapa, e teve de ser empurrado para a estrada com a ajuda dos habitantes locais... e de um Fiat 147. Laranja, para ser mais exacto.

Apesar de se lamentar a desistência de tal objecto, e dos estragos que faria nas dunas chilenas, confesso que o Gordon ao volante de tal carro, mais pequeno e muito menos potente, me fez sorrir...

P.S: O Pedro Soares Lourenço, que tem o blog Dakar Portugal, avisou-me que afinal, o Robby Gordon continua no Dakar, mas foi fortemente penalizado pela organização. Resta saber se continua só para dar espectáculo ou arruma as malas e vê o resto dos bastidores.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Dakar 2011 - O primeiro dia

Apesar dos concorrentes terem desfilado em Buenos Aires no Sábado, a etapa a doer foi hoje, entre as cidades de Victória e Córdoba, numa etapa onde a chuva fez das suas, alagando o percurso em algumas partes e dificultando a vida dos concorrentes, especialmente nos carros. Mas para os portugueses, este foi um dia especial, porque por algumas horas, o KTM de Ruben Faria foi o melhor nas motos, mas depois foi penalizado em um minuto, perdendo a vitória para o seu chefe de fila, o francês Cyril Després. Faria tinha terminado a etapa com 29 segundos de avanço para o seu chefe-de-fila na KTM Red Bull, Cyril Dèspres, mas depois a organização comunicou que tinha passado em excesso de velocidade numa zona controlada pela organização e penalizou-o em um minuto.

Contudo, Faria partirá amanhã do segundo posto da geral e terá que controlar o avanço dos outros pilotos, nomeadamente o espanhol Marc Coma, que é o terceiro da geral.

Quanto aos outros portugueses nesta etapa, também estiveram em posições de destaque. Paulo Gonçalves terminou em quinto, e Helder Rodrigues foi o 11º, queixando-se do desgaste dos pneus devido ao atraso da sua equipa de assistência em chegar ao local. "Tive que arrancar para a etapa com pneus já demasiado gastos e por isso moderei bastante o andamento, nunca passei dos 155 quilómetros por hora. Consegui gerir a situação da melhor forma poupando o material e por isso estou satisfeito com o 11º lugar que alcancei. É verdade que perdi cinco minutos, mas mantenho a moral em alta porque o Dakar só está ainda a começar e posso recuperar o atraso nas etapas mais longas que aí vêm", afirmou.

Já nos automóveis, os Volkswagen marcaram a sua posição, ao vencer a etapa graças a Carlos Sainz, que conseguiu bater o BMW de Stephane Peterhansel. Outro dos Volkswagens, o de Nasser Al Attyah, foi o terceiro, com um atraso de 2 minutos de 16 segundos sobfe o espanhol. Já outros concorrentes como o Hummer do americano Robby Gordon, esteve aflito devido á sua tracção a duas rodas, péssimo para as classificativas lamacentas de hoje. Já Guerlan Chicherit, que este ano trouxe um Mini para o Dakar, teve problemas nos travões e perdeu mais de uma hora em relação ao lider.

Em relação aos portugueses, o melhor foi Ricardo Leal dos Santos, que acabou a etapa na 21ª posição, perdendo mais de uma hora para Sainz devido a problemas no seu motor logo no quilómetro cinco dos 222 de setor seletivo da 1ª etapa. "Não estamos com sorte mas pensei que o resultado fosse muito pior. Tive de conduzir com muito cuidado. Não podia passar das 1000/1500 rpm pois quando chegava às 2000 rpm o motor entrava em sobreaquecimento. Não fazemos ideia do que possa ter acontecido, mas também não adiantaria nada parar." salientou o piloto de Coimbra no final da especial.

Amanhã a caravana do Dakar encaminha-se para Norte, numa tirada de mais de 700 quilómetros que fará a ligação entre Córdoba e San Miguel de Tucuman, na Argentina.