Mostrar mensagens com a etiqueta Sainz. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sainz. Mostrar todas as mensagens

sábado, 22 de novembro de 2025

As imagens do dia






Há 30 anos, nas estradas britânicas, os locais vibravam com a chegada de Colin McRae, a bordo do seu Subaru Impreza. E todos comemoravam com razão: o piloto mais carismático do WRC tinha alcançado o seu título mundial, depois de um duelo bem competitivo com Carlos Sainz Sr., e depois de um escândalo, onde a Toyota fez batota com as suas entradas de ar, que valeu uma exclusão por parte da FIA.

Foi um campeonato onde, na realidade, foi uma luta a dois dentro da Subaru, com a Toyota e a Ford a espreitar. E nessa temporada, McRae começou o ano a acabar mal e acabou o ano a conseguir tudo, sem sem abdicar da velocidade, do risco e dos acidentes que deram-lhe o apelido de "Colin McCrash".

E em Monte Carlo, apesar de ter começado bem, McRae despistou-se no segundo dia, acabando na valeta. A sorte dele é que foi a baixa velocidade, mas perdeu dois minutos até voltar à estrada. Voltou ao mesmo ritmo, mas em Sisteron, uma das míticas especiais do rali, novo despiste acabou prematuramente o seu rali.

Carlos Sainz Sr, mais cuidadoso, também não evitava as armadilhas de um asfalto que, ora nevava, ora tinha gelo, por muito cuidadoso que fosse. Mas não teve estragos definitivos, e acabou por ganhar, saindo de Monte Carlo com o primeiro lider do campeonato. 

Na Suécia, o mal foi repartido pelas aldeias, porque os dois não chegaram ao final e o melhor foi o veterano Kenneth Erikson, no seu Mitsubishi Lancer Evo III. Mas em Portugal, a história foi outra, com o espanhol a ganhar e o escocês em terceiro, com Kankkunen em segundo. Na Córsega, em asfalto, os Subaru andaram discretos, acabando o rali, é certo, mas Didier Auriol foi o melhor no seu Celica já datado, seguido pelo seu compatriota Francois Delecour.

A meio da temporada, Sainz Sr. liderava com algum conforto, e McRae parecia ver as suas chances de título cada vez mais diminuídas. Então, de repente, as coisas mudam: Sainz Sr. tem um acidente de bicicleta, magoando-se seriamente no ombro, e não podendo correr o rali da Nova Zelândia. Claro, McRae aproveita a ocasião para ganhar sem problemas. E na Austrália, com o espanhol de volta, ele não chega ao fim por causa de um radiador furado e McRae, apesar de um "close call" contra uma árvore, levou o carro até à meta para ser segundo, 19 segundos atrás de Kenneth Eriksson, o vencedor... que não corria a tempo inteiro.     

Quando o WRC chegou à Catalunha, Sainz Sr, que tinha perdido a liderança para Juha Kankkunen - 62 pontos do finlandês contra 50 do espanhol, que era... quarto, atrás de McRae, com 55 e Auriol, com 51 - queria partir ao ataque, especialmente contra o Toyota de Juha Kankkunen, que também tinha uma palavra a dizer. Sainz atacou e ficou na frente de McRae, com "KKK" a liderar, e na Prodrive, as ordens eram para ir atrás dele, mesmo com Auriol à espreita. Era um duelo Subaru-Toyota. Mas depois, o desastre aconteceu: Kankkunen desiste no segundo dia, deixando Sainz Sr. na liderança, e na Prodrive, as ordens era de manter a ordem. Mas McRae, que agora podia chegar à liderança do campeonato, não queria saber, e a quatro especiais do final, passou o piloto espanhol. Para ele, que desconfiava de um favorecimento na equipa, ficou com certezas - ele foi-se embora em 1996.

McRae ganhou o rali, consolidou a liderança, e para os pilotos chegavam o RAC igualados no topo: o melhor era o campeão. Mas antes de chegar ao RAC, o escândalo rebentava: a FIA descobre que os turbos dos Toyotas Celicas tinham sido modificados de forma ilegal e foram excluídos do Mundial, com os pilotos a serem desclassificados, e tudo isso com efeito imediato. 

O rali foi uma provação para McRae. Sempre rápido e impulsivo, furou no primeiro dia, perdendo dois minutos para os da frente. Mas isso só aumentou a sua motivação para ganhar, e conseguiu reduzir essa diferença quando no final do segundo dia... bateu numa pedra e danificou a suspensão!

Mas se acham que ele iria abrandar, esqueçam. O escocês guiou normalmente - ou seja, como um piloto possesso - e voltou a reduzir a diferença ao longo do terceiro dia do rali, ao ponto de apanhar Sainz Sr na última especial desse dia. Com o objetivo alcançado, e com o Mitsubishi de Tommi Makinen a desistir, por acidente, McRae manteve o seu ritmo alucinado para acabar como vencedor do rali, e claro, campeão do mundo WRC. O primeiro pela Prodrive, e o primeiro pela Subaru. E ainda por cima, o piloto mais acarinhado pelo público, que sempre gostou de pilotos espetaculares. 

E para melhorar as coisas, a Subaru também levou o título de Construtores, o seu primeiro. Quem poderia imaginar um final de sonho destes? Creio que nem David Richards, o homem por trás da Prodrive. Mas há 30 anos, este foi certamente dos melhores dias da sua vida profissional.

Para finalizar, algo interessante: foi também há 30 anos que Rui Madeira se tornou no primeiro português campeão do mundo no Grupo N, a classe de Produção que existia no Mundial, num Mitsubishi Lancer Evo II, e fechando o campeonato com um sétimo lugar à geral no Rali RAC, batendo o argentino Jorge Recalde por 29 pontos.   

quarta-feira, 25 de junho de 2025

Noticias: Carlos Sainz desiste de uma candidatura à FIA


O espanhol Carlos Sainz se colocou de fora de uma candidatura à presidência da FIA. Numa carta pessoal, publicada hoje no seu sitio oficial, o piloto de 62 anos entendeu que quer manter-se competitivo ao mais alto nível e considera que uma eventual candidatura obrigaria a sacrificar essa dedicação. Para além disso, ele também explica que, apesar de ter trabalhado intensamente nos últimos meses para compreender as exigências do cargo, as condições atuais - incluindo regras mais rígidas e prazos antecipados, feitos durante a presidência de Mohamed Ben Sulayem - não são as ideais para avançar com um projeto tão ambicioso.

"Trabalhei intensamente nestes últimos meses para compreender a fundo a situação da FIA, as exigências e as complexidades que traz um projeto importante [como este]. Após uma profunda reflexão, cheguei à conclusão que as circunstâncias atuais não são as ideais para assentar as bases da minha candidatura", começou por afirmar. 

"Para além disso, apresentar-me a esta candidatura significaria ter de comprometer o meu compromisso com a Ford na minha preparação para o Dakar. Assim sendo, a minha situação leva a ser realista e desistir por agora desse projeto da FIA", continuou.

O espanhol, no entanto, não fecha a porta a uma futura liderança da Federação Internacional do Automóvel. “A minha paixão por servir e liderar no mundo do desporto automóvel mantém-se. Acredito que a FIA precisa de mudanças profundas e continuarei a acompanhar os próximos desenvolvimentos com atenção. Continuarei a lutar pelas minhas metas presentes e futuras, sempre com o mesmo compromisso com o desporto e com a mobilidade.”, concluiu.


