terça-feira, 3 de novembro de 2026

WRC: Toyota terá duas equipas para 2027


A Toyota apresentou na manhã desta terça-feira o seu alinhamento para a temporada 2027 do WRC, a primeira debaixo das novas regras do WRC27. As novidades serão que a equipa terá duas equipas e dois carros: a Toyota Racing que correrá com o Toyota GR Celica Rally1 e a Gazoo Racing Toyota que fará alinhar o Toyota GR Yaris Rally1. A competição entre ambas e o contributo dos pilotos para o desenvolvimento dos dois modelos deverão apoiar o objetivo de produzir carros cada vez melhores.

O GR Celica Rally1 e o GR Yaris Rally1 seguirão os mesmos novos regulamentos WRC Car, concebidos para tornar a categoria principal Rally1 mais acessível e aumentar a concorrência, dispondo de potência e desempenho equivalentes.

Quanto a pilotos acontecerão dois regressos: o estónio Ott Tanak e o finlandês Kalle Rovanpera, enquanto Sebastien Ogier não aparece neste alinhamento, embora possa-se afirmar que ele ainda esteja a negociar com a Toyota um programa mais pequeno, com alguns ralis. Contudo, como o acordo não está fechado com o francês, não surge na composição das equipas.

Apesar disso, tudo indica que, tirando Katsuta, Tanak, Rovanpera e eventualmente, Ogier, estarão presentes a tempo parcial nessa equipa. 

Assim sendo, com a Toyota Racing a correr com o sueco Oliver Solberg, o finlandês Sami Pajari e o galês Elfyn Evans, o novo campeão do mundo, e todos no novo Toyota Celica Rally1, e provavelmente a tempo inteiro, na Gazoo Racing estarão Tanak, Rovanpera e o japonês Takamoto Katsuta, que correrão num Yaris Rally1 adaptado para a nova temporada. 

Kalle Rovanpera, campeão do mundo em 2023 e 2024, tentou ir para os monolugares em 2026, mas um problema de saúde no ouvido interno impediu de fazer essa transição e o deixou boa parte do ano em recuperação. Na apresentação da equipa, o finlandês de 26 anos reconheceu que o regresso não fazia parte dos planos iniciais, mas mostrou entusiasmo com a oportunidade.

“É realmente muito bom estar de volta. Como todos sabem, não era este o plano para esta altura, mas tudo pode acontecer na vida e passaram-se muitas coisas. Estou simplesmente feliz por regressar. Foi um ano longo sem conduzir quaisquer carros, fossem carros de ralis ou de corridas, e estou muito entusiasmado por voltar”, afirmou. 

“Estou muito feliz por ter a oportunidade de voltar a competir em ralis com a Gazoo Racing Toyota e o Jonne [Haltunen, seu navegador] no próximo ano. Esta equipa sempre foi como uma família para mim e, de certa forma, nunca senti realmente que a tivesse deixado. Estou a gostar de ter a oportunidade de fazer coisas diferentes, mas os ralis têm sido uma parte enorme da minha vida e, naturalmente, comecei a sentir saudades de conduzir passado algum tempo”, continuou.

Quanto ao calendário, o piloto confirmou apenas um programa parcial, deixando em aberto outras atividades ainda por anunciar.

“É um momento interessante para regressar e, embora os novos carros sejam muito diferentes dos que tínhamos antes, isso torna-o um novo desafio emocionante para mim. O mais importante será desfrutar da condução e da competição, aprender sobre o carro e ver o que podemos fazer juntos. Vamos fazer uma temporada parcial no próximo ano. Acho que também poderão surgir outras coisas, que ainda não estão confirmadas. Estou muito entusiasmado por voltar a um carro de ralis depois de um longo ano sem conduzir.”

Em relação a Tanak, o piloto de 39 anos, campeão do mundo em 2019, é uma das figuras mais carismáticas dos ralis e o seu talento e competitividade estão acima de qualquer dúvida. De regresso à Toyota depois de sete anos entre Hyundai e Ford, e uma pausa em 2026, onde se dedicou a testar o novo GR Celica Rally1, afirmou que a pausa lhe permitiu recuperar energias e renovar a vontade de competir.

E o regresso foi uma decisão simples.

A decisão de regressar a esta equipa não foi muito difícil. Temos uma grande história em comum”, começou por afirmar. “É uma honra estar de volta à Gazoo Racing Toyota e à equipa com a qual o Martin [Jarveoja, seu navegador] e eu nos tornámos campeões mundiais. Temos excelentes recordações da nossa passagem anterior por aqui, e tenho muito respeito pelas pessoas e pelo que alcançaram, por isso tem sido bom voltar a trabalhar juntos este ano numa função de desenvolvimento.", continuou.

"Gostei de passar algum tempo afastado da competição, mas a vontade de conduzir continua forte, e tem sido um desafio interessante envolver-me neste novo projeto. Passar um ano afastado não foi uma má decisão. Continuei bastante ocupado com o desenvolvimento do novo carro para o próximo ano, mas também tive algum tempo para mim, para respirar e, provavelmente, recuperar alguma vontade de competir. A competição está, de certa forma, no nosso coração e foi provavelmente aquilo de que mais sentimos falta.“, concluiu.

Tänak explicou que a motivação reapareceu naturalmente, depois dos primeiros meses de descanso. Quanto aos objetivos do regresso, deixou uma resposta que traduz a sua ambição.

“Quando fazemos uma coisa durante tanto tempo, torna-se uma espécie de instinto. Foi bom ter um ou dois meses de descanso, mas depois começamos simplesmente a sentir falta. É algo natural. Não sei se temos propriamente assuntos por resolver, mas diria que temos, sem dúvida, muito trabalho pela frente. Com mudanças técnicas tão significativas, houve muito para descobrirmos e aprendermos durante este processo." afirmou. "Estou entusiasmado por continuar esse trabalho e por ter a oportunidade de competir com o novo carro na próxima época. Vai ser um novo começo para todos e ainda há muitas incógnitas, mas estou ansioso por regressar e dar o meu melhor, juntamente com a equipa, para alcançarmos bons resultados”.

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