Bicampeão de ralis pela Toyota, em 1990 e 1992, e pentacampeão do Dakar, em 2008 e 2010, pela Volkswagen, em 2018, pela Peugeot, em 2020, pela Mini, e em 2024, pela Audi, Sainz Sr tornou-se numa das lendas quer dos ralis, quer do rally-raid, especialmente do Dakar, independentemente de ter corrido em África, América do Sul e Arábia Saudita. 

quarta-feira, 7 de maio de 2025

Rumor do Dia: Carlos Sainz poderá avançar para a presidência da FIA?


No ano em que se sabe que acontecerá uma eleição para a presidência da FIA, surgiram rumores de que Carlos Sainz poderá se candidatar para o lugar de Mohammed Ben Sulayem. Atualmente com 63 anos e pai de Carlos Sainz Jr, piloto da Williams, o bicampeão do mundo de ralis, a atualmente piloto de Dakar, desde há pouco tempo que está a ser abordado por algumas figuras influentes para fazer concorrência ao atual presidente, que se candidata a novo mandato. Por agora, são pessoas que pedem que ele considere a hipótese, mas ainda não há nada definido.

Com Ben Sulayem a passar por um mandato controverso desde que ele se elegeu, em 2021, em sucessão ao francês Jean Todt, mas tem tido controvérsias com pilotos da Formula 1 e do WRC por causa do "caso dos palavrões", e com várias saídas de figuras importantes da FIA, como Robert Reid, um dos vice-presidentes (para o desporto), que o acusou de falta de transparência e centralização de poder. Por causa disso, para além destas movimentações para arranjar um candidato contra ele, o facto dos pilotos o menosprezarem no paddock da Formula 1 - é nítida a hostilidade entre ele e Max Verstappen, por exemplo - mostra que há cada vez mais gente que o quer substituído por outro.

Contudo, não será fácil. Esta federação não é onde os seus dirigentes são escolhidos por pessoas, mas sim por federações, e cada um tem um voto. Mas muitos países tem duas federações, (uma de automóveis de Turismo e outra de automobilismo), e cada um deles poderá votar por outro, logo, terá de trabalhar imenso para conseguir o que pretende.    

A próxima eleição para a presidência da FIA será no final deste ano, mas ainda sem data oficial determinada.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2024

A(s) image(ns) do dia






"Hemos sufrido, hemos luchado pero sobre todo, hemos disfrutado. 

¡Qué gran sensación cruzar la meta y poder celebrar con todos aquellos que lo han hecho posible! Gracias de corazón."

(Sofremos, lutamos, mas sobretudo, disfrutamos.

Que grande sensação é cruzar a meta e poder celebrar com todos aqueles que fizeram este momento possível! Muito obrigado, do fundo do coração.)

Estas foram as palavras de Carlos Sainz na sua conta de Twitter (agora X) depois de ter cruzado a meta depois de ganhar o Dakar de 2024, a bordo do seu Audi híbrido. E de uma certa forma - não creio que tenha feito isso - mas até tem um sentido de vingança depois de um dos seus rivais, o qatari Nasser Al Attiyah, ter dito que duvidava que os Audi passassem da quarta etapa... curiosamente, foi ele que ficou cedo pelo caminho.

E ele, aos 61 anos - comemorará os 62 no próximo dia 12 de abril - torna-se no piloto mais velho a ganhar uma corrida sancionada pela FIA, e logo o seu quarto Dakar, mais de 30 anos depois de conseguir o seu bicampeonato do Mundo de ralis, ambos num Toyota Celica. E por momentos, os holofotes são desviados do seu filho, que estava na meta a celebrar o triunfo de "El Matador", seu pai. 

Sempre gostei de Sainz Sr. Há quase 40 anos, no vale do Jamor, na primeira especial do rali de Portugal e 1987, um Ford Sierra Cosworth com as cores da Marlboro España deslumbrava e dava cabo da concorrência dos Lancia, que começava o seu domínio no WRC, com os seus Deltas de Grupo A. Foi mais um espectáculo, mas era um aviso a aquilo que iria fazer. Três anos depois, num Toyota Celica de Grupo A, comemorava o primeiro dos seus dois títulos, e a Espanha tinha alguém para celebrar e colocar o seu país nas bocas do mundo. 

E ao longo dos anos, ele não desiludiu. Mesmo quando ele teve a mais cruel das derrotas, em 1998, com o motor a explodir a 300 metros da meta, na última especial, quando tinha tudo para alcançar o terceiro título mundial, também pela Toyota. E quase 20 anos depois do último rali do WRC, e a sua transição bem sucedida para o Todo o Terreno, e as vitórias no Dakar. E claro, a ascensão do seu filho aos monolugares, até à Formula 1, onde é piloto da Ferrari. 

Aliás, ele disse que estava orgulhoso do feito do seu pai. 

“2024 começou bem e agora temos de continuar assim na família Sainz”, disse o piloto da Ferrari. “Não conseguem imaginar o orgulho que temos nele como pai, marido, tudo. Foi um Dakar muito longo, um Dakar muito duro, com todos os tipos de terreno, todos os tipos de etapas, algumas novas como a etapa de 48 horas, que foi muito dura.”

“Houve de tudo e ele conseguiu superar tudo. Nas etapas chave foi também onde ele esteve melhor, e isso mostra que ele veio muito bem preparado e motivado. O Dakar foi perfeito, ele fez o Dakar mais inteligente que já o vi fazer na minha vida. Soube geri-lo na perfeição e mostrou a sua experiência. Pedi-lhe para não atacar todos os dias porque o Dakar é uma corrida de resistência e ele gosta de atacar. Ele teve de atacar muito para ganhar, mas foi mais inteligente do que todos os outros e geriu a corrida como só ele sabe fazer.”

“Era um projeto muito ambicioso da Audi, mas à terceira foi de vez. Fizeram um Dakar perfeito, tanto ele como a Audi, e acho que merecem porque foi uma corrida impressionante desde o primeiro dia.”, concluiu. 

Poderemos pensar no "Ano dos Sainz"? Seria fantástico, mas Carlos Jr já não é piloto da Red Bull...

segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

A(s) image(ns) do dia



Bjorn Waldegaard preparando-se, e depois, a comemorar no pódio a sua 16ª e última vitória no WRC a bordo de um Toyota Celica GT-Four.

Porquê trago aqui o sueco, campeão do mundo em 1979 e falecido em 2014? Até este domingo, ele era o vencedor mais velho de sempre numa prova oficial do Mundial de Ralis, alcançando este triunfo com a idade de 46 anos e 155 dias. Agora, Sebastien Loeb, o francês nove vezes campeão do mundo, elevou a fasquia para os 47 anos e 331 dias, e com a "stamina" que ainda têm, parece ser o candidato para ser o primeiro "cinquentão" a triunfar numa prova do WRC. Digo isto porque a Sebastien Ogier, ainda irá demorar uma boa década para lá chegar...

Mas por trás de um feito, há sempre uma estória. Em 1990, a Toyota apostava, por fim, em temporadas inteiras, porque a TTE, Toyota Team Europe, sediada em Colónia, na Alemanha e liderada por Ove Andersson, tinha por fim uma máquina capaz de enfrentar de frente os todo-poderosos Lancia Delta. E nesse ano tinha como pilotos o espanhol Carlos Sainz, o sueco Micael Eriksson e o alemão Armin Schwartz. Antes disso, apostavam sempre nos ralis africanos, onde as máquinas eram bem resistentes, e com toda a gente a fazer temporadas parciais, e Waldegaard, que corria na Toyota desde 1981, chegou a ganhar os dois ralis africanos na temporada de 1986 (Quénia e Costa do Marfim), o suficiente para ser quarto no campeonato!

Para esse rali queniano, agora a única prova africana do calendário, e sempre durissima, a marca japonesa tinha inscrito Sainz, Ericsson e Waldegaard, este último pela representação oficial daquele país africano. Do lado da Lancia, tinha Juha Kankkunen, Miki Biasion e Alex Fiorio, e todos esperavam uma batalha, mas que os carros italianos seriam os favoritos. 

E aqui, uma equipa nova, a Subaru, iria estrear os seus carros novos, o modelo Legacy, com Markku Alen a liderar a equipa, ao lado do neozelandês "Possum" Bourne e de uma legião de locais, liderados por Mike Kirkland, Ian Duncan e Patrick Nijiru. 

Não iria ser um rali fácil. Tinha chovido no mês anterior e as estradas estavam lamacentas, dificultando a tarefa. Mas querendo impressionar, Alen ignorou as estradas lamacentas e triunfou na super especial de abertura, em Nairobi.

Na estrada, Alen deu o que tinha de dar até que o motor sobreaqueceu e morreu, caindo a liderança nas mãos de Waldegaard. Atrás, os Lancia adotavam uma toada cautelosa, esperando que a liderança caísse ao colo, mas o veterano sueco aguentava, apesar de se queixar da água que existia nos caminhos. 

A partir do segundo dia, foi um duelo Toyota-Lancia. Se Waldegaard mantinha a liderança., Fiorio perdia o segundo posto para os Toyota, com Kankkunen e Biasion a terem um ritmo mais calmo, para levarem o carro até ao fim. Biasion aproveita bem os problemas dos outros para chegar a segundo a meio da segunda etapa, enquanto Kankkunen cai para quinto. Mas a dureza do rali fazia-se sentir: por esta altura, 18 carros estavam em condições de circular. E ainda faltava um bocado até à meta...

No inicio do último dia, outro golpe de teatro: Fiorio e Bision retiravam-se, a a Lancia limitava-se a Kankkunen, que não conseguia alcançar Waldegaard. Sainz era segundo, na frente de "KKK", mas acaba por ter problemas causa do motor, e cede o lugar no pódio a Ericsson. Acabará em quarto, numa prova onde apenas dez pilotos chegarão ao fim, de tão duro que era. 

No final, é um pódio nórdico, com dois suecos e um finlandês, e para o veterano, campeão do mundo de 1979, a amostra que os velhos são os trapos, a a Toyota tinha uma máquina capaz de desafiar os Lancia. E era isso que iria acontecer no final do ano, quando Carlos Sainz tornou-se campeão, com 140 pontos, mais 45 que o vice, o francês Didier Auriol. 

segunda-feira, 31 de maio de 2021

Dakar: Audi apresenta trio para 2022


A Audi Sport apresentou este final de semana três ilustres equipas de pilotos para o ambicioso projeto do Dakar, a começar em 2022. As duplas constituídas por Mattias Ekström/Emil Bergkvist (Suécia), Stéphane Peterhansel/Edouard Boulanger (França) e Carlos Sainz/Lucas Cruz (Espanha) competirão pela equipa das quatro argolas no rali mais difícil do mundo, que acontecerá nas areias sauditas entre os dias 2 a 14 de janeiro do ano que vêm.

A máquina, ainda por apresentar, terá um powertrain eletrico para encarar as areias do deserto, uma grande novidade neste tipo de competição e do qual pretendem revolucionar este tipo de provas. A direção da marca afirma esperar que estes pilotos, com um rico palmarés na competição, façam a diferença a favor das suas cores.

“Não é exagero falar num dream team”, começou por dizer Julius Seebach, Diretor Geral da Audi Sport GmbH e responsável pelo automobilismo. “O Stéphane é o piloto do Dakar de maior sucesso de todos os tempos. O Carlos é um múltiplo vencedor do Dakar e campeão mundial de ralis. Com Mattias, já comemoramos muitos sucessos na Audi no passado. É um dos pilotos mais versáteis do mundo. Além de muita velocidade, todos eles agregam uma quantidade extrema de conhecimento e motivação à nossa equipa. O mesmo vale para os seus respectivos co-pilotos, que desempenham um papel cada vez mais importante no Dakar.”, concluiu.

“No Rally Dakar, o trabalho em equipa e a fiabilidade são cruciais”, disse Sven Quandt, chefe de equipa da Q Motorsport. “Precisas de uma equipa bem unida, um carro super fiável e equipas de pilotos de confiança. Não podes conduzir permanentemente no limite no Rally Dakar. A estratégia certa é crucial. Estou muito feliz que teremos três equipas de renome e fortes competindo por nós. Conhecemos muito bem as suas qualidades.”

“No final, os pilotos e co-pilotos fazem a diferença no Rally Dakar”, complementou Andreas Roos, que é responsável pelos compromissos de fábrica do automobilismo da Audi Sport. “O facto de termos três equipas de pilotos do mais alto nível é tranquilizador. Podemos colocar uma marca de seleção por trás deste ponto. Agora cabe-nos concluir o desenvolvimento de nosso carro inovador e dar início à revolução energética nos ralis cross-country em janeiro.”, acabou por concluir.

Se Peterhansel e Sainz dispensam apresentações - o primeiro é o piloto mais triunfador no Dakar, e o segundo, para além das vitórias nesta competição, também tem triunfos no WRC - já Ekstrom é praticamente uma novidade. Aos 42, ele têm uma carreira totalmente versátil, que passou pelo DTM - campeão em 2004 e 2007 - para além de ter vencido o Mundial de Rallycross em 2016. Este ano está na Extreme E com uma máquina Cupra, depois de se ter estreado no Rally Dakar.  

quinta-feira, 20 de maio de 2021

Youtube Motorspot Video: Quem é o pai do Carlos Sainz Jr?

A nova geração, aquela que tem 15 ou 20 anos, que vive fora de Espanha e tem conhecimento limitado de automobilismo, sabe quem é o Carlos Sainz Jr. Mas há uma geração mais velha que entende a razão pelo qual existe um "Junior" depois do nome do piloto de 26 anos: é que uma geração antes, o pai dele foi um dos melhores pilotos de ralis da sua geração. Carlos Sainz foi bicampeão mundial do WRC pela Toyota, em 1990 e 1992, e também um excelente piloto no Dakar, onde aos 59 anos de idade, ainda dá cartas.

E quem conta essa história toda é a Amanda (Mandy) Roldan, que por estes dias decidiu montar o seu canal de Youtube, de seu nome "A Garota do Rali", explicando toda esta fauna automobilística como ela sabe muito bem fazer. Aproveitem, vejam o video, e pelo caminho, inscrevam-se no canal.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Youtube Rally Classic: Top Gear no Rally RAC, 1992

De quando em quando, aparecem uns tesouros que poucos poderiam acreditar, mas existem. O meu tesouro de hoje é lembrar como era o Top Gear antes daqueles três aparecerem. Aliás, historicamente, o programa existe desde 1977, e era como os outros: testava carros, fazia comparativos e até se ocupava de desporto, como nesta edição de 1992 do Rally RAC, um dos mais prestigiosos da altura.

Aqui, podemos ver um jovem Jeremy Clarkson, já a ter os seus "maus hábitos", acompanhado de Tiff Needell, ex-piloto que foi tentar a sua sorte nos ralis - pilotou um Ford Sierra de Grupo N - e outro apresentador, Tony Mason, que esteve a acompanhar a prova, porque tinha três candidatos ao título: o francês Didier Auriol, o finlandês Juha Kankkunen e o espanhol Carlos Sainz. No final, foi o Sainz sénior a levar a melhor, triunfando na prova e ficando com o título mundial, ao serviço da Toyota.

Mas também é uma boa ocasião para ver em ação Colin McRae, a bordo do Subary Legacy, o antecessor do Impreza, que só aparecerá no ano seguinte. Em suma, meia hora para ver como era o programa muito antes de se tornar naquilo que foi. 

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Dakar 2020 - Etapa 12 (Haradh-Qiddiya)

O Rali Dakar acabou nesta sexta-feira com os triunfos do espanhol Carlos Sainz nos automóveis e do americano Ricky Brabec nas motos, entre outras categorias. O ex-piloto de ralis, duas vezes campeão do mundo, e navegado por Luís Cruz, conseguiu aqui a sua terceira vitória na geral da sua carreira, depois de triunfos nas edições de 2010 e 2018.

No final, o espanhol agradeceu à Mini e aos que estiveram por trás do projeto, por terem auxiliado nesta vitória, explicando que a consistência foi a chave para este triunfo:

“Estou muito contente. Houve muito esforço por detrás desta vitória, muito treino. Começamos a ganhar este Dakar logo no primeiro dia, onde começamos a andar a fundo.”, afirmou.

Sainz bateu no final o qatari Nasser Al Attiyah por 6.21 minutos, conseguindo também superar o francês Stephane Peterhansel. O piloto da Toyota já afirmou que pretende regressar em 2021 com o objetivo de triunfar.

“Estou muito feliz. Fizemos um excelente trabalho para terminar na segunda posição, apesar de dois ou três erros no total. Estou feliz por correr aqui e para o ano vou voltar para vencer. Só preciso de mais um pouco de sorte.”, afirmou.

Em termos de etapa propriamente dita, Foi Nasser o grande vencedor, mas apenas ganhou 1.32 minutos sobre o francês Seiadan. O argentino Orlando Terranova foi o terceiro, a 3.16, mais nove segundos que Fernando Alonso, que terminou num digno quarto lugar na etapa, e foi o 13º da geral depois desta sua primeira experiência nas areias do deserto.

No final, o piloto das Asturias afirmou o que pensou desta experiência:

“Estou feliz por terminar o Dakar. É um Rally muito difícil. Todos os dias tivemos um desafio novo. Sei que existem pessoas que levam tempo a terminar pela primeira vez. Eu tive a sorte de estar na equipa perfeita para fazê-lo.”, começou por dizer à imprensa espanhola.

“A Fórmula 1 e o Dakar são extremamente diferentes. Se aqui consigo ser competitivo e lutar pela vitória em algumas etapas, consigo ser competitivo noutras categorias.”

Alonso disse que pretende voltar ao Dakar, porque pretende vencer esta competição. Mas não afirma que estará à partida em 2021.

“Agora não quero pensar se vou repetir ou não. Estou feliz com esta primeira experiência. Se voltar no futuro, quero fazê-lo para vencer, para acrescentar mais uma vitória na minha carreira. Tenho de ter a melhor equipa, a melhor preparação e o melhor carro. Acho que ainda não é a altura.”

No lado das motos, Ricky Brabec comemorou o título e deu à Honda a sua primeira vitória desde 1989, quando o francês Gilles Lalay o conseguiu, quando a prova ainda era feita em paragens africanas. Curiosamente, a estrutura da Honda no Dakar tem entre eles dois ex-pilotos portugueses, Ruben Faria, que é o diretor-geral, e Hélder Rodrigues, que está ali como conselheiro. Foi graças a eles que Brabec ficou na liderança do Dakar a partir da terceira etapa, para não mais a largar.

Contudo, na etapa, o vencedor foi o chileno Cornejo, noutro Honda, que aproveitou a vitória para subir ao quarto posto da geral, na frente de Brabec, que controlou a todos e confirmou o seu triunfo. Pablo Quintanilla foi o quinto na etapa, mas ficou com o segundo posto da geral, a 3.32 minutos do vencedor, enquanto Toby Price foi o terceiro, dando o pódio à KTM, que depois de 18 anos, vê o seu domínio terminado. 

Agora, o Dakar regressa em 2021, nas areias sauditas.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Dakar 2020 - Etapa 11 (Shubaytah - Haradh)

Stephane Peterhansel venceu a etapa de hoje, e alcançou em termos de carreira a sua 80ª vitória em especiais. Mas em termos de geral, com a vantagem de 10.17 minutos para o segundo classificado, Carlos Sainz tem tudo para vencer este Dakar, que termina amanhã, nos arredores de Riyadh, a capital do país. Contudo, a disputa pelo segundo lugar é ao segundo: entre Nasser Al Attiyah e Stephane Peterhansel... seis segundos separam um do outro. E tudo pode acontecer, pois hoje, o francês venceu a tirada com dez segundos de avanço para o homem da Toyota.

“É muito difícil ganhar minutos em circunstâncias normais! Por outro lado, os erros de navegação levaram a grandes margens. Lutámos muito, forçámos o andamento o dia todo e ganhámos algum tempo, mas não o suficiente. Agora, se o Carlos [Sainz] conseguir levar o carro para casa, será ótimo para a equipa”, disse o piloto francês, navegado pelo português Paulo Fiúza.

“Pagámos caro pelo nosso erro de ontem. Agora vamos lutar com o Stéphane pelo segundo lugar. Chegar tão longe já é ótimo, há uma etapa a percorrer e veremos como corre.”, comentou Nasser Al Attiyah, provavelmente confirmado pelo facto do seu adversário ter a vitória na mão e ter de lutar para não perder o segundo posto para o francês.

Nas motos, O chileno Pablo Quintanilla foi o melhor, conseguindo nove segundos de vantagem sobre Matthias Walkner. O argentino Luciano Benavides foi o terceiro, enquanto Ricky Brabec foi décimo, perdendo 10.48 minutos e metade da vantagem que tem sobre Quintanilla. Mas muitos acreditam que isso será mais do que suficiente para que o americano vença a competição sem grandes problemas, pois tem 13.56 minutos de vantagem sobre o piloto chileno. Toby Price é o terceiro, a 22.34 minutos.

O Dakar termina amanhã com a etapa entre Haradh e Quiddiya, num total de 374 quilómetros.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Dakar 2020 - Etapa 10 (Haradh - Shubaytah)

A décima etapa do Rali Dakar ficou hoje encurtada devido à ventania que se fez sentir na zona entre Haradh e Shubaytah. Após 345 quilómetros de uma etapa-maratona, a organização decidiu que os carros, motos e camiões rumassem para o "paddock" de ligação, esperando para que os ventos se acalmassem.

No final, o vencedor foi declarado e este foi Carlos Sainz, que conseguiu uma vantagem de 18.10 minutos de avanço para Nasser Al-Attiyah, no seu Toyota, com Stéphane Peterhansel a ficar 16 segundos mais atrás do piloto qatari. Parece que a margem ficou suficientemente enorme para que o piloto espanhol possa sonhar com a vitória, mas Attiyah já avisou que não vai baixar os braços.

"Perdemos 18 ou 19 minutos para o Carlos (Sainz), mas a corrida é assim e amanhã é um longo dia. O Carlos vai ter que abrir a pista amanhã e eu vou começar de 17º e por isso temos de fazer uma boa etapa. É muito difícil fazer pressão, mas primeiro que isso temos de fazer uma boa etapa. Ainda nada acabou. Ainda há um longo caminho amanhã com 80 km de dunas. As coisas vão ser difíceis para todos. O Carlos vai abrir e não vai ser fácil. Mas hoje, estou um pouco decepcionado." reconheceu.

A etapa também ficou marcada pelo capotamento de Fernando Alonso, numa duna. Os estragos no seu Toyota foram grandes e o piloto espanhol perdeu uma hora, mas prosseguiu na etapa maratona. 

No lado das motos, o espanhol Joan Barreda Bort foi o melhor, numa etapa dominada pelos pilotos da Honda. Ricky Brabec aproveitou a "boleia" e ficou em segundo, a pouco mais de um minuto do vencedor. Kevin Benavides foi o terceiro, a cerca de dois minutos e meio do vencedor. 

Em termos de geral, Brabec mantêm a liderança, cada vez mais alargada para Quintanilla, que agora tem 25.44 minutos de atraso e agora é ameaçado por Barreda Bort, que está a 27.09. Toby Price é quarto, a 28.33. 

Amanhã, o Dakar sai de Shubaytah e regressa a Haradh, no total de 379 quilómetros.

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Dakar 2020 - Etapa 9 (Wadi al Dawasr - Haradh)

Na nona etapa do Rali Dakar, entre as localidades de Wadi al Dawasr e Haradh, as coisas ficaram renhidas entre Stephane Peterhansel e Nasser Al Attiyah, com a vitória a sorrir para o piloto francês. No final, foram 15 segundos de diferença entre os dois, com Yasir Seaidan a pouco menos de cinco minutos dos homens da frente, depois de uma etapa em que apresentou um ritmo fortíssimo.

Carlos Sainz fechou o Top 5, tendo minimizado as perdas, depois de ter tido problemas a meio da etapa. Fernando Alonso foi nono, a 13:03 minutos.

Na frente, Sainz manteve a liderança, agora com Nasser Al Atiyah muito perto de si, meros 24 segundos entre eles. Stéphane Peterhansel é terceiro e está a 6.38 minutos atrás do líder da classificação geral.

Nas motos, o melhor foi Pablo Quintanilla, mais rápido que Toby Price em 1.56 minutos, e pouco menos de três minutos para Joan Barreda Bort. Ricky Brabec foi o quarto na etapa, apenas cedendo 3.55 minutos para o chileno da Husqvarna e dois minutos para o australiano da KTM.

Na geral, Brabec tem tudo controlado, pois tem 20.53 minutos de vantagem sobre Quintanilla, enquanto Toby Price é terceiro, a 26.43 minutos. Barreda Bort não anda longe, a 28.16, com Matthias Walkner, a 37.19.

Agora, a prova percorre amanhã os 534 quilómetros entre Haradh e Shubayadh, a antepenultima etapa do Dakar saudita.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Dakar 2020 - Etapa 5 (Al Ula - Ha'il)

A quinta etapa do Dakar este ano viu de novo Carlos Sainz como vencedor e, em consequência, reforçar a sua liderança na prova. O veterano espanhol, bicampeão do mundo de ralis, terminou esta etapa com um avanço de quase três minutos sobre Nasser Al Attiyah, e agora tem um avanço de quase seis (5.59 minutos) sobre o piloto qatari. O francês Stephane Peterhansel foi o terceiro, a seis minutos, e manteve o mesmo posto na geral, agora a 17.53 minutos.

Fernando Alonso foi sétimo na etapa, a 12 minutos e 23 segundos do vencedor, e está na 18ª posição da geral, enquanto Ricardo Porém pode ter capotado com o seu Borgward e acabado por ser rebocado.

Nas motos, o dia ficou marcado pela queda de Sam Sunderland, que o obrigou a abandonar a prova. Em termos de corrida, o grande vencedor foi Toby Price, que a bordo do seu KTM, ficou a 1.12 minutos do chileno Pablo Quintanilla. o americano Andrew Short foi o terceiro, a 2.31 minutos, enquanto Paulo Gonçalves teve outro bom dia, ao ser décimo, a 13.15 minutos do vencedor.

Em termos de geral, Ricky Brabec - que ficou de fora do "top ten" - continua a liderar, agora com Price a aproximar-se, tendo nove minutos e seis segundos de atraso para o comando da prova. Kevin Benavides é terceiro, a 11.32 minutos, na frente de Pablo Quintanilla, a 16.11.

Amanhã, véspera do dia de descanso, os concorrentes farão o percurso entre Ha'il e Riyadh, num total de 477 quilómetros cronometrados.  

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Dakar 2020 - Etapa 4 (Neom-Al Ula)

A quarta etapa do Dakar de 2020 teve Stephane Peterhansel como vencedor, depois de uma luta com Nasser Al Attiyah e Carlos Sainz. O piloto da Peugeot teve uma vantagem de dois minutos e 26 segundos sobre o piloto qatari, mas o líder continua a ser Sainz, que apesar de ter cedido 7.52 minutos, tem um avanço de três minutos e três segundos sobre Al Attiyah. Terceiro é agora Peterhansel, a 11.42 minutos da frente, enquanto Orlando Terranova caiu para quinto.

Fernando Alonso perdeu 26.21 minutos para Peterhansel e terminou na 13ª posição na etapa, enquanto Ricardo Porém ainda não cruzou a meta por alturas deste post, por estar a ajudar Nani Roma, seu companheiro no Borgward, que estava a ter um dia complicado. Estava a perder 42 minutos para os da frente.

No caso das motos, o vencedor do dia era para ser Sam Sunderland, mas uma penalização de cinco minutos o fez atirar para o oitavo posto da etapa, dando a vitória ao chileno Cornejo. Sunderland tinha batido Cornejo por meros onze segundos. Assim sendo, Kevin Benavides foi o segundo, a 35 segundos, e Ross Branch o terceiro, a 55. Paulo Gonçalves foi o quarto no seu Hero, a 2.11 minutos, fazendo a melhor performance da marca indiana no Dakar.

Em termos de geral, Ricky Brabec - quinto na etapa, a 2.48 minutos do vencedor - continua na frente a 2.30 minutos de Benavides. Cornejo é terceiro, a 8.31 minutos, e Toby Price é quarto, a 12.09 minutos.

Amanhã, o Daklar sai de Al Ula e vai para Ha'il, num total de 353 quilómetros cronometrados, mais 211 de ligação. 

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Dakar 2019 - Etapa 8 (San Juan de Marcona - Pisco)

A etapa de hoje entre San Juan de Marcona e Pisco, nas areias peruanas, foi feita debaixo de imenso calor e ficou marcada pelos feitos de Carlos Sainz. Na primeira parte, assumiu a liderança e parecia deslocar-se no pelotão, mas dpeois ficou parado nas areias peruanas e demorou mais de uma hora para sair.

Com isso, quem venceu a etapa foi Sebastien Loeb, que conseguiu 15 minutos e 15 segundos dew avanço sobre o polaco Kuba Przygonski, no seu Mini. Giniel de Villers foi o terceiro, e o melhor dos Toyota, a 15 minutos e 55 segundos.

Mas quem se consolidou na liderança foi Nasser Al Attiyah, com o seu Toyota. Quarto na especial, só com um problema grave é que o qatari perde este Dakar, pois tem um avanço de 46 minutos e 29 segundos de avanço sobre Staphane Peterhansel, que hoje perdeu mais de meia hora e a duas etapas do fim, praticamente atirou a toalha ao chão. Sebastien Loeb é o terceiro da geral, a 46 minutos e 45 segundos, capaz perfeitamente de assaltar o segundo posto.

Nas motos, a grande novidade foi o abandono de Ricky Brabec, que saiu do Dakar com o motor partido. O piloto americano, que tinha recuperado a liderança, não vai chegar ao fim, e entregou o comando agora a Toby Price.

Em termos de etapa, os KTM dominaram. Matthias Walkner foi o melhor, conseguindo superar no final da etapa as motos de Pablo Quintanilla, a 45 segundos do vencedor, e de Toby Price, que provavelmente abrandou para ver se amanhã não abria a etapa. Foi terceiro, a um minuto e 13 segundos.  Adrien Van Beveren, outro candidato ao título, perdeu mais de 11 minutos para a frente da corrida e caiu para o quinto posto.

Amanhã, o Dakar parte para a penultima etapa, à volta de Pisco, no total de 313 quilómetros cronometrados, mais 96 de ligação.

sábado, 24 de novembro de 2018

A(s) image(ns) do dia

Por muitos anos que passem, ver esta imagem é das que mais me marca na minha longa carreira como espectador de automobilismo. Esta é aquele momento em 2016, quando na última volta das 24 Horas de Le Mans, o carro que ia na frente avariou e ficou parado na pista. Essas são duas más memórias inesquecíveis. E curiosamente, ambos aconteceram com a mesma marca.

Em 1998, a Toyota lutava pelo título mundial com a Subaru e a Mitsubishi. Tommi Makinen, Carlos Sainz (ou será Carlos Sainz Sr.?) e Colin McRae eram os candidatos ao título, e à entrada do Rali RAC, o atual Rali de Gales, parecia que havia finalmente concorrência a sério para Makinen. E para melhorar as coisas, logo no inicio do rali, o finlandês arrancou a sua roda traseira direita e voltava mais cedo para a Finlândia, convencido que tinha perdido o Mundial. 

O rali prosseguiu e Sainz parecia ter a vitória na mão. A vitória e o campeonato. O seu Toyota Corolla tinha-se portado bem e apesar de estar no terceiro posto, atrás dos carros de Richard Burns - sua segunda vitória na carreira e a primeira de um britânico em 22 anos - e Juha Kankkunen, era mais que suficiente para comemorar o seu terceiro título mundial, seis anos depois do segundo, também pela Toyota.

E era isso que esperavam a 300 metros da meta. À vista de todos. E comemoravam. De repente... o fumo. E o carro parava, sem reagir de novo. E a alegria passou a desespero, como vimos, anos depois, em Le Mans, quando todos já se cumprimentavam para a vitória que procuravam há tempos naquela clássica de La Sarthe. 

Ouvir o video é desesperante. Aqueles apelos desesperados de Luis Moya (trate de arrancarlo, por Dios!) arrepiam-me, hoje em dia. E depois, ver que não saiam mais dali, o desespero virar fúria. Com a meta à vista, o carro avariar? Parecia partida cruel do destino.

Mas mais doido foi o que vi depois. No hotel, e a arrumar as malas a caminho do aeroporto para apanhar o vôo de regresso à Finlândia, Makinen recebeu uma chamada no seu telemóvel e atendeu, para no outro lado dizerem que o seu rival tinha tido uma avaria com a meta à vista e era de novo campeão do mundo. Vê-se o choque de receber a noticia, para depois reparar na tristeza por saber das circunstâncias desse título.

E foi assim que, há precisamente vinte anos, acontecia um momento inesquecível do Mundial de ralis.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Dakar 2018 - Etapa 11, Belén-Chilecito

Esta quarta-feira, máquinas e pilotos andaram entre Belén e Fiambalá/Chilecito, no toral de 484 quilómetros, 280 dos quais em troços cronometrados, num troço cheio de areias que tinham tudo para dificultar a progressão de máquinas e pilotos.

Nos automóveis, o grande vencedor do dia foi Bernhard ten Brinke, que bateu o Peugeot de Cyril Desprès por pouco mais de quatro minutos e meio. Carlos Sainz ficou em terceiro noutro Peugeot e ganhou dez segundos ao colega Stéphane Peterhansel, que fez a quarta marca do dia. Já Nasser Al-Atiiyah foi quinto e perdeu cinco minutos e 56 segundos, e um pouco mais atrás ficou o sul-africano Giniel de Villiers.

Tudo isto aconteceu na mesma altura em que a ASO decidiu reverter a penalização dada a Carlos Sainz, alargando em mais dez minutos a sua vantagem perante Stephane Peterhansel, e provavelmente terá o caminho aberto para a vitória neste Dakar. Agora, SAinz tem 50 minutos e 45 segundos de vantagem sobre o seu companheiro de equipa. Nasser Al-Attiyah perdeu mais algum tempo, e já dista uma hora, catorze minutos e doze segundos de Carlos Sainz. E o qatari não pode descansar, pois tem De Villiers e ten Brinke próximos um do outro.

Nas motos, foi um dia impressionante: Toby Price foi o vencedor, mas foi um dia onde Joan Barreda Bort teve dificuldades e abandonou, e onde Stefan Svitko também abandonou o Dakar. Por outro lado, Kevin Benavides aproximou-se de Matthias Walkner e parece lançar a competição na incerteza.

Barreda abandonou como consequência das dores que vinha a sofrer no joelho após uma queda na sétima etapa, e mesmo não tendo virado a cara à luta, estava a perder demasiado tempo para poder ter uma chance de vitória no Dakar.

“Decidi parar ao quilómetro 100 da especial. Durante os últimos dias lutei com o objetivo de acabar o Dakar na melhor posição possível e tentando superar problemas físicos que têm vindo a aumentar. Percebi que continuar a este ritmo na corrida seria muito arriscado para a minha segurança. Agora é tempo de fazer uma boa recuperação e tentar regressar à competição o mais depressa possível e em perfeitas condições”, afirmou o piloto espanhol na sua página do Facebook.

Quanto a Svitko, foi a consequência da queda que sofreu ontem, onde se lesionou num ombro.

No final do dia, o australiano Toby Price foi o grande vencedor. O piloto da KTM liderou a etapa do princípio ao fim, imprimindo sempre um ritmo consistente. Segundo foi Kevin Benavides, que ganhou quase dez minutos a Matthias Walker, e os dois pilotos estão agora separados por 32 minutos, quando restam três etapas por disputar. Antoine Méo, que foi segundo durante grande parte da etapa, fraquejou na parte final do dia e foi o terceiro a cortar a meta, a seis minutos e 31 segundos do vencedor.

O americano Ricky Brabec foi o quarto, na frete de Mathias Walkner, que não quis arriscar e foi quinto, a onze minutos e um segundo de Price.

Amanhã, máquinas e pilotos farão o percurso entre Chilecito e San Juan, no total de 722 quilómetros, 355 dos quais em troço cronometrado. 

Como uma chuvada está a dar tempestade

O Dakar está a chegar ao fim, em terras argentinas, mas desde o inicio da semana que tem sido afetado pela controvérsia entre alguns dos pilotos da Peugeot e um piloto de quads, que alegou que um dos seus pilotos o atingiu e outro não o auxiliou. E as coisas ao longo destes dias tem andando de trás para a frente, entre penalizações que foram já levantadas e ameaças de levar pilotos a tribunal.

A história é simples: durante a etapa de domingo, o holandês Kees Koolen, piloto de quads, fez queixa à Amaury Sports Organization (ASO), que organiza o Dakar, de que tinha sido tocado por um carro oficial da Peugeot, tendo ficado atolado. Carlos Sainz e Stephane Peterhansel, pilotos da Peugeot, passaram pelo local, bem como o Mini de Yazid Al-Rahji, e não prestaram auxilio ao piloto que estava em apuros. A organização chamou ambos os pilotos, e depois de investigarem, decidiam penalizar Sainz em dez minutos devido ao incidente.

Claro, o piloto espanhol clamou inocência. “Era uma zona de muita lama, acionei o sentinel, vejo que ele me vê, ele sai da pista, e nesse momento acelero, quando ele sai da pista perde o controlo, volta para a pista e eu não lhe acerto por milagre. Mas não lhe toquei. O meu carro não tem qualquer impacto e se lhe acertasse desintegrava-o, tinha sido muito pior” disse.

Contudo, o mais estranho é que Kees Koolen disse que... não tinha sido ouvido pelo Colégio de Comissários sobre este incidente.  “Estranho e estúpido. Então ninguém me pergunta nada?”, questionou, quando soube da penalização de dez minutos ao piloto espanhol. 

O holandês já conversou sobre este assunto com Sainz, mas afirma que pretende ir às últimas consequências com todo este caso, afirmando que poderia ter morrido em caso de colisão.

“Estava na lama e tive muita sorte. Ele bateu no quad. Pode ver-se que o meu quad tem muito estrago. Mas ele diz que não me tocou. As minhas origens são de engenheiro mecânico e a parte do quad que está danificada, posso pedir a um engenheiro de 3D que calcule a força necessária para fazer aqui, talvez 1500 kg, talvez 2000 kg. Ele diz que nada aconteceu, porque não sentiu… Irei pedir análises técnicas de especialistas. Guardei as peças danificadas. Pensei que mas podiam roubar, mas guardei-as bem e irei dá-las a especialistas para análise. Logo veremos a força aplicada. Estive numa situação difícil, 20 centímetros para a esquerda e estaria morto. Teria sido muito mais fácil para o Carlos e para a Peugeot, porque eu não poderia estar a falar. Todos falaram nas minhas costas, ninguém me pediu desculpa, têm que proteger um piloto e a eles próprios” disse Koolen ao MotorSport.

Bruno Famin, o Diretor da Peugeot Sport, diz que a decisão de penalizar o seu piloto por parte da ASO, a organização do Dakar, é incompreensível. 

“Não existe nada de concreto no processo e tudo se resume à palavra de um contra a de outro. No que nos diz respeito, está bastante claro que não existiu contacto entre o quad e o carro. Se tivesse mesmo acontecido o que o piloto do quad alega, infelizmente ele poderia já não estar cá para falar disso, dada a velocidade do carro. Todos os dados que temos correspondem à versão dos acontecimentos relatados pelo Carlos, que teve sempre um comportamento impecável", começou por dizer. 

"O piloto que alega que o seu quad ficou danificado terminou em 12º a Etapa e em 10º na Etapa seguinte, naquela que foi a segunda parte da Etapa Maratona. Esta penalização de 10 minutos é totalmente arbitrária. Os Comissários estão a punir o Carlos por não ter parado, ainda que não tenha havido choque. Além disso, mesmo que o comportamento do Carlos justificasse uma punição, esta deveria ser aplicada sob forma de multa e não com uma penalização de tempo – decidida de forma arbitrária – que afeta o decurso da prova. Portanto, como é óbvio, comunicámos a nossa intenção de recorrer da decisão. Em resultado disso, é provável que não se saiba quem é o vencedor do Dakar 2018 no sábado, à chegada a Córdoba. Pondo de lado a essência da questão, comandar a classificação com uma vantagem de 1h06m é muito diferente de comandar com 56 minutos, dada a natureza extremamente difícil das Etapas que temos pela frente nos próximos dias”, concluiu.

Já Carlos Sainz, também não está contente, e partiu para a etapa seguinte desnecessariamente nervoso com toda esta polémica: “Estou bastante aborrecido com esta decisão. A versão dos acontecimentos descrita pelo piloto do quad não corresponde à realidade. Na verdade, tudo o que fiz foi precisamente para evitarmos um acidente. Lamento o que lhe aconteceu, mas o que se passou foi que me aproximei dele e acionei o Sentinel. Ele desviou-se para o lado e olhou para mim. Havia imenso espaço, embora a estrada estivesse bastante lamacenta. Depois perdeu o controlo e voltou à trajetória. Guinei a direção para me desviar dele e, embora tenha passado perto, não houve contacto entre nós. No final, ele terminou a Etapa em 12º. Se tivéssemos colidido, é óbvio que eu teria parado. Não concordo, em absoluto, com esta decisão”, concluiu.

Contudo, esta quarta-feira aconteceu mais um episódio: a ASO, a organizadora do Dakar, decidiu retirar os dez minutos de penalização ao piloto espanhol. A decisão foi revertida depois da Peugeot cedeu à ASO os dados de telemetria do carro do piloto espanhol no momento do incidente, e da sua análise concluiu que a penalização atribuída ao espanhol não se justificava.

Desta forma, Carlos Sainz passa agora a ter um avanço de uma hora e 45 segundos sobre Peterhansel, substituindo a penalização de dez minutos por uma advertência, pedindo ao espanhol que tenha mais cuidado na ultrapassagem a outros concorrentes.

Bruno Famin disse à motorsport.com que estava satisfeito com a decisão. “A telemetria não mostra toques. Talvez um arbusto, mas nada como um impacto. O acelerómetro não registou qualquer toque, o que já tinha sido dito pelo Carlos (Sainz) Na telemetria vê-se que o Carlos segue o quad durante 12 segundos a 50Km/hora, e quando o quad perde o controlo, ele trava para 37 Km/hora. Fica claro que o Carlos travou e virou o volante para evitar o quad. Li coisas do piloto do quad, penso que o comportamento do Carlos foi perfeito e o piloto do quad deve estar agradecido ao Carlos por tê-lo evitado. Estes são os factos. Estamos contentes com o facto dos Comissários terem reconsiderado a sua decisão.” disse.

Agora, resta saber o que Kees Koolen vai dizer. Uma coisa é certa: parece que este assunto não vai terminar por aqui, e é provável que vai durar para além do Dakar deste ano.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Dakar 2018: Etapa 10, Salta-Belén

Com o cancelamento da etapa de ontem, entre Tupiza e Salta, na Argentina, máquinas e pilotos moveram a caravana para evitar as inundações que estão a afetar a região. Contudo, o dia de ontem não passou sem uma polémica que afetou os pilotos da frente.

Aparentemente, durante a etapa de domingo, o holandês Kees Koolen, piloto de quads, fez queixa de que tinha sido tocado por um carro, tendo ficado atolado. Carlos Sainz e Stephane Peterhansel, pilotos da Peugeot, passaram pelo local, bem como o Mini de Yazid Al-Rahji, e não prestaram auxilio ao piloto que estava em apuros.

Sainz disse que ele se desviou para não prejudicar o Peugeot, negando qualquer toque da sua parte. Contudo, ambos foram chamados pela organização e no final, Sainz foi penalizado em dez minutos devido ao seu incidente. Com isso, agora tem pouco menos de uma hora de avanço para o qatari Nasser Al-Attiyah, o segundo da geral. A Peugeot ja disse que iria apelar da decisão à FIA, em Paris.

Quanto ao espanhol, bicampeão do mundo de WRC, afirmou a sua inocência: “Era uma zona de muita lama, acionei o sentinel, vejo que ele me vê, ele sai da pista, e nesse momento acelero, quando ele sai da pista perde o controlo, volta para a pista e eu não lhe acerto por milagre. Mas não lhe toquei. O meu carro não tem qualquer impacto e se lhe acertasse desintegrava-o, tinha sido muito pior” disse.

Agora, em terras argentinas, entre Salta e Belén, os concorrentes iriam enfrentar um duro setor cronometrado de 373 quilómetros, onde as altas temperaturas (em contraste com a chuva e frio da Bolívia) e o regresso da areia colocaram à prova os resistentes desta longa maratona.

Nos automóveis, Peterhansel venceu novamente, diminuindo a sua desvantagem em relação a Carlos Sainz. Quanto a Nasser Al Attiyah, ele teve um dia dificil quando um braço da suspensão do seu Toyota partiu-se. As reparações foram feitas e acabou a mais de 29 minutos do vencedor. Giniel de Villiers, noutro Toyota, foi o segundo na etapa, a oito minutos e 46 segundos de Peterhansel.

Nas motos, foi um dia de loucos. Teve um pouco de tudo, primeiro, com Kevin Benavides a liderar, antes de cometer um erro de navegação, que os fez desviar em dez quilómetros do percurso designado. Adrian Van Beveren aproveitou, partiu para o ataque e ficou com a liderança. Mas o piloto francês sofreu uma queda a três quilómetros da meta e acabou por abandonar. Os médicos vieram que ele tinha fraturado a clavícula direita e mais alguns traumatismos no torax.

E no final, acabou por ser Mathias Walkner a ser o triunfador nesta etapa, onde os erros de navegação acabaram por ser decisivos. Benavides e Price perderam quase 50 minutos, Meo uma hora, tal como Ricky Brabec Stevan Svitko.

Pablo Quintanilla foi o segundo, a 11 minutos e 35 segundos, enquanto que Gerard Ferrés Guell foi o terceiro, a 16 minutos e 21 segundos. Barreda Bort foi apenas 13º, perdendo 38 minutos e 15 segundos.

Na geral, Walkner agora lidera no seu KTM com Barreda a ser segundo, a 39 minutos e 42 segundos.

Amanhã, máquinas e pilotos andarão entre Belén e Fiambalá/Chilecito, no toral de 484 quilómetros, 280 dos quais em troços cronometrados.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Dakar 2017: Etapa 5 - Tupiza - Oruro

A quinta etapa do Dakar, a primeira a ser feita totalmente em terras bolivianas nesta edição de 2017, ligou as localidades de Tupiza e Oruro, no total de 692 quilómetros, 447 dos quais em troços cronometrados. Contudo, esta foi uma etapa dura, não só em termos de altitude - mais uma vez, andaram acima dos 3500 metros - como o mau tempo fez das suas. Tanto que esta foi encurtada, depois de alguns ribeiros terem transbordado com tanta água. Aliás, esta zona da Bolivia tem sido afetada no último mês com o mau tempo. A especial cronometrada acabou por ter "meros" 219 quilómetros.

A primeira grande novidade foi a desistência de Carlos Sainz. Apesar do forte capotamento que tinha sido vitima no dia anterior, ele acabou por chegar ao fim da etapa, mas os estragos no seu Peugeot eram tão grandes que simplesmente achou que o melhor seria deitar a toalha ao chão. Assim sendo, a Peugeot, que parecia estar destinada ao domínio, depois da desistência de Nasser Al Attiyah, sofreu a sua primeira grande baixa na sua equipa. 

E nas motos, se ontem falamos que Joan Barrreda Bort tinha sido penalizado um uma hora por ter reabastecido em local inapropriado, descobriu-se também que Paulo Gonçalves também foi penalizado, mas em 48 minutos, pelos mesmos motivos. Logo, caiu de quinto para o 16º posto da geral, a mais de uma hora do primeiro. 

Mas na marca do leão, nem tudo foram más noticias. Sebastien Loeb foi o grande vencedor do dia, ganhando sobre Nani Roma por meros 44 segundos. Stephane Peterhansel perdeu um minuto e meio na etapa, enquanto que Cyril Després foi quarto, perdendo dez minutos... e a liderança. Mikko Hirvonen é outro dos perdedores do dia, ao chegar à meta 40 minutos depois do vencedor, caindo para o quinto posto da geral.

Assim, Peterhansel lidera, com uma vantagem de um minuto e nove segundos sobre Loeb, e quatro minutos e 54 segundos sobre Després, e cinco minutos e 35 segundos sobre Nani Roma.

Nas motos, o britânico Sam Sunderland foi o mais veloz, numa etapa onde Paulo Gonçalves esteve em destaque, ao ser segundo classificado, a sete minutos do piloto britânico. Pablo Quintanilla perdeu 15 minutos na etapa, e em consequência, perdeu também a liderança para... Sunderland. Outro dos perdedores foi Matthias Walkner, perdeu mais de vinte minutos e caiu para o 20º posto na etapa, e é quinto na geral. Mas ficou na frente de Barreda Bort, que perdeu mais 37 minutos e caiu para a 22ª posição da geral. Adrien Van Beveren foi o terceiro na etapa, e agora é também o terceiro na geral.

Amanhã, o Dakar segue em terras bolivianas, rumando de Oruro para La Paz, a capital, num troço com o total de 786 quilómetros, 527 dos quais em troços cronometrados.